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29 Anatomia e Fisiologia

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ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Anatomia e Fisiologia 
A Anatomia é a ciência que trata da morfologia e da estrutura dos seres vivos ou coisas (anatomia de 
um cão, anatomia de um cristal). A etiologia da palavra indica uma origem grega – Ana, em partes e 
temnein, cortar. A combinação dos termos significa dissecação. A anatomia funcional é a ciência que, 
em cada nível de organização, relaciona a estrutura com suas funções. De acordo com a área de 
aplicação de estudo da anatomia, ela recebe uma denominação específica. A fitoanatomia é a anato-
mia das plantas, a antropotomia é a do homem. 
A Anatomia Humana compreende a dissecação dos seres humanos e o estudo e descrição do corpo 
humano, sua morfologia, arquitetura, estrutura e, nos últimos tempos, a ultraestrutura, ou mais propri-
amente, sua estrutura fina (ao nível molecular). Ou seja, a anatomia funcional humana relaciona a es-
trutura do corpo com suas características fisiológicas. O conhecimento das funções das estruturas 
anatômicas facilita a compreensão dos seus significados e fornece a indicação de suas origens. 
O interesse básico desta disciplina é a investigação da natureza de cada elemento estrutural e a ra-
zão de sua existência. A importância da anatomia funcional humana reside no fato de ela ser um con-
junto de conhecimentos essenciais ao estudo da medicina. Sendo a medicina uma ciência biológica, 
cabe ao biólogo conhecer a anatomia e compreendê- la profundamente. É óbvio que somente com 
um preciso conhecimento da estrutura normal, o médico será capaz de identificar a estrutura anormal; 
esse reconhecimento é o primeiro passo no caminho da recuperação da saúde. O estudo da anato-
mia pode ser subdividido, como por exemplo: em Embriologia, Nepiologia (estudo da primeira infân-
cia), Anatomia do adulto, Anatomia geriátrica, Citologia (estudo das células), Histologia (estudo dos 
tecidos), Anatomia aplicada e outras. 
Fisiologia – Definição: 
A Fisiologia consiste no estudo do funcionamento da matéria viva, procurando explicar os fatores físi-
cos e químicos responsáveis pela origem, desenvolvimento e progressão da vida. Através da Fisiolo-
gia humana, explicamos as características e os mecanismos específicos do corpo humano que fazem 
dele um ser vivo. O fato de estarmos vivos está quase fora de nosso controle, pois a fome nos leva a 
procurar alimento e o medo nos induz a buscar refúgio. As sensações de frio nos fazem produzir calor 
e outras forças nos levam a procurar amizades e a nos reproduzir. Portanto, o ser humano é, na ver-
dade, um autômato, e o fato de sermos dotados de sensibilidade, sentimentos e conhecimentos, é 
parte dessa sequência automática da vida; esses atributos (qualidades) especiais nos possibilitam 
existir sob uma ampla variedade de condições que, de outra maneira, tornariam a vida impossível. 
Artrologia 
Sistema Articular (Artrologia) 
Articulação ou juntura é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens). Es-
sas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato, como também permitem que o cresci-
mento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto. Além disto, 
capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular. 
Embora apresentem consideráveis variações entre elas, as articulações possuem certos aspectos es-
truturais e funcionais em comum que permitem classificá-las em três grandes grupos: fibrosas, cartila-
gíneas e sinoviais. O critério para esta divisão é o da natureza do elemento que se interpõe às peças 
que se articulam. 
Articulações Fibrosas 
As articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se articulam é o 
Tecido conjuntivo fibroso são ditas fibrosas (ou sinartroses). O grau de mobilidade delas, sempre pe-
queno, depende do comprimento das fibras interpostas. 
Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura, sindesmose e gonfose. 
As suturas, que são encontradas somente entre os ossos do crânio, são formadas por várias cama-
das fibrosas, sendo a união suficientemente íntima de modo a limitar intensamente os movimentos, 
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embora confiram uma certa elasticidade ao crânio. A maneira pela qual as bordas dos ossos articula-
dos entram em contato é variável, reconhecendo-se suturas planas (união linear retilínea ou aproxi-
madamente retilínea), suturas escamosas (união em bisel) e suturas serráteis (união em linha “dente-
ada”). No crânio, a articulação entre os ossos nasais é uma sutura plana; entre os parietais, sutura 
denteada; entre o parietal e o temporal, é escamosa. 
No crânio do feto e recém-nascido, onde a ossificação ainda é incompleta, a quantidade de tecido 
conjuntivo fibroso interposto é muito maior, explicando a grande separação entre os ossos e uma 
maior mobilidade. Estas áreas fibrosas são denominadas fontículos (ou fontanelas). São elas que 
permitem, no momento do parto, uma redução bastante apreciável do volume da cabeça fetal pela 
sobreposição dos ossos do crânio. Esta redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio ex-
terior. 
Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido interposto (sinostose), fazendo com que as su-
turas, pouco a pouco, desapareçam e, com elas, a elasticidade do crânio. 
Nas sindesmoses os ossos estão unidos por uma faixa de tecido fibroso, relativamente longa, for-
mando ou um ligamento interósseo ou uma membrana interóssea, nos casos, respectivamente de 
menor ou maior comprimento das fibras, o que condiciona um menor ou maior grau de movimenta-
ção. Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana interóssea radio-ulnar. 
Gonfose é a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos, os alvéolos dentários. O te-
cido fibroso do ligamento periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. A presença de movi-
mentos nesta articulação significa uma condição patológica. 
Articulações Cartilagíneas 
Nas articulações cartilagíneas o tecido que se interpõe é a cartilagem. Quando se trata de cartilagem 
hialina, temos as sincondroses; nas sínfises a cartilagem é fibrosa. Em ambas a mobilidade é redu-
zida. As sincondroses são raras e o exemplo mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode 
ser visualizada na base do crânio. Exemplo de sínfise é a união, no plano mediano, entre as porções 
púbicas dos ossos do quadril, constituindo a sínfise púbica. Também as articulações que se fazem 
entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise, uma vez que se interpõe entre 
eles um disco de fibrocartilagem - o disco intervertebral. 
Articulações Sinoviais 
A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície óssea contra outra e isto é impossível 
quando entre elas interpõe-se um meio de ligação, seja fibroso ou cartilagíneo. Para que haja o grau 
desejável de movimento, em muitas articulações, o elemento que se interpõe às peças que se articu-
lam é um líquido denominado sinóvia, ou líquido sinovial. 
Além da presença deste líquido, as articulações sinoviais possuem três outras características básicas: 
cartilagem articular, cápsula articular e cavidade articular. 
· A cartilagem articular é a cartilagem do tipo hialino que reveste as superfícies em contato numa de-
terminada articulação (superfícies articulares), ou seja, a cartilagem articular é a porção do osso que 
não foi invadida pela ossificação. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apre-
sentam lisas, polidas e de cor esbranquiçada. A cartilagem articular é avascular e não possui também 
inervação. Sua nutrição, portanto, principalmente nas áreas mais centrais, é precária, o que torna a 
regeneração, em caso de lesões, mais difícil e lenta. 
· A cápsula articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um man-
guito. Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (in-
terna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em algunspontos, por ligamentos, desti-
nados a aumentar sua resistência. Em muitas articulações sinoviais, todavia, existem ligamentos in-
dependentes da cápsula articular e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos 
intra-articulares. 
· A cavidade articular é o espaço existente entre as superfícies articulares, estando preenchido pelo 
líquido sinovial 
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Ligamentos e cápsula articular têm por finalidade manter a união entre os ossos, mas além disto, im-
pedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados nor-
mais. 
A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascula-
rizada e inervada, sendo encarregada da produção do líquido sinovial (sinóvia), o qual tem consistên-
cia similar a clara do ovo e tem por funções lubrificar e nutrir as cartilagens articulares. O volume de 
líquido sinovial presente em uma articulação é mínimo, somente o suficiente para revestir delgada-
mente as superfícies articulares e localiza-se na cavidade articular. 
Além destas características, que são comuns a todas articulações sinoviais, em várias delas encon-
tram-se formações fibrocartilagíneas, interpostas às superfícies articulares, os discos e meniscos, de 
função discutida: serviriam à melhor adaptação das superfícies que se articulam (tornando-as congru-
entes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas pressões, agindo como amortecedores. 
Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são encontrados na articulação do joelho. 
Discos são encontrados nas articulações esternoclavicular e temporomandibular. 
Movimentos das articulações sinoviais 
As articulações fibrosas e cartilagíneas têm um mínimo grau de mobilidade. Assim, a verdadeira mo-
bilidade articular é dada pelas articulações sinoviais. 
Estes movimentos ocorrem, obrigatoriamente, em torno de um eixo, denominado eixo de movimento. 
A direção destes eixos é ântero-posterior, látero-lateral e longitudinal. Na análise do movimento reali-
zado, a determinação do eixo de movimento é feita obedecendo a regra, segundo a qual, a direção 
do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento em questão. 
Assim, todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendi-
cular àquele plano. Os movimentos executados pelos segmentos do corpo recebem nomes específi-
