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CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC UNIDADE TIRADENTES GRADUAÇÃO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA PROJETO INTEGRADOR BASES MORFOFUNCIONAIS E CASOS CLÍNICOS APLICADOS À SAÚDE ESTUDO DE CASO: CASO CLINICO DE CRÂNIO SÃO PAULO 2024 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Ossos do crânio (perfil)............................................................................ 05 Figura 2 – Ossos da face......................................................................................... 06 Figura 3 – Ossos palatino (face)............................................................................... 06 Figura 4 – Fissura cerebral........................................................................................ 07 Figura 5 – Sulcos e giros........................................................................................... 08 Figura 6 – Lobos cerebral.......................................................................................... 09 Figura 7 – Posicionamento crânio axial antero posterior (AP).................................. 13 Figura 8 – Posicionamento de crânio (perfil)............................................................ 13 Figura 9 – Método de Towne................................................................................... 14 Figura 10 – Posicionamento de crânio (perfil).................................................................... 15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 ESTUDO DE CASO: CASO CLÍNICO DE CRÂNIO 4 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 17 6 REFERÊNCIAS 18 1 INTRODUÇÃO Verifica-se que em todo o mundo que o alto índice de acidentes domésticos ocorre principalmente entre crianças. Existem fatores de risco que favorecem a ocorrência desses acidentes: condições de moradia, brinquedos elevados, objetos em locais de difícil acesso, fatores socioeconômicos e culturais também são considerados relevantes. O ambiente domiciliar pode se tornar propício ao risco de acidentes, como a disposição da mobília, desta forma os acidentes tornam-se importante ameaça á saúde e o bem-estar das crianças (Brito et al., 2017). As quedas são um dos tipos de acidentes domésticos mais recorrentes em idosos devido a presença de escadas, ausência de diferenciação de degraus e corrimãos, iluminação inadequada, tapetes soltos, obstáculos (fios elétricos, pisos mal conservados, etc.) no local de circulação. Essas quedas também estão associadas a outros fatores de risco: sexo feminino, idade avançada, nível socioeconômico, obesidade, sedentarismo, diabetes, artrite, reumatismo, depressão, número elevado de medicações de uso contínuo (polifarmácia) (Barreto, 2017). As quedas podem causar traumatismos cranianos, que poderão causar perda de consciência apresentar sintomas de disfunção cerebral. É necessário a tomografia computadorizada para verificar se existem traumatismos cranianos graves como as lesões são causadas por um impacto direto. Contudo, o cérebro pode ser danificado mesmo que a cabeça não tenha sido atingida (Mao, 2023). O objetivo principal deste projeto é o aprendizado, o aperfeiçoamento e o conhecimento do ambiente de trabalho dos futuros tecnólogos em radiologia. Nesse sentido, o grupo 5 aborda estudos essenciais sobre a anatomia, o posicionamento e a incidência radiológicas para o caso clínico de crânio. Nota-se que a anatomia do crânio é muito complexa e requer do estudante um emprenho maior que as outras partes anatômicas do corpo humano. Com auxílio de professores atuantes em fisiologia e morfologia humana, morfologia e posicionamento radiográfico, possibilita ao estudante uma observação das práticas e o aprimoramento técnico para um atendimento clínico adequado e seguro para o paciente quanto ao futuro tecnólogo. 2 ESTUDO DE CASO: CASO CLÍNICO DE CRÂNIO Paciente sofreu queda em acidente doméstico após utilizar uma banqueta para acesso ao armário superior, apresentando edema subgaleal na região do occipital. Após o exame clínico foi notificada perda de memória recente. A. Apresente um desenho apontando quantos e quais são os ossos do crânio e face (colorir cada estrutura de cor diferente). Para se compreender o que pode ocorrer com o paciente deste estudo de caso, é preciso conhecer quais são os ossos do crânio e face e assim dar prosseguimento ao caso. A cabeça do corpo humano é dividida por setores. O Crânio / neuro crânio, com 08 ossos, é a parte onde localiza-se o cérebro e está dividido em calota e base. A calota (04 ossos) – 02 Parietais (direita e esquerda), 01 Frontal e 01 occipital. E a base (04 ossos) – 02 Temporais (direita e esquerda), 01 esfenoide e 01 etmoide (Ferreira, 2013). Figura 1 – Ossos do Crânio (perfil) Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/ Figura 2 – Ossos da face Fonte: anatomiadocorpo.com Figura 3 - Ossos palatinos (face) Fonte: https://knoow.net/ciencmedicas Segundo Pereira (2023) a face / viscerocrânio, com 14 ossos, localizamos as vísceras. E estão dispostos