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SISTEMA DE ENSINO
GEOGRAFIA DO 
AMAZONAS
Aspectos Socioeconômicos
Livro Eletrônico
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Aspectos Socioeconômicos
GEOGRAFIA DO AMAZONAS
Júlio Santos
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Aspectos Socioeconômicos .......................................................................................................................................4
Exercícios ............................................................................................................................................................................41
Gabarito ..............................................................................................................................................................................48
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................49
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Aspectos Socioeconômicos
GEOGRAFIA DO AMAZONAS
Júlio Santos
ApresentAção
Olá, caro(a) aluno (a)!
É com grande prazer que iniciamos mais um encontro, e já estamos chegando ao fim das 
aulas sobre o estado do Amazonas, e espero do fundo do coração que as aulas estejam sendo 
proveitosas. A aula de hoje refere-se aos aspectos socioeconômicos, analisando a agricul-
tura que representa a base da economia dessa região, apesar que a maior empregabilidade 
está vinculada ao setor terciário (comércio e serviços) e não a agropecuária que se encontra 
no setor primário.
A aula a seguir realça também os meios de transportes, as características demográficas, 
o extrativismo a partir da compreensão dos recursos naturais.
É importante salientar que vamos destacar bastante o movimento de Revolução Verde, o 
qual nosso país é participante desde a segunda metade dos anos 60 do século XX, que tem 
um impacto direto na região norte com o estabelecimento das fronteiras agrícolas que são 
bastante nocivas a biodiversidade local.
Temos um cabedal de informações a serem dadas e não podemos perder tempo, pois 
como sempre destacamos o tempo urge, é improtelável iniciar os estudos o quanto antes. 
Então vamos lá, lave esse rosto, vista o manto do entusiasmo, motive-se e mãos à obra.
Júlio Santos
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Aspectos Socioeconômicos
GEOGRAFIA DO AMAZONAS
Júlio Santos
ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
Caro(a) concurseiro (a), vamos lembrar, nesse primeiro momento, que o Brasil é marcado 
por uma ocupação pautada em ciclos econômicos, os quais podemos destacar:
• Pau-Brasil;
• Açúcar;
• Ouro;
• Borracha;
• Café;
• Soja;
• Algodão.
A borracha é o mais importante, em nosso contexto que se refere ao Amazonas, uma vez 
que foi responsável, pelo menos em parte, em pôr fim ao isolacionismo geográfico que marca 
essa região.
O Primeiro Ciclo Econômico no Brasil foi o Pau-Brasil
Esse ciclo é considerado como exploratório, mais não colonizador, pois tinha como prin-
cipal objetivo extrair o Pau-Brasil, buscando acalmar os investidores portugueses (nobreza e 
burguesia), uma vez que diferente do ocorrido na América espanhola, o nativo brasileiro não 
adornava metais preciosos.
É bom lembrar que a extração do pau-brasil ocasionou a devastação da Mata Atlântica 
que atualmente encontra-se entre 5 e 12% da original.
Os portugueses iniciam de fato o processo de colonização a partir da ocupação do litoral 
nordestino (zona da mata) em 1530, com o cultivo de cana-de-açúcar favorecido pelo clima, 
localização, solo de massapê e pelo alto valor do açúcar no mercado europeu.
A decadência do açúcar no Brasil tem relação com o período da União Ibérica entre os 
anos de 1580 a 1640, quando ocorre a morte de D. Sebastião (rei de Portugal) em 1578, as-
sumindo seu tio D. Henrique (idoso e enfermo), que também foi a óbito. Após esse aconteci-
mento, no comando de Portugal e Espanha esteve o Rei Filipe II, que persegue os holandeses 
(eram inimigos históricos), e esses migram inicialmente para o extremo norte do Brasil, e 
posteriormente, para a América Central, onde iniciam o comércio triangular, levando o açúcar 
brasileiro à decadência.
A decadência do açúcar fez com que a coroa portuguesa buscasse uma nova fonte eco-
nômica, que ocorreu por meio da descoberta do ouro pelos bandeirantes na região de Caeté 
(MG), em 1695.
É bom lembrar que o ciclo do açúcar teve uma íntima ligação com o litoral nordestino, 
enquanto o do ouro foi mais tecnológico e se desenvolveu na atual macrorregião do Sudeste. 
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Aspectos Socioeconômicos
GEOGRAFIA DO AMAZONAS
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Por isso, o Sudeste do país é marcado por ser o “coração industrial” do Brasil, e o Nordeste é 
mais ruralizado, principalmente no interior. O estudo de geografia e história permite conhecer 
o passado, analisar o presente e vislumbrar o futuro. É isso que torna esses campos do saber 
tão interessantes, instigantes e estimulantes.
O Ciclo do Ouro rapidamente entrará em decadência, uma vez que existia um ouro de alu-
vião (mais superficial), não havendo tecnologia para exploração em maiores profundidades. 
É durante esse ciclo econômico que ocorre a independência do país e o início do processo 
tardio de industrialização brasileira.
Os EUA já se encontravam em outro patamar, já estava em pleno desenvolvimento a in-
dústria automotiva, que se baseava no modelo Fordista de produção, o qual impactou o extre-
mo norte do Brasil, por ser uma área rica em seringueiras, que é a matéria prima responsável 
para a produção de borracha.
O período do ciclo da borracha ocorrido no Brasil tem seu auge entre os anos de 1870-
1910, e transforma a região norte em um grande polo econômico brasileiro com enormes 
transformações estruturais, tais como:
• Teatro municipal de Manaus com arquitetura europeia.
Veja:
Fonte: https://www.acritica.com/channels/entretenimento/news/teatro-amazonas-tera-serie-guarana-e-shows-
-de-adriana-calcanhotto-em-setembro
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GEOGRAFIA DO AMAZONAS
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É o momento de expansão territorial brasileira com a anexação do Acre, no ano de 1903, 
por meio do tratado de Petrópolis. Simultaneamente ao ciclo da borracha, ocorreu o do café, 
entre os anos de 1800-1930, em um momento que o cultivo de café na região da terra roxa 
(sul de São Paulo e norte do Paraná)de ocupação de grandes áreas, o que pode gerar 
problemas ambientais, a disponibilidade de pasto e a carência que a alimentação do 
gado nesse tipo de criação possui.
A pecuária intensiva é aquela onde os animais são criados confinados, e com acentuado 
uso de tecnologia. São caraterísticas desse tipo de atividade:
• áreas limitadas;
• rebanhos escassos;
• alto rendimento;
• aplicação de métodos científicos;
• destinada a produção de leite (mas também pode se destinar ao corte);
• proximidade dos grandes centros urbanos.
Conforme dissemos, a região Norte apresenta o segundo maior rebanho brasileiro, con-
tando com cerca de 48.616.446 milhões de cabeças de bovinos e mais de 1 milhão de buba-
linos. As principais áreas onde a pecuária é desenvolvida são:
• Ilha de Marajó;
• Alto Rio Branco;
• Litoral do Amapá;
• O estado do Pará.
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Veja:
Observe um gráfico com a porcentagem de rebanhos bovinos no Brasil, por região, no ano 
de 2016. Lembrando que hoje, em 2022, o cenário não é muito diferente.
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Aspectos Socioeconômicos
GEOGRAFIA DO AMAZONAS
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Com o crescimento dos danos ambientais provocados pelo modelo agrícola atual, muitas 
pessoas vêm buscando criar e resgatar alternativas de produção de alimentos de forma a ge-
rar menos impactos ao meio ambiente (sistema agroflorestal). Esse processo é denominado 
desenvolvimento sustentável.
Além da agropecuária, é importante destacar o extrativismo mineral na região, principal-
mente, no Pará que tem um elevado perfil quanto à questão mineralógica.
Os grandes projetos são:
• Empreendimentos econômicos voltados para a exploração de recursos naturais;
• Grandiosidade das construções;
• Uso de grande quantidade de mão de obra;
• Utilização de tecnologia avançada, exigindo uma infraestrutura constituída de portos, 
de aeroportos, de ferrovias e de núcleos urbanos (cidades planejadas).
O Projeto Grande Carajás (PGC) possui três frentes:
• Conjunto de projetos mineralógicos e metalúrgicos;
• Conjunto de projetos agropecuários e florestais;
• Um grupo de projetos de infraestrutura a partir da metalurgia.
Os destaques do Projeto Grande Carajás (PGC) são:
• Projeto de Ferro Carajás;
• Estrada de Ferro Carajás;
• Projeto ALBRAS (produz alumínio) - ALUNORTE (produz alumina);
• Projeto ALUMAR (produz alumina e alumínio localizado em São Luís – MA);
• Projeto Trombetas (produz bauxita para os projetos ALUMAR e ALBRAS-ALUNORTE);
• Projeto usina de Tucuruí (fornece energia para os demais projetos).
Após diversas indagações sobre a agricultura e a pecuária, acredito que ficou claro que a 
região norte possui como principais atividades o extrativismo, agricultura, pecuária e turismo 
e apresentou o maior crescimento econômico em um período de oito anos, passando de 4,7% 
em 2002 a 5,3% em 2010.
O estado de Tocantins foi o que apresentou o maior crescimento em volume, mas as 
maiores contribuições econômicas da região norte continuaram a vir dos estados do Pará, 
Amazonas e Rondônia. Dos sete estados da região, apenas Pará e Amazonas integram o 
chamado “Grupo Econômico Intermediário”, formado por nove estados brasileiros que repre-
sentam entre 2,6% e 1,2% da economia brasileira.
A região é marcada por constantes tentativas de povoamento, como na criação da Zona 
Franca de Manaus.
A Zona Franca de Manaus foi um projeto de desenvolvimento socioeconômico implanta-
do através da Lei n. 3.173, de 6 de junho de 1957 (governo JK), que reformulava, ampliava e 
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estabelecia incentivos fiscais para implantação de um polo industrial (do setor de eletroele-
trônicos), comercial e agropecuário numa área física de 10 mil km².
Obs.: � LEMBRE-SE
 � Zona Franca é uma área em que haverá isenção tributária em troca da implantação 
de indústrias. É uma parceria público-privada onde o Estado dispõe o território e a 
isenção tributária, enquanto a iniciativa privada dispõe as indústrias e os postos de 
trabalho, gerando assim um equilíbrio econômico e social na região. O projeto foi 
implantado pelo regime militar brasileiro, estendendo-se pela Amazônia Ocidental, 
formada pelos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.
A criação da Zona Franca de Manaus visava:
• Promover a ocupação populacional dessa região, proporcionando um equilíbrio demo-
gráfico;
• Elevar o nível de segurança para manutenção da sua integridade;
• Refrear o desmatamento na região e garantir a preservação e sustentabilidade da bio-
diversidade presente;
• Estabelecer uma proteção de fronteiras, principalmente contra o narcotráfico.
As fases da Zona Franca de Manaus foram divididas em:
a) 1ª Fase (1967 a 1975): estímulo à substituição de importações de bens finais e forma-
ção de mercado interno;
b) 2ª Fase (1975 a 1990): adoção de medidas que fomentassem a indústria nacional de 
insumos, sobretudo no Estado de São Paulo (Nessa fase, ocorria mundialmente a crise do 
petróleo);
c) 3ª Fase (1991 e 1996): entrou em vigor a Nova Política Industrial e de Comércio Exte-
rior, marcada pela abertura da economia brasileira, redução do Imposto de Importação para 
o restante do país e ênfase na qualidade e produtividade, com a implantação do Programa 
Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBPQ) e Programa de Competitividade Industrial;
d) 4ª Fase (1996 a 2002): marca sua adaptação aos cenários de uma economia globaliza-
da influenciada pelo neoliberalismo e pelos ajustes demandados pelos efeitos do Plano Real, 
como o movimento de privatizações e desregulamentação.
A Zona Franca de Manaus contribuiu parcialmente para o aumento do povoamento devido 
a oferta de postos de trabalho, contudo, não alcançou um de seus objetivos que se centravam 
no pleno desenvolvimento industrial do extremo norte do país, e na proteção das fronteiras 
que continuam sendo alvo do narcotráfico, extração ilegal de madeira e pirataria biológica em 
virtude de sua enorme permeabilidade.
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Por fim, ainda é necessário destacarmos a demografia da região norte marcada por uma 
população composta por pardos, descendentes de indígenas, europeus e negros. A população 
da cidade de Manaus possui grande número de ingleses, franceses e judeus, o que eleva o 
percentual de brancos na cidade, que chega a quase 40% da população.
A cidade de Porto Velho possui 50% de população branca. Os negros estão em sua maio-
ria no Pará e Tocantins. Os nordestinos compõem parte do estado do Amazonas e Acre quan-
do foram trabalhar na extração do látex.
A cidade de Manaus é amaior e mais populosa da Região Norte, com 2,2 milhões de ha-
bitantes. A região norte possui 11 regiões metropolitanas.
A Região Norte é a maior do país em extensão territorial, porém sua população é pequena, 
somando 18.906.962 habitantes, conforme dados do IBGE. Entre os estados integrantes da 
Região, o mais populoso é o Pará com 8.777.124 habitantes, enquanto Roraima possui so-
mente 652.713 habitantes.
No Norte, é possível identificar diversos vazios demográficos, por isso apresenta uma po-
pulação relativa de aproximadamente 4,72 hab./km².
