Prévia do material em texto
HANSENÍASE - doença infectocontagiosa crônica, que atinge principalmente o Sistema Nervoso Periférico e a Pele. - Doença de alta infectividade, porém, baixa patogenicidade (Muito contato, pouca doença) - Acomete mais o sexo masculino - Transmitida por via inalatória - Doença espectral, diante o mecanismo da imunidade Agentes etiológico ⇒ Mycobacterium Leprae, bacilo álcool-ácido resistente, fracamente gram-positivo, parasita intracelular obrigatório de macrógafos e células de schwann, formando globias, apresenta na sua cápsula o glicolípido fenólico (PGL-1), prefere ambientes com temperaturas baixas, com tempo longo de incubação. Essa bactéria não é possível de fazer o cultivo in vitro. Imunologia na Hanseníase ⇒ · Imunidade celular: é efetiva, forma granulomas através da atuação dos macrófagos, doenças localizada (Interleucinas 12, 2 e TNF alfa, interferon gama) · Imunidade humoral: não é efetiva, apresenta hipergamaglobulinemia, doença disseminada (Interleucina 4 e 10) *Infecção por HIV não altera a evolução natural da hanseníase nem a sua apresentação → Teste de Mitsuda: uma forma de avaliar clinicamente a forma imunológica expressada pelo paciente Aplicação dérmica de 0,1 ml do antígeno, avaliado de · forma precoce (Reação de fernandez, sem significado/ 24 a 48 hrs) · tardia (Reação de Mitsuda/ 28-30 dias) Quando positivo (> ou = a 5 mm) o paciente apresenta uma boa imunidade celular Não tem valor diagnóstico, somente prognóstico, contato e resposta Transmissão ⇒ doentes bacilíferos são transmissores Principal via de eliminação é através da via aérea superior (Contato íntimo) Área de pele e/ou mucosas podem ser vias de eliminação do bacilo Classificação de Madri ⇒ dois polos estáveis e opostos (virchowiano e tuberculóide) e dois grupos instáveis (indeterminado e dimorfo) Classificaçõa de Ridley e Jopling ⇒ TT, DT, DD, DV, VV Pela OMS, a forma paucibacilar é caracterizada no máximo por 5 lesões de pele 1 no máximo um tronco nervoso. Acima desses valores, a OMS caracteriza como forma multibacilar O período médio de incubação, em média de 5 anos *Forma tuberculois e indeterminada constituem as formas paucibacilares da hanseníase A manifestação inicial chamamos de Hanseníase indeterminada (MHI) (inicial)⇒ Máculas ou áreas circunscritas, hipocrômicas, com distúrbio de sensibilidade, sudorese e vasomotor, forma instável da doença, que pode evoluir para a cura espontânea ou para qualquer um dos polos da doença. Em geral essa forma é considerada Paucibacilar · MHI com poucas lesões + Teste de mitsuda positivo ⇒ boa imunidade celular · MHI com muitas lesões + Teste de mitsuda negativo ⇒ imunidade humoral ⇒ Polo virchowniano 1. Forma tuberculóide (polo da imunidade celular- efetiva): placas eritematosas ou acastanhadas, bem delimitadas, com contornos regulares ou irregulares, formando lesões anulares, circulares ou geográficas, além de alopécia. *Alteração de sensibilidade bem acentuada (1° Calor, 2° Dor, 3° Tato) *Distribuição assimétrica, poucas ou em pequena quantidade *Pequenos nervos espessados podem emergir das placas em raquete *Quanto melhor a resposta da imunidade maior a alteração de sensibilidade *Processos inflamatório nos nervos podem gerar abscessos neurais Pacientes com lesões em troncos neurais não tem somente alterações sensitivas como motoras e autonômicas⇒ Paresias Teste de Mitsuda positivo + Paucibacilar + Granulomas A doença ainda pode apresentar duas síndromes clínicas → Forma nodular da infância: pequenas pápulas ou nódulos castanhos ou eritemato-acastanhados localizados predominantemente na face de crianças entre 2 e 4 anos de idade. (Em crianças com contato próximo com algum doente bacilífero) → Forma neural pura: forma rara de hanseníase em que há espessamento e dano neural sem que haja lesão de pele (sinal da raquete). Diagnóstico difícil sendo necessário a biópsia do nervo. 