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994 da lei nova, mas sim mera expectativa de direito, não se transforma em direito adquirido sob o regime da lei nova, pois esta não se aplica a situação objetiva constituída sob a vigência da lei anterior. Quanto ao regime jurídico, é pacífica a jurisprudência o STF no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, de forma que a alteração do regime é lícita, mesmo se vier a trazer prejuízos ao agente, não havendo que se falar em retorno ao regime anterior. 14) O que é o princípio da restritividade? Resposta: O Princípio da Restritividade é um dos cânones do direito administrativo. José Cretella Júnior nos ensina que: ―O agente do Estado pode fazer apenas o que a norma jurídica o autoriza de modo expresso, ao passo que o cidadão comum pode fazer tudo o que não seja proibido por lei‖. Vê-se, portanto, que o principio da restritividade confunde-se com o princípio da legalidade administrativa, onde não predomina a noção de liberdade ou autonomia privada. A lei, portanto, cumpre um papel positivo, no sentido de que não será somente o limite, mas também a sua fonte. A falta de norma jurídica primária tra- tando de um determinado comportamento não significará liberdade, como no Direito Privado, mas restrição, proibição. A noção de ilícito não significará somente a prática de uma ação que esteja legalmente proibida, mas também daquela que não esteja permitida por meio de preceitos legais. Como resumiu Hely Lopes Meirelles: ―Enquanto no Direi- to Privado se pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe, no Direito Administrativo somente se pode fazer o que a lei permite‖. O princípio da legalidade tem, portanto, um conteúdo muito mais restritivo para a Administração do que a legalidade geral aplicável à conduta dos particulares. 15) Princípio da Proporcionalidade e da Razoabilidade. Discorrer. Resposta: Aqui me recorro aos ensinamentos de Humberto Ávila, que não denomina proporciona- lidade e razoabilidade de princípios, mas de postulados normativos, normas de segundo grau, normas sobre aplicação de normas, ou metanormas. Para ele, a razoabilidade é usada em vários sentidos, mas três acepções se destacam: primeira, como diretriz que exige a relação das normas gerais com as individualidades do caso concreto; segunda, como diretriz que exige uma vinculação das normas jurídicas com o mundo ao qual elas fazer referência, reclamando suporte empírico e adequado e congruência entre a medida adotada e o fim que ela pretende atingir; terceiro, como diretriz que exige a relação de equivalência entre duas grandezas. Razoabilidade como equidade, como equivalência e como congruência, são as três acepções principais. A razoabilidade não faz referência a uma relação de causalidade entre um meio e um fim, tal como o postulado da propor-