Essa é uma realidade presente em todos estados que compõem a Região. Grande parte 
da população se encontra distribuída nos centros urbanos, em cerca de 500 municípios dis-
persos por toda região. A origem da população do norte do Brasil está associada aos índios, 
portugueses, além dos migrantes oriundos de outras regiões brasileiras, como do Sudeste e 
do Sul. A população da Região Norte segundo a cor/etnia está dividida em:
• Pardo (67,2%)
• Branca (23,2%)
• Negro (6,5%)
• Indígena (1,9%)
• Amarelo (1,1%)
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Um dado interessante sobre a região em questão é a concentração urbana e rural nas 
margens de rios. Com tal característica, temos cidades como Belém, Manaus, Porto Velho, 
Santarém. As moradias onde vivem a população ribeirinha é denominado de palafitas.
Veja:
Fonte: https://www.idealista.pt/news/imobiliario/internacional/2019/07/31/40433-assim-sao-as-palafitas-as-
-casas-na-agua-que-sao-uma-aposta-dos-hoteis-de-luxo
A concentração ribeirinha é decorrente da falta de vias de transporte ferroviário e rodoviá-
rio, assim a população utiliza como principal meio de deslocamento as embarcações fluviais. 
Um dos principais problemas enfrentados pela população é o desprovimento dos serviços de 
saneamento básico e coleta de lixo, praticamente todos os estados apresentam índices muito 
baixos de saneamento básico.
Abaixo a distribuição da população por estado:
Estados População
Pará 8.777.124 (46,4%)
Amazonas 4.269.995 (22,6%)
Rondônia 1.815.278 (9,6%)
Tocantins 1.607.363 (8,5%)
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Estados População
Acre 906.876 (4,8%)
Amapá 877.613 (4,7%)
Roraima 652.713 (3,4%)
A região norte possui um índice de desenvolvimento humano de 0,683, considerado de 
médio desempenho se comparado as outras regiões do país. Esse índice considera que a 
área está em desenvolvimento. O Norte tem o segundo menor IDH, superando apenas a re-
gião nordeste. Além disso, o Norte tem uma expectativa de vida que varia entre 71,5 anos em 
Rondônia e 74,2 no Acre, resultado inferior à média brasileira que é de 76 anos.
Caro (a) concurseiro (a), como já é de costume, logo após o estudo da parte teórica, ini-
cializaremos a resolução de questões comentadas. Mas lembre-se que esse é um momento 
muito importante em sua preparação, então se organize em um ambiente silencioso, ilumina-
do e faça com afinco as questões propostas a seguir.
Mãos à obra!
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EXERCÍCIOS
001. (INÉDITA/2022) Observe o mapa e o texto a seguir:
Mapa para exercícios sobre agricultura brasileira*
*Disponível em: Contenidosdigitales
“De grão em grão – transgênico ou não – o cultivo da soja espalhou-se por todas as regiões do 
Brasil nas três últimas décadas. Ocupa hoje uma área cinco vezes e meia superior à da Holanda. 
O Brasil foi, em 2003 e 2004, o maior exportador mundial de soja e vem mantendo a posição de 
segundo maior produtor, após os Estados Unidos. A previsão é de que esta condição de maior 
exportador mundial volte a ocorrer em breve, consolidando-se ao longo dos próximos anos”.
(SCHLESINGER, S., NORONHA, S. O Brasil está nú! O avanço da monocultura da soja, o grão que cresceu demais. 
Rio de Janeiro: FASE, 2006).
O mapa acima representa o avanço da produção de soja no Brasil, cuja principal consequên-
cia socioespacial foi:
a) a democratização da estrutura fundiária pelo interior do país.
b) a expansão da fronteira agrícola sobre as áreas do Cerrado.
c) a ampliação de reservas florestais nas áreas do Centro-Oeste.
d) a diminuição dos latifúndios improdutivos no território nacional.
e) o crescimento da agricultura de subsistência.
002. (INÉDITA/2022) Ao longo da história econômica do Brasil, qual desses produtos agríco-
las não fez parte de uma prática monocultora ou de elevado impacto estrutural no país?
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http://contenidosdigitales.ulp.edu.ar/exe/geo-politica/ 
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a) Soja
b) Cana-de-açúcar
c) Café
d) Tabaco
003. (INÉDITA/2022) A agricultura familiar no Brasil concentra-se:
a) Na região Sudeste, próxima aos grandes centros industriais do país.
b) Na região Sul, com poucas terras agricultáveis à disposição.
c) Na região Norte, junto aos domínios naturais da Amazônia.
d) Na região Centro-Oeste, contendo a frente de expansão do agronegócio.
e) Na região Nordeste, notadamente na Zona da Mata.
004. (INÉDITA/2022) Sobre a agricultura no Brasil, leia as assertivas abaixo:
I – A mecanização agrícola e a liberação de mão de obra na agricultura foram importantes 
fatores de migração da população do campo para as cidades.
II – A concentração fundiária, que se observa, entre outros estados, no Paraná e no Mato 
Grosso do Sul, é fator de expropriação de camponeses que passam a buscar áreas da frontei-
ra agrícola da Amazônia ou se direcionam aos centros urbanos.
III – Os boias-frias são trabalhadores sazonais característicos da implantação de relações 
capitalistas modernas no campo.
IV – O avanço da pecuária extensiva na Amazônia e a ocupação das áreas de Cerrado visando 
à cultura de grãos resultaram na redução da taxa de urbanização dos Estados do Mato Gros-
so e de Rondônia.
Assinale a alternativa cujas afirmativas estão corretas.
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, II e III.
005. (INÉDITA/2022) Sistemas agrícolas correspondem às técnicas utilizadas ao longo da 
produção agropastoril.
O aumento crescente da demanda por produtos livres de agrotóxicos tem impulsionado a 
agricultura orgânica no Brasil. Esse sistema agrícola que se apoia no manejo sustentável 
dispensa o uso de agrotóxicos sintéticos, privilegia a preservação ambiental, a biodiversida-de, os ciclos biológicos e a qualidade de vida do homem. Com uma área plantada de 842 mil 
hectares, o setor movimentou cerca de US$ 1 bilhão em 2003. O país tem 19 mil propriedades 
e 174 processadoras espalhadas em diversas regiões.
(Disponível em: www.agricultura.gov. br. Acesso em: 19 jun. 2005.)
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Com base no texto e nos conhecimentos sobre agricultura, considere as afirmativas a seguir.
I – Na agricultura orgânica, a forma de produzir demanda uma maior utilização de mão de 
obra para colocar em prática o controle biológico e o manejo integrado de pragas, constituin-
do-se em alternativa para o desenvolvimento da agricultura familiar.
II – O crescimento do mercado para os produtos orgânicos não se limita ao Brasil, o que tem 
permitido aos agricultores aumentar a receita, por unidade de produção, a uma razão superior 
à da agricultura convencional.
III – O crescimento do número de propriedades rurais em que se pratica a agricultura orgânica 
invalida o debate sobre os impactos do consumo de agrotóxicos no Brasil.
IV – O sistema de agricultura orgânica é impraticável nas pequenas propriedades rurais, pois 
a eliminação do uso de fertilizantes e de pesticidas químicos proporciona um aumento dos 
custos de produção, o que, consequentemente, diminui a renda da unidade produtiva agrícola.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
006. (INÉDITA/2022) Assinale a alternativa que apresenta apenas características da agricul-
tura extensiva.
a) Corresponde à prática agrícola com alta produtividade que utiliza mão de obra qualificada 
e grande emprego de tecnologia.
b) Há rotação de cultura e uso excessivo de fertilizantes e insumos para aumentar a produção.
c) Produção voltada para o mercado interno. A mão de obra é rudimentar e pouco qualificada.
d) É comum o esgotamento do solo por causa do seu uso permanente.
007. (INÉDITA/2022) No contexto da agricultura colonial brasileira, estabeleceram-se as cha-
madas plantations, caracterizadas pela monocultura, formação de latifúndios e produção vol-
tada à exportação.
Os sistemas de plantations são característicos
a) de sistemas intensivos mini fundiários.
b) de sistemas agrícolas tradicionais.
c) de sistemas agrícolas modernos.
d) de sistemas produtivos de curta duração.
e) de sistemas agroindustriais de massa.
008. (INÉDITA/2022) Durante o século XIX, a região Norte vivenciou um grande crescimento 
populacional impulsionado, entre outros fatores, pelo:
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a) Ciclo do ouro.
b) Ciclo da cana-de-açúcar.
c) Ciclo da borracha.
d) Ciclo da madeira.
009. (INÉDITA/2022) Julgue os itens a seguir destacando aquele que não corresponde às fi-
nalidades da Zona Franca de Manaus.
a) Promover o desenvolvimento da região Norte.
b) Promover a integração da região Norte com o restante do país.
c) Preservar a soberania nacional com a defesa da fronteira.
d) Estimular a ocupação do território da região Norte e intensificar as ações de preservação 
ambiental.
010. (CESGRANRIO) O potencial de crescimento do mercado de automóveis, associado a ou-
tros fatores, como os incentivos fiscais, vem atraindo, para o Brasil, investimentos por parte 
das grandes montadoras, algumas delas já aqui instaladas. Repercussões e impactos desses 
novos investimentos já vêm sendo observados na organização da produção e do mercado de 
trabalho. Isto pode ser constatado pela tendência à:
a) substituição da mão de obra brasileira de baixa qualificação por trabalhadores do Mercosul.
b) atuação mais combativa dos sindicatos localizados próximo das grandes montadoras de 
São Paulo e de Minas Gerais.
c) implantação das novas fábricas nas Zonas Francas existentes nas Regiões Norte e Nor-
deste do país.
d) diminuição do número de empregos pela robotização de linhas de montagem.
e) eliminação de práticas de terceirização entre os fornecedores de autopeças e as grandes 
montadoras.
011. (ENEM/2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para 
sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros 
quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasilei-
ros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado.
AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.
Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema am-
biental descrito é:
a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas 
mineradoras.
b) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.
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c) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao res-
tante do país.
d) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta.
e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacio-
nais e estrangeiras.
012. (INÉDITA/2022) Observe a imagem a seguir:
Considerando-se o mapa e os conhecimentos das estratégias geopolíticas para um melhor 
controle da Amazônia brasileira, é correto afirmar que o
a) Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) tem por finalidade a integração das forças ar-
madas, visando à defesa da região.
b) Estado brasileiro, através dos projetos Calha Norte e Sipam/Sivam, tem total controle das 
vastidões da Região Amazônica.
c) Projeto Calha Norte teve origem no governo militar, na década de 70 do século passado, e 
visava, inicialmente, povoar as fronteiras do norte do país.
d) Projeto Jari, localizado nos limites dos estados de Roraima e do Amazonas, é um gigantes-
co empreendimento de assentamento agrícola que reforça a soberania amazônica.
e) Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) é uma rede de coleta e de processamento de 
informações sobre meio ambiente, meteorologia, vigilância aérea e de superfície, e terras in-
dígenas, dentre outros, que são enviadas aos órgãos governamentais atuantes na região.
013. (INÉDITA/2022) As ferrovias são frequentemente indicadas como a melhor opção para o 
escoamento de cargas e, até mesmo, de pessoas em todo o território nacional. Entre as van-
tagens que esse tipo de transporte oferece para o país, podemos assinalar, EXCETO:
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a) Baixo custos de manutenção e consumo.
b) Participação no deslocamento de todo o percurso da mercadoria a ser entregue.
c) Desafogamento do trânsito nas rodovias.d) Melhorias na relação entre cargas transportadas e combustível consumido.
e) Menor quantidade estatística de acidentes e perdas de carga.
014. (INÉDITA/2022) A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para 
atracar no porto de Santos é igual a 11 anos – isso, contando somente o intervalo de janeiro 
a outubro de 2011. O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de 
tempo supera uma década.
Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado).
A situação descrita gera consequências em cadeia, tanto para a produção quanto para o 
transporte. No que se refere à territorialização da produção no Brasil contemporâneo, uma 
dessas consequências é a
a) realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez.
b) dispersão dos serviços financeiros em função da busca de novos pontos de importação.
c) redução da exportação de gêneros agrícolas em função da dificuldade para o escoamento.
d) priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras 
terrestres.
e) estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos 
na infraestrutura de circulação.
015. (INÉDITA/2022) Analise as afirmativas sobre o transporte rodoviário e marque (V) para 
as verdadeiras e (F) para as falsas.
a) O transporte rodoviário se restringe ao deslocamento de passageiros.
b) Um dos fatores que eleva os custos do transporte rodoviário é a manutenção dos veículos.
c) O transporte rodoviário é muito utilizado em vários países do mundo, como, por exemplo, 
no Brasil.
d) Entre as vantagens do transporte rodoviário está a possibilidade de traçar rotas alternati-
vas, através da construção de novas rodovias.
e) Em razão de seu elevado custo, o transporte rodoviário não é utilizado para o transporte 
de cargas.
016. (INÉDITA/2022) Qual o território da Amazônia?
017. (INÉDITA/2022) A vegetação do bioma Amazônia é a Floresta Amazônica?
018. (INÉDITA/2022) Qual a situação da vegetação nativa no bioma Amazônia?
019. (INÉDITA/2022) Quanto do bioma Amazônia está protegido e preservado?
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020. (INÉDITA/2022) Quanto do bioma Amazônia está ocupado pela agropecuária?
021. (INÉDITA/2022) Qual a regeneração da vegetação nativa no bioma Amazônia
022. (INÉDITA/2022) Qual a dimensão e dinâmica do desmatamento no bioma Amazônia?
023. (INÉDITA/2022) Quantos produtores rurais vivem no bioma Amazônia?
024. (INÉDITA/2022) Qual a área média desmatada anualmente?
025. (INÉDITA/2022) Qual a variação no tamanho das áreas desmatadas anualmente?
026. (INÉDITA/2022) Onde ocorrem os desmatamentos?
