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AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 1 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
INTRODUÇÃO 
A enfermagem sempre esteve voltada 
para atender as necessidades de assistência 
de saúde da sociedade. Ela originou-se do 
desejo de manter as pessoas saudáveis, assim 
como propiciar conforto, cuidados e confiança 
ao enfermo. Os procedimentos básicos de 
enfermagem envolvem técnicas que podem ser 
implementadas pela equipe de enfermagem 
sob supervisão do enfermeiro. Estas técnicas 
são fundamentadas em literaturas para 
resguardar a segurança do profissional e do 
paciente. O objetivo dos procedimentos básicos 
de enfermagem é obter qualidade na 
assistência oferecida, reduzir custos, auxiliar o 
paciente na recuperação e promover conforto. 
 
SAÚDE: é um estado de completo bem-estar 
físico, mental e social, não meramente a 
ausência de doença ou enfermidade. 
 
DOENÇA: é um processo anormal no qual o 
funcionamento do organismo de uma pessoa 
está diminuído ou prejudicado em uma ou mais 
dimensões. 
 
NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS 
 
 
Maslow, 1954, sugeriu que todo ser 
humano tem necessidades que motivam seu 
comportamento e deve ser preenchido para se 
atingir um nível de bem-estar. 
 
Necessidades fisiológicas: 
São fundamentais para a manutenção da 
vida, relacionadas com o funcionamento do 
organismo. 
 Nutrição 
 Hidratação 
 Reprodução 
 Descanso 
 Vestimenta 
 Abrigo 
 
Necessidades de segurança: 
As necessidades relacionadas à 
proteção individual contra perigos e ameaças. 
 Física 
 Trabalho 
 Saúde e bem-estar 
 Liberdade 
 Legislação 
 
Necessidades sociais: 
O ser humano tem a necessidade de 
conviver, participar, integrar, ser amado e 
aceito por outros. 
 Amizade 
 Intimidade 
 Convivência social 
 Família 
 Organizações 
 Lazer 
 Respeito 
 
Necessidades de "status" ou de estima: 
O ser humano busca ser competente 
aceito, valorizado, alcançar objetivos, obter 
reconhecimento e aprovação. 
 Competência 
 Afirmação 
 Realização 
 Reconhecimento 
 
Necessidade de autorrealização: 
O ser humano busca a sua realização, o 
desejo de saber, aprender, compreender, 
organizar, analisar, ajudar os outros. Ele tem 
suas crenças e busca a um Ser Superior. 
 
O PACIENTE HOSPITALIZADO 
 A assistência ao paciente hospitalizado, 
desde a admissão até sua alta, transferência ou 
óbito, faz parte das funções da equipe de 
enfermagem, que deve ter preparo especial 
para desempenhar seu trabalho. 
 O cuidado do paciente, a prevenção da 
doença, a promoção da saúde e do bem-estar 
requerem conhecimentos e habilidades. 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 2 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
PRONTUÁRIO DO PACIENTE 
 O prontuário é um documento legal que 
consta de toda a história do paciente durante a 
permanência do mesmo no hospital. 
“O prontuário médico ou do paciente é o 
conjunto de documentos e informações 
relativas à história de vida do paciente e da sua 
doença, escritos de modo claro, conciso e 
acurado, sob o ponto de vista médico-social” 
(MEZZOMO 1991, P. 245). 
O prontuário é um instrumento de fator 
de integração da equipe do hospital, onde os 
profissionais de saúde se comunicam 
fornecendo informações dentro da sua própria 
especialidade. Ele deve conter uma linguagem 
clara, resumida, letra legível, sem abreviações, 
sem códigos pessoais. 
A cada hospital cabe o direito de optar 
pelos impressos que mais lhe convierem, os 
quais devem proporcionar facilidade para que a 
equipe de saúde possa registrar o que lhe 
compete. Os impressos manuseados pela 
enfermagem são: relatórios, prescrição, 
evolução e gráficos. 
O prontuário é um documento legal e de 
grande valor para o paciente, médico, ensino, 
pesquisa, equipe de saúde, defesa, auditoria, 
contabilidade. 
 
Um prontuário completo contém: 
 número de identificação do prontuário; 
 dados de identificação pessoal do paciente; 
 data da internação; 
 antecedentes pessoais e familiares; 
 história da doença atual; 
 exame físico (anamnese); 
 hipótese diagnóstica provisória e final; 
 tratamento médico e/ou cirúrgico; 
 exames complementares; 
 evolução da doença; 
 relatórios diários (médico, equipe de 
enfermagem e equipe de saúde); 
 termo de consentimentos; 
 gráfico de TPRPA (Temperatura, Pulso, 
Respiração, Pressão Arterial); 
 resultado final (alta, transferência, óbito) 
 
 
 
 
 
ADMISSÃO, TRANSFERÊNCIA, ALTA E 
ÓBITO 
 
ADMISSÃO 
É a entrada e permanência do paciente 
no hospital, por determinado período. Tem por 
objetivos facilitar a adaptação do paciente ao 
ambiente hospitalar, proporcionar conforto e 
segurança. Na unidade de internação o 
paciente é recebido por um profissional da 
unidade e encaminhado ao quarto ou 
enfermaria. Deve ser recebido com gentileza e 
cordialidade para aliviar suas apreensões e 
ansiedades. A primeira impressão recebida é 
fundamental ao paciente e seus familiares, 
inspirando-lhes confiança no hospital e na 
equipe que o atenderá. 
 
Materiais: 
 termômetro; 
 esfignomanômetro; 
 estetoscópio; 
 algodão embebido em álcool a 70%; 
 cuba rim forrada com papel; 
 pijama ou camisola; 
 balança; 
 toalha de banho; 
 sabonete. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 recepcionar o paciente, apresentar as 
dependências do hospital, acompanhar à 
enfermaria e apresentar aos demais 
pacientes; 
 orientar o paciente quanto às rotinas do 
hospital (local e horário do banho, 
refeições, visita médica e de familiares, 
repouso, recreação, serviços religiosos, 
uso de campainha e instalações; 
 relacionar roupas e valores; 
 apresentar à equipe de enfermagem e ao 
companheiro de quarto e enfermaria; 
 encaminhar ao banho, fornecer o material 
necessário; 
 preparar o prontuário e identificá-lo; 
 pesar, medir e anotar no prontuário; 
 colocar o paciente no leito; 
 registrar no relatório a hora de entrada, os 
sintomas observados e as queixas do 
paciente; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 3 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 comunicar à nutrição sobre a dieta e iniciar 
tratamento prescrito; 
 lavar as mãos. 
 
TRANSFERÊNCIA 
É a mudança de um paciente de uma 
unidade de internação para outra dentro do 
mesmo hospital (interna) ou a mudança para 
outro hospital (externa) quando necessita de 
outros cuidados e tratamentos específicos. 
 
ALTA 
É a saída do paciente do hospital, é 
escrita e assinada pelo médico. 
Alta por melhora: quando o paciente melhora 
e está em condições de recuperar-se e 
continuar o tratamento em casa; 
Alta a pedido: quando o paciente não quer 
continuar o tratamento naquele hospital. Ele ou 
o responsável assinará um termo de 
responsabilidade; 
Alta condicional: quando o paciente deixa o 
hospital em ocasiões especiais (dia das mães, 
pais, natal, casamento, etc.), com a condição 
de ele retornar na data estabelecida. 
 
ÓBITO 
É o final de um organismo vivo que havia 
sido criado a partir do nascimento. O paciente 
em estágio final deve receber todos os 
cuidados necessários de modo a lhe 
proporcionarem segurança e conforto até os 
momentos finais de vida. 
 
OBSERVAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS 
 A observação do paciente tem uma 
importância vital para os serviços de 
enfermagem que lhe serão prestados. Os sinais 
são as manifestações percebidas por outra 
pessoa e os sintomas são as queixas relatadas 
pelo paciente. É essencial que a equipe da 
enfermagem considere as reações físicas e 
mentais de seu paciente. Os sinais e sintomas 
são denominados de subjetivos e objetivos. 
 Os sintomas subjetivos são aqueles 
que o paciente relata, não pode ser detectada 
pela enfermagem (náusea, tontura, prurido, 
sensibilidade, dor, etc.) A dor é um dos 
principais sintomas subjetivos; muitas vezes 
indica a localização do órgão ou parte afetada. 
A dor pode induzir a erros, quando se trata de 
dor reflexa pelo fato de pacientes exagerarem 
ou simulares a dor. 
 Os sintomas objetivos sãoAvaliação feita pela enfermagem: 
 inspecionar os locais de pressão para 
detectar possível presença de eritema, 
exercendo pressão sobre a área e observar 
por quanto tempo persiste o eritema, após 
interromper a pressão; 
 palpar para percepção da existência de 
calor; 
 verificar se a pele está seca, úmida ou 
rachada; 
 palpar o pulso periférico para avaliar o 
estado circulatório; 
 observar os diagnósticos laboratoriais. 
 
Causas de aparecimento de lesões: 
 
Predisponentes: 
 anemia; 
 avitaminose; 
 desidratação; 
 diabetes; 
 edema generalizado; 
 má circulação; 
 obesidade; 
 caquexia; 
 paralisias; 
 pouca vitalidade; 
 febre alta; 
 incontinência de urina e fezes. 
 
Imediata: 
 pressão (peso, várias horas na mesma 
posição); 
 fricção (rugas e migalhas na roupa de 
cama, defeitos do colchão); 
 umidade (paciente com várias horas 
molhado por suor ou urina); 
 falta de asseio; 
 aplicação imprópria de gesso ou restrições 
de movimento; 
 excesso de calor ou de frio. 
 
Prevenção: 
 a prevenção das lesões representa uma 
das considerações mais importantes na 
assistência de enfermagem; 
 locais mais propícios a lesões: regiões 
sacra, ilíaca, glútea ou escapular, joelhos, 
tornozelos, calcâneo, orelhas, parte 
superior da cabeça, artelhos, entre duas 
superfícies (axilas, seios). 
 vigilância contínua; 
 proteção das proeminências ósseas; 
 evitar a superposição dos membros; 
 zelar pelas proeminências; 
 apoios bem distribuídos em colchões, 
esponjas; 
 mudança de posição (de 2h em 2h); 
 manter a cama limpa, seca e os lençóis 
bem esticados; 
 retirar imediatamente a roupa úmida; 
 utilizar roupa seca, passada e macia; 
 proteger a pele com algodão nas partes 
onde houver contatos com aparelhos; 
 evitar o uso de comadres sem proteção; 
 banhos frequentes; 
 enxugar o paciente sem esfregar; 
 para pessoas de pele seca ou normal, fazer 
massagem com vaselina ou óleo mineral, 
executar movimentos passivos dos 
membros: com isso haverá uma melhor 
irrigação nas zonas afetadas e aumento de 
suas resistências; 
 cuidar do estado geral do paciente; 
 
Tratamento para rubor: 
 lavar com água e sabão; 
 enxugar sem esfregar; 
 fricção leve com óleo mineral. 
 
Tratamento curativo 
Geral 
 corrigir a hipoproteinemia e a avitaminose; 
 estimular o paciente a aceitar a dieta; 
 antibióticos com prescrição médica. 
 
Local 
 deixar em repouso a região afetada; 
 fazer limpeza do local, eliminar todos os 
tecidos necrosados, poderá ser feito um 
desbridamento pelo enfermeiro nos casos 
mais simples; e nos casos mais 
complicados, deverá ser feito um 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 26 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
desbridamento cirúrgico, pelo médico e em 
sala de cirurgia; 
 a cicatrização é favorecida mediante a 
limpeza e aplicação de produtos com 
prescrição medica. 
 mudar de produto toda semana; 
 inspecionar o local onde há contato com 
esparadrapo, para que não danifique a pele 
do paciente. 
 anotar a localização, o aspecto e a 
dimensões da lesão; 
 anotar no prontuário hora e tratamento. 
 
MECÂNICA DO CORPO 
 A mecânica do corpo é o modo pelo qual 
ele se movimenta e mantém o equilíbrio dos 
pés uso mais eficiente de todas as suas partes. 
Postura é a relação das várias partes do corpo 
quando se está de pé, sentado, deitado ou em 
movimento. 
 
Regras para a prática de mecânica 
corporal, segundo Hornemann: 
 encoraje o paciente a fazer o máximo por si 
próprio, sempre que possível. Isto 
proporcionará exercício e manterá o tônus 
muscular. Auxiliará também a prevenir 
contraturas, deformidades e articulações 
“endurecidas”; 
 mantenha uma larga base de sustentação 
ficando com os pés confortavelmente 
afastados; um pé à frente do outro e as 
pontas dos pés voltadas para o movimento 
que se vai executar; 
 fique junto ao seu trabalho e flexione os 
joelhos e os quadris quando precisar 
inclinar-se; 
 use os músculos mais longos e os mais 
fortes dos braços e das pernas para evitar 
tensão dos músculos das costas; 
 carregue objetos pesados junto ao corpo; 
 movimente o paciente, fazendo-o rolar ou 
virar, sempre que possível, ao invés de 
levantá-lo; 
 sempre que possível, puxe o paciente em 
sua direção, pois tal procedimento exige 
menos esforço do que empurrar. 
 virar o paciente em decúbito lateral com 
auxílio do lençol móvel. 
 
 
 
Apanhar o paciente do chão 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente o procedimento; 
 dispor as pessoas (no mínimo três) ao lado 
do paciente, por ordem de altura, ficando a 
mais alta na extremidade da cabeça dele; 
 ajoelhar sobre uma perna; 
 flexionar sobre a outra perna; 
 passar os braços sob o paciente; 
 suspender o paciente com movimentos 
combinados apoiar na perna flexionada; 
 levantar, ao mesmo tempo, o paciente, 
trazendo-o à altura do peito; 
 colocar o paciente na cama, em uma 
posição confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Transporte para cadeira de rodas 
Como sentar o paciente com ajuda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como levantar o paciente com ajuda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como passar o paciente para a cadeira de 
rodas com ajuda 
 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 27 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como ajudar o paciente a sentar na cadeira 
de rodas com ajuda 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 proteger a cadeira de rodas com um lençol; 
 colocar a cadeira de rodas próximo à 
cabeceira do leito, de frente para os pés da 
cama; 
 travar as rodas da cadeira; 
 dobrar em leque a colcha até os pés da 
cama; 
 levantar a cabeceira do leito; 
 colocar o banquinho para os pés ao lado da 
cama; 
 sentar o paciente com os pés para fora da 
cama e levantá-lo; enquanto uma pessoa o 
ajuda, a outra segura a cadeira; 
 ficar de frente para o paciente e firmar o 
banquinho com o pé. Fazer o paciente 
colocar os pés no centro do banco e as 
mãos sobre os ombros de quem o ajuda; 
 colocar as mãos sobre o tórax do paciente, 
sob as axilas; 
 levantar o paciente e ajudar a deslizar da 
cama gradualmente, até que fique em pé no 
banco. Fazer pisar no chão; 
 conservar as mãos na mesma posição, 
ajudar o paciente a virar lentamente até que 
suas costas estejam voltadas para a 
cadeira de rodas; 
 pedir à outra enfermeira que segure a 
cadeira; 
 abaixar gradualmente o paciente até ele 
assentar na cadeira; 
 colocar os pés do paciente no descanso 
apropriado; 
 cobrir com o lençol; 
 verificar o pulso do paciente; 
 ensinar o paciente a destravar e 
impulsionar a cadeira de rodas; 
 observar o paciente enquanto está 
sentado; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Transporte da cadeira para o leito 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente o procedimento; 
 colocar a cadeira ao lado do leito, na 
mesma posição usada para transportar o 
paciente para a cadeira; 
 travar as rodas da cadeira; 
 ajudar o paciente e erguer, fazer sentar no 
leito, colocar os pés do banquinho; 
 tirar o roupão e os chinelos do paciente; 
 ajudar o paciente a deitar e deixar em 
posição confortável; 
 observar as reações do paciente e verificar 
o pulso; 
 deixar tudo em ordem na unidade; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Posição de conforto e segurança 
 O conforto depende da tranquilidade 
mental e do estado físico e está relacionado 
com repouso, exercício, interrelação das 
diferentes partes do corpo, ambiente, relações 
com as demais pessoas, estado de espírito, 
atitude para consigo mesmo e para com o 
próprio corpo. 
 Para que o a paciente possa sentir a 
vontade em uma unidade de enfermagem, é 
necessário o auxílio do enfermeiro que o atenda 
como uma pessoa humana, levando em 
consideração que ele se encontrarepentinamente num ambiente completamente 
fora de seus hábitos, o que lhe poderá trazer 
desconforto por saudade da família, 
preocupações financeiras, medo da doença, 
medo do desconhecido, aborrecimento e 
depressão mental e moral. 
 A equipe de enfermagem deve ficar 
atenta a qualquer sinal de desconforto do 
paciente a fim de ajudar a diminuir seu 
sofrimento, empregar métodos adequados que 
possam auxiliar na sua recuperação. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 28 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Meios para proporcionar conforto físico 
 
a) Rolos 
 evitar que o paciente escorregue da cama 
quando em posição de Fowler; 
 diminuir a tensão dos músculos 
abdominais. 
 
Materiais: 
 rolo; 
 travesseiro ou cobertores; 
 impermeável pequeno; 
 lençol. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 enrolar o travesseiro ou o cobertor e cobrir 
com o impermeável; 
 dobrar o lençol em diagonal e com ele 
enrolar o travesseiro ou o cobertor; 
 colocar por baixo dos joelhos flexionados 
do paciente; 
 amarrar as pontas do lençol nas laterais do 
leito; 
 colocar os rolos entre os pés do paciente e 
a cama; 
 deixar o paciente confortável leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
b) Retirada de travesseiros: 
 
Procedimentos: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente e levantar um pouco; 
 retirar o travesseiro com a mão livre e 
colocá-lo sobre o leito; 
 repousar a cabeça do paciente no leito com 
as duas mãos; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
c) Colocação de travesseiros: 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 fazer o travesseiro; 
 colocar o travesseiro sobre a cama, do lado 
oposto; 
 levantar a cabeça do paciente como foi 
descrito acima; 
 puxar o travesseiro para baixo da cabeça 
com a mão livre; 
 colocar um travesseiro debaixo dos ombros 
e outro sob a cabeça, havendo dois 
travesseiros; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
d) Encosto: 
 são utilizados para manter o paciente 
confortável sentado. 
 
Materiais: 
 encosto, travesseiros pequenos, rolos; 
 uma cadeira para o encosto (ela deverá ser 
virada sobre o estrado da cama). 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 envolver o rolo no lençol dobrado em 
diagonal; 
 colocar sobre a cadeira rolo, encosto e 
travesseiros; 
 ajudar o paciente a se sentar; 
 retirar os travesseiros e colocar o encosto 
em posição; 
 arrumar os travesseiros; 
 recostar o paciente; 
 calçar a cabeça e os braços com 
travesseiros pequenos; 
 colocar por baixo dos joelhos flexionados o 
rolo; 
 amarrar as pontas do lençol na lateral do 
leito; 
 deitar o paciente confortável no leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
e) Roda de borracha: 
 É empregada com finalidade de diminuir a 
pressão. 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 29 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 escolher a roda de acordo com a região que 
será colocada; 
 insuflar na roda somente o ar necessário 
para diminuir a pressão; 
 proteger a roda com uma fronha; 
 colocar na região indicada, com a válvula 
voltada para um dos lados, a fim de não 
machucar o paciente; 
 observar se não ficou muito cheia causando 
desconforto ao paciente; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
f) Arcos de proteção: 
 A finalidade é proteger determinada região 
do corpo, contra o peso das roupas da 
cama, quando o seu contato incomoda o 
paciente. Podem ser utilizados armação de 
madeira, de ferro, de arame ou travesseiro 
dobrados ao centro no sentido do 
comprimento e amarrados. 
 
g) Sacos de areia 
 A finalidade é elevar uma região do corpo e 
manter o membro em posição correta. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 providenciar o saco de areia adequado; 
 colocar o saco numa fronha; 
 colocar sob a região ou lateral para manter 
a posição; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
h) Mesa de Mayo: 
A finalidade é avaliar dispneia. É uma mesa 
apropriada, móvel. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar sobre a mesa um travesseiro 
macio; 
 colocar um banquinho junto da cama para 
o paciente apoiar os pés; 
 sentar o paciente à beira da cama, com os 
pés apoiados no banquinho; 
 aproximar a mesa da cama; 
 ajudar o paciente a debruçar sobre a mesa; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
RESTRIÇÃO DOS MOVIMENTOS 
 É a restrição da movimentação física de 
um paciente no leito por meio da aplicação de 
medidas de contenção. Realizada pela equipe 
de enfermagem com prescrição médica. 
Indicada para nos seguintes casos: 
 para evitar queda da cama de pacientes 
semiconscientes, inconscientes, com 
perturbação mental e crianças; 
 para imobilizar crianças para exames; 
 em pacientes agitados no pós operatório; 
 nas infecções locais, na área de 
inflamação, quando se requer a 
mobilização completa da região; 
 para evitar que o paciente, após algumas 
cirurgias retire o curativo do local, o qual 
pode trazer consequências graves; 
 nos casos em que o paciente não colabora 
para a manutenção de sondas, cateteres, 
curativos e infusões venosas; 
 situações que envolvem exames e 
tratamentos; 
 doentes mentais que apresentam perigo 
para si e para outros; 
 crianças e adultos com doenças de pele, 
para evitar a coceira; 
 em pacientes com alteração de 
comportamento e lucidez prejudicada. 
 
Materiais: 
 algemas; 
 coletes; 
 lençol; 
 tábuas; 
 talas acolchoadas; 
 camas com grades; 
 sacos de areia; 
 ataduras (simples ou gessadas); 
 aparelho de tração. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 30 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
a) Restrição com algemas ou faixas 
especiais 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 preparar as faixas de crepe ou algodão 
duplo de 15cm de largura e um metro de 
comprimento; 
 dobrar a faixa, formando uma figura em 
oito; 
 expor o membro do paciente em que se fará 
a contenção; 
 passar o membro através da argola 
formada pela faixa; 
 ajustar a argola ao membro; 
 proteger com gaze ou algodão; 
 introduzir um dos dedos entre a algema e o 
membro para verificar se não está muito 
apertada; 
 torcer as duas pontas juntas e amarrar as 
extremidades da faixa ao lado do leito; 
 deixar tudo em ordem na unidade; 
 deixar o paciente em posição confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
b) Restrição do meio por lençóis 
 
Materiais: 
 04 (quatro) lençóis dobrados em diagonal 
até formarem uma faixa de 25cm de 
largura. 
 
c) Restrição dos ombros 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar os lençóis sobre a cadeira; 
 colocar a faixa sob os ombros do paciente, 
passando pelas axilas e ombros; 
 cruzar as faixas sob o travesseiro; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 torcer as pontas juntas e amarrar na 
cabeceira, no varão do leito; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
d) Restrição do abdome 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 providenciar os lençóis; 
 dar uma dobra na roupa de cama; 
 colocar o lençol sobre o paciente, na altura 
da cintura e abdome; 
 torcer as pontasdo lençol, amarrar no 
estrado do leito de um dos lados; 
 passar para o outro lado e proceder da 
mesma maneira; 
 passar a mão sob a faixa do abdome, para 
verificar se está confortável; 
 deixar o paciente confortável no leito 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
e) Restrição dos joelhos 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar no paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 providenciar o lençol; 
 passar a ponta do lençol do lado direito 
sobre o joelho direito e por baixo do 
esquerdo; 
 passar a ponta do lençol do lado esquerdo 
sobre o joelho esquerdo e por baixo do 
direito; 
 amarrar as pontas do lençol no estrado do 
leito de um lado; 
 passar para o outro lado e proceder da 
mesma maneira; 
 verificar se a faixa não está apertada; 
 deixar o paciente confortável no leito; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
HIGIENE CORPORAL 
 
HIGIENE ORAL 
 É a higienização da cavidade oral (boca, 
palato, dentes, gengivas e língua) para evitar a 
proliferação de bactérias. Realizada pela 
equipe de enfermagem e o dentista. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 31 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Materiais: 
Bandeja: 
 escova de dente; 
 copo com água; 
 creme dental; 
 luvas de procedimento; 
 canudinho; 
 espátula envolta em gaze; 
 cuba rim; 
 abaixador de língua; 
 toalha de rosto; 
 saco plástico para colocar as bolas sujas e 
espátulas; 
 lubrificantes. 
 
