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Contabilidade Avançada
Benefícios a Empregados e Lucro 
Resultado por Ação
Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD
Desenvolvimento do material: Ernando Fagundes
1ª Edição
Copyright © 2021, Unigranrio
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por 
qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, 
por escrito, da Unigranrio.
Núcleo de Educação a Distância 
www.unigranrio.com.br
Rua Prof. José de Souza Herdy, 1.160 
25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ
Reitor
Arody Cordeiro Herdy
Pró-Reitoria de Programas de Pós-Graduação
Nara Pires
Pró-Reitoria de Programas de Graduação
Lívia Maria Figueiredo Lacerda
Pró-Reitoria Administrativa e Comunitária
Carlos de Oliveira Varella
Núcleo de Educação a Distância (NEAD)
Márcia Loch
Sumário
Benefícios a Empregados e Lucro Resultado por Ação
Para Início de Conversa... ............................................................................... 4
Objetivos .................................................................................................... 4
1. Benefícios a Empregados .......................................................................... 5
1.1 Benefícios de Curto Prazo aos Empregados ................................ 6
1.2 Benefícios Pós-Emprego: Plano de 
Contribuição Definida ........................................................................... 8
1.3 Benefícios Pós-Emprego: Plano de 
Benefício Definido ................................................................................. 9
1.4 Outros Benefícios de Longo Prazo 
a Empregados .......................................................................................... 9
1.5 Benefícios Rescisórios ......................................................................... 10
2. Resultado por Ação ...................................................................................... 12
2.1 Mensuração ............................................................................................. 12
2.2 Apresentação e Divulgação ............................................................... 16
Referências .................................................................................................... 17
Contabilidade Avançada 3
Para Início de Conversa...
Nesta unidade vamos abordar outros dois importantes assuntos: 
Benefícios a empregados e Resultado por ação.
Inicialmente vamos discutir o que são benefícios a empregados e 
suas classificações. O Pronunciamento Técnico CPC 33 apresenta 
os procedimentos para contabilização e divulgação dos benefícios 
concedidos aos empregados por parte dos empregadores. Esse benefícios 
abrangem acordos formais entre os empregadores e empregados, 
dispositivos legais e ainda práticas informais que deem origem a uma 
obrigação construtiva.
Em seguida, discutiremos o resultado por ação, de acordo com o 
Pronunciamento Contábil CPC 41. O CPC 41 estabelece princípios 
para a determinação e apresentação dos resultados por ação. É 
importante destacar que as empresas podem adotar diferentes políticas 
contábeis para a determinação do resultado. No entanto, os princípios 
estabelecidos pelo CPC 41 contribuem para melhorar as comparações 
de desempenho entre diferentes companhias no mesmo período, e os 
resultados dela mesma em períodos diferentes.
Objetivos
 ▪ Traçar os benefícios a empregados. 
 ▪ Calcular o lucro por ação.
Contabilidade Avançada 4
1. Benefícios a Empregados
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 33 (2012), benefícios a 
empregados são “todas as formas de compensação proporcionadas pela 
entidade em troca de serviços prestados pelos seus empregados ou pela 
rescisão do contrato de trabalho”. Ou seja, esses benefícios abrangem 
salários, contribuições para a Previdência Social, licenças remuneradas, 
benefícios não monetários (planos de assistência, moradia, carros etc).
AUMENTO DE SALÁRIO
BENEFÍCIOS E BÔNUS
SEGURO SOCIAL REFEIÇÕES
FÉRIAS PAGAS
PLANO DE SAÚDE
PRÊMIO DE REALIZAÇÃO
BOLSA DE FUNCIONÁRIO
S
BENEFÍCIOS A 
EMPREGADOS
Figura 1: Benefícios a empregados. Fonte Dreamstime.
De forma geral, esses benefícios podem ser proporcionados por planos 
de acordos formais estabelecidos entre o empregador e o empregado 
(seja individualmente ou de forma coletiva), por disposições legais, 
como algo estabelecido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
E, também, a partir de práticas informais que darão origem a uma 
obrigação construtiva.
