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AULA MULHER 09.09 PARTE 1: ALOJAMENTO CONJUNTO: PUERPÉRIO NORMAL E PATOLÓGICO Deve se iniciar no pós-parto imediato. Vai junto com o seu bebê. É um impasse com as instituições privadas, que costumam fazer um berçário de observação e só vai pra mãe horas depois. Isso não é bom. O PUERPÉRIO A mulher acabou de parir e saiu a placenta (delivramento), a partir desse momento, ela deixa de ser uma parturiente para ser uma puérpera. ● Puerpério, sobreparto ou pós-parto ● Período cronologicamente variável, de âmbito impreciso, durante o qual se desenrolam todas as manifestações involutivas e de recuperação da genitália materna havidas após o parto. Modificações do organismo materno: aumento do diâmetro do útero, que sai de dentro da pelve (local em que ele estava quando ocorreu o processo de nidação) para o apêndice xifóide, visto que ele cresce 4cm/mês, chegando a 40cm, para abarcar o feto, líquido, placenta, membrana, etc. A mulher vai sentir essas modificações mês a mês, por exemplo, no final da gestação já sente muita lombalgia pela posição da coluna vertebral. Quando ocorre o trabalho de parto e saída do feto e anexos, o útero sai do apêndice xifóide para a cicatriz umbilical. Então no pós-parto imediato a gente palpa o útero a nível da cicatriz umbilical, e nesse momento começa o processo de involução, a cada dia esse útero involui 1cm. Vai involuindo até chegar dentro da pelve. No 10 dia pós-parto não conseguimos mais palpar o globo de segurança de Pinard, porque ele já esta totalmente intra útero novamente, dentro da pelve. Então o puerpério é a fase da involução, tudo que na gravidez foi evoluindo, nesse momento vai involuir. ● Inicia-se de uma a duas horas após a saída da placenta e tem término imprevisto, dependendo do período de lactância e do retorno dos ciclos menstruais. Então quanto mais tempo essa mulher amamenta, mais se estende o período do puerpério dela. Por exemplo, tem o puerpério remoto e o tardio. Aquelas mulheres que amamentam até 2 anos, também são consideradas puérperas, inclusive pode apresentar alguma intercorrência que está relacionada ao puerpério até o período que ela amamenta. ● A mulher no puerpério passa por uma série de transformações, devendo ser vista integralmente, no seu lado endócrino, genital e psíquico. A mulher fica em conflitos, muitas transformações nesse período. Daí a importância da rede de apoio para essa mulher, levando em consideração de que não se deve tirar o protagonismo da mulher. Além disso, existem uma série de normas e rotinas que são impostas para mulheres, seja pelas instituições de saúde ou pela sociedade que nesse momento fragiliza muito a mulher. ● É comum que a mulher se sinta insegura, experimente sentimentos contraditórios. Cabe à equipe estar disponível para perceber a necessidade de cada mulher, na medida do possível. Outro ponto importante é a presença fundamental do companheiro nesse momento, que faz toda diferença, porque é um momento em que a mulher está muito fragilizada, com baixa autoestima (devido a aparência física, se sente feia, com flacidez) que gera uma insegurança imensa na mulher (principalmente às muito vaidosas), também é cultural enquanto a mulher tá nesse emaranhado de obrigações e afazeres, nem sempre o companheiro tá junto, pelo contrário. Então a presença do companheiro é imprescindível, porque é um momento de apoio emocional grande, não só da família, mas dele também, então quanto mais o companheiro tá junto da mulher apoiando, mais tranquila ela passa por essa fase. O pai também deve estar a frente dos cuidados ativamente, para não sobrecarregar a mãe. O ideal é que ele esteja envolvido desde o pré-natal, sabendo do papel dele, desse contexto e no pós-parto ele também se sinta inserido. Além disso, às mulheres também se sentem inseguras e ansiosas pois não podem ter relações sexuais até o 45 dia puerperal, somado ao contexto de que é cultural a mulher parida ser traída. As questões de gêneros são fortíssimas no puerpério. ● Completa-se a involução puerperal no prazo de 6 semanas ● Pós-parto imediato (1º ao 10º dia) - no 10º dia não se consegue mais palpar o globo de segurança, porque ele vai diminuindo/involuindo até entrar pelve novamente. ● Pós-parto tardio (11º ao 45º dia) - só pode ter relação sexual após o 45º dia puerperal. Essa abstinência sexual é necessária porque o risco de ter infecção é alto, devido a ferida placentária (a placenta fica inserida no fundo do útero e no momento que ela sai, fica uma ferida no fundo uterino, o sangramento que a mulher tem no pós-parto é proveniente dessa ferida, com risco alto de infecção). Primeiramente, a mulher não sente vontade, devido a queda hormonal, que baixa a libido, porém ela fica na preocupação, devido a mudança de rotina, afazeres, e a ausência da vida sexual com o marido, o que faz com que ela fique insegura nesse contexto. Às vezes o marido pressiona, ela acaba cedendo para “satisfação do parceiro”, pega infecção e precisa retornar ao hospital. ● Pós-parto remoto (além do 45º dia) - até o momento em que