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FÍ SI C A 73Editora Bernoulli Radiação de corpo negro e quantização da energia Considerando o experimento realizado, pode-se afirmar que a(s) A) cargas elétricas aceleradas entre as esferas do emissor produziam campos elétricos e magnéticos independentes do tempo que induziam correntes elétricas nos condutores do receptor, provocando uma descarga elétrica entre a pequena esfera e o parafuso. B) ondas eletromagnéticas eram produzidas por uma corrente contínua entre as esferas do emissor. C) corrente elétrica que se estabelecia, entre a pequena esfera e o parafuso do receptor, não variava com o tempo. D) ondas eletromagnéticas produzidas pelas cargas aceleradas no emissor induziam correntes elétricas variáveis no receptor com as mesmas frequências com que foram emitidas. E) ondas eletromagnéticas produzidas pelas cargas aceleradas no emissor induziam correntes elétricas variáveis no receptor, porém com frequências muito maiores com que foram emitidas. 12. (UFRGS) Os raios X são produzidos em tubos de vácuo, nos quais elétrons são submetidos a uma rápida desaceleração ao colidir contra um alvo metálico. Os raios X consistem em um feixe de A) elétrons. B) fótons. C) prótons. D) nêutrons. E) pósitrons. 13. (UFMS–2007) A área médica faz grande uso das radiações ionizantes para tratamento de tumores. Dependendo da conduta de tratamento desses tumores, utilizam-se radiações de naturezas e energias diferentes como raios X e raios gama. Com relação a essas radiações, é CORRETO afirmar: 01. Os raios X podem ser produzidos por colisão de elétrons em um alvo. 02. A radiação gama é uma radiação eletromagnética proveniente do núcleo do átomo. 04. Os raios X são uma radiação eletromagnética proveniente das transições dos elétrons entre as camadas eletrônicas do átomo. 08. Os raios X são uma radiação eletromagnética menos energética que a radiação ultravioleta. 16. Os raios X são emitidos somente quando o núcleo do átomo que lhe deu origem estiver instável. Soma ( ) 14. (UFG–2006) Uma fonte luminosa puntiforme de 157 W emite luz de comprimento de onda 660 nm. A luz é emitida em todas as direções, formando frentes de onda esféricas com centro na fonte. CALCULE o número de fótons que atravessam, em 1 segundo, uma superfície de área igual a 1 cm2, localizada a 1 metro da fonte. Dados: h = 6,6 x 10–34 J.s; c = 3,0 x 108 m/s; π = 3,14. 15. (UFMG / Adaptado) Em um tipo de tubo de raios X, elétrons acelerados por uma diferença de potencial de 2,0 x 104 V atingem um alvo de metal, onde são violentamente desacelerados. Ao atingir o metal, toda a energia cinética dos elétrons é transformada em raios X. A) CALCULE a energia cinética que um elétron adquire ao ser acelerado pela diferença de potencial. B) CALCULE o menor comprimento de onda possível (λmín) para os raios X produzidos por esse tubo. C) EXPLIQUE por que ocorre emissão de raios X com comprimentos de ondas variáveis de λmín até λ → ∞. SEÇÃO ENEM 01. (Enem–2010) Ao contrário dos rádios comuns (AM ou FM), em que uma única antena transmissora é capaz de alcançar toda a cidade, os celulares necessitam de várias antenas para cobrir um vasto território. No caso dos rádios FM, a frequência de transmissão está na faixa dos MHz (ondas de rádio), enquanto, para os celulares, a frequência está na casa dos GHz (micro-ondas). Quando comparado aos rádios comuns, o alcance de um celular é muito menor. Considerando-se as informações do texto, o fator que possibilita essa diferença entre a propagação das ondas de rádio e as de micro-ondas é que as ondas de rádio são A) facilmente absorvidas na camada da atmosfera superior conhecida como ionosfera. B) capazes de contornar uma diversidade de obstáculos como árvores, edifícios e pequenas elevações. C) mais refratadas pela atmosfera terrestre, que apresenta maior índice de refração para as ondas de rádio. D) menos atenuadas por interferência, pois o número de aparelhos que utilizam ondas de rádio é menor. E) constituídas por pequenos comprimentos de onda que lhes conferem um alto poder de penetração em materiais de baixa densidade. 