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EXPEDIÇÃO
Prepare-se para estudar as maiores 
economias da América Latina: México, 
Argentina e Brasil. No Percurso 17, 
você vai entender como esses países 
chegaram a essa posição e quais 
fatores contribuíram para que, 
ao longo do século XX, ocorresse 
seu desenvolvimento industrial. 
Nos percursos seguintes, você estudará 
as regiões naturais, além de aspectos 
populacionais e econômicos do 
México e da Argentina. Também 
conhecerá os impasses e as soluções 
que acompanharam a delimitação 
das atuais fronteiras e limites 
entre o Brasil e os países platinos 
e compreenderá sua integração 
econômica por meio do Mercosul 
(Mercado Comum do Sul).
5América: países 
emergentes
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México, Argentina 
e Brasil: da 
industrialização 
tardia à inserção 
global
México
Argentina
Brasil: conflitos 
e cooperação 
na Bacia Platina
17
18
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20
PERCURSOS
Verifique sua bagagem
1. Você sabe por que o México, 
a Argentina e o Brasil são 
chamados de países emergentes?
2. O Brasil se relaciona 
economicamente com a 
Argentina, o México e outros 
países da América Latina?
Em 1519, Fernão Cortez, liderando uma expedição espanhola, invadiu o 
território do atual México e, aliado aos inimigos dos astecas, ocupou a ca-
pital do Império Asteca, Tenochtitlán, em 1521. À conquista juntaram-se 
as epidemias e a desestruturação econômica do Império, provocando sua 
ruína, além de um grande despovoamento (em 1519, a população estimada 
era de 11 milhões e, em 1600, de apenas 2,5 milhões). Na foto (2013), 
a imensa praça (Zócalo) no centro da Cidade do México, capital do país, 
com a catedral católica, erguida sobre as ruínas do templo mais importante 
de Tenochtitlán, e o Palácio do Governo, erguido sobre a residência de um 
chefe asteca.
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1. Em decorrência de certas características 
que apresentam: considerável industrialização, 
crescimento econômico, atração de investimentos 
estrangeiros e domínio de alguns setores avançados 
de ciência e tecnologia, entre outras. A terminologia 
“emergentes” mascara a realidade social ainda 
encontrada nessas três sociedades: pobreza de 
grandes parcelas da população, problemas graves 
de habitação e de saneamento básico, como 
também desigual distribuição da riqueza entre as 
suas classes sociais, entre outros problemas. 
2. Espera-se que o aluno reconheça a Argentina 
como importante parceiro comercial do Brasil, 
mencione o Mercosul e perceba que o México e os 
demais países latino-americanos mantêm relações 
comerciais com o Brasil.
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PERCURSO
17
Das economias 
representadas no mapa, 
quais delas ocupam o 
primeiro e o segundo 
lugares quanto ao PIB? 
Quais são seus valores?
México, Argentina e Brasil: 
da industrialização tardia 
à inserção global 
 As maiores economias da América Latina
No conjunto dos países latino-americanos, México, Argentina e Bra-
sil formam um grupo à parte: são os chamados países emergentes. Suas 
economias estão entre as maiores do continente americano ao sul dos 
Estados Unidos, incluindo o Caribe, e representaram cerca de 68% do 
Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina em 2014 (figura 1). Ape-
nas a economia mexicana supera a soma do PIB das economias dos pa-
íses da América Central e da América Andina. Em 2014, o PIB brasileiro 
foi de aproximadamente 2,3 trilhões de dólares, o do México, de 1,3 tri-
lhão, e o da Argentina, de 540 bilhões.
1 
Figura 1. América Latina: Produto Interno Bruto – 2014
Fontes: elaborado com base em Banco 
Mundial. 4.2 World Development 
Indicators: Structure of output. 
Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2015; 
FERREIRA, Graça M. L. 
Atlas geográfico: espaço mundial. 
4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 71.
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América Andina
Conjunto de países onde 
se localiza a Cordilheira 
dos Andes: Venezuela, 
Colômbia, Equador, Bolívia, 
Peru e Chile.
MÉXICO
1.282,7
COSTA
RICA
COLÔMBIA
VENEZUELA
TRINIDAD E TOBAGO
PERU
BRASIL
2.346,1
CHILE
ARGENTINA
540,2
0°
70° O
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
EQUADOR
TRÓPICO DE CÂNCER
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Produto Interno Bruto 
(em bilhões de dólares)
300
100
Sem dados
10
830 km
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Brasil, com 2 trilhões, trezentos e 
quarenta e seis bilhões e cem milhões 
de dólares; e o México, com 1 trilhão, 
duzentos e oitenta e dois bilhões 
e setecentos milhões de dólares.
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 A industrialização tardia
A diversificação econômica atual de México, Argentina e Brasil se 
deve, entre outros fatores, ao fato de terem assumido, no passado, a 
dianteira na industrialização de suas economias em relação a outros 
países latino-americanos. 
Com África do Sul, Índia e China, esses países são denominados países 
de industrialização tardia ou retardatária, pois se industrializaram cer-
ca de um século depois dos países desenvolvidos, que iniciaram suas re-
voluções industriais nos séculos XVIII e XIX (figura 2). 
2 
•	 Períodos da industrialização latino-americana
Ao longo do século XX, alguns acontecimentos favoreceram o desen-
volvimento industrial na América Latina, particularmente no México, na 
Argentina e no Brasil. Conheça, a seguir, alguns deles.
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
Durante a Primeira Guerra Mundial, Inglaterra, França, Alemanha e 
Estados Unidos, tradicionais fornecedores de produtos industrializados 
para a América Latina, diminuíram suas exportações para a região, pois 
precisavam direcionar seus recursos para a guerra (figura 3). Isso esti- 
mulou o desenvolvimento industrial do México, da Argentina, do Brasil e 
de outros países da América Latina, que passa-
ram a produzir alguns artigos industriais para 
abastecer seus mercados internos, substituin-
do as importações.
Figura 2. Operárias da 
Tecelagem Mariangela, 
das Indústrias Reunidas 
F. Matarazzo, em São Paulo, 
SP (anos 1920). O Brasil 
completou a primeira fase 
de sua industrialização em 
1930, cem anos depois da 
Inglaterra, que a realizou 
entre 1750 e 1830. 
Figura 3. Armamentos britânicos no front de 
batalha durante a Primeira Guerra Mundial (1914-
-1918). Enquanto os países em guerra usavam o 
desenvolvimento econômico e tecnológico que haviam 
alcançado para fabricar armamentos, a América Latina 
começava a se desenvolver em setores industriais de 
bens de consumo, como vestuário e alimentação. 
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No seu contexto
Onde você vive, as 
mulheres participam 
no mercado de 
trabalho? Explique.
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Espera-se que os alunos reconheçam 
que as mulheres desempenham papel 
importante na força de trabalho, 
ocupando diferentes cargos em 
diversas atividades, inclusive de 
liderança. Lembre ainda que muitas 
possuem maior nível de instrução, em 
comparação com os homens, e também 
são chefes de família. 
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A Crise de 1929
Para compreender a Crise de 1929 e sua relação com a industrializa-
ção dos atuais países emergentes da América Latina, é preciso lembrar 
que, durante a Primeira Guerra Mundial, a economia dos Estados Uni-
dos apresentou grande desenvolvimento: o país abasteceu muitos paí-
ses europeus de matérias-primas, alimentos, produtos industrializados e 
capitais (empréstimos em dinheiro). Dessa forma, após a Primeira Grande 
 Guerra, quase toda a Europa passou a dever para os Estados Unidos, 
que, mesmo antes da guerra, eram a maior potência industrial do mun-
do e já apresentavam grande desenvolvimento econômico.São Paulo: Moderna, 
2013. p. 68-69.
Grande concentração
de indústrias alimentícias
Jazida de petróleo
Jazida de gás
Oleoduto
Gasoduto
Refinaria de petróleo
Urânio
Beneficiamento de urânio
Central nuclear
Central hidrelétrica
Siderurgia
Metalurgia
Indústria mecânica
Indústria química
Indústria têxtil
Indústria automobilística
Salta
Córdoba
Rosário
Santa Fé
Mendoza
Neuquén
Comodoro
Rivadavia
Yaciretá
San Nicolás
Salto Grande
El Chocón
Campo Durán
Baía Blanca
La Plata
Tucumán
Atucha
Río Chico
El Cóndor
S. Sebastián
Buenos Aires
OCEANO
ATLÂNTICO
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30°S
60°O
PARAGUAI
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San Luis
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Ushuaia
 San Salvador
de Jujuy
Santa Rosa
Corrientes
Rawson
Viedma
Is. Falkland
(Malvinas)
Estreito de Magalhães
55°S
60°O
Is. Falkland
(Malvinas)
(RUN pret. ARG.)TERRA
DO FOGO
Punta Arenas
Santa Cruz
Ushuaia
Stanley
Rio Gallegos
Canal de Beagle
Cabo Horn
OCEANO
ATLÂNTICO
Grande concentração
de indústrias alimentícias
Jazida de petróleo
Jazida de gás
Oleoduto
Gasoduto
Refinaria de petróleo
Urânio
Beneficiamento de urânio
Central nuclear
Central hidrelétrica
Siderurgia
Metalurgia
Indústria mecânica
Indústria química
Indústria têxtil
Indústria automobilística
Salta
Córdoba
Rosário
Santa Fé
Mendoza
Neuquén
Comodoro
Rivadavia
Yaciretá
San Nicolás
Salto Grande
El Chocón
Campo Durán
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OCEANO
ATLÂNTICO
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30°S
60°O
PARAGUAI
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Ushuaia
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Santa Rosa
Corrientes
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Viedma
Is. Falkland
(Malvinas)
370 km
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280 km
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Indústria química e mecânica.
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•	 As Malvinas ou Ilhas Falkland
O arquipélago das Malvinas, ou Ilhas Falkland (figura 30), situa-se no 
Oceano Atlântico, a 500 km a leste do litoral extremo sul do território 
argentino. Assentado sobre a plataforma continental, o arquipélago ofi-
cialmente pertence ao Reino Unido, que também mantém domínio so-
bre outras ilhas mais distantes, como Geórgia do Sul e Sandwich do Sul.
A Argentina, no entanto, reivindica a posse do arquipélago das Mal-
vinas alegando antecedentes históricos, entre os quais a ocupação efe-
tiva do território até 1833, ano em que os britânicos expulsaram os 
argentinos que aí tinham se estabelecido em 1820.
Em abril de 1982, sob a ditadura militar argentina, tropas desse país 
desembarcaram nas Malvinas com o propósito de reaver o domínio do ar-
quipélago. Prontamente, o Reino Unido reagiu à invasão enviando forças 
militares para a região de conflito, com o apoio dos Estados Unidos. Após 
cerca de 45 dias de combate, 750 argentinos e 250 ingleses mortos, a 
Argentina se rendeu e o arquipélago continuou sob domínio britânico.
O desejo de recuperar o arquipélago permanece bastante vivo na so-
ciedade argentina. A partir da década de 1990, foram retomadas as ne-
gociações entre os dois países para resolver o impasse. Contudo, estudos 
do subsolo da região das Malvinas, em 1993, indicaram a existência de 
petróleo no arquipélago, o que passou a ser mais um complicador na 
resolução desse impasse. 
Em 1999, o Reino Unido propôs a realização de uma consulta para que 
a população das Malvinas decidisse se desejava pertencer à Argentina 
ou ao Reino Unido. A Argentina recusou a proposta, argumentando 
que essa não seria uma decisão acertada, considerando que a maioria 
da população, de origem britânica (chamada de kelpers), votaria pela 
permanência da soberania do Reino Unido sobre o arquipélago. Mesmo 
assim, o Reino Unido realizou uma consulta em 2013 e, dos 1.500 votan-
tes, 99% decidiram que o arquipélago deve pertencer a esse país.
Figura 30. Com cerca de 3 mil 
habitantes, o arquipélago das 
Malvinas tem 12,2 mil km2. 
Embora seja autossuficiente 
na agricultura e na pecuária 
leiteira, precisa importar 
praticamente todos 
os produtos industrializados, 
pois não há indústrias locais. 
Na foto, vista de Port Stanley, 
capital das Malvinas ou Ilhas 
Falkland (2013).
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PERCURSO
20 Brasil: conflitos e 
cooperação na Bacia Platina
 Das disputas territoriais à consolidação 
das fronteiras políticas
O Brasil divide fronteiras com dez das doze 
nações sul-americanas (incluindo a Guiana 
Francesa). Nas últimas décadas, os go-
vernantes brasileiros têm visto as fronteiras 
do país como linhas de cooperação e não de 
separação com seus vizinhos. Mas nem sem-
pre foi assim, principalmente na Bacia Plati-
na, também conhecida como Bacia do Prata 
(figura 31).