ela estiver amamentando, vai ser considerada uma puérpera. FISIOLOGIA E ASSISTÊNCIA PÓS-NATAL ● Involução e recuperação da genitália Pós-parto imediato, ocorre uma crise genital: prevalecem os fenômenos catabolicos e involutivos das estruturas hipertrofiadas e hiperplasiadas pela prenhez, além de alterações endócrinas para regressão das modificações gestacionais do organismo. ● As primeiras duas horas correspondem ao chamado Quarto período ou Período de Greenberg. Período de risco de hemorragias onde a mulher deve ser acompanhada ou no próprio centro obstétrico ou em enfermaria com suporte clínico. Estabilizada hemodinamicamente e formado o globo de segurança de pinard, deverá ser encaminhada ao alojamento conjunto. Então na primeira hora pós-parto essa mulher tem que estar no centro obstétrico se tratar de um parto hospitalar. Relembrando: 1 período do trabalho de parto: dilatação; 2: expulsão; 3: delivramento ou secundamento; 4: período de Greenberg ou também chamado primeira hora pós-parto (no puerpério). Esse 4 período tem o maior risco de hemorragias. Destaca-se a importância da vigilância da mulher nesse período. Antes do encaminhamento para a enfermaria, a enfermeira deve observar o grau de consciência, formação do globo de Pinard, observar a loquiação que é o sangramento pós-parto, que neste momento inicial vai estar forte e vermelho e vivo. Para diferenciar de um processo hemorrágico, deve-se atentar para os sintomas como pele fria, pegajosa, astenia, parâmetros anormais. Além disso, temos como referencia o globo de segurança de Pinard, que nesse momento está a nível da cicatriz umbilical, se conseguir palpá-lo, não há indicativo de hemorragia. Quando existe atonia uterina (falta de tônus) aí sim é um risco, assim, tem que fazer uma expressão para sair coágulos, restos placentários se tiver, faz ocitocina intramuscular e observar, às vezes coloca bolsa de gelo para ajudar a manter o globo formado e em último caso, a mulher volta para sala para fazer curetagem. Exemplo: fez o parto > por falta de atenção ficou resto de placenta > o globo não forma > no pós-parto começa a ter sangramento intenso > precisa fazer curetagem. Deixa a mulher em situação de risco, em uma situação de maior vulnerabilidade. Então o ideal é transferir a paciente quando tiver certeza que está tudo ok (loquiação fisiológica, globo formado). Algo que ajuda também este globo a se manter é o aleitamento materno na primeira hora de vida, sendo rotina e padrão pelo MS. Essa paciente quando tiver certeza que está tudo ok, globo formado, loquiação fisiológica, algo que ajuda também esse globo se manter é o aleitamento materno na primeira hora de vida, então isso já é rotina e padrão, Ministério da Saúde estipulou hospitais amigos da criança, na primeira hora pós-partotem que amamentar, então bebê nasceu bem o teste rápido da mulher para HIV deu negativo, imediatamente coloca o bebê no peito. Quando é cesárea, pode-se colocar o bebê no peito ainda com a cesárea em andamento, quando está suturando por exemplo. A amamentação vai estimular o hipotálamo, que começa a produzir ocitocina endógena e o útero contrai e paralelo a isso estimula a produção de prolactina, para o leite ser cada vez mais estimulado. ÚTERO Apresenta 10cm mais ou menos no início da gestação, o útero fica dentro da pelve até 12 semanas, crescendo 1cm por mês, chegando ao apêndice xifóide (1), no pós-parto ele vai para abaixo da cicatriz umbilical (2), e depois vai involuir até entrar novamente na pelve (10), isso se dá em torno do 10 dia opos-aprto. ● Porção corporal contraída ● Hemostase da ferida placentária No fundo do útero, no local de onde a placenta saiu, fica uma ferida do tamanho da placenta, essa ferida possui vasos sangrantes, por isso que nos pos-parto imediato ela tem sangramento intenso. ● Globo de segurança de Pinard ● Primeiras 12 horas - útero encontra-se a 12 cm de distância da reborda pública ● A partir do 4º ou 5º dia - fundus uteri - relação com a parede abdominal, até realmente entrar totalmente na pelve. ● O útero atinge a cicatriz umbilical após o parto, regredindo em torno de 1cm ao dia. ● Inicialmente surgem lóquios sanguíneos (até o 5º dia), em volume variável semelhante a uma menstruação. ○ A partir do 5º dia torna-se serossanguineo e por volta do 10º dia, seroso. ○ O odor é característico (de sangue). Quando fétido, sugere infecção. ● Até o 10º dia a matriz é órgão abdominal e depois retorna a pelve. ● Reconstituição do portio vaginalis: com 12 horas de puerpério É o momento de involução, onde essas estruturas que foram extremamente transformadas, vão se reconstituindo. ● Na lactante, a involução uterina é mais rápida, pela contratilidade uterina a cada amamentação > reflexo úteromamário. ○ Bebê suga a mama > estímulo chega ao hipotálamo > hipófise posterior começa a produzir ocitocina endógena que vai interferir na ejeção do leite e no estímulo da prolactina também. ○ Algumas mulheres só começam a produzir de fato o colostro em maior quantidade, após 24 horas. Outras no pós-parto já tem bastante colostro. É importante estar