027. (INÉDITA/2022) Qual a relação dos padrões espaço-temporais do desmatamento com a 
estrutura agrária no bioma Amazônia?
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GABARITO
1. b
2. d
3. c
4. e
5. a
6. c
7. b
8. c
9. d
10. d
11. b
12. e
13. b
14. c
15. F, V, V, V, F
16. Discursiva
17. Discursiva
18. Discursiva
19. Discursiva
20. Discursiva
21. Discursiva
22. Discursiva
23. Discursiva
24. Discursiva
25. Discursiva
26. Discursiva
27. Discursiva
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GABARITO COMENTADO
001. (INÉDITA/2022) Observe o mapa e o texto a seguir:
Mapa para exercícios sobre agricultura brasileira*
*Disponível em: Contenidosdigitales
“De grão em grão – transgênico ou não – o cultivo da soja espalhou-se por todas as regiões do 
Brasil nas três últimas décadas. Ocupa hoje uma área cinco vezes e meia superior à da Holanda. 
O Brasil foi, em 2003 e 2004, o maior exportador mundial de soja e vem mantendo a posição de 
segundo maior produtor, após os Estados Unidos. A previsão é de que esta condição de maior 
exportador mundial volte a ocorrer em breve, consolidando-se ao longo dos próximos anos”.
(SCHLESINGER, S., NORONHA, S. O Brasil está nú! O avanço da monocultura da soja, o grão 
que cresceu demais. Rio de Janeiro: FASE, 2006).
O mapa acima representa o avanço da produção de soja no Brasil, cuja principal consequên-
cia socioespacial foi:
a) a democratização da estrutura fundiária pelo interior do país.
b) a expansão da fronteira agrícola sobre as áreas do Cerrado.
c) a ampliação de reservas florestais nas áreas do Centro-Oeste.
d) a diminuição dos latifúndios improdutivos no território nacional.
e) o crescimento da agricultura de subsistência.
O mapa e o texto demonstram o crescimento produtivo da soja no Brasil ao longo dos últi-
mos tempos. Com respeito a esse crescimento, uma das consequências mais notórias foi a 
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expansão da fronteira agrícola sobre o espaço do Cerrado, graças às técnicas agrícolas que 
permitiram o cultivo sobre solos ácidos, como os do Centro-Oeste brasileiro.
Letra b.
002. (INÉDITA/2022) Ao longo da história econômica do Brasil, qual desses produtos agríco-
las não fez parte de uma prática monocultora ou de elevado impacto estrutural no país?
a) Soja
b) Cana-de-açúcar
c) Café
d) Tabaco
O Brasil, em sua história agrícola, passou por vários ciclos, dos quais se destacaram o da ca-
na-de-açúcar durante o período colonial, o do café e, mais recentemente, o da soja. O tabaco, 
apesar de também produzido no país, nunca ganhou o protagonismo econômico dos demais.
“ONU declara 2014 como o ‘Ano Internacional da Agricultura Familiar. A ideia é promover uma 
ampla discussão e cooperação mundial para aumentar a conscientização e entendimento 
dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam”.
(BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Disponível em: http://www.integracao.gov.br)
Letra d.
003. (INÉDITA/2022) A agricultura familiar no Brasil concentra-se:
a) Na região Sudeste, próxima aos grandes centros industriais do país.
b) Na região Sul, com poucas terras agricultáveis à disposição.
c) Na região Norte, junto aos domínios naturais da Amazônia.
d) Na região Centro-Oeste, contendo a frente de expansão do agronegócio.
e) Na região Nordeste, notadamente na Zona da Mata.
A agricultura familiar concentra, atualmente, mais de 80% de suas terras na região Norte do 
país, fruto da expansão da fronteira agrícola e da difusão de latifúndios pelas demais regiões 
do território nacional.
Letra c.
004. (INÉDITA/2022) Sobre a agricultura no Brasil, leia as assertivas abaixo:
I – A mecanização agrícola e a liberação de mão de obra na agricultura foram importantes 
fatores de migração da população do campo para as cidades.
II – A concentração fundiária, que se observa, entre outros estados, no Paraná e no Mato 
Grosso do Sul, é fator de expropriaçãode camponeses que passam a buscar áreas da frontei-
ra agrícola da Amazônia ou se direcionam aos centros urbanos.
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III – Os boias-frias são trabalhadores sazonais característicos da implantação de relações 
capitalistas modernas no campo.
IV – O avanço da pecuária extensiva na Amazônia e a ocupação das áreas de Cerrado visando 
à cultura de grãos resultaram na redução da taxa de urbanização dos Estados do Mato Gros-
so e de Rondônia.
Assinale a alternativa cujas afirmativas estão corretas.
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, II e III.
a) Certo. Verdadeiro – A mecanização agrícola foi um dos fatores que contribuíram para 
a concentração de terras nas áreas rurais do interior do país, resultando na expansão do 
êxodo rural.
b) Certo. Verdadeiro – Uma grande parcela de pequenas propriedades familiares passou a in-
corporar grandes áreas fundiárias nos estados citados, bem como em outras partes do Brasil, 
direcionando a população rural para as cidades e para as frentes pioneiras agrícolas.
c) Certo. Verdadeiro – Os boias-frias são trabalhadores sazonais, ou seja, conseguem em-
pregos durante uma época do ano, geralmente no corte da cana ou na colheita de alguns 
produtos primários.
d) Errado. Falso – O avanço da pecuária no Norte do país contribui para o avanço da urbani-
zação por meio do aumento da migração campo-cidade.
Letra e.
005. (INÉDITA/2022) Sistemas agrícolas correspondem às técnicas utilizadas ao longo da 
produção agropastoril.
O aumento crescente da demanda por produtos livres de agrotóxicos tem impulsionado a 
agricultura orgânica no Brasil. Esse sistema agrícola que se apoia no manejo sustentável 
dispensa o uso de agrotóxicos sintéticos, privilegia a preservação ambiental, a biodiversida-
de, os ciclos biológicos e a qualidade de vida do homem. Com uma área plantada de 842 mil 
hectares, o setor movimentou cerca de US$ 1 bilhão em 2003. O país tem 19 mil propriedades 
e 174 processadoras espalhadas em diversas regiões.
(Disponível em: www.agricultura.gov. br. Acesso em: 19 jun. 2005.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre agricultura, considere as afirmativas a seguir.
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I – Na agricultura orgânica, a forma de produzir demanda uma maior utilização de mão de 
obra para colocar em prática o controle biológico e o manejo integrado de pragas, constituin-
do-se em alternativa para o desenvolvimento da agricultura familiar.
II – O crescimento do mercado para os produtos orgânicos não se limita ao Brasil, o que tem 
permitido aos agricultores aumentar a receita, por unidade de produção, a uma razão superior 
à da agricultura convencional.
III – O crescimento do número de propriedades rurais em que se pratica a agricultura orgânica 
invalida o debate sobre os impactos do consumo de agrotóxicos no Brasil.
IV – O sistema de agricultura orgânica é impraticável nas pequenas propriedades rurais, pois 
a eliminação do uso de fertilizantes e de pesticidas químicos proporciona um aumento dos 
custos de produção, o que, consequentemente, diminui a renda da unidade produtiva agrícola.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.
I – Correta.
II – Correta.
III – Incorreta. O consumo de agrotóxicos é pauta de diversos debates no Brasil, principal-
mente por estar associado a questões de saúde. Sendo assim, mesmo que haja aumento das 
propriedades que pratiquem a agricultura orgânica, a agricultura comercial sobressai-se.
IV – Incorreta. A agricultura orgânica é sim praticável em propriedades rurais pequenas. Mes-
mo que haja aumento do custo de produção, há aumento na venda do produto orgânico tam-
bém, que costuma ser mais caro que os convencionais.
Letra a.
006. (INÉDITA/2022) Assinale a alternativa que apresenta apenas características da agricul-
tura extensiva.
a) Corresponde à prática agrícola com alta produtividade que utiliza mão de obra qualificada 
e grande emprego de tecnologia.
b) Há rotação de cultura e uso excessivo de fertilizantes e insumos para aumentar a produção.
c) Produção voltada para o mercado interno. A mão de obra é rudimentar e pouco qualificada.
d) É comum o esgotamento do solo por causa do seu uso permanente.
Letra c.
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007. (INÉDITA/2022) No contexto da agricultura colonial brasileira, estabeleceram-se as cha-
madas plantations, caracterizadas pela monocultura, formação de latifúndios e produção vol-
tada à exportação.
Os sistemas de plantations são característicos
a) de sistemas intensivos mini fundiários.
b) de sistemas agrícolas tradicionais.
c) de sistemas agrícolas modernos.
d) de sistemas produtivos de curta duração.
e) de sistemas agroindustriais de massa.
As plantations, embora apresentem uma acentuada produtividade, são atividades monocul-
toras historicamente consolidadas no campo e que fazem uso de técnicas há muito tempo 
desenvolvidas, com elevado emprego de mão de obra, um traço característico dos sistemas 
agrícolas tradicionais.
Letra b.
008. (INÉDITA/2022) Durante o século XIX, a região Norte vivenciou um grande crescimento 
populacional impulsionado, entre outros fatores, pelo:
a) Ciclo do ouro.
b) Ciclo da cana-de-açúcar.
c) Ciclo da borracha.
d) Ciclo da madeira.
No final do século XIX, a região amazônica vivenciou um período de grande crescimento de-
mográfico em razão do ciclo da borracha. A extração do látex das seringueiras amazônicas 
e o grande mercado consumidor fizeram com que o preço desse produto se elevasse, des-
pertando o interesse por trabalho de migrantes de outras regiões do Brasil, especialmente 
do Nordeste.
Letra c.
009. (INÉDITA/2022) Julgue os itens a seguir destacando aquele que não corresponde às fi-
nalidades da Zona Franca de Manaus.
a) Promover o desenvolvimento da região Norte.
b) Promover a integração da região Norte com o restante do país.
c) Preservar a soberania nacional com a defesa da fronteira.
d) Estimular a ocupação do território da região Norte e intensificar as ações de preservação 
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A respeito da Zona Franca de Manaus, o único item incorreto refere-se à ocupação do terri-
tório e ações de intensificação da preservação ambiental. Ainda que a ocupação tenha sido 
decorrente do processo de deslocamento de pessoas para a região, ela não foi o principal 
elemento para a instalação da Zona Franca de Manaus. As ações de preservação ambiental 
também nãoforam os principais interesses da implantação dessa área industrial.
Letra d.
010. (CESGRANRIO) O potencial de crescimento do mercado de automóveis, associado a ou-
tros fatores, como os incentivos fiscais, vem atraindo, para o Brasil, investimentos por parte 
das grandes montadoras, algumas delas já aqui instaladas. Repercussões e impactos desses 
novos investimentos já vêm sendo observados na organização da produção e do mercado de 
trabalho. Isto pode ser constatado pela tendência à:
a) substituição da mão de obra brasileira de baixa qualificação por trabalhadores do Mercosul.
b) atuação mais combativa dos sindicatos localizados próximo das grandes montadoras de 
São Paulo e de Minas Gerais.
c) implantação das novas fábricas nas Zonas Francas existentes nas Regiões Norte e Nor-
deste do país.
d) diminuição do número de empregos pela robotização de linhas de montagem.
e) eliminação de práticas de terceirização entre os fornecedores de autopeças e as grandes 
montadoras.
A respeito do processo de industrialização brasileiro, especialmente no final do século XX, 
verifica-se como característica marcante do setor automobilístico a substituição de mão de 
obra humana pela robotização das linhas de montagem. Ainda que esse processo eleve os 
custos iniciais de produção, estes se dissipam com o retorno econômico-financeiro gerado 
aos industriais pela economia com salários, redução de despesas acessórias (energia elé-
trica, por exemplo), encargos trabalhistas e, sobretudo, no ganho de produtividade (24h de 
funcionamento, sem horas extras etc.).
Letra d.
011. (ENEM/2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para 
sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros 
quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasilei-
ros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado.
AB’SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, 1996.
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Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema am-
biental descrito é:
a) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas 
mineradoras.
b) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas.
c) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao res-
tante do país.
d) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta.
e) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacio-
nais e estrangeiras.
a) Errado. O Projeto Carajás, operado pela Vale, transforma profundamente a paisagem da 
Amazônia, porém, em uma escala local, uma vez que a extração mineral é bem pontual.
b) Certa. A expansão da fronteira agropecuária na região da Amazônia é o grande vetor de 
desmatamento. A pecuária extensiva funciona como arco de desmatamento, exercendo forte 
pressão sobre a floresta, que, posteriormente, recebe a ocupação da soja. Contudo, o arroz e 
o milho são, também, importantes gêneros agrícolas nessa região de expansão. A caracterís-
tica técnica é que são lavouras mecanizadas de cultivo de soja.
c) Errado. A obra da Transamazônica continua inacabada, com trechos sem asfalto ou que a 
floresta ocupou novamente. A rodovia, inclusive, apresenta um fluxo maior na porção ocidental.
d) Errado. As atividades extrativistas do látex hoje, muitas vezes, realizadas por seringueiros 
e grupos indígenas, representam atividades sustentáveis de pouco ou nenhum impacto sobre 
a floresta.
e) Errado. As atividades industriais na Zona Franca de Manaus alteraram sim, a paisagem de 
Manaus, porém, o problema se deve à ocupação desordenada da cidade, que, hoje, esbarra 
nos graves problemas encontrados nas outras regiões metropolitanas brasileiras.
Letra b.