•	 Rivalidades coloniais
No passado colonial, os atuais terri tórios 
da Argentina, do Paraguai e do Uruguai 
integraram o Vice-Reinado do Rio da Prata, 
su bordinado à Espanha. Como parte da América 
portuguesa, o Brasil teve uma história marca-
da por conflitos na consoli dação das fron-
teiras políticas com esses e outros países 
sul-americanos.
Isso ocorreu porque Portugal e Espanha, 
por meio do Tratado de Tordesilhas, assinado 
em 1494, haviam definido os princípios gerais para a determinação dos 
limites de seus territórios na América, porém não os haviam delimitado, 
ou seja, traçado linhas divisórias sobre os mapas que permitissem definir 
marcos de fronteira (figura 32). Ao longo do tempo, essa situação deu 
origem a disputas territoriais expansionistas entre as duas potências co-
loniais ibéricas.
Em 1676, por exemplo, em suas investidas para o sul, os portugueses 
fundaram Laguna, no litoral do atual estado de Santa Catarina, próximo 
à linha do Tratado de Tordesilhas. Em seguida, em 1680, desejosos por 
controlar a entrada do estuário platino, fundaram, nesse local, a Colô-
nia de Sacramento. Na mesma época, também realizaram incursões pe-
las terras que, mais tarde, formariam o estado do Rio Grande do Sul. Pelo 
Tratado de Tordesilhas, tanto essa área como a Colônia de Sacramento 
localizavam-se em terras pertencentes à Espanha.
1 
Figura 31. Bacia Platina
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50°O
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOÓPICO DE CAPRICÓRNIOPARAGUAI
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OCEANO
ATLÂNTICO
Limite da Bacia do Prata
Fonte: elaborado com base em IBGE. Atlas geográfico escolar. 
6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 40-41.
350 km
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Tratado de Tordesilhas
Tratado que fixou critérios 
de partilha das terras 
recém-descobertas pelos 
europeus no final do século 
XV e que teve por base 
um meridiano situado 
a 370 léguas a oeste do 
Arquipélago de Cabo Verde. 
Marco de fronteira
Marco físico colocado em 
ponto notável do terreno, 
que identifica o limite de 
uma linha de fronteira 
terrestre.
182 EXPEDIÇÃO 5
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As disputas territoriais expansionistas entre as duas potências coloniais ibéricas, Espanha e Portugal, 
poderão ser enriquecidas por meio de trabalho interdisciplinar com o professor de História. 
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No noroestedo que hoje corresponde ao estado do Rio Grande do Sul, 
no início do século XVII, padres jesuítas espanhóis implantaram missões ou 
reduções com o objetivo de converter os indígenas à fé cristã (figura 33). 
Essas missões foram invadidas diversas vezes por bandeirantes paulistas 
que buscavam escravizar os indígenas — o que 
mais uma vez infringia o tratado luso-espanhol.
A presença portuguesa em terras que per-
tenciam à Espanha pelo Tratado de Tordesi-
lhas provocou tensões na região. A Colônia de 
Sacramento, por exemplo, fundada pelos por-
tugueses, foi invadida pelos espanhóis, mas 
reconquistada pelos portugueses — essa troca 
de domínio ocorreu outras vezes.
Na tentativa de pôr fim às disputas territo-
riais, na segunda metade do século XVIII Portu-
gal e Espanha assinaram vários tratados para 
a definição de limites entre seus respectivos 
territórios.
Apenas em 1801, pelo Tratado de Badajós, fi-
caram estabelecidas as fronteiras do Rio Grande 
do Sul com o Vice-Reinado Espanhol do Rio da 
Prata, que deu origem, posteriormente, à Ar-
gentina, ao Uruguai e ao Paraguai.
Figura 32. Portugal e Espanha: tratados de delimitação 
de fronteiras – 1494-1801
Fonte: elaborado com base em 
CAMPOS, Flávio de; DOLHNIKOFF, 
Miriam. Atlas: história do Brasil. 3. ed. 
São Paulo: Scipione, 1993. p. 16.
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
São José do Rio Negro
(Manaus)
VICE-REINADO
DO RIO
DA PRATA
Bogotá
Quito
Lima
Assunção
Buenos Aires
Belém
São Luís
Olinda
Recife
Salvador
(capital até 1763)
Porto Seguro
Vila Real
(Cuiabá)
 Vila Boa
Sabará
Vila Rica (Ouro Preto) Vitória
São João del Rei
São Paulo Rio de Janeiro
(capital a partir de 1763)
São VicenteCuritiba
Vila do DesterroLaguna
Porto Alegre
Vila de São Pedro
Colônia de
Sacramento
VICE-REINADO DO PERU
VICE-REINADO D
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Tratado de Tordesilhas, 1494
Tratado de Utrecht, 1713-1715
Tratado de Madri, 1750
Tratado de Santo Idelfonso, 1777
Tratado de Badajós, 1801
Território atual do Brasil
Áreas em litígio com os países
vizinhos no decorrer do séc. XIX
Área disputada por Portugal
e Espanha
Figura 33. Ruínas de igreja construída entre 1735 e 1750, 
no Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, município 
de São Miguel das Missões, RS (2015). A redução de 
São Miguel foi edificada a partir de 1687 pelos portugueses; 
é uma das sete reduções jesuítico-guaranis na região 
dos Sete Povos das Missões.
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510 km
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SO
Navegar é preciso
Missões – Movimento 
Tradicionalista Gaúcho
Saiba mais sobre a história 
das missões jesuíticas 
no Rio Grande do Sul, 
como processo de ocupação 
e cultura, acessando 
esse site.
O Brasil
Audiovisual
183PERCURSO 20
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•	 A questão Cisplatina no Império do Brasil 
Em 1816, a mando de dom João, luso-brasileiros ocuparam a Banda 
Oriental do Uruguai (nome dado, na época, ao atual território uruguaio). 
Em 1821, essa região foi incorporada ao Brasil com o nome de Provín-
cia Cisplatina.
Os habitantes locais, predominantemente descendentes de espa-
nhóis, não aceitaram que esse território pertencesse ao Brasil. Em 1825, 
liderados pelo general Lavalleja, conquistaram a autonomia da Cisplati-
na em relação ao Império do Brasil, passando a fazer parte da República 
das Províncias Unidas do Rio da Prata. Em resposta ao ato de Lavalleja, 
no mesmo ano dom Pedro I declarou uma guerra que terminaria em 
1828, com a derrota brasileira. A Província Cisplatina, independente, deu 
origem à República Oriental do Uruguai e enfraqueceu a pretensão brasi-
leira de ampliar seu território.
•	 A era Rio Branco (1902-1912)
A negociação com êxito das fronteiras definitivas entre o Brasil e os 
vizinhos platinos e demais países sul-americanos somente ocorreu a par-
tir do período republicano, durante a chamada “era Rio Branco” (1902-
-1912), quando José Maria da Silva Paranhos Júnior — conhecido como 
Barão do Rio Branco — foi ministro das Relações Exteriores do Brasil. 
Considerado o pai da diplomacia contemporânea brasileira, o barão 
consolidou uma tradição diplomática baseada na negociação pacífica 
de conflitos, o que ajuda a explicar por que, desde o fim da Guerra do Pa-
raguai (1870), o Brasil não se envolveu em outros conflitos interestatais.
 Brasil e Argentina: da desconfiança 
à aproximação
As relações políticas e econômicas entre Brasil e Argentina foram in-
fluenciadas, na maior parte do século XX, pelos mais de três séculos de 
disputas fronteiriças.
•	 A competição geopolítica
Na década de 1930, militares, estrategistas e geopolíticos argentinos 
e brasileiros mantiveram desconfiança e competição mútuas.
Do lado argentino, considerava-se que o Brasil era o maior rival 
na América do Sul e desejava-se contrabalançar seu poder com base na 
lembrança de que, durante a demarcação das fronteiras brasileiras nos 
períodos colonial e imperial, ocorrera considerável expansão do terri-
tório, do litoral para o interior do continente. O governo da Argentina 
almejava, assim, tornar o país o núcleo de um poder regional, articulan-
do-se com os demais países hispano-americanos. 
Os geopolíticos brasileiros, por sua vez, consideravam que o principal 
objetivo da Argentina era isolar o Brasil na América do Sul. Também 
temiam que o país vizinho planejasse atacar os estados brasileiros da 
Região Sul com o apoio do Uruguai, do Paraguai e da Bolívia.
2 
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Fundação Alexandre 
de Gusmão
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você encontra a seção 
“Download gratuito”, com 
textos relativos a temas de 
interesse da política externa 
brasileira trabalhados neste 
Percurso.
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•	 A OPA e os acordos de Uruguaiana
Sinais de aproximação entre os dois países somen-
te surgiriam na década de 1950, durante os governos do 
presidente brasileiro Juscelino Kubitschek (1956-1961) e 
do argentino Arturo Frondizi (1958-1962). 
Em 1958, o presidente Juscelino Kubitschek lançou a 
Operação Pan-Americana (OPA), cujo objetivo era estrei-
tar relações entre os países da América e pressionar os 
Estados Unidos para que tomassem iniciativas de maior 
cooperação com o desenvolvimento continental. Com 
o apoio do presidente argentino, instaurou-se maior 
cooperação entre os dois governos, levantando-se a neces- 
sidade da integração dos países da América do Sul. Assim, 
em 1960 foi criada a Associação Latino-Americana de 
Livre-Comércio (Alalc). 
Em 20 de abril de 1961 os governos do Brasil e da Ar-
gentina realizaram um encontro histórico na cidade de 
Uruguaiana (RS), na fronteira com a Argentina (figura 34), 
no qual concordaram em superar as desconfianças his-
tóricas e intensificar um esforço comum de cooperação 
econômica, financeira, judiciária e cultural, além do esta-
belecimento de uma ação comum na solução de problemas 
internacionais. 
•	 Governos militares
Após os acordos de Uruguaiana, o estreitamento dos laços de coopera- 
ção entre Brasil e Argentina não avançou, pois governos militares assu-
miram o poder em ambos os países, reavivando desconfianças mútuas. 
No Brasil, o regime militar teve início em 1964 e estendeu-se até 
1985, enquanto na Argentina os militares permaneceram no poder en-
tre 1962 e 1983.
No Brasil, os militares buscaram consolidar a hegemonia do país 
na América do Sul. Para isso, consideravam necessário isolar a Argentina 
por meio da articulação de diversas iniciativas na Bacia Platina, região de 
maior influência da Argentina. Priorizaram, assim, o fortalecimentodas 
relações bilaterais do Brasil, principalmente com a Bolívia e com o Para-
guai, países que dependiam da Argentina para escoar produtos para o 
exterior, por meio do Porto de Buenos Aires.
Com o intuito de atrair o Paraguai para a órbita de influência brasilei-
ra, em 1969 foi inaugurada a Rodovia BR-277, que liga o eixo econômi-
co paraguaio, Assunção-Ciudad del Este, ao litoral do estado do Paraná, 
permitindo as exportações paraguaias. Em 1966, assinou-se a Ata das 
Cataratas ou Ata de Iguaçu, que estabeleceu regras para o aproveita-
mento hidrelétrico do médio Paraná. Anos mais tarde, em 1973, foi as-
sinado o Tratado de Itaipu, à revelia dos protestos argentinos, e foram 
iniciadas as obras para a construção da Hidrelétrica de Itaipu (figura 35, 
na página seguinte), empresa paraguaio-brasileira que tornou o Para-
guai autossuficiente na produção de energia elétrica. 
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Figura 34. Jânio Quadros 
(sentado no banco de trás do 
carro) e Arturo Frondizi (em 
pé no carro), em Uruguaiana, 
RS (1961). No encontro de 
Uruguaiana, os presidentes 
brasileiro e argentino 
discutiram alternativas de 
cooperação econômica entre 
os países sul-americanos. 
Também proclamaram a 
repulsa a interferências 
extracontinentais nos 
assuntos da América do Sul.
Associação Latino- 
-Americana de 
Livre-Comércio (Alalc) 
Organização internacional 
cujo objetivo era 
incrementar o comércio 
entre Brasil, Argentina, 
Chile, México, Paraguai, 
Peru, Uruguai, Equador, 
Colômbia, Venezuela 
e Bolívia por meio de 
redução de tarifas 
e outras providências. 
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A partir de meados da década de 1980, período em que no Brasil e na 
Argentina ocorreu a transição do regime militar para os governos demo-
cráticos, os governantes desses países deram início à superação da visão 
recíproca de que eram “inimigos históricos”. Diante da percepção de que 
a economia mundial passava por transformações importantes, começa-
ram a se aproximar com o objetivo de cooperação e complementaridade 
de suas economias.
Essa aproximação permitiu que representantes dos governos do Bra-
sil, Uruguai, Argentina e Paraguai iniciassem conversações a fim de in-
tegrar comercialmente seus países, o que mais adiante culminou com a 
assinatura do Tratado de Assunção, na cidade de Assunção, capital do 
Paraguai, criando-se, em 1991, o Mercado Comum do Sul (Mercosul).