atento ao bebê portanto, se tem colostro ou não, se não, colocá-lo para tentar sugar e estimular a produção. Mas às vezes é um bebê que precisa de uma fórmula. Exemplo: GIG (acima de 4kg) que pode fazer hipoglicemia facilmente, se não for alimentado. Isso deve ocorrer em casos que a mulher não tá produzindo em um primeiro momento. Mas na medida do possível, vamos estimular ao máximo, sempre colocando nas mamas. ● A puérpera apresenta um estado de exaustão e relaxamento, que se manifesta por sonolência, devido principalmente, ao longo período sem adequada hidratação, alimentação e esforço. Necessita de repouso e após despertar, alimentação adequada, sem restrições. Poderá deambular e cuidar de seu filho. ● Ligeira elevação da temperatura axilar nas primeiras 24 horas sem que corresponda a quadro infeccioso. ● Padrão respiratório é restabelecido. ● O sistema cardiovascular, experimenta nas primeiras horas um aumento de volume circulante. ● A volta das vísceras abdominais a sua situação original, promovendo um melhor esvaziamento gástrico. Existe uma redução da mobilidade intestinal; funcionamento fisiológico do intestino em 3 ou 4 dias.. Na gestação, o peristaltismo estava diminuído, por isso a mulher não podia se alimentar com alimentos pesados, condimentados, porque ela tinha muita azia e com a comida muito tempo no estômago. No pós-parto existe uma redução ainda dessa motilidade intestinal, primeiramente porque nesse trabalho de parto, ela passou um período sem se alimentar. No pós-parto, ela passa 24 horas ou mais sem apresentar dejeções. Então o retorno do funcionamento fisiológico em 3 a 4 dias é normal, visto que passou todo este período de jejum prolongado e etc. ● Nas mulheres submetidas a cesárea deve-se observar íleo paralítico pela manipulação da cavidade abdominal. > intercorrência obstétrica. ● Pode haver queixa ou desconforto à micção por trauma uretral. Em geral há um aumento do volume urinário pela redistribuição dos líquidos corporais. ● Existe um relaxamento do diafragma urogenital após o parto. ● A parede anterior da vagina tende a prolabar sobretudo nas multíparas = cistocele. ● Diurese escassa inicialmente, do 2º ao 6º dia abundante excreção urinária. Então as puérperas tem risco maior de hemorragia; cistocele. ● Leucócitos, plaquetas e fibrinogênio estão aumentados nas primeiras semanas. Deve-se atentar para complicações tromboembólicas no caso de imobilizações prolongadas = velocidade de eritrossedimentação. Parto normal: 4 horas depois a mulher já pode ir caminhando para o banheiro, quanto antes ela deambular, menos riscos de complicações tromboembólicas. Então deve-se ter atenção para mulheres no pós-parto se queixando de dor na panturrilha, nas pernas, deve-se comunicar, solicitar exames laboratoriais. ● Pele seca e queda de cabelos podem ocorrer. As estrias tendem a se tornar mais claras e a diminuírem de tamanho. ● A recuperação do endométrio inicia-se em torno do 25º dia pós-parto. Logo após o parto, o colo fica edemaciado e pode apresentar lacerações. Em torno do 10º dia estará fechado. ● A vagina apresenta-se edemaciada, congesta e atrófica, iniciando sua recuperação após o 25º dia. É muito comum utilizar absorvente gelado no pós-parto para o edema vulvar. As parteiras tradicionais usam muito a babosa (pasta da babosa no absorvente). ● A vulva e o assoalho pélvico sofrem também modificações. ● Deve-se atentar para as alterações de humor, com labilidade emocional que podem sinalizar apatia ou psicose puerperal. ● Mulheres que tiveram óbito fetal ou mal formados devem ter uma atenção especial. Diante de todas as alterações que a mulher sofre nesse período puerperal, ainda ter o trauma de ir para casa sem o bebê ou estar no hospital sem ele, é uma situação muito delicada. Uma preocupação é justamente não colocar puérperas que tiveram óbito fetal ou bebês mal formados junto das outras puérperas, tem que haver uma enfermaria só para elas. O risco de depressão puerperal é maior. ● Sistema endócrino: No fim da gestação, os níveis de estrogênio e de progesterona estão muito elevados, assim como o de prolactina. ● Com a saída da placenta ocorre a queda dos esteróides placentários. ● A amamentação pode inibir a fertilidade pela ação direta do estímulo do mamilo sobre o hipotálamo por via neuroendócrina, elevando a prolactina e inibindo o FSH e o LH. Se a mulher amamenta, vai ter mais dificuldade de ovular, mas devemos ter muito cuidado quando der essa informação para pessoas leigas, que podem acabar interpretando a informação de que seria impossível engravidar amamentando, fato que não é. A gravidez no puerpério é uma tragédia (devendo ao máximo ser evitada), visto que o corpo nem retornou ainda ao estado inicial, e já vai sofrer todas as modificações novamente de uma nova gravidez, além disso tem a questão emocional, financeira e rede de apoio. ● Perda acentuada de peso nos primeiros 10 dias - maior diurese, a secreção láctea e a eliminação loquial. Então existe uma probabilidade de perda de peso bem acentuada nos primeiros 10 dias, primeiro que a mulher não se alimenta