74 Coleção Estudo Frente D Módulo 16 02. (Enem–2009) O progresso da tecnologia introduziu diversos artefatos geradores de campos eletromagnéticos. Uma das mais empregadas invenções nessa área são os telefones celulares e smartphones. As tecnologias de transmissão de celular atualmente em uso no Brasil contemplam dois sistemas. O primeiro deles é operado entre as frequências de 800 MHz e 900 MHz e constitui os chamados sistemas TDMA/CDMA. Já a tecnologia GSM, ocupa a frequência de 1 800 MHz. Considerando que a intensidade de transmissão e o nível de recepção “celular” sejam os mesmos para as tecnologias de transmissão TDMA/CDMA ou GSM, se um engenheiro tiver de escolher entre as duas tecnologias para obter a mesma cobertura, levando em consideração apenas o número de antenas em uma região, ele deverá escolher A) a tecnologia GSM, pois é a que opera com ondas de maior comprimento de onda. B) a tecnologia TDMA/CDMA, pois é a que apresenta efeito Doppler mais pronunciado. C) a tecnologia GSM, pois é a que utiliza ondas que se propagam com maior velocidade. D) qualquer uma das duas, pois as diferenças nas frequências são compensadas pelas diferenças nos comprimentos de onda. E) qualquer uma das duas, pois nesse caso as intensidades decaem igualmente da mesma forma independentemente da frequência. 03. (Enem–2007) Explosões solares emitem radiações eletromagnéticas muito intensas e ejetam, para o espaço, partículas carregadas de alta energia, o que provoca efeitos danosos na Terra. O gráfico a seguir mostra o tempo transcorrido desde a primeira detecção de uma explosão solar até a chegada dos diferentes tipos de perturbação e seus respectivos efeitos na Terra. Perturbação Perturbação Perturbação Perturbação Efeito: primeiras alterações na ionosfera Efeito: Interferência de rádio Efeito: alteração na ionosfera polar Efeito: tempestade magnética 1 minuto Plasma solar Partículas de alta energia Ondas de rádio Raios X Escala de tempo das pertubações solares e seus efeitos Pe rt u rb aç ão 10 minutos 1 hora 10 horas 1 dia 10 dias Disponível em: (Adaptação). Considerando-se o gráfico, é correto afirmar que a perturbação por ondas de rádio geradas em uma explosão solar A) dura mais que uma tempestade magnética. B) chega à Terra dez dias antes do plasma solar. C) chega à Terra depois da perturbação por raios X. D) tem duração maior que a da perturbação por raios X. E) tem duração semelhante à da chegada à Terra de partículas de alta energia. GABARITO Fixação 01. D 02. C 03. C 04. E 05. C Propostos 01. E 08. C 02. D 09. A 03. B 10. B 04. C 11. D 05. D 12. B 06. Soma = 78 13. Soma = 3 07. D 14. 4,2 x 1015 fótons 15. A) 3,2 x 10−15 J B) 6,2 x 10−11 m (Caso em que o elétron perde toda sua energia na primeira colisão interna). C) A maioria dos elétrons incidentes perde energia aos poucos, chegando ao repouso após múltiplas colisões. Em cada uma dessas colisões, a energia perdida corresponde a fótons de comprimentos de ondas específicos maiores que λmín, já que a energia dissipada é menor que a energia total do elétron. Assim, como a energia dissipada pode assumir valores baixíssimos, os comprimentos de onda podem variar de λmín até λ → ∞. Seção Enem 01. B 02. E 03. D FRENTE 75Editora Bernoulli