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Questão 265: Em relação à Lei nº 11.343/2006 (Lei 
Antidrogas), analise as afirmativas a seguir. 
 
I. Os crimes da Lei Antidrogas estão sujeitos a dois 
procedimentos, dependendo da quantidade de pena 
cominada: os crimes de porte e cultivo de drogas para 
consumo pessoal, compartilhamento e prescrição 
culposa, por não terem pena máxima superior a 02 (dois) 
anos são considerados infrações de menor potencial 
ofensivo, nos termos da Lei nº 9.099/95, cuja 
competência para as medidas despenalizadoras, 
processo e julgamento é do Juizado Especial Criminal; os 
demais crimes dessa lei, por terem pena máxima superior 
a 02 (dois) anos, são da competência dos juízos 
especializados em drogas (onde houver) ou dos juízos 
comuns, estando sujeitos ao procedimento especial da 
Lei nº 11.343/2006. 
II. Havendo conexão ou continência de uma infração penal 
de menor potencial ofensivo prevista na Lei Antidrogas 
com outra infração penal, prevista ou não na mesma lei, 
cujo somatório ou majoração das penas máximas 
ultrapasse 02 (dois) anos, será exigida a observância das 
regras do juízo prevalente estabelecidas no Código de 
Processo Penal. Atendidos os regramentos do juízo 
prevalente, caso a competência para o processo e 
julgamento dessas infrações penais não seja do Juizado 
Especial Criminal, ainda assim, se preenchidos os 
requisitos legais, será possível no juízo comum ou 
tribunal do júri a aplicação das medidas 
despenalizadoras prevista na Lei nº 9.099/95. 
III. Nos crimes da Lei Antidrogas classificados como delitos 
não transeuntes, para efeito da lavratura do auto de 
prisão em flagrante delito será suficiente a existência do 
laudo de constatação ou até mesmo o laudo de exame 
toxicológico. No caso de inquérito policial, por crime não 
transeunte da Lei Antidrogas, que não foi iniciado por 
auto de prisão em flagrante delito, para que seja oferecida 
a denúncia, a investigação criminal também deverá estar 
instruída com o laudo de constatação ou laudo de exame 
toxicológico. Tendo desaparecidos os vestígios no caso 
dos crimes de porte para uso próprio, compartilhado ou 
tráfico de drogas (substâncias entorpecentes), o exame 
de corpo de delito poderá ser indireto, através da prova 
testemunhal. 
IV. O Código de Processo Penal estabelece que em todos os 
procedimentos penais de primeiro grau devem ser 
observadas as regras relativas à defesa preliminar ou 
resposta à acusação (após o recebimento da denúncia e 
citação), rejeição liminar da inicial acusatória e 
absolvição sumária. Como a Lei Antidrogas prevê a 
defesa preliminar antes do juízo de admissibilidade à 
acusação, a apresentação de duas defesas, uma antes e a 
outra depois do recebimento da peça acusatória, é 
desnecessária, evita que o procedimento sumaríssimo 
tenha um processo mais moroso e não fere o devido 
processo legal. Por outro lado, a absolvição sumária não 
está restrita ao procedimento comum e ao procedimento 
do tribunal do júri aplicando-se, inclusive, ao 
procedimento especial da Lei Antidrogas. 
 
Está correto o que se afirma em: 
 
a) Somente I; 
b) Somente I, II e IV; 
c) Somente II e III; 
d) Somente III e IV; 
e) I, II, III e IV. 
 
Questão 266: Com base no que dispõe a Lei Antidrogas (Lei 
n.o 11.343/2006), assinale a opção correta. 
 
a) Um agente pode ser processado e condenado por tráfico 
privilegiado, em concurso material com associação para 
o tráfico, por serem autônomos os crimes. 
b) Se uma substância psicotrópica for retirada da lista de 
uso proscrito da autoridade sanitária competente, o 
princípio da aplicação da retroatividade da lei penal mais 
benéfica levaria atipiciadade da conduta no caso de crime 
de porte e tráfico de drogas cometido antes da exclusão 
da substância da lista mencionada. 
c) Considere que um traficante de drogas tenha sido preso 
em flagrante delito e posteriormente tenha confessado 
espontaneamente seu crime. Suponha ainda que ele 
tenha sido condenado e recebido a pena base no mínimo 
legal. Nesse caso, a possibilidade de aplicação da 
atenuante de confissão espontânea está afastada. 
d) Em relação ao crime de tráfico de drogas, é necessária a 
efetiva transposição da fronteira estadual para a 
incidência da causa de aumento de pena. 
e) O porte de entorpecente é crime de perigo real, e sua 
tipificação visa tutelar a integridade da ordem social no 
que diz respeito à preservação da saúde pública, razão 
por que não há que se falar em ausência de 
periculosidade social da ação. 
 
Questão 267: Em 23/10/2011, Sales, maior, capaz, após ter 
sido abordado por policias militares em diligência, na cidade, 
para o combate ao tráfico de drogas, foi preso em flagrante 
delito na cidade de Rio dos Bois – TO, transportando, em 
moto de sua propriedade, cerca de 500 g de substância 
entorpecente conhecida comumente como maconha e 150 
g de cocaína. Nos autos do inquérito policial, consta que Sales 
vendia drogas regularmente em diversos pontos da cidade 
em companhia de Celso e Juca, menor, com dezessete anos 
de idade, e que havia sido condenado anteriormente por 
crime de roubo, na forma tentada, e agraciado com a 
concessão de indulto, tendo sido julgada extinta, havia dois 
anos, a punibilidade por esse crime. Em relação a Celso e 
Juca, não foram encontrados antecedentes. 
 
Com base nessa situação hipotética, nos preceitos da Lei 
n.º 11.343/2006 e no entendimento dos tribunais superiores 
acerca do tema, assinale a opção correta. 
 
a) É vedada a condenação de Sales, Celso e Juca por crime de 
associação para o tráfico de drogas, uma vez que o 
número de agentes é inferior a quatro, o que obsta a 
configuração do elemento constitutivo do tipo, não se 
computando a participação do menor para esse fim. 
b) A configuração do crime de associação para o tráfico de 
drogas depende da prática efetiva e reiterada de outros 
delitos previstos na lei, vedando-se o concurso material 
com o crime de tráfico, sob pena da configuração de bis in 
idem. 
c) Havendo condenação de Sales, Celso e Juca, admite-se a 
utilização, como critério de majoração da pena base, de 
circunstâncias judiciais configuradas pelo mal causado 
pelo tóxico apreendido com os acusados e o intuito de 
obter lucro fácil na conduta de comercializar drogas. 
d) A condenação de Sales, Celso e Juca, por associação para 
o tráfico, por ser circunstância objetiva, obsta a 
possibilidade de aplicação do benefício do tráfico

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