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AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 1 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem INTRODUÇÃO A enfermagem sempre esteve voltada para atender as necessidades de assistência de saúde da sociedade. Ela originou-se do desejo de manter as pessoas saudáveis, assim como propiciar conforto, cuidados e confiança ao enfermo. Os procedimentos básicos de enfermagem envolvem técnicas que podem ser implementadas pela equipe de enfermagem sob supervisão do enfermeiro. Estas técnicas são fundamentadas em literaturas para resguardar a segurança do profissional e do paciente. O objetivo dos procedimentos básicos de enfermagem é obter qualidade na assistência oferecida, reduzir custos, auxiliar o paciente na recuperação e promover conforto. SAÚDE: é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não meramente a ausência de doença ou enfermidade. DOENÇA: é um processo anormal no qual o funcionamento do organismo de uma pessoa está diminuído ou prejudicado em uma ou mais dimensões. NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS Maslow, 1954, sugeriu que todo ser humano tem necessidades que motivam seu comportamento e deve ser preenchido para se atingir um nível de bem-estar. Necessidades fisiológicas: São fundamentais para a manutenção da vida, relacionadas com o funcionamento do organismo. Nutrição Hidratação Reprodução Descanso Vestimenta Abrigo Necessidades de segurança: As necessidades relacionadas à proteção individual contra perigos e ameaças. Física Trabalho Saúde e bem-estar Liberdade Legislação Necessidades sociais: O ser humano tem a necessidade de conviver, participar, integrar, ser amado e aceito por outros. Amizade Intimidade Convivência social Família Organizações Lazer Respeito Necessidades de "status" ou de estima: O ser humano busca ser competente aceito, valorizado, alcançar objetivos, obter reconhecimento e aprovação. Competência Afirmação Realização Reconhecimento Necessidade de autorrealização: O ser humano busca a sua realização, o desejo de saber, aprender, compreender, organizar, analisar, ajudar os outros. Ele tem suas crenças e busca a um Ser Superior. O PACIENTE HOSPITALIZADO A assistência ao paciente hospitalizado, desde a admissão até sua alta, transferência ou óbito, faz parte das funções da equipe de enfermagem, que deve ter preparo especial para desempenhar seu trabalho. O cuidado do paciente, a prevenção da doença, a promoção da saúde e do bem-estar requerem conhecimentos e habilidades. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 2 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem PRONTUÁRIO DO PACIENTE O prontuário é um documento legal que consta de toda a história do paciente durante a permanência do mesmo no hospital. “O prontuário médico ou do paciente é o conjunto de documentos e informações relativas à história de vida do paciente e da sua doença, escritos de modo claro, conciso e acurado, sob o ponto de vista médico-social” (MEZZOMO 1991, P. 245). O prontuário é um instrumento de fator de integração da equipe do hospital, onde os profissionais de saúde se comunicam fornecendo informações dentro da sua própria especialidade. Ele deve conter uma linguagem clara, resumida, letra legível, sem abreviações, sem códigos pessoais. A cada hospital cabe o direito de optar pelos impressos que mais lhe convierem, os quais devem proporcionar facilidade para que a equipe de saúde possa registrar o que lhe compete. Os impressos manuseados pela enfermagem são: relatórios, prescrição, evolução e gráficos. O prontuário é um documento legal e de grande valor para o paciente, médico, ensino, pesquisa, equipe de saúde, defesa, auditoria, contabilidade. Um prontuário completo contém: número de identificação do prontuário; dados de identificação pessoal do paciente; data da internação; antecedentes pessoais e familiares; história da doença atual; exame físico (anamnese); hipótese diagnóstica provisória e final; tratamento médico e/ou cirúrgico; exames complementares; evolução da doença; relatórios diários (médico, equipe de enfermagem e equipe de saúde); termo de consentimentos; gráfico de TPRPA (Temperatura, Pulso, Respiração, Pressão Arterial); resultado final (alta, transferência, óbito) ADMISSÃO, TRANSFERÊNCIA, ALTA E ÓBITO ADMISSÃO É a entrada e permanência do paciente no hospital, por determinado período. Tem por objetivos facilitar a adaptação do paciente ao ambiente hospitalar, proporcionar conforto e segurança. Na unidade de internação o paciente é recebido por um profissional da unidade e encaminhado ao quarto ou enfermaria. Deve ser recebido com gentileza e cordialidade para aliviar suas apreensões e ansiedades. A primeira impressão recebida é fundamental ao paciente e seus familiares, inspirando-lhes confiança no hospital e na equipe que o atenderá. Materiais: termômetro; esfignomanômetro; estetoscópio; algodão embebido em álcool a 70%; cuba rim forrada com papel; pijama ou camisola; balança; toalha de banho; sabonete. Procedimento: lavar as mãos; recepcionar o paciente, apresentar as dependências do hospital, acompanhar à enfermaria e apresentar aos demais pacientes; orientar o paciente quanto às rotinas do hospital (local e horário do banho, refeições, visita médica e de familiares, repouso, recreação, serviços religiosos, uso de campainha e instalações; relacionar roupas e valores; apresentar à equipe de enfermagem e ao companheiro de quarto e enfermaria; encaminhar ao banho, fornecer o material necessário; preparar o prontuário e identificá-lo; pesar, medir e anotar no prontuário; colocar o paciente no leito; registrar no relatório a hora de entrada, os sintomas observados e as queixas do paciente; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 3 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem comunicar à nutrição sobre a dieta e iniciar tratamento prescrito; lavar as mãos. TRANSFERÊNCIA É a mudança de um paciente de uma unidade de internação para outra dentro do mesmo hospital (interna) ou a mudança para outro hospital (externa) quando necessita de outros cuidados e tratamentos específicos. ALTA É a saída do paciente do hospital, é escrita e assinada pelo médico. Alta por melhora: quando o paciente melhora e está em condições de recuperar-se e continuar o tratamento em casa; Alta a pedido: quando o paciente não quer continuar o tratamento naquele hospital. Ele ou o responsável assinará um termo de responsabilidade; Alta condicional: quando o paciente deixa o hospital em ocasiões especiais (dia das mães, pais, natal, casamento, etc.), com a condição de ele retornar na data estabelecida. ÓBITO É o final de um organismo vivo que havia sido criado a partir do nascimento. O paciente em estágio final deve receber todos os cuidados necessários de modo a lhe proporcionarem segurança e conforto até os momentos finais de vida. OBSERVAÇÃO DE SINAIS E SINTOMAS A observação do paciente tem uma importância vital para os serviços de enfermagem que lhe serão prestados. Os sinais são as manifestações percebidas por outra pessoa e os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente. É essencial que a equipe da enfermagem considere as reações físicas e mentais de seu paciente. Os sinais e sintomas são denominados de subjetivos e objetivos. Os sintomas subjetivos são aqueles que o paciente relata, não pode ser detectada pela enfermagem (náusea, tontura, prurido, sensibilidade, dor, etc.) A dor é um dos principais sintomas subjetivos; muitas vezes indica a localização do órgão ou parte afetada. A dor pode induzir a erros, quando se trata de dor reflexa pelo fato de pacientes exagerarem ou simulares a dor. Os sintomas objetivos sãoAvaliação feita pela enfermagem: inspecionar os locais de pressão para detectar possível presença de eritema, exercendo pressão sobre a área e observar por quanto tempo persiste o eritema, após interromper a pressão; palpar para percepção da existência de calor; verificar se a pele está seca, úmida ou rachada; palpar o pulso periférico para avaliar o estado circulatório; observar os diagnósticos laboratoriais. Causas de aparecimento de lesões: Predisponentes: anemia; avitaminose; desidratação; diabetes; edema generalizado; má circulação; obesidade; caquexia; paralisias; pouca vitalidade; febre alta; incontinência de urina e fezes. Imediata: pressão (peso, várias horas na mesma posição); fricção (rugas e migalhas na roupa de cama, defeitos do colchão); umidade (paciente com várias horas molhado por suor ou urina); falta de asseio; aplicação imprópria de gesso ou restrições de movimento; excesso de calor ou de frio. Prevenção: a prevenção das lesões representa uma das considerações mais importantes na assistência de enfermagem; locais mais propícios a lesões: regiões sacra, ilíaca, glútea ou escapular, joelhos, tornozelos, calcâneo, orelhas, parte superior da cabeça, artelhos, entre duas superfícies (axilas, seios). vigilância contínua; proteção das proeminências ósseas; evitar a superposição dos membros; zelar pelas proeminências; apoios bem distribuídos em colchões, esponjas; mudança de posição (de 2h em 2h); manter a cama limpa, seca e os lençóis bem esticados; retirar imediatamente a roupa úmida; utilizar roupa seca, passada e macia; proteger a pele com algodão nas partes onde houver contatos com aparelhos; evitar o uso de comadres sem proteção; banhos frequentes; enxugar o paciente sem esfregar; para pessoas de pele seca ou normal, fazer massagem com vaselina ou óleo mineral, executar movimentos passivos dos membros: com isso haverá uma melhor irrigação nas zonas afetadas e aumento de suas resistências; cuidar do estado geral do paciente; Tratamento para rubor: lavar com água e sabão; enxugar sem esfregar; fricção leve com óleo mineral. Tratamento curativo Geral corrigir a hipoproteinemia e a avitaminose; estimular o paciente a aceitar a dieta; antibióticos com prescrição médica. Local deixar em repouso a região afetada; fazer limpeza do local, eliminar todos os tecidos necrosados, poderá ser feito um desbridamento pelo enfermeiro nos casos mais simples; e nos casos mais complicados, deverá ser feito um AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 26 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem desbridamento cirúrgico, pelo médico e em sala de cirurgia; a cicatrização é favorecida mediante a limpeza e aplicação de produtos com prescrição medica. mudar de produto toda semana; inspecionar o local onde há contato com esparadrapo, para que não danifique a pele do paciente. anotar a localização, o aspecto e a dimensões da lesão; anotar no prontuário hora e tratamento. MECÂNICA DO CORPO A mecânica do corpo é o modo pelo qual ele se movimenta e mantém o equilíbrio dos pés uso mais eficiente de todas as suas partes. Postura é a relação das várias partes do corpo quando se está de pé, sentado, deitado ou em movimento. Regras para a prática de mecânica corporal, segundo Hornemann: encoraje o paciente a fazer o máximo por si próprio, sempre que possível. Isto proporcionará exercício e manterá o tônus muscular. Auxiliará também a prevenir contraturas, deformidades e articulações “endurecidas”; mantenha uma larga base de sustentação ficando com os pés confortavelmente afastados; um pé à frente do outro e as pontas dos pés voltadas para o movimento que se vai executar; fique junto ao seu trabalho e flexione os joelhos e os quadris quando precisar inclinar-se; use os músculos mais longos e os mais fortes dos braços e das pernas para evitar tensão dos músculos das costas; carregue objetos pesados junto ao corpo; movimente o paciente, fazendo-o rolar ou virar, sempre que possível, ao invés de levantá-lo; sempre que possível, puxe o paciente em sua direção, pois tal procedimento exige menos esforço do que empurrar. virar o paciente em decúbito lateral com auxílio do lençol móvel. Apanhar o paciente do chão Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente o procedimento; dispor as pessoas (no mínimo três) ao lado do paciente, por ordem de altura, ficando a mais alta na extremidade da cabeça dele; ajoelhar sobre uma perna; flexionar sobre a outra perna; passar os braços sob o paciente; suspender o paciente com movimentos combinados apoiar na perna flexionada; levantar, ao mesmo tempo, o paciente, trazendo-o à altura do peito; colocar o paciente na cama, em uma posição confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Transporte para cadeira de rodas Como sentar o paciente com ajuda Como levantar o paciente com ajuda Como passar o paciente para a cadeira de rodas com ajuda AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 27 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Como ajudar o paciente a sentar na cadeira de rodas com ajuda Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; proteger a cadeira de rodas com um lençol; colocar a cadeira de rodas próximo à cabeceira do leito, de frente para os pés da cama; travar as rodas da cadeira; dobrar em leque a colcha até os pés da cama; levantar a cabeceira do leito; colocar o banquinho para os pés ao lado da cama; sentar o paciente com os pés para fora da cama e levantá-lo; enquanto uma pessoa o ajuda, a outra segura a cadeira; ficar de frente para o paciente e firmar o banquinho com o pé. Fazer o paciente colocar os pés no centro do banco e as mãos sobre os ombros de quem o ajuda; colocar as mãos sobre o tórax do paciente, sob as axilas; levantar o paciente e ajudar a deslizar da cama gradualmente, até que fique em pé no banco. Fazer pisar no chão; conservar as mãos na mesma posição, ajudar o paciente a virar lentamente até que suas costas estejam voltadas para a cadeira de rodas; pedir à outra enfermeira que segure a cadeira; abaixar gradualmente o paciente até ele assentar na cadeira; colocar os pés do paciente no descanso apropriado; cobrir com o lençol; verificar o pulso do paciente; ensinar o paciente a destravar e impulsionar a cadeira de rodas; observar o paciente enquanto está sentado; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Transporte da cadeira para o leito Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente o procedimento; colocar a cadeira ao lado do leito, na mesma posição usada para transportar o paciente para a cadeira; travar as rodas da cadeira; ajudar o paciente e erguer, fazer sentar no leito, colocar os pés do banquinho; tirar o roupão e os chinelos do paciente; ajudar o paciente a deitar e deixar em posição confortável; observar as reações do paciente e verificar o pulso; deixar tudo em ordem na unidade; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Posição de conforto e segurança O conforto depende da tranquilidade mental e do estado físico e está relacionado com repouso, exercício, interrelação das diferentes partes do corpo, ambiente, relações com as demais pessoas, estado de espírito, atitude para consigo mesmo e para com o próprio corpo. Para que o a paciente possa sentir a vontade em uma unidade de enfermagem, é necessário o auxílio do enfermeiro que o atenda como uma pessoa humana, levando em consideração que ele se encontrarepentinamente num ambiente completamente fora de seus hábitos, o que lhe poderá trazer desconforto por saudade da família, preocupações financeiras, medo da doença, medo do desconhecido, aborrecimento e depressão mental e moral. A equipe de enfermagem deve ficar atenta a qualquer sinal de desconforto do paciente a fim de ajudar a diminuir seu sofrimento, empregar métodos adequados que possam auxiliar na sua recuperação. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 28 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Meios para proporcionar conforto físico a) Rolos evitar que o paciente escorregue da cama quando em posição de Fowler; diminuir a tensão dos músculos abdominais. Materiais: rolo; travesseiro ou cobertores; impermeável pequeno; lençol. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; enrolar o travesseiro ou o cobertor e cobrir com o impermeável; dobrar o lençol em diagonal e com ele enrolar o travesseiro ou o cobertor; colocar por baixo dos joelhos flexionados do paciente; amarrar as pontas do lençol nas laterais do leito; colocar os rolos entre os pés do paciente e a cama; deixar o paciente confortável leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. b) Retirada de travesseiros: Procedimentos: lavar as mãos; explicar ao paciente e levantar um pouco; retirar o travesseiro com a mão livre e colocá-lo sobre o leito; repousar a cabeça do paciente no leito com as duas mãos; deixar o paciente confortável no leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. c) Colocação de travesseiros: Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; fazer o travesseiro; colocar o travesseiro sobre a cama, do lado oposto; levantar a cabeça do paciente como foi descrito acima; puxar o travesseiro para baixo da cabeça com a mão livre; colocar um travesseiro debaixo dos ombros e outro sob a cabeça, havendo dois travesseiros; deixar o paciente confortável no leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. d) Encosto: são utilizados para manter o paciente confortável sentado. Materiais: encosto, travesseiros pequenos, rolos; uma cadeira para o encosto (ela deverá ser virada sobre o estrado da cama). Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; envolver o rolo no lençol dobrado em diagonal; colocar sobre a cadeira rolo, encosto e travesseiros; ajudar o paciente a se sentar; retirar os travesseiros e colocar o encosto em posição; arrumar os travesseiros; recostar o paciente; calçar a cabeça e os braços com travesseiros pequenos; colocar por baixo dos joelhos flexionados o rolo; amarrar as pontas do lençol na lateral do leito; deitar o paciente confortável no leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. e) Roda de borracha: É empregada com finalidade de diminuir a pressão. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 29 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; escolher a roda de acordo com a região que será colocada; insuflar na roda somente o ar necessário para diminuir a pressão; proteger a roda com uma fronha; colocar na região indicada, com a válvula voltada para um dos lados, a fim de não machucar o paciente; observar se não ficou muito cheia causando desconforto ao paciente; deixar o paciente confortável no leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. f) Arcos de proteção: A finalidade é proteger determinada região do corpo, contra o peso das roupas da cama, quando o seu contato incomoda o paciente. Podem ser utilizados armação de madeira, de ferro, de arame ou travesseiro dobrados ao centro no sentido do comprimento e amarrados. g) Sacos de areia A finalidade é elevar uma região do corpo e manter o membro em posição correta. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; providenciar o saco de areia adequado; colocar o saco numa fronha; colocar sob a região ou lateral para manter a posição; deixar o paciente confortável no leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. h) Mesa de Mayo: A finalidade é avaliar dispneia. É uma mesa apropriada, móvel. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar sobre a mesa um travesseiro macio; colocar um banquinho junto da cama para o paciente apoiar os pés; sentar o paciente à beira da cama, com os pés apoiados no banquinho; aproximar a mesa da cama; ajudar o paciente a debruçar sobre a mesa; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. RESTRIÇÃO DOS MOVIMENTOS É a restrição da movimentação física de um paciente no leito por meio da aplicação de medidas de contenção. Realizada pela equipe de enfermagem com prescrição médica. Indicada para nos seguintes casos: para evitar queda da cama de pacientes semiconscientes, inconscientes, com perturbação mental e crianças; para imobilizar crianças para exames; em pacientes agitados no pós operatório; nas infecções locais, na área de inflamação, quando se requer a mobilização completa da região; para evitar que o paciente, após algumas cirurgias retire o curativo do local, o qual pode trazer consequências graves; nos casos em que o paciente não colabora para a manutenção de sondas, cateteres, curativos e infusões venosas; situações que envolvem exames e tratamentos; doentes mentais que apresentam perigo para si e para outros; crianças e adultos com doenças de pele, para evitar a coceira; em pacientes com alteração de comportamento e lucidez prejudicada. Materiais: algemas; coletes; lençol; tábuas; talas acolchoadas; camas com grades; sacos de areia; ataduras (simples ou gessadas); aparelho de tração. