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tema deste estudo é a gestão da segurança em indústrias gráficas. objetivo geral é investigar quais as consequências advindas da implantação de um setor de segurança para empresas gráficas de grande porte. Para atingir o objetivo geral foram determinados os seguintes objetivos específicos: apresentar os aspectos gerais de uma indústria gráfica; verificar como se dá a gestão da segurança patrimonial nessa empresa; avaliar a importância do setor de segurança para a empresa; demonstrar a importância da criação do setor de segurança e as consequências para a empresa oriundas dessa implantação. A importância deste trabalho se revela na medida em que através da análise de re- gistros das atividades desempenhadas pelo setor de segurança de uma indústria gráfica será possível verificar se o trabalho desenvolvido pelo setor de segurança da empresa foi adequado, ou se ainda necessita de conformações para que o setor possa atingir a sua finalidade qual seja, garantir a segurança patrimonial da empresa. Assim, este estudo tem como problema a seguinte pergunta: quais as consequên- cias advindas da implantação de um setor de segurança em empresas gráficas. Com o termo "segurança privada" foram encontrados 5 artigos e 1 recurso textual. Estes textos de segurança privada estão relacionados com a segurança publicas, não analisando a segurança privada patrimonial em empresas, tema direto deste estudo. Observa-se que não há uma vasta literatura sobre a gestão de segura privada.Encontra-se mais literatura sobre gestão de segurança privada em materiais específicos, como apostilas de curso de cursos da área e revistas não científicas. Além disso, na literatura não há muitas publicações com o assunto de gestão da segurança privada em empresas em que a atividade fim não é a prestação de serviço de vigilância. Existe uma escassez de artigos que relatam sobre esse conteúdo. Esta pesquisa irá corroborar com o desenvolvimento da literatura especializada sobre o tema estudado. Para atingir os objetivos deste estudo foi realizada pesquisa documental. De acordo com Gil (1991) a pesquisa documental é similar a bibliográfica. A diferença está na origem das fontes, pois a pesquisa documental utiliza de documentos que ainda não receberam uma análise crítica, ou que ainda podem ser reproduzidos de acordo com os objetos da pesquisa. Além de analisar os documentos pela primeira vez como em arquivos, a pesquisa documental pode ainda analisar aqueles documentos que já foram sucedidos, podendo receber outras interpretações, como relatórios de empresas. A análise de documentos em uma pesquisa apresenta uma perspectiva da conjuntura do problema investigado. Gil (1991, p. 53) adverte que "pesquisas elaboradas a partir de documentos são importantes não porque respondem definitivamente a um problema, mas porque proporcionam melhor visão desse problema ou, então, hipóteses que conduzem à sua veri- ficação por outros meios". Desta forma, este estudo não visa trazer respostas absolutas, mas sim construir uma ponderação referente ao setor de segurança. Assim esta pesquisa em seu primeiro capítulo intitulado "Indústrias gráficas e gestão patrimonial" apresenta dois subcapítulos intitulados "Indústrias gráficas aspectos gerais" e "Gestão patrimonial em empresas No primeiro subcapítulo, desenvolve-se o refe- rencial teórico sobre a o contexto geral da indústria gráfica e os requisitos de segurança neces- sários para que ela possa comercializar impressos de segurança. No segundo subcapítulo, apresenta-se as competências necessárias e as ferramentas que devem ser utilizadas pelo su- pervisor para realizar a gestão da segurança na empresa. No segundo capítulo intitulado "A implantação de um setor de segurança em indústria gráfica", apresenta dois subcapítulos intitulados "A importância do setor de segurança nas empresas" e "As consequências da implantação de um setor de segurança em indústria gráfica". No primeiro subcapítulo, discorre-se a pertinência do setor de segurança nas empresas e sobre a importância na identificação e quantificação dos riscos a pessoas e bens patrimoniais, bem como as fases do processo de gerenciamento de risco. No segundo subcapítulo, apresenta-se as particularidades de cada indicador e a análise dos registros levantados pelo setor de segurança. Ao final desenvolvem-se as considerações finais deste estudo. INDÚSTRIAS GRÁFICAS E GESTÃO PATRIMONIAL A competitividade entre as empresas é cada