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já foi realizado e não pode mais ser recuperado, então, não deve possuir qualquer influência sobre as decisões. Portanto, como não podem ser recuperados, os custos irreversíveis (irrecuperáveis) não devem ter nenhuma influência sobre as decisões da empresa. CUSTO MARGINAL O custo marginal (incremental) é o aumento de custo total provocado pela produção de uma unidade adicional de produto. Ele nos informa quanto custará aumentar a produção em uma unidade. EXEMPLO: Imagine que uma determinada empresa produza mensalmente 500 unidades de mochila infantil e, para aumentá-la em uma unidade (passar a produção para 501), seja necessário aumentar o custo total de 180 para 270. Neste caso, o custo marginal será de R$ 90 (270 – 180). Algebricamente o Custo Marginal (CMg) é: CMg = ΔCT ΔQ = dCT dQ http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 5 www.radegondesresumos.com TABELA EXEMPLIFICATIVA DE CUSTO MARGINAL PRODUÇÃO CUSTO TOTAL CUSTO MARGINAL Q CT ΔCT/ΔQ 0 180 - 1 270 90 2 300 30 3 315 15 4 345 30 5 405 60 6 540 135 Note, na tabela acima, que o custo marginal (coluna da direita) é o aumento de custo total (CT) provocado pela produção de uma unidade adicional de produto. Ele nos informa quanto custará aumentar a produção em uma unidade. Além disso, como o custo fixo não apresenta variação quando ocorrem alterações no nível da produção da empresa, o custo marginal (CMg) acaba sendo apenas o aumento no custo variável (CV) ocasionado por uma unidade extra de produto. Ou seja, também podemos representar o CMg da seguinte forma: CMg = ΔCV ΔQ = dCV dQ CUSTO MÉDIO Custo médio é o custo total (CT) dividido pelo nível de produção (pela quantidade de produtos produzidos). Em outras palavras, é o custo por unidade de produto. Por exemplo, suponha uma firma com produção de 500 e custo total de 270, o custo médio será 0,54 (270/500). Algebricamente o Custo Médio (Cme) é: Cme = CT Q http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 6 www.radegondesresumos.com CURTO PRAZO x LONGO PRAZO CURTO PRAZO LONGO PRAZO O curto prazo é definido como um período de tempo em que um dos fatores de produção permanece fixo, constante, inalterado. O longo prazo é o período de tempo em que os fatores de produção são variáveis. Observe que esta distinção é meramente conceitual e não guarda qualquer relação com o tempo transcorrido no calendário. EXEMPLO: Uma situação em que o fator de produção capital seja fixo e o fator de produção mão de obra seja variável será considerada curto prazo. EXEMPLO: Para um banco comercial que, diariamente, aumenta o seu estoque de capital (abertura de agências, caixas eletrônicos) e varia o seu estoque de mão de obra (contrata e demite trabalhadores), dois dias já podem significar longo prazo. CUSTOS NO CURTO PRAZO Nesta análise de curto prazo, assim como fizemos na teoria da produção, consideraremos a existência de dois fatores de produção: mão de obra (L) e capital (K). O fator fixo será o capital (K) e fator variável será a mão-de-obra (L). CUSTOS NO CURTO PRAZO (APENAS UM INSUMO VARIÁVEL) PRODUÇÃO CUSTO FIXO CUSTO VARIÁVEL CUSTO TOTAL CUSTO FIXO MÉDIO CUSTO VARIÁVEL MÉDIO CUSTO TOTAL MÉDIO CUSTO MARGINAL Q CF CV CT CF/Q CV/Q CT/Q ΔCT/ΔQ 0 180 0 180 - - - - 1 180 90 270 180 90 270 90 2 180 120 300 90 60 150 30 3 180 135 315 60 45 105 15 4 180 165 345 45 41,25 86,25 30 5 180 225 405 36 45 81 60 6 180 360 540 30 60 90 135 http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 7 www.radegondesresumos.com A figura abaixo mostra como as medidas de custos fixo, variável e total mudam de acordo com mudanças no nível de produção. OBSERVAÇÕES 1) O custo fixo (CF) não varia com a produção, sendo representado por uma linha horizontal em R$ 180. 2) O custo variável (CV) é zero quando a produção é zero, e então aumenta continuamente à medida que a produção se eleva. 