 O Mercosul
Nos seus primeiros anos, o Mercosul funcionou como uma zona de livre-
-comércio, transformando-se a partir de 1995 em uma união adua neira. 
Apesar dessa evolução, o Mercosul não atingiu seu principal objetivo: tornar-
-se um mercado comum plenamente constituído, o que permitiria o aprofun-
damento da associação comercial entre os países integrantes (figura 36).
Além dos países fundadores, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador 
são países associados do Mercosul. Em 2006 iniciou-se o processo de en-
trada da Venezuela como país-membro, efetivado em julho de 2013. 
3 
Figura 35. Vista aérea da 
Usina Hidrelétrica de Itaipu no 
Rio Paraná, na fronteira entre 
Brasil e Paraguai (2015).
Figura 36. Reunião do 
Mercosul em Caracas, 
capital da Venezuela, em 
28 de julho de 2014.
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Zona de livre-comércio 
Área em que impostos, 
tarifas e taxas de 
importação de mercadorias 
e serviços são eliminados 
ou reduzidos.
União aduaneira 
Zona de livre-comércio 
em que os países-membros 
cobram os mesmos 
impostos, taxas e tarifas 
de importação no comércio 
com outros países não 
pertencentes ao bloco.
Mercado comum 
Associação comercial com 
base na eliminação de 
todos os impostos, taxas 
e tarifas de importação e 
na livre circulação de 
pessoas, capitais e serviços 
entre os países-membros.
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Figura 37. Brasil: evolução do comércio com os países 
do Mercosul – 1994-2014
•	 O comércio intrabloco
Desde a criação do Mercosul, em 
1991, o volume do comércio entre 
os países-membros tem crescido. Em 
2006, impulsionadas pelo aumento do 
comércio bilateral do Brasil com a Ar-
gentina, as exportações no interior do 
bloco aumentaram mais de 20%.
Dez anos depois de firmado o blo-
co, o Brasil assumiu a liderança entre 
os parceiros comerciais, e, entre 2004 
e 2014, manteve-se numa situação 
comercial favorável no relacionamen-
to com os demais integrantes. Veja na 
figura 37 a tendência de crescimento 
do comércio entre o Brasil e os outros 
membros do Mercosul.
•	 A crise dos anos 1999-2001
A partir de 1999, alguns problemas nas economias, principalmente 
do Brasil e da Argentina, influíram na redução das trocas comerciais do 
Mercosul. A desvalorização do real em relação ao dólar, em janeiro 
de 1999, causou a alta dos preços dos produtos argentinos, paraguaios 
e uruguaios no mercado brasileiro e, em consequência, a redução das im-
portações brasileiras de produtos desses países.
Tal situação afetou profundamente a Argentina, pois somente o Brasil 
era responsável pela compra de 31% do total de suas exportações. Em 2000 
e 2001, esse quadro de recessão e desemprego, que já existia em 1999, 
agravou-se. Com isso, o comércio entre os países do Mercosul declinou, mas 
manteve-se muito acima do que era no início dos anos 1990.
•	 Limites e desafios
A criação do Mercosul foi um marco de aproximação política e eco-
nômica entre Brasil e Argentina; entretanto, não eliminou disputas re-
lacionadas à liderança no bloco econômico, à atração de investimentos 
estrangeiros e à obtenção de maior influência política na ONU. 
Apesar desses desacordos, ambos os países acreditam que o bloco re-
gional é o principal meio pelo qual os países da América do Sul podem 
negociar em âmbito mundial seus interesses políticos e econômicos. Po-
rém, no Uruguai e no Paraguai essa visão é menos compartilhada; esses 
países acreditam que o Mercosul lhes trouxe poucos benefícios. 
Em perspectiva histórica, o Mercosul mudou definitivamente as rela-
ções entre os países platinos e deles em relação aos demais países sul-
-americanos, colocando-os diante do desafio da integração regional.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Intercâmbio 
Comercial Brasileiro: Mercosul. Série histórica. Disponível em: . Acesso em: 7 out. 2015.
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Recessão 
Queda da atividade 
produtiva de um país, 
geralmente acompanhada 
por aumento do 
desemprego; crise.
Navegar é preciso
Mercosul
Conheça os documentos 
oficiais e fique por dentro 
do que acontece 
no Mercosul.
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Em 2009 ocorreu uma queda 
significativa do comércio do 
Brasil com os países do Mercosul 
(US$ 28,9 bilhões), por causa 
da crise da economia mundial.
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Atividades dos percursosAtividades dos percursos 19 e 20
Revendo conteúdos
1 Descreva os aspectos naturais da região 
da Cordilheira dos Andes que explicam 
sua baixa densidade demográfica.
2 A Mesopotâmia argentina se encontra 
entre quais rios? Explique por que essa 
região é importante economicamente.
3 Brasil e Argentina têm em comum uma 
imensa planície formadapor terras úmi-
das que apresenta grande biodiversidade. 
Dê o nome desse conjunto de terras 
úmidas no Brasil e na Argentina e indi-
que sua localização geográfica.
4 Observe o mapa abaixo e, depois, faça o 
que se pede.
b) Segundo o Tratado de Tordesilhas, de 
1494, a qual país pertenciam os territórios 
coloridos no mapa? 
c) Como está indicada a área onde se loca-
lizava aproximadamente a Província 
Cisplatina? A que país ela deu origem?
d) Durante o regime militar, o governo bra-
sileiro se aproximou de dois países (colo-
ridos em amarelo no mapa). Explique o 
contexto estratégico dessa aproximação e 
aponte o nome desses países.
e) Qual é o nome do arquipélago indicado 
pela cor rosa, localizado próximo ao li-
toral sul do continente americano? Quais 
países reivindicam a posse desse terri-
tório? 
5 Um professor de Geografia elaborou um 
jogo e dividiu a classe em dois grupos: 
o grupo A ficou encarregado de anotar 
no quadro os nomes das regiões natu-
rais argentinas, enquanto o grupo B 
tinha de relacioná-las corretamente às 
suas atividades econômicas ou produ-
tos. Sabendo que as relações corretas 
valem 1 ponto para B e as incorretas 1 
ponto para A, observe o que eles fizeram 
e responda às questões. 
Regiões naturais 
da Argentina
Principais atividades 
econômicas ou produtos
Cordilheira dos Andes (base) Petróleo e frutas
Grande Chaco Petróleo e gás natural
Mesopotâmia Extração de quebracho
Pampas Produção de arroz e aves
Patagônia Pecuária bovina
a) Quem ganhou o jogo? Por quê?
b) Como o grupo B deveria ter preenchido 
o quadro para fazer 5 pontos?
c) Em qual dessas regiões naturais se 
concentra a maior parte da população 
argentina? Que características naturais 
favoreceram sua ocupação?
EQUADOR
0°
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
60°O
Buenos Aires
Assunção
Montevidéu
Brasília
Santiago
La Paz
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Fonte: elaborado com base em IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. 
Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 40-41.
a) A linha azul indica o limite da segunda 
maior Bacia Hidrográfica da América 
do Sul. Qual é o nome dessa bacia e por 
quais países ela se estende?
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Leituras cartográficas
6 Observe a figura 28, na página 180, e faça 
o que se pede.
a) Identifique a principal região geoe-
conômica da Argentina. Quais são as 
principais indústrias instaladas nessa 
região?
b) Que localidades com jazidas petrolífe-
ras estão conectadas a Buenos Aires por 
oleodutos?
7 Observe o mapa a seguir e, depois, assi-
nale a alternativa incorreta, justificando 
sua escolha.
a) A região de menor umidade é a Patagônia.
b) Nos Pampas a precipitação situa-se entre 
600 e 1.000 mm anuais.
c) Córdoba, a segunda maior cidade, situa-
-se em uma região de baixa precipita-
ção anual.
d) A baixa umidade da Patagônia decorre 
dos Andes, que dificultam a chegada de 
massas de ar úmidas.
Explore
8 Leia o fragmento de texto e responda.
“[…] A Bolívia e o Paraguai foram então 
classificados como ‘prisioneiros geopolíti-
cos’ da Argentina, por dependerem do es- 
tuário platino e do porto de Buenos Aires 
para ter acesso aos mercados extraconti-
nentais. Uma operação estratégica e diplo-
mática de larga envergadura foi posta em 
andamento, pelo Brasil, com a finalidade de 
‘libertar’ esses países, fazendo-os gravitar 
na órbita do Brasil […].”
MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Para entender 
o Mercosul. São Paulo: Moderna, 1994. p. 26-27.
a) A que contexto político vivido no Brasil 
e na Argentina podemos relacionar o 
texto acima? Explique.
b) Cite as infraestruturas construídas pelo 
governo brasileiro a fim de atrair o Para-
guai para sua área de influência.
Investigue seu lugar
9 As embalagens de alguns produtos com- 
prados no comércio são bilíngues. Em 
grupo, investigue se os produtos consumi-
dos por você e pelas pessoas que conhece 
apresentam informações em espanhol 
e explique a relação entre esse fato e os 
acordos do Mercosul. Em seguida, veja o 
levantamento de outro grupo e comple-
mente sua pesquisa.
Argentina: precipitações anuais
Fonte: elaborado com base em Atlas National 
Geographic: América do Sul. São Paulo: 
Abril, 2005. p. 98-99. 
60ºO
40ºS
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
San Salvador
de Jujuy
Catamarca
Córdoba
Neuquén
Ushuaia
San Miguel
de Tucumán
La Rioja
Mendoza
CHILE
URUGUAI
BRASIL
PARAGUAI
BOLÍVIA
Viedma
Corrientes
San Juan
Buenos Aires
Gobernador Costa
OCEANO 
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
entre 1.400 e 2.000
entre 1.000 e 1.400
Precipitações anuais (mm)
entre 600 e 1.000
entre 400 e 600
entre 200 e 400
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Desembarque
em outras linguagens
DesembarqueDesembarqueDesembarque
em outras linguagens
190
A arte pública
Os pintores muralistas mexica-
nos procuraram o engajamento 
político por meio de uma arte na-
cional, capaz de alcançar o maior 
núme ro de pes soas. Assim, apoia-
dos pelo governo revolucionário, 
pintaram gigantescos murais nos 
espaços públicos, que contam a 
história econômica, social e po-
lítica do México, retratando a luta 
de seu povo contra a opressão e a 
espoliação estrangeira.
Tecnicamente, os muralis-
tas costumavam usar o afresco, 
ou seja, a aplicação de pigmen-
tos diluídos em água sobre ar-
gamassa úmida. Grandes obras 
da pintura mundial, como A 
última ceia, de Leonardo da 
Vinci, e o teto da Capela Sistina, 
de Michelangelo, são exemplos 
de afrescos.
UMA VIDA NA ARTE
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1907 a 1921
Estuda Artes na Europa, 
onde é influenciado por outros 
artistas e movimentos, como 
o cubismo. 
Mulher 
frente ao 
poço, de 
Diego Rivera 
(óleo sobre 
tela, 1913).
DIEGO RIVERA:
GEOGRAFIA E PINTURA 
MURALISTA
Diego Rivera (1886-1957) foi um 
dos pintores mais importantes do 
século XX, cujo trabalho exalta a his-
tória e a cultura do povo mexicano. 
Ao vivenciar um dos períodos 
mais contestadores da história do 
México — a Revolução Mexicana 
de 1910 —, procurou novas formas 
para expressar a identidade de seu 
povo, resgatando o muralismo, forma 
de pintura por meio da qual procu-
rava recuperar os valores culturais de 
uma nação que parecia haver esque-
cido a grandiosidade de seu histórico 
pré-colombiano.
Ao longo de seus anos de traba-
lho, Diego Rivera criou mais de 2 mil 
quadros, 5 mil desenhos e pintou 
cerca de 6.730 m² de murais, espa-
lhados por 19 edifícios no México, 
8 nos Estados Unidos, 1 na China e 
1 na Polônia. Com isso, o pintor teve 
oportunidade de mostrar ao mundo 
suas influên cias culturais.
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Caixa de informações
1. O que foi o muralismo 
mexicano?
2. Que detalhes da obra 
analisada ao lado 
mostram a subjugação 
dos povos ameríndios 
pelos espanhóis?
Interprete
3. Por que obras do 
tamanho de quadros 
não teriam o mesmo 
efeito artístico e 
político que os murais 
de Rivera?
4. Você conhece outro tipo 
de expressão artística, 
semelhante ao muralis-
mo, usada com objetivos 
de contestação 
sociopolítica? Qual?
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Com o professor de Arte, os temas da arte de 
Diego Riverae do muralismo como forma de 
pintura poderão ser explorados.
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1921
Em viagem a Chichén 
Itzá (México), 
encanta-se
com os murais 
pré-colombianos.
