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TEXTO 3 - MANOEL, IVAN O ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL DO COLEGIO PEDRO II AOS PCNS

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UNESP UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Al Santos, 647 César CEP 01419-901 São Paulo SP www.unesp.br unesp Universidade Estadual Paulista Pedagogia FUNDAÇÃO PARA o DESENVOIVIMENTO DA UNESP Júlio de Mesquita Filho - UNESP Rio 1.210 Campos CEP 01206-001 São Paulo - SP ramais 286 c 288 Fax: ramal 290 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador Geraldo Alckmin SECRETARIA DE TECNOLOGIA, Projeto Gráfico: DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E TURISMO Secretário Sebastião de Souza Lemes João Carlos de Souza Meirelles UNESP Araraquara UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA DE MESQUITA FILHO" Reitor Produção José Carlos Souza Trindade Páginas & Letras Editora c Gráfica Vice-Reitor - Paulo Cesar Razuk de Gabinete Luiz Antonio Vane Pró-Reitoria de Graduação Pró-Reitor Wilson Galhego Garcia Pró-Reitoria de c Pesquisa Pró-Reitor Marcos Macari Pró-Reitoria de Extensão Universitária Pró-Reitor Benedito Barraviera Pró-Reitoria de Administração Pró-Reitor Roberto Ribeiro Bazilli FUNDUNESP Diretor-Presidente Vagner José Oliva Secretaria Geral Secretário Geral Osvaldo Aulino da Silva Assessoria de Comunicação e Imprensa Assessor-Chefe Cesar Mucio Silva Assessoria de Informática Assessor Chefe Dados Internacionais de Catalogação na publicação Adriano Mauro Cansian Assessoria Jurídica Assessor Jurídico Chefe Pedagogia : cadernos de formação Ensino de História / Teresa Sandra Julien Miranda Malatian Célia Maria David, organizadoras. São Paulo UNESP, Pró- reitoria de Graduação, 2004. Assessoria de Planejamento e Orçamento Assessor Chefe Herman Jacobus Cornelis Voorwald 1. História 2, Ensino de História Assessoria de Relações Externas 3. Historiografia Assessor Chefe José Afonso Carrijo Andrade Coordenadoria Geral de Bibliotecas Coordenadora II Cadernos CDD 370 Mariângela Spotti Lopes Fujita Cadernos III de Formação de Formação Digitalizado com CamScannero ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL: CADERNOS DE DO COLÉGIO PEDRO II FORMAÇÃO AOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS ENSINO DE Ivan Aparecido Manoel' ENSINO DE HISTÓRIA NO FORMANDO "HOMENS DE BRASIL A História, entendida como atividades e estudos específicos constantes de uma grade curricular, portanto, como disciplina obrigatória na formação 77 escolar em todos os níveis de ensino, por isso grafada com maiúscula, é de data recente no Brasil, remontando à criação do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, em 1838. Antes dessa data, não se encontram informações sobre a existência dessa disciplina nas antigas Aulas Régias, em que se resumia todo sistema educacional vigente entre a expulsão dos em 1759, e as re- formas efetuadas a partir de 1827. Tanto assim que Maria L. Mariotto Haidar, ao elencar as referidas Aulas em funcionamento durante o período regencial, não aponta a existência de cadeiras de História em nenhuma província brasi- leira, seja no ensino de Primeiras Letras, seja no Ensino (HAIDAR, 1972, p. 21). A diretriz estabelecida para o Colégio Pedro IT, e de resto para todo o Positivismo Filosofia criada pelo pensador Augusto sistema secundário de ensino, uma vez que seria o modelo para os outros, Comte. Sua principal caracteris- indica o próprio sentido da educação pretendida conservadora e reprodutora tica é a apologia do pensamento cientifico como base do progresso de modelos já consagrados. humano. No difundiu-se no final do século XIX inicio Criado 79 anos após a expulsão dos e o conseqüente desmante- do principalmente entre 1 lamento de seu sistema educacional no Brasil, o Colégio Pedro II não pôde oficialidade das Forças Armadas Teve um papel importante nas encontrar nos meios intelectuais e educacionais brasileiros propostas peda- discussões a politicas acerca da gógicas que pudessem ser empregadas com proveito às suas pretensões de se configuração do estado Repu- blicano. tornar um estabelecimento de ensino modelo para outras escolas. Nesse con- texto, foi imperiosa a importação de modelos pedagógicos e entre eles o modelo francês foi o mais adotado. Na verdade, essa adoção dos métodos franceses deve ser relativizada. Embora até hoje os vínculos das metodologias de pesquisa histórica empre- gadas no Brasil com as vertentes historiográficas francesas sejam fortes, elas não foram e não são as únicas presentes. No momento da criação do Colégio Pedro II, houve sim a forte presença do positivismo francês. Durante 93 anos, de sua fundação até as reformas promovidas pelo Ministro Francisco Campos, em 1931, o Colégio Pedro II foi mantido Departamento de Unesp/Franca. "como escola modelo-responsável pelos programas e, como única escola 2 Este termo significa pessoa mais autorizada a fornecer certificado de conclusão do Curso Secundário, era culta que o elite. Cadernos 77 de Formação Digitalizado com CamScannertambém pelos exames eliminatórios das disciplinas da grade "Hoje, principe é 0 povo e urge que ele alcance 0 self-government. A CADERNOS DE curricular. 