vez maior, além dos novos entrantes demercado que competem em mercados similares, que impactam na lucratividade das grandes empresas acarretando uma necessidade de especialização, bem como a busca constantemente de novos mercados no intuito de garantir a continuidade dos negócios. mercado mundial vem demonstrando, ao longo dos anos, um crescente aumento na competitividade do ramo empresarial. Essa nova onda da economia nos leva a pensar que as empresas precisam se adequar a este novo momento econômico, utilizando recursos e ferramentas que aumentem sua lucratividade e os diferenciem dos demais concorrentes. (GOMES, 2017). Segundo Santos, Santos e Shibao (2017) as empresas realizam vários projetos para alcançar suas metas. Estipulam sistemas, regras e regulamentos para garantir uma coordenação satisfatória e a execução desses projetos com eficácia, estabelecem normas culturais. Na segurança, deve ser feito um primeiro projeto visando à identificação das vulnerabilidades da empresa para identificar possíveis riscos onde após a verificar os riscos, determinar um projeto com os sistemas de controle, normas, procedimentos operacionais, protocolos, políticas, métodos, equipamentos tecnológicos de segurança para diminuir ou eliminar as vulnerabilidades e prevenir os riscos. INDÚSTRIAS GRÁFICAS: ASPECTOS GERAIS A invenção da imprensa por Gutenberg trouxe uma grande revolução na dissemi- nação da informação através da impressão de diversos meios para comunicação (Weitzel, 2002). Diante disso, a indústria gráfica possui um significativo oficio no desenvolvimento da sociedade. A indústria gráfica é um dinâmico segmento que envolve as atividades rela- cionadas com a reprodução de informações, quer em textos ou imagens, em suportes estáticos como o papel e seus derivados, bem como em suportes metálicos, flexíveis etc. As operações relacionadas à reprodução compreendem a criação, pré-impressão e acabamento ou pós impressão. Caracteriza-se pela produção sob encomenda, geralmente com pequenos prazos de entrega, voltada para atender ao mercado local. (RIGHI; RODRIGUES, 2009). Atualmente a indústria gráfica vem diversificando sua estrutura para atingir novos mercados com o oferecimento de novos produtos. Conforme, "Antigamente, as gráficas eram usadas somente para prestar serviços de banners e adesivos. Hoje, elas estão mais diversificadas devido ao aumento da demanda por serviços gráficos, realizando trabalhos relacio- nados à moda, automóveis, escritórios, etc." (SEBRAE, 2016). No século XX, em relação ao produto final da indústria gráfica esta era dividida em oito segmentos: Embalagens: que compreende a impressão de cartuchos, caixas, rótulos e outras embalagens; Editorial: que abrange a edição e impressão de livros, revistas e periódicos;Formulários: planos ou contínuos; Promocional: que inclui, principalmente, posters, cartazes, catálogos e volantes; Artigos de Papelaria: incluindo papel para carta, formulários oficiais; Pré-impressão: compreendendo a criação e o desenvolvimento de mídia impressa; Impressos Comerciais: abrangendo, entre outros, talonários, agendas, cartões postais; Diversos: que inclui baralhos, produtos para festas como copos, pratos e guardanapos, papel de presente, cardápios, brinquedos, (MACEDO; VASCONCELOS, 1997, p. 1). No atual documento da ABIGRAF (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), intitulado "Números da indústria gráfica brasileira" de 2018, a indústria gráfica passou a ser classificada em nove segmentos: embalagens, publicações, impressos promocionais, Impc. de segurança/fiscais/formulários, etiquetas, pré-impressão, cartões, cadernos, envelopes. Com a intenção de atingir o mercado de impressos de segurança, a indústria gráfica necessita de uma certificação que dará credibilidade a mesma de atuar nessa área. No enyanto, para atingir esse mercado é necessária, além da certificação, uma gestão de segurança capaz de promover a melhoria continua dos processos e dos recursos de segurança disponíveis garantindo o produto final, desde a matéria prima até a chegada ao cliente. A Associação Brasileira de Normas Técnicas publicou a ABNT NBR 15540- 2013 Análise de um sistema de segurança Requisitos, que certifica a empresa a produzir impressos de segurança. Essa norma tem como objetivo demonstrar o grau de solidez da es- trutura de gestão de segurança da empresa. Esta certificação é fundamental para as gráficas que fabricam ou comercializam insumos de segurança, pois implica na adoção de