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525. Quais os requisi tos para se proceder ao registro da morte presumida, 
segundo as normas da Corregedor ia? 
De acordo com o item 112, da Subseção IV, da Seção VIII, do Cap. XVII das NS-
CGJ. O registro das sentenças de declaração de morte presumida será feito no 
Livro "E" do Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 o Subdistrito da Comarca 
onde o ausente teve seu último domicílio, com as mesmas cautelas e efeitos do 
registro da ausencia, fazendo constar: a) data do registro; b) nome, idade, estado 
civil, profissão e domicilio anterior do ausente, data e Registro Civil das Pessoas 
Naturais em que forem registrados nascimento e casamento', bem como nome do 
cônjuge, se for casado; c) nome do requerente do processo; d) data da sentença, 
Vara e nome do Juiz que a proferiu; e) data provável do falecimento. 
526. O que a LRP d ispõe sobre a cremação? 
De acordo com parágrafo 7 o , do artigo 77 da LRP, a cremação de cadáver somen­
te será feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no 
interesse da saúde pública e se .o atestado de óbito houver sido firmado por 2 
(dois) médicos ou por 1 (um) médico legista e, no caso de morte violenta, depois 
de autorizada pela autoridade judiciária. 
527. Se uma pessoa vai registrar óbi to de seu companheiro e pede para 
constar na cert idão que viv ia em união estável com o falecido e que este é o 
pai de seus f i lhos, o que deve ser fe i to? 
Tendo em vista que a união estável ocasiona efeitos sucessórios integrais, seu 
reconhecimento depende de decisão judicial que declare a sua existência, bem 
assim os filhos não reconhecidos oficialmente. Assim, não poderão ser inseridas 
tais informações. Aliás, a Quarta Turma do STJ já reconheceu tal impossibilidade. 
528. Sendo o f inado desconhecido, a indicação, no assento, da cor da pele 
ofende aos preceitos const i tuc ionais e pro ib i tór ios de d is t inção por raça? 
Não, pois tal referência visa resguardar a possibilidade de identificação do falecido. 
529. Como deve ser lavrada a cert idão de óbi to de um falecido separado de 
fato de união estável? 
Lavra-se a certidão, sem, contudo, fazer qualquer inserção desta informação, 
dado os efeitos patrimoniais que dela decorrem, cujo reconhecimento só se dará 
judicialmente. 
530. Qual é o registrador competente para lavrar a cert idão de óbi to , se o 
sepul tamento ocorreu em local d iverso da ocorrência? 
O registro de óbito deve ser efetuado anteriormente ao sepultamento, a fim de que 
seja assegurado o cumprimento de sua obrigatoriedade, nos termos do artigo 77 
da Lei Federal 6.015/1973. Todavia, ocorrendo o sepultamento sem o registro do 
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óbito, o Oficial competente é o do local do falecimento. Isto porque, a certeza da 
morte, as circunstâncias e a ocasião exata em que se deu o falecimento hão de ser 
determinadas com a maior precisão possível, de modo a aplicar o disposto no ar­
tigo 83 da Lei Federal 6.015/73, que estabelece: quando o assento for posterior 
ao enterro, faltando atestado de médico ou de duas pessoas qualificadas, assina­
rão, com a que fizer a declaração, duas testemunhas que tiverem assistido ao fa­
lecimento ou ao funeral e puderem atestar, por conhecimento próprio ou por infor­
mação que tiverem colhido, a identidade do cadáver. Neste sentido, confira o Con­
flito Negativo de Competência CC31840201OMA. 
531. Qual o procedimento que uma faculdade de medicina tem que tomar 
para uti l izar um cadáver? 
De acordo com o item 96.1, da Subseção II, Seção VII, do Cap. XVII das NSCGJ, 
a utilização do cadáver para estudos e pesquisa só ficará disponível após a lavra-
tura do assento de óbito correspondente. Encaminhados cadáveres para estudos 
ou pesquisa científica, a escola de medicina deverá requerera lavratura do assen­
to de óbito junto ao Registro Civil das Pessoas Naturais, apresentando, obrigato­
riamente, os documentos atestatórios da morte (DO) e da remessa do cadáver. O 
requerimento supra mencionado será autuado e sua autora promoverá a expedi­
ção de editais, publicados em jornal de grande circulação, em dez dias alternados 
e pelo prazo de trinta dias, onde deverão constar todos os dados identificadores 
disponíveis do cadáver e a possibilidade de serem dirigidas reclamações de fami­
liares ou responsáveis legais ao Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais. 
Comprovada a expedição dos editais, mediante a apresentação dos originais da 
publicação, os autos serão remetidos ao MM. Juiz Corregedor Permanente para o 
julgamento de reclamações e a eventual concessão de autorização para lavratura 
do assento de óbito, onde ficará consignado o destino específico do cadáver. 
Quando houver declaração firmada em vida pelo falecido ou documento que com­
prove a liberação do cadáver por cônjuge, companheiro ou parente, maior de ida­
de, até o 2 o grau, ficará dispensada a expedição de editais. Após a lavratura do 
assento de óbito, o sepultamento ou a cremação dos restos do cadáver utilizado 
em ativldades de ensino e pesquisa deverá ser comunicado ao Registro Civil das 
Pessoas Naturais, para a promoção da respectiva averbação. 
532. Como lavrar cert idão de óbi to de pessoa desconhecida? 
De acordo com o item 96, da Subseção II, da Seção VII, do Cap. XVII das NSCGJ, 
Sendo o finado desconhecido, o assento deverá conter declaração de estatura ou 
medida, se for possível, cor, sinais aparentes, idade presumida, vestuário e qual­
quer outra indicação que possa auxiliar seu futuro reconhecimento; e no caso de 
ter sido encontrado morto, serão mencionados essa circunstância e o lugar em 
que se achava e o da necropsia, se realizada. Nesse caso, será extraída a indivi­
dual datiloscópica, se no local existir esse serviço. 
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