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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI. AGRONOMIA. DEISIANE LOPES DOS SANTOS MACHADO. JAQUELINE LELEI MORAIS FERRAZ. SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR: RECURSOS AMBIENTAIS E USO DO SOLO PASSO FUNDO,NOVEMBRO DE 2022. RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS - MANEJO DO SOLO NA REGIÃO NORDESTINA. Tema: Recursos Ambientais e Uso do Solo Delimitação: Recuperação de Áreas Degradadas. INTRODUÇÃO Com o passar dos anos a agricultura tem sido o principal ramo da economia brasileira, desta forma pesquisas sobre o que fazer em uma área ao qual o solo é extremamente afetado pela seca climática como é o caso da Região Nordeste do Brasil, tem sido de grande importância. A forte dependência que a agricultura possui dos fatores climáticos, faz com que a mesma se caracterize como uma atividade de incertezas e se depare com riscos na sua produção (IPEA, 2015). Com isso, não podemos deixar de citar algumas técnicas existentes que podem ser de grande ajuda para a população dessa região. Sendo assim, temos o Sistema Agroflorestal (SAF) que busca recuperar a cobertura vegetal usando espécies produtivas e silvestres, gerando diversas formas de rendimentos em um mesmo espaço, formando assim um sistema agroecológico integrado. Dentro deste sistema utiliza-se a palma forrageira, que é uma planta importantíssima nas regiões áridas e semiáridas, pois é resistente à seca e tem elevada capacidade de produção de massa fazendo parte do alimento dos rebanhos. Ela é cultivada em larga escala, sendo usada o ano todo, também sendo um componente fundamental para a sustentabilidade das bacias leiteiras da região. Os Sistemas Agroflorestais fazem parte de uma agricultura sustentável ao qual une agropecuária juntamente com plantas arbustivas, e com animais silvestres que pertencem a áreas de reflorestamento ou de espécies nativas. Dessa forma, tanto espécies vegetais ou animais interagem com as espécies de produção. (STENENBOCK et Al.,2013). Com a Agroecologia pode-se fazer uso da adubação orgânica a qual compreende matéria orgânica animal ou vegetal como estercos que pode ser feito pela prática da ‘’compostagem’’, farinhas, restos de cascas e alimentos, resutando uma terra mais úmida, adubada e com centenas de micro-organismos que ajudam na recomposição do solo. A Alternância de Capina é algo que pode ser feito, assim, capina-se uma faixa e deixa a outra intacta, intercalando o processo, com isso o solo não fica totalmente exposto ao sol e consequentemente absorve e retém mais água. Com a Cobertura Permanente coloca-se plástico biodegradável sobre a terra, para amenizar perda de água causado pela evaporação protegendo também o solo e organismos que vivem nele. Também existe a construção do Quebra-Ventos, pelo qual se é feito plantio de linha de árvores, que é uma vegetação alta e resistente que forma uma barreira, contribuindo para aumento da matéria orgânica que será utilizada como adubo, também na proteção de animais, das plantações e na para a umidade do solo. (INSTITUTO G., 2005). 2. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Atualmente o Brasil abriga 12% de toda a água doce do mundo, sua distribuição não é homogênea pelo território e não atende plenamente as necessidades demográficas de cada e estado. Os impactos econômicos e sociais dessa realidade, especialmente no nordeste são expressivos por causa da seca, pois 26,7% da população nordestina não têm acesso a água tratada. Região Nordeste conta com um regime de chuva concentrado em quatro meses ao longo do ano. Dessa forma uma grande área principalmente regiões interiores enfrentam longos períodos de seca com a escassez de chuva. Poderia ser de ajuda Saneamento nas regiões afetadas pela seca, para transformar o Brasil em uma potência mundial consolidada e impulsionar a economia do país? Até poderia, pois o serviço promove qualidade de vida para a população, mas não basta somente isso. Em áreas rurais, aos quais englobam 50% da população de 42,3% dos municípios do Nordeste, as pessoas fazem uso de poços artesianos. Com isso, perdas de água contribuem para impactar recursos hídricos por uma infraestrutura defasada que não passa pelas manutenções adequadas, contribuindo então para escassez e dificuldade do acesso à água. Poderia a Agroecologia ser uma alternativa para ser implantada na região nordeste visando recuperar áreas degradadas, aumentar disponibilidade de água e melhorar o enfrentamento da seca por esta população? 3. JUSTIFICATIVA Impossível seria viver sem água, ela é fundamental a vida tanto de humanos, animais bem como na irrigação do solo. Por muitos anos a humanidade acreditava que ela era inesgotável, por este motivo a água foi mal administrada causando hoje em dia impactos na natureza. Com isso pode-se notar diminuição significativa dos lençóis freáticos, contração de lagos, secagem de pântanos, também a poluição contribuiu e muito na redução de água, fazendo com que cada vez mais ela sofra uma diminuição tanto de qualidade, como de quantidade. Por outro lado, em regiões áridas como o nordeste brasileiro, a escassez da água também está ligada ao clima, causado pelas altas temperaturas em alguns estados. Sendo assim, pesquisas apontam que Sistemas Agroflorestais vem sendo utilizados juntamente com cultura agrícola, palmas forrageiras e animais sendo criados em um mesmo manejo, que contribui para o cultivo do solo. 4.OBJETIVOS Avaliar se a implantação dos Sistemas Agroflorestais melhoram a disponibilidade de água em solos localizados na região Nordeste, sendo importantes para recuperar áreas degradadas. 4.1 Objetivos específicos a) Verificar os indicadores de qualidade do solo. b) Realizar análises físico-química do solo. c) Identificar junto aos agricultores suas percepções relacionadas aos Sistemas Agroflorestais. 5. HIPÓTESES Hipótese Alternativa A utilização de Sistema Agroflorestal melhora a estrutura e a qualidade do solo favorecendo a disponibilização de água para a população do Nordeste. Hipótese Nula A utilização de Sistema Agroflorestal não melhora a estrutura e a qualidade do solo nem favorece a disponibilização de água para a população do nordeste. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS STEENBOCK, W. et al. Agroflorestas e Sistemas Agroflorestais no espaço e no tempo.Agrofloresta, ecologia e sociedade. Curitiba: Kairós, 2013. RIGHI, C. A. Sistemas Agroflorestais: definiçoes e perspectivas. In: RIGHI, C.A.; BERNARDES, M.S. ( org.). Cadernos da disciplina Sistemas Agroflorestais. São Paulo: Os autores, 2015. BARSA, Grande enciclopédia. Agricultura: Origens e desenvolvimento. 3ª ed. São Paulo. Barsa Planeta internacional Ltda. 2004. NETO, Sigismundo Bialoskorski . Economia e Gestão dos negócios agroalimentares. São Paulo : Pioneira, 200 BERNARDI, CC. Reuso de água para irrigação, 2003. Monografia (Pós-graduação), Gestão sustentável da Agricultura Irrigada, Fundação Getúlio Vargas. Brasília-DF. 2