cos e aqui serão definidos, a seguir, apenas os mais comuns: 
· flexão e extensão são movimentos angulares, ou seja, neles ocorre uma diminuição ou um aumento 
do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Quando ocorre a 
diminuição do ângulo diz que há flexão; quando ocorre o aumento, realizou-se a extensão, exceto 
para o pé. Neste caso, não se usa a expressão extensão do pé: os movimentos são definidos como 
flexão dorsal e flexão plantar do pé. Os movimentos angulares de flexão e extensão ocorrem em 
plano sagital e, seguindo a regra, o eixo desses movimentos é látero-lateral. 
· adução e abdução que são movimentos nos quais o segmento é deslocado, respectivamente, em 
direção ao plano mediano ou em direção oposta, isto é, afastando-se dele. Para os dedos prevalece o 
plano mediano do membro. Os movimentos da adução e abdução desenvolvem-se em plano frontal e 
seu eixo de movimento é ântero-posterior. 
· rotação que é o movimento em que o segmento gira em torno de um eixo longitudinal (vertical). As-
sim, nos membros, pode-se reconhecer uma rotação medial, quando a face anterior do membro gira 
em direção ao plano mediano do corpo, e uma rotação lateral, no movimento oposto. A rotação é feita 
em plano horizontal e o eixo de movimento, perpendicular a este plano é vertical. 
· circundução, é o resultado do movimento combinatório que inclui a adução, extensão, abdução, fle-
xão e rotação. Neste tipo de movimento, a extremidade distal do segmento descreve um círculo e o 
corpo do segmento, um cone, cujo vértice é representado pela articulação que se movimenta. 
Classificação funcional das articulações sinoviais 
O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma das superfícies que entram em 
contato e dos meios de união que podem limitá-lo. Na dependência destes fatores as articulações po-
dem realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos. Este é o critério adotado para classificá-
las funcionalmente. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se 
que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade; será bi-axial a que os realiza em torno de 
dois eixos (dois graus de liberdade); e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos (três 
graus de liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo, 
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são mono-axiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a rádio-carpal (ar-
ticulação do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão, abdução e adução, 
permitem também a rotação, são ditas tri-axiais, cujos exemplos típicos são as articulações do ombro 
e do quadril. 
Classificação morfológica das articulações sinoviais 
O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfí-
cies articulares. Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto, existem divergências 
entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações, mas também quanto à 
denominação dos tipos. De acordo com a Terminologia anatômica, os tipos morfológicos de articula-
ções sinoviais são: 
Plana, na qual as superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas, permitindo deslizamento 
de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. A articulação acromioclavicular (entre o acrô-
mio da escápula e a clavícula) é um exemplo. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais 
mas nas articulações planas ele é discreto, fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante 
reduzida. Entretanto, deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre vários ossos articulados 
permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. É isto que ocorre, por exemplo, nas articu-
lações entre os ossos curtos do carpo e do tarso. 
Gínglimo, ou dobradiça, sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e exten-
são) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. A articulação do cotovelo é um 
bom exemplo de gínglimo e a simples observação mostra como a superfície articular do úmero, que 
entra em contato com a ulna, apresenta-se em forma de carretel. Todavia, as articulações entre as 
falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a 
um carretel. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. 
Realizando apenas flexão e extensão, as articulações sinoviais do tipo gínglimo são mono-axiais. 
Trocóide, na qual, as superfícies articulares são segmentos de cilindro e, por esta razão, cilindróides 
talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem rotação e seu 
eixo de movimento, único, é vertical: são mono-axiais. Um exemplo típico é a articulação rádio-ulnar 
proximal (entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do ante-
braço. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e, na supinação, rotação lateral. Na posição 
de descrição anatômica o antebraço está em supinação. 
Condilar, cujas superfícies articulares são de forma elíptica. Elipsóide seria talvez um termo mais ade-
quado. Estas articulações permitem flexão, extensão, abdução e adução, mas não a rotação. Pos-
suem dois eixos de movimento, sendo portanto bi-axiais. A articulação rádio-carpal (ou do punho) é 
um exemplo. Outros são a articulação temporomandibular (ATM) e as articulações metacarpofalângi-
cas. 
Selar, na qual a superfície articularde uma peça esquelética tem a forma de sela, apresentando con-
cavidade num sentido e convexidade em outro, e se encaixa numa segunda peça onde convexidade 
e concavidade apresentam-se no sentido inverso da primeira. A articulação carpo-metacárpica do po-
legar é exemplo típico. É interessante notar que esta articulação permite flexão, extensão, abdução, 
adução e rotação (conseqüentemente, também circundução) mas é classificada como bi-axial. O fato 
é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possí-
vel com a combinação dos outros movimentos. 
Esferóide, que apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em re-
ceptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser movimentado em qualquer dire-
ção, é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Este tipo de articulação permite mo-
vimentos em torno de três eixos, sendo portanto, tri-axial. Assim, a articulação do ombro (entre o 
úmero e a escápula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de fle-
xão, extensão, adução, abdução, rotação e circundução. 
Complexidade De Organização 
Quando apenas dois ossos entram em contato numa articulação sinovial diz-se que ela é simples (por 
exemplo, a articulação do ombro); quando três ou mais ossos participam da articulação ela é denomi-
nada composta (a articulação do cotovelo envolve três ossos: úmero, ulna e rádio). 
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Inervação 
As articulações sinoviais são muito inervadas. Os nervos são derivados dos que suprem a pele adja-
cente ou os músculos que movem as articulações. 
As terminações nervosas sensíveis a dor são numerosas na membrana fibrosa da cápsula e nos liga-
mentos e são sensíveis ao estiramento e à torção destas estruturas. Contudo, o principal tipo de sen-
sibilidade é a propriocepção. 
Das terminações proprioceptoras da cápsula - fusos neurotendíneos - partem impulsos que interpre-
tados no sistema nervoso central informam sobre a posição relativa dos ossos da articulação, do grau 
e direção de movimento. 
Às vezes, essas informações são inconscientes, e atuam ao nível da medula espinal para controle 
dos músculos que agem sobre a articulação. 
Miologia 
Miologia é a parte da anatomia que estuda os músculos. O músculo estriado esquelético é constituído 
de fibras musculares diferenciadas e voltado especificamente para a função motora. 
Os movimentos voluntários nas mais diversas partes do corpo são produzidos pela contração muscu-
lar. Para a contração muscular gerar movimento as fibras musculares precisam estar organizadas em 
instrumentos mecânicos eficientes, permitindo que a força de contração de cada fibra muscular atue 
de forma conjunta. 
E o músculo com toda essa força de contração necessita de mecanismos de inserção altamente re-
sistentes para fixar-se nas estruturas que irão mover. Desta forma as fibras musculares serão reuni-
das em feixes e esses feixes musculares irão para formar a massa muscular.A camada de tecido con-
juntivo responsável por essa organização é o epimísio. 
Do epimísio saem septos delgados de tecido conjuntivo, o perimísio, que se dirige para o interior do 
músculo, separando o músculo em feixes. Cada feixe muscular possui inúmeras fibras musculares 
que são envolvidas e organizadas pelo endomísio. 
Envolvendo cada grupo muscular encontramos as fáscias musculares. São tecidos conjuntivos fibro-
sos que revestem os compartimentos musculares ou outros compartimentos do corpo. 
Elas formam uma bainha elástica que permite que as estruturas fiquem compartimentadas e que os 
grupos musculares deslizem suavemente sobre si. 
Em determinadas regiões as fascias sofrem um espessamento e passam a servir de estruturas de in-
serção muscular. Um exemplo é a fáscia lata que é inserção do músculo tensor da fáscia lata. 
O músculo possui estruturas especializadas na inserção muscular, são os tendões e as aponeuroses. 
Os tendões são fitas ou cordas de tecido conjuntivo fibroso bastante robusto e resistente, pratica-
mente inelásticos, de cor branca brilhosa. 
Quando um tendão desliza diretamente sobre o periósteo ele se encontra recoberto por uma estrutura 
em forma de bolsa, mais macia e bastante lubrificada, que permite que ele se mova com pouco atrito, 
essas estruturas em forma de bolsa são as bainhas tendíneas. 
A aponeurose é uma estrutura laminar e também é composta por tecido fibroso muito resistente, sua 
coloração é bastante brilhosa. A aponeurose permite uma inserção muscular bastante ampla, exem-
plo a aponeurose toracolombar. 
Os músculos correspondem por aproximadamente 40% do peso corporal total de um homem magro e 
variam amplamente de tamanho e forma. Existem também dois outros tipos de músculos: músculo 
estriado cardíaco e músculo liso, sendo estes objetos de estudo em um capítulo mais apropriado den-
tro da anatomia. 
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Os músculos do membro superior podem ser divididos para estudo, em: músculos do ombro, múscu-
los do braço, músculos do antebraço e músculos da mão. 
 