requisitos para dificultar as ações criminosas. Para a obtenção da certificação, são verificados os seguintes quesitos: Segurança predial Segurança do processo produtivo Segurança do documento Segurança nos recursos humanos Procedimentos para transporte de produtos de segurança. Esta certificação apresenta requisitos de segurança quanto à infraestrutura, processos, qualificação de pessoal e sistemas, na produção impressos de alto sigilo, com excelência gráfica. Para fabricar impressos de segurança é necessário avaliar as exigências de qualidade de processos, produtos e serviços, o modo como são produzidos, gerenciados e entregues em conformidade com certas condições de segurança introduzidas em todas as fases da cadeia produtiva, desde os primeiros contatos com o cliente até a pós-venda, passando pelos cuidados com a escolha de quem estará envolvido no processo como um todo. sistema de segurança envolve um conjunto de procedimentos e ações que asseguram aTodas as etapas, desde o desenvolvimento da arte, fornecimento da matéria-prima e con- trole da mesma; destinação de resíduos; guarda e transporte do material produzido; seleção adequada dos recursos humanos; segurança patrimonial e dos meios eletrônicos; segurança do estoque, dos documentos e são monitorados por meio de uma gestão de segurança visando à redução de riscos de roubo, fraude, assaltos e falsificações. Este projeto busca investigar a percepção da gestão da segurança por parte dos setores da indústria gráfica através do cumprimento do plano de segurança que está vigor atualmente na empresa. GESTÃO PATRIMONIAL EM EMPRESAS GRÁFICAS porte da empresa constitui-se como um aspecto fundamental em se tratando de segurança, tanto na sua área estrutural e em sua localização como na sua concentração de recursos (distribuição física das máquinas). As organizações devem possuir metas muito bem definidas. Após terem sido de- senvolvidas as metas estratégicas, serão subdividas em metas táticas e estas por sua vez em metas operacionais. Todos os departamentos ou setores "sejam ligados à atividade fim, sejam ligados à atividade meio, terão suas metas alinhadas às metas estratégicas. Este alinhamento é essencial para o sucesso empresarial." (MEIRELES, 2014). A segurança patrimonial é o conjunto de atividades que tem como objetivo preve- nir e reduzir perdas relacionadas ao patrimônio em uma determinada empresa. Para se ter um melhor desempenho e realizar as distribuições necessárias dos recursos para garanti-la, é necessário uma gestão apropriada. Segundo Marcondes (2017), "o planejamento da segurança patrimonial é um processo que consiste em um conjunto de ações intencionais, inte- gradas, coordenadas e orientadas para se obter o nível necessário de segurança patrimonial para uma organização atingir seus objetivos." planejamento auxilia na decisão dos recursos necessários, avaliando os benefícios diante de cada situação para que se possa verificar qual decisão será mais apropriada, tendo como premissa a incolumidade física das pessoas e o patrimônio. gestor de segurança deve utilizar por meio de um a ampla compreensão, dos princípios gerais e dos fundamentos que norteiam a gestão empresarial dos recursos humanos e materiais envolvidos, capaz de realizar análise, planejamento, execução e controle das operações de segurança. (BAZOTE, 2012). De acordo com Meireles (2011) cada vez mais a segurança vem se tornando fundamental para as empresas acarretando uma dificuldade ainda maior para os gestores de segurança empresarial. "A gestão da segurança tem que está alinhada com as metas estratégicas da empresa. Tem que ser uma gestão baseada em diretrizes, ou seja, em metas mais as medidas necessárias para alcançá-las." (Meireles, 2011, Para alcançar esse resultado, uma das ferramentas que o gestor deve utilizar é o ciclo PDCA (planejar, executar, controlar e agir).Meireles (2011) afiram ainda que nesse ambiente empresarial, o gestor precisa ser um profissional capacitado, proativo e com uma boa base acadêmica para ter êxito. Contudo, apenas essa formação acadêmica não é o bastante. "Este profissional ter que ser altamente motivado, pois a busca pela melhoria contínua das competências (conhecimentos, habilidades e comportamentos) exige determinação, vontade." (Meireles, 2011, p.15). gestor de segurança precisa estar preparado e possuir boa capacidade de adaptabilidade, devido ao ambiente corporativo ser muito variável e não acompanhar as novas tendências, isto poderá ocasionar a