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Professor Esp. Júlio César Pereira ELEMENTOS DE UMA REDE 2024 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2024. Os autores. Copyright C Edição 2024 Editora Edufatecie. O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais. REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante Caroline da Silva Marques Eduardo Alves de Oliveira Isabelly Oliveira Fernandes de Souza Jéssica Eugênio Azevedo Louise Ribeiro Marcelino Fernando Rodrigues Santos Vinicius Rovedo Bratfisch PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos Carlos Firmino de Oliveira Hugo Batalhoti Morangueira Giovane Jasper Vitor Amaral Poltronieri ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos Pedro Vinícius de Lima Machado Thassiane da Silva Jacinto FICHA CATALOGRÁFICA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP P436e Pereira, Júlio César Elementos de uma rede/Júlio César Pereira.Paranavaí: EduFatecie, 2024. 131p.: il. Color. 1.Redes de computadores 2.Roteadores (Redes decomputadores) . I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título. CDD: 23 ed.004.62 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 As imagens utilizadas neste material didático são oriundas do banco de imagens Shutterstock . 3 AUTOR • Especialista em Tecnologia em Desenvolvimento Web pela UEM (Universidade Estadual de Maringá. • Bacharel em Ciência da Computação pela UNIPAR (Universidade Paranaense). • Possuo créditos de mestrado em Ciência da Computação pela UEM (Universidade Estadual de Maringá). • Professor do Curso de Sistemas para Internet na UniFatecie. Entusiasta por tecnologia, e atuando na área desde os anos 90, em especial na área de infraestrutura, atualmente sou Analista de Sistemas concursado na Prefeitura do Município de Paranavaí-PR e atuando como Professor Universitário. Com ampla experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Computação. Atuando principalmente nos seguintes temas: Internet / Redes /Virtualização / Segurança. Informações e contato: Currículo Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/0760354840378863 Professor Esp. Júlio César Pereira http://lattes.cnpq.br/0760354840378863 4 APRESENTAÇÃO Seja muito bem-vindo(a)! Prezado(a) aluno(a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina, isso já é o início de uma grande jornada que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, junto com você, construir nosso conhecimento sobre os conceitos fundamentais sobre elementos de uma rede, ou seja, praticamente todo modelo de funcionamento da grande rede de computadores à Internet e das redes menores, as domésticas e corporativas. Além de conhecer seus principais conceitos e definições vamos explorar as mais diversas aplicações que esta tecnologia pode proporcionar e que a torna tão indispensável para todos. Na unidade I começaremos a nossa jornada pelo conceito do início e da evolução das redes, o surgimento da Internet, conceitos de ISP e backbone, veremos o modelo de referência e as classificações das redes. Esta noção é necessária para que possamos trabalhar as demais unidades, que consiste no funcionamento básico de uma rede. Já na unidade II vamos ampliar nossos conhecimentos sobre o que é comutação de pacotes. Para isso, vamos detalhar o conceito interface, protocolos e serviços, quais os modos de transmissão, fatores de desempenho e finalizando a unidade detalharemos a questão do atraso e perda de pacotes. Após, na unidade III vamos tratar especificamente das redes P2P e modelo cliente- servidor. Ao longo da unidade vamos destacar o conceito das topologias de rede, protocolos de rede tipos de pacotes e por fim a segmentação da rede. Na unidade IV, vamos entender o papel dos protocolos de roteamento, noções e boas práticas para administração de uma rede, como podemos monitorá-la e por fim a parte de segurança que é essencial para termos um ambiente seguro. Aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer esta jornada de conhecimento e multiplicar os conhecimentos sobre tantos assuntos abordados em nosso material. Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional. Muito obrigado e bom estudo! 5 SUMÁRIO Noções de Algoritmos e Protocolos de Roteamento Exemplos de Arquiteturas de Aplicação de Topologias de Rede Visão Geral de Conceitos Fundamentais Introdução aos Elementos de uma Rede Professor Especialista Júlio César Pereira INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDE1UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 7 Plano de Estudos • Histórico da evolução das redes de computadores e a internet; • Conceito de ISP e Backbones arquiteturas de rede; • O modelo de referência RM-OSI o modelo TCP/IP; • Classificação das redes de computadores Lan, Man, Wan, Han, Pan organizações de padronização. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar os elementos de uma rede; • Compreender os tipos de rede; • Estabelecer a importância da padronização; • Conceituar as topologias de uma rede. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 8 INTRODUÇÃO No decorrer entre as duas primeiras décadas de sua existência, os sistemas computacionais eram imensamente concentrados, usualmente instalados em uma grande sala, frequentemente com paredes de vidro, por onde os visitantes podiam admirar, encantados, com aquele grande fenômeno eletrônico. Segundo Tanenbaum (2011, p. 3) uma empresa de médio porte ou uma universidade contava apenas com um ou dois computadores, enquanto as grandes instituições tinham, no máximo, algumas dezenas. Na sequência das décadas seguintes foram evoluindo os componentes eletrônicos, sendo miniaturizados, começando a tornar-se viávelser roteados de modo a contornar switches inativos. Outra diferença entre a comutação de circuitos e a de pacotes é o algoritmo de tarifação. Na comutação de circuitos, a tarifação se fundamentava historicamente na distância e no tempo. Exemplificando nos telefones móveis, em geral, a distância não é importante, exceto para chamadas internacionais, e o tempo executa apenas um papel secundário (tendo como exemplo, um plano de chamadas com 4 mil minutos gratuitos custa mais que um plano com 2 minutos gratuitos e, ocasionalmente, chamadas noturnas ou nos finais de semana são mais econômicas que o normal). Já no caso da comutação de pacotes, o tempo de conexão não é um obstáculo, mas o volume de tráfego sim. Para usuários domésticos, os ISPs geralmente cobram uma tarifa fixa mensal, visto que tal modelo é menos complicado para eles e mais fácil de compreender para os clientes, mas as concessionárias de backbone cobram das redes regionais com base no volume de seu tráfego. UNIDADE 2 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS 42 Provavelmente a maior contribuição do modelo OSI seja tornar explícita a distinção entre esses três conceitos. Cada camada executa alguns serviços para a camada acima dela. A definição do serviço informa o que a camada faz, e não a forma como as entidades acima dela a acessam ou como a camada funciona. Essa definição estabelece a semântica da camada (TANENBAUM, 2011, p. 30). O modelo OSI tem três conceitos fundamentais: 1. Serviços. 2. Interfaces. 3. Protocolos. A interface de uma camada informa como os processos acima dela podem acessá-la. Também especifica quais são os parâmetros e os resultados a serem esperados. Ela também não revela o funcionamento interno da camada. Finalmente, os protocolos utilizados em uma camada são de responsabilidade dessa camada. Esta pode usar os protocolos que quiser, desde que realize o trabalho (ou seja, forneça os serviços oferecidos). Ela também pode alterar esses protocolos sem influenciar o software das camadas superiores (TANENBAUM, 2011, p. 30). Intencionalmente, o modelo TCP/IP não diferenciava com clareza a diferença entre serviços, interface e protocolo, apesar de que as pessoas tenham tentado deixá-lo mais semelhante com o modelo OSI. Exemplificando, os únicos serviços reais disponibilizados pela camada de rede interligada (Internet) são send ip packet (enviar pacote IP) e receive ip packet (receber pacote IP). Consequentemente, os protocolos no modelo OSI são mais INTERFACES, PROTOCOLOS E SERVIÇOS2 TÓPICO VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 43 encapsulados que os do modelo TCP/IP e conseguem ser alterados com eventual facilidade, de acordo com a tecnologia muda. Um dos substanciais objetivos das diversas camadas de protocolos é permitir a execução transparente dessas alterações. Essas ideias se adaptam perfeitamente aos novos conceitos da programação orientada a objetos. Um objeto, assim como uma camada, tem um conjunto de métodos (operações) que os processos externos ao objeto podem invocar. A semântica desses métodos define o conjunto de serviços que o objeto oferece. Os parâmetros dos métodos e os resultados deles formam a interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo, que não é visível nem interessa aos elementos fora do objeto (TANENBAUM, 2011, p. 30). Serviços – podemos definir que um serviço é definido formalmente por um conjunto de primitivas (operações) à disposição para que os processos do usuário se comuniquem com o serviço. Essas primitivas informam ao serviço que ele deve executar determinada ação ou relatar uma ação executada por uma entidade. Se a pilha de protocolos estiver situada no sistema operacional, como acontece com frequência, as primitivas serão geralmente chamadas de sistema. Para diminuir a complexidade de seu projeto, a maior parte das redes é estruturada como uma pilha de camadas (ou níveis), posicionadas umas sobre as outras. O número, nome, conteúdo e a função de cada camada divergem de uma rede para outra. Entretanto, em todas as redes o objetivo de cada camada é ofertar estipulados serviços às camadas superiores, isolando essas camadas das particularidades de implementação real desses recursos. Entre cada par de camadas adjacentes existe uma interface. Esta define as operações e os serviços que a camada inferior tem a oferecer à camada que se encontra acima dela (TANENBAUM, 2011, p. 19). As camadas ainda podem disponibilizar dois tipos diferentes de serviços às camadas posicionadas acima delas: serviços orientados a conexões e serviços não orientados a conexões. Cada tipo de serviço pode ser descrito por sua confiabilidade. Alguns serviços são confiáveis, na definição de nunca perderem dados. Via de regra, um serviço confiável é executado para que o receptor confirme o recebimento de cada mensagem, de forma que o transmissor se certifique de que ela chegou. O processo de validação introduz overhead e atrasos, que regularmente compensam, mas às vezes são inoportunos. Interfaces – na camada 1 (física), este conceito é usado com referência à conexão física e operacional entre dois sistemas ou dispositivos. A interface, dessa forma, é uma VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 44 conexão entre duas máquinas de qualquer tipo, fornecendo-lhes assim um suporte para a interligação entre vários níveis. É possível entender a interface como um dispositivo ou a placa de rede do equipamento. Ainda, é conhecido como “interface de rede”, trata-se de um programa de computador (software) ou um hardware (periférico) que pertence a uma interface numa rede de computadores e que se encontra entre dois protocolos. Esse tipo de interface permite, por exemplo, transmitir mensagens. O mais comum tipo de interface de rede é o Ethernet Protocolos - basicamente, um protocolo é um acordo entre as partes que se comunicam, estabelecendo como se dará a comunicação. Nem sequer é necessário que as interfaces de todas as máquinas de uma rede sejam iguais, desde que cada uma delas possa usar todos os protocolos da maneira correta. Uma lista de protocolos usados por um determinado sistema, um protocolo por camada, é chamada de pilha de protocolos. Arquiteturas de rede, pilhas de protocolos e os próprios protocolos podem ser visualizados na figura a seguir. FIGURA 3 – O MODELO TCP/IP COM ALGUNS PROTOCOLOS Fonte: TANENBAUM 2011 (p. 29). VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 45 Segundo Tanenbaum (2011), o objetivo da camada física é transmitir um fluxo rude de bits de uma máquina para outra. Diversos meios físicos podem ser usados para efetuar a transmissão real. Cada um tem seu respectivo nicho em termos de largura de banda, atraso, custo e facilidade de instalação e manutenção. Os meios físicos são classificados em meios guiados, como fios de cobre e fibras ópticas, e em meios não guiados, como as redes terrestres sem fios, satélite e os raios laser transmitidos pelo ar. Pares trançados: embora as características de largura de banda da fita magnética sejam excelentes, as características de atraso são ruins. O tempo de transmissão é medido em minutos ou horas, e não em milissegundos. Muitas aplicações precisam de uma conexão online. Um dos meios de transmissão mais antigos e ainda mais comuns é o par trançado. Um par trançado consiste em dois fios de cobre encapados, que, em geral, tem cerca de 1 mm de espessura. Os fios são enrolados de forma helicoidal, assim como uma molécula de DNA. O trançado dos fios é feito porque dois fios paralelos formam uma antena simples. Quando os fios são trançados, as ondas de diferentes partes dos fios se cancelam, o que significa menor interferência. Um sinal é normalmente transportado a partir da diferença das tensões terminais (diferença de potencial – ddp) entre os dois fios no par. Isso oferece melhor imunidade ao ruído externo, pois o ruído tende a afetar os dois fios da mesma forma,mantendo a ddp inalterada. (TANENBAUM, 2011, p. 59). O par trançado pode ser usado na transmissão de sinais analógicos ou digitais. A largura de banda sujeita-se da espessura do fio e da distância percorrida, contudo, em muitos casos, é possível alcançar inúmeros megabits/s por alguns quilômetros. Em atributo MODOS DE TRANSMISSÃO: FATORES QUE DEGRADAM O DESEMPENHO3 TÓPICO VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 46 do custo e do desempenho obtidos, o par trançado é usado em larga escala e é possível que permaneçam assim nos próximos anos. O cabeamento de par trançado pode ser de vários tipos. O tipo mais comum utilizado em muitos prédios de escritórios é chamado cabeamento de Categoria 5, ou ‘Cat 5’. Um par trançado de categoria 5 constitui-se em dois fios isolados e levemente trançados. Quatro pares desse tipo são geralmente agrupados em uma capa plástica para proteger os fios e mantê-los juntos. A aplicação mais comum do par trançado é o sistema telefônico. Quase todos os telefones estão conectados à estação central da companhia telefônica por um par trançado. Tanto as chamadas telefônicas quanto o acesso à Internet por ADSL utilizam essas linhas. Os pares trançados podem se estender por diversos quilômetros sem amplificação, mas, quando se trata de distâncias mais longas, o sinal é atenuado e existe a necessidade de repetidores. Quando muitos pares trançados percorrem paralelamente uma distância muito grande, como acontece na ligação entre um prédio e a estação central da companhia telefônica, eles são envolvidos por uma capa protetora. Se não estivessem trançados, esses pares provocariam muitas interferências. Em locais onde as linhas telefônicas são instaladas em postes, é comum vermos cabos de pares trançados com vários centímetros de diâmetro (TANENBAUM, 2011, p. 59). Diferentes padrões de LAN podem usar os pares trançados de formas diferentes. Por exemplo, a Ethernet de 100 Mbps usa dois (dos quatro) pares, um para cada direção. Para alcançar velocidades mais altas, a Ethernet de 1 Gbps usa todos os quatro pares nas duas direções simultaneamente; isso requer que o receptor decomponha o sinal transmitido localmente. A Categoria 6, os fios são renomados como par trançado não blindado, ou UTP (Unshielded Twisted Pair), ao consistirem apenas em fios e isolamento. Ao contrário, os cabos de Categoria 7 apresentam uma blindagem nos pares de fios individuais e também ao redor do cabo inteiro (na capa plástica protetora). A blindagem reduz a sensibilidade à interferência externa e linha cruzada com outros cabos vizinhos, respondendo às especificações de desempenho exigidas. Cabo coaxial: outro meio de transmissão comum é o cabo coaxial (conhecido por muitos apenas como ‘coax’). Ele tem melhor blindagem que os pares trançados e, assim, pode se estender por distâncias mais longas em velocidades mais altas. Dois tipos de cabo coaxial são amplamente utilizados. Um deles, o cabo de 50 ohms, é comumente empregado nas transmissões digitais. O outro tipo, o cabo de 75 ohms, é usado com frequência nas transmissões analógicas e de televisão a cabo. Essa distinção se baseia mais em fatores históricos do que técnicos (por exemplo, as primeiras antenas dipolo tinham uma impedância VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 47 de 300 ohms e era fácil desenvolver transformadores de casamento de impedância de 4:1). Começando em meados da década de 1990, as operadoras de TV a cabo começaram a oferecer acesso à Internet por cabo, o que tornou o cabo de 75 ohms, mais importante para a comunicação de dados (TANENBAUM, 2011, p. 60). Os cabos coaxiais foram muito usados no sistema telefônico para linhas de longa distância, porém agora estão sendo trocados por fibras ópticas nas rotas de longa distância. Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre esticado na parte central, protegido por um material isolante. O isolante é envolvido por um condutor cilíndrico, geralmente como uma malha sólida entrelaçada. O condutor externo é coberto por uma camada plástica protetora. A construção e a blindagem do cabo coaxial proporcionam a ele uma boa combinação de alta largura de banda e excelente imunidade ao ruído. A largura de banda possível depende da qualidade e do tamanho do cabo. Os cabos modernos têm uma largura de banda de até alguns Ghz (TANENBAUM, 2011, p. 60). Apesar disso, os cabos coaxiais ainda são empregados em larga escala pelas redes de televisão a cabo e em redes metropolitanas. Linhas de energia elétrica: esse meio de transmissão têm sido usadas pelas companhias distribuidoras de eletricidade para a comunicação de baixo nível, como a medição remota, há vários anos, bem como para controlar dispositivos em casa (do padrão X10). Nos últimos anos, existe um interesse renovado na comunicação de alto nível por essas linhas, para dentro de casa, como uma LAN, quanto fora dela, para o acesso de banda larga à Internet. A dificuldade em usar a fiação elétrica domiciliar como uma rede é que ela foi projetada para distribuir energia elétrica. Essa tarefa é muito diferente de distribuir sinais de dados, algo para o qual a fiação doméstica é pouco eficiente. Os sinais elétricos são enviados a 50-60 Hz e a fiação atenua os sinais de frequência muito mais alta (Mhz) necessários para a comunicação de dados de alto nível. As propriedades elétricas da fiação variam de uma casa para outra e mudam à medida que os aparelhos são ligados e desligados, fazendo com que os sinais de dados oscilem pela fiação. As correntes transitórias quando os aparelhos são ligados e desligados criam ruído por uma larga faixa de frequências. Sem o trançado cuidadoso dos pares trançados, a fiação elétrica atua como uma boa antena, apanhando sinais externos e emitindo sinais próprios. Esse comportamento significa que, para atender aos requisitos da regulamentação, o sinal de dados precisa excluir frequências licenciadas, como as faixas de radioamador (TANENBAUM, 2011, p. 61). VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 48 Independentemente dessas dificuldades, é possível destinar pelo menos 100 Mbps pela fiação elétrica doméstica usando estruturas de comunicação que resistem a frequências enfraquecidas e surgimento de erros. Vários produtos usam padrões próprios para as redes de energia elétrica, de modo que os padrões internacionais estão em desenvolvimento ativo. Fibra óptica: com a atual tecnologia de fibra óptica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e nem estamos perto de alcançar esses limites. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. O detector gera um pulso elétrico quando a luz incide sobre ele. Conectando uma fonte de luz em uma ponta de uma fibra óptica e um detector na outra, temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico, o converte e o transmite por pulsos de luz e depois novamente converte a saída para um sinal elétrico na ponta receptora. No entanto, se o diâmetro da fibra for reduzido a alguns comprimentos de onda de luz, a fibra agirá como um guia de onda e a luz só poderá se propagar em linha reta, sem ricochetear, produzindo, assim, uma fibra de modo único ou fibra monomodo. As fibras de modo único são mais caras, mas são amplamente utilizadas em distâncias mais longas (TANENBAUM, 2011, p. 62). O limite prático atual é de cerca de 100 Gbps, em razão de nossa incapacidade de realizar a conversão entre sinais elétricos e ópticos em uma velocidade maior. Para criar enlaces de maior capacidade, muitos canais correm em paralelo por uma única fibra. A fibra óptica é usada para transmissão por longa distância nas backbones da rede, LANs de alta velocidade (embora, até aqui, o cobre sempre tenha conseguido acompanhar) e acesso à Internet em alta velocidade, como FTTH (Fiber to the Home). Um sistema de transmissão óptico tem três componentes-chave: a fonte de luz, o meio de transmissão e odetector. Convencionalmente, um pulso de luz indica um bit 1 e a ausência de luz indica um bit 0 (TANENBAUM, 2011, p. 62). Transmissão sem fios: vimos que a moderna comunicação digital sem fios teve início nas ilhas havaianas, onde os usuários estavam isolados de seu centro de computação por grandes distâncias no Oceano Pacífico e onde o sistema de telefonia era totalmente inadequado. Segundo Tanenbaum (2011), no espectro eletromagnético, quando os elétrons se movem, eles criam ondas eletromagnéticas que conseguem se propagar pelo espaço livre (até mesmo no vácuo). O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado frequência, f, sendo medido em Hz. E a distância entre dois pontos máximos VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 49 (ou mínimos) consecutivos é chamada comprimento de onda, designada pela letra grega l (lambda). As propriedades das ondas de rádio dependem da frequência. Em baixas frequências, as ondas de rádio atravessam bem os obstáculos, mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta - pelo menos cerca de 1/r 2 no ar - pois a energia do sinal se espalha de forma mais estreita por uma superfície maior. Essa atenuação é chamada perda no caminho. Em altas frequências, as ondas de rádio tendem a viajar em linha reta e a ricochetear nos obstáculos (TANENBAUM, 2011, p. 67). Quando se instala uma antena de tamanho adequado em um circuito elétrico, as ondas eletromagnéticas conseguem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor posicionado a uma distância bastante coerente. Toda comunicação sem fio é baseada nesse princípio. Transmissão de rádio: as ondas de rádio são fáceis de gerar, podem percorrer longas distâncias e penetrar facilmente nos prédios; portanto, são amplamente utilizadas para comunicação, seja em ambientes fechados, seja em locais abertos. As ondas de rádio também são omnidirecionais, o que significa que elas viajam em todas as direções a partir da origem; desse modo, o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados (TANENBAUM, 2011, p. 67). As propriedades das ondas de rádio dependem da frequência. Em baixas frequências, as ondas de rádio atravessam bem os obstáculos, mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta - pelo menos cerca de 1/r 2 no ar - pois a energia do sinal se espalha de forma mais estreita por uma superfície maior. Essa atenuação é chamada perda no caminho. Em altas frequências, as ondas de rádio tendem a viajar em linha reta e a ricochetear nos obstáculos (TANENBAUM, 2011, p. 67). A ausência do caminho ainda reduz a potência, apesar do sinal recebido que também consiga depender muito das reflexões. Ondas de rádio de alta frequência similarmente são absorvidas pela chuva e outros obstáculos, até mesmo, mais do que as frequências baixas. Em quaisquer frequências, as ondas de rádio estão sujeitas à interferência de motores e outros equipamentos elétricos. Transmissão de micro-ondas: acima de 100 MHz, as ondas trafegam praticamente em linha reta e, portanto, podem ser concentradas em uma faixa estreita. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica (como a conhecida antena de TV por satélite) oferece uma relação de sinal/ruído muito mais alta, mas as antenas de transmissão e recepção devem estar alinhadas com o máximo de precisão. Além disso, essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira, fazendo com que se comuniquem com vários receptores também alinhados sem que haja interferência, desde que sejam observadas algumas VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 50 regras mínimas de espaçamento. Antes da fibra óptica, durante décadas essas micro-ondas formaram o núcleo do sistema de transmissão telefônica de longa distância (TANENBAUM, 2011, p. 68). Determinadas ondas podem ser refletidas nas camadas atmosféricas mais baixas e, por consequência, sua chegada pode ser mais demorada que a das ondas diretas. As ondas atrasadas são capazes de chegar fora de fase em relação à onda direta, desse modo, cancelar o sinal. Esse efeito é chamado enfraquecimento por múltiplos caminhos (multipath fading) e, em geral, é um obstáculo sério. Ele depende das condições atmosféricas e da frequência. Transmissão em infravermelho: as ondas de infravermelho não guiadas são extensamente utilizadas na comunicação de curto alcance. Todos os dispositivos de controle remoto utilizados nos aparelhos de televisão, videocassetes e equipamentos estereofônicos empregam a comunicação por infravermelho. Eles são relativamente direcionais, econômicos e fáceis de montar, mas têm uma desvantagem importante: não atravessam objetos sólidos (para provar essa afirmação, posicione-se entre o controle remoto e o televisor e veja se ele funciona). Em geral, quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível, as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz, perdendo pouco a pouco as características de ondas de rádio” (TANENBAUM, 2011, p. 70). De outro modo, o fato de as ondas de infravermelho não traspassarem paredes sólidas pode ser observado como uma qualidade. É por essa capacidade que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas ou nos prédios adjacentes: não é aceitável controlar o aparelho de televisão do vizinho com o seu controle remoto. Além disso, a segurança dos sistemas de infravermelho contra bisbilhotamento é melhor que a dos sistemas de rádio. Transmissão via luz: a transmissão óptica não guiada, ou óptica do espaço livre, vem sendo utilizada há séculos. Uma aplicação mais moderna consiste em conectar as LANs em dois prédios por meio de lasers instalados em seus telhados. Por sua própria natureza, a transmissão óptica usando raios laser é unidirecional; assim, cada prédio precisa de seu próprio raio laser e de seu próprio fotodetector. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta e é relativamente seguro, pois é difícil interceptar um raio laser estreito. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e, ao contrário das micro- ondas, não precisa de uma licença da FCC (TANENBAUM, 2011, p. 71). Isso poderia permitir todo o tipo de possibilidade de computação ubíqua. As luzes piscando nos veículos de emergência podem alertar os sinais de trânsito e veículos mais próximos para abrir um caminho. Os sinais de informação conseguiriam transmitir mapas por difusão. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 51 Satélites de comunicações: os satélites de comunicações possuem algumas propriedades interessantes, que os tornam atraentes para muitas aplicações. Em sua forma mais simples, um satélite de comunicações pode ser considerado um grande repetidor de micro-ondas no céu. Ele contém diversos transponders; cada um deles ouve uma parte do espectro, amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra frequência, para evitar interferência com o sinal de entrada. Esse modo de operação é conhecido como um canal em curva (bent pipe) (TANENBAUM, 2011, p. 72). Quando nos referimos aos fatores que degradam o desempenho de uma rede de dados temos as questões relativas ao desempenho. Por exemplo, quando centenas de milhares de computadores estão interconectados, são comuns comunicações complexas que trazem resultados imprevistos. Com regularidade, essa complicação resulta em um fraco desempenho, cujas razões todos desconsideram. O processamento digital pode ser acrescentado para manipular ou redirecionar separadamente os feixes de dados na banda geral, ou informações digitais ainda podem ser recebidas pelo satélite e retransmitidas. A regeneração de sinais dessa maneira melhora o desempenho em comparação com um canal em curva, pois o satélite não amplifica o ruído no sinal ascendente. Os feixes descendentespodem ser largos, cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre, ou estreitos, cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro (TANENBAUM, 2011, p. 72). Problemas de desempenho em redes de computadores, como o congestionamento, são causados pela sobrecarga temporária de recursos. Se, de repente, um roteador receber um tráfego maior do que é capaz de manipular, haverá um congestionamento e uma queda de desempenho. O desempenho também é prejudicado quando há um desequilíbrio nos recursos estruturais. Por exemplo, se uma linha de comunicação de gigabits estiver associada a um PC com poucos recursos, o fraco host não será capaz de processar os pacotes recebidos com a rapidez necessária, e alguns deles serão perdidos. Esses pacotes serão retransmitidos, aumentando o atraso, desperdiçando largura de banda e geralmente reduzindo o desempenho. As sobrecargas também podem ser disparadas de forma sincronizada. Por exemplo, se um segmento contiver um parâmetro inadequado (como a porta a que ele se destina), em muitos casos o receptor, muito solícito, retornará uma notificação de erro. Agora, imagine o que poderia acontecer se um segmento inadequado fosse transmitido por broadcast para 10 mil máquinas; cada uma delas poderia enviar de volta uma mensagem de erro. Isso causaria um congestionamento de broadcasts que poderia paralisar a rede. O UDP sofreu com esse problema até que o protocolo ICMP fosse alterado para impedir que os hosts respondessem a erros nos segmentos UDP enviados a endereços de broadcast. As redes sem fios, particularmente, precisam ter cuidado para evitar respostas de broadcast não verificadas, pois o broadcast ocorre naturalmente e a largura de banda sem fios é limitada. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 52 Um segundo exemplo de sobrecarga sincronizada é o que acontece depois de uma falha no fornecimento de energia elétrica. Quando a energia retorna, todas as máquinas reiniciam ao mesmo tempo. Uma sequência de reinício típica poderia exigir o acesso a um servidor qualquer (DHCP), para confirmar a identidade do usuário, e depois a algum servidor de arquivos para obter uma cópia do sistema operacional. Se centenas de máquinas em um centro de dados fizerem isso ao mesmo tempo, o servidor provavelmente interromperá seu funcionamento devido à sobrecarga (TANENBAUM, 2011, p. 366). Outro contratempo de desempenho que ocorre com as aplicações em que o prazo de transmissão tem importância fundamental, como sinais de áudio e vídeo, denominado de jitter. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 53 Quando nos referimos às redes tolerantes a atrasos, temos a premissa de que o TCP e a maioria dos outros protocolos de transporte são fundamentados na hipótese de que o transmissor e o receptor estão constantemente conectados por algum caminho funcional, ou então o protocolo falha e os dados não podem ser transportados. Em algumas redes, em geral, não existe um caminho fim a fim. Esse modelo oferece uma generalização útil da Internet, em que o armazenamento e os atrasos podem ocorrer durante a comunicação. A entrega de dados é semelhante à entrega no sistema postal, ou correio eletrônico, em vez da comutação de pacotes nos roteadores” (TANENBAUM, 2011, p. 376 e 377). Arquitetura DTN: a principal conjectura na Internet que as DTNs buscam reavaliar é que existe um caminho fim a fim entre uma origem e um destino por toda a duração de uma sessão de comunicação. No momento em que isso não acontece, os protocolos normais da Internet falham. As DTNs contornam a falta de conectividade fim a fim com uma arquitetura que é fundamentada na comutação de mensagens. Ela similarmente tem a finalidade de tolerar enlaces com pouca confiabilidade e grandes atrasos. A arquitetura é especificada na RFC 4838. Na terminologia DTN, uma mensagem é chamada de bundle. Os nós DTN são equipados com armazenamento, normalmente armazenamento persistente, como um disco ou memória flash. Eles armazenam bundles até que os enlaces fiquem disponíveis e depois encaminham os bundles. Os enlaces funcionam de modo intermitente (TANENBAUM, 2011, p. 377). ATRASOS E PERDA DE PACOTES4 TÓPICO VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 54 Uma dúvida importante que não é especificada pela arquitetura é como achar boas rotas por meio de nós DTN. Boas rotas dependem da natureza que a arquitetura representa quando envia dados e também de quais são os contatos. Na ocasião em que há imprevisibilidade nos contatos, um método de roteamento é enviar cópias do bundle por diferentes rotas, na expectativa de que uma das cópias seja entregue ao destino antes que o tempo de vida, seja alcançado. O protocolo Bundle: especificado na RFC 5050. Ele é responsável por aceitar mensagens da aplicação e enviá-las como um ou mais bundles por meio de operações store-carry-forward ao nó DTN de destino, o protocolo Bundle roda acima do nível do TCP/IP. Em outras palavras, TCP/IP pode ser usado sobre cada contato para mover bundles entre nós de DTN. Esse posicionamento aumenta a questão se o protocolo Bundle é um protocolo da camada de transporte ou um protocolo da camada de aplicação (TANENBAUM, 2011, p. 379 e 378). Tal como protocolo Bundle é fixo, embora precise ser executado sobre uma enorme variedade de transportes, deve haver uma brecha na funcionalidade entre os protocolos. A camada de convergência é somente uma camada de união que combina as interfaces dos protocolos que ela une. Por esse motivo, há uma camada de convergência diferente para cada transporte diferente na camada inferior. As camadas de convergência são usualmente encontradas em padrões para juntar protocolos novos aos existentes. Um enlace funcionando é chamado de contato. Desse modo, os bundles são repassados por meio de contatos da origem para o seu destino. O armazenamento e o encaminhamento de bundles em nós DTN parecem semelhantes ao enfileiramento e encaminhamento de pacotes nos roteadores, mas existem diferenças qualitativas. Nos roteadores da Internet, o enfileiramento ocorre por milissegundos ou, no máximo, segundos. Nos nós DTN, os bundles podem ser armazenados por horas, até que um ônibus chegue à cidade, enquanto um avião completa um voo, até que um nó de sensores colha energia solar suficiente para funcionar, até que um computador dormindo acorde e assim por diante. Esses exemplos também apontam para uma segunda diferença, ou seja, que os nós, podemos se mover (com um ônibus ou avião) enquanto mantêm dados armazenados, e esse movimento pode até mesmo ser uma parte essencial da remessa de dados. Os roteadores na Internet não têm permissão para se mover. O processo inteiro de mover bundles poderia ser mais conhecido como ‘store- carry-forward’ (TANENBAUM, 2011, p.378). Em referência a perda de pacotes, dois problemas com essa técnica são como identificar o início do congestionamento e como informar à fonte que ela precisa diminuir sua velocidade. Para responder o primeiro problema, os roteadores podem supervisionar a carga média, o atraso com enfileiramento ou a perda de pacotes. