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terços. Como o desvalor do resultado do crime tentado é bem menor em relação ao crime consumado, a pena daquele sempre será menor do que deste. De forma excepcional, o CP acolheu a teoria subjetiva (voluntarística ou monista), em razão da expressão “salvo disposição em contrário” – art. 14, parágrafo único. Assim, existem alguns crimes em que a pena do crime tentado é a mesma do crime consumado (sem qualquer causa de diminuição). São os chamados “crimes de atentado ou de empreendimento”. Um bom exemplo é o crime de evasão mediante violência contra pessoa (352, CP). 32. Há preponderância do desvalor do resultado, embora haja relevância do desvalor da ação, como se vê no caso de cominação da pena para o crime tentado em relação ao crime consumado. (FCC - TJ- SC- Juiz de Direito). 33. Em relação à tentativa, adota- Se, no Código Penal, a teoria OBJETIVA, salvo na hipótese de crime de evasão mediante violência contra a pessoa. (CESPE - DPU - Defensor Público). Questão original: Em relação à tentativa, adota- Se, no Código Penal, a teoria subjetiva, salvo na hipótese de crime de evasão mediante violência contra a pessoa. 34. Se o sujeito fizer tudo o que está ao seu alcance para a consumação do crime, mas o resultado não ocorrer por circunstâncias alheias a sua vontade, configura- Se crime falho. (CESPE - DPE- PE - Defensor Público). Observação: A tentativa perfeita (acabada ou crime falho) ocorre quando o agente esgota todos os atos executórios que tinha ao seu dispor, mas mesmo assim o crime não se consuma por circunstâncias alheias à sua vontade. De outro lado, a tentativa imperfeita (inacabada ou tentativa propriamente dita) ocorre quando o agente inicia a execução do crime, mas não consegue utilizar todos os meios que tinha ao seu dispor, sendo que o crime não se consuma