2. Forma Virchowiana (Polo da imunidade humoral Th2- não efetiva causando hipergamaglobulinemia) ) Doença disseminada, com manifestações cutâneas e neurológicas Apresenta múltiplas manchas hipocrômicas de limites imprecisos Surge de forma insidiosa e progressivamente, eritematosas, ferruginosas e infiltradas Forma simétrica por toda a pele Lentamente a pele se torna toda espessada e infiltrada Ocorre infiltração da face e do pavilhão auricular Progressiva perda dos cílios e supercílios (Madarose) Infiltração de face e pavilhão auricular ⇒ Fácies Leonina Paciente apresenta anestesia em luva e em bota · Virchowiana: acometimento neural simétrico · Tuberculóide: acometimento neural assimétrico Existem duas variantes da hanseníase virchowiana: · Variedade histoide: múltiplas lesões nodulares pelo corpo que se assemelha a queloides · Hanseníase de Lúcio: infiltração difusa da pele, incluindo da face, sem formação de nódulos Teste de Mitsuda negativo + Baciloscopia positiva + Sem formação de granulomas + Multibacilares + Anticorpos anti-PGL1 (exame para avaliar a progressão da doença) 3. Forma dimorfa (muitas e bem delimitadas) Estão no meio do espectro entre humoral e celular Doença mais instável podendo migrar um pouco mais pra cada um os polos São os principais causadores de reação hansênica ⇒ Dimorfo-tuberculóide: semelhante a tuberculóide pura, lesões mais numerosas, com comprometimento de vários troncos nervosos. Baciloscopia negativa + Teste de Mitsuda fracamente positivo + Exame histológico com granulomas ⇒ Dimorfo-virchowiana: múltiplas lesões cutâneas polimórficas, podem se espalhar, são mal delimitadas e há pouca alteração de sensibilidade (Não tem infiltração difusa), acometimento de múltiplos troncos nervosos. Baciloscopia positiva + Teste de Mitsuda negativo + Multibacilar ⇒ Dimorfo-dimorfo: lesão cutânea em queijo-suíço, placas eritematosas, grau de anestesia no centro das lesões anelares e foveolares. Baciloscopia positiva + Teste de Mitsuda negativo *Paciente que inicialmente é paucibacilar, que apresenta baciloscopia positiva ou dois ou mais nervos espessados ⇒ Considera-se multibacilar O que são os estados reacionais? São decorrentes de uma exacerbação aguda da imunidade celular ou de acentuada formação de imunocomplexos · dimorfos são os que mais fazem estados reacionais Podem acontecer antes, durante ou depois do tratamento · Está em tratamento: terapia reacional e manter o tratamento · Não está em tratamento: iniciar tratamento e terapia reacional · Após o tratamento: somente a terapia reacional ⇒ Reação hansênica do tipo I · + em pacientes DT e DD (relacionada a reação celular) · Lesões pré-existentes tornam-se mais inflamadas (Eritema intenso, dolorosas, elevadas e as máculas tornando-se placas), com surgimento de + lesões · Pode apresentar descamação e até ulceração · Cursam com edema dos pés e das mãos · NÃO apresenta sintomas sistêmicos · Principal complicações é a neurite, levando a paralisia súbita e perda de função ⇒ dor a palpação, sensibilidade local, dor espontânea, paralisia súbita Tratamento: Prednisona 1 mg/kg/dia, antidepressivos tricíclicos associados a clorpromazina ou carbamazepina, reavaliado semanalmente ou quinzenalmente ⇒ Reação hansênica do tipo II ou eritema nodoso hansênico · Depósitos imunocomplexos · Em pacientes com DV, VV · Em geral em volta do sexto mês de tratamento · Caracterizada pela presença de sintomas sistêmicos, queda do estado geral, febre e dores no corpo · Surto mais curto do que o tipo I Complicações: hepatoesplenomegalia, neurite, orquite, artrite, irite e iridociclite. · Pele → surgimento de múltiplas pápulas, placas e/ou eritematosos que são dolorosos ao toque e distribuem-se por todo o tegumento, tem margens mal definidas, e espalhada de forma difusa no elevador, pode ser ulceração extensa da pele. · Laboratório → leucocitose com