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 55 O argumento por trás dessa lógica é que o TCP foi projetado para redes fisicamente conectadas, as quais são muito confiáveis; daquele modo, a perda de pacotes se deve muito mais ao overflow dos buffers do que a erros de transmissão. As ligações sem fios precisam readquirir erros de transmissão na camada de enlace para funcionarem bem com o TCP. As rajadas de tráfego são mais morosas de lidar do que o tráfego com taxa constante, pois elas podem ocupar os buffers e causar perda de pacotes. As redes são capazes de facilmente se tornar congestionadas, aumentando o atraso e a perda de pacotes. 8 dicas para melhorar o desempenho da sua rede Regras simples de configuração podem ampliar a performance da rede de computadores, garantindo maior produtividade nas empresas.A rede de computadores é responsável por conectar todos os sistemas tecnológicos de uma empresa, assim como boa parte de seus colaboradores. Por apresentar sintomas como lentidão, quedas de conexão, ruídos e até falhas em ligações telefônicas, a rede de computadores muitas vezes é alvo de críticas por parte de seus usuários. Rodrigo Alabarce, diretor operacional da Nap IT, apresenta 8 dicas para melhorar o desempenho da sua rede. 1. Segmente Aplique a segmentação de rede por meio da utilização de switches e configurações adequadas. E não se esqueça: jamais utilize hubs e outras tecnologias compartilhadas. 2. Evite a saturação de links WAN Trabalhe proativamente e impeça a saturação dos links WAN. Mantenha a utilização do link em até 70% da sua capacidade. 3. Controle o tempo de resposta O tempo de resposta é geralmente inferior a 100 ms (um décimo de segundo), mais comumente, menos de 2 ms em uma LAN. 4. Evite a saturação por broadcast ou multicast Nenhum segmento de rede deve ter mais de 20 de broadcast ou multicast. Broadcasts são enviados para todos os hosts em uma rede e deve ser limitado usando VLANs. O tráfego multicast é enviado para um grupo de máquinas, mas também deve ser controlado e limitado apenas aquelas máquinas registradas para receber. 5. Mantenha seus segmentos sem erros de CRC Nenhum segmento deve ter erros na camada 2 ou camada de enlace, ou seja, não pode haver um único CRC a cada milhão de bytes de dados trafegados. 6. Não permita colisão de pacotes Nos segmentos Ethernet deve haver menos do que 0,1% de colisão de pacotes. 7. Monitore a utilização de CPU A utilização de CPU igual ou superior a 75% para um intervalo de cinco minutos, provavelmente, sugere problemas de rede. A utilização de CPU normal deve ser muito menor do que os 75% em períodos normais. 8. Implemente priorização de tráfego QoS: O QoS deve ser ativado em dispositivos de rede para permitir a priorização das aplicações que sejam sensíveis ao tempo de resposta ou sensíveis à largura de banda. Fonte: 8 dicas para melhorar o desempenho da sua rede, NapIT Global Network Solutions, Disponível em https://www.napit.com.br/8-dicas-para-melhorar-o-desempenho-da-sua-rede/ . Acesso em: 15 de mar. 2021 SAIBA MAIS VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 https://www.napit.com.br/8-dicas-para-melhorar-o-desempenho-da-sua-rede/ 56 Apesar de todas essas siglas que temos para os protocolos possam parecer difíceis para pessoas comuns, entenda que são graças a cada uma delas que todo o mundo tem acesso a esta imensidão de recursos que só a internet nos proporciona. Fonte: o autor, 2021. REFLITA VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 57 Apresentamos nesta unidade o conceito do que é a comutação. A comutação por circuitos exige que as estações comunicantes possuam um caminho dedicado exclusivo. A comutação por pacotes não exige o estabelecimento de um circuito dedicado para a comunicação, o que implica menores custos com meios físicos. A interface de rede é um hardware e/ou software de um sistema de Interface entre dois protocolos, em uma rede de computadores. Uma interface de rede, em geral, tem determinada forma de endereço de rede, que pode consistir em um ID de nó e um número de porta, ou pode ser um ID de nó único à sua própria direita. Protocolo que é a “língua” dos computadores, melhor dizendo, um tipo de linguagem que segue normas e padrões determinados. É por meio dos protocolos que é viável a comunicação entre um ou mais computadores. Os protocolos de rede vieram da necessidade de interligar equipamentos de fornecedores distintos, executando sistemas distintos, sem necessitar escrever a cada circunstância programas específicos. Um serviço de rede é um grupo de operações implementado por um protocolo através de uma interface, sendo disponibilizado à camada imediatamente superior. Ele determina o que uma camada é capaz de desempenhar sem se preocupar com a maneira nas quais as operações serão executadas. Os sistemas de transmissão utilizam meios para o envio das informações, estes meios podem ser de dois tipos: meios físicos, cabeados, exemplo, cabo coaxial e fibra óptica, e meios não-físicos, não cabeados ou sem fio. Na questão da degradação do desempenho da rede temos a interferência que contribui para a degradação do sinal de conexão e a estabilidade da rede de internet, é uma das mais graves. E finalizamos com a rede de atraso que pode ser uma alternativa para contornar os problemas de degradação e consequentemente da perda de pacotes. CONSIDERAÇÕES FINAIS VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 58 LEITURA COMPLEMENTAR Conheça os principais protocolos de rede e internet Entenda como funcionam os principais protocolos de rede e internet, além das comunicações que cada um exerce em sua determinada função. Os protocolos de rede ou de internet são ferramentas que têm o objetivo de controlar e facilitar determinados tipos de conexões e comunicações dentro das interwebs como, por exemplo, transferência de dados, envio e recebimento de mensagens e e-mails, proteção de dados, etc. São esses protocolos os grandes responsáveis por toda a comunicação na internet, independente do tipo e marca do dispositivo que o usuário tenha, se ele possui as especificações necessárias para “entender” a linguagem dos protocolos de rede e internet, então este dispositivo poderá se comunicar com todos. Quais são os principais tipos de protocolos de rede e internet? IP: A partir do momento que um dispositivo possui um número de IP, este estará apto a enviar e receber dados de outro dispositivo. Este protocolo é o grande responsável pela identificação de um dispositivo, além do envio e recebimento dos pacotes de dados. TCP/IP: Sem dúvidas, desde os primórdios, este é o protocolo mais popular que existe, sendo o responsável direto para realizar a conexão entre duas máquinas que estejam em um mesmo tipo de rede. Por isso seu nome é TCP (Transmission Control Protocol), ou seja, Protocolo de Controle de Transmissão. HTTP e HTTPS: Graças ao HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) que existe a possibilidade de navegação na internet. Este protocolo executa uma conexão direta entre servidor e cliente, ou seja, entre uma página da internet e um dispositivo que você possua em mãos e que esteja conectado na rede. Enquanto o HTTP permite a conexão direta entre servidor web e cliente, o protocolo HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure), que possui um “S” a mais, chegou para garantir segurança entre esta conexão. Permitindo que, tanto o cliente e o servidor se comuniquem de forma segura, sem risco de sofrerem interceptações no meio desse processo. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 59 Inclusive, atualmente, um site ou blog que não possui a segurança do protocolo HTTPS está fadado ao fracasso, pois há algum tempo a preferência da SERP (Páginas de Resultados dos Mecanismos de Pesquisa) são, somente, por sites que utilizam o HTTPS. SSL e TLS: SSL (Secure Socket Layer) faz parte da camada extra de segurança de um site ou blog nas interwebs, como o protocolo citado anteriormente, o HTTPS. Seu objetivo é realizar a proteção dos dados, certificando-se que não haverá interceptações entre a conexão site/cliente. Da mesma forma que o SSL, o protocolo TLS (Transport Layer Security) oferece ainda mais privacidade dos dados entre os dispositivos conectados. Inclusive, tem sido muito utilizado na segurança e privacidade entre as comunicações de aplicativos de mensagens instantâneas, trocas de emails, VoIP, além da própria navegação web. DNS: DNS, ou Sistema de Nomes de Domínio, é o protocolo responsável para identificação entre um nome de site ou blog e seu respectivo IP no servidor. Quando um usuário digita o nome de um site no navegador, é o DNS que faz a conversão deste nome de domínio para o seu respectivo número IP.FTP e SFTP: Para quem ainda não conhece a sigla, FTP (File Transfer Protocol) significa Protocolo de Transferência de Arquivos, sendo justamente isso que ele faz: permite exclusivamente a troca de arquivos, ou seja, recebimento e envio de arquivos entre um cliente e um determinado servidor web. Também para este tipo de função existe o SFTP (SSH File Transfer Protocol), que é a sua versão mais segura, com uma camada extra de segurança durante uma transferência. Por exemplo, com o SFTP a troca de arquivos é feita utilizando o canal SSH (Secure Shell) que, por sua vez, é o responsável pela proteção dos dados durante a transferência de arquivos. SSH: O protocolo SSH, ou Secure Shell, talvez seja o principal e mais usado protocolo de segurança para troca e transferência de arquivos entre um servidor web e um cliente. Com este protocolo, o usuário possui todos os recursos disponíveis para transferência de dados e arquivos, mas com uma camada extra de segurança. Principalmente com a autenticação de uma chave pública, com login e senha, para dar sequência a todo o processo. POP, SMTP e IMAP: Chegamos aos protocolos exclusivos para envio e recebimento de emails. E, para que você envie e receba emails são necessários dois tipos de protocolos independentes. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 60 Por exemplo, para enviar um email é necessário que o protocolo SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) esteja devidamente configurado. E, para receber um email, do protocolo POP (Post Office Protocol) ou do IMAP (Internet Message Access Protocol). Fonte: JUNIOR, Celso. Conheça os principais protocolos de rede e internet, Portofácil, 24 nov, 2020. Disponível em https://www.portofacil.net/conheca-os-principais-protocolos-de-rede-e-internet.html . Acesso em: 15 de mar. 2021 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 61 MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO • Título: REDES DE INFRAESTRUTURAS CRÍTICAS - Análise de Desempenho e Riscos dos Setores de Energia, Petróleo, Gás, Água, Finanças, Logística e Comunicações • Autor Iony Patriota de Siqueira. • Editora: Interciência. • Sinopse: redes de infraestruturas críticas, de energia, petróleo, gás, saneamento, finanças, logística e comunicações fazem parte dos serviços essenciais ao funcionamento de cidades, regiões, nações e continentes. Preservar sua integridade física e funcional é requisito para a qualidade de vida e segurança das sociedades modernas, é um fator crítico de sucesso da geopolítica, estratégia militar e segurança de todas as nações. A formação de blocos coesos de países - por razões geopolíticas, econômicas, militares ou religiosas - promove a interligação e extensão das redes de infraestrutura além das fronteiras nacionais. A possibilidade de ataques terroristas ou militares transforma essas redes em alvos e objetivos estratégicos prioritários à defesa nacional. A ocorrência de grandes desligamentos ou apagões nesses sistemas tem gerado questionamentos da sociedade sobre sua segurança e responsabilidades. Para responder a essas questões, este livro propõe uma metodologia formal para análise de contingências e contabilização de indicadores de desempenho e riscos associados à exploração de redes de infraestrutura sociais críticas. O livro poderá ser útil para: planejadores e projetistas de redes sociotécnicas; reguladores, auditores e legisladores de serviços públicos e privados; investidores e proprietários de redes de infraestrutura; operadores e mantenedores de redes sociotécnicas críticas; estrategistas e militares responsáveis pela segurança e defesa das estruturas nacionais; público em geral e usuários de redes de infraestrutura; estudantes e profissionais das áreas de Engenharia, Administração, Economia, Meio Ambiente, Pesquisa Operacional, Planejamento e Políticas Públicas. • Link do livro: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/ Publicacao/42056 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 62 FILME/VÍDEO • Título: Antitrust • Ano: 2001. • Sinopse: Milo (Ryan Phillippe) é um jovem gênio da informática, que namora uma artista (Claire Forlani) e tem um futuro brilhante pela frente. Ele está prestes a abrir uma nova empresa juntamente com seu amigo Teddy, até que recebe uma proposta irrecusável para trabalhar na empresa de seu ídolo, Gary Winston (Tim Robbins). Milo aceita a oferta, mas logo descobre que a empresa em que agora está trabalhando tem sérias implicações com a lei antitruste americana. • Link do vídeo (trailer): https://www.youtube.com/watch?v=_ mPaQtZPb4A VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 https://www.youtube.com/watch?v=_mPaQtZPb4A https://www.youtube.com/watch?v=_mPaQtZPb4A Professor Especialista Júlio César Pereira EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDE3UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 64 Plano de Estudos • Cliente-servidor, Peer To Peer (p2p) Barramento, Estrela, Mesh; • Topologia física X topologia lógica, protocolos de aplicação, protocolos de transporte; • Protocolos de Rede, Pacotes Unicast, Multicast e Broadcast; • Domínio de colisão X domínio de broadcast, segmentação de rede. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar arquiteturas de rede; • Compreender os tipos de pacotes; • Contextualizar as topologias; • Estabelecer a importância da segmentação. EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 65 As redes de computadores têm inúmeros usos, tanto por empresas quanto por indivíduos, veremos o modelo cliente-servidor que provê vários serviços para organizações e usuários. Nesse modelo o cliente solicita um serviço e o servidor provê as respostas da solicitação. Já no modelo P2P (peer to peer) não existe a figura central do servidor, todos os hosts participantes da rede podem ser considerados como clientes e servidores ao mesmo tempo, basta seu computador estar conectado à rede. As topologias de rede definem a forma física das redes de computadores, como, por exemplo, a topologia barramento, que foi bastante utilizada, e, com o decorrer dos anos e o desenvolvimento de novas tecnologias, foi substituída pela topologia estrela, que usa um concentrador central como ponto de acesso para todos os outros hosts da rede. Já a topologia mesh é mais atual e tem a finalidade de manter todos os hosts interconectados entre si, traremos alguns aspectos das vantagens e desvantagens destas topologias. Continuando sobre as topologias físicas teremos as Topologia em Barramento ou Bus, Topologia em Estrela ou Star, Topologia em Anel ou Ring, Topologia em Malha ou Mesh, Topologia em Árvore, Topologia em Espinha Dorsal ou Backbone e Topologia em Duplo Anel ou FDDI. Quanto às topologias lógicas temos os protocolos que atuam junto aos concentradores de rede ou switchs. Veremos os protocolos da camada de aplicação que trabalham diretamente com os programas que são a interface entre a máquina e o usuário, as camadas de transportes temos os protocolos TCP e UDP. Sem deixar de citar os outros inúmeros protocolos de rede, cada um com sua função específica. E finalizando veremos as conexões do tipo unicast, multicast e broadcast, o que são os domínios de colisão e broadcast e o conceito de segmentação de rede e seus aspectos. INTRODUÇÃO EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 66 No modelo cliente-servidor, encontram-se as figuras do cliente e do servidor. O cliente é o dispositivo que solicita um serviço, enquanto o servidor adquire, processa e responde às solicitações do cliente. Um servidor suporta ser encarregado por um ou mais serviços, tais como serviços de arquivo e impressão, serviços de comunicação, serviços Web e serviços de banco de dados. Como os servidores centralizam todas as solicitações, essas máquinas devem ter características de hardware e software que permitam atender aos requisitos mínimos de disponibilidade e desempenho, o que influencia no parâmetro de custo.O modelo cliente-servidor é amplamente utilizado em redes locais onde questões de desempenho e administração centralizada são importantes. A Internet é um dos melhores exemplos de rede cliente-servidor, na qual inúmeros serviços são oferecidos por equipamentos especializados, como servidores de correio eletrônico e Web. A título de exemplo, o serviço Web é fornecido por servidores como Apache, Microsoft IIS, Tomcat, entre outros. O cliente desse serviço é o navegador web, que pode ser, por exemplo, o Mozilla Firefox, Microsoft Internet Explorer ou Edge, Google Chrome, entre outros. O navegador solicita uma página ao servidor Web, que processa a solicitação e retorna a página solicitada. A página é então exibida pelo navegador na tela do usuário. Toda essa disposição é chamada de modelo cliente-servidor, o qual é amplamente utilizado e constitui a base de grande parte do uso da rede. A utilização mais popular atualmente é a de uma aplicação Web, na qual o servidor fornece páginas Web com base em seu banco de dados em resposta às solicitações do cliente. O modelo cliente-servidor é CLIENTE-SERVIDOR, PEER TO PEER (P2P) BARRAMENTO, ESTRELA, MESH1 TÓPICO EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 67EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 apropriado tanto quando o cliente e o servidor estão no mesmo local (e pertencem à mesma empresa), quanto quando estão distantes. Por exemplo, quando um indivíduo em casa acessa uma página na World Wide Web, o mesmo modelo é utilizado, com o servidor Web remoto desempenhando o papel do servidor e o computador pessoal do usuário agindo como o cliente. Sob a maioria das condições, um único servidor pode lidar com um grande número (centenas ou milhares) de clientes simultaneamente. Se observarmos o modelo cliente-servidor em detalhes, notaremos que envolve dois processos (por exemplo, programas em execução), um na máquina cliente e outro na máquina servidora. A comunicação ocorre quando o processo cliente envia uma mensagem pela rede ao processo servidor. Em seguida, o processo cliente espera por uma mensagem de resposta. Assim que o processo servidor recebe a solicitação, ele executa a tarefa solicitada ou busca pelos dados solicitados e envia uma resposta de volta, conforme ilustrado na figura a seguir. FIGURA 1 – O MODELO CLIENTE-SERVIDOR ENVOLVE SOLICITAÇÕES E RESPOSTAS Fonte: Adaptado de TANENBAUM (2011) Outro serviço é o de solicitação/resposta. Nele, o transmissor envia um único datagrama contendo uma solicitação; a resposta contém a réplica. A solicitação/resposta é, em geral, usada para implementar a comunicação no modelo cliente-servidor: o cliente emite uma solicitação e o servidor responde. Por exemplo, um cliente de telefones e fontes de entretenimento, bem como um modo de comprar e vender produtos e serviços. Em geral, as pessoas têm acesso à Internet com a utilização de um telefone ou provedores a cabo em casa, embora um número cada vez maior de pessoas tenha uma conexão sem fio para laptops e telefones. Os avanços na tecnologia estão permitindo novos tipos de aplicações móveis e redes com computadores embutidos em aparelhos e outros dispositivos do usuário. Os mesmos avanços levantam questões sociais, como preocupações acerca da privacidade móvel poderia enviar uma consulta a um servidor de mapa para receber os dados de mapa para seu local atual” (TANENBAUM, 2011, p. 23). 68EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 Um outro formato de oferecer os serviços de rede é utilizar o modelo peer-to-peer. No modelo peer-to-peer ou P2P, são disponibilizados por qualquer dispositivo da rede de modo igual, não existindo a imagem de um servidor individualizado. As redes P2P são fáceis de instalar e, como não existe a imagem do servidor, oferecem baixo custo, grande escalabilidade e disponibilidade. A figura a seguir exemplifica uma rede P2P. FIGURA 2 – REDE P2P Fonte: https://image.shutterstock.com/image-vector/vector-tech-icon-internet-peering-600w-1281824551.jpg Por outro lado, as redes peer-to-peer convencionais oferecem baixo desempenho e administração descentralizada, o que torna o gerenciamento da rede mais difícil. As redes P2P conseguem ser utilizadas em pequenas redes locais, em que questões de desempenho não são importantes. No momento atual, o modelo peer-to-peer vem sendo aplicado por usuários da Internet para o compartilhamento de arquivos, como música e vídeo. Independentemente do tipo de rede, é possível usufruir dos benefícios de ambas as filosofias integrando serviços cliente-servidor e peer-to-peer. Para informações adicionais sobre o modelo cliente-servidor, consultar (ORFANI, 1999). A topologia em barramento é outro item importante nas redes quando nos referimos à sua configuração, pois define como os dispositivos estão fisicamente conectados. De maneira geral, as topologias de rede podem ser classificadas como ponto a ponto ou multiponto. Nas redes ponto a ponto, existe uma conexão dedicada ligando dois dispositivos, ou seja, não há compartilhamento físico do canal de comunicação. Nas redes multiponto, o canal de comunicação é compartilhado por todos os dispositivos da rede. 69EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 FIGURA 3 - REPRESENTAÇÃO DE UMA TOPOLOGIA BARRAMENTO Fonte: https://image.shutterstock.com/image-vector/bus-network-topology-vector-black-600w-1491041666. jpg Resumidamente, uma rede em barramento é a forma mais simples de distribuição de uma rede. Numa topologia em barramento, todos os hosts estão interligados por uma mesma linha de transmissão através de cabo, geralmente coaxial. A palavra ‘barramento’ refere-se à linha física que conecta as máquinas da rede. Esta topologia possui a vantagem de ser simples de instalar e operar. No entanto, é altamente vulnerável, pois se uma das conexões falhar, toda a rede será afetada. Na topologia estrela, todos os dispositivos estão conectados ponto a ponto a um dispositivo central ou concentrador. Quando um dispositivo deseja se comunicar com outro que não seja o concentrador, a origem envia a mensagem primeiro para o dispositivo central, que então a encaminha para o destino. Por exemplo, na figura a seguir, o dispositivo central atua como concentrador. Assim, um dispositivo deve primeiro enviar a mensagem para o concentrador (hub), que por sua vez a envia para o host de destino. 70EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 FIGURA 4 - REPRESENTAÇÃO DE UMA TOPOLOGIA ESTRELA Fonte: https://image.shutterstock.com/image-vector/star-network-topology-showing-arrangement- 600w-1822171475.jpg. A grande vantagem dessa topologia é a sua simplicidade e baixo custo. Sua grande desvantagem está na baixa disponibilidade, pois dependem integralmente do dispositivo central para o funcionamento da rede. Se o concentrador sofrer qualquer problema, todos os outros dispositivos não poderão se comunicar. Uma solução comum para o problema é adotar dispositivos com alta disponibilidade, que implementam algum esquema de redundância. Outro possível problema é o desempenho. Como todo o fluxo de dados passa pelo concentrador, esse dispositivo pode sofrer com o excesso de tráfego e prejudicar o desempenho da rede. A topologia em estrela é largamente utilizada em redes locais Ethernet, e as estações são ligadas a um hub ou switch que funciona como concentrador (MAIA, 2009, p. 68). Topologia MESH, também conhecida como rede de malha ou mesh, é um aperfeiçoamento da topologia em estrela, representando várias conexões ponto a ponto. Uma rede mesh pode ter (1, N) conexões ponto a ponto com várias outras unidades. Cada terminal está interligado a todos os outros, porém, uma desvantagem significativa é o enorme número de conexões necessárias. Esta topologia é comumente encontrada em grandes redes de distribuição, como a Internet.Os dados podem percorrer a rede seguindo rotas distintas, sob a administração de poderosos supervisores de rede ou por meio de métodos distribuídos de roteamento. Em caso de quebra de um link, as informações ainda podem ser enviadas. Além disso, essa topologia é empregada em redes Wi-Fi para garantir cobertura. Isso é conhecido como rede de malha, mas é aplicável apenas aos roteadores Wi-Fi. 71EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 FIGURA 5 - REPRESENTAÇÃO DE UMA TOPOLOGIA MESH Fonte: https://image.shutterstock.com/image-illustration/mesh-topology-networking-communication- connectivity-600w-1716418198.jpg 72 Topologia de rede é o caminho no qual o ambiente de rede está conectado aos computadores e outros componentes de uma rede de computadores. Fundamentalmente, é a estrutura topológica da rede, e pode ser representada física ou logicamente. Há inúmeras formas nas quais se pode estruturar a interligação entre cada um dos nós da rede. Existem duas categorias básicas de topologias de rede: • Topologia física; • Topologia lógica. A topologia física representa a real aparência ou design da rede, enquanto a topologia lógica indica o fluxo dos dados através dela. A topologia física descreve como as redes estão conectadas (layout físico) e os meios de conexão dos dispositivos de rede. O formato no qual os cabos estão conectados, genericamente denominada topologia da rede (física), influencia diversos pontos críticos, como flexibilidade, velocidade e segurança. Por outro lado, a topologia lógica trata da maneira como os sinais interagem em relação aos meios de rede, ou seja, como os dados são transmitidos através da rede de um dispositivo para outro, independentemente da interligação física dos dispositivos. Topologias lógicas estão regularmente associadas ao controle de acesso à mídia, métodos e protocolos. Elas são qualificadas para serem reconfiguradas dinamicamente por meio de equipamentos especiais, como roteadores e switches. TOPOLOGIA FÍSICA X TOPOLOGIA LÓGICA, PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO, PROTOCOLOS DE TRANSPORTE2 TÓPICO EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 73EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 Algumas das diferentes Topologias Físicas existentes para Redes: • Topologia em Barramento ou Bus; • Topologia em Estrela ou Star; • Topologia em Anel ou Ring; • Topologia em Malha ou Mesh; • Topologia em Árvore; • Topologia em Espinha Dorsal ou Backbone; • Topologia em Duplo Anel ou FDDI. Protocolo de Aplicação: semelhante na camada de aplicação, há necessidade de protocolos de suporte, com a finalidade de permitir que as aplicações funcionem. Examinaremos alguns dos vários protocolos de aplicação que temos disponíveis. Assim, os principais protocolos de aplicação são: TELNET, FTP, TFTP, SMTP, POP, IMAP, DNS, HTTP, HTTPS, RTP, MIME, SIP, RDP, SSH, IRC, NNTP e TLS. Veremos alguns exemplos a seguir: DNS — Domain Name System (Sistema de Nomes de Domínio): Embora os programas possam referir-se, em princípio, a páginas Web, caixas de correio, entre outros recursos que utilizam os endereços de rede (por exemplo, endereços IP) dos hosts em que estão alojados, esses endereços são difíceis para as pessoas lembrarem. Além disso, navegar pelas páginas Web de uma empresa a partir de 192.111.24.41 significa que, se a empresa mudar o servidor Web para uma máquina diferente, com um endereço IP diferente, todos precisam ser informados sobre o novo endereço IP. Por essa razão, foram adotados nomes de alto nível, legíveis, para desvincular os nomes das máquinas dos endereços dessas máquinas. Desta maneira, o servidor Web da empresa poderia ser conhecido como www.escola.edu.br independentemente do seu endereço IP. No entanto, a rede reconhece apenas endereços numéricos; consequentemente, é necessário algum tipo de mecanismo para converter as strings ASCII em endereços de rede. Para solucionar esses problemas, foi criado o sistema de nomes de domínio, ou DNS (Domain Name System), em 1983. Ele tem sido uma parte fundamental da Internet desde então. A natureza do DNS é criar um esquema hierárquico de atribuição de nomes baseado no domínio e um sistema de banco de dados distribuído para efetuar esse esquema de nomenclatura. Ele é mais usado para mapear nomes de hosts em endereços IP, mas da mesma forma pode servir para outros 74EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 propósitos. O DNS é definido nas RFCs 1034, 1035, 2181 e elaborado com mais detalhes em muitas outras. Correio eletrônico: o correio eletrônico, ou e-mail, como é chamado por muitos, tem sido uma aplicação popular desde os primeiros dias da Internet. Os protocolos de e-mail também evoluíram durante o período de seu uso. No princípio, os sistemas de correio eletrônico consistiam meramente em protocolos de transferência de arquivos, com a condição de que a primeira linha de cada mensagem (ou seja, o arquivo) contivesse o endereço do destinatário. À medida que os anos passaram, o e-mail evoluiu além da transmissão de arquivos e muitos recursos foram acrescentados, como a habilidade de enviar uma mensagem para uma lista de destinatários. Os agentes de transferência de mensagem geralmente são processos do sistema. Eles operam em segundo plano nos hosts servidores de e-mail e estão permanentemente disponíveis. Sua tarefa é mover automaticamente o e-mail pelo sistema do remetente ao destinatário usando o SMTP (Simple Mail Transfer Protocol). Essa etapa é conhecida como transferência de mensagem. O SMTP foi originalmente especificado na RFC 821 e posteriormente revisado para se tornar a atual RFC 5321. No SMTP (Simple Mail Transfer Protocol), as mensagens de correio eletrônico são entregues quando a máquina de origem estabelece uma conexão TCP com a porta 25 da máquina de destino. O servidor de correio que se comunica através do SMTP mantém- se à escuta nessa porta. Esse servidor recebe as conexões recebidas, sujeitas a algumas verificações de segurança, e também mensagens para entrega. O SMTP é um protocolo ASCII muito simples. Isso não representa uma fraqueza, mas sim um recurso. O uso de texto ASCII torna os protocolos fáceis de desenvolver, testar e depurar. IMAP — Internet Message Access Protocol: Um dos principais protocolos usados para a remessa final é o IMAP (Internet Message Access Protocol). A versão 4 do protocolo é estabelecida na RFC 3501. Para utilizar o IMAP, o servidor de correio executa um servidor IMAP que escuta na porta 143. O agente do usuário utiliza um cliente IMAP. Inicialmente, o cliente inicia uma conexão segura, se necessário, e depois estabelece um login ou autentica-se de alguma forma no servidor. O IMAP é uma melhoria em relação a um protocolo de entrega final mais antigo, o POP3 (Post Office Protocol, versão 3), especificado na RFC 1939. O POP3, é um protocolo mais básico, com menos recursos e é menos seguro para o uso diário. Os e-mails são geralmente baixados para o computador do agente do usuário, em vez de permanecerem no servidor de correio. Isso simplifica a vida do servidor, 75EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 mas torna mais difícil para o usuário ler e-mails em diversos computadores. Além disso, se o computador do agente do usuário sofrer danos, todos os e-mails podem ser perdidos permanentemente. A World Wide Web — é uma estrutura arquitetônica que permite o acesso a documentos vinculados espalhados por milhões de máquinas na Internet. Em 1994, o CERN e o MIT assinaram um acordo criando o W3C (World Wide Web Consortium), uma organização voltada para o desenvolvimento da Web, padronização de protocolos e para o incentivo da interoperabilidade entre os sites. O protocolo de solicitação-resposta para descobrir páginas é simples, baseado em texto, e opera sobre TCP, assim como no caso do SMTP. Eleé chamado HTTP (HyperText Transfer Protocol). O conteúdo pode ser unicamente um documento lido de um disco, ou então o resultado de uma consulta de banco de dados e a execução de um programa. Quanto à página, ela pode ser estática e exibir o mesmo documento sempre que for acessada. Ao contrário, se for gerada sob demanda por um programa ou se contiver um programa, é chamada de página dinâmica. HTTP — HyperText Transfer Protocol: O protocolo utilizado para transportar toda essa informação entre os servidores e os clientes na Web é o HTTP (HyperText Transfer Protocol), especificado na RFC 2616. Ele determina quais mensagens os clientes podem enviar para os servidores e quais respostas recebem em retorno. Os cabeçalhos de solicitação e resposta são fornecidos em ASCII, da mesma forma que no SMTP. Protocolo de transporte: a camada de transporte baseia-se na camada de rede para facilitar o transporte de dados de um processo em um host de origem para um processo em um host de destino com um nível de segurança desejado, independentemente das redes físicas em uso no momento. Assim como existem dois tipos de serviço de rede - o serviço orientado a conexões e o serviço não orientado as conexões - também existem dois tipos de serviço de transporte. O serviço de transporte orientado as conexões assemelha-se ao serviço de rede orientado a conexões em muitos aspectos. Em ambos os casos, as conexões passam por três fases: o estabelecimento, a transferência de dados e o encerramento. O endereçamento e o controle de fluxo também são semelhantes em ambas as camadas. Além disso, o serviço de transporte não orientado as conexões é similar ao serviço de rede não orientado a conexões. UDP: O conjunto de protocolos da Internet inclui um protocolo de transporte não orientado a conexões, chamado Protocolo de Datagrama do Usuário, ou UDP (User Datagram Protocol). O UDP oferece um canal para que as aplicações enviem datagramas 76EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 IP encapsulados sem a necessidade de estabelecer uma conexão. O UDP é descrito na RFC 768. O UDP transmite segmentos compostos por um cabeçalho de 8 bytes, seguido pela carga útil. As duas portas servem para identificar os pontos extremos nas máquinas de origem e destino. Quando um pacote UDP chega, sua carga útil é entregue ao processo associado à porta de destino. Essa associação ocorre quando a primitiva BIND ou algo semelhante é usada. Pode-se pensar nas portas como caixas de correio que as aplicações podem utilizar para receber pacotes. Sem os campos de portas, a camada de transporte não saberia o que fazer com o pacote que chegasse. Com eles, a camada entrega o segmento encapsulado à aplicação correta. Para aplicações que necessitam de controle preciso sobre o fluxo de pacotes, erros ou sincronização, o UDP fornece apenas o necessário. Uma área em que ele é especialmente útil é nas situações cliente-servidor. O TCP, ou Protocolo de Controle de Transmissão (Transmission Control Protocol), foi especificamente projetado para oferecer um fluxo de bytes confiável de ponta a ponta em uma rede interligada não confiável. Uma rede interligada difere de uma rede única devido às suas diversas partes, que podem ter topologias, larguras de banda, atrasos, tamanhos de pacotes e outros parâmetros completamente diferentes. O TCP foi projetado para se ajustar dinamicamente às características da rede interligada e ser robusto diante dos diversos tipos de falhas que podem ocorrer. O TCP foi formalmente definido na RFC 793, em setembro de 1981. Ao longo do tempo, várias melhorias foram implementadas e diversas falhas e inconsistências foram corrigidas, o que resultou na criação de um guia para as muitas RFCs, naturalmente publicado como outro documento RFC, a RFC 4614. Por vezes, utilizamos apenas “TCP” para referir tanto à entidade de transporte TCP (um software) quanto ao protocolo TCP (um conjunto de regras). A camada IP não oferece garantia de que os datagramas serão entregues adequadamente, nem faz recomendações sobre a velocidade com que os datagramas podem ser enviados. Cabe ao TCP enviar datagramas com velocidade considerável para utilizar a capacidade disponível, mas sem causar congestionamentos, além de definir o timeout permitido e retransmitir quaisquer datagramas que não tenham sido entregues. Os datagramas também podem chegar fora de ordem; o TCP também deve reorganizá-los em mensagens na sequência correta. Em resumo, o TCP deve fornecer bom desempenho com a confiabilidade que a maioria das aplicações deseja, mas que o IP não oferece. 77EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 Resumindo os protocolos de transporte pode dizer o seguinte: Protocolo orientado a conexão • Estabelece conexão antes da transmissão; • Implementa controle de erro; • Implementa controle de fluxo; • Indicado para a transmissão de grandes volumes de dados; • Complexo e lento; • Exemplo: TCP. Protocolo não-orientado à conexão • Não estabelece conexão antes da transmissão; • Não oferece controle de erro; • Não oferece controle de fluxo; • Indicado para a transmissão de pequenos volumes de dados; • Simples e rápido; • Exemplo: UDP. 78 Para garantir que a comunicação ocorra com sucesso, os dispositivos precisam utilizar protocolos de comunicação, que são regras predefinidas a serem seguidas pelos dispositivos. Os protocolos usados em uma rede devem ser compatíveis; caso contrário, a comunicação não se promoverá de forma efetiva ou, em último caso, não ocorrerá. Os protocolos de rede assemelham-se às regras de trânsito, que devem ser obedecidas pelos motoristas para que cheguem ao destino com segurança. Existem vários protocolos relacionados à comunicação de dados e redes de computadores, e cada um tem uma função específica. O TCP e o IP são dois dos vários protocolos utilizados na Internet. Por serem considerados os mais importantes, o termo TCP/IP é utilizado como forma de referenciar todos os protocolos que fazem parte do modelo da Internet. Os protocolos possuem funções específicas e precisam interagir para tornar o processo de comunicação efetivo. A ideia do modelo de camadas é, inicialmente, dividir o projeto de redes em funções independentes e agrupar as funções afins em camadas, criando o total isolamento de suas funções e, principalmente, a independência de cada nível. O modelo de camadas traz grandes benefícios para a manutenção do projeto da rede, pois, se houver algum problema, basta identificar a camada responsável e corrigi-lo. Além disso, é possível introduzir novas funcionalidades em uma sem que as demais sejam afetadas, reduzindo o esforço para a evolução do projeto de rede. Existem também comerciais na adoção do modelo em camadas, principalmente quando existe uma arquitetura padrão a ser seguida pelos fornecedores de produtos de redes. Nesse caso, diferentes empresas PROTOCOLOS DE REDE, PACOTES UNICAST, MULTICAST E BROADCAST3 TÓPICO EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 79EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 podem oferecer soluções para uma ou mais camadas, e os usuários podem adquirir produtos de diferentes fabricantes sem o risco de incompatibilidade entres diferentes produtos” (MAIA, 2009, p. 3). Os protocolos de rede mais comuns são: ● Ethernet; ● Local Talk; ● Token Ring; ● FDDI; ● ATM. Ethernet: O Protocolo Ethernet é amplamente aplicado. O Ethernet utiliza um esquema de acesso chamado CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection - Detecção de Acesso Múltiplo com Detecção de Colisão). É um esquema em que cada host escuta o cabo antes de enviar qualquer coisa pela rede. Se a rede estiver desocupada, o host transmitirá. Se outros hosts já tiverem transmitido no cabo, o host aguardará e tentará novamente quando a rede estiver desocupada. Às vezes,dois hosts tentam transmitir simultaneamente, resultando em uma colisão. Cada host recua e espera uma quantidade aleatória de tempo antes de tentar retransmitir. Com essa técnica de acesso, é normal ocorrerem colisões. No entanto, o atraso causado por colisões e retransmissões é mínimo e geralmente não afeta a velocidade de transmissão na rede. O protocolo Ethernet possibilita topologias lineares de barramento, estrela ou árvore. Os dados podem ser transmitidos por meio de pontos de acesso sem fio, cabos trançados, cabos coaxiais ou fibra óptica, com velocidades variando de 10 Mbps a 1000 Mbps. Fast Ethernet: para aumentar a velocidade de transmissão, o protocolo Ethernet evoluiu para um novo padrão que suporta 100 Mbps, regularmente chamado de Fast Ethernet. O Fast Ethernet requer a utilização de concentradores/hubs de rede distintos e mais caros, assim como placas de interface de rede. Além disso, é necessário um par trançado de categoria 5 ou cabo de fibra óptica. LocalTalk: o LocalTalk é um protocolo de rede proprietário desenvolvido pela Apple Computer, Inc. para computadores Macintosh. O método utilizado pelo LocalTalk é denominado CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance - Acesso Múltiplo a Transportadora com Evitação de Colisão). É semelhante ao CSMA/CD, exceto pelo fato de que um computador sinaliza sua intenção de transmitir antes de fazê-lo. Adaptadores LocalTalk e cabos de par trançado especial podem ser usados para conectar 80EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 vários computadores através da porta serial. O sistema operacional Macintosh permite a criação de uma rede ponto a ponto sem a necessidade de software adicional. Com a inclusão da versão do servidor do software AppleShare, é possível estabelecer uma rede cliente/servidor. O protocolo LocalTalk permite topologias de barramento linear, estrela ou árvore utilizando cabo de par trançado. Token Ring: o protocolo Token Ring foi criado pela IBM em meados da década de 1980. A técnica de acesso usada envolve a passagem de token. No Token Ring, os hosts estão conectados de forma que os dados viajem pela rede de um host para outro em um anel lógico. Um único token eletrônico move-se ao redor do anel de um host para outro. Se um host não possui informações para transmitir, simplesmente passa o token para o próximo host. Se um host deseja transmitir e recebe um token vazio, ele anexa dados ao token. O token continua em torno do anel até chegar ao host para o qual os dados foram destinados. Nesse ponto, os dados são capturados pelo host receptor. O protocolo Token Ring requer um anel com estrela utilizando par trançado ou cabo de fibra óptica. FDDI: a Interface de Dados Distribuídos por Fibra (FDDI) é um protocolo de rede utilizado principalmente para interligar duas ou mais redes de área local, geralmente em longas distâncias. A forma de acesso usada pelo FDDI envolve a passagem de token. O FDDI utiliza uma topologia física de anel duplo. A transmissão geralmente ocorre em um dos anéis; no entanto, se ocorrer uma interrupção, o sistema preserva as informações em movimento utilizando automaticamente partes do segundo anel para criar um novo anel completo. Uma grande vantagem do FDDI é sua alta velocidade. Opera sobre cabo de fibra óptica a 100 Mbps. ATM: a Transferência Assíncrona de Modo (ATM) é um protocolo de rede que transmite dados a uma velocidade de 155 Mbps e superior. O ATM opera transmitindo todos os dados em pequenos pacotes de tamanho fixo, ao contrário de outros protocolos que transferem pacotes de tamanho variável. O ATM suporta uma variedade de mídias, como vídeo, áudio com qualidade de CD e imagem. Utiliza uma topologia em estrela, podendo trabalhar tanto com fibra óptica quanto com cabo de par trançado. É amplamente utilizado para interligar duas ou mais redes locais e regularmente empregado pelos provedores de serviços de Internet para oferecer acesso de alta velocidade à Internet aos seus clientes. Gigabit Ethernet: o mais recente desenvolvimento no padrão Ethernet é um protocolo que possui uma velocidade de transmissão de 1 Gbps. O Gigabit Ethernet é principalmente empregado para backbones em uma rede, embora já possamos vê-lo sendo utilizado para conexões de estações de trabalho e servidores. Pode ser utilizado com cabos 81EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 de fibra óptica e cobre. O 1000 BaseTX, o cabo de cobre utilizado para o Gigabit Ethernet, tornou-se o padrão formal em 1999. A comunicação de uma rede comutada é feita de três formas: ● unicast; ● multicast; ● broadcast. De forma bastante resumida, vamos explicar e exemplificar os conceitos de comunicação em redes comutadas, fundamentais para quem trabalha com Redes de Computadores. Unicast: É um modelo de comunicação no qual um quadro é enviado de um host e endereçado a um destino específico. Na transmissão unicast, há apenas um remetente e um receptor. Essa forma de transmissão é predominante em redes locais e na Internet. Entre os exemplos de protocolos que utilizam transmissões unicast estão HTTP, SMTP, FTP e Telnet. A figura a seguir demonstra a conexão do tipo unicast. Observem que o Cabo Verde representa esse tipo de comunicação entre um receptor e um remetente. FIGURA 6: UNICAST DE REDE Fonte: Free CCNA Tutorials. Study CCNA do free! https://study-ccna.com/unicast-multicast-and-broadcast-addresses/ Multicast: É um modelo de comunicação no qual um quadro é enviado para um grupo específico de dispositivos ou clientes. Os clientes da comunicação multicast devem ser membros de um grupo multicast lógico para receber as informações. Um exemplo 82EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 de transmissão multicast é a transmissão de vídeo e voz associada a uma reunião de negócios (videoconferência), baseada em rede. A figura a seguir demonstra a conexão do tipo multicast. Observem que o Cabo Verde representa esse tipo de comunicação entre um remetente e dois outros receptores. FIGURA 7 - MULTICAST DE REDE Fonte: Free CCNA Tutorials. Study CCNA do free! https://study-ccna.com/unicast-multicast-and-broadcast-addresses/ Broadcast: é um modelo de comunicação no qual um quadro é enviado de um endereço para todos os outros endereços. Nesse caso, há apenas um remetente, mas as informações são enviadas para todos os receptores conectados. A transmissão de broadcast é fundamental durante o envio da mesma mensagem para todos os dispositivos na rede local. Um exemplo disso é a transmissão de broadcast pela consulta de resolução de endereço que o protocolo de resolução de endereços (ARP, Address Resolution Protocol) envia para todos os computadores em uma rede local. A figura a seguir demonstra a conexão do tipo broadcast. Observem que o Cabo Verde representa esse tipo de comunicação entre um remetente e todos os outros receptores integrantes da rede. 83EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 FIGURA 8 - BROADCAST DE REDE Fonte: Free CCNA Tutorials. Study CCNA do free! https://study-ccna.com/unicast-multicast-and-broadcast-addresses/ 84 Primeiramente iremos introduzir os elementos para interligação de redes: Repetidor • Interliga níveis físicos diferentes com mesmo MAC (método de controle de acesso); • Os dispositivos interligados através de um repetidor se encontram em um mesmo domínio de colisão e de broadcast. Roteador • Permite conectar redes diferentes; • Divide um domínio de broadcast em dois ou mais domínios de broadcast menores. Switch ● Capacitado a selecionar em que porta os frames devem ser enviados; ● Divide um domínio de colisão em dois ou mais domínios de colisão menores; ● Cada porta do switch corresponde a um domínio de colisão diferente. Domínio de colisão: é um segmento lógico da rede onde os pacotes transmitidos pelos integrantesa produção em grande escala, e barateando consequentemente o custo para produzir os computadores, em especial os PC (Personal Computers). “O velho modelo de um único computador atendendo a todas as necessidades computacionais da organização foi substituído por outro no qual os trabalhos são realizados por inúmeros computadores separados, porém interconectados. Esses sistemas são chamados redes de computadores” (TANENBAUM, 2011, p. 1). A internet se expandiu rapidamente, conectando cada vez mais computadores em diferentes locais. Para garantir o funcionamento dessa rede global, foram criados padrões e protocolos que regulam o tráfego de dados. A internet abrange desde conexões locais em um prédio até conexões internacionais entre continentes. Há também conexões extraterrestres, como os satélites e a Estação Espacial Internacional. Neste trabalho, vamos explorar as arquiteturas e os tipos de conexão da internet, bem como as padronizações que permitem sua operação eficiente. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 9 O primeiro experimento divulgado de conexão de computadores em rede foi datado no ano de 1965, nos Estados Unidos, por dois cientistas: Lawrence Roberts e Thomas Merril. A experiência foi gerada por meio de uma linha telefônica discada de baixa velocidade, estabelecendo a conexão entre dois centros de pesquisa em Massachusetts. A biografia das redes de computadores está profundamente relacionada ao avanço dos sistemas computacionais e das telecomunicações. Somente grandes corporações e centros de pesquisas dispunham de condições para comprar e manter tais sistemas. Com o avanço computacional, os computadores ficaram mais acessíveis, possibilitando que empresas e universidades possuíssem seus próprios sistemas computacionais. Além disso, os computadores tornaram-se menores, mais rápidos, confiáveis e de fácil interação. A evolução das telecomunicações tem papel fundamental no surgimento e na evolução das redes de computadores. Avanços no sistema de telefonia e a comunicação utilizando satélites, rádio, micro-ondas, fibras ópticas e telefonia celular permitiram ampliar a cobertura geográfico das redes em escala global, reduzir o custo das conexões, aumentar as taxas de transmissão e, ao mesmo tempo, reduzir as taxas de erro e oferecer diferentes possibilidades de conexão. A partir da disseminação do uso dos computadores e dos avanços das telecomunicações, foi possível a conexão dos sistemas e, consequentemente, a troca de informações e o compartilhamento dos recursos computacionais (MAIA, 2009, p. 16). Com a intenção de fazer frente às inovações tecnológicas desenvolvidas pela antiga União Soviética, a presidência dos EUA criou uma agência com a incumbência de desenvolver projetos de ponta, chamada ARPA (Advanced Research Projects Agency) em 1957. Um HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES E A INTERNET1 TÓPICO INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 10 desses programas é o desenvolvimento de uma rede de intercomunicação para interligar os diferentes computadores das instituições de pesquisa separadas geograficamente. Mas somente em 1966, com a ida de Robert Taylor para o ARPA, e, futuramente, de Lawrence Roberts em 1967, o conceito de construir a ARPANET foi, enfim, proposto aplicando o conceito de comutação por pacotes. Segundo Maia (2009, p. 17) na comutação por pacotes, uma mensagem é dividida em pedaços menores, chamados pacotes, e encaminhados pela rede de interconexão de forma independente, podendo tomar caminhos diferentes entre a origem e o destino. Essa ideia permite que os diversos dispositivos compartilhem os mesmos canais de comunicação, o que não acontecia na comutação por circuitos. Os primeiros estudos sobre a utilização de redes de pacotes aconteceram nos EUA por Paul Baran, do RAND, e Leonard Kleinrock, do MIT (Massachusetts Institute of Technology). A ARPANET seria composta por computadores, chamados hosts, interligados a linhas telefônicas de 56 Kbps através de um dispositivo denominado IMP (Interface Message Processor), encarregado por direcionar os pacotes pela rede de interconexão, equivalente aos roteadores atuais. No ano 1969, o primeiro IMP foi instalado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), subsequente pelo Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI), Universidade da Califórnia Santa Bárbara e Universidade de Utah, totalizando quatro localizações. Estava criado o embrião da atual Internet. Nesse ano, foi publicada a primeira RFC (Request for Comments), que passou a ser a forma de especificar os padrões a serem seguidos no modelo Internet (MAIA, 2009, p. 17). Durante a década de 1970 muitas empresas, em especial, fabricantes de computadores, criaram suas próprias arquiteturas de rede, como a IBM com o SNA (System Network Architecture), a Digital com o DECnet e a Xerox com o XNS (Xerox Network Services). Além de arquiteturas públicas, padrões abertos similarmente foram desenvolvidos, como o protocolo CCITT X.25 para redes públicas de pacotes no ano de 1976. Inúmeras redes de pacotes foram implementadas baseadas no protocolo X.25, como Telenet (EUA), Datapac (Canadá), Transpac (França), PSS (Inglaterra) e RENPAC (Brasil). Com a admissão do TCP/IP como padrão de redes, mas essas e outras iniciativas perderam interesse, ou apenas, sumiram. O primeiro protocolo utilizado na ARPANET para a comunicação entre dois hosts, o NCP (Network Control Protocol), foi finalizado em 1970 e permitiu que as primeiras aplicações fossem desenvolvidas [RFC-54]. Em 1972, Ray Tomlinson desenvolveu o primeiro software de correio eletrônico, simplificando INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 11 a troca de informações entre os usuários da rede. O protocolo NCP possuía uma série de limitações que impediam o rápido crescimento da rede. Em 1974, Vinton Cerf e Robert Kahn apresentaram uma proposta de um novo protocolo, chamado TCP (Transmission Control Program), que incluía funções da camada de rede e transporte em um único protocolo. Posteriormente, o TCP seria desmembrado em dois, gerando os protocolos TCP e IP (Internet Protocol), utilizados atualmente. Durante a década de 1970, a ARPANET alcançaria a marca de cerca de 200 hosts (MAIA, 2009, p. 17). E foi em 1971 na Universidade do Havaí que projetaram uma rede para interligar as várias unidades da instituição espalhadas pelas ilhas do arquipélago. Chamada de ALOHANET, era uma rede de pacotes que operava ondas de rádio implementando o controle de acesso ao meio. No final de 1972, a rede ALOHANET foi conectada à ARPANET via satélite. Influenciado pelas ideias da ALOHANET, Robert Metcalfe, em 1973, apresentou as bases para o que viria a ser o protocolo Ethernet, utilizado atualmente pela grande maioria das redes locais (MAIA, 2009, p. 17). No Brasil, em 1976, a EMBRATEL implantou os primeiros circuitos para a transmissão digital de dados, operando a velocidades de até 4.800 bps. Mais tarde, esse serviço passou a se autodenominar TRANSDATA. Já na década de 1980, a ARPANET aumentaria de forma intensa, concedendo uma transição de 200 hosts para 160 mil hosts. Esse crescimento se deve a uma continuação de fatos, como o aprimoramento dos microcomputadores e estações de trabalho, e a evolução das redes locais, especialmente do protocolo Ethernet, padronizado em 1983. Ainda no mesmo ano, o TCP/IP foi adotado no Unix da Universidade de Berkeley, conhecido como BSD (Berkeley Software Distribution), e distribuído para numerosas instituições de ensino. Além do que, o governo dos EUA concebeu uma série de incentivos que favorecia a qualquer instituição de ensino conectar-se à ARPANET. Outro marco importante deu-se em 1º de janeiro de 1983, realizou-se a substituição de toda a rede do protocolo NCP para o TCP/IP, marcando uma nova etapa para a ARPANET [RFC-801]. Com a expansão da rede, era preciso um novo esquema de gerência de nomes etêm o potencial de colidir uns com os outros. Uma colisão acontece quando dois ou mais hosts pertencentes ao mesmo segmento de rede compartilhado difundem quadros ao mesmo tempo. Os quadros consequentemente colidem e os hosts necessitam DOMÍNIO DE COLISÃO X DOMÍNIO DE BROADCAST, SEGMENTAÇÃO DE REDE.4 TÓPICO EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 85EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 retransmiti-los, o que limita a eficiência da rede. Colisões são comuns em topologias de barramento ou em topologias formadas pela interligação dos hosts através de hubs, visto que todas as portas de um hub (observe que a utilização de hubs faz propagar o domínio de colisão a todos os seus segmentos) pertencem ao mesmo domínio de colisão. Domínio de broadcast: consiste em um grupo de dispositivos que recebem qualquer pacote broadcast originário de qualquer dispositivo dentro do segmento de rede. Todas as portas de um hub ou de um switch pertencem ao mesmo domínio de broadcast. O domínio de broadcast pode ser dividido por um roteador, no qual cada porta do roteador representa um domínio de broadcast distinto. Outra forma de dividir o domínio de broadcast é através de uma VLAN. O protocolo de comunicação CSMA/CD, que comanda o acesso ao meio em redes Ethernet, diminui este problema por meio de um conjunto de medidas relativamente simples: antes de propagar um pacote, o host “escuta” o meio físico para verificar se outro host já está transmitindo. Caso o meio físico esteja ocupado, ele espera; caso esteja livre, ele transmite. Devemos saber diferenciar os domínios. Qual é a diferença entre domínio de broadcast e domínio de colisão? No início das redes de computadores, os hubs eram equipamentos utilizados para compartilhar os recursos da rede. Eram “burros”, pois não possuíam a capacidade de processamento como as bridges e os switches. Estes últimos trabalham na camada 2 (enlace) do modelo OSI. Como os hubs não têm capacidade de processamento, operam na camada 1 (física) do modelo OSI. Suponha uma rede local (LAN) com 6 estações, as quais compartilham recursos na rede. O computador “A” quer enviar um e-mail para o computador “B”. Na rede, o concentrador é um hub. Como sabemos, os hubs não têm capacidade de processamento. Isso significa que não irão armazenar o quadro Ethernet na memória temporária para executar a verificação do endereço de destino na tabela SAT-CAM e, posteriormente, encaminhar o quadro Ethernet para o endereço de destino. Portanto, os hubs vão operar da seguinte maneira: o host de origem encaminha o quadro Ethernet para o hub, o qual fará cópias desses quadros e os encaminhará para as portas ativas do concentrador. Por via de regra, esse processo é chamado de flooding. Esse método torna a rede muito lenta e pode também resultar em muitas colisões. Para minimizar os contratempos das colisões, foi criado o algoritmo CSMA/CD. 86EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 Os switches foram determinantes para resolver o problema de colisões na rede. Os switches têm um hardware, como processador, que torna a comutação mais rápida. Os métodos de comutação do switch são: store and forward, cut through e fragment free. O quadro Ethernet é criado e enviado para o concentrador (switch). Esse quadro será salvo na memória temporária e será analisado o endereço de destino. Se o endereço for FFFF. FFFF.FFFF, será executada uma comunicação chamada de um para muitos (broadcast). Os computadores que receberão esse quadro irão desempacotá-lo e verificar se dispõem do serviço. Caso não disponham, serão descartados na rede. O circuito será concluído quando for encontrado o computador que possui o serviço desejado. A segmentação de rede é um método de segurança amplamente utilizado pelas empresas para proteger seus dados de ataques cibernéticos. Ela proporciona a divisão da rede em subseções, permitindo controlar o acesso dos usuários de acordo com as necessidades da empresa. Existem várias formas de aplicar a segmentação de rede em sua arquitetura. Segmentação por VLANs ou Sub-redes: a principal forma de aplicar a segmentação é utilizando Virtual Local Area Networks (VLANs) para criar segmentos de rede menores, com todos os hosts conectados virtualmente uns aos outros, como se permanecessem na mesma LAN. Já as sub-redes usam endereços IP para dividir uma rede em sub-redes menores, conectadas por dispositivos físicos. Segmentação por Firewall: são inseridos limites dentro da rede para criar zonas de acesso. Para transitar de uma zona à outra, é necessário passar pelo firewall. É uma excelente opção para segmentar áreas da empresa. Segmentação com SDN: a rede estabelecida por software, ou Software-Defined Network (SDN), é outra forma de aplicar a segmentação. Este procedimento garante maior automatização e programação da rede por meio de controladores centralizados que são abstraídos do hardware físico da rede. Benefícios da segmentação de rede: Maior visibilidade: um firewall proporciona a uma organização visibilidade de todo o tráfego que passa por ele. Quanto mais segmentada for a rede de uma organização, maior será a visibilidade que ela terá do tráfego interno da rede. Defesa em profundidade: as defesas de perímetro de uma organização ajudam a detectar e bloquear uma série de ameaças que tentam entrar na rede, mas elas não podem capturar tudo. Adicionar vários limites de rede entre ativos críticos e o mundo externo fornece oportunidades adicionais para detectar e responder a uma intrusão. 87EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 Controle de acesso aprimorado: os firewalls que implementam a segmentação de rede podem impor políticas de controle de acesso. Isso permite que uma organização restrinja o acesso à rede com base no princípio do menor privilégio. Movimento lateral restrito: os cibercriminosos normalmente comprometem as estações de trabalho dos usuários e precisam se mover pela rede para acessar sistemas críticos e alcançar seus objetivos. A segmentação da rede torna isso mais difícil de realizar e aumenta a probabilidade de detecção conforme tentam cruzar os limites do segmento. Gerenciamento de ameaças internas: as defesas baseadas em perímetro podem ser eficazes na detecção de ameaças externas, mas são cegas para usuários internos mal-intencionados. A segmentação da rede interna fornece visibilidade e detecção de ameaças para funcionários mal-intencionados e contas comprometidas. Melhor desempenho da rede: a segmentação da rede divide a intranet de uma organização em segmentos distintos com funções definidas. Isso reduz o congestionamento da rede e melhora o desempenho. Proteção de sistemas críticos: alguns sistemas, como sistemas de controle industrial, têm requisitos de disponibilidade muito altos, tornando-os difíceis de atualizar e proteger contra ameaças cibernéticas. As melhores práticas de segurança para esses sistemas incluem colocá-los em segmentos de rede isolados para minimizar sua exposição a ameaças potenciais. Isolamento de sistemas não confiáveis: muitas organizações têm redes públicas de convidados, e o uso crescente de dispositivos corporativos de Internet das Coisas (IoT) introduz uma série de dispositivos inseguros e não confiáveis nas redes corporativas. Isolar esses dispositivos em um segmento de rede separado é uma prática recomendada de segurança IoT e limita a ameaça que eles representam para o ambiente da rede corporativa. (GRUPO BINÁRIO, 2021). Visto que as corporações têm o conhecimento fundamental e as ferramentas e métodos para realizar a implementação, faz-se possível aproveitar todas as vantagens que a segmentação de rede pode propiciar para a proteção das informações corporativas. 88 Você sabe o que é um concentrador de rede? Um dos dispositivos mais procurados por pessoas que desejam montar sua própriarede é o concentrador de rede, uma peça de informática essencial para esse tipo de trabalho. No entanto, há muitas dúvidas sobre esse dispositivo, que também pode ser conhecido como hub. No meio de tantos outros aparelhos, como o switch e o roteador, fica ainda mais confuso compreender as funções de cada um desses acessórios. Aprenda com este texto o que é um concentrador de rede e elimine de vez as dúvidas sobre algo tão simples, mas que pode gerar muitas perguntas. Afinal, o que é um concentrador de rede? O concentrador de rede, também conhecido como hub, é um dispositivo de hardware capaz de concentrar o tráfego de rede proveniente de vários hosts e regenerar o sinal. Este dispositivo possui várias portas, permitindo a conexão de várias máquinas entre si, podendo ser 4, 8, 16 e até mesmo 32 portas. O objetivo do concentrador de rede é recuperar os dados binários destinados a uma porta e transmiti-los para as outras portas disponíveis. Este dispositivo opera na primeira camada do modelo OSI e, devido a esse fator, pode ser chamado de repetidor de multiportas. Basicamente, o concentrador de rede conecta várias máquinas, podendo estar dispostas em formato estrelar. Por esse motivo, também é conhecido como hub, já que o termo em inglês, quando traduzido, significa o ponto central de uma roda, ilustrando a passagem da comunicação entre as máquinas. Quais são os tipos de concentradores? Existem dois tipos de concentradores de rede: os conhecidos como ativos e os chamados passivos. O concentrador de rede ativo é alimentado eletricamente e regenera o sinal das várias portas existentes nesse aparelho. Já o concentrador de rede passivo apenas distribui o sinal, sem amplificação, para a conexão de todos os dispositivos. Quais são as maneiras de conectar os concentradores de rede? É possível conectar vários concentradores entre si para centralizar um grande número de computadores. Essa ação é chamada de conexão em cascata, conhecida em inglês como daisy chains. Para realizar essa conexão entre hubs, ou seja, concentradores de rede, é necessário usar um cabo cruzado, conectando as portas de entrada e saída de uma extremidade à outra. De forma geral, nos concentradores, há a presença do uplink, uma porta especial que permite a conexão de dois dispositivos utilizando o cabo de conexão. Além disso, existem concentradores que podem realizar o cruzamento ou descruzamento automático de suas portas, mas para isso é necessário conectar dispositivos ou outro concentrador de rede. O concentrador de rede é o melhor aparelho disponível no mercado? O concentrador de rede, por si só, não é suficiente para conectar vários computadores à internet, caso seja esse o desejo de quem busca por esse aparelho. Será necessário utilizar um roteador ou um switch. Como alternativa, também é possível deixar o computador conectado como uma passarela, permanecendo ligado para outros computadores poderem acessar a internet quando necessário. Os roteadores e switches estão cada vez mais populares e sofisticados, principalmente os sem fio. Portanto, os concentradores de rede estão gradualmente caindo em desuso. Em muitos cenários práticos, o switch e o roteador estão sendo mais utilizados e assumem a posição que antes era ocupada pelo concentrador, o que torna a utilização deste último uma opção não inteligente para realizar as tarefas das redes modernas. Fonte: NETO, Rodolfo Teixeira. Você Sabe O Que É Um Concentrador De Rede. Dominando Redes. 