1998, p. 31). democratização do poder restituiu ao povo uma tal soma de autonomia CADERNOS DE FORMAÇÃO FORMAÇÃO Em síntese. durante um século, ainda que convivendo com uma hipo- que em todos os ramos da administração é hoje indispensável consultar e rética descentralização do sistema secundário de ensino, o Colégio Pedro II satisfazer suas necessidades. Já que a revolução entregou ao povo a direção foi o centro desse sistema, tanto pelo fato de ser o único autorizado a forne- de si mesmo, nada é mais urgente que cultivar-lhe a ENSINO DE ENSINO DE HISTORIA cer certificados de conclusão, quanto pelo fato de estabelecer os programas elevação moral de que precisa, formar-the caráter para que saiba querer." HISTORIA de ensino, mesmo depois da Proclamação da República. (CAMPOS, apud RODRIGUES, 1930). ENSINO DE A inserção das humanidades como centro dos programas de estudo ENSINO DE HISTORIA NO cumpria uma tarefa específica, a de formar "homens de escol", tanto para "A As palavras de Caetano de Campos, já no início da República, eram HISTORIA NO BRASIL. maior glória de Deus" (conforme preceituava o método pedagógico dos jesu- BRASIL. continuidade do processo de implantação do ideário liberal republicano que quanto para o ingresso nos graus mais elevados de ensino e, mais im- vinha se consolidando desde os meados do século XIX. Carlos Leôncio de portante, para a direção da sociedade. Carvalho, um dos defensores da implantação da "instrução pública" e, dentro Ao estudo da História era atribuída a tarefa de dar essa consistência às dela, a educação já havia afirmado que com ela não se tratava de criar Humanidades na exata medida em que ela seria a intermediária entre o texto "jurisconsultos; mas se nem todos podem resolver intrincados problemas dos antigos e a filosofia moral. Estudando essa "mestra da vida", os jovens de direito público, se nem todos podem conhecer a legislação especial de aprenderiam a necessária lição de moral, fazendo com que as palavras dos cada ramo de administração, é certo que todos podem e devem conhecer os autores romanos e gregos, traduzindo uma suposta maneira de viver conside- principios gerais em que se assenta regime constitucional da sociedade Otimismo entu- rada ideal, se em direcionamentos, em exemplos para a vida politica de que fazem parte. Todo cidadão se queixa dos governos. Mas, siasmo pela educação. A partir atual. costumou-se ele, desde a infância, a observar que todo organismo constitu- Reforma Sampaio Dória :A idéia da segunda metade da década de 1920, tornou-se evidente que os Nesse contexto, delineia-se o pretendido perfil dos futuros construto- cional provém do voto popular? Costumou-se ele a dividir por cada eleitor de um Curso Superior de Edu- cação já fazia parte das concep- modelos pedagógicos que vi- nham balizando as iniciativas de res e dirigentes da nação brasileira. Seriam homens de profundo senso a sua parte de responsabilidade nos destinos (CARVA- ções dos primeiros republicanos institucionalização da escola no LHO, 1884, p. 114). paulistas. Logo após a Procla- Brasil, desde o final do século humanista, capazes de apreender o verdadeiro sentido da história da Nação a mação da a Lei Es- XIX, haviam esgotado sua capa- ser construída. A nação que se criava deveria, por suas raízes históricas, ser tadual n° 88 de 1892 previa a cidade de normatizar as junto à Escola Normal docentes. Esse processo fez-se branca, católica e fundamentada nos alicerces da cultura européia. da Capital. de um Curso Superior acompanhar pelas propostas dos projeto político de introdução do povo como realidade da qual não para formar professores das movimentos que Jorge Nagle no- Em síntese, o futuro dirigente, o futuro "homem de escol" deveria ter se poderia alienar teve desdobramentos no próprio campo da metodologia colas normais c dos ginásios cria- de pela educação a plena consciência de pertencer a esse processo de expansão da civilização dos pela mesma lei. Tal curso, no o da pesquisa e do ensino da História - se o povo era o construtor da história, entanto, nunca chegou a concre- siasmo pela educação teve um ca- branca, européia e o estudo e o ensino da mesma não poderia mais se centrar apenas nos "gran- tizar-se. Em 1920, a Reforma pois pretendeu Sampaio Dória (Lei n° 1750) re- obter, pela defesa da expansão da des", nos heróis e nos reis. Exatamente essa a opinião do Deputado represen- tornou ao tema criou