“Os benefícios incluem os oferecidos tanto aos empregados quanto aos 
seus dependentes e que podem ser liquidados por meio de pagamentos 
(ou fornecimento de bens e serviços) feitos diretamente a empregados, 
seus cônjuges, filhos ou outros dependentes ou ainda por terceiros, como, 
por exemplo, entidades de seguro”. (CPC 33, 2012, n.p).
Conforme o CPC, os benefícios a empregados podem ser classificados de 
grupos de acordo com algumas características:
a. Benefícios de curto prazo.
b. Benefícios pós-emprego com planos de contribuição definida.
c. Benefícios pós-emprego com planos de benefício definido.
d. Outros benefícios de longo prazo aos empregados.
e. Benefícios rescisórios.
Contabilidade Avançada 5
1.1 Benefícios de Curto Prazo aos Empregados
Correspondem aos benefícios cuja liquidação espera-se que ocorra 
integralmente em até doze meses após o período referente às 
demonstrações contábeis em que os empregados prestarem o respectivo 
serviço (exceto benefícios rescisórios). Observe o seguinte exemplo:
A empresa ABC contratou um empregado em 01 de julho de 2020, e 
o mesmo permaneceu na empresa até 25 de janeiro 
de 2021. Todos os benefícios decorrentes pelo 
serviço prestado entre 01 de julho de 2020 
e 31 de dezembro de 2020 e que devem 
ser liquidados integralmente em até 
doze meses (31 de dezembro de 2021) 
após o término do período relativo 
às demonstrações contábeis (01 de 
janeiro de 2020 e 31 de dezembro 
de 2020) serão de curto prazo. São 
exemplos desses ordenados, salários 
e contribuições para a Previdência 
Social, (b) licença anual remunerada e 
licença médica remunerada, participação 
nos lucros e bônus, assistência médica, 
moradia, carros e bens.
O montante relacionado aos benefícios de curto prazo aos empregados 
devem ser reconhecidos pela entidade empregadora como passivo e 
como despesa, salvo exceções.
Em relação às licenças remuneradas, as mesmas podem ser cumulativas 
ou não cumulativas. As licenças remuneradas cumulativas são aquelas 
que podem ser estendidas e utilizadas futuramente, caso não tenham 
sido utilizadas no exercício corrente, conforme o Exemplo A. Já as 
licenças remuneradas não cumulativas não são estendidas para o 
próximo exercício: elas expiram se o direito não for totalmente usufruído 
no período corrente, conforme o exemplo B.
EXEMPLO A: 
A entidade tem 100 empregados, sendo que cada um tem direito a 
cinco dias de licença médica remunerada por ano. A licença médica não 
utilizada pode ser estendida por um ano-calendário. A licença médica 
é excluída, em primeiro lugar, do direito do ano corrente e, em seguida, 
adicionada ao saldo do ano anterior (base UEPS). Em 31 de dezembro de 
20X1, o direito médio não utilizado será de dois dias por empregado. A 
entidade espera, baseada na experiência passada, que essa expectativa 
continue, e que 92 empregados não tirarão mais de cinco dias de licença 
médica remunerada em 20X2, e que os oito empregados restantes 
tirarão a média de seis dias e meio cada um. 
Contabilidade Avançada 6
A entidade espera pagar um adicional de 12 dias de auxílio-doença em 
consequência do direito não utilizado que tenha acumulado em 31 de 
dezembro de 20X1 (um dia e meio cada, para oito empregados). Portanto, 
a ela reconhece um passivo igual a 12 dias de auxílio-doença.
EXEMPLO B: 
A empresa B não concede antecipadamente o direito a dias de trabalho 
de licença médica remunerada por ano. Essas licenças são usufruídas na 
medidaem que os empregados necessitam delas. Nesse caso, o direito 
passado não usufruído não aumenta o direito futuro. 
Então, a entidade não reconhece passivo nem despesa 
até a ocasião da ausência, porque o serviço do 
empregado não aumenta o valor do benefício.