Procedimento: 
 
Paciente acamado “consciente” 
 lavar as mãos; 
 Colocar o paciente na posição de Fowler 
(se possível) ou em decúbito lateral; 
 organizar o material próximo ao paciente 
proteger com a toalha; 
 orientar o paciente sobre o modo correto 
de escovar os dentes e a língua; 
 calce as luvas de procedimento; 
 colocar a cuba rim no queixo do paciente, 
para receber a água utilizada; 
 oferecer ao paciente a escova de dente 
com água e creme dental; 
 Se necessário escove os dentes e a língua 
do paciente; 
 
Observações: Para substituir a escova de 
dente podem-se usar espátulas envoltas com 
gaze ou uma pinça pean com bolas de gaze. 
 
Quando o paciente é capaz de autocuidado: 
 lavar as mãos; 
 levar a bandeja e colocá-la sobre a mesa 
de cabeceira; 
 explicar o que ele deve fazer; 
 sentar o paciente em posição fowler; 
 proteger o pescoço e o tórax com a toalha; 
 orientar e auxiliar o paciente sobre a 
maneira correta de fazer a escovação; 
 umedecer a escova com água creme dental 
e entregar; 
 colocar a cuba rim sob o queixo do 
paciente; 
 oferecer água para o paciente bochechar 
várias vezes, aproximar a cuba rim para 
escoar o líquido da boca; 
 retirar a cuba rim e secar os lábios com a 
toalha; 
 secar a escova e guardar; 
 recolher, lavar e guardar o material; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Cuidados com as próteses dentárias 
(dentaduras): 
Quando o paciente é capaz de se cuidar 
sozinho e deambula, deve ser supervisionado 
se os autocuidados estão sendo realizados. 
Se o paciente estiver impossibilitado, o 
enfermeiro deverá lavar a prótese, fazer a 
higiene oral, colocar, segurar com gaze e luva. 
Durante a hospitalização do paciente, é da 
responsabilidade da equipe de enfermagem 
conservar a prótese, evitar que ela desapareça 
ou quebre. 
 
Higiene oral de pacientes inconscientes 
com dependência total da enfermagem 
 
Materiais: 
 cuba rim com a solução; 
 recipiente com vaselina; 
 gaze estéril; 
 saco plástico para colocar bolas sujas; 
 espátulas; 
 toalha de rosto; 
 luvas de procedimento. 
 
Procedimento: 
 lavar a bandeja e colocar sobre a mesa de 
cabeceira; 
 explicar para o paciente o que vai ser 
realizado, mesmo inconsciente; 
 proteger o pescoço e o tórax com a toalha; 
 calças as luvas; 
 virar a cabeça do paciente para o lado; 
 cobrir com gaze a parte da espátula que 
fará a higiene da mucosa bucal, ou usar 
pinça e bolas de gaze; 
 abrir a boca do paciente com auxílio de uma 
espátula com a mão esquerda e com a 
direita pegar a espátula coberta, umedecer 
na solução e esfregar gengivas, dentes e 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 32 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
língua com movimentos delicados, 
desprezar as gazes sujas no saco plástico; 
 continuar a limpeza trocar as gazes da 
espátula sempre que necessário. 
 conforme o estado do paciente, pode usar 
o aparelho para aspirar o líquido retido na 
boca; 
 secar e lubrificar os lábios do paciente; 
 deixar a unidade em ordem; 
 retirar as luvas; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
BANHOS: ASPERSÃO E NO LEITO 
 
a) Banho de aspersão: 
 Quando o paciente tem condições de 
tomar banho de aspersão, que é o banho no 
chuveiro, a equipe de enfermagem deve 
acompanhar, supervisionar e orientar uma boa 
higienização, identificar anormalidades, como 
dispneia, lipotimia, cansaço, tonturas, lesões, 
calafrios. Evitar quedas, ferimentos, fraturas de 
membros. 
 
Finalidades: 
 limpeza de pele; 
 favorecimento do bem estar; 
 estimulação da circulação; 
 promoção do relaxamento muscular; 
 aliviar fadiga e cansaço. 
 
Procedimento: 
 providenciar o material necessário; 
 verificar as condições do banheiro; 
 colocar uma cadeira para o paciente sentar, 
se necessário; 
 colocar sabonete, toalha e as roupas de 
modo acessível ao paciente; 
 fechar a porta sem trancar; 
 auxiliar o paciente no que for preciso; 
 proteger o paciente após o banho evitar que 
se resfrie; 
 trocar as roupas da cama pela técnica 
conhecida; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
 
 
b) Banho no leito: 
É o método utilizado pela equipe de 
enfermagem para realizar o banho em paciente 
acamado. 
 
Finalidades: 
 proporcionar conforto e bem-estar; 
 remover odores desagradáveis; 
 favorecer a transpiração; 
 estimular a circulação. 
 
Materiais: 
 jarro com água morna; 
 cuba rim; 
 sabonete liquido; 
 duas luvas de banho; 
 compressas; 
 toalhas de banho e rosto; 
 roupas de cama; 
 roupas para o paciente; 
 pente; 
 recipiente com vaselina; 
 material para higiene oral; 
 biombos; 
 folha de jornal; 
 luvas de procedimento; 
 comadre; 
 hamper; 
 material para limpeza diária. 
 
Procedimento: 
 explicar ao paciente o que vai ser feito e 
como ele poderá ajudar; 
 desocupar a mesa de cabeceira; 
 colocar a cadeira aos pés da cama; 
 preparar o ambiente, fechar janelas e 
portas e cercar a cama com biombos; 
 lavar as mãos; 
 limpar a cadeira; 
 dobrar a roupa de cama seguir a técnica e 
a ordem de uso, colocar no espaldar da 
cadeira; 
 soltar as roupas de cama, iniciando pelo 
lado oposto da parte distal; 
 calças as luvas; 
 retirar o excesso de roupa, colocar no 
hamper, deixar um travesseiro, o lençol 
protetor do colchão e do paciente; 
 fazer a higiene oral; 
 lavar os olhos, fazer a limpeza dos ângulos 
internos para os externos, usar uma gaze 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 33 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
para cada olho. Com a luva de banho lavar 
a face, orelhas, ouvido e pescoço; 
 retirar a camisola ou pijama do paciente; 
 colocar a toalha de banho sobre o tórax, 
descer o lençol em leque até a região 
pubiana deixar o braço sobre a toalha; 
 lavar e enxugar o braço mais distante, 
depois o mais próximo, iniciar a higiene do 
punho até as axilas; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Higiene dos cabelos e couro cabeludo em 
pacientes acamados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Consiste na higiene e hidratação dos cabelos e 
couro cabeludo, para manter limpos. 
 
Materiais: 
 Luvas de procedimento; 
 Sabonete ou shampoo e condicionador; 
 Cobertor; 
 Impermeável ou saco de plástico grande; 
 Toalha de banho; 
 Saco plástico para resíduos. 
 
Finalidades: conservar limpos os cabelos; 
 proporcionar conforto e bem-estar ao 
paciente acamado; 
 estimular a circulação do couro cabeludo e 
melhorar a nutrição do epitélio; 
 evitar o aparecimento dos pedículos. 
 
Materiais: 
 dois jarros com água morna; 
 balde grande; 
 duas bolas de algodão; 
 sabonete liquido; 
 shampoo; 
 luvas de procedimento; 
 impermeável grande (um saco plástico); 
 cobertor; 
 toalha de banho; 
 jornal; 
 irrigador completo com um chuveirinho 
conectado na borracha; 
 saco de papel; 
 cuba rim; 
 pente ou escova. 
 
Procedimento: 
 verificar as condições físicas do paciente e 
explicar como vai ser o procedimento; 
 reunir o material e levar para a unidade; 
 fechar as janelas; 
 cercar a cama com biombos; 
 dobrar o cobertor em diagonal, fazer um 
rolo firme, unir as duas pontas de modo a 
formar uma argola média; 
 abrir o fundo de um saco plástico e forrar a 
argola feita pelo cobertor de modo que o 
fundo do saco plástico forme um canudo 
para drenar a água suja; 
 colocar a toalha de rosto sobre os ombros; 
 colocar a escadinha junto à cabeceira da 
cama, forrar com jornal e colocar o balde; 
 posicionar o paciente em decúbito dorsal, 
colocar sua cabeça dentro da argola feita 
com o cobertor; 
 proteger os ouvidos do paciente com bolas 
de algodão para evitar entrada de água; 
 colocar a parte inferior do saco plástico 
dentro do balde, que deverá está sobre a 
escadinha, ao lado da cabeceira da cama; 
 pendurar o irrigador no suporte ou usar a 
cuba para molhar os cabelos; 
 calças as luvas; 
 aplicar o shampoo, sabonete líquido, fazer 
massagem com as pontas dos dedos; 
 enxaguar e espremer para escorrer a água; 
 retirar o impermeável, deixar no balde, 
remover o cobertor; 
 secar os cabelos com a toalha; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar e guardar o material; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Verificar, no prontuário, contraindicações aos 
pacientes graves e submetidos a cirurgias de 
traumatismos de cabeça e pescoço; lavar os 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 34 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
cabelos uma vez por semana, evitar correntes 
de ar; pentear os cabelos. 
 
PEDICULOSE 
 Pedículos são parasitos homatófagos 
que podem viver no corpo humano, são 
encontrados na região pilosa do corpo. 
 A pediculose craniana é a infestação do 
couro cabeludo pelos piolhos. O perigo da 
infestação é a irritação, devido à coceira que 
pode ocasionar uma infecção. 
 Os medicamentos com prescrição 
médica matam os piolhos, mas ficam os ovos, 
que são as lêndeas. 
 
Materiais: 
 cuba rim forrada com plástico; 
 cuba redonda pequena com a solução; 
 uma fralda ou uma toalha impermeável, um 
alfinete; 
 vaselina; 
 luvas de borracha; 
 biombo; 
 gaze. 
 
Procedimento: 
 explicar ao paciente a finalidade do 
tratamento e como será feito; 
 cercar a cama com o biombo; 
 calçar as luvas; 
 forrar o impermeável com o lençol móvel e 
colocar sobre o travesseiro; 
 aplicar a vaselina nos bordos do couro 
cabeludo usando gazes; 
 aplicar a solução com gazes, massagear o 
couro cabeludo, prender os cabelos, 
amarrar a fralda, fixar com o alfinete; 
 o paciente for acamado, deixar o 
impermeável para não molhar o 
travesseiro; 
 retirar as luvas e colocar numa solução 
desinfetante com os outros materiais, lavar 
e guardar; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
REMOÇÃO DAS LÊNDEAS 
 Os ovos dos pedículos, ou as lêndeas, 
são removidos com uma aplicação de solução 
de vinagre facilita eles se desprenderem dos 
cabelos. 
Materiais: 
 uma cuba com a solução; 
 gaze; 
 shampoo; 
 sabonete líquido; 
 biombo; 
 saco plástico; 
 pente fino; 
 impermeável coberto; 
 luvas de procedimento. 
 
Procedimento: 
 explicar ao paciente a finalidade do 
tratamento; 
 cercar a cama com biombos; 
 proteger o travesseiro com o impermeável; 
 aplicar a solução com uma gaze; 
 passar o pente fino; 
 lavar os cabelos com sabonete líquido ou 
shampoo; 
 lavar e fazer desinfecção dos materiais; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Examinar diariamente os cabelos para certificar 
de que houve o extermínio total dos pedículos. 
 
CONTROLE HÍDRICO DO PACIENTE 
 É o controle rigoroso da entrada e saída 
de líquidos do organismo. É necessário que a 
equipe da enfermagem tenha conhecimento 
dos fatores que influenciam as perdas líquidas, 
volume eliminado e a distribuição dos líquidos 
no organismo e sua fisiologia. 
 
URINA 
a) Cor: 
 amarelo clara, está diluída; 
 amarelo escura, está concentrada por 
vários pigmentos; 
 vermelha presença de sangue fresco; 
 castanha excesso de bilirrubina; 
 castanho escura presença de sangue 
antigo; 
 há vários medicamentos que modificam a 
cor da urina; 
Transparência: límpida. 
Odor: característico. 
Densidade: 1010 a 1030 normal. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 35 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Sedimentos: presentes ou ausentes. 
PH: varia entre 5,5 a 7,0. 
 O termo diurese é usado para controle 
da quantidade de urina eliminada. Quando o 
controle é rigoroso, deve ser prescrito pelo 
médico ou pela enfermeira, especificando-se o 
período, como diurese de 24h ou de 12h, 
variando conforme a necessidade do paciente. 
Toda a urina eliminada no período 
prescrito é guardada em frascos graduados 
para ser medida, conforme rotina da clínica. 
Identificar o frasco com o nome do paciente, o 
n° do leito, os períodos e data. 
Orientar o paciente ou o acompanhante 
sobre como coletar a urina e guardar. Ao 
completar o período, medir o volume, retirar 
amostra para exame da micção mais recente, 
observar as características de cor, odor e 
transparência e anotar no gráfico no prontuário. 
Desprezar a urina, lavar os frascos, e colocar 
no local em ordem. 
 
ÁGUA 
 A perda de água no organismo pode 
ocorrer também através da pele, das fezes, dos 
vômitos e pelos pulmões. O controle de líquido 
ingerido e eliminado é um cuidado muito 
importante para o paciente com controle 
hídrico. Ele deve ser orientado deste controle, 
para poder colaborar. 
 Um paciente com controle hídrico pode 
ter, conforme prescrição médica, restrição 
hídrica, sendo estimulada a quantidade de 
líquidos que pode tomar durante as 24h. A 
enfermeira faz a divisão por período e 
estabelece os horários adequados. 
 Quanto aos líquidos eliminados pelo 
paciente, devem ser medidos e registrados, 
como a diurese, os vômitos, a diarreia e os 
drenados por sondas. 
 Na perda de líquido pela via cutânea, 
como a transpiração excessiva, a anotação 
deve ser de acordo com o grau de perda 
sensível de suor, conforme a rotina da clínica. 
São usados os termos: 
 perda insensível (+) 
 perda pouco sensível (++) 
 perda sensível (+++) 
 perda bastante sensível (++++) 
 A assistência ao paciente com controle 
hidroeletrolítico inclui os cuidados específicos 
de enfermagem e o tratamento terapêutico. O 
conforto físico proporciona ao paciente uma 
sensação de bem-estar. O paciente com 
sudorese necessita de banho e de mudanças 
do vestuário. A pele e mucosa secas deverão 
ser lubrificadas com óleo mineral, e a 
verificação de peso e dos sinais vitais deverá 
ser conforme a rotina da clínica. O paciente 
deve ser pesado em jejum diariamente. 
 Quando o paciente tem necessidade de 
ingerir bastante líquido, é de responsabilidade 
da equipe de enfermagem incentivar e explicar 
o tratamento. 
Na restrição hídrica o paciente tem muita 
sede, por isso a equipe de enfermagem deve 
ter atenção para evitar problemas com o 
controle de líquidos ingeridos. 
 
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO 
PACIENTE 
 
FATORES QUE ALTERAM O APETITE E A 
DIGESTÃO 
 O apetite é uma sensação agradável 
condicionada à satisfação fornecida pelo olfato, 
paladar e aspecto dos alimentos. 
 Nadoença, muitos fatores afetam o 
apetite e os hábitos alimentares do paciente: 
 mudanças na atividade do paciente; 
 peristaltismo lento; 
 restrição de alguns alimentos, conforme 
dieta; 
 algumas patologias (como desnutrição, 
infecções); 
 odores desagradáveis (curativos, fezes, 
vômitos); 
Para favorecer o apetite é importante a 
aparência agradável dos alimentos na bandeja 
bem arrumada, com temperatura adequada. 
 O ambiente deve ser limpo, calmo e 
ventilado. Alguns pacientes necessitam de 
ajuda durante as refeições, sendo preciso 
colocar os alimentos em sua boca. A equipe da 
enfermagem e a nutricionista devem estimular 
a aceitação. 
 As influências religiosas e raciais têm um 
papel importante nos hábitos alimentares, que 
devem ser respeitadas dentro do possível. 
 O paciente submetido à dieta especial 
durante a hospitalização talvez necessitará 
continuar após a alta; a enfermeira ou a 
nutricionista deverá orientará o paciente e o 
acompanhante, de como preparar a dieta 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 36 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
correta. O paciente deverá ser informado da 
quantidade e qualidade do alimento. 
 
DIETAS ESPECIAIS 
 Como parte do tratamento terapêutico do 
paciente, a dieta é prescrita pelo médico 
conforme a sua patologia (hipertensos, 
diabéticos, portadores de úlceras, desnutrição. 
 
TIPOS DE DIETA 
 Dieta livre ou normal: é uma dieta comum 
sem modificação, o paciente pode comer 
qualquer tipo de alimento. 
 Dieta branda: é uma dieta com pouco 
resíduo, com vegetais cozidos. Evitar 
frituras, sobremesas cremosas e alimentos 
ricos em gordura. 
 Dieta pastosa ou leve: contém menos 
resíduos que a dieta branda. É indicada 
para pessoas que têm dificuldade em 
mastigar: são frutas cozidas e passadas na 
peneira e liquidificador e vegetais em forma 
de purês. 
 Dieta líquida: pode-se utilizar caldo de 
carne, suco de frutas, chá, caldo de 
legumes e feijão e água. Refrigerantes, só 
com ordem médica. 
 
DIETAS BÁSICAS MODIFICADAS 
São dietas que restringem a quantidade 
de sódio, açúcar ou proteína. Há dietas ricas ou 
pobres em proteínas; é prescrita pelo médico, 
conforme a necessidade específica de cada 
paciente. 
 
ALIMENTAÇÃO POR SONDAGEM 
NASOGÁSTRICA 
 Consiste na introdução de alimentos 
líquidos no estômago através de uma sonda. 
 Medicamentos a serem administrados 
por este procedimento deverão ser triturados e 
diluídos. Após a administração da dieta e de 
medicamentos, introduzir um pouco de água, 
para evitar obstrução na sonda. 
 
Indicações: 
 pacientes inconscientes; 
 cirurgias de buco maxilo; 
 anorexia patológica; 
 desnutrição. 
 
 
Materiais: 
Bandeja: 
 seringa de 20ml ou funil; 
 gaze; 
 uma pinça pean; 
 copo com água; 
 frasco com a dieta; 
 impermeável forrado. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 elevar o decúbito em Fowler; 
 explicar para o paciente o que vai ser 
realizado; 
 colocar o impermeável sobre o tórax; 
 testar a sonda, aspirar com a seringa; 
 introduzir com uma seringa a dieta; 
 introduzir a água pela sonda para retirar os 
resíduos e evitar obstrução; 
 manter a sonda fechada; 
 lavar e guardar os materiais; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
NOVE CERTOS DA ENFERMAGEM 
A enfermagem atua na última etapa do 
processo (preparo e administração dos 
medicamentos), ou seja, na ponta final do 
sistema de medicação e isso faz com que 
muitos erros cometidos não detectados no 
início ou no meio do sistema lhe sejam 
atribuídos. Isso aumenta a responsabilidade da 
equipe de enfermagem, pois ela é a última 
oportunidade de interceptar e evitar um erro 
ocorrido nos processos iniciais. Ela é uma das 
últimas barreiras de prevenção e garantia da 
segurança do paciente. 
Os erros de medicação são passíveis de 
prevenção e uma das ferramentas que podem 
ser utilizadas neste processo é o emprego pela 
equipe de enfermagem dos 9 (nove) certos no 
preparo e administração de medicamentos. 
Os nove certos são da Rede Brasileira 
de Enfermagem em Segurança do Paciente 
REBRAENSP de 2017. 
1 
Paciente certo 
Verificar se o nome do 
paciente corresponde ao 
nome identificado no leito, no 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 37 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
prontuário e na prescrição 
médica. 
2 
Medicação 
certa 
 
 
Antes de administrar conferir o 
nome do medicamento com a 
prescrição médica. Caso de 
dúvidas consultar o médico 
que fez a prescrição. 
3 
Via certa 
 Verificar se a via de 
administração prescrita é a via 
recomendada para 
administrar o medicamento. 
Analisar se o medicamento 
tem compatibilidade com a via 
prescrita. Ver identificação da 
via na embalagem. 
Avaliar a compatibilidade do 
medicamento com os 
produtos utilizados para sua 
administração (seringas, 
cateteres, sondas, equipo). 
Esclarecer todas as dúvidas. 
4 
Dose certa 
Conferir a dose certa para o 
medicamento. Doses escritas 
com “zero”, “vírgula” e “ponto” 
devem receber atenção 
redobrada; verificar a unidade 
de medida utilizada na 
prescrição (colher de sopa, 
chá, ampola). Conferir a 
velocidade de gotejamento. 
5 
Horário certo 
Deve ser preparada na hora 
da administração, a beira leito. 
A antecipação ou o atraso da 
administração em relação ao 
horário predefinido poderá ser 
feito com o consentimento do 
enfermeiro e do médico. A 
medicação deve ser 
administrada no tempo 
correto para garantir níveis 
séricos terapêuticos. 
6 
Registro 
certo 
Registre na prescrição o 
horário da administração do 
medicamento e cheque! 
Na anotação de enfermagem, 
registre o medicamento 
administrado e justifique em 
casos de desabastecimentos, 
adiamentos, cancelamentos, 
recusa do paciente e eventos 
adversos. Checar antes de 
administrar é um risco, pois o 
paciente pode recusar a 
medicação ou pode acorrer
algo que suspenda a 
medicação. Se não assinar 
quando um medicamento foi 
administrado corre o risco de 
que outro profissional que 
assumiu o paciente repita a 
dose. 
7 
Orientação 
certa 
O paciente deve ser 
informado qual medicamento 
está sendo administrado 
(nome), para que “serve” 
(indicação), a dose e a 
frequência que será 
administrado. 
8 
Forma certa 
Verificar se o medicamento 
a ser administrado possui a 
forma farmacêutica e via de 
administração prescrita. 
(xarope, cápsulas, ampolas). 
9 
Resposta certa
Monitorar o paciente para que 
a medicação tenha o efeito
correto. Monitoramento para a 
resposta certa e detecção dos 
eventos adversos. 
 