3) A curva de custo total (CT) é a soma das curvas de custo fixo (CF) e de custo variável (CV). Quando o CV for zero, o CT será igual ao CF (R$ 180). INCLINAÇÃO DA CURVA DE CUSTO TOTAL A inclinação da curva de custo total (CT) é a derivada de sua função em relação à variável do eixo horizontal do gráfico. Portanto, o custo marginal representa a inclinação da curva de custo total (CT): INCLINAÇÃO DA CURVA DE CT = dCT dQ = CMg Quantidade Produzida (Q) Custos R$ 1 2 3 4 5 6 200 400 600 180 CF CV CT = CF + CV http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 8 www.radegondesresumos.com INCLINAÇÃO DA CURVA DE CUSTO VARIÁVEL A inclinação da curva de custo variável (CV) é a derivada de sua função em relação à variável do eixo horizontal do gráfico: INCLINAÇÃO DA CURVA DE CV = dCV dQ = CMg Portanto, o custo marginal também representa a inclinação da curva de custo variável (CV). CURVA DE CUSTO FIXO MÉDIO O Custo Fixo Médio (CFme) diminui à medida que a produção aumenta devido a um fenômeno chamado de diluição dos custos fixos. Os custos fixos são aqueles que não variam com a quantidade de produção (ex.: aluguéis). Com o aumento da produção, esses custos fixos são divididos por um maior número de unidades produzidas, o que faz com que o CFme seja reduzido. EXEMPLO: Se uma empresa tem um custo fixo de R$ 180.000 e produz inicialmente 1.000 unidades, o CFme será de R$180 por unidade (180.000/1.000). No entanto, se a empresa dobrar sua produção para 2.000 unidades, o CFme será de apenas R$ 90 por unidade (180.000/2.000). Ou seja, com o aumento da produção (de 1.000 para 2.000 unidades), os custos fixos são divididos por um maior número de unidades produzidas, o que faz com que o CFme seja reduzido. O Custo Fixo Médio (CFme) diminui à medida que a produção aumenta. De outro modo, o CFme é sempre decrescente, caso o custo fixo seja não nulo. Quantidade Produzida (Q) Custos R$ 1 2 3 4 5 6 45 90 180 CFme http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 9 www.radegondesresumos.com CURVA DE CUSTO VARIÁVEL MÉDIO A curva de Custo Variável Médio (CVme) decresce e depois cresce, formando um "U" devido às economias de escala iniciais, seguidas pela capacidade ociosa e, finalmente, pelo aumento dos custos devido a ineficiências adicionais. Isso significa que a empresa precisa encontrar um ponto ótimo de produção, onde os custos variáveis médios são minimizados, a fim de maximizar os lucros. O Custo Variável Médio (CVme) decresce e depois cresce, formando um “U”. EXEMPLO: Um exemplo da curva de Custo Variável Médio (CVme) decrescente seguida de crescimento pode ser observado em uma fábrica de automóveis. Inicialmente, a fábrica está operando abaixo de sua capacidade máxima de produção. Nesse estágio, os custos variáveis, como matéria-prima, mão de obra direta e energia, estão sendo distribuídos por um número relativamente pequeno de unidades produzidas. Portanto, o CVme é alto, uma vez que os custos são distribuídos por um número menor de produtos. Conforme a produção aumenta, a fábrica atinge um ponto em que está operando próxima de sua capacidade máxima. Nesse ponto, os custos são distribuídos por um maior número de produtos, fazendo com que o CVme comece a diminuir. Isso ocorre porque os custos são diluídos em uma maior quantidade de unidades produzidas. No entanto, à medida que a produção continuaa aumentar, a fábrica começa a enfrentar problemas de capacidade e eficiência. Os custos variáveis começam a aumentar, pois a mão de obra está sendo sobrecarregada, os fornecedores podem aumentar os preços e podem ser necessários investimentos adicionais em equipamentos para lidar com a demanda crescente. Como resultado, a curva CVme começa a subir novamente, indicando que o custo médio por unidade produzida está aumentando devido ao aumento dos custos variáveis. Custos R$ 180 CVme Quantidade Produzida (Q) 1 2 3 4 5 6 45 90 http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 10 www.radegondesresumos.com CURVA DE