MÓDULOFÍSICA Dualidade onda-partícula e efeito fotoelétrico 17 D Max Planck, em 1900, explicou a distribuição de radiação eletromagnética emitida pelos corpos negros, supondo que os átomos desse corpo oscilassem apenas com determinados valores de energia, múltiplos de um valor elementar. Em outras palavras, a energia dos átomos seria quantizada. A princípio, o estudo dePlanck despertou pouco interesse, até que, em 1905, analisando um fenômeno que ficou conhecido como efeito fotoelétrico, Albert Einstein percebeu que a própria radiação eletromagnética é quantizada. Em sua teoria, Einstein acolheu a ideia de que a luz possuía um comportamento dual, ora agindo como onda, ora como partícula. Assim, uma minúscula entidade desprovida de massa era a portadora da energia elementar da luz e de todas as outras radiações eletromagnéticas, tendo sido chamada de fóton. Em 1913, Niels Bohr usou o fóton para explicar os espectros descontínuos do gás hidrogênio. O que se assistiu nos anos seguintes foi a um espetacular avanço da Física Quântica e a uma compreensão, cada vez maior, do mundo atômico. Neste módulo, estudaremos o efeito fotoelétrico, o comportamento dual da luz e os espectros descontínuos dos gases. Veremos que a teoria de Einstein para o efeito fotoelétrico vai muito além da simples explicação desse fenômeno. Ao mostrar que a energia luminosa é quantizada, e que o fóton deve ser visto como uma onda- partícula, Einstein criou uma agenda de trabalho entre os físicos, que, paulatinamente, elucidaram e previram vários comportamentos dos átomos. A Física Quântica tornou-se a base para o estudo do núcleo atômico e das moléculas, proporcionando muitos avanços tecnológicos. O laser, os circuitos transistorizados e o microscópio eletrônico são apenas alguns dos incontáveis exemplos da inserção da Física Quântica entre nós. A QUANTIZAÇÃO DA LUZ O efeito fotoelétrico Em 1887, Hertz descobriu o efeito fotoelétrico. Ele notou que a incidência de luz sobre um metal podia, sob certas circunstâncias, produzir a emissão de elétrons a partir dessa superfície. Em 1900, Lenard realizou uma série de experiências sobre o efeito fotoelétrico, usando o aparelho mostrado na figura 1. Observe que a luz incidente sobre a placa metálica A provoca a emissão de elétrons. Alguns atingem a placa oposta B, e uma corrente elétrica é registrada no galvanômetro G. O número de elétrons emitidos em A e que atingem B pode ser aumentado ou diminuído variando-se a diferença de potencial (VAB) entre A e B. Isso é feito através do ajuste da posição do cursor sobre a resistência divisora de tensão do experimento. – – – +– Luz incidente Cursor Bateria Elétrons ejetados Vácuo Campânula de vidro A B V G Figura 1: Montagem para estudar o efeito fotoelétrico. A figura 2 mostra o gráfico da corrente elétrica I registrada no galvanômetro em função da tensão VAB. Como a placa B é conectada ao circuito no lado do polo positivo da bateria, os elétrons emitidos em A são atraídos para B. Para valores de VAB suficientemente elevados, todos os elétrons emitidos por A são coletados em B, e a corrente atinge um valor de saturação. Depois disso, um aumento extra em VAB não afeta mais o valor da corrente, como pode ser observado no gráfico. Observe também que Ia é a corrente de saturação para uma luz de intensidade alta, enquanto Ib é a corrente de saturação para a luz (mesma frequência) de intensidade baixa. Corrente Luz de alta intensidade Luz de baixa intensidade Ia Ib V0 Tensão VAB +– Figura 2: Voltagem aplicada entre a placa emissora A e a placa coletora B em função da corrente. 76 Coleção Estudo Frente D Módulo 17 Se a polaridade da bateria for invertida (nesse caso, VAB