perda de seu emprego, pois suas ações de administração fica- rão ultrapassadas. Segundo Meireles como a gestão da segurança tem que está alinhada com as metas estratégicas da empresa é lógico que o gestor da segurança empresarial terá que gerir com base em diretrizes. Para este fim, o gestor terá que utilizar com maestria o ciclo PDCA (planejar, executar, controlar e agir). Não é mais possível gerenciar sem planejamento. As diretrizes do gestor da segurança serão desdo- bramentos das diretrizes estratégicas. A gestão da segurança não é uma coisa a parte, mas sim integrada ao negócio da empresa. (MEIRELES, 2014). Salomi (2017) também concorda que para a gestão da segurança o gestor deve se later ao ciclo PDCA, no qual cita que as siglas desse ciclo correspondem aos seguintes significados: P metas, métodos para alcançar as metas D execução C verificar os efeitos do trabalho A Atuar nos processos em função dos resultados Este mesmo autor (2017) afirma que para fazer a gestão da se- gurança é fundamental um modelo de gestão onde o gestor deve elaborar um PDS (plano diretor de segurança). autor orientada a realização de um ciclo para nortear os princípios do plano. PDS tem o objetivo de direcionar a elaboração de um mapa organizacional de relacionamentos e dependências através da Infraestrutura física, tecnológica e humana da empresa. A estrutura do PDS adotado por (SALAOMI, 2017, informação verbal) é: Objetivo do plano: (alinhados com os objetivos estratégicos da organização) Política de segurança (conjunto de regras que orientam a tomada de decisão) deve ser: simples, levantar cenários/problemas e utilizada para orientar a tomada de decisão. Diagnóstico: (baseado no inventário de recursos e auditorias de processos) Análise SWOT Análise de riscos: (que justificarão os investimentos de segurança/ ISSO 31010) Plano tático: (combinação dos recursos para detectar/ dissuadir/ impedir/ retar- dar/ responder)Projeto técnico: (plantas/ memorial descritivo com especificações) Plano operacional: (manual de operações, normas e procedimentos) Plano de implantação: (endomarketing convencer o uso do PDS) Controle e avaliação do planejamento geral (PDCA) Depois de elaborado e operando o PDS, é importante que se defina os indicadores que podem ser mensurados por: menção, contabilizando ocorrências evitadas ou erros, que são fundamentais para a melhoria. planejamento tático deve ser elaborado pelo gestor de segurança, pois é nesse planejamento que são criadas as metas e condições para que as ações do plano diretor de segurança sejam atingidas. Por se tratar de um planejamento mais específico, as decisões devem ser tomadas pelo responsável pela segurança corporativa. Um aspecto que cada vez se apresenta com ferramentas mais eficientes para auxiliar o gestor de segurança são os recursos tecnológicos. Santos (2017) relata que gestão da tecnologia para a segurança e controle de acessos é muito importante para auxiliar na identificação de riscos e fornecer recursos para realização de análises para a tomada de decisão permitindo a: gestão de Pessoas; controle de insumos e ativos; controle de processos; vídeo monitoramento; relatórios analíticos e alarmes em geral; controle de acesso; detecção, alarme e combate a incêndio e automação predial. Para o CFTV (circuito fechado de televisão) que irá auxiliar nos controles através da visualização de imagens, Santos (2017) sugere que o gestor deve responder as seguintes perguntas: Qual o melhor sistema do mercado? Qual a melhor empresa do mercado? Qual o sistema mais barato? Qual o sistema com mais recursos? Como novidade tecnológica, Santos (2018) exemplifica o vídeo analítico, que possibilita o desencadeamento de ações quando há um reconhecimento de eventos, tornado possível: enviar um SMS ou e-mail para um contato ou grupo de contatos; ativar / desativar luzes, sirenes, ligar/desligar bombas, válvulas, motores, eletroeletrônicos, etc.; disparar pop- ups com câmeras selecionadas para o operador; adotar uma lista de procedimentos e requisitar uma confirmação por escrito do operador. Ronaldo (2017) retrata que o vídeo analítico é chamado também de Análise de Conteúdo de Vídeo (ACV), trata-se de um software que permite analisar uma imagem auto- maticamente através de um mapeamento da área e da rotina que será monitorada, as câmeras definidas serão conectadas a um sistema onde permitirá codificar o vídeo buscando ações in- comuns no ambiente. A cada vez que um evento inesperado ocorra, é emitido um