uma Fa- rede escolar, a erradicação do tante de Goiás, quando, durante os debates que levaram à Reforma Rocha culdade de Educação, com o ob- o pe- FORMANDO o REPUBLICANO jetivo de desenvolver estudos dagógico insistiu na Vaz, em 1923, dizia que avançados no campo da Edu- do ensino, ou seja, na melhoria Com a Proclamação da República, a educação escolar passou por uma cação, da Filosofia das das condições História não pode mais ser 0 amontoado incoerente de fatos e de datas bem como de preparar pessoal de gicas da rede escolar. transformação. Tratava-se de um novo projeto que pretendia educar o cida- sem conexão social; não há mais lugar para reis que vão aos combates ou alto nível para as tarefas edu- DELLI Paulo. dão, ainda que nos anos iniciais dos tempos republicanos tal categoria se cacionais. ria da educação. São Paulo: Cor- para os exércitos que conquistam vitórias, dando nome a generais; não, 1992). limitasse aos filhos das classes médias e dirigentes. reis retiram-se e dão lugar ao povo 'rex-ab-conditus' (sic) de todos os Antes restrito ao Rio de Janeiro, capital do Império, e algumas das tempos, único autor verdadeiro da capitais de províncias, o ensino secundário foi expandindo-se, em especial Continuando a tradição do Colégio Pedro II e do IHGB, persistiu a ca com o projeto republicano de implantação de um sistema de educação públi- estratégia de atribuir ao ensino da História a tarefa de construir e consolidar e gratuita, a que Jorge Nagle denominou "otimismo pedagógico e entusi- a nação brasileira, acrescentando-se, no entanto, algumas exigências que a do asmo pela 1974). Por isso, o ensino secundário foi leva- sociedade escravista e agrária do século XIX não requeria. À Nação projetada de menor porte. para cidades como Ribeirão Preto, Campinas, São Carlos, Itapetininga e naqueles começos do período republicano não bastava ser branca, ci- pronunciamento do Depu- vilizada conforme os moldes europeus. Naquele começo do século XX, ela tado de Goids foi transcrito por Domingues de Castro em defesa da escola pública: Caetano de Campos, um dos implementadores desse projeto, afirmou deveria inserir-se no processo mundial de progresso material e científico re- no A História no ensino secundário 78 Cadernos presentado pela industrialização. de Formação Cademos 79 de Formação Digitalizado com CamScannerGuy de Hollanda assinala o final da Primeira Guerra Mundial como a CADERNOS DE época que essa tendência passou a as páginas dos historiado- nossa evolução, integrando-a na história universal e imprimindo-lhe um cu- FORMAÇÃO nho (LOBO 1923, 200). CADERNOS DE como Jonathas Serrano, João Ribeiro e Oliveira Lima. (HOLLANDA, FORMAÇÃO 1957, p. 104). Tratava-se de demonstrar que o Brasil tinha já uma história "cunho filosófico" requerido por Haddock Lobo isto é, a busca nacional que fazia parte do movimento geral da civilização rumo ao do sentido, do direcionamento último do trajeto histórico, estaria sendo al- ENSINO DE HISTORIA progresso, e essa proposta ensejava perguntas sobre como modernizar e in- cançado no ensino secundário, o que reforçava a necessidade de acentuar o ENSINO DE dustrializar o país. caráter cultural do ensino preparador de futuros condutores das massas, sen- Rumar em direção ao progresso significava, portanto, naquele momen- do os programas compostos por temas em que se associassem humanismo e ENSINO DE HISTORIA NO to, superar a condição de "essencialmente agrícola" da sociedade brasileira, patriotismo. A formação e a formação patriótica pareciam os O ENSINO DE instrumentos perfeitos para a tarefa de organização do Estado e suas institui- HISTORIA NO BRASIL inserir-se na sociedade industrializada, moderna e demonstrar que essa era a ções, moldando-lhes a forma e caráter, atribuindo-lhe uma identidade e BRASIL "vocação histórica" do Brasil República Autores como Pedro do Couto, Rocha Pombo e João Ribeiro iriam estabelecer a Proclamação da República preparando novas gerações para aceitar e manter a ordem que se criava. como o momento decisivo para o progresso brasileiro e iriam consagrar tam- Até a década de 1930, e mesmo depois, continuava-se a confiar ao bém a crença, que se encontra nos autores após 1930, na ciência e na ensino de História a tarefa de construir a Nação, mas agora uma Nação mo- tecnologia, tendo como paradigma o padrão derna, industrializada, republicana, forte, dotada de espírito cívico e consci- Totalitarismo: Regime que pretende estender o poder do ência de si no "concerto internacional das Nações" e se alguma modificação Estado a todos os níveis c aspec- Um problema a mais, entretanto, se apresentava A conflagração da se fizesse necessária, seria, conforme afirmava o Instituto Histórico e Geográ- tos da sociedade ("Estado "Estado Máximo"). Pode ser re- Primeira Guerra Mundial, mesmo que para