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DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS
Aula 1
BALANÇO PATRIMONIAL
Balanço patrimonial
Olá, estudante!
Nesta videoaula, mergulharemos nos principais aspectos do balanço
patrimonial, conforme a base normativa, para que você aprenda sobre a
representação detalhada da posição patrimonial de uma empresa, incluindo
seus ativos, passivos e patrimônio líquido, e como esses elementos se
equilibram para refletir a saúde econômica e a capacidade de uma organização
de sustentar operações e promover crescimento. O conhecimento sobre esse
tipo de relatório permite a análise da liquidez, da solvência e das decisões
estratégicas de investimentos e financiamentos.
Bons estudos!
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá sobre o balanço patrimonial, considerado o principal
relatório elaborado pela contabilidade por retratar a informação patrimonial e ser
base para o processo decisório. Nesse sentido, estudaremos os princípios e as
estruturas que compõem o balanço patrimonial e exploraremos sua importância
não apenas como um requisito normativo, mas como uma ferramenta para a
análise e tomada de decisões estratégicas.
A partir dos conceitos de ativos, passivos e patrimônio líquido, você conhecerá
como cada informação reflete a saúde e a gestão de recursos dentro de uma
organização. A compreensão profunda disso é essencial para qualquer
profissional da área, pois oferece uma visão clara da realidade da empresa em
um momento específico.
A problematização norteadora de nossa discussão leva em consideração como
o balanço patrimonial pode ser utilizado para avaliar a liquidez, a solvência e a
capacidade de crescimento de uma empresa e a compreensão da maneira
como a informação é organizada. Nesse sentido, veremos como a classificação
dos ativos e dos passivos, entre circulantes e não circulantes, ajuda na análise
da gestão de curto e longo prazo dos recursos empresariais. Além disso,
exploraremos a teoria das origens e das aplicações de recursos, por meio do
estudo de como as decisões de investimento e financiamento refletem no
balanço e de quais as implicações dessas decisões para o futuro da
organização.
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Ao final desta aula, espera-se que você esteja não apenas mais informado
sobre o que constitui um balanço patrimonial e como interpretá-lo, mas também
inspirado a aplicar esses conhecimentos na prática profissional. Aprofunde-se
nos tópicos que discutiremos, pois entender a estrutura e as nuances do
balanço patrimonial é um passo fundamental para se tornar um profissional
capacitado e diferenciado no mercado de trabalho. Vamos juntos desvendar os
segredos por trás dos números e preparar-nos para tomar decisões estratégicas
embasadas em sólidos conhecimentos contábeis.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Balanço patrimonial
Conforme o CPC 00 (R2) e o CPC 26, balanço patrimonial é uma representação
da informação patrimonial (que incorpora também a informação financeira e
econômica), com detalhes dos recursos sob controle de uma empresa (ativos),
das obrigações que deve cumprir (passivos exigíveis) e do valor residual desses
ativos após a quitação dos passivos, conhecido como patrimônio líquido (PL).
Esse conceito se baseia no CPC 00 (R2), que orienta a contabilidade.
Os ativos representam recursos controlados, advindos de eventos passados,
com potencial benefício econômico futuro para a empresa. Os passivos, por
outro lado, refletem obrigações atuais que resultarão na saída de recursos. O
PL expressa o valor que sobraria aos proprietários da empresa após a
liquidação de todos os passivos.
A expressão “balanço patrimonial” remete, de fato, à imagem de uma balança
em equilíbrio, em virtude da necessidade de equilibrar as aplicações de
recursos (ativos) com suas origens (passivos exigíveis e PL). A finalidade do
balanço patrimonial é fornecer informações sintéticas sobre a situação
patrimonial, de forma estática, e permitir a realização da análise de suas
mutações e configurações. Esse relatório visa apresentar, de maneira clara e
organizada, a situação patrimonial da empresa em uma data específica,
permitindo análise e interpretação dos dados para a tomada de decisões.
Para facilitar a compreensão e a análise, os itens do balanço são agrupados por
características similares. Como indica Iudícibus (2017), no ativo, por exemplo,
agrupam-se caixa e bancos como disponibilidades, bem como máquinas,
veículos e equipamentos como bens de uso duradouro. No passivo, agrupam-
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se obrigações a serem pagas no curto prazo, como salários, fornecedores e
impostos. A base legal e a base normativa categorizam os itens do balanço em
ativo circulante e não circulante e, no passivo, em circulante, não circulante e
patrimônio líquido.
O termo circulante refere-se aos bens, aos direitos e às obrigações de curto
prazo, isto é, que terão movimentação dentro do ciclo operacional da empresa.
Já a expressão não circulante representa os bens, os direitos e as obrigações
de longo prazo, ou seja, recursos que a empresa espera utilizar por longos
períodos ou dívidas que estão longe de vencer.
A distinção entre curto e longo prazo é fundamental na contabilidade.
Geralmente, o curto prazo refere-se a um período de até um ano, enquanto o
longo prazo abrange períodos superiores. Essa classificação influencia como as
contas a receber e a pagar são apresentadas no balanço, o que ajuda na
análise da liquidez e da solvência da empresa.
Em síntese, o balanço patrimonial é um instrumento para entender a saúde de
uma empresa, uma vez que apresenta em detalhes seus ativos, passivos e PL
em determinada data, com o objetivo de fornecer uma visão clara e ordenada
que auxilie gestores, investidores e outros stakeholders na avaliação do
desempenho e na tomada de decisões estratégicas.
Figura 1 | Estrutura do balanço patrimonial
Siga em Frente...
Estrutura do balanço patrimonial
Como explica Marion (2023), o balanço patrimonial é dividido em duas partes
principais: ativo e passivo, incluindo também o patrimônio líquido.
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Exploraremos, a partir de agora, cada um desses grupos e suas subdivisões,
detalhando suas características e classificações. 
Ativo
Ativo circulante: engloba recursos imediatamente disponíveis, como
caixa e depósitos bancários, além de ativos que se espera converter em
dinheiro no curto prazo, como recebíveis e estoques. Esses itens são
essenciais para o financiamento das operações diárias e o pagamento de
obrigações a curto prazo, constituindo o capital de giro da empresa, que se
renova continuamente.
Ativo não circulante: inclui itens com conversão em dinheiro prevista para
o longo prazo (além de um ano ou mais, dependendo do ciclo operacional
da empresa). Esse grupo se subdivide em:
Realizável a longo prazo: compreende ativos que serão convertidos
em dinheiro após o período de um ano, como empréstimos
concedidos e contas a receber e estoques de longo prazo.
Investimento: refere-se a aplicações de recursos que não estão
diretamente relacionadas com a atividade principal da empresa, como
ações de outras empresas ou imóveis para renda.
Imobilizado: é constituído por bens tangíveis como máquinas,
equipamentos, veículos e imóveis usados na operação da empresa.
Intangível: inclui direitos sobre bens incorpóreos (não tangíveis) que
contribuem para a manutenção ou a operação da empresa, como
patentes, marcas e softwares. 
Passivo
Passivo circulante: representa as obrigações da empresa de curto prazo,
ou seja, dívidas que estão prestes a vencer e que devema necessidade de se observar a obrigatoriedade da
escrituração contábil para todas as empresas, independentemente do regime
tributário, pois a contabilidade não só oferece uma visão precisa da situação
econômica e da performance da entidade, mas também serve como uma
ferramenta de gestão essencial, além de protegê-la contra a desconsideração
da personalidade jurídica e possibilitar a distribuição isenta de lucros e
dividendos. A legislação, especialmente o Código Civil de 2002, reforça a
obrigatoriedade da escrituração contábil para empresários e sociedades
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https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141
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https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/view/3141
empresárias, sublinhando sua relevância e a necessidade dela para uma gestão
eficaz e em conformidade legal.
EVARISTO, A. Mas afinal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as
empresas?. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-
109, 2023.
A relação entre contabilidade e direito tributário se intensifica com as normas
internacionais de contabilidade (IFRS), que promovem alterações significativas
nos princípios contábeis e impactam diretamente o âmbito tributário. A
contabilidade, adaptando-se às IFRS, passou por uma reinterpretação de seus
princípios, como a prevalência da essência sobre a forma, enquanto o direito
tributário incorporou e adaptou essas mudanças aos seus próprios princípios,
destacando-se a neutralidade e a rastreabilidade.
Aproximações entre essas áreas incluem a reconhecida importância dos
princípios contábeis no direito tributário e a adaptação de ambos aos padrões
IFRS. Contudo, distanciamentos surgem na interpretação e na aplicação dos
princípios, especialmente na preferência da contabilidade pela subjetividade,
em contraste com a objetividade mais estrita do direito tributário. Essas
diferenças refletem a complexidade e a necessidade de constante diálogo entre
as duas áreas frente às inovações internacionais de contabilidade.
Leia o texto a seguir e descubra mais sobre essa relação.
MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e fiscais: aproximações e distanciamentos
pós-IFRS. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135,
2021.
Referências Bibliográficas
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das
Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf.
Acesso em: 15 set. de 2024. 
EVARISTO, A. Mas afinal, é obrigatória a escrituração contábil para todas as
empresas? Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 5, n. 9, p. 97-109,
2023. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109. Acesso em:
14 mar. 2024. 
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https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/73
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/73
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/16/109
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MOREIRA, J. G. Princípios contábeis e fiscais: aproximações e distanciamentos
pós-IFRS. Revista de Direito Contábil Fiscal, São Paulo, v. 3, n. 5, p. 111-135,
2021. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47. Acesso em: 14
mar. 2024. 
SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime
de competência no setor público brasileiro: uma questão de competência ou
incompetência? Cuadernos de Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p.
