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Introdução ➢De acordo com Nordin e Frankel (2003) o propósito do sistema esquelético é de proteger os órgãos internos ➢Prover ligações cinemáticas rígidas e locais de atamento muscular ➢Facilitar a ação muscular e o movimento corporal ➢O osso está entre as estruturas mais rígidas do corpo humano, somente a dentina e o esmalte dentário são mais rígidos do que o osso. Estrutura e composição óssea Segundo Nordin e Frankel (2003) o tecido ósseo é um tecido conectivo especializado e sua composição sólida o adapta as suas funções de suporte e de proteção. Composição Células ósseas (osteoblastos, osteócitos e osteoclastos) Fibras de matriz orgânica extracelular Substâncias de base produzidas pelas células Alto teor de material orgânico na forma de sais minerais que se combinam intimamente com a matriz orgânica Nordin e Frankel (2003) Segundo HALL (1991) o conteúdo de água no osso corresponde a aproximadamente 25% a 30% do peso total do mesmo, sendo esta água presente no tecido ósseo de grande importância para a sua resistência. NORDIN e FRANKEL (1989) relatam que acima de 85% da água é encontrada na matriz orgânica, ao redor das fibras colágenas e ao redor dos cristais ósseos. 15% estão nos canais e cavidades as quais as células ósseas estão alojadas e conduzem nutrientes ao tecido ósseo. Crescimento e desenvolvimento dos ossos O crescimento dos ossos começa precocemente no desenvolvimento fetal . O osso vivo modifica continuamente sua composição e sua estrutura durante a vida Muitas dessas mudanças representam o crescimento e a maturação normais do ossos. HALL (2005) Crescimento longitudinal Ocorre ao nível das epífeses ou placas epifisárias As epífeses são discos cartilaginosos encontrados próximo das extremidades de ossos longos A diáfise (região central do osso) de cada epífeses produz continuamente novas células ósseas Durante ou logo após a adolescência, a placa desaparece e ocorre a fusão do osso, encerrando o crescimento longitudinal HALL (2005) Crescimento circunferencial Ossos crescem em diâmetro durante a maior parte da vida Porém o crescimento mais rápido ocorre na fase adulta HALL (2005) Propriedades biomecânicas do osso Biomecânicamente o osso pode ser visto como um material composto bifásico (NORDIN e FRANKEL, 2003) ✓ Mineral ✓ Colágeno e substância de base Funcionalmente, as propriedades mecânicas mais importantes do osso são: ✓ Resistência ✓ Rigidez Nordin e Frankel (2003) As características de resistência, rigidez e outras estruturas do osso, podem ser mais bem entendidas pelos exames de seus comportamentos sob cargas, isto é, sob a influência de forças aplicadas externamente. Cargas causam uma deformação ou uma mudança nas dimensões da estrutura. Nordin e Frankel (2003) Quando uma carga numa direção conhecida é imposta na estrutura, a deformação da estrutura pode ser mensurada e apontada em uma CURVA DE CARGA-DEFORMAÇÃO Muita informação sobre a resistência, a rigidez e outras propriedades mecânicas da estrutura pode ser obtida pelo exame dessa curva A curva de carga-deformação é útil para determinar as propriedades mecânicas de uma estrutura como um todo, tais como: um osso inteiro - um ligamento inteiro – um tendão – implante metálico Nordin e Frankel (2003) Região elástica: revela a elasticidade de uma estrutura, isto é, sua capacidade para retornar a sua forma original depois que a carga for removida, distância entre o ponto AB do gráfico Ponto de cedência: ponto que sinaliza o limite elástico da estrutura, ponto B do gráfico Região plástica: se a carga exceder o limite do ponto de cedência (B), a estrutura exibirá um comportamento plástico, refletido na segunda porção da curva, a estrutura não mais retornará a sua dimensão original quando a carga for removida, alguma deformação residual será permanente distância entre o ponto BC do gráfico A quantidade de deformação permanente que ocorre, caso a estrutura seja forçada até o ponto D, na região plástica, e então liberada, é representada pela distância entre A e D Ponto de falha final: se a carga continuar a ser progressivamente