10 abr. 2020. Disponível em: https://dominandoredes.com.br/concentrador-de-rede/ Acesso em: 20 mar. 2021 SAIBA MAIS EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 https://dominandoredes.com.br/concentrador-de-rede/ 89 Quando nos referimos aos elementos de uma rede, uns dos principais pilares para seu funcionamento são os protocolos de rede, eles são essenciais para o funcionamento de forma heterogênea da grande rede à Internet. Fonte: o autor (2021). REFLITA EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 90 Nesta unidade, vimos o modelo cliente-servidor, no qual temos a figura de um computador cliente que solicita algum serviço na rede, por exemplo, uma página de internet, e um servidor que recebe a solicitação do cliente, a processa e, após, remete as informações processadas ao cliente, por exemplo, uma página web. Já no modelo Peer-to- Peer (P2P), todas as máquinas que estão na rede, utilizando, por exemplo, um programa de compartilhamento de arquivos (torrent), são, ao mesmo tempo, máquinas servidores que provêm partes dos arquivos/dados e são também clientes que buscam ou solicitam arquivos/dados. Apresentamos os tipos de rede representados por sua distribuição física, como a rede do tipo barramento, com a característica de que todos os integrantes da rede estão interligados por um único barramento, por isso seu nome. A topologia estrela é a mais utilizada atualmente, onde possui um concentrador central no qual todos os outros elementos da rede estão interligados a esse concentrador. Esse modelo possui uma falha crítica: no caso do concentrador central apresentar problema, compromete toda a rede. Em contrapartida, é mais eficiente, veloz e de fácil manutenção. Já as redes do tipo mesh são mais recentes e têm como características que todos os hosts estão interligados entre si, parecendo uma malha. Temos esse modelo mais comumente apresentado nas redes sem fio. Falamos sobre a importância dos protocolos de rede, alguns dos principais protocolos que utilizamos, tanto no modelo OSI quanto no modelo Internet. Vimos o conceito de unicast, que é a conexão de 1 para 1; multicast, a conexão de 1 para vários; e broadcast, que é a conexão de 1 para todos os demais equipamentos da mesma rede. Observamos a diferença entre o domínio de colisão e o domínio de broadcast, pois quando surgiram os switches com capacidade de processamento, eliminaram em grande parte as colisões e degradação da rede. E finalizamos com o conceito de segmentação de rede, que influencia diretamente na segurança e disponibilidade da rede, assim como em sua velocidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 91 LEITURA COMPLEMENTAR PRÓS E CONTRAS DA SEGMENTAÇÃO DE REDE Quando uma empresa não está preparada para implementar essa tecnologia, diversos problemas podem ocorrer. Saiba quais são para evitá-los. A segmentação de rede é uma estratégia de segurança amplamente utilizada pelas corporações para proteger seus dados de ataques cibernéticos. Ela permite a divisão da rede em subseções, possibilitando o controle da concessão de acesso dos usuários de acordo com suas necessidades no trabalho. No entanto, as empresas ainda enfrentam inúmeros incidentes de segurança envolvendo usuários não autorizados que conseguem acesso aos sistemas e informações sigilosas. Como toda tecnologia, a segmentação também apresenta alguns pontos de atenção que devem ser considerados durante sua adoção. Apesar disso, seus benefícios fazem com que ela continue sendo uma forma eficaz de segurança. Confira a seguir quais são os prós e contras dessa tecnologia, além das práticas recomendadas para aplicar a segmentação e reduzir os riscos representados pelas ameaças à segurança. Benefícios da segmentação de rede: • Fornece um nível reforçado de proteção para servidores e aplicativos críticos. • Permite isolar os trabalhadores remotos na área de rede necessária. • Simplifica o gerenciamento de rede, incluindo monitoramento de eventos e respostas a incidentes. • Minimiza o esforço exigido pelas auditorias de segurança. As organizações devem considerar os seguintes desafios: • Fornecedores externos e processos empresariais que exigem uma infinidade de acesso à rede interna podem complicar o processo de segmentação do acesso. EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃOE TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 92 • Redes VLANs costumam ser usadas por empresas para segmentação, porém, usuários podem driblar um segmento e acessarem outro ignorando as restrições de acesso, a partir do endereçamento de IP. • A segmentação pode tornar-se um empecilho ao executar varreduras de vulnerabilidade de segurança. Será necessário mover o scanner fisicamente ou logicamente de segmento para segmento por meio do controle de acesso e regras de firewall. • Se as empresas não usarem controles de segurança de endpoint como anti- malware, prevenção de intrusos e prevenção de perda de dados para combater a utilização da rede de forma mal-intencionada dentro de cada segmento, os riscos ainda serão consideráveis. Muitas organizações implementam vários níveis de segmentação de rede sem entenderem totalmente onde estão seus riscos reais, por isso diversas falhas podem acontecer. Se a empresa não tem uma compreensão clara de quais são os pontos de atenção que deve levar em conta, ela não será capaz de implementar a segmentação de rede de forma eficaz. Uma vez que as empresas possuem o conhecimento necessário e as ferramentas e técnicas para realizar a implementação real, torna-se possível aproveitar todos os benefícios que a segmentação de rede pode trazer para a proteção das informações corporativas. Fonte: Prós e contras da segmentação de rede. Canal Synnex Westcon. Disponível em: https:// blogbrasil.westcon.com/pros-e-contras-da-segmentacao-de-rede. Acesso em: 20 mar. 2021 EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 93 MATERIAL COMPLEMENTAR FILME/VÍDEO • Título: O jogo da imitação • Ano: 2014. • Sinopse: Nada mais nada menos que um filme sobre Alan Turing. Conhecido como o pai da computação e no desenvolvimento de algoritmos. Neste filme, um drama sobre uma história real passada durante a Segunda Guerra Mundial, Turing trabalha para inteligência britânica especializada em quebra de códigos. No filme vemos Turing trabalhando para conseguir desencriptar mensagens alemãs. No filme vemos a utilização da máquina enigma e a importância de Turing com seu trabalho. Ao conseguir quebrar os códigos criptografados dos alemães, ele deu uma grande vantagem aos aliados, o que resultou no principal fator para o fim da Segunda Guerra Mundial. • Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Q2xrQ5U0Tbo LIVRO • Título: Projeto estruturado e gerência de redes • Autor: SILVA, Cassiana Fagundes da Silva • Editora: Contentus. • Sinopse: Este livro aborda questões introdutórias sobre projetos de redes, gestão, ciclo de vida e etapas de elaboração. Aponta ainda fatores críticos de sucesso para o gerenciamento de projetos, parâmetros avaliados, metas e requisitos do cliente. A obra também destaca o plano de testes de rede física, o mapa de rede, avaliação da infraestrutura e a importância de se pensar a segurança da informação. EXEMPLOS DE ARQUITETURAS DE APLICAÇÃO E TOPOLOGIAS DE REDEUNIDADE 3 https://www.youtube.com/watch?v=Q2xrQ5U0Tbo Professor Especialista Júlio César Pereira NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTO4UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 95 Plano de Estudos • Protocolo roteável e não roteável, roteamento estático x dinâmico; • Noções de administração de rede, fundamentos de segurança; • Gerenciamento e administração de rede; • Monitoração de pacotes e segurança de redes. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar protocolos roteáveis e não roteáveis. • Compreender os tipos de roteamento. • Estabelecer a importância da segurança. • Conceituar o gerenciamento da rede. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 96 Neste módulo, veremos alguns conceitos de protocolos roteáveis e protocolos não roteáveis, suas características e quando usar um ou outro. Discutiremos as necessidades que levaram grandes empresas de tecnologia a criarem esses protocolos, que acabaram se tornando padrão de mercado. Com o crescimento das redes de computadores, várias medidas foram adotadas para auxiliar no transporte de mais informações. Essas tecnologias são denominadas roteamento estático e roteamento dinâmico, analogamente às rodovias que conectam cidades, estados e países. Surgiu a necessidade, em certos casos, de utilizar rotas fixas, enquanto em outros momentos, rotas aleatórias, onde nem sempre o caminho mais curto entre o ponto A e o ponto B é o mais eficaz. Cada tipo de roteamento possui seus pontos positivos e negativos, sendo a escolha apropriada dependente das necessidades da corporação e de seus serviços. Outro tema de destaque na área de redes é a importância dos profissionais terem uma clara compreensão da administração de rede, incluindo como administrar efetivamente uma rede de computadores ou dados, qual é o propósito de gerenciar uma rede e quais são os requisitos envolvidos. Observamos que isso está muito relacionado às padronizações da ISO, que contribuem significativamente para fornecer ferramentas e métodos de administração de redes. Existem grandes empresas em todo o mundo que desenvolvem ferramentas, tanto de código aberto (gratuitas) quanto proprietárias (pagas), que nos auxiliam nesse contexto de como administrar uma rede. Basta analisarmos e utilizarmos a melhor ferramenta que atenda às nossas necessidades. Além do gerenciamento, a segurança é primordial nos dias de hoje, especialmente com tantos incidentes relatados diariamente na mídia, como vazamentos de dados, roubo de informações e sequestro digital, entre outros. Nesse sentido, discutiremos alguns aspectos importantes para manter um ambiente com um nível satisfatório de segurança. Finalmente, veremos que os administradores de rede têm um grande aliado na área de segurança, onde podemos utilizar a técnica de monitoramento de pacotes, analisando seu conteúdo e, assim, antecipar possíveis problemas que possam surgir no ambiente da rede. INTRODUÇÃO NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 97 Relembrando, um protocolo é um conjunto de regras que determina como os computadores se comunicam uns com os outros através de redes. Os hosts comunicam-se trocando mensagens de dados. Para aceitar e atuar com base nessas mensagens, os hosts devem ter definições para sua interpretação. Protocolo de Roteamento: exemplos de protocolos de roteamento são o RIP, OSPF, BGP... Eles operam com o propósito de “aprender” rotas, ou seja, utilizam um conjunto de mensagens, regras e algoritmos para realizar o processo de troca e análise de informações de roteamento. Nesse processo, o roteador decide a melhor rota para cada sub-rede e a insere em seu quadro de rotas. Protocolo Roteado ou Protocolo Roteável: os exemplos incluem o IPv4 e IPv6. Esses protocolos determinam a estrutura do pacote e o endereçamento lógico. Dessa maneira, permitem que os roteadores direcionem ou enviem pacotes através de rotas definidas por protocolos de roteamento. Para que os dispositivos possam ser encontrados por meio de outros dispositivos na mesma rede, eles precisam ter um endereço exclusivo na rede. Para um host em uma rede encontrar um host em uma rede diferente, cada rede precisa de um endereço de rede. Considere isso como semelhante a um código postal ou CEP. É possível haver um monte de endereços que equivalem à Rua Principal, 123, mas apenas um em qualquer CEP específico. TCP/IP é o protocolo roteável usado na Internet, é o protocolo roteável mais frequentemente utilizado: Transport Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP). Este é o PROTOCOLO ROTEÁVEL E NÃO ROTEÁVEL, ROTEAMENTO ESTÁTICO X DIN MICO1 TÓPICO NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 98NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 protocolo usado na Internet e é suportado por todos os sistemas operacionais modernos. A implantação mais comum é o IPv4, que atribui um endereço de quatro partes para cada dispositivo. O endereço possui dois componentes:um que identifica a rede e outro que identifica o dispositivo. A máscara de sub-rede é usada para distinguir entre o endereço de rede e o endereço que nomeia o dispositivo. Cada host é ser atribuídos três configurações: • Um endereço, uma máscara de sub-rede e um gateway padrão. Cada uma dessas configurações é composta por quatro números entre 1 e 255. • Um exemplo de um endereço é 192.168.1.1 - Classe C. • Um exemplo de uma máscara de sub-rede é 255.255.255.0 - Classe C. No momento em que o host envia uma mensagem de rede para um destino, o endereço de destino é comparado com o endereço do remetente para determinar se a comunicação precisa ser encaminhada para uma rede diferente. Primeiramente, a máscara de sub-rede é usada para identificar a rede do remetente. Um valor de 255 na máscara de sub-rede indica que a parte correspondente do endereço é parte do endereço de rede. Um valor de 0 indica que é parte do endereço do host. Nesta situação, o endereço de rede é 192.168.1.0 e o endereço do host é 192.168.0.12. Consequentemente, se o host envia dados para 192.168.1.40, essa mensagem não é roteada. Se o host enviar dados para 192.40.5.6, a mensagem é enviada para o gateway padrão e são utilizados os protocolos roteáveis para alcançar o destino. Os protocolos roteáveis no início eram o Internet Packet Exchange/Sequenced Packet Exchange (IPX/SPX). O IPX/SPX foi mais amplamente utilizado pelo sistema operacional de rede Novell NetWare, mas também foi usado pelo Microsoft Windows, nas versões Windows for Workgroups 3.11 e Windows NT Server. O AppleTalk é outro protocolo roteável proprietário. Foi usado em redes da Apple antes da adoção do TCP/IP como protocolo padrão. Se uma rede for dividida em várias sub- redes por um dispositivo de rede intermediário, como um hub, um switch ou um roteador, os hosts em segmentos diferentes só conseguem localizar uns aos outros e se comunicar se utilizarem um protocolo roteável, que tenha a funcionalidade para identificar não apenas hosts, mas também os segmentos de rede onde estão localizados. Em redes simples, de segmento único, é mais rápido e mais fácil estabelecer a comunicação por meio de protocolos não-roteáveis. 99NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 Protocolo não roteável NetBIOS (Rede Básica Input/Output System) é um protocolo usado no segmento de redes únicas LAN (área local), ou em segmentos individuais de redes roteadas. A implantação da Microsoft deste protocolo é o NetBEUI, após a IBM contribuir para NetBIOS, que passou a se chamar assim definitivamente. NetBios tem várias funções: • Usado para registrar o nome de um host em uma rede, de forma que nenhum outro host com o mesmo nome do host pode ingressar à rede. • Pode cancelar o registro de um nome do host da rede se um host é desligado ou que tenha seu nome alterado. • Responsável por procurar outros nomes na rede, de forma que, se um host precisa se comunicar com outro host, o protocolo NetBIOS é encarregado pelo envio de um pedido para esse host. Só então possível estabelecer a comunicação entre os dois hosts. Protocolo não roteável DLC (Data Link Control) é usado para determinar a comunicação entre os hosts mainframe IBM e minicomputadores como o AS/400. A Microsoft inseriu o protocolo DLC para os sistemas operacionais até o Windows 2000. A implantação da Microsoft de DLC é uma versão de 32 bits usada para admitir que as redes baseadas em PC para se comunicar com mainframes IBM e mini-computadores e necessita o uso de software de emulação para permitir essa comunicação. O Protocolo não roteável RIP (Routing Information Protocol), apesar de ser um protocolo não roteado, desempenha um papel vital em redes roteadas. Nas redes roteadas, cada divisão de cabo está conectada a um dispositivo conhecido como roteador, que pode aceitar várias conexões do segmento de cabo. Roteadores são interligados uns aos outros para criar redes maiores. Em um ecossistema roteado, os hosts em segmentos diferentes são identificados por um número exclusivo conhecido como um endereço IP. Redes roteadas empregam o protocolo TCP/IP, e parte do endereço IP de um host identifica o segmento de rede onde o host está conectado. Os roteadores precisam saber para quais cabos enviar informações para estabelecer conexões entre hosts em segmentos remotos. Os roteadores mantêm registros da melhor forma de enviar dados para segmentos remotos usando o menor número possível de segmentos. Esses registros são guardados em uma tabela de informações de roteamento que é atualizada em cada roteador. Toda vez que um segmento é adicionado a um roteador, o RIP não roteável é usado para atualizar todos os demais roteadores conectados a esse roteador. Características do protocolo: rápido e eficiente. O Protocolo não roteável LAT (Local Area Transport) é usado pela Digital Equipment Corporation (DEC) para redes de minicomputadores. Algumas versões do LAT são suportadas 100NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 por sistemas operacionais UNIX. Este protocolo é usado para acessar sessões do Terminal Server. Com a sessão do Terminal Server estabelecida, o processamento é realizado no servidor; o host cliente apenas coleta a entrada e exibe a saída das informações. O Protocolo não roteável MOP (Maintenance Operations Protocol) é usado para serviços de manutenção, como upload e download de software do sistema, teste remoto e diagnóstico de problemas. Era um protocolo proprietário da Digital Equipment Corporation (DEC) e foi amplamente utilizado em equipamentos da Cisco. Primeiramente, vamos introduzir o conceito de roteamento, que é o processo aplicado pelo roteador para direcionar um pacote para uma determinada rede de destino. Esse processo é baseado no endereço IP de destino; os dispositivos intermediários usam este endereço para guiar o pacote até seu destino final. Claro que, para tomar essas decisões, o dispositivo roteador precisa assimilar os caminhos até chegar ao destino. Quando empregamos protocolos de roteamento dinâmico, esta informação é herdada através dos outros roteadores da rede; nos casos do roteamento estático, o administrador precisa inserir o caminho ou rota manualmente. O principal impedimento de inserirmos estas rotas manualmente ocorre quando há alguma alteração na topologia da rede; nesse caso, todas as rotas inseridas precisam ser avaliadas e redefinidas, se necessário. Em redes muito grandes, disporíamos de uma grande quantidade de tempo para administração destinado apenas às alterações dessas tabelas. Por esse motivo, em uma situação dessas, a melhor opção é optarmos pelo roteamento dinâmico. Outro motivo importante a destacar é que no roteamento estático não há a escalabilidade identificada no roteamento dinâmico. Podemos então classificar o roteamento em dois tipos: • Roteamento estático: aplica uma rota pré-definida e configurada manualmente pelo administrador da rede. • Roteamento dinâmico: aplica protocolos de roteamento que organizam automaticamente as rotas de acordo com as alterações de topologia e outras condições, tais como o tráfego. As operações com rotas estáticas são separadas em três partes: 1. O administrador define qual rota e insere no roteador; 2. Esta rota vai para tabela de roteamento que fica armazenada no roteador; 101NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 3. Finalmente inicia o processo de roteamento de pacotes com base na rota definida. Protocolo de roteamento interno: Os roteadores utilizados para trocar informações dentro de sistemas independentes, comuns dentro das organizações, são chamados de roteadores internos (interior routers) e podem usar uma variedade de protocolos de roteamento interno (Interior Gateway Protocols – IGPs). Dentre eles estão: RIP, IGRP, EIGRP, OSPF e Integrated IS-IS, sendo esses os mais usuais. O OSPF (Open Shortest Path First) foi desenvolvidopelo IETF (Internet Engineering Task Force). Caracteriza-se por ser um protocolo intra domínio, hierárquico, baseado no algoritmo de Estado de Enlace (Link-State) e foi especificamente projetado para operar com redes grandes. Outras características do protocolo OSPF incluem: • A inclusão de roteamento por tipo de serviço (TOS – type of service routing); • A distribuição de balanceamento de carga, que permite ao administrador diferenciar múltiplas rotas com o mesmo custo para um mesmo destino. O OSPF distribui o tráfego igualmente por todas as rotas; • O suporte a rotas para hosts, sub-redes e redes específicas; • A possibilidade de configuração de uma topologia virtual de rede, independente da topologia das conexões físicas; • A utilização de pequenos hello packets para verificar a operação dos links sem ter que transferir grandes tabelas. Integrated IS-IS (Intermediate System to Intermediate System Routing Exchange Protocol) - é um protocolo intra domínio, hierárquico e que utiliza o algoritmo Link-State. Pode trabalhar sobre várias sub-redes, inclusive fazendo broadcasting para LANs, WANs e links ponto-a-ponto. Assim como outros protocolos integrados de roteamento, convoca todos os roteadores a utilizarem um único algoritmo de roteamento. Protocolo de roteamento externo: roteadores que permutam dados entre Sistemas Independentes são chamados de roteadores externos (exterior routers), e estes utilizam o Exterior Gateway Protocol (EGP) ou o BGP (Border Gateway Protocol). Para este tipo de roteamento, são considerados basicamente grupos de prefixos CIDR (Classless Inter Domain Routing) identificados pelo número de um Sistema Independente. 102NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 BGP (Border Gateway Protocol) - é um protocolo de roteamento inter domínios, criado para uso nos roteadores dominantes da internet. O BGP foi projetado para evitar loops de roteamento em topologias arbitrárias. 103 Com o avanço das redes de computadores, aumenta também a necessidade de ferramentas mais eficazes de gerenciamento. Os gerenciadores de redes foram elaborados para fornecer informações relevantes em cada host e não apenas detectar e corrigir erros, mas também fornecer dados do estado de cada nó da rede. A gestão de redes é uma atividade complicada; nos anos recentes, houve um crescimento considerável no tráfego de dados dentro das redes, aumentando assim a necessidade de surgirem novas aplicações. As principais finalidades do gerenciamento de redes são: redução dos custos operacionais e congestionamento da rede, aumento da flexibilidade de operação e integração, maior eficiência e facilidade de uso. Como solução para o problema de heterogeneidade nas redes, surgem as ferramentas que seguem protocolos baseados em algum modelo de gerenciamento. Através destas ferramentas, somos capazes de monitorar e analisar equipamentos de vários fabricantes e várias tecnologias com uma única ferramenta, já que quaisquer que forem os equipamentos seguirão o mesmo padrão proposto, possibilitando assim que as informações de gerência sejam integradas. Alguns exemplos desses padrões: Já vimos o Modelo OSI: a administração no modelo OSI da ISO é baseada em orientação a objetos. Dessa maneira, o sistema caracteriza os recursos gerenciados por meio de objetos gerenciados. O modelo OSI estabelece que as funções de monitoramento sejam confiadas aos agentes. No entanto, as funções de controle até então ficam a cargo NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE REDE, FUNDAMENTOS DE SEGURANÇA2 TÓPICO NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 104 do gerente, uma vez que o conhecimento relativo à tomada de providências não se adapta para ser codificado em classes de objeto, ao contrário do referente ao monitoramento, que é mais simples. Temos cinco as áreas operacionais no gerenciamento num ambiente OSI: • Gerência de configuração; • Gerência de desempenho; • Gerência de falhas; • Gerência de contabilidade; • Gerência de segurança. O Modelo TMN – Telecommunications Management Network - foi introduzido pela ITU-T como uma referência para o Operation Support System (OSS) de operadoras de serviços de telecomunicações. O conceito TMN é uma infraestrutura para a interligação dos vários tipos de componentes do OSS e elementos de rede. O TMN também descreve as interfaces e protocolos padronizados aplicados para a troca de informações entre os componentes OSS e os elementos da rede, e a aplicabilidade total necessária para o gerenciamento da rede. O Modelo SNMP - é um protocolo de gerência que opera na camada 7, a de aplicação, e é empregado para receber informações de elementos gerenciados. O gerente envia comandos aos agentes e requisita uma leitura no valor das variáveis dos objetos gerenciados, ou é capaz de modificar o seu valor. O protocolo de transporte utilizado é o UDP. As informações exigidas são armazenadas na MIB, que possui informações sobre o funcionamento dos mais variados dispositivos. Administrar uma rede com SNMP permite que seu estado seja assistido de maneira simples e em tempo real. Esse protocolo pode ser empregado para gerenciar vários tipos de sistemas. Arquitetura: a estruturação geral dos sistemas de gerência de redes expõe quatro componentes básicos: elementos gerenciados, estações de gerência, protocolos de gerência e informações de gerência. Eles são: • Os componentes gerenciados possuem um software chamado agente. Este software possibilita que o equipamento seja monitorado e controlado mediante de uma ou mais estações de gerência; • Em um sistema de gerência de redes necessita ter pelo menos uma estação de gerência. Já nos sistemas de gerência distribuídos encontram-se duas ou NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 105 mais estações de gerência. Em sistemas centralizados – em maior quantidade – existe apenas uma. Denominamos de gerente o software da estação de gerência que se comunica diretamente com os agentes nos elementos gerenciados, de acordo com o objetivo de monitorá-los, de acordo com o objetivo de controlá-los. A estação de gerência disponibiliza uma interface através da qual os usuários autorizados podem gerenciar a rede; • Com o propósito da troca de informações entre gerente e agentes seja realizável, é necessário que eles falem o mesmo idioma. O idioma que eles declaram é um protocolo de gerência. Este protocolo permite operações de monitoramento (leitura) e controle (escrita); • Gerentes e agentes conseguem trocar informações, mas não qualquer tipo de informação. As informações de gerência definem os dados que têm potencial de ser referenciados em operações do protocolo de gerência, melhor dizendo, dados sobre os quais gerente e agente conversam. A padronização da solução de gerenciamento mais amplamente utilizada no mundo é chamada de Internet-Standard Network Management Framework. Esta solução é mais conhecida como gerenciamento SNMP (Simple Network Management Protocol), que é o protocolo de gerenciamento deste padrão. Este protocolo não apenas descreve o padrão de gerenciamento, mas também um conjunto de regras que são usadas para definir as informações de gerenciamento e um conjunto inicial de informações de gerenciamento que podem ser utilizadas. Hoje, o complexo mundo das redes de computadores, composto por roteadores, switches e servidores, torna a tarefa de gerenciamento bastante difícil. Não é apenas necessário que tudo esteja funcionando, mas também é importante o desempenho dos componentes da rede. É nesse contexto que o SNMP entra. Ele nasceu para atender à crescente necessidade de um padrão para o gerenciamento de redes. Este protocolo oferece aos administradores um conjunto de operações simples que permitem o monitoramento remoto de diversos dispositivos em uma rede (BEZERRA, 2015, p. 4). Vimos que o SNMP (Simple Network Management Protocol) foi desenvolvido para gerenciardispositivos em uma rede. Ele possibilita que os administradores gerenciem o desempenho da rede, encontrem e resolvam problemas, além de planejar o crescimento da rede. Ele está descrito no RFC 1157 e utiliza o protocolo UDP para o envio de mensagens. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 106 O conjunto de padrões SNMP é formado por: Um conjunto de normas de estrutura e identificação para as informações gerenciais. Este padrão é chamado SMI (Structure of Management Information). Estas especificações são encontradas no RFC 1155. Um protocolo de intercomunicação entre o gerente e o agente, chamado simplesmente de SNMP (Simple Network Management Protocol). A especificação deste protocolo é apresentada no RFC 1157. Uma estrutura de informações gerenciais que especifica de que modo as variáveis são mantidas pelos elementos de rede. Esta base de informações é denominada MIB (Management Information Base), e a sua segunda versão, MIB-II, está especificada pelo RFC 1213. (BEZERRA, 2015, p. 4). Esta coleção de padrões pode ser aplicada a outros tipos de aplicações, além daquelas padronizadas para gerenciamento. Uma aplicação possível é o uso do SNMP para estabelecer o balanceamento de carga em ambientes distribuídos. Gerenciamento de Redes e Monitoramento: o cerne do protocolo SNMP é uma coleção de operações elementares que permite aos administradores alterar o estado de algum dispositivo que suporte o SNMP. Por exemplo, pode ser usado para desligar a interface de um roteador ou analisar a velocidade com que uma interface Ethernet está operando. O SNMP também pode controlar a temperatura de um switch e alertar quando esta estiver muito alta. O SNMP é geralmente associado ao gerenciamento de roteadores, mas é interessante entender que ele pode ser usado para administrar muitos tipos de dispositivos. Enquanto o Simple Gateway Management Protocol (SGMP) foi desenvolvido para gerenciar roteadores, o SNMP foi desenvolvido para gerenciar sistemas, Linux, MacOS, Unix, Windows, impressoras, modems, fontes de alimentação e muito mais. Isso inclui não apenas dispositivos físicos, mas também software, como servidores FTP, web e bancos de dados. Outro ponto de vista do gerenciamento de rede é o monitoramento da rede. O RMON foi elaborado para ajudar a compreender como a rede está funcionando, bem como o impacto que os dispositivos da rede estão causando. Ele pode ser usado para assimilar não apenas o tráfego LAN e WAN, mas também interfaces. RFCs e Versões SNMP: o IETF é incumbido pela definição de padrões de protocolos que comandam o tráfego de Internet. O IETF é responsável pelos RFCs que são procedimentos para muitos protocolos que existem no mundo IP. Os RFCs são numerados sequencialmente, na ordem cronológica em que são escritos. No momento em que um padrão é revisto, as alterações são escritas com um novo número. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 107 RFC é uma abreviação para Request for Comments. Estes registros definem o conjunto de protocolos TCP/IP. Para que um protocolo transforme-se em um padrão na Internet, antes é necessário que seja documentado em um RFC. O protocolo SNMP foi ao longo do tempo sendo modificado e com isso foram criadas três principais versões: SNMP Versão 1 (SNMPv1) foi a primeira versão padrão do protocolo SNMP. É definida na RFC 1157. A segurança dessa versão baseia-se em communities, que nada mais são do que senhas: strings de texto simples que permitem que qualquer aplicativo baseado em SNMP que conheça os strings obtenha acesso à informação gerenciada de dispositivo. Há tipicamente três communities SNMPv1: somente leitura, leitura e escrita, e trap. SNMP Versão 2 (SNMPv2): Melhorias no aspecto de segurança. É uma versão experimental, mas alguns fabricantes oferecem suporte. SNMP Versão 3 (SNMPv3): Versão atual padrão, mas ainda pouco utilizada. Com suporte a autenticação e comunicação privada entre as entidades gerenciadas (BEZERRA, 2015, p. 4). O UDP (User Datagram Protocol) é usado na comunicação de dados entre os gerentes e agentes no SNMP. A RFC 768 define o UDP e foi selecionado porque nenhuma conexão ponto-a-ponto é efetuada entre agente e gerente quando os pacotes são enviados e recebidos. Essa forma do UDP o torna menos confiável, por não haver confirmação de pacotes perdidos. Cabe ao SNMP estabelecer se os pacotes foram perdidos e serão retransmitidos, se necessário. O gerente envia um pedido para um agente e aguarda uma resposta. O período de tempo que o gerente aguarda depende de como ele foi configurado. Se ocorre um timeout e o gerente não recebe a resposta do agente, ele reconhece que o pacote foi perdido e retransmite a solicitação. A quantidade de vezes que o gerente retransmite pacotes também é configurável. O benefício é que o UDP necessita de uma carga baixa e não causa impacto na rede. Em uma rede com muito tráfego de dados, o SNMP através do TCP não seria uma boa ideia. O SNMP usa a porta UDP 161 para envio e recebimento de solicitações, e a porta UDP 162 para receber traps dos dispositivos gerenciados. Essas portas podem ser alteradas em alguns dispositivos. Agentes e Gerentes: no universo SNMP existem dois tipos de entidades: gerentes e agentes. Um gerente é um servidor que assume algum tipo de software de gerenciamento de rede. Os gerentes são regularmente denominados Network Management Stations (NMS). Um NMS é encarregado pelo polling e recebimento de traps de agentes na rede. O polling, na conjunção de gerência de rede, é o procedimento de consultar um agente (roteador, switch, servidor Unix, etc.) por qualquer informação. Esta averiguação pode ser NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 108 posteriormente usada para estabelecer se algum tipo de evento catastrófico ocorreu. O trap é uma forma do agente dizer ao NMS que algo aconteceu. Os traps são enviados de forma assíncrona, não em resposta às consultas do NMS. O NMS é mais encarregado de executar uma ação fundamentada nas informações que recebe do agente. SMI e MIB: A Structure of Management Information (SMI) permite uma forma de definir objetos gerenciados e suas ações. Um agente possui em sua propriedade uma lista de objetos controlados por ele. Um desses objetos é o status operacional de uma interface de roteador. Essa lista estabelece as informações que o NMS pode utilizar para determinar o funcionamento geral do dispositivo no qual o agente está situado. Nomeando OIDs: Os objetos gerenciados são estruturados em uma hierarquia em árvore. Esta disposição é a base do esquema de nomeação SNMP. O ID de objeto é formado por uma série de inteiros baseados em nós de uma árvore, separados por pontos (.). Apesar de existir uma forma mais fácil de compreensão para um administrador, esta forma nada mais é do que uma sequência de nomes separados por pontos, que representam um nó da árvore. Desta maneira, pode-se usar a sequência de nomes ou a sequência de números. A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) atualmente gerencia todas as atribuições de números de empresas privadas para instituições, organizações, empresas, etc. (BEZERRA, 2015, p. 4). Definindo OIDs: a construção de atributos fornece as definições dos objetos gerenciados através de um subconjunto do ASN.1. A SMIv1 define diversos tipos de dados que são essenciais para o gerenciamento de redes e dos dispositivos associados. É de suma importância entender que esses tipos de dados são meramente uma maneira de determinar que tipo de informação um objeto gerenciado pode conter. O propósito de todos esses tipos de objetos é determinar os objetos gerenciados. Como mencionado anteriormente, a MIB é um agrupamento lógico de objetos gerenciados que diz respeito a uma tarefa de gerência específica. A MIB pode ser considerada como uma especificação que determina os objetos gerenciados de um fabricante ou de dispositivossuportados. A MIB (Management Information Base) pode ser considerada como um banco de dados de objetos gerenciados que o agente examina. Todo tipo de estatística ou dados que podem ser acessados pelo NMS é definido em uma MIB. O SMI viabiliza uma forma de definir objetos gerenciados, enquanto a MIB é a definição dos próprios objetos. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 109 Um agente pode executar muitas MIBs, mas todos os agentes provêm de uma MIB particular chamada MIB-II (RFC 1213). Esse padrão determina as variáveis para elementos como estatísticas de interfaces, assim como vários elementos relacionados ao próprio sistema. O objetivo principal da MIB-II é fornecer informações gerais do TCP/IP para gerenciamento. Durante os anos 90, muitas MIBs foram criadas para permitir a gerência de vários elementos. Um exemplo dessas MIBs e seus respectivos RFCs são listadas abaixo: ATM MIB (RFC 2515); Frame Relay DTE Interface Type MIB (RFC 2115); BGP version 4 MIB (RFC 1657); RDBMS MIB (RFC 1697); RADIUS Authentication Server MIB (RFC 2619); Mail Monitoring MIB (RFC 2249); Uninterruptible Power Supply MIB (RFC 1628) (BEZERRA, 2015, p. 4). MIB-II - É um conjunto de gerenciamento de extrema importância, uma vez que todo dispositivo com suporte a SNMP deve também suportar MIB-II (RFC 1213). RMON - Os dispositivos de monitoramento de rede, que podem ser chamados de monitores ou probes, são ferramentas criadas com a finalidade de gerenciar e/ou monitorar uma rede. Frequentemente, esses probes remotos são dispositivos autônomos destinados a monitorar um único dispositivo em uma rede. Uma organização pode utilizar diversos dispositivos desse tipo para gerenciar sua rede. Além disso, esses dispositivos também são capazes de serem usados para gerenciar uma rede remota. RMON (Remote Monitoring): é uma padronização de monitoramento que possibilita que vários monitores de rede e sistemas de gerenciamento troquem informações de monitoramento na rede. O RMON proporciona aos administradores de rede mais autonomia na seleção de probes de monitoramento de rede com características que melhor atendam às suas necessidades. O RMON foi desenvolvido para solucionar o problema de gerenciamento dos nós de uma LAN e nós remotos a partir de um centro local. A especificação RMON (RFC 1757), uma extensão da MIB SNMP, é um padrão de monitoramento. Ele é empregado para planejamento de rede, melhoria de desempenho e auxílio no diagnóstico de falhas. Existem duas versões do RMON: RMON1 (RMONv1) e RMON2 (RMONv2). A primeira versão estabelece dez MIBs para monitoramento básico de rede, que hoje podem ser encontradas NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 110 em hardwares mais modernos. A segunda versão é uma extensão do RMON que enfatiza nas camadas mais altas de tráfego acima da camada de rede. O RMONv2 possibilita que os aplicativos de gerenciamento monitorem os pacotes em todas as camadas da rede. As soluções RMON são compostas por dois componentes: um probe ou agente e um cliente, geralmente uma estação de gerenciamento. Os agentes armazenam informações da rede dentro de suas MIBs. Eles só são capazes de visualizar o tráfego que flui por dentro deles, portanto é fundamental colocar um em cada nó da rede a ser monitorada. As estações de gerenciamento se comunicam com o agente usando o SNMP para obter e correlacionar os dados. Operação offline: ocasionalmente, podem ocorrer situações em que uma estação de gerenciamento não estará em comunicação constante com dispositivos de gerenciamento remotos. Esta circunstância pode ocorrer como resultado de um projeto, na tentativa de reduzir custos de comunicação, ou devido a falhas na rede que impactam a comunicação entre a estação de gerenciamento e o monitor. Por essa razão, o RMON permite que um monitor seja configurado para realizar diagnósticos e coletar estatísticas continuamente, mesmo quando a comunicação entre a estação e o monitor não está disponível. O monitor pode então notificar a estação de gerenciamento quando uma situação anormal ocorrer. Monitoramento Proativo: é possivelmente útil que ele realize diagnósticos continuamente e armazene dados de desempenho da rede. O monitor está sempre disponível para detectar qualquer falha. Ele pode notificar a estação de gerenciamento sobre a falha e armazenar informações estatísticas sobre ela. Essas informações podem ser posteriormente analisadas pela estação de gerenciamento para diagnosticar as possíveis causas do problema. Detecção e Notificação de Problemas: o monitor pode ser configurado para identificar condições e erros mais comuns, verificando-os constantemente. Quando uma dessas condições ocorre, a ocorrência pode ser registrada e as estações de gerenciamento podem ser notificadas de várias maneiras. Valor agregado aos dados: um mecanismo de monitoramento remoto caracteriza um recurso dedicado de rede unicamente para funções de gerenciamento, e os mesmos estão limitados nas partes monitoradas da rede. Os dispositivos de monitoramento remoto de rede têm a chance de agregar valor significativo aos dados que coletam. Por exemplo, ao identificar os hosts de rede que produzem mais tráfego ou erros, o monitor é capaz de fornecer à estação de gerenciamento informações definidas para resolver vários problemas. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 111 Gerenciamento múltiplo: uma organização pode ter inúmeras estações de gerenciamento para diferentes unidades da organização, para várias funções e/ou como medida de proporcionar restabelecimento em caso de desastre. Na realidade, essas circunstâncias são comuns, portanto, um dispositivo de gerenciamento remoto pode ser capaz de suportar várias estações de gerenciamento empregando seus recursos simultaneamente. Temos algumas excelentes ferramentas de administração de redes, podem ser open source ou proprietárias, eis algumas delas: • Nagios; • Zabbix; • PRTG; • CACTI; • OPMON; • HPE OneSphere • Aruba Central e Airwaves; • HPE Intelligent Management Center Enterprise. Vamos agora realizar um estudo sobre segurança de redes e como se comunicar “com segurança”. O que isso significa exatamente? Certamente, um host A deseja que apenas o host B (o destino correto) compreenda a mensagem que ele enviou, mesmo quando estão se comunicando por um meio inseguro, como a internet, onde um intruso (Trudy) pode interceptar qualquer dado transmitido. O host A também deseja ter a certeza de que a mensagem recebida do host B foi de fato enviada pelo host A, e o host B deseja ter a garantia de que está se comunicando com o computador correto, ou seja, o host A. Ambos os hosts também desejam assegurar que o conteúdo de suas mensagens não foi alterado durante a transmissão. Além disso, desejam, acima de tudo, garantir que possam se comunicar, ou seja, que ninguém lhes negue acesso aos recursos necessários para a comunicação. Com estas considerações, identificamos as seguintes propriedades esperadas em uma comunicação segura: • Confidencialidade - apenas o remetente e o destinatário programados devem poder compreender o conteúdo da mensagem transmitida. O caso de intrusos conseguir capturar a mensagem requer, indispensavelmente, que esta seja cifrada NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 112 de alguma forma para impedir que seja compreendida por um interceptador. Esse sentido de confidencialidade é, com certeza, o significado mais frequentemente percebido na expressão comunicação segura. • Integridade de mensagem - Host A e Host B querem assegurar que o conteúdo de sua comunicação não seja modificado, por acidente ou por má intenção, no decorrer da transmissão. Extensões das técnicas de soma de verificação que temos em protocolos de transporte e de enlace confiáveis podem ser usadas para proporcionar integridade à mensagem. Autenticaçãodo ponto final: o remetente e o destinatário devem confirmar a identidade da outra parte envolvida na comunicação - verificar se a outra parte é realmente quem alega ser. Segurança operacional: atualmente, quase todas as organizações têm suas redes conectadas à Internet pública, e elas podem ser comprometidas por atacantes que conseguem acesso à rede por meio da Internet pública. Os invasores podem tentar inserir worms nos hosts da rede, acessar arquivos corporativos, mapear as configurações internas da rede e lançar ataques de DoS. Existem mecanismos operacionais, como firewalls e sistemas de detecção de invasão (IDS), que devem ser utilizados para impedir ataques contra a rede de uma organização. O firewall deve ser posicionado entre a rede da organização e a rede pública, controlando os acessos de pacotes entre a rede interna e externa. Um sistema de detecção de invasão realiza uma “inspeção profunda de pacotes”, alertando os administradores de rede sobre qualquer atividade suspeita. Firewall - é uma mistura de hardware e software que separa a rede interna de uma organização da Internet como um todo, autorizando que alguns pacotes passem e bloqueando outros. Ele permite a um administrador de rede monitorar o acesso entre o mundo externo e os recursos da rede que ele controla, controlando o fluxo de tráfego para esses recursos. Um firewall possui três objetivos: • Qualquer tráfego de fora para dentro, e vice-versa, passa pelo firewall. • Apenas o tráfego autorizado, do jeito que foi definido pela política de segurança local, será capaz de passar. • O firewall é imune à invasão? O próprio firewall é um dispositivo conectado à rede. Se não elaborado ou instalado adequadamente, pode ser comprometido, proporcionando apenas uma falsa sensação de segurança. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 113 Os firewalls podem ser classificados em três categorias: • filtros de pacotes tradicionais; • filtros de estado; • gateways de aplicação. Sistemas de detecção de invasão: entretanto, para detectar vários tipos de ataque, temos que executar uma inspeção profunda de pacote, em outros termos, devemos observar através dos campos de cabeçalho e dentro dos dados da aplicação que o pacote transporta. Decerto, existe espaço para mais um dispositivo - um dispositivo que não apenas examina os cabeçalhos de todos os pacotes ao passarem por eles (como um filtro de pacotes), mas também realiza uma inspeção profunda de pacotes (diferente do filtro de pacotes). Quando tal dispositivo detecta o pacote suspeito, ou uma série de pacotes suspeitos, ele impede que tais pacotes entrem na rede organizacional. Ou, quando a atividade é vista apenas como suspeita, o dispositivo pode permitir que os pacotes passem, mas envia um alerta ao administrador de rede, que pode examinar o tráfego minuciosamente e tomar as ações necessárias. Um dispositivo que gera alerta quando observa tráfegos potencialmente mal-intencionados é chamado de sistema de detecção de invasão (IDS, do inglês intrusion detection system). Um dispositivo que filtra o tráfego suspeito é chamado de sistema de prevenção de intrusões (IPS, do inglês intrusion prevention system) (KUROSE, 2013, p. 544). Os sistemas IDS podem ser classificados como sistemas baseados em assinatura, ou sistemas baseados em anomalia. O IDS baseado em assinatura contém um banco de dados amplo de ataques de assinaturas. Cada assinatura é uma coleção de regras associadas a uma atividade de invasão. A assinatura pode referir-se a uma lista de características sobre um único pacote, exemplificando, números de portas de origem e destino, ou estar associada a um tipo de protocolo, e uma sequência de bits em um pacote. Um IDS pode ser usado para detectar uma série de tipos de ataques, incluindo mapeamento de rede (provindo, por exemplo, de nmap), varreduras de porta, varreduras de pilha TCP, ataques de DoS, ataques de inundação de largura de banda, worms e vírus, ataques de vulnerabilidade de OS e ataques de vulnerabilidade de aplicações. Hoje, milhares de organizações empregam sistemas de IDS. Muitos desses sistemas são patenteados, comercializados pela Cisco, Check Point, e outros fornecedores de equipamentos de segurança. Mas muitos dos sistemas de IDS implementados são de domínio público, como o extremamente popular Snort IDS” (KUROSE, 2013, p. 544). As assinaturas geralmente são desenvolvidas por engenheiros talentosos em segurança de rede que investigaram ataques conhecidos. O administrador de rede pode NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 114 personalizar as assinaturas ou inserir as suas próprias no banco de dados. Funcionalmente, um IDS baseado em assinatura examina cada pacote que passa, verificando cada um com as assinaturas no banco de dados. Se um pacote corresponder a uma assinatura no banco de dados, o IDS gera um alerta. Esse alerta pode ser enviado ao administrador da rede por mensagem de e-mail ou SMS, encaminhado ao sistema de gerenciamento da rede ou simplesmente catalogado para futuras inspeções. Apesar de os sistemas IDS baseados em assinaturas serem amplamente utilizados, eles possuem algumas limitações. Com um nível de exigência superior, eles requerem conhecimento antecipado do ataque para gerar uma assinatura precisa. Em outras palavras, são totalmente cegos para novos ataques que ainda não foram inseridos no banco de dados. Outra desvantagem é que, mesmo que uma assinatura corresponda, isso pode não ser o resultado de um ataque, mas apenas uma coincidência, e mesmo assim um alarme é gerado. Por fim, devido ao fato de cada pacote ser comparado com uma extensa coleção de assinaturas, o IDS fica sobrecarregado com o processamento e deixa de detectar muitos pacotes malignos. Um IDS baseado em anomalias cria um perfil de tráfego enquanto observa o tráfego em operação normal. Ele procura por fluxos de pacotes que são estatisticamente incomuns, como uma porcentagem irregular de pacotes ICMP ou um crescimento exponencial de análises de porta e varreduras de ping. O mais interessante sobre sistemas de IDS baseados em anomalias é que eles não dependem de conhecimentos prévios sobre outros ataques - ou seja, potencialmente, conseguem detectar novos ataques que não foram documentados. (KUROSE, 2013, p. 545). No entanto, é um problema excessivamente desafiador diferenciar o tráfego normal de tráfegos estatisticamente estranhos. Na atualidade, a maior parte das implementações de IDS são basicamente baseadas em assinaturas, embora algumas possuem alguns recursos baseados em anomalias. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 115 Temos o modelo de gestão FCAPS - criado pela ISO (Organização Internacional de Normalização). Este modelo estabelece cinco áreas funcionais de gestão de rede: fault, configuration, accounting, performance and security (falha, configuração, contabilidade, desempenho e segurança) que servem como base para todos os demais modelos. O gerenciamento e monitoramento de rede estão relacionados ao controle das funções e ao monitoramento do uso dos recursos no ambiente da rede. As funções básicas dessa gestão, abreviadamente, são: obter as informações da rede, tratá-las para diagnosticar possíveis problemas e encaminhar as soluções para esses problemas. Para alcançar esses objetivos, funções de gestão precisam ser introduzidas nos diversos componentes da rede, permitindo detectar, prever e reagir aos problemas que possam surgir. Um sistema de gerenciamento é formado de um conjunto de ferramentas para monitorar e controlar a rede, adaptadas da seguinte forma: • Uma só interface de operador, com um significativo e amistoso conjunto de comandos, para realizar as tarefas de gerenciamento da rede; • Uma parcela mínima de equipamentos separados, ou seja, que a maior parte do hardware e software imprescindível para o gerenciamento da rede seja associado nosequipamentos de usuários existentes. O software utilizado para executar as tarefas de gerenciamento localiza-se nos computadores e nos processadores de comunicação (switches, roteadores). GERENCIAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DE REDE3 TÓPICO NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 116 Um software de gerenciamento generalizado é formado por elementos gerenciados, agentes, gerentes, bancos de dados, protocolos para troca de dados de gerenciamento, interfaces para programas aplicativos e interfaces com o usuário. A arquitetura do software de gerenciamento residente no gerente e nos agentes difere de acordo com a finalidade da plataforma escolhida. De forma genérica, o software pode ser subdividido em software de apresentação (interface), de gerenciamento (aplicação) e de suporte (base de dados e comunicação). Na rede gerenciada, necessitará haver pelo menos um host que atuará como gerente, sendo encarregado pelo monitoramento e controle dos dispositivos gerenciáveis, denominados agentes. O agente é um software presente nos dispositivos gerenciáveis (switches, roteadores, hosts) da rede e tem como incumbência o monitoramento e o controle dos dispositivos do ecossistema em que estão instalados. Os gerentes enviam requisições aos agentes, os quais respondem às solicitações com as informações solicitadas. Gerentes e agentes atuam reciprocamente na rede. Conforme a distribuição dos gerentes incluídos no ambiente a ser gerenciado, classifica-se em: gerência centralizada - na qual todo o controle do gerenciamento é feito por um único host e é indicada para redes que ocupam uma área geográfica não muito extensa (LANs), no qual o controle do gerenciamento é executado por diversos hosts espalhados pela rede e é mais recomendada para WANs. Na gerência centralizada, um único host (gerente) é encarregado por todo o controle do gerenciamento, remetendo requisições aos dispositivos gerenciáveis da rede (agentes), que atendem a essas solicitações, gerando um tráfego adicional de gerência nas diversas conexões desta rede. Na gerência distribuída, qualquer controle é realizado de forma descentralizada. Em cada controle de gerência, que são localidades de rede bem definidas, são controladas por um gerente. O gerente de cada domínio é encarregado das informações e soluções dentro do seu domínio e aquelas que são relativas ao ambiente global da rede são transferidas para o gerente dos gerentes, estabelecendo-se uma hierarquia entre esses vários domínios. Estes padrões de gerência, entre os mais difundidos, destacam-se o CMISE/CMIP (Common Management Information Service Element / Common Management Information Protocol), o RMON (Remote Monitoring), o SNMP e o TMN (Telecommunications Management Network). Independentemente dos vários padrões de gerência existentes, a técnica de sniffing também se tornou suficientemente útil nas atividades de gerência. Com o emprego de sniffers (probes) no monitoramento de redes, as falhas que alguns dos padrões apresentam NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 117 quando se referem à obtenção de dados ligados às camadas mais altas do modelo OSI foram supridas. O sniffer é um programa residente em um host conectado a uma divisão da rede que “escuta” todo o tráfego que ocorre neste segmento. Dispõe de ferramentas classificadas como analisadores de protocolos, que os capacitam a capturar e analisar as informações que trafegam em cada segmento de rede. A obrigação de uma arquitetura de gerenciamento qualificado de atender à grande diversidade de elementos gerenciáveis presentes em uma rede, e que possuísse características de integração, simplicidade, segurança e flexibilidade, fez com que a ISO desenvolvesse um esquema básico de arquitetura de gerenciamento de rede OSI, acrescentando o modelo de referência OSI. Desse modo, foi desenvolvida uma arquitetura genérica de gerência de redes, constituída por seis entidades principais: objeto gerenciável, processo gerente, processo agente, base de informações, primitivas e protocolos de gerência. Todo dispositivo de rede que tenha a habilidade de computar, armazenar e disponibilizar dados relevantes para a gerência de rede é denominado dispositivo gerenciável. O processo gerente, que usualmente é executado por um software existente em um determinado host, denominado host gerente, proporciona a aquisição e o envio de informações de gerenciamento junto aos dispositivos gerenciados. Um único processo gerente pode monitorar vários processos agentes, os quais, por sua vez, conseguem realizar, cada um, o monitoramento de diversos objetos gerenciáveis em um ou mais dispositivos gerenciáveis. Os dados de gerenciamento podem ser adquiridos através de requisições disparadas pelo gerente ao agente ou por meio de envio automático pelo agente a um determinado gerente. O processo agente contém um software presente nos dispositivos gerenciados. Suas funcionalidades principais são o atendimento das requisições e o envio automático de informações de gerenciamento ao processo gerente, sinalizando a ocorrência de um evento previamente programado. A SMI (Structure Management Information), recomendada pela ISO, define a estrutura da informação de gerenciamento a ser armazenada em uma base de informações, os procedimentos que podem ser executados sobre esses dados e as notificações que podem ser relatadas em consequência dessas operações. Na descrição desta estrutura, a ISO empregou uma análise orientada a objetos, representando os recursos do sistema NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 118 como objetos gerenciados estabelecidos através de seus atributos, das operações a que podem ser sujeitos e das notificações que podem ser divulgadas. O grupo de objetos gerenciados, com suas respectivas informações dentro de um sistema aberto, estabelece a base de dados de gerenciamento, denominada MIB. As informações dos objetos e seu padrão de organização devem ser extensivamente conhecidos por agentes e gerentes, para garantir a troca de informações entre eles. A implantação de um padrão para a MIB assegura a proteção contra erros de interpretação ou falta de conformidade entre as informações trocadas. O processo gerente deve compreender toda a MIB de sua rede para ser capaz de controlar e interagir com quaisquer dos agentes presentes. Um processo agente, por sua vez, pode se limitar a conhecer apenas uma parte da MIB que contenha os objetos gerenciáveis que ele controla. Basicamente, são definidos quatro tipos de MIBs: MIB I (RFC 1066), MIB II (RFC 1213), MIB experimental (RFC 1239) e MIB privada. As MIBs do tipo I e II oferecem informações gerais de gerenciamento sobre um determinado equipamento, sem abordar as características específicas deste equipamento, resumindo-se a MIB II, considerada uma evolução da MIB I. Por meio dessas MIBs, é possível adquirir informações como: tipo e status de uma interface, número de pacotes transmitidos, número de pacotes com erros, protocolo de transmissão, entre outras coisas mais. As MIBs experimentais são aquelas que se encontram em fase de testes, com a expectativa de serem adicionadas ao padrão e que, via de regra, suportam características mais específicas sobre a tecnologia dos meios de transmissão e equipamentos. As MIBs privadas, ou MIBs proprietárias, fornecem elementos específicos dos equipamentos gerenciados, permitindo que detalhes distintos de um determinado equipamento sejam obtidos. O protocolo de gerência é responsável por encapsular os princípios de gerência e seus respectivos parâmetros, gerando PDUs (Protocol Data Unit) padronizadas, assegurando assim uma excelente comunicação entre agente e gerente. É relevante considerar que o protocolo de gerência em si não gerencia a rede, mas fornece aos agentes e gerentes a troca de elementos para o gerenciamento. O FCAPS vale-se de base por estabeleceráreas funcionais da gerência de redes: • Gerência de falhas: identifica, isola, notifica e corrige operações incomuns no funcionamento dos recursos de rede; NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 119 • Gerência de configuração: encarregada pelo registro e gerenciamento dos parâmetros de configuração dos serviços da rede, bem como pela elaboração de facilidades para atualização ou modificação dos processos de rede, por exemplo, versões de hardware e software; • Gerência de contabilização: registra a utilização da rede por parte de seus usuários com a finalidade de cobrança ou normatização. Em outras palavras, estabelece facilidades para a alocação de recursos e definição de métricas para seu uso; • Gerência de desempenho: responsável pela medição e disponibilização dos dados de desempenho dos serviços de rede. Essas informações são usadas para garantir que a rede opere em conformidade com a qualidade do serviço estabelecido para seus usuários e para análise de direcionamento; • Gerência de segurança: determina o acesso à rede e previne o uso indevido por parte de seus usuários, seja intencional ou não, auxiliando na operação dos recursos de rede. Monitoração X Controle de Rede: as funcionalidades de gerenciamento de rede podem ser associadas em duas categorias: monitoração e controle de rede. Monitoração de rede: está associada à tarefa de observação e análise da condição e configuração de seus componentes, sendo sobretudo uma função de “leitura”. Controle da rede: é uma atribuição de “escrita” e está associada com a tarefa de modificação de parâmetros e execução de determinadas ações. Monitoração: equivale na observação de informações importantes ao gerenciamento, que podem classificadas em três categorias: • Estática: descreve os elementos na atual configuração, como o número e identificação das portas em um roteador; • Dinâmica: referente aos eventos na rede, como a transmissão de um pacote; • Estatística: é capaz de ser decorrente de informações dinâmicas como a média de pacotes transmitidos por unidade de tempo em um determinado sistema. O dado de gerenciamento é coletado e armazenado por agentes e repassado para um ou mais gerentes. Dois procedimentos podem ser utilizados na comunicação entre agentes e gerentes: polling e event-reporting (ou relatório de evento). NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 120 Na técnica de polling, ocorre uma interação do tipo request/response entre um gerente e um agente. O gerente pode requisitar a um agente o envio de valores de diversos elementos de informação. O agente responde com os valores incluídos em sua MIB. No event-reporting, a decisão é do agente. O gerente permanece na escuta, aguardando a chegada de informações. Um agente pode produzir um relatório periodicamente para fornecer ao gerente seu estado atual. A frequência do relatório pode ser configurada previamente pelo gerente. Da mesma forma, um agente pode enviar um relatório quando detecta um evento significativo ou incomum. Para tanto o polling e o event-reporting são utilizados nos sistemas de gerenciamento, no entanto, o destaque dado a cada um dos procedimentos difere muito entre os sistemas, nas redes de telecomunicações, o destaque maior é dado para o método de relatório de evento. O protocolo SNMP dá pequena importância ao relatório de evento. O modelo OSI fica entre estes dois extremos. A escolha do destaque deriva de um número de fatores: • Quantidade de tráfego produzida por cada método e de processamento nos equipamentos gerenciados; • Robustez em episódios cruciais; • Tempo entre o acontecimento do evento e a notificação ao gerente; • Transferência confiável versus não confiável; • Aplicações de monitoração suportadas pela de rede; • Ponderações caso um equipamento falhe antes de encaminhar um relatório. Controle de Rede: refere-se à modificação de parâmetros e à aplicação de ações em um sistema remoto. As cinco áreas operacionais de gerenciamento (falhas, desempenho, contabilização, configuração e segurança), abrangem monitoração e controle. Contudo, o destaque nas três primeiras destas áreas, tem sido na monitoração, ao passo que nas duas últimas, o controle tem sido mais evidenciado. O controle de configuração engloba as seguintes funções: • delimitação da informação de configuração - recursos e seus atributos subordinados ao gerenciamento; • atribuição e alteração de valores de atributos; • delimitação e alteração de relacionamentos entre recursos/componentes da rede; NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 121 • inicialização e conclusão de operações de rede; • distribuição de software; • verificação de valores e relacionamentos; • relatórios de status de configuração. Controle de segurança: relaciona-se à proteção dos recursos em conformidade com o gerenciamento, englobando o próprio sistema de gerenciamento. Os objetivos fundamentais em termos de segurança estão relacionados à confidencialidade, integridade e disponibilidade. As principais ameaças à segurança referem-se à interrupção, interceptação, modificação e mascaramento. As finalidades do gerenciamento de segurança podem ser correlacionadas em três categorias: manutenção da informação de segurança, controle de acesso aos recursos e controle do processo de criptografia. Com o crescimento da dependência das redes, descuidar do gerenciamento de seus componentes (hardware, software, aplicações e meios de comunicação) pode ser seriamente comprometedor e causar prejuízos econômicos irreparáveis às organizações. Apesar disso, este crescimento em proporção, complexidade, capacidade e o surgimento de obstáculos, simultaneamente com a necessidade de associação de diversos serviços, buscam situações incomuns para os gestores de redes, como: • Assegurar o nível de qualidade de serviços da atual infraestrutura de rede, priorizando tráfego de aplicações de missão crítica; • Qualificar o impacto da entrada de um novo sistema de informação para cooperação à tomada de providências na rede da organização; • Averiguar o desempenho da atual estrutura com a introdução de um sistema de videoconferência ou telefonia IP; • Organizar upgrades de banda, links e equipamentos para sustentar o crescimento de tráfego na rede e expansão da organização; • Distinguir e controlar os dispositivos que mais evidenciaram problemas nos últimos meses e que necessitam ser trocados; • Entender a configuração e localização física dos componentes da rede. A gerência de redes tem o potencial de melhorar consideravelmente a atuação dos administradores, uma vez que consiste em observar e monitorar os eventos em um NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 122 ambiente de informação, possibilitando a adoção de soluções que assegurem a prestação dos serviços pela rede corporativa dentro dos requisitos de qualidade determinados. Em uma rede corporativa, os enormes desafios dos gerentes e administradores desses ambientes são: alinhar o desempenho da rede às demandas de negócios, reduzir o impacto de modificações e evitar quedas de desempenho e interrupções nos componentes dessas redes nas organizações. