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1. Introdução A pobreza é caracterizada pela falta de recursos para atender as necessidades básicas, envolvendo além da falta de renda, a exclusão social, privação de oportunidades de crescimento pessoal e econômico. As causas da pobreza são complexas e multifatoriais, incluindo a desigualdade social, desemprego, falta de políticas sociais públicas, acesso precário a serviços públicos, crises econômicas e desastres ambientais. Com objetivo de erradicar a pobreza existem iniciativas nacionais e internacionais, visando diversas estratégias para o combate do problema global, sendo uma prioridade mundial que envolve esforços governamentais, para a inclusão social e criação de condições adequadas para uma vida digna. 2. Conceito de pobreza e pobreza extrema A pobreza é definida como a privação de capacidades, a falta de oportunidades básicas para atuar no meio social, a carência de oportunidades para alcançar mínimos aceitáveis de realização, ou seja, os indivíduos carecem de recursos para atender as necessidades básicas, como a alimentação, saúde e moradia. Segundo Vicente de Paula Faleiros (2003, p. 32), a definição do conceito de pobreza é difícil de determinar, cada indivíduo sabe o que para ele é a situação de pobreza para alguns é a falta de alimentos, vestir-se pobremente ou abaixar o nível social. A pobreza absoluta é a situação em que a pessoa não consegue se alimentar com o mínimo suficiente para a manutenção das funções fisiológicas. No Brasil, o governo federal considera como situação de pobreza a renda per capita familiar abaixo de 667 reais, enquanto que é determinado como situação de extrema pobreza, as famílias que vivem com menos de 209 reais mensais per capita. A pobreza extrema é uma forma mais grave de privação de recursos, a falta de acesso a recursos necessários para a vida, resulta em desnutrição, fome crônica, doenças, precariedade habitacional, falta de acesso a serviços de educação e saúde. 3. Principais causas da pobreza As causas da pobreza é multifatorial variando de acordo com o contexto histórico, econômico e social da região afetada, uma das principais causas é a desigualdade social devido a distribuição desigual das riquezas e oportunidades entre a população, gerando uma concentração de renda entre um pequeno grupo de pessoas, como consequência o grupo desprivilegiado tem menor acesso a recursos e serviços básicos, como saúde, educação e emprego. Dessa forma, a extrema desigualdade social representa o principal determinante da pobreza (Barros et al., 2000). A falta de acesso à educação também é um fator determinante na pobreza, a educação é uma das vias de ascensão social, permitindo que o indivíduo adquira habilidades específicas e qualificações necessárias para entrar no mercado de trabalho, porém o acesso a educação de qualidade é desigual entre as diferentes classes sociais, dificultando a ascensão profissional, dessa forma o ciclo de pobreza é perpetuado. Além disso, a pobreza é mantida devido a falta da implementação de políticas econômicas pelo governo, como por exemplo, políticas voltadas para a redistribuição de renda. Outro fator com impacto na pobreza é o desemprego e empregos precários, afetando na renda utilizada para suprir as necessidades básicas, além disso o mercado de trabalho informal contribui para manter as famílias na linha da pobreza, devido a falta dos direitos trabalhistas e a exposição a situações de vulnerabilidade. De acordo com o país, as causas podem variar tendo em vista que a corrupção, conflitos internos, guerras e infraestrutura precária interferem significativamente no índice de pobreza. 4. Iniciativas Internacionais para a Erradicação da Pobreza A erradicação da pobreza é uma prioridade mundial, existem diversas iniciativas Internacionais que visam reduzir as desigualdades sociais e econômicas. A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no ano de 2015 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) sendo as principais metas a erradicação da pobreza extrema até 2030, reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem em situações de pobreza até 2030, garantir direitos iguais aos recursos econômicos e construir a resiliência dos pobres e vulneráveis. Para isso é desenvolvido políticas sociais para melhoria das condições de vida, como educação, saúde, saneamento básico e alimentação. 