Outro caso especial é o caso dos planos 
de participação nos lucros e bônus. O 
montante do custo dessa participação deve 
ser reconhecido pela entidade apenas 
quando a entidade tiver a obrigação legal 
ou construtiva de fazer tais pagamentos 
em consequência de eventos passados, e 
a obrigação puder ser estimada de maneira 
confiável. 
“Uma obrigação, em conformidade com planos de participação nos lucros 
e bônus, resulta do serviço prestado pelo empregado e não de transação 
com os sócios da entidade. Portanto, a entidade deve reconhecer o custo 
dos planos de participação nos lucros e bônus não como distribuição de 
lucro, mas como despesa”. (CPC 33, 2012, n.p).
EXEMPLO:
Um plano de participação nos lucros requer que a entidade pague 
uma parcela específica do lucro líquido do ano aos empregados que 
trabalharam o ano todo. Se nenhum dos empregados se desligar durante 
o ano, o total dos pagamentos de participação nos lucros será de 3% do 
lucro líquido. 
A entidade estima que a taxa de rotatividade de pessoal reduza os 
pagamentos para 2,5% do lucro líquido. A entidade deve reconhecer um 
passivo e uma despesa de 2,5% do lucro líquido.
“Se as obrigações de pagamento de participação nos lucros e de bônus 
não forem totalmente liquidadas dentro de doze meses após o final do 
período em que os empregados prestaram o respectivo serviço, esses 
pagamentos deverão ser considerados benefícios de longo prazo a 
empregados”. (CPC 33, 201, n.p).
Contabilidade Avançada 7
Cabe destacar que o CPC 33 (2012) não exige divulgações específicas 
acerca de benefícios de curto prazo a empregados. No entanto, outros 
CPCs podem exigir, como é o caso do CPC 05 – Divulgação sobre Partes 
Relacionadas que exige divulgação acerca de benefícios concedidos 
aos administradores da entidade e do CPC 26 – Apresentação das 
Demonstrações Contábeis que exige a divulgação de despesas com 
benefícios a empregados.
Figura 2: O plano de participação nos lucros. Fonte: Dreamstime.
1.2 Benefícios Pós-Emprego: Plano de Contribuição Definida
Os benefícios aos empregados pós-emprego com planos de contribuição 
definida se caracterizam pela limitação da responsabilidade da entidade 
apenas sobre a quantia que ela aceita contribuir para o fundo. Ou seja, 
o valor do benefício pós-emprego a ser recebido pelo empregado será 
determinado pelo montante de contribuições pagas pelo empregador 
(e, possivelmente, também pelo empregado) mais o retorno dos 
investimentos provenientes das contribuições. 
A entidade empregadora não é a responsável pelo montante do benefício 
a ser recebido pelo empregado. Ou seja, o risco atuarial (risco de que os 
benefícios sejam inferiores ao esperado) e o risco de investimento (risco 
de que os ativos investidos venham a ser insuficientes para cobrir os 
benefícios esperados) recaem sobre o empregado.
A entidade empregadora deve reconhecer a contribuição devida quando 
o empregado tiver prestado serviços à entidade durante um período. 
Essa contribuição deverá ser reconhecida como passivo e como despesa, 
salvo exceções.
“Quando as contribuições para plano de contribuição definida não são 
completamente liquidadas em até doze meses após o final do período da 
prestação de serviço pelo empregado, elas devem ser descontadas”, (CPC 
33, 2012, n.p)
Em relação aos benefícios pós-emprego com contribuição definida, a 
entidade empregadora deverá divulgar o montante reconhecido como 
despesa.
Contabilidade Avançada 8
Figura 3: Benefícios pós-emprego com contribuição definida. Fonte: Dreamstime.
1.3 Benefícios Pós-Emprego: Plano de Benefício Definido
Diferentemente dos benefícios pós-emprego com contribuição definida, 
nos benefícios pós-emprego com benefício definido, a responsabilidade 
da entidade empregadora recai sobre o montante do benefício que será 
recebido pelo empregado. 