alguns se apresentasse como cas- fico Brasileiro, sultado da incorporação do tigo dos para outros, como Olavo Bilac, significou uma ameaça à inte- por um Parcido (único "com 0 intuito de favorecer cada vez mais de brasilidade, centralizador) ou da extensão das gridade nacional em virtude da pouca preocupação com a formação cívica da mocidade brasileira. Em outras palavras, não bastava apenas construir a Na- isto é, a formação da alma nacional e do caráter nacional. Ao brasileiro instituições estatais. Há totalita- rismos de Direita (Nazismo, Fas- ção; agora, e acima de tudo, tratava-se de consolidá-la por meio de uma cumpre conhecer bem, isto é, profundamente e carinhosamente, a evolução cismo) e de Esquerda (Stalinis- e as tradições de sua pátria". (Revista do IHGB, 1936, p. 13-14). mo, Os regimes tota- consciência por meio de uma educação com caráter militarista, que se litários que constituíram, his- configuraria na criação do Tiro de Guerra (as Linhas de Tiro) e na introdu- nunca em conceito de Nação já elaborado anteriormente pelo Instituto Histo- estado puro, foram notáveis por ção da educação militar (ordem unida, ginástica e doutrina cívica) nas esco- sua extrema violência opressão. las secundárias, e na introdução dos grupos de escoteiros nas escolas em ge- rico e Geográfico Brasileiro, ao mesmo tempo em que reforçava as expectati- Totalitarismo é um regime par- ral. Foi o tempo dos alunos fardados e organizados nos pátios e nas salas de vas a respeito das finalidades do ensino da História, indicava também os ticular da sociedade de massas, não existindo cm sua forma espc- aula, conforme os preceitos da ordem unida. fundamentos conceituais da política do Estado varguista. A filiação românti- antes do século XX. ca do conceito de Nação, com sua forte tendência ao totalitarismo de direita, o livro Elementos de Historia publicado pela edito- Embora os exercícios militares fizessem parte dos currículos escolares marcou o período Vargas de 1930 a 1945, em especial o período do Estado F.T.D., dos Irmãos Maristas, desde as reformas da instrução pública, de 1892, foi a Reforma Sampaio Novo. Pioneiros da Nova interpretaria Primeira Guerra Mundial da seguinte perspec- Dória que instituiu a obrigatoriedade de introduzir o escoterismo e as "li- Entretanto, é conveniente não obliterar o fato de essa tendência ro- um grupo de educadores, ao nhas de tiro" nas escolas paulistas por meio dos decretos 3356, de 13/03/ tempo de Primeira tiva: "A mais anar- mântica e totalitária não estar presente apenas nos fundamentos do Estado dentre os quais destacavam quia is dissolver as sociedades de Jesus quando 1921 e 3531, de 22/11/1922, com o objetivo de melhorar o físico dos alunos varguista, mas ter marcado profundamente a sociedade brasileira. Intelectu- expoentes como Fernando de e de lhes dar o conhecimento do civismo para o seu aproveitamento moral Azevedo, M. B. Lourenço Filho e reparador ais expressivos como Alceu de Amoroso Lima e Menoti Del Picchia, por Espínola Em- castigo da Conflagração euro- refletiram humi- (SOUZA, 1999, p. exemplo, aderiram a esse ideário. Outros aderiram explicitamente ao bora bastante confiantes no ideário liberal pararam no caminha Divino Salvador recuperaram Esses decretos atendiam aos reclamos do poeta Bilac, criando condi- Integralismo. tendo como referência funda- errado, volveram para mental o educador ções para o fortalecimento cívico da juventude ainda nos bancos escolares e Entretanto, no que concerne ao ensino secundário e mais especifica- ricano John não hesi- paz vensura na exata medida no tempo em que the também fora deles. Para isso, a Liga Nacionalista veio a desempenhar um mente à disciplina História, a Reforma Capanema não conseguiu ir além do taram cm considerar a Revo lução de 1930 como ensinamentos. (FTD, 1923, p. 429). papel significativo e, dentro dela, a Sociedade de Educação passou a refletir próprio projeto elaborado, em 1932, pelos Pioneiros da Escola Nova.6 A pro- mento de uma nova ordem. Sobre militarização das escolas posta de suas reformas continuava a ser a formação do cidadão e preparação realmente liberal consultar os números referentes zado pelas as preocupações quanto ao sentido do ensino da História, tal como era reali- da qual para o ensino superior. Tanto assim, que os três maiores objetivos de suas abolidos os do pater aos anos de 1916 1930 dos Anuários do Ensino, publicados reformas, no que se refere ao ensino da História foram: 1) Desenvolver no nalismo do na pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Em uma reunião da Sociedade de Educação, em 1923, Haddock Lobo qual a educação ocupasse aluno a capacidade de compreender os grandes acontecimentos; 2) Desen- lugar central com o proposito do apresentou um programa básico para o ensino da História, demonstran- volver