2102-2123, 2024. Disponível em:
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/264
0. Acesso em 14 mar. 2024.
Encerramento da Unidade
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Demonstrações contábeis
Olá, estudante!
Nesta videoaula de encerramento, considerando a teoria das origens e as
aplicações de recursos, você relembrará as principais demonstrações contábeis
– ativo, passivo, patrimônio líquido, entre outros – e recordará a importância da
estrutura patrimonial, do resultado econômico e dos fluxos de caixa para a
prática profissional.
Esse conhecimento é fundamental, pois permite que você interprete e gerencie
as finanças de uma organização eficientemente ou mesmo que apoie o
processo decisório dos usuários.
Bons estudos!
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https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/73/47
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640
https://ojs.europubpublications.com/ojs/index.php/ced/article/download/3141/2640
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver as competências desta unidade, que são conhecer a estrutura
e os elementos do balanço patrimonial; interpretar os resultados para avaliar a
situação financeira e patrimonial da empresa em determinado momento; e
compreender a Demonstração dos Resultados do Exercício (DRE) e a
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), você teve de, primeiramente,
conhecer os conceitos fundamentais que sustentam as práticas contábeis
modernas.
Sua jornada começou com a teoria das origens e as aplicações de recursos,
essencial para entender como os recursos são mobilizados dentro de uma
empresa e como impactam diretamente o ativo, o passivo e o patrimônio
líquido. Esses elementos formam a base da estrutura patrimonial, sendo
importantes para a análise e a interpretação do balanço patrimonial.
Ao explorar os conceitos de receitas e despesas, você se preparou para
compreender a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), uma
ferramenta dedutiva que classifica e agrupa resultados para apurar o resultado
líquido da empresa. A estrutura do resultado econômico, detalhada na DRE,
revela o desempenho operacional de uma organização.
Além disso, o estudo dos fundamentos de fluxos de caixa, incluindo os
pagamentos e recebimentos organizados em fluxos, permitiu-lhe compreender
como acompanhar as movimentações financeiras da empresa. Isso é
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fundamental para analisar as fontes e os usos de caixa ao longo do tempo, uma
vez que oferece uma perspectiva clara sobre a saúde financeira da empresa.
Mais adiante, a compreensão dos regimes contábeis ampliou sua visão sobre
como as transações são reconhecidas e registradas, afetando as
demonstrações contábeis. O entendimento da prática de balanços sucessivos,
por sua vez, permitiu-lhe conhecer como acompanhar a evolução patrimonial da
empresa ao longo do tempo.
Finalmente, após todo esse estudo, esperamos que você esteja apto a
identificar e aplicar os conceitos fundamentais de contabilidade relativos às
principais demonstrações contábeis, valorizando as informações patrimoniais,
econômicas e financeiras que o orientam na identificação e no uso correto das
informações para a tomada de decisão.
É Hora de Praticar!
Paulo, motivado pelo desejo de empreender diante do desemprego e da
proximidade com o período natalino, identificou uma oportunidade de negócio
em sua comunidade. Observando que o preço do papel de embrulho era
consideravelmente elevado nas lojas locais, decidiu adquirir esse material de
um fornecedor da região e revendê-lo nas imediações de sua residência. Com
um investimentoinicial de R$ 40,00, proveniente de seus próprios recursos,
Paulo deu início à sua empreitada.
No primeiro dia de atividade, uma segunda-feira, ele realizou a compra de
papéis de embrulho no valor de R$ 40,00 e conseguiu vender 3/4 do total
adquirido por R$45,00.
Diante desse cenário, surgem as seguintes questões para análise:
Qual foi a movimentação financeira de Paulo nesse primeiro dia de
vendas?
Como se caracterizou o desempenho financeiro da iniciativa de Paulo
nessa data, considerando-se a relação entre lucro e prejuízo?
Qual era a situação patrimonial da empreitada de Paulo ao término desse
dia?
Reflita
Para solidificar seu entendimento e sua reflexão sobre esses conteúdos,
considere as seguintes perguntas:
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Como a compreensão da estrutura do balanço patrimonial pode influenciar
a tomada de decisões estratégicas dentro de uma empresa?
De que maneira a análise da Demonstração dos Resultados do Exercício
(DRE) ajuda a identificar áreas de melhoria ou preocupação na
performance da empresa?
Quais percepções podem ser obtidas ao analisar a Demonstração dos
Fluxos de Caixa (DFC) e como eles afetam a gestão financeira de longo
prazo da empresa?
Resolução do estudo de caso
Para resolver esse estudo de caso, vamos analisar a movimentação de caixa, o
desempenho financeiro e a riqueza patrimonial da empresa de Paulo na
segunda-feira, considerando as informações fornecidas. 
Movimentação de caixa na segunda-feira
A movimentação de caixa (Quadro 1) refere-se a todas as entradas e saídas de
dinheiro em caixa da empresa de Paulo, em determinado período, neste caso,
na segunda-feira. Um caixa líquido de R$ 5,00, que corresponde à diferença
entre o saldo inicial de caixa e o saldo final, é apresentado no período.
Quadro 1 | Fluxo de caixa
 
Desempenho (lucro ou prejuízo) na segunda-feira
Movimentação na Demonstração dos Fluxos de
Caixa
Valor (R$)
Saldo de caixa inicial (aportado por Paulo) 40
Caixa gerado pela venda do papel de presente 45
Caixa consumido para pagar o papel de presente ( 40 )
Saldo de caixa final 45
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O desempenho da empresa de Paulo (Quadro 2) pode ser medido pelo aspecto
econômico de lucro ou prejuízo obtido pela atividade na segunda-feira. O lucro
ou o prejuízo é calculado como a diferença entre as receitas de vendas e os
custos dos produtos vendidos.
Quadro 2 | Resultado econômico
 
Veja que a atividade apresentou receitas de vendas de R$ 45,00 (vendas de 3/4
das unidades compradas) e custo dos produtos vendidos (CPV) de $ 30,00. O
cálculo do CPV, considera que Paulo vendeu 3/4 das unidades que comprou por
R$ 40,00. Portanto, o CPV corresponde ao custo dessas unidades vendidas.
Lucro (ou prejuízo) = R$ 45 - R$ 30 = R$15
Repare que até o momento houve uma geração de R$ 5,00 no caixa e uma
geração de R$ 15,00 no lucro. Essa diferença é justificada pelo fato de que
apenas parte do custo pago foi efetivamente realizado, ou seja, ainda existe 1/4
dos valores dos papéis de embrulho no estoque, que corresponde a R$ 10,00.
Riqueza patrimonial na segunda-feira
A riqueza patrimonial da empresa de Paulo (Quadro 3) ao final da segunda-feira
é representada pelo seu patrimônio líquido, que é a diferença entre o ativo (o
que a empresa possui) e o passivo (o que a empresa deve). Nesse caso, como
Paulo começou com R$ 40,00 de seu próprio dinheiro e não há menção de
dívidas, o patrimônio líquido inicial era de R$ 40,00. Após as operações do dia,
Movimentação na Demonstração dos Resultado
do Exercício
Valor (R$)
Receita de vendas 45
Custo das mercadorias vendidas ( 3/4 de R$ 40) ( 30 )
Lucro obtido 15
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precisamos ajustar o patrimônio líquido com o lucro obtido e considerar os
ativos restantes (papel de embrulho não vendido).
Quadro 3 | Riqueza patrimonial
 
Com base nos cálculos realizados, a movimentação líquida de caixa de Paulo
foi de R$5,00. Isso indica que, após considerar as entradas e saídas de caixa
relacionadas às operações do dia, o caixa da empresa aumentou em R$ 5,00.
O desempenho (lucro ou prejuízo) da empresa na segunda-feira foi de R$
15,00. Esse lucro foi obtido pela diferença entre a receita de vendas (R$ 45,00)
e o custo dos produtos vendidos (R$ 30,00), considerando que 3/4 das
unidades foram vendidas.
A riqueza patrimonial, ou o patrimônio líquido da empresa de Paulo, ao final da
segunda-feira, foi de R$ 55,00. Esse valor reflete o ativo total da empresa, que
inclui o caixa após as vendas, o valor dos papéis de embrulho não vendidos e o
caixa inicial, indicando o total de recursos financeiros e ativos que a empresa
possui.
Balanço Patrimonial
Ativo circulante
55
Passivo
circulante 0
Caixa
45
 
Estoques de
mercadorias ( ¼ de
40)
10
 
Ativo não circulante
0
Passivo não
circulante 0
Patrimônio
líquido 55
Recursos
próprios 55
Total de ativos
55
Total de
passivos/PL 55
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Esse estudo de caso demonstra como a aplicação prática dos conceitos de
balanço patrimonial, DRE e DFC pode fornecer uma compreensão valiosa sobre
a saúde financeira e o desempenho de uma empresa. Ao acompanhar a
movimentação de caixa, avaliar o desempenho econômico através do lucro ou
do prejuízo e entender a composição e a variação do patrimônio líquido, os
gestores podem tomar decisões mais conscientes para o sucesso do negócio.
Dê o play!
Assimile
O mapa mental a seguir aborda os conceitos fundamentais e as estruturas das
demonstrações contábeis, essenciais para a compreensão da situação
financeira, econômica e patrimonial de uma entidade.
No balanço patrimonial, tem-se a teoria das origens e as aplicações de
recursos, nas quais estão detalhadas as fontes de recursos (origens) e suas
respectivas aplicações, bem como a estrutura patrimonial, que inclui a
categorização do ativo em circulante e não circulante e do passivo em circulante
e não circulante, ordenados por liquidez e exigibilidade, respectivamente, além
do patrimônio líquido.