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1951
Pinta o Desembarque 
dos espanhóis em 
Veracruz, no Palácio 
Nacional do México 
(Cidade do México).
1957
Morre no México, deixando 
inacabada a série 
de murais épicos sobre 
a história do México, 
no Palácio Nacional, que 
havia iniciado em 1930.
1929
Casa-se com 
a pintora 
mexicana 
Frida Kahlo.
1954
Em protesto ao golpe 
militar na Guatemala, 
pinta Vitória gloriosa, 
que denunciava 
a política imperialista 
estadunidense.
Parte de mural 
da civilização 
maia na cidade 
arqueológica de 
Chichén Itzá, no 
estado de Iucatã, 
México (2011).
Vitória gloriosa, de Diego Rivera (1954). 
Mural exposto no Palácio de Belas Artes, 
Cidade do México (2007). 
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A. O catolicismo, imposto pelos 
colonizadores espanhóis no México 
a partir do século XVI, tornou-se a 
religião predominante no país. 
B. “Oferenda de boas-vindas aos 
deuses recém-chegados.” Os astecas, 
a princípio, acreditavam que 
os colonizadores espanhóis 
eram deuses. 
C. Os colonizadores exterminaram 
muitas comunidades indígenas que 
resistiram à conquista espanhola. 
D. A base econômica de muitas colônias 
espanholas foi a mineração.
E. Para manter o monopólio comercial 
de suas colônias, a Coroa espanhola 
criou uma série de restrições 
e obrigações comerciais. 
F. A exploração da madeira era 
realizada por meio do trabalho 
escravo e acarretou intensa 
destruição da vegetação nativa.
G. Em muitas áreas, as tradicionais 
técnicas agrícolas praticadas pelos 
povos indígenas foram substituídas 
por um sistema predatório.
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Desembarque dos espanhóis em Veracruz (1951), mural de Diego 
Rivera, no Palácio Nacional da Cidade do México.
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191PERCURSO 20
Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo 
que não mantém a proporcionalidade da escala de tempo.
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PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 191 01/06/16 01:02Entretanto, em 1929, a Europa, praticamente re-
cuperada dos desastres e prejuízos causados pela Pri-
meira Guerra Mundial, diminuiu suas importações dos 
Estados Unidos, o que gerou grande impacto na eco-
nomia estadunidense. Sem compradores para sua ele-
vada produção agrícola e industrial, muitas empresas 
começaram a demitir os funcionários. As falências se 
multiplicaram, e setores da economia mergulharam 
em uma profunda crise. Nesse período, aumentou mui-
to o número de pessoas desempregadas no campo e 
nas cidades (figura 4). 
A crise, além de afetar a economia dos Estados Uni-
dos, atingiu muitos outros países que dependiam de 
suas importações. O Brasil, por exemplo, era um gran-
de vendedor de café para aquele país. Como a economia brasileira na 
época dependia das exportações desse produto, com a diminuição das 
vendas, muitos cafeicultores foram à falência, e, consequentemente, o 
Brasil entrou em crise econômica e social.
Com o declínio de suas exportações agrícolas e de matérias-primas, 
México, Argentina e Brasil, com menos capital, deixaram de ter condi-
ções de importar produtos industrializados para atender às suas pró-
prias necessidades. 
Diante dessa situação, homens de negócios que haviam enriquecido 
com as exportações agropecuárias e de matérias-primas, aproveitando o 
conhecimento de técnicas trazidas por imigrantes europeus, passaram a 
investir no setor industrial com o apoio do governo de seus países. Isso 
favoreceu o surgimento de fábricas nacionais e permitiu a substituição 
das importações de diversos produtos (figura 5).
Figura 4. Voluntários 
doam pacotes de comida 
para desempregados 
durante a crise econômica, 
em Nova York, Estados 
Unidos (1930).
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Figura 5. Veículos construídos 
pela empresa brasileira Fábrica 
Nacional de Motores (FNM) 
desfilam na Avenida Rio 
Branco, na cidade do Rio de 
Janeiro, RJ (1949). Durante o 
período da história brasileira 
conhecido como Estado Novo 
(1937-1945), ao lado de 
outras iniciativas, a criação 
dessa fábrica teve por objetivo 
transformar o Brasil em uma 
economia industrializada.
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A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) 
A Segunda Guerra Mundial estimulou a expansão industrial de alguns 
países da América Latina por razões semelhantes às da Primeira Guer-
ra Mundial. Diante da impossibilidade de importar produtos industriais, 
intensificou-se o processo de industrialização por meio de substituição 
de importações na América Latina. Várias indústrias de capital nacional, 
aproveitando-se desse cenário favorável, consolidaram-se, sobretudo no 
México, na Argentina e no Brasil. 
Durante a guerra, por exemplo, a frota de veículos do Brasil (figura 6), 
importados principalmente dos Estados Unidos, ficou ameaçada de pa-
ralisação por falta de peças de reposição. Diante disso, muitos torneiros 
mecânicos passaram a fabricá-las. Quando a guerra chegou ao fim, as 
chamadas “fábricas de porão” já tinham se transformado em indústrias 
de autopeças. Isso ocorreu também em outros ramos industriais.
De 1950 aos dias atuais
No início do período pós-guerra, grandes empresas industriais e de 
serviços transnacionais estadunidenses e europeias intensificaram a ins-
talação de filiais em países da América Latina, África e Ásia, visando à 
ampliação de capital, lucro e poder econômico no contexto do processo 
da globalização da produção, da economia e das finanças. Passaram, en-
tão, a contar com a publicidade e a propaganda para divulgar seus pro-
dutos pelos meios de comunicação, como o rádio, o jornal e a televisão, 
atingindo grande número de pessoas e influenciando seus hábitos de 
consumo (figura 7, na página seguinte).
Figura 6. Carros e ônibus na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo, SP 
(cerca de 1940). Ao fundo, no canto direito, a Catedral da Sé em construção. 
Você já viu alguma 
fotografia antiga 
do centro da cidade 
onde você mora? 
Existem diferenças ou 
semelhanças entre ela 
e a retratada abaixo? 
Quais?
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Depende da cidade onde mora o aluno.
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Figura 8. México: destino das exportações – 2000-2013 Exportações totais
Desse modo, a partir de 1950 ocorreu uma intensa internacio-
nalização da economia da América Latina, estimulada pela partici-
pação crescente de poderosas empresas transnacionais em vários 
setores da economia.
Na década de 1990, com a abertura da economia mundial, ou seja, 
o aumento de facilidades para exportação e importação, somada à 
aceleração do processo de globalização, a concorrência entre empresas 
nacionais latino-americanas e transnacionais se acirrou. Para se mante-
rem competitivas, muitas empresas nacionais foram obrigadas a passar 
por um processo de modernização tecnológica e de gerenciamento dos 
seus negócios.
•	 Diversificação econômica e inserção global
As maiores economias da América Latina são distintas entre si, e cada 
uma delas trilhou diferentes caminhos de desenvolvimento para enfren-
tar as incertezas e oportunidades da economia global. Enquanto o Mé-
xico, em 1992, se aliou aos Estados Unidos e ao Canadá, aderindo ao 
Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), o Brasil e a Ar-
gentina passaram a integrar o Mercado Comum do Sul (Mercosul), que 
será abordado no Percurso 20. 
Nos últimos anos, México, Argentina e Brasil aprofundaram a integra-
ção comercial com outros países e regiões do globo. Isso se deve, entre 
outros motivos, à sua diversificação econômica e ao desenvolvimento 
de parques industriais com emprego de tecnologia, que se destacam no 
contexto regional. 
Brasil e Argentina, além do Chile, destacam-se por terem diversifica-
do mais intensamente o destino de suas exportações, sobretudo no mer-
cado asiático — principalmente na Índia e na China. O México, por sua 
vez, manteve o predomínio de relações comerciais com os Estados Uni-
dos, mas também diversificou o destino de suas exportações (figura 8).
Figura 7. Propaganda da 
Lambretta do Brasil S.A., 
empresa italiana, publicada em 
revista de grande circulação 
nacional em 1957. Na década 
de 1950, a economia brasileira 
se internacionalizava. 
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Entre 2000 e 2013, de quanto 
foi o declínio, em porcentagem, 
das exportações do México 
para os Estados Unidos?
Fontes: DÍAZ, Rafael F. Relaciones económicas México-Unión Europea. Caracas: Sistema 
Económico Latinoamericano y del Caribe (Sela), p. 4, mar. 2011; Instituto Geografico 
De Agostini. Calendario Atlante de Agostini 2014. Novara: De Agostini, 2013. p. 806; 
World Trade Organization. Documents, data and resources: Statistics. Disponível em: 
. Acesso em: 18 nov. 2015.
Ano
Bilhões 
de dólares
2000 166,1
2003 164,8
2006 249,9
2010 298,1
2013 380,2
Estados Unidos Canadá Outros países
88%
2%
10%
2000
80%
4% 16%
2010
86%
2%
12%
2005
78,9%
2,7% 18,4%
2013
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Verifique se os alunos interpretaram corretamente o gráfico antes 
de responderem à questão.O declínio foi de 9,1%.
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Outras rotas
Um tesouro asteca
“Antiga e moderna, a Cidade do México pulsa de vida e cultura e 
oferece um verdadeiro banquete de história, arte, música e culinária. 
Conhecidacomo Tenochtitlán pelos astecas, que fundaram sua cidade 
numa cratera de vulcão em 1325, é a cidade mais antiga da América do 
Norte e uma das maiores do mundo. Seus imensos contrastes podem 
tanto deliciar como ferir os sentidos. Ruas estreitas cheias de trânsito 
e pedest res, e o aroma forte de comida misturado ao dos escapamen-
tos. Elegantes edifícios de escritórios erguendo-se acima de palacetes 
coloniais espanhóis e ruínas astecas. Um labirinto de bancas coloridas 
de mercado espremendo-se ao longo de elegantes lojas de roupas e de 
joias da última moda, e por toda parte a 
harmonia de sinos de igreja e de músi-
cos de rua competindo com os apitos dos 
guardas de trânsito. 
As ruas de pedra na área histórica 
oferecem uma variedade de butiques, 
restaurantes e galerias alojadas em re-
quintadas mansões coloniais, museus 
excepcionais, igrejas barrocas e belos 
parques urbanos. No coração da cida-
de, o amplo Zócalo é o local de reunião 
para eventos sociais e políticos. Nos feria-
dos, a praça se enche de gente em volta 
de dançarinos com trajes espetaculares, 
que cantam e dançam ao ritmo de uma 
batida de tambor. Acima da confusão 
estão algumas das estruturas que defi-
nem a cidade: a magnífica Catedral Me-
tropolitana, as ruínas astecas do Templo 
Mayor e o Palacio Nacional, onde o mural 
de Diego Rivera Épico do povo mexica-
no conta a história do país. Afastados do 
Zócalo, tocadores de realejo desfiam can-
ções doces e tristes sob o domo dourado 
do espetacular Palacio de Bellas Artes e 
na vizinha Alameda Central. O Paseo de 
la Reforma é ocupado por arranha-céus
cintilantes, embaixadas, galerias, ho-
téis e monumentos de mármore e ouro, e 
alguns quilômetros adiante fica a extensão 
verde do Parque Chapultepec e lá em cima 
o Castillo, que da sua altura oferece uma 
vista desta esplêndida e sempre surpre-
endente cidade.” 
DOYLE, Craig. As melhores viagens das Américas. 
São Paulo: Publifolha, 2010. p. 61.
Palacio de Bellas Artes no centro histórico da Cidade 
do México, México (2014). 
Interprete
1. Transcreva em seu caderno um trecho do texto 
que exempli� que a coexistência de construções 
históricas e modernas na Cidade do México. 
Argumente
2. As cidades históricas conservam 
características, especialmente na arquitetura, 
que remontam a um ou mais contextos 
históricos. Nesse sentido, a Cidade do México 
pode ser considerada uma cidade histórica? 
Explique sua resposta.
Contextualize
3. Que construções de sua cidade ou de outra 
que você conheça podem ser consideradas 
históricas ou exemplos de modernidade?
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Com o professor de História, 
a partir de edificações urbanas que 
são um tipo de bem material do 
Patrimônio Cultural Brasileiro (casa, 
museu, edifício público ou privado, 
mercado, cinema, escola etc.), 
é possível desenvolver atividades 
interdisciplinares com o objetivo 
de levar os alunos a reconhecer 
e valorizar as referências culturais 
locais, regionais ou nacionais. 
Para tanto, sugerimos consultar 
publicações do Instituto de Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) 
a respeito da Educação Patrimonial, 
no site: .
Pluralidade 
Cultural
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PERCURSO
18
Figura 9. México: físico
México
 Regiões naturais
Localizado na América do Norte, o México é o terceiro país da América 
Latina em extensão e o quinto das Américas, com 1.964.375 km2. Com a 
terceira maior população do continente americano — 119.713.203 ha-
bitantes em 2014 —, é superado apenas por Estados Unidos e Brasil.
