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Tecnologia do sémen 
Por: Professora Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Características do sémen Touro Carneiro Varrasco Cavalo Coelho 
Volume do ejaculado (ml) 5-8 0,8-1,2 150-200 60-100 0,4-0,6 
C. espermática (milhões/ml) 800-2000 2000-3000 200-300 150-300 50-350 
Esperma/ejaculado (biliões) 5-15 1,6-3,6 30-60 5-15 0,03 
Motilidade espermática (%) 40-75 60-80 50-80 40-75 80 
Formas normais (%) 65-95 80-95 70-90 60-90 80 
pH 6,4-7,8 5,9-7,3 7,3-7,8 7,2-7,8 6,6-7,5 
Ejaculações/semana 4 20 3 3 6 
 
Padrões de classificação mínimos da “possível fertilidade” dos touros, carneiros, 
porcos, cavalos e coelhos são os seguintes 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Esquema representativo do processo de Espermatogénese. Adaptado de 
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/nucleo15.php. 
Recolha de Sémen 
• Vagina artificial 
 
• Método de eleição. 
• Necessário treino- 6-10meses (ovinos). 
• Adaptação ao meio 
• Adaptação ao operador 
• Fémea dócil- ou tratada com estrogénios 
• Tronco de contensão 
 
Teresa Montenegro Correia 
Preparação da vagina artificial 
 
• Encher a camisa externa com água de 
forma a obter 45º. 
• Introduzir ar na válvula para 
incrementar a pressão do ar. 
• Lubrificar com gel não espermicida. 
• Usar uma vagina para cada macho. 
Teresa Montenegro Correia 
Recolha de sémen 
Tronco de contensão da fêmea para 
recolha de sémen. 
Recolha de sémen em vagina 
artificial. Teresa Montenegro Correia 
Recolha de sémen com electro ejaculador 
 
• Deveremos usar quando: 
 
• Os animais não são dóceis. 
• Pouca líbido 
 
• Animais com alguns problemas 
• físicos. 
 
• Animais não treinados. 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Parâmetros Garanhão Touro Carneiro Varrasco 
Idade 2 anos 1 ano 9 meses 1 ano 
Utilização inicial Cobrições 
semanais 
1 1-2 ocasional 3 
Nº de fêmeas por 
época 
15-20 5-10 
Idade 3 anos 1 ano 
Adolescentes Cobrições 
semanais 
2 
Nº de fêmeas por 
época 
40-50 até 15 25-30 
Adultos Cobrições 5-6 semanais 3-4 semanais 3 diárias 1 diária 
Nº de fêmeas por 
época 
80 25-40 100/2-3 machos 
Possível esquema de utilização dos machos como reprodutores 
Teresa Montenegro Correia 
Electro ejaculação 
 
• A electro ejaculação está baseada na aplicação rítmica de um estímulo elétrico 
por via transretal estimulando o sistema nervoso autónomo e somático, que 
conduz á obtenção de secreções das glândulas acessórias e finalmente á 
ejaculação. 
Teresa Montenegro Correia 
Avaliação do sémen 
Volume 
concentração 
Mobilidade 
Viabilidade 
Funcionalidade 
espermática 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Cuidados com o material utilizado 
• Todo o material usado e meios de diluição devem estar a 37º para evitar a 
morte dos espermatozoides por choque térmico. 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Análise de rotina 
• Volume e aspeto 
- O volume pode variar entre (0,8-
1,5)ml. 
- Branco leitoso 
- Tonalidade avermelhada indica 
contaminação. 
- Odor 
- Viscosidade 
- pH 
 