Músculos do Ombro 
Músculo Peitoral Maior 
Também pode ser considerado como músculo do tórax. Sua descrição detalhada já foi feita na ses-
são dos músculos do tórax. 
Origem: Clavícula, manúbrio e corpo do externo; cartilagens costais da 2ª a 6ª e bainha do m. reto 
abdominal 
Inserção: Crista do tubérculo maior do úmero 
Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais 
Ação: Rotação medial, flexão e adução do braço 
Músculo Peitoral Menor 
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Também considerado como músculo do tórax. Já descrito na sessão dos músculos do tórax. 
Origem: 2ª a 5ª costelas 
Inserção: Processo coracóide da escápula 
Inervação: Nervos peitorais mediais e laterais 
Ação: Anteversão do membro superior e auxilia na inspiração forçada 
Músculo Subclávio 
Também considerado como músculo do tórax. Já descrito na sessão dos músculos do tórax. 
Origem: 1ªcostela. 
Inserção: Extremidade acromial da clavícula 
Inervação: Nervo subclávio 
Ação: Estabiliza e abaixa a clavícula 
Músculo Subescapular 
É plano, grosso e triangular. Está situado na fossa escapular, ele passa pela face anterior da articula-
ção do ombro para se inserir no úmero. 
Origem: Face costal da escápula 
Inserção: Tubérculo menor do úmero 
Inervação: Nervo subescapular 
Ação: Rotação medial e adução do braço 
Músculo Deltóide 
É um músculo triangular formado por três porções. Está situado imediatamente sob a pele, recobrindo 
a cabeça do úmero. 
Origem: Clavícula, acrômio e espinha da escapula 
Inserção: Tuberosidade deltóidea 
Inervação: Nervo axilar 
Ação: Adução, abdução até 90º, rotação medial e rotação lateral do braço 
 
