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Colégio Pachoal Dantas Unidade 
ll Parque do carmo 
 
 
 
Nomes: Gabriel Feitoza 
Manuella Ospedal 
Luiza Lima 
Rafael Santana 
Sabrina vital 
Sofia Limeira 
 
 
 
 
Tema: Primeira Republica 
 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2024 
Sumário 
Primeira Republica ......................................................................................................................... 3 
República da Espada ...................................................................................................................... 4 
Constituição de 1891 ..................................................................................................................... 5 
Revoltas na Republica da Espada ................................................................................................... 6 
República Oligárquica .................................................................................................................... 7 
 
 
 
 
 
Primeira Republica 
A Primeira República do Brasil, também conhecida como República Velha, 
estendeu-se de 1889 a 1930 e foi um período marcado por profundas transformações 
políticas, sociais e econômicas. Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 
1889, o país abandonou a monarquia e adotou um novo sistema de governo, 
caracterizado pela predominância das oligarquias regionais e pela centralização do poder 
nas mãos de elites agrárias. Durante essa fase, o Brasil experimentou a política do "café 
com leite", que refletia o pacto de poder entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. A 
era também foi marcada pelo coronelismo, onde líderes locais exerciam grande influência 
nas eleições e nas comunidades. Apesar das promessas de modernização e inclusão, a 
Primeira República enfrentou graves desafios, como a exclusão de amplos setores da 
população do processo político e a instabilidade gerada por diversas revoltas e crises 
econômicas. Esse contexto complexo e multifacetado preparou o terreno para as 
transformações que ocorreriam na década de 1930, culminando na Revolução de 1930 e 
na ascensão de novas lideranças políticas. 
 
República da Espada 
Após a Proclamação da República, os novos dirigentes políticos acreditavam que o 
Brasil não poderia retornar ao regime imperial. Para isso, foi redigida uma Constituição 
em 1924, que, enquanto não era implementada, exigia a criação de um Governo 
Provisório. Esse governo adotou diversas medidas imediatas, incluindo: 
Transformação das províncias em estados: Cada estado poderia elaborar suas 
próprias leis, desde que respeitassem a Constituição. 
Concessão da nacionalidade brasileira: Estrangeiros que quisessem se tornar 
cidadãos poderiam obter a nacionalidade, desde que residissem no Brasil, tivessem bens 
no país ou parentesco direto com cidadãos brasileiros. 
Reformas no sistema bancário e no código penal: Essas reformas buscavam 
modernizar a economia e o sistema jurídico do Brasil. 
Separação entre Igreja e Estado: Essa medida incluiu a criação do casamento civil 
e a responsabilidade do Estado pelos registros civis de nascimento e óbito. 
Durante esse período, um esforço foi feito para romper com o passado monárquico e 
reforçar a ideia de mudança política no Brasil. Nomes de ruas e símbolos, como a 
bandeira, foram alterados para refletir essa nova identidade. Por exemplo, o Largo do 
Paço passou a se chamar 15 de Novembro, a Estrada de Ferro Pedro II tornou-se Central 
do Brasil, e o Colégio Pedro I foi renomeado para Colégio Nacional. A influência dos 
modelos republicanos norte-americanos também se fez sentir nos nomes próprios, 
inspirando novas denominações como Jefferson, Franklin e Washington. O termo "corte" 
foi substituído oficialmente por "capital federal", embora muitos ainda usassem o nome 
antigo. 
A arte também desempenhou um papel importante na construção da imagem da 
República. Quadros e outras produções artísticas buscavam evocar sentimentos de 
patriotismo e reforçar os símbolos nacionais, como evidenciado pelo quadro de Pedro 
Bruno, que retratava a confecção da primeira bandeira da República em 1919. 
Para implementar suas reformas, Deodoro da Fonseca nomeou Rui Barbosa como 
ministro da Fazenda. Barbosa tinha a missão de modernizar o Brasil, focando na 
industrialização e urbanização. Para financiar essas mudanças, ele criou bancos para a 
impressão de moedas e aumentou os impostos sobre produtos industrializados. Essa 
estratégia incluiu a ampliação da emissão de moeda e a redução dos juros, o que tornava 
mais atraente a abertura de empresas e indústrias. 
No entanto, essa facilidade no crédito gerou uma série de problemas. Muitas 
empresas fantasmas surgiram, ou seja, foram criadas apenas para obter empréstimos 
sem um real investimento, causando uma falsa impressão de prosperidade. A facilidade 
em obter crédito também levou muitas pessoas a solicitar empréstimos para comprar 
ações na bolsa de valores. Contudo, a falta de investimentos efetivos nas indústrias, 
aliada a casos de corrupção, resultou na desvalorização da moeda e na desorganização 
das finanças do país, culminando na grave crise econômica de 1891, conhecida como 
Encilhamento. 
Constituição de 1891 
No auge da crise do Encilhamento, em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a 
primeira constituição republicana do Brasil. Essa Constituição estabeleceu que o nome 
oficial da nação seria "Estados Unidos do Brasil" e definiu o regime como republicano, 
representativo, federativo e presidencialista. Esses conceitos significavam: 
Republicano: Os políticos seriam eleitos para mandatos com duração definida, em 
vez de ocuparem cargos vitalícios. 
Representativo: Cidadãos aptos a votar escolheriam seus representantes no 
governo. 
Federativo: Os estados teriam autonomia para criar suas próprias leis e eleger seus 
governantes, respeitando a Constituição Federal e o governo central. 
Presidencialista: O poder Executivo seria chefiado por um único representante do 
povo, o presidente da República, que compartilharia o governo com os chefes dos 
poderes Legislativo e Judiciário. 
A Constituição também definiu que seriam considerados cidadãos brasileiros todas 
as pessoas nascidas no país, assim como os estrangeiros que optassem por se 
naturalizar. No entanto, nem todos os cidadãos tinham o direito de votar. Estavam 
excluídos do sufrágio menores de 21 anos, analfabetos, mulheres, mendigos, militares de 
baixa patente (como soldados e cabos, exceto os que estivessem em ensino superior em 
escolas militares) e frades de ordens monásticas que se isolavam da sociedade civil. 
Além disso, deficientes físicos, prisioneiros e pessoas com transtornos mentais também 
perdiam o direito ao voto. 
Com esses critérios, mais da metade da população brasileira não tinha acesso ao 
processo eleitoral. Assim como durante o Império, as leis eleitorais mantinham um caráter 
elitista e oligárquico na política do Brasil, restringindo o número de pessoas aptas a votar 
e a concorrer a cargos públicos. 
 