Nesse caso, há uma garantia de retorno especificado sobre contribuições, 
seja direta ou indiretamente, vinculada ao plano, por exemplo. Isto é, 
a obrigação da entidade patrocinadora é a de fornecer os benefícios 
pactuados aos atuais e aos ex-empregados, e o risco atuarial e o de 
investimento recaem, substancialmente, sobre a entidade. 
Como a entidade assume, na essência, os riscos atuariais e de investimento 
associados ao plano, consequentemente, a despesa reconhecida de plano 
de benefício definido não é necessariamente o montante da contribuição 
devida relativa ao período. Dessa forma, a entidade empregadora deverá 
determinar o déficit ou superávit do plano, ou seja, por meio de técnica 
atuarial estimar os benefícios a serem pagos aos empregados.
“A entidade deve determinar o valor líquido de passivo (ativo) de 
benefício definido com suficiente regularidade de modo que os 
montantes reconhecidos nas demonstrações contábeis não divirjam 
significativamente dos valores que seriam determinados no final do 
período”. (CPC 33, 2012, n.p)
1.4 Outros Benefícios de Longo Prazo a Empregados
Outros benefícios de longo prazo aos empregados correspondem aos 
benefícios aos empregados que não sejam de curto prazo, benefícios 
pós-emprego e benefícios rescisórios. Alguns exemplos desses outros 
benefícios são: ausências remuneradas de longo prazo, como licença por 
tempo de serviço ou licença sabática; jubileu ou outros benefícios por 
tempo de serviço; benefícios de invalidez de longo prazo; participação 
nos lucros e bônus e remuneração diferida.
Contabilidade Avançada 9
Nos casos desses outros benefícios de longo prazo a empregados, não 
existe o mesmo grau de incerteza do que a mensuração de benefícios pós-
emprego. Assim, é requerido um método simplificado de contabilização 
no caso de outros benefícios de longo prazo a empregados. 
Para outros benefícios de longo prazo a empregados, a entidade deve 
reconhecer no resultado o montante líquido do custo do serviço, dos juros 
líquidos sobre o valor líquido de passivo (ativo) de benefício definido e 
remensurações do valor líquido de passivo (ativo) de benefício definido.
Além disso, o CPC 33 não exige divulgações específicas sobre outros 
benefícios de longo prazo aos empregados. No entanto, o CPC 05 
– Divulgação sobre Partes Relacionadas requer divulgações sobre 
benefícios a empregados para os administradores da entidade, e o CPC 
26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis requer a divulgação 
das despesas de benefícios a empregados.
1.5 Benefícios Rescisórios
O CPC 33 (2012) trata dos benefícios rescisórios separadamente de 
outros benefícios a empregados. Isso porque o evento gerador da 
obrigação é a rescisão do contrato de trabalho e não a prestação do 
serviço pelo empregado. Esses benefícios rescisórios resultam da 
decisão da entidade de rescindir o contrato de trabalho ou da decisão 
do empregado de aceitar uma oferta de benefícios por parte da entidade 
em troca da rescisão do contrato de trabalho. Os benefícios rescisórios 
são comumente pagos em uma única parcela.
“Benefícios rescisórios não incluem benefícios aos empregados 
decorrentes da rescisão do contrato de trabalho a pedido do empregado 
sem uma oferta da entidade ou como resultado de aposentadoria 
compulsória, uma vez que esses benefícios são benefícios pós-emprego”. 
(CPC 33, 2012, n.p)
A entidade deve reconhecer um passivo e uma despesa com benefícios 
rescisórios no momento em que a entidade não mais puder cancelar a 
oferta desses benefícios ou quando a entidade reconhecer os custos de 
reestruturação que estiver no alcance do CPC 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes e envolver o pagamento de 
benefícios rescisórios.
A entidade deve mensurar benefícios rescisórios no reconhecimento 
inicial, mensurando e reconhecendo mudanças subsequentes, de acordo 
com a natureza do benefício a empregados.Caso a entidade espere que os benefícios rescisórios sejam integralmente 
liquidados em até doze meses após o período referente às demonstrações 
contábeis em que o benefício rescisório for reconhecido, ela deve aplicar 
os requisitos para benefícios de curto prazo a empregados.
