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Controladoria
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Graziela de Faria Santos Soares 
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
A Avaliação de Desempenho 
e Investimentos 
 
 
• Apresentar metodologias para reconhecer e avaliar o esforço de cada um na Empresa para 
permitir uma avaliação racional, sem a prevalência de emoções ou privilégios.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• O Ato de Avaliar o Desempenho;
• Estrutura para Análise do Desempenho e Investimentos;
• Análise de Balanços para a Avaliação do Desempenho e Investimentos;
• A Análise de Balanços para a Avaliação do Desempenho e Investimentos.
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
O Ato de Avaliar o Desempenho 
Valeu a pena? 
Alcançamos o sucesso, ganhamos dinheiro ou, na próxima vez, conhecendo me-
lhor o caminho, vamos fazer diferente? 
Não estamos indo bem. Vamos continuar a fazer o que estamos fazendo ou parar 
por aqui?
O que podemos mudar e o que devemos manter por estar sendo bem feito? 
Somos bons! O que podemos fazer para mostrar isso para a Sociedade e 
atrair investidores?
As perguntas anteriores são atuais? 
Certamente, você dirá que sim! Qualquer empreendedor terá essas dúvidas, em 
algum momento, na condução de seus negócios, por mais convicto ou confiante que 
seja e mesmo que não se importe muito com Contabilidade. 
O mais surpreendente nessas perguntas, no entanto, é que elas não são novas! 
Essas mesmas perguntas também eram feitas pelos negociantes no passado, nos tem-
pos mais remotos. É claro que o ritmo das coisas era diferente, e a tecnologia também. 
Tudo era mais difícil, mas mesmo assim os empresários tinham a necessidade de 
saber como estavam seus negócios. 
Se olharmos para a História, veremos que mercadores e/ou negociantes hábeis e 
poderosos do passado, como os Médici em Florença, na Itália, ou Jakob Fugger, de 
Augsburg, na Alemanha, mantinham um serviço de Contabilidade para conhecer o 
seu desempenho. 
Você Sabia? 
Jakob Fugger – “O rico” foi o primeiro investidor estrangeiro no Brasil. Após a descober-
ta da então “Terra de Santa Cruz”, o Rei de Portugal, Manuel I, deu a Fernão de Loronha, 
um bem estabelecido mercador de Lisboa, uma capitania hereditária no Brasil. Fernão 
de Loronha era agente de Jakob Fugger em Lisboa que, tão logo soube da empreitada 
em novas terras recém-descobertas, investiu dinheiro na missão.
Schmalenbach (1955) comenta que, naquele período, eram muito comuns cara-
vanas ou expedições para o transporte de mercadorias para os Mercados principais 
por meio de rotas comerciais. Essas caravanas ou expedições eram feitas, normal-
mente, em lombo de burros, cavalos ou camelos, e cheias de perigos. 
Ao longo do caminho, poderiam ocorrer acidentes e assaltos, e fazer com que 
parte das mercadorias, ou tudo, se perdesse. 
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Sempre que uma caravana (ou uma navegação marítima) terminava, apurava-se o 
Balanço Patrimonial para saber se todo o esforço da expedição havia resultado em 
lucro ou prejuízo. 
Esse trabalho era feito considerando-se tudo o que se ganhou na viagem (as receitas) 
e descontando-se todas as despesas e perdas.
A seguir, vemos uma foto de um homem levando mercadorias transportadas em 
lombo de burros no Caminho do Chá, na China. 
Uma rota comercial milenar, que é usada ainda nos dias atuais, sem nenhuma 
modificação: 
Caminho/Rota do Chá e do Cavalo, na China 2006. Disponível em: https://bit.ly/3mHFSlU
No Brasil, durante muito tempo, tivemos a atuação dos chamados “Tropeiros”. 
É possível encontrar o funcionamento desse serviço com riqueza de detalhes na 
obra de Marins (1982, p. 19-20), que descreve, por meio de seu personagem, uma 
“tropa” que atuava entre o Porto de Santos e o (então) povoado de São Paulo: 
Já havia subido e descido centenas de vezes a serra do Cubatão, vencen-
do os seus 2.500 pés de altura, através de péssimos caminhos, cheios de 
pedras e lajes, que feriam os cascos da burrada e nos matavam de can-
saço. Nossa tropa, de cerca de quarenta bestas, era tocada por Perova, 
o tropeiro, e dividida em cinco lotes, cada um formado por oito animais, 
sob a direção de um camarada. Todas as tropas que andavam pela serra 
obedeciam a essa organização. 
Quase sempre, em viagem, pegávamos chuvas, por dias inteiros. Mas 
também, em certas manhãs, éramos recompensados por magníficos pa-
noramas. Os princípios, os fundos dos valores, o cume das montanhas, 
onde nesgas de nuvens muito brancas pareciam grudadas, tudo nos pro-
porcionava espetáculos incríveis! 
Aquela vida de vaivém, entretanto, começava por me enjoar. Além do 
mais, a estrada, com o aumento do trânsito de animais, ia-se tornando 
cada vez mais perigosa. Por ocasião das chuvas, o sacrifício aumentava. 
Muitas vezes, para que os burros pudessem caminhar, era preciso colocar, 
nos trilhos por onde passavam, couros de bois bem curtidos. Levávamos 
uma porção desses couros, para impedir que atolassem na lama. 
Assim, demorávamos horas e horas para transpor pequenos trechos. 
Havia também, o perigo de perder as mercadorias, pelas quais éramos 
responsáveis. Lembro-me de um dia em que duas bestas carregadas de 
sal se desviaram do trilho e escorregaram no abismo. Tomamos sérios 
prejuízos, além de ficarmos bastante penalizados com a sorte dos animais.
Conheça a saga dos tropeiros no Brasil. Disponível em: https://bit.ly/32Yb9cB
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Observe, no relato do personagem de Marins (1982, p. 19-20), que os tropeiros 
assumiam os prejuízos pela perda de mercadorias ao longo do trajeto, sendo que 
não havia naquele momento serviços de Seguro, como temos atualmente, e já era 
comum na Europa em algumas cidades. 
É evidente que esses serviços eram verdadeiras sagas, que envolviam coragem e 
um hercúleo esforço pessoal de todos que se engajavam no trabalho. 
Cada um dos trabalhadores era avaliado por sua coragem e lealdade, mas, normal-
mente, a avaliação econômica sobre se o esforço resultou em lucro ou prejuízo era re-
alizada ao final da empreitada, com fins exclusivos de informação para o comerciante. 
Mesmo os grandes comerciantes costumavam solicitar um levantamento dos seus con-
tadores quando sentiam necessidade para tal, mas não havia um hábito nesse sentido. 
Por essa razão, alguns autores, como Schmalenbach (1955), dizem que a Conta-
bilidade nasceu para fins gerenciais. 
Schmalenbach (1955) comenta que foi Luca Pacioli que, conforme Sá (2004), era 
um homem fascinado pela difusão de conhecimentos, quem incentivou os comer-
ciantes a adotar o hábito de publicar Balanços Patrimoniais periodicamente. 
A intenção era atrair investidores e mostrar à Empresa potenciais agentes que 
poderiam ajudar em seu desenvolvimento. 