ORIGEM DOS MEDICAMENTOS 
 
Medicamento: 
É toda a substância que, introduzida no 
organismo humano, vai preencher uma das 
seguintes finalidades: 
 Preventiva/profilática: o medicamento 
tem ação preventiva contra doenças. 
Exemplo: vacinas. 
 Diagnóstica: o medicamento auxilia no 
diagnóstico de exames radiológicos e 
localiza a área afetada. Exemplo: 
contrastes. 
 Terapêutica: o medicamento tem ação 
curativa (pode curar a patologia). Exemplo: 
os antibióticos que podem curam as 
doenças. 
 Paliativa: o medicamento diminui os sinais 
e sintomas da doença, mas não promove a 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 38 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
cura. Exemplo: anti hipertensivos para 
pressão arterial. 
Segundo a sua origem os medicamentos 
podem ser: 
 Naturais: são extraídos de minerais, 
plantas, órgãos, glândulas, peçonhas de 
animais. Exemplo: Insulinas, óleo de rícino. 
 Sintéticos: preparados com o auxílio de 
matéria prima natural são resultados do 
trabalho de laboratórios. Exemplo: alguns 
antibióticos. 
 Semi Sintéticos: são os resultados de 
alterações produzidas em substâncias 
naturais, modificam as características de 
suas ações. 
Vitaminas: tanto as plantas como os animais 
são fontes de vitaminas essenciais para o 
funcionamento saudável do nosso organismo. 
Droga: É toda substância originada doreino 
animal e vegetal que poderá ser transformada 
em medicamento. 
Dose: É uma determinada quantidade de 
medicamento introduzida no organismo para 
produzir efeito terapêutico, modificações das 
funções do organismo, promover alterações no 
metabolismo celular. 
Classificação: 
 Dose mínima: é a menor quantidade de um 
medicamento capaz de produzir efeito 
terapêutico. 
 Dose máxima: é a dose maior capaz de 
produzir efeito terapêutico sem apresentar 
efeitos indesejáveis. 
 Dose de manutenção: dose necessária 
para manter os níveis desejáveis de 
medicamento na corrente sanguínea e nos 
tecidos durante o tratamento. 
 Dose letal: é a quantidade de um 
medicamento capaz de produzir a morte do 
indivíduo. 
 
Fatores que modificam a dosagem 
 idade; 
 sexo; 
 condições do paciente; 
 fatores psicológicos; 
 temperatura; 
 método de administração; 
 fatores genéticos; 
 peso corporal 
 
Fórmula farmacêutica: é o conjunto de 
substâncias que compõem a forma pela qual os 
medicamentos são apresentados e possui os 
seguintes componentes: 
 princípio ativo (agente químico), 
 corretivo (sabor, corante, açúcar) 
 veículo (volume, forma de talco, pós). 
Forma farmacêutica: é a maneira física pela 
qual o medicamento se apresenta. Exemplo: 
furosemida - comprimido, binotal suspensão. 
 
FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS 
Os medicamentos são apresentados no 
mercado nos seguintes estados: sólido, líquido 
e gasoso. 
a) Sólido: 
 Comprimidos: tem consistência sólida e 
formato variável. São obtidos pela 
compressão em moldes da substância 
medicamentosa. 
 Pó: Deve ser tomado em colheradas ou é 
acondicionado em saches. 
 Drágeas: O princípio ativo está no núcleo 
da drágea, são revestidas com goma laca, 
açúcar e corante. São fabricados em 
drágeas, apresentarem sabor 
desagradável, exige absorção no intestino, 
ataca à mucosa, deve ser deglutido com 
facilidade. 
 Cápsulas: O medicamento está revestido 
por um invólucro de gelatina para eliminar 
sabor desagradável, facilitar a deglutição e 
a liberação na cavidade gástrica. 
 Pastilhas: É um preparado sólido, de forma 
circular com o princípio ativo unido com 
açúcar e uma mucilagem para que a 
dissolução seja lenta na cavidade oral. 
 Enema, clister, enteroclisma: lavagem ou 
irrigação: Sua composição varia de acordo 
com a indicação. 
 Supositórios: óvulos ou lápis (cônico ou 
oval), aplicado em via retal, pode ter ação 
local ou sistêmica. 
 Pomadas: formas pastosas e semi sólidas 
constituídas de pó e veículos oleosos. 
 Cremes: para uso tópicos, na epiderme 
(com ação epidérmica, endodérmica), 
vaginais e retais. 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 39 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
b) Líquidos: 
 Soluções: mistura homogênea de líquidos 
ou de um líquido e um sólido. 
 Xarope: solução que contém dois terços de 
açúcar. 
 Elixir: são substancias aromáticas, 
líquidas, hidroalcóolicas; açucaradas ou 
glicerinadas, de uso oral. 
 Emulsão: são preparadas com dois 
líquidos, óleo e água. 
 Colírios: soluções aquosas para uso na 
mucosa ocular. 
c) Gasosos: 
 Gás: oxigênio. 
 Aerossol: spray. 
 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
 
 
VIA PARENTERAL 
A administração parenteral envolve 
injetar um medicamento nos tecidos corporais. 
Vias: intradérmica, subcutânea, intramuscular, 
intravenosa. 
 
1) Via intradérmica (ID): 
Injeção na derme, abaixo da epiderme. 
São utilizadas para testes cutâneos, exemplo, 
hipersensibilidade, imunização (BCG) e 
processo de dessensibilização. 
Esses medicamentos são administrados na 
derme por serem mais potentes, onde o aporte 
sanguíneo é reduzido e a absorção é mais 
lenta. O ângulo de inserção da agulha varia de 
5° a 15° e o bisel voltado para cima. Pequenos 
volumes podem deve ser administrados na face 
interna do antebraço ou região escapular 
(0,5ml). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais: 
 seringa de 1ml; 
 luvas de procedimento; 
 agulha n° 26 com 1cm de comprimento. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 conferir a prescrição; 
 calçar as luvas; 
 preparar a solução, identificar; 
 explicar ao paciente o que vai ser realizado; 
 segurar a seringa com a mão direita quase 
paralela ao braço, introduzir a agulha, 
seguir um ângulo de 15°, com o bisel 
voltado para cima e administrar o líquido. 
Formar uma pequena elevação logo abaixo 
da pele; 
 não massagear a pele; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Não fazer a antissepsia para não interferir na 
reação do teste. 
 
2) Via subcutânea (SC): 
Injeção nos tecidos exatamente abaixo 
da derme. Como o tecido subcutâneo não é tão 
ricamente suprido com sangue quanto os 
músculos, a absorção do medicamento é mais 
lenta em relação à via IM. O ângulo é de 45° ou 
90° para inserção da agulha com o bisel 
lateralizado. Somente pequenos volumes de 
medicamentos hidrossolúveis devem ser 
administrados de 0,5ml a 1,5ml. Em crianças 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 40 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
são administrados volumes até 0,5ml. (insulina, 
adrenalina, vacina antirrábica). 
Os locais mais indicados para aplicação 
são: deltóide, face externa do braço, face 
externa da coxa, face anterior da coxa, parede 
abdominal, região escapular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais: 
 seringas de 1ml com divisão em 100 
unidades para insulina; 
 luvas de procedimento; 
 medicação prescrita 
 algodão (bolas) umedecidas com álcool; 
 saco de papel. 
 
Procedimento: 
 conferir a medicação com a prescrição do 
prontuário, o nome, a dose, a via e o 
horário; 
 lavar as mãos; 
 preparar a medicação e identificar; 
 identificar o paciente e explicar o que vai 
ser relacionado; 
 esconder o local, fazer antissepsia; 
 introduzir a agulha com ângulo de 90° em 
relação à pele; 
 aspirar, injetar a medicação, retirar a agulha 
e massagear; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Nas aplicações de insulina não se deve fazer 
massagem; a insulina deve ser guardada na 
geladeira; se houver sangramento ao aspirar, 
retirar a agulha e preparar outra dose da 
medicação, trocar a seringa e a agulha e 
administrar em outro local. 
3) Via intramuscular (IM): 
Injeção no músculo. Essa via oferece 
uma absorção mais rápida do medicamento do 
que a subcutânea, tem maior vascularização do 
músculo. O ângulo de inserção da agulha é de 
90° com o bisel lateralizado. Depende do local 
de administração essa via suporta de 4ml a 5ml 
de volume de medicamento. Contudo, 3ml 
administrado em um músculo maior é o 
suficiente para não gerar desconforto muscular 
intenso. Crianças, idosos e pessoas magras 
suportam 2ml. Não administrar mais de 1ml em 
crianças. 
 
 
Deltóide (no braço): administrar quatro dedos 
abaixo do ombro, no meio do músculo no 
sentido da largura, o volume máximo a ser 
administrado no deltóide é de 4ml. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vasto lateral da coxa: Administrar o 
medicamento na técnica para não ocorrer 
graves acidentes, como lesão do nervo ciático, 
perfuração de vasos, artérias, lesão de tecido 
subcutâneo, provocar dor, nódulo e abscessos. 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 41 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Glúteo: introduzir a agulha, aspirar um pouco 
antes de administrar o medicamento. Observar 
bem o local da introdução da agulha por haver 
perigo de se atingir o nervo ciático. A injeção 
deve ser feita no quadrante superior externo do 
glúteo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO DA INJEÇÃO IM 
 
Materiais: 
 algodão embebidas em álcool 70¢; 
 seringa; 
 cuba rim; 
 medicamento prescrito; 
 agulhas de acordo com a viscosidade da 
droga, com a espessura do tecido adiposo 
e a massa muscular; 
 serrinhas para cortar a ampola. 
 
Procedimento: conferir no prontuário do paciente, o nome 
completo, a medicação, a dose, a via e 
horário; 
 lavar as mãos; 
 separar o medicamento e colocar na 
bandeja; 
 verificar se é a medicação prescrita; 
 agitar a ampola, limpar o gargalo com 
algodão umedecido em álcool, serrar, 
passar novamente o algodão no gargalo, 
colocar na bandeja. 
 montar a seringa, adaptar a agulha; 
 quebrar a ampola e aspirar à solução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 colocar a seringa na posição vertical e 
retirar o ar; 
 desprezar a agulha usada; 
 escolher outra conforme o calibre 
apropriado para a solução e o paciente; 
 proteger a agulha para não contaminar; 
 algodão úmido com álcool 70%; 
 levar a bandeja, colocar sobre a mesa de 
cabeceira; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 42 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 identificar o paciente, perguntando o seu 
nome; 
 explicar ao paciente a finalidade da injeção 
e o como vai ser realizado; 
 colocar o paciente na posição correta, 
sentado ou deitado; 
 fazer antissepsia do local, deixar a bola de 
algodão entre o dedo mínimo e o anular da 
mão esquerda; 
 segurar firme o músculo com a mão 
esquerda, introduzir a agulha, observar o 
ângulo adequado, conforme a região; 
 fazer uma leve compressão; 
 deixar a unidade em ordem; 
 checar a medicação no prontuário; 
 anotar no prontuário com caneta azul 
qualquer reação do paciente. 
 
Observações sobre a medicação em frasco: 
 retirar a tampa, limpar a borracha com 
algodão umedecido com álcool 70¢; 
 aspirar o líquido da ampola, introduzir no 
frasco; 
 retirar a seringa; 
 agitar o frasco, evitando a formação de 
espuma; 
 aspirar ar, na seringa, na mesma 
quantidade do líquido injetado no frasco; 
 aspirar à solução, trocar a agulha para 
aplicar. 
O profissional que administrará a medicação 
deverá: 
- ler com muita atenção a prescrição médica; 
- identificar a medicação, lendo a embalagem, 
antes que seja aberta e preparada. Verificar sua 
concentração, a via de administração, a data de 
vencimento. Não aplicar a solução se houver 
alterações na consistência, na cor e no odor; 
- rotular a seringa com o nome completo do 
paciente, o número do leito e o nome da 
solução, em letras bem legíveis. 
 Vantagens e desvantagens: esse tipo de 
injeção é usado quando uma droga pode 
causar irritação às camadas superiores do 
tecido. A solução pode ser injetada em 
quantidade maior do tecido muscular, do que no 
tecido subcutâneo. O grau de absorção por 
esse método é relativamente rápido. O risco de 
lesar nervos e vasos sanguíneos é, contudo, 
maior. 
 
 
4) Via Intravenosa (IV): 
É a administração de uma droga na veia, 
a fim de se obter um efeito mais rápido. Ao 
utilizar essa via observe o paciente de perto 
para detectar sintomas relacionados a reações 
adversas. Após a entrada do medicamento na 
corrente sanguínea, ela começa a agir 
imediatamente, não havendo maneira de 
interromper sua ação. A administração pode ser 
realizada por meio dos seguintes métodos: 
 Infusões de grande volume: 
Dos três métodos de administração de 
medicamentos, este é o mais seguro e o mais 
fácil. Como o medicamento não está na forma 
concentrada, o risco de efeitos colaterais ou 
reações fatais é mínimo quando infundido no 
tempo correto. São diluídos em grandes 
volumes (500ml ou 1.000 ml). 
 Bolus intravenoso: 
O bolus intravenoso constitui a 
introdução de uma dose concentrada de 
medicamento diretamente na circulação. Este é 
o método mais perigoso para administrar 
medicamentos, porque não existe momento 
para corrigir erros. O bolus pode provocar 
irritação direta do revestimento dos vasos 
sanguíneos. 
 Infusão em paralelo: 
É composta por um pequeno frasco ou 
bolsa (25ml a 250ml) conectado a linhas com 
equipos curtos, que se ligam à dânula de três 
vias de uma infusão primária ou a um acesso 
venoso intermitente. No conjunto de infusão 
em paralelo, a linha principal não infunde, 
quando medicamento em paralelo está sendo 
infundido. Os locais de aplicação mais comuns 
são: uma veia superficial de grande calibre, 
como as da dobra do cotovelo, a cefálica, a 
basílica, a mediana, a do antebraço e do plexo 
venoso do dorso da mão. 
 
Materiais: 
 garrote; 
 impermeável; 
 algodão embebido com álcool 70%; 
 cateter intravenoso; 
 scalpes de acordo com a solução a ser 
administrada e as condições das veias do 
paciente; 
 cuba rim; 
 fixador; 
 esparadrapo. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 43 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 conferir e preparar o medicamento e 
identificar a seringa; 
 explicar para o paciente o que vai ser 
realizado; 
 pedir ao paciente que abra e feche a mão 
várias vezes, com o braço voltado para 
baixo e manter imóvel; 
 escolher a veia, garrotear acima do local 
escolhido; 
 fazer uma antissepsia ampla no sentido 
circular de dentro para fora; 
 usar algodão embebido com álcool 70% 
 esticar a pele com a mão, introduzir o 
cateter; 
 verificar se a veia está puncionada; 
 retirar o garrote; 
 aplicar o medicamento, observar as 
reações do paciente; 
 em caso de hematoma, retirar o cateter e 
fazer no outro membro nova punção; 
 fazer fixação com esparadrapo; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 checar e anotar no prontuário com caneta 
azul. 
 
VENÓCLISE 
 É a introdução de grande quantidade de 
líquido na veia com as finalidade de fornecer os 
sais necessários, restauração, manutenção do 
equilíbrio eletrolítico do organismo; prover 
alimentação sob a forma de glicose, quando o 
paciente não é capaz de se alimentar; manter a 
via para administração de medicamentos com 
horários estabelecidos. 
 
Locais para aplicação: as veias mais usadas 
incluem as do antebraço (basílica ou cefálica). 
Evitar as veias que estão localizadas nas 
articulações, como as que ficam na face interna 
do cotovelo, que devem ser utilizadas apenas 
para infusões de curta duração. As veias mais 
usadas são as do dorso da mão, a basílica, 
cefálica, permite que o paciente movimente o 
braço. Não é recomendável puncionar 
membros inferiores para se evitar flebites. 
Materiais: 
 conferir a prescrição, reunir o material em 
uma bandeja, igual para medicação 
intravenosa, acrescentar o fraco com a 
solução prescrita, esparadrapo, equipo, 
garrote, cateter (gelco) e identificação; 
 suporte para soro; 
 talas para contenção; 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material; 
 montar a seringa, obedecer princípios de 
assepsia e aspirar à solução; 
 fazer a antissepsia no local do frasco a ser 
cortado com tesoura estéril; 
 cortar a parte superior sobressalente do 
frasco, colocar o medicamento; 
 conectar o equipo, retirar o ar que fica no 
seu interior e pinçar; 
 fixar a identificação no frasco do lado 
contrário ao dá identificação da solução; 
 cortar tiras de esparadrapo; 
 colocar o soro no suporte; 
 escolher a veia, garrotear acima e fazer 
uma antissepsia ampla com álcool 70% 
puncionar a veia com o bisel para cima; 
 soltar o garrote, ao fluir sangue para o 
cateter (gelco), abrir o soro para gotejar 
conforme a prescrição e fixar com 
esparadrapo; 
 observar normalidades; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 checar e anotar no prontuário com caneta 
azul. 
 
Observações: 
O paciente com pode apresentar: 
 Reações pirogênicas cujos sintomas são: 
febre, tremores, calafrios, dispneia. Neste 
caso o soro leve ser fechado, o enfermeiro 
comunicado e a ocorrência anotada no 
prontuário; 
 Flebite: o local apresenta edema, calor, 
rubor e dor; 
 Obstrução; 
 Infiltração cutânea; 
 Embolia devido a coágulo sanguíneo ou 
penetração de ar pelo equipo; 
 Choque anafilático: devido à reação 
susceptível do paciente à medicação; 
 Choque periférico: por superdosagem, 
problemas emocionais ou traumáticos.AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 44 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
VIA NÃO PARENTERAL 
A administração de medicamentos por 
vias que não requerem a injeção nos tecidos 
corporais. Vias: oral, sublingual, gástrica ou 
enteral, cutânea, inalação, ocular, otológica, 
nasal, retal, vaginal. 
 
1) Via Oral: 
Administração de medicamentos pela 
boca. É a mais fácil e mais desejada. Os 
pacientes são capazes de ingerir ou 
autoadministrar sem nenhum problema. 
 
Materiais: 
 copo graduado descartável; 
 conta-gotas; 
 espátula (para triturar os comprimidos); 
 anotações de ordens especiais (jejum, 
controle hídrico); 
 fita adesiva para identificar o copo. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 conferir a medicação; 
 separar o medicamento comprimido, sem 
tocar os dedos, colocar num recipiente 
apropriado, identificado com nome, leito, 
dose, horário e assinatura; 
 certificar de que o paciente ainda se 
encontra no mesmo quarto e no mesmo 
leito; 
 levar o medicamento até o paciente; 
 chamar o paciente pelo nome; 
 explicar ao paciente, em linguagem 
acessível, a ação do medicamento, quando 
for a primeira vez que dele fizer uso; 
 dar a medicação na mão do paciente, um 
copo com água e solicitar que o ingira. 
Aguardar o paciente ingerir o medicamento; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
2) Via sublingual: 
É a colocação de medicamento debaixo 
da língua. Essa via possibilita absorção mais 
rápida que a via oral. Na administração, orientar 
o paciente a não mastigar e a não engolir o 
medicamento. 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos: 
 dar água para enxaguar a boca; 
 colocar a medicação sob a língua do 
paciente; 
 orientar o paciente a não engolir a saliva 
por alguns minutos, a fim de que a droga 
seja absorvida; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
3) Via Gástrica ou enteral: 
Introdução de medicamentos por meio 
da sonda gástrica ou enteral. Antes de dar um 
medicamento por esta via, verificar se a 
localização da sonda é compatível com a 
absorção da medicação (estômago ou jejuno). 
Optar sempre por medicamentos líquidos, 
quando disponível. Alguns medicamentos 
podem ser esmagados ou cápsulas abertas 
para misturar com a solução de administração. 
Nunca utilizar água de torneira como solução. 
 
4) Via Tópica ou Cutânea: 
É a aplicação de medicamento por 
fricção na pele. Envolve o uso de pomadas e 
cremes. Sua ação pode ser local ou geral. 
 
5) Via de inalação: 
É a administração por inaladores 
manuais, aerossóis em spray, borrifação ou pó 
que penetram nas vias pulmonares. A rede 
alvelocapilar absorve o medicamento rápido. 
 
6) Via Ocular: 
É a aplicação de medicamentos direto na 
bolsa conjuntival. São os colírios e as pomadas 
oftálmicas. 
 
7) Via Otológica: 
 É a administração de medicamentos 
direto no conduto auditivo externo. O uso de 
medicações deve ser feito com cuidado devido 
ao risco de perfuração do timpânico. 
 
8) Via Nasal: 
Instilação de medicamentos pelas narinas. A 
forma mais comum de instilação nasal é o spray 
ou gotas descongestionantes utilizadas para 
aliviar os sintomas de congestão nasal ou 
resfriado. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 45 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
9) Via Retal: 
É a administração de medicamentos na 
mucosa retal por meio do orifício anal. São 
medicações sólidas (supositórios) e líquidas 
(clister) utilizadas para auxiliar na estimulação 
do peristaltismo e na defecação. 
 
Materiais: 
 cuba rim; 
 supositório prescrito 
 gaze; 
 luvas de procedimento; 
 lubrificantes; 
 biombo; 
 papel higiênico. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 conferir a prescrição; 
 explicar ao paciente o que vai ser realizado; 
 cercar com biombos a cama; 
 colocar o paciente na posição de Sims, 
expor a região glútea, manter coberto; 
 calçar as luvas; 
 lubrificar o supositório; 
 dobrar o lençol em leque; 
 afastar as nádegas com um espaço de 
papel higiênico e introduzir o supositório no 
reto com o auxílio de uma gaze; 
 orientar o paciente para que retenha o 
supositório para obter um resultado 
satisfatório; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul as 
reações e o efeito do tratamento. 
 
10) Via Vaginal: 
É a introdução de medicamentos no 
canal da vagina. São medicações disponíveis 
como supositórios, espuma, géis e cremes. Na 
aplicação utilizar luvas de acordo com as 
precauções padrão, isso inclui orientar o 
paciente na autoadministração. 
 
CUIDADOS GERAIS NO PREPARO E NA 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 A administração de medicamentos é 
uma função de toda a equipe de enfermagem; 
e depende de prescrição médica. Não deixa de 
ser um ato simples, tanto no preparo, quanto na 
administração do medicamento ao paciente. 
 Exige responsabilidade, conhecimento 
de microbiologia, de anatomia, de fisiologia, de 
farmacologia e de cuidados específicos. 
 
Observações: 
Evitar distrações; não conversar enquanto se 
prepara ou se administra as medicações. Ficar 
atento às reações do paciente; ler com cuidado 
rótulo do frasco do medicamento por três vezes, 
a saber: 
 ao retirar o frasco de medicamento da 
prateleira; 
 ao retirar ou aspirar à droga do frasco; 
 ao recolocar o frasco de medicamento na 
prateleira. 
 Todo medicamento preparado deve ser 
identificado com os dados do paciente: 
nome, n° do leito, nome da medicação, 
dosagem, via, horário, assinatura, data. 
 
REGRAS E INSTRUÇÕES PARA A 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
 ler com cuidado a prescrição do médico; 
 esclarecer qualquer dúvida junto ao médico 
ou à enfermeira; 
 evitar tocar no medicamento com a mão; 
 jamais recolocar medicamentos líquidos 
nos frascos ou recipientes originais. 
(comprimidos, drágeas e cápsulas) podem 
ser recolocados em seus devidos frascos, 
desde que estejam limpos e secos; 
 não usar medicamentos sem rótulo; 
 não administrar medicamentos que não 
tenham sido preparados por você; 
 não administrar medicamentos por via oral 
a um paciente que esteja impossibilitado de 
engolir ou esteja inconsciente; 
 não permitir que um paciente administre 
medicamentos a outros pacientes; 
 Assegurar da identificação do paciente 
certo. Instituições sugerem interrogar o 
nome antes de dar a medicação. Não dizer 
“você é o Sr. João?”, nem confiar na 
resposta do paciente ao chamado de seu 
nome. Em ambos os casos, o paciente 
pode dar uma resposta afirmativa 
automática. O correto é: “Qual é o seu 
nome?”. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 46 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 não confiar nos números da cama para 
identificar as pessoas. Os quartos dos 
pacientes são alterados e os pacientes 
mudam de uma para outra enfermaria; 
 verificar a prescrição, conferi o horário 
exato; 
 manter os recipientes com a medicação 
tampados e identificados, de maneira 
legível, com o nome e a dosagem da droga. 
 
