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245 III. A África, após o colapso da URSS, conseguiu desen- volver democracias sedimentadas em acordos étnicos e, hoje, pouco sofre com questões sociais e econômi- cas, graças a um crescente distanciamento dos países europeus. a) I e II estão corretas. b) I e III estão corretas. c) II e III estão corretas. d) I, II e III estão corretas. 996. (Faculdade Cesgranrio RJ/2018) Em 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou a seguinte reportagem so- bre a guerra civil na Costa do Marfim, país africano co- lonizado pela França no passado. Nove soldados franceses e um civil americano foram mortos ontem em decorrência de bombardeios aéreos de forças rebeldes em Buaki, no norte da Costa do Mar- fim. (…) À noite, foram registrados tiroteios e explosões na capital, Yamoussoukro. O governo da França deci- diu enviar tropas à ex-colônia para proteger seus cida- dãos. Folha de São Paulo. São Paulo: 07 nov. 2004. Disponível em: . Acesso em: 4 maio, 2018. A matéria do jornal aponta que, a despeito dos proces- sos de independência das nações africanas, até os dias de hoje perdura a a) discriminação racial por parte dos países europeus b) ausência de cuidados com a África por parte da ONU c) fragilidade da soberania nacional nos países africanos d) pobreza disseminada nos países africanos colonizados e) política colonial de reserva de mercado às economias da Europa 997. (SANTA CASA/2018) Com a independência [dos países africanos], não houve uma revalorização da África tradicional? Houve. Sobretudo nos meios artísticos e intelectuais. Assistiu- se a um renascimento da música, da dança e do teatro tradicionais. A história do continente foi re- vista com entusiasmo. [...] Já a posição dos políticos foi na maioria dos casos con- traditória. Valorizavam as tradições e o passado. Mas como tradição e passado. (Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008.) A limitada valorização da África tradicional, pelos polí- ticos, pode ser explicada pela sua disposição de a) eliminar os resíduos da presença europeia no continente e integrar as economias nacionais ao mercado internacio- nal. b) eliminar as fronteiras nacionais e restabelecer formas e padrões de sociabilidade locais. c) estimular o artesanato local e extinguir os preconceitos étnicos e sociais impostos pelos colonizadores. d) ampliar a integração entre os povos africanos e evitar a influência cultural dos países do Ocidente. e) manter as estruturas políticas herdadas dos colonizado- res e neutralizar o poder das chefias tradicionais. 998. (IFPE/2017) Primeiro os pretos foram subordina- dos: “uns idiotas e brutos”, diziam. Em seguida, diri- giam a eles um olhar mais indulgente; diziam: “eles não são tão ruins como parecem”, e tentaram formá-los; eles foram assimilados: eles foram à escola dos senho- res. “As crianças grandes”, diziam, pois apenas uma criança fica eternamente na escola dos mestres. Os jo- vens pretos de hoje não querem nem a subordinação, nem a assimilação. Eles querem a emancipação. CÉSAIRE, Aimé. Apud: LEVY, Miriam de Andrade. Palavras ao vento: os novos ares da crioulidade diante do turbilhão da negritude. Dissertação de mestrado em Letras Neolatinas apresentado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009. 121 f. p. 16. Disponível em: Acesso em 14 maio 2017. No contexto das descolonizações africanas, Aimé Cé- saire, autor do texto, Léopard Senghor e Léon Damas fundaram a revista O estudante negro, na qual formula- ram o conceito de a) eugenia, num período de emancipações nacionais. b) pan-africanismo, num período de ascensão do colonia- lismo. c) negritude, num período de rupturas políticas. d) racismo científico, num período de dependência econô- mica. e) crioulidade, num período de crescimento do imperialismo neocolonial. 999. (ESPM SP/2015) Em 21 de dezembro de 1961 a Bél- gica concedeu autonomia interna a Ruanda e, em 28 de junho de 1962, a Assembleia Geral da ONU fixou para 1º. de junho a supressão da tutela e a concessão da in- dependência à República Democrática de Ruanda, res- saltando que o governo independente não seria monoé- tnico. Tal cuidado não foi suficiente, pois os aconteci- mentos posteriores acabaram culminando em um dos mais violentos genocídios do século XX, estimando-se o número de mortos em 1.074.017, ou seja, um sétimo da população de Ruanda. (Leila Hernandez. A África na sala de aula) Em abril de 2014 completaram-se 20 anos do que ficou conhecido como genocídio de Ruanda. Diferenças, de- sigualdades, discriminações raciais, econômicas, soci- ais e políticas alimentaram o ódio. O assassinato do presidente Juvenal Habyarimana, em atentado ao avião em que viajava, foi o estopim do genocídio. Sobre o genocídio em Ruanda assinale a alternativa correta: a) foi praticado por mercenários belgas interessados na re- colonização de Ruanda e exploração de suas riquezas; b) foi praticado por ruandeses contra cidadãos europeus e norte-americanos acusados de responsabilidade pela misé- ria em Ruanda; c) refletiu o ódio religioso entre cristãos e muçulmanos; d) refletiu o ódio dos ruandeses contra as Forças de Paz enviadas pela ONU para apaziguar as disputas entre dife- rentes grupos políticos; e) foi praticado pelo grupo étnico hutu contra a etnia tútsi e hutus moderados que formavam a oposição política no país, sendo que entre os mortos 93,7% eram tútsis.