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2 CLARETIANO CENTRO UNIVERSITÁRIO GRADUAÇÃO BACHARELADO EM ENFERMAGEM TAÍGILA DA SILVA CASTRO ANTROPOLOGIA, ÉTICA E CULTURA CRUZEIRO DO SUL 2024 TAÍGILA DA SILVA CASTRO ANTROPOLOGIA, ÉTICA E CULTURA Portfólio descritivo apresentado ao Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Claretiano, a ser utilizado como diretriz para obtenção de aprovação no trabalho da disciplina de Antropologia, Ética e Cultura. Orientador: Diomarino Oliveira de Souza. CRUZEIRO DO SUL 2024 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 4 REFERÊNCIAL TEÓRICO 5 CONCLUSÃO 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8 1. INTRODUÇÃO A atividade solicita a elaboração de um relato que retrate grande superação e mudança no sentido da vida, bem como da promoção da paz e igualdade. Dessa forma, seguindo os requisitos estabelecidos, optou-se por retratar a história da mulher que inspirou a lei 11.340/2006, reconhecida internacionalmente como Lei Maria da Penha. Tal história é retratada no documentário “Maria da Penha - Retrato do Brasil” e também no livro autoral de Maria que se chama “Sobrevivi… posso contar”. 2. REFERÊNCIAL TEÓRICO Maria da Penha - Retrato do Brasil O documentário aponta a incrível trajetória de Maria, abordando as dificuldades e violências enfrentadas por ela, bem como sua luta e conquista por direitos e proteção para as mulheres. Maria nasceu em 1945 no Ceará, possuía uma família de classe média e vivia confortavelmente, contudo, sua educação foi bastante rígida e ela era cobrada em excesso para a construção de seu conhecimento. Influenciada pela sua avó, Maria começou sua primeira faculdade de Farmácia, na universidade federal do estado, antes de concluir, casou-se, porém, o matrimônio não durou muito tempo. Quando se formou, Maria decidiu ir embora pra São Paulo, dando início em seu mestrado em ciências farmacêuticas, onde conheceu seu futuro marido, um colombiano chamado de Marco Antônio Heredia Viveros. Após o fim do seu mestrado e o fim da graduação de Marcos, ambos se casaram e tiveram 3 filhas, se mudando para fortaleza, com isso, o colombiano conseguiu obter a sua cidadania brasileira, mudando completamente sua personalidade a partir de então. Marco passou a demonstrar agressividade não só com sua esposa, como também com suas filhas, até que em determinada noite, enquanto a esposa dormia, atirou em suas costas, causando danos irreversíveis nas suas vértebras, o que fez com ela ficasse paraplégica. Contudo, Maria não viu quem a atingira, então acreditou na versão do marido de que a casa tinha sido invadida por assaltantes, após 4 meses de lenta recuperação e tratamento no hospital, Maria retornou para casa, e então foi mantida em cárcere por 15 dias, onde o esposo tentou matá-la novamente, dessa vez, eletrocutada durante o banho. Após esse acontecimento, Maria percebeu que deveria fugir de casa, e após conseguir, denunciou seu ex-marido, que foi preso duas vezes, porém, conseguiu a liberdade em ambas. Depois de levar um longo tempo para denunciar as agressões de seu ex-marido, Maria percebeu que o cenário da justiça brasileiro não oferecia apoio legal para mulheres violentadas, onde foi desestimulada a desistir pelos próprios agentes envolvidos na investigação, que sempre alegavam irregularidades no processo para manter o agressor em liberdade. Ao momento em que se da conta realidade, Maria dá seu primeiro passo na luta pelos direitos as mulheres, lança um livro chamado “Sobrevivi… posso contar”, onde narra todas a trajetória de agressões sofridas por ela e suas filhas. O livro foi um sucesso e repercutiu muito, com isso, o apoio veio, e Maria deu mais um passo importante, acionou o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM). Estes órgãos encaminharam seu caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1998. E assim, no ano de 2002 o estado brasileiro foi condenado por omissão e negligência pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, sendo punido e obrigado a reformular suas leis referentes a violência doméstica. Essa longa batalha trouxe consigo um marco histórico. Em 2006, o então presidente Lula sancionou a lei 11.340, a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência familiar contra a mulher. 3. CONCLUSÃO Ao entrar no movimento feminista, Maria da Penha se fortaleceu e não desistiu de lutar, sendo uma figura importantíssima no combate à violência contra a mulher. A lei que leva o seu nome é considerada uma das três melhores do mundo no combate à violência e já ajudou milhares de mulheres no Brasil, além disso, o nome de Maria da Penha entrou recentemente para as indicações ao Prêmio Nobel da Paz. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Maria da Penha - Retrato do Brasil. Canal do Ministério das Mulheres na plataforma YouTube. 8/11. image1.png