neutrofilia, aumento de provas inflamatórias (PCR e VSH), autoanticorpos (FAN), aumento das bilirrubinas e transaminases, além de hematúria e proteinúria. Tratamento: Talidomida 100 a 400 mg/dia + Prednisona 1 mg/kg/dia (quando comprometimento neural)⇒ Fenômeno de Lúcio: ⇒ vasculite por intensa quantidade de bacilos vivos · Quase sempre antes do tratamento e não advém de imunidade celular ou imunocomplexo · Intensa quantidade de bacilos íntegros no endotélio vascular, acarretando uma vasculite leucocitoclástica e necrose da arteríolas · Surgimento de lesões eritemato-purpúricas irregulares e poligonais · Pode haver infecção bacteriana secundária, principalmente por Pseudomonas aeuriginosa Como fazer o exame dermatoneurológico? Perda de sensibilidade de 1° calor → 2° dor → 3° tato Realizar o teste de sensibilidade térmica Realizar o teste de sensibilidade dolorosa Realizar teste de sensibilidade tátil *Teste da histamina: aplicado um gota de cloridrato de histamina, com um furo central com a agulha, depois de 20 segundos surge eritema pequeno, 20 a 40 s halo eritematoso, de 1 a 3 min com urticária, com tríplice reação de Lewis. Na lesão hansênica a prova da histamina é incompleta. Não ocorre o eritema reflexo secundário por comprometimento das terminações nervosas, observando-se somente o eritema discreto no local da puntura *Prova da pilocarpina: pincelada com tintura com iodo, injeta a pilocarpina e polvilha-se com amido e pele testada, se anormal o amido vai continuar branco, caso normal fica azul. ⇒ Avaliação dos troncos nervosos: Inspeção e palpação da face (Simetrias, infiltrações, endurecimento) Principais nervos que devem ser palpados → O grau de incapacidade física varia de: 0 ⇒ Força e sensibilidade dos olhos, mãos e /ou pés normais até 2 ⇒ Deficiências visíveis em olhos, mãos e/ou pés Quando fazer avaliação neurológica? A cada 3 meses se não houver queixas específicas, sempre que houver alguma queixa neurológica, durante os estados reacionais e momento da lato do paciente. Exames complementares · Baciloscopia: especificidade de 100%, não é obrigatória, realizado com raspado dérmico, coletado no lóbulo auricular direto, lóbulo auricular esquerdo, cotovelo direito e da lesão suspeita. Faz uso de método Ziehl-Neelsen (> 6) · Teste sorológico: Dosagem do anticorpo IgM anti PGL-1 → Pacientes virchowianos (Resultado negativo não exclui o diagnóstico) Diagnóstico ⇒ eminentemente clínico Deve ter pelo menos um dos 3 critérios abaixo: · Lesões e/ou área da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil · Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas · Presença de bacilos M.leprae, confirmada na baciloscopia do esfregaço intradérmico ou na biópsia de pele Tratamento ⇒ · Para iniciar o tratamento, precisamos definir se é paucibacilar ou multibacilar · Drogas padrão ⇒ Rifampicina, Dapsona e Clofazimina ⇒ PTQ-U · Segunda linha ⇒ Ofloxacina 400 mg e/ou minociclina 100 mg e Minociclina Cartelas individuais que contêm a dose mensal supervisionada e as doses diárias auto administradas, existindo as cartelas para adulto e população. Uma vez ao mês → Rifampicina 600 mg + Dapsona 100 mg + Clofazimina 300 mg Doses diárias → Dapsona 100 mg/dia + Clofazimina 50 mg/dia Diferença dos pauci e multibacilares são o tempo de tratamento · Paucibacilar: 6 doses em 9 meses *Em seguida são submetidos a avaliação dermatológica, neurológica simplificada e o grau de incapacidade física e receber alta por cura · Multibacilar:12 doses por 18 meses *Caso ainda apresentem evidência da doença, encaminhados para centro de referência Critérios de alta: Recidiva ⇒ Em geral após 5 anos da alta por cura Importante saber diferenciar a recidiva e a reação hansênica (em geral somente até após 3 anos de alta por cura) Pacientes com recidivas deverão ser retratados Pacientes que fizeram uso incompleto ou irregular do tratamento, e