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 30 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem a) Restrição com algemas ou faixas especiais Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; preparar as faixas de crepe ou algodão duplo de 15cm de largura e um metro de comprimento; dobrar a faixa, formando uma figura em oito; expor o membro do paciente em que se fará a contenção; passar o membro através da argola formada pela faixa; ajustar a argola ao membro; proteger com gaze ou algodão; introduzir um dos dedos entre a algema e o membro para verificar se não está muito apertada; torcer as duas pontas juntas e amarrar as extremidades da faixa ao lado do leito; deixar tudo em ordem na unidade; deixar o paciente em posição confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. b) Restrição do meio por lençóis Materiais: 04 (quatro) lençóis dobrados em diagonal até formarem uma faixa de 25cm de largura. c) Restrição dos ombros Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar os lençóis sobre a cadeira; colocar a faixa sob os ombros do paciente, passando pelas axilas e ombros; cruzar as faixas sob o travesseiro; deixar o paciente confortável no leito; torcer as pontas juntas e amarrar na cabeceira, no varão do leito; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. d) Restrição do abdome Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; providenciar os lençóis; dar uma dobra na roupa de cama; colocar o lençol sobre o paciente, na altura da cintura e abdome; torcer as pontasdo lençol, amarrar no estrado do leito de um dos lados; passar para o outro lado e proceder da mesma maneira; passar a mão sob a faixa do abdome, para verificar se está confortável; deixar o paciente confortável no leito deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. e) Restrição dos joelhos Procedimento: lavar as mãos; explicar no paciente a finalidade e o procedimento; providenciar o lençol; passar a ponta do lençol do lado direito sobre o joelho direito e por baixo do esquerdo; passar a ponta do lençol do lado esquerdo sobre o joelho esquerdo e por baixo do direito; amarrar as pontas do lençol no estrado do leito de um lado; passar para o outro lado e proceder da mesma maneira; verificar se a faixa não está apertada; deixar o paciente confortável no leito; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. HIGIENE CORPORAL HIGIENE ORAL É a higienização da cavidade oral (boca, palato, dentes, gengivas e língua) para evitar a proliferação de bactérias. Realizada pela equipe de enfermagem e o dentista. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 31 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Materiais: Bandeja: escova de dente; copo com água; creme dental; luvas de procedimento; canudinho; espátula envolta em gaze; cuba rim; abaixador de língua; toalha de rosto; saco plástico para colocar as bolas sujas e espátulas; lubrificantes. Procedimento: Paciente acamado “consciente” lavar as mãos; Colocar o paciente na posição de Fowler (se possível) ou em decúbito lateral; organizar o material próximo ao paciente proteger com a toalha; orientar o paciente sobre o modo correto de escovar os dentes e a língua; calce as luvas de procedimento; colocar a cuba rim no queixo do paciente, para receber a água utilizada; oferecer ao paciente a escova de dente com água e creme dental; Se necessário escove os dentes e a língua do paciente; Observações: Para substituir a escova de dente podem-se usar espátulas envoltas com gaze ou uma pinça pean com bolas de gaze. Quando o paciente é capaz de autocuidado: lavar as mãos; levar a bandeja e colocá-la sobre a mesa de cabeceira; explicar o que ele deve fazer; sentar o paciente em posição fowler; proteger o pescoço e o tórax com a toalha; orientar e auxiliar o paciente sobre a maneira correta de fazer a escovação; umedecer a escova com água creme dental e entregar; colocar a cuba rim sob o queixo do paciente; oferecer água para o paciente bochechar várias vezes, aproximar a cuba rim para escoar o líquido da boca; retirar a cuba rim e secar os lábios com a toalha; secar a escova e guardar; recolher, lavar e guardar o material; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Cuidados com as próteses dentárias (dentaduras): Quando o paciente é capaz de se cuidar sozinho e deambula, deve ser supervisionado se os autocuidados estão sendo realizados. Se o paciente estiver impossibilitado, o enfermeiro deverá lavar a prótese, fazer a higiene oral, colocar, segurar com gaze e luva. Durante a hospitalização do paciente, é da responsabilidade da equipe de enfermagem conservar a prótese, evitar que ela desapareça ou quebre. Higiene oral de pacientes inconscientes com dependência total da enfermagem Materiais: cuba rim com a solução; recipiente com vaselina; gaze estéril; saco plástico para colocar bolas sujas; espátulas; toalha de rosto; luvas de procedimento. Procedimento: lavar a bandeja e colocar sobre a mesa de cabeceira; explicar para o paciente o que vai ser realizado, mesmo inconsciente; proteger o pescoço e o tórax com a toalha; calças as luvas; virar a cabeça do paciente para o lado; cobrir com gaze a parte da espátula que fará a higiene da mucosa bucal, ou usar pinça e bolas de gaze; abrir a boca do paciente com auxílio de uma espátula com a mão esquerda e com a direita pegar a espátula coberta, umedecer na solução e esfregar gengivas, dentes e AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 32 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem língua com movimentos delicados, desprezar as gazes sujas no saco plástico; continuar a limpeza trocar as gazes da espátula sempre que necessário. conforme o estado do paciente, pode usar o aparelho para aspirar o líquido retido na boca; secar e lubrificar os lábios do paciente; deixar a unidade em ordem; retirar as luvas; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. BANHOS: ASPERSÃO E NO LEITO a) Banho de aspersão: Quando o paciente tem condições de tomar banho de aspersão, que é o banho no chuveiro, a equipe de enfermagem deve acompanhar, supervisionar e orientar uma boa higienização, identificar anormalidades, como dispneia, lipotimia, cansaço, tonturas, lesões, calafrios. Evitar quedas, ferimentos, fraturas de membros. Finalidades: limpeza de pele; favorecimento do bem estar; estimulação da circulação; promoção do relaxamento muscular; aliviar fadiga e cansaço. Procedimento: providenciar o material necessário; verificar as condições do banheiro; colocar uma cadeira para o paciente sentar, se necessário; colocar sabonete, toalha e as roupas de modo acessível ao paciente; fechar a porta sem trancar; auxiliar o paciente no que for preciso; proteger o paciente após o banho evitar que se resfrie; trocar as roupas da cama pela técnica conhecida; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. b) Banho no leito: É o método utilizado pela equipe de enfermagem para realizar o banho em paciente acamado. Finalidades: proporcionar conforto e bem-estar; remover odores desagradáveis; favorecer a transpiração; estimular a circulação. Materiais: jarro com água morna; cuba rim; sabonete liquido; duas luvas de banho; compressas; toalhas de banho e rosto; roupas de cama; roupas para o paciente; pente; recipiente com vaselina; material para higiene oral; biombos; folha de jornal; luvas de procedimento; comadre; hamper; material para limpeza diária. Procedimento: explicar ao paciente o que vai ser feito e como ele poderá ajudar; desocupar a mesa de cabeceira; colocar a cadeira aos pés da cama; preparar o ambiente, fechar janelas e portas e cercar a cama com biombos; lavar as mãos; limpar a cadeira; dobrar a roupa de cama seguir a técnica e a ordem de uso, colocar no espaldar da cadeira; soltar as roupas de cama, iniciando pelo lado oposto da parte distal; calças as luvas; retirar o excesso de roupa, colocar no hamper, deixar um travesseiro, o lençol protetor do colchão e do paciente; fazer a higiene oral; lavar os olhos, fazer a limpeza dos ângulos internos para os externos, usar uma gaze AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 33 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem para cada olho. Com a luva de banho lavar a face, orelhas, ouvido e pescoço; retirar a camisola ou pijama do paciente; colocar a toalha de banho sobre o tórax, descer o lençol em leque até a região pubiana deixar o braço sobre a toalha; lavar e enxugar o braço mais distante, depois o mais próximo, iniciar a higiene do punho até as axilas; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Higiene dos cabelos e couro cabeludo em pacientes acamados Consiste na higiene e hidratação dos cabelos e couro cabeludo, para manter limpos. Materiais: Luvas de procedimento; Sabonete ou shampoo e condicionador; Cobertor; Impermeável ou saco de plástico grande; Toalha de banho; Saco plástico para resíduos. Finalidades: conservar limpos os cabelos; proporcionar conforto e bem-estar ao paciente acamado; estimular a circulação do couro cabeludo e melhorar a nutrição do epitélio; evitar o aparecimento dos pedículos. Materiais: dois jarros com água morna; balde grande; duas bolas de algodão; sabonete liquido; shampoo; luvas de procedimento; impermeável grande (um saco plástico); cobertor; toalha de banho; jornal; irrigador completo com um chuveirinho conectado na borracha; saco de papel; cuba rim; pente ou escova. Procedimento: verificar as condições físicas do paciente e explicar como vai ser o procedimento; reunir o material e levar para a unidade; fechar as janelas; cercar a cama com biombos; dobrar o cobertor em diagonal, fazer um rolo firme, unir as duas pontas de modo a formar uma argola média; abrir o fundo de um saco plástico e forrar a argola feita pelo cobertor de modo que o fundo do saco plástico forme um canudo para drenar a água suja; colocar a toalha de rosto sobre os ombros; colocar a escadinha junto à cabeceira da cama, forrar com jornal e colocar o balde; posicionar o paciente em decúbito dorsal, colocar sua cabeça dentro da argola feita com o cobertor; proteger os ouvidos do paciente com bolas de algodão para evitar entrada de água; colocar a parte inferior do saco plástico dentro do balde, que deverá está sobre a escadinha, ao lado da cabeceira da cama; pendurar o irrigador no suporte ou usar a cuba para molhar os cabelos; calças as luvas; aplicar o shampoo, sabonete líquido, fazer massagem com as pontas dos dedos; enxaguar e espremer para escorrer a água; retirar o impermeável, deixar no balde, remover o cobertor; secar os cabelos com a toalha; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar e guardar o material; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Verificar, no prontuário, contraindicações aos pacientes graves e submetidos a cirurgias de traumatismos de cabeça e pescoço; lavar os AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 34 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem cabelos uma vez por semana, evitar correntes de ar; pentear os cabelos. PEDICULOSE Pedículos são parasitos homatófagos que podem viver no corpo humano, são encontrados na região pilosa do corpo. A pediculose craniana é a infestação do couro cabeludo pelos piolhos. O perigo da infestação é a irritação, devido à coceira que pode ocasionar uma infecção. Os medicamentos com prescrição médica matam os piolhos, mas ficam os ovos, que são as lêndeas. Materiais: cuba rim forrada com plástico; cuba redonda pequena com a solução; uma fralda ou uma toalha impermeável, um alfinete; vaselina; luvas de borracha; biombo; gaze. Procedimento: explicar ao paciente a finalidade do tratamento e como será feito; cercar a cama com o biombo; calçar as luvas; forrar o impermeável com o lençol móvel e colocar sobre o travesseiro; aplicar a vaselina nos bordos do couro cabeludo usando gazes; aplicar a solução com gazes, massagear o couro cabeludo, prender os cabelos, amarrar a fralda, fixar com o alfinete; o paciente for acamado, deixar o impermeável para não molhar o travesseiro; retirar as luvas e colocar numa solução desinfetante com os outros materiais, lavar e guardar; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. REMOÇÃO DAS LÊNDEAS Os ovos dos pedículos, ou as lêndeas, são removidos com uma aplicação de solução de vinagre facilita eles se desprenderem dos cabelos. Materiais: uma cuba com a solução; gaze; shampoo; sabonete líquido; biombo; saco plástico; pente fino; impermeável coberto; luvas de procedimento. Procedimento: explicar ao paciente a finalidade do tratamento; cercar a cama com biombos; proteger o travesseiro com o impermeável; aplicar a solução com uma gaze; passar o pente fino; lavar os cabelos com sabonete líquido ou shampoo; lavar e fazer desinfecção dos materiais; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Examinar diariamente os cabelos para certificar de que houve o extermínio total dos pedículos. CONTROLE HÍDRICO DO PACIENTE É o controle rigoroso da entrada e saída de líquidos do organismo. É necessário que a equipe da enfermagem tenha conhecimento dos fatores que influenciam as perdas líquidas, volume eliminado e a distribuição dos líquidos no organismo e sua fisiologia. URINA a) Cor: amarelo clara, está diluída; amarelo escura, está concentrada por vários pigmentos; vermelha presença de sangue fresco; castanha excesso de bilirrubina; castanho escura presença de sangue antigo; há vários medicamentos que modificam a cor da urina; Transparência: límpida. Odor: característico. Densidade: 1010 a 1030 normal. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 35 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Sedimentos: presentes ou ausentes. PH: varia entre 5,5 a 7,0. O termo diurese é usado para controle da quantidade de urina eliminada. Quando o controle é rigoroso, deve ser prescrito pelo médico ou pela enfermeira, especificando-se o período, como diurese de 24h ou de 12h, variando conforme a necessidade do paciente. Toda a urina eliminada no período prescrito é guardada em frascos graduados para ser medida, conforme rotina da clínica. Identificar o frasco com o nome do paciente, o n° do leito, os períodos e data. Orientar o paciente ou o acompanhante sobre como coletar a urina e guardar. Ao completar o período, medir o volume, retirar amostra para exame da micção mais recente, observar as características de cor, odor e transparência e anotar no gráfico no prontuário. Desprezar a urina, lavar os frascos, e colocar no local em ordem. ÁGUA A perda de água no organismo pode ocorrer também através da pele, das fezes, dos vômitos e pelos pulmões. O controle de líquido ingerido e eliminado é um cuidado muito importante para o paciente com controle hídrico. Ele deve ser orientado deste controle, para poder colaborar. Um paciente com controle hídrico pode ter, conforme prescrição médica, restrição hídrica, sendo estimulada a quantidade de líquidos que pode tomar durante as 24h. A enfermeira faz a divisão por período e estabelece os horários adequados. Quanto aos líquidos eliminados pelo paciente, devem ser medidos e registrados, como a diurese, os vômitos, a diarreia e os drenados por sondas. Na perda de líquido pela via cutânea, como a transpiração excessiva, a anotação deve ser de acordo com o grau de perda sensível de suor, conforme a rotina da clínica. São usados os termos: perda insensível (+) perda pouco sensível (++) perda sensível (+++) perda bastante sensível (++++) A assistência ao paciente com controle hidroeletrolítico inclui os cuidados específicos de enfermagem e o tratamento terapêutico. O conforto físico proporciona ao paciente uma sensação de bem-estar. O paciente com sudorese necessita de banho e de mudanças do vestuário. A pele e mucosa secas deverão ser lubrificadas com óleo mineral, e a verificação de peso e dos sinais vitais deverá ser conforme a rotina da clínica. O paciente deve ser pesado em jejum diariamente. Quando o paciente tem necessidade de ingerir bastante líquido, é de responsabilidade da equipe de enfermagem incentivar e explicar o tratamento. Na restrição hídrica o paciente tem muita sede, por isso a equipe de enfermagem deve ter atenção para evitar problemas com o controle de líquidos ingeridos. NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO PACIENTE FATORES QUE ALTERAM O APETITE E A DIGESTÃO O apetite é uma sensação agradável condicionada à satisfação fornecida pelo olfato, paladar e aspecto dos alimentos. Nadoença, muitos fatores afetam o apetite e os hábitos alimentares do paciente: mudanças na atividade do paciente; peristaltismo lento; restrição de alguns alimentos, conforme dieta; algumas patologias (como desnutrição, infecções); odores desagradáveis (curativos, fezes, vômitos); Para favorecer o apetite é importante a aparência agradável dos alimentos na bandeja bem arrumada, com temperatura adequada. O ambiente deve ser limpo, calmo e ventilado. Alguns pacientes necessitam de ajuda durante as refeições, sendo preciso colocar os alimentos em sua boca. A equipe da enfermagem e a nutricionista devem estimular a aceitação. As influências religiosas e raciais têm um papel importante nos hábitos alimentares, que devem ser respeitadas dentro do possível. O paciente submetido à dieta especial durante a hospitalização talvez necessitará continuar após a alta; a enfermeira ou a nutricionista deverá orientará o paciente e o acompanhante, de como preparar a dieta AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 36 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem correta. O paciente deverá ser informado da quantidade e qualidade do alimento. DIETAS ESPECIAIS Como parte do tratamento terapêutico do paciente, a dieta é prescrita pelo médico conforme a sua patologia (hipertensos, diabéticos, portadores de úlceras, desnutrição. TIPOS DE DIETA Dieta livre ou normal: é uma dieta comum sem modificação, o paciente pode comer qualquer tipo de alimento. Dieta branda: é uma dieta com pouco resíduo, com vegetais cozidos. Evitar frituras, sobremesas cremosas e alimentos ricos em gordura. Dieta pastosa ou leve: contém menos resíduos que a dieta branda. É indicada para pessoas que têm dificuldade em mastigar: são frutas cozidas e passadas na peneira e liquidificador e vegetais em forma de purês. Dieta líquida: pode-se utilizar caldo de carne, suco de frutas, chá, caldo de legumes e feijão e água. Refrigerantes, só com ordem médica. DIETAS BÁSICAS MODIFICADAS São dietas que restringem a quantidade de sódio, açúcar ou proteína. Há dietas ricas ou pobres em proteínas; é prescrita pelo médico, conforme a necessidade específica de cada paciente. ALIMENTAÇÃO POR SONDAGEM NASOGÁSTRICA Consiste na introdução de alimentos líquidos no estômago através de uma sonda. Medicamentos a serem administrados por este procedimento deverão ser triturados e diluídos. Após a administração da dieta e de medicamentos, introduzir um pouco de água, para evitar obstrução na sonda. Indicações: pacientes inconscientes; cirurgias de buco maxilo; anorexia patológica; desnutrição. Materiais: Bandeja: seringa de 20ml ou funil; gaze; uma pinça pean; copo com água; frasco com a dieta; impermeável forrado. Procedimento: lavar as mãos; elevar o decúbito em Fowler; explicar para o paciente o que vai ser realizado; colocar o impermeável sobre o tórax; testar a sonda, aspirar com a seringa; introduzir com uma seringa a dieta; introduzir a água pela sonda para retirar os resíduos e evitar obstrução; manter a sonda fechada; lavar e guardar os materiais; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NOVE CERTOS DA ENFERMAGEM A enfermagem atua na última etapa do processo (preparo e administração dos medicamentos), ou seja, na ponta final do sistema de medicação e isso faz com que muitos erros cometidos não detectados no início ou no meio do sistema lhe sejam atribuídos. Isso aumenta a responsabilidade da equipe de enfermagem, pois ela é a última oportunidade de interceptar e evitar um erro ocorrido nos processos iniciais. Ela é uma das últimas barreiras de prevenção e garantia da segurança do paciente. Os erros de medicação são passíveis de prevenção e uma das ferramentas que podem ser utilizadas neste processo é o emprego pela equipe de enfermagem dos 9 (nove) certos no preparo e administração de medicamentos. Os nove certos são da Rede Brasileira de Enfermagem em Segurança do Paciente REBRAENSP de 2017. 1 Paciente certo Verificar se o nome do paciente corresponde ao nome identificado no leito, no AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 37 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem prontuário e na prescrição médica. 2 Medicação certa Antes de administrar conferir o nome do medicamento com a prescrição médica. Caso de dúvidas consultar o médico que fez a prescrição. 3 Via certa Verificar se a via de administração prescrita é a via recomendada para administrar o medicamento. Analisar se o medicamento tem compatibilidade com a via prescrita. Ver identificação da via na embalagem. Avaliar a compatibilidade do medicamento com os produtos utilizados para sua administração (seringas, cateteres, sondas, equipo). Esclarecer todas as dúvidas. 4 Dose certa Conferir a dose certa para o medicamento. Doses escritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” devem receber atenção redobrada; verificar a unidade de medida utilizada na prescrição (colher de sopa, chá, ampola). Conferir a velocidade de gotejamento. 5 Horário certo Deve ser preparada na hora da administração, a beira leito. A antecipação ou o atraso da administração em relação ao horário predefinido poderá ser feito com o consentimento do enfermeiro e do médico. A medicação deve ser administrada no tempo correto para garantir níveis séricos terapêuticos. 6 Registro certo Registre na prescrição o horário da administração do medicamento e cheque! Na anotação de enfermagem, registre o medicamento administrado e justifique em casos de desabastecimentos, adiamentos, cancelamentos, recusa do paciente e eventos adversos. Checar antes de administrar é um risco, pois o paciente pode recusar a medicação ou pode acorrer algo que suspenda a medicação. Se não assinar quando um medicamento foi administrado corre o risco de que outro profissional que assumiu o paciente repita a dose. 7 Orientação certa O paciente deve ser informado qual medicamento está sendo administrado (nome), para que “serve” (indicação), a dose e a frequência que será administrado. 8 Forma certa Verificar se o medicamento a ser administrado possui a forma farmacêutica e via de administração prescrita. (xarope, cápsulas, ampolas). 