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ENGENHARIA DE DADOS Unidade 1 Fundamentos de sistemas de dados CEO DAVID LIRA STEPHEN BARROS Diretora Editorial ALESSANDRA FERREIRA Gerente Editorial LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria FABIANA MATOS DA SILVA 4 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 A U TO RI A Fabiana Matos da Silva Olá! Sou formada em Engenharia de Produção Mecânica e atuei na indústria automobilística na região do Vale do Paraíba. Meu interesse pela área técnica nasceu com minha passagem pelo Senai, no curso de Aprendizagem Industrial em Eletricista de Manutenção, depois disso, fiz o curso técnico em Mecânica. Entender como as coisas funcionam sempre foi minha motivação maior nesse período de aprendizagem. Passei por algumas empresas da região, mas sempre me senti motivada pela vontade de aprender cada vez mais. Participei do Programa Agente Local de Inovação (CNPq/Sebrae), em que auxiliava pequenas empresas fomentando ações inovadoras dentro de seus limites. Foi assim que me apaixonei pela inovação e iniciei meu mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional, estudando a temática desenvolvimento da inovação em pequenas e médias empresas da região metropolitana do Vale do Paraíba e litoral norte. Sou apaixonada pelo que faço e principalmente pela transmissão de conhecimento. Acredito que compartilhar meus conhecimentos e minha experiência de vida com aqueles que estão iniciando em suas profissões tem grande valia. Por isso, fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! 5ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 ÍC O N ES Estes iconográficos irão aparecer toda vez que: OBJETIVO Uma nova unidade letiva estiver sendo iniciada, indicando que competências serão desenvolvidas ao seu término; INTRODUÇÃO For iniciado o desenvolvimento de uma nova unidade letiva, logo após a descrição do objetivo; DEFINIÇÃO Houver necessidade de se apresentar um novo conceito; IMPORTANTE As observações escritas tiverem que ser priorizadas; FÓRMULA Uma fórmula ou equação for apresentada, mas você poderá utilizar o recurso “Equação” do processador de textos; VOCÊ SABIA? Curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo forem necessárias; SAIBA MAIS Um texto, referências bibliográficas e links para fontes de aprofundamento se fizerem necessários; ACESSE For preciso acessar um ou mais sites para fazer download, assistir a um vídeo, ler um texto, ouvir um podcast etc; REFLITA Houver necessidade de se chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre; RESUMINDO For preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens. EXEMPLO Um exemplo for descrito. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO Um exercício de fixação do conteúdo. 6 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 SU M Á RI O Princípios de arquitetura de dados ....................................... 10 Introdução à arquitetura de dados ................................................................10 Definições e aspectos teóricos da arquitetura de dados ............ 10 Componentes da arquitetura de dados ......................................... 11 Interrelação entre arquitetura de dados e governança de dados ....13 Modelos de arquitetura de dados ..................................................................15 Integração da modelagem de dados e arquitetura de dados .... 15 Padronização na modelagem de dados ......................................... 16 Arquitetura em camadas ...................................................................17 Normalização de dados ....................................................................................18 Princípio de design ................................................................. 18 Modularidade e escalabilidade ......................................................... 19 A segurança na arquitetura de dados ............................................. 20 Banco de dados relacionais .................................................... 23 Estrutura fundamental dos bancos de dados relacionais ......................... 23 Introdução ao banco de dados relacional ...................................... 23 Banco de dados relacional ................................................................24 Estrutura hierárquica do banco de dados relacional ................... 24 O SQL (Structured Query Language). ............................................................. 25 Principais componentes e funcionalidades do SQL ..................... 26 Aplicações do SQL ...............................................................................27 Aplicações práticas de bancos de dados relacionais ................... 27 Desafios na implementação dos BDR ............................................................ 29 Aspectos práticos da modelagem e design de dados .................. 29 Modelagem relacional e entidades-chave ...................................... 30 7ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Ferramentas e metodologias ............................................................ 30 Banco de dados não-relacionais ............................................ 33 Modelos de bancos de dados não-relacionais ............................................. 33 Modelo de banco de dados com base em documentos ............. 35 Modelo de banco de dados colunar ................................................ 36 Modelo de banco de dados chave-valor ......................................... 37 Aplicações práticas e casos de uso ................................................................ 40 Desafios e considerações na implementação .............................................. 41 Implementação de bancos de dados não-relacionais ................. 43 Modelagem e design de dados ............................................... 46 Modelagem conceitual em bancos de dados não-relacionais .................. 47 Aspectos teóricos sobre modelagem conceitual .......................... 47 Principais elementos da modelagem em bancos de dados não- relacionais ............................................................................................48 Técnicas de representação de dados abstratos ........................... 49 Estudo de caso: modelagem conceitual em um ambiente não-relacional ...51 Estratégias de design para otimização de desempenho ............ 52 Índices e particionamento: o caminho para a eficiência operacional...........................................................................................53 Casos de uso específicos e desafios na modelagem de dados não relacionais ............................................................................................56 Modelagem para aplicações IoT (internet das coisas) ................................ 58 Modelagem de redes sociais e grafos ............................................. 59 Casos de uso em ambientes empresariais .................................... 60 Desafios e soluções na modelagem de dados não-relacionais .. 62 SU M Á RI O 8 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 A PR ES EN TA ÇÃ O Você sabia que a área de engenharia de dados é uma das mais demandas na indústria, e será responsável pela geração milhares de empregos nos próximos anos? Isso mesmo. Essa área faz parte da cadeia de processamento de dados de uma empresa. Sua principal responsabilidade é estruturar, organizar e otimizar o vasto volume de informações que uma organização gera diariamente. Imagine um mundo em que a informação é a peça-chave para o sucesso de qualquer empreendimento. Nesse cenário, a engenharia de dados emerge como o alicerce para a construção de soluções inteligentes e estratégicas, capacitando as empresas a tomarem decisões fundamentadas e a se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo. Ao longo desta unidade letiva, você vai mergulharenquanto o polimorfismo facilitaria a realização de consultas unificadas sobre todos os produtos, independentemente da categoria. Essas técnicas, quando aplicadas corretamente, proporcionam uma flexibilidade inigualável na representação de dados abstratos, garantindo que os Bancos de Dados Não- 51ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Relacionais possam evoluir dinamicamente para atender às demandas em constante mudança dos sistemas. Estudo de caso: modelagem conceitual em um ambiente não- relacional Para consolidar os conceitos apresentados na modelagem conceitual dos Bancos de Dados Não Relacionais, exploraremos um estudo de caso prático que ilustra a aplicação dessas técnicas em um ambiente específico. O objetivo é destacar como a escolha dos elementos e das técnicas de modelagem pode influenciar diretamente na eficiência e flexibilidade de um sistema. Imaginemos um cenário em que estamos desenvolvendo um sistema de gerenciamento de biblioteca digital, e optamos por utilizar um banco de dados orientado a documentos, como o MongoDB. Nesse contexto, a representação de dados seguirá a lógica de documentos, com a flexibilidade adicional de adaptar-se dinamicamente às mudanças nas necessidades da biblioteca. Iniciaremos a modelagem com a criação de um documento para representar um livro, incluindo informações como título, autor, ano de publicação e uma lista de palavras-chave. Esse é um exemplo de como a estrutura de documentos em um banco de dados NoSQL pode abranger dados sem uma estrutura predefinida rigorosa. Consideremos agora a necessidade de introduzir diferentes tipos de mídia, como e-books e audiolivros. A modelagem de herança torna-se útil nesse momento, permitindo que diferentes tipos de mídia compartilhem características comuns (por exemplo, título e autor) enquanto mantêm atributos específicos para cada tipo. 52 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Além disso, ao implementar o polimorfismo, podemos criar consultas que abrangem todos os tipos de mídia, proporcionando uma visão holística da biblioteca digital, independentemente do formato do conteúdo. O ambiente dinâmico de uma biblioteca digital pode, ainda, exigir a inclusão de novas informações, como classificações dos usuários, comentários e tags. A capacidade de adaptação dinâmica do MongoDB permite a incorporação desses novos elementos sem afetar a estrutura existente. Esse estudo de caso prático ilustra como a modelagem conceitual em Bancos de Dados Não-Relacionais pode ser aplicada de maneira eficiente, respondendo de maneira ágil às demandas dinâmicas de um sistema em constante evolução. Estratégias de design para otimização de desempenho Em um cenário cada vez mais dinâmico da engenharia de dados, a otimização de desempenho em Bancos de Dados Não- Relacionais (NoSQL) emerge como um desafio crucial. Nesse contexto, a introdução às estratégias de design torna-se essencial para compreender como moldar eficientemente a arquitetura desses sistemas, garantindo respostas rápidas, escalabilidade e eficácia operacional. VOCÊ SABIA? A otimização de desempenho em bancos de dados NoSQL vai além da simples aplicação de índices, envolvendo uma abordagem estratégica que considera fatores como distribuição de dados, modelo de consistência e escolha de estratégias de leitura e escrita. A eficácia dessas estratégias depende diretamente do design adotado. 53ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 O desempenho de um banco de dados NoSQL está intrinsecamente ligado ao seu design, uma vez que escolhas inadequadas podem resultar em gargalos, latências excessivas e dificuldades de escalabilidade. A arquitetura e o design do banco de dados são fatores críticos para garantir o desempenho em sistemas NoSQL, e é fundamental entender como esses elementos se relacionam. A compreensão dessas estratégias permitirá aos profissionais de engenharia de dados moldarem sistemas robustos e eficientes, prontos para enfrentar os desafios de lidar com grandes volumes de dados e demandas crescentes. Índices e particionamento: o caminho para a eficiência operacional Na busca pela otimização de desempenho em Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL), a compreensão profunda sobre índices e estratégias de particionamento é um pilar fundamental. Essas estratégias não apenas aceleram a recuperação de dados, mas também desempenham um papel crucial na distribuição eficiente de informações em ambientes complexos e distribuídos. A aplicação de índices é uma prática essencial para melhorar a eficiência de consultas em bancos de dados NoSQL. No entanto, a escolha e implementação adequadas dos índices dependem fortemente da natureza dos dados e das consultas realizadas. A criação de índices deve ser feita com sabedoria, considerando as consultas frequentes e o custo associado à manutenção desses índices. Além disso, a estratégia de particionamento é um fator determinante na eficácia operacional de Bancos de Dados Não- Relacionais. O particionamento divide os dados em partes 54 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 menores, chamadas partições, distribuindo-as em diferentes servidores. Esse particionamento pode ser utilizado para melhorar a escalabilidade horizontal, facilitando a distribuição de dados em sistemas distribuídos e tornando possível o processamento paralelo de consultas. Nesse contexto, o desafio reside na escolha criteriosa das chaves de particionamento, considerando o equilíbrio entre a distribuição uniforme de carga e a minimização de movimentação de dados entre partições. No universo complexo dos Bancos de Dados Não- Relacionais (NoSQL), as estratégias de distribuição de dados são pilares essenciais para a garantia da escalabilidade horizontal. Em ambientes distribuídos, a eficácia na distribuição dos dados é determinante para otimizar o desempenho e assegurar a resposta eficiente dos sistemas. Em bancos de dados NoSQL, a capacidade de distribuir dados eficientemente, entre diferentes servidores ou nós, é fundamental para lidar com volumes significativos de informações e garantir a expansão horizontal. Nesse contexto, torna-se imperativo explorar estratégias específicas que permitam uma distribuição balanceada e eficaz. Uma estratégia central é o conceito de shardings, que envolve a divisão de grandes conjuntos de dados em partes menores, distribuídas entre diferentes nodos. O particionamento por shardings possibilita uma distribuição equitativa da carga de trabalho, prevenindo a sobrecarga de um único servidor. Essa abordagem é particularmente relevante em sistemas em que a escalabilidade horizontal é primordial. 55ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 IMPORTANTE Além disso, a replicação, que consiste na criação de cópias dos dados em diferentes servidores, é uma estratégia poderosa para garantir alta disponibilidade e tolerância a falhas. A replicação oferece uma camada adicional de segurança, permitindo que o sistema permaneça operacional mesmo em caso de falhas em um dos servidores. Em um ambiente NoSQL, a escolha entre diferentes estratégias de distribuição de dados deve ser feita considerando cuidadosamente os requisitos específicos do sistema. Em bancos de dados orientados a grafos, por exemplo, a distribuição dos dados pode ser otimizada para garantir que os nós relacionados estejam fisicamente próximos, minimizando a latência. No contexto dinâmico dos Bancos de Dados Não- Relacionais (NoSQL), o monitoramento contínuo e o ajuste ágil são elementos fundamentais para garantir a eficiência operacional ao longo do tempo. Em ambientes nos quais a natureza dos dados e a carga de trabalho podem evoluir rapidamente, a capacidade de identificar e corrigir potenciais problemas é essencial para manter o desempenho otimizado. O monitoramento contínuo permite a identificação proativa de gargalo e comportamentos inesperados, e a necessidade de ajustes, evitando impactos negativos na experiência do usuário. A capacidade de respostarápida às mudanças nas condições operacionais é um diferencial para garantir a eficiência do sistema. Em sistemas NoSQL, em que a diversidade de modelos e estruturas é uma realidade, a escolha de métricas de monitoramento adequadas é essencial. As métricas relacionadas ao desempenho de leitura, escrita, distribuição de carga e utilização de recursos são cruciais para entender o comportamento do sistema e guiar os ajustes necessários. 56 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 O ajuste contínuo, por sua vez, vai além da correção de problemas imediatos. A evolução constante do sistema, acompanhada de ajustes graduais, é uma prática eficaz para manter o equilíbrio entre desempenho e escalabilidade ao longo do tempo. Ademais, a automação é vital no monitoramento e no ajuste contínuo. Ferramentas que permitem a automação de tarefas rotineiras, como o ajuste de configurações e a redistribuição de dados, contribuem significativamente para a eficiência operacional em longo prazo. Ao longo do capítulo, ainda exploraremos as melhores práticas de monitoramento e de ajuste contínuo em Bancos de Dados Não-Relacionais, destacando a importância de uma mentalidade proativa para antecipar e abordar os desafios operacionais. Com essa abordagem, os profissionais de engenharia de dados estarão equipados para manter a eficiência de seus sistemas em constante evolução. Casos de uso específicos e desafios na modelagem de dados não relacionais Enquanto exploramos a vastidão do universo dos Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL), torna-se imperativo direcionar nosso olhar para casos de uso específicos, nos quais esses sistemas revelam todo o seu potencial. Cada aplicação, setor ou contexto apresenta desafios únicos, exigindo abordagens de modelagem adaptadas para garantir eficiência e desempenho otimizado. A importância de abordar casos de uso específicos é evidente quando consideramos que a diversidade de modelos e estruturas nos Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL) permite que se escolha a ferramenta certa para o trabalho certo. Nesse 57ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 sentido, ao direcionarmos nosso foco para contextos específicos, conseguimos extrair o máximo benefício dessas tecnologias. Um dos cenários mais desafiadores e, ao mesmo tempo, empolgantes, é a modelagem para aplicações IoT (Internet das Coisas). Diante da avalanche de dados gerados por dispositivos conectados, é essencial explorar estratégias específicas para lidar com volumes massivos, eventos em tempo real e a necessidade imperativa de escalabilidade. Imagem 1.4 – IoT Fonte: Freepik. 58 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Além disso, os desafios na modelagem de dados geoespaciais aumentam quando buscamos representar informações de localização de forma eficiente. Aqui, as nuances da distribuição geográfica tornam-se fatores críticos, demandando técnicas avançadas de indexação e consulta espacial. IMPORTANTE À medida que adentramos o reino das redes sociais e grafos, o desafio reside na representação eficaz de relações complexas e na busca otimizada de caminhos em estruturas de grafos. A modelagem de dados semiestruturados, como JSON e XML, também apresenta seu próprio conjunto de desafios, requerendo flexibilidade e consistência. Modelagem para aplicações IoT (internet das coisas) O crescente ecossistema da Internet das Coisas (IoT) trouxe consigo uma explosão de dispositivos conectados, além da necessidade premente de uma modelagem eficiente para lidar com a heterogeneidade e o volume massivo de dados gerados. Neste estudo de caso, adentraremos o desafiador universo da IoT, explorando como os Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL) se destacam na modelagem para esse contexto específico. O ambiente da IoT é caracterizado por muitos dispositivos que geram dados constantemente. Aqui, a eficiência na modelagem torna-se vital para assegurar tanto a armazenagem eficaz quanto a recuperação ágil de informações provenientes de sensores e dispositivos distribuídos. No contexto da IoT, a modelagem precisa lidar com dados variados, desde leituras de sensores em tempo real até informações contextuais de dispositivos. Estratégias como a utilização de bancos de dados orientados a documentos, como 59ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 MongoDB, revelam-se vantajosas, permitindo a representação flexível desses dados heterogêneos. Além disso, a escalabilidade é uma demanda intrínseca às aplicações IoT, considerando o constante crescimento no número de dispositivos conectados. A distribuição de dados e a capacidade de escalabilidade horizontal oferecidas por alguns Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL) são cruciais para lidar com o aumento exponencial de dados. Outro desafio enfrentado na modelagem para IoT é a necessidade de processamento em tempo real. Bancos de dados NoSQL, em particular os orientados a eventos, como o Apache Cassandra, podem ser integrados às ferramentas de processamento de stream para lidarem eficientemente com a ingestão contínua de dados. Nesse estudo de caso, examinaremos de perto as nuances da modelagem para aplicações IoT, explorando estratégias específicas, desafios enfrentados e soluções adotadas. Buscamos, com isso, fornecer insights práticos para profissionais de engenharia de dados e desenvolvedores que buscam implementar sistemas robustos e eficientes na crescente esfera da Internet das Coisas. Modelagem de redes sociais e grafos Adentrando o intricado mundo das redes sociais e estruturas de grafos, nos deparamos com desafios particulares na modelagem de dados. Num contexto em que as relações entre entidades são tão essenciais quanto os próprios dados, a escolha e a execução eficiente de estratégias de modelagem tornam-se fundamentais para capturar as nuances das interações humanas. As redes sociais são um exemplo clássico de estruturas de grafos, em que entidades (como os usuários) são conectadas 60 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 por meio de relações (como as amizades). A representação dessas relações de maneira eficaz requer a compreensão das dinâmicas das interações e o uso de bancos de dados de grafos, como o Neo4j. IMPORTANTE Na modelagem de redes sociais, a eficiência na busca de caminhos e a análise de relações são focos cruciais. A utilização de algoritmos de grafos possibilita a identificação de padrões complexos e a tomada de decisões com base nas relações existentes. Além disso, a escalabilidade é uma preocupação quando lidamos com redes sociais de grande porte. A distribuição eficiente dos dados é essencial para garantir o desempenho adequado mesmo em redes com milhões ou bilhões de pessoas. Outro ponto a se considerar é a dinâmica das relações em constante evolução. Bancos de dados de grafos oferecem a flexibilidade necessária para modelarem e adaptarem-se às mudanças nas interações entre entidades ao longo do tempo, permitindo uma representação fiel das complexidades das redes sociais. Casos de uso em ambientes empresariais Direcionando nosso olhar para o mundo corporativo, observamos uma infinidade de desafios e requisitos específicos que demandam uma abordagem cuidadosa na modelagem de dados. Em ambientes empresariais, a escolha do modelo e as estratégias de modelagem são fundamentais na garantia da eficiência operacional e na capacidade de resposta às demandas complexas. 61ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Ambientes empresariais frequentemente enfrentam a necessidade de armazenar grandes volumes de dados, garantir buscas eficientes e integrar-se com sistemas legados. A compreensão desses requisitos é fundamental para a seleção de uma solução de banco de dados que atenda às demandas específicas. IMPORTANTE O armazenamento eficiente de grandes volumes de dados muitas vezes leva a escolhas por bancos de dados orientados a colunas, como o Apache Cassandra. A modelagem orientada a colunas permite otimizar a leitura sequencial de grandes conjuntosde dados, sendo especialmente eficaz em cenários empresariais com necessidades analíticas intensivas. Outro desafio comum em ambientes empresariais é a necessidade de realizar consultas complexas e agregações de dados. Bancos de dados orientados a documentos, como o MongoDB, são frequentemente adotados para lidarem com essas demandas. A flexibilidade na representação dos dados e a capacidade de realizar consultas ad hoc são características valiosas nesses contextos. Integrar-se com sistemas legados é um requisito recorrente em empresas com uma infraestrutura estabelecida. Nesse sentido, a escolha de soluções que ofereçam suporte aos padrões e protocolos comuns torna-se imperativa para facilitar a interoperabilidade e a migração gradual. Esse estudo de caso explorará brevemente, de maneira prática e contextualizada, como os Bancos de Dados Não- Relacionais são aplicados em ambientes empresariais. Ao examinar casos reais, desafios enfrentados e estratégias implementadas, pretendemos fornecer insights valiosos para profissionais de engenharia de dados e arquitetos de sistemas corporativos. 62 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Desafios e soluções na modelagem de dados não-relacionais Ao enfrentarmos os desafios intrínsecos à modelagem de dados não-relacionais em cenários específicos, é necessário reconhecer as complexidades que surgem e, simultaneamente, identificar estratégias eficazes para superá-las. Nos casos de uso explorados, distintos desafios se apresentam, e as soluções adotadas revelam a flexibilidade e a adaptabilidade dos Bancos de Dados Não-Relacionais. Na modelagem para aplicações IoT, em que o volume massivo de dados é uma constante, a escalabilidade assume um papel vital. A escalabilidade horizontal proporcionada por alguns bancos de dados NoSQL, como MongoDB, torna-se uma solução eficiente para lidar com o crescente número de dispositivos conectados. A capacidade de distribuir dados de forma eficiente é a chave para manter a eficiência operacional em ambientes IoT. Para a modelagem de redes sociais e grafos, a busca eficiente de caminhos e a análise de relações complexas apresentam desafios significativos. A utilização de bancos de dados de grafos permite a aplicação de algoritmos específicos para a análise de redes sociais, e a flexibilidade na representação de entidades e relações proporciona uma abordagem dinâmica e adaptável. Já em ambientes empresariais, a integração com sistemas legados e a necessidade de armazenar grandes volumes de dados demandam soluções específicas. A escolha de bancos de dados orientados a colunas para otimizar a leitura sequencial e a flexibilidade de modelos orientados a documentos são estratégias eficazes para lidar com esses desafios. 63ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Contudo, cabe salientar que não existe uma abordagem única que se aplique a todos os casos. A adequação das soluções às demandas específicas de cada cenário é uma constante, e a capacidade de ajuste contínuo é essencial. A prática do monitoramento constante e da adaptação gradual permitem a manutenção da eficiência operacional ao longo do tempo. RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a modelagem conceitual em Bancos de Dados Não-Relacionais é essencial para representar de maneira eficiente as relações e as estruturas de dados, proporcionando flexibilidade e adaptabilidade aos diversos contextos. Além disso, exploramos estratégias de design para a otimização de desempenho, destacando a importância de considerar fatores como índices, particionamento, distribuição de dados e eficiência em operações de leitura e escrita. A otimização do design é crucial para garantir que os Bancos de Dados Não-Relacionais atendam aos requisitos de performance exigidos em ambientes dinâmicos. Por fim, abordamos casos de uso específicos e desafios na modelagem de dados não-relacionais, explorando contextos como IoT, redes sociais e ambientes empresariais. Compreender esses casos é fundamental para aplicar as técnicas adequadas de modelagem em situações práticas, adaptando-se às particularidades de cada cenário. Esperamos que agora você esteja pronto para aplicar os conhecimentos adquiridos nesse capítulo, desenvolvendo habilidades sólidas em modelagem e design de dados não-relacionais. Continue explorando e aprimorando suas competências, pois a jornada na engenharia de dados reserva muitas descobertas e desafios empolgantes. Avante! 64 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 BATINI, C. et al. Methodologies for data quality assessment and improvement. ACM Computing Surveys, London, v. 41, n. 3, p., 2009. COSTA, RLC. SQL: guia prático. 2. ed. São Paulo: Brasport, 2007. INMON, WH. Building the data warehouse. 4. ed. New Jersey: John Wiley & Sons, 2005. MATIAS-PEREIRA, J. Curso de administração pública. São Paulo: Atlas, 2010 RUSSOM, P. Maning big data: tdwi best practices report. Las Vegas: Tdwi, 2013. RE FE RÊ N CI A Snesse universo fascinante. Dos princípios fundamentais da arquitetura de dados até a modelagem avançada em Bancos de Dados Não-Relacionais, exploraremos juntos as ferramentas, técnicas e estratégias que impulsionam a eficiência e a inovação no tratamento de dados. Prepare-se para adquirir conhecimentos sólidos sobre Banco de Dados Relacionais e Não-Relacionais, entender como a modelagem conceitual pode ser aplicada em diferentes contextos e desbravar estratégias de design para otimização de desempenho. Não se esqueça de explorar os casos de usos específicos, os desafios e as soluções que moldam o dia a dia do engenheiro de dados. Ao final dessa jornada, você estará equipado com as habilidades necessárias para navegar no vasto oceano de dados, contribuindo de maneira significativa para o sucesso e inovação na área da engenharia de dados. Pronto para embarcar nessa incrível jornada? Vamos lá! 9ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 O BJ ET IV O S Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Compreender os princípios básicos da arquitetura de dados. 2. Entender a organização dos bancos de dados relacionais, identificando suas aplicações. 3. Discernir sobre a organização e a lógica dos bancos de dados não-relacionais, identificando suas aplicações. 4. Aplicar técnicas de projeto e modelagem de estruturas de dados eficientes. 10 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Princípios de arquitetura de dados OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona a estrutura essencial que sustenta a engenharia de dados: a arquitetura de dados. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão, proporcionando uma base sólida para a manipulação eficiente e estratégica de dados em ambientes de Tecnologia da Informação. As pessoas que tentaram ingressar no universo da engenharia de dados sem a devida instrução tiveram problemas ao organizar, armazenar e processar dados de maneira eficaz. Portanto, é crucial adquirir o conhecimento necessário para evitar obstáculos e alcançar resultados eficientes. E então? Motivado para desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante! Introdução à arquitetura de dados Definições e aspectos teóricos da arquitetura de dados Ao mergulharmos na complexidade da engenharia de dados, é fundamental compreender a base estrutural que sustenta todo o processo: a arquitetura de dados. Segundo Russom (2013), ela pode ser definida como o conjunto de regras, políticas, modelos, padrões e tecnologias que delineiam como os dados são organizados, armazenados e utilizados em uma organização. A arquitetura de dados representa um conjunto coeso de documentos de especificação empregados para estabelecer 11ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 os requisitos de dados, direcionar a integração e supervisão dos recursos de dados e alinhar os investimentos em dados com a estratégia empresarial. Ela compreende, ademais, um conjunto integrado de representações visuais em diversos níveis de abstração. A arquitetura de dados abarca termos formais de dados, definições abrangentes de dados, estruturas de dados eficientes, regulamentos claros de integridade de dados e documentação robusta de dados. IMPORTANTE Essa definição ressalta a importância de uma abordagem organizacional e estratégica na gestão de dados. A estruturação adequada dos dados é necessária para extrair informações valiosas e tomar decisões embasadas (Inmon, 2005). A relevância da arquitetura de dados na engenharia de dados não pode ser subestimada. Pode-se afirmar que a arquitetura de dados proporciona um alicerce sólido para a integridade e qualidade dos dados, contribuindo diretamente para a eficácia das estratégias empresariais. Esse alicerce facilita a organização e recuperação de dados e promove a padronização e a consistência, fatores cruciais para a confiabilidade das análises e dos relatórios gerenciais. Nesse contexto, a arquitetura de dados não é apenas um componente técnico, mas uma peça-chave na governança de dados, influenciando diretamente a tomada de decisões em todos os níveis organizacionais. Componentes da arquitetura de dados Ao abordarmos os componentes da arquitetura de dados, é imperativo compreender a diversidade dos dados que compõem esse cenário. A distinção entre dados estruturados e 12 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 não-estruturados é fundamental para orientar as estratégias de armazenamento e processamento. DEFINIÇÃO Dados estruturados, organizados em tabelas e relações, são comumente associados aos bancos de dados relacionais. Já o que diz respeito aos dados não-estruturados, como documentos de texto e imagens, diz-se que desafiam os modelos tradicionais. Em qualquer arquitetura de dados robusta, os metadados desempenham um papel central. Conforme o proposto por Batini et al. (2009), os metadados são informações que descrevem características dos dados, facilitando sua compreensão, seu gerenciamento e seu uso eficiente. Essas informações, muitas vezes subestimadas, são essenciais para a governança de dados, fornecendo insights sobre a origem, a qualidade e o contexto dos dados (Inmon, 2005). A integração eficaz de metadados na arquitetura é fundamental para maximizar o valor dos ativos de dados. A governança de dados é basilar na gestão eficaz da arquitetura de dados, tendo um papel importante na definição de políticas, procedimentos e responsabilidades relacionadas à coleta, ao armazenamento, ao uso e ao compartilhamento de dados numa organização. De acordo com Matias-Pereira (2010), a governança de dados é um conjunto de práticas, políticas, diretrizes, normas e decisões que estão relacionadas ao gerenciamento e ao controle dos ativos de dados de uma organização e suas redes de colaboração. Nesse contexto, a governança de dados busca garantir a qualidade, a integridade, a confiabilidade e a segurança dos dados, alinhando-os aos objetivos estratégicos da empresa. 13ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Interrelação entre arquitetura de dados e governança de dados A interrelação entre a arquitetura de dados e a governança de dados é notória, pois enquanto a primeira define a estrutura e os componentes dos dados, a segunda estabelece as diretrizes para a utilização adequada desses ativos. A governança de dados permite a criação de um ambiente propício para a gestão e uso adequado dos dados, minimizando riscos e garantindo a conformidade com normas e regulamentações. Nesse sentido, ambas as disciplinas colaboram para assegurar que os dados sejam tratados como um recurso estratégico, promovendo a confiança nas informações e mitigando os possíveis impactos adversos decorrentes de práticas inadequadas. Imagem 1.1 – Processamento de dados Fonte: Freepik. 14 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 O estabelecimento de papéis e responsabilidades é fundamental na governança de dados. É preciso designar proprietários de dados, definir responsabilidades claras e estabelecer processos que assegurem a tomada de decisões eficientes sobre o uso e a gestão dos dados. Essa abordagem contribui para uma melhor compreensão das implicações organizacionais e estratégicas dos dados, alinhando-se aos objetivos traçados na arquitetura de dados. A transparência e a prestação de contas são aspectos centrais na governança de dados. Ao adotarem práticas transparentes e comunicativas, as organizações promovem a confiança dos stakeholders, estimulando a colaboração e o comprometimento com as diretrizes estabelecidas. Essa abordagem, além de reforçar a integridade dos dados, fomenta uma cultura organizacional pautada na responsabilidade e na ética no tratamento das informações. IMPORTANTE A prática da governança de dados envolve o estabelecimento de autoridade e controle, abrangendo atividades como planejamento, monitoramento eexecução sobre a gestão dos ativos de dados. A implementação efetiva de um programa de governança de dados garante a procedência dos dados por meio da rastreabilidade a partir da linhagem, bem como para assegurar a qualidade dos dados. Esses elementos são essenciais para que empresas orientadas aos dados possam tomar decisões informadas. Portanto, é comum encontrar várias recomendações de diferentes autores destacando a importância desse programa. Dessa forma, a interligação entre a arquitetura de dados e a governança de dados se mostra essencial para a construção de uma base sólida na gestão de informações. Ao integrar os 15ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 princípios da arquitetura de dados com os mecanismos de controle e direcionamento da governança de dados, as organizações fortalecem sua capacidade de tomarem decisões estratégicas com base em dados confiáveis e alinhados com os objetivos corporativos. Modelos de arquitetura de dados A modelagem e o design de dados são primordiais na implementação efetiva da arquitetura de dados, contribuindo para a estruturação e a organização dos elementos que compõem o ambiente informacional da organização. A modelagem de dados é a atividade de especificar, visualizar e documentar as estruturas de dados necessárias para dar suporte a um sistema de informação. Dessa forma, é evidente que a modelagem é um processo essencial para transformar requisitos de negócios em estruturas de dados tangíveis. Integração da modelagem de dados e arquitetura de dados Ao integrar a modelagem de dados à arquitetura de dados, torna-se possível criar representações visuais que refletem as relações e as interações entre os diversos elementos do sistema informacional. A modelagem de dados é uma técnica de design que visa criar uma representação visual abstrata do sistema, identificando as entidades, os relacionamentos e as propriedades dos dados. Nesse contexto, a modelagem proporciona uma visão clara e compreensível da estrutura dos dados, facilitando a comunicação entre os stakeholders e promovendo a eficácia na implementação da arquitetura de dados. 16 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 A escolha de abordagens de design de dados apropriadas é fundamental para garantir a eficiência e a escalabilidade do sistema. O design de dados envolve a escolha de estruturas de dados apropriadas e a determinação de como essas estruturas de dados serão representadas e manipuladas no sistema. Dessa maneira, o design de dados é uma etapa essencial que complementa a modelagem, transformando os conceitos abstratos em estruturas concretas e funcionais. Aliada à modelagem e ao design de dados, a arquitetura de dados possibilita a criação de estruturas coesas e adaptáveis, capazes de atender às demandas atuais e de evoluir conforme as mudanças nas necessidades organizacionais. IMPORTANTE A modelagem e o design de dados são atividades interrelacionadas que contribuem para a definição de um sistema de informação eficaz, adaptável e capaz de evoluir ao longo do tempo. Padronização na modelagem de dados A padronização de técnicas de modelagem e design de dados, na seara da arquitetura de dados, proporciona uma abordagem consistente e uniforme na concepção e implementação de sistemas de informação. Essa abordagem facilita a compreensão, a manutenção e a evolução dos sistemas, promovendo a consistência e a qualidade dos artefatos produzidos. Assim, a integração sinérgica entre a arquitetura de dados, a modelagem e o design de dados formam um conjunto articulado de práticas e técnicas que pretendem estabelecer uma base sólida para a gestão efetiva das informações organizacionais. 17ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Arquitetura em camadas A adoção de uma arquitetura em camadas representa uma abordagem fundamental na implementação eficiente da arquitetura de dados, permitindo uma estrutura modular e hierárquica que organiza e separa responsabilidades dentro de um sistema. A arquitetura em camadas é uma estratégia de design que organiza o sistema em módulos hierárquicos, cada um representando uma camada ou um nível específico de funcionalidade. Essa abordagem proporciona benefícios significativos, incluindo a facilidade de manutenção, a reusabilidade de componentes e a capacidade de evoluir partes do sistema de forma independente. Ao integrar a arquitetura em camadas à arquitetura de dados, é possível estabelecer uma divisão clara entre as diferentes funcionalidades e os componentes do sistema informacional. A separação de preocupações é uma das principais vantagens da arquitetura em camadas, em que cada camada é responsável por uma preocupação específica, facilitando o entendimento e a manutenção do sistema como um todo. Logo, a arquitetura de dados se beneficia da organização estratificada, garantindo uma gestão eficiente dos ativos informacionais. A camada de dados, muitas vezes denominada camada de persistência, é central nessa arquitetura, sendo responsável pelo armazenamento e pela recuperação dos dados. A camada de dados é crucial para garantir a integridade e a segurança dos dados, sendo a ponte entre o mundo dos dados e as camadas superiores da aplicação. A separação dessa camada possibilita a implementação de políticas de segurança, o controle de acesso e as otimizações de desempenho de forma específica, contribuindo para a robustez da arquitetura de dados. A camada de negócios, por sua vez, concentra as regras e lógicas de negócios, assegurando que as 18 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 operações realizadas sobre os dados estejam alinhadas com os objetivos organizacionais. A camada de negócios é responsável por traduzir as operações do usuário em operações sobre os dados, garantindo a consistência e a validade das informações manipuladas. Essa abordagem permite uma adaptação mais flexível às mudanças nos processos de negócios, sem afetar diretamente a camada de dados, fortalecendo a agilidade e a escalabilidade da arquitetura de dados. A camada de apresentação, por fim, representa a interface com o usuário, tornando acessíveis as funcionalidades e os dados disponíveis no sistema. A camada de apresentação é a responsável por proporcionar uma experiência amigável e eficiente ao usuário final, garantindo a interação intuitiva e a apresentação adequada dos dados. Essa separação de responsabilidades facilita a manutenção e a evolução da interface do usuário sem afetar as camadas subjacentes da arquitetura de dados. IMPORTANTE A abordagem em camadas, quando integrada à arquitetura de dados, promove uma estrutura organizada e modular, contribuindo para a eficácia na gestão e na manipulação dos dados organizacionais. Ao adotar essa arquitetura, as organizações podem obter vantagens significativas na manutenção, evolução e escalabilidade de seus sistemas informacionais. Normalização de dados Princípio de design Os princípios de design desempenham um papel crucial na concepção e na implementação efetiva da arquitetura de dados, fornecendo diretrizes fundamentais para criar sistemas robustos, flexíveis e alinhados com os objetivos organizacionais. 19ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Os princípios de design são fundamentais para manter a qualidade e a adaptabilidade de um sistema ao longo do tempo. A aplicação desses princípios na arquitetura de dados visa estabelecer uma base sólida para a gestão e a utilização eficaz dos ativos informacionais. Um princípio essencial desse campo é a normalização, que busca eliminar redundâncias e anomalias nos dados, promovendo a consistência e a integridade. DEFINIÇÃO A normalização é um processo de design que organiza os dados de um banco de dados de maneira eficiente e reduz a redundância. Ao aplicar a normalização na arquitetura de dados, as organizações garantem a coesão e a consistência dos dados, evitando inconsistências que poderiam comprometer a qualidade das informações. Modularidade e escalabilidadeOutro princípio relevante é a modularidade, que preconiza a organização dos componentes da arquitetura de dados em módulos independentes e interconectados. A modularidade facilita a manutenção, a compreensão e a evolução do sistema, e permite a modificação de partes específicas sem afetar o todo. Esse princípio contribui para a adaptabilidade da arquitetura de dados, possibilitando a incorporação de novos requisitos e a atualização de componentes de forma eficiente. A escalabilidade também é um princípio vital na arquitetura de dados, assegurando que o sistema possa crescer e se adaptar conforme a demanda. A escalabilidade é a capacidade de um sistema lidar com um aumento significativo de carga de trabalho sem sacrificar o desempenho. Ao considerar a escalabilidade na arquitetura de dados, as organizações garantem que seus sistemas possam suportar o aumento do volume de dados e a expansão das operações sem comprometer a eficiência. 