Na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), explora-se a estrutura
dedutiva dos resultados econômicos, envolvendo receitas, despesas e a
classificação dos resultados. Na Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC),
analisam-se os fundamentos dos fluxos de caixa, incluindo as entradas e saídas
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de caixa organizadas em atividades operacionais, de investimento e de
financiamento.
Por fim, abordam-se outros fundamentos, como os regimes contábeis de
competência e de caixa, além dos balanços sucessivos, oferecendo uma visão
abrangente sobre a mecânica e a interpretação das demonstrações contábeis.
Título 1 | Mapa mental
Referências
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga
dispositivos da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de
7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições
relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Brasília:
Presidência da República, 2007. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm. Acesso
em: 16 set. 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para
Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em:
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em:
14 set. de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das
Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf.Acesso em: 15 set. de 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023.
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/index.html 45/46
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/index.html 46/46ser pagas dentro
de 12 meses. Isso inclui contas a pagar, salários devidos, impostos e
empréstimos bancários de curto prazo.
Passivo não circulante: abarca as obrigações de longo prazo, que são
dívidas com vencimento superior a um ano. Geralmente, envolve
financiamentos de longo prazo obtidos de instituições financeiras.
Patrimônio líquido: reflete o valor que os proprietários investiram na
empresa somado ao acúmulo de lucros. É formado inicialmente pelo
capital social e, depois, pelos lucros retidos, que são os não distribuídos
aos acionistas e reinvestidos no negócio. Além do capital social, o PL pode
incluir reservas e outros itens que representam a parte dos lucros
reservada para propósitos específicos, conforme definido pela legislação. 
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Teoria das origens e aplicações de recursos
Esse panorama construído até aqui já dá uma visão clara das diferentes
categorias do balanço patrimonial e de como elas se relacionam com as
operações e a estrutura financeira da empresa. A seguir, veja uma
representação gráfica do balanço patrimonial, na qual o total dos recursos
(fontes, passivos) é aplicado nos ativos da empresa, evidenciando que o ativo é
igual à soma do passivo e do PL. Esse conceito reflete o princípio fundamental
da contabilidade, o método das partidas dobradas, que assegura a cada
aplicação de recurso uma origem correspondente (Vide Figura 2).
Figura 2 | Interpretação do balanço patrimonial. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17).
A teoria das origens e das aplicações de recursos analisa as movimentações de
uma empresa, com distinção entre as fontes de recursos (origens) e seu uso
(aplicações). As origens de recursos referem-se a qualquer entrada de capital
na empresa, seja por meio de empréstimos, seja por aumento de capital social,
lucros retidos ou outras formas de financiamento. Já as aplicações de recursos
representam o uso desse capital, seja na aquisição de ativos, seja no
pagamento de dívidas, na distribuição de dividendos, entre outros. Essa teoria
sustenta a ideia de que todo recurso obtido (origem) deve ser aplicado com
alguma finalidade dentro da empresa (aplicação), mantendo, assim, o equilíbrio
financeiro e possibilitando a análise das decisões de investimento. O balanço
patrimonial reflete essa teoria, indicando como a empresa gerencia suas
finanças e utiliza seus recursos para sustentar operações e promover
crescimento.
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Além disso, a estrutura das contas contábeis no balanço patrimonial mostra os
ativos classificados por liquidez (do item mais líquido ao menos) no lado
esquerdo e, no lado direito, passivo e patrimônio líquido organizados por
exigibilidade. A liquidez refere-se à capacidade de um item do balanço se
converter em caixa facilmente, enquanto a exigibilidade relaciona-se com a
prioridade dos reclamantes na lista de credores de uma empresa.
Figura 3 | Ordem das contas contábeis. Fonte: Malacrida, Yamamoto e Paccez (2019, p. 17).
Em conclusão, o balanço patrimonial emerge como um pilar fundamental para a
análise financeira, oferecendo um panorama detalhado da saúde econômica de
uma empresa em um momento específico. Através de sua estrutura
meticulosamente organizada, dividida entre ativos, passivos e patrimônio
líquido, proporciona aos stakeholders uma visão clara e abrangente da origem e
da aplicação dos recursos da empresa. Esse relatório não apenas cumpre com
os requisitos normativos e legais estabelecidos pelo CPC 00 (R2), mas também
facilita a tomada de decisões estratégicas ao destacar a liquidez e solvência da
organização. A classificação dos elementos em circulante e não circulante, além
de refletir a liquidez e exigibilidade, sublinha a capacidade de uma empresa em
cumprir com suas obrigações no curto e no longo prazo, respectivamente.
Assim, o balanço patrimonial não é apenas um reflexo da posição financeira
atual, mas também uma ferramenta crucial para planejamento futuro e
avaliação da performance empresarial.
Vamos Exercitar?
Estudante, concluamos esta aula com a reflexão sobre as problematizações
iniciais que guiaram nossos estudos. Ao longo destas páginas, discutimos como
o relatório do balanço patrimonial, fundamentado nos conceitos de ativos,
passivos e patrimônio líquido, é importante não apenas para cumprir com
requisitos normativos, mas também como uma ferramenta essencial para a
análise e tomada de decisões estratégicas nas organizações.
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Abordamos, também, a importância da classificação dos ativos e dos passivos
em circulantes e não circulantes, ressaltando como essa distinção é vital para
entender a gestão de recursos no curto e no longo prazo. Essa análise
contribuiu para avaliar a liquidez e a solvência da empresa, além de sua
capacidade de crescimento, fornecendo insights valiosos sobre sua saúde
financeira e operacional.
Durante a aula, exploramos, ainda, a teoria das origens e das aplicações de
recursos, demonstrando como as decisões de investimento e financiamento são
refletidas no balanço patrimonial e as implicações destas no futuro da
organização.
O balanço patrimonial é uma ferramenta fundamental para avaliar a liquidez, a
solvência e a capacidade de crescimento de uma empresa, pois organiza as
informações de forma a destacar a saúde financeira atual. Por meio da análise
dos ativos circulantes em relação aos passivos circulantes, pode-se avaliar a
liquidez, ou seja, a aptidão que a empresa tem de cumprir suas obrigações de
curto prazo. A solvência, por outro lado, é medida pela comparação entre o total
de ativos e passivos, indicando a habilidade de a empresa atender às suas
obrigações de longo prazo. Já a capacidade de crescimento pode ser inferida
pelo exame do patrimônio líquido e dos investimentos em ativos não circulantes,
que sugerem o potencial de expansão e sustentabilidade da empresa a longo
prazo. A organização das informações no balanço patrimonial, portanto, permite
uma visão abrangente e detalhada da posição financeira da empresa,
facilitando a tomada de decisões estratégicas.
As discussões realizadas aqui forneceram caminhos para a resolução das
questões propostas, destacando a importância de uma análise dos relatórios
financeiros. No entanto, a jornada de aprendizado não termina aqui: continue
explorando e analisando a estrutura do balanço patrimonial sempre que
possível e reflita sobre como as informações podem ser interpretadas sob
diferentes perspectivas e como isso pode influenciar a tomada de decisão em
diversos contextos empresariais. A capacidade de analisar criticamente essas
informações e aplicá-las de maneira estratégica no cotidiano profissional é o
que distingue um verdadeiro profissional no campo de contabilidade e finanças.
Com o encerramento desta aula, tenha em mente que o conhecimento que você
adquiriu é apenas o ponto de partida. Esperamos que você se sinta motivado a
continuar explorando, aprendendo e crescendo nessa área. Que esta aula seja
um impulso para sua jornada contínua de aprendizado e sucesso profissional.
Até a próxima!
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Saiba Mais
Para aumentar ainda mais a sua capacidade de pensar criticamente nos
conteúdos de contabilidade, recomendamos as leituras indicadas adiante.
Um estudo piloto realizado com 17 alunos de pós-graduação stricto sensu em
ciências contábeis da UFRN buscou compreender como o perfil
comportamental dos indivíduos afeta a análise do balanço patrimonial.
Utilizando um questionário em duas etapas, que incluiu o teste psicométrico
DISC, o estudo revelou que característicascomportamentais específicas podem
impactar significativamente a interpretação das demonstrações contábeis. Perfis
dominantes tendem a análises diretas e rápidas; influentes mostram otimismo e
habilidade comunicativa; estáveis são mais conservadores; e conformes focam
no pessimismo e nos detalhes. Este trabalho destaca a importância da
contabilidade comportamental, ampliando o entendimento sobre a interação
entre o comportamento humano e a prática contábil.
PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da. A Influência do
Perfil Comportamental na Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto.
Revista Paraense de Contabilidade – RPC, Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. 
Leia, agora, o estudo a seguir, que destaca como a análise de índices
financeiros, derivada das demonstrações contábeis, serve de alicerce para
decisões fundamentas. Utilizando uma abordagem técnica, essa análise permite
a usuários internos e externos avaliarem a saúde econômico-financeira das
empresas por meio da comparação, ao longo do tempo, de diversos índices,
elaborados com base no balanço patrimonial, ou frente aos concorrentes.
Especificamente focado no setor calçadista, em 2017, o objetivo foi analisar o
desempenho econômico-financeiro para orientar decisões de investimento,
evidenciando a análise financeira como uma ferramenta crítica para
investidores.
SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em
empresas de capital aberto no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n.
24, p. 58-73, 2020. 