Contabilidade Avançada 10
Caso a entidade não espere que os benefícios rescisórios sejam 
integralmente liquidados em até doze meses após o período relativo 
às demonstrações contábeis, a entidade deve aplicar os requisitos para 
outros benefícios de longo prazo a empregados.
Observe este exemplo: 
Em virtude de aquisição recente, a entidade planeja fechar uma fábrica 
dentro de dez meses e, naquela ocasião, rescindir os contratos de 
trabalho de todos os empregados restantes da fábrica. Como necessita 
do conhecimento dos empregados da fábrica para cumprir alguns 
contratos, a entidade anuncia um plano de rescisão, nos seguintes 
termos. Cada empregado que permanecer e prestar serviços até o 
fechamento da fábrica receberá, na data do desligamento, o pagamento 
em dinheiro de R$ 30.000. Empregados que saírem antes do fechamento 
da fábrica receberão R$ 10.000. A fábrica possui 120 empregados. No 
momento do anúncio do plano, a entidade espera que 20 deles saiam 
antes do fechamento. Portanto, as saídas de caixas totais esperadas em 
virtude do plano são de R$ 3.200.000 (ou seja, 20 * R$ 10.000 + 100 
* R$ 30.000). Conforme exige o item 160, a entidade deve contabilizar 
benefícios fornecidos em troca da rescisão do contrato de trabalho, como 
benefícios rescisórios, e contabilizar benefícios fornecidos em troca de 
serviços, como benefícios de curto prazo aos empregados. 
Benefícios rescisórios: O benefício fornecido em troca da rescisão dos 
contratos de trabalho é de R$ 10.000. Este é o valor que a entidade teria 
de pagar ao rescindir os contratos de trabalho, independentemente de 
os empregados permanecerem e prestarem serviços até o fechamento 
da fábrica ou saírem antes. Embora os empregados possam sair antes 
do fechamento da fábrica, a rescisão do contrato de trabalho de 
todos os empregados é resultado da decisão da entidade de fechar a 
fábrica e dispensar seus empregados (ou seja, todos os empregados 
deixarão o emprego quando a fábrica for fechada). Portanto, a entidade 
reconhece um passivo de R$ 1.200.000 (ou seja, 120 * R$ 10.000) pelos 
benefícios rescisórios fornecidos de acordo com o plano de benefícios 
aos empregados quando o plano de rescisão for anunciado ou quando 
a entidade reconhecer os custos de reestruturação associados ao 
fechamento da fábrica, na data que ocorrer primeiro.
Benefícios fornecidos em troca de serviços: Os benefícios adicionais que 
os empregados receberão se prestarem serviços durante todo o período 
de dez meses são obtidos em troca de serviços prestados ao longo 
desse período. Esses benefícios devem ser contabilizados pela entidade 
como sendo de curto prazo aos empregados porque espera liquidá-los 
em até doze meses após o período a que se referem as demonstrações 
contábeis. Neste exemplo, o desconto a valor presente não é necessário, 
de modo que a despesa de R$ 200.000 (ou seja, R$ 2.000.000 ÷ 10) é 
reconhecida a cada mês durante o período de serviço de dez meses, com 
o correspondente aumento no valor contábil do passivo.
Contabilidade Avançada 11
O CPC 33 (2012) não exige divulgações específicas sobre benefícios 
rescisórios, mas o CPC 05 – Divulgação sobre Partes Relacionadas exige 
divulgações sobre os benefícios rescisórios de administradores da 
entidade e o CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis exige 
a divulgação das despesas de benefícios aos empregados.
CONTRATO
Bem-vindo!
Ambiente
de trabalho
Figura 4: Benefícios fornecidos em troca de serviços. Fonte: Dreamstime.