Teresa Montenegro Correia 
Concentração 
• Câmaras de contagem 
 
• Para fazer a contagem dos 
espermatozoides, diluímos o sémen cerca 
de 2000 vezes. 
• Se usarmos água matamos os 
espermatozoides, o que nos dá jeito para 
os contar. 
• Normalmente os ejaculados têm cerca de 
2 000 a 7000 milhões por ml. 
Teresa Montenegro Correia 
Avaliação da mobilidade 
• Devemos diluir 100 vezes, o sémen 
para avaliar a mobilidade de (0-
100%). Lâminas aquecidas e porta-
objetos aquecidos. 
• Como varia muito de operador para 
operador, hoje em dia usam-se os 
sistemas computorizados para fazer 
essa avaliação. “Sistema Casa”. 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Viabilidade 
• Para avaliar a viabilidade de uma forma rigorosa teríamos que usar técnicas como 
a fecundação in vitro (FIV), para estimar o nº de espermatozoides que se uniriam 
ao oócito . Nas análises de rotina apenas se utiliza a integridade da membrana e 
do acrossoma. Usam-se corantes não fluorescentes e fluorescentes. 
Teresa Montenegro Correia 
Corantes mais usados 
• Não fluorescentes 
• Azul “Tripán” e eosina. São corantes que não podem penetrar no interior da célula 
se a membrana está intacta, por isso só ficam coloridos os espermatozoides com 
membrana danificada. No caso da eosina pode-se combinar com a nigrosina, que 
só serve para dar contraste, já que o funda da preparação fica preto e permite 
visualizar também os que não foram tingidos (deveremos fazer um diluição de 
1/100 Se virmos com objetiva de emersão 100X podemos observar o acrossoma. 
Teresa Montenegro Correia 
Teresa Montenegro Correia 
Corantes Fluorescentes 
• Microscópio de fluorescências com filtros específicos, adaptados aos 
comprimentos de onda de excitação e emissão de cada corante. 
• O mais usado é o iodeto de propídio. Entra em membranas danificadas e tem 
afinidade pelo DNA. 
Teresa Montenegro Correia 
Técnicas não baseadas em corantes 
• Outra forma de avaliar a integridade da membrana plasmática, neste caso só 
aplicado a espermatozoides chamado HOS (hipoosmotic swelilng, test). Consiste 
em pôr em contacto com as células um meio hiposmótico (citrato de sódio 25mM 
e frutose a 75mM; mOsm/l), de modo que as tenham a sua membrana intacta 
responderão captando água, e por isso incham, levando a uma torção do flagelo. 
As que têm a membrana danificada não respondem. 
Teresa Montenegro Correia 
Análise da capacitação 
• . Durante a capacitação e a reacção acrossómica, produz-se uma série de 
alterações no espermatozóide, as quais podem ser avaliadas mediante 
diversas técnicas laboratoriais . Esta avaliação é muito importante, 
especialmente quando se pretende aplicar técnicas de fecundação in vitro 
(FIV). Estes métodos laboratoriais podem ser classificados em técnicas 
morfológicas (vesiculação, pode usar-se microscopia electrónca), de 
marcadores de membrana (Lecitinas, neoglucoconjugados e anticorpos), 
provas funcionais e outras (Vásquez, 1991). 
 
Teresa Montenegro Correia 
Determinação das alterações resultantes da 
capacitação e da reação do acrossómica 
Tem sido utilizada com frequência a observação de uma alteração fisiológica, 
facilmente encontrada e que está associada ao desenvolvimento da 
capacidade fertilizadora do SPZ, como é o caso da aparição da motilidade 
hiperativa, momentos após o SPZ ter sofrido a capacitação. Contudo, existem 
outros métodos, como sejam as técnicas de coloração e posterior 
observação dos espermatozoides num microscópio ótico ou eletrónico e as 
provas de fecundação in vitro (10). 
 
