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Laboratório de Mecânica de Fluidos Aluno (a): Davi Guilherme Dourado Borges Data: 09/02/ 2025 Avaliação Pesquisa/Prática NOTA: INSTRUÇÕES: · Esta Avaliação contém 1 (uma) questão, totalizando 10 (dez) pontos. · Você deve preencher dos dados no Cabeçalho para sua identificação · Nome / Data de entrega · As respostas devem ser digitadas abaixo de cada pergunta. · Ao terminar, grave o arquivo com o nome Avaliação Pesquisa/Prática. · Envio o arquivo pelo sistema. 1. Coleta e Tratamento de Dados Varie a vazão do sistema através do potenciômetro de controle de vazão, no painel elétrico. Você observará a mudança dos valores observados no rotâmetro e no manômetro em U. Realize as medições de perda de carga na tubulação para 5 vazões diferentes, anotando na tabela abaixo os valores de vazão e perda de carga correspondentes. Para realizar o experimento nas outras 3 linhas, desligue a bomba no botão DESLIGA do quadro elétrico, altere a posição das válvulas como indicado anteriormente, remova as mangueiras de tomada de pressão clicando com o botão esquerdo do mouse sobre elas e coloque-as novamente na linha que será experimentada. Após executar as alterações, ligue a bomba novamente no botão LIGA do quadro elétrico. Dica: Para remover as mangueiras, coloque o mouse sobre elas e clique quando o X vermelho aparecer, como mostra a imagem acima. Colete os dados para as outras linhas e anote-os na tabela. Em seguida, compare os valores coletados com os resultados teóricos de perda de carga esperados. Utilize as equações fornecidas no sumário teórico para fazê-lo. Calcule o desvio relativo percentual entre os valores experimentais e os teóricos calculados. Utilize a equação abaixo: Em que, Ɛ é o desvio relativo percentual; Hct é a perda de carga teórica no escoamento; Hc é a perda de carga experimental no escoamento MEDIÇÕES Realizou-se todas as medições segundo o roteiro do laboratório. Tabela 1: Tubo de PVC 32 mm Hc (mmH2O) Q (LPH) 5 1000 20 1800 42 2600 68 3400 96 4200 Tabela 2: Tubo de PVC 25 mm Hc (mmH2O) Q (LPH) 22 1000 84 1800 172 2600 264 3400 346 4200 Tabela 3: Tubo de Cobre 28 mm Hc (mmH2O) Q (LPH) 20 1000 41 1800 92 2600 112 3400 158 4200 Tabela 4: Tubo de Acrílico 22 mm Hc (mmH2O) Q (LPH) 38 1000 100 1800 172 2600 276 3400 388 4150 Percebe-se que para todas as medições padronizou-se a vazão medida a fim de facilitar a comparação dos dados CÁLCULO TEÓRICO Segundo o sumário teórico do laboratório foram calculados todos os parâmetros necessários para a resolução da perda de carga teórica em cada tubulação. O número de Reynolds foi calculado em função da vazão volumétrica teórica usada em cada medição através da equação 1. (1) Sendo Re o número de Reynolds, Q a vazão volumétrica, D o diâmetro do tubo e ν a viscosidade cinemática da água. Quanto ao fator de atrito de Darcy-Weisbach foi escolhido utilizar o diagrama de Moody para a determinação de seu valor. Para isso, a rugosidade escolhida do PVC, cobre e acrílico foram, respectivamente, de 0,002 mm, 0,0015 mm e 0,0015 mm. Assim foi possível determinar a rugosidade relativa de cada uma das quatro tubulações e seu fator de atrito correspondente. A tabela 5 mostra os