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Músculo Supra-espinhal 
É um músculo grosso, bipeniforme, com formato piramidal que ocupa toda a fossa supra-espinhal da 
escápula. 
Origem: Fossa supra-espinhal 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo Supra-escapular 
Ação: Rotação lateral e abdução até 90º do braço 
Músculo Infra-espinhal 
É plano, grosso e bipeniforme que adota um formato oblongotriangular. Ocupa quase que toda a 
fossa infra-espinhal da escápula. 
Origem: Espinha da escapula 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo Supra-escapular 
Ação: Rotação lateral, adução e abdução do braço 
 
Músculo Redondo Menor 
É cilíndrico e quadrangular. Fica situado na fossa infra-espinhal da escápula, por baixo e por trás do 
m. infra-espinhal. Em latim teres minor. 
Origem: Fossa infra-espinhal e margem lateral da escápula 
Inserção: Tubérculo maior 
Inervação: Nervo axilar 
Ação: Rotação lateral e adução do braço 
Músculo Redondo Maior 
É um músculo bastante robusto, levemente aplanado. Fica localizado na borda axilar da escápula, 
recoberto parcialmente pelo m. grande dorsal. Em latim teres major. 
Origem: Borda lateral e ânguloinferior da escapula 
Inserção: Crista do tubérculo menor 
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Inervação: Nervo subescapular 
Ação: Rotação medial e adução do braço 
Músculo Latíssimo do Dorso 
Também considerado como músculo do dorso. Foi descrito detalhadamente na sessão: músculos do 
dorso. 
Origem: T6 a L5, sacro, crista ilíaca e 3 ultimas costelas 
Inserção:Crista do tubérculo menor 
Inervação: Nervo tóracodorsal 
Ação: Adução, rotação medial e extensão do braço; adução da escápula 
Músculos Anteriores do Braço 
 
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Músculo Bíceps Braquial 
É um músculo cilíndrico, fusiforme e relativamente grosso. É formado por duas cabeças. Uma longa 
que se origina no tubérculo supraglenoidal da escápula e possui um tendão de origem maior e mais 
fino. Outra curta que se origina do processo coracóide da escápula e se localiza medialmente a ca-
beça longa. As duas cabeças se unem em um único tendão de inserção. 
Origem: Tubérculo supraglenoidal da escápula e processo coracóide da escápula 
Inserção: Tuberosidade do rádio 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Abdução, rotação medial, anteversão do braço; adução, flexão e supinação do antebraço 
Músculo Coracobraquial 
É plano, relativamente curto. Está recoberto pelo m. peitoral maior na região axilar anterior e cruza 
posteriormente o m. bíceps braquial ao caminhar para o úmero. 
Origem: Processo coracóide da escápula 
Inserção: Úmero, distal a crista do tubérculo maior 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Rotação medial, adução e anteversão do braço 
Músculo Braquial 
Tem formato plano de características fusiformes. Fica recoberto pelo m. bíceps braquial na região an-
terior do braço. 
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Origem: Terço médio do úmero 
Inserção: Tuberosidade da ulna 
Inervação: Nervo musculocutâneo 
Ação: Flexão do antebraço 
Músculos Posteriores do Braço 
 
Espaço axilar lateral 
(** na legenda da figura acima) É o espaço delimitado pela cabeça longa do m. tríceps braquial, borda 
superior do tendão do m. redondo maior, escapula e úmero. Por esse espaço, também conhecido 
como quadrilátero de Velpeau, passam o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero. 
Músculo Tríceps Braquial 
Ocupa toda face posterior do braço. É formado por três porções de origem distintas que se unem em 
um tendão comum para se inserir na ulna. 
Origem: Tubérculo infraglenoidal, lábio glenoidal, face posterior do úmero 
Inserção: Olecrano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Adução e extensão do braço; extensão do antebraço 
Músculo Ancôneo 
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É um músculo plano e triangular situado na face posterior do cotovelo. Parece ser uma continuação 
do m. tríceps braquial. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Face posterior da ulna 
Inervação: Nervo Radial 
Ação: Extensão do antebraço 
Músculos Anteriores do Antebraço 
Músculo Pronador Redondo 
É um músculo quadrangular que está situado no plano superficial da região anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e face medial da ulna 
Inserção: 1/3 médio do rádio, lateralmente 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão e pronação 
 