Por causa da grande diversidade climática, o território mexicano 
apresenta paisagens variadas e pode ser dividido em três regiões naturais 
principais: a costa ocidental, próxima ao Oceano Pacífico, a costa oriental 
do Golfo do México e a Meseta ou Planalto do México.
•	 A costa ocidental
A costa oeste ou ocidental do território mexicano é banhada pelas águas 
frias do Oceano Pacífico. O relevo litorâneo é acidentado, e as planícies cos-
teiras são estreitas e limitadas a leste por montanhas (figura 9). 
Destaca-se nessa região a Península da Califórnia, também conheci-
da como Baixa Califórnia. Desértica, situa-se entre o Oceano Pacífico e o 
Golfo da Califórnia, abrigando parte do Deserto de Sonora.
1 
Fonte: elaborado com base em IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 36-37.
100ºO
TRÓPICO DE CÂNCER
Tijuana
MonterreyTorreón
Matamoros
Tampico
Veracruz
Salina Cruz
La Paz
Ciudad
Juárez
Chihuahua
Hermosillo
Culiacán
León
Guadalajara
Cidade do México
Acapulco
Mérida
Cancún
PENÍNSULA
DE IUCATÃ
PENÍNSULA DA
CALIFÓRNIA
DESERTO 
DE SONORA ESTADOS UNIDOS
BELIZEBELIZEBELIZE
GUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALA
HONDURAS
NICARÁGUANICARÁGUANICARÁGUA
EL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOR
SERRA
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DRE OCIDENTAL
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ÉXICO
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SERRA MADRE DO SUL
POPOCATÉPETL
5.452 m
CITLALTÉPETL
5.610 m
Golfo
do México
Baía
de Campeche
Golfo
de Tehuantepec
OCEANO
PACÍFICO
MAR
DO CARIBE
G
olfo da Califórnia
CUBA
Cozumel
Altitudes (metros)
Pico
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
600
400
200
100
50
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Caracterize as altitudes 
do território mexicano.
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240 km
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O território mexicano caracteriza-se 
por apresentar terras de altitudes 
elevadas. Apenas no litoral do 
Pacífico e do Golfo do México 
surgem as terras de baixas altitudes, 
que correspondem às planícies 
costeiras, entre 0 m e 50 m 
e de 50 m a 100 m.
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•	 A costa oriental
Na costa oriental, de clima tropical úmido, predominam as grandes 
planícies costeiras. Banhada pelas águas quentes do Golfo do México, 
essa área está sujeita a fortes precipitações por causa dos ventos úmi-
dos procedentes do Atlântico e costuma ser atingida por furacões entre 
o fim do verão e o início do outono.
Na extremidade sul do Golfo do México localiza-se a Península de Iu-
catã, planalto calcário recoberto por floresta tropical e banhado, na face 
oriental, pelo Mar das Antilhas (Mar do Caribe). As planícies costeiras são 
mais amplas que as da costa do Pacífico. Por causa da beleza natural que 
apresentam, nelas foram construídas famosas cidades balneárias, como 
Cozumel e Cancún (figura 10).
A Península de Iucatã guarda ainda o patrimônio histórico da civiliza-
ção maia, que, somado ao patrimônio asteca da Cidade do México e ao de 
outras localidades ligadas à colonização espanhola, contribui para que o 
México seja um dos doze países do mundo que mais atraem turistas: em 
2014, cerca de 29 milhões de pessoas o visitaram (apenas para efeito 
de comparação, o Brasil recebeu, no mesmo ano, pouco mais de 6,4 mi-
lhões de turistas). 
•	 A Meseta ou Planalto do México
No centro do território mexicano, localiza-se a Meseta ou Planalto 
do México. Trata-se de um vasto altiplano que se estende de norte a 
sul do país. Suas temperaturas médias oscilam entre 18 °C e 20 °C, as 
chuvas são escassas e a vegetação típica é formada por plantas espi-
nhosas de estepe.
A Meseta é rodeada por duas cadeias montanhosas de maior altitude, 
com alinhamentos relativamente paralelos às costas litorâneas: a Serra 
Madre Oriental, a leste — um prolongamento das Montanhas Rocho- 
sas —, e a Serra Madre Ocidental, a oeste — uma continuação das cor-
dilheiras do Pacífico dos Estados Unidos (figura 11, na página seguinte).
A Meseta é limitada ao sul por um eixo vulcânico imponente, alinhado 
de oestepara leste, do Pacífico ao Golfo do México, onde se localizam os 
picos mais altos do país e numerosos vulcões ativos. 
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Figura 10. Vista de praia 
em Cancún, polo turístico 
importante no litoral da 
Península de Iucatã, México 
(2014).
Navegar é preciso
Instituto Nacional de 
Estatística e Geografia 
(Inegi) – México
Site mexicano, em 
espanhol, equivalente 
ao IBGE Teen, com 
informações sobre 
território, população e 
economia. Clique em 
“Geografía” e, depois, 
em “Accesos Directos” para 
acessar o mapa digital 
do México.
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98
.
Em 2014, o deslocamento de turistas 
no mundo foi de 1 bilhão e 133 milhões 
de pessoas. A França é o país que 
mais recebeu turistas: 83,7 milhões 
de pessoas.
PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 163 01/06/16 01:01
Figura 12. México: densidade demográfica – 2011
 População
Mais de 75% da população do país está concentrada no Planalto 
do México, principalmente em sua porção central (figura 12). Isso se 
deve ao predomínio de temperaturas amenas e solos férteis de ori-
gem vulcânica. É nesse planalto, a 2.240 metros de altitude, que se 
localiza a capital e principal núcleo econômico do país, a Cidade do 
México. 
Outras áreas mais povoadas são a costa ocidental da Península de Iuca-
tã e as faixas costeiras do Pacífico e do Golfo do México. As densidades de-
mográficas mais baixas surgem na Baixa Califórnia e nas regiões desérticas 
da fronteira com os Estados Unidos.
2 
Compare este mapa 
com o da figura 9, na 
página 162, e aponte 
a unidade do relevo 
mexicano mais povoada.
Fontes: elaborado com base em FERREIRA, 
Graça M. L. Atlas geográfico: espaço 
mundial. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. 
p. 70; Atlas National Geographic: América 
do Norte. Portugal: National Geographic 
Society, 2005. p. 58-59. 
Figura 11. Vista de parte da Serra Madre Ocidental, México (2013), 
 e de rodovia que liga o interior do país até o Oceano Pacífico.
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TRÓPICO DE CÂNCER
Golfo
do México
OCEANO
PACÍFICO
Densidade demográfica
(habitantes por km2)
Menos de 1,0 
De 1,1 a 10,0
De 10,1 a 50,0
De 50,1 a 100,0
Mais de 100,0
População
(milhões de habitantes)
Mais de 10,0
De 0,5 a 1,0
De 1,1 a 5,0
De 5,1 a 10,0
Tijuana
Mexicali
Monterrey
Ciudad
Juárez
Chihuahua
Culiacán
Saltillo
Guadalupe
Aguascalientes
LeónGuadalajara
Cidade do
México
Puebla
Mérida
ESTADOS UNIDOSESTADOS UNIDOS
BELIZEBELIZEBELIZEBELIZEBELIZE
GUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALA
HONDURASHONDURASHONDURASHONDURAS
NICARÁGUANICARÁGUANICARÁGUANICARÁGUANICARÁGUAEL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOR
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340 km
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No seu contexto
As áreas mais 
povoadas do México 
correspondem às 
áreas de maior 
industrialização. Essa 
relação também ocorre 
no Brasil? Explique.
164 EXPEDIÇÃO 5
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19
98
.Sim. As elevadas densidades demográficas estão no estado de São Paulo, no eixo que abarca desde Campinas até o litoral do estado (Santos). Nas 
regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RJ) e de Belo Horizonte (MG) o fato se r epete, com densidades superiores a 280 hab./km2. A industrialização 
dessas áreas foi um fator importante, associado a outros como o de 
serem sedes de governos estaduais e, no passado, o Rio de Janeiro ter 
sediado o Governo Federal.
O Planalto do México.
PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 164 01/06/16 01:01
•	 Composição 
Na época pré-colombiana, o atual território mexicano apresentava as 
mais elevadas concentrações populacionais do continente americano. 
Com a chegada dos espanhóis, iniciou-se um longo processo de miscige-
nação entre os ameríndios e os colonizadores. Hoje, a população é com-
posta de 60% de eurameríndios (cujos ascendentes provêm de etnias 
europeias e ameríndias), 30% de ameríndios, 9% de europeus ibéricos 
(de ascendência portuguesa ou espanhola) e 1% de outros grupos. 
Outras heranças coloniais são a religião católica — difundida entre 
89% dos habitantes — e o espanhol como língua oficial — o México é o 
país com maior número de falantes desse idioma.
•	 Cidade do México: a maior metrópole 
das Américas
A região metropolitana da Cidade do México (figura 13) tem cerca de 
21 milhões de habitantes. Aí se concentram quase metade das indús-
trias e cerca de 17% da população do México. Trata-se da maior metró-
pole do continente americano.
Erguida sobre as ruínas da capital do antigo Império Asteca, Tenochti-
tlán, a Cidade do México apresenta contrastes socioespaciais marcantes 
entre os bairros prósperos centrais e aqueles que formam uma imensa 
periferia, composta de aglomerações de habitações precárias. Em gran-
de parte, isso se deve ao crescimento demográfico explosivo e desorde-
nado a partir da década de 1950 e ao intenso êxodo rural.
Além de enfrentar graves problemas de habitação e saneamento, a 
população da capital mexicana convive com índices alarmantes de polui-
ção atmosférica. A cidade está localizada no Vale do México, cercada por 
montanhas e vulcões; por isso, sobretudo no inverno, torna-se mais di-
fícil a dispersão dos gases poluentes das indústrias e da frota de veícu-
los. Por estar próxima a uma extensa falha geológica, a Cidade do México 
também está sujeita a terremotos, como o que ocorreu em 1985 e dei-
xou mais de 20 mil mortos. 
Construída em terras 
drenadas do Lago Texcoco, 
o maior de cinco que for-
mavam o Vale do México, a 
cidade enfrenta problemas 
na obtenção de água, feita 
por meio do bombeamen-
to de reservas do subsolo. 
Na Cidade do México, a su-
perexploração desse recurso 
natural provoca o rebaixa- 
mento do terreno, chama-
do de subsidência. Enten-
da melhor esse processo 
no infográfico das páginas 
166 e 167. 
Figura 13. Em 60% 
do território mexicano 
predominam os climas árido 
e semiárido. Na Meseta, as 
temperaturas amenizadas 
pela altitude favoreceram a 
ocupação humana. Na foto, 
Cidade do México, localizada 
na porção centro-sul, em um 
dos vales da Meseta, 
México (2013).
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Navegar é preciso
Museu Nacional de 
Antropologia – Cidade 
do México
Amplie seus 
conhecimentos sobre 
as origens do México 
consultando esse site, 
em espanhol.
165PERCURSO 18
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98
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PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 165 01/06/16 01:01
A Cidade do México está localizada no Vale do México, 
cercada por montanhas que impedem a drenagem das 
águas de seus rios. Por essa razão, ao longo de milhares 
de anos, as águas formaram grandes lagos. Desde 1324, 
quando aí chegaram os astecas, essa planície passou a ser 
povoada. Os astecas se assentaram em uma pequena 
ilha, onde fundaram a capital do império, Tenochtitlán, 
uma cidade adaptada às águas, com canais, pontes, 
aquedutos e diques, que a protegiam de inundações.
A subsidência na 
Cidade do México
Cobrindo o aquífero, 
há um aquitarde (camada 
com pouca permeabilidade) 
de materiais argilosos.
No subsolo encontram-se 
materiais aluviais, constituídos 
essencialmente por cascalho 
e areia, misturados com 
materiais de origem vulcânica, 
como lava e cinzas. 
Aí está o aquífero.
Quando os espanhóis
conquistaram Tenochtitlán, 
em 1521, arrasaram a capital
e construíram outra cidade 
no mesmo local. Com seu 
crescimento ao longo do tempo 
e o uso intensivo das águas...
... os lagos sumiram quase 
totalmente. Hoje, todaa região 
metropolitana da Cidade do 
México utiliza as águas do lençol 
freático. Como o uso é intenso, 
a cidade sofre com a subsidência, 
ou seja, a retirada excessiva de água 
tem provocado seu afundamento. 
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13 km
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550 km
100o 80o 20o
Trópico
de Câncer
O aquífero, quando 
confinado, exerce 
pressão ascendente 
na camada argilosa.
México
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A mancha urbana tem 1.926 km²
e uma população de mais de 
21 milhões de habitantes.