Medidas padronizadas para as soluções: 
 uma colher de sopa equivale a 15ml; 
 uma colher de sobremesa equivale a 10ml; 
 uma colher de chá equivale a 5ml; 
 uma colher de café equivale a 2,5ml. 
 
OXIGENIOTERAPIA 
É a administração de oxigênio para 
aliviar ou prevenir hipóxia tecidual. É uma 
intervenção destinada à administração de 
oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. 
Sua utilização pode ser feita através de cânula 
nasal, cateter nasal, máscara fácil simples, com 
ou sem reservatório, máscara fácil (de venturi), 
cânula endotraqueal, incubadora (crianças), 
(capacetes HOOD). São utilizados: 
 
Cateter nasal: utilizado quando o paciente 
requer uma concentração baixa ou média de 
oxigênio. 
 
 
Máscara facial simples com ou sem 
reservatório: utilizada para administração de 
oxigênio em média ou baixa quantidade, porém 
com grande quantidade de umidade. 
 
 
 
Máscara facial (deventuri): utilizada para 
administração de concentrações mais precisas 
de oxigênio, sem considerar a profundidade ou 
a frequência de respiração. 
 
 
Incubadora (capacete de HOOD): utilizado 
para administração de oxigênio em crianças. 
 
 
Materiais: 
 oxigênio canalizado ou em torpedo; 
 cateter nasal (n° 6, 8 ou 10), máscara fácil 
simples com ou sem reservatório ou 
máscara facial (de venturi); 
 cadarço (se necessário); 
 manômetros: para indicar a quantidade de 
oxigênio no torpedo e o fluxo de saída 
(fluxômetro); 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 47 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 luvas de procedimento; 
 umidificador de oxigênio; 
 água destilada ou solução fisiológica 0,9% 
para umidificação; 
 fonte de oxigênio; 
 extensor (cânula de conexão); 
 gaze estéril. 
 
Procedimentos: 
 lavar as mãos; 
 verificar a prescrição médica; 
 reunir o material necessário para a 
execução da técnica; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 verificar as fontes de oxigênio; 
 calçar as luvas; 
 preencher o umidificador com água 
destilada ou soro fisiológico 0,9% até o 
nível indicado; 
 conectar o umidificador na rede ou no 
torpedo de oxigênio; 
 conectar o umidificador na extensão presa 
ao cateter nasal ou máscara fácil; 
 liberar a saída de oxigênio de 3 a 5 
litros/minuto, conforme prescrição médica; 
 confirmar borbulhamento dentro do 
umidificador e a presença de ar na 
extremidade da cânula); 
 remover secreções da narina do paciente 
com o uso de uma gaze embebida com SF 
0,9%; 
 ajustar a cânula para ficar confortável nas 
narinas do paciente; 
 fixar o cateter se necessário; 
 posicionar o paciente com a cabeceira da 
cama elevada (caso não tenha 
contraindicações); 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
 Manter os torpedos de oxigênio na vertical, 
longe de aparelhos elétricos e fontes de 
calor; 
 Trocar diariamente a cânula, tubos, 
umidificadores e outros equipamentos 
expostos à umidade; 
 Monitorar sinais vitais, nível de consciência 
e sinais de hipóxia no paciente. Comunicar 
alterações para a enfermeira responsável e 
anotar no prontuário; 
 Se administração de oxigênio for contínua, 
trocar o cateter a cada 24h; 
 A máscara fácil é desconfortável para o 
paciente. Deve ser retirada de duas em 
duas horas, deixar o paciente repousar 
alguns minutos antes de recolocar; 
 Limpar a pele do paciente, para evitar 
irritações e reduzir desconforto. 
 
NEBULIZAÇÃO 
É a administração de medicamentos no 
ar inspirado por meio de partículas de 
tamanhos variados que se misturam ao ar e a 
umidade. A finalidade é proporcionar ar frio ou 
quente em forma de vapor ou terapia para que 
o paciente respire a intervalos determinados no 
tratamento de afecções inflamatórias agudas e 
crônicas das vias aéreas. 
 
 
Materiais: 
 fonte de oxigênio ou ar comprimido; 
 nebulizador de uso individual; 
 soro fisiológica 0,9% ou água destilada; 
 medicamento prescrito; 
 cuba rim; 
 toalha de rosto; 
 papel toalha. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos 
 verificar a prescrição médica; 
 reunir o material necessário; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 verificar a fonte de oxigênio ou ar 
comprimido que será utilizado; 
 calçar as luvas; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 48 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 colocar o paciente em posição de Fowler ou 
sentado na cama ou cadeira; 
 colocar o medicamento com a solução 
fisiológica no nebulizador; 
 ligar o fluxo de ar comprimido ou oxigênio 
(conforme prescrição médica) no 
nebulizador; 
 observar a formação de névoa; 
 colocar a toalha de rosto sobre o tórax do 
paciente; 
 orientar o paciente para que permaneça 
com o nebulizador cobrindo o nariz e a boa; 
 regular o fluxo de oxigênio ou ar 
comprimido; 
 manter a nebulização até o termino do 
medicamento; 
 oferecer papel toalha e encorajar o paciente 
a tossir e escarrar na cuba rim; 
 monitorar os sinais vitais do paciente 
durante a nebulização; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
INSTILAÇÃO: administração de medicamento 
gota a gota deixado no local aplicado (ocular, 
nasal e auricular). 
 
a) Ocular: consiste na aplicação de colírio ou 
pomada oftalmológica na conjuntiva ocular. 
 
Finalidades: 
 proteger a córnea; medicar nos casos de 
processos inflamatórios ou irritativos; 
 dilatação da pupila (midríase); 
 constrição da pupila (miose); 
 anestesiar. 
 
Materiais: 
 cuba rim; 
 colírio com conta-gotas; 
 algodão; 
 luvas de procedimento; 
 gaze estéril. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 preparar o paciente explicar a finalidade do 
tratamento; 
 sentar ou deitar o paciente, manter sua 
cabeça inclinada para trás; 
 expor a conjuntiva da pálpebra inferior, 
abaixar os cílios, gotejar a solução, do 
canto interno para o canto externo do olho; 
 pedir ao paciente que feche o olho e 
enxágue o excedente do medicamento com 
algodão ou gaze; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
 
 
 
 
 
Para aplicar pomada nas pálpebras: 
 abrir as pálpebras com o mesmo método; 
 aplicar a pomada com gaze estéril; 
 fechar o olho e fazer leve massagem com a 
gaze; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
b) Nasal: consiste na aplicação de 
medicamentos líquidos nas narinas. 
 
Finalidades: 
 aliviar congestão nasal; 
 facilitar drenagem de secreção nasal; 
 fazer contrição da mucosa por meio de 
adstringentes. 
 
Materiais: 
 cuba rim; 
 medicamento com conta-gotas; 
 gaze; 
 algodão; 
 luvas de procedimento. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 preparar o paciente explicar a finalidade do 
tratamento; 
 sentar ou deitar o paciente, manter sua 
cabeça inclinada para trás; 
 segurar uma das narinas com uma gaze e 
pingar o medicamento; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 49 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 orientar o paciente para que mantenha a 
cabeça em extensão durante alguns 
minutos; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
c) Auricular: é a introdução de medicamentos 
no canal auditivo externo. 
 
Finalidades: 
 introdução de uma substância emoliente 
para facilitar a remoção de cerume; 
 tratar processos inflamatórios do canal 
auditivo ou do tímpano. 
 
Materiais: 
 cuba rim; 
 luvas de procedimento; 
 medicamento com conta-gotas; 
 gaze; 
 algodão. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 pedir para o paciente sentar com a cabeça 
inclinada para o lado, ou em decúbito 
lateral; 
 entreabrir a orelha, puxar para cima e para 
trás, pingar o medicamento, evitar que o 
conta-gotas toque o orifício do ouvido; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observação: Deixar o meato externo do ouvido 
descoberto se o tratamento for para drenagem; 
em caso contrário, colocar uma bola de algodão 
esterilizado. 
 
APLICAÇÕES DE CALOR E FRIO 
Aplicação de calor ou frio nas camadas 
superficiais da pele por meio de bolsas térmicas 
ou compressas. Deverá ser realizado pelo 
fisioterapeuta, enfermeiro, 
médico, auxiliar e técnico de enfermagem. 
 
APLICAÇÃO QUENTE 
A aplicação de calor age estimulando ou 
acalmando, de acordo com a temperatura, 
tempo de aplicação e local onde é aplicado. 
Calor moderado relaxa os músculos, calor em 
grau mais elevado estimula a circulação por 
meio da dilatação dos vasos sanguíneos e 
diminui a dor local. O uso da compressa quente 
é indicado para envolver os membros inferiores 
(MMII) em casos de flebite, e superiores 
quando há traumatismosvenosos resultantes 
de punções venosas e flebite. 
 
Contraindicação: 
 Feridas cirúrgicas; 
 Hemorragias; 
 Lesões abertas; 
 Luxações ou torções antes de 24h; 
 Presença de tromboembólicos nos MMII; 
 Pacientes hemofílicos; 
 Fragilidade capilar; 
 Tratamento com anticoagulantes. 
 
BOLSA QUENTE 
 
Materiais: 
 bolsa de borracha; 
 jarra com água quente; 
 cobertor de flanela; 
 toalha de rosto ou fronha para envolver a 
bolsa. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 verificar as condições de uso da bolsa; 
 colocar água quente na bolsa na 
quantidade de 3/4 para pés, mãos e em 
local que haja suporte ósseo; 
 usar 1/3 para abdome e epigástrio; 
 retirar o ar da bolsa, colocar sobre uma 
superfície plana, deixar água chegar até o 
gargalo; 
 vedar a bolsa, evitar vazamento; 
 envolver a bolsa com pano ou toalha, 
impedir o contato direto da mesma com a 
pele do paciente; 
 aplicar no local indicado, permanecer por 
20 minutos; 
 após o término da aplicação, retirar a bolsa, 
esvaziar, deixar pendurada com o gargalo 
para baixo até secar; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 50 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 encher a bolsa com ar e guardar em local 
seco; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Monitorar a temperatura para não queimar o 
paciente, principalmente em idosos, pacientes 
inconscientes e crianças; trocar a água da bolsa 
sempre que necessário, para manter a 
temperatura. 
 
COMPRESSA QUENTE 
 
Materiais: 
 Bacia com água quente; 
 Duas compressas ou toalhas de rosto; 
 Toalha de banho; 
 Faixas ou ataduras; 
 Impermeável; 
 Luvas de procedimento; 
 Fita crepe. 
 
Etapas para execução: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 preparar o ambiente (evitar correntes de 
ar); 
 proteger a cama com o impermeável e a 
toalha; 
 calçar as luvas; 
 colocar a compressa na água quente, com 
as pontas para fora; 
 torcer à compressa e antes de aplicar no 
paciente, testar a temperatura, na face 
interna do antebraço; 
 colocar a compressa no local indicado, 
cobrir com impermeável e sobre ele a 
toalha; 
 preparar outra compressa para substituir a 
que está em uso no paciente; 
 realizar aplicações de 20 a 30 minutos, 
alternar as compressas; 
 ao término das aplicações, secar o local 
envolver com uma toalha seca por alguns 
minutos, a fim de evitar choque térmico; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Não utilizar loções e pomadas com a aplicação 
da compressa quente; atentar ao risco de 
queimadura na pele; observar a coloração da 
pele durante e após a aplicação da compressa 
quente. 
 
APLICAÇÃO FRIA 
A aplicação fria diminui a circulação 
sanguínea local através da constrição dos 
vasos sanguíneos e retarda a supuração de 
abscesso. São indicadas para diminuir a 
congestão, inflamação, controlar hemorragias, 
aliviar a dor local, diminuir o edema nas 
luxações e contusões, evitar a formação de 
bolhas nas queimaduras de 1° grau. 
Contraindicação: 
 Estase circulatória; 
 Desnutrição; 
 Pacientes debilitados; 
 Idosos. 
 
BOLSA DE GELO 
 
Materiais: 
 bolsa de gelo (gelox disponível e pronto 
para o uso); 
 bacia com água; 
 recipiente com gelo picado; 
 flanela ou pano protetor para a bolsa; 
 toalha de rosto; 
 faixas ou ataduras; 
 fita crepe. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 verificar as condições de uso da bolsa; 
 passar os pedaços de gelo na água, para 
retirar as arestas e coloca-los na bolsa; 
 vedar a bolsa, evitar o vazamento de água; 
 envolver a bolsa com flanela ou pano, 
exceto quando colocada sobre local 
enfaixado ou protegido; 
 colocar a bolsa sobre o local indicado, 
prender com atadura ou faixa; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 51 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 deixar a bolsa no local indicado até que o 
gelo derreta e renovar, quando se tratar de 
aplicações prolongadas; 
 após o término da aplicação, retirar a bolsa, 
esvaziar, deixar pendurada com o gargalo 
para baixo até secar; 
 encher a bolsa com ar e guardar em local 
seco; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Devido ao risco de necrose tecidual, não 
realizar aplicações frias demoradas; vigiar as 
condições da pele no local das aplicações, em 
crianças, idosos e pacientes inconscientes. 
 
COMPRESSA FRIA 
 
Materiais: 
 Bacia com água gelada ou gelo; 
 Duas compressas ou toalhas de rosto; 
 Impermeável; 
 Toalha de banho; 
 Luvas de procedimento. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 preparar o ambiente (evitar correntes de 
ar); 
 proteger a cama com o impermeável e a 
toalha; 
 calçar as luvas; 
 colocar a compressa na água gelada e 
torcer. Colocar sobre o local indicado; 
 colocar na água a outra compressa que irá 
substituir a que está em uso no paciente; 
 trocar a cada três minutos, durante meia 
hora ou mais (casos de queimaduras); 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
As compressas frias geralmente são utilizadas 
para aplicação na testa e sobre os olhos, para 
diminuir congestão e dor local; também podem 
ser utilizadas nas regiões axilares e inguinais 
para reduzir a temperatura corporal em caso de 
febre. 
 
CATETERISMO VESICAL 
 
É a introdução de um cateter/sonda na 
bexiga por meio do meato uretral (pode estar 
adaptado a um sistema fechado ou não). 
É de responsabilidade do enfermeiro e 
médico. 
 
Materiais: 
 Kit de cateterismo contendo: 
 Luva estéril (par extra opcional); 
 Campo estéril, fenestrado; 
 Lidocaína gel; 
 Solução de limpeza antisséptica, como 
iodopovidona, clorexidina aquosa 0,2%, 
degermante 2%; 
 Bolas de algodão; 
 Pinça Cheron; 
 Cuba rim; 
 Cúpula de inox; 
 Seringa de 10ml a 20ml cheia de com água 
destilada para encher o balão do cateter de 
demora; 
 Cateter do tamanho e tipo corretos para o 
procedimento (ou seja, intermitente ou de 
demora); 
 Bolsa coletora e suporte multiuso para tubo 
ou fita e faixa elástica para prender o tubo 
no leito se o paciente estiver restrito a ele 
(para cateter de demora “sistema 
fechado”); 
 Compressa estéril; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 52 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 Agulha 40 x 12; 
 Coletor de urina estéril; 
 Biombo; 
 Foco de luz ajustável; 
 Saco de plástico para resíduos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre o procedimento 
que será realizado; 
 preparar o ambiente observar para que haja 
boa iluminação, colocar biombo e fechar as 
portas e janelas; 
 realizar higiene da genitália com 
clorexidina, degermante 2%; 
 organizar o material, colocar próximo ao 
paciente em local de fácil acesso; 
 prender o saco de resíduos em local de fácil 
acesso; 
 se mulher: colocar a paciente em posição 
ginecológica, proteger com lençol; 
 se homem: colocar o paciente em decúbito 
dorsal; 
 abrir o Kit de cateterismo sobre a cama, 
entre as pernas do paciente ou sobre uma 
mesa auxiliar; 
 colocar o antisséptico na cúpula e a sonda 
sobre o campo estéril; 
 calçar a luva estéril. 
 
CATETERISMO VESICAL FEMININO 
Cateterismo intermitente 
 seguir as etapas iniciais; 
 manter todo o material preparado antes de 
iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada 
à mão não dominante na genitália da 
paciente,aqueles 
detectados pela equipe de enfermagem (ver, 
ouvir, sentir, cheirar, e revelados por exames). 
 
SINAIS VITAIS 
 Os sinais vitais são um grupo de sinais 
indicadores do desempenho das funções vitais. 
Medidos para estabelecer seus padrões basais, 
orientar o diagnóstico inicial de uma 
enfermidade, acompanhar, observar e 
monitorar a resposta do processo fisiológico do 
paciente. Os sinais vitais são quatro: 
 T - Temperatura 
 P - Pulso 
 FR - Frequência Respiratória 
 PA - Pressão Arterial 
Eles são quantificados mediante avaliações 
numéricas, comparados a parâmetros normais 
que variam de acordo com a idade, sexo, peso 
e saúde atual do paciente. 
 
TEMPERATURA 
 É o equilíbrio entre o calor produzido e o 
calor eliminado pelo corpo. A temperatura é 
variável de acordo com o local que é aferida. 
 
 
Valores de referência 
Temperatura axilar: 35,8°C a 37,2°C 
Temperatura bucal: 36,2°C a 37,4°C 
Temperatura inguinal: 36ºC a 37ºC 
Temperatura retal: 37°C a 38°C 
 
Terminologia 
Hipotermia: abaixo de 35°C 
Afebril: 35,8°C a 37,2°C 
Febril: 37,3°C a 37,7°C 
Febre: 37,8°C a 38,9°C 
Pirexia: 39°C a 40°C 
Hiperpirexia: acima de 40°C 
A temperatura normal é de 36ºC a 37ºC. 
 
Materiais: 
 termômetro; 
 algodão; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 4 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 álcool 70%; 
 gaze; 
 saco para algodão seco; 
 saco para algodão sujo; 
 relógio com ponteiros de segundos; 
 papel para anotação; 
 caneta azul. 
 
a) Temperatura axilar 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar o procedimento ao paciente; 
 baixar a coluna de mercúrio do termômetro 
até 35°C; 
 realizar a assepsia do termômetro com 
algodão embebido em álcool a 70%; 
 deixar o paciente deitado ou recostado 
confortavelmente; 
 enxugar a axila do paciente com gaze ou 
com sua camisola; 
 colocar o termômetro na parte côncava da 
axila; 
 pedir ao paciente que comprima o braço de 
encontro ao corpo, colocara mão no ombro 
oposto se possível; 
 deixar o termômetro no local de três a cinco 
minutos, durante os quais serão aferidos o 
pulso e a respiração; 
 retirar o termômetro, limpar com a bola de 
algodão, 
 verificar o valor e registrar; 
 baixar a coluna de mercúrio; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 realizar assepsia do termômetro; 
 lavar as mãos. 
 
b) Temperatura bucal 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 observar os itens um e dois da temperatura 
axilar; 
 lavar o termômetro com água e sabão para 
remover o gosto da solução desinfetante; 
 colocar o bulbo onde se encontra o 
mercúrio sob a língua do paciente; 
 orientar o paciente para fechar os lábios 
firmemente; 
 deixar o termômetro, limpá-lo, ler a 
temperatura, lavar com água e sabão; 
 anotar no gráfico, escrevendo a palavra 
bucal verticalmente na coluna onde ela foi 
anotada; 
 lavar as mãos. 
 
c) Temperatura inguinal 
Procedimento: 
É o mesmo procedimento, variando o 
local em que se coloca o termômetro (região 
inguinal). Colocar o termômetro na região 
inguinal. Flexionar a coxa sobre o abdome. Este 
método é mais usado em crianças. 
Termômetro bulbo longo. 
 
d) Temperatura retal 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 observar os itens 01 (um) e 02 (dois) da 
temperatura axilar; 
 lubrificar o bulbo do termômetro; 
 colocar o paciente em posição de Sims, 
introduzir o termômetro na região anal; 
 deixar o termômetro até dois minutos; 
 remover o termômetro, limpar, 
 ler a temperatura e baixar a coluna de 
mercúrio; 
 lavar o termômetro com água e sabão e 
colocar na solução desinfetante; 
 anotar no quadro gráfico, escrevendo a 
palavra retal, verticalmente na coluna onde 
ela foi anotada; 
 lavar as mãos. 
Em criança: colocar a criança em decúbito 
dorsal, levantar os membros inferiores e inserir 
o termômetro lubrificado na região anal. Deixar 
as nádegas voltarem ao normal. 
Observações: 
O uso do termômetro de bulbo arredondado é 
contraindicado na aferição de: 
a) temperatura axilar, quando houver: 
 furunculose axilar; 
 pacientes magros; 
 fraturas dos membros superiores. 
b) temperatura bucal, quando se deparar com: 
 pacientes em delírio; 
 pacientes com transtornos mentais; 
 pacientes inconscientes; 
 lesões na boca; 
 pacientes que tenham logo após ingerido 
alimentos líquidos gelados ou quentes; 
 crianças. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 5 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
c) temperatura retal: 
 em casos de inflamações, obstrução ou 
cirurgias retais. 
Observações: 
 a temperatura retal é indicada para 
pacientes inconscientes semicomatosos ou 
com perturbações mentais; 
 mudar a solução desinfetante do recipiente 
onde estão os termômetros duas vezes por 
dia; 
 proteger o fundo do recipiente com gaze 
para a segurança dos termômetros. 
 
PULSO 
 É a onda de contração e expansão das 
artérias, resultante dos batimentos cardíacos. É 
a medida da frequência cardíaca (números de 
vezes que o coração bate por minuto). Indica o 
ritmo do coração e a força do pulso. 
Uma pulsação normal para adultos saudáveis é 
de 60 a 100 batimentos por minuto. 
 
 
 
Arteriais utilizadas para verificação do pulso: 
 Radial (pulso) 
 Braquial (região interna do braço) 
 Carótida (próximo à laringe) 
 Temporal (cabeça) 
 Poplítea (atrás do joelho) 
 Femural (região inguinal) 
 Pediosa (dorso do pé). 
 
Valores de referência: 
Recém-nascido: 120bpm a 160bpm 
Lactentes: 120bpm a 130bpm 
7 anos: 80bpm a 120bpm 
10 anos: 70bpm a 90bpm 
Puberdade: 80bpm a 90bpm 
Homem: 60bpm a 70bpm 
Mulher: 65bpm a 80bpm 
Acima de 60 anos: 60bpm a 70bpm 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente o que vai ser feito; 
 colocar o paciente em posição confortável 
(deitado ou sentado), o braço ao longo do 
corpo, o pulso estendido e a palma da mão 
voltada para baixo; 
 colocar o dedo indicador, fazer pressão 
contra o rádio e o polegar atrás do pulso do 
paciente; 
 ao sentir as pulsações, contar durante 1 
minuto; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
Observações: 
 não usar o dedo polegar para verificar o 
pulso, para não confundir sua pulsação 
com a do paciente; 
 em caso de dúvida, repetir a contagem; 
 não verificar o pulso após exercícios; 
 pressionar levemente a artéria para sentir a 
pulsação. 
 
RESPIRAÇÃO 
É o número de vezes que a pessoa 
respira por minuto (um ciclo completo). 
Observa-se a expansibilidade e retração da 
parede torácica e abdominal. A sua principal 
função é suprir as células do organismo de 
oxigênio e retirar o excesso de dióxido de 
carbono. 
 
