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Resumo: Revolução Inglesa (1642-1651) A Revolução Inglesa foi um conjunto de conflitos ocorridos no século XVII entre a monarquia e o Parlamento da Inglaterra, culminando na deposição do rei Carlos I, na instauração de uma República sob liderança de Oliver Cromwell e posteriormente na Restauração da monarquia. Causas da Revolução: 1. Conflitos entre monarquia e Parlamento: O rei Carlos I tentou governar sem o Parlamento, gerando insatisfação. 2. Questões religiosas: O rei favorecia o anglicanismo, enquanto puritanos e presbiterianos se opunham às suas medidas. 3. Altos impostos e crise econômica: A política tributária do rei era impopular e afetava a economia inglesa. Fases da Revolução: 1. Guerra Civil (1642-1649): Conflito entre forças realistas (Cavaleiros) e parlamentares (Cabeças Redondas). Os parlamentares, liderados por Oliver Cromwell, saíram vitoriosos. 2. Execução de Carlos I (1649): O rei foi julgado por traição e decapitado, marcando o fim da monarquia absolutista. 3. República de Cromwell (1649-1658): Cromwell assumiu o poder e governou como Lorde Protetor, instaurando uma ditadura militar. 4. Restauração da monarquia (1660): Após a morte de Cromwell, Carlos II foi restaurado ao trono, mas com maior controle parlamentar. Consequências da Revolução: Fim da monarquia absolutista na Inglaterra. Fortalecimento do Parlamento e do modelo constitucional. Estabelecimento da Monarquia Parlamentar na Revolução Gloriosa (1688). Influência no pensamento liberal e na Revolução Francesa. Conclusão: A Revolução Inglesa foi um marco na transição para sistemas políticos modernos, estabelecendo limites ao poder monárquico e fortalecendo o papel do Parlamento. Foi um evento crucial para a construção da democracia e do constitucionalismo britânico.