no aluno as condições para descrever as instituições sociais; 3) Fortale- de o Brasil Cadernos estar preocupado com as dificuldades de se "ensinar as linhas essenciais de demais nações 80 cer no aluno o sentimento de civismo. de Formação Cademos 81 de Formação Digitalizado com CamScannerHISTÓRIA NO MUNDO GLOBALIZADO ensino que até então fora ministrado, evidencia o caráter humanista do ensi- CADERNOS DE no tradicionalmente realizado e o caráter tecnificante da Lei 5692/71. CADERNOS DE FORMAÇÃO Os problemas postos pela necessidade da inserção do Brasil nos mar- FORMAÇÃO cos do mundo industrializado passaram a os projetos educacio- Mais ainda, evidencia que os Estudos Sociais, e também a História nais nas décadas de 1960 1970 cm especial atingiram o ensino da ensinada no Colegial, passava a não ter mais fundamento filosófico. A filoso- ENSINO DE ria. Tratava-se da seguinte questão: como conciliar estruturas curriculares de- fia da história consiste na interpretação do processo histórico como demons- ENSINO DE masiadamente herança dos tempos de Capanema, com as exi- tração de um sentido, de uma direção única e inexorável do trajeto da huma- HISTÓRIA gências técnicas da economia que iniciava o processo de globalização? Como nidade ao longo do tempo, em direção a um fim. Dessa perspectiva, toda ENSINO DE fazer do Brasil um potência tecnológica e industrial, se seu sistema escolar Filosofia da História, seja ela religiosa ou materialista, é escatológica, isto é, ENSINO DE HISTORIA NO continuava livresco e bacharelesco, sem cuidados quando à formação de mão- opera com a idéia de término do processo histórico em um ponto ideal de HISTÓRIA NO BRASIL de-obra tecnicamente qualificada? chegada para a humanidade. BRASIL... A resposta a essa questão iniciou-se na década de 1960 e completou-se Não se pode obliterar que o "antigo" ensino de História possuía um com Lei 5692/71: diminuiu-se o espaço do ensino da História, e também o sentido fosse ele positivista ou católico. Tanto para Charles da Geografia, em favor de disciplinas mais (Matemática, Física, etc.). Seignobos, como para Jonathas Serrano, por exemplo, o sentido evolutivo Entretanto, mesmo a Lei 4024/61 não equacionou o problema de modo a do processo histórico era evidente e inelutável, e o ensino da História deveria resolver a questão posta pela necessidade do ensino técnico. Suas diretrizes, revelar essa evolução. mesmo ocorria com a interpretação da história base- ainda bastante humanistas, não estavam mais consoantes às necessidades de ada no materialismo histórico, que previa uma evolução da sociedade em se formarem contingentes expressivos de técnicos, engenheiros e outros pro- direção ao socialismo. Menotti Del Picchia Paulo fissionais que Estado brasileiro pós-1964 entendia serem necessários para As bases desse ensino foram então consideradas "filosóficas demais" e a notti del Picchia (São Aos 13 anos de transformar a Nação em potência industrial. Por essa razão, Afro do Amaral proposta vigente após 1971 delas se livrou. Concentrou-se na tentativa de editou o jornalzinho Fontoura, justificando as reformas da década de 1970, iria dizer que embora formação técnica dos alunos, visando à aceleração do processo de inserção do Integralismo: A Ação Integralista em Pouso nele inserindo primeiras produções literá- a Lei 4024/61 devesse ser reconhecida pela sua proposta, o mundo moderno Brasil nos marcos da sociedade moderna além de reforçar o repúdio às teorias Brasileira foi um movimento po- lítico de inspiração fascista fun- Viveu cidade do não comportava mais tantos filósofos e doutores em humanidades. políticas de esquerda. dado cm 1932 por Plínio Salga- interior paulista. onde editou (FONTOURA, 1972). do. Os integralistas defendiam a ca sua obra de maior re- A compreensão das novas bases e direcionamentos dos currículos de formação de um Estado Nacional É autor de romances, contos novelas en- Na década de 1970 o ensino da História e Geografia, como discipli- História permite elucidar um ponto crucial: a falta de fundamentos filosófi- centralizado c hierarquizado uso da força para manter a ordem peças de estudos nas autônomas, foi extinto do ensino de Grau e elas foram amalgamadas cos no estudo da História e dos Estudos Sociais não se devia apenas ao fato obras da literatura in- social. Seus membros promoviam fantil. jornais revistas, nos Estudos Sociais, de inspiração norte-americana, em obediência aos acor- de o Brasil estar sob o regime militar, mas também ao fato de a sociedade desfiles nos quais faziam a sauda- foi procurador geral dos celebrados entre o Governo Militar do Brasil e o Governo dos Estados ção fascista agitavam sua ban- capitalista liberal estar novamente em fase de ascensão e o mundo socialista do Estado de São Paulo, editor, cujo simbolo, a sigma, lem- diretor