Em um ambiente de intensa concorrência e necessidade de decisões rápidas e
de qualidade, as micro e pequenas empresas precisam de um sistema de
informações robusto para guiar seus gestores. Diante disso, este estudo enfoca
a empregabilidade dos índices econômico-financeiros para analisar as
principais demonstrações contábeis – o balanço patrimonial e a demonstração
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https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260
https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260
do resultado do exercício. Com foco especial nessas empresas, que
desempenham um papel significativo na economia, a pesquisa visa destacar a
relevância da análise de indicadores a partir de demonstrações contábeis,
incluindo o balanço patrimonial. Tais análises oferecem aos gestores uma
perspectiva detalhada dos aspectos positivos e negativos da operação,
sublinhando a importância dos indicadores econômico-financeiros para uma
gestão eficaz e um crescimento sustentável.
COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise
das Demonstrações Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas.
Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. 
Referências Bibliográficas
COBACHO, G. R.; MATO, D. C. M.; TARICHI, A. P. A Importância da Análise das
Demonstrações Contábeis para a Gestão de Micro e Pequenas Empresas.
Revista Unifev: Ciência & Tecnologia, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 3-18, 2023. Disponível
em:
https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/150
7. Acesso em: 14 mar. 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 00 (R2) – Estrutura Conceitual para
Relatório Financeiro. [S. l.: s. n.], 2019. Disponível em:
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf. Acesso em:
14 set. de 2024. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das
Demonstrações Contábeis. [S. l.: s. n.], 2023. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf.
Acesso em: 15 set. de 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
MALACRIDA, M. J. C.; YAMAMOTO, M. M.; PACCEZ, J. D. Fundamentos da
contabilidade: a contabilidade no contexto global. 2. ed. São Paulo: Atlas,
2019. 
PAULA, C. R.; SANTOS, I. de A. B. dos; SILVA, J. D. G. da. A Influência do Perfil
Comportamental na Análise Do Balanço Patrimonial: um Estudo Piloto. Revista
Paraense de Contabilidade – RPC, Belém, v. 8, n. 1, p. 1-18, 2023. Disponível
09/02/25, 16:27 Demonstrações Contábeis
https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/index.html 10/46
https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669
https://periodicos.unifev.edu.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669
https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507
https://www.linhasjuridicas.com.br/index.php/revistaunifev/article/view/1669/1507
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/573_CPC00(R2).pdf
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/312_CPC_26_R1_rev%2023.pdf
em:
https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130.
Acesso em: 14 mar. 2024. 
SILVA, G. D.; ANJOS, M. A. D. dos. Análise de balanço patrimonial em
empresas de capital aberto no ramo calçadista. Revista GeTeC, [s. l.], v. 9, n.
24, p. 58-73, 2020. Disponível em:
https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402.
Acesso em: 14 mar. 2024.
Aula 2
DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO DO EXERCÍCIO
(DRE)
Histórico e origens do cerimonial no
mundo e no Brasil
Olá, estudante!
Na videoaula de hoje, você irá explorar as raízes do cerimonial e protocolo, da
antiguidade aos tempos modernos no Brasil e no mundo. Vamos desvendar
como a história influenciou as práticas atuais e por que conhecer o passado é
essencial para a execução perfeita de eventos. Além disso, vamos analisar a
quebra de protocolo e os "3 Bs do cerimonial": bom senso, boa organização e
boa vontade.
Essas informações são valiosas para sua jornada profissional, pois irão
aprimorar suas habilidades na gestão de eventos com maestria e
profissionalismo. Prepare-se para uma viagem no tempo do cerimonial! Vamos
lá!
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https://crcpa.org.br/revistaparaense/index.php/crcpa/article/download/119/130
https://www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2260/1402
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Para se aprofundar na competência de aplicar o cerimonial e protocolo em
diferentes tipos de eventos, você precisa começar pelo início. A história nos
mostra que o cerimonial e o protocolo têm raízes profundas que moldam a
nossa compreensão atual e a aplicação dessas práticas em eventos
contemporâneos.
Para entender melhor, você vai conhecer a história de Rafael, um organizador
de eventos históricos, que se depara com o desafio de planejar uma exposição
comemorativa que deve refletir os costumes de diferentes eras, sem cometer
falhas protocolares.
Diante disso, sua missão é ajudar Rafael a pensar de que maneira ele irá
integrar tradições antigas em um evento moderno, mantendo o respeito pelas
origens e garantindo a relevância cultural.
Ao longo desta aula, acompanharemos Rafael na busca por estratégias que
honrem o passado enquanto inovam o presente. Essa trajetória irá lhe auxiliar
no desenvolvimento do seu conhecimento teórico e de sua habilidade de aplicar
esses conceitos de forma prática e inovadora no mundo dos eventos.
Comece a construir sua ponte entre a tradição e a inovação no cerimonial e
protocolo. Está pronto para essa aventura? Vamos para a aula!
Vamos Começar!
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Todos nós praticamos cerimonial e protocolo inúmeras vezes ao longo de
nossas vidas. Na história da humanidade,os rituais e as regras sempre
estiveram presentes muito antes da descoberta do fogo e da roda, em que clãs
possuíam hierarquia até no momento de se alimentarem da caça (Lukower,
2016).
No antigo Egito, o cerimonial era vinculado, em grande parte, às crenças
religiosas, sobretudo no que diz respeito às ações dos sacerdotes nos rituais de
nascimento, casamento, morte, plantio e colheita. A figura do Faraó era
emblemática, pois ele era considerado a manifestação da divindade. Segundo
Takahashi (2016), existe registro de tratado de igualdade de Estados feito entre
Ramsés Mori Amon e Kattusi III, incrustrados nos ladrilhos dos muros do templo
de Karnak.
Na China antiga, a influência religiosa era menor, de modo que o cerimonial e o
protocolo eram mais frequentemente encontrados na música, na escrita, na
aritmética e em alguns cerimoniais específicos. O mais antigo registrado é do
século XII a.C., de Chou Kung, que, segundo Takahashi (2016), foi fundador da
dinastia Chou e responsável pelo livro de etiqueta e cerimonial de sua época,
que valorizava o respeito mútuo e a hierarquia na formação do indivíduo.
Na civilização greco-romana, o cerimonial também estava vinculado às crenças
da época, como casamento e funeral, que eram realizados com muita pompa.
Já na Idade Média, a influência da Igreja Católica no ocidente foi marcante,
sobretudo nas cortes europeias, com destaque para a austríaca, a francesa e a
inglesa. Nesse período, os monarcas eram coroados pelo papa em ritual
litúrgico e os cavaleiros eram abençoados antes de saírem para as batalhas. No
Oriente, o cerimonial dessa época foi vinculado ao poderio militar, fato que
aconteceu no Ocidente somente após a Revolução Industrial (Dorta, 2015).
Para o cerimonial, a Conferência de Viena, em 1815, que estabeleceu as regras
do protocolo internacional, foi um marco nas relações internacionais, uma vez
que regulamentou as relações diplomáticas entre chefes de Estado.
No Brasil, o processo histórico de estabelecimento do cerimonial e do protocolo
ocorreu de forma similar ao da Europa. Com o desembarque dos portugueses
neste continente, no ano de 1500, foram trazidos os costumes lusitanos e os
rituais católicos, disseminados pelos padres jesuítas e que perduraram nos
períodos da Colônia, da Corte e da República, sendo importante destacar que,
neste último período, estabeleceram-se influências militares notadas até os dias
de hoje.
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Como o cerimonial brasileiro tem sua origem na Coroa portuguesa, e esta nas
cortes da França e da Inglaterra, muitas palavras utilizadas são francesas e
inglesas, como mise en place e place card.
Como visto na aula anterior, o protocolo se caracteriza por leis, normas e regras
que regem o cerimonial, porém, em algumas ocasiões específicas, pode haver
a quebra de protocolo, que acontece quando não se segue o que foi
estabelecido previamente no cerimonial, isto é, quando uma lei, uma norma,
uma regra ou um costume são desobedecidos ou ignorados. Nesses casos,
existem consequências, que podem ser positivas ou negativas dependendo da
situação, pois a quebra de protocolo pode ser espontânea ou intencional.
A quebra de protocolo espontânea é quando uma pessoa comete o ato de
forma natural, sem a intenção de infringir a lei, a norma ou a regra, infração que,
na maioria das vezes, é bem-vista. Já a quebra de protocolo feita de forma
intencional não é bem-vista, o que gera críticas à pessoa que a praticou.
Siga em Frente...
A quebra de protocolo e os 3 Bs do cerimonial 
Como visto, as raízes do cerimonial moderno são fixadas em matrizes religiosas
e militares, sendo percebidas até hoje tanto no âmbito público quanto no
privado. Notadamente, não se constituem como algo acessório, mas essencial
para o convívio em sociedade, em que diferentes culturas se relacionam.
Os exemplos dessas influências, que são muitos, são reproduzidos no
cerimonial e no protocolo por meio dos rituais, que, em virtude de necessidades
de adaptação, são, aos poucos, modificados.
A quebra de protocolo muitas vezes acontece pela necessidade de mudança.
Vamos aos exemplos. O cerimonial do Vaticano segue normas rígidas, inclusive
de segurança do Papa, como a restrição da autoridade máxima da Igreja
Católica ao papamóvel em caso de desfiles públicos. Porém, em muitos
momentos, a saída do automóvel é feita em direção à multidão de fiéis,
quebrando o protocolo. Nesse caso, é evidente a espontaneidade do Papa
Francisco, que é bem-vista aos olhos da sociedade em geral.
Outro exemplo de quebra de protocolo, dessa vez vista como intencional, é
quando uma autoridade ou um político pede para discursar quando não está na
programação do evento e no script do mestre de cerimônias. Forçar uma
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situação não programada para autopromoção não é uma atitude bem-vista pela
maioria das pessoas, causando mal-estar e desconforto a todos e prejudicando
a imagem da própria pessoa.