9 Resposta certa Monitorar o paciente para que a medicação tenha o efeito correto. Monitoramento para a resposta certa e detecção dos eventos adversos. ORIGEM DOS MEDICAMENTOS Medicamento: É toda a substância que, introduzida no organismo humano, vai preencher uma das seguintes finalidades: Preventiva/profilática: o medicamento tem ação preventiva contra doenças. Exemplo: vacinas. Diagnóstica: o medicamento auxilia no diagnóstico de exames radiológicos e localiza a área afetada. Exemplo: contrastes. Terapêutica: o medicamento tem ação curativa (pode curar a patologia). Exemplo: os antibióticos que podem curam as doenças. Paliativa: o medicamento diminui os sinais e sintomas da doença, mas não promove a AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 38 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem cura. Exemplo: anti hipertensivos para pressão arterial. Segundo a sua origem os medicamentos podem ser: Naturais: são extraídos de minerais, plantas, órgãos, glândulas, peçonhas de animais. Exemplo: Insulinas, óleo de rícino. Sintéticos: preparados com o auxílio de matéria prima natural são resultados do trabalho de laboratórios. Exemplo: alguns antibióticos. Semi Sintéticos: são os resultados de alterações produzidas em substâncias naturais, modificam as características de suas ações. Vitaminas: tanto as plantas como os animais são fontes de vitaminas essenciais para o funcionamento saudável do nosso organismo. Droga: É toda substância originada doreino animal e vegetal que poderá ser transformada em medicamento. Dose: É uma determinada quantidade de medicamento introduzida no organismo para produzir efeito terapêutico, modificações das funções do organismo, promover alterações no metabolismo celular. Classificação: Dose mínima: é a menor quantidade de um medicamento capaz de produzir efeito terapêutico. Dose máxima: é a dose maior capaz de produzir efeito terapêutico sem apresentar efeitos indesejáveis. Dose de manutenção: dose necessária para manter os níveis desejáveis de medicamento na corrente sanguínea e nos tecidos durante o tratamento. Dose letal: é a quantidade de um medicamento capaz de produzir a morte do indivíduo. Fatores que modificam a dosagem idade; sexo; condições do paciente; fatores psicológicos; temperatura; método de administração; fatores genéticos; peso corporal Fórmula farmacêutica: é o conjunto de substâncias que compõem a forma pela qual os medicamentos são apresentados e possui os seguintes componentes: princípio ativo (agente químico), corretivo (sabor, corante, açúcar) veículo (volume, forma de talco, pós). Forma farmacêutica: é a maneira física pela qual o medicamento se apresenta. Exemplo: furosemida - comprimido, binotal suspensão. FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS MEDICAMENTOS Os medicamentos são apresentados no mercado nos seguintes estados: sólido, líquido e gasoso. a) Sólido: Comprimidos: tem consistência sólida e formato variável. São obtidos pela compressão em moldes da substância medicamentosa. Pó: Deve ser tomado em colheradas ou é acondicionado em saches. Drágeas: O princípio ativo está no núcleo da drágea, são revestidas com goma laca, açúcar e corante. São fabricados em drágeas, apresentarem sabor desagradável, exige absorção no intestino, ataca à mucosa, deve ser deglutido com facilidade. Cápsulas: O medicamento está revestido por um invólucro de gelatina para eliminar sabor desagradável, facilitar a deglutição e a liberação na cavidade gástrica. Pastilhas: É um preparado sólido, de forma circular com o princípio ativo unido com açúcar e uma mucilagem para que a dissolução seja lenta na cavidade oral. Enema, clister, enteroclisma: lavagem ou irrigação: Sua composição varia de acordo com a indicação. Supositórios: óvulos ou lápis (cônico ou oval), aplicado em via retal, pode ter ação local ou sistêmica. Pomadas: formas pastosas e semi sólidas constituídas de pó e veículos oleosos. Cremes: para uso tópicos, na epiderme (com ação epidérmica, endodérmica), vaginais e retais. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 39 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem b) Líquidos: Soluções: mistura homogênea de líquidos ou de um líquido e um sólido. Xarope: solução que contém dois terços de açúcar. Elixir: são substancias aromáticas, líquidas, hidroalcóolicas; açucaradas ou glicerinadas, de uso oral. Emulsão: são preparadas com dois líquidos, óleo e água. Colírios: soluções aquosas para uso na mucosa ocular. c) Gasosos: Gás: oxigênio. Aerossol: spray. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO VIA PARENTERAL A administração parenteral envolve injetar um medicamento nos tecidos corporais. Vias: intradérmica, subcutânea, intramuscular, intravenosa. 1) Via intradérmica (ID): Injeção na derme, abaixo da epiderme. São utilizadas para testes cutâneos, exemplo, hipersensibilidade, imunização (BCG) e processo de dessensibilização. Esses medicamentos são administrados na derme por serem mais potentes, onde o aporte sanguíneo é reduzido e a absorção é mais lenta. O ângulo de inserção da agulha varia de 5° a 15° e o bisel voltado para cima. Pequenos volumes podem deve ser administrados na face interna do antebraço ou região escapular (0,5ml). Materiais: seringa de 1ml; luvas de procedimento; agulha n° 26 com 1cm de comprimento. Procedimento: lavar as mãos; conferir a prescrição; calçar as luvas; preparar a solução, identificar; explicar ao paciente o que vai ser realizado; segurar a seringa com a mão direita quase paralela ao braço, introduzir a agulha, seguir um ângulo de 15°, com o bisel voltado para cima e administrar o líquido. Formar uma pequena elevação logo abaixo da pele; não massagear a pele; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Não fazer a antissepsia para não interferir na reação do teste. 2) Via subcutânea (SC): Injeção nos tecidos exatamente abaixo da derme. Como o tecido subcutâneo não é tão ricamente suprido com sangue quanto os músculos, a absorção do medicamento é mais lenta em relação à via IM. O ângulo é de 45° ou 90° para inserção da agulha com o bisel lateralizado. Somente pequenos volumes de medicamentos hidrossolúveis devem ser administrados de 0,5ml a 1,5ml. Em crianças AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 40 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem são administrados volumes até 0,5ml. (insulina, adrenalina, vacina antirrábica). Os locais mais indicados para aplicação são: deltóide, face externa do braço, face externa da coxa, face anterior da coxa, parede abdominal, região escapular. Materiais: seringas de 1ml com divisão em 100 unidades para insulina; luvas de procedimento; medicação prescrita algodão (bolas) umedecidas com álcool; saco de papel. Procedimento: conferir a medicação com a prescrição do prontuário, o nome, a dose, a via e o horário; lavar as mãos; preparar a medicação e identificar; identificar o paciente e explicar o que vai ser relacionado; esconder o local, fazer antissepsia; introduzir a agulha com ângulo de 90° em relação à pele; aspirar, injetar a medicação, retirar a agulha e massagear; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Nas aplicações de insulina não se deve fazer massagem; a insulina deve ser guardada na geladeira; se houver sangramento ao aspirar, retirar a agulha e preparar outra dose da medicação, trocar a seringa e a agulha e administrar em outro local. 3) Via intramuscular (IM): Injeção no músculo. Essa via oferece uma absorção mais rápida do medicamento do que a subcutânea, tem maior vascularização do músculo. O ângulo de inserção da agulha é de 90° com o bisel lateralizado. Depende do local de administração essa via suporta de 4ml a 5ml de volume de medicamento. Contudo, 3ml administrado em um músculo maior é o suficiente para não gerar desconforto muscular intenso. Crianças, idosos e pessoas magras suportam 2ml. Não administrar mais de 1ml em crianças. Deltóide (no braço): administrar quatro dedos abaixo do ombro, no meio do músculo no sentido da largura, o volume máximo a ser administrado no deltóide é de 4ml. Vasto lateral da coxa: Administrar o medicamento na técnica para não ocorrer graves acidentes, como lesão do nervo ciático, perfuração de vasos, artérias, lesão de tecido subcutâneo, provocar dor, nódulo e abscessos. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 41 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Glúteo: introduzir a agulha, aspirar um pouco antes de administrar o medicamento. Observar bem o local da introdução da agulha por haver perigo de se atingir o nervo ciático. A injeção deve ser feita no quadrante superior externo do glúteo. TÉCNICA DE APLICAÇÃO DA INJEÇÃO IM Materiais: algodão embebidas em álcool 70¢; seringa; cuba rim; medicamento prescrito; agulhas de acordo com a viscosidade da droga, com a espessura do tecido adiposo e a massa muscular; serrinhas para cortar a ampola. Procedimento: conferir no prontuário do paciente, o nome completo, a medicação, a dose, a via e horário; lavar as mãos; separar o medicamento e colocar na bandeja; verificar se é a medicação prescrita; agitar a ampola, limpar o gargalo com algodão umedecido em álcool, serrar, passar novamente o algodão no gargalo, colocar na bandeja. montar a seringa, adaptar a agulha; quebrar a ampola e aspirar à solução. Procedimento: colocar a seringa na posição vertical e retirar o ar; desprezar a agulha usada; escolher outra conforme o calibre apropriado para a solução e o paciente; proteger a agulha para não contaminar; algodão úmido com álcool 70%; levar a bandeja, colocar sobre a mesa de cabeceira; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 42 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem identificar o paciente, perguntando o seu nome; explicar ao paciente a finalidade da injeção e o como vai ser realizado; colocar o paciente na posição correta, sentado ou deitado; fazer antissepsia do local, deixar a bola de algodão entre o dedo mínimo e o anular da mão esquerda; segurar firme o músculo com a mão esquerda, introduzir a agulha, observar o ângulo adequado, conforme a região; fazer uma leve compressão; deixar a unidade em ordem; checar a medicação no prontuário; anotar no prontuário com caneta azul qualquer reação do paciente. Observações sobre a medicação em frasco: retirar a tampa, limpar a borracha com algodão umedecido com álcool 70¢; aspirar o líquido da ampola, introduzir no frasco; retirar a seringa; agitar o frasco, evitando a formação de espuma; aspirar ar, na seringa, na mesma quantidade do líquido injetado no frasco; aspirar à solução, trocar a agulha para aplicar. O profissional que administrará a medicação deverá: - ler com muita atenção a prescrição médica; - identificar a medicação, lendo a embalagem, antes que seja aberta e preparada. Verificar sua concentração, a via de administração, a data de vencimento. Não aplicar a solução se houver alterações na consistência, na cor e no odor; - rotular a seringa com o nome completo do paciente, o número do leito e o nome da solução, em letras bem legíveis. Vantagens e desvantagens: esse tipo de injeção é usado quando uma droga pode causar irritação às camadas superiores do tecido. A solução pode ser injetada em quantidade maior do tecido muscular, do que no tecido subcutâneo. O grau de absorção por esse método é relativamente rápido. O risco de lesar nervos e vasos sanguíneos é, contudo, maior. 4) Via Intravenosa (IV): É a administração de uma droga na veia, a fim de se obter um efeito mais rápido. Ao utilizar essa via observe o paciente de perto para detectar sintomas relacionados a reações adversas. Após a entrada do medicamento na corrente sanguínea, ela começa a agir imediatamente, não havendo maneira de interromper sua ação. A administração pode ser realizada por meio dos seguintes métodos: Infusões de grande volume: Dos três métodos de administração de medicamentos, este é o mais seguro e o mais fácil. Como o medicamento não está na forma concentrada, o risco de efeitos colaterais ou reações fatais é mínimo quando infundido no tempo correto. São diluídos em grandes volumes (500ml ou 1.000 ml). Bolus intravenoso: O bolus intravenoso constitui a introdução de uma dose concentrada de medicamento diretamente na circulação. Este é o método mais perigoso para administrar medicamentos, porque não existe momento para corrigir erros. O bolus pode provocar irritação direta do revestimento dos vasos sanguíneos. Infusão em paralelo: É composta por um pequeno frasco ou bolsa (25ml a 250ml) conectado a linhas com equipos curtos, que se ligam à dânula de três vias de uma infusão primária ou a um acesso venoso intermitente. No conjunto de infusão em paralelo, a linha principal não infunde, quando medicamento em paralelo está sendo infundido. Os locais de aplicação mais comuns são: uma veia superficial de grande calibre, como as da dobra do cotovelo, a cefálica, a basílica, a mediana, a do antebraço e do plexo venoso do dorso da mão. Materiais: garrote; impermeável; algodão embebido com álcool 70%; cateter intravenoso; scalpes de acordo com a solução a ser administrada e as condições das veias do paciente; cuba rim; fixador; esparadrapo. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 43 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Procedimento: lavar as mãos; conferir e preparar o medicamento e identificar a seringa; explicar para o paciente o que vai ser realizado; pedir ao paciente que abra e feche a mão várias vezes, com o braço voltado para baixo e manter imóvel; escolher a veia, garrotear acima do local escolhido; fazer uma antissepsia ampla no sentido circular de dentro para fora; usar algodão embebido com álcool 70% esticar a pele com a mão, introduzir o cateter; verificar se a veia está puncionada; retirar o garrote; aplicar o medicamento, observar as reações do paciente; em caso de hematoma, retirar o cateter e fazer no outro membro nova punção; fazer fixação com esparadrapo; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; checar e anotar no prontuário com caneta azul. VENÓCLISE É a introdução de grande quantidade de líquido na veia com as finalidade de fornecer os sais necessários, restauração, manutenção do equilíbrio eletrolítico do organismo; prover alimentação sob a forma de glicose, quando o paciente não é capaz de se alimentar; manter a via para administração de medicamentos com horários estabelecidos. Locais para aplicação: as veias mais usadas incluem as do antebraço (basílica ou cefálica). Evitar as veias que estão localizadas nas articulações, como as que ficam na face interna do cotovelo, que devem ser utilizadas apenas para infusões de curta duração. As veias mais usadas são as do dorso da mão, a basílica, cefálica, permite que o paciente movimente o braço. Não é recomendável puncionar membros inferiores para se evitar flebites. Materiais: conferir a prescrição, reunir o material em uma bandeja, igual para medicação intravenosa, acrescentar o fraco com a solução prescrita, esparadrapo, equipo, garrote, cateter (gelco) e identificação; suporte para soro; talas para contenção; Procedimento: lavar as mãos; reunir o material; montar a seringa, obedecer princípios de assepsia e aspirar à solução; fazer a antissepsia no local do frasco a ser cortado com tesoura estéril; cortar a parte superior sobressalente do frasco, colocar o medicamento; conectar o equipo, retirar o ar que fica no seu interior e pinçar; fixar a identificação no frasco do lado contrário ao dá identificação da solução; cortar tiras de esparadrapo; colocar o soro no suporte; escolher a veia, garrotear acima e fazer uma antissepsia ampla com álcool 70% puncionar a veia com o bisel para cima; soltar o garrote, ao fluir sangue para o cateter (gelco), abrir o soro para gotejar conforme a prescrição e fixar com esparadrapo; observar normalidades; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; checar e anotar no prontuário com caneta azul. Observações: O paciente com pode apresentar: Reações pirogênicas cujos sintomas são: febre, tremores, calafrios, dispneia. Neste caso o soro leve ser fechado, o enfermeiro comunicado e a ocorrência anotada no prontuário; Flebite: o local apresenta edema, calor, rubor e dor; Obstrução; Infiltração cutânea; Embolia devido a coágulo sanguíneo ou penetração de ar pelo equipo; Choque anafilático: devido à reação susceptível do paciente à medicação; Choque periférico: por superdosagem, problemas emocionais ou traumáticos.AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 44 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem VIA NÃO PARENTERAL A administração de medicamentos por vias que não requerem a injeção nos tecidos corporais. Vias: oral, sublingual, gástrica ou enteral, cutânea, inalação, ocular, otológica, nasal, retal, vaginal. 1) Via Oral: Administração de medicamentos pela boca. É a mais fácil e mais desejada. Os pacientes são capazes de ingerir ou autoadministrar sem nenhum problema. Materiais: copo graduado descartável; conta-gotas; espátula (para triturar os comprimidos); anotações de ordens especiais (jejum, controle hídrico); fita adesiva para identificar o copo. Procedimento: lavar as mãos; conferir a medicação; separar o medicamento comprimido, sem tocar os dedos, colocar num recipiente apropriado, identificado com nome, leito, dose, horário e assinatura; certificar de que o paciente ainda se encontra no mesmo quarto e no mesmo leito; levar o medicamento até o paciente; chamar o paciente pelo nome; explicar ao paciente, em linguagem acessível, a ação do medicamento, quando for a primeira vez que dele fizer uso; dar a medicação na mão do paciente, um copo com água e solicitar que o ingira. Aguardar o paciente ingerir o medicamento; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. 2) Via sublingual: É a colocação de medicamento debaixo da língua. Essa via possibilita absorção mais rápida que a via oral. Na administração, orientar o paciente a não mastigar e a não engolir o medicamento. Procedimento: lavar as mãos: dar água para enxaguar a boca; colocar a medicação sob a língua do paciente; orientar o paciente a não engolir a saliva por alguns minutos, a fim de que a droga seja absorvida; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. 3) Via Gástrica ou enteral: Introdução de medicamentos por meio da sonda gástrica ou enteral. Antes de dar um medicamento por esta via, verificar se a localização da sonda é compatível com a absorção da medicação (estômago ou jejuno). Optar sempre por medicamentos líquidos, quando disponível. Alguns medicamentos podem ser esmagados ou cápsulas abertas para misturar com a solução de administração. Nunca utilizar água de torneira como solução. 4) Via Tópica ou Cutânea: É a aplicação de medicamento por fricção na pele. Envolve o uso de pomadas e cremes. Sua ação pode ser local ou geral. 5) Via de inalação: É a administração por inaladores manuais, aerossóis em spray, borrifação ou pó que penetram nas vias pulmonares. A rede alvelocapilar absorve o medicamento rápido. 6) Via Ocular: É a aplicação de medicamentos direto na bolsa conjuntival. São os colírios e as pomadas oftálmicas. 7) Via Otológica: É a administração de medicamentos direto no conduto auditivo externo. O uso de medicações deve ser feito com cuidado devido ao risco de perfuração do timpânico. 8) Via Nasal: Instilação de medicamentos pelas narinas. A forma mais comum de instilação nasal é o spray ou gotas descongestionantes utilizadas para aliviar os sintomas de congestão nasal ou resfriado. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 45 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem 9) Via Retal: É a administração de medicamentos na mucosa retal por meio do orifício anal. São medicações sólidas (supositórios) e líquidas (clister) utilizadas para auxiliar na estimulação do peristaltismo e na defecação. Materiais: cuba rim; supositório prescrito gaze; luvas de procedimento; lubrificantes; biombo; papel higiênico. Procedimento: lavar as mãos; conferir a prescrição; explicar ao paciente o que vai ser realizado; cercar com biombos a cama; colocar o paciente na posição de Sims, expor a região glútea, manter coberto; calçar as luvas; lubrificar o supositório; dobrar o lençol em leque; afastar as nádegas com um espaço de papel higiênico e introduzir o supositório no reto com o auxílio de uma gaze; orientar o paciente para que retenha o supositório para obter um resultado satisfatório; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul as reações e o efeito do tratamento. 10) Via Vaginal: É a introdução de medicamentos no canal da vagina. São medicações disponíveis como supositórios, espuma, géis e cremes. Na aplicação utilizar luvas de acordo com as precauções padrão, isso inclui orientar o paciente na autoadministração. CUIDADOS GERAIS NO PREPARO E NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS A administração de medicamentos é uma função de toda a equipe de enfermagem; e depende de prescrição médica. Não deixa de ser um ato simples, tanto no preparo, quanto na administração do medicamento ao paciente. Exige responsabilidade, conhecimento de microbiologia, de anatomia, de fisiologia, de farmacologia e de cuidados específicos. Observações: Evitar distrações; não conversar enquanto se prepara ou se administra as medicações. Ficar atento às reações do paciente; ler com cuidado rótulo do frasco do medicamento por três vezes, a saber: ao retirar o frasco de medicamento da prateleira; ao retirar ou aspirar à droga do frasco; ao recolocar o frasco de medicamento na prateleira. Todo medicamento preparado deve ser identificado com os dados do paciente: nome, n° do leito, nome da medicação, dosagem, via, horário, assinatura, data. REGRAS E INSTRUÇÕES PARA A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS ler com cuidado a prescrição do médico; esclarecer qualquer dúvida junto ao médico ou à enfermeira; evitar tocar no medicamento com a mão; jamais recolocar medicamentos líquidos nos frascos ou recipientes originais. (comprimidos, drágeas e cápsulas) podem ser recolocados em seus devidos frascos, desde que estejam limpos e secos; não usar medicamentos sem rótulo; não administrar medicamentos que não tenham sido preparados por você; não administrar medicamentos por via oral a um paciente que esteja impossibilitado de engolir ou esteja inconsciente; não permitir que um paciente administre medicamentos a outros pacientes; Assegurar da identificação do paciente certo. Instituições sugerem interrogar o nome antes de dar a medicação. Não dizer “você é o Sr. João?”, nem confiar na resposta do paciente ao chamado de seu nome. Em ambos os casos, o paciente pode dar uma resposta afirmativa automática. O correto é: “Qual é o seu nome?”. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 46 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem não confiar nos números da cama para identificar as pessoas. Os quartos dos pacientes são alterados e os pacientes mudam de uma para outra enfermaria; verificar a prescrição, conferi o horário exato; manter os recipientes com a medicação tampados e identificados, de maneira legível, com o nome e a dosagem da droga. Medidas padronizadas para as soluções: uma colher de sopa equivale a 15ml; uma colher de sobremesa equivale a 10ml; uma colher de chá equivale a 5ml; uma colher de café equivale a 2,5ml. OXIGENIOTERAPIA É a administração de oxigênio para aliviar ou prevenir hipóxia tecidual. É uma intervenção destinada à administração de oxigênio medicinal com finalidade terapêutica. Sua utilização pode ser feita através de cânula nasal, cateter nasal, máscara fácil simples, com ou sem reservatório, máscara fácil (de venturi), cânula endotraqueal, incubadora (crianças), (capacetes HOOD). São utilizados: Cateter nasal: utilizado quando o paciente requer uma concentração baixa ou média de oxigênio. Máscara facial simples com ou sem reservatório: utilizada para administração de oxigênio em média ou baixa quantidade, porém com grande quantidade de umidade. Máscara facial (deventuri): utilizada para administração de concentrações mais precisas de oxigênio, sem considerar a profundidade ou a frequência de respiração. Incubadora (capacete de HOOD): utilizado para administração de oxigênio em crianças. Materiais: oxigênio canalizado ou em torpedo; cateter nasal (n° 6, 8 ou 10), máscara fácil simples com ou sem reservatório ou máscara facial (de venturi); cadarço (se necessário); manômetros: para indicar a quantidade de oxigênio no torpedo e o fluxo de saída (fluxômetro); AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 47 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem luvas de procedimento; umidificador de oxigênio; água destilada ou solução fisiológica 0,9% para umidificação; fonte de oxigênio; extensor (cânula de conexão); gaze estéril. Procedimentos: lavar as mãos; verificar a prescrição médica; reunir o material necessário para a execução da técnica; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; verificar as fontes de oxigênio; calçar as luvas; preencher o umidificador com água destilada ou soro fisiológico 0,9% até o nível indicado; conectar o umidificador na rede ou no torpedo de oxigênio; conectar o umidificador na extensão presa ao cateter nasal ou máscara fácil; liberar a saída de oxigênio de 3 a 5 litros/minuto, conforme prescrição médica; confirmar borbulhamento dentro do umidificador e a presença de ar na extremidade da cânula); remover secreções da narina do paciente com o uso de uma gaze embebida com SF 0,9%; ajustar a cânula para ficar confortável nas narinas do paciente; fixar o cateter se necessário; posicionar o paciente com a cabeceira da cama elevada (caso não tenha contraindicações); observar o estado geral do paciente; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Manter os torpedos de oxigênio na vertical, longe de aparelhos elétricos e fontes de calor; Trocar diariamente a cânula, tubos, umidificadores e outros equipamentos expostos à umidade; Monitorar sinais vitais, nível de consciência e sinais de hipóxia no paciente. Comunicar alterações para a enfermeira responsável e anotar no prontuário; Se administração de oxigênio for contínua, trocar o cateter a cada 24h; A máscara fácil é desconfortável para o paciente. Deve ser retirada de duas em duas horas, deixar o paciente repousar alguns minutos antes de recolocar; Limpar a pele do paciente, para evitar irritações e reduzir desconforto. NEBULIZAÇÃO É a administração de medicamentos no ar inspirado por meio de partículas de tamanhos variados que se misturam ao ar e a umidade. A finalidade é proporcionar ar frio ou quente em forma de vapor ou terapia para que o paciente respire a intervalos determinados no tratamento de afecções inflamatórias agudas e crônicas das vias aéreas. Materiais: fonte de oxigênio ou ar comprimido; nebulizador de uso individual; soro fisiológica 0,9% ou água destilada; medicamento prescrito; cuba rim; toalha de rosto; papel toalha. Procedimento: lavar as mãos verificar a prescrição médica; reunir o material necessário; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; verificar a fonte de oxigênio ou ar comprimido que será utilizado; calçar as luvas; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 48 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem colocar o paciente em posição de Fowler ou sentado na cama ou cadeira; colocar o medicamento com a solução fisiológica no nebulizador; ligar o fluxo de ar comprimido ou oxigênio (conforme prescrição médica) no nebulizador; observar a formação de névoa; colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente; orientar o paciente para que permaneça com o nebulizador cobrindo o nariz e a boa; regular o fluxo de oxigênio ou ar comprimido; manter a nebulização até o termino do medicamento; oferecer papel toalha e encorajar o paciente a tossir e escarrar na cuba rim; monitorar os sinais vitais do paciente durante a nebulização; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. INSTILAÇÃO: administração de medicamento gota a gota deixado no local aplicado (ocular, nasal e auricular). a) Ocular: consiste na aplicação de colírio ou pomada oftalmológica na conjuntiva ocular. Finalidades: proteger a córnea; medicar nos casos de processos inflamatórios ou irritativos; dilatação da pupila (midríase); constrição da pupila (miose); anestesiar. Materiais: cuba rim; colírio com conta-gotas; algodão; luvas de procedimento; gaze estéril. Procedimento: lavar as mãos; preparar o paciente explicar a finalidade do tratamento; sentar ou deitar o paciente, manter sua cabeça inclinada para trás; expor a conjuntiva da pálpebra inferior, abaixar os cílios, gotejar a solução, do canto interno para o canto externo do olho; pedir ao paciente que feche o olho e enxágue o excedente do medicamento com algodão ou gaze; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Para aplicar pomada nas pálpebras: abrir as pálpebras com o mesmo método; aplicar a pomada com gaze estéril; fechar o olho e fazer leve massagem com a gaze; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. b) Nasal: consiste na aplicação de medicamentos líquidos nas narinas. Finalidades: aliviar congestão nasal; facilitar drenagem de secreção nasal; fazer contrição da mucosa por meio de adstringentes. Materiais: cuba rim; medicamento com conta-gotas; gaze; algodão; luvas de procedimento. Procedimento: lavar as mãos; preparar o paciente explicar a finalidade do tratamento; sentar ou deitar o paciente, manter sua cabeça inclinada para trás; segurar uma das narinas com uma gaze e pingar o medicamento; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 49 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem orientar o paciente para que mantenha a cabeça em extensão durante alguns minutos; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. c) Auricular: é a introdução de medicamentos no canal auditivo externo. Finalidades: introdução de uma substância emoliente para facilitar a remoção de cerume; tratar processos inflamatórios do canal auditivo ou do tímpano. Materiais: cuba rim; luvas de procedimento; medicamento com conta-gotas; gaze; algodão. Procedimento: lavar as mãos; pedir para o paciente sentar com a cabeça inclinada para o lado, ou em decúbito lateral; entreabrir a orelha, puxar para cima e para trás, pingar o medicamento, evitar que o conta-gotas toque o orifício do ouvido; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observação: Deixar o meato externo do ouvido descoberto se o tratamento for para drenagem; em caso contrário, colocar uma bola de algodão esterilizado. APLICAÇÕES DE CALOR E FRIO Aplicação de calor ou frio nas camadas superficiais da pele por meio de bolsas térmicas ou compressas. Deverá ser realizado pelo fisioterapeuta, enfermeiro, médico, auxiliar e técnico de enfermagem. APLICAÇÃO QUENTE A aplicação de calor age estimulando ou acalmando, de acordo com a temperatura, tempo de aplicação e local onde é aplicado. Calor moderado relaxa os músculos, calor em grau mais elevado estimula a circulação por meio da dilatação dos vasos sanguíneos e diminui a dor local. O uso da compressa quente é indicado para envolver os membros inferiores (MMII) em casos de flebite, e superiores quando há traumatismosvenosos resultantes de punções venosas e flebite. Contraindicação: Feridas cirúrgicas; Hemorragias; Lesões abertas; Luxações ou torções antes de 24h; Presença de tromboembólicos nos MMII; Pacientes hemofílicos; Fragilidade capilar; Tratamento com anticoagulantes. BOLSA QUENTE Materiais: bolsa de borracha; jarra com água quente; cobertor de flanela; toalha de rosto ou fronha para envolver a bolsa. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; verificar as condições de uso da bolsa; colocar água quente na bolsa na quantidade de 3/4 para pés, mãos e em local que haja suporte ósseo; usar 1/3 para abdome e epigástrio; retirar o ar da bolsa, colocar sobre uma superfície plana, deixar água chegar até o gargalo; vedar a bolsa, evitar vazamento; envolver a bolsa com pano ou toalha, impedir o contato direto da mesma com a pele do paciente; aplicar no local indicado, permanecer por 20 minutos; após o término da aplicação, retirar a bolsa, esvaziar, deixar pendurada com o gargalo para baixo até secar; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 50 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem encher a bolsa com ar e guardar em local seco; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Monitorar a temperatura para não queimar o paciente, principalmente em idosos, pacientes inconscientes e crianças; trocar a água da bolsa sempre que necessário, para manter a temperatura. COMPRESSA QUENTE Materiais: Bacia com água quente; Duas compressas ou toalhas de rosto; Toalha de banho; Faixas ou ataduras; Impermeável; Luvas de procedimento; Fita crepe. Etapas para execução: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; preparar o ambiente (evitar correntes de ar); proteger a cama com o impermeável e a toalha; calçar as luvas; colocar a compressa na água quente, com as pontas para fora; torcer à compressa e antes de aplicar no paciente, testar a temperatura, na face interna do antebraço; colocar a compressa no local indicado, cobrir com impermeável e sobre ele a toalha; preparar outra compressa para substituir a que está em uso no paciente; realizar aplicações de 20 a 30 minutos, alternar as compressas; ao término das aplicações, secar o local envolver com uma toalha seca por alguns minutos, a fim de evitar choque térmico; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Não utilizar loções e pomadas com a aplicação da compressa quente; atentar ao risco de queimadura na pele; observar a coloração da pele durante e após a aplicação da compressa quente. APLICAÇÃO FRIA A aplicação fria diminui a circulação sanguínea local através da constrição dos vasos sanguíneos e retarda a supuração de abscesso. São indicadas para diminuir a congestão, inflamação, controlar hemorragias, aliviar a dor local, diminuir o edema nas luxações e contusões, evitar a formação de bolhas nas queimaduras de 1° grau. Contraindicação: Estase circulatória; Desnutrição; Pacientes debilitados; Idosos. BOLSA DE GELO Materiais: bolsa de gelo (gelox disponível e pronto para o uso); bacia com água; recipiente com gelo picado; flanela ou pano protetor para a bolsa; toalha de rosto; faixas ou ataduras; fita crepe. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; verificar as condições de uso da bolsa; passar os pedaços de gelo na água, para retirar as arestas e coloca-los na bolsa; vedar a bolsa, evitar o vazamento de água; envolver a bolsa com flanela ou pano, exceto quando colocada sobre local enfaixado ou protegido; colocar a bolsa sobre o local indicado, prender com atadura ou faixa; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 51 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem deixar a bolsa no local indicado até que o gelo derreta e renovar, quando se tratar de aplicações prolongadas; após o término da aplicação, retirar a bolsa, esvaziar, deixar pendurada com o gargalo para baixo até secar; encher a bolsa com ar e guardar em local seco; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Devido ao risco de necrose tecidual, não realizar aplicações frias demoradas; vigiar as condições da pele no local das aplicações, em crianças, idosos e pacientes inconscientes. COMPRESSA FRIA Materiais: Bacia com água gelada ou gelo; Duas compressas ou toalhas de rosto; Impermeável; Toalha de banho; Luvas de procedimento. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; preparar o ambiente (evitar correntes de ar); proteger a cama com o impermeável e a toalha; calçar as luvas; colocar a compressa na água gelada e torcer. Colocar sobre o local indicado; colocar na água a outra compressa que irá substituir a que está em uso no paciente; trocar a cada três minutos, durante meia hora ou mais (casos de queimaduras); deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: As compressas frias geralmente são utilizadas para aplicação na testa e sobre os olhos, para diminuir congestão e dor local; também podem ser utilizadas nas regiões axilares e inguinais para reduzir a temperatura corporal em caso de febre. CATETERISMO VESICAL É a introdução de um cateter/sonda na bexiga por meio do meato uretral (pode estar adaptado a um sistema fechado ou não). É de responsabilidade do enfermeiro e médico. Materiais: Kit de cateterismo contendo: Luva estéril (par extra opcional); Campo estéril, fenestrado; Lidocaína gel; Solução de limpeza antisséptica, como iodopovidona, clorexidina aquosa 0,2%, degermante 2%; Bolas de algodão; Pinça Cheron; Cuba rim; Cúpula de inox; Seringa de 10ml a 20ml cheia de com água destilada para encher o balão do cateter de demora; Cateter do tamanho e tipo corretos para o procedimento (ou seja, intermitente ou de demora); Bolsa coletora e suporte multiuso para tubo ou fita e faixa elástica para prender o tubo no leito se o paciente estiver restrito a ele (para cateter de demora “sistema fechado”); Compressa estéril; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 52 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Agulha 40 x 12; Coletor de urina estéril; Biombo; Foco de luz ajustável; Saco de plástico para resíduos. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre o procedimento que será realizado; preparar o ambiente observar para que haja boa iluminação, colocar biombo e fechar as portas e janelas; realizar higiene da genitália com clorexidina, degermante 2%; organizar o material, colocar próximo ao paciente em local de fácil acesso; prender o saco de resíduos em local de fácil acesso; se mulher: colocar a paciente em posição ginecológica, proteger com lençol; se homem: colocar o paciente em decúbito dorsal; abrir o Kit de cateterismo sobre a cama, entre as pernas do paciente ou sobre uma mesa auxiliar; colocar o antisséptico na cúpula e a sonda sobre o campo estéril; calçar a luva estéril. CATETERISMO VESICAL FEMININO Cateterismo intermitente seguir as etapas iniciais; manter todo o material preparado antes de iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada à mão não dominante na genitália da paciente,aqueles detectados pela equipe de enfermagem (ver, ouvir, sentir, cheirar, e revelados por exames). SINAIS VITAIS Os sinais vitais são um grupo de sinais indicadores do desempenho das funções vitais. Medidos para estabelecer seus padrões basais, orientar o diagnóstico inicial de uma enfermidade, acompanhar, observar e monitorar a resposta do processo fisiológico do paciente. Os sinais vitais são quatro: T - Temperatura P - Pulso FR - Frequência Respiratória PA - Pressão Arterial Eles são quantificados mediante avaliações numéricas, comparados a parâmetros normais que variam de acordo com a idade, sexo, peso e saúde atual do paciente. TEMPERATURA É o equilíbrio entre o calor produzido e o calor eliminado pelo corpo. A temperatura é variável de acordo com o local que é aferida. Valores de referência Temperatura axilar: 35,8°C a 37,2°C Temperatura bucal: 36,2°C a 37,4°C Temperatura inguinal: 36ºC a 37ºC Temperatura retal: 37°C a 38°C Terminologia Hipotermia: abaixo de 35°C Afebril: 35,8°C a 37,2°C Febril: 37,3°C a 37,7°C Febre: 37,8°C a 38,9°C Pirexia: 39°C a 40°C Hiperpirexia: acima de 40°C A temperatura normal é de 36ºC a 37ºC. Materiais: termômetro; algodão; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 4 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem álcool 70%; gaze; saco para algodão seco; saco para algodão sujo; relógio com ponteiros de segundos; papel para anotação; caneta azul. a) Temperatura axilar Procedimento: lavar as mãos; explicar o procedimento ao paciente; baixar a coluna de mercúrio do termômetro até 35°C; realizar a assepsia do termômetro com algodão embebido em álcool a 70%; deixar o paciente deitado ou recostado confortavelmente; enxugar a axila do paciente com gaze ou com sua camisola; colocar o termômetro na parte côncava da axila; pedir ao paciente que comprima o braço de encontro ao corpo, colocara mão no ombro oposto se possível; deixar o termômetro no local de três a cinco minutos, durante os quais serão aferidos o pulso e a respiração; retirar o termômetro, limpar com a bola de algodão, verificar o valor e registrar; baixar a coluna de mercúrio; anotar no gráfico com caneta azul; realizar assepsia do termômetro; lavar as mãos. b) Temperatura bucal Procedimento: lavar as mãos; observar os itens um e dois da temperatura axilar; lavar o termômetro com água e sabão para remover o gosto da solução desinfetante; colocar o bulbo onde se encontra o mercúrio sob a língua do paciente; orientar o paciente para fechar os lábios firmemente; deixar o termômetro, limpá-lo, ler a temperatura, lavar com água e sabão; anotar no gráfico, escrevendo a palavra bucal verticalmente na coluna onde ela foi anotada; lavar as mãos. c) Temperatura inguinal Procedimento: É o mesmo procedimento, variando o local em que se coloca o termômetro (região inguinal). Colocar o termômetro na região inguinal. Flexionar a coxa sobre o abdome. Este método é mais usado em crianças. Termômetro bulbo longo. d) Temperatura retal Procedimento: lavar as mãos; observar os itens 01 (um) e 02 (dois) da temperatura axilar; lubrificar o bulbo do termômetro; colocar o paciente em posição de Sims, introduzir o termômetro na região anal; deixar o termômetro até dois minutos; remover o termômetro, limpar, ler a temperatura e baixar a coluna de mercúrio; lavar o termômetro com água e sabão e colocar na solução desinfetante; anotar no quadro gráfico, escrevendo a palavra retal, verticalmente na coluna onde ela foi anotada; lavar as mãos. Em criança: colocar a criança em decúbito dorsal, levantar os membros inferiores e inserir o termômetro lubrificado na região anal. Deixar as nádegas voltarem ao normal. Observações: O uso do termômetro de bulbo arredondado é contraindicado na aferição de: a) temperatura axilar, quando houver: furunculose axilar; pacientes magros; fraturas dos membros superiores. b) temperatura bucal, quando se deparar com: pacientes em delírio; pacientes com transtornos mentais; pacientes inconscientes; lesões na boca; pacientes que tenham logo após ingerido alimentos líquidos gelados ou quentes; crianças. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 5 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem c) temperatura retal: em casos de inflamações, obstrução ou cirurgias retais. Observações: a temperatura retal é indicada para pacientes inconscientes semicomatosos ou com perturbações mentais; mudar a solução desinfetante do recipiente onde estão os termômetros duas vezes por dia; proteger o fundo do recipiente com gaze para a segurança dos termômetros. PULSO É a onda de contração e expansão das artérias, resultante dos batimentos cardíacos. É a medida da frequência cardíaca (números de vezes que o coração bate por minuto). Indica o ritmo do coração e a força do pulso. Uma pulsação normal para adultos saudáveis é de 60 a 100 batimentos por minuto. Arteriais utilizadas para verificação do pulso: Radial (pulso) Braquial (região interna do braço) Carótida (próximo à laringe) Temporal (cabeça) Poplítea (atrás do joelho) Femural (região inguinal) Pediosa (dorso do pé). Valores de referência: Recém-nascido: 120bpm a 160bpm Lactentes: 120bpm a 130bpm 7 anos: 80bpm a 120bpm 10 anos: 70bpm a 90bpm Puberdade: 80bpm a 90bpm Homem: 60bpm a 70bpm Mulher: 65bpm a 80bpm Acima de 60 anos: 60bpm a 70bpm Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente o que vai ser feito; colocar o paciente em posição confortável (deitado ou sentado), o braço ao longo do corpo, o pulso estendido e a palma da mão voltada para baixo; colocar o dedo indicador, fazer pressão contra o rádio e o polegar atrás do pulso do paciente; ao sentir as pulsações, contar durante 1 minuto; anotar no gráfico com caneta azul; lavar as mãos. Observações: não usar o dedo polegar para verificar o pulso, para não confundir sua pulsação com a do paciente; em caso de dúvida, repetir a contagem; não verificar o pulso após exercícios; pressionar levemente a artéria para sentir a pulsação. RESPIRAÇÃO É o número de vezes que a pessoa respira por minuto (um ciclo completo). Observa-se a expansibilidade e retração da parede torácica e abdominal. A sua principal função é suprir as células do organismo de oxigênio e retirar o excesso de dióxido de carbono. Material: relógio ou cronômetro Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente para que ele não fale durante o procedimento; colocar o paciente em decúbito dorsal e com o tórax e o abdome descobertos; observar os ciclos respiratórios (subida e descida do tórax ou abdome) e contar durante um minuto inteiro; anotar no gráfico com caneta azul; lavar as mãos. Observações: Não contar ao paciente que sua frequência respiratória está sendo verificada, uma vez que AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 6 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem inconscientemente alteramos o nosso padrão respiratório. No homem a respiração é mais abdominal e na mulher é mais torácica. Não contar a respiração após esforços. Valores de referências: Lactentes: 30mpm a 40mpm Crianças: 20mpm a 30mpm Mulher: 18mpm a 20mpm Homem: 16mpm a 20mpm PRESSÃO ARTERIAL A pressão sanguínea é a força do sangue que atua sobre as paredes das artérias, fazendo pressão sobre elas. Essa pressão é maior durante a sístole (contração do coração) e menor durante a diástole (relaxamento do coração). Cada vez que o coração se contrai (bate), bombeia sangue para as artérias, resultando na pressão mais alta. Quando o coração relaxa, a pressão cai. Assim, dois números são registrados ao medir a pressão arterial:não poderá remover até término do procedimento; lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter sobre uma gaze; com auxílio de uma pinça, gaze e solução antisséptica, realizar a antissepsia do monte de vênus e da vulva com movimento unidirecional; afastar os lábios maiores do pudendo com a mão não dominante e proceder à antissepsia do meato uretral com movimento circular de 360°; pegar a sonda com a mão dominante, deixar a ponta a ser introduzida presa nos dedos polegar e indicador. Com os outros dedos segurar a parte restante. Deixar apenas a extremidade distal da sonda solta, perto do dedo mínimo; afastar os lábios maiores do pudendo com a mão não dominante; com a mão dominante introduzir a sonda pelo meato urinário de 5cm-8 cm; esperar o retorno de urina dentro da cuba rim ou coletor de urina estéril (no caso de exames) e retirar a sonda; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul o horário da sondagem, o volume drenado, o aspecto e a cor da urina. Cateterismo de demora lavar as mãos; manter todo o material preparado antes de iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada à mão não dominante na genitália da paciente, não poderá remover até término do procedimento; aspirar à água destilada com a seringa 20ml e agulha 40x12 de acordo com o volume descrito pelo fabricante na sonda e manter sobre o campo estéril; testar o balonete da sonda, adaptar a seringa e inflar com água destilada; verificar se o balonete está em perfeita condições de uso; aspirar com a seringa 10ml de água destilada e manter no campo estéril; conectar a extremidade distal da sonda ao intermediário da bolsa coletora (sistema fechado); lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter sobre uma gaze; realizar a antissepsia do monte de vênus e da vulva com movimento unidirecional com auxílio de uma pinça, gaze e solução antisséptica; afastar os lábios maiores do pudendo com a mão não dominante e proceder à antissepsia do meato uretral com movimento circular de 360°; lubrificar a sonda com lidocaína gel, mantendo-a sobre uma gaze; pegar a sonda com a mão dominante, deixar a ponta a ser introduzida presa nos dedos polegar e indicador. Com os outros dedos segurar a parte restante. Deixar AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 53 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem apenas a extremidade distal da sonda solta, perto do dedo mínimo; introduzir a sonda pelo meato urinário até a bifurcação em Y da sonda e aguardar o retorno de urina; introduzir a água destilada no balonete (5ml até 30ml – conforme indicada pelo calibre da sonda); tracionar um pouco a sonda até sentir leve resistência e certificar que a sonda esteja segura; retirar as luvas; prender a sonda na coxa da paciente, a fim de permitir que ela se mova no leito ou deambule; colocar identificação no local da fixação indicar o calibre, a data e o horário de inserção da sonda; prender a bolsa coletora na grade inferior da cama; verificar se a sonda está livre de compressão e funcionando; identificar a bolsa coletora com o nome da paciente, o número do leito, a data e a hora da colocação; deixar a paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. CATETERISMO VESICAL MASCULINO Cateterismo intermitente seguir as etapas iniciais; manter todo o material preparado antes de iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada à mão não dominante na genitália do paciente, não poderá remover até o término do procedimento; lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter sobre uma gaze ou colocar 10ml de lidocaína gel na seringa de 20ml; com auxílio de uma pinça, gaze e solução antisséptica, realizar a antissepsia do prepúcio, com movimento unidirecional (no sentido da glande em direção à raiz do pênis); com o pegar e o indicador da mão não dominante afastar o prepúcio que cobre o meato urinário; realizar antissepsia de toda a glande, em sentido do meato para fora, ou com movimentos circulares; elevar o pênis perpendicularmente ao corpo, para colocar a uretra em linha reta; afastar com a mão não dominante o prepúcio que cobre o meato uretral; introduzir 10ml de lidocaína gel que está na seringa no meato urinário e pegar a sonda já lubrificada; pegar a sonda com a mão dominante, deixar a ponta a ser introduzida presa nos dedos polegar e indicador. Com os outros dedos segurar a parte restante. Deixar apenas a extremidade distal da sonda solta, perto do dedo mínimo; com a mão dominante introduzir a sonda pelo meato urinário de 18 a 24 cm; esperar o retorno de urina dentro da cuba rim ou coletor de urina estéril (no caso de exames) e retirar a sonda; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul o horário da sondagem, volume drenado, o aspecto e a cor da urina. Cateterismo de demora seguir as etapas iniciais; manter todo o material preparado antes de iniciar a antissepsia, pois uma vez colocada à mão não dominante na genitália do paciente, não poderá removê-la até término do procedimento; aspirar com a seringa e agulha 40x12 a água destilada de acordo com o volume descrito pelo fabricante na sonda e manter sobre o campo estéril; testar o balonete da sonda, adaptar a seringa e inflar com água destilada; verificar se o balonete está sob perfeitas condições de uso; conectar a extremidade distal da sonda ao intermediário da bolsa coletora (sistema fechado); AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 54 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem lubrificar a sonda com lidocaína gel, manter sobre uma gaze e colocar 10ml de lidocaína gel na seringa de 20ml; com auxílio de uma pinça, gaze e solução antisséptica, realizar a antissepsia do prepúcio, da glande e do meato uretral, com movimento unidirecional; introduzir 10ml de lidocaína gel que está na seringa no meato urinário do paciente e pegar a sonda já lubrificada; pegar a sonda com a mão dominante, deixar a ponta a ser introduzida presa nos dedos polegar e indicador. Com os outros dedos segurar a parte restante. Deixar apenas a extremidade distal da sonda solta, perto do dedo mínimo; introduzir a sonda pelo meato urinário até a bifurcação em Y da sonda e aguardar o retorno de urina; introduzir a água destilada no balonete (5ml a 30ml – conforme indicada pelo calibre da sonda); tracionar um pouco a sonda até sentir uma leve resistência e certificar que a sonda esteja segura; retirar as luvas; prender a sonda na coxa da paciente ou na região supra púbica, para que ela se mova no leito ou deambule; colocar identificação no local da fixação indicar o calibre, a data e o horário de inserção da sonda; prender a bolsa coletora na grade inferior da cama; verificar se a sonda está livre de compressão e funcionando; identificar a bolsa coletora com o nome da paciente, o número do leito, a data e a hora da colocação; deixar a paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Todo cateterismo deve ser feito com rigor absoluto de assepsia; no cateterismo de demora, zelar para que a bolsa coletora fique sempre abaixo da linha da bexiga (isso evita com que haja refluxo de urina); nunca permitir que a bolsa coletora encha demasiadamente; Monitorar as reações e queixas do paciente, o volume, o odor e o aspecto da urina; monitorar o local de inserção do cateter no meato uretral investigando presença de reação alérgica e sinais de febre, infecção e inflamação; atentar as normas instituições e as evidências da literatura em relação à troca do cateterismo. RETIRADA DA SONDA Materiais: Seringa de 20ml; Luvas de procedimento; Saco plástico para resíduos; Tesoura estéril, Tubo de ensaio; Biombo. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre o procedimento que será realizado; preparar o ambiente observar para que haja boa iluminação, colocar biombo e fechar as portas e janelas; organizar o material, colocar próximo ao paciente em local de fácil acesso; calçar as luvas; adaptar a seringa na via do balonete e aspirar o conteúdo presente; tracionar a sonda e desprezar no saco plástico; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Caso seja necessário enviar a ponta da sonda para exame de cultura, esse procedimento deve ser feito com cuidado para que não haja contaminação. A ponta da sonda dever ser cortada com a tesoura estéril e colocada no AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 55 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem tudo de ensaio. Identificar o material com o nome do paciente, o horário, data da coleta e encaminhar ao laboratório. ENTEROCLISMA É a introdução e drenagem de solução no intestino grosso por meio de um cateter. Finalidades: aliviar distensão abdominal e flatulência; facilitar a eliminação das fezes, nos casos de constipação intestinal; preparar o paciente para tratamento do trato intestinal, cirurgia, exame, parto. Materiais: Luvas de procedimento; Lubrificante hidrossolúvel (vaselina, xilocaína gel ou glicerina); Papel higiênico; Comadre, cadeira higiênica, acesso ao banheiro; Bacia; Toalhas de rosto; Toalhas de banho; Sabão; Suporte de soro; Cuba rim; Lençol móvel e impermeável; Biombo; Cateter retal de tamanho apropriado; Volume correto de solução para enema; Frasco de enema e solução prescrita. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente como será realizado o procedimento preparar o ambiente, organizar o material necessário e colocar próximo ao paciente em local de fácil acesso; montar uma bolsa de enema com a solução adequada e tubo retal; adaptar os tubos ao recipiente com enema; ligar a sonda ao tubo que está ligado no recipiente para enema; fechar, colocar dentro do recipiente; colocar a solução para enema, dentro do recipiente; colocar o biombo; colocar a comadre, cadeira higiênica em posição de fácil acesso. Se o paciente optar e estiver liberado para o uso do banheiro, proporcionar condições para que isso ocorra; colocar o paciente em posição de Sims; colocar a toalha ou o impermeável descartável sob o quadril e as nádegas do paciente; cobrir o paciente com uma toalha de banho, expor a área retal para que o ânus possa ser acessível; lubrificar a sonda com o lubrificante disponível para uso, numa extensão de 6cm a 8cm; retirar o ar da sonda fazer correr um pouco de solução na cuba rim; solicitar ao paciente que respire, afastar a prega interglútea e introduzir a sonda de 7,5cm a 10cm no adulto e de 5cm a 7,5cm na criança; abrir a sonda e deixar a solução ser infundida, solicitar ao paciente que faça movimentos respiratórios lentos e profundos, para facilitar a introdução do líquido; o recipiente com a solução de enema deve ser mantido no nível acima do ânus (30cm – 45cm para um enema alto, 30cm para um enema regular e 7,5cm para um enema baixo); quando a solução estiver chegando ao final, pinçar a sonda e retirar; deixar correr o restante da água na comadre, desprender a sonda, envolver em papel higiênico e desprezar; cobrir o paciente e manter na mesma posição por 15 minutos; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 56 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem colocar a comadre sobre o quadril do paciente e fornecer papel higiênico ou, levar ao banheiro; auxiliar o paciente (se necessário) com lavagem da região anal com água morna e sabão; posicionar o paciente confortavelmente; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; registrar o procedimento realizado no prontuário da paciente (hora, efeito do tratamento, aspecto das fezes, reações do paciente). Observações: Observar o abdome do paciente para possível distensão; se o paciente apresentar dor, interromper momentaneamente o tratamento; se o paciente não reter o enema durante 10 minutos, colocar na comadre; utilizar solução preparada de enema. Clister ou enema É a introdução de pequena quantidade de líquido no intestino. Finalidades: servir de emoliente; aliviar constipação; preparar para cirurgia e parto. Observações: Nos casos de fecaloma, o paciente é hospitalizado, o clister prescrito pelo médico é controlado gota-a-gota contínuo; a técnica é a mesma da enteroclisma; o material usado é industrializado, solução vem preparada, com as quantidades de 500ml e 250ml; a sonda plástica é descartável; usar equipo de soro. Os cuidados básicos também são os mesmos: tranquilizar o paciente quanto ao tratamento, respeitar sua privacidade; tanto a enteroclisma como o clister, devem ser realizados com o paciente deitado, para facilitar o relaxamento muscular. LAVAGEM GÁSTRICA É a introdução de líquido na cavidade gástrica por meio de uma sondagem para a remoção de secreção e substâncias, realizada pelo médico ou enfermeiro. Finalidades: preparar o estômago para exames ou cirurgias; estancar hemorragia gástrica ou esofágica, com o uso de líquidos gelados; remover do estômago conteúdo gástrico excessivo ou nocivo, como intoxicação medicamentosa e envenenamento. Materiais: Frasco com a solução indicada para lavagem (solução fisiológica 0,9%); Sonda de Facuhet ou Levin; Suporte de soro; Seringa de 20ml; Equipo de soro; Luvas de procedimento; Gaze estéril; Tolha de rosto; Frasco coletor para líquido de retorno; Forro de pano e plástico; Bacia de gelo (se necessário); Estetoscópio; Esparadrapo; Saco plástico para resíduos. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre o procedimento que será realizado; colocar a tolha sobre o paciente; calçar as luvas; realizar sondagem gástrica conforme técnica descrita; adaptar à extremidade da sonda, a seringa com solução, equipo conectado à solução prescrita; introduzir o líquido da lavagem (500ml por vez “paciente adulto”); manter a sonda 8cm acima do paciente; inclinar a extremidade da sonda para fazer sifonagem, a fim de esvaziar o conteúdo gástrico no frasco coletor; este procedimento deverá ser feita até que o líquido de retorno saia limpo, sem esgotar todo o líquido do estômago, para impedir a entrada de ar; ao término da lavagem, fechar sonda e sacar, segurar com uma gaze; observar o estado geral do paciente (monitorar sinais vitais, débito urinário e nível de consciência); AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 57 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. HIGIENE DA GENITÁLIA É a higienização da genitália externa feminina e masculina. Materiais: Luvas de procedimento; Pano, Gaze ou luva de pano; Sabonete de pH neutro; Toalha de banho; Bacias; Impermeável; Jarro com água morna; Comadre; Biombo; Saco plástico para resíduos. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada; colocar o biombo; manter o ambiente em temperatura agradável; calçar as luvas; forrar a cama sob a região pélvica do paciente com o impermeável e uma toalha; posicionar a comadre sob o paciente na região da genitália; se o paciente conseguir realizar a higiene sozinho, oferecer o material e orientar; colocar pano ou gaze na região inguinal paraevitar que água escorra, molhando o leito; molhar e ensaboar a genitália da região pubiana em direção à região anal, sem retornar para a região limpa (movimento unidirecional); utilizar água morna; enxaguar, secar a região; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Higiene íntima feminina: Para facilitar a execução da técnica, priorizar a posição ginecológica; proceder à higiene da vulva com delicadeza; evitar a exposição da paciente. Higiene íntima masculina: Atentar a higiene do prepúcio e da glande; retrair o prepúcio para expor a glande para melhor higienização; secar e voltar o prepúcio sobre a glande para evitar edema na região. CURATIVOS I. CURATIVO EM FERIDA OPERATÓRIA É a limpeza de ferida operatória limpa com cicatrização por primeira intenção. Finalidades: evitar contaminação das feridas limpas; facilitar a cicatrização; facilitar a circulação local; absorver secreções; promover conforto ao paciente. facilitar drenagens; reduzir infecção das lesões contaminadas; Materiais: EPI: óculos de proteção, avental, luvas de procedimento e máscara cirúrgica; Pacote de curativo (pinças cirúrgicas “Kelly, anatômica ou dente de rato”, tesoura) ou luva estéril; Frasco de SF 0,9%; Álcool 70%; Algodão; Pacotes de gaze estéril; Saco de lixo para curativo; Fita adesiva hipoalérgica; Agulha 40x12; Lençol; Impermeável. Procedimento: lavar as mãos; explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; garantir a privacidade do paciente; colocar o paciente em posição segura, confortável e adequada; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 58 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem colocar o recipiente de descarte próximo ao paciente; colocar impermeável e lençóis próximo à ferida para reter a solução drenada, evitar umedecer outras áreas; se paramentar com os EPIs; abrir o pacote de curativo estéril com técnica asséptica; abrir os pacotes de gazes esterilizadas e colocar sobre o campo estéril com técnica asséptica; colocar as pinças sobre o campo da bandeja com os cabos voltados para a borda, manusear pelo lado externo do campo; fazer desinfecção da curvatura superior do frasco de SF 0,9% ou do injetor de borracha do frasco de PVC do SF 0,9% com algodão embebido em álcool a 70% e perfurar com agulha 40x12; desprender a fita hipoalérgica com auxílio de pinça e gaze embebida em solução fisiológica; remover o curativo anterior com a pinça dente de rato, desprezar o curativo no lixo e a pinça na borda do campo; Montar uma “trouxinha” de gazes esterilizadas utilizar a pinça cirúrgica, e umedecer com SF 0,9%; limpar a ferida em sentido único, utilizar as faces da “trouxinha” umedecida e trocar, desprezar no recipiente de descarte; limpar as regiões laterais da ferida em sentido único, utilizar as faces da “trouxinha” umedecida com SF 0,9% e trocar sempre que necessárias; montar uma “trouxinha” de gazes esterilizadas e secas utilizar a pinça cirúrgica e passar sobre a ferida e depois em suas laterais, utilizar todas as faces e trocar quando necessárias; ocluir a ferida com gazes esterilizadas dobradas no sentido horizontal e fixar com fita adesiva hipoalérgica; deixar o paciente confortável; deixar a unidade em ordem; retirar os EPIs; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul, (técnica do curativo, características da ferida, da pele adjacente, quantificação de materiais utilizados e ocorrências adversas e as medidas tomadas). Observações: Realizar o curativo com técnica asséptica 24h após a sutura e manter ocluído por mais 24h, desde que o curativo esteja seco; Manter a ferida cirúrgica aberta após 48h da cirurgia, quando não apresentar complicações de deiscência e saída de secreções; Realizar a limpeza com água e solução degermante, quando não mais houver indicação de curativo esterilizado; Utilizar luvas de procedimento para a retirada do curativo anterior, e luvas esterilizadas quando o procedimento não for realizado por meio de instrumentais. II. CURATIVO EM FERIDA ABERTA É a limpeza de ferida limpa com cicatrização por segunda intenção. Materiais: Pacote estéril de curativo (1 - pinça anatômica; 1 - pinça Kelly ou Kocher; 1 – espátula); Solução fisiológica a 0,9% (aquecida); Seringa de 20ml; Bandeja de inox; Agulha 40 x 12; Pacotes de gazes esterilizadas; Esparadrapo, fita crepe ou micropore; Tesoura estéril e de bolso; Luvas de procedimento; Luvas estéreis; Cuba rim ou bacia; Forro de papel, pano ou impermeável; Solução antisséptica (se prescrito); Coberturas quando indicado; Ataduras; Biombo; Saco plástico para descarte. Procedimento: lavar as mãos; oriente o paciente sobre a assistência que será prestada; preparar o ambiente, providenciar boa iluminação; zelar pela privacidade do paciente; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 59 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem calçar as luvas; descobrir a área a ser tratada e proteger a cama com forro de papel, pano ou impermeável; colocar o paciente em posição apropriada com acesso fácil à área a ser tratada; abrir