CUSTO MÉDIO A curva de Custo Médio (Cme) é uma representação gráfica que mostra a relação entre o custo médio de produção e a quantidade de produção de uma empresa. Ela indica de que forma o custo médio varia à medida que a produção é aumentada ou reduzida. Ela é utilizada para auxiliar na tomada de decisões sobre a quantidade de produção que uma empresa deve realizar para maximizar seus lucros, levando em consideração os custos médios associados a diferentes níveis de produção. O Custo Médio (Cme) é a soma do Custo Fixo Médio e do Custo Variável Médio. O Custo Médio (Cme) também decresce e depois cresce, formando um “U”. EXEMPLO: Um exemplo de curva de Custo Médio é o caso de uma fábrica de automóveis. Suponha que inicialmente, a fábrica produza 1.000 carros por mês, e o custo médio de produção desses carros seja de R$ 180.000. À medida que a produção é aumentada, a empresa pode aproveitar economias de escala, como ganhos de eficiência na produção em grande quantidade, negociação de preços mais baixos com fornecedores, entre outros fatores. Isso pode levar a uma redução nos custos médios. Por exemplo, se a produção for aumentada para 2.000 carros por mês, o custo médio pode diminuir para R$ 120.000. Porém, se a produção for aumentada ainda mais, digamos para 5.000 carros por mês, o custo médio pode aumentar novamente devido às limitações de capacidade ou outros fatores. Nesse exemplo, a curva de Custo Médio mostrará como o custo médio varia de acordo com os níveis de produção. Custos R$ 180 Quantidade Produzida (Q) 1 2 3 4 5 6 Cme 120 http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 11 www.radegondesresumos.com CURVA DE CUSTO MARGINAL A curva de Custo Marginal (CMg) representa a variação no custo total ao produzir uma unidade adicional de um bem ou serviço. Ela reflete o aumento ou diminuição dos custos associados à produção em pequenos incrementos. Em geral, o CMg tende a diminuir inicialmente conforme mais unidades são produzidas, devido aos chamados "economias de escala". Isso significa que os custos por unidade são reduzidos à medida que a produção aumenta. No entanto, em algum momento, o CMg começa a aumentar novamente devido a fatores como a escassez de recursos ou a necessidade de contratar mais trabalhadores, o que resulta em "economias de escala negativas". O Custo Marginal (CMg) tende a diminuir inicialmente e, em algum momento, começa a aumentar. O Custo Marginal (CMg) também decresce e depois cresce, formando um “U”. EXEMPLO: Um exemplo prático de curva de Custo Marginal pode ser observado na produção de sapatos. Inicialmente, uma fábrica pode contratar mais trabalhadores e aumentar sua produção sem grandes aumentos nos custos. No entanto, à medida que a produção continua a crescer, a fábrica pode precisar de recursos adicionais, como mais matéria-prima ou espaço, para a produção adicional, resultando em custos adicionais explicitados na curva de Custo Marginal. Custos R$ Quantidade Produzida (Q) 1 2 3 4 5 6 CMg 120 180 http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 12 www.radegondesresumos.com RELAÇÃO ENTRE AS CURVAS DE CUSTO NO CURTO PRAZO OBSERVAÇÕES 1) No curto prazo, todas as curvas de custo decrescem e depois crescem, formando um “U”, exceto a curva de custo fixo (que é uma linha paralela ao eixo horizontal). 2) A curva de Custo Marginal (CMg) toca as curvas de custo médio (Cme) e variável médio (CVme) exatamente em seus pontos mínimos. Ou seja: ✓ Quando CMg = Cme, então Cme é mínimo. ✓ Quando CMg = CVme, então CVme é mínimo. 