2. Resultado por Ação
Devemos destacar que o objetivo da mensuração e evidenciação do 
resultado por ação é proporcionar a medida da participação de cada 
ação da companhia no desempenho da entidade durante o período.
2.1 Mensuração
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 41 (2010), as companhias 
devem calcular o resultado básico por ação para o lucro ou prejuízo 
atribuível aos titulares de ações ordinárias da companhia. Esse resultado 
básico por ação é calculado por meio da divisão do lucro ou prejuízo 
atribuível a esses titulares de ações ordinárias da companhia pela 
média ponderada de ações ordinárias em poder dos acionistas durante o 
período (excluídas as mantidas em tesouraria).
RESULTADO POR AÇÃO = LUCRO OU PREJUÍZO ATRIBUÍVEL AOS ACIONISTAS ORDINÁRIOS
 NÚMERO MÉDIO DE AÇÕES ORDINÁRIAS EM CIRCULAÇÃO
É utilizada a média ponderada do número de ações ordinárias, pois esse 
número pode oscilar durante o período, de forma que se torna necessário 
o cálculo ponderado do número de ações ordinárias que estão com 
os acionistas no decorrer dos dias ao longo do período referente às 
demonstrações contábeis. A seguir, veja um exemplo do cálculo do 
número médio de ações ordinárias em circulação.
Contabilidade Avançada 12
Ações 
emitidas
Ações em 
tesouraria
Ações em poder 
dos acionistas
Saldo no início do ano 
(01/01) 6.000 1.000 5.000
Emissão de novas ações 
(30/06) 500 - 5.500
Compra de ações em 
tesouraria (31/08) - 500 5.000
Saldo no final do ano 
(31/12) 6.500 1.500 5.000
(5.000 x 6/12) + (5.500 x 2/12) + (5.000 x 4/12) = 5.083,3 ações
Conforme o CPC 41 (2010), a ação ordinária é o instrumento patrimonial 
que está subordinado a todas as outras classes de instrumentos 
patrimoniais. Para as sociedades com sede no Brasil, deve ser considerada 
a definição de ação ordinária dada pela Lei das Sociedades por Ações, 
esta destaca que a ação ordinária garante a quem a possui, o direito ao 
voto e à participação nas decisões da companhia.
O resultado atribuível aos titulares das ações ordinárias corresponde ao 
lucro ou prejuízo resultante das operações continuadas da companhia e 
atribuíveis à companhia. 
“No caso de balanço consolidado, o lucro ou prejuízo atribuível à 
companhia se refere à parcela da companhia controladora. Portanto, 
devem ser excluídas as participações dos não controladores”. (CPC 41, 
2010)
Também pode ser calculado o resultado diluído por ação. Este 
complementa o resultado básico por ação ao refletir os efeitos de 
todas as ações ordinárias potenciais diluidoras em circulação durante 
o período. Dessa forma, o lucro ou o prejuízo atribuível aos titulares de 
capital próprio ordinário da companhia deve ser aumentado pelo valor 
após tributos sobre dividendos e participação (se houver) reconhecidos 
no período em relação às ações ordinárias potenciais diluidoras. Além 
disso, de acordo com o CPC 41 (2010), o número médio ponderado de 
ações ordinárias totais com os acionistas deve ser aumentado pelo 
número médio ponderado de outras ações ordinárias que teriam estado 
em poder dos acionistas, assumindo a conversão de todas as ações 
ordinárias potenciais diluidoras.
Conforme o CPC 41 (2010), a ação ordinária potencial é o instrumento 
financeiro ou outro contrato que dá ao seu titular o direito a ações 
ordinárias. Assim, no cálculo do resultado diluído por ação, o resultado 
atribuível aos titulares de ações ordinárias é ajustado a partir das 
Contabilidade Avançada 13
alterações das receitas ou despesas atribuíveis. O número ponderado 
de ações também é ajustado, incorporando o número ponderado de 
ações que seriam emitidas na conversão de todas as ações ordinárias 
potenciais diluidoras em ações ordinárias.