direito devido a mudança de rotina e depois por conta dessas outras situações acima. ASSISTÊNCIA AO PUERPÉRIO Deve-se levar em consideração o desejo da mulher em querer amamentar ou não. Caso a mulher não queira, deve-se conversar sobre vantagens e desvantagens, mas cabe à mulher decidir se vai amamentar ou não e o profissional deve respeitar. ● Estimular a deambulação precoce. ● Estimular obanho de chuveiro. Não há necessidade de antissépticos na região perineal. Deve-se utilizar água e sabão. Atentar para ter alguém acompanhando (acompanhante e profissional próximo), porque como ela perde muito sangue, pode ter desmaio devido a pressão baixa. ● Em casos de cesáreas pode-se molhar o curativo e renovar no primeiro dia, devendo permanecer descoberto a partir do 2º dia. Com a cesárea, só levanta depois de 12h. ● É recomendado o uso do sutiã. A mama está produzindo leite, se modificando, e o sutiã vai ajudar a inclusive a questões das modificações, a mulher que usa sutiã tanto na gravidez como no pós-parto, tem menos probabilidade de ter uma queda mamária, etc. ● Atenção a involução uterina e a ferida cirúrgica. ● Inspecionar região perineal com atenção aos lóquios. Edema, equimoses e hematomas implicam na necessidade de aplicação de frio no local. ● Pesquisar sinais de trombose venosa profunda. PS: em mulheres que colocaram DIU logo após o parto, evita-se fazer a expressão do útero. Além disso, nesse momento, existe uma probabilidade maior do DIU deslocar, porque o útero pode perceber o DIU como corpo estranho e expulsar, deve-se acompanhar através de US a localização do mesmo. ● Esvaziamento da bexiga a intervalos de 6 a 8 horas. ● A recomendação de laxantes é questionada, visto que é normal ela não apresentar dejeções, então nesse puerpério, opta-se muito por uma dieta laxante que favoreça. Uso de laxantes, apenas em casos extremos. ● Libido: baixa, por conta da queda hormonal, da nova rotina e papel. Isso tem que ser trabalhado com o casal, que deve dialogar, para evitar transtornos desnecessários. O companheiro entender o momento, e que logo a vida sexual poderá voltar ao normal. ● Ereção do mamilo, dilatação venosa, temperatura elevada da mama (comum por conta do início da lactação), contrações uterinas (indolores, acontece nas puérperas, visto que às contrações acompanham todo ciclo gravídico puerperal, no final da gravidez ela tem as contrações de braxton hicks, de treinamento, no trabalho de parto tem contração, e no pós-parto continua tendo, contudo são indolores), aumento da lubrificação vaginal e a turgência do clitóris também podem ocorrer. ● Nas puérperas que estão bem e não se detectam anormalidades, a alta pode ser consentida após as primeiras 24 horas e nas cesáreas, com 48 horas. Parto normal > menor tempo de internamento > menor risco de infecção; menos exposição da mulher. ● Não se deve dar alta sem checar a tipagem sanguínea da mãe, sorologia para sífilis e HIV. São exames que são solicitados logo no internamento, na admissão porque isso vai interferir no aleitamento, principalmente HIV. ● A revisão puerperal deve ser marcada em torno do 7 ao 10º dia de puerpério em unidade de saúde mais próxima da residência da mulher. Isso na prática, às mulheres enfrentam dificuldades porque não encontram. No hospital, costumam marcar revisão puerperal apenas para gestantes de risco, porque a demanda é grande e não tem profissional suficiente para revisão puerperal. Às gestantes que não são de risco vão para UBS e às vezes a mulher tem dificuldade e não consegue marcar essa consulta puerperal até o 10º dia, daí a importância do ACS, da vinculação da unidade com a comunidade, o ACS tem que sinalizar para unidade. Aí vem a visita domiciliar da enfermeira e médico. ● Nova avaliação deverá ser realizada entre o 30º e o 42º dia pós-parto. ● Nestes momentos de pós-parto é fundamental o incentivo, o apoio, o acolhimento nas questões referentes ao aleitamento materno. Lembrando que o aleitamento não deve ser imposto, mas sim questionado se é um desejo da mulher. EXAMES DIÁRIOS ● Temperatura, pulso e pressão. A temperatura deve-se manter abaixo de 38º. Quando há turgência mamária ou proliferação na vagina a temperatura eleva-se. Então é muito comum a temperatura da puérpera estar elevada por conta do período de lactação. ● “Febre do leite” (expressão popular) - ocorre no 3º dia da apojadura (descida do leite). A temperatura se eleva mais um pouco, tem que atentar se realmente é por conta da apojadura ou alguma situação relacionada a infecção. ● Pulso bradicárdico - 60 a 70 bpm. ● Subinvolução uterina - administrar ocitócitos. ● Exame dos lóquios - observar a loquiação. Quanto mais a mulher amamenta, vai ocorrendo a involução uterina e a loquiação se modificando ficando serossanguinolenta até serosa. ● Inspeção do períneo - cicatrizacao da episorrafia quando tiver. ● Exame dos membros inferiores ○ Sinal de Homans: fazer uma pressão no pé como se tivesse hiperestendnedo e atentar se a mulher refere dor na panturilha, isso pode ser sinal de alguma complicacao tromboembolica. ○ Sinal de bandeira: sinal em