3) A curva de Custo Total Médio (Cme) é decrescente quando ela está acima da curva de Custo Marginal (CMg) e é crescente quando está abaixo da curva de CMg. 4) A curva de Custo Variável Médio (CVme) também é decrescente quando ela está acima da curva de Custo Marginal (CMg) e é crescente quando está abaixo da curva de CMg. Custos R$ Quantidade Produzida (Q) 1 2 3 4 5 6 CMg 100 200 0 Cme CVme A B http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 13 www.radegondesresumos.com ATENÇÃO! Esses formatos de curvas de custos em “U” (Cme, CVme, CMg) representam os casos gerais. Contudo, nos casos em que as funções de custo médio, variável médio ou marginal forem funções lineares (de primeiro grau), teremos apenas linhas retas em vez de curvas. INCLINAÇÃO DA CURVA DE CUSTO FIXO MÉDIO A inclinação da curva de custo fixo médio (CFme) é: INCLINAÇÃO DA CURVA DE CFme = − CF Q 2 INCLINAÇÃO DA CURVA DE CUSTO VARIÁVEL MÉDIO A inclinação da curva de custo variável médio (CVme) é a diferença entre custo marginal e custo variável médio dividida pela produção. INCLINAÇÃO DA CURVA DE CVme = CMg − CVme Q INCLINAÇÃO DA CURVA DE CUSTO MÉDIO A inclinação da curva de custo médio (Cme) é a diferença entre custo marginal e custo médio dividida pela produção. INCLINAÇÃO DA CURVA DE Cme = CMg − Cme Q http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 14 www.radegondesresumos.com MINIMIZAÇÃO DE CUSTOS DA FIRMA A minimização de custos da firma é o processo pelo qual uma empresa procura alcançar um nível de produção ideal que minimize seus custos totais, ou seja, alcançar o nível de produção onde os custos são mais baixos. Para alcançar a minimização de custos, a firma precisa equilibrar a escolha de insumos (mão de obra, matérias-primas, capital) e a quantidade de produção de maneira eficiente. O objetivo é maximizar a produção e minimizar os custos. EXEMPLO: Um exemplo da minimização de custos da firma ocorre quando uma empresa de fabricação de automóveis precisa decidir quantos funcionários contratar e quanta matéria-prima utilizar para produzir um determinado número de carros. A empresa leva em consideração o custo dos funcionários e da matéria-prima, a capacidade produtiva das instalações e o nível de demanda esperado para chegar a uma decisão sobre a quantidade de insumos a serem utilizados e a quantidade de carros a serem produzidos, de forma a minimizar os custos totais. FUNÇÃO DE CUSTO TOTAL CURTO PRAZO LONGO PRAZO No curto prazo, onde pelo menos um dos insumos é fixo (ex.: capital), espera-se que a função de custo total seja côncava em relação aos preços dos insumos, devido à lei dos rendimentos marginais decrescentes. Isso significa que, à medida que os preços dos insumos aumentam, os custos marginais de produção tendem a aumentar em um ritmo crescente. No longo prazo, quando todos os insumos podem ser ajustados, a função de custo total pode assumir diferentes formas. Por exemplo, em indústrias com economias de escala (o aumento da produção diminui os custos), a função de custo total pode ser convexa em relação aos preços dos insumos. Isso ocorre porque à medidaque a produção aumenta, os custos marginais de produção podem diminuir à medida que os ganhos de eficiência são alcançados. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 15 www.radegondesresumos.com CURVA DE ISOCUSTO Devido a sua importância, vamos repetir os conceitos da curva de isocusto aqui. A curva de isocusto é uma representação gráfica que mostra todas as combinações possíveis de dois ou mais fatores de produção que geram o mesmo custo total. A empresa tem flexibilidade para ajustar a quantidade (Q) de cada fator de produção, como capital (K) e trabalho (L), para maximizar a produção ao menor custo possível. ISO = IGUAL EXEMPLO: Vamos considerar uma empresa que produz pães. Ela tem a opção de utilizar dois fatores de produção: trabalho (L) e capital (K). Suponha que: ✓ O custo do trabalho seja R$ 10 por mão de obra, ou seja, W = 10 (wage = salário); e ✓ O custo do capital seja R$ 20 por unidade, ou seja, R = 20 (rate = taxa). Para traçar a curva de isocusto, suponha que a firma defina um custo total fixo de R$ 1.000. Nesse caso, a firma pode contratar 100 trabalhadores se decidir não utilizar capital (1.000/10). Por outro lado, a firma pode utilizar 50 unidades de capital (1.000/20) se decidir não