Para tal, Pacioli disse uma frase muito significativa: “RAGIO SPESSA AMISTA 
LONGA”, ou seja, uma Contabilidade publicada de forma periódica, frequente, acaba 
por atrair amizades longas. 
Para quem gosta de games, indica-se o Rise of Venice, um game muito interessante, que ex-
plora a temática da cidade-estado de Veneza durante a época do Renascimento, justamente 
a época de Luca Pacioli. 
Nesse game, você é um mercador e, para prosperar, compra mercadorias como limão ou 
azeite em uma cidade e vende em outras, mas precisa passar por vários perigos. De acordo 
com o seu esforço e o reconhecimento por uma junta de nobres, você vai adquirindo mais e 
mais barcos e poderes. Acesse: https://bit.ly/3hVqYok e https://bit.ly/3clj1HY
Nascia a Contabilidade Financeira que, atualmente, é mais conhecida e lembrada 
do que a gerencial. Observe, então, que o ato de avaliar o desempenho começa de 
dentro para fora, ou seja, em um primeiro momento, é realizada uma medição do 
desempenho, mesmo que seja apenas pelo fechamento simples das demonstrações 
financeiras. Ainda que o próprio comerciante/empresário não se interesse em saber 
com exatidão como andam seus negócios, provavelmente, outros agentes que te-
nham alguma influênciasobre esse mesmo negócio terão interesse em saber como 
está o desempenho da Empresa. Sendo assim, muito do que é feito em termos de 
Contabilidade Financeira é voltado para o usuário externo, ou seja, quem está do 
lado de fora da Organização. 
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No entanto, resgatando a visão de Marins (1982, p. 19-20) por meio de seu perso-
nagem, ações empreendidas em uma Empresa são muito mais do que simplesmente 
o apurar de lucro ou prejuízo.
As pessoas se esforçam, criam uma história e têm emoções, então, o ato de ava-
liar o desempenho reveste-se de muita importância. Seja por uma rigorosa e detalha-
da análise de orçamentos entre real x orçado, usando custos padrões, seja atingindo 
o breakeven point, como no caso IG descrito por Cortês (2001), a avaliação do 
desempenho envolve a emoção e o comportamento humano. 
O controller, por meio dos seus controles e do SIC-SIG, realiza avaliações que 
podem envolver a Empresa como um todo, uma Área ou Departamento de uma Em-
presa, um gestor ou mesmo um funcionário. É a partir de seus relatórios que serão 
tomadas decisões importantes, que alteram a vida das pessoas, como substituir ou 
não um funcionário, dar continuidade a um projeto, a unidades inteiras de produção 
ou, ainda, se vale a pena investir em treinamento de uma equipe de trabalho. 
É claro que o controller está condicionado a muitas expectativas e pressões, seja 
pelo público interno a Empresa, seja pelo público externo.
Com a adoção das Normas Internacionais de Contabilidade, as IFRS, o papel do 
controller passa a ser ainda mais crucial porque a ele é dada a incumbência de julgar, 
apontar o que é justo ou não para uma situação. 
Assim, Iudícibus et al. (2010) comentam que o contador cada vez mais está no 
“centro dos interesses divergentes” e que “está aí toda a beleza, todo o conflito e toda 
a dificuldade da profissão”.
Nesse sentido, Schmalenbach (1955) nos mostra, ao lado da p erspectiva interna 
e externa da Organização, outra a bordagem da análise de desempenho, que é a 
função social da Empresa. 
Eugen Schmalenbach é conhecido como o “pai” da Contabilidade Gerencial alemã” 
e economista de formação que, por conta de seu trabalho e dos negócios da família, 
teve de se envolver com contabilidade. 
Schmalenbach (1955, p. 39)1 disse o seguinte: 
A nossa ideia de resultados precisa começar pela natureza de um ne-
gócio. O negócio é uma parte da totalidade da vida econômica a que é 
chamado a atuar para fazer parte de uma divisão de tarefas da economia 
como um todo, como uma parte da economia que recebe matérias pri-
mas e serviços de vários tipos e retorna para a economia, mercadorias 
ou serviços. Nesse processo, deve produzir um valor adicionado, senão 
o negócio não estará contribuindo para a economia como um todo – es-
tará, ao contrário, consumindo-a. Aquilo que é pego da economia geral 
é a despesa do negócio; aquilo que contribui para a economia geral em 
mercadorias, serviços ou outros atos é a receita do negócio. O resultado 
é a diferença entre receitas e despesas; sua determinação é a tarefa da 
Contabilidade de negócios.
1 Traduzido do inglês para o português por Prof. A. Saramelli.
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Schamalenbach (1955) é muito preciso e esclarecedor ao comentar que em uma 
Demonstração do Resultado do Exercício, as despesas são o que a Empresa, como 
parte da Sociedade, consumiu dos fatores de produção disponíveis. E a receita é a 
remuneração por esse trabalho, que deve sempre apresentar um valor adicional, que 
é o trabalho que essa Empresa realizou pela Sociedade. 
Uma Empresa que consome recursos da Sociedade (despesas), mas que não con-
segue transformar e entregar adequadamente algo para essa mesma Sociedade e 
apurar um prejuízo, estaria consumindo a Sociedade, sendo nociva. 
Apurar lucro (considerado aqui como o resultado honesto das operações, sem 
uma conotação nociva ou gananciosa) é uma obrigação para a Empresa. 
Nas Normas Internacionais de Contabilidade, as IFRS, exige-se, atualmente, que 
as Empresas divulguem a chamada “Demonstração do Valor Adicionado”, que per-
mite justamente observar qual o desempenho da Empresa ou o que ele de fato pro-
duziu para a Sociedade. 
Mesmo assim, será que nossas Empresas, a partir de um olhar social, estariam 
sendo realmente eficientes? a busca do lucro estaria mais ou menos como em um 
“esconder de poeira embaixo do tapete”, criando uma situação que nos prejudicaria 
como seres humanos?
Esse é justamente um dos aspectos que mais vem sendo discutido nos últimos 
anos no meio empresarial.
Se no passado os consumidores estariam preocupados com o preço e a qualidade 
dos produtos, hoje, cada vez mais, preocupam-se com fatores ambientais. 
É o que nos diz França (2007, p. 15): 
Qualquer líder Empresarial que esteja no comando de uma organização 
não tem dúvida dos efeitos da pressão que essa competitividade exerce 
na rotina dos negócios, tendo uma influência direta nas ações e decisões 
dos seus dirigentes e indivíduos de uma maneira geral. Entretanto, há 
outra fonte de pressão sobre as organizações que vem ganhando vulto 
nos últimos tempos a ponto de hoje ser considerado um dos mais impor-
tantes temas presentes na agenda dos executivos de alto e médio escalão, 
que é a questão do desenvolvimento sustentável, da ética nos negócios 
e da responsabilidade social e ambiental nas Empresas. Essa pressão da 
sociedade para uma mudança de postura das Empresas em relação aos 
impactos que suas atividades exercem entre o equilíbrio social e ambien-
tal do planeta tem como origem a constatação de que, apesar de todo o 
progresso tecnológico e econômico que o mundo vem tendo nos últimos 
anos, a humanidade não conseguiu resolver os problemas mais sérios do 
ponto de vista ambiental e social.
