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456 Caderno de questões de Direito Tributário Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulga- ção, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. § 1º Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 199, os seguintes: I – Requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; II – Solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo adminis- trativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa. § 2º O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pú- blica, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que forma- lize a transferência e assegure a preservação do sigilo. § 3º Não é vedada a divulgação de informações relativas a I – Representações fiscais para fins penais; II – Inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública; III – parcelamento ou moratória. Observamos que o CTN prevê duas hipóteses de exceção para a guarda do sigilo fiscal: situações de transferência do sigilo (§ 1º, I e II) e situações de divulgação das informações (§ 3º). Nas situações previstas no § 1º, I e II, não há divulgação das informações. Ocorre apenas a trans- ferência do sigilo, passando a autoridade que recebeu as informações a responder pela sua guar- da. Se enquadram nessa situação a requisição de autoridade judicial e a solicitação de autoridade administrativa no curso de investigação em processo administrativo regularmente instaurado. Acontece que o CTN prevê hipóteses em que o sigilo deixa de existir e as informações podem ser divulgadas, inclusive com publicação na imprensa oficial. São as informações relativas a: • Representações fiscais para fins penais • Inscrição em Dívida Ativa • Parcelamento ou Moratória. Logo, dada a possibilidade expressamente prevista no CTN, temos por correta a assertiva. Não obstante, vale lembrar que há muita discussão doutrinária e judicial acerca da constitucio- nalidade do § 3º. De qualquer forma, em se tratando de prova, vale o disposto no CTN. Alternativa E – Correta. O CTN dispõe em seu art. 204 que a dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez. Com efeito, podemos verificar que o CTN atribuiu à dívida inscrita a presunção de certeza e liqui- dez. Essa presunção decorre do princípio de legitimidade, atributo de todos os atos administrativos. Presunção de certeza diz respeito à existência da dívida. Logo, uma vez inscrita, a dívida pre- sume-se existente. Presunção de liquidez diz respeito ao valor da dívida. Assim, para o débito inscrito presume-se a veracidade ou exatidão do seu valor, objeto de cobrança. Gabarito: C