de banco de- Unidos (Acordos MEC - USAID). No entanto, no 2° Grau permaneceu o estar passando pelas reformulações da Glassnost e da Perestroika, numa reve- brava o emblema do nazismo putado estadual federal Perten- ensino da História e da Geografia. suástica. Opunham-se aos comu- lação explícita de suas crises internas. ceu às Academias Paulista nistas, c também a minorias co- sileira de Teve destacada aruação no movimento moder. A criação dos Estudos Sociais provocou um dano significativo ao en- Além dessas modificações, houve também alterações na carga horária mo judcus c negros. ARRUDA, José Jobson. total: época nista Participou da Semana de sino de História, ou melhor, a qualquer tentativa de levar o aluno a algum de ensino. As aulas de Estudos Sociais (quatro semanais, de a série do moderna São Moderna. sendo mesmo o tipo de raciocínio mais abstrato e inquiridor sobre a sociedade. Paulo: 1998. primeiro grau) eram reforçadas com duas aulas semanais de OSPB (Organi- seu orador oficial Suas crônicas no Correio Paulistano, de 1920 até 1930, constituem um "diário A idéia chave da proposta dos Estudos Sociais era bastante atraente: zação Social e Política do Brasil) e duas aulas de Educação Moral e Cívica. do modernismo". registrando, levar o aluno ao conhecimento da parte ao do todo; do conhecimento de sua Os livros didáticos adotados, além de problemas de linguagem, erros quase que quotidianamente, os rua, ao do seu bairro; deste ao de sua cidade e finalmente do mundo e das de ortografia e excesso de ilustrações e exercícios na forma de "questionári- as as lutas as desavenças da sua geração. relações que os homens estabeleceram ao longo do tempo até o presente. os", não raro apresentavam graves erros de conteúdo e de interpretação. Para forjar esse conhecimento foi proposto o entrelaçamento da Sociologia, Geografia e Em um resumo tristemente decepcionante, constata-se que, à falta de profundidade e densidade no ensino da História, os Estudos Sociais acres- assim a questão, as mudanças trazidas pela Lei 5692/71 aparen- centaram a falta de qualificação. temente significavam um enriquecimento porque os alunos do Grau, em Nesse contexto se configurou o "descolamento" entre a Academia e os especial os de a séries, poderiam apreender melhor e mais profunda- níveis médios de ensino, contexto em que as pesquisas que continuaram a ser mente o contexto social em que entanto, houve um real empo- brecimento do ensino, e isso por uma razão que se situa na esfera teórica e realizadas nas Universidades públicas, brasileiras e estrangeiras, não tinham 82 os seus resultados absorvidos pelos professores do ensino metodológica. A proposta pedagógica dos Estudos Sociais, comparada ao Cadernos 83 de Formação de Formação Digitalizado com CamScannerEntretanto, esse quadro motivou uma aproximação política entre a luta do homem, particularmente dos homens oprimidos, para a construção CADERNOS DE Academia os demais níveis de ensino, todos preocupados com a qualidade da cidadania. Foram estabelecidos três "cixos temáticos": CADERNOS DE FORMAÇÃO do ensino com o seu As discussões, que envolveram todos FORMAÇÃO os de ensino, se direcionaram para a de um projeto que 1) Terra e trabalho. recuperasse a especificidade teórica metodológica, tanto da Geografia, quanto 2) Indústria, urbanização e trabalho. ENSINO DE da História, voltasse para a formação da consciência crítica do ENSINO DE HISTORIA 3) História movimentos sociais; cidadania e direitos humanos. HISTORIA ENSINO DE A PROPOSTA DA CENP A proposta, no entanto, não obstante a sua concatenação e lógica in- ENSINO DE HISTORIA NO ternas, apresentava problemas relevantes na esfera teórica e metodológica. HISTORIA NO BRASIL Na década de 1980, no processo de abertura política, aproveitando-se BRASIL... Ao propor uma ruptura com ensino da História considerado tradicional, o da liberdade para poder estabelecer os currículos escolares, a projeto da CENP encontrou fortes resistências dos professores da rede de (Coordenadoria de Esrudos Normas Pedagógicas) da Secretaria da Educa- ensino em sua aplicação. Frustrava-se mais uma tentativa de fazer do ensino ção do Estado de São Paulo propôs alterações no ensino de História visando da História um processo de construção da cidadania. ao direcionamento desejado, e tentou a sua operacionalização a partir de um novo fundamento: o abandono da concepção evolutiva do processo his- tórico. HISTÓRIA E CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA Reforma Capanema: Durante Talvez já anunciando uma vinculação às propostas da historiografia o que é o cidadão? gestão de Gustavo Capanema no francesa e do marxismo inglês, que se consubstanciavam na Nova História, a Ministério da Educação foi pro- Essa é uma pergunta que nem mesmo os Curriculares Na- mulgada, em 9 de abril