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De acordo com o Relatório da ONU – Comissão de Meio Ambiente, Brundtland ou “Nosso Fu-
turo Comum”, desenvolvimento sustentável “É o desenvolvimento que atende às necessida-
des do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações terem suas próprias 
necessidades atendidas”.
Você pode encontrar documentos sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade no site da ONU 
Rio+20. Disponível em: https://bit.ly/32QBSHR
A essa visão de França (2007) soma-se a de Klabin (2011), que afirma que, no 
mundo empresarial, ainda não foi incorporado o conceito de “sustentabilidade” e dá 
mostras de que isso será muito difícil de ocorrer. 
O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, ao comentar o trabalho 
do ambientalista Israel Klabin, disse, conforme prefácio de Klabin (2011, p. XIII):
Israel deixa claro que, do ponto de vista da arquitetura da nova econo-
mia, “estamos fazendo a conta errada” por considerar as riquezas que se 
somam no PIB, desprezando o esgotamento dos recursos naturais e o 
aquecimento global.
O próprio autor Klabin (2011, p. 282) nos alerta quanto a um gravíssimo proble-
ma referente à falta de precificação dos fatores ambientais nos custos dos produtos: 
O problema é a falta de precificação das externalidades ambientais e 
sociais. As Empresas não conseguem mensurar o valor de práticas sus-
tentáveis. Se a economia não mudar, qual o custo concreto num futuro 
próximo? As Empresas que se adequarem agora a algo que só vai regular 
daqui a dez, vinte anos estariam apostando no futuro, mas a concorrência 
se estabelece no presente. Os governos poderiam acelerar essa agenda. 
Se houver regulamentação, as engrenagens podem funcionar. Caso con-
trário, vira voluntarismo.
Como parte do trabalho de avaliação de desempenho de uma Empresa e suas in-
terações com a Sociedade, surgiu a “Gestão Ambiental” e alguns modelos de gestão 
para lidar com a problemática ambiental. 
Um desses modelos é o Tripple Botton Line que, segundo Laville (2009), foi pro-
posto por John Elkington, fundador da consultoria inglesa SustainAbility. 
O Tripple Botton Line veio da certeza de que se entendeu que o desempenho 
das Empresas precisaria ser avaliado de forma inovadora, diferentedo que tínhamos 
até então. Criou-se um modelo simples, que vai ao encontro do conceito de Susten-
tabilidade, que faz um triplo balanço econômico, social e ambiental e que pode ser 
observado na figura a seguir: 
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Os lucros
O planetaAs pessoas
Figura 1 – Representação gráfica do Triple Bottom line
Fonte: Adaptado de LAVILLE, 2009, p. 193
Indo ao encontro de Roslender e Hart (2003), para “fazer a contabilidade geren-
cial ser mais estratégica”, é importante observar qual é a situação competitiva da Em-
presa que, muitas vezes, também já está envolvendo o aspecto ambiental, e observar 
quais os melhores modelos de gestão para a ela, o que pode passar pela adoção de 
modelos de gestão ambiental como o do Triple Bottom line.
Acesso o site do Sebrae e veja práticas de sustentabilidade: https://bit.ly/3hQtM6p
Convido-o(a) a, no próximo capítulo, a estudar como os controllers se estruturam 
e lidam com a avaliação do desempenho e investimentos. 
Estrutura para Análise do 
Desempenho e Investimentos
Padoveze (2003, p. 279) comenta que, durante a fase de execução das atividades 
previamente planejadas, os gestores utilizam modelos de gestão para suas decisões. 
É a partir de modelos de gestão adequados que os gestores terão condições de atuar 
de forma que suas decisões sejam “coerentes e em linha com a visão da Empresa de 
obtenção de lucro e eficácia empresarial”. 
Nesse sentido, Padoveze (2003, p. 279) diz que as atividades se caracterizam 
pelos fluxos operacional, econômico, financeiro e patrimonial. Assim, esse autor 
enfatiza com entusiasmo: “a gestão do fluxo operacional é o ponto-chave para a 
obtenção de lucros”. 
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A gestão dos fluxos das atividades é conhecida como “gestão do capital de giro”. 
Então, ao lado dos planejamentos estratégicos e dos modelos de gestão, saber bem 
administrar o capital de giro de uma Empresa é imprescindível. 
É com esse aspecto que os usuários externos da Contabilidade estão preocupa-
dos. Saber se os gestores dessa Empresa estão sabendo lidar com o capital de giro 
é umas das principais dúvidas e/ou desconfianças desses usuários externos (nesse 
grupo de usuários estão os investidores) e ter um bom desempenho nesse sentido 
irá aumentar a credibilidade e a confiança nos gestores, mas se os resultados forem 
ruins, certamente os gestores precisarão explicar, justificar e convencer os usuários 
externos que sua atuação é benéfica para a Empresa. 
Pa doveze (2003, p. 279) define esses fluxos como apresentado a seguir. 
Trocando Ideias...
O fluxo operacional caracteriza-se pela operação técnica de cada especialidade, em 
termos de produção física, controle e utilização dos recursos, transferências e entrega 
dos produtos e serviços produzidos pela atividade, controle de qualidade, prazos de 
entrega etc. 
O fluxo econômico evidencia a consequência econômica do processo produtivo, ou seja, 
a mensuração econômica dos recursos e dos produtos e serviços.
O fluxo financeiro corresponde à efetiva realização monetária do fluxo econômico. 
O fluxo patrimonial, ou resultado patrimonial, compreende a retenção final do fluxo com-
pleto das atividades, em termos de unidades monetárias ou bens e direitos em estoque. 
Um dos exemplos mais significativos de fluxo operacional no Brasil é o que 
vemos nas Empresas ligadas ao Setor Sucroalcooleiro. Após a crise mundial do 
petróleo de 1973, provocada pelos países produtores de petróleo da OPEP, o go-
verno brasileiro tomou a decisão de incentivar o chamado programa “Proálcool”, 
programa pioneiro para possibilitar que uma alternativa ao petróleo fosse disponível 
para o Mercado brasileiro. 
Desde então, centenas de Empresas, de fazendas a usinas de açúcar, vêm sendo 
implantadas no Brasil. 
Foto aérea da usina de álcool da Odebrecht Agroindustrial em Costa Rica/MS. 
Disponível em: https://bit.ly/33VVTw6
As Empresas que operam no ramo de produção sucroalcooleira dependem da 
safra da cana de açúcar. 
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
É o que nos explica Sosnoski (2007): 
A produção agrícola ocorre em algumas épocas do ano, como a cana 
que tem sua colheita no início do outono, característica que determina 
basicamente o comportamento dos preços desses produtos. Nas estações 
comumente chuvosas do Brasil (setembro a março), a produção de cana 
cai verticalmente, períodos este chamados de entressafra, aumentando 
nos meses de abril a agosto, período de pouca chuva, que é o período 
de safra da cana-de-açúcar. Os produtos agroindustriais, pois, são depen-
dentes do comportamento sazonal da oferta agrícola. A velocidade da 
produção, das vendas e a formação de estoques estão de acordo com a 
velocidade especificada pelas estações do ano.