aumentada, a estrutura falhará em algum ponto (o osso será fraturado) esse ponto é indicado pela letra C Nordin e Frankel (2003) Fonte: Nordin e Frankel 2003. Comportamento biomecânico do osso Tal comportamento do osso sofre influências de forças e de momentos O comportamento é afetado por: ✓Propriedades mecânicas ✓Características geométricas ✓Modo de como as cargas são aplicadas ✓Direção da carga ✓Razão da carga ✓Frequência da carga Nordin e Frankel (2003) Comportamento ósseo sob vários modos de carga Forças que atuam sobre os ossos: tensão ou tração – compressão - envergamento ou flexão deslizamento – torção – cargas combinadas Essas forças podem ser aplicados a uma estrutura em vária direções produzindo: Tensão ou tração: cargas iguais e opostas são aplicadas na direção externa à superfície da estrutura, e estresse e deformação de tensão resultam dentro da estrutura Nordin e Frankel (2003) Compressão: cargas iguais e opostas são aplicadas na direção interna à superfície da estrutura, e estresse e deformação compressivas resultam dentro da estrutura Nordin e Frankel (2003) Envergamento ou flexão: as cargas são aplicadas na estrutura, de modo que causam o envergamento da estrutura em um eixo, estando sujeito à combinação de tensão e compressão Nordin e Frankel (2003) Deslizamento: durante a aplicação de cargas tangenciais, a carga aplicada é paralela à superfície da estrutura e o estresse e a deformação tangenciais resultam dentro da estrutura Nordin e Frankel (2003) Torção: carga aplicada na estrutura num modo que causa à estrutura um giro em torno de um eixo, e um torque (ou momento) é produzido dentro da estrutura Cargas combinadas: é a somatória de 2 cargas aplicadas ao osso de maneira em que ambas atuam de maneira simultânea Nordin e Frankel (2003) Taxa de deformação-dependência no osso Segundo Nordin e Frankel (2003) uma vez que o osso é material viscoelástico, seu comportamento biomecânico varia com a razão na qual é carregado (isto é, razão na qual a carga é aplicada ou removida). Características da taxa de deformação-dependência no osso O osso é mais resistente e sustenta carga maiores à falha quando as cargas são aplicadas em altas razões O osso também armazena mais energia antes de falhar em altas razões de carga, desde que estas razões estejam dentro de um alcance (nível) fisiológico. In vivo, deformações diárias podem variar consideravelmente. De acordo com Keaveny e Hayes (1993), quando as atividades se tornam mais extenuantes, a razão de deformação aumenta. Nordin e Frankel (2003) O osso é aproximadamente 30% mais forte em caminhada vigorosa do que em caminhadas lentas. Já no impacto traumático, osso se torna mais quebradiço Nordin e Frankel (2003) Fraturas de osso Clinicamente as fraturas ósseas se enquadra em 3 categorias gerais baseadas na quantidade de energia liberada na fratura: ✓Fratura de baixa energia: fraturas simples (ex. torções) ✓Fratura de alta energia: é uma fratura de alta energia (ex. acontece em acidentes automobilisticos) ✓Fratura de energia muito alta: produzidas por velociodade muito alta (ex. disparo de uma arma de fogo) Nordin e Frankel (2003) Fadiga do osso sob cargas repetitivas Fraturas ósseas podem ser produzidas por uma simples carga que excede a resistência final do osso ou por repetidas aplicações de uma carga de mais baixa magnitude. Uma fratura causada por repetidas aplicações é chamada de fratura por fadiga é tipicamente produzida por algumas repetições de alta carga quanto por muitas repetições de cargas relativamente normal Nordin e Frankel (2003)Inter-relação de carga-repetição é representada na curva de fadiga Nordin e Frankel (2003) Para McLEOD, BAIN e RUBIN (1990) apud GRABINER (1993) os estímulos mecânicos de alta frequência são mais osteogênicos que os estímulos de baixa frequência de idêntica amplitude. Modelagem e remodelagem óssea O osso tem a habilidade de remodelar-se alterando seu tamanho, forma e estrutura, para suportar as demandas mecânicas impostas a ele (Buckwalter et al., 1995). Esse fenômeno no qual o osso perde ou ganha tecido ósseo esponjoso ou cortical em resposta ao nível de