Muitos mestres de cerimônias quebram protocolos ao sair do script
predeterminado, comprometendo, assim, a organização e a execução do
evento. Sair do script, nesses casos, não se fixando, por exemplo, na leitura do
que está escrito, mas improvisando de forma aleatória e inconsequente,
significa quebrar protocolo. É importante ressaltar que o improviso é necessário
somente em casos de necessidade e pode ser feito em conjunto com o chefe do
cerimonial ou cerimonialista, que darão o suporte necessário.
O planejamento, a organização e a execução do cerimonial em eventos devem
ser balizados por algumas normas que, segundo Takahashi (2016), podem ser
traduzidas por 3 Bs: bom senso, boa organização e boa vontade, aos quais se
adiciona o bom equilíbrio. Sobre isso, veja o esquema a seguir:
Figura 1 | Os 4 Bs do cerimonial
O bom senso é desenvolvido pela experiência e pela expertise que o
profissional adquire diante de situações profissionais e pessoais que dão
respaldo às suas ações sempre em busca das soluções mais adequadas aos
problemas.
Para a boa organização, é necessário planejamento, que em eventos deve
contar com ferramentas de gestão básicas: cronograma e checklist, que, aliados
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ao conhecimento da fundamentação histórica e da legislação do cerimonial, são
imprescindíveis para o sucesso do evento.
A boa vontade se caracteriza pela presteza e pela cordialidade, que, segundo
Takahashi (2016), devem estar expressas nos rostos de toda a equipe envolvida
no evento. O bom equilíbrio complementa o bom senso, a boa organização e a
boa vontade com a estabilidade emocional e a segurança do profissional de
cerimonial no evento, transmitindo tranquilidade e sensação de bem-estar. Vale
ressaltar que a equipe de cerimonial deve estar alinhada com a organização do
evento e que os 4 Bs são fundamentais para sua execução. 
Técnicas e aplicabilidades dos 4 Bs do cerimonial
Com o aumento da população mundial e, consequentemente, com a
globalização, o cerimonial passa a ser imprescindível nas relações sociais e
profissionais entre diferentes culturas, com necessidade de adaptações e
ajustes. O trabalho do cerimonialista e de sua equipe deve ser realizado com
base nos 4 Bs do cerimonial para garantir a entrega do evento de forma
satisfatória. Dessa forma, alguns passos devem ser seguidos:
Recepção e credenciamento: para o participante, o evento começa neste
momento. É quando a equipe deve recebê-lo com sorriso e hospitalidade,
validando sua presença, entregando a programação, se for o caso, e
indicando a localização dos espaços. A boa vontade deve prevalecer.
Apoio de autoridades, VIP (Very Important Person) e convidados: no
momento da chegada, a equipe de cerimonialdeve estar atenta à rápida
identificação dessas pessoas para que não haja tumulto e inconvenientes,
levando-as aos espaços ou aos lugares reservados. Nesse momento, é
muito comum a chamada “carteirada”, em que pessoas que não estão na
lista tentam entrar. O bom senso e o bom equilíbrio devem ser
considerados.
Execução da programação: após a chegada de todos os participantes do
evento, a equipe de cerimonial deve estar atenta aos horários de início e
término, pois atrasos demonstram falta de respeito, já que todos têm
agendas preestabelecidas. A boa organização assegura a pontualidade.
Encerramento e finalização: despedidas e condução para a saída devem
ser pautadas pela rapidez, pela calma e pelos detalhes. O esquecimento e
as perdas são comuns nessa fase do evento. Assim, a equipe precisa dar
suporte aos participantes e ser detalhista na checagem e na entrega do
espaço do evento.
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Lidar com quebra de protocolo não é algo simples ou fácil nem para a equipe de
cerimonial nem para a de segurança em eventos. No Brasil, muitas autoridades
e celebridades a fazem com frequência e até se divertem com isso. Porém, tudo
o que sai do planejamento e do controle pode se tornar um problema e deve ser
previsto para ser sanado ou mitigado.
Encontros de chefes de Estado que pertencem a regimes políticos diferentes e
desfiles em que há aglomeração de pessoas são exemplos clássicos. No caso
de encontros diplomáticos entre chefes de Estado monárquicos e republicanos,
por exemplo, as chefias de cerimonial devem alinhar todos os detalhes do
encontro para que não haja quebra de protocolo, evitando, assim,
inconvenientes, pois eles muitas vezes são diferentes. Já em desfiles ou
passeatas com grande número de pessoas, a segurança não pode falhar e a
quebra de protocolo coloca isso em risco, podendo resultar em acidentes ou
atentados graves.
Portanto, para um bom resultado do trabalho desempenhado pelo chefe de
cerimonial, pelo cerimonialista e por sua equipe, observar e aplicar os 4 Bs do
cerimonial, considerando as possíveis quebras de protocolo em todas as etapas
do evento, é fundamental.
Vamos Exercitar?
Para ajudar Rafael em seu desafio, precisamos conectar as lições aprendidas
sobre o histórico do cerimonial e a importância dos 3 Bs com a prática. Rafael
terá que se aprofundar nas tradições históricas de cada época que deseja
representar, garantindo autenticidade e respeito nas representações. Ele
também deverá utilizar tecnologias modernas para trazer essas tradições à vida
de uma maneira que dialogue com o público contemporâneo, sem perder a
essência histórica. Por fim, ele deverá planejar com os 4 Bs, para garantir que a
organização e a execução do evento sejam permeadas pelo bom senso, boa
organização, boa vontade e bom equilíbrio, especialmente ao lidar com as
várias eras representadas.
Você pode aconselhar Rafael a decidir utilizar realidade aumentada para criar
experiências imersivas que contam a história de cada cerimonial, desde a
antiguidade até o presente. Ele também pode organizar o espaço para que os
visitantes sigam um caminho cronológico, experimentando as mudanças nos
protocolos e na etiqueta ao longo do tempo. Com isso, Rafael garante que cada
detalhe, desde o convite até a decoração e as atividades interativas, seja
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cuidadosamente planejado e executado com precisão, refletindo a dignidade e o
respeito que cada período histórico merece.
Saiba Mais
Para aprofundar seu entendimento sobre os fundamentos e as práticas do
cerimonial e do protocolo, convidamos você a explorar o livro Os 3 Bs do
cerimonial: bom senso, boa organização e boa vontade, de Carlos Takahashi,
disponível para acesso no link fornecido. Esse trabalho detalha o papel vital que
os 3 Bs desempenham no sucesso de qualquer evento, oferecendo uma
abordagem prática e estratégica que ressoa tanto com profissionais experientes
quanto com aqueles que estão começando na área.
A leitura desse livro irá enriquecer sua prática profissional ao demonstrar como
a aplicação consciente do bom senso, da boa organização e da boa vontade –
elementos essenciais para qualquer cerimonialista ou organizador de eventos –
pode ser a chave para a realização de eventos memoráveis e eficazes. Você
encontrará também exemplos práticos e dicas valiosas que poderão ser
implementadas em sua rotina profissional.
Descubra mais sobre como esses princípios podem aprimorar sua capacidade
de lidar com imprevistos e manter o alto padrão de qualidade em todos os
eventos que organizar. Acesse e mergulhe na leitura: Os 3 Bs do Cerimonial:
Bom Senso, Boa Organização e Boa Vontade.
Boa leitura!
Referências Bibliográficas
DORTA, L. O. (org.). Fundamentos em técnicas de eventos. Porto Alegre:
Bookman, 2015.
LUKOWER, A. Cerimonial e protocolo. São Paulo: Contexto, 2016.
TAKAHASHI, C. Os 3 Bs do Cerimonial – Introdução às Normas do
Cerimonial Público Brasileiro. São Paulo: [s. n.], 2016. 
Aula 3
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https://carlostakahashi.com.br/arquivos/site/3Bs.pdf
https://carlostakahashi.com.br/arquivos/site/3Bs.pdf
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS
DE CAIXA (DFC)
Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC)
Olá, estudante!
Com esta videoaula, você entenderá o conceito de fluxo de caixa, uma
ferramenta crítica para a tomada de decisões empresariais, e passará a
compreender como a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) reflete as
entradas e saídas de dinheiro e como é importante para o contexto empresarial.
Esse conhecimento é vital para entender a saúde financeira de uma
organização e como as decisões de investimento e financiamento afetam o
caixa disponível. Não perca essa oportunidade de aprender mais sobre
contabilidade. Vamos lá!
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá o conceito de fluxo de caixa, um pilar fundamental
da gestão empresarial e das tomadas de decisão, pois entender o movimento
de entrada e saída de dinheiro não é apenas uma prática contábil, mas uma
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necessidade para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos negócios.
Diante disso, exploraremos como a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
oferece uma visão clara sobre as movimentações financeiras, destacando sua
importância não só para a gestão empresarial, mas também para a tomada de
decisões estratégicas. Veremos, também, como o fluxo de caixa é categorizado
em atividades operacionais, de investimento e de financiamento,
proporcionando uma análise aprofundada da saúde financeira da empresa.
Nesse contexto, esta aula abordará, sobretudo, a capacidade de uma empresa
de gerar fluxos de caixa positivos e sustentáveis ao longo do tempo, por isso
discutiremos como a eficiente gestão do fluxo de caixa pode influenciar a
liquidez, o investimento e o financiamento da empresa.
Para guiar esse aprendizado, as seguintes questões serão fundamentais:
Como a classificação dos fluxos de caixa pode auxiliar na tomada de
decisões estratégicas?
De que maneira a previsão e a análise de fluxos de caixa podem prevenir
crises financeiras?