Dessa forma, Slack et al. (1997) comentam que, normalmente, as Empresas reali-
zam um planejamento de suas atividades de forma a que leve em conta a capacidade 
de lidar com as flutuações sazonais da demanda. 
Assim, para a definição do fluxo operacional e, consequentemente, dos fluxos 
econômicos, financeiro e patrimonial, um controller de uma Empresa do Setor Su-
croalcooleiro certamente irá usar a safra como base. 
Você Sabia? 
No Brasil, normalmente, as Empresas publicam seus Balanços Anuais (Exercícios Con-
tábeis) respeitando o ano-calendário ou o ano gregoriano, ou seja, iniciando em 1 de 
janeiro e terminando em 31 de dezembro. Nas Empresas do Setor Sucroalcooleiro, no 
entanto, as Demonstrações Financeiro-Contábeis, normalmente, iniciam em 30 de abril. 
Análise de Balanços para a Avaliação 
do Desempenho e Investimentos
Uma das formas de avaliar o desempenho é pelo uso da análise de balanços. Uma 
Entidade ou Empresa, como vemos em Schmalenbach (1955), faz parte da Economia 
como um todo, e a Economia está sujeita a diversas condições que desafiam os ges-
tores que, além de se preocupar com a eficiência e a eficácia das atividades internas 
da Entidade, também precisam se preocupar com as conjunturas da Economia e da 
vida em Sociedade em geral. É importante avaliar como os gestores lidam com essas 
questões, como reagem a adversidades e a qualidade de sua gerência como um todo. 
Como exemplos, no ano de 2011, a Empresa brasileira do Setor Químico Braskem 
enfrentou duas conjunturas que afetaram sua operação, que vinha de uma tendência 
de lucratividade para prejuízos expressivos: a desaceleração da demanda mundial em 
decorrência da crise econômica mundial de 2008-2010 e o aumento nos preços das 
matérias-primas. 
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O resort hoteleiro Costa do Sauípe enfrentou, em 2011, um surto de meningite 
que levou à morte de 3 pessoas, durante a realização da décima edição do “Sauípe 
Folia”, um dos principais eventos organizados no local.
Em uma avaliação de desempenho justa, é necessário entender que situações 
como essas enfrentadas pela Braskem e pelo Complexo de Sauípe estão fora do 
alcance da agência de seus administradores. Porém, afetam os negócios, e é impor-
tante avaliar como os gestores agiram. 
Padoveze (2003, p. 423) a esse respeito, comenta que a Análise Financeira ou 
de um Balanço é um “Processo de meditação sobre os demonstrativos contábeis, 
objetivando uma avaliação da situação da Empresa em seus aspectos operacionais, 
econômicos, patrimoniais e financeiros”. 
Dessa forma, Padoveze (2003, p. 429) enfatiza que o analista avalia a Entidade, 
detectando os pontos fortes e fracos do processo operacional dela, utilizando alguns 
cálculos matemáticos e traduzindo-os em “Indicadores”. 
Nessa análise, é importante observar a comparabilidade e as tendências da se-
guinte forma: 
• Comparação com períodos passados;
• Comparação com períodos orçados;
• Comparações com padrões setoriais;
• Comparações com padrões internacionais;
• Comparações com padrões internos da Empresa;
• Comparações com Empresas concorrentes etc. 
Analistas de bancos norte-americanos e, posteriormente, em diversos outros paí-
ses, desenvolveram um ferramental tradicional de análise de balançosque, segundo 
Padoveze (2003, p. 429), compõe-se de: 
• Análise vertical;
• Análise horizontal;
• Indicadores econômico-financeiros;
• Avaliação Final.
Marion (2005) acrescentou a esses ferramentais três níveis de análise ou de ex-
tensão de análise: 
• Introdutório;
• Intermediário; 
• Avançado.
Estudaremos esses ferramentais, mas antes devemos nos fazer a seguinte pergun-
ta: é possível analisar balanços e julgar a qualidade de uma gestão por meio deles 
sem cometer injustiças? 
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Evolução do pensamento contábil
Para responder a essa pergunta, precisamos conhecer rapidamente como se deu 
o desenvolvimento da evolução do pensamento contábil. 
Sá (1997) nos diz que o contador Giuseppe Cerboni, que viveu entre 1827 e 1917, 
lançou a “TEORIA PERSONALISTA”, em que se entende que as contas contábeis 
tem uma personalidade. 
Com Cerboni, a Contabilidade passa a ser reconhecida como Ciência e não uma 
“Arte de registro do ter e do contar”. Até então, prevalecia, na Contabilidade a “Teo-
ria Contista”, na qual a preocupação dos contadores era o registro das contas. 
Posteriormente, como nos diz Sá (1997), Fábio Besta, que viveu entre 1845 e 
1922, trouxe a “Teoria Controlista”, na qual a Contabilidade passou a ser usada 
como forma de controle. 
Fábio Besta entendia que a Contabilidade tem a missão de atender três fases:
• Estabelecer um ponto de partida para tornar possível a análise dos resultados 
da gestão;
• Acompanhar a gestão, evidenciando os fatos ocorridos que julgar ser bom tra-
balho administrativo; 
• Demonstrar os resultados finais da administração econômica para a devida 
aprovação ou rejeição da gestão.
Isto é, as ferramentas de análise de Balanços que iremos estudar agora, muito 
mais do que um exercício matemático isolado, representam uma análise científica 
dos atos da Empresa e, consequentemente, de sua gestão. 
É possível, dessa maneira, apontar de forma justa e com referencial científico 
modificações no patrimônio que ocorreram sob a responsabilidade dos gestores, 
aprovando-as ou as rejeitando. 
Análise de indicadores econômicos e financeiros
A primeira pergunta que devemos fazer é: o que é um indicador econômico 
e financeiro? 
Segundo Marion (2005), os índices são “relações que se estabelecem entre 
duas grandezas”. 
Assim, esse autor exemplifica da seguinte forma: imaginemos que, em uma Em-
presa, temos no Balanço Patrimonial os seguintes saldos nos grupos: 
• Ativo circulante: $ 396.420;
• Passivo circulante: $ 198.210.
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Para analisar a relação entre duas grandezas existentes no ativo circulante e no pas-
sivo circulante, podemos dividir um grupo pelo outro, o que nos dá a seguinte fórmula:
ContaAQuociente
ContaX
=
Ao adicionar os dados da Empresa, teremos os seguintes valores, em comparação 
da conta A em relação à conta X: 
396.420
198.210
Quociente=
O quociente dessa divisão nos dará: quociente = 2.
Esse quociente nos diz que para cada um real2 de dívida que a Empresa mantém 
no Passivo circulante, há um real de recursos disponíveis no Ativo circulante, ou seja, 
uma situação aparentemente confortável para a Empresa. 
Uma segunda pergunta que devemos fazer quanto aos indicadores é: é possível 
usar os mesmos indicadores para avaliar Empresas de porte e que estão em ramos 
de atuação diferentes na Economia? 
Para responder a essa pergunta, peço para que você observe a seguinte foto: 
Figura 2 – Trânsito na Marginal Pinheiros, na cidade de São Paulo
Fonte: Getty Images
Observe que, nessa foto, há carros e ônibus de diferentes tamanhos e modelos, e 
uma motocicleta. 