que se observa a nível da panturrilha se existe uma dificuldade da mulher elevar os membros deitada. ALEITAMENTO MATERNO Fisiologia da lactação A literatura aponta 3 processos: ● Mamogênese: geralmente se dá durante a gravidez. ● Lactogênese ● Lactopoese Prolactina: hormonio que vai ser estimulado para produzir o leite. Ductos lactíferos: vão se encher de leite. Destaca-se a importância da pega correta no pós-parto, porque ela vai ajudar que não ocorra a fissura mamária. Se o bebê suga a partir dos seios lactíferos, eles vão ser esvaziados. Se ele suga só o mamilo, o tecido do mamilo é frágil e vai fissurar. Ocitocina - estimula a prolactina e promovendo o aleitamento materno. ● 1 semana pós-parto - colostro ● 2 a 3 semanas - leite de transição ● Após 3 semanas - leite maduro > esbranquiçado Quanto mais o mamilo é protuso/saliente, melhor para o bebê conseguir uma sucção adequada. Corpúsculos ou tubérculos de Montgomery - a função é o fortalecimento da aréola, por isso que o RN deve sugar desde a aréola, porque é onde fica os alvéolos e aí ele consegue esvaziar as amplas lactíferas e o leite sai. Se ele só suga o mamilo, vai ocorrer a fissura no tecido mamilar que é frágil e aí vem todas as complicações de uma amamentação mal sucedida. No parto, existe o início da produção láctea; a sucção do bebê promove o aumento da produção de leite; hormônios: prolactina e ocitocina. A mãe produz mais leite durante a noite. É muito comum a mulher no pós-parto a noite produzir mais leite, enquanto que durante o dia tem dificuldade para produção.Isso acontece porque ela está relaxada. Por isso que a ambiência faz toda diferença, às vezes ela não consegue produzir o leite intra-hospitalar porque está tensa com o ambiente. Tem que haver sucção eficiente e níveis elevados de prolactina. Exemplo: bebês de mães HIV positivo, não é permitido a amamentação, assim, enfaixa-se a mama com atadura para que não haja estímulo, além de entrar com medicação para inibir a amamentação. É um bebê que desde cedo vai ser amamentado com fórmula e leite artificial. A mulher que amamenta de dia, e de noite ela dá mamadeira, a probabilidade dela ovular é maior e se ovular tem probabilidade de engravidar. A amamentação é eficiente como método contraceptivo quando existe um estímulo contínuo em livre demanda. Bebê suga > são mandados estímulos para os impulsos sensoriais do mamilo > estimula a prolactina no sangue. No momento que o bebê suga, é estimulado, e a descarga de ocitocina endógena é liberada e faz o processo de reflexo de ejeção ou da descida. Existem mulheres no pós-parto que estão amamentando e sentindo cólica, que é a contração uterina. É o momento, portanto, que a mulher tem que ter a tranquilidade no ambiente que ela está amamentando/com o bebê. A interação mãe-bebê ajuda o reflexo. Essas situações de tensão, de preocupacao no pos-parto pode gerar uma serie de comlicacoes mamárias, dentre elas o ingurgitamento mamario. O leite ingurgita e não consegue descer, justamenteàs vezes, é muito comum teveuma fissura no mamilo > bebê não vai conseguir sugar porque a mae ta sentindo dor, e acaba ela amamentando na outra mama (que não tem fissura), e o que ela fica sem amamentar vai enchendo e não esvazia e acaba ingurgitando, o ingurgitamento prolongado pode levar a uma mastite que pode levar a complicacoes ainda piores. Utilizado quando a mulher não tem indicação de amamentar. É muito comum em mulheres HIV positivas. Por mais que o aleitamento seja recomendado minimamente pelo MS até os 6 meses, a licença maternidade é de 4 meses. Algumas instituições que fornecem 6 meses, exemplo: algumas estatutárias. Exclusivo: recomendado. Complementado: muito comum em bebês que são GIG, às vezes a mãe não tem uma produção adequada, o bebê está sugando e querendo mais. É muito comum na área hospitalar os pediatras prescreverem o complemento (se tiver banco de leite, solicita mais leite para complementar a mamada e quando não, leite artificial). O posicionamento para a amamentação é primordial. Muitos bebês já nascem com o reflexo de sucção bem aflorado, outros ainda estão aprendendo. Algumas mulheres já tem o colostro, outras não, começa a ser produzido 24h depois do parto. Ou seja, varia muito de caso a caso, para orientarmos. Em UTI neo, existe um trabalho bem legal dos fonoaudiólogos e fisioterapeutas para a amamentação. Especialmente fono, porque os bebês prematuros não sabem sugar, visto que ele passa por procedimentos, muitas vezes alimentado parentalmente ou por sonda, e para que ele possa ir para casa, precisa aprender a sugar. Então faz todo o trabalho de ensinar ele a sugar para que ele possa ir para casa mamando. Sucção efetiva: quando o bebê pega corretamente o seio, remove leite facilmente. Quando existe a pega correta, a sucção é efetiva. SINAIS DE PEGA CORRETA ● O queixo do bebê toca a mama; ● Sua boca está bem aberta; ● Seu lábio inferior está virado para o lado de fora; ● Pode-se ver mais da aréola acima do que abaixo da sua boca. SINAIS DE PEGA INEFICAZ AO SEIO ● O queixo do bebê não toca o seio; ● Sua boca não está bem