“As ações ordinárias potenciais devem ser tratadas como diluidoras 
quando, e somente quando, a sua conversão em ações ordinárias possa 
diminuir o lucro por ação ou possa aumentar o prejuízo por ação 
proveniente das operações continuadas”. (CPC 41, 2010, n.p)
A seguir, vejamos alguns exemplos práticos:
Exemplo 1: A Souza Cruz S.A. é líder do mercado nacional de tabaco. É 
a maior produtora e distribuidora de cigarros do país. Sua estrutura de 
capital atual é bastante simples em relação ao Resultado poração, já 
que a mesma não apresenta variações no número médio ponderado de 
ações, logo os resultados básicos e diluídos por ação são iguais, existem 
apenas variações no numerador (lucro líquido) de períodos diferentes. 
Observe:
2010 2011
Numerador Básico (Lucro 
Líquido) 1.449.700.000 1.602.700.000
Denominador Básico (Média
Ponderada de Ações) 1.528.450.500 1.528.450.500
Resultado Básico Por Ação 0,95 1,05
Numerador Diluído (Lucro 
Líquido) 1.449.700.000 1.602.700.000
Denominador Diluído (Média
Ponderada de Ações) 1.528.450.500 1.528.450.500
Resultado Diluído Por Ação 0,95 1,05
Sendo assim, não havendo instrumentos de capital com a característica 
de conversibilidade em ações, a definição do resultado se torna simples, 
bastando dividir o lucro líquido atribuível aos acionistas pelo número 
médio ponderado de ações. O resultado básico e diluído por ação são, 
neste caso, iguais. 
Ainda deve-se destacar, conforme exposto nas notas explicativas da 
Souza Cruz, que, em 2011, ocorreu um desdobramento de ações na 
ordem de 400% (5 pra 1), consequentemente, a quantidade de ações 
passou de 305.690.100 para 1.528.450.500. A entidade informa que não 
ocorreram alterações no capital social, o desdobramento ocorreu com o 
intuito de conferir a liquidez das ações.
Contabilidade Avançada 14
Como observado, o cálculo do resultado por ação apresentado considera 
o novo valor das ações para os dois períodos apresentados, e não apenas 
para 2011, condizente com o CPC 41, que determina em situações de 
desdobramento de ações considerar as alterações não apenas ao período 
em que o evento ocorre, mas sim para todos os períodos apresentados. 
Desse modo, o resultado pode ser comparado de forma confiável com o 
de outros períodos ou o de outras empresas.
Exemplo 2: A Renner é a segunda maior rede de lojas de departamentos 
de vestuário no Brasil. Sua estrutura de capital é relativamente complexa 
em relação ao Resultado por ação, já que a mesma apresenta variações 
no número médio de ações em razão do incremento de seu plano de 
opção de compra de ações, que se trata da emissão de títulos de capital 
com a característica da opção de conversão em ações. O que afeta o 
resultado diluído por ação, afinal, os instrumentos potenciais diluidores 
devem ser incluídos no cálculo. Observe:
2010 2011
Numerador Básico (Lucro 
Líquido) 308.028.000 336.907.000
Denominador Básico 
(Média
Ponderada de Ações)
121.981.000 122.494.000
Resultado Básico Por Ação 2,52 2,75
Numerador Diluído (Lucro 
Líquido) 308.028.000 336.907.000
Potencial Incremento 
nas Ações Ordinárias 
em Função do Plano de 
Opções de Ações
2.448.000 2.242.000
Denominador Diluído 
(Média
Ponderada de Ações)
124.223.000 124.942.000
Resultado Diluído Por 
Ação 2,48 2,69
De acordo com o relatório financeiro da entidade em questão, na 
determinação do número de ações a serem agregadas ao resultado 
diluído por ação, foram consideradas premissas como o valor de mercado 
da ação, o preço de exercício da opção, a volatilidade do preço das ações 
da Companhia, a taxa de juros livre de riscos e o prazo de vigência do 
contrato. O que confirma que os conceitos definidos no CPC 41 para a 
avaliação de títulos de capital com opção de conversão em ações foram 
aplicados de forma coerente no exemplo citado. Os cálculos não foram 
expressados de forma mais detalhada por causa da falta de informações.