utilizar mão de obra. A curva de isocusto representa todas essas combinações. No ponto A, a firma pode utilizar 50 unidades de capital a R$ 20 cada, totalizando R$ 1.000 se não utilizar mão de obra. Por outro lado, no ponto C, a firma pode contratar 100 trabalhadores a R$ 10 cada, totalizando R$ 1.000 se não utilizar capital. Nos pontos B e C temos outras combinações de mão de obra e capital que geram os mesmos R$ 1.000 de custos totais. Trabalhadores Capital 50 CURVA DE ISOCUSTO R$ 1.000 100 A B C D http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 16 www.radegondesresumos.com EQUAÇÃO DA CURVA DE ISOCUSTO Todas as curvas (linhas) de isocustos possuem uma equação que as representa. Essa equação possui o seguinte formato: CT = W.L + R.K Onde: ✓ CT é o custo total; ✓ W é o salário, ou seja, o preço (custo) da mão de obra; ✓ L é quantidade de trabalhadores (quantidade da mão de obra); ✓ R (rate = taxa) é o preço (custo) do capital; e ✓ K é a quantidade de capital. AVISO: Alguns autores utilizam a letra “c” para representar o preço do capital. Pegando como exemplo a linha de isocusto da página anterior, podemos dizer que sua equação pode ser dada por: ✓ CT = WL + RK ✓ 1000 = 10L + 20K (vamos simplificar toda a equação por 10) ✓ 100 = L + 2K (vamos isolar a letra K) ✓ 2K = 100 – L (vamos simplificar toda a equação por 2) ✓ K = 50 – (1/2)L Note que o termo que multiplica a variável L é -1/2 ou -0,5. Esse termo, -1/2, significa a inclinação da linha de isocustos. Ele é igual à divisão do preço da mão de obra (W) pelo preço do capital (R). Dessa forma, podemos concluir que a inclinação da linha de isocustos é dada por: INCLINAÇÃO DA LINHA DE ISOCUSTOS = - 𝐖 𝐑 (é a razão entre os preços dos fatores de produção) http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 17 www.radegondesresumos.com QUESTÃO-EXEMPLO (QUESTÃO) A função de produção de uma empresa é dada por f(K, L) = K2/3 . L1/3, sendo K o número de unidades de capital e L o número de unidades de trabalho. Sabendo que o capital está fixo em 1 unidade, o preço de uma unidade de capital é R$ 10 e o preço de uma unidade de trabalho é R$ 2, então, (considerando “q” o número de unidades produzidas) a função custo dessa empresa será dada por: a) C = 2q. b) C = 10 + 2q. c) C = 10 + 2q2. d) C = 10 + 2q3. e) C = 10q + q2. RESOLUÇÃO: 1º passo) O que a questão quer? Resposta: A questão quer saber o formato da função custo (C = WL + RK). 2º passo) Sabendo que o capital está fixo em 1 unidade, então a função de produção será: ✓ f(K, L) = K2/3 . L1/3 ✓ (considerando “q” o número de unidades produzidas) ✓ q = 12/3 . L1/3 ✓ q = L1/3 (vamos elevar ambos os lados por 3 para eliminar esse expoente fracionário) ✓ (q)3 = (L1/3)3 ✓ q3 = L3/3 ✓ q3 = L 3º passo) Escrever a equação do custo total e substituir “L” por q3: A questão nos disse que o preço de uma unidade de capital (R) é R$ 10 e o preço de uma unidade de trabalho (W) é R$ 2, então a função custo dessa empresa será dada por: ✓ CT = W.L + R.K (lembrando que o capital “K” está fixo em 1 unidade) ✓ CT = 2.L + 10.1 ✓ CT = 10 + 2L (agora vamos substituir “L” por q3) ✓ CT = 10 + 2q3 Gabarito: D http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 18 www.radegondesresumos.com QUESTÃO-EXEMPLO (QUESTÃO) A função de produção de um bem é dada por f(K,L)= √KL, em que K representa as unidades de capital e L as de mão de obra. Se o preço da unidade de capital é $10 e o preço da unidade de trabalho é $2, a função custo de curto prazo, fixadas 10 unidades de capital, será dada por (designando por q a quantidade produzida): a) C = 100 + q2 5 b) C = 10 + q2 10 c) C = q2 d) C = 100 + q 5 e) C = 100 + q 10 RESOLUÇÃO: 1º passo) O que a questão quer? Resposta: A questão quer saber o formato da função de custo (C = WL + RK). 