Todos estão trafegando na mesma Avenida. Se analisarmos a velocidade em que 
esses veículos estão trafegando, podemos dizer que a moto e o ônibus estão (veja 
bem ao centro da imagem) na mesma velocidade. 
2 Na verdade, uma unidade monetária, pode ser qualquer moeda nacional. 
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UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Sabe-se que uma motocicleta é um veículo mais ágil e que consegue trafegar a ve-
locidades superiores à velocidade de um ônibus, com facilidade. No entanto, ambos 
estão limitados a uma determinada velocidade de acordo com as regras de trânsito 
estabelecidas para essa Avenida. 
Assim, é correto analisar que, apesar de serem veículos de porte e tamanho di-
ferentes, ambos estariam atuando nas mesmas condições e o aspecto “velocidade” 
pode ser medido igualmente para os dois. 
Com os índices utilizados na análise de Balanços temos o mesmo resultado! 
Há vários índices, sendo que, segundo Padoveze (2003, p. 435-7), eles são reuni-
dos nos seguintes grupos:
• Indicadores de Capacidade de Pagamento;
• Indicadores de Atividade;
• Indicadores de Rentabilidade;
• Análise de Preços e Retornos de Ações.
E, como vemos em Paiva (2003). embora ainda em fase experimenta: 
• Indicadores de Desempenho Ambiental.
Conforme estudamos, Marion (2005) define três níveis de análise. Agora, vamos 
estudar o nível básico. 
Apesar do nome, o nível básico nos mostra três situações nas Empresas que 
atraem grande parte das preocupações dos usuários da Contabilidade, e uma análise 
usando apenas os índices que estão nesse nível básico já nos dá condições de obter 
conclusões de alta qualidade. Os outros níveis, intermediário e avançado, utilizam 
ferramentas mais sofisticadas de análise. 
A seguir, uma figura com o nível básico ou Tripé de análise, conforme proposto 
por Marion (2005): 
Tripé da análise
Liquidez
EndividamentoRentabilidade
Figura 3 – Nível Básico – Tripé da Análise
Fonte: Adaptado de MARION, 2005
20
21
Análise de liquidez
Segundo Silva (2008, p. 283), os indicadores de liquidez “fornecem um indicador 
da capacidade da Empresa de pagar suas dívidas, a partir da comparação entre os 
direitos realizáveis e as exigibilidades”. 
Temos, basicamente, quatro indicadores de liquidez, apresentados a seguir.
Liquidez geral
Quanto a Empresa possui em dinheiro, bens e direitos realizáveis em curto e longo 
prazos, para fazer face as suas dívidas totais.
• Fórmula: (ativo circulante + ativo não circulante) ÷ (passivo circulante + passivo 
não circulante);
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
No índice de liquidez geral, temos uma análise ampla da liquidez da Empresa, con-
siderando ativos e passivos de curto e longo prazos. Porém, podemos ter diferentes 
níveis de desconfiança ou conservadorismo em uma análise, conforme segue. 
Vejamos um exemplo utilizando os números do Balanço Patrimonial da Natura, 
em 2020.
Tabela 1
Encerramento do Exercício:
2019
31/12
Total do Ativo Circulante 9430,06
Caixa e Investimentos de Curto Prazo 5539,43
Caixa 3110,22
Caixa e Equivalente de Caixa 1403,36
Insvestimentos de Curto Prazo 1025,85
Contas a Receber, Líquido 2194,88
Contas a receber – comércio, Líquido 1685,76
Inventário 1430,55
Despesas Antecipadas –
Outros Ativos Circulantes, Total 265,2
Total do Ativo não Circulante 11.754,45
Imobilizado – Bruto 6508,47
Depreciação Acumulada, Total -2114,72
Ágio, Líquido 1536,06
Intangíveis, Líquido 3540,44
Investimentos de Longo Prazo 7,4
Realizável a Longo Prazo 743,88
Outros Ativos de Longo Prazo, Total 1532,92
Outros Ativos, Total –
21
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Encerramento do Exercício:
2019
31/12
Total do Ativo 21.184,51
Total do Passivo Circulante 7518,42
A Pagar/ Acumulado 1829,76
A Recolher/ Auferidos –
Investimentos de Curto Prazo 881,27
Notas a Receber/ Empréstimos de Curto Prazo –
Parcela Circulante dasObrigações de Arrendamento 
Mercantil 3896,44
Outros passivos Circulantes, Total 910,96
Total do Passivo Não Circulante 10.303,75
Total de Endividamento de Longo Prazo 9407,5
Endividamento de Longo Prazo 7432,02
Obrigações de Arrendamento mercantil 1975,48
Imposto de Renda Diferido 450,56
Participação de Acionistas Não Controladores –
Outros Passivos, Total 445,69
Total do Patrimônio Líquido 3362,34
Ações Preferenciais Resgatáveis –
Ágio, Líquido –
Ações Ordinárias, Total 1485,44Capital Social integralizado Adicional –
Lucros Retidos (Prejuízos Acumulados) -34,49
Ações em Tesouraria – Ordinárias –
Garantia de Dívida de Opções de Compra de Ações –
Ganho/(Perda) não Realizado(a) –
Outro Patrimônios Líquidos, Total 1911,4
Total do Pasivo e Patrimônio Líquido 211184,51
Ações Ordinárias em Circulação 865,73
Ações Preferenciais em Circulação –
* Em Milhões de BRl (exceto dados por ação)
Fonte: Adaptado de https://bit.ly/3iV5PMx
• Fórmula: 
(AC + AnC) ÷ (PC + PnC) =
(9.430,06 + 11.754,45) ÷ (7.518,42 + 10.303,75) =
21.184,51 ÷ 17.822,17 = 1,19
Isso significa que, para cada R$ 1,00 de dívidas, a Natura tem R$ 1,19 para co-
bertura dessas dívidas.
22
23
Esse valor será satisfatório dependendo do que foi planejado e, para tanto, a 
Equipe de Controladoria poderá utilizar esse índice como informação para nortear a 
equipe gestora nas decisões.
Caso o valor não esteja de acordo com o planejamento, deve-se rever estratégias 
e o plano de ação para adequar a liquidez empresarial ao desejado.
Liquidez corrente
Esse índice nos mostra como está a liquidez da Empresa em curto prazo. 
Para Silva (2008, p. 286), “indica quanto a Empresa possui em dinheiro mais 
bens e direitos realizáveis no curto prazo, comparado com suas dívidas a serem pa-
gas no mesmo período”. 
• Fórmula: ativo circulante ÷ passivo circulante;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Utilizando, ainda, os números da Natura, veremos como a Empresa está em rela-
ção aos realizáveis de curto prazo.
• Fórmula:
LC = AC ÷ PC
LC = 9.430,06 ÷ 7.518,42 = 1,25
Significa que, para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, a Natura tem R$ 1,25 
para cobertura destas dívidas.
Liquidez seca
Pode mos ser ainda mais conservadores ou pessimistas em relação à situação da Em-
presa, e imaginar uma hipótese de uma Empresa não conseguir vender nada no Mercado. 
Como ficaria a liquidez dessa Empresa? 
Esse índice é igual ao índice de liquidez corrente, porém exclui do ativo circulante 
os estoques.