apresentam sintomas, é uma insuficiência terapêutica. Avaliação e conduta dos contatos Objetivo é realizar diagnóstico precoce e quebrar a cadeia de transmissão da doença Todos que tiveram contatos íntimos, devem ser investigados Aqueles que não possuem sinais da doença devem ser submetidos ao teste rápido imunocromatográfico para detecção de anticorpo IgM (anti- PGL-1) · teste rápido positivo devem ser submetidos uma vez por ano a exame dermatoneurológico completo por 5 anos · testes negativos devem ser orientados a realizar autoexame e realizar ao serviço de Saúde se surgimento de alguma alteração suspeita. Algumas pessoas têm indicação de vacina BCG: *Contatos da hanseníase com menos de 1 ano de idade, já comprovadamente, vacinados, não precisam de reaplicação da dose. *HIV têm maior chance de reações rancêmicas *Quando associado com TB, manter o esquema da tuberculose + hanseníase *Gravidez não contraindica o uso de PQT, nem aleitamento Grau de incapacidade ⇒ 0 a 2 dois para cada olho, mão e pé ⇒ total de 6 Grau 0: nenhuma incapacidade Grau 1: perda da sensibilidade nas mãos ou nos pés ⇒ perda geral e não no local da lesão Grau 2: lesão ou incapacidade visível Olhos→ lagoftalmo e /ou ectópico, triquíase, opacidade corneana central, acuidade visual menor Mãos → lesões tróficas, traumáticas, garras, rabsorção, mão caída Pés → lesões tróficas, traumáticas, garras, reabsorção, pé caído MICOSES Leveduras ou micélio Maioria dos fungos invasiscos são leveduras (unicelulares) → micoses profundas ⇒ assexuada por brotamento Micélio são multicelulares, comum em micoses superficias ⇒ sexuada como assexuada Infecções fúngicas podem ser classificadas de acordo com o nível de invasão tecidual: · Micoses superficias · Mucosas cutâneas · Micoses subcutâneas · Micoses profundas ou sistêmicas 1 Micoses superficias e cutâneas *poupam mucosas Superficias não provocam resposta inflamatória histopatológica ⇒ Ceratofitoses ⇒ proliferam na camada córnea da pele ou sobre o haste dos pelos Cutâneas provocam mudanças patológicas ⇒ Dermatofitoses ⇒ consome queratina para nutrição 1.1 Ceratofitoses Superficial Pitiríase vesicolor Malassezia furfur → levedura Clima úmido e quente Lesões assintomáticas → manchas ou máculas, múltiplas e confluentes → cor variável Descamação furfurácea → Sinal de Besnier (unha), Sinal de Zireli (Esticar a pele) Inibe a formação de melanina Exame da luz de Wood TTO: Couro cabeludo ⇒ Sulfeto de selênio a 2,5% XAMPU por 4 semanas Tioconazol 1% loção, Isoconazol 1% loção, Cetoconazol 2% 1 x ao dia por 4 semanas + xampu de cetoconazol Oral ⇒ cetoconazol 200 mg/dia por 10 dias, itraconazol 200 mg/dia por 5 dias, Fluconazol 150 mg/semana por 3 semanas *cuidado com o metabolismo hepático Tínea negra Hortae weneckii, fungo pigmentado · extrato córneo palmar Assintomático com mácula acastanhada ou enegrecida Mais crianças do sexo feminino Exame direto + KOH 10% com hifas escuras TTO: Ceratolíticos ⇒ ácido salicílico creme 0,1% Antifungicos tópicos Usar até cura clínica e + 2 semanas Piedra niegra Piedraia hortae Áreas tropicais como a amazônia TTO: corte do cabelo + imidazólico tópico Piedra branca Trichosporum beigelii (tbm causa onicomicose) · pelos genitas e barba TTO: corte de cabelo + imidazólico tópico ou sistêmicos Pitiríase rósea de Gilbert Sazonal, parece ser viral Lesão em rosadas Poupa face e extremidades Lesões seguem em direção a costela ⇒ aspecto de pinheiro Cura-se espontaneamente 1.2 Dermatofitoses Microsporum, Trichophyton, Epidermophyton Solo, animais e homem Contágio por contato direto ou indiretamente Fatores com efeito antifúngico: transferrina insaturada ligada ao férrico ´serica, alfa-2-macroglobulina no soro, ácidos graxos Diagnóstico por raspagem das lesões ou hifas em KOH 10% Tinea capitis Couro cabeludo Microsporum ou trichophyton Quebra a base do cabelo ⇒ alopécia local Pode acometer