alerta automaticamente para a pessoa responsável pelo monitoramento. sistema possui diversas funci- e se adequaria para o restaurante a de detecção de movimento, obstrução de câmera, vandalismo criando barreiras e cercas virtuais que reportam imediatamente em caso de violação, permitindo ainda o acionamento de alarmes e luzes. A IMPORTÂNCIA DO SETOR DE NAS EMPRESASA violência remonta às organizações sociais mais primitivas. Com o passar do tempo, dentre várias iniciativas que visavam o controle desse fenômeno, foram criadas normas. Determinados atos passaram a ser considerados crimes e penas foram estabelecidas. controle social tornou-se absolutamente fundamental para o funcionamento das sociedades. A partir do século XIX, o estudo da criminalidade passou a ser relevante nas ciências humanas (CALHAU, 2007). Beato (2012) afirmou que vários elementos afetam a escolha do crime por parte dos indivíduos. Predisposições pessoais, as forças socializantes da família, pares e da escola, a capacidade de autocontrole e os reforços proporcionados pela comunidade, bem como os ar- ranjos institucionais. Cerqueira e Lobão (2003) concluíram, a partir do estudo dos vários modelos que buscam explicar as determinantes da criminalidade, a complexidade do fenômeno e o seu caráter multifacetado. Registraram a existência de determinadas regularidades estatísticas que variam conforme a região e a dinâmica criminal, em particular. Essa especificidade interessa para a atuação preventiva em segurança. De acordo com os conceitos da Teoria das Atividades Rotineiras validados na prática por experientes gestores de segurança é possível evitar certos crimes a partir da não convergência no tempo e no espaço de três fatores: alvos disponíveis, autores motivados e ausência de vigilância (COHEN e FELSON, 1979 apud BEATO et al, 2004). Nesse sentido, para Bondaruk (2007) a maioria dos crimes é cometida porque o delinquente vislumbra uma oportunidade. Pode ser uma ou uma combinação de várias delas, como distração da vítima, facilidade de acesso, lugares para escalar, ausência de uma definição clara entre espaço público e privado, iluminação insuficiente, paisagismo que possa ocul- tar a presença de ausência de vigilância, informação privilegiada, dentre outras. Quanto mais um delinquente se sente inseguro e vulnerável para agir, tanto menos provavel- mente cometerá um delito em determinado local. Considerando que o controle da motivação dos autores de crimes é tarefa difícil, as ações de prevenção devem priorizar o emprego de medidas de autoproteção e a atuação da polícia (vigilância). A presença da polícia pode dissuadir autores de crimes. A eficiência com que as respostas às atitudes desviantes são dadas impacta a possibilidade de reincidência, por representar aumento de risco aos seus perpetradores. Entretanto, não se deve debitar a questão da segurança unicamente ao aparato da polícia, à ação da vigilância (SILVA FILHO, 1998). No Brasil, é preciso considerar que o cenário contempla deficiências de ordem so- cial, educacional e saúde pública. país possui uma legislação penal inadequada. entrosamento entre as instâncias municipal, estadual e federal do Executivo é precário. Judiciário, Ministério Público e as polícias têm estruturas incompatíveis com as demandas e baixa produtividade. No sistema penitenciário não ocorre a ressocialização, dentre outras situações agravantes. Uma das consequências indesejáveis é a impunidade, que contribui para o recrudescimento da criminalidade e aumento do medo da população. Uma gestão da segurança na indústria gráfica se torna uma peça fundamental e es- sencial para o seu funcionamento e desempenho qualitativo e quantitativo dos planos. processos eprocedimentos de segurança. gestor de segurança não deve ser visto como uma mera criação de um departamento de monitoramento diário das ações do dia a dia. profissional será responsável para desenvolver a identificação e análise de riscos envolvidos na atividade principal e de apoio da indústria gráfica com o objetivo de permitir a definição de políticas de segurança e diretrizes que assegurem o desenvolvimento regular e contínuo dos negócios. 