em 02 zigomáticos (direita e esquerda), 01 mandíbula, 02 maxilas (direita e esquerda), 01 vômer, 02 conchas nasais inferiores (direita e esquerda), 02 lacrimais (direita e esquerda), 02 nasais (direita e esquerda) e 02 palatinos (direito e esquerdo). B. Descreva os giros e sulcos cerebrais. A superfície do cérebro, córtex cerebral, apresenta depressões denominadas sulcos, que delimitam os giros cerebrais. Os sulcos são formados por dobraduras que vão surgindo no córtex. São importantes porque garantem um aumento do volume cerebral e os sulcos mais profundos são chamados de fissuras. Entre essas fissuras, podemos citar a longitudinal, que garante a divisão do cérebro em dois hemisférios (Linhares, 2023). Figura 4 – Fissura cerebral Fonte: slideserv.com Os Giros ou circunvoluções cerebral é uma saliência ou concavidade do córtex cerebral, sendo geralmente cercado por um ou mais sulcos. Os giros promovem uma maior e melhor função cognitiva. Estas estruturas são todas comprimidas no cérebro para que caiba dentro da caixa craniana. Figura 5 – Sulcos e giros Fonte: https://i.pinimg.com/ Os sulcos ajudam a delimitar os lobos cerebrais, que recebem o nome de acordo com a sua localização em relação aos ossos do crânio: (frontal, temporal, parietal e occipital), bem como as protuberâncias formadas que recebem o nome de giros ou circunvoluções (Linhares, 2023). Figura 06 – Lobos cerebrais Fonte: https://www.tiraojaleco.com.br/ Segundo Linhares (2023) no lobo frontal, existem 3 sulcos principais: pré central, frontal superior e o frontal inferior. Entre o sulco central e sulco pré central, está o giro pré central, onde se localiza a principal área motora do cérebro. Além desse importante giro, o lobo frontal possui os giros frontal superior, frontal médio e frontal inferior. O giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo é denominado giro de Broca, e aí se localiza, na maior parte das pessoas, uma das áreas de linguagem do cérebro. Além disso, o giro frontal inferior pode ser dividido em três partes: orbital, triangular e opercular. No lobo temporal, existem dois sulcos principais: temporal superior e temporal inferior. Neste lobo, evidencia-se a área da audição localizada no giro temporal transverso anterior, que é a porção posterior do giro temporal superior, visível afastando-se os lábios do sulco lateral. Os giros existentes no lobo temporal são giro temporal superior, giro temporal médio, giro temporal inferior e giros temporais transversos (Linhares, 2023). O lobo parietal possui 2 sulcos principais: pós central e intraparietal. Além disso, possui 3 giros: pós-central, supramarginal e angular. O giro pós central fica entre os sulcos central e pós-central, onde se localiza uma das mais importantes áreas sensitivas do córtex, a área somestésica. O lobo occipital se localiza na face dorsolateral do cérebro, ocupando uma área pequena. Apresenta giros e sulcos irregulares. Este lobo cerebral é o de menor crescimento durante o desenvolvimento, por isso fica recoberto pelos lobos vizinhos (frontal, temporal e parietal). Apresenta algunssulcos e giros, dentre eles: sulco circular da ínsula, sulco central da ínsula, giros curtos e giro longo da ínsula. Portanto, sulcos e giros têm o papel importante no aumento da área de superfície e, consequentemente, no número de neurônios dentro do cérebro, permitindo maior processamento e habilidades cognitivas dentro dos hemisférios cerebrais. C. Descreva o protocolo para posicionar a rotina crânio. AP axial (método de Towne) Perfil PA axial (método de Caldwell) PA D. Onde incide o raio central na realização das incidências radiológicas básicas que possibilitam a visualização do osso occipital? As incidências radiológicas básicas que possibilitam a visualização do osso occipital são do método de Towne e do perfil de crânio. Figura 7 – Crânio axial AP O método de Towne – axial anteroposterior (AP). O raio central, fica angulado a 30° caudal, incidindo na glabela da face (ponto de entrada do RC). E a linha Infraorbitomeatal (LIOM), perpendicular ao receptor de imagem (RI). Crânio posicionado conforme ilustrado na figura 7. Fonte: Slideshare.net Figura 8 – Crânio perfil No crânio em perfil (conforme a figura 8), o raio central incide de forma perpendicular a estativa / mesa, “entrando” à 5 cm acima do ponto meato acústico externo (MAE), na direção da glabela – “furinho do ouvido”. A LIOM fica paralela à borda superior do RI e a linha Inter pupilar (LIP), perpendicular a mesa. Fonte: Slideshare.net E. Descreva o protocolo para posicionar a rotina crânio para visualizar o osso occipital. Para visualizar o osso occipital do crânio, apresentamos o método de Towne e a posição em perfil. Figura 9 – Método de Towne Fonte: prezi.com 1. O método de Towne - incidência axial anteroposterior (AP) - o paciente na posição ereta ou supina. A região de interesse (cabeça) o queixo é pressionado, trazendo a linha orbito meatal (LOM) perpendicularmente ao receptor de imagem (RI). Alinhando a posição da cabeça. O ápice do crânio dentro do campo de colimação. 