2º passo) Sabendo que o capital está fixo em 10 unidades, então a função de produção será: ✓ f(K, L) = √KL ✓ (designando por “q” a quantidade produzida) ✓ q = √10 . L (vamos elevar ambos os lados por 2 para eliminar essa raiz quadrada) ✓ (q)2 = (√10 . L)2 ✓ q2 = 10L ✓ L = q2 10 3º passo) Escrever a equação do custo total e substituir “L” por q2 10 : A questão nos disse que o preço de uma unidade de capital (R) é $ 10 e o preço de uma unidade de trabalho (W) é $ 2, então a função custo dessa empresa será dada por: ✓ CT = W.L + R.K (lembrando que o capital “K” está fixo em 10 unidades) ✓ CT = 2.L + 10.10 ✓ CT = 100 + 2L → agora vamos substituir “L” por q2 10 ✓ CT = 100 + 2 . q2 10 ✓ CT = 100 + q2 5 Gabarito: A http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 19 www.radegondesresumos.com QUESTÃO-EXEMPLO (QUESTÃO) Considere a função de produção do tipo Cobb-Douglas Y = K0,5 · L0,5, em que Y é a produção, K é o estoque de capital e L é a quantidade de trabalho. Considere, ainda, que o preço do insumo trabalho seja o dobro do insumo capital, o qual é normalizado para o valor unitário, e que o orçamento da firma seja de 4 unidades monetárias. Com base nessas informações, no curto-prazo, a função custo total será equivalente a: a) 2Y. b) Y2. c) 2Y + 2. d) 2Y2 + 2. e) Y2 + 2. RESOLUÇÃO: 1º passo) O que a questão quer? Resposta: A questão quer saber o formato da função custo total (CT = WL + RK) equivalente a função Cobb-Douglas (Y). 2º passo) A questão nos diz que a função de produção do tipo Cobb-Douglas é: Y = K0,5 · L0,5. Isso significa que a proporção dos gastos com os custos (WL e RK) será igual, uma vez que os expoentes são 0,5 e 0,5. Dessa forma, com um orçamento de 4 unidades monetárias, teremos: ✓ WL = 2 ✓ RK = 2 3º passo) A questão afirma que o preço do insumo trabalho (W) é o dobro do insumo capital (R), o qual é normalizado para o valor unitário (R = 1). Ou seja: ✓ R = 1 ✓ W = 2 4º passo) Observando o 2º e 3º passos, concluímos que: ✓ WL = 2 → 2L = 2 → L = 1 ✓ RK = 2 → 1K = 2 → K = 2 5º passo) A função Custo Total será: ✓ CT = WL + RK ✓ CT = 2.1 + 1.2 ✓ CT = 4 Observando as alternativas,precisamos achar a função custo total equivalente. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 20 www.radegondesresumos.com 6º passo) A função de produção do tipo Cobb-Douglas é: Y = K0,5 · L0,5. Logo: ✓ Y = 20,5 . 10,5 (vamos elevar ambos os lados por 2 para eliminarmos os expoentes) ✓ (Y)2 = (20,5 . 10,5)2 ✓ Y2 = 21 . 11 ✓ Y2 = 2 7º passo) A função custo total (CT) é igual a 4 (veja o 5º passo). Logo, a função custo total equivalente será: ✓ CT = 4 (vamos desmembrar esse valor em 2 + 2) ✓ CT = 2 + 2 (vamos substituir o número 2 por Y2) ✓ CT = Y2 + 2 Gabarito: E http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 21 www.radegondesresumos.com COMO SE CALCULA UMA DERIVADA Galera, de forma proposital, vamos repetir aqui o passo a passo de como podemos calcular uma derivada. A ideia é fazer com que o pessoal da área de humanas possa massificar esse conteúdo. Se você já domina a mecânica desse cálculo, então pode pular para o caderno de questões. Para encontrar a derivada da função “U” na variável “q”, devemos: ✓ Em primeiro lugar, descer o expoente da variável a ser derivada (esse expoente passará a multiplicar todo o termo); e ✓ Depois, em segundo lugar, subtraímos 01 unidade do expoente que desceu. EXEMPLO 01: A derivada de U = 3q7 é: dU/dq = 7.3.q6 = 21q6 Note que o expoente da variável “q” desce e passa a multiplicar todo o termo. No mesmo instante, devemos diminuir o expoente da variável “q” em 1 unidade. EXEMPLO 02: A derivada de U = 12q é: dU/dq = 1.12.q0 = 12 x 1 = 12 Note que o expoente de q é igual a 1. Desta forma, quando fazemos 1-1 no expoente, ficaremos com q elevado a 0, que é igual a 1. Ou seja, a variável q desaparece. EXEMPLO 03: A derivada de U = 7 é: dU/dq = 7.1 = 7.q0 = 7.0.q = 0 (Memorize que a derivada de um número sempre é igual a 0) EXEMPLO 04: A derivada de U = 5q2 + 8q – 14 é: dU/dq = 5.2q1 + 8.1q0 – 0 = 10q + 8 (Note que é só fazer a derivada de cada termo