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Músculo Flexor Radial do Carpo 
É um músculo plano, largo e semipeniforme. Está situado entre o m. pronador redondo e o m. palmar 
longo. 
Origem: Epicôndilo medial 
Inserção: II metacarpiano 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão, pronação e abdução da mão 
Músculo Palmar Longo 
É um músculo fusiforme, estreito, situado superficialmente na face anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero 
Inserção: Aponeurose palmar 
Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão palmar 
Músculo Flexor Superficial dos Dedos 
É plano, fusiforme na porção lateral e peniforme na porção medial. Está localizado na 2º camada 
muscular da região anterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e face anterior do rádio 
Inserção: Falanges médias do 2º ao 5º dedo 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Inervação: Nervo mediano 
Ação: Flexão, abdução e adução dos dedos 
Músculo Flexor Ulnar do Carpo 
É um músculo plano que se estende superficialmente pela face antero-lateral de todo o antebraço. 
Origem: Epicôndilo medial do úmero e olecrano 
Inserção: Pisiforme, dos do V metacarpiano e hamato 
Inervação: Nervo ulnar 
Ação: Flexão e abdução da mão 
Músculo Flexor Profundo dos Dedos 
É um músculo fusiforme que se divide em quatro tendões. Está recoberto pelo m. superficial dos de-
dos. Sua visualização requer ressecção das camadas musculares superficiais. 
Origem: Face anterior da ulna e membrana interóssea 
Inserção: Falange distal do 2º ao 5º dedo 
Inervação: Nervo ulnar e Nervo mediano 
Ação: Flexão palmar e adução da mão 
Músculo Flexor Longo do Polegar 
Está situado no mesmo plano muscular do m. flexor profundo dos dedos. Ele é peniforme e possui 
formato triangular. 
Origem: Epicôndilo medial e face anterior do rádio 
Inserção: Falange distal do polegar 
Inervação Nervo medial 
Ação: Flexão palmar e adução da mão 
Músculo Pronador Quadrado 
Como o nome já diz é um músculo de formato quadrangular. Está situado no plano muscular mais 
profundo desta região, próximo a articulação radioulnar distal. 
Origem: Quarto distal da margem anterior da ulna 
Inserção: Quarto distal da margem anterior do rádio 
Inervação: Nervo interósseo anterior 
Ação: Pronação 
Músculos Laterais do Antebraço 
Músculo Braquiorradial 
É plano, amplo em sua parte proximal e vai se afinando ao dirigir-se para o punho. È o músculo mais 
superficial da região lateral do antebraço. 
Origem: Crista supracondilar do úmero 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Inserção: Processo estilóide do rádio 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Flexão, pronação e supinação da mão 
Músculo Extensor Radial Longo do Carpo 
É um músculo curto e fusiforme que possui um grande tendão. Está situado parcialmente abaixo do 
m. braquiorradial. 
Origem: Úmero 
Inserção: Base do II metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Flexão, pronação e supinação da mão 
Músculo Extensor Radial Curto do Carpo 
É plano e carnoso, situado na transição da região lateral para posterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Base do III metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Dorso flexão e abdução da mão 
Músculos Dorsais do Antebraço 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Músculo Extensor dos Dedos 
É largo e fusiforme, se divide em quatro tendões ao se aproximar do punho. Está situado no plano su-
perficial da face posterior do antebraço. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Aponeurose do 2º ao 5º dedo 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão e dorso flexão dos dedos 
Músculo Extensor do Dedo Mínimo 
É um músculo plano e estreito que fica situado medialmente ao m. extensor dos dedos. Por vezes 
suas fibras se confundem com as fibras desse músculo. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Aponeurose dorsal do 5º dedo 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão e dorso flexão do dedo mínimo 
Músculo Extensor Ulnar do Carpo 
É um músculo fusiforme que fica situado medialmente ao m. extensor do dedo mínimo. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Origem: Epicôndilo lateral do úmero e face posterior da ulna 
Inserção: Face dorsal do V metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão, dorso flexão e abdução da mão 
Músculo Supinador 
É plano, quadrangular e está situado no plano profundo da região posterior do antebraço. Recobre o 
terço proximal do rádio como uma faixa. 
Origem: Epicôndilo lateral do úmero 
Inserção: Face anterior do rádio 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Supinação 
Músculo Extensor Longo do Polegar 
É um músculo fusiforme, localizadono plano profundo da região posterior do antebraço e que fica re-
coberto pelo m. extensor dos dedos. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Falange distal do polegar 
Inervação: Nervo radial. Ação: Abdução, adução e extensão do polegar 
Músculo Extensor do Indicador 
É um músculo fusiforme e bastante estreito. Está situado medialmente ao m extensor longo do pole-
gar. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Aponeurose dorsal do indicador 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão do indicador 
Músculo Abdutor Longo do Polegar 
É um músculo fusiforme, está situado na margem lateral da face posterior do antebraço. 
Origem: Face posterior da ulna 
Inserção: Base do I metacarpiano 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Abdução do polegar e da mão 
Músculo Extensor Curto do Polegar 
Está situado medialmente ao m. abdutor longo do polegar. Suas fibras correm paralelamente às fibras 
deste músculo. 
Origem: Face posterior do rádio 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Inserção: Falange proximal do polegar 
Inervação: Nervo radial 
Ação: Extensão do polegar e abdução da mão 
Neuroanatomia 
Neuroanatomia é o ramo da ciência responsável pelo estudo de estruturas anatômicas complexas do 
sistema nervoso central e periférico. Esta grande área está responsável pelas delineações das regi-
ões cerebrais bem como a diferenciação destas estruturas relacionando todo o conhecimento estrutu-
ral ao seu funcionamento. Apesar de ser uma disciplina específica, ela se origina de grandes áreas 
como a neurociência, que é a parte da ciência que descreve o estudo do sistema nervoso central tais 
como suas estruturas, funções, mecanismos moleculares, aspectos fisiológicos e responsável tam-
bém por compreender as doenças do sistema nervoso. 
Historicamente os estudos neuroanatômicos não eram bem delimitados quanto a especificidade de 
cada pesquisador, portanto, os estudos eram feito por pesquisadores de diversas áreas sendo muito 
comum estes cientistas estudarem órgãos diferentes de forma praticamente simultânea. 
Com o desenvolvimento da ciência e a especialização de diversas áreas da medicina, os estudos 
passaram a ser delimitados por regiões, passando a neuroanatomia ser uma área de estudo indepen-
dente da biologia anatômica ou de qualquer outra área. Diversos pesquisadores colaboraram com in-
vestigações exaustivas a fim de descrever as funções de áreas distintas do encéfalo, bem como ca-
racterizar a funcionalidade de diversas vias do sistema nervoso. Atualmente a neuroanatomia é uma 
especialização da disciplina de anatomia cuja área doa conhecimentos específicos aos campos de 
neurociências. 
Seu conhecimento fundamenta bases de diferenciação entre os animais, caracterização funcional de 
diferentes vias. Os diversos especialistas em neuroanatomia desenvolveram através desta área con-
ceitos importantes por meio de análise de traumas localizados em distintas regiões cerebrais, levando 
ao entendimento de funções específicas. 
A neuroanatomia é estudada a níveis macroscópicos, ou seja, estudada em níveis visíveis ao olho nu 
como mostrado na figura 1, e também a níveis microscópicos, sendo necessário nestes casos, a utili-
zação de microscopia eletrônica ou óptica (figura 2). 
 