Um aquífero não é um grande lago subterrâneo, 
mas sim uma formação geológica que armazena 
água. Tem essa capacidade porque as rochas são 
porosas e permeáveis, e retêm água.
99o O 99o O
19o N 19o N
INFOGRÁFICO
166 EXPEDIÇÃO 5
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99°
19°
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 (
20
14
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CIDADE DO 
MÉXICO, DF
ESTADO DE 
MORELOS
ESTADO DO 
MÉXICO
ESTADO DO 
MÉXICO
CIDADE DO 
MÉXICO, DF
O rebaixamento da cidade
A composição ao lado, feita com base em 
imagens de satélite e leituras da superfície 
do solo por radares ao longo de 2014, 
mostra que o rebaixamento do solo 
é diferente nos vários pontos da cidade.
Enquanto as áreas em 
verde têm variação 
próxima de zero, as áreas 
indicadas em vermelho-
-escuro chegam a 
afundar em um ritmo de 
2,5 centímetros por mês.
A Cidade do México corresponde ao 
Distrito Federal, uma das 32 unidades 
federativas mexicanas.
O peso das 
construções 
também 
contribui para 
o afundamento 
e corresponde 
a cerca de 
15% da 
subsidência 
na Cidade 
do México.
Catedral Metropolitana 
da Cidade do México
Água consumida
72% da água que se consome na 
Cidade do México vem do lençol 
freático e é extraída por meio de seis 
mil poços perfurados. Para garantir o 
abastecimento, a capital conta com 
água de reservas de cidades vizinhas.
Extração e capacidade de 
reposição do aquífero
Fontes: ILLADES, Juan M. L.; PÉREZ, Miguel A. C. El hundimiento del terreno en la ciudad de México y sus implicaciones en el sistema de drenaje. Ingeniería Hidráulica en México, v. XIII, n. 3, p. 13-18, 
set.-dez. 1998; DÍAZ-RODRÍGUEZ, Jorge A. Los suelos lacustres de la Ciudad de México. Revista Internacional de Desastres Naturales, Accidentes e Infraestructura Civil, v. 6, 2006; A mancha urbana avança, 
a água desaparece. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 3 ago. 2008. Megacidades; VILLA, Enrique S. Historia y actualidad del hundimiento regional de la Ciudad de México. Disponível em: 
; Registran hundimiento de la ciudad. El universal, Cidade do México, 15 nov. 2007. Disponível em: . Acessos em: 19 nov. 2015.
Variação em 
centímetros por mês
–2,5 2,5
28 m³/s
A quantidade 
de água reposta 
naturalmente 
é de: 52,3 m³/s
Enquanto a 
quantidade de 
água extraída 
é de:
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15 km
99o O
19o N
Interprete
1. Explique por que a Cidade do México está 
afundando.
2. Estabeleça a relação entre as � guras da área do lago 
em 1521 e da área da Cidade do México nos dias 
atuais com a � gura da Catedral Metropolitana.
167PERCURSO 18
1. A Cidade do México está afundando por causa da subsidência decorrente da intensa exploração do lençol freático. 2. A diminuição da área do lago e o 
afundamento da Catedral Metropolitana estão relacionados ao uso intensivo da água dos grandes lagos, além do crescimento da mancha urbana. 
A retirada excessiva das águas do lençol freático também leva ao afundamento da Cidade do México. O aquífero confinado no solo faz pressão 
ascendente na camada acima dele. Como a água é retirada, essa pressão diminui, levando ao abaixamento do terreno da cidade. O peso das 
construções também colabora. Por isso, a sobre-exploração da água, que é representada pela figura da diminuição da área do lago, e o afundamento 
das construções, representado pela figura da Catedral, podem ser relacionados.
PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 167 01/06/16 01:01
Figura 14. México: indústria e recursos minerais – 2012
 Economia
Com a criação do Nafta, em 1992, a economia mexicana apresentou 
grande crescimento graças aos investimentos estrangeiros e ao aumen-
to das exportações. Além do turismo, destacam-se a agropecuária e a in-
dústria. Conheça, a seguir, os principais setores da economia mexicana.
Indústria e recursos minerais
Além do maior complexo industrial do país, localizado ao redor da Ci-
dade do México, outros centros industriais se destacam, como Guada-
lajara, Monterrey, Lázaro Cárdenas e Monclova (figura 14). Os setores 
mais importantes são o têxtil, o alimentício, o automobilístico, o petro-
químico, o siderúrgico e o metalúrgico. 
3 
O México, rico em recursos minerais, está entre os maiores produtores 
mundiais de prata, chumbo e zinco, além de possuir abundantes reser-
vas de ferro, manganês, níquel, cobre, ouro e outros minérios essenciais 
à indústria.
Na porção oriental do território, voltada para o Golfo do México, locali-
zam-se as grandes jazidas petrolíferas e as indústrias petroquímicas, nas 
cidades de Tampico e Veracruz. O petróleo, extraído por uma grande 
empresa estatal, a Pemex (Petróleo Mexicano), é o mais importante produ-
to de exportação do país e tem como principal destino os Estados Unidos 
(figuras 15 e 16). O México foi o décimo primeiro produtor mundial de 
petróleo em 2014, ano em que a Arábia Saudita, a Rússia e os Estados 
Unidos ocuparam os três primeiros lugares.
Figura 15. Plataforma de 
petróleo contratada pela 
estatal mexicana Pemex, 
no Golfo do México (2013).
Fontes: elaborado com base em Le Grand Atlas du XXIe Siécle. Paris: Gallimard, 2013.
p. 41; Capital: l’encyclopédie du monde 2006. Paris: Nathan, 2005. p. 418; Atlas National 
Geographic: América do Norte e Central. v. 6. São Paulo: Abril, 2008. p. 59.
O petróleo é explorado 
em que porção do 
território mexicano?
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Zonas petrolíferas
Carvão
Minério de ferro
Região industrial
Zona Franca
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Hidreletricidade
Produção de gás natural
Indústria maquiadora 
de fronteira
Refinaria e centro
petroquímico
Siderurgia
Indústria química
Metalurgia
Indústria automobilística
Indústria têxtil
Indústria de bebidas
Indústria de conservas Indústria eletrônica
Indústria alimentícia
Durango
Campeche
Mérida
ESTADOS UNIDOSESTADOS UNIDOS
OCEANO
PACÍFICO
San Diego
Tijuana
Calexico
Mexicali Nogales
El Paso
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Torreón
Mazatlán
Aguascalientes
Guadalajara
Lázaro Cárdenas
GUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALAGUATEMALA
EL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOR
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TabascoMinatitlán
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Brownsville
Golfo do
México
Del Rio
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Piedras Negras
Monclova
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Nuevo Laredo
Mac Allen
Monterrey Matamoros
Tampico
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VeracruzCidade do México
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Prieta Ciudad
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100° O
TRÓPICO DE CÂNCER
280 km
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Na porção oriental ou leste voltada 
para o Golfo do México.
Em 2014, os dez países maiores produtores de petróleo foram: Arábia Saudita (12,9%); Rússia (12,7%); 
Estados Unidos (12,3%); China (5,0%); Canadá (5,0%); Irã (4,0%); Emirados Árabes Unidos (4,0%); Iraque 
(3,8%); Kuwait (3,6%); Venezuela (3,3%); México (3,2%). O Brasil se classificou nesse ano em 12o lugar, 
com uma produção de 2,9% em relação à produção mundial.
PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 168 01/06/16 01:01
Explique a função 
deste animal.
Agropecuária 
O território mexicano é pouco favorável à agropecuária. A presença de 
montanhas e declimas áridos e semiáridos reduz a disponibilidade 
de áreas cultiváveis. Ainda assim, esse setor emprega cerca de 14% da 
População Economicamente Ativa (PEA) do país (figura 17).
Cerca de 39% do território é ocupado pela pecuária, voltada princi- 
palmente para a criação de gado bovino e praticada no centro-norte 
do país (figura 18, na página seguinte). 
Figura 16. México: destino das exportações de petróleo – 2014
Fontes: elaborado com base em IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 34; Anuario estadístico 
2014. Cidade do México: Pemex, s/d. p. 63. Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2015.
Figura 17. A cultura 
do milho é praticada há 
milhares de anos no México. 
Na foto, trabalhador arando 
a terra no estado de Puebla, 
México (2013) e o vulcão 
Popocatepetl ao fundo.
Nota: O Convênio de San José é um acordo de cooperação petrolífera (vigente desde 1980) entre México e Venezuela 
que beneficia os países da América Central Continental e Insular. Cada signatário garante a entrega de 80 mil barris diários 
de petróleo cru com condições de venda favoráveis.
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OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
ATLÂNTICO
EQUADOR
0º
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
0°
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
TRÓPICO DE CÂNCER
OCEANO
PACÍFICO
Os quadrados são proporcionais à quantidade
exportada de petróleo, em milhares de barris por dia
(1 barril equivale a aproximadamente 159 litros).
Canadá
20,5
Estados
Unidos
792,3
Espanha
162,6
Holanda 24,6
Índia
80,5
China
13,9
2.330 km
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.
Espera-se que o aluno 
reconheça que a força do 
animal é empregada para 
arar a terra. Já na agricultura 
moderna, ou na que dispõe 
de capital, emprega-se o 
trator para puxar o arado.
PDF-154-191-EG8-U05-M.indd 169 01/06/16 01:01
Os produtos com maior área de cultivo e voltados para o abasteci-
mento do mercado externo são: algodão, sisal, café e cana-de-açúcar.
Para o mercado interno, são cultivados milho, batata, trigo, arroz e soja. 
Após a entrada em vigor do Nafta, a produção de milho perdeu espaço 
diante da concorrência estadunidense.
As transnacionais de alimentos no México
Grandes empresas transnacionais de alimentos têm se estabeleci-
do no México. Compram as melhores terras e orientam a produção para 
atender ao mercado externo, principalmente os Estados Unidos. Contro-
lam 90% da produção mexicana de algodão, aspargos, morangos, cebo-
las, hortaliças e outros vegetais.
Embora as grandes empresas também cultivem esses produtos nos 
Estados Unidos, preferem o México, onde podem obter lucros maiores, 
uma vez que a terra e a mão de obra são mais baratas, além da proximi-
dade do mercado consumidor estadunidense.
Entre as consequências desse estabelecimento de empresas transnacio- 
nais de alimentos no México, destacam-se: diminuição da área de cul-
tivo de milho e de feijão — produtos básicos e tradicionais na alimen-
tação do mexicano — e sua consequente alta de preços; aumento da 
carência alimentar; alteração dos hábitos alimentares da população 
em decorrência da influência da propaganda das transnacionais; va-
lorização da terra rural, dificultando seu acesso aos camponeses e aos 
sem-terra etc.
Figura 18. México: exploração do solo e do mar – 2012
Explique a localização 
das culturas de café 
e de algodão com base 
na posição do Trópico 
de Câncer.
Tijuana
Torreón
Monterrey
Guadalajara
Tampico
Mérida
Acapulco
Puebla
León
San Luis
Potosí
Heroica
Veracruz
Cidade do
México
Ciudad Juárez
Golfo do México
ESTADOS UNIDOS
OCEANO
PACÍFICO
TRÓPICO DE CÂNCER
100° O
BELIZE
GUATEMALA
HONDURAS
EL SALVADOR
Mexicali
Hermosillo
Chihuahua
Culiacán
Oaxaca Tuxtla Gutiérrez
Villahermosa
Campeche
Sisal
Milho
Algodão
Florestas
Cana-de-açúcar
Criação extensiva
Milho e trigo
Capital
Cidade principal
Peixe
Madeira
Baunilha
Marisco
Café
Arroz
Fontes: elaborado com base em 
Le Grand Atlas du XXIe Siécle. 
Paris: Gallimard, 2013. p. 40; Capital: 
l’encyclopédie du monde 2006. 
Paris: Nathan, 2005. p. 418; Atlas 
National Geographic: América do 
Norte e Central. v. 6. São Paulo: 
Abril, 2008. p. 57. 
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Pausa para o cinema
Viva Zapata! 
Direção: Elia Kazan, Estados 
Unidos: Twentieth Century 
Fox Film Corporation, 1952. 
Duração: 113 min. 
O filme conta a história do 
líder revolucionário mexicano 
Emiliano Zapata. Camponês e 
indígena, liderou a luta pela 
reforma agrária a partir 
de 1910 contra o governo 
e os grandes proprietários 
de terra.
170 EXPEDIÇÃO 5
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As culturas de café se localizam 
ao sul do Trópico de Câncer, pois 
necessitam de maior umidade, 
e as de algodão, ao norte, pois 
se desenvolvem bem em altas 
temperaturas com baixa umidade, 
o que ocorre na região semiárida 
da porção norte do México.