20 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 A padronização é um princípio que estabelece normas e diretrizes uniformes na estruturação e na documentação dos dados. A padronização facilita a compreensão, a manutenção e a colaboração entre equipes, promovendo a consistência e a qualidade dos dados. A aplicação desse princípio na arquitetura de dados contribui para a criação de ambientes organizados e coerentes, simplificando a gestão e a manipulação dos dados. A segurança na arquitetura de dados A segurança é um princípio crítico na arquitetura de dados, garantindo a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações. A segurança dos dados é essencial para proteger as informações contra acessos não-autorizados e garantir a confiança nas operações realizadas sobre os dados. Ao incorporar princípios de segurança nessa seara, as organizações mitigam riscos e asseguram a proteção dos ativos informacionais. Dessa forma, a aplicação desses princípios na arquitetura de dados orienta a criação de sistemas eficientes e promove uma abordagem coesa e estratégica na gestão dos ativos informacionais, garantindo a relevância e a adaptabilidade desses sistemas ao longo do tempo. A normalização de dados surge como um aspecto fundamental na arquitetura de dados, sendo um princípio de design crucial para assegurar a qualidade, a integridade e a eficiência no armazenamento das informações. A normalização é um processo essencial no design de banco de dados relacional que busca reduzir a redundância e as dependências funcionais entre os atributos, resultando numa estrutura mais organizada e eficiente. Ao aplicar a normalização na arquitetura de dados, busca- se eliminar anomalias, reduzir a duplicidade de informações e proporcionar uma estrutura mais coesa e adaptável. A 21ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 normalização é uma técnica que minimiza a redundância e a dependência entre os dados, otimizando a estrutura de um banco de dados e garantindo uma representação mais fiel à realidade que ele representa. IMPORTANTE A normalização contribui para a consistência dos dados, evitando inconsistências que poderiam surgir devido à duplicidade de informações. Assim, a estrutura resultante da normalização facilita a manutenção, a atualização e a evolução da arquitetura de dados ao longo do tempo. Entretanto, é importante destacar que a normalização não é uma abordagem única para todos os casos, e seu grau de aplicação pode variar conforme as necessidades específicas de cada sistema. A normalização não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar a eficiência e a integridade dos dados. A eficácia da normalização de dados está intrinsecamente ligada à compreensão profunda das características e necessidades do sistema em questão. A normalização deve ser aplicada de maneira equilibrada, considerando as características específicas dos dados e os requisitos de desempenho do sistema. A normalização é, pois, uma ferramenta poderosa na modelagem e na gestão de dados, quando aplicada com discernimento e em conformidade com os objetivos da arquitetura de dados. Em síntese, a normalização de dados, ao ser adequadamente aplicada na arquitetura de dados, contribui para a criação de um ambiente informacional estruturado, coeso e eficiente. Ao minimizar redundâncias e dependências, ela promove a integridade dos dados, facilitando a compreensão, a manutenção e a evolução do sistema ao longo do tempo. 22 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Nós exploramos os fundamentos de sistemas de dados, começando com uma introdução à arquitetura de dados. Destacamos a importância de compreender como os dados são organizados, armazenados e gerenciados para otimizar a eficiência e a eficácia dos sistemas de informação. Em seguida, analisamos os componentes essenciais da arquitetura de dados, examinando elementos como bancos de dados, metadados e políticas de segurança. Esses componentes formam a base para a construção de sistemas de dados robustos e confiáveis. Além disso, exploramos diferentes modelos de arquitetura de dados, destacando a diversidade de abordagens disponíveis para projetar sistemas que atendam às necessidades específicas de uma organização. Discutimos modelos centralizados, descentralizados e distribuídos, ressaltando as vantagens e os desafios associados a cada um. Ao longo desse capítulo, esperamos que você tenha adquirido uma compreensão sólida dos conceitos fundamentais que sustentam os sistemas de dados. A arquitetura de dados é crucial na eficiência operacional e na tomada de decisões informadas, e seu conhecimento é essencial para profissionais envolvidos no desenvolvimento e no gerenciamento de sistemas de informação. Portanto, ao compreender os elementos essenciais da arquitetura de dados e os modelos disponíveis, você está mais bem equipado para contribuir para o sucesso e a eficiência dos sistemas de informação em qualquer ambiente organizacional. Continue explorando e aplicando esses conhecimentos para aprimorar suas habilidades e contribuir positivamente para o mundo dos sistemas de dados. 23ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Banco de dados relacionais OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona os dados relacionais. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. Neste capítulo, adentraremos o fascinante mundo dos bancos de dados relacionais, explorando a estrutura fundamental que serve como a espinha dorsal para o armazenamento, a organização e a recuperação eficiente de dados. Ao final, você entenderá os alicerces desses sistemas e reconhecerá a importância que eles desempenham em inúmeras aplicações profissionais. E então? Está pronto para desbravar os segredos dos bancos de dados relacionais? Vamos lá. Avante! Estrutura fundamental dos bancos de dados relacionais Introdução ao banco de dados relacional Vamos iniciar nossa jornada explorando a essência dos Bancos de Dados Relacionais (BDR), uma peça crucial no cenário da engenharia de dados. Essa implementação proporcionou uma forma eficaz de organizar e acessar dados, moldando a maneira como lidamos com informações em diversos contextos. A estrutura fundamental dos BDR é alicerçada em conceitos que constituem a espinha dorsal desse sistema. Para compreender essa estrutura, é imperativo mergulhar nas entranhas das tabelas, dos registros, dos campos e dos relacionamentos. As tabelas servem como estruturas básicas que armazenam dados, e os relacionamentos entre essas tabelas são fundamentais para a modelagem eficiente de dados complexos. 24 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Banco de dados relacional Ao explorar a estrutura, deparamo-nos com a importância dos relacionamentos. A força dos Bancos de Dados Relacionais reside na capacidadede representar relacionamentos complexos entre diferentes conjuntos de dados. Esses relacionamentos, muitas vezes estabelecidos por meio de chaves primárias e estrangeiras, são a essência da interconexão que dá significado aos dados armazenados. Os campos, por sua vez, são fundamentais na definição dos tipos de dados que podem ser armazenados nas tabelas. Cada campo contém um único valor atômico, e a escolha cuidadosa dos tipos de dados é crucial para a integridade e a eficiência do banco de dados. Dessa forma, a estrutura dos BDR é projetada para acomodar a diversidade de informações de maneira organizada e coerente. IMPORTANTE A normalização surge como uma técnica essencial para otimizar a estrutura dos BDR. Ao reduzir redundâncias e eliminar dependências indesejadas, a normalização contribui para a eficiência operacional e a manutenção da integridade dos dados. Estrutura hierárquica do banco de dados relacional A compreensão da estrutura hierárquica dos BDR é primordial para os profissionais que lidam com dados. As tabelas interagem entre si, os registros contêm informações específicas e os campos definem a natureza dessas informações. O entendimento claro dessa hierarquia proporciona uma visão abrangente do fluxo de dados dentro do sistema. 25ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Imagem 1.2 – Gerenciamento de dados Fonte: Freepik. Em nossa jornada, também abordaremos os desafios comuns enfrentados ao estruturar bancos de dados relacionais, e apresentaremos boas práticas que almejam superar esses obstáculos. A estruturação eficiente dos BDR é um equilíbrio delicado entre a complexidade dos dados do mundo real e a simplicidade necessária para garantir uma gestão eficaz. O SQL (Structured Query Language). Ao adentrarmos a estrutura fundamental dos Bancos de Dados Relacionais, nossa compreensão desses sistemas se solidificará, preparando-nos para explorar as nuances do mundo prático que essas estruturas sustentam. Agora que compreendemos a estrutura fundamental dos Bancos de Dados 26 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Relacionais (BDR), é hora de nos aprofundarmos na linguagem que serve como ponte entre os usuários e esses sistemas complexos: o SQL (Structured Query Language). DEFINIÇÃO Conforme destacado por Costa (2007) o SQL é a linguagem padrão para interação com bancos de dados relacionais, permitindo a criação, a manipulação e a consulta de dados. Em essência, o SQL é a linguagem que possibilita a comunicação eficiente entre os profissionais de dados e os Bancos de Dados Relacionais. Ele fornece uma interface declarativa, permitindo aos usuários descreverem o que desejam, mas não como obter os resultados. Essa abordagem declarativa simplifica significativamente a interação com os BDR, tornando-a acessível a uma ampla gama de usuários, de iniciantes até especialistas. Principais componentes e funcionalidades do SQL Ao explorar o SQL, deparamo-nos com seus principais componentes: as cláusulas SELECT, FROM, WHERE, JOIN, entre outras. A cláusula SELECT é fundamental, permitindo a extração seletiva de dados específicos, enquanto a cláusula WHERE possibilita a aplicação de condições para refinar os resultados. O SQL não se limita à manipulação de dados, ele engloba a criação de tabelas, a definição de chaves primárias e estrangeiras, e outras operações essenciais para o design eficiente do banco de dados. Considerando o cenário profissional, a proficiência em SQL torna-se um diferencial significativo. Conhecer o SQL é uma habilidade essencial para qualquer pessoa que trabalhe 27ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 com dados, desde analistas de negócios até desenvolvedores de software e administradores de banco de dados. A linguagem oferece a flexibilidade necessária para atender às demandas de consultas complexas e a manipulação eficiente de grandes conjuntos de dados. Aplicações do SQL Cabe destacar que as aplicações do SQL são vastas e abrangem diversos setores. Em sistemas de gerenciamento de recursos humanos, por exemplo, o SQL é empregado para extrair relatórios personalizados sobre o desempenho dos funcionários. Ele é basilar em sistemas de CRM, pois permite a análise eficiente de dados relacionados aos clientes e suas interações com a empresa. Dessa forma, à medida que exploramos o SQL, percebemos não apenas sua importância teórica, mas também sua relevância prática em inúmeras aplicações profissionais. IMPORTANTE Ao dominar essa linguagem, os profissionais da área de dados capacitam-se para interagir de maneira eficaz com os Bancos de Dados Relacionais, tornando-se peças fundamentais na gestão e na análise de informações. Aplicações práticas de bancos de dados relacionais À medida que exploramos a estrutura fundamental e a linguagem SQL, é preciso compreender as aplicações práticas dos Bancos de Dados Relacionais (BDR) em diferentes contextos profissionais. Os BDR são a espinha dorsal de sistemas de informação modernos, proporcionando uma base robusta para o armazenamento e a recuperação eficiente de dados. 