Material: 
 relógio ou cronômetro 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente para que ele não fale 
durante o procedimento; 
 colocar o paciente em decúbito dorsal e 
com o tórax e o abdome descobertos; 
 observar os ciclos respiratórios (subida e 
descida do tórax ou abdome) e contar 
durante um minuto inteiro; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
Observações: 
Não contar ao paciente que sua frequência 
respiratória está sendo verificada, uma vez que 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 6 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
inconscientemente alteramos o nosso padrão 
respiratório. 
No homem a respiração é mais abdominal e na 
mulher é mais torácica. 
Não contar a respiração após esforços. 
 
Valores de referências: 
Lactentes: 30mpm a 40mpm 
Crianças: 20mpm a 30mpm 
Mulher: 18mpm a 20mpm 
Homem: 16mpm a 20mpm 
 
PRESSÃO ARTERIAL 
 A pressão sanguínea é a força do 
sangue que atua sobre as paredes das artérias, 
fazendo pressão sobre elas. Essa pressão é 
maior durante a sístole (contração do coração) 
e menor durante a diástole (relaxamento do 
coração). Cada vez que o coração se contrai 
(bate), bombeia sangue para as artérias, 
resultando na pressão mais alta. Quando o 
coração relaxa, a pressão cai. Assim, dois 
números são registrados ao medir a pressão 
arterial:não poderá remover até término 
do procedimento; 
 lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter 
sobre uma gaze; 
 com auxílio de uma pinça, gaze e solução 
antisséptica, realizar a antissepsia do 
monte de vênus e da vulva com movimento 
unidirecional; 
 afastar os lábios maiores do pudendo com 
a mão não dominante e proceder à 
antissepsia do meato uretral com 
movimento circular de 360°; 
 pegar a sonda com a mão dominante, 
deixar a ponta a ser introduzida presa nos 
dedos polegar e indicador. Com os outros 
dedos segurar a parte restante. Deixar 
apenas a extremidade distal da sonda solta, 
perto do dedo mínimo; 
 afastar os lábios maiores do pudendo com 
a mão não dominante; 
 com a mão dominante introduzir a sonda 
pelo meato urinário de 5cm-8 cm; 
 esperar o retorno de urina dentro da cuba 
rim ou coletor de urina estéril (no caso de 
exames) e retirar a sonda; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul o 
horário da sondagem, o volume drenado, o 
aspecto e a cor da urina. 
 
Cateterismo de demora 
 lavar as mãos; 
 manter todo o material preparado antes de 
iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada 
à mão não dominante na genitália da 
paciente, não poderá remover até término 
do procedimento; 
 aspirar à água destilada com a seringa 
20ml e agulha 40x12 de acordo com o 
volume descrito pelo fabricante na sonda e 
manter sobre o campo estéril; 
 testar o balonete da sonda, adaptar a 
seringa e inflar com água destilada; 
 verificar se o balonete está em perfeita 
condições de uso; 
 aspirar com a seringa 10ml de água 
destilada e manter no campo estéril; 
 conectar a extremidade distal da sonda ao 
intermediário da bolsa coletora (sistema 
fechado); 
 lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter 
sobre uma gaze; 
 realizar a antissepsia do monte de vênus e 
da vulva com movimento unidirecional com 
auxílio de uma pinça, gaze e solução 
antisséptica; 
 afastar os lábios maiores do pudendo com 
a mão não dominante e proceder à 
antissepsia do meato uretral com 
movimento circular de 360°; 
 lubrificar a sonda com lidocaína gel, 
mantendo-a sobre uma gaze; 
 pegar a sonda com a mão dominante, 
deixar a ponta a ser introduzida presa nos 
dedos polegar e indicador. Com os outros 
dedos segurar a parte restante. Deixar 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 53 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
apenas a extremidade distal da sonda solta, 
perto do dedo mínimo; 
 introduzir a sonda pelo meato urinário até a 
bifurcação em Y da sonda e aguardar o 
retorno de urina; 
 introduzir a água destilada no balonete (5ml 
até 30ml – conforme indicada pelo calibre 
da sonda); 
 tracionar um pouco a sonda até sentir leve 
resistência e certificar que a sonda esteja 
segura; 
 retirar as luvas; 
 prender a sonda na coxa da paciente, a fim 
de permitir que ela se mova no leito ou 
deambule; 
 colocar identificação no local da fixação 
indicar o calibre, a data e o horário de 
inserção da sonda; 
 prender a bolsa coletora na grade inferior 
da cama; 
 verificar se a sonda está livre de 
compressão e funcionando; 
 identificar a bolsa coletora com o nome da 
paciente, o número do leito, a data e a hora 
da colocação; 
 deixar a paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
 
CATETERISMO VESICAL MASCULINO 
Cateterismo intermitente 
 seguir as etapas iniciais; 
 manter todo o material preparado antes de 
iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada 
à mão não dominante na genitália do 
paciente, não poderá remover até o término 
do procedimento; 
 lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter 
sobre uma gaze ou colocar 10ml de 
lidocaína gel na seringa de 20ml; 
 com auxílio de uma pinça, gaze e solução 
antisséptica, realizar a antissepsia do 
prepúcio, com movimento unidirecional (no 
sentido da glande em direção à raiz do 
pênis); 
 com o pegar e o indicador da mão não 
dominante afastar o prepúcio que cobre o 
meato urinário; 
 realizar antissepsia de toda a glande, em 
sentido do meato para fora, ou com 
movimentos circulares; 
 elevar o pênis perpendicularmente ao 
corpo, para colocar a uretra em linha reta; 
 afastar com a mão não dominante o 
prepúcio que cobre o meato uretral; 
 introduzir 10ml de lidocaína gel que está na 
seringa no meato urinário e pegar a sonda 
já lubrificada; 
 pegar a sonda com a mão dominante, 
deixar a ponta a ser introduzida presa nos 
dedos polegar e indicador. Com os outros 
dedos segurar a parte restante. Deixar 
apenas a extremidade distal da sonda solta, 
perto do dedo mínimo; 
 com a mão dominante introduzir a sonda 
pelo meato urinário de 18 a 24 cm; 
 esperar o retorno de urina dentro da cuba 
rim ou coletor de urina estéril (no caso de 
exames) e retirar a sonda; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul o 
horário da sondagem, volume drenado, o 
aspecto e a cor da urina. 
 
Cateterismo de demora 
 seguir as etapas iniciais; 
 manter todo o material preparado antes de 
iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada 
à mão não dominante na genitália do 
paciente, não poderá removê-la até término 
do procedimento; 
 aspirar com a seringa e agulha 40x12 a 
água destilada de acordo com o volume 
descrito pelo fabricante na sonda e manter 
sobre o campo estéril; 
 testar o balonete da sonda, adaptar a 
seringa e inflar com água destilada; 
 verificar se o balonete está sob perfeitas 
condições de uso; 
 conectar a extremidade distal da sonda ao 
intermediário da bolsa coletora (sistema 
fechado); 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 54 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter 
sobre uma gaze e colocar 10ml de lidocaína 
gel na seringa de 20ml; 
 com auxílio de uma pinça, gaze e solução 
antisséptica, realizar a antissepsia do 
prepúcio, da glande e do meato uretral, com 
movimento unidirecional; 
 introduzir 10ml de lidocaína gel que está na 
seringa no meato urinário do paciente e 
pegar a sonda já lubrificada; 
 pegar a sonda com a mão dominante, 
deixar a ponta a ser introduzida presa nos 
dedos polegar e indicador. Com os outros 
dedos segurar a parte restante. Deixar 
apenas a extremidade distal da sonda solta, 
perto do dedo mínimo; 
 introduzir a sonda pelo meato urinário até a 
bifurcação em Y da sonda e aguardar o 
retorno de urina; 
 introduzir a água destilada no balonete (5ml 
a 30ml – conforme indicada pelo calibre da 
sonda); 
 tracionar um pouco a sonda até sentir uma 
leve resistência e certificar que a sonda 
esteja segura; 
 retirar as luvas; 
 prender a sonda na coxa da paciente ou na 
região supra púbica, para que ela se mova 
no leito ou deambule; 
 colocar identificação no local da fixação 
indicar o calibre, a data e o horário de 
inserção da sonda; 
 prender a bolsa coletora na grade inferior 
da cama; 
 verificar se a sonda está livre de 
compressão e funcionando; 
 identificar a bolsa coletora com o nome da 
paciente, o número do leito, a data e a hora 
da colocação; 
 deixar a paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Todo cateterismo deve ser feito com rigor 
absoluto de assepsia; no cateterismo de 
demora, zelar para que a bolsa coletora fique 
sempre abaixo da linha da bexiga (isso evita 
com que haja refluxo de urina); nunca permitir 
que a bolsa coletora encha demasiadamente; 
Monitorar as reações e queixas do paciente, o 
volume, o odor e o aspecto da urina; monitorar 
o local de inserção do cateter no meato uretral 
investigando presença de reação alérgica e 
sinais de febre, infecção e inflamação; atentar 
as normas instituições e as evidências da 
literatura em relação à troca do cateterismo. 
 
 
 
RETIRADA DA SONDA 
 
Materiais: 
 Seringa de 20ml; 
 Luvas de procedimento; Saco plástico para resíduos; 
 Tesoura estéril, 
 Tubo de ensaio; 
 Biombo. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre o procedimento 
que será realizado; 
 preparar o ambiente observar para que haja 
boa iluminação, colocar biombo e fechar as 
portas e janelas; 
 organizar o material, colocar próximo ao 
paciente em local de fácil acesso; 
 calçar as luvas; 
 adaptar a seringa na via do balonete e 
aspirar o conteúdo presente; 
 tracionar a sonda e desprezar no saco 
plástico; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
Caso seja necessário enviar a ponta da sonda 
para exame de cultura, esse procedimento 
deve ser feito com cuidado para que não haja 
contaminação. A ponta da sonda dever ser 
cortada com a tesoura estéril e colocada no 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 55 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
tudo de ensaio. Identificar o material com o 
nome do paciente, o horário, data da coleta e 
encaminhar ao laboratório. 
 
ENTEROCLISMA 
 
 
É a introdução e drenagem de solução no 
intestino grosso por meio de um cateter. 
 
Finalidades: 
 aliviar distensão abdominal e flatulência; 
 facilitar a eliminação das fezes, nos casos 
de constipação intestinal; 
 preparar o paciente para tratamento do 
trato intestinal, cirurgia, exame, parto. 
 
Materiais: 
 Luvas de procedimento; 
 Lubrificante hidrossolúvel (vaselina, 
xilocaína gel ou glicerina); 
 Papel higiênico; 
 Comadre, cadeira higiênica, acesso ao 
banheiro; 
 Bacia; 
 Toalhas de rosto; 
 Toalhas de banho; 
 Sabão; 
 Suporte de soro; 
 Cuba rim; 
 Lençol móvel e impermeável; 
 Biombo; 
 Cateter retal de tamanho apropriado; 
 Volume correto de solução para enema; 
 Frasco de enema e solução prescrita. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente como será realizado o 
procedimento 
 preparar o ambiente, organizar o material 
necessário e colocar próximo ao paciente 
em local de fácil acesso; 
 montar uma bolsa de enema com a solução 
adequada e tubo retal; 
 adaptar os tubos ao recipiente com enema; 
 ligar a sonda ao tubo que está ligado no 
recipiente para enema; fechar, colocar 
dentro do recipiente; 
 colocar a solução para enema, dentro do 
recipiente; 
 colocar o biombo; 
 colocar a comadre, cadeira higiênica em 
posição de fácil acesso. Se o paciente optar 
e estiver liberado para o uso do banheiro, 
proporcionar condições para que isso 
ocorra; 
 colocar o paciente em posição de Sims; 
 colocar a toalha ou o impermeável 
descartável sob o quadril e as nádegas do 
paciente; 
 cobrir o paciente com uma toalha de banho, 
expor a área retal para que o ânus possa 
ser acessível; 
 lubrificar a sonda com o lubrificante 
disponível para uso, numa extensão de 
6cm a 8cm; 
 retirar o ar da sonda fazer correr um pouco 
de solução na cuba rim; 
 solicitar ao paciente que respire, afastar a 
prega interglútea e introduzir a sonda de 
7,5cm a 10cm no adulto e de 5cm a 7,5cm 
na criança; 
 abrir a sonda e deixar a solução ser 
infundida, solicitar ao paciente que faça 
movimentos respiratórios lentos e 
profundos, para facilitar a introdução do 
líquido; 
 o recipiente com a solução de enema deve 
ser mantido no nível acima do ânus (30cm 
– 45cm para um enema alto, 30cm para um 
enema regular e 7,5cm para um enema 
baixo); 
 quando a solução estiver chegando ao final, 
pinçar a sonda e retirar; 
 deixar correr o restante da água na 
comadre, desprender a sonda, envolver em 
papel higiênico e desprezar; 
 cobrir o paciente e manter na mesma 
posição por 15 minutos; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 56 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 colocar a comadre sobre o quadril do 
paciente e fornecer papel higiênico ou, 
levar ao banheiro; 
 auxiliar o paciente (se necessário) com 
lavagem da região anal com água morna e 
sabão; 
 posicionar o paciente confortavelmente; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 registrar o procedimento realizado no 
prontuário da paciente (hora, efeito do 
tratamento, aspecto das fezes, reações do 
paciente). 
 
Observações: 
Observar o abdome do paciente para possível 
distensão; se o paciente apresentar dor, 
interromper momentaneamente o tratamento; 
se o paciente não reter o enema durante 10 
minutos, colocar na comadre; utilizar solução 
preparada de enema. 
 
Clister ou enema 
 É a introdução de pequena quantidade 
de líquido no intestino. 
 
Finalidades: 
 servir de emoliente; 
 aliviar constipação; 
 preparar para cirurgia e parto. 
 
Observações: 
Nos casos de fecaloma, o paciente é 
hospitalizado, o clister prescrito pelo médico é 
controlado gota-a-gota contínuo; a técnica é a 
mesma da enteroclisma; o material usado é 
industrializado, solução vem preparada, com as 
quantidades de 500ml e 250ml; a sonda 
plástica é descartável; usar equipo de soro. 
Os cuidados básicos também são os mesmos: 
tranquilizar o paciente quanto ao tratamento, 
respeitar sua privacidade; tanto a enteroclisma 
como o clister, devem ser realizados com o 
paciente deitado, para facilitar o relaxamento 
muscular. 
 
LAVAGEM GÁSTRICA 
É a introdução de líquido na cavidade 
gástrica por meio de uma sondagem para a 
remoção de secreção e substâncias, realizada 
pelo médico ou enfermeiro. 
 
Finalidades: 
 preparar o estômago para exames ou 
cirurgias; 
 estancar hemorragia gástrica ou esofágica, 
com o uso de líquidos gelados; 
 remover do estômago conteúdo gástrico 
excessivo ou nocivo, como intoxicação 
medicamentosa e envenenamento. 
 
Materiais: 
 Frasco com a solução indicada para 
lavagem (solução fisiológica 0,9%); 
 Sonda de Facuhet ou Levin; 
 Suporte de soro; 
 Seringa de 20ml; 
 Equipo de soro; 
 Luvas de procedimento; 
 Gaze estéril; 
 Tolha de rosto; 
 Frasco coletor para líquido de retorno; 
 Forro de pano e plástico; 
 Bacia de gelo (se necessário); 
 Estetoscópio; 
 Esparadrapo; 
 Saco plástico para resíduos. 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre o procedimento 
que será realizado; 
 colocar a tolha sobre o paciente; 
 calçar as luvas; 
 realizar sondagem gástrica conforme 
técnica descrita; 
 adaptar à extremidade da sonda, a seringa 
com solução, equipo conectado à solução 
prescrita; 
 introduzir o líquido da lavagem (500ml por 
vez “paciente adulto”); 
 manter a sonda 8cm acima do paciente; 
 inclinar a extremidade da sonda para fazer 
sifonagem, a fim de esvaziar o conteúdo 
gástrico no frasco coletor; 
 este procedimento deverá ser feita até que 
o líquido de retorno saia limpo, sem esgotar 
todo o líquido do estômago, para impedir a 
entrada de ar; 
 ao término da lavagem, fechar sonda e 
sacar, segurar com uma gaze; 
 observar o estado geral do paciente 
(monitorar sinais vitais, débito urinário e 
nível de consciência); 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 57 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
HIGIENE DA GENITÁLIA 
É a higienização da genitália externa 
feminina e masculina. 
 
Materiais: 
 Luvas de procedimento; 
 Pano, Gaze ou luva de pano; 
 Sabonete de pH neutro; 
 Toalha de banho; 
 Bacias; 
 Impermeável; 
 Jarro com água morna; 
 Comadre; 
 Biombo; 
 Saco plástico para resíduos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 colocar o biombo; 
 manter o ambiente em temperatura 
agradável; 
 calçar as luvas; 
 forrar a cama sob a região pélvica do 
paciente com o impermeável e uma toalha; 
 posicionar a comadre sob o paciente na 
região da genitália; 
 se o paciente conseguir realizar a higiene 
sozinho, oferecer o material e orientar; 
 colocar pano ou gaze na região inguinal 
paraevitar que água escorra, molhando o 
leito; 
 molhar e ensaboar a genitália da região 
pubiana em direção à região anal, sem 
retornar para a região limpa (movimento 
unidirecional); 
 utilizar água morna; 
 enxaguar, secar a região; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
 
 
Observações: 
Higiene íntima feminina: 
Para facilitar a execução da técnica, priorizar a 
posição ginecológica; proceder à higiene da 
vulva com delicadeza; evitar a exposição da 
paciente. 
 
Higiene íntima masculina: 
Atentar a higiene do prepúcio e da glande; 
retrair o prepúcio para expor a glande para 
melhor higienização; secar e voltar o prepúcio 
sobre a glande para evitar edema na região. 
 
CURATIVOS 
 
I. CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA 
É a limpeza de ferida operatória limpa 
com cicatrização por primeira intenção. 
 
Finalidades: 
 evitar contaminação das feridas limpas; 
 facilitar a cicatrização; 
 facilitar a circulação local; 
 absorver secreções; 
 promover conforto ao paciente. 
 facilitar drenagens; reduzir infecção das 
lesões contaminadas; 
 
Materiais: 
 EPI: óculos de proteção, avental, luvas de 
procedimento e máscara cirúrgica; 
 Pacote de curativo (pinças cirúrgicas “Kelly, 
anatômica ou dente de rato”, tesoura) ou 
luva estéril; 
 Frasco de SF 0,9%; 
 Álcool 70%; 
 Algodão; 
 Pacotes de gaze estéril; 
 Saco de lixo para curativo; 
 Fita adesiva hipoalérgica; 
 Agulha 40x12; 
 Lençol; 
 Impermeável. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar o procedimento e a finalidade ao 
paciente; 
 garantir a privacidade do paciente; 
 colocar o paciente em posição segura, 
confortável e adequada; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 58 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 colocar o recipiente de descarte próximo ao 
paciente; 
 colocar impermeável e lençóis próximo à 
ferida para reter a solução drenada, evitar 
umedecer outras áreas; 
 se paramentar com os EPIs; 
 abrir o pacote de curativo estéril com 
técnica asséptica; 
 abrir os pacotes de gazes esterilizadas e 
colocar sobre o campo estéril com técnica 
asséptica; 
 colocar as pinças sobre o campo da 
bandeja com os cabos voltados para a 
borda, manusear pelo lado externo do 
campo; 
 fazer desinfecção da curvatura superior do 
frasco de SF 0,9% ou do injetor de borracha 
do frasco de PVC do SF 0,9% com algodão 
embebido em álcool a 70% e perfurar com 
agulha 40x12; 
 desprender a fita hipoalérgica com auxílio 
de pinça e gaze embebida em solução 
fisiológica; 
 remover o curativo anterior com a pinça 
dente de rato, desprezar o curativo no lixo 
e a pinça na borda do campo; 
 Montar uma “trouxinha” de gazes 
esterilizadas utilizar a pinça cirúrgica, e 
umedecer com SF 0,9%; 
 limpar a ferida em sentido único, utilizar as 
faces da “trouxinha” umedecida e trocar, 
desprezar no recipiente de descarte; 
 limpar as regiões laterais da ferida em 
sentido único, utilizar as faces da 
“trouxinha” umedecida com SF 0,9% e 
trocar sempre que necessárias; 
 montar uma “trouxinha” de gazes 
esterilizadas e secas utilizar a pinça 
cirúrgica e passar sobre a ferida e depois 
em suas laterais, utilizar todas as faces e 
trocar quando necessárias; 
 ocluir a ferida com gazes esterilizadas 
dobradas no sentido horizontal e fixar com 
fita adesiva hipoalérgica; 
 deixar o paciente confortável; 
 deixar a unidade em ordem; 
 retirar os EPIs; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul, 
(técnica do curativo, características da 
ferida, da pele adjacente, quantificação de 
materiais utilizados e ocorrências adversas 
e as medidas tomadas). 
 
Observações: 
 Realizar o curativo com técnica asséptica 
24h após a sutura e manter ocluído por 
mais 24h, desde que o curativo esteja seco; 
 Manter a ferida cirúrgica aberta após 48h 
da cirurgia, quando não apresentar 
complicações de deiscência e saída de 
secreções; 
 Realizar a limpeza com água e solução 
degermante, quando não mais houver 
indicação de curativo esterilizado; 
 Utilizar luvas de procedimento para a 
retirada do curativo anterior, e luvas 
esterilizadas quando o procedimento não 
for realizado por meio de instrumentais. 
 
II. CURATIVO EM FERIDA ABERTA 
É a limpeza de ferida limpa com 
cicatrização por segunda intenção. 
 
Materiais: 
 Pacote estéril de curativo (1 - pinça 
anatômica; 1 - pinça Kelly ou Kocher; 1 – 
espátula); 
 Solução fisiológica a 0,9% (aquecida); 
 Seringa de 20ml; 
 Bandeja de inox; 
 Agulha 40 x 12; 
 Pacotes de gazes esterilizadas; 
 Esparadrapo, fita crepe ou micropore; 
 Tesoura estéril e de bolso; 
 Luvas de procedimento; 
 Luvas estéreis; 
 Cuba rim ou bacia; 
 Forro de papel, pano ou impermeável; 
 Solução antisséptica (se prescrito); 
 Coberturas quando indicado; 
 Ataduras; 
 Biombo; 
 Saco plástico para descarte. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 oriente o paciente sobre a assistência que 
será prestada; 
 preparar o ambiente, providenciar boa 
iluminação; 
 zelar pela privacidade do paciente; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 59 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 calçar as luvas; 
 descobrir a área a ser tratada e proteger a 
cama com forro de papel, pano ou 
impermeável; 
 colocar o paciente em posição apropriada 
com acesso fácil à área a ser tratada; 
 abrir o pacote de curativo, colocar as pinças 
com os cabos voltados para a borda do 
campo; 
 colocar as gazes, em quantidade suficiente 
sobre o campo estéril; 
 umedecer o curativo que está no paciente 
com SF 0,9% para facilitar a sua remoção; 
 com auxílio da espátula, dobrar a gaze; 
 remover o curativo anterior com a pinça 
anatômica, colocar no saco plástico para 
resíduos e a pinça no local apropriado (fora 
do campo estéril); 
 limpar a ferida com jatos de SF 0,9% 
aspirado por meio da seringa de 20ml; 
 embeber as gazes com SF 0,9% e cobrir 
toda a extensão da ferida, para mantê-la 
úmida e utilizar o produto apropriado para o 
tipo de ferida; se for colocar alguma 
cobertura não utilizar a gaze umedecida 
com SF 0,9%, colocar a cobertura indicada 
e o curativo secundário com gaze seca; 
 proteger a ferida com gaze e fixar com fita 
adesiva ou atadura; 
 envolver as pinças no próprio campo estéril 
e encaminhar ao expurgo; 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
Observações: 
 Curativos úmidos são contraindicados em 
locais de inserção de cateteres, 
introdutores, fixadores externos, drenos e 
sondas; 
 A SF 0,9% é indicada para limpeza e 
tratamento de feridas com cicatrização por 
segunda ou terceira intenção, pois auxilia 
na limpeza e umedece a ferida (a utilização 
de SF 0,9% é indicada para limpeza de 
todas as feridas (primeira, segunda e 
terceira intenção, drenos e cateteres, esses 
últimos antes da utilização de solução 
antisséptica. Esse procedimento favorece a 
formação de tecido de granulação e 
amolece os tecidos desvitalizados, se 
possível utilizar SF 0,9% morno); 
 A manutenção do calor no local da ferida é 
importante para favorecer o processo de 
cicatrização. Por isso, SF 0,9% aquecido 
para manter a temperatura constante da 
ferida, o que estimula a atividade celular; 
 A ferida demora 40 minutos para voltar à 
temperatura normal e três horas para a 
atividade mitótica retornar a sua velocidade 
normal se não utilizar SF 0,9% aquecido. 
 Em curativos com muito exsudato, utilizar 
cuba rim ou bacia sob a área da ferida 
durante o curativo; 
 Se o paciente necessitar de vários 
curativos, começar pela lesão mais limpa, 
seguindo para as mais infectadas; 
 Nas feridas com exsudato e/ou suspeita de 
infecção, coletar (antes de fazer o curativo) 
amostra de material para bacterioscopia 
(Swab), se prescrito.TRATAMENTO PARA FERIDAS 
O tratamento de feridas é parte essencial 
do processo de trabalho da enfermagem. 
Existem disponíveis no mercado inúmeras 
opções para o tratamento de feridas, com 
indicações específicas, de acordo com 
avaliação realizada pelo médico e pelo 
enfermeiro. 
 