2. O RC com uma angulação de 30° caudais à LOM. Centralizando o plano médio sagital (PMS) à 6,5 cm acima da glabela e passar no nível da base do occipital. 3. Colimação com os quatro lados da área de interesse. 4. Respiração do paciente suspensa no momento do disparo da ampola. Figura 10 – Posicionamento de crânio (perfil) Fonte: Dicasradiologia.blogspot.com 1. O crânio posicionado em perfil verdadeiro (direito / esquerdo), com o lado de interesse mais próximo ao RI e o corpo do paciente em posição semipronta ou ereta. Cabeça alinhada a linha interpupilar (LIP) no PMS e paralelo ao RI, sem a sua inclinação ou rotação. 2. RC perpendicular ao RI, centralizado à 5 cm superior ao MAE. Centralizando o RI ao RC. 3. Colimando os quatro lados de interesse. 4. Respiração do paciente suspensa pelo paciente no momento do disparo da ampola. F. Justifique (valendo-se da morfologia do corpo humano e morfologia radiológica) a diferença na realização do exame de crânio, incidência radiológica antero posterior (AP) e incidência radiológica póstero anterior (PA). Saber as diferenças para a realização do exame do crânio com as incidências radiológicas antero posterior (AP) e póstero anterior (PA) é muito importante. Principalmente na aplicação do dia a dia de um pronto atendimento hospitalar, onde pensamos desde o posicionamento adequado do crânio até a segurança radiológica do paciente. Promovendo eficiência e qualidade da imagem produzida. A incidência radiológica antero posterior (AP) do crânio, consiste com a entrada dos raios X pela parte anterior e saída pela parte posterior da cabeça. Vale ressaltar que, quanto mais próximo o osso de interesse do crânio estiver do detector de imagem, maior será a nitidez da imagem gerada pelo aparelho. Sendo assim, a incidência AP é a mais usual pelos técnicos de radiologia para melhor visualizar a parte posterior do crânio, por exemplo o osso occipital. Para o exame radiológico de crânio necessitam de diversos pontos e linhas na região da face e do crânio, que auxiliam a técnica do posicionamento da cabeça. Devem ser respeitadas para gerar um ótimo resultado de imagem. Também nesse aspecto, a incidência AP favorece o técnico de radiologia de melhor posicionar o paciente. Já a incidência póstero anterior (PA) é o mais usual para médicos avaliarem melhor a parte anterior da cabeça (face). E o mais indicado em caso de proteção radiológica. Pois os raios ionizantes são prejudiciais à visão. Qualquer dose de radiação recebida nos olhos, pode alterar o DNA das células e aumentar o risco de doenças oculares, como por exemplo, a catarata. Para mitigar a ação dos raios ionizantes sobre o cristalino ocular o técnico de radiologia incide a entrada dos raios X pela parte posterior do crânio, com saída pela face do paciente que está próxima a estativa – incidência PA. Portanto, a diferença na realização da incidência dos raios X, irá depender da disponibilidade do paciente quanto ao posicionamento e a proteção radiológica para elaborar uma boa imagem radiográfica. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS O desenvolvimento do trabalho de caso clínico de crânio favoreceu, de forma enriquecedora, o conhecimento dos futuros tecnólogos em radiologia. A técnica aplicada para o posicionamento do paciente, o estudo das estruturas anatômicas e o entendimento do funcionamento dos diferentes sistemas e das patologias do corpo humano, permite ao estudante a condição de realizar uma imagem precisa para o diagnóstico clínico. 6 REFERÊNCIAS LAMPIGNANO, John P.; KENDRICK, Leslie E.. Tratado de posicionamento radiográfico e anatomia associada. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Ltda, 2022. 848 p. Tradução de Bontrager´s radiographic positioning anatomy. QUEIROZ, João Paulo. Anatomia radiológica descomplicada: um guia prático. Salvador: Você Radiologista, 2021. 184 p. (Você radiologista). TALANOW, Roland. Radiologia de emergência: manual baseado em casos clínicos. Porto Alegre: AMGH, 2012. 380 p. BRITO, Mychelângela A.; MELO, Anastacia M. Nunes; VERAS, Iara Carvalho; OLIVEIRA, Célia M. Soares; BEZERRA, M. A. Rocha; ROCHA, Silvana Santiago. Fatores de risco no ambiente doméstico para quedas em crianças menores de cinco anos. Rev Gaúcha Enferm. V. 38, N 3, ano 2017. Disponível em Acesso em: 11 mai. 2024. BARRETO, Jorge O. Maia. Prevenções de Acidentes Domésticos no Distrito Federal. Edital FAPDF07/2017. Fiocruz Brasília, 2017. Disponível em Acesso em: 11 mai. 2024. LINHARES, Rafaela. Lobo Frontal. Kenhub. Em 30/10/2023. Disponível em Acesso em: 12 mai. 2024. MAO, Gordon. Considerações gerais sobre traumatismos cranianos. Indiana University School of Medicine. Revisado/Corrigido: mar 2023. Disponível em Acesso em: 11 mai. 2024. FERREIRA, Cecília H. A. Gouveia. Ossos do Crânio. Departamento de Anatomia – ICB – USP. Disponível emAcesso em: 11 mai. 2024. PEREIRA, Ana La Guárdia Custódio. Anatomia Cabeça e Pescoço: II. Apresentação Slide. Disponível em Acesso em: 11 mai. de 2024. 2 image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image1.jpeg