28 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Uma aplicação central dos BDR reside nos Sistemas de Gestão Empresarial (ERP). Os ERPs, como o SAP e o Oracle E-Business Suite, utilizam BDR para integrar informações de diferentes departamentos, proporcionando uma visão holística da empresa. Dessa forma, os BDR possibilitam a gestão eficiente de recursos, finanças e operações em organizações complexas. Outra aplicação prática dos BDR é evidenciada nos Sistemas de Relacionamento com Clientes (CRM). Os BDR são a espinha dorsal dos CRMs, permitindo o armazenamento e a recuperação eficiente de informações sobre clientes, histórico de interações e preferências. Essa capacidade de análise de dados contribui diretamente para estratégias de fidelização e um melhor atendimento ao cliente. VOCÊ SABIA? Os BDR são fundamentais nos sistemas de Recursos Humanos (RH), facilitando a gestão de informações sobre funcionários, folhas de pagamento e avaliações de desempenho. Eles são utilizados para criar bases de dados que armazenam informações pessoais, histórico profissional e dados relacionados ao RH. Na área financeira, os BDR são essenciais para sistemas bancários e de gestão financeira. Destaca-se a integridade dos dados proporcionada pelos BDR, crucial em transações financeiras, em que a precisão e a confiabilidade dos dados são imperativas. Em instituições de saúde, os BDR são aplicados no armazenamento seguro e eficiente de dados médicos. Os BDR permitem a criação de bancos de dados que armazenam informações sobre pacientes, históricos médicos, prescrições e resultados de exames. 29ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Desafios na implementação dos BDR Contudo, não podemos ignorar os desafios que surgem com a implementação prática dos BDR. Deve-se observar que a escalabilidade, a segurança e a otimização de consultas são áreas que requerem atenção constante para garantir o desempenho eficiente desses sistemas. Ao considerar essas aplicações práticas, torna-se evidente que os BDR são uma peça essencial na infraestrutura tecnológica de diversas áreas profissionais. A compreensão de sua estrutura e o domínio da linguagem SQL capacitam os profissionais a gerenciarem e utilizarem eficientemente esses sistemas para beneficiar as organizações em que atuam. Vamos agora explorar mais a fundo os aspectos práticos da modelagem e do design de dados, dando continuidade à nossa jornada pelo universo da engenharia de dados. Aspectos práticos da modelagem e design de dados Continuando a trajetória, que abrange da estrutura fundamental dos Bancos de Dados Relacionais até as aplicações práticas em diferentes setores, chegamos agora a um ponto crucial: os aspectos práticos da modelagem e do design de dados. A modelagem de dados é o processo de definir a arquitetura de um sistema de informações, incluindo as estruturas de dados que o compõem, sendofundamental para criar uma representação estruturada e coerente do mundo real dentro de um banco de dados. Destaca-se que uma modelagem eficiente é necessária para garantir que os dados sejam organizados de maneira lógica e que as relações entre eles sejam claramente definidas. 30 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Modelagem relacional e entidades-chave A modelagem relacional, que tem por base os princípios do modelo de dados relacional proposto por Codd, em 1970, é amplamente adotada na prática. A identificação e a definição de entidades-chave são passos fundamentais na modelagem relacional, permitindo a criação de relações significativas entre os conjuntos de dados. Ao explorarmos os aspectos práticos da modelagem, nos deparamos com o dilema da normalização e da desnormalização. A normalização busca reduzir as redundâncias e melhorar a integridade, enquanto a desnormalização pode ser adotada para otimizar consultas e melhorar o desempenho em determinadas situações. Ferramentas e metodologias A utilização de ferramentas e metodologias adequadas é essencial no processo de design de dados. Ferramentas como o Microsoft Visio, ERwin e PowerDesigner são amplamente empregadas para visualizar e documentar modelos de dados, facilitando a colaboração entre os membros da equipe. A modelagem e o design de dados devem ser orientados pelos requisitos do negócio. Deve-se ressaltar que a compreensão profunda dos processos organizacionais e das necessidades dos usuários é primordial para criar um modelo que verdadeiramente represente e suporte as operações da empresa. Contudo, é importante reconhecer que a modelagem e o design de dados não são processos estáticos, já que a evolução dos negócios, os novos requisitos e as tecnologias emergentes introduzem desafios constantes. A adaptação ágil e eficaz 31ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 dos modelos de dados é, assim, crucial para garantir que eles permaneçam relevantes e sustentáveis ao longo do tempo. Ao considerarmos esses aspectos práticos da modelagem e do design de dados, percebemos que a eficiência na representação e na organização dos dados é fundamental para a maximização do valor que os Bancos de Dados Relacionais podem proporcionar às organizações. Com essa compreensão sólida, estamos preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que a engenharia de dados nos reserva. Assim, encerramos esse capítulo com a certeza de que a expertise que você adquiriu aqui se traduzirá em habilidades valiosas para a prática profissional na gestão e análise de dados. Avante para os desafios que nos esperam! RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Ao longo desse capítulo, desvendamos os mistérios e as complexidades que permeiam os Bancos de Dados Relacionais (BDR). Iniciamos nossa jornada explorando a estrutura fundamental desses sistemas, compreendendo a importância das tabelas, dos registros, dos campos e dos relacionamentos. Aprofundamos nosso conhecimento ao desbravar a linguagem SQL, percebendo sua relevância como ferramenta central na interação com os BDR. As aplicações práticas dos BDR foram reveladas em diversos setores, desde nos sistemas empresariais e de relacionamento com clientes até na gestão de recursos humanos e operações financeiras. Testemunhamos como esses sistemas são a espinha dorsal de organizações, permitindo a eficiente manipulação e análise de dados para impulsionar tomadas de decisão fundamentadas. Mas, antes 32 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 de seguirmos adiante, é essencial reforçar os pilares fundamentais que sustentam nossa compreensão. O primeiro é a estrutura solidificada: os BDR são estruturados com base em elementos como tabelas, registros e relacionamentos, proporcionando uma base sólida para o armazenamento e a organização eficaz dos dados. Em segundo lugar, há a linguagem de comunicação poderosa: o SQL, nossa linguagem de comunicação com os BDR, é uma ferramenta poderosa e essencial para qualquer profissional de dados. Sua abordagem declarativa simplifica a interação e torna acessível a manipulação complexa de informações. Por fim, elencamos a relevância em diversos setores: as aplicações práticas dos BDR permeiam variados setores profissionais, desde a gestão empresarial até a área da saúde. A compreensão dessas aplicações proporciona uma visão holística do papel desses sistemas na sociedade. Dessa forma, ao concluir o capítulo, é nosso desejo que você tenha internalizado não apenas os conceitos, mas também a importância prática dos Bancos de Dados Relacionais. Estamos preparados para avançar para o próximo estágio, em que exploraremos a modelagem e o design de dados, aprofundando nossa compreensão e nossas habilidades na engenharia de dados. Continue conosco nessa jornada emocionante! 33ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Banco de dados não-relacionais OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona a intricada organização dos Bancos de Dados Não-Relacionais. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão na área de engenharia de dados, em que a escolha adequada do modelo de banco de dados é crucial no sucesso de projetos de análise e no processamento de dados. As pessoas que tentaram adentrar no universo dos Bancos de Dados Não-Relacionais sem a devida instrução frequentemente se depararam com desafios significativos ao tentar estruturar, consultar e gerenciar dados de forma eficiente. Esse capítulo servirá como um guia abrangente, capacitando-o a discernir sobre a lógica e a organização desses bancos de dados, além de identificar suas aplicações específicas. E então? Motivado para desenvolver essa competência e elevar sua expertise na engenharia de dados? Vamos lá. Avante! Modelos de bancos de dados não- relacionais Na incessante evolução do cenário tecnológico, a demanda por sistemas de gerenciamento de dados eficientes e flexíveis tem conduzido a uma reavaliação dos modelos tradicionais de bancos de dados. Nesse contexto, os modelos não-relacionais exibem um protagonismo, oferecendo soluções dinâmicas e adaptáveis às complexidades dos dados contemporâneos. Uma das figuras proeminentes na teoria dos bancos de dados, os modelos relacionais, embora fundamentais, nem sempre são ideais para lidar com a crescente diversidade e o volume de dados. A abordagem tabular, característica dos Bancos de Dados 34 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Relacionais, pode resultar em complexidades desnecessárias ao representar estruturas mais flexíveis e semiestruturadas, comumente encontradas em dados modernos. Diante dessa necessidade de flexibilidade, surgem os modelos não-relacionais, também conhecidos como NoSQL. Esses modelos abrangem uma variedade de abordagens, incluindo bancos de dados com base em documentos, chave-valor, colunares e de grafos, cada um projetado para atender a necessidades específicas. IMPORTANTE Os bancos de dados com base em documentos, exemplificados pelo MongoDB, são especialmente eficazes para lidar com dados semiestruturados, permitindo que informações sejam armazenadas em documentos flexíveis no formato JSON ou BSON. Além disso, no universo dos Bancos de Dados Não- Relacionais, destaca-se o modelo chave-valor. Deve-se enfatizar que bancos de dados que adotam essa abordagem, como o Redis, são notáveis pela simplicidade e pela velocidade na recuperação de dados, tornando-os ideais para cenários de alta concorrência e baixa latência. A introdução aos modelos não-relacionais oferece, assim, uma porta de entrada para compreender a diversidade de abordagens disponível. O entendimento desses modelos não apenas expande o repertório de ferramentas do profissional de engenharia de dados, mas também capacita a tomada de decisões informadassobre a escolha do modelo mais adequado para cada contexto. 35ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Modelo de banco de dados com base em documentos No universo dos modelos não-relacionais, destaca- se o fascinante campo dos bancos de dados com base em documentos. Esse modelo, representado exemplarmente pelo MongoDB, introduz uma abordagem flexível e escalável para o armazenamento e a recuperação de dados. A popularidade crescente do MongoDB reflete sua capacidade de gerenciar dados semiestruturados de maneira eficiente, oferecendo uma alternativa poderosa aos sistemas relacionais convencionais. O conceito central por trás desse modelo reside na representação dos dados como documentos, estruturados em formatos como JSON (JavaScript Object Notation) ou BSON (Binary JSON). Essa representação flexível permite a inclusão de campos e estruturas distintas em cada documento, eliminando a rigidez das tabelas relacionais. Assim, o modelo de documento se mostra especialmente eficaz ao lidar com dados cuja estrutura pode evoluir ao longo do tempo, como é comum em ambientes dinâmicos. Ao explorar a lógica subjacente a esse modelo, é necessário compreender como os documentos são organizados. Cada documento, por exemplo, possui um identificador único (_ id), facilitando a indexação e a recuperação eficiente dos dados. Além disso, a capacidade de aninhar documentos e arrays oferece uma versatilidade única na representação de relações complexas entre entidades. 