aberta; ● Seu lábio inferior está para dentro; ● Pode-se notar a mesma quantidade de areola para cima e abaixo. (Depende??); ● Dor ao amamentar. Como consequências o bebê pode provocar dor e machucar o mamilo; o bebê não remove o leite materno com eficiência; se o leite não sai ocorre o ingurgitamento mamário; choro, fome, mamadas frequentes, mamadas longas, recusa em mamar, ganho de peso insuficiente, diminuição da produção láctea. Nesses primeiros dias é uma luta pro bebê não perder peso, porque fisiologicamente ele já perde peso, então o enfermeiro de alojamento conjunto tem que estar muito atento, o peso é um dos cuidados que se tem diariamente com o bebe no alojamento conjunto. Se a quantidade de peso que ele perdeu do nascimento até o dia seguinte estar dentro do percentil ou não. CAUSAS DE UMA PEGA INCORRETA ● Uso de mamadeiras e chupetas; No mamilo o bebê tem que fazer força para esvaziar os alvéolos e o leite sair. Na mamadeira é mais fácil, então se der a mamadeira, ele dá preferência a ela, por ser mais fácil. ● Mães inexperientes/mal orientadas; ● Dificuldades funcionais: ○ Bebê muito pequeno ○ Mamilos plano ou invertido > o ideal é o protruso/saliente. Quando é plano, que só fica saliente ao ser estimulado, ele dificulta. O invertido (todo para trás) geralmente é uma amamentação mal sucedida. ○ Seios ingurgitados ● Falta de apoio > se ela não tem uma rede de apoio, não vai conseguir, pode ocorrer desmame precoce. REFLEXOS PRINCIPAIS - BEBÊS ● Busca ● Apreensão ● Sucção PARTE 2: RECEPÇÃO E AVALIAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO CUIDADOS IMEDIATOS E MEDIATOS Na gestação, o bebê está em um ambiente tranquilo, adequado, sem precisar fazer força para nada, com a nutrição através da placenta intraútero. O nascimento é um impacto para o bebê, temperatura fria, barulho, luz, então é um impacto grande que este bebê sente ao nascimento e o choro se deve principalmente a essa transição. Então a ambiência faz toda a diferença ao nascimento tanto para mãe quanto bebê. NASCIMENTO - SLIDE 1 É um momento de stress para o bebê, principalmente se ele nasce em um ambiente frio como o centro cirúrgico, muitas luzes, barulho, é um impacto. ● Parto Normal (foto SLIDE 2): quanto mais essa mãe tá vertical é melhor para o nascimento do que na posição de litotomia (horizontal) ● Parto Cesárea (foto SLIDE 3) OMS - HUMANIZAÇÃO DO PARTO - SLIDE 4 ● A OMS desenvolveu uma filosofia de assistência ao parto, denominada humanização do parto e nascimento, cuja preocupação essencial é receber bem o RN, suavizando o impacto da diferença entre o mundo intra e extrauterino. ● Dessa forma, o ambiente deve ser menos frio, com luz difusa, música e o contato corporal deve ser valorizado. Então as boas práticas trazem essa preocupação nesse ambiente para o nascimento. INATIVIDADE ALERTA - SLIDE 5 e SLIDE 6 (2:10:32 a 2:11:17). Devemos estar atentos a inatividade ao nascimento como alerta. Então a OMS atenta para luz difusa, silêncio, ambiente menos frio, música suave, contato corporal e a vinculação dos profissionais. ASSISTÊNCIA IMEDIATA AO RN - SLIDE 7 Ao nascer independente do local, é importante enxugar, aquecer, avaliar e entregar à mãe para um contato íntimo e precoce. O bebê só vai pro berço se de fato ele tiver essa necessidade exe: reanimação de algum aspecto. Caso não seja necessário, ele deve ir para mãe, o aquecimento materno é o ideal nesse momento. SLIDE 8 ● O contato físico precoce entre mãe e filho tem importância prioritária na visão humanizada de cuidados ao bebê ainda na sala de parto. Atualmente, isso é pré-requisito, tem que pegar o bebê e entregar a mãe, isso faz parte do protocolo das boas práticas ● Os objetivos da assistência visam: ○ Estabelecer e manter VAS permeáveis ○ Manter temperatura corporal estável ○ Proteger o contato mãe/filho Todas essas práticas preconizadas pelo MS já eram realizadas pelas parteiras. Destaca-se a importância das parteiras na comunidade, sendo muito respeitada, valorizada pelas pessoas. Assistência ao RN na sala de parto - SLIDE 9 ● Enfoque na humanização Essa assistência pode ser no parto normal ou cesárea, sempre tem que ter o enfoque da humanização. Foto do lado direito: cama PPP (pré-parto, parto e pós-parto). Foto do lado esquerdo: CC e piscina artificial SLIDE 10 ● Previsão e provisão A previsão e provisão dos materiais de assistência ao RN na sala de parto é função do enfermeiro. A gente conduz e escalona os técnicos e cobramos deles, porque faz toda diferença a organização no parto para receber o bebê bem ou não. Então precisa ter um ambu, laringo testado, um cpap preparado, um berço aquecido, caixa de medicações pronta, se tratar de um prematuro às medicações já devem estar preparadas, etc. SLIDE 11, 12 e 13 - Material para admissão do RN ● Berço de calor radiante ● 2 campos aquecidos ● Fonte de vácuo com manômetro e fonte de O2 com fluxômetro e termoumidificador ● Laringoscópio com lâminas retas zero e 1 (a depender do peso), com pilhas ● Estetoscópio infantil ● Cânulas endotraqueais, sem balonete, nº 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, e 