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Questão 34: Os Relacionamentos Interpessoais no TPB Cara vou te falar uma coisa, sabe aquela sensação de estar numa montanha-russa emocional? Pois é isso resume bem como são os relacionamentos pra pessoas com TPB. É um desafio danado viu? Na minha experiencia como psicologo, ja vi muitos casos que me deixou de cabelo em pé! Contexto Clínico: Na minha experiência clínica que já tem uns 15 anos,, tenho observado que os paciente com TPB costuma demonstrar alguns padrões bem característicos nas relações tipo: Aquela coisa de hoje ama amanhã odeia (igualzinho minha ex namorada rsrs) Um medo constante de ser abandonado que as vezes parece que tão sempre esperando que algo dê errado né Uma dificuldade danada de estabelecer limites que é tipo como se os limites fosse uma língua estrangeira meu Age sem pensar nas relações (igual eu mesmo já fiz muito isso kkkk) Uma confusão sobre quem são quando está com diferentes pessoas Questões Fundamentais: 1. Como que a gente como terapeuta pode ajudar o paciente com TPB a se tocar desses padrões que não tão funcionando e mudar eles??? Principalmente quando a pessoa tá naquela de "essa pessoa é perfeita!" num dia e "não presta" no outro... Como fazer isso de um jeito que ajude mesmo a construir relações mais firmes!!!! Olha na prática é importante ajudar o paciente à: Perceber o que dispara aquelas emoções todas nos relacionamentos (tipo identificar quando o filme já começou à queimar) Reconhecer quando tá caindo na mesma armadilha de sempre meu Aprender a se acalmar quando as emoções vem com tudo (eu mesmo uso muito essa técnica) Ver as relações de um jeito mais equilibrado nem tão rosa nem tão preto né 2. Que ferramentas práticas a gente podem ensinar pra melhorar a comunicação. Como ajudar eles à dizer o que precisam sem explodir ou se anular e lidar com conflitos sem que vira um drama? Na real precisamos focar em coisas bem práticas tipo: Como falar o que pensa sem passar por cima dos outros (e sem deixar passarem por cima também né meu) Aprender a dizer "não" sem sentir culpa (difícil mais possível!) Como resolver problemas sem transformar tudo em guerra mano Expressar o que sente sem fazer tempestade em copo d'água tá ligado 3. Como podemos ajudar o paciente à entender melhor esse medo todo de ser abandonado??? E que técnicas funciona melhor pra construir relações mais saudáveis baseadas em confiança - sabe aquelas em que dá pra relaxar um pouco... Alternativas: a) Isolar o paciente do mundo (péssima ideia né? Seria tipo colocar um passarinho numa gaiola pra "proteger") 1. b) Tentar convencer que não precisa de ninguém (outra furada - somos seres sociais ué!)2. c) Trabalhar junto com o paciente pra identificar esses padrões que não tão legais (tipo um detetive investigando pistas) desenvolver habilidades de comunicação (como aprender a falar "tô precisando de um abraço" ao invés de explodir) treinar assertividade (aquele "não" que às vezes fica entalado) e construir relações mais bacanas Por exemplo explorar questões tipo "o que você busca numa relação? O que você oferece? Como é que você fica quando bate aquele medo de ser abandonado?" 3. d) Reforçar aquela voz interior que diz que tudo vai dar errado (jamais meu!)4. e) Fazer de conta que esses problemas não são importantes (seria como ignorar um elefante na sala né)5. Resposta correta: c) Por que essa resposta é a campeã? A alternativa C é a que mais faz sentido porque mano: Não foge da complexidade da coisa (afinal relacionamento não é rocket science mais também não é moleza né) Propõe coisas práticas que dá pra fazer (nada de ficar só na teoria igual uns coach por aí) Foca em desenvolver habilidades reais (tipo academia pros músculos emocionais tá ligado) Mantém aquela esperança de que dá pra melhorar (porque dá mesmo confia!) Respeita o jeito de cada um (porque cada pessoa é um universo diferente) Na prática como é que funciona? O trabalho com relacionamentos no TPB tem que ser: Devagarinho sem pressa (Roma não se construiu em um dia né não) Respeitando o tempo de cada um (as vezes dois passos pra frente um pra trás igual aconteceu com meu último paciente) Com muito treino (igual aprender andar de bicicleta mano) Considerando a vida real da pessoa (porque teoria é uma coisa prática é outra né) Sempre checando se tá funcionando (e ajustando a rota quando precisar valeu) No fim das contas quando a gente aplica tudo isso com paciência e carinho dá pra ver mudanças bem legais na vida das pessoas com TPB... É tipo ver uma flor crescendo - demora precisa de cuidado mas o resultado vale muito a pena! & Confia no pai! �