separadamente) http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 22 www.radegondesresumos.com CADERNO DE QUESTÕES Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 15 questões sobre os assuntos estudados neste PDF. AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO LINK BANCA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNBs CESPE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNC5 FCC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCH FGV https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCX VUNESP Forte abraço e até a próxima! Caso a sua plataforma não seja a do TEC CONCURSOS, procure anotar em algum lugar as questões que te deixaram com dúvidas. Elas devem ser revisadas periodicamente. http://www.radegondesresumos.com/ https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNBs https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNC5 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCH https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCXprecisamos achar a função custo total equivalente. http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 20 www.radegondesresumos.com 6º passo) A função de produção do tipo Cobb-Douglas é: Y = K0,5 · L0,5. Logo: ✓ Y = 20,5 . 10,5 (vamos elevar ambos os lados por 2 para eliminarmos os expoentes) ✓ (Y)2 = (20,5 . 10,5)2 ✓ Y2 = 21 . 11 ✓ Y2 = 2 7º passo) A função custo total (CT) é igual a 4 (veja o 5º passo). Logo, a função custo total equivalente será: ✓ CT = 4 (vamos desmembrar esse valor em 2 + 2) ✓ CT = 2 + 2 (vamos substituir o número 2 por Y2) ✓ CT = Y2 + 2 Gabarito: E http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 21 www.radegondesresumos.com COMO SE CALCULA UMA DERIVADA Galera, de forma proposital, vamos repetir aqui o passo a passo de como podemos calcular uma derivada. A ideia é fazer com que o pessoal da área de humanas possa massificar esse conteúdo. Se você já domina a mecânica desse cálculo, então pode pular para o caderno de questões. Para encontrar a derivada da função “U” na variável “q”, devemos: ✓ Em primeiro lugar, descer o expoente da variável a ser derivada (esse expoente passará a multiplicar todo o termo); e ✓ Depois, em segundo lugar, subtraímos 01 unidade do expoente que desceu. EXEMPLO 01: A derivada de U = 3q7 é: dU/dq = 7.3.q6 = 21q6 Note que o expoente da variável “q” desce e passa a multiplicar todo o termo. No mesmo instante, devemos diminuir o expoente da variável “q” em 1 unidade. EXEMPLO 02: A derivada de U = 12q é: dU/dq = 1.12.q0 = 12 x 1 = 12 Note que o expoente de q é igual a 1. Desta forma, quando fazemos 1-1 no expoente, ficaremos com q elevado a 0, que é igual a 1. Ou seja, a variável q desaparece. EXEMPLO 03: A derivada de U = 7 é: dU/dq = 7.1 = 7.q0 = 7.0.q = 0 (Memorize que a derivada de um número sempre é igual a 0) EXEMPLO 04: A derivada de U = 5q2 + 8q – 14 é: dU/dq = 5.2q1 + 8.1q0 – 0 = 10q + 8 (Note que é só fazer a derivada de cada termo separadamente) http://www.radegondesresumos.com/ RESUMO 06 ECONOMIA @RADEGONDESS 22 www.radegondesresumos.com CADERNO DE QUESTÕES Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 15 questões sobre os assuntos estudados neste PDF. AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO LINK BANCA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNBs CESPE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNC5 FCC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCH FGV https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCX VUNESP Forte abraço e até a próxima! Caso a sua plataforma não seja a do TEC CONCURSOS, procure anotar em algum lugar as questões que te deixaram com dúvidas. Elas devem ser revisadas periodicamente. http://www.radegondesresumos.com/ https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNBs https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNC5 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCH https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tNCX