o pacote de curativo, colocar as pinças com os cabos voltados para a borda do campo; colocar as gazes, em quantidade suficiente sobre o campo estéril; umedecer o curativo que está no paciente com SF 0,9% para facilitar a sua remoção; com auxílio da espátula, dobrar a gaze; remover o curativo anterior com a pinça anatômica, colocar no saco plástico para resíduos e a pinça no local apropriado (fora do campo estéril); limpar a ferida com jatos de SF 0,9% aspirado por meio da seringa de 20ml; embeber as gazes com SF 0,9% e cobrir toda a extensão da ferida, para mantê-la úmida e utilizar o produto apropriado para o tipo de ferida; se for colocar alguma cobertura não utilizar a gaze umedecida com SF 0,9%, colocar a cobertura indicada e o curativo secundário com gaze seca; proteger a ferida com gaze e fixar com fita adesiva ou atadura; envolver as pinças no próprio campo estéril e encaminhar ao expurgo; observar o estado geral do paciente; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. Observações: Curativos úmidos são contraindicados em locais de inserção de cateteres, introdutores, fixadores externos, drenos e sondas; A SF 0,9% é indicada para limpeza e tratamento de feridas com cicatrização por segunda ou terceira intenção, pois auxilia na limpeza e umedece a ferida (a utilização de SF 0,9% é indicada para limpeza de todas as feridas (primeira, segunda e terceira intenção, drenos e cateteres, esses últimos antes da utilização de solução antisséptica. Esse procedimento favorece a formação de tecido de granulação e amolece os tecidos desvitalizados, se possível utilizar SF 0,9% morno); A manutenção do calor no local da ferida é importante para favorecer o processo de cicatrização. Por isso, SF 0,9% aquecido para manter a temperatura constante da ferida, o que estimula a atividade celular; A ferida demora 40 minutos para voltar à temperatura normal e três horas para a atividade mitótica retornar a sua velocidade normal se não utilizar SF 0,9% aquecido. Em curativos com muito exsudato, utilizar cuba rim ou bacia sob a área da ferida durante o curativo; Se o paciente necessitar de vários curativos, começar pela lesão mais limpa, seguindo para as mais infectadas; Nas feridas com exsudato e/ou suspeita de infecção, coletar (antes de fazer o curativo) amostra de material para bacterioscopia (Swab), se prescrito.TRATAMENTO PARA FERIDAS O tratamento de feridas é parte essencial do processo de trabalho da enfermagem. Existem disponíveis no mercado inúmeras opções para o tratamento de feridas, com indicações específicas, de acordo com avaliação realizada pelo médico e pelo enfermeiro. III. CURATIVOS ESPECÍFICOS As etapas de execução dos curativos específicos envolvem as mesmas utilizadas na realização do curativo comum, contudo a equipe de enfermagem deve atentar-se aos cuidados específicos mencionados para cada curativo abaixo. a) Feridas com drenos Limpar o dreno e a pele ao redor da ferida com gaze umedecida com SF 0,9%; Colocar uma gaze sob o dreno, isolar da pele; Colocar uma gaze sobre o dreno para proteger. b) Cateteres, introdutores e fixadores externos Limpar o local da inserção do cateter, com gaze umedecida com SF 0,9%,%, seguida utilizar clorexidina alcóolica 0,5%; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 60 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Com outra gaze umedecida com SF 0,9%, limpar a região ao redor do ponto de inserção; Secar a região do ponto de inserção e ao redor dele com auxílio de uma gaze estéril; Aplicar solução antisséptica no ponto de inserção em direção ao cateter e depois na região ao redor do ponto de inserção, quando indicado e prescrito; Colocar gaze dobrada, uma de cada lado do cateter ou um protetor semipermeável apropriado; Fixar a gaze com micropore. c) Curativo na traqueostomia Colocar o paciente na posição de Fowler e proteger o seu tórax com um forro; Abrir o pacote de curativo; Calçar luva estéril; Verificar se o “cuff” está insuflado, se a cânula for plástica; Realizar aspiração na traqueostomia; Remover o curativo anterior; Umedecer a gaze estéril com SF 0,9% e limpar ao redor do orifício da traqueostomia; Secar ao redor do orifício da traqueostomia com gaze estéril; Trocar o cadarço da cânula; Colocar gaze estéril ao redor da traqueostomia. RETIRADA DE PONTOS É a remoção de fios cirúrgicos com técnica asséptica. Realizada pelo médico e a equipe de enfermagem. Materiais: Pacote de retirada de pontos: 1 Pinça Kocker; 1 Pinça Kelly; 1 Pinça e uma tesoura Íris ou Spencer; Gaze estéril; Solução fisiológica 0,9%; Lâmina de bisturi (ausência de tesoura); Cabo de bisturi; Fita adesiva; Cuba rim; Foco de luz ajustável; Solução antisséptica; Saco plástico para resíduos. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a assistência que será prestada e as formas como ele pode colaborar; preparar o ambiente com iluminação; dispor o material em local próximo e de fácil acesso; calçar as luvas; na presença de curativo na área dos pontos, remover; observar presença de afastamento das bordas da lesão ou sinais de infecção e inflamação (na presença desses sinais, comunicar o médico responsável); usar solução antisséptica e gaze estéril para limpar a linha de sutura e seu entorno com movimentos unidirecionais (isso ajuda a diminuir a quantidade de microrganismos presentes e reduzir o risco de infecção); umedecer as suturas com SF 0,9% para facilitar a remoção; colocar uma gaze próxima da incisão, para depositar os pontos retirados; com uma pinça anatômica, segurar a extremidade do fio e com a tesoura ou bisturi, cortar a parte inferior do nó; remover os pontos de forma intercalada, para evitar a deiscência e evisceração, nos casos de ausência de cicatrização eficaz; remover os pontos remanescentes; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 61 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem limpar a incisão com gaze estéril e solução antisséptica; realizar curativo seco com gaze estéril; envolver as pinças no próprio campo estéril e encaminhar ao expurgo; observar o estado geral do paciente; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. BANDAGEM E SUAS UTILIZAÇÕES Bandagem: É uma faixa aplicada de modo cômodo e conveniente para envolver, prender e proteger partes lesadas, manter curativos e talas no lugar adequado. Finalidades: limitar ou impedir movimentos; aquecer uma articulação; exceder pressão; controlar hemorragia; promover a absorção de líquidos dos tecidos; proporcionar conforto; ajudar a circulação venosa nos casos de edema ou varizes dos membros inferiores; fixar curativos. Observações: usar um material de atadura que melhor se adapte a seu propósito; iniciar a aplicação nos membros da extremidade para a raiz, facilitar a circulação de retorno; a atadura deve apresentar um aspecto agradável, evitar pregas e rugas; impedir que duas superfícies corporais fiquem em contato direto para evitar irritação ou mesmo ferimentos, isolar as superfícies pela colocação de gazes ou algodão; deixar descoberta uma parte da extremidade do membro enfaixado para se observar a circulação; começar segurando o rolo da atadura para cima, em uma das mãos, e a porção inicial com a outra mão. TIPOS DE BANDAGENS I. Circular É usada para fixação da atadura no início e no fim, como também, em partes cilíndricas e curtas do corpo (testa, pescoço, pulso e tórax). II. Espiral É utilizada obliquamente em um seguimento do corpo. À volta em espiral é colocada do diâmetro menor para o maior, isso evita com que se desfaça. Pode ser Lenta: cobre 2/3 ou 1/2 da volta anterior (utilizada em partes cilíndricas do corpo (braços, antebraços, dedos, tronco, pernas) ou Apressada: as voltas não se tocam entre si, são utilizadas para fixar talas e imobilizar articulações. III. Espiral reversa É usada para membros em forma de cone (braços, antebraços, pernas, coxas). A cada volta o rolo de atadura é invertido, de forma que sua parte interna fica sendo a externa e na seguinte volta interna. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 62 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem IV. Recorrente É aplicada em regiões ovoides como cabeça e cotos de membros ou segmentos amputados. Após a fixação circular, aplicar a atadura com idas e vindas lateralizadas, finalizar com volta circular dupla, firmar bem. A volta recorrente nunca é aplicada sozinha, sempre com outro tipo de volta. V. Cruzada ou em oito É usada sobretudo em regiões de articulações como cotovelos, joelhos, punhos, calcâneos. São voltas oblíquas, que sobem e descem, simulando o número “8”. Observações: Ao aplicar uma bandagem, observar as condições da circulação local e a presença de lesões ou edema; Para investigar as condições de perfusão sanguínea, é necessário deixar as extremidades descobertas (dedos da mão e dedos do pé); As ataduras devem ficar firmes, sem deslocáveis, adaptar formas corporais, sem serem apertadas; Cuidado com a compressão excessiva das bandagens para evitar edema e deficiência circulatória. PREPARO DO CORPO APÓS A MORTE É o preparo feito no corpo após constatação do óbito. Finalidades: Manter o corpo livre de odores; Evitar o extravasamento de secreções; Vestir o corpo; Posicionar de forma anatômica. Materiais: ataduras de crepe; algodão; gaze não estéril; esparadrapo; luvas de procedimento; 1 pinça cheron; hamper; avental de manga longa. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material; explicar o procedimento á família; manter privacidade do local e corpo; colocar o avental; calçar luvas de procedimento; retirar travesseiro, deixar o corpo em decúbito dorsal; retirar sondas, cateteres, cânulas, ocluir os orifícios com gaze; higienizar o corpo se necessário; tamponar ouvidos, nariz, orofaringe, região anal e vaginal e garrotear regiãopeniana com gaze; vestir o corpo; imobilizar mandíbula, pés, mãos, com ataduras; colocar o corpo sobre a maca, sem colchão, cobrir com lençol; colocar a etiqueta de identificação no tórax anterior; transportar o corpo para o necrotério; desprezar luvas e avental; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul o procedimento realizado. Observações: Se o paciente fizer uso de próteses colocar após o óbito; manter pálpebras fechadas, com a fita adesiva. O corpo não deverá ser tamponado quando houver restrição religiosa ou for encaminhado ao serviço de verificação de óbito - SVO. ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM Consiste nos registros realizados pela equipe de enfermagem, em impresso próprio, a respeito dos cuidados prestados ao paciente. A anotação de enfermagem faz parte do prontuário médico sendo considerado um AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 63 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem documento legal, por ser o testemunho escrito da prática de enfermagem. Todas as informações contidas nele são utilizadas pela equipe de saúde durante o tratamento. Finalidades: Estabelecer comunicação entre a equipe de enfermagem e demais profissionais; Servir de base para elaboração de cuidados; Acompanhar a evolução do paciente; Constituir documento legal para o paciente e a equipe de enfermagem referente à assistência prestada; Contribuir para a auditoria de enfermagem; Colaborar para ensino e pesquisa. O que anotar: Condições físicas: Estado da pele (coloração, presença de lesões, ressecamento, turgor cutâneo possibilidades de locomoção, edema); Manifestações emocionais (ansiedade, alegria, tristeza, medo, temor, confusão mental, agitação, lucidez); O que o paciente mantém (cateteres, sondas, soros, drenos); Procedimentos realizados (banhos, curativos, medicamentos); Aceitação alimentar (desjejum, almoço, lanche, jantar, boa aceitação, recusa, aceitação parcial); Intercorrências (dores, vômitos, diarreia, sangramentos); Eliminações fisiológicas (diurese e evacuação: aspecto, quantidade, odor, presença de muco, sangue, coloração); É um documento legal e deve obedecer a cuidados para o registro: Usar letra legível; Escrever com caneta (nunca á lápis) de cor azul; Registrar horários; Anotar todo procedimento prestado; Ser claro; Não rasurar; A descrição deve ser concisa (resumida e exata); Usar abreviaturas padronizadas; Não deixar espaços em branco; Não pular linhas; Identificar com nomes as pessoas que deram informações. Exemplo, a mãe, o filho, o acompanhante; Registrar medidas de segurança adotadas para proteger o paciente; Fechar com um traço espaço de linhas, assinar carimbar; Em caso de alunos assinarem e colocar o nome do colégio e o professor assinar e carimbar. PASSAGEM DE PLANTÃO A passagem de plantão tem como objetivo assegurar o fluxo de informações entre as equipes de enfermagem, nos diferentes turnos, que se sucedem no período de 24h. É considerada um elo no processo de trabalho da enfermagem com o outro turno subsequente que assegura a continuidade da assistência. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Código de ética dos profissionais de Enfermagem. Resolução Cofen 564, de 06 de dezembro de 2017. Rio de Janeiro. COFEN, 2017. HORTA, V. Processo de enfermagem. 15º. São Paulo. EPU, 2004. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010. MEZZOMO, Augusto A. Serviço do prontuário do paciente. CEDAS, 4 ed. São Paulo. Cedas, 1991. POSSARI, J. Prontuário do paciente e os registros de enfermagem. 1º ed. São Paulo. Iátria, 2005. POTTER, P. Fundamentos de Enfermagem – conceitos, processo e prática; 4ª ed. Guanabara. Koogan. 2013.o maior deles acontece durante a sístole cardíaca e é chamado de pressão sistólica; o menor deles se verifica no momento de diástole e é chamado de pressão diastólica. VARIAÇÕES DA PRESSÃO ARTERIAL a) Pressão arterial normal pressão sistólica normal varia de 110mmHg a 120mmHg (milímetros de mercúrio) (máxima). pressão diastólica normal varia de 65mmHg a 80mmHg (mínima) b) Pressão arterial elevada: pressão sistólica elevada entre 121mmHg a 139mmHg pressão diastólica elevada entre 81mmHg a 89mmHg c) Hipertensão: pressão sistólica elevada entre 140mmHg a 159mmHg pressão diastólica elevada entre 90mmHg a 99mmHg. d) Crise hipertensiva pressão sistólica acima de 180mmHg pressão diastólica acima de 110mmHg. e) Hipotensão: pressão sistólica abaixo de 90mmHg pressão diastólica abaixo de 60mmHg. Pressão convergente – é quando a pressão sistólica e a pressão diastólica se aproximam. Pressão divergente – é quando a pressão sistólica e a pressão diastólica se distanciam. Materiais: esfigmomanômetro ou tensiômetro (coluna de mercúrio em conexão com bolsa de ar); manguito; estetoscópio; algodão; álcool 70% papel para anotação; caneta azul. Procedimento: lavar as mãos; preparar psicologicamente o paciente; deixar o paciente deitado ou sentado com o braço apoiado e a palma da mão virada para cima; expor o braço do paciente; apertar uniformemente o manguito, 4cm acima da prega do cotovelo e prender; localizar a artéria braquial e colocar sobre ela o diafragma do estetoscópio; fechar a sonda de ar que se comunica com o manômetro e insuflar ar até que o ponteiro ou o mercúrio na coluna atinja 200mmHg ou mais; liberar o ar nível de 2mm a 3mm por batimento cardíaco e observar; registrar o primeiro som como a pressão sistólica; continuar liberando o ar do manguito lentamente até que haja uma mudança de som, que será claro e regular, passará a ser abafado, registrar este número como a pressão diastólica; deixar que o restante do ar escape rapidamente; remover o manguito; deixar o paciente confortável; limpar o equipamento; anotar no gráfico com caneta azul; lavar as mãos. DOR – 5º SINAL VITAL Dor é a experiência psíquica sensorial e emocional desagradável que surge de uma lesão tissular real ou potencial. Saber qual é a intensidade da dor de um paciente ainda é uma AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 7 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem tarefa imprecisa, por ser uma experiência subjetiva e influenciada por fatores culturais, sociais, etc. O alívio da dor é um direito do paciente pode ser mensurada, quantificada, através de diversas escalas. MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS É a verificação do peso corporal, da altura e circunferência abdominal. Tem como objetivos acompanhar a evolução de doenças e calcular dosagens de medicamentos. O peso e a estatura do paciente são registrados no histórico de enfermagem e da realização do exame físico. O peso precisa ser verificado e anotado, com a finalidade de controlar qualquer alteração ocorrida durante a permanência do paciente no hospital. O peso é essencial como um guia na prescrição de certos medicamentos. Material Balança Fita métrica Procedimento: lavar as mãos; conduzir o paciente até a balança; colocar uma toalha de papel na balança; solicitar ao paciente que retire os sapatos e suba na balança; Pedir ao paciente para ficar com as costas para o antropômetro, unir os calcanhares e manter ereto; Auxiliar o paciente a descer da balança. Calçar os chinelos e vestir o roupão; retirar o papel da balança e desprezar; verificar com atenção o peso e anotar; suspender a haste até a altura da cabeça do paciente e verificar qual a estatura marcada; anotar no gráfico com caneta azul; lavar as mãos. Observações: Se o paciente não puder se locomover, deverá ser usada uma balança especial que permite pesar na posição horizontal. Caso não exista a balança especial, a tomada de peso deverá ser adiada. Circunferência abdominal lavar as mãos; colocar o biombo ao redor do leito do paciente; manter o paciente deitado; expor a região abdominal do paciente; pegar na ponta da fita métrica e passar por trás do paciente; pegar a fita métrica do lado oposto do paciente e unir com o restante da fita na região umbilical; verificar o número que indica na fita; manter o paciente confortável e a unidade em ordem; realizar a limpeza da fita métrica com álcool 70%; anotar no gráfico com caneta azul; lavar as mãos. EXAME FÍSICO O exame físico é feito no momento da admissão do paciente no hospital, sendo reavaliado diariamente com a finalidade de investigar queixas, sintomas e a evolução do paciente. Durante o exame, o paciente pode sentir ansiedade e inquietação causada pelo constrangimento. O profissional de enfermagem deve está atento para aliviar as tensões, mantendo o paciente calmo, explicar o procedimento e a finalidade do exame ao qual está sendo submetido. Para que ele se sinta à vontade, é necessário que seja tratado como uma pessoa com necessidades físicas, emocionais, mentais, e espirituais. POSIÇÕES PARA EXAMES A posição em que o paciente deverá ser colocado é determinada pelo tipo de exame especial a ser feito. Para auxiliar no exame físico é necessário colocar o paciente na posição correta. Todo e qualquer exame deve ser explicado o procedimento para transmitir segurança e uma boa assistência. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 8 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem a) Posição Horizontal (decúbito dorsal): O paciente fica deitado no leito com o ventre para cima, membros superiores e inferiores relaxados. É usada para conforto e relaxamento e para o exame físico. Procedimento: lavar as mãos; explicar o procedimento e a finalidade ao paciente; colocar a mesa de exame ou o leito na posição horizontal; deitar o paciente horizontalmente de costas; manter os membros superiores ao longo do corpo em posição anatômica e os inferiores alinhados; manter o paciente protegido com o lençol, expor a área a ser examinada; deitar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. b) Fowler: O paciente fica em decúbito dorsal, semi sentado, elevar a cabeceira até 45 graus em relação à cama. São usada para descanso, conforto, alimentação, exames e patologias do trato respiratório. Procedimento: lavar as mãos; explicar o paciente em decúbito dorsal; elevar os pés da cama; elevar a cabeça e o tórax do paciente até formar um ângulo de 45° em relação ao nível normal do leito; proteger o paciente com lençol expor a região a ser examinada; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. c) Posição Ventral: O paciente fica deitado com o ventre para baixo, braços fletidos e mãos sob a testa. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar o paciente deitado com o abdome sobre o leito ou a mesa; apoiar a axila do paciente com coxim para elevar o tórax; colocar a axila do paciente apoiada com um travesseiro e virada para o lado; manter os membros superiores formando um ângulo com a cabeça e os inferiores alinhados; proteger o paciente com lençol; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. d) Posição de Sims (decúbito lateral): O paciente fica deitado sobre o lado direito, flexionar os membros inferiores. A perna direita semi flexionada e a esquerda mais flexionada, próxima ao abdome. Esta posição é usada para exames vaginais, retais, clister e lavagem intestinal.AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 9 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar o paciente deitado sobre o lado esquerdo; colocar a cabeça apoiada sobre um travesseiro; colocar o braço esquerdo para trás, ao lado das costas, e o braço direito à frente do corpo; manter o membro inferior direito flexionado até quase encostar o joelho no abdome, apoiar no leito ou mesa; manter o membro inferior esquerdo estirado ou flexionado; proteger o paciente com lençol, expor a área a ser examinada; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. e) Posição Genu-peitoral: O paciente fica ajoelhado e com o peito descansando na cama, os joelhos devem ficar afastados. Esta posição é usada para exames vaginais, retais, cirurgias e como exercício após o parto para o útero voltar à posição normal. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar o paciente em decúbito ventral; solicitar ao paciente que se ajoelhe no leito ou na mesa com os joelhos ligeiramente afastados; solicitar ao paciente que abaixe os ombros de modo que encoste a face e o tórax na cama ou mesa; proteger o paciente com lençol, expor a região a ser examinada; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. f) Posição Ginecológica: A paciente fica deitada de decúbito dorsal, com as pernas flexionadas sobre as coxas, a planta dos pés sobre o colchão e os joelhos afastados um do outro. Esta posição é usada para exames, tratamentos e cirurgias vaginais e retais. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; deitar o paciente em decúbito dorsal; flexionar os membros inferiores da paciente, deixando apoiado o calcanhar no leito ou no estribo da mesa de exame; apoiar a dobra do joelho na perneira da mesa ginecológica; instruir a paciente para manter os joelhos afastados; proteger a paciente com um lençol em sentido transverso, colocando as duas pontas do lençol correspondentes às pernas, prender aos pés da paciente; deixar a paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. g) Posição de Litotomia: A paciente é colocada em decúbito dorsal, às coxas afastadas e flexionadas sobre o abdome. Esta posição é usada para exame vaginal, retal, bexiga e parto. É considerada uma modificação da ginecológica. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 10 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar o paciente em decúbito dorsal; flexionar os joelhos do paciente sobre o abdômen e as pernas sobre as coxas; instruir o paciente para manter as coxas bem afastadas uma da outra; colocar as nádegas do paciente fora da mesa ou colchão; manter as pernas do paciente nesta posição de flexão, usando um suporte para os joelhos ou suporte de alça para os pés; proteger o paciente com um lençol com perneiras e abertura no centro; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. h) Posição de Trendelemburg: O paciente fica em decúbito dorsal, com as pernas e pés acima do nível da cabeça. Esta posição é usada para retorno venoso, cirurgia pélvica e de varizes, hemorragias, edemas, e choque. Procedimento: lavar as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; colocar o paciente deitado ereto, em decúbito dorsal, com os quadris e os joelhos elevados, a cabeça do paciente deverá ficar baixa, o corpo num plano inclinado; proteger com suporte na altura dos ombros para amparar o corpo, não permitir que escorregue da mesa; proteger o paciente com lençol expor a região necessária; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. i) Posição Ereta/Ortostática: O paciente fica em pé no chão forrado com um lençol. Esta posição é usada para exames de certas anormalidades ortopédicas ou neurológicas. Procedimento: lavas as mãos; explicar ao paciente a finalidade e o procedimento; proteger o paciente com o vestuário próprio ou com um lençol; colocar o paciente em pé, com o tronco e os braços ao longo do corpo, os pés afastados e o topo da cabeça paralelo ao teto; deixar o paciente confortável; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 11 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem TÉCNICA DE COLETA DE ESPÉCIME PARA EXAMES COMPLEMENTARES A coleta de material para exames é uma atividade comum nos serviços de enfermagem e auxilia na complementação do diagnóstico. A equipe de enfermagem é responsável pela coleta de espécimes dos pacientes que deverá explicar como será o procedimento. a) Urina Tipo I São solicitados para pesquisa de elementos anormais, cor, aspecto, odor, pH, eritrócitos, leucócitos, glicose, cetona e sedimentos. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material, que deve ser limpo e seco; explicar para o paciente o que vai ser feito; fazer a assepsia dos genitais externos usando água e sabão neutro; orientar o paciente para urinar, desprezando o primeiro jato, colher a segunda porção, 10ml, sendo a primeira micção da manhã a mais indicada; identificar o recipiente encaminhar para o laboratório; deixar a unidade em ordem; anotar no prontuário com caneta azul a quantidade e as reações do paciente; lavar as mãos. b) Urina de 24h São solicitadas para análises quantitativas de ácido úrico, cálcio, hormônios, potássio, glicose, proteínas e sedimentos. Procedimento: lavar as mãos; recipiente limpo, seco, identificado com capacidade para 2000ml para coletar a urina durante as 24h; orientar o paciente sobre a importância do exame e como deve ser coletada a urina durante o período; pedir ao paciente para urinar esvaziar a bexiga totalmente, às 6h; quando se completará a coleta de 24h; deixar a unidade em ordem; anotar no prontuário com caneta azul a quantidade; lavar as mãos. c) Urocultura É indicada para isolar as bactérias para determinar a presença de microrganismos específicos. Procedimento: lavar as mãos; usar todo o material estéril. Em criança, usar coletor; fazer a assepsia dos genitais externos, usando água e sabão neutro; orientar o paciente como será realizado o procedimento e a finalidade; colocar biombo para privacidade do paciente; seguir técnica asséptica; desprezar a primeira porção e colher 10ml da segunda; identificar o recipiente e encaminhar ao laboratório; lavar as mãos; deixar a unidade em ordem; anotar no prontuário com caneta azul a quantidade; lavar as mãos. d) Parasitológico das fezes É a pesquisa dos parasitos intestinais, pigmentos biliares, dosagem de gorduras, sangue oculto e sedimentos e outros. Procedimento: orientar e explicar ao paciente sobre o procedimento que será realizado; solicitar para o paciente evacuar em uma comadre limpa e seca, com uma espátula, colocar pequena quantidade no recipiente; identificar e encaminhar ao laboratório; lavar as mãos; deixar a unidade em ordem; anotar no prontuário com caneta azul a quantidade; lavar as mãos. d) Coprocultura, ou cultura das fezes É indicada para detectar infecção. Procedimento: lavar as mãos; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 12 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem usar material estéril; orientar o paciente para evacuar em uma comadre esterilizada e recolhera amostra com espátula estéril, colocando em recipiente estéril; identificar e encaminhar imediatamente ao laboratório, junto com o pedido do médico; lavar as mãos; deixar a unidade em ordem; anotar no prontuário com caneta azul a quantidade; lavar as mãos. e) Escarro É indicado para diagnosticar infecções das vias aéreas, pesquisa de bactérias como estreptococos, pneumococos, bacilos da tuberculose (bacilo de BAAR). Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente para fazer higiene oral; bochechar água antes de expectorar; orientar o paciente a colher o material pela manhã, em jejum; escarrar dentro de recipiente de boca larga e estéril, sem deixar escorrer pela borda externa; ensinar o paciente a tossir e escarrar e não cuspir saliva no recipiente; identificar e encaminhar ao laboratório; deixar a unidade em ordem; lavar as mãos; anotar no prontuário com caneta azul. lavar as mãos. e) Sangue A maioria dos exames de dosagem da bioquímica do sangue deve ser colhida pela manhã e em jejum, nestas condições sua composição química é mais uniforme e sem alterações. As coletas de sangue são feitas por profissionais do laboratório, que tem todo o material necessário, conforme o tipo de exame. Após a coleta, a enfermagem anota no prontuário. Materiais: seringa de 5ml ou 10ml ou tubo “vacutainer”; álcool 70%; agulha 25x8 ou 25x9 ou scalp 21 ou 23; luvas de procedimento; tubos identificados para a finalidade de cada exame; garrote; algodão; saco plástico para resíduos; descartex; curativo. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material numa bandeja; explicar o procedimento ao paciente; posicionar o paciente, sentar ou deitar em decúbito dorsal, com o braço apoiado para facilitar a visualização das veias; calçar as luvas; visualizar, palpar e selecionar a veia a ser puncionada; prender o garrote 5cm acima do local da punção e pedir que o paciente feche a mão; fazer antissepsia da área com solução alcóolica a 70% ou clorexidina alcóolica 0,5%, em movimento circular; deixar o algodão na bandeja ou segurar com o dedo mínimo; com o polegar da mão não dominante fixar a veia, esticando a pele abaixo do ponto da punção; segurar a seringa horizontalmente, com a mão dominante, manter o indicador sobre o canhão da agulha; introduzir a agulha com o bisel e a graduação da seringa voltados para cima (a agulha deve ser introduzida na veia 1cm e manter um ângulo de 15°); aspirar à seringa com a mão que fixava a veia; evitar movimentos desnecessários e deslocamento da agulha. quando usar o vacutainer aguardar o enchimento do tubo; após a coleta do sangue necessário, pedir para o paciente abrir a mão, desprender o garrote e remover a agulha, com movimento único e suave, apoiar o local com algodão; fazer leve pressão no local da punção com o algodão; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 13 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem colocar a mostra de sangue devagar pela parede do tubo, evitar hemólise (se o tubo tiver anticoagulante, agitar devagar para misturar o conteúdo); observar o estado geral do paciente; deixar o ambiente em ordem; encaminhar o material coletado para o laboratório com a requisição; anotar no prontuário com caneta azul; lavar as mãos. SONDAGEM GÁSTRICA Fonte: Potter; Perry (2013) É a introdução de um cateter/sonda por meio do nariz ou pela boca até o estômago. São responsáveis pelo procedimento da inserção da sonda o médico e o enfermeiro. Materiais: sonda nasogástrica (avaliar o tamanho adequado da sonda “14 ou 16”); lumens menores não são utilizados para a descompressão em adultos, a sonda deverá remover todas as secreções espessas; gel hidrossolúvel para lubrificar a sonda; luvas de procedimentos; tiras de teste de pH (para medir a acidez do aspirado gástrico); abaixador de língua; lanterna; bacia de êmese; biombo; gaze; seringa de 20ml; estetoscópio; soro fisiológico 0,9%; fita hipoalérgica de fixação; toalha de rosto; copo de água com canudo. Sonda nasogástrica de irrigação seringa 20ml; soro fisiológico 0,9% bacia; luvas de procedimento. Sonda nasogástrica-descontinuação toalha de rosto; luvas de procedimentos; água e sabão. Nasogástrica: medir a distância da ponta do nariz ao lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, mais 4cm, desconsiderar o último orifício do cateter. Orogástrica: medir a distância da rima labial ao lóbulo da orelha e até o apêndice xifoide, mais 4cm, desconsiderar o último orifício do cateter. Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre a realização do procedimento e como ele pode colaborar; posicionar o paciente na posição de Fowler com travesseiros atrás da cabeça e ombros; elevar a cama no nível horizontal que seja confortável para quem for realizar o procedimento; colocar a tolha sobre o paciente; oferecer papel toalha ao paciente; colocar a bacia de emêse em local de fácil acesso; colocar o biombo para a privacidade do paciente; calçar as luvas de procedimento; orientar o paciente a relaxar e respirar normalmente enquanto oclui uma narina. Repita esta ação para a outra narina. Selecionar a narina com maior fluxo de ar; medir a distância para o posicionamento gástrico: marcar o comprimento da sonda a ser inserida colocando um pequeno pedaço de fita adesiva; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 14 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem curvar de 10cm a 15cm da extremidade da sonda com força em torno do dedo indicador e soltar; lubrificar de 8cm a 10cm a extremidade da sonda com gel hidrossolúvel; inicialmente orientar o paciente a hiperestender o pescoço contra o travesseiro; inserir a sonda suave e lentamente pelo nariz ou pela boca, com o objetivo de progredir a ponta final da sonda para baixo; continuar passando a sonda ao longo do assoalho da passagem nasal, para baixo. Se encontrar resistência, aplicar uma leve pressão para baixo a fim de avançar com a sonda (não forçar se permanecer a resistência); se encontrar resistência, tentar girar a sonda e ver se avança. Se ainda houver resistência, retirar a sonda, deixar o paciente descansar, lubrificar a sonda, e inserir na outra narina; continuar inserindo a sonda até a nasofaringe, progredir delicadamente, girar em direção à narina oposta e passar acima da orofaringe; oferecer um copo de água para o paciente e explicar que o próximo passo exige que ele engula a sonda com a água (não oferecer água caso haja contraindicação); com a sonda acima da orofaringe, orientar o paciente para flexionar a cabeça para frente, tomar um copo de água e engolir. Avançar a sonda de 3cm a 5 cm de acordo com cada gole de água que engolir. Se o paciente estiver com restrição de líquidos, orientá-lo a engolir a seco; se o paciente tossir, engasgar, sufocar ficar cianótico, retirar a sonda sem removê-la por completo, parar de avançar; orientar o paciente a respirar com calma e tomar pequenos goles de água; se o paciente continua a engasgar, tossir, reclamar que a sonda está enovelando-se na parte posterior da garganta, inspecionar a orofaringe com um abaixador de língua e lanterna. Se estiver enovelada, retrair a sonda até que a ponta retorne à parte visível da orofaringe; quando o paciente relaxar, reinserir a sonda pedindo que engula; continuar progredindo com a sonda até que a fita ou a marcação seja atingida; fixar a sonda na bochecha do paciente com um pedaço de fita adesiva até que a verificação de sua localização seja realizada; anotar no prontuário com caneta azul; lavar asmãos. Comprovação de posicionamento da sonda Teste da audição: posicionar o diafragma do estetoscópio sobre o estômago do paciente e injetar rapidamente 20ml de ar pela sonda. Espera-se com este procedimento ouvir o ruído característico da posição da sonda no estômago. Aspiração de conteúdo: aspirar com uma seringa de 10ml o conteúdo gástrico do paciente e determinar o seu pH. A confirmação pode ser pela identificação de restos alimentares no conteúdo aspirado (que pode ser reintroduzido no estômago). Teste do borbulhamento: posicionar a extremidade da onda em um copo com água, caso ocorra borbulhamento na água, é indicativo de que a sonda esteja na via respiratória. Verificação de sinais: monitorar a presença de sinais como tosse, cianose e dispneia (indicativo de que a sonda esteja na via respiratória). Se a sonda não estiver no estômago, avançar mais 3cm a 5cm e repetir os passos para comprovação do posicionamento da sonda. Após a comprovação da sonda no estômago, fechar sua extremidade e fixar sobre o nariz com o auxílio de fita adesiva ou um dispositivo de fixação; marcar a sonda na extremidade do nariz com o auxilio de uma fita adesiva ou medir o comprimento externo da sonda, elevar a cabeceira da cama a 30 graus, observar o estado geral do paciente, deixar o ambiente em ordem, anotar no prontuário com caneta azul e lavar as mãos. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 15 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem SONDAGEM NASOENTERAL Fonte: Potter; Perry (2013) É a introdução de um cateter/sonda com fio guia por meio do nariz ou pela boca até o duodeno ou jejuno. São responsáveis pelo procedimento da inserção da sonda o médico e o enfermeiro. Materiais: sonda enteral DOBBHOFF, com fio guia (mandril); estetoscópio; gel hidrossolúvel para lubrificar a sonda; seringa de 20ml; esparadrapo; copo com água e canudo; cuba rim; toalha de rosto; luvas de procedimento; gaze estéril; lanterna abaixador de língua; biombo. Nasoenteral: colocar a sonda na ponta do nariz, direcionar até o lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifoide e acrescentar mais 15cm a 20 cm, para obter o posicionamento pós- pilórico (duodeno). Marcar o local da medida com uma fita adesiva ou esparadrapo, desconsiderar o último orifício do cateter; Oroenteral: colocar a sonda na rima labial e direcionar até o lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifoide e acrescentar mais 15cm a 20cm, para obter o posicionamento pós-pilórico (duodeno). Marcar o local da medida com uma fita adesiva ou esparadrapo, desconsiderar o último orifício do cateter; Procedimento: lavar as mãos; orientar o paciente sobre o procedimento que será realizado e as formas que ele pode colaborar; posicionar o paciente na posição de Fowler com travesseiros atrás da cabeça e ombros; elevar a cama no nível horizontal que seja confortável para quem for realizar o procedimento; colocar o biombo para privacidade do paciente; colocar a tolha sobre o paciente; colocar a cuba rim em local de fácil acesso (para uso no caso de êmese); calçar as luvas de procedimento; orientar o paciente a relaxar e respirar enquanto oclui uma narina. Repita esta ação para a outra narina. Selecionar a narina com maior fluxo de ar; medir a distância para o posicionamento da sonda; injetar soro fisiológico 0,9% na sonda, se ela não for lubrificada no local de inserção do fio guia; lubrificar de 8cm a 10cm a extremidade da sonda com gel hidrossolúvel; orientar o paciente a hiperestender o pescoço contra o travesseiro; inserir a sonda suave e lentamente pela narina, e progredir a ponta da sonda para baixo; continuar passando a sonda ao longo do assoalho da passagem nasal, para baixo. Se encontrar resistência, aplicar uma leve pressão para baixo a fim de avançar com a sonda, não forçar se permanecer a resistência; se encontrar resistência, tentar girar a sonda e verificar se avança. Se ainda houver resistência, retirar a sonda, deixar o paciente descansar, lubrificar novamente a sonda, e inserir na outra narina; continuar inserindo a sonda até a nasofaringe apenas progredindo, girando-a em direção à narina oposta e passando-a logo acima da orofaringe; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 16 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem oferecer um copo de água para o paciente e explicar que ele engula a sonda com a água (não oferecer água caso haja contraindicação); com a sonda acima da orofaringe, orientar o paciente para flexionar a cabeça para frente, tomar um pequeno copo de água e engolir. Avançar a sonda de 3cm a 5cm de acordo com o gole de água e engolir. Se o paciente estiver com restrição de líquidos, orientá-lo a engolir a seco; se o paciente tossir, engasgar, sufocar ficar cianótico, retirar a sonda, não removê-la por completo e parar de avançar. Orientar o paciente a respirar com calma e tomar água; se o paciente continuar a engasgar, tossir, reclamar que a sonda está enovelando-se na parte posterior da garganta, inspecionar a orofaringe com um abaixador de língua e lanterna. Se estiver enovelada, retrair a sonda até que a ponta retorne à parte visível da orofaringe; depois que o paciente relaxar, reinserir a sonda pedindo que engula; continuar progredindo com a sonda até que a fita ou a marcação seja atingida; fixar a sonda na bochecha do paciente com um pedaço de fita adesiva até que a verificação de sua localização seja realizada; se a sonda não estiver no estômago, avançar mais 3cm a 5cm e repetir os passos para comprovação do posicionamento da sonda; após a comprovação da sonda no estômago, fechar sua extremidade e fixar sobre o nariz com fita adesiva ou um dispositivo de fixação; baixar a cabeceira da cama e posicionar o paciente em decúbito lateral direito; aguardar duas horas encaminhar o paciente para confirmação radiológica do posicionamento da sonda no intestino delgado, com pedido médico (o exame radiográfico é o padrão ouro para verificar o posicionamento correto da sonda no intestino delgado); levar exame radiográfico para o médico avaliar, confirmando a localização da sonda e a liberação para uso; retirar o fio guia da sonda; marcar a sonda na extremidade do nariz com o auxilio de uma fita adesiva ou medir o comprimento externo da sonda e anotar no prontuário paciente; elevar a cabeceira da cama a 30 graus; observar o estado geral do paciente; deixar o ambiente em ordem; anotar no prontuário com caneta azul; lavar as mãos. LAVAGEM GÁSTRICA É a introdução e remoção de secreções e substâncias da cavidade gástrica por meio de cateter com a finalidade de preparar o paciente para determinadas cirurgias, exames, remover substâncias tóxicas do estômago, controlar hemorragias digestivas. São responsáveis pela execução o enfermeiro e o médico. Materiais: frasco com a solução indicada para lavagem (água e solução fisiológica 0,9%); sonda de Fauchet ou de Levin; suporte de soro; seringa de 20ml; equipo de soro; luvas de procedimento; gaze estéril; tolha de rosto; frasco coletor para líquido de retorno; forro de pano e plástico; bacia de gelo (se necessário); estetoscópio; esparadrapo; saco plástico para resíduos. Procedimento: é a mesma da sondagem gástrica: lavar as mãos; calçar as luvas; testar a sonda, para verificar se está no estômago; introduzir o líquido em pequena quantidade, manter a sonda levantada para que o líquido desça devagar; manter um pouco de líquido no funil para fazer a sifonagem, o que será repetido até a água sair limpa; fechar a sonda com a pinça no término da lavagem e retirar; AUXILIAR DE ENFERMAGEM– Módulo I 17 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem anotar no prontuário com caneta azul. PREPARO DA UNIDADE DO PACIENTE LIMPEZA GERAL OU TERMINAL Indicações: quando o paciente vai a óbito; quando o paciente é transferido para outra setor ou hospital; quando o paciente recebe alta; quando o paciente é operado; quando o paciente está suspenso do isolamento; a cada 7 dias. Finalidades: preparar um leito seguro e confortável; evitar a propagação de infecção; manter uma aparência ordenada; conduzir o paciente ao repouso e sono. Material jarro com solução desinfetante; bacia; um par de luvas; panos para limpeza (dois); saco de papel.; balde; jornal; hamper. Procedimento: preparar o ambiente; trazer o hamper (se houver); colocar a cadeira aos pés da cama; soltar a roupa de cama, começando pelo lado oposto; colocar toda roupa suja dentro do hamper, inclusive o impermeável; deixar o travesseiro no meio do colchão; levar o hamper para o expurgo de roupa suja; trazer a bandeja com materiais, substituindo-os, na mesa da cabeceira, pelos objetos da cama; levar a bandeja à sala de utensílios para limpeza; trazer a bandeja, o balde e o jornal; completar a bandeja com o material que ficou na mesa; colocar o balde aos pés da cama sobre o jornal; colocar a bandeja sobre a cadeira; calçar as luvas; limpar a mesinha de cabeceira, primeiro internamente e depois externamente; limpar um lado do travesseiro, colocá-lo sobre a mesa de cabeceira com o lado limpo para baixo e em seguida lavar o outro lado; limpar e enxugar a parte superior do colchão (metade) no sentido da cabeceira para os pés da cama e dobrá-lo; limpar e enxugar a metade próxima da cama e a parte interior do colchão, obedecer esta sequencia: cabeceira, estrado e colchão; virar o colchão para a cabeceira da cama e proceder à limpeza na ordem inversa: colchão, estrado, pés, enxugar; proceder à limpeza do lado oposto, iniciando nos pés da cama até na cabeceira; desdobrar o colchão, terminar a limpeza da parte superior; colocar a bandeja sobre o colchão e limpar a cadeira; limpar o local onde estava a bandeja; recolher, lavar e guardar o material utilizado, desprezar o jornal; identificar na cama: “feita à limpeza na unidade”, com data e hora; fazer a cama pelo método conhecido; lavar as mãos. Observações: Substituir a água, quando se julgar necessário, despejar no balde. Quando usar sabão, levar água no jarro. Se não houver hamper, improvisar com a fronha. Fazer movimentos firmes sempre no mesmo sentido. Evitar molhar o chão. São responsáveis pela execução o enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem ou profissional do serviço de hotelaria. LIMPEZA DIÁRIA OU CONCORRENTE Consiste na limpeza diária de partes do mobiliário, como cabeceira da cama, colchão, pés da cama, mesa de cabeceira e cadeira. É realizada para a manutenção de um ambiente hospitalar limpo. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 18 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem Material: cuba com a solução desinfetante; pano de limpeza; saco plástico; um par de luvas. Procedimento: seguir movimentos no mesmo sentido; observar a sequência da limpeza (do mais limpo para o mais sujo); evitar molhar o chão; lavar e guardar o material; lavar as mãos. ARRUMAÇÃO DA CAMA É o preparo do leito hospitalar para receber o paciente ou manter a cama ocupada limpa. A técnica tem o objetivo de proporcionar conforto e segurança ao paciente, bem como tornar mais rápido e menos cansativo o trabalho da enfermagem. São responsáveis pela execução o enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem ou profissional do serviço de hotelaria. TIPOS DE CAMA Cama fechada: consiste no leito que está desocupado, aguardando para receber o paciente. Deve ser preparada uma hora após a limpeza geral permitindo o arejamento do ambiente. Material: dois lençóis; um lençol móvel; uma colcha; uma fronha; um cobertor; um impermeável; luvas de procedimentos; uma toalha de banho e de rosto; camisola ou pijama. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material necessário e levar até o quarto; colocar a cadeira aos pés da cama e sobre ela o travesseiro; deixar o material na ordem que será utilizado: fronha, colcha, cobertor, lençol protetor, lençol móvel, impermeável e lençol protetor do colchão. Estas peças são dobradas em quatro partes, em sentido longitudinal, e depois em duas, no sentido transversal; estender o lençol protetor do colchão, em sentido longitudinal, esticar bem, fazer o canto e prender por baixo do colchão; colocar o impermeável no terço médio da cama, e sobre este o lençol móvel e prender ambos sobre o colchão; estender o lençol protetor do paciente, trazer até a cabeceira da cama, e prender sob o colchão, aos pés da cama; estender a colcha e o cobertor, fazer o canto e prender junto aos pés da cama; colocar a fronha no travesseiro e este na cabeceira da cama, com a abertura da fronha para o lado oposto ao da porta do quarto; passar para o outro lado da cama, puxar peça por peça, seguindo a sequência da técnica; colocar as toalhas na cabeceira da cama; colocar a cadeira no lugar, deixar a unidade em ordem. lavar as mãos. Cama aberta com o paciente que deambula: consiste no leito que está sendo ocupado por um paciente que pode deambula. O material é o mesmo usado para a cama fechada. Realizar o mesmo procedimento da cama fechada. Deixar o lençol protetor do paciente virado sobre o cobertor e a colcha na parte da cabeceira. Realizar a limpeza diária, antes de colocar a roupa limpa de cama. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material necessário e levar ao quarto; deixar o material na ordem que será utilizado sobre a mesa de cabeceira ou na cadeira; retirar a roupa de cama usada e colocar no hamper próximo ao leito; arrumar o leito conforme procedimento do leito fechado. Fazer dobra no lençol, AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 19 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem cobertor ou colcha em um ângulo de 90°, no lado melhor para o paciente; providenciar o material acessório: lavar as mãos. Cama aberta com paciente acamado: consiste no leito que é ocupado por um paciente que está acamado. É arrumado durante o banho no leito, para evitar perda de tempo e esforços. O material é o mesmo usado para a cama fechada. Realizar o mesmo procedimento da cama fechada. Deixar o lençol protetor do paciente virado sobre o cobertor e a colcha na parte da cabeceira. Realizar a limpeza diária, antes de colocar a roupa limpa de cama. Os materiais são os mesmos para cama fechada. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material necessário elevar até o quarto (o material é o mesmo da para a cama fechada); colocar o biombo; calçar as luvas; retirar a roupa da cama e colocar no hamper, deixar o paciente coberto com o lençol de cima; colocar o paciente para o lado oposto à cadeira com as roupas dobradas; dobrar sob o paciente o lençol protetor do colchão, deixando exposta a metade do colchão; limpar a metade do colchão; estender as roupas limpas, seguindo a sequência; virar o paciente para o lado limpo, retirar as roupas sujas e colocar no hamper; esticar os lençóis, seguir a sequência e fazer os cantos; limpar a mesa de cabeceira e a cadeira; lavar e guardar o material; verificar se está tudo em ordem; lavar as mãos. Observações: Evite cansar o paciente; a troca do leito deve ser realizada quantas vezes forem necessárias durante o plantão; o preparo do leito proporciona conforto ao paciente; estimula a circulação com a mudançade decúbito; observar o estado geral do paciente; ao reutilizar o lençol não deixar fio de cabelo, migalhas, etc. Se o paciente for grave, a troca deverá ser por duas pessoas, para evitar esforço do paciente e da equipe de enfermagem. Cama de operado: consiste no leito que vai ser ocupado por um paciente operado ou está em exame sob anestesia. A finalidade é proporcionar conforto, segurança, prevenir infecções e facilitar a colocação do paciente no leito. Materiais: o mesmo para o leito fechado: forro para cabeceira; suporte de soro; esfigmomanômetro e estetoscópio; saco plástico; comadre ou papagaio; luvas de procedimento. Procedimento: lavar as mãos; reunir o material necessário elevar até o quarto (o material é o mesmo da para a cama fechada); calçar as luvas; fazer a limpeza geral da unidade; trocar toda a roupa de cama; arrumar a cama conforme as técnicas anteriores, seguindo a sequência das roupas; colocar o lençol protetor do paciente, a colcha, o cobertor na parte da cabeceira e AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 20 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem dos pés; enrolar ou dobrar tudo para o lado que facilita a colocação do paciente no leito; deixar o travesseiro preso à cabeceira da cama; providenciar suporte para soro, coletor para drenagem da sonda, oxigênio e aspirador, conforme cirurgia e bandeja de sinais vitais. lavar e guardar o material; verificar se está tudo em ordem; lavar as mãos. Sequência para o preparo da cama (canto da cama) MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DO PACIENTE Movimentação e transporte do paciente para prevenção de lesão por pressão e locomoção no ambiente de internação é de responsabilidade do enfermeiro, do auxiliar e técnico de enfermagem e do médico. A movimentação e o transporte de paciente são atividades comum no serviço de enfermagem. Para executar essas atividades, é necessária uma boa mecânica corporal pela equipe de enfermagem. Evitar esforços desnecessários é fundamental para prevenir danos ocupacionais e preservar a segurança do paciente. Desse modo, os movimentos devem ser planejados. Sugere-se fazer uma pequena contagem para todos os envolvidos agirem em conjunto, somando forças, empregando princípios de ergonomia. Por exemplo, pode-se se contar 1, 2, 3, já e executar a movimentação e/ou o transporte. Observações: A movimentação e o transporte do paciente envolvem risco eminente de quedas e lesões tegumentares. A equipe de enfermagem deve está atenta à forma como conduzir essas atividades e evitar agravos no paciente. Além disso, a ergonomia deve fazer parte da rotina de trabalho da enfermagem. MUDANÇA DE POSIÇÃO I - VIRAR O PACIENTE EM DECÚBITO LATERAL COM OS BRAÇOS Procedimento: lavar as mãos; deslocar um pouco o paciente do centro da cama para o lado oposto ao que será virado; colocar as pernas do paciente uma sobre a outra (cruzadas); colocar uma das mãos no ombro do paciente e a outra na região pélvica e com um impulso virar o paciente para o lado direito ou esquerdo; colocar um travesseiro entre as pernas, um amparando o dorso e outro no abdome, para recostar o braço, deixar o paciente confortável; lavar as mãos. II - VIRAR O PACIENTE EM DECÚBITO LATERAL COM O LENÇOL MÓVEL Procedimento: lavar as mãos; soltar o lençol móvel de um lado; deslocar um pouco, o paciente do centro da cama para o lado oposto ao que será virado; AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 21 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem colocar as pernas do paciente uma sobre a outra (cruzadas) para o lado que se quer virar; pegar o lençol móvel, enrolar e puxar vagarosamente para cima, até o paciente ficar virado de lado; colocar um travesseiro entre as pernas, um amparando o dorso e outro no abdome, para recostar o braço, deixando o paciente confortável; lavar as mãos. III – COLOCAR EM DECÚBITO VENTRAL Procedimento: lavar as mãos; tirar o paciente em decúbito lateral; colocar uma das mãos no seu ombro e outra na coxa, auxiliando o paciente a ficar na posição adequada; colocar travesseiros sob suas pernas, peito e abdome, deixando o paciente confortável; lavar as mãos. IV – LEVANTAR O PACIENTE PARA A CABECEIRA DA CAMA Procedimento quando o paciente ajuda lavar as mãos; pedir ao paciente que flexione os joelhos, firme os pés no colchão e se segure à cabeceira da cama; colocar um dos braços sob o ombro do paciente até a axila oposta e o outro na região pélvica; pedir ao paciente para dar um impulso para cima levantar para a cabeceira da cama, com movimento sincronizado ao do paciente; lavar as mãos. Procedimento quando o paciente não pode ajudar (serão necessárias duas pessoas, colocar uma de cada lado da cama) lavar as mãos; a primeira pessoa coloca um braço no ombro e o outro na região glútea; a segunda pessoa coloca um braço na região lombar e o outro na altura dos joelhos; em um movimento sincronizado, as duas levam o paciente para a cabeceira da cama; utilizar o lençol móvel para executar essa mudança; para abaixar o paciente na cama, utilizar o mesmo movimento em direção contrária; lavar as mãos. V – LEVANTAR O PACIENTE NA CAMA Procedimento: lavar as mãos. lavar as mãos. colocar o paciente em posição de Fowler; colocar um dos braços sob o ombro do paciente até a axila oposta e o outro na região pélvica ou poplítea; realizar movimento giratório; lavar as mãos. VI – MOVER O PACIENTE PARA UM DOS LADOS DA CAMA Procedimento: lavar as mãos; enlaçar braços, cabeça, ombros e região inferior do tórax e puxar para a lateral da cama; enlaçar cintura e coxa e puxar para a lateral da cama; movimentar as pernas do paciente para a lateral da cama; lavar as mãos; VII – PASSAR O PACIENTE DA CAMA PARA MACA E VICE-VERSA Materiais (preparo da maca): acolchoado coberto com lençol; travesseiro pequeno. Observações: a arrumação da maca é identifica ao preparo do leito. A troca de roupa AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 22 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem da maca deve ser feita a cada vez que for ser utilizada. Procedimento: lavar as mãos; preparar a maca; orientar o paciente sobre o movimento que será realizado; descer em leque a colcha e o sobre lençol que está cobrindo o paciente; soltar o lençol móvel e enrolar as pontas junto ao paciente; colocar a maca paralela e encostada na cama; posicionar duas pessoas ao lado da cama e duas ao lado da maca, segurar o lençol móvel; em um movimento sincronizado, as quatro pessoas passam o paciente para a maca ou cama; apoiar a cabeça, se o paciente estiver inconsciente ou impossibilitado de colaborar; lavar as mãos. Procedimento sem auxílio do lençol móvel (necessário três pessoas): lavar as mãos. preparar a maca; orientar o paciente sobre o movimento que será realizado; colocar um lençol sob o paciente; abaixar a colcha e o sobre lençol que cobre o paciente; envolver o paciente com o lençol; colocar a maca em ângulo reto com a cama (cabeceira da maca e os pés da cama); posicionar as pessoas ao lado do paciente, por ordem de altura; A mais alta na cabeceira: colocar um braço sob o ombro ou a cabeça, e o outro sob a região pélvica; A média, no meio: colocar um braço sob a região pélvica, cruzar com o da cabeceira e o outro sob o terço médio das coxas; A mais baixa, nos pés: colocar um braço na região lombar, cruzar com a do meio, e o outro segura o dorso dos pés; em um movimento sincronizado, colocar o paciente na beira da cama, levantar e trazerpróximo ao peito e transportar para a cama ou maca; soltar o lençol que o envolve e cobrir; utilizar o travesseiro para apoiar a cabeça, caso não tenha restrições; lavar as mãos. VIII – SENTAR O PACIENTE EM CADEIRA CONVECIONAL OU CADEIRA DE RODAS Materiais: cadeira convencional ou cadeira de rodas; escadinha (se necessário); chinelos e roupão; forro; cobertor. Procedimento: lavar as mãos. preparar a cadeira com o forro e um cobertor dobrado sobre o assento; orientar o paciente sobre o movimento que será executado e a forma como ele poderá colaborar, se tiver condições; abaixar a roupa de cama em leque; posicionar a cadeira obliquamente próxima à cama; travar as rodas da cadeira com trava própria ou pedir para que alguém segure a cadeira; virar o paciente de lado, colocando um braço sob o ombro do paciente e outro, na região poplítea. O braço mais distante do paciente se apoia no ombro de quem está auxiliando e com um movimento simultâneo, sentar o paciente na cama; observar o estado geral do paciente; vestir o roupão; levantar o paciente. As mãos do paciente devem estar apoiadas nos ombros de quem está auxiliando na movimentação. O AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 23 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem executante deve segurar a cintura do paciente ou está com os braços em posição de alavanca sob as axilas; virar e sentar o paciente na cadeira; calçar os chinelos e cobrir o paciente; deixar o ambiente em ordem; lavar as mãos. IX – MOVIMENTAR O PACIENTE DA CADEIRA PARA O LEITO Procedimento: lavar as mãos. orientar o paciente sobre o movimento que será executado e a forma como ele poderá colaborar, se tiver condições; colocar a cadeira obliquamente próxima à cama, no lado contrário ao que vai utilizar para a sua saída; travar as rodas da cadeira com trava própria ou pedir para que alguém segure a cadeira; auxiliar o paciente a levantar e segurar pela cintura ou com os braços em posição de alavanca sob as axilas; As mãos do paciente devem estar apoiadas sobre o abdome; ajudar o paciente a sentar-se na cama, usando a escadinha; tirar o roupão e os chinelos; deitar o paciente e deixar confortável; observar o estado geral do paciente; deixar o ambiente em ordem; lavar as mãos. X – TRANSFERÊNCIA DO LEITO PARA POLTRONA EM PACIENTES IMPOSSIBILITADOS Procedimento (necessárias duas pessoas): lavar as mãos; colocar a poltrona próxima à cama; uma pessoa com os braços em posição de alavanca sob as axilas, segura o tórax e outra segura alça as pernas na região poplítea; observar o estado geral do paciente; deixar o ambiente em ordem; lavas as mãos. XI - MUDANÇA DE DECÚBITO NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO A mudança de decúbito é um fator muito importante na prevenção de lesão por pressão. Os riscos são: Fatores extrínsecos: tempo de internação; pressão (principalmente em regiões de proeminências ósseas); fricção da pele; umidade; deficiência na mudança de decúbito. Fatores intrínsecos: estado nutricional e peso; idade; tipo de pele; patologias crônicas; nível de consciência; sensibilidade cutânea; uso de medicamentos. Fonte: Potter; Perry (2013). Nota: Atualização do termo úlcera por pressão para lesão por pressão em 2016) Para prevenir as lesões por pressão é fundamental que a equipe de enfermagem fique atenta com os intervalos de mudança de decúbito. Outros indicadores também devem ser avaliados durante a investigação sobre os riscos para lesão por pressão. Um dos instrumentos utilizados pelo enfermeiro é o relógio para mudanças de decúbito e a Escala de Braden. AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 24 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem RELÓGIO PARA MUDANÇAS DE DECÚBITO A utilização do relógio para mudanças de decúbito pode ser instituída pelo enfermeiro com objetivo de orientar os intervalos de mudanças e potencializar a diminuição da pressão em um único local. Devem ser levadas em consideração as condições clínicas e hemodinâmicas do paciente. A mudança de decúbito deve ser realizada pela equipe de enfermagem em intervalos de 2h, quando o paciente não apresenta condições de realizar sozinho. O relógio para mudanças de decúbito deve ser colocado na cabeceira do leito do paciente em local de fácil visualização. Outros cuidados devem ser implementados em conjunto com a mudança de decúbito, como: higienização adequada do paciente; não massagear a pele em regiões com risco para lesão por pressão; manter a pele hidratada; evitar exposição à umidade; monitorar o estado nutricional do paciente em conjunto com a equipe de nutrição. ESCALA DE BRADEN A construção da Escala de Braden é fundamentada na fisiopatologia da lesão por pressão, anteriormente denominada como úlcera por pressão. Seus construtos de avaliação envolvem a investigação sobre: percepção sensorial; umidade; atividade; mobilidade; nutrição; fricção e cisalhamento. A pontuação atribuída para cada construto na escala varia de 1 a 4 pontos, em que, 1 significa o pior indicador atribuído e 4 o melhor indicador. A somatória das pontuações de cada construto permite ao final atribuir uma classificação de risco para lesão por pressão e orientar a tomada de decisão da enfermagem em relação ao planejamento para que as lesões por pressão não ocorram. Durante a atuação da enfermagem na prevenção de lesão por pressão a utilização de protocolos operacionais padrão torna-se uma ferramenta útil na assistência oferecida e na manutenção da segurança do paciente. São destacadas seis ações fundamentais na prevenção de lesões por pressão: I. Avaliação da presença de lesão por pressão na admissão de todos os pacientes; II. Reavaliação diária dos riscos para o desenvolvimento de lesão por pressão de todos os pacientes internados; III. Inspeção diária da pele; IV. Manutenção do paciente seco e com a pele hidratada; V. Otimização da nutrição e da hidratação; VI. Minimização da pressão (em regiões de proeminências ósseas). ÚLCERAS POR PRESSÃO É um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele integra ou como lesão aberta e pode ser muito dolorosa. Quando ocorre infecção na lesão, há uma secreção fétida e uma desintegração tecidual. A cicatrização é lenta. Estágio 1: pele integra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de cor escura. Estágio 2: perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa vermelha, úmido e pode apresentar uma bolha intacta com exsudato seroso ou rompida. Estágio 3: perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e tecido de granulação com bordas enroladas estão presentes. Estágio 4: perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem e osso. Estágio não classificável: perda da pele em sua espessura total e perda tissular não visível. Sinais e sintomas: aparecimento do eritema cutâneo, que adquire uma cor pálida ao ser exercida certa pressão; avermelhado evolui para uma cor azul acinzentada, que resulta da oclusão dos AUXILIAR DE ENFERMAGEM – Módulo I 25 COLÉGIO STANDARD – Fundamentos de Enfermagem capilares cutâneos e enfraquecimento subcutâneo; formação de vesículas e a ruptura da pele, acompanhadas dos estágios iniciais de necrose; se a lesão é antiga, cicatrizou e voltou a abrir, são excluídos dos processos de formação de uma nova lesão.