III. CURATIVOS ESPECÍFICOS 
As etapas de execução dos curativos 
específicos envolvem as mesmas utilizadas na 
realização do curativo comum, contudo a 
equipe de enfermagem deve atentar-se aos 
cuidados específicos mencionados para cada 
curativo abaixo. 
 
a) Feridas com drenos 
 Limpar o dreno e a pele ao redor da ferida 
com gaze umedecida com SF 0,9%; 
 Colocar uma gaze sob o dreno, isolar da 
pele; 
 Colocar uma gaze sobre o dreno para 
proteger. 
 
b) Cateteres, introdutores e fixadores 
externos 
 Limpar o local da inserção do cateter, com 
gaze umedecida com SF 0,9%,%, seguida 
utilizar clorexidina alcóolica 0,5%; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 60 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 Com outra gaze umedecida com SF 0,9%, 
limpar a região ao redor do ponto de 
inserção; 
 Secar a região do ponto de inserção e ao 
redor dele com auxílio de uma gaze estéril; 
 Aplicar solução antisséptica no ponto de 
inserção em direção ao cateter e depois na 
região ao redor do ponto de inserção, 
quando indicado e prescrito; 
 Colocar gaze dobrada, uma de cada lado 
do cateter ou um protetor semipermeável 
apropriado; 
 Fixar a gaze com micropore. 
 
c) Curativo na traqueostomia 
 Colocar o paciente na posição de Fowler e 
proteger o seu tórax com um forro; 
 Abrir o pacote de curativo; 
 Calçar luva estéril; 
 Verificar se o “cuff” está insuflado, se a 
cânula for plástica; 
 Realizar aspiração na traqueostomia; 
 Remover o curativo anterior; 
 Umedecer a gaze estéril com SF 0,9% e 
limpar ao redor do orifício da 
traqueostomia; 
 Secar ao redor do orifício da traqueostomia 
com gaze estéril; 
 Trocar o cadarço da cânula; 
 Colocar gaze estéril ao redor da 
traqueostomia. 
 
RETIRADA DE PONTOS 
 
 
É a remoção de fios cirúrgicos com 
técnica asséptica. Realizada pelo médico e a 
equipe de enfermagem. 
 
Materiais: 
Pacote de retirada de pontos: 
 1 Pinça Kocker; 
 1 Pinça Kelly; 
 1 Pinça e uma tesoura Íris ou Spencer; 
 Gaze estéril; 
 Solução fisiológica 0,9%; 
 Lâmina de bisturi (ausência de tesoura); 
 Cabo de bisturi; 
 Fita adesiva; 
 Cuba rim; 
 Foco de luz ajustável; 
 Solução antisséptica; 
 Saco plástico para resíduos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a assistência que 
será prestada e as formas como ele pode 
colaborar; 
 preparar o ambiente com iluminação; 
 dispor o material em local próximo e de fácil 
acesso; 
 calçar as luvas; 
 na presença de curativo na área dos 
pontos, remover; 
 observar presença de afastamento das 
bordas da lesão ou sinais de infecção e 
inflamação (na presença desses sinais, 
comunicar o médico responsável); 
 usar solução antisséptica e gaze estéril 
para limpar a linha de sutura e seu entorno 
com movimentos unidirecionais (isso ajuda 
a diminuir a quantidade de microrganismos 
presentes e reduzir o risco de infecção); 
 umedecer as suturas com SF 0,9% para 
facilitar a remoção; 
 colocar uma gaze próxima da incisão, para 
depositar os pontos retirados; 
 com uma pinça anatômica, segurar a 
extremidade do fio e com a tesoura ou 
bisturi, cortar a parte inferior do nó; 
 remover os pontos de forma intercalada, 
para evitar a deiscência e evisceração, nos 
casos de ausência de cicatrização eficaz; 
 remover os pontos remanescentes; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 61 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 limpar a incisão com gaze estéril e solução 
antisséptica; 
 realizar curativo seco com gaze estéril; 
 envolver as pinças no próprio campo estéril 
e encaminhar ao expurgo; 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
BANDAGEM E SUAS UTILIZAÇÕES 
Bandagem: 
É uma faixa aplicada de modo cômodo e 
conveniente para envolver, prender e proteger 
partes lesadas, manter curativos e talas no 
lugar adequado. 
 
Finalidades: 
 limitar ou impedir movimentos; 
 aquecer uma articulação; 
 exceder pressão; 
 controlar hemorragia; 
 promover a absorção de líquidos dos 
tecidos; 
 proporcionar conforto; 
 ajudar a circulação venosa nos casos de 
edema ou varizes dos membros 
inferiores; 
 fixar curativos. 
 
Observações: 
 usar um material de atadura que melhor 
se adapte a seu propósito; 
 iniciar a aplicação nos membros da 
extremidade para a raiz, facilitar a 
circulação de retorno; 
 a atadura deve apresentar um aspecto 
agradável, evitar pregas e rugas; 
 impedir que duas superfícies corporais 
fiquem em contato direto para evitar 
irritação ou mesmo ferimentos, isolar as 
superfícies pela colocação de gazes ou 
algodão; 
 deixar descoberta uma parte da 
extremidade do membro enfaixado para 
se observar a circulação; 
 começar segurando o rolo da atadura 
para cima, em uma das mãos, e a porção 
inicial com a outra mão. 
 
 
TIPOS DE BANDAGENS 
I. Circular 
É usada para fixação da atadura no início 
e no fim, como também, em partes cilíndricas 
e curtas do corpo (testa, pescoço, pulso e 
tórax). 
 
 
 
II. Espiral 
É utilizada obliquamente em um 
seguimento do corpo. À volta em espiral é 
colocada do diâmetro menor para o maior, isso 
evita com que se desfaça. 
Pode ser Lenta: cobre 2/3 ou 1/2 da 
volta anterior (utilizada em partes cilíndricas do 
corpo (braços, antebraços, dedos, tronco, 
pernas) ou Apressada: as voltas não se tocam 
entre si, são utilizadas para fixar talas e 
imobilizar articulações. 
 
 
 
III. Espiral reversa 
É usada para membros em forma de 
cone (braços, antebraços, pernas, coxas). A 
cada volta o rolo de atadura é invertido, de 
forma que sua parte interna fica sendo a 
externa e na seguinte volta interna. 
 
 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 62 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
IV. Recorrente 
É aplicada em regiões ovoides como 
cabeça e cotos de membros ou segmentos 
amputados. Após a fixação circular, aplicar a 
atadura com idas e vindas lateralizadas, 
finalizar com volta circular dupla, firmar bem. A 
volta recorrente nunca é aplicada sozinha, 
sempre com outro tipo de volta. 
 
V. Cruzada ou em oito 
É usada sobretudo em regiões de 
articulações como cotovelos, joelhos, punhos, 
calcâneos. São voltas oblíquas, que sobem e 
descem, simulando o número “8”. 
 
 
Observações: 
 Ao aplicar uma bandagem, observar as 
condições da circulação local e a presença 
de lesões ou edema; 
 Para investigar as condições de perfusão 
sanguínea, é necessário deixar as 
extremidades descobertas (dedos da mão 
e dedos do pé); 
 As ataduras devem ficar firmes, sem 
deslocáveis, adaptar formas corporais, sem 
serem apertadas; 
 Cuidado com a compressão excessiva das 
bandagens para evitar edema e deficiência 
circulatória. 
 
PREPARO DO CORPO APÓS A MORTE 
 
É o preparo feito no corpo após 
constatação do óbito. 
Finalidades: 
 Manter o corpo livre de odores; 
 Evitar o extravasamento de secreções; 
 Vestir o corpo; 
 Posicionar de forma anatômica. 
 
Materiais: 
 ataduras de crepe; 
 algodão; 
 gaze não estéril; 
 esparadrapo; 
 luvas de procedimento; 
 1 pinça cheron; 
 hamper; 
 avental de manga longa. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material; 
 explicar o procedimento á família; 
 manter privacidade do local e corpo; 
 colocar o avental; 
 calçar luvas de procedimento; 
 retirar travesseiro, deixar o corpo em 
decúbito dorsal; 
 retirar sondas, cateteres, cânulas, ocluir os 
orifícios com gaze; 
 higienizar o corpo se necessário; 
 tamponar ouvidos, nariz, orofaringe, região 
anal e vaginal e garrotear regiãopeniana 
com gaze; 
 vestir o corpo; 
 imobilizar mandíbula, pés, mãos, com 
ataduras; 
 colocar o corpo sobre a maca, sem colchão, 
cobrir com lençol; 
 colocar a etiqueta de identificação no tórax 
anterior; 
 transportar o corpo para o necrotério; 
 desprezar luvas e avental; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul o 
procedimento realizado. 
 
Observações: 
Se o paciente fizer uso de próteses colocar 
após o óbito; manter pálpebras fechadas, com 
a fita adesiva. O corpo não deverá ser 
tamponado quando houver restrição religiosa 
ou for encaminhado ao serviço de verificação 
de óbito - SVO. 
 
ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM 
Consiste nos registros realizados pela 
equipe de enfermagem, em impresso próprio, a 
respeito dos cuidados prestados ao paciente. A 
anotação de enfermagem faz parte do 
prontuário médico sendo considerado um 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 63 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
documento legal, por ser o testemunho escrito 
da prática de enfermagem. 
Todas as informações contidas nele são 
utilizadas pela equipe de saúde durante o 
tratamento. 
 
Finalidades: 
 Estabelecer comunicação entre a equipe de 
enfermagem e demais profissionais; 
 Servir de base para elaboração de 
cuidados; 
 Acompanhar a evolução do paciente; 
 Constituir documento legal para o paciente 
e a equipe de enfermagem referente à 
assistência prestada; 
 Contribuir para a auditoria de enfermagem; 
 Colaborar para ensino e pesquisa. 
 
O que anotar: 
Condições físicas: 
 Estado da pele (coloração, presença de 
lesões, ressecamento, turgor cutâneo 
possibilidades de locomoção, edema); 
 Manifestações emocionais (ansiedade, 
alegria, tristeza, medo, temor, confusão 
mental, agitação, lucidez); 
 O que o paciente mantém (cateteres, 
sondas, soros, drenos); 
 Procedimentos realizados (banhos, 
curativos, medicamentos); 
 Aceitação alimentar (desjejum, almoço, 
lanche, jantar, boa aceitação, recusa, 
aceitação parcial); 
 Intercorrências (dores, vômitos, diarreia, 
sangramentos); 
 Eliminações fisiológicas (diurese e 
evacuação: aspecto, quantidade, odor, 
presença de muco, sangue, coloração); 
 É um documento legal e deve obedecer a 
cuidados para o registro: 
 Usar letra legível; 
 Escrever com caneta (nunca á lápis) de cor 
azul; 
 Registrar horários; 
 Anotar todo procedimento prestado; 
 Ser claro; 
 Não rasurar; 
 A descrição deve ser concisa (resumida e 
exata); 
 Usar abreviaturas padronizadas; 
 Não deixar espaços em branco; 
 Não pular linhas; 
 Identificar com nomes as pessoas que 
deram informações. Exemplo, a mãe, o 
filho, o acompanhante; 
 Registrar medidas de segurança adotadas 
para proteger o paciente; 
 Fechar com um traço espaço de linhas, 
assinar carimbar; 
 Em caso de alunos assinarem e colocar o 
nome do colégio e o professor assinar e 
carimbar. 
 
PASSAGEM DE PLANTÃO 
A passagem de plantão tem como 
objetivo assegurar o fluxo de informações entre 
as equipes de enfermagem, nos diferentes 
turnos, que se sucedem no período de 24h. É 
considerada um elo no processo de trabalho da 
enfermagem com o outro turno subsequente 
que assegura a continuidade da assistência. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. 
Código de ética dos profissionais de 
Enfermagem. Resolução Cofen 564, de 06 de 
dezembro de 2017. Rio de Janeiro. COFEN, 
2017. 
 
HORTA, V. Processo de enfermagem. 15º. 
São Paulo. EPU, 2004. 
 
JARVIS, C. Exame físico e avaliação de 
saúde. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 
2010. 
 
MEZZOMO, Augusto A. Serviço do 
prontuário do paciente. CEDAS, 4 ed. São 
Paulo. Cedas, 1991. 
 
POSSARI, J. Prontuário do paciente e os 
registros de enfermagem. 1º ed. São Paulo. 
Iátria, 2005. 
 
POTTER, P. Fundamentos de Enfermagem 
– conceitos, processo e prática; 4ª ed. 
Guanabara. Koogan. 2013.o maior deles acontece durante a 
sístole cardíaca e é chamado de pressão 
sistólica; o menor deles se verifica no momento 
de diástole e é chamado de pressão diastólica. 
 
VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL 
a) Pressão arterial normal 
 pressão sistólica normal varia de 110mmHg 
a 120mmHg (milímetros de mercúrio) 
(máxima). 
 pressão diastólica normal varia de 65mmHg 
a 80mmHg (mínima) 
b) Pressão arterial elevada: 
 pressão sistólica elevada entre 121mmHg a 
139mmHg 
 pressão diastólica elevada entre 81mmHg 
a 89mmHg 
c) Hipertensão: 
 pressão sistólica elevada entre 140mmHg a 
159mmHg 
 pressão diastólica elevada entre 90mmHg 
a 99mmHg. 
d) Crise hipertensiva 
 pressão sistólica acima de 180mmHg 
 pressão diastólica acima de 110mmHg. 
e) Hipotensão: 
 pressão sistólica abaixo de 90mmHg 
 pressão diastólica abaixo de 60mmHg. 
Pressão convergente – é quando a pressão 
sistólica e a pressão diastólica se aproximam. 
Pressão divergente – é quando a pressão 
sistólica e a pressão diastólica se distanciam. 
 
Materiais: 
 esfigmomanômetro ou tensiômetro (coluna 
de mercúrio em conexão com bolsa de ar); 
 manguito; 
 estetoscópio; 
 algodão; 
 álcool 70% 
 papel para anotação; 
 caneta azul. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 preparar psicologicamente o paciente; 
 deixar o paciente deitado ou sentado com o 
braço apoiado e a palma da mão virada 
para cima; 
 expor o braço do paciente; 
 apertar uniformemente o manguito, 4cm 
acima da prega do cotovelo e prender; 
 localizar a artéria braquial e colocar sobre 
ela o diafragma do estetoscópio; 
 fechar a sonda de ar que se comunica com 
o manômetro e insuflar ar até que o 
ponteiro ou o mercúrio na coluna atinja 
200mmHg ou mais; 
 liberar o ar nível de 2mm a 3mm por 
batimento cardíaco e observar; 
 registrar o primeiro som como a pressão 
sistólica; continuar liberando o ar do 
manguito lentamente até que haja uma 
mudança de som, que será claro e regular, 
passará a ser abafado, registrar este 
número como a pressão diastólica; 
 deixar que o restante do ar escape 
rapidamente; 
 remover o manguito; 
 deixar o paciente confortável; 
 limpar o equipamento; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
DOR – 5º SINAL VITAL 
Dor é a experiência psíquica sensorial e 
emocional desagradável que surge de uma 
lesão tissular real ou potencial. Saber qual é a 
intensidade da dor de um paciente ainda é uma 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 7 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
tarefa imprecisa, por ser uma experiência 
subjetiva e influenciada por fatores culturais, 
sociais, etc. O alívio da dor é um direito do 
paciente pode ser mensurada, quantificada, 
através de diversas escalas. 
 
 
 
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS 
É a verificação do peso corporal, da 
altura e circunferência abdominal. Tem como 
objetivos acompanhar a evolução de doenças e 
calcular dosagens de medicamentos. 
 O peso e a estatura do paciente são 
registrados no histórico de enfermagem e da 
realização do exame físico. O peso precisa ser 
verificado e anotado, com a finalidade de 
controlar qualquer alteração ocorrida durante a 
permanência do paciente no hospital. O peso é 
essencial como um guia na prescrição de certos 
medicamentos. 
 
Material 
 Balança 
 Fita métrica 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 conduzir o paciente até a balança; 
 colocar uma toalha de papel na balança; 
 solicitar ao paciente que retire os sapatos e 
suba na balança; 
 Pedir ao paciente para ficar com as costas 
para o antropômetro, unir os calcanhares e 
manter ereto; 
 Auxiliar o paciente a descer da balança. 
 Calçar os chinelos e vestir o roupão; 
 retirar o papel da balança e desprezar; 
 verificar com atenção o peso e anotar; 
 suspender a haste até a altura da cabeça 
do paciente e verificar qual a estatura 
marcada; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
Observações: 
Se o paciente não puder se locomover, deverá 
ser usada uma balança especial que permite 
pesar na posição horizontal. Caso não exista a 
balança especial, a tomada de peso deverá ser 
adiada. 
 
Circunferência abdominal 
 lavar as mãos; 
 colocar o biombo ao redor do leito do 
paciente; 
 manter o paciente deitado; 
 expor a região abdominal do paciente; 
 pegar na ponta da fita métrica e passar por 
trás do paciente; 
 pegar a fita métrica do lado oposto do 
paciente e unir com o restante da fita na 
região umbilical; 
 verificar o número que indica na fita; 
 manter o paciente confortável e a unidade 
em ordem; 
 realizar a limpeza da fita métrica com álcool 
70%; 
 anotar no gráfico com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
EXAME FÍSICO 
 O exame físico é feito no momento da 
admissão do paciente no hospital, sendo 
reavaliado diariamente com a finalidade de 
investigar queixas, sintomas e a evolução do 
paciente. Durante o exame, o paciente pode 
sentir ansiedade e inquietação causada pelo 
constrangimento. 
O profissional de enfermagem deve está 
atento para aliviar as tensões, mantendo o 
paciente calmo, explicar o procedimento e a 
finalidade do exame ao qual está sendo 
submetido. Para que ele se sinta à vontade, é 
necessário que seja tratado como uma pessoa 
com necessidades físicas, emocionais, 
mentais, e espirituais. 
 
POSIÇÕES PARA EXAMES 
 A posição em que o paciente deverá ser 
colocado é determinada pelo tipo de exame 
especial a ser feito. Para auxiliar no exame 
físico é necessário colocar o paciente na 
posição correta. Todo e qualquer exame deve 
ser explicado o procedimento para transmitir 
segurança e uma boa assistência. 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 8 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
a) Posição Horizontal (decúbito dorsal): 
O paciente fica deitado no leito com o 
ventre para cima, membros superiores e 
inferiores relaxados. É usada para conforto e 
relaxamento e para o exame físico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar o procedimento e a finalidade ao 
paciente; 
 colocar a mesa de exame ou o leito na 
posição horizontal; 
 deitar o paciente horizontalmente de 
costas; 
 manter os membros superiores ao longo do 
corpo em posição anatômica e os inferiores 
alinhados; 
 manter o paciente protegido com o lençol, 
expor a área a ser examinada; 
 deitar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
b) Fowler: 
O paciente fica em decúbito dorsal, semi 
sentado, elevar a cabeceira até 45 graus em 
relação à cama. São usada para descanso, 
conforto, alimentação, exames e patologias do 
trato respiratório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar o paciente em decúbito dorsal; 
 elevar os pés da cama; 
 elevar a cabeça e o tórax do paciente até 
formar um ângulo de 45° em relação ao 
nível normal do leito; 
 proteger o paciente com lençol expor a 
região a ser examinada; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
c) Posição Ventral: 
O paciente fica deitado com o ventre 
para baixo, braços fletidos e mãos sob a testa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar o paciente deitado com o abdome 
sobre o leito ou a mesa; 
 apoiar a axila do paciente com coxim para 
elevar o tórax; 
 colocar a axila do paciente apoiada com um 
travesseiro e virada para o lado; 
 manter os membros superiores formando 
um ângulo com a cabeça e os inferiores 
alinhados; 
 proteger o paciente com lençol; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
d) Posição de Sims (decúbito lateral): 
O paciente fica deitado sobre o lado 
direito, flexionar os membros inferiores. A perna 
direita semi flexionada e a esquerda mais 
flexionada, próxima ao abdome. Esta posição é 
usada para exames vaginais, retais, clister e 
lavagem intestinal.AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 9 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar o paciente deitado sobre o lado 
esquerdo; 
 colocar a cabeça apoiada sobre um 
travesseiro; 
 colocar o braço esquerdo para trás, ao lado 
das costas, e o braço direito à frente do 
corpo; 
 manter o membro inferior direito flexionado 
até quase encostar o joelho no abdome, 
apoiar no leito ou mesa; 
 manter o membro inferior esquerdo estirado 
ou flexionado; 
 proteger o paciente com lençol, expor a 
área a ser examinada; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
e) Posição Genu-peitoral: 
O paciente fica ajoelhado e com o peito 
descansando na cama, os joelhos devem ficar 
afastados. Esta posição é usada para exames 
vaginais, retais, cirurgias e como exercício após 
o parto para o útero voltar à posição normal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar o paciente em decúbito ventral; 
 solicitar ao paciente que se ajoelhe no leito 
ou na mesa com os joelhos ligeiramente 
afastados; 
 solicitar ao paciente que abaixe os ombros 
de modo que encoste a face e o tórax na 
cama ou mesa; 
 proteger o paciente com lençol, expor a 
região a ser examinada; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
f) Posição Ginecológica: 
A paciente fica deitada de decúbito 
dorsal, com as pernas flexionadas sobre as 
coxas, a planta dos pés sobre o colchão e os 
joelhos afastados um do outro. Esta posição é 
usada para exames, tratamentos e cirurgias 
vaginais e retais. 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 deitar o paciente em decúbito dorsal; 
 flexionar os membros inferiores da 
paciente, deixando apoiado o calcanhar no 
leito ou no estribo da mesa de exame; 
 apoiar a dobra do joelho na perneira da 
mesa ginecológica; 
 instruir a paciente para manter os joelhos 
afastados; 
 proteger a paciente com um lençol em 
sentido transverso, colocando as duas 
pontas do lençol correspondentes às 
pernas, prender aos pés da paciente; 
 deixar a paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
g) Posição de Litotomia: 
A paciente é colocada em decúbito 
dorsal, às coxas afastadas e flexionadas sobre 
o abdome. Esta posição é usada para exame 
vaginal, retal, bexiga e parto. É considerada 
uma modificação da ginecológica. 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 10 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar o paciente em decúbito dorsal; 
 flexionar os joelhos do paciente sobre o 
abdômen e as pernas sobre as coxas; 
 instruir o paciente para manter as coxas 
bem afastadas uma da outra; 
 colocar as nádegas do paciente fora da 
mesa ou colchão; 
 manter as pernas do paciente nesta 
posição de flexão, usando um suporte para 
os joelhos ou suporte de alça para os pés; 
 proteger o paciente com um lençol com 
perneiras e abertura no centro; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
h) Posição de Trendelemburg: 
O paciente fica em decúbito dorsal, com 
as pernas e pés acima do nível da cabeça. Esta 
posição é usada para retorno venoso, cirurgia 
pélvica e de varizes, hemorragias, edemas, e 
choque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 colocar o paciente deitado ereto, em 
decúbito dorsal, com os quadris e os 
joelhos elevados, a cabeça do paciente 
deverá ficar baixa, o corpo num plano 
inclinado; 
 proteger com suporte na altura dos ombros 
para amparar o corpo, não permitir que 
escorregue da mesa; 
 proteger o paciente com lençol expor a 
região necessária; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
i) Posição Ereta/Ortostática: 
 O paciente fica em pé no chão forrado 
com um lençol. Esta posição é usada para 
exames de certas anormalidades ortopédicas 
ou neurológicas. 
 