de proposta da datada de 1987, abandonou o conceito de "processo cionais da década de 1990 conseguiram responder, embora também insistam Acordos As Lei Orgânica do Ensino Secun- histórico" e a cronologia que lhe é inerente e, em seu lugar, propôs uma nesse tema. Assim, depreende-se da leitura, tanto dos documentos oficiais, ticas de educação para jovens conhecida como abordagem diacrônica da história, centrada no estabelecimento de "eixos adultos definidas no regime mi- Reforma Por quanto da bibliografia indicada, que conceito de cidadania estava restrito foram no ensino se- temáticos". litar, pós devem ser com- cundário um primeiro de aos direitos políticos ser eleitor e ser elegível. preendidas em um contexto mais amplo. Durante esse quatro anos de duração, deno- Com essa atitude, buscava-se não mais ensino no encadea- Essa constatação remete diretamente ao projeto elaborado pelos repu- MEC firmou com a minado um segundo ciclo de anos. Esse último mento dialético inerente ao movimento histórico e que se expressava numa blicanos históricos e implementado após 15 de Novembro de 1889. entu- "Agency for International os conhecidos passou a ter dois cronológica. Em seu lugar, foi proposto o tratamento de um tema tos: o curso siasmo pela educação e o otimismo pedagógico traduziam o projeto de alfa- acordos impri- transversalmente no tempo, para demonstrar a luta do povo pela reconquista mindo uma marca no desenvol- Os novos previstos na betizar a população brasileira de modo a constituir rapidamente um colégio vimento da educação daquele Lei dos direitos de cidadania e pela consolidação da sociedade eleitoral que desse sustentação ao regime republicano recém implantado. o tecnicismo, concep- pela predominancia do ção educacional surgida nos Es. pedismo, com valorização da cul- Por isso, Janotti afirmou que "nas propostas dos historiadores estava Os projetos das décadas de 1980 e os PCN, da década de 1990, ao tados com princi- tura geral Por in- fluência da Segunda Guerra embutida a concepção de que o ensino vinculava-se a um projeto ético-polí- empregarem O conceito de "cidadão" como referencial teórico, por certo não pios de produtividade, veio atender lei tico que impelia o cidadão à conquista da democracia." (JANOTI, 1998, p. faziam com o mesmo significado que a palavra possuía na Antiguidade orientações gerais do governo a educação militar para os alunos do sexo masculino. Reafirmou 45). Clássica. militar, de enfatizar as inovações organizacionais A caráter facultativo da educação religiosa obrigatório da educa- projeto da CENP teve a virtude de reintroduzir preocupações polí- Tratava-se, então, de garantir a todos a mais ampla participação educação serviço do binômio desenvolvi- moral recomendou ticas e filosóficas no ensino da História. O estudo do passado não mais seria vel no processo político, exigindo-se inclusive a retomada do processo demo- mento-segurança Entre ainda que educação das mulhe- res fosse em estabelecimento feito para demonstrar a sacralidade do presente, porém teria a função de crático nas eleições presidenciais. No entanto, indo além, passou-se a exigir programas criados dentro dessa para distinto daquele onde se educa- demonstrar o processo ininterrupto e ainda não concluído de construção da uma "cidadania social", isto é, a garantia de participação de todos no usufru- a educação de jovens adultos, vam os homens.http://www. cidadania e de conquistas dos inerentes ao homem. to dos bens produzidos na sociedade capitalista. Movimento Brasileiro de tização Lei htm Havia, portanto, no projeto, um caráter filosófico, a busca de um sen- De uma perspectiva estritamente pedagógica, a proposta pretendia es- 5692/71. José tido, de uma finalidade para o transcurso do homem no tempo. Segundo o tabelecer uma identidade entre o ensino e a pesquisa, uma atitude crítica em Gomes A politica educational para jovens cm Minas projeto, o processo histórico seria o processo de luta para a constru- relação ao saber constituído e uma crítica à periodização adotada nas escolas 1991-1996) http:// ção do "mundo superiores e nas escolas primárias e A proposta da CENP refletia o impasse da década de 1980. Ao mesmo No contexto desse projeto, estabeleceu-se que a demonstração preten- dida não poderia seguir as tradicionais trilhas da cronológica e tempo em que as crises do Leste Europeu anunciavam que o socialismo não 84 Cadernos geográfica dos fatos, mas que deveriam ser eleitos temas que explicitassem a era inexorável, constatação que colocava em dúvida a validade do marxismo Cadernos 85 de Formação de Formação Digitalizado com CamScannerque fôra uma das matrizes teóricas mais importantes para o estudo da histo- CADERNOS DE ria no Brasil, após Prado Jr.