4.5 (a depender do peso do bebê que necessita de intubação). ● Bandagem adesiva elástica para fixação ● Reanimador pulmonar manual ● (AMBU) neonatal (200 a 750 ml), com válvula unidirecional e reservatório de 02 com máscara N.0 e 1. ● Sondas de aspiração Nº.6,8 e 10. ● Oxímetro ● Relógio com segundos ou cronômetro ● Material para cateterismo umbilical ● Filme transparente para envolver RN pré-termo ● Adaptador para aspiração de mecônio ● Material para drenagem torácica ● Sondas gástricas Nº 6,8 ● Agulhas diversos calibres e seringas ● Soluçãode nitrato de prata a 1% ● Tubos para coleta de exames ● Medicamentos para uso de reanimação ● Gazes estéreis, luvas, soluções antissépticas Medicamentos - SLIDE 14 ● SG a 5% e 10% ● AD ● Adrenalina ● Atropina ● BIC ● Expansores de volume (SF 0,9%, RL e albumina) ● Naloxone (antidodoto) ● Carro de emergência checado Tudo isso é responsabilidade do enfermeiro. Reanimação neonatal - SLIDE 15, 16, 17 Todo material para reanimação neonatal e nascimento. Conectores, gaze, compressa, corte clamp, ambu, capas de neo. Incubadora de transporte imprescindível para transporte do bebê entre setores, outro hospital, Auxílio na Intubação Endotraqueal - SLIDE 18, 19, 20, 21 Quem intuba é o neonatologista, mas estamos ao lado para auxiliar. SLIDE 22 Líquido amniótico meconial - sinal de sofrimento fetal. Se o feto elimina meonio intrautero significa sofrimento fetal. Devemos observar se o líquido ta fluido ou espesso e seguir o fluxo da imagem. SLIDE 23 É imprescindível prevenir a perda de calor > deve-se prover calor > colocar o bebe no berço, secar e remover os campos úmidos. Se o bebe nasceu bem, em vez do berço, deve-se colocar em cima da mãe e fazer isso em cima da mãe. Manter VA pérvias > posicionar > aspirar se necessário Avaliar o apgar que são os critérios que avaliamos no bebê > FC, FR, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor > avalia-se no 1º e 5º minuto de vida. No primeiro geralmente dá mais baixo porque o bebe ta se adaptando à vida extrauterina e no quinto tem que dar mais alto, se ele nasceu bem. O mínimo considerado bom é nota 7. Oxigenoterapia - SLIDE 24, 25 e 26 Se tiver necessidade. É importante fixar a máscara com firmeza para que o oxigênio não escape. CORRETO: cobrir boca e nariz, mas não os olhos. INCORRETO: muito grande > cobre os olhos; muito pequena > não cobre a boca e o nariz. E os cuidados.. SLIDE 27 Até então tratou-se de um bebê que precisou de uma assistência/suporte maior, a exemplo da reanimação. Agora vamos para os cuidados rotineiros de sala de parto para todo e qualquer bebê. CUIDADOS IMEDIATOS - SLIDE 28 e 29 Ocorre nas primeiras 2h. ● Secar: O RN tem tendência a hipotermia, então ele nasce já em um ambiente frio que é a sala, primeira coisa é secar ele para não fazer mais hipotermia ainda e complicar o estado dele. Porque se ele faz hipotermia o padrão respiratório começa a ficar comprometido. ● Aquecer: através da mãe ou do berço aquecido ● Desobstrução das VAS: ○ *SN aspirar (boca → narina) ● Estimular vínculo mãe-filho (binômio) CUIDADOS IMEDIATOS 1º momento - SLIDE 30 ● Avaliação inicial da vitalidade do neonato - APGAR > realizado por quem está fazendo o parto, no 1º e 5º minuto. ● Pinçamento e secção do cordão umbilical > deve-se chamar o acompanhante para cortar (pai, mãe, etc) ● Coleta do sangue placentário: coleta do sangue da placenta para mandar para tipagem sanguínea, porque a placenta tem duas faces (materna e fetal) para não precisar furar o bebê ● Ligadura definitiva do cordão umbilical > corte clamp > corta o cordão e mede 2 cm do abdome do cordão, bota o corte clamp e corta o restante. Faz o curativo do coto, que é uma limpeza com álcool absoluto ou a 70%, visto que o álcool desidrata este cordão umbilical. Vamos fazer no momento do nascimento e orientar a mãe que a cada troca de fralda, faça essa limpeza com álcool, fazendo com que caia mais rapido. Além disso, tem que ser ventilado (fora da fralda). O coto umbilical ao nascimento está na fase de gelificação (aspecto gelatinoso, proveniente da gelatina de worton que forma o cordão umbilical no desenvolvimento embrionário), após 2 dias +/-, passa da fase para a fase de desidratação com a limpeza com álcool, mais dois dias passa para mumificação (preto, duro, seco) e depois cai. Isso leva em torno de 7 dias se não houver secreção, caso haja, às vezes tem que entrar com medicamento. Temos que estar atentos visto que existe uma série de complicações por conta de infecção neonatal. O “mal de 7 dias” foi uma gama de RN que nasceram e morreram em 7 dias provenientes de coisas erradas colocadas no coto umbilical antigamente (ex: moeda, tampona, pó de café, teia de aranha) e que ainda hoje em algumas localidades temos que reforçar muito isso (ex: zona rural). Então o mal de 7 dias foi o tétano neonatal que matou muitos RN e por conta disso surgiu a vacina antitetânica que a mae tem que tomar no mínimo duas doses até o parto para que imunize também o RN e depois do parto a mae toma outra dose. ● Identifiacao do RN (nome da mae, data, sexo, hora, nº