Teresa Montenegro Correia 
Provas de Funcionalidade FIV heteróloga 
Yanagimachi et al. , (1976 ) informaram que os oócitos nus 
(sem o cumulus oophorus e sem a membrana pelúcida) de 
hamster dourado podem ser penetrados pelos 
espermatozoides humanos capacitados, esta prova tem sido 
adaptada a outras espécies. 
Teresa Montenegro Correia 
Test do Hamster 
• O Test do Hamster realiza-se segundo a metodologia descrita por Yanagimachi et 
al. (1976). Após a obtenção dos oócitos, estes são tratados com hialuronidase e 
tripsina (a fim de se eliminar, respetivamente, o cumulus oophorus e a zona 
pelúcida). Posteriormente, os oócitos morfologicamente idóneos são submetidos a 
um co-cultivo junto com a amostra espermática, durante um período de 3 a 5 
horas). 
Teresa Montenegro Correia 
Continuação 
• Transcorrido este período de tempo, os oócitos são examinados sob um 
microscópio de contraste de fases. A presença de um só pronúcleo não é aceite 
como sinal de uma adequada penetração, dado que os oócitos de hamster podem 
ativar-se partenogeneticamente. 
• A visualização de cabeças descondensadas ou de pronúcleos masculinos, 
acompanhados da presença de flagelos no citoplasma, constituem sinaisde uma 
adequada penetração . 
Teresa Montenegro Correia 
Refrigeração e conservação do sémen 
• Quando se iniciou a IA, esta tinha de 
ser realizada pouco tempo após a 
colheita do sémen, uma vez que a 
sobrevivência dos SPZ fora do 
aparelho genital masculino se 
limitava a um curto período de 
tempo . Desta forma, a aplicação em 
grande escala da IA implicou o 
desenvolvimento de condições 
técnicas que permitissem preservar 
os SPZ por largos períodos de tempo. 
 
http://file.ranchodasamericas.com.br/Editor
/embriao_editada.jpg 
Teresa Montenegro Correia 
Refrigeração e conservação do sémen 
• Em nenhuma espécie, a motilidade espermática pós-congelação é 
superior a 50% (as lesões acrossómicas são muito frequentes). 
Logicamente, a sobrevivência destes SPZ, no aparelho genital feminino, 
reduz-se significativamente. Contudo, nos bovinos, a inseminação com 
20 milhões de SPZ que foram congelados resulta numa taxa de 
fertilidade semelhante à que se obtém com a monta natural ou com a 
inseminação de sémen fresco não diluído (taxas de não retorno, aos 60 
dias, próximas dos 80% e taxas de fertilidade aparente de 55-60%) 
 
Teresa Montenegro Correia 
Congelamento de sémen 
http://www.minitube.de/var/StorageMi
nitube/Produktbilder/13440-
0000_minitubes.jpg 
http://4.bp.blogspot.com/-
sDudFXqezcQ/UVrhYHf6xvI/AAAAAAAAAlw/-
3RaVHQKixI/s1600/img_1359-2.jpg 
Azoto líquido ou gelo seco 
Teresa Montenegro Correia 
Metodologia do congelamento do sémen 
• O plasma seminal, per se, confere uma proteção limitada aos SPZ face às variações 
de temperatura . Para ser armazenado a baixas temperaturas, é necessário 
misturar o sémen com diluidores especiais. 
• Os diluidores deverão reduzir a concentração de células espermáticas, fornecer um 
suplemento energético, estabilizar o pH, conferir um ambiente osmoticamente 
controlado e proteger os SPZ dos choques térmicos. 
 
Teresa Montenegro Correia 
O que devem conter os diluidores? 
• Sais 
• Substância tampão 
• Elementos nutritivos 
• Agentes bacterianos 
• Crioprotetor 
• Nota: O diluidor deverá ser preparado pouco tempo antes da colheita do sémen e 
deverá ser conservado no frigorífico, à temperatura de 4°C, até à altura da sua utilização 
 
Teresa Montenegro Correia 
Agentes salinos 
• A força iónica parece não ser um elemento crucial, uma vez que a fertilidade 
se mantém constante dentro de uma ampla margem de forças iónicas . A 
osmolaridade é importante, sendo a maioria dos diluidores hiperosmóticos 
(350-400 mOsmols/kg, antes da adição do crioprotetor) . 
• Esta hiperosmolaridade leva a uma desidratação das células espermáticas, 
antes de se dar início ao processo de congelação, o que constitui um 
fenómeno muito útil . 
 
