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da lei nova, mas sim mera expectativa de direito, não se transforma em direito adquirido 
sob o regime da lei nova, pois esta não se aplica a situação objetiva constituída sob a 
vigência da lei anterior. Quanto ao regime jurídico, é pacífica a jurisprudência o STF no 
sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, de forma que a alteração do 
regime é lícita, mesmo se vier a trazer prejuízos ao agente, não havendo que se falar em 
retorno ao regime anterior. 
 
14) O que é o princípio da restritividade? 
Resposta: 
O Princípio da Restritividade é um dos cânones do direito administrativo. José Cretella 
Júnior nos ensina que: ―O agente do Estado pode fazer apenas o que a norma jurídica o 
autoriza de modo expresso, ao passo que o cidadão comum pode fazer tudo o que não 
seja proibido por lei‖. Vê-se, portanto, que o principio da restritividade confunde-se 
com o princípio da legalidade administrativa, onde não predomina a noção de liberdade 
ou autonomia privada. A lei, portanto, cumpre um papel positivo, no sentido de que não 
será somente o limite, mas também a sua fonte. A falta de norma jurídica primária tra-
tando de um determinado comportamento não significará liberdade, como no Direito 
Privado, mas restrição, proibição. A noção de ilícito não significará somente a prática de 
uma ação que esteja legalmente proibida, mas também daquela que não esteja permitida 
por meio de preceitos legais. Como resumiu Hely Lopes Meirelles: ―Enquanto no Direi-
to Privado se pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, no Direito Administrativo 
somente se pode fazer o que a lei permite‖. O princípio da legalidade tem, portanto, um 
conteúdo muito mais restritivo para a Administração do que a legalidade geral aplicável 
à conduta dos particulares. 
 
15) Princípio da Proporcionalidade e da Razoabilidade. Discorrer. 
Resposta: 
Aqui me recorro aos ensinamentos de Humberto Ávila, que não denomina proporciona-
lidade e razoabilidade de princípios, mas de postulados normativos, normas de segundo 
grau, normas sobre aplicação de normas, ou metanormas. Para ele, a razoabilidade é 
usada em vários sentidos, mas três acepções se destacam: primeira, como diretriz que 
exige a relação das normas gerais com as individualidades do caso concreto; segunda, 
como diretriz que exige uma vinculação das normas jurídicas com o mundo ao qual elas 
fazer referência, reclamando suporte empírico e adequado e congruência entre a medida 
adotada e o fim que ela pretende atingir; terceiro, como diretriz que exige a relação de 
equivalência entre duas grandezas. Razoabilidade como equidade, como equivalência e 
como congruência, são as três acepções principais. A razoabilidade não faz referência a 
uma relação de causalidade entre um meio e um fim, tal como o postulado da propor-

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