do registro) > o bebe não pode sair de perto da mae/dentro sala sem estar identificado, visto que é muito fácil trocar o bebê intencionalmente ou não. A gente só preenche quando o bebê nasce, pode deixar parcialmente preenchida com o nome da mae data e o registro, o sexo e a hora só quando nasce. ● Estimular vinculação mãe-filho > é um momento de grande espera, então devemos oportunizar essa vinculação desde a sala de parto. Escala de apgar - SLIDE 31 Clampeamento e secção do cordão umbilical - SLIDE 32 Bebê nasceu e estar com a pinça > colocar o cort clamp e cortar, deixa mais ou menos 2 a 3 cm com o cort clamp e faz o curativo do coto. Cuidados imediatos - SLIDE 33 Peso e placenta O peso ao nascimento é muito importante porque vamos analisar se é um bebê GIG, AIG, PIG. Lembrar que o peso do bebe ta bem relacionado ao peso da placenta, que se pesada, por exemplo, é um bebê GIG. Um bebê prematuro geralmente tem uma placenta também pouco desenvolvida e leve. Cuidados imediatos - SLIDE 34 ● Credeização: profilaxia ocular: Introduzida por Carl Credê. Colocar 1 gota de argirol (colirio) na mucosa ocular para prevenir oftalmia gonocócica, isso é chamado de credeização ou método de Credê. ● Identificação e segurança Não deixar a parte do berço aberta para evitar queda. ● Exame físico do RN em sala de parto > para detectar qualquer intercorrência. Qualquer coisa que fuja a normalidade temos que registrar, por exemplo, um dedo a mais (pododactilia, que é muito comum); dedos juntos (sindtaclia); genitalia ambigua em que é um caso especial que colocaremos o sexo como indeterminado e encaminha-lo para US, porem isso vai ser realizado a nível ambulatorial, depois do nascimento. Tudo e cirurgia qualquer só se faz no bebê ao nascimento, se for risco de vida, se não, não faz, porque a probabilidade dele não resistir é grande. ● Administrar vitamina K (kanakion) (IM) = 0,1 em vasto lateral esquerda > anti hemorrágico, de rotina. Todo e qualquer bebê vai fazer na sala de parto, normal ou cesárea. ● Contato precoce mãe-filho Admissão no berçário - SLIDE 35 ● Identificação do RN em livro ● Berço aquecido ● Monitorização ● Observar FC e FR Prática muito comum nos hospitais privados enquanto a mãe ainda está em cesárea, até ela ir para o apartamento. MS está lutando contra isso, pregando pelo alojamento conjunto. Vigilância - SLIDE 36 ● RN prematuro ou baixo peso > são bebês que na grande maioria não vão para às mães, mas para UTI neo ou fica em observação porque são bebês que tem dificuldade de adaptação à vida extra uterina. ● Tocotraumatismo > traumatismo decorrente do parto, exemplo: bebê pélvico que nasce com as pernas abertas ficando horas nessa posição e aos poucos volta ao normal; cabeça alongada (edema), quando o bebe ficou muito tempo no canal do parto que também aos poucos vai voltando ao normal. ● RN com risco para doença hemolítica: mãe Rh-, bebê Rh+ ● RN anoxiado e submetido a manobras de reanimação ● GIG > filho de mãe diabética ● RN de mãe infectada > HIV positiva por exemplo CUIDADOS MEDIATOS - SLIDE 36 São cuidados prestados ao RN após a certificação que o RN está adaptado à vida extra-uterina, ou seja, apresenta respiraçãoespontânea e mantém a temperatura corporal estável. SLIDE 37 ● Higiene corporal O banho só deve ser dado com 24 horas. Dado no alojamento conjunto, quando o bebê faz 24 horas, por conta dos risco de hipotermia. Só se faz banho de imediato quando o bebê é HIV positivo, visto que faz parte do protocolo. SLIDE 38, 39, 40, 41 e 42 ● Medidas antropométricas ○ Perímetro cefálico: 32 a 35cm ■ 31,9 menino ■ 31,5 menina ○ Perímetro torácico: 30 a 32cm ○ Perímetro abdominal: um pouco acima do coto umbilical ○ Estatura Mede em todo e qualquer bebê que nasce, antes de mandar pro alojamento conjunto. São cuidados da sala de parto. Curativo do coto umbilical - SLIDE 43, 44, 45, 46 Realizado com álcool a cada troca de fraldas. Exame físico - SLIDE 47 ● Observar malformações ● Vitalidade do RN ● Estabilidade da temperatura ● Coloração da pele ● Simetria ● Tônus ● Perímetros: PC, PT e PA ● Impressão plantar ALOJAMENTO CONJUNTO - SLIDE 49 e 50 ● Estabelecer vínculo afetivo (trinômio) ● Aprendizagem dos pais ● Monitorar a evolução clínica do binômio ● Identificação precoce de sinais e sintomas que possam representar risco à saúde PAPEL DA ENFERMAGEM - SLIDE 51 ● Realizar e ensinar o banho ● Observar sucção do RN ● Verificar a produção láctea ● Verificar as mamas ● Reforçar as orientações ● Aferir e avaliar SSVV ● Realizar o exame físico do RN após o banho demonstrando a ame ● Verificar o peso Importante a vinculação. Caso seja possível, possibilitar a presença da família como suporte para mulher Identificação de problemas - SLIDE 52 ● Onfalite ● Desidratação ● Hipoglicemia ● Eliminações ● Náuseas e vômitos; Lavagem gástrica SLIDE 53 Lavagem gástrica > indicações, materiais e complicações. Apenas SN. SLIDE 54 ● Reforçar a importância do calendário vacinal ● Encaminhar para realizar o exame do pezinho ● Encaminhar para triagem auditiva neonatal SLIDE 55 ● Preparar a família para a alta hospitalar