- a historiografia francesa, que também Os resultados dessa nova proposta ainda estão em maturação e só o FORMAÇÃO continuava a deixar suas marcas na produção dos historiadores tempo irá permitir uma análise mais aprofundada dos seus efeitos. Entretan- CADERNOS DE anunciava novos caminhos e novos métodos para a pesquisa e o ensino da to, algumas indagações são já pertinentes. FORMAÇÃO História. Por que se estuda História? Os PCN respondem "O estudo da ENSINO DE HISTORIA Por a proposta da CENP refletia esse momento Se, ria possibilita ampliar os estudos dos problemas ENSINO DE HISTORIA dentemente recusava-se a continuar as tradicionais trilhas de ensino e pes- Segundo os PCN, como parte integrante das Ciências a quisa, por outro lado não se sentia confiante em recorrer ao marxismo e não função da História seria possibilitar o entendimento dos problemas atuais, ENSINO DE HISTORIA NO encontrava ainda plenamente delineados os novos caminhos propostos pela basicamente aqueles que impedem a constituição da ENSINO DE BRASIL historiografia francesa, antes de mais nada, porque a maioria dos livros dessas NO aluno, como cidadão, partícipe e construtor de sua própria história, BRASIL... novas propostas ainda não tinham sido traduzidos no Brasil. deve entender esses problemas e o recurso metodológico para esse entendi- A proposta da CENP não teve longa duração, não chegando nunca a mento deve ser o estudo de temas elucidativos, estabelecidos a partir da pes- ser implantada plenamente, encontrando forte resistência por parte dos pro- quisa e da leitura crítica de fontes e bibliografia. fessores de História, especialmente os mais antigos. Posto assim o problema, duas questões emergem: Jaime Cordeiro entende que "a proposta da CENP foi resultado e fez o conhecimento histórico, tal como proposto pelos PCN, efetivamente parte dos conflitos sociais e intelectuais da época. Tornou-se inviável politi- leva o aluno à formação da consciência? camente e acabou sendo abandonada, pois os momentos sociais e a referênci- as políticas a que se referia deixaram de existir." (CORDEIRO, 1994, p. 22). As escolas públicas têm efetivamente condições estruturais necessárias e suficientes de modo a permitir o estudo da História com base nas pesquisas A interpretação de Jaime Cordeiro, sustentável até certo ponto, não bibliográficas e documentais? contempla todo o problema e provoca uma dúvida: a década de 1990 foi tão profundamente diversa da anterior, suas referências políticas tão outras que A implementação e funcionamento efetivo das propostas dos PCN não mais justificavam a proposta da Ou, além das mudanças no irão proporcionar os elementos para a resposta a essas questões. cenário brasileiro, deve-se também discutir mais profundamente os problemas e as contradições internas à própria proposta, como as acima Charles historiador (1854-1942). junta- apontadas, para se entender o fracasso do projeto da CENP? Mais ainda, não mente com Charles Victor Lan- seria conveniente indagar se as vinculações que se tem estabele- glois, um dos pilares da história dita cido entre os projetos políticos imediatos e o estudo da História, em especial no ensino médio, não retira a especificidade, o "em si" da pesquisa acerca dos processos históricos? Esse mesmo tipo de problema parece estar presente nas propostas para o ensino da História estabelecidas pelos Parametros Curriculares Nacionais, elaborados em decorrência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacio- nal, de 20 de dezembro de 1996. Em parte os PCN deram continuidade à proposta da da década passada, fundamentalmente quanto ao objeti- de fazer do ensino da História um instrumento de consolidação da cida- dania e quanto às suas bases Portanto, as bases políticas e filosó- ficas que estavam presentes na proposta da década de 1980 continuaram na década de 1990. No entanto, as novas propostas curriculares avançam em relação ao projeto da no que diz respeito à incorporação dos remas e direcionamentos História estabelecidos pela nova Historiografia conhecida como Nova ensino o cotidiano passou a ser incorporado ao currículo de estudos do estudos. médio e as festas e os hábitos ocupam lugar relevante nas matérias de 86 Cadernos Cademos 87 de Formação de Formação Digitalizado com CamScannerBIBLIOGRAFIA CADERNOS DE FORMAÇÃO ABUD, K. Currículo de História e políticas públicas: os programas de História do Brasil escola secundária. In, BITTENCOURT, C. M. (org.). o saber histórico na sala de aula. nas ed. São Paulo: Contexto, 1998. ENSINO DE APPLE, M. Ideologia Trad. Carlos Eduardo Ferreira de São Paulo: HISTÓRIA Brasiliense, 1982. BITTENCOURT, C.M.F (org.). saber histórico na sala de aula. Ed. São Paulo: Contexto, 1988. ENSINO DE Pátria, civilização e trabalho. São Paulo: Loyola, HISTÓRIA NO BRASIL. CAMPOS, C. In: RODRIGUES, J. L. Um retrospecto. 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