012. (INÉDITA/2022) Observe a imagem a seguir:
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Considerando-se o mapa e os conhecimentos das estratégias geopolíticas para um melhor 
controle da Amazônia brasileira, é correto afirmar que o
a) Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) tem por finalidade a integração das forças ar-
madas, visando à defesa da região.
b) Estado brasileiro, através dos projetos Calha Norte e Sipam/Sivam, tem total controle das 
vastidões da Região Amazônica.
c) Projeto Calha Norte teve origem no governo militar, na década de 70 do século passado, e 
visava, inicialmente, povoar as fronteiras do norte do país.
d) Projeto Jari, localizado nos limites dos estados de Roraima e do Amazonas, é um gigantes-
co empreendimento de assentamento agrícola que reforça a soberania amazônica.
e) Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) é uma rede de coleta e de processamento de 
informações sobre meio ambiente, meteorologia, vigilância aérea e de superfície, e terras in-
dígenas, dentre outros, que são enviadas aos órgãos governamentais atuantes na região.
a) Errado. O Sipam é parte integrante do projeto Sivam, todavia, o primeiro corresponde à es-
fera civil desse projeto, enquanto o segundo implica em um monitoramento militar.
b) Errado. Embora o Projeto Calha Norte e o Sivam compreendam tentativas de ocupação 
militar e civil da Amazônia, esses ainda não são suficientes para garantir o controle das vas-
tidões amazônicas.
c) Errado. O Projeto Calha Norte foi idealizado em 1985, no governo de José Sarney, e visava 
uma ocupação militar e civil das fronteiras ao norte do país.
d) Errado. O Projeto Jari foi concebido em 1967, e corresponde a uma grande fábrica de celulose.
e) Certo. A alternativa define a correta atuação da Sivam.
Letra e.
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013. (INÉDITA/2022) As ferrovias são frequentemente indicadas como a melhor opção para o 
escoamento de cargas e, até mesmo, de pessoas em todo o território nacional. Entre as van-
tagens que esse tipo de transporte oferece para o país, podemos assinalar, EXCETO:
a) Baixo custos de manutenção e consumo.
b) Participação no deslocamento de todo o percurso da mercadoria a ser entregue.
c) Desafogamento do trânsito nas rodovias.
d) Melhorias na relação entre cargas transportadas e combustível consumido.
e) Menor quantidade estatística de acidentes e perdas de carga.
a) Verdadeiro – O transporte ferroviário, apesar do alto custo na implementação, possui a sua 
manutenção e consumo a preços viáveis.
b) Falso – Os trens quase sempre não participam de todo o escoamento de carga, pois só 
podem fazê-lo até as estações, havendo uma dependência de outros transportes nas etapas 
de carga e descarga dos produtos.
c) Verdadeiro – Ao elevar o deslocamento de cargas e pessoas pelas ferrovias, diminui-se o 
número de veículos pesados nas rodovias.
d) Verdadeiro – Um trem transporta, em média, 120 toneladas de carga por quilômetro com 
apenas um litro de óleo diesel, enquanto um caminhão conseguetransportar apenas 30 tone-
ladas de carga por quilômetro com essa mesma quantidade de combustível.
e) Verdadeiro – Estatisticamente, os acidentes com perda de carga em trens são menores do 
que com outros tipos de transporte, como o rodoviário.
Letra b.
014. (INÉDITA/2022) A soma do tempo gasto por todos os navios de carga na espera para 
atracar no porto de Santos é igual a 11 anos – isso, contando somente o intervalo de janeiro 
a outubro de 2011. O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006 a perda de 
tempo supera uma década.
Folha de S. Paulo, 25 dez. 2011 (adaptado).
A situação descrita gera consequências em cadeia, tanto para a produção quanto para o 
transporte. No que se refere à territorialização da produção no Brasil contemporâneo, uma 
dessas consequências é a
a) realocação das exportações para o modal aéreo em função da rapidez.
b) dispersão dos serviços financeiros em função da busca de novos pontos de importação.
c) redução da exportação de gêneros agrícolas em função da dificuldade para o escoamento.
d) priorização do comércio com países vizinhos em função da existência de fronteiras 
terrestres.
e) estagnação da indústria de alta tecnologia em função da concentração de investimentos 
na infraestrutura de circulação.
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O problema nos portos brasileiros, relacionado com sua ineficiência estrutural, é um dos prin-
cipais problemas que atingem as exportações brasileiras. Essa questão afeta principalmente 
os produtos agrícolas, que necessitam mais do transporte hidroviário para o escoamento de 
suas produções para o mercado estrangeiro.
Letra c.
015. (INÉDITA/2022) Analise as afirmativas sobre o transporte rodoviário e marque (V) para 
as verdadeiras e (F) para as falsas.
a) O transporte rodoviário se restringe ao deslocamento de passageiros.
b) Um dos fatores que eleva os custos do transporte rodoviário é a manutenção dos veículos.
c) O transporte rodoviário é muito utilizado em vários países do mundo, como, por exemplo, 
no Brasil.
d) Entre as vantagens do transporte rodoviário está a possibilidade de traçar rotas alternati-
vas, através da construção de novas rodovias.
e) Em razão de seu elevado custo, o transporte rodoviário não é utilizado para o transporte 
de cargas.
a) Falso. O transporte rodoviário é utilizado para o deslocamento de pessoas, animais, maté-
rias-primas, mercadorias, etc.
b) Verdadeiro. A manutenção dos veículos é extremamente necessária (pneus, parte mecâni-
ca, acessórios, etc.), fato que eleva os custos do transporte rodoviário.
c) Verdadeiro. Apesar de apresentar elevados custos, o transporte rodoviário é uma modali-
dade bastante utilizada em vários países. No Brasil, essa modalidade é responsável por cerca 
de 60% do deslocamento interno de cargas.
d) Verdadeiro. Através da construção de rodovias, viadutos, pontes, entre outras obras, é pos-
sível traçar rotas alternativas para o transporte rodoviário.
e) Falso. O transporte rodoviário é bastante utilizado para o deslocamento de cargas.
F, V, V, V, F.
016. (INÉDITA/2022) Qual o território da Amazônia?
Depende. Uma parte dos equívocos e da desinformação sobre a região vem de referências 
geográficas distintas, muitas vezes utilizadas de forma abusiva: Bacia Amazônica (3.844.877 
km2), Amazônia Legal (5.217.423 km2), Bioma Amazônia (4.199.249 km2) e Região Norte 
(3.853.677 km2). Esses recortes se recobrem e não coincidem. A escolha de um recorte terri-
torial para a Amazônia sempre apresenta vantagens e inconvenientes.
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Para caracterizar a vegetação nativa e as áreas exploradas, o melhor recorte territorial cor-
responde ao bioma. Os biomas servem de base ao planejamento nacional. O Brasil é um dos 
únicos países a considerar a dimensão ambiental, através dos biomas, no planejamento, na 
gestão e na legislação.
017. (INÉDITA/2022) A vegetação do bioma Amazônia é a Floresta Amazônica?
Não. O bioma Amazônia está recoberto por vegetações florestais, não florestais e mistas, 
diversificadas. São cerca de 50 fitofisionomias ou tipos de vegetação do bioma Amazônia: 
22 tipos de florestas, nove tipos de vegetação nativa não florestais, sete tipos mistos, além 
de nove outros tipos. O desconhecimento leva muitos a imaginarem o bioma recoberto pela 
“floresta amazônica”.
018. (INÉDITA/2022) Qual a situação da vegetação nativa no bioma Amazônia?
Hoje, 84,1% do bioma Amazônia está recoberto por vegetação nativa (353.156.844 ha) in-
cluindo vegetações florestais, não florestais e mistas, em terras públicas e privadas. As gran-
des superfícies hídricas (8.818.423 ha) representam 2,1% do bioma Amazônia. Os ambientes 
predominantemente naturais, vegetação nativa e grandes superfícies hídricas, somam 86,2% 
do bioma Amazônia, segundo o mapeamento e cálculos da Embrapa Territorial, baseados em 
dados de satélites, do INPE, CAR e TerraClass.
019. (INÉDITA/2022) Quanto do bioma Amazônia está protegido e preservado?
Cerca de 80% do bioma já está protegido e destinado à preservação. As áreas protegidas 
alcançam hoje 173,4 milhões de hectares ou 41,3% do bioma e são constituídas por 204 Uni-
dades de Conservação, 330 Terras Indígenas e 32 Áreas Militares decretadas e estabelecidas. 
Os 534.261 imóveis rurais cadastrados no CAR, conforme mapeamento sobre imagens de 
satélite com 5 metros de resolução, dedicam à preservação da vegetação nativa 94,2 milhões 
de hectares ou 22,4% do bioma. Áreas protegidas e preservadas somam 267,6 milhões de 
hectares ou 63,7% do bioma. Ainda existe vegetação nativa em áreas de imóveis rurais não 
cadastrados e terras devolutas num total de 85,7 milhões de hectares (20,4%), totalizando 
84,1% do bioma. Mesmo na hipótese irreal da ocupação desses 20,4%, o Código Florestal só 
permite explorar 20%. Apenas, 4% podem ser explorados no futuro. No ritmo atual do desma-
tamento, isso levaria um quarto de século.
020. (INÉDITA/2022) Quanto do bioma Amazônia está ocupado pela agropecuária?
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Cerca de 12,8%. Pastagens nativas, plantadas e manejadas alcançam 10,5% do bioma Ama-
zônia (44.092.115 ha). Lavouras anuais, semiperenes e perenes somam 2,3% (9.658.273 ha). 
As infraestruturas viárias, urbanas, energético-mineradores e outras são estimadas em 1% do 
bioma, no mapeamento realizado pela Embrapa Territorial.
021. (INÉDITA/2022) Qual a regeneração da vegetação nativa no bioma Amazônia
O Projeto Prodes classifica e acumula as áreas desmatadas no bioma. Já o Projeto Terra-
class, também do INPE e com a participação da Embrapa, acompanha o que ocorre nessas 
áreas. Os dados trabalhados pela Embrapa Territorial indicam que em cerca de 29,7% da área 
total desmatada na história houve regeneração da vegetação nativa em graus e momentos 
variados. São 9,5% com vegetação florestal bem regenerada e 20,2% com vegetação florestal 
secundária, calculados pela EmbrapaTerritorial. Parte dessa vegetação em regeneração foi 
cadastrada no CAR e parte encontra-se em áreas não cadastradas privadas e em terras pú-
blicas não destinadas ou devolutas. A Embrapa Territorial está quantificando, por geoproces-
samento, a repartição espacial dos vários graus da regeneração florestal (cronos sequências 
e sucessões vegetais) das diversas categorias de atribuição, uso e ocupação das terras.
022. (INÉDITA/2022) Qual a dimensão e dinâmica do desmatamento no bioma Amazônia?
A área desmatada acumulada no bioma Amazônia, desde 1616 (fundação de Belém) até 2018, 
foi 708.301km2 ou 16,9%, segundo os dados medidos e estimados do Prodes. Com a subtra-
ção de áreas de vegetação florestal mais regeneradas, ainda não incluídas no CAR, da ordem 
de 3,1%, esse número cai para cerca de 13,8%. A área desmatada no bioma Amazônia mapea-
da em 2018 foi de 7.094 km2. Uma taxa anual de desmatamento inferior a 0,17%. A proteção e 
a preservação já estabelecidas da vegetação nativa alcançam hoje 80% do bioma, mas mes-
mo se hipoteticamente, essa taxa de desmatamento prosseguisse ininterruptamente seriam 
necessários cerca de 572 anos para desmatar o bioma. Isso sem considerar a regeneração 
vegetal em curso.
023. (INÉDITA/2022) Quantos produtores rurais vivem no bioma Amazônia?
A Embrapa Territorial obteve uma quantificação inédita da complexa realidade dos produto-
res amazônicos combinando a análise geocodificada de 534.261 imóveis rurais do Cadastro 
Ambiental Rural, com as coordenadas geográficas de cada um dos 677.596 estabelecimentos 
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agropecuários, levantados pelo Censo Agropecuário de 2017, confrontados aos dados dos 
lotes de 2.312 assentamentos agrários no bioma Amazônia, onde foram assentadas 499.586 
famílias. Isso permitiu identificar, quantificar e referenciar geograficamente 1.007.724 pro-
dutores rurais lato sensu (ribeirinhos, extrativistas, imóveis rurais, estabelecimentos agrope-
cuários, pescadores…) no bioma Amazônia. Deles, mais de 89% são pequenos (menos de 4 
módulos fiscais).
024. (INÉDITA/2022) Qual a área média desmatada anualmente?
A área média desmatada anualmente é da ordem de 20 ha e tem apresentado uma tendência 
de crescimento. Trata-se de uma série muito assimétrica: de um lado ocorrem muitíssimos 
desmatamentos de pequena dimensão (mais de 92% são inferiores a 40 ha) e, no outro extre-
mo, poucos desmatamentos individuais com médias e grandes dimensões (250 a 4.000 ha).
025. (INÉDITA/2022) Qual a variação no tamanho das áreas desmatadas anualmente?
As áreas desmatadas ou polígonos mapeados variam de um mínimo de 6,5 ha (capacidade 
de detecção do satélite) até alguns milhares de hectares. E apresentam um forte fenômeno 
de concentração. A imensa maioria desses desmatamentos na última década são de peque-
nas áreas. É necessário reunir mais de 20.000 desmatamentos individuais todo ano para se 
atingir 25% da área total desmatada. A área média desmatada nesses mais de 20.000 casos 
é da ordem de 8,7 ha, ocorre em pequenos imóveis rurais e tem se mantido estável nos úl-
timos anos.
026. (INÉDITA/2022) Onde ocorrem os desmatamentos?