2014) Entre os itens a serem considerados em um plano de segurança estão à prevenção de crimes pelo design e critérios para a utilização do estacionamento, vigilância contínua e sistematizada, planejamento da iluminação (podendo utilizar sensores de movimento), CFTV, treinamento constante da equipe de segurança e de todos os colaboradores da empresa, defini- ção dos telefones de emergência, alarmes e sinalizações em locais visíveis visando sempre a prevenção. As câmeras de um sistema de CFTV estrategicamente instaladas nos lugares certos e adequadas ao patrimônio permitirá a central de monitoramento, realizar rondas virtuais sistêmicas, bem como intervir quando houver alguma ocorrência. "Câmeras de segurança po- dem gravar comportamento suspeito da multidão e os seguranças podem se mover rapidamen- te para o local da ocorrência". (MARCONDES, 2017). Cabe destacar que a indústria gráfica nunca será transformada em uma fortaleza, porém sempre deve ser implementados meios de elevar o nível de segurança e consequentemente reduzir riscos. 2014). A norma ISO 31010 apresenta práticas atuais na identificação e avaliação de ris- cos e os procedimentos para a integração dos processos de gestão de riscos nas organizações são descritos pela ISO 31.000 (ABNT, 2009), que fornece os princípios e diretrizes genéricos para a gestão de riscos. Eles podem ser aplicados para analisar as vulnerabilidades dos aspectos estruturais, das características e tipologias dos crimes, dos recursos humanos, da gestão da segurança. São de grande importância a identificação e quantificação dos riscos a pessoas e bens patrimoniais. Conforme as detecções de suas presenças torna-se possível a classificação das possíveis ameaças (ISO 31.000, ABNT, 2009). Estabelecimento dos Contextos Segundo Trivelato (1998) a definição de risco é bidimensional, representando a probabilidade de um efeito desfavorável ou dano e a incerteza da ocorrência, distribuição no tempo ou magnitude do efeito. objetivo é avaliar a probabilidade de ocorrência de um evento, aleatório, que pode ocorrer no futuro e que não depende da vontade das pessoas, e o im- pacto nos resultados, caso essas ameaças e vulnerabilidades aconteçam. sentido fundamental de risco é uma possibilidade de perigo. A palavra risco é definida como "perigo; probabilidade ou possibilidade de peri- go: estar em risco." (RISCO, 2009, on-line). Nem todos os riscos podem ser eliminados, nem todas as medidas imagináveis dede riscos sao economicamente tactiveis. Os riscos e os custos inerentes aviação requerem um processo racional de decisões. Este processo se conhece como gestão de riscos, que pode ser definido como: Gestão de riscos Identificação, análise e eliminação ou mitigação, a um nível aceitável, dos perigos, e os conseguintes riscos, que ameaçam a viabilidade de uma organização. Identificação dos riscos São de grande importância a identificação e quantificação do risco a pessoas e bens patrimoniais, pois, conforme a detecção de sua presença torna-se possível a classificação das possíveis ameaças. Para a identificação dos riscos, em relação à segurança empresarial, foram realizadas análises em fatores de perigo, inserindo: Meios Organizacionais, Recursos Humanos da Segurança, Meios Técnicos Passivos, Meios Técnicos Ativos, Ambiente Interno e Ambiente Externo. Feito o levantamento das condições de segurança da empresa observando os fato- res mencionados acima, passamos à classificação e identificação dos riscos e perigos, com base nas informações levantadas. Identificar os fatores de Riscos, também chamados de fontes de riscos, são os eventos que podem potencializar a concretização dos perigos. Análise de riscos Para análise de riscos, a ISO 31.010 (ABNT, 2009) discorre sobre a compreensão, apreciação das causas e as fontes dos riscos, suas consequências positivas e negativas, e a probabilidade que essas consequências possam ocorrer. Um evento pode acarretar várias consequências, afetando um ou vários objetivos. Convém que sejam estabelecidos e ressaltados fatores como a divergência de opinião entre especialistas, a incerteza, a disponibilidade, a qualidade, a quantidade e a contínua pertinência das informações, ou as limitações sobre a modelagem. As consequências podem ser expressas em termos de impactos (danos) tangíveis e intangíveis. Os descritores identificados auxiliam nas decisões sobre a prioridade dos riscos a serem tratados, sobre as estratégias e métodos mais adequados para o tratamento de riscos. A análise do nível do risco é proporcionada através da probabilidade em diferentes períodos, locais, grupos ou situações em que o risco possa ocorrer e do impacto (dano) provável na instituição. Podem ser considerados como fatores de influência os recursos humanos (RH), segurança eletrônica (SE), segurança física (SF) e ambiente interno