• Fórmula: (ativo circulante – estoques) ÷ passivo circulante;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Vejamos a situação da Natura:
• Fórmula:
LS = (AC -Estoques) ÷ PC
LS = (9.430,06 – 1.430,55) ÷ 7.518,42
LS = 7.999,51 ÷ 7.518,42 = 1,06
Caso a Natura não tivesse vendido nada, ainda assim conseguiria arcar com suas 
dívidas de curto prazo.
23
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
O Covid 19, em 2020, trouxe uma nova realidade empresarial. Houve um momento em que 
as Empresas precisaram ficar fechadas. Isso significou não vender nada. Logo, as Empresas 
que não tinham indicador de Liquidez Seca satisfatório tiveram de recorrer a recursos de 
terceiros. Nesse momento, conseguimos perceber a importância desse indicador financeiro.
Veja, no link a seguir, o caso da Chocoponto que sentiu o efeito do fechamento decorrente 
da quarentena e quase foi à falência: https://bit.ly/3curh8M
Liquidez imediata
Segundo Silva (2008, p. 180), esse indicador mede o volume de valores disponí-
veis (caixas, Bancos, aplicações de curto prazo) mantido pela Empresa para atender 
às suas exigibilidades mais imediatas. 
• Fórmula: (disponibilidades) ÷ passivo circulante;
• Interpretação: Quanto maior, melhor. 
Usando os valores da Natura:
• LI = Disp. ÷ PC;
• LI = 5.539,43 ÷ 7.518,42 = 0,74.
Para cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo, a Natura dispõe de R$ 0,74 de re-
cursos imediatos para saldar essas dívidas.
Endividamento
O endividamento é um aspecto difícil para analisar. Como regra geral, nenhum 
endividamento é bom, porém, apesar de esse conceito que a Sociedade nos impõe, 
há situações em que um endividamento pode ser muito benéfico para a entidade e 
fomentar ou, como se diz no jargão financeiro, “alavancar” a Empresa. 
Vamos estudar um desses índices, que mede a composição do capital próprio da Em-
presa, ou seja, o Passivo Circulante + Passivo Não Circulante sobre o capital próprio. 
No jargão financeiro essa é a “estrutura do capital”. 
• Fórmula: Capitais de Terceiros ÷ Patrimônio Líquido.
Quanto à Empresa tomou de Capitais de Terceiros para cada $ 1,00 de capital 
próprio investido.
• Interpretação: Quanto menor, melhor.
Entendimento geral: as Empresas devem sempre ter um índice de endividamento 
inferior a 1.
Vejamos este índice na Natura.
• Fórmula:
Estrutura de Capital = Capitais de Terceiros ÷ Patrimônio Líquido
24
25
Estrutura de Capital = (7.518,42 + 10.303,75) ÷ 3.362,34 =
Estrutura de Capital = 17.822,17 ÷ 3.362,34 = 5,30
Significa que para cada R$ 1,00 de capital próprio investido a Natura, ela está 
usando 5,30 de capital de terceiros.
Nota-se, pelo Balanço, que a Empresa tem um valor considerável em arrenda-
mento mercantil e dívidas de longo prazo, lembrando-se de que, nem sempre, a 
dívida é ruim.
Se a Empresa tiver um bom planejamento, esta dívida pode auxiliar o alcance das 
metas predeterminadas.
No vídeo disponível no link a seguir, podemos ver algumas situações em que a dívida não é 
ruim. Acesse: https://bit.ly/3cm5Oi9
Esses dois índices nos trazem uma avaliação sobre a qualidade da Empresa em 
sua capacidade de saldar dívidas e a qualidade do seu endividamento. Porém, segun-
do Matarazzo (2003, p. 389) o maior interesse de muitos dos usuários externos da 
Contabilidade e, principalmente, de investidores, são os indicadores de Rentabilida-
de, que “indicam a margem de lucro (rentabilidade), de retorno do capital investido e 
a velocidade das operações realizadas”. 
Considera-se que a análise de rentabilidade é o principal relatório baseado nas 
demonstrações financeiras de que podem fazer uso os dirigentes de uma Empresa”. 
Os índices estão apresentados a seguir. 
Giro do ativo
Segundo Silva (2008, p. 235), o giro do ativo estabelece relação entre as vendas 
do período e os investimentos totais efetuados na Empresa, que estão representados 
pelo ativo total médio. 
• Fórmula: vendas líquidas ÷ ativo médio;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Assim como para os indicadores anteriores, usaremos as Demonstrações Contá-
beis da Empresa Natura.
Tabela 2 – Demonstrativo de Resultado
Encerramento do Exercício
2019
31/12
Receita Total 14444,69
Custos de Receitas, Total 4033,45
Lucro Bruto 10411,24
25
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Encerramento do Exercício
2019
31/12
Receita Total 14444,69
Total de Despesas Operacionais 13223,17
Receita Operacionais 1221,52
Receita de Juros (Despesas) -641,08
Ganho (perda) na Venda de Ativos –
Outros, Líquido -275,88
Lucro Antes dos Impostos 304,57
Provisão para Imposto de Renda 149,1
Lucro Líquido depois Despesas com Imposto 155,47
Participação dos Acionistas Minoritários –
Patrimônio Líquido de Controladas –
Ajuste de U GAAP –
Lucro Líquido Antes de Íten Extraordinários 155,47
Ítens Extraordinários –
Lucro Líquido 155,47
Precisaremos, também, do valor do total do ativo do ano anterior para fazer o 
ativo médio. 
Valor extraído do Balanço Patrimonial da Natura em 2018 = 15.379,55
• Fórmula:
Giro do ativo = vendas líquidas ÷ ativo médio
Giro do ativo = 14.444,69 ÷ (21.184,51 + 15.379,55 ÷ 2)
Giro do ativo = 14.444,69 ÷ 18.282,03 = 0,79
A Natura tem produzido R$ 0,79 por ano para cada real de ativos possuídos por ela.
Margem líquida
Silva (2008, p. 237) compara o lucro líquido em relação às vendas líquidas do 
período, fornecendo o percentual de lucro que a Empresa está obtendo em relação 
ao seu faturamento.
• Fórmula: (lucro líquido ÷ vendas líquidas) x 100;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Para a Natura teremos:
ML= (LL ÷ VL) x 100
ML = (155,47 ÷ 14.444,69) x 100 = 1%
Para cada R$ 100,00 que a Natura vende, terá R$1,00 de lucro líquido nesse período. 
26
27
A margem de 1% pode não representar uma rentabilidade ruim. Isso vai depender 
do montante do lucro líquido. O desejável é que essa porcentagem sempre aumente.
Rentabilidade do ativo
Segundo Matarazzo (2003, p. 179), rentabilidade do ativo é “quanto a Empresa 
obteve de lucro líquido em relaçãoao ativo”. Esse índice mostra o quanto uma Em-
presa é rentável em relação ao seu ativo.
• Fórmula: (lucro líquido ÷ ativo médio) x 100;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Continuando com a análise da Empresa Natura, teremos:
• Fórmu la:
ROA = (LL ÷ Ativo médio) x 100
ROA = (155,47 ÷ 18.282,03) x 100 = 0,85
A Natura obtev e 0,85% de rentabilidade em relação ao seu ativo.