Figura 2: Neurônios do córtex cerebral visualizados com microscópio. 
Livros de neuroanatomia relacionam as estruturas macroscópicas ás estruturas microscópicas forne-
cendo bases conceituais e estabelecendo a construção do conhecimento de aspectos funcionais do 
cérebro a estas estruturas. Como um exemplo descrevendo estruturas como o mesencéfalo, ponte, 
bulbo e ligando essas estruturas as suas funções e seu desenvolvimento com o passar dos anos. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A matéria de neuroanatomia é lecionada em universidades e cursos técnicos afim de fornecer aos for-
mandos conhecimentos básicos do sistema nervoso humano, bem como relacionar aos cuidados 
prestados por diferentes profissionais do ramo. 
O estudo da neuroanatomia é obrigatório e fundamental para um bom entendimento e exercício da 
atividade médica, principalmente, da área de neurocirurgia, e para diversos profissionais da saúde 
dentre eles, farmacêuticos, fisioterapeutas, radiologistas, enfermeiros entre outros. 
Atualmente são utilizados exames de ressonância magnética funcional para a correlação das estrutu-
ras ás atividades funcionais em diferentes atividades do cotidiano. A utilização desta técnica tem per-
mitido a ciência entender como as áreas cerebrais estão conectadas entre si, e como elas são ativa-
das em determinados estímulos, esses aspectos são de fundamental importância e têm contribuído 
muito para o avanço das áreas de neurologia e neurociências. 
Sistema Respiratório 
 
A função do sistema respiratório é facultar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, 
assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabóli-
cas, e em contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas 
reações e que são representadas pelo gás carbônico. 
Este sistema é constituído pelos tratos (vias) respiratórios superior e inferior. O trato respiratório supe-
rior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz externo, cavidade nasal, faringe, 
laringe e parte superior da traqueia. O trato respiratório inferior consiste em órgãos localizados na ca-
vidade torácica: parte inferior da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. As camadas 
das pleura e os músculos que formam a cavidade torácica também fazem parte do trato respiratório 
inferior.O intercâmbio dos gases faz-se ao nível dos pulmões, mas para atingi-los o ar deve percorrer 
diversas porções de um tubo irregular, que recebe o nome conjunto de vias aeríferas. 
As vias aeríferas podem ser divididas em: NARIZ, FARINGE, LARINGE, TRAQUEIA, BRÔNQUIOS e 
PULMÕES. 
NARIZ 
O nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua parte exterior denominada nariz 
externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal. 
O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior e cuja a face posterior se 
ajusta verticalmente no 1/3 médio da face. 
As faces laterais do nariz apresentam uma saliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz. 
O ar entra no trato respiratório através de duas aberturas chamadas Narinas. Em seguida, flui pelas 
cavidades nasais direita e esquerda, que estão revestidas por mucosa respiratória. O septo nasal se-
para essas duas cavidades. Os pelos do interior das narinas filtram grandes partículas de poeira que 
podem ser inaladas. Além disso, a cavidade nasal contêm células receptoras para o olfato. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz, ela é subdividida em dois com-
partimentos um direito e outro esquerdo. Cada compartimento dispõe de um orifício anterior que é 
a Narina e um posterior denominado Coana. As Coanas fazem a comunicação da cavidade nasal 
com a faringe. É na cavidade nasal que o ar torna-se condicionado, ou seja, é filtrado, umedecido e 
aquecido. 
 
 
Na parede lateral da cavidade nasal encontramos as Conchas Nasais (cornetos) que são divididas 
em Superior, Média e Inferior. 
Parede Lateral Do Nariz 
 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/conaas.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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O esqueleto ósseo do nariz é formado pelo osso frontal, ossos nasais e maxilares. 
A cavidade nasal contêm várias aberturas de drenagem, pelas quais o muco dos seios paranasais é 
drenado. Os Seios Paranasaiscompreendem os seios maxilares, frontal, etmoidal e o esfenoidal. 
 
Seios Paranasais ou Seios da Face – Vistas Lateral e Anterior 
 
A faringe é um tubo que começa nas coanas e estende-se para baixo no pescoço. Ela se situa logo 
atrás das cavidades nasais e logo a frente àsvértebras cervicais. Sua parede é composta de múscu-
los esqueléticos e revestida de túnica mucosa. A faringe funciona como uma passagem de ar e ali-
mento.A faringe é dividida em três regiões anatômicas: Nasofaringe, Orofaringe e Laringofaringe. 
A porção superior da faringe, denominada parte nasal ou Nasofaringe, tem as seguintes comunica-
ções: duas com as coanas, dois óstios faríngeos das tubas auditivas e com a orofaringe. 
A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tuba auditiva, que por sua 
vez conecta a parte nasal da faringe com a cavidade média timpânica do ouvido. 
A parte intermediária da faringe, a Orofaringe, situa-se atrás da cavidade oral e estende-se do palato 
mole até o nível do hioide. A parte da orofaringe tem comunicação com a boca e serve de passagem 
tanto para o ar como para o alimento. 
A Laringofaringe estende-se para baixo a partir do osso hioide, e conecta-se com o esôfago (canal 
do alimento) e anteriormente com a laringe (passagem de ar). Como a parte oral da faringe, a laringo-
faringe é uma via respiratória e também uma via digestória. 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/seios.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Faringe – Vista Lateral 
 
Faringe – Vista Posterior 
 
Laringe 
A laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traqueia. Ela se situa na linha mediana do 
pescoço, diante da quarta, quinta e sexta vértebra cervicais. 
A Laringe tem três Funções: 
 Atua como passagem para o ar durante a respiração; 
 Produz som, ou seja, a voz (por esta razão é chamada de caixa de voz); 
 Impede que o alimento e objetos estranhos entrem nas estruturas respiratórias (como a traqueia). 
A laringe desempenha função na produção de som, que resulta na fonação. Na sua superfície in-
terna, encontramos uma fenda antero-posterior denominada vestíbulo da laringe, que possui duas 
pregas: prega vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocais verdadeiras). 
 