Teresa Montenegro Correia 
Substância tampão 
• A substância tampão tem por função neutralizar as substâncias residuais, 
resultantes do metabolismo espermático. Em particular, deverá neutralizar o ácido 
láctico (7). 
• O citrato de sódio, diluído a 2,9%, é a substância com capacidade tamponizante 
mais utilizada. Também poderá ser utilizado o fosfato de sódio. 
 
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Porção nutritiva 
• Gema de ovo de galinha (proteção das membranas) 
 
• O leite, outra possível fonte de nutrientes para os SPZ; tem de ser fervido, durante 
10 minutos, à temperatura de 92-95°C, para que se dê a destruição das enzimas 
capazes de diminuir a sobrevivência dos SPZ. 
 
• Outras possíveis fontes de nutrientes são o leite de coco e a gema de ovo da pata. 
Teresa Montenegro Correia 
Bactericidas e outros aditivos 
• A utilização destes agentes, na constituição dos diluidores do sémen, tem a dupla 
função de destruir os microrganismos patogénicos (e de reduzir o metabolismo 
espermático . 
• Os agentes antibacterianos mais comuns são a penicilina e a estreptomicina 
(normalmente, são até utilizados em conjunto). 
 
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Crioprotetor 
• Para além dos crioprotetores já mencionados o glicerol é o mais 
usado em ovinos. Tem a vantagem de manter a água em dissolução 
e reduzir a sua temperatura de congelação, contrariando o stress 
osmótico. A concentração utilizada varia geralmente entre os 6 e os 
8%, podendo reduzir-se se se aumentar à gema de ovo. 
 
• Recomenda-se não adicionar maiores concentrações de glicerol, 
pois é tóxico, nem o devemos adicionar muito tempo antes de 
congelar o sémen. 
 
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Outros aditivos 
• Alguns estimulantes metabólicos, como é o caso da cafeína, parecem elevar a 
motilidade espermática, embora não afetem de modo significativo a fertilidade . 
 
• Enquanto que alguns trabalhos demonstram que a adição de prostaglandinas 
eleva a fertilidade do sémen de carneiro, outros trabalhos demonstram 
precisamente o contrário . 
Teresa Montenegro Correia 
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Teresa Montenegro Correia 
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Teresa Montenegro Correia 
Processo de Congelação 
• O processo de congelação realiza-se em duas 
etapas, refrigeração e a congelação 
propriamente dita. 
• Depois da termos diluído, parcialmente o 
sémen. 
• Refrigera-se até 5 ºC a uma velocidade de -
0,2 a -0,4ºC/minuto. Uma refrigeração a uma 
velocidade mais rápida diminui a mobilidade 
pós-descongelação dos espermatozoides. 
Adiciona-se a segunda fração do diluidor com 
o glicerol. Deveremos manter a esta 
temperatura 1-2 horas . 
Palhetas utilizadas no congelamento do 
sémen. 
Teresa Montenegro Correia 
Preparação de sémen congelado 
• De forma manual- vapores de azoto 
• De forma automatizada-biocongelador programável 
• Pastilhas- gelo seco (-80 e -95ºC) 
• Vantagens de congelação do sémen 
• Descongelar a 37ºC- 30segundos 
• a 50ºC-9 segundos 
• Após a descongelação, vamos ter que avaliar o lote (uma amostra por lote). 
 
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Lote para inseminação 
 
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Inseminação exo-vaginal 
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Inseminação intra-uterina 
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Observação da sincronização 
Teresa Montenegro Correia 
Inseminação intrauterina e exo- vaginal 
Teresa Montenegro Correia

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