estresse sustentado, é sumarizado como Lei de Wolff, o qual enuncia que a remodelação do osso é influenciada pelo estresse mecânico (Wolff, 1892). Portanto a Lei de Wolff indica que a resistência dos ossos aumenta e diminui à medida que aumentam e diminuem as forças funcionais que atuam sobre o osso. (Hall, 2005). As cargas mecânicas acarretam: deformações ou compressão dos ossos com as cargas maiores produzindo níveis mais altos de compressão. Frankel e Nordin (2001), apud Hall (2005) Modelagem Quando a compressão ultrapassa um limiar de modelagem ocorre o processo de modelagem óssea, com aumento na massa e na densidade dos ossos Remodelagem Quando as magnitudes da compressão permanecem abaixo de um menor limiar de remodelagem ocorre a remodelagem óssea, com remoção do osso próximo a cavidade medular Frankel e Nordin (2001), apud Hall (2005) A carga no esqueleto pode ser executada pela atividade muscular ou pela gravidade, existindo uma correlação positiva entre a massa do osso e a do corpo. Fatores de ganho de massa óssea ou hipertrofia óssea Corpo pesado tem sido associado com uma massa óssea maior (Exner et al., 1979). Atividade física regular Atletas de alto nível Forças ou cargas executadas no dia a dia (AVD’s) Portanto hipertrofia óssea aumento na massa óssea que resulta de certa predominância da atividade osteoblástica Obs. Todos esses fatores citados acima contribuem para um aumento na mineralização óssea. HALL (2005) Fatores de perda de massa óssea ou atrofia óssea Prolongada condição de ausência de peso (Rambaut e Johnston, 1979; Whedon, 1984) Desuso Inatividade (Krolner e Toft, 1983) Repouso absoluto na cama (Jenkins e Cochran, 1969) Imobilização total ou parcial Um implante que permanece intimamente ligada ao osso Placa fixada ao osso com parafusos Portanto atrofia óssea redução na massa óssea que resulta do predomínio da atividade osteoclástica Obs. Todos estes fatores citados acima tem apontado um declíneo na massa óssea nos ossos de sustentação de peso por uma rápida perda de cálcio A atividade dos músculos sobre os ossos Quando o osso é carregado in vivo, as contrações dos músculos nele inseridos alteram a distribuição de estresse no osso As contrações musculares diminuem ou eliminam o estresse de tensão no osso pela produção de estresse compressivo que neutraliza o osso de tensão, parcial ou totalmente HALL (2005) Um exemplo desta contribuição da musculatura na proteção de estresses que poderiam ser lesivos ao osso, está na figura abaixo que representa uma perna inclinada anteriormente sobre o tornozelo, sujeitando a tíbia a uma momento flexor. O alto stress tênsil é produzido na face posterior da tíbia e o alto stress compressivo atua na face anterior. A contração do tríceps sural produz um grande stress compressivo na face posterior neutralizando o grande stress tênsil protegendo assim a tíbia de uma fratura em tensão. Nordin e Frankel (2003) Outro exemplo bem próximo do slide anterior ilustra um fêmur sobre o qual o estresse proporcionado pelo peso corporal é aplicado. Quando o joelho está estendido (figura a) a área de superfície dos momentos é retangular, Na (figura b) apresenta-se na forma de um triângulo Já na (figura c) verifica-se que ao flexionar mais o joelho e deslocar a carga anteriormente a linha de ação atua sobre os dois ossos em direções opostas. Ocorrem mudanças degenerativas nos ossos associadas ao envelhecimento, por isso uma perda progressiva de densidade óssea tem sido observada como parte normal do processo de envelhecimento. Onde a trabécula longitudinal se torna mais fina e algumas das trabéculas transversas são absorvidas (Siffert e Levy, 1981). E o resultado é uma marcada redução na quantidade de osso esponjoso e o afinamento do osso cortical , reduzindo sua resistência e rigidez Bibliografia HALL, S.: Biomecânica Básica. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, (2005). FRANKEL, V.H.; NORDIN, M.: Biomecânica básica do sistema musculoesquelético. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, (2003). Slide 1: Biomecânica do osso Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37