A laringe é uma estrutura triangular constituída principalmente de cartilagens, músculos e ligamentos. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. Três são ímpares (Cartilagem Tireói-
dea, Cricoidea e Epiglótica) e três são pares (Cartilagem Aritenoidea, Cuneiforme e Cornicu-
lada). 
A Cartilagem Tireóidea consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior e lateral da laringe, 
é maior nos homens devido à influência dos hormônios durante a fase da puberdade. As margens 
posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em formas de estiletes grossos e curtos, deno-
minados cornos superiores e inferiores. 
Laringe – Vista Anterior Das Cartilagens 
 
A Cartilagem Cricoide localiza-se logo abaixo da cartilagem tireoide e antecede a traqueia. 
A Epiglote se fixa no osso hioide e na cartilagem tireoide. A epiglote é uma espécie de “porta” para o 
pulmão, onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já substâncias líquidas e só-
lidas não entram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esôfago. 
 Laringe – Vista Posterior Das Cartilagens 
 
A Cartilagem Aritenoide articula-se com a cartilagem cricoide, estabelecendo uma articulação do 
tipo diartrose. As cartilagens aritenoides são as mais importantes, porque influenciam as posições e 
tensões das pregas vocais (cordas vocais verdadeiras). 
A Cartilagem Corniculada situa-se acima da cartilagem aritenoide. 
A Cartilagem Cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente à cartilagem corniculada cor-
respondente, ligando cada aritenoide à epiglote. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Cartilagens – Cricoide, Aritenoide E Corniculada 
 
TRAQUEIA 
A traqueia é um tubo de 10 a 12,5 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Constitui um tubo que 
faz continuação à laringe, penetra no tórax e termina se bifurcando nos 2 brônquios principais. Ela se 
situa medianamente e anterior ao esôfago, e apenas na sua terminação, desvia-se ligeiramente para 
a direita. 
O arcabouço da traqueia é constituído aproximadamente por 20 anéis cartilagíneos incompletos para 
trás, que são denominados cartilagens traqueais. 
Internamente a traqueia é forrada por mucosa, onde abundam glândulas, e o epitélio é ciliado, facili-
tando a expulsão de mucosidades e corpos estranhos. 
Inferiormente a traqueia se bifurca, dando origem aos 2 brônquios principais:direito e esquerdo. 
A parte inferior da junção dos brônquios principais é ocupada por uma saliência antero-posterior que 
recebe o nome de carina da traqueia, e serve para acentuar a separação dos 2 brônquios. 
Traqueia – Vista Anterior 
 
BRÔNQUIOS 
Os brônquios principais fazem a ligação da traqueia com os pulmões, são considerados um direito e 
outro esquerdo. A traqueia e os brônquios extrapulmonares são constituídos de anéis incompletos de 
cartilagem hialina, tecido fibroso, fibras musculares, mucosa e glândulas. 
O brônquio principal direito é mais vertical, mais curto e mais largo do que o esquerdo. Como a tra-
queia, os brônquios principais contém anéis de cartilagem incompletos. 
Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada HILO. Ao atingirem os pulmões cor-
respondentes, os brônquios principais subdividem-se nos Brônquios Lobares. 
Os brônquios lobares subdividem-se em Brônquios Segmentares, cada um destes distribuindo-se a 
um segmento pulmonar. 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Os brônquios dividem-se respectivamente em tubos cada vez menores denominados Bronquíolos. 
As paredes dos bronquíolos contêm músculo liso e não possuem cartilagem. 
Os bronquíolos continuam a se ramificar, e dão origem a minúsculos túbulos denominados Ductos 
Alveolares. 
Estes ductos terminam em estruturas microscópicas com forma de uva chamados Alvéolos. 
Os alvéolos são minúsculos sáculos de ar que constituem o final das vias respiratórias. Um capilar 
pulmonar envolve cada alvéolo. 
A Função dos Alvéolos é trocar oxigênio e dióxido de carbono através da membrana capilar alvéolo-
pulmonar. 
 
Hematose – Troca De Gases 
 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/Nova-Imagem-bronquios.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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* Tabelas esquematizando os brônquios lobares e segmentares de cada pulmão. As imagens podem 
ser visualizadas a seguir. 
Segmentos Pulmonares – Vista Anterior 
 
Segmentos Pulmonares – Vista Posterior 
 
Brônquios Segmentares 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Pulmões 
Os pulmões são órgãos essenciais na respiração. São duas vísceras situadas uma de cada lado, no 
interior do tórax e onde se dá o encontro do ar atmosférico com o sangue circulante, ocorrendo então, 
as trocas gasosas (HEMATOSE). Eles estendem-se do diafragma até um pouco acima das clavículas 
e estão justapostos às costelas.O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo. Ele 
também é um pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. 
O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca.Cada pulmão têm uma forma 
que lembra uma pirâmide com um ápice, uma base, três bordas e três faces. 
 