haste ou cutícula · em crianças 4-14 anos ⇒ Tinea capitis tonsurante Microsporum canis e trichophyton tonsurans Incubação de 10-14 dias Alopecia focal, descamativa, com ou sem eritema Evolução crônica Forma aguda ⇒ Quérion ⇒ placa elevada, dolorosa, pústulas Exame micológico direto e exame da luza de wood TTO: Griseofulvina 10-15 mg/kg/dia por 8 a12 semanas, Terbinafina por 4 a 8 semanas Quérion ⇒ permanganato de potássio 1:40.000 ⇒ Tinea capitis fávica Trichophyton schoenleinii e Microsporum gypseum Lesões crostosas crateriformes (Godet) → descamação → supuração Alopécia definitiva Exame da luz de wood e exame micológico TTO: Griseofulvina 10-15 mg/kg/dia por 8 a 12 semanas, Terbinafina por 4 a 8 semanas Tinea Barbae Trichophyton rubrum · Inflamatório (querion), herpes circinado (lesões anulares com vesiculas), Sicose de barba (foliculite bacterina) Tinea Corporis Trichophyton rubrum, Microsporum canis Impingem Pode ser vesiculosa, anular ou em placas Pruriginoso Exame micológico direto TTO: Antifúngicos tópicos (creme 1 %) durante 2 a 4 semanas Disseminado ou refratário → antifúngicos sistêmicos Terbinafina ou Ciclopirox Tinea Cruris/ Coceira do Dhobi Trichophyton rubrum, Epidermophyton floccosum Região perineal ou iguinocrural, em geral bilateral Lesões eritematoescamosas Poupa a bolsa escrotal e não tem lesões satélite TTO: Antifúngicos tópicos (creme 1 %) durante 2 a 4 semanas Disseminado ou refratário → antifúngicos sistêmicos Tinea pedis e manuum Trichophyton rubrum, Epidermophyton floccosum · Intertriginosa: descamação, maceração e fissura entre os dedos · Vesicobolhosa: + aguda · Escamosa: crônica, eritematodescamação TTO: antifúngicos tópicos por 2-3 semanas Acomete mãos, + acometimento ungueal Uso de antifúngicos sistêmicos por 6 semanas Tinea unguium/onicomicose Trichophyton rubrum, Epidermophyton floccosum Unhas grossas, opacas, amarelo esverdeadas, frágeis Quando apresenta fendas suspeitar de candida · em idosos devido a menor taxa de crescimento TTO: antifúngicos sistêmicos via oral + terapia tópica · Amorolfina 5% esmalte para unhas 1 x por semana · Tioconazol 28% solução para unhas · Ciclopirox olamina 8% em esmalte Sistêmica 6 semanas mãos Sistêmica 3-4 meses pés · Terbinafina 250 mg/dia · Itraconazol 200 mg/dia Candidíase cutâneo-mucosa Existem 13 espécies capazes de infectar o ser humano Candida albicans, C. tropicalis, C. parapsilosis e C. guillermondii Umidade local é um importante fator predisponente Imunidade celular e falha nas barreiras defensivas Fatores intrínsecos: extremos de idade, endocrinopatias, gravidez, doenças imunológicas, neutropenia Fatores extrínsecos: uso de dentaduras, ATB, antineoplásicos, corticóides, procedimentos cirúrgicos, anticoncepcionais Fatores menores: umidade, traumatismo e sudores ⇒ Candidíase oral Forma mais comum, principalmente no período neonatal Placas branco-cremosas, pode ter aspecto eritematoso ou enegrecido, podem ser removidas ⇒ Queilite angular Ângulos da boca feridos ⇒ fissuras, eritema e descamação Comum no desnutrido e anemia ferropriva Paicentes desdentados ⇒ Candidíase genital · Vulvovaginites: gravidez, ACO, DM, ATB, irritação mecânica ou químicas, placas esbranquiçadas e pruriginosas com leucorreia ⇒ exame direto com KOH 10% · Balanopostite: idosos, obesos, higiene inadequada, não circuncidados, eritema, edema, prurido e ardor ⇒ Candidíase intertriginosa Regiões de dobras → + obesos e diabéticos + falta de higiene Lesões eritematosas, úmidas, exsudativas, pode ter erosões ou fissuras → + lesões satélite Prurido e ardência ⇒ Candidíase folicular: parece uma foliculite bacteriana ⇒ imunossuprimido e DM ⇒ Candidíase da região dos fraldas Retenção de urina e fezes → umidade e maceração local Satelitose da candidíase ⇒ Candidíase ungueal Comum em diabéticos, desnutricos, retirada de cutícula, contato contínuo com a água Eritema e edema doloroso → paroníquia ⇒ Candidíase mucocutânea crônica Defeitos genéticos → função leucocitária ou sistema endócrino TTO Terapia antifúngica tópica · Oral ou orofaríngea → nistatina suspensão oral 100.000 U/ml 2 x por dia, bochechar e engolir 2 x por semana · Vulvovaginite e balanopostite → Nistatina creme vaginal ou dose única de fluconazol 150-300 mg · Intertriginosa, fraldas e queilite → antifúngicos imidazólicos → Fluconazol droga de escolha 150 mg/ semana por até 24 semanas 2 Micoses subcutâneas Inoculação do fungo pelo solo ou plantas → via transdérmica Lesõa papulosa/nodulosa → absceder e ulcerar Pode progredir pelo sistema linfático ou por contiguidade 2.1 Esporotricose Sporothrix schenckki Inoculação traumática → Quadro local Aspiração do fungo → Quadro respiratório → Quadro sistêmico Pode afetar outros animais ⇒ + gatos Cutânea: cutâneo-linfático, cutâneo-localizada e cutâneo-disseminada Extracutânea: pulmonar e osteoarticular → Cutâneo-linfática Nódulos → cordão ascendente → ulceração + em áreas expostas → Cutâneo-localizada Nodulação → ulceração → purulento + em face e orofarínge Crescimento dentrífugo por contiguidade Boa resposta do tipo celular ao agente → Cutâneo-disseminada Inoculação transcutânea Disseminação hematogênica Lesões disseminadas → Forma extracutânea Ingere ou inala o fungo, ou ainda por disseminação hematogênica Subtipo osteoarticular, mono ou oligoartrite → cotovelos, tornozelos, joelhos e punhos DD⇒ P paracoccidioidomicose L leishmaniose E esporotricose C cromomicose C CEC T tuberculose Diagnóstico a partir do fragmento do tecido ou do exsudato da lesão → cultivado em ágar sabouraud de 5 a 21 dias Intradermarreação com esporotriquina: sua negatividade apenas indica ausência de resposta imune celular contra o fungo, não descarta Exame histopatológico: formação de granuloma na derme, quanto mais antiga pior de encontrar o fungo TTO Solução saturada de iodeto de potássio via oral 5 gts de 8/8 hrs com as refeições · Aumentar diariamente a dose em uma gota por tomada até a tolerância · Dose máxima de 20 gts de 8/8 hrs Itraconazol 100-200 mg/dia Forma extracutânea: Itraconazol 200-400 mg/dia ou Anfotericina B lipossomal infusão lenta de 3-5 mg/kg/dia em 2 hrs (dose máxima 800-2950 mg) Deve ser mantida por pelo menos 1 mês após cura Gestantes podem usar somente anfotericina B 2.2 Cromomicose Fungo que produz pigmento com cor acastanhada Principal agente: Fonsecaea pedrosoi e Cladosporium carrionii Brasil tem o maior número de casos no mundo Vive no solo, vegetais e materiais em decomposição · em MMII · Inoculção transcutânea direta de forma traumática Meses após o trauma ⇒ Pápula verrucosa que cresce por contiguidade ⇒ Placa verrucosa + pontos enegrecidos (ricos em parasitas) Complicações: linfedema crônico, elefantíase, CEC Diagnóstico: Isolamento e identificação do fungo pela crosta, fragamento de tecido e exsudato , exame direto pode levar a suspeita clínica TTO não tem boa resposta Medidas cirúrgica + itraconazol na dose 200-400 mg/dia 2.3 Lobomicose/ Doneça de Jorge Lobo/Blastomicose queloideana Brasil com o maior número de casos dessa doença → Loboa loboi *ainda não conseguiu ser isolado em cultura Áreas com temperatura elevada e alta pluviosidade Inoculação traumática via transepidérmica → incubação de meses a três anos Doença identificada em humanos e golfinhos Afeta mais áreas expostas Forma queloideana, assimétricos, unlaterais e coalescem Diagnósticos por exame direto, exame histopatológico com reação granulomatosa com muitos histiócitos e fibrose TTO: Cirurgia + Clofazimina pós por 1-2 anos 2.4 Micetoma Quadro crônico de acometimento de pele e subcutâneo Pode ter aumento por contiguidade Tríade: aumento de volume, presença de fístulas, eliminação de grãos Inoculção traumática transcutânea → + em extremidades de membros Principal agente no Brasil Madurella mycetomatis Não é