resultados do número de Reynolds, rugosidade relativa e fator de atrito para cada condição medida. Tabela 5 Tubulação Re e/D f PVC 32 mm 29596.25828 0.0000625 0.024 PVC 32 mm 53273.26448 0.0000625 0.021 PVC 32 mm 76950.27068 0.0000625 0.0195 PVC 32 mm 100627.2769 0.0000625 0.0185 PVC 32 mm 124304.3193 0.0000625 0.017 PVC 25 mm 37883.2106 0.00008 0.0245 PVC 25 mm 68189.77853 0.00008 0.0225 PVC 25 mm 98496.34646 0.00008 0.0215 PVC 25 mm 128802.9144 0.00008 0.0205 PVC 25 mm 159109.5287 0.00008 0.0205 Cobre 28 mm 33824.29518 0,0000535 0.0235 Cobre 28 mm 60883.73083 0,0000535 0.0205 Cobre 28 mm 87943.16649 0,0000535 0.019 Cobre 28 mm 115002.6021 0,0000535 0.018 Cobre 28 mm 142062.0792 0,0000535 0.017 Acrílico 22 mm 43049.10295 0,0000682 0.022 Acrílico 22 mm 77488.38469 0,0000682 0.019 Acrílico 22 mm 111927.6664 0,0000682 0.018 Acrílico 22 mm 146366.9482 0,0000682 0.017 Acrílico 22 mm 178653.8103 0,0000682 0.0165 Com todos estes dados é possível calcular a perda de carga distribuída teórica através da equação 2. (2) Sendo V a velocidade do escoamento e g a aceleração da gravidade. Por fim, apresenta-se na tabela 6 a comparação do resultado da perda de carga teórica e experimental para cada caso. Tubulação E (%) Hct (mmH2O) Hc (mmH2O) Q (LPH) PVC 32 mm 9.65 4.6 5 1000 PVC 32 mm 54.70 12.9 20 1800 PVC 32 mm 67.69 25.0 42 2600 PVC 32 mm 67.35 40.6 68 3400 PVC 32 mm 68.48 57.0 96 4200 PVC 25 mm 37.54 16.0 22 1000 PVC 25 mm 76.50 47.6 84 1800 PVC 25 mm 81.27 94.9 172 2600 PVC 25 mm 70.64 154.7 264 3400 PVC 25 mm 46.56 236.1 346 4200 Cobre 28 mm 129.74 8.7 20 1000 Cobre 28 mm 66.63 24.6 41 1800 Cobre 28 mm 93.36 47.6 92 2600 Cobre 28 mm 45.30 77.1 112 3400 Cobre 28 mm 42.23 111.1 158 4200 Acrílico 22 mm 39.62 27.2 38 1000 Acrílico 22 mm 31.31 76.2 100 1800 Acrílico 22 mm 14.26 150.5 172 2600 Acrílico 22 mm 13.53 243.1 276 3400 Acrílico 22 mm 10.37 351.5 388 4150 Os erros encontrados entre os valores de perda de carga teórico e experimental podem ser causados por problemas na medição experimental ou no cálculo teórico. No experimento, possíveis erros incluem leitura incorreta do manômetro (paralaxe, oscilações), presença de bolhas de ar, erro na densidade do fluido e má posição das tomadas de pressão. No cálculo teórico, os principais erros envolvem o fator de atrito f impreciso retirado do diagrama de Moody, rugosidade da tubulação mal estimada e efeitos de entrada e saída da tubulação. Além disso, vazamentos, vibrações e presença de ar no fluido podem impactar os resultados. Quanto maior o diâmetro, menor a perda de carga como podemos ver na comparação entre os dois tubos de PVC, pois a velocidade do fluido diminui, reduzindo o atrito interno. O material afeta a rugosidade da tubulação, onde materiais mais lisos, neste caso o cobre e acrílico, reduzem a resistência ao escoamento, enquanto materiais mais rugosos, neste caso o PVC, aumentam a perda de carga. Já a vazão influencia diretamente a velocidade do fluido, e como a perda de carga cresce com o quadrado da velocidade, um aumento na vazão pode elevar significativamente a resistência ao escoamento, tornando o transporte do fluido menos eficiente. Avaliação Pesquisa/Prática image4.png image5.png image1.png image2.png image3.png