 
Ápice do Pulmão: Está voltado cranialmente e tem forma levemente arredondada. Apresenta um 
sulco percorrido pela artéria subclávia, denominado sulco da artéria subclávia. No corpo, o ápice do 
pulmão atinge o nível da articulação esterno-clavicular 
Base do Pulmão: A base do pulmão apresenta uma forma côncava, apoiando-se sobre a face supe-
rior do diafragma. A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda que a do esquerdo (de-
vido à presença do fígado). 
Margens do Pulmão: Os pulmões apresentam três margens: uma Anterior, uma Posterior e 
uma Inferior. 
Bordas do Pulmão: A borda anterior é delgada e estende-se à face ventral do coração. A borda an-
terior do pulmão esquerdoapresenta uma incisura produzida pelo coração, a incisura cardíaca. A 
borda posterior é romba e projeta-se na superfície posterior da cavidade torácica. A borda inferior 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/Nova-Imagem-hematose.bmp?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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apresenta duas porções: (1) uma que é delgada e projeta-se no recesso costofrênico e (2) outra que 
é mais arredondada e projeta-se no mediastino 
Peso: Os pulmões tem em média o peso de 700 gramas. 
Altura: Os pulmões tem em média a altura de 25 centímetros. 
Faces: O pulmão apresenta três faces: 
 
a) Face Costal (face lateral): é a face relativamente lisa e convexa, voltada para a superfície interna 
da cavidade torácica. 
b) Face Diafragmática (face inferior): é a face côncava que assenta sobre a cúpula diafragmática. 
c) Face Mediastínica (face medial): é a face que possui uma região côncava onde se acomoda o 
coração. Dorsalmente encontra-se a região denominada hilo ou raiz do pulmão. 
Divisão: Os pulmões apresentam características morfológicas diferentes. 
O Pulmão Direito apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas fissuras. Uma fissura 
obliqua que separa lobo inferior dos lobos médio e superior e uma fissura horizontal, que separa o 
lobo superior do lobo médio. 
O Pulmão Esquerdo é dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura oblíqua. Ante-
riormente e inferiormente o lobo superior do pulmão esquerdo apresenta uma estrutura que repre-
senta resquícios do desenvolvimento embrionário do lobo médio, a língula do pulmão. 
Cada lobo pulmonar é subdividido em segmentos pulmonares, que constituem unidades pulmonares 
completas, consideradas autônomas sob o ponto de vista anatômico. 
Pulmão Direito 
* Lobo Superior: apical, anterior e posterior 
* Lobo Médio: medial e lateral 
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior, basal posterior, basal medial e basal lateral 
Pulmão Esquerdo 
* Lobo Superior: apicoposterior, anterior, lingular superior e lingular inferior 
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior, basal posterior, basal medial e basal lateral 
Pulmões – Lobos E Fissuras 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Pleuras: 
 
A superfície externa de cada pulmão e a parede interna da caixa torácica são revestidos por uma 
membrana serosa dupla, chamada pleura. A membrana na superfície externa de cada pulmão é de-
nominada Pleura Visceral, e a que reveste a parede da cavidade torácica é chamada Pleura Parie-
tal. 
Entre as pleuras visceral e parietal encontra-se um pequeno espaço, a Cavidade Pleural, que con-
tém pequena quantidade de líquido lubrificante, secretado pelas túnicas. Esse líquido reduz o atrito 
entre as túnicas, permitindo que elas deslizem facilmente uma sobre a outra, durante a respiração. 
Hilo do Pulmão: 
A região do hilo localiza-se na face mediastinal de cada pulmão sendo formado pelas estruturas que 
chegam e saem dele, onde temos: os Brônquios Principais, Artérias Pulmonares, Veias Pulmona-
res, Artérias e Veias Bronquiais e Vasos Linfáticos. 
Os brônquios ocupam posição caudal e posterior, enquanto que as veias pulmonares são inferiores e 
anteriores. A artéria pulmonar ocupa uma posição superior e mediana em relação a essas duas estru-
turas. A raiz do pulmão direito encontra-se dorsalmente disposta à veia cava superior. A raiz do pul-
mão esquerdo relaciona-se anteriormente com o Nervo Frênico. Posteriormente relaciona-se com o 
Nervo Vago. 
Hilo Pulmonar Direito 
https://www.auladeanatomia.com/novosite/wp-content/uploads/2015/11/pulmoessssssssssssssssssss.jpg?x73185
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Hilo Pulmonar Esquerdo 
 
Sistema Cardiovascular 
A função básica do sistema cardiovascular é a de levar material nutritivo e oxigênio às células. O sis-
tema circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído por tubos, que 
são chamados vasos, e por uma bomba percussora que tem como função impulsionar um líquido cir-
culante de cor vermelha por toda a rede vascular. 
 
 
O sistema cardiovascular consiste no Sangue, no Coração e nos Vasos Sanguíneos. Para que o san-
gue possa atingir as células corporais e trocar materiais com elas, ele deve ser, constantemente, pro-
pelido ao longo dos vasos sanguíneos. O coração é a bomba que promove a circulação de sangue 
por cerca de 100 mil quilômetros de vasos sanguíneos. 
Circulação Pulmonar e Sistêmica: 
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
 
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Circulação Pulmonar – leva sangue do ventrículo direito do coração para os pulmões e de volta ao 
átrio esquerdo do coração. Ela transporta o sangue pobre em oxigênio para os pulmões, onde ele li-
bera o dióxido de carbono (CO2) e recebe oxigênio (O2). O sangue oxigenado, então, retorna ao lado 
esquerdo do coração para ser bombeado para circulação sistêmica. 
Circulação Sistêmica – é a maior circulação; ela fornece o suprimento sanguíneo para todo o orga-
nismo. A circulação sistêmica carrega oxigênio e outros nutrientes vitais para as células, e capta dió-
xido de carbono e outros resíduos das células. 
 
Estruturas do Sistema Cardiovascular 
• Sangue 
• Coração 
• Vasos Sanguíneos 
• Sistema Arterial 
• Sistema Venoso 
Neurofisiologia 
A neurofisiologia é um ramo da fisiologia que tem como objeto de estudo o funcionamento do sistema 
nervoso. Faz parte do campo científico denominado neurociência. 
Relaciona-se com a eletrofisiologia, neuroanatomia, neurobiologia, neuroendocrinologia e neuroimu-
nologia; contribuindo para ciências médicas aplicadas como a neurologia e neurofisiologia clínica. 
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