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Craque NetoCraque Neto

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OK drive.google.com AA U EM CRISE 1 A empresa em crise A empresa representa, juridicamente, uma atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços para o mercado. Ela representa a maior parte das atividades que fazem parte da economia moderna e delimita o âmbito de atuação do direito empresarial. ao disciplinar a atividade empresarial e os diversos atos nos quais ela se concretiza, disciplina também a empresa em crise. A atividade empresarial, como um todo, gera uma série de dificuldades para quem a exerce, seja na busca de novos mercados, seja na manutenção da em suma, nas exigências que a atividade impõe no dia a Essas dificuldades, naturais no exercício da empresa, podem acabar culminando em crises dos mais diversos tipos, que podem advir de fatores alheios ao empresário (sujeito que exerce a empresa), mas também podem advir de características intrínsecas a sua atuação. Elas podem significar uma deterioração das condições econômicas da atividade, bem como uma dificuldade de ordem financeira para o seu prosseguimento. As consequências que tais crises podem ter nos interesses do empresário, dos empregados, do fisco, da comunidade e dos credores geram um certo grau de preocupação, ensejando inclusive a existência de normas específicas sobre a empresa em crise. Para estudar essas normas, é oportuno conhecer os diversos tipos de crise pelos quais a empresa pode passar, bem como as respostas estatais Marlon Tomazette Curso de Direito Comercial Vol. 3 36 e do mercado a essas crises. 2 Crise de rigidez A crise de rigidez ocorre quando a atividade não se adapta ao ambiente externo, demonstrando uma incapacidade de reação em face de A evolução da economia moderna exige certa flexibilidade, cuja ausência pode representar problemas sérios para a atividade empresarial, inclusive a geração de novas crises. Ela tem origem normalmente em causas externas ao empresário, especialmente a evolução tecnológica, como no caso em que ele no mercado novos produtos ou procedimentos, tornando obsoletos os já existentes em abundância. Além disso, também podem gerar tal crise a rápida mudança de hábitos e gostos (dificuldade de adaptação tendo em vista a ausência de elasticidade da produção), a globalização (mudança de plantas de produção...) a mudança dos custos do trabalho e das matérias-primas (petróleo, guerras, terrorismo...), a concorrência e a ineficiência do sistema

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