Essas reflexões têm como objetivo tanto ajudá-lo a entender a teoria por trás da
DFC quanto proporcionar-lhe as habilidades necessárias para aplicar esse
conhecimento na análise e na resolução de desafios financeiros reais.
Ao final desta aula, espera-se que você esteja motivado a se aprofundar no
estudo do fluxo de caixa, reconhecendo sua aplicabilidade e relevância no
cotidiano profissional. A capacidade de interpretar e agir com base nas
informações fornecidas pela DFC é uma competência inestimávelpara qualquer
profissional. Faça uma boa leitura e bons estudos!
Vamos Começar!
Conceito de fluxo de caixa
Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de dinheiro dentro de uma
empresa, em um período específico. Como uma prática contábil amplamente
reconhecida e adotada, o fluxo de caixa, ou Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC), tornou-se uma demonstração financeira obrigatória no Brasil a partir de
2007. Segundo Chagas (2019), essa demonstração tem como finalidade
principal fornecer uma visão clara sobre as movimentações financeiras da
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empresa, incluindo não apenas o caixa físico, mas também recursos em bancos
e aplicações financeiras de liquidez imediata.
A inclusão da DFC entre as demonstrações obrigatórias visa à transparência e
ao fornecimento de dados essenciais para a gestão empresarial, a análise
financeira e a tomada de decisão. Além disso, a DFC destaca-se por sua
capacidade de mostrar a origem e o destino dos recursos financeiros da
empresa, assim como seu resultado financeiro, oferecendo um panorama
completo do saldo inicial e do final de caixa. Reconhecida legalmente como
peça fundamental nas finanças corporativas, a DFC ganhou destaque com a Lei
nº 11.638/2007, que a estabeleceu como obrigatória para determinadas
empresas, ampliando seu papel na contabilidade e na administração financeira. 
Caixa e equivalentes de caixa
Os equivalentes de caixa são ativos mantidos para cumprir obrigações de caixa
de curto prazo. As expressões caixa e equivalentes de caixa se referem ao
conjunto das contas contábeis de caixa, bancos e aplicações financeiras de
liquidez imediata. Juntas essas contas representam os ativos de mais alta
liquidez que uma empresa pode ter e que são necessários para a preservação
do ciclo financeiro e operacional da empresa. 
A razão de haver fluxos
A forma mais simples de compreender um fluxo de caixa é simplesmente
entender que ele corresponde a uma lista de pagamentos e recebimentos de
uma empresa. Contudo, quando os pagamentos e recebimentos são
organizados por critérios específicos, é possível ter a identificações de fluxos
(no plural).
A DFC deve classificar os fluxos do período segundo atividades operacionais,
de investimento e de financiamento, adequando-se à natureza dos negócios da
entidade. Tal classificação ajuda os usuários a avaliarem o impacto dessas
atividades na posição financeira e no caixa da entidade, além de permitir uma
análise da relação entre elas. A identificação do caixa por meio de fluxos
permite o usuário entender a maneira como o caixa da empresa está sendo
composto ou utilizado. Transações individuais podem ser divididas em mais de
uma categoria de atividade, dependendo da natureza do fluxo de caixa.
Siga em Frente...
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Utilidade da DFC
A DFC é um relatório contábil útil por diversas razões:
Previsão financeira: ajuda a prever as necessidades de caixa, a
capacidade de gerar caixa e o financiamento de mudanças nas atividades
da entidade.
Avaliação e comparabilidade: facilita a avaliação das variações nos
ativos líquidos e a comparação entre diferentes entidades, removendo
discrepâncias causadas por diferentes métodos contábeis.
Análise histórica: fornece dados para analisar o valor, a periodicidade e a
certeza dos fluxos de caixa futuros.
A DFC é estruturada para destacar as fontes de entrada e os itens de saída do
caixa, além do saldo disponível na data das demonstrações contábeis. Seu
principal objetivo é apresentar informações detalhadas sobre os recebimentos e
pagamentos em recursos financeiros, o que permite uma análise aprofundada
da capacidade de geração e consumo de caixa e equivalentes, em conjunto
com outros relatórios contábeis. Veja um exemplo no Quadro 1.
Quadro 1 | Exemplo sintético da Demonstração dos Fluxos de Caixa
 
Fluxos da DFC
Conforme explica Iudícibus (2017) e segundo o CPC 03 (R2), a DFC deve ser
elaborada de forma a evidenciar as alterações de caixa e equivalentes de caixa
categorizadas em três tipos de atividades (vide Figura 1):
FLUXO DAS OPERAÇÕES
 ( + ) Entradas
 ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELAS OPERAÇÕES
FLUXO DOS INVESTIMENTOS
 ( + ) Entradas
 ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS INVESTIMENTOS
FLUXO DOS FINANCIAMENTOS
 ( + ) Entradas
 ( - ) Saídas
(=) CAIXA GERADO OU CONSUMIDO PELOS FINANCIAMENTOS
VARIAÇÃO TOTAL DAS DISPONIBILIDADES (soma dos três fluxos)
(+) SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES
(=) SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES
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Fluxo das Atividades Operacionais (FAO): refere-se às entradas e às
saídas de caixa advindas de reflexos da demonstração de resultado que
tiveram impacto no caixa ou de operações diárias da entidade. Engloba a
venda de produtos ou a prestação de serviços, e os pagamentos
relacionados, como salários e impostos. Essencialmente, esse fluxo reflete
o lucro ou prejuízo gerado pelas operações da empresa do ponto de vista
da concretização financeira, com entradas por vendas e saídas para
despesas operacionais.
Fluxo das Atividades de Investimento (FAI): refere-se às entradas e às
saídas de caixa ligadas a movimentações do ativo não circulante. Inclui
aplicações de recursos em ativos de longo prazo, como a compra de
maquinário e imóveis ou investimentos em outras empresas, e entradas de
caixa resultantes da venda desses ativos. Esse fluxo indica como a
empresa aloca recursos para expandir ou manter suas operações e
capacidade produtiva.
Fluxo das Atividades de Financiamento (FAF): refere-se às entradas e
às saídas de caixa associadas às necessidades de financiamentos com
entidades financeiras e com sócios ou acionistas da empresa. Assim, inclui
a emissão ou resgate de ações, obtenção ou amortização de empréstimos,
pagamento de dividendos, recebimentos de aporte de capital, etc.
A soma desses três fluxos financeiros deve ser igual à variação entre os saldos
de caixa e equivalentes de caixa no início e no fim do período analisado.
Figura 1 | DFC na exibição por fluxos
Tipos de DFC
Uma análise do fluxo de caixa pode focar apenas nos resultados financeiros do
período (FAO) ou abranger todas as mudanças no caixa, incluindo atividades de
investimento (FAI) e financiamento (FAF). Para Marion (2023), a empresa
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ilustrada pela Figura 2 exemplifica um modelo completo, mais detalhado e
informativo, que fornece uma visão abrangente das finanças da empresa, se
comparado com o modelo operacional.
Figura 2 | Comparativo entre a DFC operacional e a DFC completa. Fonte: Marion (2023, p. 123).
Embora o modelo operacional seja útil para comparar resultados financeiros
com a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a DFC pode ser
elaborada por meio de dois métodos: direto ou indireto. A principal diferença
entre eles reside na forma como as atividades operacionais são apresentadas.
No método direto, as entradas e saídas de caixa das atividades operacionais
são listadas explicitamente, fornecendo um detalhamento claro dos
recebimentos e dos pagamentos de caixa decorrentes das operações da
empresa, como recebimentos de clientes e pagamentos a fornecedores e
empregados. Esse método oferece uma visão mais direta e transparente do
fluxo de caixa operacional.
Por outro lado, o método indireto começa com o lucro líquido (ou prejuízo) do
período, conforme apurado na DRE, e ajusta esse resultado pelas variações
nos saldos das contas do balanço patrimonial que afetam as atividades
operacionais, mas que não envolveram movimentação de caixa. Esses ajustes
incluemitens como depreciação, variações em contas a receber, estoques e
contas a pagar, entre outros. O método indireto é mais utilizado pelas
empresas, pois é considerado mais simples de ser preparado a partir das
informações já disponíveis nas demonstrações contábeis, apesar de oferecer
uma visão menos direta das fontes e dos usos reais de caixa das atividades
operacionais. Além disso, as diferenças entre os métodos se restringem
somente ao FAO.
Vamos Exercitar?
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Estudante, estamos chegando ao final desta aula, na qual você aprendeu sobre
informação financeira, retratada pelo fluxo de caixa. Reflitamos, agora, sobre as
questões levantadas no início da aula, para que você perceba como, ao longo
do nosso estudo, conseguimos esclarecer dúvidas e traçar caminhos para
soluções eficazes.
Com o reconhecimento da importância da Demonstração dos Fluxos de Caixa
(DFC) na gestão empresarial, foi destacada sua capacidade de fornecer uma
visão clara das movimentações financeiras de uma empresa, abrangendo as
atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
A capacidade de uma empresa de gerar fluxos de caixa positivos e sustentáveis
ao longo do tempo foi um ponto central da discussão. Durante a aula,
aprendemos que a classificação das movimentações de entradas e saídas dos
fluxos de caixa melhora a informação e facilita a tomada de decisões
estratégicas. A ideia por trás dos fluxos é compreendermos como o caixa está
sendo gerado e consumido: se pelas operações, se por financiamentos ou se
por investimentos (que se realizam ou se desfazem). Além disso, vimos como
uma análise aprofundada e a previsão de fluxos de caixa podem ser
ferramentas poderosas na prevenção de crises financeiras.