possível diagnosticar com certeza a natureza fúngica ou bacteriana de um micetoma somente no exame físico Infecção crônica, fibrosante e de longa duração Massa endurecida pela fibrose e eliminação de exsudato contendo grãos TTO Avaliar o status nutricional e receber suporte nutricional + avaliação de partes ósseas + drenagem do pus + desbridamento cirúrgico 2.5 Feoifomicose Fungos com hifas septadas, toruloides e pigmento acastanhadoAssociada a coença debilitante ou imunossupressão Exophiala jeansselmei, Wangiella dermatitidis, Cladosporium bantianum Forma cutânea: Exophiala jeansselmei, Wangiella dermatitidis → Trauma ou inoculação, mais em áreas expostas → forma de nódulos cisto ou abscesso Forma sistêmica: Cladosporium bantianum → Infecção portunista, contraida por inalação, contaminação cirúrgica, infusão Exame direto: hifas acastanhadas e toruloides Exame histopatológico + cultura ⇒ maior sensibilidade TTO Ressecção ou drenagem cirúrgica e anfotericina B ou fluconazol → deve penetrar no sistema nervoso central 2.6 Zigomicoses Ordens: Mucirakes e Entomophthorales Incomum → + imunodeficientes Resistentes a níveis de pH baixos Capacidade de invadir os vasos sanguíneos provocando trombose vascular e necrose tecidual Anfotericina B ⇒ sistêmico → mucormicose Entomoftoromicose ⇒ Cetoconazol ou Itraconazol 3 Micoses profundas 3.1 Paracoccidioidomicose + crônica acometimento mucoso, em lesões gengivais e orofaringe Erosão com pontilhado hemorrágico → Estomatite muriforme de Aguiar Pupo → Torna-se vegetante Com acometimento de linfonodos regionais Face é a mais acometida, disseminação ocorre por via hematogênica Espera-se lesões pulmonares, linfonodomegalia e lesões de outros órgãos Diagnóstico por isolamento do fungo dos tecidos · Exame direto, cultura e histopatológico · IgM e IgG anti-P brasiliensis ⇒ útil para diagnóstico e atividade da doença Cura radiológica, estabilização da imagem com dois rx em um intervalo mínimo de 3 meses sem alteração Cura imunológica, negativação ou estabilização dos títulos ( 5 mm de diâmetro (teste positivo) TTO Antimonial pentavalente (N-metilglucamina ou meglumina) 15-20 mg/kg/dia IM ou IV 10-30 dias *não pode ser usados gestantes *intralesional: 3 cm, não sendo na cabeça e regiões periarticulares Miltefosina 50 mg VO → Leishmania braziliensis Forma mucosa: Pentoxifilina + antimonial pentavalente HIV: desoxicolato de anfotericina B 50 anos, IRA, ICC e IH, transplantados renais, gestantes ⇒ Anfotericina B lipossomal 5 Tuberculose Tuberculosis, Bovis, bacilo BCG e Africanum Lesões de fundo granulomatoso + necrose caseosa → Lúpus vulgar Forma crônica Adultos PPD positivos TB pós-primária + em face Lesão inicial = mácula, pápula ou nódulo vermelho ascastanhado → atrofia central + ulceração Vitropressão apresenta cor amarelada tipo geleia de maçã Diagnóstico → Histopatológcio + exame bacteriológico → Tuberculose verrucosa TB cutânea por inoculação Comum em trabalhadores de laboraório Lesões papulares → Placas verrucosas excêntricas → Atrofia central Diagnóstico → Histopatológico + cultura → Escrofuloderma TB coliquativa Forma mais comum Região submandibular, cervical e/ou supraclavicular Invasão bacilar por contiguidade → linfadenite Diabgnóstico → Histopatológico + Baciloscopia positiva + Cultura → Cancro tuberuloso TB primária de inoculação 3 -4 semanas do evento → pápula ou nódulo inflamatório → ulceração → Cronificar Linfadenite satélite Diagnóstico → Baciloscopia da secreção ou cultura PPD reator durante o progresso da doença → Reação ao BCG Pode evoluir para lesões locais → Tubercúlides Reação de hipersensibilidade a distância · Papuloncrótica (pápulas que se pustulizam/deixa cicatriza), Eritema indurado de Bazin (Tipo um eritema nodoso), Liquenoide image4.png image2.png image9.jpg image3.png image12.jpg image11.jpg image5.jpg image10.jpg image6.jpg image1.png image7.jpg image8.jpg