 
Procedimento: 
 lavas as mãos; 
 explicar ao paciente a finalidade e o 
procedimento; 
 proteger o paciente com o vestuário próprio 
ou com um lençol; 
 colocar o paciente em pé, com o tronco e 
os braços ao longo do corpo, os pés 
afastados e o topo da cabeça paralelo ao 
teto; 
 deixar o paciente confortável; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 11 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
TÉCNICA DE COLETA DE ESPÉCIME PARA 
EXAMES COMPLEMENTARES 
 A coleta de material para exames é uma 
atividade comum nos serviços de enfermagem 
e auxilia na complementação do diagnóstico. A 
equipe de enfermagem é responsável pela 
coleta de espécimes dos pacientes que deverá 
explicar como será o procedimento. 
 
a) Urina Tipo I 
 São solicitados para pesquisa de 
elementos anormais, cor, aspecto, odor, pH, 
eritrócitos, leucócitos, glicose, cetona e 
sedimentos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material, que deve ser limpo e 
seco; 
 explicar para o paciente o que vai ser feito; 
 fazer a assepsia dos genitais externos 
usando água e sabão neutro; 
 orientar o paciente para urinar, 
desprezando o primeiro jato, colher a 
segunda porção, 10ml, sendo a primeira 
micção da manhã a mais indicada; 
 identificar o recipiente encaminhar para o 
laboratório; 
 deixar a unidade em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul a 
quantidade e as reações do paciente; 
 lavar as mãos. 
 
b) Urina de 24h 
São solicitadas para análises 
quantitativas de ácido úrico, cálcio, hormônios, 
potássio, glicose, proteínas e sedimentos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 recipiente limpo, seco, identificado com 
capacidade para 2000ml para coletar a 
urina durante as 24h; 
 orientar o paciente sobre a importância do 
exame e como deve ser coletada a urina 
durante o período; 
 pedir ao paciente para urinar esvaziar a 
bexiga totalmente, às 6h; quando se 
completará a coleta de 24h; 
 deixar a unidade em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul a 
quantidade; 
 lavar as mãos. 
 
c) Urocultura 
É indicada para isolar as bactérias para 
determinar a presença de microrganismos 
específicos. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 usar todo o material estéril. Em criança, 
usar coletor; 
 fazer a assepsia dos genitais externos, 
usando água e sabão neutro; 
 orientar o paciente como será realizado o 
procedimento e a finalidade; 
 colocar biombo para privacidade do 
paciente; 
 seguir técnica asséptica; 
 desprezar a primeira porção e colher 10ml 
da segunda; 
 identificar o recipiente e encaminhar ao 
laboratório; 
 lavar as mãos; 
 deixar a unidade em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul a 
quantidade; 
 lavar as mãos. 
 
d) Parasitológico das fezes 
É a pesquisa dos parasitos intestinais, 
pigmentos biliares, dosagem de gorduras, 
sangue oculto e sedimentos e outros. 
 
Procedimento: 
 orientar e explicar ao paciente sobre o 
procedimento que será realizado; 
 solicitar para o paciente evacuar em uma 
comadre limpa e seca, com uma espátula, 
colocar pequena quantidade no recipiente; 
 identificar e encaminhar ao laboratório; 
 lavar as mãos; 
 deixar a unidade em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul a 
quantidade; 
 lavar as mãos. 
 
d) Coprocultura, ou cultura das fezes 
É indicada para detectar infecção. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 12 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 usar material estéril; 
 orientar o paciente para evacuar em uma 
comadre esterilizada e recolhera amostra 
com espátula estéril, colocando em 
recipiente estéril; 
 identificar e encaminhar imediatamente ao 
laboratório, junto com o pedido do médico; 
 lavar as mãos; 
 deixar a unidade em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul a 
quantidade; 
 lavar as mãos. 
 
e) Escarro 
É indicado para diagnosticar infecções 
das vias aéreas, pesquisa de bactérias como 
estreptococos, pneumococos, bacilos da 
tuberculose (bacilo de BAAR). 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente para fazer higiene oral; 
 bochechar água antes de expectorar; 
 orientar o paciente a colher o material pela 
manhã, em jejum; 
 escarrar dentro de recipiente de boca larga 
e estéril, sem deixar escorrer pela borda 
externa; 
 ensinar o paciente a tossir e escarrar e não 
cuspir saliva no recipiente; 
 identificar e encaminhar ao laboratório; 
 deixar a unidade em ordem; 
 lavar as mãos; 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 lavar as mãos. 
 
e) Sangue 
 A maioria dos exames de dosagem da 
bioquímica do sangue deve ser colhida pela 
manhã e em jejum, nestas condições sua 
composição química é mais uniforme e sem 
alterações. As coletas de sangue são feitas por 
profissionais do laboratório, que tem todo o 
material necessário, conforme o tipo de exame. 
Após a coleta, a enfermagem anota no 
prontuário. 
 
Materiais: 
 seringa de 5ml ou 10ml ou tubo 
“vacutainer”; 
 álcool 70%; 
 agulha 25x8 ou 25x9 ou scalp 21 ou 23; 
 luvas de procedimento; 
 tubos identificados para a finalidade de 
cada exame; 
 garrote; 
 algodão; 
 saco plástico para resíduos; 
 descartex; 
 curativo. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material numa bandeja; 
 explicar o procedimento ao paciente; 
 posicionar o paciente, sentar ou deitar em 
decúbito dorsal, com o braço apoiado para 
facilitar a visualização das veias; 
 calçar as luvas; 
 visualizar, palpar e selecionar a veia a ser 
puncionada; 
 prender o garrote 5cm acima do local da 
punção e pedir que o paciente feche a mão; 
 fazer antissepsia da área com solução 
alcóolica a 70% ou clorexidina alcóolica 
0,5%, em movimento circular; 
 deixar o algodão na bandeja ou segurar 
com o dedo mínimo; 
 com o polegar da mão não dominante fixar 
a veia, esticando a pele abaixo do ponto da 
punção; 
 segurar a seringa horizontalmente, com a 
mão dominante, manter o indicador sobre o 
canhão da agulha; 
 introduzir a agulha com o bisel e a 
graduação da seringa voltados para cima (a 
agulha deve ser introduzida na veia 1cm e 
manter um ângulo de 15°); 
 aspirar à seringa com a mão que fixava a 
veia; 
 evitar movimentos desnecessários e 
deslocamento da agulha. 
 quando usar o vacutainer aguardar o 
enchimento do tubo; 
 após a coleta do sangue necessário, pedir 
para o paciente abrir a mão, desprender o 
garrote e remover a agulha, com 
movimento único e suave, apoiar o local 
com algodão; 
 fazer leve pressão no local da punção com 
o algodão; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 13 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 colocar a mostra de sangue devagar pela 
parede do tubo, evitar hemólise (se o tubo 
tiver anticoagulante, agitar devagar para 
misturar o conteúdo); 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar o ambiente em ordem; 
 encaminhar o material coletado para o 
laboratório com a requisição; 
 anotar no prontuário com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
SONDAGEM GÁSTRICA 
 
 
Fonte: Potter; Perry (2013) 
 
É a introdução de um cateter/sonda por 
meio do nariz ou pela boca até o estômago. São 
responsáveis pelo procedimento da inserção da 
sonda o médico e o enfermeiro. 
 
Materiais: 
 sonda nasogástrica (avaliar o tamanho 
adequado da sonda “14 ou 16”); lumens 
menores não são utilizados para a 
descompressão em adultos, a sonda 
deverá remover todas as secreções 
espessas; 
 gel hidrossolúvel para lubrificar a sonda; 
 luvas de procedimentos; 
 tiras de teste de pH (para medir a acidez do 
aspirado gástrico); 
 abaixador de língua; 
 lanterna; 
 bacia de êmese; 
 biombo; 
 gaze; 
 seringa de 20ml; 
 estetoscópio; 
 soro fisiológico 0,9%; 
 fita hipoalérgica de fixação; 
 toalha de rosto; 
 copo de água com canudo. 
 
 Sonda nasogástrica de irrigação 
 seringa 20ml; 
 soro fisiológico 0,9% 
 bacia; 
 luvas de procedimento. 
 
 Sonda nasogástrica-descontinuação 
 toalha de rosto; 
 luvas de procedimentos; 
 água e sabão. 
 
Nasogástrica: medir a distância da ponta do 
nariz ao lóbulo da orelha e até o apêndice 
xifoide, mais 4cm, desconsiderar o último 
orifício do cateter. 
 
Orogástrica: medir a distância da rima labial ao 
lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, mais 
4cm, desconsiderar o último orifício do cateter. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre a realização do 
procedimento e como ele pode colaborar; 
 posicionar o paciente na posição de Fowler 
com travesseiros atrás da cabeça e 
ombros; 
 elevar a cama no nível horizontal que seja 
confortável para quem for realizar o 
procedimento; 
 colocar a tolha sobre o paciente; 
 oferecer papel toalha ao paciente; 
 colocar a bacia de emêse em local de fácil 
acesso; 
 colocar o biombo para a privacidade do 
paciente; 
 calçar as luvas de procedimento; 
 orientar o paciente a relaxar e respirar 
normalmente enquanto oclui uma narina. 
Repita esta ação para a outra narina. 
Selecionar a narina com maior fluxo de ar; 
 medir a distância para o posicionamento 
gástrico: 
 marcar o comprimento da sonda a ser 
inserida colocando um pequeno pedaço de 
fita adesiva; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 14 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 curvar de 10cm a 15cm da extremidade da 
sonda com força em torno do dedo 
indicador e soltar; 
 lubrificar de 8cm a 10cm a extremidade da 
sonda com gel hidrossolúvel; 
 inicialmente orientar o paciente a 
hiperestender o pescoço contra o 
travesseiro; 
 inserir a sonda suave e lentamente pelo 
nariz ou pela boca, com o objetivo de 
progredir a ponta final da sonda para baixo; 
 continuar passando a sonda ao longo do 
assoalho da passagem nasal, para baixo. 
Se encontrar resistência, aplicar uma leve 
pressão para baixo a fim de avançar com a 
sonda (não forçar se permanecer a 
resistência); 
 se encontrar resistência, tentar girar a 
sonda e ver se avança. Se ainda houver 
resistência, retirar a sonda, deixar o 
paciente descansar, lubrificar a sonda, e 
inserir na outra narina; 
 continuar inserindo a sonda até a 
nasofaringe, progredir delicadamente, girar 
em direção à narina oposta e passar acima 
da orofaringe; 
 oferecer um copo de água para o paciente 
e explicar que o próximo passo exige que 
ele engula a sonda com a água (não 
oferecer água caso haja contraindicação); 
 com a sonda acima da orofaringe, orientar 
o paciente para flexionar a cabeça para 
frente, tomar um copo de água e engolir. 
Avançar a sonda de 3cm a 5 cm de acordo 
com cada gole de água que engolir. Se o 
paciente estiver com restrição de líquidos, 
orientá-lo a engolir a seco; 
 se o paciente tossir, engasgar, sufocar ficar 
cianótico, retirar a sonda sem removê-la por 
completo, parar de avançar; 
 orientar o paciente a respirar com calma e 
tomar pequenos goles de água; 
 se o paciente continua a engasgar, tossir, 
reclamar que a sonda está enovelando-se 
na parte posterior da garganta, inspecionar 
a orofaringe com um abaixador de língua e 
lanterna. Se estiver enovelada, retrair a 
sonda até que a ponta retorne à parte 
visível da orofaringe; 
 quando o paciente relaxar, reinserir a sonda 
pedindo que engula; 
 continuar progredindo com a sonda até que 
a fita ou a marcação seja atingida; 
 fixar a sonda na bochecha do paciente com 
um pedaço de fita adesiva até que a 
verificação de sua localização seja 
realizada; 
 anotar no prontuário com caneta azul; 
 lavar asmãos. 
 
Comprovação de posicionamento da sonda 
 Teste da audição: posicionar o diafragma 
do estetoscópio sobre o estômago do 
paciente e injetar rapidamente 20ml de ar 
pela sonda. Espera-se com este 
procedimento ouvir o ruído característico da 
posição da sonda no estômago. 
 Aspiração de conteúdo: aspirar com uma 
seringa de 10ml o conteúdo gástrico do 
paciente e determinar o seu pH. A 
confirmação pode ser pela identificação de 
restos alimentares no conteúdo aspirado 
(que pode ser reintroduzido no estômago). 
 Teste do borbulhamento: posicionar a 
extremidade da onda em um copo com 
água, caso ocorra borbulhamento na água, 
é indicativo de que a sonda esteja na via 
respiratória. 
 Verificação de sinais: monitorar a 
presença de sinais como tosse, cianose e 
dispneia (indicativo de que a sonda esteja 
na via respiratória). Se a sonda não estiver 
no estômago, avançar mais 3cm a 5cm e 
repetir os passos para comprovação do 
posicionamento da sonda. Após a 
comprovação da sonda no estômago, 
fechar sua extremidade e fixar sobre o nariz 
com o auxílio de fita adesiva ou um 
dispositivo de fixação; marcar a sonda na 
extremidade do nariz com o auxilio de uma 
fita adesiva ou medir o comprimento 
externo da sonda, elevar a cabeceira da 
cama a 30 graus, observar o estado geral 
do paciente, deixar o ambiente em ordem, 
anotar no prontuário com caneta azul e 
lavar as mãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 15 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
SONDAGEM NASOENTERAL 
 
 
 Fonte: Potter; Perry (2013) 
 
É a introdução de um cateter/sonda com 
fio guia por meio do nariz ou pela boca até o 
duodeno ou jejuno. São responsáveis pelo 
procedimento da inserção da sonda o médico e 
o enfermeiro. 
 
Materiais: 
 sonda enteral DOBBHOFF, com fio guia 
(mandril); 
 estetoscópio; 
 gel hidrossolúvel para lubrificar a sonda; 
 seringa de 20ml; 
 esparadrapo; 
 copo com água e canudo; 
 cuba rim; 
 toalha de rosto; 
 luvas de procedimento; 
 gaze estéril; 
 lanterna 
 abaixador de língua; 
 biombo. 
 
Nasoenteral: colocar a sonda na ponta do 
nariz, direcionar até o lóbulo da orelha, descer 
até o apêndice xifoide e acrescentar mais 15cm 
a 20 cm, para obter o posicionamento pós-
pilórico (duodeno). Marcar o local da medida 
com uma fita adesiva ou esparadrapo, 
desconsiderar o último orifício do cateter; 
 
Oroenteral: colocar a sonda na rima labial e 
direcionar até o lóbulo da orelha, descer até o 
apêndice xifoide e acrescentar mais 15cm a 
20cm, para obter o posicionamento pós-pilórico 
(duodeno). Marcar o local da medida com uma 
fita adesiva ou esparadrapo, desconsiderar o 
último orifício do cateter; 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 orientar o paciente sobre o procedimento 
que será realizado e as formas que ele 
pode colaborar; 
 posicionar o paciente na posição de Fowler 
com travesseiros atrás da cabeça e 
ombros; 
 elevar a cama no nível horizontal que seja 
confortável para quem for realizar o 
procedimento; 
 colocar o biombo para privacidade do 
paciente; 
 colocar a tolha sobre o paciente; 
 colocar a cuba rim em local de fácil acesso 
(para uso no caso de êmese); 
 calçar as luvas de procedimento; 
 orientar o paciente a relaxar e respirar 
enquanto oclui uma narina. Repita esta 
ação para a outra narina. Selecionar a 
narina com maior fluxo de ar; 
 medir a distância para o posicionamento da 
sonda; 
 injetar soro fisiológico 0,9% na sonda, se 
ela não for lubrificada no local de inserção 
do fio guia; 
 lubrificar de 8cm a 10cm a extremidade da 
sonda com gel hidrossolúvel; 
 orientar o paciente a hiperestender o 
pescoço contra o travesseiro; 
 inserir a sonda suave e lentamente pela 
narina, e progredir a ponta da sonda para 
baixo; 
 continuar passando a sonda ao longo do 
assoalho da passagem nasal, para baixo. 
Se encontrar resistência, aplicar uma leve 
pressão para baixo a fim de avançar com a 
sonda, não forçar se permanecer a 
resistência; 
 se encontrar resistência, tentar girar a 
sonda e verificar se avança. Se ainda 
houver resistência, retirar a sonda, deixar o 
paciente descansar, lubrificar novamente a 
sonda, e inserir na outra narina; 
 continuar inserindo a sonda até a 
nasofaringe apenas progredindo, girando-a 
em direção à narina oposta e passando-a 
logo acima da orofaringe; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 16 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 oferecer um copo de água para o paciente 
e explicar que ele engula a sonda com a 
água (não oferecer água caso haja 
contraindicação); 
 com a sonda acima da orofaringe, orientar 
o paciente para flexionar a cabeça para 
frente, tomar um pequeno copo de água e 
engolir. Avançar a sonda de 3cm a 5cm de 
acordo com o gole de água e engolir. Se o 
paciente estiver com restrição de líquidos, 
orientá-lo a engolir a seco; 
 se o paciente tossir, engasgar, sufocar ficar 
cianótico, retirar a sonda, não removê-la 
por completo e parar de avançar. Orientar o 
paciente a respirar com calma e tomar 
água; 
 se o paciente continuar a engasgar, tossir, 
reclamar que a sonda está enovelando-se 
na parte posterior da garganta, inspecionar 
a orofaringe com um abaixador de língua e 
lanterna. Se estiver enovelada, retrair a 
sonda até que a ponta retorne à parte 
visível da orofaringe; 
 depois que o paciente relaxar, reinserir a 
sonda pedindo que engula; 
 continuar progredindo com a sonda até que 
a fita ou a marcação seja atingida; 
 fixar a sonda na bochecha do paciente com 
um pedaço de fita adesiva até que a 
verificação de sua localização seja 
realizada; 
 se a sonda não estiver no estômago, 
avançar mais 3cm a 5cm e repetir os 
passos para comprovação do 
posicionamento da sonda; 
 após a comprovação da sonda no 
estômago, fechar sua extremidade e fixar 
sobre o nariz com fita adesiva ou um 
dispositivo de fixação; 
 baixar a cabeceira da cama e posicionar o 
paciente em decúbito lateral direito; 
 aguardar duas horas encaminhar o 
paciente para confirmação radiológica do 
posicionamento da sonda no intestino 
delgado, com pedido médico (o exame 
radiográfico é o padrão ouro para verificar o 
posicionamento correto da sonda no 
intestino delgado); 
 levar exame radiográfico para o médico 
avaliar, confirmando a localização da sonda 
e a liberação para uso; 
 retirar o fio guia da sonda; 
 marcar a sonda na extremidade do nariz 
com o auxilio de uma fita adesiva ou medir 
o comprimento externo da sonda e anotar 
no prontuário paciente; 
 elevar a cabeceira da cama a 30 graus; 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar o ambiente em ordem; 
 anotar no prontuário com caneta azul; 
 lavar as mãos. 
 
LAVAGEM GÁSTRICA 
É a introdução e remoção de secreções 
e substâncias da cavidade gástrica por meio de 
cateter com a finalidade de preparar o paciente 
para determinadas cirurgias, exames, remover 
substâncias tóxicas do estômago, controlar 
hemorragias digestivas. 
São responsáveis pela execução o 
enfermeiro e o médico. 
 
Materiais: 
 frasco com a solução indicada para 
lavagem (água e solução fisiológica 0,9%); 
 sonda de Fauchet ou de Levin; 
 suporte de soro; 
 seringa de 20ml; 
 equipo de soro; 
 luvas de procedimento; 
 gaze estéril; 
 tolha de rosto; 
 frasco coletor para líquido de retorno; 
 forro de pano e plástico; 
 bacia de gelo (se necessário); 
 estetoscópio; 
 esparadrapo; 
 saco plástico para resíduos. 
 
Procedimento: 
 é a mesma da sondagem gástrica: 
 lavar as mãos; 
 calçar as luvas; 
 testar a sonda, para verificar se está no 
estômago; 
 introduzir o líquido em pequena 
quantidade, manter a sonda levantada para 
que o líquido desça devagar; 
 manter um pouco de líquido no funil para 
fazer a sifonagem, o que será repetido até 
a água sair limpa; 
 fechar a sonda com a pinça no término da 
lavagem e retirar; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM– Módulo I 17 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 anotar no prontuário com caneta azul. 
 
PREPARO DA UNIDADE DO PACIENTE 
 
LIMPEZA GERAL OU TERMINAL 
 
Indicações: 
 quando o paciente vai a óbito; 
 quando o paciente é transferido para outra 
setor ou hospital; 
 quando o paciente recebe alta; 
 quando o paciente é operado; 
 quando o paciente está suspenso do 
isolamento; 
 a cada 7 dias. 
 
Finalidades: 
 preparar um leito seguro e confortável; 
 evitar a propagação de infecção; 
 manter uma aparência ordenada; 
 conduzir o paciente ao repouso e sono. 
 
Material 
 jarro com solução desinfetante; 
 bacia; 
 um par de luvas; 
 panos para limpeza (dois); 
 saco de papel.; 
 balde; 
 jornal; 
 hamper. 
 