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 123 Em redes de computadores, um analisador de pacotes, também conhecido como monitor de pacotes (sniffer, em português, ou farejador de pacotes), é um programa de computador ou hardware capaz de capturar e registrar o tráfego que circula em uma rede, total ou parcialmente. A captura de pacotes consiste na interceptação e registro do tráfego conforme os fluxos de dados transitam pela rede. O sniffer captura cada pacote e, quando necessário, decodifica os dados brutos contidos no pacote, exibindo os valores de diversos campos presentes no pacote e examinando seu conteúdo de acordo com as RFCs ou outras especificações pertinentes. Um analisador de pacotes utilizado para interceptaçãoendereços. Para esse empecilho, Paul Mockapetris expôs o DNS (Domain Name System) como mecanismo de resolução de nomes. No mesmo ano, a ARPANET seria fragmentada em duas: a MILNET, com fins militares, e a ARPANET, com fins de pesquisa. Foi em 1984, que a ISO (International Organization for Standardization) produziu uma orientação para a conexão de sistemas heterogêneos que ficou conhecida como Modelo de Referência para a Interconexão de Sistemas Abertos, ou, simplesmente, Modelo INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 12 OSI (Open System Interconnection). Apesar da aceitação inicial, o Modelo OSI sofreu uma enorme concorrência do modelo TCP/IP e praticamente desapareceu na década seguinte, servindo, hoje, meramente para fins educacionais. Segundo Maia (2009, p. 18), durante a década de 1980, duas redes que não utilizavam TCP/IP ganharam popularidade no mundo, inclusive no Brasil: a USENET e a BITNET. A USENET (User Network) interliga estações Unix utilizando linhas discadas para a troca de mensagens agrupadas por assuntos. A BITNET (Because It ‘s Time Network) interliga estações via modem para troca de e-mails, transferência de arquivos e mensagens instantâneas. Posteriormente, ambas as redes tiveram seus tráfegos aceitos na ARPANET, acelerando o crescimento da rede. No ano de 1986, nos EUA, a NSF (National Science Foundation) idealizou um programa chamado NSFNET que permitiria a qualquer instituição de ensino conectar-se à rede. O protocolo TCP/IP foi selecionado para suportar a nova rede, tornando acessível à integração entre a NSFNET e outras redes TCP/IP. Com o progresso da NSFNET, as instituições conectadas à ARPANET migraram para a nova rede. Em 1984, no Brasil, a EMBRATEL lançou o serviço RENPAC baseado no protocolo X.25. E em 1988, foi realizada a primeira conexão da comunidade acadêmica com a BITNET, aplicando um circuito de 9.600 bps entre o LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica) no Rio de Janeiro e a Universidade de Maryland nos EUA. A grande maioria dos fabricantes de computadores e sistemas operacionais no início da década de 90 já oferecia o TCP/IP como protocolo de rede. Nessa época, a quantidade de equipamentos conectados deu um outro salto, saindo de 160 mil para mais de 56 milhões de hosts. Em 1991, o NSF elimina as restrições ao tráfego comercial na Internet e surgem os primeiros provedores de acesso (Internet Solution Provider - ISP). Os principais serviços utilizados pelos usuários da Internet eram o correio eletrônico, transferência de arquivos, terminal remoto e serviços de notícias. Em 1992, no CERN, Tim Berners-Lee inventa o serviço Web, que viria a dar um novo impulso ao crescimento da Internet. Em 1993, Marc Andreessen desenvolve o browser Mosaic, que, posteriormente, se tornaria o Netscape. Em 1995, o NSF retira-se definitivamente do papel de mantenedor da rede, entregando essa tarefa aos ISP. O serviço Web e a liberação do tráfego comercial fazem com que empresas de todos os portes passem a oferecer seus produtos e serviços na Internet (MAIA, 2009, p. 18 e 19). Na década de 1990, as redes locais com base na tecnologia Ethernet tornaram-se predominantes e, de fato, eliminaram outras iniciativas nessa área, como o Token Ring. Nesse mesmo período, o Ethernet padrão (10 Mbps) evolui para Fast Ethernet (100 Mbps) INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 13 em 1995 e chegando ao Gigabit Ethernet em 1998. As redes locais sem fio obtiveram aceitação, em especial após o lançamento dos padrões IEEE 802.11 (WLAN) e IEEE 802.15 (WPAN) e IEEE 802.16 (WMAN). Ainda na década de 1990, em especial no ano de 1993, a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) criou uma rede conectando onze capitais, concedendo o acesso de inúmeras instituições à Internet. No ano subsequente, a EMBRATEL iniciou o serviço de acesso à Internet discado com circuitos de 14.400 bps. E em 1995, foi instaurado o Comitê Gestor da Internet no Brasil, com a incumbência de organizar e supervisionar as funções básicas de infraestrutura para serviços Internet, bem como idealizar e direcionar a sua evolução. No ano seguinte, em 1994, surgiram os primeiros provedores de acesso à Internet. No final de 1999, segundo Maia (2009) o número de hosts da Internet alcançava mais de 56 milhões e, em 2007, algo em torno de 433 milhões de hosts. A evolução da rede trouxe também novos problemas. Pois o aumento do número de hosts não era esperado nessa proporção. Sendo um desses problemas o aumento do número de usuários, os endereços de rede estavam se esgotando. A transmissão multimídia (de áudio e vídeo), por exemplo, requer mecanismos que atestem a sua qualidade. O comércio eletrônico requer que as transações sejam realizadas de maneira segura. Diversas iniciativas foram feitas para resolver esses e outros problemas, com destaque para o protocolo IPv6, que irá substituir o IPv4 [RFC-1752]. Tradicionalmente, o acesso à Internet por usuários domésticos e pequenas empresas estava limitado as conexões discadas de velocidade. Com o avanço das telecomunicações, o acesso à Internet pôde ser feito utilizando conexões em banda larga, como, por exemplo, ADSL e cable modem, e com maior velocidade através de fibra óptica. Com o aumento das taxas de transmissão, houve uma mudança no tipo de informação que circulava na rede. Se no passado apenas mensagens do tipo texto circulavam pela rede, vemos hoje uma enorme variedade de mídias sendo utilizadas, como imagens, áudio e vídeo. A possibilidade de suporte multimídias nos leva a uma convergência de serviços, permitindo, por exemplo, que a telefonia convencional possa ser incorporada ao tráfego de dados como nos serviços de voz sobre IP (MAIA, 2009). Em 2000 no Brasil, foi lançada a RNP2 com uma capacidade superior de transmissão, e em 2001 a rede da RNP passou a permutar dados com a lnternet2 com um circuito de 45 INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 14 Mbps, viabilizando a interação com a comunidade científica internacional através de uma rede de alta velocidade. Atualmente temos em destaque a Computação Distribuída que começa a ser aplicada oficialmente, pelo fato da massificação e diversificação de dispositivos móveis. A Computação Distribuída que é a coleção de hosts autônomos interligados através de uma rede de computadores e equipados com software (middleware) que permite o compartilhamento dos recursos do sistema: hardware, software e dados. E por fim, o termo Wearable que é a palavra que resume o conceito das chamadas tecnologias vestíveis, que consistem em dispositivos tecnológicos que podem ser usados pelos usuários como peças do vestuário. Esses dispositivos wearables são um movimento para a materialização da chamada IOT (Internet das Coisas), que se define por manter a contínua conectividade. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 15 Geralmente, sub-redes, redes e redes interligadas se confundem. Uma sub-rede faz mais sentido no cenário de uma rede a longa distância, em que ela se refere ao conjunto de roteadores e linhas de comunicação pertencentes à operadora da rede. Como equivalência, o sistema telefônico equivale a estações de comutação telefônica conectadas entre si por linhas de alta velocidade, e com casas e escritórios por linhas de baixa velocidade. Essas linhas e equipamentos, cuja propriedade e gerenciamento são da empresa de telefonia, formam a sub-rede do sistema telefônico. Os telefones corretamente referidos como “hosts” não estão incluídos na sub-rede. Uma rede interconectada surge da união entre uma sub- rede e seus hosts. Entretanto, a terminologia “rede” é frequentemente empregada em um contexto mais amplo. Por exemplo, uma sub-rede pode ser conceptualmente representada como uma rede, como no caso da “rede ISP” (provedor de serviços de internet). De maneira análoga, uma rede interconectada pode ser descrita simplesmente como uma rede,de tráfego em redes sem fio, também chamado de analisador sem fio ou analisador WiFi, é designado especificamente para esse propósito. Além disso, um analisador de pacotes pode ser referido como analisador de rede ou analisador de protocolos, embora esses termos possam ter outros significados associados. Analisador de Pacotes - Capacidades: Em redes LANs cabeadas, como Ethernet, Token Ring e redes FDDI, dependendo da estrutura da rede (hub ou comutador), é possível capturar o tráfego em toda ou parte dela, a partir de um único host na rede. Entretanto, alguns métodos impedem a limitação do tráfego pelos computadores para garantir o acesso ao tráfego a partir de outros sistemas na rede (como o ARP spoofing). Para fins de monitoramento de rede, da mesma forma, pode ser interessante monitorar todos os pacotes de dados em uma LAN utilizando um comutador de rede com uma porta de monitoramento que espelha todos os pacotes que transitam por todas as portas do computador. MONITORAÇÃO DE PACOTES SEGURANÇA DE REDES4 TÓPICO NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 124 Analisador de Pacotes - Usos: O sniffing pode ser empregado tanto para fins maliciosos como para o gerenciamento de rede, monitoramento e diagnóstico de ambientes computacionais. Atacantes podem tentar capturar o fluxo da rede com diversos objetivos, como adquirir cópias de arquivos importantes durante sua transmissão e coletar senhas que possibilitem expandir seu alcance em um ambiente invadido, ou ainda, observar as comunicações em tempo real. Analisador de Pacotes - Port Mirror - Port Spam - Port Monitor: Essa possibilidade é interessante se o administrador da rede planeja conectar um analisador de protocolo justamente a uma porta do switch e monitorar o tráfego das demais portas do equipamento. Deve-se definir uma porta que será monitorada (port mirror) e seu espelho, que é a porta onde o analisador de protocolo será conectado. Quando essa função é ativada, todo o tráfego proveniente ou destinado à porta monitorada será repetido na porta espelho. O espelhamento de tráfego torna-se necessário se o administrador de rede não pretende monitorar o tráfego de um determinado segmento sem alterar as características físicas do segmento monitorado, ao conectar um analisador de protocolo ao segmento. Analisador de Protocolos - Wireless: Existem inúmeros analisadores de protocolo que operam em conexões wireless, e algumas modificações nas configurações do analisador de protocolo em uso possivelmente devem ser executadas, como a habilitação da opção de captura em modo de monitoração, uma vez que o modo promíscuo pode não ser eficiente. A captura ocorrerá da mesma maneira que ocorreria em uma conexão cabeada. O que pode ocorrer é uma restrição do próprio sistema operacional que está sendo utilizado, assim como da interface de rede 802.11. Uma restrição de alguns sistemas operacionais é não registrar pacotes que não sejam de dados, o que também pode acontecer com alguns drivers dos adaptadores de rede. Não podemos deixar de mencionar que quando uma interface de rede está em modo de monitoração, nem sempre funcionará como uma interface de rede comum, pois estará capturando os pacotes de forma passiva. Dessa forma, as tentativas de resolução de nomes por meio de um servidor DNS podem ser bloqueadas, já que o equipamento não estará apto para se comunicar com nenhum DNS Server. Nesse caso, sugerimos que o equipamento possua pelo menos duas placas de rede, uma para operar em modo normal e outra em modo passivo. Os monitores de pacotes são mecanismos que permitem o monitoramento de pacotes individuais de dados que passam pelo dispositivo. Nas interfaces desses monitores, NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 125 os pacotes podem ser monitorados ou espelhados. Esses pacotes monitorados podem conter informações de dados e de endereçamento. Os softwares de monitoramento de pacotes atualmente proporcionam a possibilidade de configurar seus recursos de visualização na interface de gerenciamento. Essa interface fornece uma maneira de configurar os critérios do monitor, as configurações de exibição, as configurações de espelho e as configurações do arquivo de exportação, além de exibir os pacotes capturados. Entre as várias opções, temos cinco ferramentas gratuitas para analisar o tráfego de rede. Os analisadores de Tráfego de Rede são ferramentas que ajudam os administradores de rede a capturar e navegar interativamente pelos pacotes que trafegam na rede, com funcionalidade de análise. A mais conhecida é o Wireshark, mas existem outras. • WireShark; • Microsoft Network Monitor; • Capsa Packet Sniffer; • InnoNWSniffer; • SniffPass. Um dos programas mais utilizados para captura e análise dos dados juntamente com a ferramenta tcpdump, temos o WireShark. Ele pode ser instalado em máquinas com sistema operacional da Microsoft, entre várias versões do Windows, e também em diversas distribuições Linux. A seguir algumas telas do WireShark instalado em uma distribuição Linux. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 126 FIGURA 01 - TELA INICIAL DO WIRESHARK Fonte: o autor (2021). A figura a seguir mostra como o WireShark pode ser utilizado na captura de pacotes de um determinado host, por exemplo, na análise de um pacote do protocolo http foi possível verificar qual navegador e qual sistema operacional determinado host está utilizando naquele momento em que o pacote foi capturado. FIGURA 02 - CAPTURA DE PACOTES COM FILTRO HTTP NO WIRESHARK Fonte: o autor (2021). NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 127 Quando o assunto é a segurança em rede podemos identificar as seguintes propriedades desejáveis da comunicação segura: • Confidencialidade: somente o remetente e o destinatário requisitado devem poder compreender o conteúdo da mensagem transmitida. O evento de intrusos conseguira interceptar a mensagem requer, inevitavelmente, que esta seja codificada de alguma maneira para impossibilitar que seja entendida por um interceptador. • Integridade: assegurar que o conteúdo de sua comunicação não seja modificado, por acidente ou por má intenção, no decorrer da transmissão. • Autenticação: tanto o remetente quanto destinatário necessitam confirmar a identidade da outra parte envolvida na comunicação - comprovar que a outra parte é de verdade quem declara ser. • Segurança: atualmente quase todas as organizações têm redes conectadas à Internet pública. Essas redes podem ser comprometidas por invasores que obtêm acesso a elas por meio da Internet pública. Os invasores podem tentar colocar worms nos equipamentos na rede, obtendo segredos corporativos, diagramar as configurações internas da rede e disparar ataques de DoS. Um firewall fica entre a rede da organização e a rede pública, controlando o acesso aos pacotes. Um sistema de detecção de intrusões realiza uma “inspeção profunda de pacotes”, alertando os administradores da rede sobre qualquer atividade suspeita. A menos que sejam tomadas contramedidas apropriadas, essas habilidades permitem que um intruso realize uma grande variedade de ataques à segurança: monitorar comunicações (podendo roubar senhas e dados), fazer-se passar por uma entidade diferente, roubar uma sessão em curso, negar serviço a usuários legítimos da rede sobrecarregando os recursos do sistema, entre outros. O CERT Coordination Center mantém um resumo dos ataques comunicados. Criptografia: os métodos criptográficos permitem que um remetente disfarce as informações de modo que um intruso não seja capaz de obter nenhuma informação das mensagens interceptadas. O destinatário, por sua vez, deve estar qualificado para recuperar as informações originais a partir dos dados mascarados. O interessante é que em vários sistemas criptográficos em vigor, incluindo os utilizados na Internet, a técnica de codificaçãoé conhecida - publicada, estabelecida e disponível para todos (em [RFC 1321; RFC 3447; RFC 2420; NIST, 2001]), mesmo para um eventual intruso. Claramente, se todos conhecem o procedimento para codificar dados, deve haver uma informação secreta que impeça que um intruso decodifique os dados transmitidos, e essa informação é a chave. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 128 De acordo com o tipo de chave usada, os métodos criptográficos podem ser subdivididos em duas grandes categorias: criptografia de chave simétrica e criptografia de chaves assimétricas. Criptografia de chave simétrica: também chamada de criptografia de chave secreta ou única, utiliza uma mesma chave tanto para codificar como para decodificar informações, sendo usada principalmente para garantir a confidencialidade dos dados. Nos casos em que a informação é codificada e decodificada pela mesma pessoa, não há necessidade de compartilhar a chave secreta. Entretanto, quando essas operações envolvem pessoas ou equipamentos diferentes, é necessário que a chave secreta seja previamente combinada por meio de um canal de comunicação seguro (para não comprometer a confidencialidade da chave). Exemplos de métodos criptográficos que usam chaves simétricas são: AES, Blowfish, RC4, 3DES e IDEA. Criptografia de chaves assimétricas: também conhecida como criptografia de chave pública, utiliza duas chaves distintas: uma pública, que pode ser livremente divulgada, e uma privada, que deve ser mantida em segredo por seu dono. Quando uma informação é codificada com uma das chaves, somente a outra chave do par pode decodificá-la. A escolha da chave a ser usada para codificar depende da proteção desejada, seja confidencialidade, autenticação, integridade ou não-repúdio. A chave privada pode ser armazenada de diferentes maneiras, como um arquivo no computador, um smartcard ou um token. Exemplos de métodos criptográficos que usam chaves assimétricas são: RSA, DSA, ECC e Diffie-Hellman. A criptografia de chave simétrica, quando comparada com a de chaves assimétricas, é a mais indicada para garantir a confidencialidade de grandes volumes de dados, pois seu processamento é mais rápido. Todavia, quando usada para o compartilhamento de informações, torna-se complexa e pouco escalável, em virtude da necessidade de um canal de comunicação seguro para promover o compartilhamento da chave secreta entre as partes (o que na Internet pode ser bastante complicado) e da dificuldade de gerenciamento de grandes quantidades de chaves (imagine quantas chaves secretas seriam necessárias para você se comunicar com todos os seus amigos). A criptografia de chaves assimétricas, apesar de possuir um processamento mais lento que a de chave simétrica, resolve esses problemas, visto que facilita o gerenciamento (pois não requer que se mantenha uma chave secreta com cada um que deseje se comunicar) e dispensa a necessidade de um canal de comunicação seguro para o compartilhamento de chaves. Para aproveitar as vantagens de cada um desses métodos, o ideal é o uso combinado de ambos, onde a criptografia de chave simétrica é usada para a codificação da informação e a criptografia de chaves assimétricas é utilizada para o compartilhamento da chave secreta (neste caso, também chamada de chave de sessão). Este uso combinado é o que é utilizado pelos navegadores Web e programas leitores de e-mails. Exemplos de uso deste método combinado são: SSL, PGP e S/MIME” (CERT.br, 2017). NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 129 Criptografia RSA: nesta técnica de criptografia, a chave de encriptação é pública e é diferente da chave de decriptação que é privada (secreta). Esta assimetria é fundamentada na dificuldade prática da fatorização do produto de dois números primos grandes. É apontado como o mais seguro, além disso, foi o primeiro algoritmo a proporcionar criptografia e assinatura digital, e uma das grandes inovações em criptografia de chave pública. Romper a encriptação RSA é conhecido como problema RSA. Função Hash: é um método criptográfico que, quando aplicado sobre uma informação, independente do tamanho que ela tenha, gera um resultado único e de tamanho fixo, chamado hash. Podemos utilizar hash para: • Verificar a integridade de um arquivo armazenado em seu computador ou em seus backups; • Verificar a integridade de um arquivo obtido da Internet (alguns sites, além do arquivo em si, também disponibilizam o hash correspondente, para que você possa verificar se o arquivo foi corretamente transmitido e gravado); • Gerar assinaturas digitais. Podemos examinar a integridade de um arquivo, por exemplo, calculando o hash do arquivo. Se os dois hashes forem iguais, então podemos concluir que o arquivo não foi alterado. Caso contrário, pode haver indicação de que o arquivo está corrompido ou foi modificado. Exemplos de métodos de hash são: SHA-1, SHA-256 e MD5. O hash é constituído de tal forma que não é possível realizar o processamento inverso para obter a informação original e qualquer alteração na informação original gera um hash distinto. Embora teoricamente seja possível que informações diferentes gerem hashes iguais, a probabilidade disso ocorrer é extremamente baixa. Assinatura digital: possibilita comprovar a autenticidade e a integridade de uma informação, ou seja, que ela foi realmente gerada por quem diz ter feito isso e que não foi alterada. A assinatura digital baseia-se no fato de que apenas o proprietário conhece a chave privada e, se ela foi usada para codificar uma informação, então apenas o proprietário poderia ter feito isso. A verificação da assinatura é feita com o uso da chave pública, pois se o texto foi codificado com a chave privada, somente a chave pública correspondente pode decodificá-lo. Para contornar a baixa eficiência característica da criptografia de chaves assimétricas, a codificação é feita sobre o hash e não sobre o conteúdo em si, pois é mais rápido codificar o hash (que possui tamanho fixo e reduzido) do que a informação toda. Certificado digital: como mencionamos anteriormente, a chave pública pode ser livremente publicada; no entanto, se não houver como confirmar a quem ela pertence, NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 130 é possível que você se comunique, de forma codificada, com um impostor. Um impostor pode gerar uma chave pública falsa para alguém conhecido seu e enviá-la para você ou disponibilizá-la em um arquivo. Ao usá-la para criptografar dados para o seu amigo, você estará, na verdade, criptografando para o impostor, que possui a chave privada equivalente e poderá enganá-lo. Uma das medidas para impedir que isso ocorra é o uso de certificados digitais. O certificado digital é um registro eletrônico composto por um conjunto de dados que distingue uma entidade e associa a ela uma chave pública. Ele pode ser emitido para pessoas, empresas, equipamentos ou serviços na rede (por exemplo, um site da Web) e pode ser homologado para diferentes usos, como confidencialidade e assinatura digital. Um certificado digital pode ser comparado a um documento de identidade, como o seu passaporte, que contém seus dados pessoais e a identificação de quem o emitiu. No caso do passaporte, a entidade responsável pela emissão e pela veracidade dos dados é a Polícia Federal. No caso do certificado digital, essa entidade é uma Autoridade Certificadora (AC). Uma AC emissora também é responsável por publicar informações sobre certificados que não são mais confiáveis. Sempre que a AC descobre ou é informada de que um certificado não é mais confiável, ela o inclui em uma “lista negra”, chamada de “Lista de Certificados Revogados” (LCR), para que os usuários possam tomar conhecimento. A LCR é um arquivo eletrônico publicado periodicamente pela AC, contendo o número de série dos certificados que não são mais válidos e a data de revogação (CERT.br, 2017). De forma geral,os dados básicos que compõem um certificado digital são: • Versão e número de série do certificado; • Dados que identificam a AC que emitiu o certificado; • Dados que identificam o dono do certificado; • Chave pública do dono do certificado; • Validade do certificado; • Assinatura digital da AC emissora e dados para verificação da assinatura. O certificado digital de uma AC é normalmente expedido por outra AC, estabelecendo uma hierarquia conhecida como “cadeia de certificados” ou “caminho de certificação”. A primeira autoridade da cadeia é a âncora de confiabilidade para toda a hierarquia e, por não haver outra AC acima dela, possui um certificado autoassinado. Os certificados das ACs raízes amplamente reconhecidas já vêm incorporados, por padrão, na maioria dos sistemas operacionais e navegadores e são atualizados juntamente com os próprios sistemas. Alguns NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 131 exemplos de atualizações realizadas na base de certificados dos navegadores incluem: inclusão de novas ACs, renovação de certificados vencidos e exclusão de ACs não mais confiáveis. Alguns tipos especiais de certificado digital que você pode encontrar são: Certificado autoassinado: é aquele em que o dono e o emissor são a mesma entidade. Costuma ser usado de duas formas: Legítima: além das ACs raízes, certificados autoassinados também são comumente usados por instituições de ensino e pequenos grupos que desejam prover confidencialidade e integridade nas conexões, mas que não querem (ou não podem) arcar com o ônus de adquirir um certificado digital validado por uma AC comercial. Maliciosa: um atacante pode criar um certificado autoassinado e utilizá-lo, por exemplo, em mensagens de phishing, para induzir os usuários a instalá-lo. A partir do momento em que o certificado é instalado no navegador, torna-se possível estabelecer conexões cifradas com sites fraudulentos, sem que o navegador emita alerta quanto à confiabilidade do certificado. Certificado EV SSL (Extended Validation Secure Socket Layer): certificado emitido sob um processo mais rigoroso de validação do solicitante. Inclui a verificação de que a empresa foi legalmente registrada, está ativa e detém o registro do domínio para o qual o certificado será emitido, além de dados adicionais, como o endereço físico (CERT.br, 2017). Segurança na camada 3 (rede): o protocolo de segurança mais conhecido, o IPsec, fornece segurança na camada de rede. O IPsec protege os datagramas IP junto de quaisquer entidades da camada de rede, englobando hospedeiros e roteadores. Inúmeras instituições (corporações, órgãos do governo, organizações sem fins lucrativos, etc.) usam o IPsec para formar redes virtuais privadas (VPNs) que operam em cima da Internet pública. Por intermédio do sigilo da camada de rede entre um par de elementos da rede (podendo ser entre dois roteadores, ou dois hospedeiros, ou até mesmo entre um roteador e um hospedeiro), o indivíduo remetente codifica as cargas principais de todos os datagramas que encaminha à entidade receptora: IPsec e redes virtuais privadas (VPNs): Uma instituição que se estende por diversas regiões geográficas muitas vezes deseja ter sua própria rede IP, para que seus hospedeiros e servidores consigam enviar dados um ao outro de maneira segura e sigilosa. Para alcançar essa meta, a instituição poderia, na verdade, empregar uma rede física independente — incluindo roteadores, enlaces e uma infraestrutura de DNS — que seja completamente separada da Internet pública. Essa rede disjunta, reservada a uma instituição particular, é chamada de rede privada. Como era de se esperar, uma rede privada pode NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 132 ser muito cara, já que a instituição precisa comprar, instalar e manter sua própria infraestrutura de rede física. Em vez de implementar e manter uma rede privada, muitas instituições hoje criam VPNs em cima da Internet pública. Com uma VPN, o tráfego interdepartamental é enviado por meio da Internet pública e não por uma rede fisicamente independente. Porém, para prover sigilo, esse tráfego é criptografado antes de entrar na Internet pública” (KUROSE, 2013, p. 529). Segurança de LANs sem fio: a segurança é uma preocupação considerável em redes sem fio, onde as ondas de rádio transportam quadros que podem se difundir muito além do local que contém os hosts e as estações-base sem fio. Parece haver um conhecimento universal de que a especificação 802.121 original envolve uma série de falhas graves na segurança. Na prática, podemos fazer o download de softwares de domínio público que exploram essas falhas, fazendo com que aqueles que usam mecanismos de segurança 802.11 normais se tornem tão expostos a ataques de segurança quanto aqueles que não utilizam nenhum tipo de propriedades de segurança. Privacidade Equivalente Cabeada (WEP, do inglês Wired Equivalent Privacy) tem como finalidade oferecer um nível de segurança similar ao que é encontrado em redes cabeadas. O protocolo IEEE 802.11 WEP foi idealizado em 2009 para proporcionar autenticação e criptografia de dados entre um host e um ponto de acesso sem fio (estação- base) utilizando uma técnica de chave compartilhada simétrica. O WEP não especifica um algoritmo de gerenciamento de chave, então considera-se que o host e o ponto de acesso sem fio concordam com a chave através de um procedimento fora da banda. Segurança operacional: firewalls e sistemas de detecção de invasão são elementos cruciais em redes de computadores. À medida que o tráfego que entra/sai de uma rede passa por controle de segurança, é registrado, rejeitado ou transmitido; isso é realizado por procedimentos operacionais conhecidos como firewalls, sistemas de detecção de invasão (IDSs) e sistemas de prevenção de invasão (IPSs). Um firewall pode ser uma combinação de hardware e software que separa a rede interna de uma organização da Internet em geral, autorizando que alguns pacotes passem e bloqueando outros. O firewall permite que um administrador de rede supervise o acesso entre o mundo externo e os recursos da rede que ele controla, gerenciando o fluxo de tráfego para esses recursos. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 133 Um firewall possui três objetivos: Todo o tráfego de fora para dentro, e vice-versa, passa por um firewall. Somente o tráfego autorizado, conforme definido pela política de segurança local, pode passar. Com todo o tráfego que entra e sai da rede institucional passando pelo firewall, este pode limitar o acesso ao tráfego autorizado. O próprio firewall é imune à penetração. O próprio firewall é um mecanismo conectado à rede. Se não for projetado ou instalado adequadamente, pode ser comprometedor, oferecendo apenas uma falsa sensação de segurança (pior do que não ter nenhum firewall!). Cisco e Checkpoint são dois dos principais fornecedores atuais de firewall. Você pode criar um firewall (filtro de pacotes) facilmente a partir de um sistema Linux usando iptables (software de domínio público que geralmente acompanha o Linux). Os firewalls podem ser classificados em três categorias: filtros de pacotes tradicionais, filtros de estado e gateways de aplicação (KUROSE, 2013, p. 538). Sistemas de detecção de invasão: Para identificar diversos tipos de ataques, é necessário realizar uma inspeção intensa dos pacotes. Isso significa que é preciso analisar os campos de cabeçalho e os dados da aplicação que o pacote transporta. Um mecanismo que gera alertas enquanto observa tráfegos potencialmente mal- intencionados é chamado de sistema de detecção de invasão (IDS, do inglês Intrusion Detection System). Um mecanismo que filtra o tráfego suspeito é chamado de sistema de prevenção de invasão (IPS, do inglês Intrusion Prevention System). Um IDS pode ser empregado para detectar uma variedade de tipos de ataques, incluindo mapeamento de rede (coma utilização do software nmap), varreduras de porta, varreduras de pilha TCP, ataques de DoS, ataques de inundação de largura de banda, worms e vírus, ataques de vulnerabilidade de SO e ataques de vulnerabilidade de aplicações. Muitos desses sistemas são proprietários, vendidos por empresas como Cisco, Check Point, e outros fabricantes de equipamentos de segurança. No entanto, muitos dos sistemas de IDS desenvolvidos são de domínio público, como o extraordinariamente popular Snort IDS. Sistemas IDS são conhecidos de maneira geral tanto como sistemas baseados em assinatura quanto como sistemas baseados em anomalia. Um IDS baseado em assinatura guarda um banco de dados extenso de ataques por assinatura. Cada assinatura é uma coleção de regras referentes a uma atividade de invasão. Uma assinatura pode ser uma relação de características sobre um único pacote. As assinaturas são geralmente elaboradas por engenheiros talentosos em segurança de rede que tenham investigado NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 134 ataques conhecidos. O administrador de rede de uma organização é capaz de personalizar as assinaturas ou adicionar as suas próprias no banco de dados. Operacionalmente, um IDS baseado em assinatura analisa cada pacote que passa, comparando-o com as assinaturas no banco de dados. Se um pacote (ou uma série deles) corresponder a uma assinatura no banco de dados, o IDS gera um alerta. O alerta pode ser enviado ao administrador da rede por mensagem de correio eletrônico, pode ser encaminhado ao sistema de gerenciamento da rede, ou pode simplesmente ser registrado para futuras inspeções. Apesar de os sistemas IDS baseados em assinaturas serem amplamente utilizados, eles têm uma série de limitações. Acima de tudo, eles requerem conhecimento prévio do ataque para gerar uma assinatura precisa. Ou seja, um IDS baseado em assinatura é completamente cego a novos ataques que ainda não foram registrados. Outra desvantagem é que, mesmo que uma assinatura corresponda, isso pode não ser resultado de um ataque, mas mesmo assim um alarme é gerado. Por fim, devido ao fato de cada pacote ser comparado com uma extensa coleção de assinaturas, o IDS fica sobrecarregado com o processamento e deixa de detectar muitos pacotes maliciosos. (KUROSE, 2013, p. 545). O IDS baseado em anomalias gera um perfil de tráfego sempre que observa o tráfego em operação normal. Dessa forma, busca por fluxos de pacotes que são estatisticamente anormais, como um percentual anormal de pacotes ICMP ou um aumento exponencial de análises de porta e varreduras de ping. O mais notável sobre sistemas de IDS baseados em anomalias é que eles não dependem de aprendizados prévios de outros ataques; em outras palavras, teoricamente, são capazes de detectar novos ataques não documentados. No entanto, é um desafio muito grande distinguir o tráfego normal de tráfegos estatisticamente incomuns. Atualmente, a maioria das implementações de IDS é baseada principalmente em assinaturas, embora poucas tenham recursos baseados em anomalias. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 135 O Que Um Administrador De Rede Faz? Conheça Suas Funções Com a popularização da internet, novas demandas começaram a surgir. Para atendê-las, novos serviços e profissões surgiram em um curto espaço de tempo. Entre essas profissões está a de administrador de rede. Esse profissional é um dos mais requisitados no que diz respeito à informática e TI, pois seus serviços possibilitam o bom funcionamento e a segurança das redes dentro de uma empresa. Entendendo o que um Administrador de Rede faz: A importância e as atribuições da profissão - De maneira geral, um administrador de redes é responsável por fazer todo o gerenciamento das redes de uma organização. Esse tipo de serviço costuma ser muito solicitado não somente por empresas privadas, mas também por órgãos públicos. Ademais, esse profissional elabora projetos de rede e as configura, além de ter como atribuição fazer o acompanhamento da manutenção da infraestrutura. Além de todas essas funções, ele também realiza a adaptação das redes às novas demandas da corporação. Nesse caso, o projeto é adaptado de modo a garantir a otimização dos processos que envolvem o uso das redes, levando em conta também a infraestrutura da rede. No que concerne ao projeto, o administrador responsável desenvolve redes considerando as demandas e processos organizacionais. Geralmente, o profissional que atua nesse serviço tem uma visão macro do negócio em questão. Trata-se de uma tarefa desenvolvida por administradores mais experientes, haja vista que envolve inúmeras variáveis. Já no que diz respeito à configuração das redes, o administrador deve organizar a instalação dos dispositivos, o que demanda um bom conhecimento de hardware. Entre os equipamentos que devem ser devidamente instalados, podemos indicar o servidor, hosts e roteadores. No entanto, a principal tarefa do administrador de redes e aquela que mais demanda experiência é a parte de manutenção das redes. No que diz respeito a isso, as atribuições desse profissional vão desde a segurança das redes até a prestação de suporte técnico a outras áreas. O Perfil De Um Administrador De Rede - A seguir, indicamos algumas exigências, competências e habilidades para que se possa ingressar nessa área. Formação: antes de qualquer coisa, é fundamental ter uma formação na área. Esse curso pode ser de nível técnico ou médio, desde que esteja dentro do campo de T.I.. Entre os cursos indicados para quem deseja ingressar na área de administrador de redes, podemos citar o curso de gerenciamento de redes ou o de tecnólogo de redes. Ainda que a formação seja muito importante, é essencial também colocar os conhecimentos adquiridos em prática. Disposição Para Aprender: além disso, esse profissional precisa atuar com softwares e programas com os quais nem sempre tem familiaridade. Por isso, a profissão exige um constante esforço de busca por novos conhecimentos e habilidades. Certificações: além disso, as mudanças tecnológicas frequentes demandam o acompanhamento das tendências de mercado. Nesse sentido, o profissional deve sempre buscar aprimorar seus conhecimentos por meio dos testes de certificações. Essa é uma forma também de se manter competitivo no mercado de trabalho. Comunicação: o administrador de redes deve estar sempre em contato com diversos setores da empresa a fim de identificar problemas. Somente assim ele poderá atender a eventuais necessidades, ajudando a melhorar os processos organizacionais. Uma Profissão Em Alta No Mercado: como é sabido, a internet e as redes são ferramentas essenciais para qualquer empresa, independentemente do seu porte ou segmento. Por esse mesmo motivo, o administrador de rede é um profissional imprescindível nos quadros de uma organização. Ele pode desenvolver o melhor projeto para cada empresa, além de resolver eventuais problemas. Fonte: NETO, Rodolfo Teixeira. O que um administrador de rede faz? Conheça suas funções. Dominando Redes, 10 abr. 2020. Disponível em: https://dominandoredes.com.br/administrador-de- rede/ . Acesso em: 12 abr. 2021 SAIBA MAIS NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 https://dominandoredes.com.br/administrador-de-rede/ https://dominandoredes.com.br/administrador-de-rede/ 136 Em uma era que as informações estão cada vez mais sendo armazenadas/coletadas em nuvem por grandes corporações sabem mais sobre nossa vida do que nós mesmos. A privacidade quase não existe mais. Fonte: o autor (2021) REFLITA NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 137 Finalizamos este conteúdo sobre os elementos de uma rede, abordando seus principais conceitos e o que é necessário para termos condições de analisar dois importantes tipos de protocolos de roteamento. Estes protocolossão as vias de comunicação que determinam como os pacotes podem ou devem se deslocar entre os dispositivos da rede, permitindo que saiam de um ponto A (origem) e alcancem o ponto B (destino). Geralmente, são as estradas da rede, conhecidas como infovias. Passamos então a discutir os tipos de roteamento, que podem ser classificados em dois: roteamento estático, que emprega uma rota pré-definida configurada manualmente pelo administrador da rede; e roteamento dinâmico, que utiliza protocolos de roteamento para organizar automaticamente as rotas de acordo com as alterações na topologia e outras condições, como o tráfego. Falamos da importância de termos formas de administrar as redes, utilizando certos protocolos em nosso benefício, e como foram criados padrões para que diversos fabricantes de hardware e software pudessem trocar informações, gerando uma administração mais eficiente, sem deixar de lado a segurança com a implantação de medidas que garantam a segurança dos dados. Com a administração das redes, surge também o conceito de gerenciamento, ambos complementando-se para auxiliar os profissionais na realização de tarefas específicas, agindo em diversas situações e empregando soluções para o gerenciamento. Muitas empresas da área disponibilizam ferramentas, algumas pagas, outras não, para nos auxiliar nesse processo. Um outro aliado, atualmente, ainda mais com um número cada vez mais crescente de informações sendo transmitidas na rede, é a utilização de monitoramento de pacotes, que pode ser uma ferramenta adicional para nos ajudar a entender as necessidades de uma corporação, auxiliando também na prevenção de problemas e até mesmo na identificação e correção desses problemas. Finalizamos com a parte de segurança, onde devemos estar atentos aos vazamentos de dados e às tentativas de invasões que possam ocorrer em nossa rede de dados. Pois o maior bem de uma pessoa ou corporação são seus dados, sua informação, o que fazer, como fazer e para quem. CONSIDERAÇÕES FINAIS NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 138 LEITURA COMPLEMENTAR Empregos com certificação AWS Você sabia que a área de Computação em Nuvem está com demanda altíssima de profissionais? Cada vez mais tem ocorrido um aumento no número de contratações de profissionais de tecnologia da informação. Especialmente para quem conhece computação em nuvem. Vamos ver para quais empregos você pode conquistar! Vou te contar um pouco da minha história, rapidamente. Desde 2001, quando eu fiz minha primeira prova de certificação, eu não parei mais. Por quê? Porque a cada certificação conquistada, aumentavam, e ainda aumentam minhas chances de me destacar ainda mais no ambiente corporativo. Além é claro de aumentar meus ganhos. Tanto com novas posições, como com projetos pontuais. Para se destacar nesse mundo tão competitivo, embora com tantas vagas sobrando, você precisa se qualificar. Você precisa começar a plantar para colher. Temos hoje um cenário competitivo de provedores de nuvem, seja AWS, Azure, Google, Oracle, IBM, etc. Mas quem está ganhando consecutivamente mais espaço, é a Amazon. O que é a AWS? A AWS é o provedor de nuvem que mais cresce, e que tem a maior gama de oferta de certificações. Desde as mais fáceis, até as mais complicadas. A AWS tem uma variedade de certificações como: • Inicial, chamada Cloud Practitioner; • Intermediária, chamadas Associates, que incluem: Arquiteto, SysOps e Desenvolvedor; • Avançadas: Arquiteto Profissional e DevOps; • E as mais difíceis, chamadas especializações: Segurança, Big Data, Machine Learning, etc. Isso já te dá uma clareza de que você pode navegar entre as diferentes especializações. E acredite, o mercado valoriza e muito. NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 139 Mas, quais os reais benefícios ? Como eu falei em outros artigos, é de conhecimento de muita gente: a AWS é líder de mercado em Cloud atualmente. Isso quer dizer que a grande maioria das empresas usa a nuvem da AWS. Então se você começar a estudar, e tirar uma certificação, ou mesmo, ter o conhecimento, e participar de processos seletivos, a sua chance é real de começar o seu caminho, a sua jornada para uma carreira fantástica. Sem dúvida, você também poderá ter, além de ofertas de emprego, convites para projetos pontuais, e mesmo escrever artigos como este. Vamos falar das principais vagas hoje no mercado: Arquiteto de Nuvem (Cloud): O profissional com este conhecimento navega em vários produtos da nuvem, e conhece como migrar, implementar, e definir arquiteturas de infraestrutura de produtos e serviços. Engenheiro de Software em Cloud (Desenvolvedor): Este profissional traz uma bagagem de desenvolvimento para migrar, e produzir apps para a nuvem. Administrador de Infra (SysOps / DevOps): Neste você começa com a parte mais básica de administração de sistemas, o antigo sysadmin, que agora chama-se SysOps. E acaba evoluindo, invariavelmente, para um DevOps. Com certeza é um profissional de um alto calibre, pois evoluiu não apenas do ponto de vista de infraestrutura, mas também como desenvolvedor. Pesquise os sites de renome como Robert Half, Gartner, e veja os salários. Ou faça uma busca simples no Linkedin e converse com recrutadores Fonte: TELES, Guilherme. Empregos com certificação AWS. Computação em Nuvem. 16 ago. 2020. Disponível em: https://guilhermeteles.com.br/ . Acesso em: 12 abr. 2021 NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 140 MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO • Título: Monitoramento de Redes com Zabbix • Autor: LIMA, Janssen dos Reis. • Editora: Brasport. • Sinopse: hoje em dia, as redes de computadores são indispensáveis para as empresas. Gerentes e administradores devem monitorar os ativos de redes para manter a qualidade do serviço e a satisfação de seus clientes. Para isso, precisam de uma ferramenta capaz de coletar diversas informações que serão usadas para evitar um potencial problema que poderá paralisar algum serviço essencial. Imagine um servidor web ficar indisponível para uma loja virtual de um grande varejista! Com o Zabbix é possível monitorar servidores e dispositivos SNMP e IPMI. Páginas web, servidores JBoss, Apache, Tomcat, entre outros. Banco de dados MySQL, PostgreSQL, Oracle, entre outros. Além da função de monitoramento, você poderá visualizar gráficos, mapas de rede e telas em detalhes que irão auxiliá-lo na tomada de decisões, seja para um upgrade de hardware ou até para dimensionamento de recursos como processadores e memória. O livro mostra como instalar e configurar um servidor para monitorar a sua rede, ensina a planejar o crescimento do banco de dados utilizado pelo Zabbix e também como gerenciar hosts e usuários. Além da parte prática, também serão introduzidos conceitos básicos de monitoramento, a arquitetura do Zabbix e os elementos que fazem toda essa infraestrutura funcionar. Este livro foi escrito para administradores e gerentes de redes, analistas e técnicos que trabalham ou desejam se envolver com monitoramento de redes utilizando o Zabbix. • Link: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/ Publicacao/160683 NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/160683 https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/160683 141 FILME/VÍDEO • Título: Hacker • Ano: 2015 • Sinopse: Chris Hemsworth, conhecido por interpretar o personagem da Marvel Thor, faz o papel de Nicholas Hathaway, um ex-prisioneiro, gênio da informática. A ação se baseia no mistério que envolve um hacker que causou danos terríveis ao explodir o reator nuclear de Hong Kong por meio de uma intrusão de rede ilegal. Nesse cenário, o mercado financeiro americano também é atingido. Então, uma equipe de investigação conjunta entre os Estados Unidos e a China faz uma solicitação a Hathaway, sabendo que ele é um programador genial quefoi preso por hacking ilegal, para resolver o incidente. O culpado tem aplicado o programa que anteriormente foi desenvolvido por Hathaway, que atende ao pedido de ajuda da equipe e auxilia os investigadores a perseguirem o criminoso a partir de Chicago, Los Angeles, Hong Kong e Jacarta. É um filme que traz a reflexão de como os códigos podem ser reutilizados para finalidades ilícitas. • Link do vídeo (trailer): https://www.youtube.com/ watch?v=Jsj8ylQLlFg NOÇÕES DE ALGORITMOS E PROTOCOLOS DE ROTEAMENTOUNIDADE 4 https://www.youtube.com/watch?v=Jsj8ylQLlFg https://www.youtube.com/watch?v=Jsj8ylQLlFg 142 CONCLUSÃO GERAL No decorrer deste curso vimos vários conceitos referente aos elementos de uma rede de dados, iniciamos com a parte histórica, como surgiu esta tecnologia, não diferente de várias outras tecnologias, primeiramente serviu para fins militares, após utilizada para fins acadêmicos e corporativos, e somente no último estágio para o público. Sua evolução desde o início até agora está intimamente ligada aos avanços tecnológicos tanto ao nível de hardware quanto dos softwares. Foi um salto gigantesco do número de equipamentos ligados no nascimento para internet para hoje, de algumas unidades a milhões, senão chegando a bilhões com advento do IOT. Com o nascimento da grande rede, a Internet, houve a necessidade de desenvolver uma estrutura que desse suporte a rede que se expandia a cada dia. Para isso foram criados os Internet Service Provider para conectar as redes domésticas, empresariais e outras redes. E para interligar os ISP foram criados os backbone que formam o que podemos dizer a espinha dorsal da grande teia da Internet, se interligando entre si (backbone a outros, backbone) responsáveis por darem acesso à Internet ao ISP e pode ventura os ISPs dão acesso à internet as empresas e consumidores finais. Vimos ainda a necessidade de padronização dos meios de comunicação, tanto ao nível de hardware como dos softwares, pelo fato da heterogeneidade, com diversos fabricantes disputando um mercado em exponencial crescimento, e que para todos pudessem trocar informações ou dados entre si, a apresentação dos modelos ISO/OSI, modelo TCP/IP, modelo de camada foi fundamental com outras entidades mundiais contribuem em muito até os dias de hoje para normatização destes padrões de mercados que todos devem seguir para se tornarem competitivos e terem sua fatia no mercado, com isso nós os usuários finais ganhamos em relação a não termos que ficar presos a uma ou outra tecnologia. Exploramos a categorização das redes com base em seu alcance, sendo as principais classificações as redes locais (LAN), metropolitanas (MAN) e amplas (WAN), cada uma dando origem a várias subcategorias. Demonstramos os conceitos da comutação de dados na rede, sendo a comutação por circuitos onde há necessidade de ter um caminho exclusivo de comunicação entre a origem e destino para que a troca de informações possa ser realizada, já na comutação por pacotes não há necessidade de estabelecer esse caminho exclusivo entre a origem e 143 destino, os roteadores na rede que definem quais caminhos os pacotes deve percorrer até chegar ao destino. Os dois tipos de comutação tem suas vantagens e desvantagens para o administrador da rede saber o que melhor se adéque às necessidades de transmissão de dados de sua corporação. Sobre os protocolos de rede, eles são a forma mais pura de padronização que possibilitou toda essa integração que temos hoje, podemos interligar computadores, eletrodomésticos, smartphones, tablets, smart tv, automóveis, entre outros, todo aparelho que tenha uma forma de se interligar via rede cabeada ou sem fio, desde que siga os protocolos estabelecidos podem trocar dados. No início as comunicações entre os dispositivos eram mais restritas ao meio cabeado, por cabos coaxiais ou par trançado, as transmissões sem fio não eram viáveis em grande escala, mas com o avanço das tecnologias temos hoje transmissões de dados utilizando ainda os cabos de par metálicos, mas houve um grande salto com a introdução das fibras óticas que possibilita uma transmissão livre de interferências eletromagnéticas, chegando a altíssimas velocidades, temos também as transmissões de dados sem fio utilizando a transmissão via rádio, micro-ondas e até satélites em órbita. Hoje muitas das transmissões estão relacionadas a transmissão sem fio pelo fato de ser mais prática e não termos que ficar presos a um cabo ou local fixo. Passamos por um assunto referente a perda de pacotes e atrasos que podem ocorrer na rede, quais medidas devemos tomar para evitar estes problemas, que protocolos utilizar. E como eles podem interferir diretamente no bom funcionamento da rede. Um assunto que tratamos também foi o funcionamento das redes p2p, que nos permite uma rede descentralizada, diferente do modelo cliente/servidor, onde temos várias aplicações que utilizam essa tecnologia, principalmente para compartilhamento de dados. Com suas vantagens e desvantagens. As arquiteturas físicas das redes, como a de barramento, que foi bastante utilizada no início das redes, depois a topologia estrela, que é amplamente usada nos dias atuais, pois é mais confiável e de fácil manutenção. Por fim, com o progresso da tecnologia de transmissão, surgiram as redes com topologia mesh, onde os dispositivos se conectam com diversos outros dispositivos ao mesmo tempo. Com os protocolos de aplicação temos a camada onde os usuários podem interagir diretamente com rede de forma abstrata, ele traduz o que queremos realizar e a camada de aplicação converte em linguagem que máquina para os equipamentos poderem realizar determinadas tarefas. Vimos também a camada de transporte que atua diretamente sobre os protocolos TCP e UDP, realizando ligações orientadas à conexão ou sem orientação a 144 conexão. De forma geral foi exposto mais alguns outros protocolos de rede mais utilizados no dia a dia, mas lembrando que existem inúmeros protocolos com diferentes finalidades. Estudamos que os pacotes podem se comunicação por procedimentos de unicast, multicast e broadcast, cada um deles determina a quantidade de hosts que farão parte da troca de informações, analisamos também o domínio de colisão e de broadcast cada um com suas devidas funcionalidades, e o conceito de segmentação da rede, o porquê e quando devemos segmentar uma rede. E quase finalizando vimos os protocolos roteáveis e não roteáveis, em que circunstâncias eles devem ou podem ser utilizados, a parte de roteamento estático e dinâmico, suas características e usos. Passamos também pelos conceitos de administração de uma rede, o que se deve administrar, algumas ferramentas que podemos utilizar juntamente com o conceito de segurança, onde devemos proteger os dados das corporações aplicando técnicas conhecidas e até personalizadas conforme a necessidade. E finalizando vimos como gerenciar uma rede juntamente com uma ferramenta muito valiosa que trata do monitoramento dos pacotes que trafegam pela rede aplicando os conceitos de segurança. Por fim, espero que tenha apreciado este conteúdo, lembrando que é um assunto e uma tecnologia muito dinâmica e vive em constante evolução. Obrigado a todos e até uma próxima oportunidade. 145 REFERÊNCIAS 8 dicas para melhorar o desempenho da sua rede, NapIT Global Network Solutions, Disponível em https://www.napit.com.br/8-dicas-para-melhorar-o-desempenho-da-sua- rede/ . Acesso em: 15 de mar. 2021 BEZERRA, Ticiane Lemos. SNMP I: Estudo do Protocolo . Teleco Inteligência em Telecomunicações, 06 abr. 2015. Disponível em: https://www.teleco.com.br/tutoriais/ tutorialsnmpred1/pagina_4.asp . Acesso em: 12 abr. 2021 Cartilha de Segurança para Internet - CERT.br, 16 mar. 2017. Disponível em: https://cartilha. cert.br/criptografia/ . Acesso em: 12 abr. 2021. Como a segmentação de rede atenua o risco de acesso não autorizado. GrupoBinário. 22 jan. 2021. Disponível em: https://www.binarionet.com.br/como-a-segmentacao-de-rede- atenua-o-risco-de-acesso-nao-autorizado/. Acesso em: 2 marc. 2021 JUNIOR, Celso. Conheça os principais protocolos de rede e internet, Portofácil, 2020. Disponível em https://www.portofacil.net/conheca-os-principais-protocolos-de-rede-e- internet.html . Acesso em: 15 de mar. 2021 KUROSE, James F. Redes de computadores e a Internet: uma abordagem top-down. 6.ed. Editora Pearson, 2013. MAIA, Luiz Paulo. Arquitetura de Redes de Computadores. Rio de Janeiro: LTC, 2009. METZ, C. “Interconnecting ISP Networks”, IEEE Internet Computing, vol. 5, p. 74–80, mar.– abr. 2001. 146 NETO, Rodolfo Teixeira. O que um administrador de rede faz? Conheça suas funções. Dominando Redes, 10 abr. 2020. Disponível em: https://dominandoredes.com.br/ administrador-de-rede/ . Acesso em: 12 abr. 2021 NETO, Rodolfo Teixeira. Você Sabe O Que É Um Concentrador De Rede. Dominando Redes, 2020. Disponível em: https://dominandoredes.com.br/concentrador-de-rede/ Acesso em: 20 mar. 2021 O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil O que são wearables? Saiba mais sobre essa tecnologia!, Tecnologia Educacional, 06 abr, 2019. Disponível em https://tecnologia.educacional.com.br/blog-inovacao-e-tendencias/o- que-sao-wearables/ . Acesso em: 13 de mar. 2021 ORFANI, R.; HARKEY, D.; EDWARDS, J. Client/Server Survival Guide. 3. ed. John Wiley, 1999. PADRÕES de rede, iMasters, 06 mai, 2002. Disponível em https://imasters.com.br/noticia/ padroes-de-rede/ . 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Disponível em: https://guilhermeteles.com.br/empregos-com-certificacao-aws/ . Acesso em: 12 abr. 2021 ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE Praça Brasil , 250 - Centro CEP 87702 - 320 Paranavaí - PR - Brasil TELEFONE (44) 3045 - 9898 Unidade 1 - 2024 Unidade 2 - 2024 Unidade 3 - 2024 Unidade 4 - 2024 Site UniFatecie 3: Botão 19: Botão 18: Botão 17: Botão 16:exemplificada pela WAN (Wide Area Network). Um modo comum de se conectar a um ISP é usando a linha telefônica em sua casa, e, nesse caso, sua companhia telefônica é o seu ISP. A DSL (Digital Subscriber Line) reutiliza a linha telefônica que se conecta à sua casa para a transmissão de dados digitais. O computador é conectado a um dispositivo chamado modem DSL, que faz a conversão entre pacotes digitais e sinais analógicos que podem passar sem ser impedidos pela linha telefônica. Na outra ponta, um dispositivo chamado DSLAM (Digital Subscriber Line Access Multiplexer) faz a conversão entre sinais e pacotes. A DSL é um modo de usar a linha telefônica local com maior largura de banda do que enviar bits por uma ligação telefônica tradicional em vez de uma conversa de voz. Isso é chamado conexão discada (dial-up) e é feito com um tipo diferente de modem nas duas extremidades. A palavra modem é uma contração de ‘modulador- CONCEITO DE ISP E BACKBONES ARQUITETURAS DE REDE2 TÓPICO INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 16 demodulador’ e refere-se a qualquer dispositivo que faz a conversão entre bits digitais e sinais analógicos. (MAIA, 2009, p. 38) Os meios de acesso citados até aqui são limitados pela largura de banda da ‘última milha’, ou última base de transmissão. Trazendo a fibra óptica até as residências, o acesso mais rápido à Internet pode ser oferecido em velocidades na ordem de 10 a 1.000 Mbps. Essa estrutura é conhecida como FTTH (Fiber to the Home). No sentido das empresas em áreas comerciais, faz sentido locar uma linha de transmissão de alta velocidade dos escritórios até o ISP mais próximo. Exemplificando, na América do Norte, uma linha T3 trabalha a aproximadamente 45 Mbps. O wireless também é empregado para acesso à Internet, por exemplo, é o das redes de telefonia móvel 4G, no Brasil elas podem oferecer entrega de dados em velocidades de 25 Mbps ou mais para telefones móveis e assinantes fixos na área de cobertura. Com essa interligação podemos transitar pacotes entre a residência e o ISP. Denominamos o local em que os pacotes do cliente entram na rede do ISP de ponto de presença, ou POP (Point of Presence) do ISP. Outro método é enviar sinais pelo sistema de TV a cabo. Assim como a DSL, essa é uma maneira de reutilizar a infraestrutura existente — nesse caso, canais de TV a cabo não utilizados. O dispositivo na residência é chamado modem a cabo, e o dispositivo no terminal de cabo é chamado CMTS (Cable Modem Termination System). DSL e cabo oferecem acesso à Internet em velocidades que variam desde uma pequena fração de um megabit/s até vários megabits/s, dependendo do sistema. Essas velocidades são muito maiores que as da linha discada, que são limitadas a 56 kbps, em razão da estreita largura de banda usada para ligações de voz. O acesso à Internet em velocidades muito maiores que as discadas é chamado de banda larga (broadband). O nome refere-se à maior largura de banda usada para redes mais velozes, e não a qualquer velocidade em particular (MAIA, 2009, p. 39). Vimos que sua arquitetura é mesclada de linhas de transmissão de longa distância que interconectam roteadores nos POPs nas diversas cidades que os ISPs atendem. Segundo Maia (2009) esse equipamento é chamado de backbone do ISP. Se um pacote é destinado a um host servido diretamente pelo ISP, esse pacote é roteado pelo backbone e entregue ao host, caso contrário, ele deve ser entregue a outro ISP. Os ISPs conectam suas redes para trocar tráfego nos IXPs (Internet eXchange Points). Diz-se que os ISPs conectados são emparelhados (peer). Existem vários IXPs em cidades do mundo inteiro. Essencialmente, um IXP é uma sala cheia de roteadores, pelo menos um por ISP. Uma LAN (Local Area Network) na sala interliga todos os roteadores, de modo que os pacotes podem ser encaminhados de qualquer backbone ISP para qualquer outro Backbone ISP. Os IXPs podem ser instalações extensas e autônomas. Sendo um INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 17 dos maiores é o Amsterdam Internet Exchange, ao qual se conectam centenas de ISPs e através do qual eles trocam centenas de gigabits/s de tráfego. A distribuição que ocorre nos IXPs depende das relações comerciais entre os ISPs. Existem vários relacionamentos possíveis, por exemplo, um ISP pequeno poderia pagar a um ISP maior pela conectividade à Internet para alcançar hosts distantes, assim como um cliente compra o serviço de um provedor de Internet. Nesse caso, diz-se que o ISP pequeno paga pelo tráfego. Como possibilidade, dois ISPs grandes podem decidir trocar tráfego de modo que cada ISP possa entregar algum tráfego ao outro sem pagar pelo trânsito. Um dos muitos paradoxos da Internet é que os ISPs que concorrem por clientes publicamente uns com os outros normalmente trabalham em cooperação para realizar o emparelhamento (Metz, 2001). A via que um pacote segue pela Internet sujeita-se às alternativas de emparelhamento dos ISPs. Se o ISP que entrega um pacote se emparelhar com o ISP de destino, ele pode entregar o pacote diretamente a seu par. Caso contrário, ele pode rotear o pacote para o local mais próximo em que se conecta a um provedor de trânsito pago, de modo que o provedor possa entregar o pacote. Normalmente, o caminho seguido por um pacote não será o caminho mais curto pela Internet. Na crista dessa cadeia estão poucas operadoras importantes, como AT&T e Sprint, que operam grandes redes internacionais de backbones, com milhares de roteadores conectados por enlaces de fibra óptica de alta largura de banda. Esses ISPs não pagam pelo trânsito. Eles por norma são chamados ISPs da camada 1 e formam o Backbone principal da Internet, pois os demais devem se interligar a eles para poderem alcançar a Internet inteira. Empresas que fornecem muito conteúdo, como Google e Amazon, localizam seus computadores em datacenters que estão bem conectados com o restante da Internet. Esses datacenters são projetados para computadores, não para humanos, e podem estar cheios de racks e mais racks de máquinas, o que chamamos de server park (parque de servidores). A localização ou a hospedagem de datacenters permite que os clientes disponham equipamentos como servidores nos POPs do ISP, de maneira que consiga haver conexões curtas e rápidas entre os servidores e os backbones do ISP. O setor de hospedagem da Internet tornou-se cada vez mais virtualizado, de forma que agora é comum locar uma máquina virtual, executada em um server park, em vez de instalar um computador físico. Esses datacenters são tão grandes (dezenas ou centenas de milhares de máquinas) que INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 18 a eletricidade tem um alto custo, de modo que esses centros às vezes são construídos em locais onde a eletricidade é mais barata. Um ponto que é digno de ser mencionado é que o conceito de estar na Internet está mudando. No passado, uma máquina estava na Internet se ela: 1. Executasse a pilha de protocolos TCP/IP; 2. Tivesse um endereço IP; 3. Pudesse enviar pacotes IP a todas as outras máquinas na Internet. “Contudo, os ISPs normalmente reutilizam endereços IP, dependendo de quais computadores estão em uso no momento, e as redes domésticas normalmente compartilham um endereço IP entre vários computadores. Essa prática anula a segunda condição. Medidas de segurança, como firewalls, também podem impedir parcialmente que computadores recebam pacotes, anulando a terceira condição. Apesar dessas dificuldades, faz sentido considerar tais máquinas como estando na Internet, embora estejam conectadas a seus ISPs.” (MAIA, 2009, p. 40). Da mesma forma, há muita conectividade redundante na Internet, com backbones e ISPs conectando-se uns aos outros em diversos locais. Isso quer dizer que existem muitos caminhos possíveis entre dois hosts. A tarefa dos protocolos de roteamento IP é decidir quais caminhos serão usados. Poucos têm conhecimento,mas se não fosse pelo backbone, provavelmente não teríamos acesso à Internet em nossas casas, empresas, nos shoppings e outros ambientes. Backbone quer dizer “espinha dorsal”, e é o termo utilizado para identificar a rede principal pela qual os dados de todos os clientes da Internet passam. É a espinha dorsal da Internet. Esta rede também é a responsável por enviar e receber dados entre as cidades brasileiras ou para países de fora. Para que a velocidade de transmissão não seja vagarosa, o backbone utiliza o complexo “dividir para conquistar”, pois divide a grande espinha dorsal em várias redes menores. Para compreender melhor o conceito, pense no backbone como uma imensa estrada, que possui diversas entradas e saídas para outras cidades (redes menores). Nesta estrada, trafegam todos os dados enviados na Internet, que procuram pela cidade certa a fim de entregar a mensagem. No Brasil, além da RNP, empresas como Embratel, Oi, KDD Nethal, Comsat Brasil, Level 3 (Impsat/Global Crossing), AT&T, NTT, UOL Diveo, CTBC, Mundivox do Brasil, Telefônica e TIM Intelig prestam o serviço backbone. E quando nos referimos a uma arquitetura de redes devemos classificar o número de camadas, os serviços oferecidos por cada nível, as respectivas interfaces, além da pilha INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 19 de protocolos. A descrição das funções de cada camada é uma das relevantes tarefas no projeto de uma arquitetura de redes, pois tem enorme influência no seu desempenho. Uma arquitetura que estabelece claramente esses conceitos, disponibiliza uma série de benefícios, pois simplifica o projeto e a implementação de seus componentes, simplifica a manutenção e o desenvolvimento da arquitetura. Se existir o verdadeiro isolamento entre as camadas, é provável melhorar serviços já existentes ou incluir novos serviços sem impactar os demais níveis do modelo. O modelo de camadas concede inúmeras vantagens, contudo existem algumas desvantagens, decorrência do próprio modelo hierárquico. Conforme o número de camadas, é possível prejudicar o desempenho da rede em função do número de interfaces pela qual o dado irá passar. A segmentação em camadas pode originar funções repetidas em dois ou mais níveis, colaborando também para o baixo desempenho da rede. Exemplificando, as funções de endereçamento e controle de erro repetem-se em diversos níveis. Além de que, como cada camada adiciona seus próprios dados de controle, a conexão entre dados enviados e controles utilizados pode tornar o modelo ineficiente. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 20 Na década de 1970, vários fabricantes estavam desenvolvendo suas próprias arquiteturas de rede, porém cada um implementava seus próprios padrões, incompatíveis com os dos demais fabricantes. A inexistência de um padrão para o progresso das redes tornou-se um obstáculo, pois o usuário teria que utilizar sempre produtos do mesmo fabricante a fim de evitar problemas de compatibilidade entre os diferentes sistemas. Nesse tempo, a ISO (International Organization for Standardization) iniciou o desenvolvimento de uma arquitetura denominada Modelo de Referência para a interconexão de Sistemas Abertos (Reference Model for Open System Interconnection). O modelo OSI, como é renomado, sugere um conjunto de diretrizes para o desenvolvimento de sistemas abertos com a finalidade de permitir a interconexão de redes heterogêneas. O modelo estabelece sete camadas, conforme a figura a seguir, cada uma com um conjunto de funções específicas. Caso os fabricantes seguissem as recomendações do modelo OSI, os produtos comercializados seriam compatíveis, permitindo que o usuário escolhesse a opção que desejasse. O MODELO DE REFERÊNCIA RM-OSI O MODELO TCP/IP3 TÓPICO INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 21 FIGURA 1 – MODELO ISO/OSI DE 7 CAMADAS 7 - APLICAÇÃO 6 - APRESENTAÇÃO 5 - SESSÃO 4 - TRANSPORTE 3 - REDE 2 - ENLACE 1 - FÍSICA Fonte: o autor (2021). A camada física: as principais funções desta camada é que ela é responsável pela efetiva transmissão dos dados, oferecendo uma visão geral do processo, as características de um sinal, problemas relacionados à transmissão, largura de banda e capacidade máxima de transmissão, e os diversos tipos de meios de transmissão com e sem fio. E dela também o processo de digitalização, especialmente a codificação PCM, a sinalização analógica e digital, sinalização multinível e as técnicas de multiplexação por divisão de frequência e divisão de tempo. As transmissões simplex, half-duplex e full-duplex, transmissão serial e paralela, e transmissão assíncrona e sincronização. A camada de enlace: a principal função dessa camada é assegurar a comunicação entre dispositivos próximos. Ao passo que a camada física trabalha com bits, a camada de enlace trabalha com blocos de bits, chamados quadros. É sua função criar e interpretar corretamente os quadros, detectar possíveis erros e, quando necessário, corrigi-los. Ela deve também controlar o fluxo de quadros que chegam ao destino, de forma a não sobrecarregá-lo com um volume excessivo de dados. A camada de rede: a principal função é permitir que uma mensagem despachada pelo transmissor chegue ao destino utilizando dispositivos intermediários. Na maioria das redes de computadores, a camada de rede implementa a técnica de comutação por pacotes. Na comutação por pacotes, os dados são divididos em pedaços menores, chamados pacotes, encaminhados pela rede de interconexão. Uma rede de pacotes pode implementar o serviço de reencaminhamento de pacotes de duas formas diferentes: serviço de datagrama ou circuito virtual. Para a comunicação ser possível, é necessário algum esquema de endereçamento que permita a identificação dos dispositivos e caminhos disponíveis para a implementação do roteamento” (MAIA, 2009, p. 131). INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 22 Esse processo de destinação é chamado de comutação e é realizado por dispositivos chamados computadores. A camada de rede preocupa-se em permitir a comunicação entre dispositivos não-adjacentes. No modelo Internet, essa função chama-se roteamento, executada por dispositivos chamados roteadores. A camada de rede também tem a função de controlar o funcionamento da rede de interconexão para evitar problemas de congestionamento e garantir a qualidade dos serviços oferecidos. Dependendo do tipo de aplicação, o atraso e a perda de pacotes podem comprometer o desempenho da rede e a qualidade dos serviços. A rede de interconexão é formada, na maioria dos casos, por várias redes conectadas que formam a rede de interconexão. Quando as redes são heterogêneas, ou seja, apresentam características distintas, a camada de rede deve permitir que um pacote seja encaminhado pelas diversas redes independentemente das peculiaridades de cada uma. Para isso, a camada de rede deve implementar algum mecanismo de fragmentação” (MAIA, 2009, p. 131). A camada de transporte: a principal função da camada de transporte é a comunicação fim a fim entre os processos transmissores e receptores, isto significa, permitir a comunicação entre a origem e o destino como se não houvesse a rede de interconexão. Os dois tipos de serviços oferecidos pela camada de transporte são os protocolos TCP e UDP, responsáveis pela comunicação fim a fim no modelo Internet. Para que ocorra a comunicação fim a fim é necessária a implementação de algum mecanismo de endereçamento na camada de transporte. Nesse caso, os conceitos de portas e socket utilizados no modelo Internet para endereçamento de transporte. Dependendo do tipo de serviço oferecido, são necessários outros mecanismos como controle de erro fim a fim, estabelecimento e término de conexões e o controle de fluxo fim a fim. A camada de sessão: a principal função desta camada é a responsável pelo estabelecimento da conexão, manutenção das sessões, autenticaçãoe também garante a segurança. Algumas das funções da camada de sessão são: ● Estabelecimento, manutenção e término de sessão; ● Sincronização; ● Controlador de diálogo. A camada de apresentação: esta camada também é chamada de camada de tradução. Os dados da camada de aplicativo são extraídos aqui e manipulados de acordo com o formato necessário para transmissão pela rede. Algumas das funções da camada de apresentação são: INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 23 ● Tradução; ● Criptografia / descriptografia; ● Compressão. A camada de aplicação: é a camada para consumir os dados. Nesta camada temos os programas que garantem a interação humano máquina. Nela conseguimos enviar e-mails, transferir arquivos, acessar websites, conectar remotamente em outras máquinas, entre outras coisas. Essa camada é como uma janela para os serviços de aplicativo acessarem a rede e para exibir as informações recebidas pelo usuário. Ex: Aplicativo - Navegadores, WhatsApp Messenger, etc O modelo Internet, também chamado de modelo TCP/IP, surgiu durante a década de 1960 com o objetivo de conectar redes heterogêneas utilizando o esquema de comutação por pacotes. A principal preocupação do modelo era a disponibilidade da rede, que deveria continuar em operação, mesmo no caso de falha de um de seus componentes. Além disso, o modelo deveria suportar diferentes tipos de serviços e oferecer uma boa relação custo- benefício, principalmente para a conexão de novas redes. Com a evolução da Internet, o modelo original vem sendo discutido e aprimorado para atender às novas demandas e necessidades da comunidade. Enquanto no modelo OSI existia uma preocupação em criar uma arquitetura de redes como uma distinção clara entre camadas, serviços, interfaces e protocolos, no modelo Internet privilegiaram-se os protocolos, e com a evolução do modelo houve uma maior preocupação com a arquitetura. O modelo Internet possui quatro camadas. FIGURA 2 - MODELO INTERNET DE 4 CAMADAS 4 - APLICAÇÃO 3 - TRANSPORTE 2 - INTERNET 1 - ACESSO À REDE Fonte: o autor (2021). A camada de acesso à rede: agrupa as funções das camadas física e de enlace, e tem a função de conectar o host à rede de interconexão. O modelo Internet não define protocolos para essa camada, pois presume que qualquer tipo de tecnologia de acesso possa ser utilizado. Assim, o modelo permite a utilização de diferentes tipos de conexões, INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 24 independentemente de se a rede é ponto a ponto ou multiponto, cabeada ou sem fio, rede local ou distribuída. A camada de Internet: tem como principal função o encaminhamento de pacotes utilizando a rede de interconexão e oferece um serviço do tipo datagrama que não exige que a origem e o destino estabeleçam uma conexão para que ocorra a transmissão. Além disso, a camada de internet não oferece nenhuma garantia de que um pacote enviado será recebido, como também não evita o recebimento de pacotes duplicados e fora de sequência. A camada de transporte: também chamado host-to-host, tem como principal função a comunicação fim a fim entre o host de origem e o de destino. A comunicação fim a fim entre os processos é implementada utilizando os serviços da camada de rede sem nenhuma preocupação com a rede de interconexão. A camada de transporte oferece uma interface de programação, conhecida como sockets, que simplifica o processo de desenvolvimento de novas aplicações, sem a necessidade de se alterarem as camadas inferiores. A camada de aplicação: a camada de aplicação oferece serviços para os usuários e suas aplicações. Os protocolos de aplicação podem utilizar dois tipos de serviços da camada de transporte oferecido pelos protocolos TCP e UDP. A maioria dos protocolos de aplicação utiliza o protocolo TCP como transporte, garantindo que uma mensagem enviada seja entregue corretamente ao destino. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 25 As redes de computadores podem ser classificadas conforme a distância física entre os dispositivos que compõem a rede. Uma das características mais utilizadas para a classificação das redes é a sua abrangência geográfica. Assim, é convencionada a classificação das redes em locais – LANs (Local Area Networks), metropolitanas – MANs (Metropolitan Area Networks) e geograficamente distribuídas – WANs (Wide Area Networks). Sendo as citadas as 3 principais, mas ainda temos outras variantes como: • WLAN – Rede Local Sem Fio: esse tipo de rede conecta-se à internet e é bastante usado tanto em ambientes residenciais quanto em empresas e em lugares públicos. • WMAN – Rede Metropolitana Sem Fio: esta é a versão sem fio da MAN, com um alcance de dezenas de quilômetros, sendo possível conectar redes de escritórios de uma mesma empresa ou de campus de universidades. • WWAN – Rede de Longa Distância Sem Fio: com um alcance ainda maior, a WWAN, ou Rede de Longa Distância Sem Fio, alcança diversas partes do mundo. Justamente por isso, a WWAN está mais sujeita a ruídos. CLASSIFICAÇÃO DAS REDES DE COMPUTADORES LAN, MAN, WAN, HAN, PAN ORGANIZAÇÕES DE PADRONIZAÇÃO4 TÓPICO INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 26 • SAN – Rede de Área de Armazenamento: as SANs, ou Redes de Área de Armazenamento, são utilizadas para fazer a comunicação de um servidor e outros computadores, ficando restritas a isso. • PAN – Rede de Área Pessoal: são usadas para que dispositivos se comuniquem em uma distância bastante limitada. Um exemplo disso são as redes Bluetooth e UWB. • HAN – Home Area Network: é uma rede na casa de um usuário onde todos os notebooks, computadores, smartphones e outros aparelhos inteligentes (como TVs e geladeiras) ou dispositivos digitais estão conectados em uma mesma rede. A rede doméstica pode ser com ou sem fio, onde a segunda opção é mais frequentemente empregada, devido à facilidade e comodidade. 1. Sobre as 3 principais podemos descrever da seguinte forma: LANs (Local Area Networks) - este termo geralmente se refere a redes de computadores restritas a um local físico definido como uma casa, escritório ou empresa em um mesmo prédio. Uma rede sem fio de uma empresa também faz parte da LAN. O que realmente limita a rede LAN é uma faixa de IP restrita à mesma, com uma máscara de rede comum. Estas redes são denominadas locais por cobrirem uma área bem limitada, porém com o avanço tecnológico a LAN tem ultrapassado os 100 m de cobertura para se estender a uma área maior. As redes LANs dependem da tecnologia utilizada e podem possuir um raio de alcance de até 10 km. MANs (Metropolitan Area Networks) - uma rede de área metropolitana é similar a uma rede local (LAN), mas abrange uma cidade ou campus inteiro. Ela é formada a partir da conexão de várias LANs, unindo-as com linhas de backbone. WANs (Wide Area Networks) - uma rede que cobre uma área física maior, como uma cidade, um estado, um país ou até mesmo continentes. WAN também é usado para se referir à rede da internet em geral, apesar desta ser uma designação genérica demais. As redes WAN se tornaram necessárias, pois grandes empresas com milhares de computadores precisavam trafegar grande quantidade de informações entre filiais em diferentes localidades geográficas. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 27 Quanto a Organização de Padronização dos elementos em uma rede temos os seguintes órgãos: ● Organizações de padronização: ◦ IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers); ◦ ANSI (American National Standards Institute); ◦ ISO (International Organization for Standardization). No que se refere às redes locais, o projeto IEEE 802 é o padrão mais importante da área, tendo sido subsequentemente adotado pela ISO como base para o padrão ISO 8802. O projeto IEEE 802 foi iniciado em 1980 com o objetivo de elaborar padrões para redes locais e metropolitanas, primariamente paraas camadas 1 (física) e 2 (enlace) do modelo OSI. O comitê responsável pelo projeto é referido como IEEE Local and Metropolitan Area Network (LAN/WAN) Standards Committee. O objetivo básico do comitê é encorajar o uso de padrões. É estruturado em subcomitês. O comitê desenvolve padrões para vários tipos de redes: ● 802.3; ● Wireless LAN; ● Gigabit Ethernet; ● IEEE 802.16 (Broadband Wireless Metropolitan Area Network (WirelessMAN); ● entre outros. O IANA é a organização mundial que supervisiona a atribuição global dos números na Internet - entre os quais estão os números das portas, os endereços IP, sistemas autônomos, servidores raiz de números de domínio, DNS e outros recursos relativos aos protocolos de Internet. No Brasil temos ainda o CGI.br (Comitê Gestor de Internet no Brasil) , NIC.br (Núcleo de coordenação e informação do Ponto BR), Registro.br (registro de nomes de domínios, a administração e publicação do DNS para o domínio .br), CERT.br (Centro de estudos, resposta e tratamento de incidentes de segurança no Brasil), CETIC.br (Centro de estudos sobre as tecnologias de informação e da comunicação), CEPTRO.br (Centro de estudo e pesquisas em tecnologias de redes e operações). INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 28 O que são wearables ? No sentido literal da palavra, wearable, em inglês, significa “vestível”. Mas, afinal, o que são wearables e qual a ligação com tecnologia? É isso mesmo que você está imaginando! A união da palavra “vestível” com “tecnologia” já é um bom início para iniciarmos a explicação sobre o que são wearables. Tudo que envolve tecnologia e que o usuário pode vestir, carregar ou usar como acessório, pode ser definido como um wearable. Porém, com uma condição: desde que esse dispositivo tenha conexão com outros aparelhos ou com a internet! Você, provavelmente, se depara com vários deles durante o dia, ou convive com pessoas que os utilizam. Podem ser relógios, pulseiras, fones de ouvido, óculos, colares, roupas, etc. Ainda é um mercado em expansão, mas que, certamente, estará muito presente em diversos nichos nos próximos anos. Quais benefícios um wearable traz? Essa nova tecnologia foi desenvolvida com um propósito principal: gerar praticidade e otimizar desempenhos, onde quer que ela seja aplicada! Wearables são muito utilizados por atletas, por exemplo, pois monitoram seu desempenho físico e mostram dados importantes para que possam maximizar seus resultados. Normalmente, o formato mais usado no meio esportivo são pulseiras (smartbands) ou relógios (smartwatches), conectados de forma integrada com smartphones. Com potencial para trazer benefícios a qualquer área de atuação, os wearables podem proporcionar experiências inéditas. É o caso de óculos de realidade aumentada, que nada mais são do que wearables com lentes 3D conectados a smartphones, próprios para assistir filmes ou jogar games. Wearables e sua aplicação na área educacional E como você imagina que esses dispositivos possam beneficiar uma instituição de ensino? Será que existe um wearable capaz de facilitar a rotina escolar? E o que significa, na prática, “facilitar a rotina escolar”? Alguns exemplos que podem ser citados são: ▪ Dispensar o uso de dinheiro para pagar o lanche na cantina; ▪ Alugar livros na biblioteca; ▪ Facilitar o processo de embarque e desembarque na frente da escola, evitando trânsito e espera por parte dos pais; ▪ Localização de alunos e funcionários em tempo real; ▪ Tornar as aulas mais tecnológicas e interativas; ▪ Chamada automática. Já pensou que seria incrível ter um wearable que pudesse proporcionar tudo isso? Pois ele existe e já é realidade para algumas instituições de ensino brasileiras. Fonte: O que são wearables? Saiba mais sobre essa tecnologia!, Tecnologia Educacional, 06 abr, 2019. Disponível em https://educacional.com.br/novidades/o-que-sao-wearables-saiba-mais-sobre-essa- tecnologia/ Acesso em: 13 de mar. 2021 SAIBA MAIS INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 https://educacional.com.br/novidades/o-que-sao-wearables-saiba-mais-sobre-essa-tecnologia/ https://educacional.com.br/novidades/o-que-sao-wearables-saiba-mais-sobre-essa-tecnologia/ 29 Os padrões de rede estabelecidos pelas organizações de padronização têm como principal objetivo assegurar que os produtos de diferentes fabricantes de equipamentos sejam interoperáveis. Fonte: Padrões de rede, iMasters, 06 mai, 2002. Disponível em https://imasters.com.br/noticia/ padroes-de-rede Acesso em: 13 de mar. 2021 REFLITA INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 https://imasters.com.br/noticia/padroes-de-rede https://imasters.com.br/noticia/padroes-de-rede 30 Durante esta aula vimos o histórico de como os elementos de uma rede de computadores nasceram e se desenvolveram até os dias atuais. Vale ressaltar que a princípio como muitas das tecnologias desenvolvidas tiveram início em projetos militares, após sendo utilizadas em instituições de ensino, grandes corporações e finalmente chegando ao consumidor final. Vimos que o desenvolvimento de novas tecnologias na área computacional proporcionou também a expansão da rede de computadores, houve a miniaturização de componentes, descoberta de outros componentes, aprimoramento também que contribuíram juntamente com a popularização dos PCs (personal computers), onde com o aumento exponencial desse número, iniciou também a criação, e por fim a necessidade de compartilhamento tanto ao nível de dados/informações quanto ao compartilhamento de hardware. Analisamos como as redes de computadores e a internet estão intimamente ligadas, pois a Internet nada mais é do que o conjunto de inúmeras redes LAN interligadas, formando a maior rede de todas que é a Internet. Foi apresentado o conceito dos ISP, que nada mais são os provedores de acesso à Internet que todos devem usar para poder se conectar a Internet, seguindo algumas especificações para que isso seja possível. Não poderíamos deixar de citar os backbones que chamamos de espinha dorsal da internet, estruturas que fornecem a interligação entre todos os ISP espalhados pelo mundo todo. Sobre as padronizações vimos que foi essencial para o desenvolvimento dos elementos da rede como um todo, pois através da criação desses padrões vários desenvolvedores de softwares e fabricantes de equipamentos puderam criar seus produtos compatíveis na troca de dados entre si, deixando o usuário final decidir em escolher qual software ou hardware ele irá usar, e que independente de sua escolha ele conseguirá se conectar com qualquer outro na grande rede. Um desses padrões é o modelo de camada ISO/OSI, temos também o modelo TCP/IP o mais usual, e todos esses padrões são regidos por órgãos internacionais que em conjunto com fabricantes de hardware e softwares decidem em conjunto as melhores formas trabalharem em conjunto mesmo sendo concorrentes. Citamos que podemos classificar as redes conforme seu alcance geográfico, e que as três principais são a LAN, MAN e WAN, e que temos também outras subdivisões das principais conforme novas tecnologias foram sendo adicionadas aos elementos de uma rede. CONSIDERAÇÕES FINAIS UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDE LEITURA COMPLEMENTAR 31 O que é e como funciona a carreira do profissional de redes? Todos dependemos da internet para realizarmos muitas tarefas no dia a dia, uma vez que por meio dela é possível pagar contas e fazer cursos de graduação, por exemplo. Da mesma forma, as empresas precisam de grandes extensões de redes, com dezenas de computadores para realizarem os seus trabalhos. Por isso, é preciso de um profissional especializado em redes para que tudo isso funcione corretamente. O profissional de redes é o principal responsável por projetar, instalar e configurar a infraestrutura de redes de computadores nas empresas. Ele é responsável por realizar um trabalho quevai conectar vários dispositivos à internet, podendo também criar um sistema de redes para o armazenamento de arquivos. Ademais, o profissional de redes vai diagnosticar e solucionar problemas relacionados à configuração de dados e à segurança desses sistemas. Qual a média salarial ? A carreira do profissional de redes tem um rendimento muito variável. Isso vai depender do quanto você conseguirá atender. Geralmente, no início, os valores podem passar de 2 mil reais, contudo, com a experiência no mercado você pode ter rendimentos que ultrapassam 8 mil reais. A explicação para ter salários altos é a necessidade de profissionais capacitados que, no momento, não estão sendo supridos pelo mercado. Faltam pessoas que querem se dedicar a essa profissão e, com isso, a oferta com quantias maiores só aumenta. Qual a atuação no mercado de trabalho ? A carreira do profissional de redes também é promissora para atuar em inúmeras funções no mercado de trabalho. Veja abaixo algumas delas. Administrador de redes: O administrador de redes é responsável por implantar e monitorar a rede de computadores. Ele administra servidores e redes de dados em ambiente Data Center. Esse profissional também pode trabalhar no atendimento a usuários e na configuração da estrutura de rede. Analista de suporte: O analista de suporte trabalha para fornecer infraestrutura de TI para aplicações e usuários. Ele instala e configura programas de antivírus e antispywares que trazem proteção contra possíveis ataques de hackers. Além disso, o analista de suporte também trabalha na criação e manutenção de backup. INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 32 Analista de segurança de redes: O analista de segurança de redes atua para que políticas de segurança da informação da empresa protejam os dados da organização. Ele ainda desenvolve projeto e manutenção de segurança da rede, incluindo a de hardwares e softwares de servidores. Gestor de redes: O gestor de redes cria projetos de redes para as empresas, além de trabalhar na gestão da equipe de analistas de suporte e técnicos. Ele é responsável por assegurar que a equipe de TI está desenvolvendo o seu trabalho sem colocar em risco a vida e a privacidade da empresa. Consultor de tecnologia na área de redes: O consultor de tecnologia na área de redes atua no trabalho de consultoria, prestando serviço especializado para os clientes. Esse profissional tem como objetivo, por exemplo, dar recomendação de produtos para instalação da infraestrutura, como roteadores, switches, servidores para o armazenamento de informações, etc. Qual a importância dos cursos de especialização ? Não é novidade que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e exigente. Ser um profissional qualificado fará toda a diferença para poder obter o emprego dos sonhos e alcançar os melhores rendimentos. É por isso que os cursos de especialização são tão importantes para a carreira do profissional de redes. É por meio da especialização que você terá o crescimento dentro da sua área de atuação, além de poder trabalhar em outras funções. Ele também é essencial para que você possa se manter sempre atualizado diante das novas tecnologias. A especialização profissional possibilita o desenvolvimento de novas habilidades. Isso enriquecerá o seu trabalho e melhora seu desempenho, você poderá se empenhar em tarefas mais complexas e encarar novos desafios, o que proporcionará rendimentos com retornos maiores, por exemplo. Contudo, é preciso ter muita atenção na hora de escolher a escola em que fará a especialização, pois existem organizações despreparadas que não o ajudarão da melhor forma. Por isso, busque por instituições com experiência no mercado para lhe dar todo o suporte necessário. Fonte: Saiba mais sobre a carreira do profissional de redes, Blog Impacta, 18 jul, 2018. Disponível em https://www.impacta.com.br/blog/saiba-mais-sobre-a-carreira-do- profissional-de-redes/ . Acesso em: 13 de mar. 2021 INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDEUNIDADE 1 33 MATERIAL COMPLEMENTAR LIVRO • Título: Rede de Computadores e a Internet uma abordagem top- down. • Autor: Kurose, Jim; Ross, Keith W. • Editora: Pearson. • Sinopse: Redes de computadores e a Internet tem como foco camadas de aplicação e interfaces de programação, propondo ao leitor uma experiência prática com os conceitos de protocolo e redes de computadores antes de trabalhar com mecanismos de transmissão de informação das camadas inferiores das pilhas de protocolos. Além de manter essa característica inovadora, esta 6a edição adota o Python em suas aplicações e explora temas recentes e importantes, como as redes 4G e os serviços em nuvem. É indicada para alunos de graduação em ciências da computação, engenharia da computação, análise e desenvolvimento de sistemas e sistemas de informação. FILME/VÍDEO • Título: Citizenfour • Ano: 2014. • Sinopse: Laura Poitras, por alguns anos (pós 11 de setembro de 2011) pesquisa sobre a segurança nacional e passa a receber e-mails anônimos, assinados sob o pseudônimo de “citizen four”. As mensagens falam sobre documentos secretos dos governos estadunidenses. Em junho de 2013, Laura Poitras vai a Hong Kong encontrar-se com o remetente dos e-mails, Edward Snowden. • Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kPCd0rMYxjg UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AOS ELEMENTOS DE UMA REDE https://www.youtube.com/watch?v=kPCd0rMYxjg Professor Especialista Júlio César Pereira VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS2UNIDADEUNIDADE PLANO DE ESTUDO 35 Plano de Estudos • Comutação por pacotes X comutação por circuito; • Interfaces, protocolos e serviços; • Modos de transmissão: fatores que degradam o desempenho; • Atrasos e perda de pacotes. Objetivos da Aprendizagem • Conceituar e contextualizar a comutação; • Compreender os tipos de interfaces, protocolos e serviços; • Estabelecer a importância do desempenho. VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 36 Nesta unidade, vamos estudar a comutação de pacotes, que é um modo de transmitir dados pela internet sem reservar recursos. Nesse modo, os dados são divididos em pacotes, enviados de um nó para outro, compartilhando o meio com outros pacotes. Cada pacote tem um endereço de destino, mas não há garantia de que ele chegue lá. Esse é um serviço de melhor esforço. A comutação de circuitos, por outro lado, é um modo de transmitir dados pela internet reservando recursos. Nesse modo, os dados são enviados por um meio físico dedicado, exclusivo para cada conexão. Isso pode oferecer qualidade, mas também pode gerar desperdício. A comutação de circuitos precisa estabelecer e terminar a conexão, e só há processamento nos nós intermediários nessa fase. Uma interface de rede, geralmente, tem alguma forma de endereço de rede, que pode consistir em um ID de nó e um número de porta, ou pode ser um ID de nó único à sua própria direita. Protocolos de Internet, ou Protocolos de Rede são regras que permitem a comunicação entre computadores conectados na internet. Veremos sobre os principais protocolos de rede, como funcionam e os tipos de cada um. Serviços de rede é o que está à disposição para ser acessado pelo usuário. No TCP/ IP, cada serviço é relacionado a um número chamado porta, sendo onde o servidor aguarda pelas conexões dos computadores clientes. Uma porta de rede pode ser referenciada de tal maneira pelo número como pelo nome do serviço. Os meios de transmissão como as redes cabeadas são feitas permanentemente de cabos físicos que interligam os dispositivos. Elas apresentam um sinal livre de interferência, portanto possibilitam maiores velocidades com maior segurança. Já as redes sem fio aplicam infravermelho ou ondas de rádio para efetuar o envio e recebimento de informações. Veremos alguns fatores que podem degradar o desempenho de uma rede, que tem que ser analisados caso a caso, para podermos chegar a uma conclusão efetiva. Epor fim, a parte de rede de atraso que está sendo utilizada para combater a perda de pacotes aplicando, novos conceitos e tecnologias INTRODUÇÃO VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAISUNIDADE 2 37 Comutação: da perspectiva do engenheiro de telefonia, o sistema telefônico é dividido em duas partes principais: os circuitos terminais e troncos, pois eles estão localizados fisicamente fora das estações de comutação e os switches, que estão nas estações de comutação. Atualmente, duas técnicas de comutação diferentes são usadas pela rede: comutação de circuitos e comutação de pacotes. O sistema telefônico usual é baseado na comutação de circuitos, no entanto, a comutação de pacotes está começando a ganhar espaço com o aumento da tecnologia VoIP. Comutação de circuitos: como conceito, quando você ou seu computador realizam uma chamada telefônica, o dispositivo de comutação do sistema telefônico busca um caminho físico desde o seu telefone até o telefone do receptor. Esse mecanismo, é chamado de comutação de circuitos, e está exibida esquematicamente na Figura 1(a). Cada um dos seis retângulos simboliza uma estação de comutação da concessionária de comunicações (estação final, estação interurbana, etc.). Tendo como exemplo, cada estação tem três linhas de entrada e três linhas de saída. No momento em que uma chamada passa por uma estação de comutação, é (conceitualmente) firmada uma conexão física entre a linha que transportou a chamada e uma das linhas de saída, como exibem as linhas pontilhadas. (TANENBAUM, 2011). COMUTAÇÃO POR PACOTES X COMUTAÇÃO POR CIRCUITO1 TÓPICO UNIDADE 2 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS 38 FIGURA 1A. MODELO DE COMUTAÇÃO Fonte: TANENBAUM 2011 (p. 101) No início da telefonia, a conexão era feita pela telefonista que conectava um cabo de ligação em ponte (jumper) aos soquetes de entrada e saída. Na realidade, existe uma pequena história surpreendente associada à invenção do equipamento automático de comutação de circuitos. Esse dispositivo foi inventado por um agente funerário do século XIX, Almon B. Strowger. Logo depois que o telefone foi inventado, quando uma pessoa morria, alguém ligava para a telefonista da cidade e dizia: ‘Por favor, ligue-me com um agente funerário’. Infelizmente para o Sr. Strowger, havia dois agentes funerários em sua cidade, e a esposa do outro agente era a telefonista da cidade. Ele percebeu rapidamente que teria de inventar um equipamento automático de comutação telefônica ou seu negócio iria à falência. Ele escolheu a primeira opção. Por cerca de cem anos, o equipamento de comutação de circuitos usado em todo o mundo foi conhecido como engrenagem de Strowger (TANENBAUM, 2011, p.101). No modelo apresentado na Figura 1(a) é excessivamente simplificado, evidentemente, uma vez que partes do caminho físico entre os dois telefones são capazes de fato ser enlaces de micro-ondas ou de fibra, a qual são multiplexadas milhares de chamadas. Apesar disso, a ideia primária é válida: uma vez firmada uma chamada, haverá uma comunicação dedicada entre ambas as extremidades, e ele permanecerá a existir até que a chamada seja finalizada. Uma propriedade relevante da comutação de circuitos é a primordialidade de se estabelecer um caminho ponta a ponta, antes que qualquer dado possa ser enviado. O tempo transcorrido entre o fim da discagem e o instante em que o telefone começa a tocar, é capaz de chegar UNIDADE 2 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS 39 a 10 segundos ou mais em chamadas interurbanas, ou internacionais. No decorrer desse intervalo, o sistema telefônico busca uma conexão física, como mostra a Figura 2(a). Notamos que, previamente mesmo se iniciar a transmissão de dados, o sinal de pedido de chamada deve se reproduzir em todo o trajeto até o destino e lá ser admitido. Para várias aplicações de informática (exemplificando, a verificação de crédito em um ponto de venda), tempos de configuração longos são indesejáveis. FIGURA 2A - SINCRONIZAÇÃO DE EVENTOS Fonte: TANENBAUM 2011 (p. 102) Como desfecho do caminho reservado entre o transmissor e o receptor da chamada, uma vez definida a configuração, o único retardo para a entrega dos dados é o tempo de disseminação do sinal eletromagnético, cerca de 5 ms por 1.000 km. Outra consequência do caminho estabelecido é que não há perigo de congestionamento - ou seja, quando a chamada é feita, você nunca obtém sinal de ocupado. É claro que é capaz de receber um UNIDADE 2 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS 40 sinal de ocupado antecipadamente do estabelecimento da conexão, em consequência da falta de capacidade de comutação ou de troncos. Comutação de pacotes: a opção à comutação de circuitos é a comutação de pacotes, mostrada na Figura 1(b). Com essa técnica, os pacotes são enviados assim que estão prontos. Não há necessidade de estabelecer um caminho exclusivo com antecedência, diferente da comutação de circuitos. Fica a regra dos roteadores usarem a transmissão store-and-forward para despachar cada pacote em seu caminho ao destino por conta própria. Esse processo é diferente da comutação de circuitos, em que o efeito do estabelecimento da conexão é a retenção de largura de banda desde o transmissor até o receptor. Quaisquer dados no circuito seguem esse caminho. Entre diferentes propriedades, fazer todos os pacotes prosseguirem o mesmo caminho quer dizer que eles não poderão chegar fora de ordem. Com a comutação de pacotes, não há qualquer caminho fixo e, dessa forma, diferentes pacotes podem seguir caminhos diferentes, conforme as condições da rede no instante em que eles são enviados. Dessa maneira, eles podem chegar fora de ordem. Contudo, o atraso store-and-forward de acumular um pacote na memória do roteador antes que ele seja enviado para o próximo roteador excede o da comutação de circuitos. Com a comutação de circuitos, os bits simplesmente fluem pelo fio de modo contínuo (TANENBAUM, 2011, p. 103). As redes de comutação de pacotes impõem um limite superior apertado sobre o tamanho dos pacotes. Isso garante que nenhum usuário poderá monopolizar qualquer linha de transmissão por muito tempo (por exemplo, muitos milissegundos), de modo que as redes de comutação de pacotes podem lidar com o tráfego interativo. Isso também reduz o atraso, pois o primeiro pacote de uma mensagem longa pode ser encaminhado antes que o segundo tenha chegado por completo. A comutação de pacotes e de circuitos também difere de outras maneiras. Como nenhuma largura de banda é reservada com a comutação de pacotes, estes podem ter de esperar para serem encaminhados. Se muitos pacotes forem enviados ao mesmo tempo, isso introduz o atraso de enfileiramento e o congestionamento. Por outro lado, não existe perigo de obter um sinal de ocupado e não conseguir usar a rede. Assim, o congestionamento ocorre em diferentes momentos com a comutação de circuitos (no momento da configuração) e a comutação de pacotes (quando os pacotes são enviados). Se um circuito tiver sido reservado para determinado usuário e não houver tráfego, sua largura de banda é desperdiçada. Ela não pode ser usada para outro tráfego (TANENBAUM, 2011, p. 103). UNIDADE 2 VISÃO GERAL DE CONCEITOS FUNDAMENTAIS 41 Portanto, a comutação de pacotes não desperdiça largura de banda e, consequentemente, é mais eficaz do ponto de vista do sistema. Assimilar essa distinção é decisivo para apreender a diferença entre comutação de circuitos e comutação de pacotes. A dúvida está entre garantir serviço e desperdiçar recursos, versus não garantir serviço e não desperdiçar recursos. Ainda a comutação de pacotes, é mais flexível a falhas que a comutação de circuitos. Com certeza, é por isso que ela foi criada. Se um switch ficar inativo, todos os circuitos que o utilizam serão encerrados, e nenhum tráfego conseguirá mais ser transmitido em qualquer um deles. Com a comutação de pacotes, os pacotes conseguirão