Nem todos os desmatamentos ocorrem no mundo rural. A análise territorial realizada pela 
Embrapa demostrou por município, por estado e para o bioma Amazônia que pelo menos 10 
a 15% do total dos polígonos e das áreas desmatadas nos últimos anos ocorreram em áreas 
protegidas, em terras públicas federais e estaduais (terras indígenas, unidades de conserva-
ção integral, reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável), de forma ine-
quívoca. Fora das áreas protegidas e mais complexo definir quando se trata de terra pública 
ou privada.
027. (INÉDITA/2022) Qual a relação dos padrões espaço-temporais do desmatamento com a 
estrutura agrária no bioma Amazônia?
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O desmatamento está autorizado na Amazônia dentro dos severos limites impostos pelo Có-
digo Florestal (20% da área dos imóveis). E seguirá ocorrendo, em valores próximos à média 
dos últimos dez anos, em dezenas de milhares de pequenos desmatamentos. Eles são dife-
rentes em cada ano e envolvem atores diferentes. Não são os mesmos a cada ano. A Embrapa 
Territorial pesquisa o quanto desse desmatamento – envolvendo menos de 3% dos imóveis 
rurais, unidades de produção e estabelecimentos agropecuários e repetido anualmente – cor-
responde apenas ao crescimento vegetativo da população e da economia rural na região. Há 
vínculos entre a estrutura agrária da região e os padrões espaciais e temporais do desmata-
mento, objeto de estudos em curso.
Caro(a) concurseiro(a), mais uma etapa vencida e reitero meus votos de sucesso, pois 
se chegou nesse ponto já é um vencedor e o momento de sua consagração se avizinha cada 
vez mais. Como já é de praxe, ao encerrar mais uma aula, renovo meus agradecimentos, meu 
muito obrigado pela confiança depositada na equipe do Gran Cursos online.
Abs.
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Professor de geografia com quase 20 anos de docência. Graduado em História e Geografia. Professor de 
cursos preparatórios para concursos e vestibulares.
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	Apresentação
	Aspectos Socioeconômicos
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 63:ganha espaço na economia nacional, e se tornou o prin-
cipal produto brasileiro (70% das exportações no início do século XX).
A crise do café na primeira metade do século XX (devido à grande depressão) fez com que 
os “barões do café” fossem os grandes financiadores da industrialização brasileira, com forte 
intervencionismo durante o governo de Vargas.
O ciclo do café estava aos poucos sendo substituído pelo ciclo da soja, que foi introduzido 
no Brasil a partir da década de 60, por meio da Revolução Verde, que se estabeleceu nos EUA, 
mais precisamente no ano de 1967, de acordo com as ideias de Norman Borlaung.
Segue a imagem de Norman Borlaung, o pai da revolução verde:
Fonte: http://geneticaagronomica.blogspot.com/2012/01/norman-borlaug-exemplo-eterno-de.html
Os ciclos econômicos como o pau-Brasil, açúcar, ouro, borracha, café e soja são caracte-
rizados por intensas transformações políticas, econômicas, sociais e culturais e proporcio-
nou a formação de uma população bastante miscigenada que se deu principalmente a partir 
de três grandes grupos:
• Indígenas;
• Brancos;
• Negros.
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Fonte: https://conhecimentocientifico.r7.com/miscigenacao/
A história do Brasil é caracterizada por um momento de acentuada miscigenação, origi-
nando numerosos mestiços ou pardos, assim denominados:
• • Mulatos:Mulatos: formados pela união entre brancos e negros, são os mais numerosos entre os 
grupos.
• Caboclos ou mamelucos: formados pela união entre brancos e índios.
• Cafuzos: formados pela união entre negros e índios sendo o grupo com menor número 
de integrantes.
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/sonetos/6692374
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À essa miscigenação, integram-se portugueses que desde a colonização continuaram en-
trando livre e regularmente no Brasil, italianos durante o ciclo do café, e principalmente, espa-
nhóis, germanos, eslavos, orientais, durante as Grandes Guerras, contribuindo para potenciali-
zar a miscigenação e diversificação no fenômeno de formação étnica da população brasileira.
A elevada miscigenação ocorrida no período colonial originando os mulatosmulatos, demonstra o 
rápido crescimento do contingente populacional brasileiro conforme a seguir:
Período Negros Mulatos Brancos
1800 47% 30% 23%
1880 20% 42% 38%
1991 4,8% 39,2% 55%
Dados: IBGE
A Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico intercontinental de escravos (1850), aliada 
à elevada mortalidade da população negra e ao forte estímulo à imigração europeia (expan-
são cafeeira), além da intensa miscigenação entre brancos e negros, alterou profundamente 
a composição étnica da população brasileira.
O Brasil, a partir da entrada dos europeus, fortaleceu uma ideologia voltada ao “branque-
amento”, ao “eurocentrismo”, levando a erros no recenseamento, uma vez que inúmeros indi-
víduos de ascendência negra se passavam por brancos. Assim, acarretou um esvaziamento 
da consciência étnica, política e social dos negros, perpetuado por décadas.
A década de 1980 leva à existência de mais de 137 definições étnicas, indicando resquí-
cios desse branqueamento. Os portugueses estão em maior número, e entre os séculos XIX e 
XX, encontram-se em torno de 31%, destaca-se o Rio de Janeiro, desde a chegada da família 
real e a abertura dos portos às nações amigas, em 1808.
O desejo de autonomia levou para enormes rusgas entre os brasileiros e portugueses, já 
que os últimos são alvo de ressentimentos devido ao monopólio da venda de gêneros alimen-
tícios, sendo muitas vezes responsabilizados pelo aumento de custos dessas mercadorias.
O final do século XIX é caracterizado por uma intensa imigração de italianos durante o pe-
ríodo oligárquico brasileiro com o intuito de trabalhar nas lavouras cafeeiras, no solo de terra 
roxa nas divisas entre São Paulo e o estado do Paraná, impulsionados pelas transformações 
socioeconômicas em curso na Europa.
É importante destacar que a migração italiana começou de fato logo após a unificação 
da Itália (1871), dando origem uma cultura ítalo-brasileira. O final do século XIX demons-
trou uma migração de quase 70% dos italianos para o estado de São Paulo, contudo, em 
diferentes condições.
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Os europeus, entre eles os italianos que migraram para o extremo sul do país, não tinham 
qualquer apoio estatal, como ocorrido durante o ciclo do café por meio de subsídios e doa-
ções de terras influindo na arquitetura, gastronomia, crenças, hábitos, valores.
Segue imagem que remete a presença italiana no Brasil.
Fonte: https://liberal.com.br/cultura/imigracao-italiana-frutos-da-miscigenacao-1020512/
A migração espanhola é fruto das precárias oportunidades laborais e via-se no Brasil a 
possibilidade de suprir essa demanda. Entretanto, é importante salientar que tais indivíduos 
eram compostos principalmente por agricultores, pequenos proprietários rurais que vieram 
de todas as partes do país e, posteriormente, foram inseridos nas fazendas de café paulista 
em meados dos anos 80, do século XIX.
Os eslavos, germanos, anglo-saxões e demais grupos europeus são responsáveis pela 
terceira maior etnia que imigrou para o Brasil, após os portugueses e italianos no final do 
século XIX e início do século XX, respondendo por 14% do total de imigrantes nesse período.
O ano de 1908 marcou a chegada dos japoneses em terras brasileiras através de subsí-
dios do Estado, em substituição a mão de obra italiana.
Os Japoneses estão localizados principalmente na cidade de São Paulo, mesmo após a 
introdução no ano de 1934, da Lei de Cotas, que restringia a entrada de imigrantes no Brasil, 
com exceção de portugueses, obrigando que os estrangeiros trabalhassem no meio rural.
Entre 1932 e 1935, cerca de 30% dos imigrantes que ingressaram no Brasil eram de nacio-
nalidade japonesa e foram destinados inicialmente às fazendas de café, mas, gradativamente, 
tornaram-se pequenos e médios proprietários rurais. Dentre todos os grupos imigrantes, fo-
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ram os que se concentraram por período mais longo nas atividades rurais, em que se desta-
caram pela diversificação da produção dos hortifrutigranjeiros.
Segue imagem que remete a presença japonesa e oriental no Brasil.
Fonte: https://www.fmhostel.com.br/bairro-liberdade/
Os indígenas também são uma parcela importante da população e defendem a demarca-
ção de suas terras, objetivando a manutenção da cultura, tradições, crenças, hábitos e valo-
res, diante de um etnocentrismoque se tornou paradigma da sociedade brasileira, alegando a 
aculturação e justificando, dessa maneira, a não demarcação de terras.
Além disso, intensos conflitos entre madeireiros, garimpeiros, seringueiros, grileiros, gran-
des proprietários são barreiras contra a legalização das terras indígenas.
Caro (a) concurseiro (a), fica fácil perceber agora os motivos de tamanha diversidade cul-
tural brasileira, a miscigenação é um dos aspectos que tornam tão rica e vasta a nossa cultu-
ra, nossa brasilidade, nosso orgulho de ser brasileiro, de fazer parte de tudo isso.
Entretanto, também fica claro a reduzida participação no cenário brasileiro da região nor-
te, e particularmente, do estado do Amazonas, nas decisões políticas, econômicas, tão neces-
sárias ao pleno desenvolvimento do país. A verdade é que, muitas vezes, o extremo norte do 
país, onde se encontra o Amazonas, está submetido a um intenso processo de devastação de 
suas riquezas naturais diante de um capitalismo predatório, que direta ou indiretamente, gera 
enorme impacto nas questões sociais e culturais dessa região.
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Caro (a) concurseiro (a), um exemplo marcante dessa degradação está no estabelecimen-
to de uma agricultura comercial ou especulativa, extremamente predatória que culminou no 
estabelecimento da revolução verde, e, consequentemente, das fronteiras agrícolas e do arco 
do desmatamento.
Obs.: � Mas vamos com calma!
Inicialmente, vamos lembrar que a agricultura é uma das atividades mais antigas da his-
tória do homem, o qual desenvolveu sua prática a cerca de 10 mil anos, quando se estima-
va no planeta uma população aproximada de 5 milhões de habitantes. A agricultura é uma 
atividade que envolve a produção de alimentos e tem uma íntima relação com o CAPITAL+ 
TERRAS + MÃO DE OBRA. É importante relacionarmos a atividade agrícola com três fatores:
• O físico, como o solo, clima e a disponibilidade hídrica;
• O fator humano, que corresponde à mão de obra em seu desenvolvimento;
• O fator econômico, que se refere ao valor da terra e o nível de tecnologias aplicadas na 
produção.
Prezado(a) estudante, é importante destacar que a maior interferência é causada pelo 
clima, desempenhando uma enorme ingerência no desenvolvimento da agricultura. Podemos 
elucidar essa influência quando o excesso de sol, chuva ou temperatura compromete a pro-
dutividade da lavoura. O solo é crucial para o progresso dos vegetais que extrai nutrientes e 
água para a germinação, crescimento e produção de frutos.
Mas retomemos a relação do homem e do meio ambiente!
A agricultura tem um papel vital na história, uma vez que intensificou a oferta de alimen-
tos, e consequentemente, decréscimo de mortes por inanição. É importante salientar que em 
pleno século XXI com toda a tecnologia existente, a fome é ainda um dos motivos que mais 
causam mortalidade no mundo.
É interessante analisar que apesar da implantação da agricultura, o crescimento demo-
gráfico não foi substancial com um contingente aproximado de 140 milhões de pessoas no 
final do primeiro milênio. Caro(a) estudante, se fizermos uma correlação com o Brasil, ele 
atingiu esse contingente em apenas 350 anos.
A melhoria das condições sanitárias concatenada com o fenômeno da primeira Revolução 
Industrial (século XVIII), e o progresso da medicina, suscitou uma maior longevidade à popu-
lação que nas próximas décadas desencadearia uma explosão demográfica.
A marca de 7,7 bilhões de habitantes no mundo foi atingida no início de 2020, segundo as 
estatísticas da Organização Mundial de Saúde. É um comportamento que será observado nas 
próximas décadas, é claro, com diferentes velocidades apegadas as condições de desenvol-
vimento de cada uma das nações até que alcancem a transição demográfica, momento que 
ocorrerá uma expressiva diminuição da população.
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O intervalo de ocorrência é subordinado a aplicação de um planejamento familiar, que 
consiste no direito o qual todo o cidadão possui, o de ter quantos filhos quiser, no momento 
que lhe for mais conveniente, com toda a assistência necessária para garantir isso integral-
mente, fazendo com que cada pessoa só tenha os filhos que desejar.
Caro (a) concurseiro (a), é muito importante a percepção que a agricultura e o crescimento 
demográfico andam de mãos dadas, uma vez que o desenvolvimento da agropecuária ampa-
ra a sustentabilidade populacional.
Vamos aprofundar nossos conhecimentos!