nos quais há possibilidade de interferências. Para as causas do ambiente externo (AE) e exposição ao risco (E), considerando a frequência com que eles são expostos, a interferência é difícil, mas é recomendável o monitoramento. A média entre fatores de influência (FI) multiplicada pela exposição (E) resultará na probabilidade de ocorrência e definirá seu nível de dano.Avaliação de riscos A finalidade da avaliação de riscos é auxiliar o processo decisório. Ela apresenta escala de prioridades para a implementação do tratamento baseada na relação entre a probabilidade e o dano. Tratamento de riscos As medidas para o tratamento de riscos são abrangidas por quatro possibilidades: ELIMINAR: afastar uma ameaça específica TRANSFERIR: repassar o risco para terceiros MITIGAR: minimizar a probabilidade e/ou impacto de uma ameaça ACEITAR: aceitar (ativa ou passivamente) as consequências. As orientações para o tratamento de riscos e as medidas para permitir maior eficiência da segurança estão consubstanciadas em ações apresentadas no Plano. Este será a base para o projeto de reestruturação, que será alinhado com as novas políticas e diretrizes para a segurança. monitoramento e a análise crítica dos riscos deve ser uma ação sistemática, planejada e integrada, como parte do processo da gestão da segurança. Será necessário imple- mentar os mecanismos de checagem e avaliação, em períodos pré-definidos ou após um fato específico, sendo indicado o processo PDCA. AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPLANTAÇÃO DE UM SETOR DE SEGURANÇA EM INDÚSTRIA GRÁFICA As ações de segurança serão sempre planejadas e aplicadas em função da avalia- ção dos riscos para o negócio da organização. A proteção do patrimônio, controle de acessos e o planejamento dos recursos envolvidos, devem ocorrer sempre de forma a preservar a conti- nuidade e a competitividade da indústria gráfica, em sua área de atuação. Para implantar um sistema de segurança não basta apenas comprar equipamentos. É necessário planejamento a fim de se determinar o que é necessário, onde são necessárias, as obras de infraestrutura adequadas, os custos e as etapas de implantação. Um sistema de alarme segundo Marcondes (2016) é um conjunto de equipamen- tos eletroeletrônicos que tem por finalidade informar a violação do perímetro ou local protegido, através de sinal sonoro visual. É um dos meios mais eficientes e baratos para prevenir acessos não autorizados, detectar incêndios, situações de perigo, etc. Sistemas de alarmes, além de eficientes na prática, ainda afastam os criminosos. Osos costumes e uos e principalmente os recursos de segurança de que o estabelecimento dispõe antes de realizar uma ação. Normalmente escolhem locais que não possuem recursos de segurança para roubar. Escolher bem um sistema de segurança e a empresa ou profissional que vai prestar os serviços de instalação é o ponto fundamental para a obtenção de bons resultados. De nada adianta ter modernos equipamentos, se estes forem instalados sem qualquer critério. Neste caso, o sofisticado sistema de segurança não demorará muito para revelar-se num grande problema. Para evitar problemas é fundamental que se realize um projeto de segurança. A experiência de técnicos especializados no assunto evita que dinheiro seja desperdiçado e garante que o equipamento instalado funcione adequadamente. A definição de um problema deve ser o primeiro passo na busca de soluções. Os passos seguintes exigem especialmente planejamento e determinação. Segundo Drucker (1962, p. 131), "o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futu- ras de decisões presentes". Um indicador é uma informação quantitativa ou qualitativa que tem a função de avaliar um objetivo, produto, serviço ou processo. A utilização dos indicadores possibilita: Compreender prioridades de atuação Identificar problemas e oportunidades Decidir baseado em dados e fatos concretos Entender o processo Acompanhar o histórico Identificar quando e onde a ação é necessária Definir papéis e responsabilidades Guiar e mudar comportamentos Tornar o trabalho realizado visível Balizar as mudanças da organização Favorecer o envolvimento das pessoas Monitorar as melhorias dos processos e dos resultados Tornar mais fácil o processo de delegação de responsabilidade CONCLUSÃOdiagnóstico, no sentido literário aplicado a medicina, é o processo analítico de que se vale o especialista ao exame de uma doença ou de um quadro clínico, para chegar a uma conclusão. Quando pensamos