Rentabilidade do patrimônio líquido
Índice que mostra efetivamente se o acionista se beneficia dos bons resultados 
alcançados pela Empresa. 
Para Iudícibus (2010), esse índice “expressa os resultados globais auferidos pela 
gerência na gestão de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas”.
• Fórmula: (lucro líquido ÷ patrimônio líquido médio) x 100;
• Interpretação: Quanto maior, melhor.
Aplicando à Natura:
Precisaremos, também, do valor do PL do ano anterior para fazer o PL médio. 
Valor extraído do Balanço Patrimonial da Natura em 2018 = 2.574,10
PL médio = (3.362,34 + 2,574,10) ÷ 2 = 2.968,22
• Fórmula:
ROE = (LL ÷ PL médio) x 100
ROE = (155,47 ÷ 2.968,22) x 100 = 5,24 %
A Nat ura apresenta a capacidade de gerar 5,24% de retorno aos investidores, a 
partir dos recursos que a própria Empresa possui.
Após o tripé de análise, Marion (2005) propõe um nível intermediário de análise.
Observe que esse nível intermediário nada mais é do que o nível básico que é ex-
pandido para uso de outras ferramentas de análise mais sofisticadas, como o método 
Du Pont, conforme pode ser observado na Figura a seguir: 
27
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Lucratividade
Análise DFC
Rotatividade
Necessidade
de capital de
giro
Alavancagem
�nanceira
Liquidez
Rentabilidade Endividamento
Outros indíces
endividamento
Produtividade
e
outros
Modelo
Du Pont
Nível introdutório
Figura 4 – Nível Intermediário – Tripé da Análise
Fonte: Adaptado de MARION, 2005
E Marion (2005) sugere, ainda, um terceiro nível avançado, em que são realizados 
os seguintes aprofundamentos: 
• Indicadores combinados; 
• Análise da demonstração do valor agregado;
• Projeções das Demonstrações Contábeis e sua análise;
• Análise com ajustamento das Demonstrações Contábeis no nível geral de preços;
• Outros modelos de análise EVA, MVA, Balanced Scorecard etc.
Análises horizontal e vertical
Padoveze (2003, pp. 429-430) comenta que análise vertical é “a análise de par-
ticipação percentual ou de estrutura de elementos dos Demonstrativos Contábeis”. 
Nessa análise, considera-se algum elemento patrimonial (ativo, passivo) como 
100% de um determinado elemento patrimonial. 
“Convencionou-se considerar 100% o total do ativo e do passivo” e para a De-
monstração de Resultados “convencionou-se adotar 100% como o valor do total da 
receita de vendas, líquida dos impostos”.
Já para a análise horizontal, Padoveze (2003, p. 431) mostra que é “uma análise 
de crescimento ou de variação”. 
Para essa análise, “tomam-se como base todas as contas de um determinado 
período e se faz uma relação percentual em cima dos dados desse período. O novo 
número relativo indica quanto o dado do período subsequente é maior ou menor que 
do período anterior. 
28
29
Como é comum serem utilizados vários períodos, a variação sequencial acaba 
indicando uma tendência de crescimento (ou diminuição). 
Como um exemplo de aplicação do conceito de análise horizontal e vertical, va-
mos analisar a Demonstração de Resultado da Empresa Embraer S. A. (consolidado): 
Figura 5 – Demonstração do Resultado da Embraer S. A. (Consolidado)
Fonte: Adaptado de Embraer, 2012 – Detalhe
Realizando uma análise horizontal, observe que a conta de Lucro Líquido do 
Exercício teve uma queda nos três anos demonstrados. 
De 2009 para 2010, o lucro líquido teve uma queda de 36 %. De 2010 para 
2011, houve uma queda de 71%. 
Se considerarmos a variação entre 2009 e 2011, teremos 82% de queda. Isso 
mostra uma tendência de queda na lucratividade da Empresa. 
E agora, realizando uma análise vertical, se considerarmos a participação do lucro 
líquido do exercício nas Receitas Líquidas, temos 1,75% de participação, ou seja, das 
receitas, resultou 1,75% de lucro, menor do que nos anos anteriores. 
Em 2010, essa participação foi de 6,40% e, em 2009, 8,62%. 
Procure na imprensa o que os jornalistas e executivos da Empresa disseram a respei-
to desse resultado e o que foi feito a partir de então. 
Indicadores de desempenho ambiental
Paiva (2003) sugeriu alguns índices para serem usados em Empresas que mantém 
Contabilidade Ambiental. 
29
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Trata-se, ainda, de uma proposta, mas o autor comenta que, se várias Empresas 
passarem a calcular e divulgar os índices a seguir, certamente, muito em breve, serão 
tão úteis para análise como os índices tradicionais. 
Com fim apenas de conhecimento, demonstram-se esses indicadores na Tabela 
a seguir: 
Tabela 3 – Indicadores de Desempenho Ambiental
Índice Formulação Relação Causal Reflexo
Investimentos 
ambientais gerais
Investimentos 
em prevenção
Indica a proporção entre 
ativos ambientais ad-
quiridos no período e os 
ativos totais da Empresa.
Reflete o posicionamen-
to da Empresa frente à 
questão ambiental, de 
forma ampla.Ativos totais
Investimentos 
ambientais 
operacionais
Investimentos 
em prevenção
Revela a evolução dos 
investimentos em pre-
venção em relação ao 
seu parque fabril.
Demonstra a preocupa-
ção com a qualidade de 
seu parque fabril.Ativo imobilizado
Diminuição do 
patrimônio dos 
acionistas em 
decorrência de 
fatores ambientais
Perdas ambientais
Mostra o percentual de 
patrimônio que está sen-
do diminuído em função 
de perdas ambientais.
Reflete o grau de cuidado 
com as operações, assim 
como o reflexo direto na 
alteração do patrimônio.
Patrimônio líquido
Perdas ambientais 
da Empresa
Perdas ambientais Relaciona o quanto, em 
termos percentuais, às 
perdas sobre os bens e 
direitos que a Empresa 
dispunha no período.
Reflete o grau de cons-
cientização mediante 
desastres ambientais.Ativo total
Custos ambientais 
operacionais
Custos ambientais
Indica o quanto os custos 
ambientais apropriados 
no período representam 
das receitas operacionais.
Demonstra os investi-
mentos da Empresa na 
qualidade ambiental de 
seus produtos e como 
essa relação pode afetar 
seu resultado.
Receitas operacionais
Despesas ambientais 
e as operações
Despesas ambientais Demonstra o quanto foi 
consumido de despe-
sas, favorecendo o meio 
ambiente na geração de 
receitas operacionais.
Revela a relação entre a 
conscientização ambiental 
da Empresa e suas ativida-
des de comercialização.
Receitas operacionais
Prevenção e valor 
adicionado gerado
Gastos totais 
com prevenção Relaciona os gastos em 
prevenção com o valor 
adicionado total.
Reflete como a Empresa 
está administrando seus 
gastos na prevenção de 
problemas ambientais 
face ao valor adicionado 
por suas operações.
Valor adicionado total
Remediação 
e prevenção
Gastos com remediação Indica a relação entre 
remediação e prevenção.
