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Curso: Enfermagem 
Disciplina: Imunologia e Patologia Geral 
Docentes: Heytor Victor Pereira 
Discente: Eva Renata Cunha de Souza 
Matricula: 01708467 
AV1: Atividade Contextualizada 
 Uma mulher de 69 anos de idade, ex-tabagista, apresenta sintomas 
progressivos há três meses. Inicialmente, relata tosse crônica há 1 ano, 
além de discreto emagrecimento, seguido de dispneia aos esforços e 
dor torácica. Uma radiografia torácica mostra presença de massa 
medindo 6 cm no pulmão esquerdo, enquanto uma amostra de biópsia 
de tal massa, coletada com agulha, apontou a existência de um 
carcinoma, com áreas enegrecidas, ulcerações e hemorragia. Após tais 
achados, realizou-se uma pneumonectomia (retirada parcial ou total dos 
pulmões). Alguns meses depois, foi observado outra massa celular 
medindo 5cm no tecido ósseo. 
. 
Diante do caso, explique o tipo de neoplasia encontrada na paciente e o 
porquê do surgimento da massa celular observada no tecido ósseo. 
Essa descrição refere-se a um carcinoma de células escamosas, sendo um dos 
tipos mais comum de câncer de pulmão, dar-se ao crescimento desordenado 
de células epiteliais escamosas dos pulmões. 
Explique qual o tipo de neoplasia encontrada na paciente e as alterações 
encontradas na biópsia. 
Tipo de Neoplasia: O carcinoma pulmonar é um câncer que se origina nos 
pulmões e é frequentemente associado ao tabagismo, a biópsia realizada 
mostrou necrose, ulceração e hemorragia, indicando agressividade do tumor, 
comprometendo os tecidos pulmonares. 
Apresente fatores de risco do texto que apontam para esse diagnóstico. 
Esse paciente possui um prognóstico reservado, tratando-se de um câncer 
agressivo com alta taxa de metástase e de recidivas. Os sintomas iniciais, 
como tosse crônica e emagrecimento, são comuns em pacientes com 
carcinoma de pulmão avançado, cujo tratamento geralmente é feito com 
quimioterapia e radioterapia. 
Descreva o porquê do surgimento da massa celular observada no tecido 
ósseo. 
 
Essa presença de massa celular no tecido ósseo é um indicativo de metástase, 
disseminando o câncer a partir do local primário, comprometendo outras partes 
do corpo, através das células cancerígenas, por meio da corrente sanguínea ou 
sistema linfático, assim se estabelecendo e comprometendo outros órgãos. 
 