Procedimento: 
 preparar o ambiente; 
 trazer o hamper (se houver); 
 colocar a cadeira aos pés da cama; 
 soltar a roupa de cama, começando pelo 
lado oposto; 
 colocar toda roupa suja dentro do hamper, 
inclusive o impermeável; 
 deixar o travesseiro no meio do colchão; 
 levar o hamper para o expurgo de roupa 
suja; 
 trazer a bandeja com materiais, 
substituindo-os, na mesa da cabeceira, 
pelos objetos da cama; 
 levar a bandeja à sala de utensílios para 
limpeza; 
 trazer a bandeja, o balde e o jornal; 
 completar a bandeja com o material que 
ficou na mesa; 
 colocar o balde aos pés da cama sobre o 
jornal; 
 colocar a bandeja sobre a cadeira; 
 calçar as luvas; 
 limpar a mesinha de cabeceira, primeiro 
internamente e depois externamente; 
 limpar um lado do travesseiro, colocá-lo 
sobre a mesa de cabeceira com o lado 
limpo para baixo e em seguida lavar o outro 
lado; 
 limpar e enxugar a parte superior do 
colchão (metade) no sentido da cabeceira 
para os pés da cama e dobrá-lo; 
 limpar e enxugar a metade próxima da 
cama e a parte interior do colchão, 
obedecer esta sequencia: cabeceira, 
estrado e colchão; 
 virar o colchão para a cabeceira da cama e 
proceder à limpeza na ordem inversa: 
colchão, estrado, pés, enxugar; 
 proceder à limpeza do lado oposto, 
iniciando nos pés da cama até na 
cabeceira; 
 desdobrar o colchão, terminar a limpeza da 
parte superior; 
 colocar a bandeja sobre o colchão e limpar 
a cadeira; 
 limpar o local onde estava a bandeja; 
 recolher, lavar e guardar o material 
utilizado, desprezar o jornal; 
 identificar na cama: “feita à limpeza na 
unidade”, com data e hora; 
 fazer a cama pelo método conhecido; 
 lavar as mãos. 
 
Observações: Substituir a água, quando se 
julgar necessário, despejar no balde. Quando 
usar sabão, levar água no jarro. Se não houver 
hamper, improvisar com a fronha. Fazer 
movimentos firmes sempre no mesmo sentido. 
Evitar molhar o chão. São responsáveis pela 
execução o enfermeiro, auxiliar e técnico de 
enfermagem ou profissional do serviço de 
hotelaria. 
 
LIMPEZA DIÁRIA OU CONCORRENTE 
 Consiste na limpeza diária de partes do 
mobiliário, como cabeceira da cama, colchão, 
pés da cama, mesa de cabeceira e cadeira. É 
realizada para a manutenção de um ambiente 
hospitalar limpo. 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 18 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
Material: 
 cuba com a solução desinfetante; 
 pano de limpeza; 
 saco plástico; 
 um par de luvas. 
 
Procedimento: 
 seguir movimentos no mesmo sentido; 
 observar a sequência da limpeza (do mais 
limpo para o mais sujo); 
 evitar molhar o chão; 
 lavar e guardar o material; 
 lavar as mãos. 
 
ARRUMAÇÃO DA CAMA 
 É o preparo do leito hospitalar para 
receber o paciente ou manter a cama ocupada 
limpa. A técnica tem o objetivo de proporcionar 
conforto e segurança ao paciente, bem como 
tornar mais rápido e menos cansativo o trabalho 
da enfermagem. São responsáveis pela 
execução o enfermeiro, auxiliar e técnico de 
enfermagem ou profissional do serviço de 
hotelaria. 
 
TIPOS DE CAMA 
 
Cama fechada: consiste no leito que está 
desocupado, aguardando para receber o 
paciente. Deve ser preparada uma hora após a 
limpeza geral permitindo o arejamento do 
ambiente. 
 
Material: 
 dois lençóis; 
 um lençol móvel; 
 uma colcha; 
 uma fronha; 
 um cobertor; 
 um impermeável; 
 luvas de procedimentos; 
 uma toalha de banho e de rosto; 
 camisola ou pijama. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material necessário e levar até o 
quarto; 
 colocar a cadeira aos pés da cama e sobre 
ela o travesseiro; 
 deixar o material na ordem que será 
utilizado: fronha, colcha, cobertor, lençol 
protetor, lençol móvel, impermeável e 
lençol protetor do colchão. Estas peças são 
dobradas em quatro partes, em sentido 
longitudinal, e depois em duas, no sentido 
transversal; 
 estender o lençol protetor do colchão, em 
sentido longitudinal, esticar bem, fazer o 
canto e prender por baixo do colchão; 
 colocar o impermeável no terço médio da 
cama, e sobre este o lençol móvel e 
prender ambos sobre o colchão; 
 estender o lençol protetor do paciente, 
trazer até a cabeceira da cama, e prender 
sob o colchão, aos pés da cama; 
 estender a colcha e o cobertor, fazer o 
canto e prender junto aos pés da cama; 
 colocar a fronha no travesseiro e este na 
cabeceira da cama, com a abertura da 
fronha para o lado oposto ao da porta do 
quarto; 
 passar para o outro lado da cama, puxar 
peça por peça, seguindo a sequência da 
técnica; 
 colocar as toalhas na cabeceira da cama; 
 colocar a cadeira no lugar, deixar a unidade 
em ordem. 
 lavar as mãos. 
 
Cama aberta com o paciente que deambula: 
consiste no leito que está sendo ocupado por 
um paciente que pode deambula. O material é 
o mesmo usado para a cama fechada. Realizar 
o mesmo procedimento da cama fechada. 
Deixar o lençol protetor do paciente virado 
sobre o cobertor e a colcha na parte da 
cabeceira. Realizar a limpeza diária, antes de 
colocar a roupa limpa de cama. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material necessário e levar ao 
quarto; 
 deixar o material na ordem que será 
utilizado sobre a mesa de cabeceira ou na 
cadeira; 
 retirar a roupa de cama usada e colocar no 
hamper próximo ao leito; 
 arrumar o leito conforme procedimento do 
leito fechado. Fazer dobra no lençol, 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 19 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
cobertor ou colcha em um ângulo de 90°, 
no lado melhor para o paciente; 
 providenciar o material acessório: 
 lavar as mãos. 
Cama aberta com paciente acamado: 
consiste no leito que é ocupado por um 
paciente que está acamado. É arrumado 
durante o banho no leito, para evitar perda de 
tempo e esforços. O material é o mesmo usado 
para a cama fechada. Realizar o mesmo 
procedimento da cama fechada. Deixar o lençol 
protetor do paciente virado sobre o cobertor e a 
colcha na parte da cabeceira. Realizar a 
limpeza diária, antes de colocar a roupa limpa 
de cama. Os materiais são os mesmos para 
cama fechada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material necessário elevar até o 
quarto (o material é o mesmo da para a 
cama fechada); 
 colocar o biombo; 
 calçar as luvas; 
 retirar a roupa da cama e colocar no 
hamper, deixar o paciente coberto com o 
lençol de cima; 
 colocar o paciente para o lado oposto à 
cadeira com as roupas dobradas; 
 dobrar sob o paciente o lençol protetor do 
colchão, deixando exposta a metade do 
colchão; 
 limpar a metade do colchão; 
 estender as roupas limpas, seguindo a 
sequência; 
 virar o paciente para o lado limpo, retirar as 
roupas sujas e colocar no hamper; 
 esticar os lençóis, seguir a sequência e 
fazer os cantos; 
 limpar a mesa de cabeceira e a cadeira; 
 lavar e guardar o material; 
 verificar se está tudo em ordem; 
 lavar as mãos. 
 
Observações: 
Evite cansar o paciente; a troca do leito deve 
ser realizada quantas vezes forem necessárias 
durante o plantão; o preparo do leito 
proporciona conforto ao paciente; estimula a 
circulação com a mudançade decúbito; 
observar o estado geral do paciente; ao 
reutilizar o lençol não deixar fio de cabelo, 
migalhas, etc. Se o paciente for grave, a troca 
deverá ser por duas pessoas, para evitar 
esforço do paciente e da equipe de 
enfermagem. 
 
Cama de operado: consiste no leito que vai ser 
ocupado por um paciente operado ou está em 
exame sob anestesia. A finalidade é 
proporcionar conforto, segurança, prevenir 
infecções e facilitar a colocação do paciente no 
leito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais: 
 o mesmo para o leito fechado: 
 forro para cabeceira; 
 suporte de soro; 
 esfigmomanômetro e estetoscópio; 
 saco plástico; 
 comadre ou papagaio; 
 luvas de procedimento. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 reunir o material necessário elevar até o 
quarto (o material é o mesmo da para a 
cama fechada); 
 calçar as luvas; 
 fazer a limpeza geral da unidade; 
 trocar toda a roupa de cama; 
 arrumar a cama conforme as técnicas 
anteriores, seguindo a sequência das 
roupas; 
 colocar o lençol protetor do paciente, a 
colcha, o cobertor na parte da cabeceira e 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 20 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
dos pés; enrolar ou dobrar tudo para o lado 
que facilita a colocação do paciente no leito; 
 deixar o travesseiro preso à cabeceira da 
cama; 
 providenciar suporte para soro, coletor para 
drenagem da sonda, oxigênio e aspirador, 
conforme cirurgia e bandeja de sinais vitais. 
 lavar e guardar o material; 
 verificar se está tudo em ordem; 
 lavar as mãos. 
 
Sequência para o preparo da cama (canto 
da cama) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DO 
PACIENTE 
Movimentação e transporte do paciente 
para prevenção de lesão por pressão e 
locomoção no ambiente de internação é de 
responsabilidade do enfermeiro, do auxiliar e 
técnico de enfermagem e do médico. 
A movimentação e o transporte de 
paciente são atividades comum no serviço de 
enfermagem. Para executar essas atividades, é 
necessária uma boa mecânica corporal pela 
equipe de enfermagem. 
Evitar esforços desnecessários é 
fundamental para prevenir danos ocupacionais 
e preservar a segurança do paciente. Desse 
modo, os movimentos devem ser planejados. 
Sugere-se fazer uma pequena contagem para 
todos os envolvidos agirem em conjunto, 
somando forças, empregando princípios de 
ergonomia. Por exemplo, pode-se se contar 1, 
2, 3, já e executar a movimentação e/ou o 
transporte. 
 
 
Observações: 
A movimentação e o transporte do paciente 
envolvem risco eminente de quedas e lesões 
tegumentares. A equipe de enfermagem deve 
está atenta à forma como conduzir essas 
atividades e evitar agravos no paciente. Além 
disso, a ergonomia deve fazer parte da rotina 
de trabalho da enfermagem. 
 
MUDANÇA DE POSIÇÃO 
 
I - VIRAR O PACIENTE EM DECÚBITO 
LATERAL COM OS BRAÇOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 deslocar um pouco o paciente do centro da 
cama para o lado oposto ao que será 
virado; 
 colocar as pernas do paciente uma sobre a 
outra (cruzadas); 
 colocar uma das mãos no ombro do 
paciente e a outra na região pélvica e com 
um impulso virar o paciente para o lado 
direito ou esquerdo; 
 colocar um travesseiro entre as pernas, um 
amparando o dorso e outro no abdome, 
para recostar o braço, deixar o paciente 
confortável; 
 lavar as mãos. 
 
II - VIRAR O PACIENTE EM DECÚBITO 
LATERAL COM O LENÇOL MÓVEL 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 soltar o lençol móvel de um lado; 
 deslocar um pouco, o paciente do centro da 
cama para o lado oposto ao que será 
virado; 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 21 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
 colocar as pernas do paciente uma sobre a 
outra (cruzadas) para o lado que se quer 
virar; 
 pegar o lençol móvel, enrolar e puxar 
vagarosamente para cima, até o paciente 
ficar virado de lado; 
 colocar um travesseiro entre as pernas, um 
amparando o dorso e outro no abdome, 
para recostar o braço, deixando o paciente 
confortável; 
 lavar as mãos. 
 
III – COLOCAR EM DECÚBITO VENTRAL 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 tirar o paciente em decúbito lateral; 
 colocar uma das mãos no seu ombro e 
outra na coxa, auxiliando o paciente a ficar 
na posição adequada; 
 colocar travesseiros sob suas pernas, peito 
e abdome, deixando o paciente confortável; 
 lavar as mãos. 
 
IV – LEVANTAR O PACIENTE PARA A 
CABECEIRA DA CAMA 
Procedimento quando o paciente ajuda 
 lavar as mãos; 
 pedir ao paciente que flexione os joelhos, 
firme os pés no colchão e se segure à 
cabeceira da cama; 
 colocar um dos braços sob o ombro do 
paciente até a axila oposta e o outro na 
região pélvica; 
 pedir ao paciente para dar um impulso para 
cima levantar para a cabeceira da cama, 
com movimento sincronizado ao do 
paciente; 
 lavar as mãos. 
 
Procedimento quando o paciente não pode 
ajudar (serão necessárias duas pessoas, 
colocar uma de cada lado da cama) 
 lavar as mãos; 
 a primeira pessoa coloca um braço no 
ombro e o outro na região glútea; 
 a segunda pessoa coloca um braço na 
região lombar e o outro na altura dos 
joelhos; 
 em um movimento sincronizado, as duas 
levam o paciente para a cabeceira da 
cama; 
 utilizar o lençol móvel para executar essa 
mudança; 
 para abaixar o paciente na cama, utilizar o 
mesmo movimento em direção contrária; 
 lavar as mãos. 
 
V – LEVANTAR O PACIENTE NA CAMA 
Procedimento: 
 lavar as mãos. 
 lavar as mãos. 
 colocar o paciente em posição de Fowler; 
 colocar um dos braços sob o ombro do 
paciente até a axila oposta e o outro na 
região pélvica ou poplítea; 
 realizar movimento giratório; 
 lavar as mãos. 
 
VI – MOVER O PACIENTE PARA UM DOS 
LADOS DA CAMA 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 enlaçar braços, cabeça, ombros e região 
inferior do tórax e puxar para a lateral da 
cama; 
 enlaçar cintura e coxa e puxar para a lateral 
da cama; 
 movimentar as pernas do paciente para a 
lateral da cama; 
 lavar as mãos; 
 
VII – PASSAR O PACIENTE DA CAMA 
PARA MACA E VICE-VERSA 
 
 
Materiais (preparo da maca): 
 acolchoado coberto com lençol; 
 travesseiro pequeno. 
 
Observações: a arrumação da maca é 
identifica ao preparo do leito. A troca de roupa 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 22 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
da maca deve ser feita a cada vez que for ser 
utilizada. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos; 
 preparar a maca; 
 orientar o paciente sobre o movimento que 
será realizado; 
 descer em leque a colcha e o sobre lençol 
que está cobrindo o paciente; 
 soltar o lençol móvel e enrolar as pontas 
junto ao paciente; 
 colocar a maca paralela e encostada na 
cama; 
 posicionar duas pessoas ao lado da cama 
e duas ao lado da maca, segurar o lençol 
móvel; 
 em um movimento sincronizado, as quatro 
pessoas passam o paciente para a maca ou 
cama; 
 apoiar a cabeça, se o paciente estiver 
inconsciente ou impossibilitado de 
colaborar; 
 lavar as mãos. 
 
Procedimento sem auxílio do lençol móvel 
(necessário três pessoas): 
 lavar as mãos. 
 preparar a maca; 
 orientar o paciente sobre o movimento que 
será realizado; 
 colocar um lençol sob o paciente; 
 abaixar a colcha e o sobre lençol que cobre 
o paciente; 
 envolver o paciente com o lençol; 
 colocar a maca em ângulo reto com a cama 
(cabeceira da maca e os pés da cama); 
 posicionar as pessoas ao lado do paciente, 
por ordem de altura; 
A mais alta na cabeceira: colocar um braço 
sob o ombro ou a cabeça, e o outro sob a região 
pélvica; 
A média, no meio: colocar um braço sob a 
região pélvica, cruzar com o da cabeceira e o 
outro sob o terço médio das coxas; 
A mais baixa, nos pés: colocar um braço na 
região lombar, cruzar com a do meio, e o outro 
segura o dorso dos pés; 
 em um movimento sincronizado, colocar o 
paciente na beira da cama, levantar e trazerpróximo ao peito e transportar para a cama 
ou maca; 
 soltar o lençol que o envolve e cobrir; 
 utilizar o travesseiro para apoiar a cabeça, 
caso não tenha restrições; 
 lavar as mãos. 
 
VIII – SENTAR O PACIENTE EM CADEIRA 
CONVECIONAL OU CADEIRA DE RODAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Materiais: 
 cadeira convencional ou cadeira de rodas; 
 escadinha (se necessário); 
 chinelos e roupão; 
 forro; 
 cobertor. 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos. 
 preparar a cadeira com o forro e um 
cobertor dobrado sobre o assento; 
 orientar o paciente sobre o movimento que 
será executado e a forma como ele poderá 
colaborar, se tiver condições; 
 abaixar a roupa de cama em leque; 
 posicionar a cadeira obliquamente próxima 
à cama; 
 travar as rodas da cadeira com trava 
própria ou pedir para que alguém segure a 
cadeira; 
 virar o paciente de lado, colocando um 
braço sob o ombro do paciente e outro, na 
região poplítea. O braço mais distante do 
paciente se apoia no ombro de quem está 
auxiliando e com um movimento 
simultâneo, sentar o paciente na cama; 
 observar o estado geral do paciente; 
 vestir o roupão; 
 levantar o paciente. As mãos do paciente 
devem estar apoiadas nos ombros de quem 
está auxiliando na movimentação. O 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 23 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
executante deve segurar a cintura do 
paciente ou está com os braços em posição 
de alavanca sob as axilas; 
 virar e sentar o paciente na cadeira; 
 calçar os chinelos e cobrir o paciente; 
 deixar o ambiente em ordem; 
 lavar as mãos. 
 
IX – MOVIMENTAR O PACIENTE DA 
CADEIRA PARA O LEITO 
 
Procedimento: 
 lavar as mãos. 
 orientar o paciente sobre o movimento que 
será executado e a forma como ele poderá 
colaborar, se tiver condições; 
 colocar a cadeira obliquamente próxima à 
cama, no lado contrário ao que vai utilizar 
para a sua saída; 
 travar as rodas da cadeira com trava 
própria ou pedir para que alguém segure a 
cadeira; 
 auxiliar o paciente a levantar e segurar pela 
cintura ou com os braços em posição de 
alavanca sob as axilas; As mãos do 
paciente devem estar apoiadas sobre o 
abdome; 
 ajudar o paciente a sentar-se na cama, 
usando a escadinha; 
 tirar o roupão e os chinelos; 
 deitar o paciente e deixar confortável; 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar o ambiente em ordem; 
 lavar as mãos. 
 
X – TRANSFERÊNCIA DO LEITO PARA 
POLTRONA EM PACIENTES 
IMPOSSIBILITADOS 
 
Procedimento (necessárias duas pessoas): 
 lavar as mãos; 
 colocar a poltrona próxima à cama; 
 uma pessoa com os braços em posição de 
alavanca sob as axilas, segura o tórax e 
outra segura alça as pernas na região 
poplítea; 
 observar o estado geral do paciente; 
 deixar o ambiente em ordem; 
 lavas as mãos. 
 
XI - MUDANÇA DE DECÚBITO NA 
PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO 
A mudança de decúbito é um fator muito 
importante na prevenção de lesão por pressão. 
Os riscos são: 
 
 Fatores extrínsecos: 
 tempo de internação; 
 pressão (principalmente em regiões de 
proeminências ósseas); 
 fricção da pele; 
 umidade; 
 deficiência na mudança de decúbito. 
 
 Fatores intrínsecos: 
 estado nutricional e peso; 
 idade; 
 tipo de pele; 
 patologias crônicas; 
 nível de consciência; 
 sensibilidade cutânea; 
 uso de medicamentos. 
 
Fonte: Potter; Perry (2013). 
Nota: Atualização do termo úlcera por pressão 
para lesão por pressão em 2016) 
 
Para prevenir as lesões por pressão é 
fundamental que a equipe de enfermagem fique 
atenta com os intervalos de mudança de 
decúbito. Outros indicadores também devem 
ser avaliados durante a investigação sobre os 
riscos para lesão por pressão. Um dos 
instrumentos utilizados pelo enfermeiro é o 
relógio para mudanças de decúbito e a Escala 
de Braden. 
 
 
 
 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 24 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
RELÓGIO PARA MUDANÇAS DE 
DECÚBITO 
 
A utilização do relógio para mudanças de 
decúbito pode ser instituída pelo enfermeiro 
com objetivo de orientar os intervalos de 
mudanças e potencializar a diminuição da 
pressão em um único local. Devem ser levadas 
em consideração as condições clínicas e 
hemodinâmicas do paciente. 
A mudança de decúbito deve ser 
realizada pela equipe de enfermagem em 
intervalos de 2h, quando o paciente não 
apresenta condições de realizar sozinho. O 
relógio para mudanças de decúbito deve ser 
colocado na cabeceira do leito do paciente em 
local de fácil visualização. Outros cuidados 
devem ser implementados em conjunto com a 
mudança de decúbito, como: higienização 
adequada do paciente; não massagear a pele 
em regiões com risco para lesão por pressão; 
manter a pele hidratada; evitar exposição à 
umidade; monitorar o estado nutricional do 
paciente em conjunto com a equipe de nutrição. 
 
ESCALA DE BRADEN 
A construção da Escala de Braden é 
fundamentada na fisiopatologia da lesão por 
pressão, anteriormente denominada como 
úlcera por pressão. Seus construtos de 
avaliação envolvem a investigação sobre: 
percepção sensorial; umidade; atividade; 
mobilidade; nutrição; fricção e cisalhamento. A 
pontuação atribuída para cada construto na 
escala varia de 1 a 4 pontos, em que, 1 significa 
o pior indicador atribuído e 4 o melhor indicador. 
A somatória das pontuações de cada construto 
permite ao final atribuir uma classificação de 
risco para lesão por pressão e orientar a 
tomada de decisão da enfermagem em relação 
ao planejamento para que as lesões por 
pressão não ocorram. Durante a atuação da 
enfermagem na prevenção de lesão por 
pressão a utilização de protocolos operacionais 
padrão torna-se uma ferramenta útil na 
assistência oferecida e na manutenção da 
segurança do paciente. São destacadas seis 
ações fundamentais na prevenção de lesões 
por pressão: 
I. Avaliação da presença de lesão por pressão 
na admissão de todos os pacientes; 
II. Reavaliação diária dos riscos para o 
desenvolvimento de lesão por pressão de todos 
os pacientes internados; 
III. Inspeção diária da pele; 
IV. Manutenção do paciente seco e com a pele 
hidratada; 
V. Otimização da nutrição e da hidratação; 
VI. Minimização da pressão (em regiões de 
proeminências ósseas). 
 
ÚLCERAS POR PRESSÃO 
 É um dano localizado na pele e/ou 
tecidos moles subjacentes, geralmente sobre 
uma proeminência óssea ou relacionada ao uso 
de dispositivo médico ou a outro artefato. A 
lesão pode se apresentar em pele integra ou 
como lesão aberta e pode ser muito dolorosa. 
Quando ocorre infecção na lesão, há uma 
secreção fétida e uma desintegração tecidual. 
A cicatrização é lenta. 
Estágio 1: pele integra com área localizada de 
eritema que não embranquece e que pode 
parecer diferente em pele de cor escura. 
Estágio 2: perda da pele em sua espessura 
parcial com exposição da derme. O leito da 
ferida é viável, de coloração rosa vermelha, 
úmido e pode apresentar uma bolha intacta 
com exsudato seroso ou rompida. 
Estágio 3: perda da pele em sua espessura 
total na qual a gordura é visível e tecido de 
granulação com bordas enroladas estão 
presentes. 
Estágio 4: perda da pele em sua espessura 
total e perda tissular com exposição da fáscia, 
músculo, tendão, ligamento, cartilagem e osso. 
Estágio não classificável: perda da pele em 
sua espessura total e perda tissular não visível. 
Sinais e sintomas: 
 aparecimento do eritema cutâneo, que 
adquire uma cor pálida ao ser exercida 
certa pressão; 
 avermelhado evolui para uma cor azul 
acinzentada, que resulta da oclusão dos 
 
 
AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 25 
COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 
capilares cutâneos e enfraquecimento 
subcutâneo; 
 formação de vesículas e a ruptura da pele, 
acompanhadas dos estágios iniciais de 
necrose; 
 se a lesão é antiga, cicatrizou e voltou a 
abrir, são excluídos dos processos de 
formação de uma nova lesão.

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