36 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 IMPORTANTE Ressaltamos as aplicações práticas do modelo de banco de dados com base em documentos. Em cenários nos quais a estrutura dos dados não é totalmente previsível ou varia consideravelmente, o MongoDB se destaca. Sistemas de gerenciamento de conteúdo web, catálogos de produtos on-line e registros de eventos são exemplos paradigmáticos nos quais a flexibilidade do modelo de documento se revela essencial. A introdução ao modelo de banco de dados com base em documentos oferece uma perspectiva inicial sobre a dinâmica e a adaptabilidade que essa abordagem traz para a gestão de dados. Esse é apenas o primeiro passo em um panorama diversificado de modelos não-relacionais, cada qual oferecendo soluções distintas para desafios específicos na engenharia de dados. Modelo de banco de dados colunar Dando sequência à nossa jornada pelos modelos não- relacionais, exploraremos agora o intrigante domínio dos bancos de dados colunares. Esse modelo, exemplificado por sistemas como o Apache Cassandra, destaca-se por sua capacidade de otimizar a recuperação e o armazenamento de grandes volumes de dados, especialmente em contextos analíticos. A lógica subjacente a esse modelo diverge significativamente dos tradicionais Bancos de Dados Relacionais. Em vez de armazenar dados em linhas, como é comum nos sistemas relacionais, os bancos de dados colunares organizam as informações em colunas. Dessa forma, dados relacionados verticalmente são armazenados contiguamente, otimizando a leitura e a recuperação de informações específicas. 37ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 O modelo colunar se destaca quando se busca analisar grandes conjuntos de dados, possibilitando consultas eficientes e agregações complexas. Essa eficácia é notável em cenários nos quais a velocidade na obtenção de insights é crucial, como em sistemas de análise de big data e ambientes analíticos em tempo real. Uma das características marcantes do modelo colunar é a flexibilidade oferecida na adição de novas colunas sem impactar o restante da estrutura. Essa capacidade é particularmente valiosa em ambientes nos quais a evolução constante dos requisitos implica mudanças frequentes na estrutura dos dados. VOCÊ SABIA? Ao considerar aplicações práticas, o Apache Cassandra se destaca em cenários nos quais a escalabilidade horizontal é essencial. Sistemas de gerenciamento de séries temporais, registros de eventos em larga escala e armazenamento de logs são casos emblemáticos nos quais o modelo colunar é particularmente eficiente. A introdução ao modelo de banco de dados colunar oferece uma perspectiva única sobre como a organização dos dados pode ser adaptada para atender às demandas específicas de ambientes analíticos. Modelo de banco de dados chave-valor Continuando a nossa jornada exploração pelos modelos não-relacionais, adentramos agora no intrigante universo dos bancos de dados chave-valor. Exemplificado por sistemas como o Redis, esse modelo oferece simplicidade e eficiência, sendo uma escolha preferencial em cenários que demandam recuperação rápida e direta de dados específicos. Destaca-se que a estrutura 38 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 simplificada de chave-valor é particularmente eficaz em casos de uso nos quais a velocidade na recuperação de dados é primordial. A lógica fundamental por trás desse modelo é a associação direta entre chaves e valores, proporcionando uma estrutura simples e eficiente para o armazenamento de informações. Cada chave única está vinculada a um valor correspondente, e essa relação direta permite uma recuperação extremamente rápida dos dados associados. Nesse contexto, os sistemas chave-valor, como o Redis, são amplamente adotados em cenários que demandam alta concorrência e baixa latência. A simplicidade desse modelo se traduz em desempenho otimizado, especialmente quando comparado a abordagens mais complexas. A estrutura direta de chave-valor elimina a necessidade de consultas complexas ou de uma estrutura de dados altamente normalizada, resultando em operações de leitura e gravação extremamente eficientes. Ao explorar aplicações práticas, o Redis emerge como um exemplo paradigmático de sucesso na implementação do modelo chave-valor. É amplamente empregado em sistemas de cache, gerenciamento de sessões e filas de mensagens, nos quais a rápida recuperação de dados é essencial para otimizar o desempenho. A introdução ao modelo de banco de dados chave-valor destaca a elegância e eficiência dessa abordagem, oferecendo uma solução direta para desafios específicos na gestão de dados. Ao explorarmos os modelos não-relacionais, deparamo- nos com a fascinante estrutura dos bancos de dados de grafos. Esse modelo, representado notavelmente por sistemas como o Neo4j, traz uma abordagem única para representar e analisar relações complexas entre dados. Os bancos de dados de grafos são particularmente eficientes ao representarem e explorarem 39ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 relações em redes, tornando-os ideais para uma variedade de aplicações. IMPORTANTE A essência do modelo de grafos reside na representação de dados por meio de nós (nodes) e arestas (edges), em que os nós representam entidades e as arestas denotam as relações entre essas entidades. Tal representação intuitiva reflete diretamente as interconexões presentes em muitos conjuntos de dados do mundo real. O modelo de grafos é especialmente poderoso ao lidar com situações nas quais a compreensão das relações é fundamental, como em redes sociais, sistemas de recomendação e análise de dependências. Ao adentrar a lógica subjacente desse modelo, é preciso compreender como as consultas podem ser otimizadas para explorar eficientemente as relações. Cada nó em um banco de dados de grafos possui propriedades e relacionamentos específicos, permitindo consultas precisas que percorrem as arestas de maneira eficiente. Essa capacidade de modelagem rica em relacionamentos é essencial para a análise de dados conectados. No panorama das aplicações práticas, o Neo4j se destaca como uma implementação robusta e amplamente adotada do modelo de banco de dados de grafos. Sua eficácia em mapear relações complexas e responder a consultas que exploram profundamente a topologia do grafo torna-o uma escolha proeminente em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação personalizada e detecção de fraudes. A introdução ao modelo de bancode dados de grafos revela uma abordagem poderosa para representar e analisar interconexões entre dados. 40 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Aplicações práticas e casos de uso A compreensão dos modelos não-relacionais abre as portas para um vasto leque de aplicações práticas, em que cada modelo contribui de maneira singular para atender às demandas específicas na engenharia de dados. A flexibilidade do modelo de banco de dados com base em documentos, exemplificado pelo MongoDB, encontra aplicação destacada em setores como o gerenciamento de conteúdo web. Em ambientes nos quais a estrutura dos dados pode evoluir de forma dinâmica, a capacidade de armazenar informações semiestruturadas em documentos JSON ou BSON é um diferencial crucial. Além disso, a modelagem intuitiva e a escalabilidade horizontal do MongoDB tornam-no uma escolha popular em ambientes que demandam agilidade e expansibilidade. Já o modelo chave-valor, com seu foco na simplicidade e na velocidade, encontra aplicações em cenários nos quais a eficiência na recuperação de dados é prioritária. Sistemas como o Redis são amplamente adotados em contextos de alta concorrência e baixa latência. Em sistemas de cache, por exemplo, a capacidade de recuperar informações rapidamente faz toda a diferença na otimização do desempenho de aplicações web de alto tráfego. O modelo colunar, representado pelo Apache Cassandra, destaca-se em ambientes analíticos que lidam com grandes volumes de dados. A organização colunar otimiza consultas analíticas e agregações, o que faz com que o Cassandra seja uma escolha proeminente em sistemas que demandam escalabilidade horizontal e rápido acesso a grandes conjuntos de dados. 41ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 IMPORTANTE No espectro dos bancos de dados de grafos, o Neo4j se destaca em aplicações que dependem fortemente da compreensão de relações complexas. Em sistemas de recomendação personalizada, a capacidade do modelo de grafos de mapear e analisar redes de conexões entre usuários e itens é fundamental. Esses exemplos ilustram como a escolha cuidadosa do modelo não-relacional pode ser direcionada pelas demandas específicas de cada aplicação. A heterogeneidade desses modelos, ao invés de representar um desafio, oferece uma riqueza de opções para os profissionais de engenharia de dados, permitindo a seleção da ferramenta mais adequada a depender de cada cenário. Desafios e considerações na implementação Além dos pontos positivos, é imperativo reconhecer os desafios intrínsecos e as considerações essenciais na implementação dessas soluções inovadoras. Destacamos que a consistência eventual, um princípio muitas vezes adotado em bancos de dados não-relacionais distribuídos, pode ser um ponto sensível. A garantia de que todas as réplicas de dados atingirão eventualmente um estado consistente pode introduzir complexidades na lógica de programação e requer cuidado na abordagem de situações de concorrência. 42 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Imagem 1.3 – Servidor de banco de dados Fonte: Freepik. Além disso, a escalabilidade, embora seja uma característica fundamental dos bancos de dados não-relacionais, também pode ser um desafio considerável. A escala massiva pode resultar em problemas de desempenho se não forem adotadas estratégias eficazes de particionamento e de distribuição de dados. A gestão eficiente do crescimento exponencial dos dados é crucial para manter o desempenho em ambientes de alta demanda. No contexto dos bancos de dados chave-valor, a simplicidade muitas vezes associada a esses sistemas pode se tornar um desafio em situações que exijam consultas mais complexas. Embora a estrutura direta de chave-valor seja eficiente para operações simples, ela pode ser limitante quando há a necessidade de consultas mais elaboradas ou agregações de dados. 43ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 IMPORTANTE Em ambientes distribuídos, a manutenção da integridade pode se tornar um desafio significativo, requerendo estratégias robustas de replicação e sincronização de dados. A escolha do modelo de banco de dados não-relacional deve ser precedida por uma cuidadosa avaliação dos requisitos específicos do projeto, bem como por uma compreensão aprofundada dos desafios que podem surgir na implementação. A abordagem proativa dessas considerações contribuirá para o sucesso na adoção e na utilização efetiva dessas tecnologias disruptivas. Implementação de bancos de dados não-relacionais Concluir a jornada pelos Bancos de Dados Não-Relacionais implica não apenas a compreensão dos modelos, mas também a efetiva implementação dessas soluções inovadoras, considerando os desafios e as nuances específicas de cada modelo. Ao dar vida aos conceitos discutidos, é necessário lembrar da necessidade de uma modelagem de dados cuidadosa e alinhada aos requisitos do projeto. A estrutura flexível dos Bancos de Dados Não-Relacionais, especialmente em modelos com base em documentos, requer uma análise aprofundada dos padrões de acesso aos dados e dos requisitos de consulta para garantir uma eficiência ótima. A escalabilidade, muitas vezes apresentada como uma vantagem dos Bancos de Dados Não-Relacionais, requer uma abordagem estratégica durante a implementação. É importante planejar cuidadosamente a distribuição de dados para evitar 44 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 gargalos de desempenho. Estratégias como sharding e replicação são importantes para garantir que o sistema possa escalar horizontalmente conforme a demanda. Quando se trata de bancos de dados chave-valor, a simplicidade na implementação é uma característica distintiva. Ao adotar esse modelo, é essencial equilibrar a simplicidade com a capacidade de atender às demandas complexas, especialmente quando se trata de consultas mais elaboradas ou necessidades analíticas. A segurança dos dados é uma consideração crítica em qualquer implementação de banco de dados. É de extrema importância a utilização de políticas de segurança robustas e práticas de gestão de acesso para proteger a integridade dos dados, especialmente em ambientes distribuídos. Finalmente, a implementação bem-sucedida dos bancos de dados de grafos, como exemplificado pelo Neo4j, exige uma compreensão profunda das relações entre entidades e a modelagem eficaz do grafo. Casos de uso como sistemas de recomendação ou análise de redes demandam uma consideração cuidadosa da estrutura do grafo para garantir consultas eficientes. Ao encerrar nossa exploração dos Bancos de Dados Não- Relacionais, enfatizamos que a implementação efetiva vai além da escolha do modelo, exigindo uma compreensão holística dos requisitos específicos do projeto, dos desafios envolvidos e das melhores práticas associadas a cada modelo, proporcionando, assim, uma base sólida para a engenharia de dados no cenário moderno. 45ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 RESUMINDO E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo desse capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que os modelos de Bancos de Dados Não-Relacionais representam uma abordagem diversificada e flexível para a gestão de dados, englobando desde modelos com base em documentos até estruturas de grafos, cada qual com suas características distintivas. Exploramos as aplicações práticas e os casos de uso desses modelos, compreendendo como o MongoDB se destaca em ambientes dinâmicos, o Redis, em situações de alta concorrência, o Apache Cassandra, em análises analíticas, e o Neo4j, na representação eficiente de relações complexas. Cada aplicação demonstrou a adaptabilidade desses modelos para atender a uma variedade de necessidades na engenharia de dados. Contudo, não se pode esquecer dos desafios e das considerações na implementação. Desde a necessidade de lidar com a consistência eventual em ambientes distribuídosaté a garantia de escalabilidade e segurança, reconhecemos que a implementação eficaz desses modelos requer uma abordagem cuidadosa e estratégica. Agora, com esse panorama abrangente, esperamos que você esteja pronto para aplicar seus conhecimentos na prática e enfrentar os desafios da engenharia de dados no contexto de Bancos de Dados Não- Relacionais. Continue explorando, experimentando e aprendendo, pois essa é uma área dinâmica e repleta de oportunidades para inovação. Avante! 46 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Modelagem e design de dados OBJETIVO Ao término deste capítulo, você será capaz de entender como funciona a modelagem e o design de dados em ambientes de Bancos de Dados Não- Relacionais. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão na área de engenharia de dados. As pessoas que tentaram abordar a modelagem de dados não-relacionais sem a devida instrução enfrentaram desafios ao otimizar o desempenho e ao lidar com a diversidade de estruturas de dados não convencionais. Aqui você ainda encontrará insights cruciais para a aplicação eficiente de técnicas de projeto em cenários nos quais a flexibilidade, a escalabilidade e a gestão de dados não-estruturados são essenciais. Ao compreender as nuances da modelagem conceitual em Bancos de Dados Não-Relacionais, explorar estratégias para otimização de desempenho e enfrentar desafios específicos desses ambientes, você estará preparado para enfrentar os complexos requisitos da engenharia de dados contemporânea. Aprofunde seus conhecimentos e fortaleça sua capacidade de criar estruturas de dados eficientes, prontas para enfrentar os desafios do mundo real. Vamos explorar juntos as nuances e as oportunidades proporcionadas pelos Bancos de Dados Não-Relacionais. Avante para a maestria na modelagem e no design de dados! 47ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 Modelagem conceitual em bancos de dados não-relacionais Aspectos teóricos sobre modelagem conceitual A compreensão aprofundada da modelagem conceitual é uma pedra angular para o desenvolvimento eficiente de estruturas de dados em Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL). Ao contrário dos modelos relacionais tradicionais, a modelagem conceitual em ambientes não-relacionais exige uma abordagem distinta, alinhada às peculiaridades desses sistemas. A modelagem conceitual representa a fase inicial e fundamental no ciclo de vida do desenvolvimento de banco de dados, sendo responsável por capturar os requisitos do sistema de uma forma que seja compreensível tanto para os desenvolvedores quanto para os usuários finais. No contexto dos Bancos de Dados Não-Relacionais, essa etapa adquire contornos particulares, visto que esses sistemas têm a capacidade de armazenar dados de formas mais flexíveis, como documentos, grafos ou famílias de colunas. O entendimento da modelagem conceitual, nesse contexto, implica uma apreciação profunda dos elementos essenciais que compõem a estrutura dos dados não-relacionais. A flexibilidade oferecida por modelos como documentos, por exemplo, permite a representação de entidades e relacionamentos de maneira mais intuitiva, refletindo a complexidade inerente a muitos domínios. Nesse capítulo, exploraremos a introdução à modelagem conceitual em Bancos de Dados Não-Relacionais. Discutiremos os elementos-chave dessa abordagem, destacando suas diferenças 48 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 em relação aos modelos relacionais convencionais. Esse conhecimento é primordial para aqueles que buscam projetar e implementar sistemas de Banco de Dados Não-Relacionais de maneira eficaz, preparando-os para enfrentar os desafios específicos que esses ambientes apresentam. Principais elementos da modelagem em bancos de dados não-relacionais Explorar os elementos-chave na modelagem conceitual de Bancos de Dados Não-Relacionais (NoSQL) é fundamental para compreender como esses sistemas lidam com a representação de dados. IMPORTANTE Nos ambientes não-relacionais, os elementos estruturais diferem significativamente dos modelos tradicionais, introduzindo novos conceitos que refletem a diversidade de abordagens adotadas por esses sistemas. Os documentos são um desses elementos centrais, amplamente empregados em bancos de dados orientados a documentos, como o MongoDB. Documentos são unidades de armazenamento de dados, semelhantes aos objetos JSON, que podem conter dados semiestruturados, como chave-valor, listas ou até mesmo documentos aninhados. Essa estrutura proporciona uma flexibilidade notável, permitindo a representação de informações complexas de maneira natural. Além dos documentos, as entidades e os relacionamentos são conceitos importantes na modelagem conceitual não- relacional. No contexto de bancos de dados de grafos, por exemplo, as entidades são nodos que representam objetos no mundo real, e os relacionamentos são as arestas que conectam esses nodos. 49ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 A flexibilidade proporcionada por estruturas de dados não-relacionais vai além da simples escolha entre documentos e grafos. Em bancos de dados orientados a famílias de colunas, a flexibilidade se manifesta na capacidade de armazenar diferentes tipos de dados em cada linha da tabela, adaptando-se dinamicamente às necessidades do sistema. Para ilustrar esses conceitos na prática, podemos observar como diferentes tipos de Bancos de Dados Não-Relacionais lidam com esses elementos. No MongoDB, um banco de dados orientado a documentos, um exemplo de modelagem seria representar um blog com documentos que contêm informações sobre postagens, comentários e metadados associados. Em contrapartida, em um banco de dados de grafos como o Neo4j, a modelagem poderia envolver entidades como “usuário” e “produto”, conectadas por relacionamentos como “avaliou” ou “comprou”. Esses exemplos destacam como a escolha dos elementos de modelagem está intrinsecamente ligada ao tipo específico de banco de dados não-relacional. Técnicas de representação de dados abstratos Avançando na compreensão da modelagem nos Bancos de Dados Não-Relacionais, é preciso explorar as técnicas específicas para representar dados abstratos de forma eficaz. Essas técnicas são fundamentais para garantir uma modelagem que atenda aos requisitos complexos e dinâmicos de sistemas que lidam com dados não-estruturados. Uma técnica central nesse contexto é a modelagem de herança e polimorfismo, que tem um papel crucial na representação de hierarquias de dados. Em ambientes não-relacionais, a 50 ENGENHARIA DE DADOS U ni da de 1 modelagem de herança pode ser abordada de maneira distinta em comparação com os bancos de dados relacionais. A herança em bancos de dados NoSQL muitas vezes é implementada por meio da inclusão de todos os atributos de uma classe em um único documento. Essa abordagem permite representar hierarquias de forma eficiente, especialmente em bancos de dados orientados a documentos. O polimorfismo, por sua vez, permite tratar objetos de diferentes classes de maneira uniforme. Em um banco de dados NoSQL, isso pode ser alcançado por meio da inclusão de diferentes tipos de entidades em uma única coleção ou tabela. A flexibilidade inerente aos documentos JSON permite que diferentes tipos de objetos coexistam na mesma coleção, possibilitando consultas polimórficas eficazes. IMPORTANTE Outra técnica crucial é a adaptação dinâmica da estrutura de dados, uma característica comum em Bancos de Dados Não Relacionais. Em sistemas que suportam dados sem esquema fixo, como no caso de bancos de dados orientados a documentos, é possível adicionar novos campos ou modificar a estrutura existente conforme necessário. Para ilustrar essas técnicas na prática, podemos considerar um cenário em que um sistema precisa armazenar informações sobre diversos tipos de produtos. A modelagem de herança permitiria representar diferentes categorias de produtos, como “eletrônicos” e “roupas”,