Através das discussões, portanto, compreendemos que a eficiente gestão do
fluxo de caixa não é apenas uma prática contábil, é uma estratégia de negócios
que sustenta a saúde financeira e o crescimento sustentável da empresa. As
reflexões mostraram que, ao aplicar os conceitos aprendidos, é possível
enfrentar desafios financeiros com confiança e competência.
Estudante, pense em como as tecnologias emergentes, como a análise de
dados e a inteligência artificial, podem aprimorar a gestão do fluxo de caixa.
Reflita sobre as implicações éticas e sociais das decisões financeiras tomadas
com base na DFC. Como essas decisões impactam os stakeholders da
empresa, incluindo empregados, clientes e a comunidade?
Continue explorando, questionando e aplicando o conhecimento adquirido sobre
o fluxo de caixa em cenários práticos e acadêmicos. O aprendizado é um
processo contínuo, e a capacidade de adaptar e aplicar conceitos financeiros
em um ambiente empresarial em constante mudança é uma habilidade que o
distinguirá como profissional.
Lembre-se de que o conhecimento do fluxo de caixa é fundamental para
qualquer profissional que deseje se destacar no mundo dos negócios. Boa sorte
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em suas futuras explorações e que o conhecimento adquirido ilumine seu
caminho para o sucesso. Até a próxima!
Saiba Mais
Para que você desenvolva ainda mais o pensamento crítico sobre os conteúdos
de contabilidade estudados até aqui, faça a leitura dos textos indicados a
seguir. 
Um estudo recente analisou a Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) do
Estado de São Paulo dos anos de 2021 e 2022 e descobriu inconsistências
significativas. Isso inclui divergências do modelo da DFC com as diretrizes da
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), omissões de pagamentos e inclusões
inapropriadas para ajustes financeiros. Esses achados ressaltam a necessidade
de revisão dos padrões da DFC no setor público a fim de melhorar a
transparência e fortalecer o controle social sobre as finanças públicas.
SILVA, M. C. da. Demonstração de fluxo de caixa do Estado de São Paulo:
análises com suporte da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e
Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857, 2023. 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) complementa as informações da
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), permitindo uma análise mais
precisa das finanças empresariais, especialmente sob a perspectiva tributária.
Enquanto a DRE utiliza o regime de competência para registrar receitas, custos
e despesas, a DFC, adotando o regime de caixa, revela o real movimento
financeiro da empresa, o que impacta diretamente a gestão tributária. Esse
contraste entre o resultado contábil e a disponibilidade de caixa evidencia
situações como inadimplência, investimentos em ativos fixos e variações
cambiais, que são essenciais para estratégias de minimização da carga
tributária e para a adequada gestão dos tributos. Assim, a DFC emerge como
uma ferramenta gerencial indispensável, não apenas para cumprimento das
obrigações fiscais, mas também para a otimização da estrutura contratual e
fiscal das empresas. Leia mais sobre o assunto:
FERNANDES, E. C. Demonstração dos fluxos de caixa – DFC: comentários
tributários ao pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito
Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p. 213-217, jul./dez. 2020. 
Este estudo enfatiza a importância da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
na contabilidade gerencial e na administração efetiva de microempresas a partir
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https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726
https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2726
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/view/92
da análise de um caso prático de uma empresa de paisagismo em Varginha
(MG) para ilustrar seu valor. Ao revelar como a DFC é uma ferramenta vital para
o controle, o planejamento e a tomada de decisões financeiras, o trabalho
destaca o papel dessa demonstração na orientação dos gestores para a
redução de custos desnecessários e na promoção de uma gestão financeira
otimizada. Através de entrevistas e análise documental, constatou-se que a
DFC contribui significativamente para melhorias nos resultados da empresa e
suporta positivamente as decisões cotidianas do gestor, reforçando a sua
importância estratégica na sustentabilidade e no crescimento das
microempresas.
BARROS, R. R. et al. Demonstração do fluxo de caixa – sua importância na
gestão de uma microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.
7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar. 2021. 
Referências Bibliográficas
BARROS, R. R. et al. Demonstração do fluxo de caixa – sua importância na
gestão de uma microempresa. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.
7, n. 3, p. 31894-31905, fev./mar. 2021. Disponível em:
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/2
1541. Acesso em: 14 mar. 2024. 
CHAGAS, J. G. das. Contabilidade geral e simplificada: demonstrações
financeiras após alterações na lei das S.As. e as sociedades empresárias à luz
do novo Código Civil. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. 
CPC. Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) – Demonstração dos Fluxos de
Caixa. [S. l.: s. n.], 2024. Disponível em:
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf.
Acesso em: 16 set. 2024. 
FERNANDES, E. C. Demonstração dos fluxos de caixa – DFC: comentários
tributários ao pronunciamento técnico CPC 03 (R2). Revista de Direito
Contábil Fiscal, São Paulo, v. 2, n. 4, p. 213-217, jul./dez. 2020. Disponível em:
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65. Acesso em: 14
mar. 2024. 
IUDÍCIBUS, S. de. Análise de balanços. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2017. 
MARION, J. C. Contabilidade básica. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2023. 
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https://alexandria-html-published.platosedu.io/e03fdced-c7f8-4f1c-9d0f-8099f57b6bab/v1/index.html27/46
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/27250
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/27250/21541
https://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/183_CPC_03_R2_rev%2024.pdf
https://revistas.apet.org.br/index.php/rdcf/article/download/92/65
SILVA, M. C. da. Demonstração de fluxo de caixa do Estado de São Paulo:
análises com suporte da Teoria da Divulgação. Revista de Gestão e
Secretariado, São Paulo, v. 14, n. 9, p. 15838-15857, 2023. Disponível em:
https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/download/2726/1626. Acesso
em: 14 mar. 2024.
Aula 4
OUTROS FUNDAMENTOS DAS
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Outros fundamentos das demonstrações
contábeis
Olá, estudante!
Nesta videoaula, você estudará os regimes de escrituração contábil e, com isso,
compreenderá a importância e as diferenças dos regimes de caixa e de
competência. ao longo do vídeo, exploraremos como esses regimes garantem a
precisão das transações contábeis, influenciando diretamente a apresentação
das informações contábeis das empresas.
Prepare-se para essa jornada de aprendizado que enriquecerá sua
compreensão sobre contabilidade introdutória na prática. Vamos lá!
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula você aprenderá sobre regimes de escrituração contábil. Nesse
sentido, estudaremos mais detidamente os dois pilares fundamentais do
universo contábil: o regime de caixa e o regime de competência, que são
métodos de registro. Ao compreender profundamente como cada regime
funciona e se aplica no contexto empresarial, você poderá para garantir a
conformidade legal e a otimização da saúde financeira da empresa.
A questão que guiará esta jornada de aprendizado diz respeito à escolha entre
o regime de caixa e o regime de competência para aplicação. Qual deles
oferece a visão mais precisa da realidade financeira de uma empresa? Como
essa aplicação influencia a tomada de decisões estratégicas? E mais
profundamente, como os conceitos de receitas e despesas são tratados em
cada regime? Essas questões são cruciais, pois, ao entender as nuances
desses regimes, você será capaz de identificar a importância de cada um deles.
Além disso, você verá informações sobre balanços sucessivos e a tipologia de
informações gerada pela contabilidade.
À medida que avançamos, mantenha a mente aberta e curiosa, fazendo
conexões entre o que aprende e como isso se aplica ao mundo real das
finanças e da gestão empresarial. Lembre-se: a contabilidade é muito mais do
que números em um papel; é uma linguagem que, quando bem interpretada,
revela a saúde e o potencial de uma empresa.
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Dito isso, você está convidado a embarcar nesta jornada de descoberta
conosco. Prepare-se para explorar ainda mais a área contábil e descobrir como
esses conhecimentos fundamentais podem abrir portas para oportunidades
inimagináveis em sua carreira futura!
Bons estudos!
Vamos Começar!
Regimes de escrituração contábil
Os regimes contábeis são sistemas de escrituração contábil essenciais e,
frequentemente, obrigatórios para garantir a consistência e a precisão na
contabilização das transações contábeis. A contabilidade trabalha com dois
regimes de escrituração contábil, utilizados para registrar dados e transformá-
los em informações uteis aos usuários: regime de caixa e regime de
competência. 
Regime de caixa
Nesse regime, o foco é a movimentação financeira, isto é, entradas e saídas de
caixa. As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e/ou as despesas
quando pagas, independentemente do período a que se referem. O registro
ocorre quando há movimentação de caixa. Por exemplo, o regime de caixa é
aplicado quando a empresa registra a entrada de valores de vendas à vista ou
quando ocorrem pagamentos de dívidas. Esse regime se caracteriza pela
apuração dos resultados com base nas transações efetivas de caixa. 
Regime de competência
Aqui, as transações, receitas e despesas são reconhecidas e registradas no
período em que ocorrem, independentemente de quando são pagas ou
recebidas, ou seja, no momento da sua ocorrência, independentemente do
recebimento ou do pagamento. Assim, no regime de competência, a ênfase não
está na movimentação efetiva de recursos, mas no momento da ocorrência do
fato gerador. As receitas e despesas são atribuídas ao exercício financeiro em
que efetivamente ocorrem.
Esse método é amplamente reconhecido e endossado pela teoria da
contabilidade e pela legislação tributária, incluindo o Imposto de Renda, por
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fornecer uma representação precisa e integral do resultado financeiro da
empresa (lucro ou prejuízo). Segundo Marion (2023), as diretrizes fundamentais
do regime de competência estipulam que, se ocorrem vendas a prazo
realizadas em dezembro em x1, com recebimentos de vendas previsto para x2,
as receitas são reconhecidas como sendo x1, pois é nesse momento que são
efetivamente geradas. Já as despesas são reconhecidas no período em que
ocorrem, independentemente de quando são pagas. Por exemplo, o pagamento
de salários em 10 de janeiro de x2, referente ao trabalho realizado em
dezembro de x1, é contabilizado como despesa de x1, visto que é nesse
período que a despesa incorre. Veja a Figura 1.