no conceito da palavra aplicado a segurança empresarial, temos como o processo de verificação, um "Raio-X" do ambiente interno e externo, onde serão iden- tificadas as vulnerabilidades e ameaças aos quais estão expostos, através da análise de vários itens: Cultura organizacional; localização (vizinhança e arredores) e vias de acesso; segurança física das edificações; perímetros, barreiras físicas (muros, gradis, portões); acessos de veícu- los e pedestres; acessos internos; áreas de acesso restrito; áreas administrativas e operacionais; recursos humanos; serviço de segurança patrimonial; força de trabalho e horário dos turnos; sistemas de vigilância eletrônica; sistema de CFTV; sistemas de alarmes; sistemas de sistemas de monitoramento; normas e procedimentos, entre outros. Sendo assim, foi preciso levar em conta as análises dos elementos que possivelmente causarão danos e a sua influência no planejamento. Assim, tornou possível o direcionamento para a formulação de ações corretivas. A gestão e a avaliação periódica da segurança são necessárias para que a empresa se mantenha certificada pela NBR 15540, que reza sobre as regras em relação ao sistema de segurança para tecnologia gráfica, onde a atuação da equipe de segurança e envolvimento de todos os funcionários se faz necessário. No caso em análise, depois de identificadas vulnerabilidades significativas como riscos de intrusões, sabotagens, roubos, furtos internos e externos, foi criado um departamento de segurança na empresa gráfica que após a implementação de um sistema de segurança envolvendo um conjunto de procedimentos e ações que asseguram a estabilidade dos processos de fabricação e comercialização de impressos de segurança. Essa gestão da segurança permitiu a obtenção da NBR 15540 que reza sobre as regras em relação ao sistema de segurança para tecnologia gráfica. A referida norma específica desde a infraestrutura de segurança predial, passando pela segurança no processo fabril em cada uma das suas fases, até a circulação de pessoas na gráfica a fim de garantir que a empresa possa ser reconhecida como produtora de documentos de segurança. A avaliação periódica da segurança é necessária para que a empresa se mantenha certificada pela referida norma onde o envolvimento e comprometimento de todos os funcionários se faz necessário. Os indicadores de desempenho do setor de segurança são regularmente revisados para melhorar continuamente sua eficácia. Através dos números de intervenções realizadas pelo setor de segurança que houve uma intensificação das ações que visavam garantir a certificação através da auditoria, como no descumprimento dos deveres dos funcionários quanto às normas de segurança prevista no código de conduta, ações de segurança especificamente tomadas para garantir a certificação da NBR15540, as inspeções e manutenções nos recursos de segurança eletrônica e nos treinamentos e palestras. Podemos verificar que após a data da auditoria, as inspeções técnicas foram iniciadas,e correuvas ou a aus riscos, garantindo a continuidade da certificação. As ações de proteção ao patrimônio se mantiveram constantes, com um pico em julho, relacionado às oportunidades de melhorias abordadas pelo auditor. Diante desse resultado podemos concluir que o trabalho desenvolvido pelo setor de segurança foi adequado e fundamental, pois as consequências advindas desse setor que conta com um supervisor de uma empresa terceirizada e uma equipe multidisciplinar da mesma que realiza constantes assessorias e auditorias, com diversos controles mantendo a empre- sa segura e focada apenas na atividade fim. Esses controles são feitos através de fiscalizações diariamente e sistematicamente as instalações da empresa buscando vulnerabilidades e riscos de invasão ou desvios. Também são levantadas as necessidades de instalação ou manutenção de barreiras físicas/cercas, dispositivos eletrônicos para o monitoramento do local. Monitora ainda o comportamento de funcionários fixos, terceirizados, visitantes, fornecedores e clientes dentro do ambiente corporativo através de medidas como a diferenciação de cores de crachás de acordo com o perfil da pessoa e a proibição de celulares em áreas que lidam com dados sensíveis (que minimizam as possibilidades de informações importantes saírem de ambientes controlados) e através dos horários de funcionamento de cada área da empresa fiscaliza as pessoas autorizadas a circular em cada uma dessas áreas. Um sistema de controle de acesso eletrônico