Em uma análise preambular, podemos destacar que o vínculo entre o homem com o am-
biente, desde seus primórdios até os dias atuais, permite distinguir essencialmente qua-
tro etapas:
1ª ETAPA – Homem Caçador-Coletor
É a maior entre todas as etapas, iniciando a cerca de 500 mil anos atrás. É um momento 
ímpar na história do homem que fazia uso de ferramentas de pedra lascada e vivia em ban-
dos nômades, acompanhando rebanhos de caça. A “sociedade da pedra” era muito similar à 
de outros animais, distinguindo pela habilidade de manusear o fogo, possibilitando ocupar 
locais, até então, inóspitos para a sobrevivência. O domínio do fogo pelo Homo erectus (pri-
meiro hominídeo a abandonar a África, lar dos australopitecos e do Homo habilis), modificou 
os hábitos alimentares humanos, com a introdução da caça e vegetais cozidos. Os impactos 
antrópicos eram praticamente nulos anteriormente ao emprego do fogo. A única preocupação 
do homem estava em fornecer calorias para sua manutenção diária, crescer e reproduzir. A 
utilização sistemática do fogo desencadeia um novo tipo de consumo energético (segundo os 
historiadores) em torno de 2.600 Kcal. O desgelo, a cerca de 13 mil anos atrás, proporciona o 
aparecimento de uma fauna e flora exuberante, estabelecendo uma nova relação do homem 
com o meio. É um período de enormes transformações, com a fixação do homem nas mar-
gens de rios e lagos, desenvolvimento do arco e flecha, além da construção de armadilhas e 
embarcações.
2ª ETAPA – da Agricultura de Subsistência à Domesticação de Animais
É a etapa que mais impacta na organização da sociedade atual a partir da adestração de 
animais e a implantação de uma agricultura de subsistência que consiste em uma atividade 
voltada para o consumo familiar, próprio. A segunda fase ocorreu, inicialmente, de maneira 
mais intensa no Oriente Médio (Síria, Israel, Iraque, Jordânia) a aproximadamente 10 mil anos. 
O cão passa a ser a extensão dos sentidos do homem como elemento facilitador na busca de 
alimentos. A agricultura também tem uma participação basilar na oferta energética, ocasio-
nando um comedimento do tempo, que passa a ser usado nas atividades de manipulação e 
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armazenamento do excedente de produção que era estocado para os períodos de carência. A 
oferta de alimentos, fruto da domesticação de animais e de uma agricultura familiar, promoveum ganho energético per capita em torno de 4.700 Kcal e, consequentemente, uma explosão 
demográfica com uma população em torno de 8 milhões de habitantes. O impacto sobre o 
ambiente é intensificado.
A fixação do homem em um local com o desenvolvimento da agropecuária permitiu uma 
revolução em seu modo de vida, tornando-o sedentário e habitante de moradias permanen-
tes, ampliando a complexidade de sua vida social e cultural. É evidente que existiram outros 
grupos humanos, onde houve exploração dos recursos naturais na ausência da agricultura. 
A permanência humana em uma área específica, atrelada a oferta de alimentos, possibilitou 
o avolumamento humano com nascimento dos aglomerados humanos que passam a ser de-
nominados de cidades.
Entre as cidades mais antigas, podemos destacar:
Nome Local Período
Jericó Cisjordânia 3.000 a.C
Biblios Líbano 5.000 a.C
Damasco Síria 4.300 a.C
Susa Irã/Curdistão 2.000 a.C
Sídon Líbano 4.000 a.C
Gaziantep Turquia 3.650 a.C
Beirute Líbano 3.000 a.C
Jerusalém Israel 2.800 a.C
Tiro Líbano 2.750 a.C
Arbil Mesopotâmia 2.300 a.C
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_das_cidades_mais_antigas_continuadamente_habitadas
Os maiores aglomerados urbanos se originaram em vales de grandes rios, como Tigre, 
Eufrates, Nilo, Indo, Amarelo, já que possuíam excelentes condições para a agricultura.
3ª ETAPA – a Urbanização
É a fase de transformação do espaço rural em urbano que denominamos de urbanização. 
O tamanho do planeta e a existência de várias áreas rurais deixa claro que essa fase ainda 
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se encontra em vigor. As adversidades climáticas nas zonas mais áridas do planeta ainda 
se destaca como o lar de tribos nômades de pastores, enquanto as florestas densas do Ve-
lho Mundo e das Américas ainda servem de abrigo aos povos que vivem da caça e pequena 
agricultura de subsistência. As zonas mais favoráveis à agricultura apresentam diversos po-
voados e vilarejos que se expandiram até constituírem as grandes civilizações, como a da 
Mesopotâmia e do Egito, por volta de 5.500 anos atrás. É uma etapa bastante marcante com 
a consolidação da palavra escrita e da exploração mineral, intensificando a importância dos 
recursos naturais não renováveis. A oferta de alimentos aumenta ainda mais com o desen-
volvimento da vida em meio urbano, estimando o consumo médio do homem por volta de 
10.000 Kcal diária e uma população global por volta de 390 milhões de pessoas. É o momento 
de enorme impacto ambiental em função da disseminação da produção artesanal, seguida da 
manufatureira que dará suporte para o surgimento da 1ª Revolução Industrial, representando 
o “embrião” do capitalismo predatório.
4ª ETAPA – Tecnologia Moderna
É uma etapa ainda em consolidação com países em momentos bastantes distintos, ini-
cializando-se com o advento da 2ª Revolução Industrial ocorrida na França, Itália, Holanda, 
Japão e Estados Unidos.
É um momento da consolidação do capitalismo financeiro (o capitalismo industrial re-
mete ao século XVIII, durante a 1ª Revolução Industrial), onde a busca incessante pelo lucro 
acresce um consumo diário de caloria chegando à média de 13.000 Kcal por pessoa. O uso de 
novas fontes de energia como o petróleo e a eletricidade favorece o desenvolvimento tecno-
lógico em vários setores, tais como o automobilístico, siderúrgico, químico e da agropecuária. 
A população mundial se aproxima de 1 bilhão de pessoas, intensificando cada vez mais os 
impactos ambientais já que não existe uma consciência global de preservação dos recursos 
naturais para as gerações futuras.
Mas, vamos destacar a agricultura brasileira, e principalmente, a região norte que vem 
ganhando espaço nos noticiários nacionais e internacionais devido a intensa devastação que 
está submetida, fruto da implantação da revolução verde durante a segunda metade da déca-
da de 60, do século XX.
Mas o que foi a Revolução Verde?
Foi um movimento instaurado nos Estados Unidos no fim da década de 1960 por Nor-
man Boulang, que previa a introdução de tecnologias agrícolas com a aplicação de insumos, 
agrotóxicos, fertilizantes, visando ao aumento da produtividade financiada pelos organismos 
internacionais (BIRD – Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento).
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A modernização agrícola brasileira tem relação com o movimento de Revolução Verde 
durante a segunda metade do século XX, quando o governo norte-americano atribuiu os pro-
blemas da fome mundial aos países em desenvolvimento, tais como o Brasil.
Nesse sentido, a fome estava ligada às técnicas rudimentares utilizadas na produção de 
alimentos nesses locais. Contudo, vale ressaltar que a fome mundial está relacionada a três 
elementos:
• O desperdício;
• A má distribuição;
• Os interesses econômicos.
A estratégia permitiu que o governo norte-americano vendesse adubos, pesticidas e se-
mentes modificadas a esses países em desenvolvimento, fortalecendo os laços de dependên-
cia desses países emergentes. O Brasil comprou essa ideia, tanto que até os tempos atuais 
é um dos países que mais utiliza agrotóxicos em sua agricultura, contaminando o solo com 
metais pesados. A Revolução Verde é um movimento que se inicia por volta das décadas de 
1950 e 1960 na região Centro-Oeste do Brasil, por meio da introdução de uma monocultura de 
soja. Esse cultivo possui como objetivo abastecer os mercados interno e externo.
No mercado interno, a soja é bastante utilizada como matéria-prima para a fabricação de 
ração animal, pois o Brasil é um país com uma das maiores pecuárias bovinas do planeta, fato 
que ficou claro durante a operação “Carne Fraca”
Fonte: https://tudo-sobre.estadao.com.br/operacao-carne-fraca
Em resumo, a operação “Carne Fraca”, promovida pela Polícia Federal, investigou, dentre 
outros aspectos, o processo de alteração da qualidade da carne produzida no Brasil com o 
uso de produtos químicos. Essa operação acabou sendo disseminada na mídia e isso impac-
tou ostensivamente a pecuária brasileira, uma vez que muitos países do mundo decidiram 
parar de consumir a carne brasileira. Essa queda nas exportações ocorreu durante um curto 
período, pois não houve nenhum outro país no mundo com capacidade suficiente para suprir 
a lacuna deixada pelo Estado brasileiro, principalmente na Europa e na Ásia.
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Entre as principais consequências negativas, podem-se destacar:
• Abalo na imagem e reputação do agro brasileiro, em especial na área de proteínas ani-
mais, em que somos importantes produtores e exportadores;
• Restrições às exportações envolvendo desde suspensão temporária de todas as car-
nes até suspensão da exportação das unidades frigoríficas investigadas;
• Demissõesde trabalhadores do setor;
• Redução do consumo interno, devido a questionamentos quanto a qualidade dos 
produtos;
• Suspensão da inclusão de produtos cárneos na merenda escolar;
• Insegurança para os consumidores quanto a qualidade dos alimentos, em geral, 
produzidos no Brasil.
Entretanto, algumas consequências positivas também foram notadas:
• Combate a corrupção, um dos maiores problemas da nossa sociedade, na esteira da 
Operação Lava Jato;
• Eliminar os maus profissionais, que comprovadamente recebiam propina para dificul-
tarem as ações de fiscalização, acobertando irregularidades na certificação;
• Valorizar a fiscalização agropecuária fundamental, juntamente com a incorporação de 
boas práticas de produção, para garantir a qualidade e segurança dos alimentos;
• Alertar todas as empresas quanto a necessidade de aprimoramento dos procedimen-
tos, em especial aquelas que possam afetar a saúde dos consumidores e sobre a fisca-
lização rigorosa e punição severa aos que cometem irregularidades.
Em relação ao mercado externo, a soja produzida no Brasil vai principalmente para a Euro-
pa, sendo uma alternativa a proteína animal que é muito onerosa devido a pequena extensão 
territorial dos países europeus, o que provoca intensa especulação imobiliária. É importante 
destacar que a soja se adapta tão bem ao território brasileiro que acaba extrapolando as 
fronteiras estaduais e não fica apenas vinculada a região Centro-Oeste, por meio de um mo-
vimento que ficou conhecido como fronteiras agrícolas.
A região maior alvo dessa expansão foi a norte, pois as terras são abundantes, o clima e o 
solo são favoráveis, além de reduzida fiscalização. Contudo, vale lembrar ainda que a cultura 
da soja na região Centro-Oeste/Norte tem diminuído a biodiversidade do cerrado e da floresta 
Amazônica, um problema ambiental extremamente sério no território brasileiro.
Obs.: � BIRD X EUA
Pode-se dizer que o objetivo do BIRD (Banco Interamericano de Reconstrução e Desen-
volvimento) era o fim da fome global, contudo, o que o movimento da Revolução Verde pro-
voca é uma potencialização da dependência econômica de países como o Brasil, Paquistão, 
Índia e México em relação aos Estados Unidos.
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Justificativa da Revolução Verde
A principal justificativa encontrava-se na percepção que a fome no mundo estava asso-
ciada às técnicas agrárias rudimentares dos países subdesenvolvidos, estimulando a mo-
dernização.
Objetivos da Revolução Verde
Os objetivos não foram alcançados, pois o problema estava associado a má distribuição, 
desperdício, reduzida renda das pessoas e interesses econômicos. No Brasil, a modernização 
estava voltada à exportação de alimentos e o movimento ganha força na década de 1970 com 
uso de corretivos agrícolas, agrotóxicos, insumos.
Entre os resultados da Revolução Verde no Brasil, podemos destacar:
• Positivo: aumento da produtividade, lucros;
• Negativo: aumento do desemprego estrutural, mecanização, perda de terras dos pe-
quenos produtores, êxodo rural.
O desemprego estrutural é a substituição da mão de obra, que antes estava vinculada ao 
trabalhador rural sem vínculo empregatício (a figura do boia-fria). Quando há a inserção do 
maquinário no campo, perdem-se vários postos de trabalho no meio rural, fato que faz com 
que esses indivíduos se dirijam aos centros urbanos (êxodo rural), potencializando os proble-
mas existentes nas cidades.
Entre os problemas pode-se destacar, em primeiro lugar, a macrocefalia urbana que ocor-
re quando a cidade, devido ao aumento de seu contingente populacional, não consegue mais 
prestar os serviços de primeira necessidade. Também há problemas com a violência urbana, 
o processo de favelização e a falta da segurança pública nas áreas de conurbação urbana.
Além disso, ocorre também um processo de concentração de terras, pois muitas vezes 
o pequeno produtor não consegue se inserir dentro do mercado e acaba sendo incorporado 
pelos grandes latifundiários, ou pelas chamadas grandes transnacionais agrícolas.
Em termos ambientais, também ocorre o impacto na região do cerrado, pois cada vez mais 
é reduzida a biodiversidade dessa região, fruto de um processo de queimadas que são feitas 
para a preparação do solo que irá receber as monoculturas destinadas ao mercado europeu.
Particularmente, em relação a região Norte do Brasil, ocorre uma área de intensa devasta-
ção denominada de arco do desmatamento, veja:
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Fonte: https://florestapraque.wordpress.com/2014/06/10/como-preservar-as-florestas-do-brasil/
A agricultura do extremo norte tem como principais aspectos uma estrutura fundiária que 
concentra muitas terras nas mãos de poucos, uma enorme heterogeneidade, uma produção 
voltada aos interesses do mercado externo. A maior parte da produção é destinada à expor-
tação, isso se deve sobretudo a modernização do campo.
A disponibilidade hídrica e a localização do extremo norte na região tropical com intensa 
luminosidade são pilares que favorecem o desenvolvimento agrícola e do extrativismo.
A região Norte é marcada pela presença de florestas, o que intensifica o extrativismo, en-
volvendo a madeira e os minerais presentes na região.