Argumentações e considerações acerca do conteúdo ministrado. 
A paciente foi diagnosticada com carcinoma pulmonar, possivelmente um carcinoma 
de células escamosas ou carcinoma de pequenas células, ambos altamente 
relacionados ao tabagismo. O carcinoma de células escamosas, típico em fumantes, 
costuma apresentar necrose central, enquanto o carcinoma de pequenas células se 
caracteriza por sua alta agressividade e tendência a metástases precoces. A biópsia 
realizada mostrou áreas de necrose, ulceração e hemorragia, indicando a natureza 
agressiva do tumor e o comprometimento dos tecidos pulmonares, com formação de 
tecido necrótico devido ao crescimento rápido do câncer. 
Entre os fatores de risco associados a esse diagnóstico, destaca-se o tabagismo como 
principal responsável pela carcinogênese pulmonar, já que a exposição prolongada a 
substâncias tóxicas do cigarro favorece mutações genéticas nas células pulmonares. 
Além disso, a idade avançada é outro fator importante, pois com o envelhecimento, o 
sistema imunológico enfraquece e as células se tornam mais suscetíveis ao 
desenvolvimento de tumores malignos. 
A massa observada no tecido ósseo é uma evidência de metástase óssea, um 
processo que ocorre quando as células cancerígenas do pulmão se disseminam para 
outras partes do corpo. Células tumorais se desprendem do tumor primário, entram na 
corrente sanguínea ou linfática e se instalam no osso, formando uma nova massa. 
Ossos são locais comuns de metástases devido à alta vascularização e à 
disponibilidade de nutrientes que favorecem o crescimento tumoral. Essa metástase 
pode causar dor intensa e enfraquecer a estrutura óssea, aumentando o risco de 
fraturas. 
Portanto, o diagnóstico é de câncer de pulmão com metástase óssea, uma condição 
grave que destaca a importância do diagnóstico precoce e do controle dos fatores de 
risco, como o tabagismo. O tratamento eficaz pode melhorar o prognóstico e a 
qualidade de vida da paciente. 
REFERÊNCIAS 
UEHARA, César; JAMNIK, Sérgio; SANTORO, Ilka Lopes. Câncer de pulmão. 
Medicina (Ribeirão Preto), v. 31, n. 2, p. 266-276, 1998. Disponível em 
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2024 
2024.ZAMBONI, Mauro. Epidemiologia do câncer do pulmão. Jornal de 
pneumologia, v. 28, p. 41-47, 2002. Disponível 
em:https://www.scielo.br/j/jpneu/a/XvqSYDPyWWFjfcyCfJvtYhj/?lang=pt&forma
t=html. Acesso em: 30 novembro. 2024. 
TUA SAÚDE. Metástase: o que é, sintomas, como acontece e tratamento. 
C2024. Disponível em:https://www.tuasaude.com/metastase/. Acesso em: 2 
dez. 2024. 
SANTOS, BRENDA COSTA et al. CÂNCER DE PULMÃO. Revista Acadêmica 
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em:https://revistaacademicafalog.com.br/index.php/falog/article/view/156. 
Acesso em: 4 dez. 2024. 
KIM, Leandro Duil et al. Metástase óssea como primeira manifestação de 
tumores: contribuição do estudo imuno-histoquímico para o estabelecimento do 
tumor primário. Revista Brasileira de Ortopedia, v. 53, p. 467-471, 2018. 
Disponível 
em:https://www.scielo.br/j/rbort/a/QTq4VqxmSDGx4t5hjF57hXK/?lang=pt. 
Acesso em: 5 dez. 2024. 
OLIVEIRA, Marcelo Bragança dos Reis et al. Fratura patológica devido à 
metástase óssea do câncer de pulmão: fatores de risco e sobrevida. Acta 
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=pt&format=html. Acesso em: 5 dez. 2024. 
BESSA, Camila Martins de et al. Metástase óssea após câncer de pulmão de 
não pequenas células em estágio IIIA: riscos e prognóstico. Jornal Brasileiro 
de Pneumologia, v. 48, p. e20220211, 2022. Disponível 
em:https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/GZJmrNfk4KvgjW9ryFhNbLq/?lang=pt. 
Acesso em: 6 dez. 2024. 
https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/7673
https://www.scielo.br/j/jpneu/a/XvqSYDPyWWFjfcyCfJvtYhj/?lang=pt&format=html
https://www.scielo.br/j/jpneu/a/XvqSYDPyWWFjfcyCfJvtYhj/?lang=pt&format=html
https://www.tuasaude.com/metastase/
https://revistaacademicafalog.com.br/index.php/falog/article/view/156
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https://www.scielo.br/j/aob/a/96QKmZGvvg6dg6WkW9gZfvJ/abstract/?lang=pt&format=html
https://www.scielo.br/j/aob/a/96QKmZGvvg6dg6WkW9gZfvJ/abstract/?lang=pt&format=html
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/GZJmrNfk4KvgjW9ryFhNbLq/?lang=pt
FRANCESCHINI, Juliana et al. Relação entre a magnitude de sintomas e a 
qualidade de vida: análise de agrupamentos de pacientes com câncer de 
pulmão no Brasil. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 39, p. 23-31, 2013. 
Disponível 
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ml&lang=pt. Acesso em: 8 dez. 2024. 
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/p3dYT6DZ4FxXx6qGRgCPQkd/?format=html&lang=pt
https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/p3dYT6DZ4FxXx6qGRgCPQkd/?format=html&lang=pt

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