5. Políticas Nacionais para o Combate à Pobreza No Brasil há ações de combate à pobreza que são políticas sociais com o objetivo de realizar a inclusão financeira, qualificar trabalhadores e investir em saúde e infraestrutura. Em 2004 foi implementado o Bolsa Família com objetivo de fornecer renda às famílias necessitadas, existem vários critérios para participar do programa, sendo eles, a frequência escolar e manutenção do calendário vacinal das crianças. O programa Bolsa Família fornece renda mensal para famílias em situação de pobreza, atendendo as necessidades básicas. O cadastro único para programas sociais (CadÚnico) permite o registro de dados identificando as famílias em linhas de pobreza, direcionando políticas sociais como a inclusão no programa Bolsa Família (Azevedo et al., 2010). Um dos principais determinantes da pobreza é o desemprego, por isso, o Sistema Nacional de Empregos (SINE) é uma forma das pessoas ser direcionadas ao ambiente de trabalho, além de promover cursos de qualificação, essa iniciativa aumenta as oportunidades de trabalho, incentiva o desenvolvimento de habilidades, aumentando a renda e retirando jovens da situação de pobreza. A Aliança Global busca acelerar os esforços para erradicar a pobreza, atingir os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 e 2, reduzir as desigualdades sociais e contribuir para revitalizar parcerias globais. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) têm um papel primordial na promoção da saúde e prevenção de doenças, garantindo assistência e bem-estar da população através da realização de consultas, imunizações e ações preventivas. As ações realizadas nas UBS contribuem para a erradicação da pobreza, garantindo o acesso gratuito aos serviços de saúde sendo essencial para reduzir a pobreza e exclusão social, promovendo a equidade no atendimento e impactando na diminuição da desigualdade socioeconômica. Além disso, a saúde do indivíduo impacta na capacidade produtiva, permitindo maior inserção no mercado de trabalho. O acesso à serviços de saúde diminui a transmissão de doenças associadas ao estilo de vida precário. Portanto, ao garantir serviços de saúde acessível e de qualidade ocorre melhoria na saúde da população, atuando como um pilar estratégico no combate à pobreza. 6. Desafios para a Erradicação da Pobreza Existem grandes desafios para a erradicação da pobreza, sendo os principais a centralização da renda e o aumento do desemprego, impacta diretamente na perpetuação da pobreza em determinado grupo populacional e o aumento da riqueza pela minoria da população. A centralização da renda é um dos principais desafios em 2023 foi realizado um levantamento onde 48,4% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população. O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) tem como objetivo combater o trabalho infantil, garantindo que as crianças tenham o direito assegurado de estudar e participar de atividades extracurriculares. O Sistema Único de Saúde (SUS) também tem impacto na erradicação da pobreza, sendo responsável por oferecer o acesso gratuito aos serviços de saúde, desde a atenção básica até tratamentos complexos. O Minha Casa, Minha Vida atua em um dos principais problemas de famílias de baixa renda, o acesso à moradia adequada, o programa visa facilitar e aumentar as oportunidades de financiamento acessíveis e subsidiados para a compra de moradias. 7. Conclusão Portanto, a pobreza é uma situação complexa e multifacetada, que envolve desde a falta de renda até a privação de direitos e oportunidades básicas, como o acesso à educação, saúde, moradia, alimentação e saneamento básico. Suas causas estão intrinsecamente ligadas a fatores estruturais, sendo o principaldeterminante a desigualdade social que causa a centralização de renda na minoria da população. A erradicação da pobreza é uma das principais dificuldades da sociedade no âmbito mundial, sendo a desigualdade econômica uma das principais dificuldades devido à concentração de renda. Além disso, a implantação de políticas públicas enfrentam dificuldades principalmente em países de baixa e média renda, onde a escassez de recursos é maior, aliada a corrupção e falta de estrutura governamental, comprometendo os avanços no combate à pobreza. 8. Referências Bibliográficas Azevedo, Darana Carvalho de e Burlandy, Luciene. 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