Contabilidade Avançada 15
Figura 5: Relatório financeiro. Fonte: Dreamstime.
2.2 Apresentação e Divulgação
De acordo com o CPC 41 (2010), a companhia deve apresentar os 
resultados por ação básicos e diluídos na demonstração do resultado. 
Esses resultados por ação referem-se ao lucro ou prejuízo das operações 
continuadas atribuível aos titulares de capital próprio ordinário da 
companhia. Esses resultados por ação devem ser apresentados para 
cada período para o qual seja apresentada demonstração do resultado. 
“A companhia que reportar operação descontinuada deve divulgar 
os resultados por ação básicos e diluídos relativamente à operação 
descontinuada, seja na própria demonstração do resultado ou em notas 
explicativas”. (CPC 41, 2010, n.p)
Dessa forma, a companhia deve divulgar os valores usados como 
numeradores no cálculo dos resultados por ação básico e diluído, o 
número médio ponderado de ações ordinárias usado como denominador 
no cálculo dos resultados por ação básico e diluído, a conciliação 
desses denominadores uns com os outros, instrumentos que poderiam 
potencialmente diluir os resultados por ação básicos no futuro e a 
descrição das transações de ações ordinárias ou das transações de ações 
ordinárias potenciais que não tenham sido contabilizadas.
Neste capítulo, estudamos os benefícios a empregados. Vimos como 
esses benefícios podem ser classificados, de acordo com determinadas 
características. Descobrimos os detalhes de cada um dentre eles: os 
benefícios de curto prazo, benefícios pós-emprego, outros benefícios de 
longo prazo e benefícios rescisórios. Vimos, também, que os benefícios 
pós-emprego podem ser classificados em benefícios com plano de 
contribuição definida e benefícios com plano de benefícios definido.
Contabilidade Avançada 16
Além disso, outro assunto também muito importante: o resultado por 
ação. Discutimos porque é importante a apuração do resultado por ação 
e como essa mensuração é realizada. Aprendemos, também, sobre o 
resultado básico por ação e o resultado diluído por ação, por meio de 
exemplos comparativos entre esses dois tipos de resultados.
Por fim, discutimos quais informações devem ser divulgadas pelas 
entidades acerca do resultado por ação e a forma como essas informações 
devem ser apresentadas.
Referências
BENDER, C. R. J. Resultado por ação – um estudo do CPC 41 na avaliação 
de resultados. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/
bitstream/235/7223/1/20904941.pdf. Acesso em: 28 jan. 2021.
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico 
CPC 33: Benefícios a Empregados. 2012. Disponível em: http://static.cpc.
aatb.com.br/Documentos/350_CPC_33_R1_rev%2013.pdf . Acesso em: 04 
jan. 2021.
CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Pronunciamento Técnico 
CPC 41: Resultado por ação. 2010. Disponível em: http://static.cpc.aatb.
com.br/Documentos/430_CPC_41_rev%2012.pdf . Acesso em: 07 jan. 
2021.
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https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/7223/1/20904941.pdf
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/7223/1/20904941.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/350_CPC_33_R1_rev%2013.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/350_CPC_33_R1_rev%2013.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/430_CPC_41_rev%2012.pdf
http://static.cpc.aatb.com.br/Documentos/430_CPC_41_rev%2012.pdf
	Benefícios a Empregados e Lucro Resultado por Ação
	Para Início de Conversa...
	Objetivos
	1. Benefícios a Empregados
	1.1 Benefícios de Curto Prazo aos Empregados
	1.2 Benefícios Pós-Emprego: Plano de Contribuição Definida
	1.3 Benefícios Pós-Emprego: Plano de Benefício Definido
	1.4 Outros Benefícios de Longo Prazo a Empregados
	1.5 Benefícios Rescisórios
	2. Resultado por Ação
	2.1 Mensuração
	2.2 Apresentação e Divulgação
	Referências