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Disciplina História Professora: Leila Miranda Depoimentos de soldados que lutaram na Primeira Grande Guerra 01-“Tornamo-nos animais selvagens. Não combatemos, nos defendemos da destruição. Sabemos que não lançamos as granadas contra homens, mas contra a morte, que nos persegue com mãos e capacetes. (...) Corremos agachados como gatos, submersos por essa onda que nos arrasta, que nos torna cruéis, bandidos, assassinos, até demônios (...)Se seu próprio pai viesse com os do outro lado, você não hesitaria em lhe atirar uma granada em pleno peito.” 02-“Ainda estou atolado nesta trincheira. (...) Não me lavei, nem mesmo cheguei a tirar a roupa, e a média de sono, a cada vinte quatro horas, tem sido de duas horas e meia (...). Em geral, para dormirmos aquecidos, deitávamo-nos uns juntos aos outros dividindo os cobertores. (...). Os ratos eram gordos e um deles apareceu as três da manhã. Ficou olhando para mim e guinchando.” Texto 01 e 02- Depoimentos de oficiais ingleses que lutaram na 1ª Guerra Mundial 03-“Estamos tão exausto que dormimos, mesmo sob intenso barulho. A melhor coisa que poderia acontecer seria os ingleses avançarem e nos fazerem prisioneiros. Ninguém se importa conosco. Não somos revezados. Os avios lançam projéteis sob nós. Ninguém mais consegue pensar. O alimento está esgotado - pão, conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única gota de água, é o próprio inferno! Texto 03- Trecho de uma carta encontrada no bolso de um soldado alemão que lutou na batalha de Somme (1916) 04- Uma certa ferocidade surge dentro de você, uma absoluta indiferença para com tudo o que existe no mundo, exceto o seu dever de lutar. Você está comendo um pedaço de pão, e um homem é atingido e morto na trincheira perto de você. Você olha calmamente para ele por um momento e continua a comer o seu pão. Por quê não?” 05 - Aqui desapareceu para sempre o cavalheirismo. Como todos os sentimentos nobres e pessoais, ele teve de ceder o lugar ao novo ritmo da batalha e ao poder da máquina. Aqui a nova Europa se revelou pela 1ª vez no combate.” Depoimentos de combatentes da 1ª Guerra (retirados do livro História- Uma abordagem integrada) Questões para refletir... (responder no caderno) 01- Quem vai para o campo de batalha sabe que tem uma enorme possibilidade de morrer. O risco é enorme. No entanto, muitas pessoas engajam-se alegremente na guerra. Por que as pessoas aceitam lutar numa guerra? Por que não se recusam a matar e a morrer? Na sua opinião, o que pode motivar uma pessoa a participar de uma guerra? 02-Como uma pessoa pode ser destruída pela guerra apesar de escapar da morte? 03-Qual sua opinião sobre a vida nas trincheiras durante a guerra? 04- Qual seria um dos motivos que leva um soldado a matar outro ser humano durante uma guerra? 05-Muitos filmes do cinema e da TV tratam como heróis soldados que passam o tempo inteiro matando e destruindo. Nós assistimos a esses filmes desde crianças. Será que sem que percebamos, nos acostumam à guerra? Será que eles nos “ensinam a aceitar a guerra e a violência e até nos levam a gostar delas?” Dê sua opinião, justificando seu ponto de vista. 06 – Escolha dois princípios estudados e relacione com o conteúdo da Primeira Guerra Mundial. Durante a Primeira Guerra Mundial, além dos horrores produzidos diretamente pelo conflito, um medo incalculável surgia entre os soldados ao anoitecer: os ratos. As trincheiras eram lugares perfeitos para a proliferação dessa praga, pois além das latas semi- vazias de comida, que eram atiradas nas "Terras de Ninguém" (região entre as trincheiras inimigas) e que serviam como alimento, os cadáveres e o cheiro fétido que exalavam atraiam os roedores. O horário de pico do surgimento dos animais era justamente durante a noite. Muitos soldados, após o fim da guerra, afirmavam que ouviam o tilintar constante das latas e logo já sabiam que o terror deles se aproximava. Muitas vezes os ratos passavam por cima dos rostos dos soldados adormecidos, mordiam-nos devido ferimentos expostos, ainda que estivessem vivos. Comiam os olhos dos cadáveres, saiam de dentro dos corpos etc. Exatamente pela oferta farta de comida, alguns homens relataram terem visto ratos enormes, maiores do que um gato, propiciando um verdadeiro cenário de terror. (Texto retirado da página na web : Vamos falar de História?)