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Ranking 
Classificação ordenada 
segundo critérios definidos.
stação Socioambiental
Cidade do México: de cidade 
mais poluída do mundo 
a exemplo de mobilidade 
sustentável
“Após um crescimento desordenado, com 
indústrias dentro da cidade e muitos carros 
circulando, a Cidade do México alcançou o 
título de cidade mais poluída do mundo na 
década de 80.
Todos sofriam muito com a poluição, prin-
cipalmente idosos e crianças. Havia dias crí-
ticos em que não se podia sair para trabalhar, 
estudar, e era proibido qualquer atividade ao ar 
livre. Os níveis de poluição ultrapassavam em 
até quatro vezes as normas de proteção à saúde.
[…] A população começou a pressionar o 
governo cobrando medidas para combater 
este problema. […]
Atualmente, a Cidade do México deixou o 
ranking das 10 cidades mais poluídas do mun-
do. O trânsito ainda é caótico, mas há quartei-
rões do centro que são exclusivamente para 
pedestres, e muitos mexicanos preferem isso.
O problema de poluição na capital mexica-
na é ainda mais agravado por sua localização 
geográfica. Como fica em um vale, a poluição 
encontra uma cadeia de montanhas ao sul, com 
altitude de 3.800 m, e não consegue se disper-
sar. A cidade também fica no alto, a 2.200 m de 
altitude, o que a deixa muito próxima da cama-
da de poluentes que paira no ar. Além disso, por 
ficar longe do mar, tem 23% menos de oxigênio 
do que as cidades costeiras […].
Victor Hugo Paramo, diretor de gestão da 
qualidade do ar, relata que ‘quando se compa-
ra a qualidade do ar de hoje com a do início dos 
anos 90, percebe-se uma grande melhoria. […]’ 
Os veículos são responsáveis por 80% das 
emissões de poluentes, e, portanto, o trânsito é 
responsável direto do problema da poluição. […]
Para estimular a troca de carros antigos, que 
poluem muito mais, o governo também criou 
um programa de substituição de frota. Os car-
ros e ônibus antigos são destruídos e reciclados, 
e o governo financia a compra de um novo veí-
culo ou paga pelo ferro-velho. […]
Outra medida muito importante adotada 
na Cidade do México diz respeito às bicicletas: 
é a Ecobici, um programa de compartilhamen-
to de bicicletas no centro da capital. Conforme 
afirma Tanya Muller, responsável pelo Ecobici, 
‘este programa é uma ação que permite aos ci-
dadãos terem acesso às bicicletas. Cerca de 50% 
de todas as viagens diárias na Cidade do México 
são menores que 8 km. Então a bicicleta é mui-
to eficiente. Além disso, há compartilhamento 
da Ecobici com o metrô e com o Metrobus.’ […]”
SCHÖRNER, Anderson Ricardo. Cidade do México. 
Revista Bicicleta, 13 jan. 2014. Disponível em:. Acesso em: 18 nov. 2015.
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Ciclovia na Cidade do México (2014).
Interprete
1. Além dos veículos automotores em circu-
lação na Cidade do México, determinadas 
condições naturais ali existentes agravam a 
sua poluição atmosférica? Quais são?
Argumente
2. Se você tivesse que explicar para um colega 
as vantagens do uso da bicicleta como meio 
de transporte em substituição aos veículos 
automotores, que argumentos utilizaria?
171PERCURSO 18
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Com o professor de Ciências, podem-se apresentar e discutir princípios e práticas para a construção de cidades sustentáveis no 
Brasil e no mundo. Para essa finalidade, sugerimos consultar o Programa Cidades Sustentáveis: .
Meio 
Ambiente
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Atividades dos percursosAtividades dos percursos 17 e 18
México: condições de vida – 2010
Revendo conteúdos
1 Com base nos dados fornecidos no Percur-
so 17, explique por que México, Argentina 
e Brasil são considerados as maiores eco-
nomias latino-americanas.
2 Em um debate realizado entre grupos 
de alunos do 8o ano sobre as maiores 
economias latino-americanas — México, 
Argentina e Brasil —, três afirmações 
resumiram os fatores que aceleraram 
a industrialização desses países e lhes 
permitiram chegar a essa posição, mas 
apenas uma está correta. Assinale-a e 
justifique sua escolha.
 Afirmação I: Esses países se industrializa-
ram ao mesmo tempo que os países desen-
volvidos e, portanto, com o apoio deles, 
não foram afetados pelas grandes guerras 
mundiais, nem pela Crise de 1929.
 Afirmação II: Nesses países, a industria-
lização aconteceu tardiamente em relação 
aos países desenvolvidos e foi beneficiada 
pelas grandes guerras mundiais e pela 
Crise de 1929 nos Estados Unidos.
 Afirmação III: Esses países só chegaram 
a essa posição porque continuaram sendo 
grandes importadores durante as gran-
des guerras e a Crise de 1929, mantendo 
ativo o mercado interno.
3 Por que a Crise de 1929 não ficou restrita 
aos Estados Unidos e afetou outros paí-
ses em todo o mundo, entre eles o Brasil?
4 Que aspectos físicos explicam a maior 
concentração populacional na porção 
central do Planalto do México?
5 Explique o que é “subsidência” e por que 
ela tem ocorrido na Cidade do México.
6 Por que para as transnacionais de alimen-
tos é vantajoso se estabelecer no México?
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Leituras cartográficas
7 O México, a exemplo do Brasil, tem seu território dividido em estados e 
distrito federal. Observe o mapa que mostra as condições de vida em cada 
um deles e escreva um texto interpretativo sobre o que ele representa.
Fonte: FERREIRA, Graça 
M. L. Atlas geográfico: 
espaço mundial. 4. ed. 
São Paulo: Moderna, 
2013. p. 72.
TRÓPICO DE CÂNCER
100º O
ESTADOS UNIDOSESTADOS UNIDOS
Baixa
Califórnia
do Norte
Sonora
Baixa
Califórnia
do Sul
Chihuahua
Coahuila
Durango
Sinaloa Zacatecas
Nuevo
León
Tamaulipas
Guanajuato
Querétaro
Hidalgo
Tlaxcala
Tabasco
Puebla
D.F.
Morelos
Nayarit
San Luis
Potosí
Jalisco
Colima Veracruz
Guerrero
Michoacán
Cidade do México
Oaxaca Chiapas
Campeche
Iucatã
Quintana
Roo
BELIZEBELIZEBELIZE
GUATEMALAGUATEMALAGUATEMALA
EL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOREL SALVADOR NICARÁGUAGUAGUAGUAGUAGUA
HONDURASHONDURASHONDURASHONDURAS
Golfo de
Campeche
Golfo
do México
OCEANO
PACÍFICO
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Nível de condição de vida
Muito alto
Alto
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Muito baixo 360 km
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EXPEDIÇÃO 5172
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Os dados do mapa são 
de 2010, ano do último 
recenseamento do 
México.
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Participação dos setores de produção no PIB 
(em %) – 2014
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10 Leia o fragmento de texto abaixo e res-
ponda.
“[…] A Cidade do México é o principal 
exemplo de superexploração das águas sub-
terrâneas. Estima-se que é extraído dos aquí-
feros da região um volume de água 30 a 65% 
superior aos níveis de recarga, fazendo com 
que os mananciais do subsolo estejam dimi-
nuindo a um ritmo médio de 1 metro por ano. 
Em alguns locais, o afundamento do solo pro-
vocado pela redução do nível das águas dos 
aquíferos chegou a 7,5 metros abaixo do ní-
vel original […]. Para piorar, as áreas de recar-
ga dos mananciais vêm sendo ocupadas pela 
expansão da cidade […].”
WHATELY, Marussia; BLAUTH, Fernanda; WEIS, Bruno. 
Água nas metrópoles, o risco da escassez. De olho 
nos mananciais, 3 set. 2011. Disponível em: 
. 
Acesso em: 18 nov. 2015.
a) Qual problema socioambiental é retra-
tado no texto?
b) Qual é a principal consequência desse 
problema para a Cidade do México?
c) A que se refere “um volume de água 30 
a 65% superior dos níveis de recarga” 
das águas subterrâneas?
Pratique
11 Com base nos dados sobre a composição 
da população mexicana apresentados na 
página 165, construa um gráfico de setores 
e, em seguida, responda às questões. Lem-
bre-se de que a circunferência possui 360° 
e, dividindo-os por 100, cada 3,6° corres- 
ponde a 1%. Multiplique cada informação 
percentual por 3,6 para obter o ângulo 
que ela terá no gráfico. Anote os valores, 
pinte os setores, elabore uma legenda e 
dê um título ao gráfico.
a) Indique o grupo que predomina na com-
posição da população mexicana. Você 
saberia explicar por que ele é predomi-
nante no total da população mexicana?
b) Qual é a vantagem do uso do gráfico de 
setores para a visualização desse tipo 
de dado?
Explore
8 Você está planejando uma viagem à 
Cidade do México. Com base no climogra- 
ma representado a seguir, que meses 
do ano você escolheria para visitar essa 
cidade? Por quê?
9 Observe a tabela e, em seguida, responda 
às questões.
Países
Setor 
primário
Setor 
secundário
Setor 
terciário
Argentina 10,4 29,5 60,1
Brasil 5,8 23,8 70,4
México 3,5 36,4 60,1
Fonte: CIA. The World Factbook. Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2015.
a) Com base em seus conhecimentos, ex- 
plique quais são as atividades econômicas 
que cada setor de produção abrange.
b) Pode-se afirmar que a maior parte da 
geração de riquezas no México, na 
Argentina e no Brasil provém da agri-
cultura? Explique sua resposta com base 
nos dados fornecidos pela tabela.
Cidade do México: climograma
Fonte: Atlas National Geographic: América do Norte e Central. 
São Paulo: Abril, 2008. v. 6. p. 56; Instituto Nacional de Estadística 
y Geografía. Anuario estadístico y geográfico de los Estados Unidos 
Mexicanos 2014. México: INEGI, 2014. p. 52.
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Latitude: 19° 26‘ N
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Altitude: 2.240 m
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PERCURSO
19 Argentina
 Regiões naturais, uso da terra 
e recursos minerais
Com área territorial de 2.780.403 km², a Argentina é o maior país da 
América Latina espanhola e o segundo maior da América do Sul, depois 
do Brasil. Seu nome originou-se de “Terra Argentea” (“terra da prata”), 
como foi chamada pelos antigos conquistadores e exploradores espa-
nhóis, que, no século XVI, adentraram o atual território argentino em 
busca de jazidas desse mineral.
O território argentino pode serdividido 
em cinco regiões naturais: Cordilheira 
dos Andes, Grande Chaco, Mesopotâmia, 
Pampas e Patagônia. 
•	 Cordilheira dos Andes
No oeste da Argentina, de norte a sul, a 
Cordilheira dos Andes delimita uma longa 
fronteira natural com o Chile. Na parte cen-
tral, localizam-se as maiores altitudes: o Pico 
General Manuel Belgrano (6.250 metros) e 
o Pico do Aconcágua (6.962 metros), entre 
outros (figura 19). O Aconcágua é o segundo 
de maior altitude do mundo, superado 
apenas pelo Monte Everest, com 8.848 me-
tros, localizado na Ásia. 
Na base da cordilheira, região de cli-
ma semiárido, destacam-se a extração de 
petróleo e o cultivo irrigado de frutas nas 
cidades importantes e populosas de San 
Juan e Mendoza (figura 20), onde uma 
rede de canais de irrigação recebe e dis-
tribui a água do degelo de glaciais que 
desce dos cumes andinos, regando os 
campos de frutas e os famosos vinhedos 
(figura 21). 
1 
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 6. ed. 
Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 40. 
Figura 19. Argentina: físico
60ºO
40ºS
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
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6.723 m
GAL. M.
BELGRANO
6.250 m
ACONCÁGUA
6.962 m
V. MAIPO
5.323 m
CAMPANÁRIO
4.002 m
TRONADOR
3.410 m
Is. Falkland
(Malvinas)
I. dos Estados
Canal de Beagle
BOLÍVIA
PARAGUAI
BRASIL
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Golfo de São M
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Rio da Prata
Rio Colorado
Rio Deseado
Estreito de
Estreito de Drake
Magalhães
Rio Salado
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Baía Blanca
Baía Grande
Golfo
de São Jorge
C. Três
Pontas
Rio Negro
Rio Chubut
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
PLANÍCIE
PLATINA
4.000
Pico
Altitudes (metros)
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
600
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174 EXPEDIÇÃO 5
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Que porção do relevo argentino pode 
ser vista no terceiro plano da foto?
Na extremidade norte, a cordilheira se ramifica, abrigando o Planalto 
da Puna de Atacama, parcialmente chileno, com altitude média que varia 
de 3 a 4 mil metros. Em virtude do clima semiárido e da escassez de 
chuvas, os cursos regulares de água nessa região são quase inexistentes. 
Entretanto, obras de irrigação permitiram o cultivo da cana-de-açúcar. 