 
 
 
 
 
Revoltas na Republica da Espada 
Durante a República da Espada, que se estendeu de 1889 a 1894, o Brasil viveu um 
período de intensas turbulências políticas e sociais, marcado por diversas revoltas que 
refletiam a insatisfação popular e as divisões regionais. A instabilidade do novo regime 
republicano, aliado à centralização do poder, gerou uma série de levantes que desafiaram 
a autoridade do governo. 
 Principais Revoltas: 
Revolta da Armada (1891-1894): Esta revolta foi uma série de insurreições lideradas 
por oficiais da Marinha que se opunham ao governo de Floriano Peixoto. Os marinheiros, 
descontentes com as condições de serviço e a centralização do poder, tentaram tomar o 
controle do governo. A revolta incluiu confrontos armados e ataques a posições 
governamentais, sendo finalmente reprimida com o uso de força militar. 
Revolta de Canudos (1896-1897): Embora tenha ocorridoum pouco depois da 
República da Espada, a Revolta de Canudos é emblemática das tensões sociais da 
época. Liderada por Antonio Conselheiro, a revolta foi uma reação à pobreza extrema e à 
exclusão social, com os habitantes de Canudos buscando uma forma de resistência à 
opressão do governo. A brutal repressão resultou em um massacre e evidenciou as 
profundas divisões sociais no Brasil. 
Revolta dos Mucker (1891): Em Santa Catarina, a Revolta dos Mucker envolveu um 
grupo de imigrantes alemães que se opunham à influência da Igreja e ao governo. O 
movimento buscava estabelecer uma comunidade autônoma e foi reprimido de forma 
violenta, destacando as tensões culturais e sociais na região. 
Revolta do Federalismo (1893-1895): Essa revolta, que envolveu movimentos de 
resistência em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, buscava maior 
autonomia em relação ao governo central. Os federalistas enfrentaram tropas do governo 
em uma série de batalhas, refletindo o descontentamento com a centralização do poder e 
a exclusão de estados do processo político. 
Consequências 
As revoltas durante a República da Espada não apenas expuseram as fraquezas do 
governo, mas também demonstraram a resistência de diversos setores da sociedade às 
imposições do regime centralizado. A repressão violenta às insurreições deixou marcas 
profundas na memória coletiva e contribuiu para um ambiente de desconfiança nas 
instituições republicanas. 
Esse período de conflitos e instabilidade política culminou na Revolução de 1930, 
que resultou na queda do governo de Washington Luís e na ascensão de Getúlio Vargas. 
As revoltas da República da Espada, portanto, foram fundamentais para moldar a 
trajetória política do Brasil, ressaltando as tensões entre centralização e regionalismo que 
continuariam a ser relevantes nas décadas seguintes. 
 
República Oligárquica 
A República Oligárquica, que se estendeu de 1889 até a Revolução de 1930, é 
marcada por um sistema político dominado por elites locais e uma estrutura de poder que 
privilegiava as oligarquias estaduais, especialmente nas regiões sul e sudeste do Brasil. 
Este período é frequentemente associado ao "coronelismo", um fenômeno caracterizado 
pela influência dos coronéis, líderes locais que exerciam grande controle sobre a política e 
a sociedade em suas regiões. 
 Contexto Histórico 
Após a Proclamação da República, o Brasil passou a adotar um modelo político que, 
embora republicano em teoria, era profundamente oligárquico na prática. As oligarquias 
locais, compostas principalmente por proprietários rurais e líderes políticos, dominaram a 
cena política nacional e moldaram as políticas públicas de acordo com seus interesses. 
Características da República Oligárquica 
Essa expressão se refere ao acordo informal entre as oligarquias de São Paulo 
(produtores de café) e Minas Gerais (produtores de leite) que alternavam a presidência da 
República. Esse arranjo consolidou o poder das elites e marginalizou outras regiões e 
grupos sociais. 
O coronelismo era uma prática política em que líderes locais, conhecidos como 
coronéis, mantinham o controle sobre as populações rurais por meio de clientelismo, troca 
de favores e, muitas vezes, coerção. Esses coronéis mobilizavam seus seguidores nas 
eleições, garantindo votos em troca de apoio político e social, o que assegurava a 
continuidade do domínio oligárquico. 
As eleições eram frequentemente marcadas por fraudes e práticas coercitivas. O 
voto não era secreto, e a pressão sobre os eleitores era comum, com os coronéis 
utilizando sua influência para garantir que os candidatos alinhados aos interesses 
oligárquicos fossem eleitos. A República Oligárquica perpetuou um sistema elitista em 
que a maioria da população, incluindo mulheres, analfabetos e a classe trabalhadora, foi 
excluída do processo eleitoral. Isso reforçou o caráter oligárquico da política brasileira.