As regiões brasileiras são bastantes distintas quanto ao desenvolvimento do agronegócio 
com diferentes problemáticas. Veja o gráfico que representa a participação das regiões bra-
sileiras na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas.
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A região Norte tem como principal característica a presença da floresta Amazônica. O 
grande desafio da região é aliar a rentabilidade e produtividade com a preservação da floresta.
A região já foi responsável, por um breve período, pela produção do mais importante pro-
duto de exportação brasileiro, no final do século XIX e começo do XX, durante o chamado 
Ciclo da borracha. É a segunda maior produtora nacional de banana, respondendo por 26% 
do total. Também é a segunda na produção de mandioca (com 25,9% do total), ficando atrás 
somente do Nordeste. Na produção de frutas, ocupa a penúltima posição, respondendo por 
6,1% da produção nacional, à frente apenas da região Centro-Oeste.
A extensão territorial do país atrelado com um abismo social e uma base da economia 
vinculada ao setor primário, torna o Brasil um dos países com o maior número de conflitos de 
terra, destacando-se principalmente na região norte:
• O Bico do Papagaio nos limites dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins;
• O norte do Mato Grosso na região de Cuiabá-Santarém;
• A região de Corumbiara, no estado de Rondônia;
• O oeste do Maranhão;
• A área da rodovia Belém-Brasília principalmente no município de Paragominas.
Veja o mapa dos conflitos:
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Esses conflitos geralmente estão relacionados com:
• Extrativismo;
• Biodiversidade;
• Posse de terras.
Bico do Papagaio:
Localizado no sudeste paraense com a maior pecuária e maior província mineral na Serra 
dos Carajás; é repleto de conflitos relacionados com a posse de terras, pois a política pública 
do capitalismo predatório não privilegia os menos favorecidos. Mas, lembre-se, que entre as 
principais áreas mineradoras do Brasil podemos destacar: a Serra dos Carajás (maior polo 
de mineração do planeta), o Quadrilátero Ferrífero (possuidor de uma grande diversidade de 
minerais) e o Maciço do Urucum (repleto de minerais e petróleo leve).
O Projeto Grande Carajás é um dos maiores projetos de mineração do planeta, e envolve 
também a agricultura, a pecuária, a geração de energia e a interconexão territorial por meio 
de uma grande ferrovia.
Corumbiara:
É a região onde ocorreu um massacre que foi resultado de um conflito violento ocorrido 
em 1995 no estado de Rondônia. O conflito começou quando policiais entraram em confronto 
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com camponeses sem-terra que estavam ocupando uma área (Fazenda Santa Elisa), resul-
tando na morte de 10 pessoas, entre elas uma criança de nove anos e dois policiais.
Podemos destacar como personagens dos conflitos agrários:
• Paulistas: Grandes proprietários de terras, geralmente oriundos do Centro-sul, e vincu-
lados à pecuária.
• Posseiros: Pequenos produtores agrícolas que se apropriam de uma terra em que não 
possuem o título ou o registro legal.
• Exemplo: MST.
• Grileiros: Indivíduos que se apropriam de uma terra por meio de títulos falsificados.
• Boias-Frias: Trabalhador rural sem vínculo empregatício.
• Jagunços: Pistoleiros a serviço dos grandes fazendeiros.
• Povos da Floresta: Grupos nativos que vivem do extrativismo de produtos florestais.
Exemplos: índios, castanheiros, seringueiros.
Obs.: � Geralmente, os Boias-Frias são os responsáveis por promover o movimento de tran-
sumância, que é o movimento de migração dos trabalhadores rurais de acordo com 
o período de colheita. No Brasil, nunca ocorreu uma reforma agrária que corrigisse 
as más distribuições de terras devido a falta de vontade política, a concentração de 
renda e a atuação dos atores sociais na região norte (que não possuem uma atua-
ção política relevante em termos nacionais). Inclusive, um dos grupos políticos mais 
fortes é a Bancada Ruralista que busca manter os seus privilégios que se dão através 
dessas más distribuições de terras.
Observe o mapa de conflitos no Brasil:
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Fonte: https://pt.slideshare.net/professoruilson/a-questo-agrria-no-brasil
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A agricultura do extremo norte tem enormes problemas para que seja mais competitiva no 
mercado internacional, podendo destacar:
Sistema de transporte (60% rodoviário)
O transporte rodoviário no extremo norte é precário, com a presença das rodovias:
• BR 364:
É a rodovia mais relevante da Amazônia Ocidental, além de ser muito importante para todo 
extremo Norte do Brasil, pois faz a conexão da região com o Centro-Sul do país, permitindo o 
escoamento da produção das regiões Norte e Centro-Oeste do país.
A rodovia tem uma extensão considerável com aproximadamente 4.300 quilômetros de 
extensão, e se destaca por ser uma rodovia diagonal que se inicia em Limeira (SP) até Rodri-
gues Alves (AC) — fronteira do Brasil com o Peru.
Assim, atravessa os estados de:
• São Paulo;
• Minas Gerais;
• Goiás;
• Mato Grosso;
• Rondônia;
• Acre.
É importante salientar, que ela foi fundamental no processo de ocupação e formação ter-
ritorial de Rondônia e da Amazônia Ocidental, já que, anterior a sua implantação, somente 
era possível a chegada a Porto Velho por via ferroviária (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) a 
partir de Guajará-Mirim.
O transporte rodoviário era quase inexistente. A sua construção facilitou muito o fim do 
isolacionismo geográfico, a migração, que foi a grande responsável pela ocupação da região, 
uma vez que grande parte da população rondoniense não é originária do estado.
A rodovia BR-364 é a mais importante via para escoamento agrícola, principalmente de 
arroz, milho e soja. É também responsável pelo escoamento de produtos agrícolas de boa 
parte do Mato Grosso e do Acre.
A BR-364 não abrange o estado do Amazonas, contudo, é uma importante condutora do 
fluxo migratório na Amazônia Ocidental.
É verdade que existem outras importantes rodovias no estado, mas a BR-364, planejada 
por Marechal Rondon (Comissão Rondon), foi um marco de grande importância, já que reduz 
o isolacionismo da região.
O fim da década de 30, durante a ditadura Vargas, faz com que o estado brasileiro apre-
sente ações voltadas a modernização do país, através da industrialização por meio de um 
forte intervencionismo estatal.
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Logo, consolida-se o Plano Rodoviário Nacional, por volta de 1944, o qual propõe a im-
plantação da rodovia Cuiabá-Porto Velho, a BR-364. Entretanto, sua construção só terminou 
por completo em 1960. Em 1981, o Programa de Desenvolvimento Integrado do Noroeste do 
Brasil (POLONOROESTE), financiando pelo Banco Mundial, pavimentou a BR-364.
Vamos aprofundar nossos conhecimentos!
O transporte rodoviário não é o mais adequado para ser implantado no Brasil. Esse tipo 
de transporte foi implementado durante o governo de Juscelino Kubitschek e ficou conhecido 
como “rodoviarismo”. É um sistema que em muitos casos acaba encarecendo e engessando 
o processo comercial relacionado à agricultura brasileira. Assim, pode-se dizer que a agri-
cultura do Brasil só não é mais próspera em função dos custos associados ao processo de 
transporte dos grãos pelas rodovias brasileiras.
O Brasil ficou conhecido como “silos sobre rodas”, pois apenas 11% das fazendas têm 
capacidade de armazenamento. Isso representa a falta de subsídios promovido, entre outros 
organismos, pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social).
A distribuição de terras é bastante desequilibrada, onde apenas 0,9% da populaçãoocupa 
50% das terras. Além disso, no Brasil nunca houve um processo de reforma agrária, fato que 
promove uma distribuição das terras de uma forma completamente injusta.
É enorme a carência de mão de obra qualificada, principalmente em tempos de fronteiras 
agrícolas, em que há um processo de desenvolvimento da agricultura brasileira, principal-
mente na monocultura de soja.
A mão de obra é marcada por contratos temporários que acabam gerando vários pro-
blemas de ordem trabalhista, a exemplo do movimento de transumância, isto é, quando tra-
balhadores do campo migram de fazenda em fazenda para trabalhar nas colheitas (são os 
chamados “boias frias”).
As queimadas, juntamente com o movimento chamado de “pisoteamento” (provocado 
pela pecuária intensiva), acabam impactando o processo de fertilidade do solo, causando a 
erosão, e os desmatamentos são os grandes responsáveis pelos problemas de erosão.
A comparação é inevitável, e ao fazer uma análise, verificamos que o transporte da safra 
custa quatro vezes mais no Brasil que na Argentina. Em relação aos Estados Unidos, também 
não é diferente:
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Assim, conclui-se que o sistema de transporte rodoviário é mais oneroso e ineficiente, 
fato que acaba provocando um processo de exclusão, em termos de competição, do Estado 
Brasileiro. O Brasil só não é mais competitivo atualmente devido ao fato de que o seu sistema 
de transporte acaba elevando os custos da mercadoria brasileira, juntamente com os custos 
das tarifas alfandegárias que essas mercadorias recebem quando chegam ao seu destino. 
Tudo isso faz com que, muitas vezes, as mercadorias brasileiras sejam excluídas de proces-
sos de competição em mercados internacionais.
A região Norte do Brasil conta com estradas em situação calamitosa, fato que agrava 
os problemas de desabastecimento das cidades e a elevação dos custos de transporte das 
mercadorias.
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Fonte: https://renovamidia.com.br/86-das-estradas-do-brasil-nao-tem-asfalto/
A grande verdade é que a implantação, incialmente da BR-29, que posteriormente seria a 
BR-364, foi um enorme desafio encabeçado por Juscelino Kubitschek.
É notório tamanho reconhecimento a JK, tanto é que durante a gestão do então presiden-
te, Itamar Franco, ocorreu a promulgação da Lei n. 8.733, de 25 de novembro de 1993, que 
denomina a BR-364 em rodovia Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
As microrregiões do Madeira e do Purus receberam as rodovias BR-319, BR-317, BR-230 
(Transamazônica) que, em conjunto com algumas rodovias estaduais (AM-364 e AM-356), 
interligam cerca de 60% das sedes municipais do estado do Amazonas com a capital, Ma-
naus, e com o restante do país, constituindo-se na área amazônica mais bem servida por 
estradas de rodagem.
O PIN (Programa de Integração Nacional) é o responsável pela redefinição social do terri-
tório, reorganizando-o, em especial na Amazônia a partir do assentamento de famílias.
É importante salientar que é pequena a distância de várias cidades do Amazonas com a 
capital, as quais podemos destacar:
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• Apuí - 460 km;
• Borba - 150 km;
• Humaitá - 580 km;
• Manicoré - 333 km;
• Novo Aripuanã - 255 km.
Por via fluvial, a distância é:
• Borba- 215 km;
• Humaitá - 959 km;
• Manicoré - 421 km;
• Novo Aripuanã - 300 km.
A Rodovia Belém-Brasília é um conjunto formado por onze rodovias federais do Brasil, que 
ligam a capital do país, Brasília, à capital do Pará, Belém. A chamada Rodovia Belém-Brasília 
passa pelos Estados de:
• Goiás;
• Tocantins;
• Maranhão;
• Pará.
É uma área de fluxo que interliga diversas regiões do país. A Rodovia Brasília-Acre é um 
vetor ocidental de ocupação estruturou-se a partir da década de 1970. A colonização agríco-
la impulsionada por imigrantes do Centro-Sul originou dezenas de núcleos urbanos, dando 
origem a uma rede urbana original, complexa e diferenciada. Já a Rodovia Cuiabá-Santarém 
liga a capital do Estado do Mato Grosso e a cidade portuária Santarém, no Pará. A Rodovia 
Cuiabá-Santarém atravessa uma das regiões mais ricas do país em recursos naturais e po-
tencial econômico.
Veja algumas rodovias de grande importância na região:
BR-230:
• É denominada de Transamazônica, é uma rodovia federal transversal do Brasil, com 
extensão de mais de 5,6 mil quilômetros, considerada a maior rodovia do país.
• Foi criada durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974), 
sendo uma das obras inacabadas devido às suas proporções enormes, realizadas du-
rante o período da ditadura militar. Ao extremo leste (na região Nordeste), inicia-se na 
cidade de Cabedelo, no estado da Paraíba, enquanto que ao extremo oeste (na região 
Norte), inicia-se na cidade de Lábrea, no estado do Amazonas.
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BR-319:
• É denominada de Rodovia Álvaro Maia (Rodovia Manaus–Porto Velho), é uma rodovia 
federal que inicia no município de Manaus, capital do Amazonas, e finaliza em Porto 
Velho.
• Possui 885 quilômetros, é a única ligação rodoviária dos estados do Amazonas e de 
Roraima com o restante do Brasil.
BR-174:
• É conhecida por Manaus–Boa Vista, é uma rodovia que interliga os estados do Mato 
Grosso, Rondônia, Amazonas e Roraima à Venezuela;
• Deveria se estender por 3,3 mil quilômetros, entretanto, vários trechos da rodovia se-
quer existem, e os que chegaram a ser abertos estão sem pavimentação.
AM-010
• É conhecida como Rodovia Torquato Tapajós ou Deputado Vital de Mendonça, liga os 
municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, em um total de 250 quilômetros 
de extensão.
AM-070:
• A Rodovia Manoel Urbano é uma rodovia do estado do Amazonas com 93 quilômetros 
de extensão, ligando os municípios de Manaus, Iranduba e Manacapuru;
• É fundamental na integração da Região Metropolitana de Manaus.
Além de um transporte de massa inadequado, as questões agrárias vêm se tornando um 
problema recorrente na região, já que a ausência de uma reforma fundiária tem promovido 
diversos atritos sociais, e intensificando o abismo entre pobres e ricos.