Existem importantes depósitos de sal nas depressões das cadeias mon-
tanhosas que rodeiam esse extenso planalto, como a Salina de Arizaro e 
a de Antofalha (figura 22). 
Figura 20. Argentina: agricultura 
e pecuária
Fontes: elaborado com base em Capital: l’encyclopédie du 
monde 2006. Paris: Nathan, 2005. p. 110-111; CHARLIER, 
Jacques (Org.). Atlas du 21e siècle 2013. Paris: Nathan, 
2011. p. 154.
Figura 21. Cultura de uva (vinhedo) na província 
de Mendoza, Argentina (2012). Essa província 
é a principal do país na exportação de produtos 
vitivinícolas: detém 70% dos vinhedos da Argentina 
e quase 70% das vinícolas do país. 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
60°O
35°S
PARAGUAIPARAGUAI
URUGUAI
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BRASIL
Buenos Aires
Rosário
Corrientes
Santa Fé
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Trigo
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Algodão
Cana-de-açúcar
Vinha e oliveira
Frutas (irrigação)
Criação intensiva de bovinos
Criação extensiva de ovinos
Criação extensiva de bovinos
Quebracho
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Figura 22. Salina ao sul do Planalto da 
Puna de Atacama, noroeste da Argentina 
(2015). Ao secarem, antigos lagos 
deixaram grandes depósitos de sal, hoje 
explorados economicamente.
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A Cordilheira dos Andes.
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•	 Grande Chaco
Localizado no norte do território argentino (reveja a figura 19), na 
fronteira com o Paraguai, o Grande Chaco é formado por planícies onde, 
no passado geológico, havia lagos que, ao longo do tempo, secaram, 
dando origem a salinas e pântanos. A rede hidrográfica é formada por 
rios cujos cursos seguem de oeste para leste.
O Grande Chaco divide-se em duas porções distintas, uma úmida e ou-
tra seca. No Chaco úmido, região voltada para o Oceano Atlântico e com 
maior pluviosidade, a formação vegetal típica é a mata tropical. Desta-
ca-se nessa área a diversidade de espécies animais e vegetais, tal como 
ocorre no Pantanal brasileiro — juntos, formam um dos mais belos, 
extensos e diversos conjuntos de terras úmidas do mundo. Existem, no 
entanto, diferenças importantes entre eles no que diz respeito à infraes- 
trutura (mais desenvolvida no Chaco) e às políticas de conservação (mais 
avançadas no Pantanal).
No Chaco seco, de clima semiárido e mais próximo à Cordilheira dos 
Andes, a menor pluviosidade contribui para o predomínio da savana. 
Grandes extensões da região chaquenha (cerca de 4.000.000 ha), in-
cluindo o Chaco seco, estão ocupadas pela agricultura, em virtude das obras 
de irrigação. Destacam-se a atividade algodoeira, com centro na província 
do Chaco, e, em outras áreas, as plantações de feijão, soja e arroz. No Chaco 
também existem grandes rebanhos de pecuária bovina extensiva e é rea-
lizada a extração vegetal do quebracho e da erva-mate (figura 23), utili- 
zada no preparo do chimarrão, bebida tradicional e popular consumida na 
Argentina, no sul do Brasil e no Uruguai.
Figura 23. Trabalhador carregando folhas de erva-mate em plantação próxima 
à cidade de Oberá, na província de Misiones, Argentina (2013).
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Navegar é preciso
Argentina
Esse site, em espanhol, traz 
vários tipos de informações 
sobre o país. Consulte o 
menu “País” e, no item em 
“Acerca de la Argentina”, 
obtenha informações 
históricas e geográficas 
sobre as diferentes regiões 
naturais do país.
Quebracho 
Planta da qual se extrai 
o tanino, substância 
usada para produzir 
medicamentos antivômito.
176 EXPEDIÇÃO 5
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Mesopotâmia
A leste do Grande Chaco, no nordeste da Argentina, a planície úmida 
da Mesopotâmia (localize-a na figura 19) está situada entre dois dos 
principais cursos fluviais do país: os rios Paraná e Uruguai, que formam 
um delta de 14 mil km2 antes de desembocarem no Rio da Prata, um dos 
maiores estuários do mundo (figura 24). Nessa região são cultivados al-
godão, milho, erva-mate etc. Na Mesopotâmia localiza-se Entre Rios, a 
principal província do país produtora e exportadora de arroz e frutas cí-
tricas (laranja, tangerina, limão etc.), destinados aos grandes centros ur-
banos argentinos e países europeus. A região também se destaca pela 
atividade avícola e pela pecuá ria extensiva de bovinos, cuja produção é 
exportada para países europeus e Estados Unidos.
•	 Pampas
Situados no centro da Argentina e ao redor do Rio da Prata, os Pam-
pas abrangem uma grande área de terras, com formato semelhante ao 
de um leque, tendo na base Buenos Aires, a capital da Argentina. Esten-
dem-se ainda por outras cidades importantes, como Santa Fé, Rosário e 
Baía Blanca (localize-as na figura 20).
Sob influência do clima temperado, os Pampas são formados, princi-
palmente, por uma planície úmida com solos escuros, considerados entre 
os mais férteis domundo; embora haja algumas áreas mais secas, to-
das as porções dos Pampas são produtivas, constituindo uma região de 
grande importância econômica para a Argentina. Aí se concentram 66% 
do rebanho bovino (figura 25, na página seguinte) e 50% do rebanho 
ovino do país, cuja produção de carne é exportada principalmente para 
os Estados Unidos e para a Europa. 
O relevo plano e pouco ondulado dos Pampas permite a mecaniza-
ção da agricultura. Entre os cultivos, destacam-se alfafa, trigo, milho, 
soja, algodão e produtos hortifrutigranjeiros para abastecer os cen-
tros urbanos.
Figura 24. Parte do delta que 
origina o Rio da Prata entre a 
Argentina e o Uruguai (2013).
Você sabe distinguir 
estuário de delta? 
Explique a diferença e 
identifique na imagem 
um elemento que 
caracterize um delta.
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Enquanto estuário é a foz de 
um rio que forma boca única 
e é, geralmente, assolado por 
correntes marítimas e correntes 
de marés que impedem o acúmulo 
de detritos, o delta é a foz de um 
rio com depósitos de sedimentos 
que formam vários canais e têm 
a con� guração de um leque em 
direção ao mar. Na fotogra� a, 
é possível perceber que há acúmulo 
de sedimentos devido à formação de 
ilhas na foz do rio.
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•	 Patagônia 
Situada ao sul do Rio Colorado, no sul da Argentina, a Patagônia é for-
mada por planaltos e planícies de clima frio e semiárido (localize-a na 
figura 19). Com 930.731 km2, abriga paisagens diversas que atraem tu-
ristas de muitos países, como a área montanhosa dos Andes, a oeste, e a 
costa marcada por penhascos na fachada leste.
Além da pecuária bovina, desde o século XIX pratica-se nessa região 
a pecuária ovina (criação de ovelhas), favorecida pelas baixas tempera-
turas (figura 26). 
Entre os recursos minerais aí explorados estão o cobre, o carvão e o 
ouro. O petróleo e o gás natural, no entanto, são as principais riquezas 
da região — a cidade de Comodoro Rivadávia é chamada de “capital do 
petróleo” argentino.
Em virtude dos constantes e fortes ventos dessa região, nela foram 
construídos parques eólicos, iniciativa que está sendo seguida em outras 
províncias do país, como ao sul da província de Buenos Aires.
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Figura 25. Vaqueiro conduz 
rebanho de gado bovino 
nos Pampas da Argentina, 
na província de Buenos 
Aires (2015).
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Navegar é preciso
Instituto Nacional de 
Estatística e Censos 
(Indec) – Argentina
No site do Indec, que 
corresponde ao IBGE da 
Argentina, você encontra 
mapas, informações e 
dados estatísticos sobre 
o território, a população 
e a economia do país.
Figura 26. Ovinos em estepe da Patagônia argentina, 
próximo à cidade de El Calafate (2013). Os fortes ventos 
que caracterizam a Patagônia são oriundos principalmente 
do Oceano Pacífico. A umidade que eles carregam causa 
precipitação nas montanhas situadas em território chileno. 
Assim, os ventos que chegam do lado argentino vêm 
com pouca umidade, o que torna as estepes patagônicas 
uma região semidesértica, especialmente no nordeste, 
apesar da proximidade com o Oceano Atlântico.
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 População
Com 43,4 milhões de habitantes em 2015, a Argentina apresentava den-
sidade demográfica média de 15,6 hab./km2 nesse ano. Assim como em ou-
tros países, essa população está distribuída de forma desigual pelo território.
Cerca de 66% dos habitantes concentram-se nos Pampas, incluindo-
-se a região metropolitana de Buenos Aires, a terceira maior aglomeração 
urbana da América Latina, onde vivem quase 16 milhões de habitantes.
Em contraste, a Patagônia corresponde à “Argentina do vazio de-
mográfico”, concentrando apenas cerca de 5% da população do país. 
Baixas densidades demográficas também são encontradas na Cordilheira 
dos Andes, por causa do clima semiárido na base e do clima frio e relevo 
acidentado em suas altitudes mais elevadas. 
•	 Composição 
A maioria dos argentinos é descendente de italianos, espanhóis e ou-
tras nacionalidades europeias. Quase todos os povos indígenas nativos 
foram exterminados durante a colonização, restando apenas algumas 
comunidades ao norte e nas zonas andinas. 
Diferenciando-se de outros países da América Latina, a população ar-
gentina apresenta baixo crescimento demográfico anual (0,93%), alta 
taxa de urbanização (91,8%), reduzido índice de analfabetismo de maio-
res de 15 anos (2%) e de média a baixa mortalidade infantil (9,7‰).
 Indústria e energia
O maior complexo industrial argentino localiza-se na região metropoli-
tana de Buenos Aires (figura 27), onde se concentram indústrias de dife-
rentes setores, como siderúrgico, metalúrgico, mecânico, naval, químico, 
têxtil, de refino de petróleo e de alimentos (figura 28, na página seguinte). 
O eixo que se estende a noroeste de Buenos Aires, que abrange as cidades de 
Rosário, Santa Fé e Córdoba — a segunda cidade mais populosa do país —,
forma a mais importante região de diversificação industrial do país. 
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Figura 27. Avenida 9 de Julho 
e o obelisco da Praça da 
República, área importante 
de Buenos Aires, capital da 
Argentina (2013).
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Pausa para o cinema
Argentina latente. 
Direção: Fernando E. 
Solanas. Argentina/França/
Espanha: Cinesur, 2007. 
Duração: 100 min. 
Nesse documentário 
são discutidas as 
contradições da sociedade 
argentina diante de suas 
potencialidades humanas, 
naturais e econômicas.
Diários de motocicleta. 
Direção: Walter Salles. 
Estados Unidos/Alemanha/
Inglaterra/Argentina, 
2004. Duração: 130 min.
O filme é baseado nos 
diários de Ernesto “Che” 
Guevara e de Alberto 
Granado, escritos durante 
uma viagem dos dois 
argentinos por países 
da América Latina.
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 Conflitos territoriais recentes
Há tempos os governos argentinos lidam com dois impasses geopo- 
líticos: a disputa com o Chile pelas ilhas Picton, Nueva e Lennox, no Canal 
de Beagle, situado no extremo sul do continente americano; e a disputa 
pela posse das Ilhas Falkland (Malvinas, para os argentinos) com o Reino 
Unido (figura 29).
4 
•	 Canal de Beagle
Esse canal estreito, no extremo meridional da América do Sul, separa a 
Terra do Fogo das ilhas da Antártida chilena. No final da década de 1970 e 
no início dos anos 1980, Chile e Argentina quase chegaram a um conflito ar-
mado ao disputarem a posse das três ilhas situadas na entrada oriental do 
canal. Em 1984, com a mediação do Vaticano, a questão foi resolvida: o Chi-
le ficou com a sua posse, mas, em contrapartida, a Argentina obteve direitos 
sobre o petróleo que poderá ser encontrado nas águas dessa área.
Figura 28. Argentina: indústria e energia
Além de se destacar 
na produção vinícola, 
Mendoza é um centro 
industrial da Argentina. 
Cite pelo menos dois 
ramos industriais 
dessa localidade.
Fontes: elaborado com base em 
Capital: l’encyclopédie du monde 
2006. Paris: Nathan, 2005. p. 136; 
CHARLIER, Jacques (Org.). Atlas 
du 21e siècle 2013. Paris: Nathan, 
2011. p. 154; Atlas National 
Geographic: América do Sul. 
São Paulo: Abril, 2008. v. 1. p. 84.
Figura 29. Canal de Beagle e Malvinas 
ou Ilhas Falkland
Fonte: elaborado com base em FERREIRA, 
Graça M. L. Atlas geográfico: espaço 
mundial. 4. ed.

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