Figura 1 | Apuração de resultado. Fonte: Marion (2023, p. 89).
O resultado operacional líquido, portanto, é calculado com base em
determinado período, geralmente anual, subtraindo-se todas as despesas
incorridas no período (mesmo que não pagas) do total de receitas geradas
(mesmo que não recebidas). 
Exemplo de regime de competência versus caixa
Considere uma empresa que tenha vendido em x1 R$ 20.000, mas que tenha
recebido R$ 12.000 no ato da venda e receberá o restante no futuro. Nesse
caso, considere ainda que a organização teve uma despesa de R$ 16.000 e
que pagará, até o último dia do ano, o montante de R$ 10.000. A apuração do
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resultado pela competência e pelo caixa está expressa no exemplo do Quadro
1.
Quadro 1 | Comparativo entre regimes contábeis. Fonte: adaptado de Marion
(2023).
 
Repare que, no Quadro 1, a empresa gerou R$ 4.000 de lucro no período e R$
2.000 de caixa. A diferença entre o lucro e o caixa é temporal. É justamente a
diferença entre aquilo que a empresa tem para receber e aquilo que ela tem
para pagar que torna possível entender que o lucro se transforma em caixa à
medida que a empresa vai pagando o que precisa pagar e vai recebendo o que
precisa receber. Se todas as operações da empresa fossem à vista, o lucro
seria igual ao caixa.
Siga em Frente...
Balanços sucessivos
Balanços sucessivos são um conceito aplicado para demonstrar como as
transações (fatos contábeis) afetam o balanço patrimonial de uma empresa,
indicando uma evolução patrimonial. O fluxo mostrado na Figura 2 pode ser
explicado da seguinte forma:
 
Resultado Ativo (caixa)
Ativo 
(contas a
receber)
Passivo 
(contas a
pagar)
Receita 20.000 12.000 8.000 
( - ) Despesas (16.000) (10.000) 6.000
( = ) Lucro ou prejuízo 4.000 2.000 
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Figura 2 | Balanços sucessivos
Fatos contábeis: são eventos que provocam mudanças quantitativas ou
qualitativasno patrimônio de uma entidade. Podem ser transações como
vendas, compras, pagamentos ou recebimentos.
Registro dos fatos contábeis: após a ocorrência de um fato contábil, ele
deve ser registrado nos livros contábeis da empresa. Esses registros são
conhecidos como lançamentos contábeis e devem respeitar o princípio da
competência.
Balanço patrimonial: com base nesses registros, é elaborado um balanço
patrimonial.
Novos fatos contábeis: mesmo após a elaboração de um balanço
patrimonial, a empresa continua a realizar transações. Esses novos
eventos econômicos também afetarão o patrimônio da empresa e
precisarão ser registrados e refletidos em um novo balanço.
"Novo" registro dos fatos contábeis: assim como os fatos contábeis
iniciais, os novos fatos também precisam ser registrados seguindo os
princípios contábeis.
Novo balanço patrimonial: após o registro dos novos fatos contábeis, um
novo balanço patrimonial é elaborado para refletir a nova realidade
patrimonial da empresa. Esse processo é contínuo e cíclico, com o
patrimônio sendo constantemente atualizado a cada novo fato contábil.
A ideia que os balanços sucessivos trazem é a de que a contabilidade de uma
empresa é um processo dinâmico e contínuo, no qual cada transação altera o
estado patrimonial da empresa, mudança refletida na elaboração de novos
balanços patrimoniais. Isso permite que os gestores e stakeholders tenham uma
visão atualizada sobre a evolução patrimonial, algo essencial para o
planejamento e a tomada de decisão. 
Tomada de decisão respaldada
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De todo o rol de demonstrações contábeis apresentado pelo CPC 26 e
destacado por Iudícibus (2017), o balanço patrimonial, a Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE) e a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
formam o núcleo essencial de informações para uma análise plena e eficaz da
saúde financeira e operacional de uma empresa (veja a Figura 3).
O balanço patrimonial oferece uma fotografia instantânea da situação
patrimonial da empresa em determinado momento, detalhando ativos, passivos
e patrimônio líquido. Essa informação patrimonial é crucial para entender a
estrutura de capital da empresa, sua capacidade de gerar valor no futuro e
quanto dessa geração de valor é sustentável a longo prazo. É a base para
análises de solvência e liquidez, pois permite aos investidores e aos gestores
avaliarem a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações financeiras.
Figura 3 | Tripé básico de informações
Por outro lado, a DRE e a DFC complementam o balanço patrimonial ao
oferecerem uma visão dinâmica do desempenho econômico e financeiro da
empresa. A DRE expõe a informação econômica da empresa ao longo de um
período, detalhando receitas, custos, despesas e lucros ou prejuízos. Essa
informação econômica serve para entender a eficácia das operações da
empresa, sua capacidade de gerar lucro a partir de suas atividades centrais e o
controle de custos. A DFC, ao revelar o fluxo real de caixa de operações,
investimentos e financiamentos, fornece a base para a gestão financeira da
empresa, sua capacidade de gerar caixa e financiar suas atividades, expansão
ou pagamento de dívidas. Juntos, esses três tipos de informações oferecem
uma base sólida para uma análise completa da empresa, permitindo uma
tomada de decisão respaldada, seja para investimento, seja para gestão, seja
para planejamento estratégico, o que possibilita o exercício do controle.
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Vamos Exercitar?
Ao encerrar os estudos sobre regimes de escrituração contábil, fica evidente
que tanto o regime de caixa quanto o de competência desempenham papéis
fundamentais na representação contábil e na tomada de decisões estratégicas
dentro de uma empresa. Através das discussões, pudemos vislumbrar que o
regime de caixa se aplica à visão da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC),
sinalizando movimentações efetivas de entrada e saída financeira, ao passo
que o regime de competência é trabalhado nas demais demonstrações
contábeis para registrar os eventos segundo a competência.
A questão inicial da aula propunha a reflexão sobre qual dos regimes
proporcionaria a melhor base para decisões estratégicas e como cada um
trataria conceitos como receitas e despesas. Concluímos que o regime de
competência, ao reconhecer receitas e despesas no momento em que ocorrem,
independentemente do fluxo de caixa, oferece uma representação mais acurada
do desempenho econômico de uma empresa em um período. Isso facilita uma
análise mais aprofundada da lucratividade e da eficiência operacional, sendo
essencial para o planejamento a longo prazo e a sustentabilidade financeira.
Por outro lado, o regime de caixa, ao focar nas entradas e nas saídas reais de
caixa, é insuperável para entender a liquidez da empresa e sua capacidade de
gerenciar o fluxo de caixa no curto prazo. Isso é útil para as empresas
entenderem onde a gestão de caixa é crítica para a sobrevivência.
Integrando essa compreensão com os conceitos de balanços sucessivos e a
tipologia de informações geradas pela contabilidade, destacamos como cada
transação afeta o patrimônio da empresa e como isso é refletido nos relatórios
financeiros. Isso reforça a ideia de que a contabilidade é uma ferramenta
dinâmica e vital para o planejamento e o controle financeiro.
Agora, convidamos você, estudante, a ponderar sobre os efeitos dos eventos
contábeis, como operações de compra e venda, e sobre as demonstrações
contábeis, considerando os regimes de caixa e de competência. A
contabilidade, em sua essência, é a linguagem dos negócios. Logo, ao dominá-
la e ao compreender profundamente os princípios que regem os regimes de
escrituração contábil, você se equipará não apenas para enfrentar desafios
financeiros e operacionais, mas também para identificar oportunidades de
crescimento e inovação.
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Esperamos que esta aula tenha ampliado sua perspectiva sobre o papel crítico
da contabilidade na gestão empresarial e motivado você a aplicar esses
conhecimentos no avanço de sua carreira profissional. Até a próxima!
Saiba Mais
Estudante, se você deseja aumentar ainda mais sua capacidade de pensar
criticamente nos conteúdos de contabilidade, leia os textos indicados a seguir.
Saiba mais sobre a implementação do regime contábil de competência no setor
público brasileiro, focando no registro de receitas e despesas conforme o fator
gerador, independentemente do recebimento ou do pagamento. Através de uma
análise teórica, examinou-se a adoção desse regime sob perspectivas
orçamentária e patrimonial, revelando dúvidas sobre sua aplicação tanto no
Brasil quanto no exterior, especialmente em relação à elaboração de
orçamentos e ao tratamento de receitas orçamentárias. O estudo sugere que há
uma lacuna de conhecimento significativa impedindo sua implementação eficaz
no setor público brasileiro, indicando uma necessidade urgente de
desenvolvimento de competências nessa área.
Este ensaio contribui para o debate acadêmico sobre o regime de competência
e incentiva pesquisas futuras para esclarecer as incertezas identificadas. Não
deixe de conferi-lo!
SILVA, M. C. da; OLIVEIRA, E. J. de. Ensaio teórico sobre a adoção do regime
de competência no setor público brasileiro: uma questão de competência ou
incompetência? Cuadernos de Educación y Desarrollo, [s. l.], v. 16, n. 1, p.
2102-2123, 2024. 
A contabilidade, apesar de sua importância tanto para o controle gerencial
quanto para a prestação de contas, é frequentemente negligenciada por
empresas de menor porte, influenciadas por regimes de tributação que focam
na manutenção do livro caixa, como o lucro presumido e o simples nacional.
Esse cenário destaca