Veja:
Reforma agrária é o termo utilizado para designar a redistribuição fundiária (agrária ou de terras) 
em um Estado. Quando há a concentração de terras nas mãos de uma pessoa ou poucas pessoas, 
temos a formação dos latifúndios (grandes propriedades de terra que, por sua extensão, não são 
devida e completamente exploradas).
Os latifúndiosfazem com que a terra não tenha seu valor social cumprido e acarretam a desigual-
dade social ao servirem apenas como fonte de enriquecimento para especuladores de imóveis. 
A reforma agrária visa, em sua essência, a uma distribuição fundiária mais justa que contemple 
os agricultores menores e menos poderosos, que, em geral, praticam a agricultura e a pecuária 
familiar.
História da reforma agrária no Brasil
A concentração fundiária no Brasil teve início em 1530, com a formação das capitanias heredi-
tárias, que eram faixas de terras brasileiras, e sua doação aos capitães donatários. Os capitães 
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tinham a missão de colonizar o território e produzir nele, e tinham, como contrapartida, que pagar 
o equivalente a um sexto da produção em impostos à Coroa Portuguesa.
No princípio eram apenas 14 as capitanias hereditárias, distribuídas a homens que tinham condi-
ções de produzir em terras brasileiras. No entanto, o sistema de colonização não deu certo. Alguns 
capitães donatários desistiram da atuação ou não quiseram arcar com os altos custos de viagem 
e produção em terras brasileiras. Ainda assim o território estava concentrado nas mãos de poucos.
A partir da Independência do Brasil, em 1822, as terras passam a ser geridas por aqueles que ti-
nham maior poder econômico e político. A nobreza e a alta burguesia continuaram detentoras da 
maior parte das terras, o que resultou num sistema desigual baseado no latifúndio e existente até 
os dias atuais.
Após 1850 foi implantada a Lei de Terras, que resultou em práticas de apropriação e anexação de 
terras por grandes proprietários via falsificação de documentos de escrituração imobiliária (prá-
tica conhecida como grilagem de terras). Em outros países capitalistas, a concentração fundiária 
foi eliminada ou reduzida como maneira de estimular a produção capitalista liberal. No Brasil, no 
entanto, a concentração fundiária ainda perdura.
O MST é a maior entidade de luta pela reforma agrária no Brasil.
Em 1984, após uma série de duras lutas de camponeses contra a concentração fundiária no Brasil 
em plena Ditadura Militar, surgiu um movimento unificado pela reforma agrária chamado Movimen-
to dos Sem Terra (MST). O movimento teve apoio de setores organizados da sociedade civil e de 
partidos de esquerda, além do apoio posterior de entidades internacionais.
Prós e contras da reforma agrária
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A princípio a reforma agrária é uma ação necessária em um país de práticas de concentração 
fundiária. Quando a reforma é bem planejada, estruturada e executada, os benefícios podem ser 
notados pela população. Em um sistema capitalista liberal ou em um sistema socialista de governo 
e economia, há o entendimento de que a desigualdade social não permite o bom desenvolvimento 
econômico da população. Além disso, há o entendimento de que a terra tem um valor social que 
deve ser respeitado para que haja democracia e de que todos possam usufruir dos bens propicia-
dos por ela.
Não obstante, uma reforma agrária mal estruturada pode resultar na perpetuação, e até no acirra-
mento da desigualdade social, quando cria mecanismos que não permitem a aquisição de peque-
nas propriedades por parte dos pequenos produtores agrícolas.
PORFíRIO, Francisco. “Reforma agrária”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.
com.br/sociologia/reforma-agraria.htm. Acesso em 11 de maio de 2020
A análise do texto sobre Reforma Agrária nos faz lembrar que, de acordo com o IBGE, o 
estado do Maranhão está situado na Região Nordeste, mas a sua proximidade com a Região 
Norte acaba impactando em fenômenos, tais como o processo de expansão de uma mono-
cultura, processo esse denominado de fronteiras agrícolas.
A fronteira agrícola é o movimento caracterizado pelo estabelecimento de uma monocul-
tura, situada na Região Centro-Oeste brasileira, visando o mercado externo, principalmente 
os mercados europeus, remontando aquela ideia do “plantation” praticado no Brasil diante 
dos ciclos agrícolas, como o ciclo do açúcar e do café. A Região Centro-Oeste tornou-se pe-
quena para o crescimento da monocultura da soja e o caminho escolhido para expansão foi 
a Região Norte.
Os elementos que favorecem essa expansão são:
• Terras disponíveis e baratas, mão de obra abundante, baixa fiscalização, condições do 
clima e do solo extremamente favoráveis. Se por um lado, gera-se emprego e leva-se a 
mecanização, modernizando algumas regiões, por outro lado, ocorre a potencialização 
de diversos impactos ambientais.
As áreas produtivas e as questões ambientais:
A mecanização agrícola implica em sérias questões ambientais, explorando os recursos 
naturais de tal forma que muitas vezes são levados ao esgotamento. O desmatamento é uma 
prática muito comum para a realização da agropecuária com a retirada da cobertura vegetal 
que resulta em inúmeras consequências, tais como:
• Redução da biodiversidade;
• Erosão e redução dos nutrientes do solo;
• Assoreamento dos corpos hídricos.
Volto a destacar que o conceito de fronteira agrícola é utilizado para designar as áreas 
limítrofes entre o chamado meio natural, e o local onde se praticam atividades agropecuárias. 
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A tendência dessas áreas é a de se expandir constantemente, acompanhando o ritmo da pro-
dução agrícola.
A expansão da fronteira agrícola traz uma série de mudanças no espaço geográfico, im-
plicando uma nova organização espacial onde são ampliadas infraestruturas de transporte, 
comunicação e geração de energia, o que eleva a concentração populacional e impulsiona o 
desenvolvimento econômico das regiões em questão.
No Brasil, a partir da década de 1960, houve o avanço da fronteira agrícola para a Região 
Centro-Oeste, estimulado pelos projetos do governo federal de ocupação e desenvolvimento 
do interior do país.
A década de 60 quase coincide com o golpe militar no Brasil. Os militares têm um pensa-
mento extremamente claro em relação ao Estado brasileiro: “integrar para não entregar”.
A fronteira do extremo norte do Brasil é vista pelos militares como muito permeável, como 
uma fácil entrada, principalmente de narcotraficantes. Os militares que assumem o comando 
do país têm uma política de integração nacional por meio do desenvolvimento de grandes 
projetos econômicos como: a criação da Zona Franca de Manaus e o fortalecimento do pro-
jeto Carajás, que estava vinculado à Vale do Rio Doce, hoje VALE – após a privatização feita 
durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
A Vale do Rio Doce foi criada pela política intervencionista promovida por Vargas durante 
a década de 40, em um movimento chamado de substituição das importações, que dá um 
impulso ao processo industrial do Brasil.
Nesse período, foram oferecidos diversos incentivos, como créditos agrícolas e vendas de 
lotes de terra a preços baixos, com oobjetivo de atrair agricultores do Sul, Sudeste e Nordeste 
para a região.
Atualmente, a fronteira agrícola expande-se em direção à Amazônia e traz sérios danos 
ambientais, como o desmatamento e poluição dos solos e dos rios. A expansão da frontei-
ra agrícola geralmente é baseada na mecanização e na utilização de insumos químicos, ela 
agrava o problema da questão fundiária, já que pequenos proprietários rurais são obrigados a 
vender suas terras por não terem condições de arcar com os custos da produção.
A partir dos anos 1960, a agricultura brasileira passou por mudanças com a implantação 
de novas tecnologias na agropecuária (Revolução Verde). A Revolução Verde iniciou-se na dé-
cada de 1950, nos Estados Unidos, e consistia na aplicação da ciência ao desenvolvimento de 
técnicas agrícolas com o objetivo de aumentar a produtividade da agricultura e da pecuária.
Nas décadas seguintes, esse conjunto de mudanças foi implantado em vários países, 
inclusive no Brasil, com o objetivo de erradicar a fome por meio do aumento na produção de 
alimentos. Três países compram essa ideia: Brasil, México e Índia, acreditando no aumento de 
sua produtividade, por outro lado, se intensifica a possibilidade criarem laços de dependência 
com as superpotências.
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A indústria química desenvolveu os agrotóxicos. Os laboratórios de genética criaram se-
mentes padronizadas e mais resistentes a doenças, pragas e aos próprios agrotóxicos.
A indústria mecânica desenvolveu tratores, colheitadeiras e outros equipamentos para o 
plantio, colheita e a criação de animais sempre com a intenção de ampliar seus lucros em uma 
sociedade que é guiada por um intenso capitalismo predatório. A Revolução Verde foi um con-
junto de transformações que tinha como objetivo aproximar a agricultura de um padrão indus-
trial de produção. É proposta da Revolução Verde a adoção do mesmo padrão de cultivo em to-
dos os lugares do mundo, desconsiderando as variações locais das condições naturais, como 
o clima ou a fertilidade natural do solo, e as necessidades e possibilidades dos agricultores.
A região de intensa devastação no leste da Amazônia é denominada de arco do 
desmatamento.
Veja:
Fonte: http://professormarcianodantas.blogspot.com/2017/08/o-arco-do-desflorestamento-da-amazonia.html
Além da agricultura, a pecuária é uma atividade que vem ganhando enorme espaço no ex-
tremo norte do Brasil, já que é considerada uma das melhores em todo o mundo com grande 
produção e produtividade.
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O Brasil é um dos países com um dos maiores patamares de exportação de carne bovina, 
destacando-se também na criação de aves e suínos. O meio rural brasileiro, a partir da se-
gunda metade do século XX, passou por um amplo processo de modernização, resultante da 
industrialização intensa e urbanização acelerada da sociedade.
Em virtude disso, o meio rural passou a ser subordinado pela cidade, ao contrário do que 
ocorria anteriormente, o que resultou em profundas transformações no meio produtivo.
Nesse sentido, a pecuária em nível nacional conheceu um salto produtivo, gerando mais 
receita e intensificando a sua participação na produção de riquezas no país.
A criação de gado bovino no Brasil concentra-se, atualmente, em grandes propriedades, 
mas pauta-se preferencialmente na produção de carne, haja vista que esse produto é o mais 
valorizado e o mais voltado para a exportação. A produção de leite e seus derivados é mais 
destacada em propriedades de pequeno e médio porte, uma vez que o seu mercado é somente 
interno no país, geralmente regionalizado.
A expansão da pecuária é impulsionada com as políticas de desenvolvimento da região 
norte nos anos 60, incentivada pela pecuária bovina de terra firme, principalmente no sudeste 
do Pará, onde as florestas deram lugar às pastagens. A região norte, basicamente, só possui 
duas estações climáticas: uma estação chuvosa e uma estação seca, e são divididas em três 
patamares - a área mais alta é a mata de terra firme (onde o rio nunca irá inundar), depois a 
várzea (área em que determinadas épocas está seca e em outras, inundada) e a área mais 
baixa é o igapó (que sempre está inundada).
A pecuária bovina de terra firme acontece de forma alternada entre os patamares, depen-
dendo da estação climática. Em épocas de seca, os animais são levados para a várzea para se 
alimentarem e em épocas de cheias, eles são levados para as matas de terra firme. A SUDAM 
tem um papel substancial para a expansão da pecuária.
A agropecuária e o extrativismo se relacionam ao setor primário com atividades de campo 
(agricultura e pecuária), já o setor secundário, com atividades industriais, e por fim, o setor 
terciário com prestações de serviços e o setor quaternário com desenvolvimento de tecnolo-
gia de ponta.
O rebanho da região norte tem se expandido cada vez mais, e hoje encontra-se com cerca 
de 48,6 milhões de animais, registrando, nos últimos anos, um aumento de 23,7% na compo-
sição do PIB do Amazonas que representa o principal estado da região norte, sendo o terceiro 
maior desempenho entre os estados do país.
A pecuária é relevante na região norte em decorrência do movimento de fronteiras agríco-
las, que foi um movimento de expansão da agricultura do centro-oeste para o norte, mas tem 
mais importância no Pará e no Tocantins.
Após tamanhas considerações, podemos destacar o Brasil como possuidor de uma das 
maiores pecuárias do mundo, porém alguns fatores afetam seu rendimento, tais como:
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• Inadequação da estrutura fundiária;
• Grandes distâncias entre as áreas de criação e os portos;
• Baixo nível tecnológico;
• Alto preço dos medicamentos.
Aproximadamente 25% do território brasileiro é formado por pastagens naturais e arti-
ficiais. Isso acaba contribuindo para a criação do chamado “boi verde”, isto é, aquele que 
é criado se alimentando da vegetação rasteira. O rebanho bovino brasileiro apresenta 218 
milhões de cabeças, sendo insuficiente os pastos para alimentá-los. Mas esse problema tem 
solução, pois as condições climáticas brasileiras são favoráveis.
A pecuária extensiva consiste na criação a pasto, geralmente sem grandes investimen-
tos e com a ocupação de grandes áreas, podendo ser realizada tanto em grandes latifúndios 
quanto em pequenas áreas familiares. É caracterizada pelo gado solto, com certa liberdade, 
considerado ideal para o chamado “gado de corte”. No Brasil, ela responde por quase 90% de 
toda a atividade agropecuária realizada.
As principais vantagens da pecuária extensiva são:
• Baixa necessidade de investimentos, embora ainda existam gastos com reposição mi-
neral e suplementação, a depender do tipo de animal que está sendo criado;
• As desvantagens são a necessidade

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