Revela a postura da Em-
presa em sua relação 
com o meio ambiente.Gastos com prevenção
Fonte: PAIVA, 2003, p. 136
30
31
A Análise de Balanços para a Avaliação
do Desempenho e Investimentos
As avaliações do desempenho da Empresa no Mercado ou na Economia e na So-
ciedade em geral, posteriormente, são estratificadas, repartidas pelo controller para 
cada área de atuação da Empresa. 
Todos são responsáveis pelos resultados da Empresa e, em alguns casos, recebem 
bônus ou prêmios pelos bons resultados alcançados.
Você Sabia?
As Empresas brasileiras normalmente negociam com os funcionários e os Sindicatos Pro-
gramas de participação nos resultados e lucros, conhecidos pela sigla PLR. 
O controller também tem grande participação na qualidade da condução desses planos. 
É óbvio que é necessário estabelecer de forma muito clara a responsabilidade de 
cada um. 
Para isso, criam-se centros de responsabilidade. 
Cardoso, Mário e Aquino(2007, p. 220) citam a definição de centros de respon-
sabilidade de Anthony e Govindarajan (2002, p. 84):
As unidades da organização, que são o cerne do processo de controle ge-
rencial. Um centro de responsabilidade é uma unidade de organização su-
pervisionada por um executivo responsável por suas atividades. [...] Todos 
os centros de reponsabilidade têm saídas, isto é, liberam alguma coisa, e 
têm entradas, isto é, consomem recursos. Podem ser classificados quanto 
suas entradas e saídas em quatro tipos: Centros de receita, centros de 
despesas, centros de lucros e centros de investimento. 
Assim, Cardoso, Mário e Aquino (2007, p. 220) classificam os centros de respon-
sabilidade em quatro tipos: 
• Centro de custo (ou gasto);
• Centro de receita;
• Centro de resultado;
• Centro de investimento.
Para todos esses Centros de Responsabilidade, o Controller poderá montar relatórios 
personalizados. Poderá, por exemplo, formar uma DRE para cada um deles, evidencian-
do ao gestor qual foi sua participação em particular no resultado total da Empresa. 
31
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
O centro de resultado, segundo Cardoso; Mário e Aquino (2007, p. 220-34), são 
centros nos quais apenas se apuram os custos. No centro de receita, controlam-se as 
receitas do Departamento, mas não se controlam os gastos e o nível de investimento. 
Os centros de resultado são os centros de reponsabilidade que controlam os gestores, 
que controlam as despesas e as receitas dos produtos (bens e serviços) que produzem. 
Aqui, temos gestores que têm a possibilidade ou o poder de decidir sobre que 
despesas irão consumir e que receitas conquistar (no centro de custo, os gestores 
apenas consomem gastos, não têm possibilidade, por exemplo, de decidir questões 
como quantidade de trabalhadores, que matéria prima comprar etc.). 
Já os Centros de Investimento, ainda de acordo com Cardoso, Mário e Aquino 
(2007, p. 234), ocorrem “quando os gestores têm as responsabilidades descritas para 
os centros de resultado e também têm responsabilidade e autoridade para decidir 
sobre o capital de giro e os ativos físicos investidos no centro”.
Então, nesse processo de avaliação de resultado por Departamento ou pela res-
ponsabilidade de cada gestor, Padoveze (2003, p. 428) traz o esquema de um pro-
cesso geral das avaliações, extraído de Parisi e outros: 
Sistema Organizacional
Unidades Administrativas
Sistema Operacional
Recursos, Tecnologia
Qualidade, Layout
Centros de Investimento 
Centros de Resultados
Centro de Custos
Produtos e
Serviços
Avaliação de
Desempenho
Avaliação de
Resultado
Figura 6 – Esquema do processo geral de avaliação de resultado e de desempenho
Fonte: Adaptado de PADOVEZE (2003, p. 428) apud PARISI e outros (1999)
Finaliza-se este estudo, sempre se lembrando de que todo esse processo costuma 
gerar muitos interesses divergentes, para os quais o controller deve sempre ter uma 
posição ética e neutra. 
32
33
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
O Investidor Inteligente
De Benjamin Graham e Lourdes Sette. Maior consultor de investimentos do século 
XX, Benjamin Graham ensinou e inspirou milhares de pessoas ao redor do mundo. 
Seu conceito de “valor de investimento” protege os investidores de cometer erros 
substanciais e os ensina a desenvolver estratégias de longo prazo. Isso fez com 
que O investidor inteligente se tornasse a bíblia do Mercado de Ações desde sua 
primeira publicação.
Fora da Curva
Os Segredos dos Grandes Investidores do Brasil e o que Você Pode Aprender com 
Eles. Organizado pelo investidor Florian Bartunek, pelo advogado e sócio da Casa 
do Saber Pierre Moreau e pela jornalista Giuliana Napolitano. Fora da curva reúne 
depoimentos de alguns dos maiores investidores do país, como André Jakurski, 
Antonio Bonchristiano, Luis Stuhlberger, Guilherme Affonso Ferreira, Guilherme 
Aché, José Carlos Reis de Magalhães Neto, Luiz Fernando Figueiredo, Meyer 
Joseph Nigri, Pedro Damasceno e o próprio Bartunek. No total, eles administram 
cerca de R$ 80 bilhões. Muitas dessas personalidades são avessas a entrevistas, 
mas decidiram contar a história de suas carreiras a fim de espalhar valiosas lições 
de negócios para o público brasileiro.
 Leitura
Gestão Sustentável nas Empresas – SEBRAE
Existem muitos caminhos a serem seguidos. Cabe a cada Empresa compreender 
e gerenciar os desafios do desenvolvimento sustentável, adequando processos 
produtivos, modelos de gestão, relações com clientes e comunidades. Nessa cartilha, 
você encontrará conceitos e ferramentas para gerir Organizações que estão em 
busca da Sustentabilidade. 
https://bit.ly/33ThTaB
Sustentabilidade
A consciência sobre a necessidade de conciliar ganhos econômicos com a 
preservação ambiental e o bem-estar social mudou muito nas últimas duas 
décadas. Durante muito tempo, acreditou-se que “sustentabilidade custa caro”, ou 
que “sustentabilidade é para grandes Empresas”. Essas são ideias ultrapassadas 
e devem ser abandonadas o mais rápido possível, sob o risco dos pequenos 
negócios perderem competitividade perante os concorrentes que estão cada dia 
mais preparados para atender às demandas dos mercados por uma produção mais 
limpa e socialmente justa. Conheça os principais conceitos, desafios e vantagens de 
incorporar a sustentabilidade nos pequenos negócios. 
https://bit.ly/2RTyk14
33
UNIDADE A Avaliação de Desempenho e Investimentos 
Referências
AGUIAR, L. Foto aérea da usina de álcool da Odebrecht Agroindustrial em Costa 
Rica – MS: Jornalista DRT/MS 373. Disponível em: . Acesso em: 01/11/2013.
ANTHONY, R. N., GOVINDARAJAN, V. Sistemas de Controle Gerencial. São 
Paulo: Atlas, 2001. p. 32. 
CAMARGO, M. Trânsito na Marginal Pinheiros, na cidade de São Paulo: 
03.fev.2012/News Free/AE. Disponível em: . Aces-
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