Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

23 
ressalvada apenas a competência da Justiça Eleitoral (art. 96, III, CF), pouco 
importando a natureza do crime que cometem. 
Em outros termos, se um juiz de direito estadual ou membro do Ministério 
Público Estadual pratica infração penal, seja ela qual for, será sempre 
julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado em que atua, ainda que esta 
infração seja de competência da Justiça Federal (art. 109 CF) e independente 
do lugar em que ela ocorra. Assim, por exemplo, se um juiz de direito do 
Estado de Minas Gerais pratica crime que viola bem, serviço ou interesse da 
União no Estado da Bahia, será julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de 
Minas Gerais. 
De outro lado, se um juiz federal ou membro do Ministério Federal pratica 
infração penal, seja ela qual for, será sempre julgado pelo Tribunal Regional 
Federal a que está vinculado, no lugar em que atua, mesmo se a infração for 
de competência da Justiça Estadual. Por exemplo, se um juiz federal 
vinculado ao TRF1 e atuante em Brasília/DF pratica contravenção penal em 
Porto Alegre/RS, será julgado pelo TRF1 (e não pelo TRF4). 
Nessa esteira, tem-se que todas estas autoridades serão julgadas pelo 
respectivo foro por prerrogativa de função na hipótese de cometimento de 
crime doloso contra a vida, e não pelo Tribunal do Júri. 
Por força de ressalva constitucional, se, no entanto, cometerem crime 
eleitoral, serão julgados pelo TRE do respectivo Estado em que atuam.” 
(Manual de Processo Penal. Salvador: Juspodivm, 2021, p. 592-593). 
 
(D) CORRETA. Segundo entendimento jurisprudencial já consolidado nas Cortes pátrias, 
os Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal têm legitimidade para propor 
e atuar em recursos e meios de impugnação de decisões judiciais em trâmite no STF e 
no STJ, oriundos de processos de sua atribuição, sem prejuízo da atuação do Ministério 
Público Federal. 
STF. Plenário Virtual. RE 985392/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
26/05/2017(repercussão geral). 
Os Ministérios Públicos estaduais não estão vinculados, nem subordinados, no plano 
processual, administrativo e/ou institucional, à Chefia do Ministério Público da União, o 
que lhes confere ampla possibilidade de atuação autônoma nos processos em que forem 
partes, inclusive perante os Tribunais Superiores. Assim, por exemplo, o Ministério 
Público Estadual possui legitimidade para o ajuizamento de ação rescisória perante o 
STJ para impugnar acórdão daquela Corte que julgou processo no qual o parquet 
estadual era parte. 
STJ. Corte Especial. EREsp 1.236.822-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 
16/12/2015 (Info 576). 
 
15. Analise as assertivas abaixo, relacionadas a procedimentos extrajudiciais conduzidos 
por órgãos de execução do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, no exercício 
de sua atividade-fim: 
 
24 
I. A Notícia de Fato será apreciada no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do seu 
recebimento, prorrogável uma vez, fundamentadamente, por até 60 (sessenta) dias. 
Neste prazo, o membro do Ministério Público poderá colher informações preliminares 
imprescindíveis para deliberar sobre a instauração do procedimento próprio, inclusive 
se valendo da expedição de requisições para obtenção de informações e documentos. 
II. O procedimento preparatório deverá ser concluído no prazo de 180 (cento e oitenta) 
dias, prorrogável por igual prazo, uma única vez, em caso de motivo justificável. 
III. Se, no curso do Inquérito Civil Público, novos fatos indicarem necessidade de 
investigação de objeto diverso do que estiver sendo investigado, o membro do 
Ministério Público poderá aditar a portaria inicial ou determinar a extração de peças 
para instauração de outro Inquérito Civil Público, respeitadas as normas incidentes 
quanto à divisão de atribuições. 
IV. É vedada a utilização do Procedimento Administrativo nas hipóteses de instauração 
de Inquérito Civil Público ou de Procedimento de Investigação Criminal. O procedimento 
deverá ser concluído no prazo de 1 (um) ano, podendo ser sucessivamente prorrogado 
pelo mesmo período, desde que haja decisão fundamentada, à vista da 
imprescindibilidade da realização de outros atos. 
É CORRETO afirmar: 
(A) As assertivas I, II, III e IV são verdadeiras. 
(B) Apenas as assertivas III e IV são verdadeiras. 
(C) Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. 
(D) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 
 
GABARITO: B 
COMENTÁRIOS 
 
(I) INCORRETA. Item em contradição com a redação do art.3º da Resolução 174/2017 
do CNMP: 
Art. 3º A Notícia de Fato será apreciada no prazo de 30 (trinta) dias, a contar 
do seu recebimento, prorrogável uma vez, fundamentadamente, por até 90 
(noventa) dias. 
Parágrafo único. No prazo do caput, o membro do Ministério Público poderá 
colher informações preliminares imprescindíveis para deliberar sobre a 
instauração do procedimento próprio, sendo vedada a expedição de 
requisições. 
 
(II) INCORRETA. Item em contradição com a redação do art.2º, § 6o da Resolução 
23/2007 do CNMP:

Mais conteúdos dessa disciplina