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2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Após a classificação do
documento, é necessário ordená-lo, ou seja, determi-
nar a posição em que esse documento vai ser dispos-
to em uma unidade de classificação.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Depois de se identificar do que se trata o documento,
é necessário dispor os documentos de forma que agi-
lize a recuperação da informação. Resposta: Certo.
Arquivamento
Arquivamento é:
“1 Sequência de operações intelectuais e físicas que
visam à guarda ordenada de documentos”. Ou seja,
agora que identifiquei o assunto ao qual se refere o
documento (classificação), defini a disposição físi-
ca em que eles ficarão (ordenação), posso guardar
o documento no local devido (pasta suspensa, pra-
teleira, caixa), de acordo com a classificação dada.
“2 Ação pela qual uma autoridade determina a
guarda de um documento, cessada a sua tramita-
ção”. Esse refere-se à atitude de mandar que um
documento seja guardado depois de realizar as ati-
vidades para que foi criado.
O arquivamento deve ser feito com muita atenção,
pois um documento arquivado erroneamente pode-
rá ficar perdido, sem possibilidades de recuperação
quando solicitado posteriormente.
O arquivamento refere-se às operações de emba-
lagem ou guarda de documentos visando à sua
preservação e acesso (acondicionamento) e o arma-
zenamento de documentos.
É importante dizer que, antes de arquivar um
documento, deve-se realizar a inspeção.
Inspeção: consiste no exame do(s) documento(s)
para verificar se o(s) mesmo(s) se destina(m) realmen-
te ao arquivamento, se possui(em) anexo(s) e se a clas-
sificação atribuída será mantida ou alterada.
A inspeção é o momento de checar que está tudo
certinho antes de efetivamente guardar o documento
(arquivar).
A ordem é: 1) Classificação 2) Ordenação 3)
Arquivamento.
A classificação e a ordenação são atividades inte-
lectuais dentro do processo de organização de docu-
mentos de arquivo, enquanto o arquivamento é uma
atividade física.
Métodos de Arquivamento
Os métodos de arquivamento são “sequências
de operações que determina a disposição dos docu-
mentos de um arquivo ou coleção, uns em relação
aos outros, e a identificação de cada unidade” (DBTA,
2005). A definição da disposição dos documentos pode
ser feita por métodos geográficos, numéricos, por
assunto (ideográficos) e alfabéticos.
z Geográficos: Método de ordenação que tem por
eixo a procedência ou local.
z Numéricos: Método segundo o qual o principal
elemento a ser considerado é o número. Ex: sim-
ples, cronológico, dígito-terminal.
z Ideográficos: Método de ordenação que tem por eixo
os assuntos presentes, explicitamente ou não, nos docu-
mentos. Também chamado método ideográfico ou
método por assunto. Ex: enciclopédico, dicionarizado.
z Alfabéticos: Método de ordenação que tem por
eixo o alfabeto. Ex: específico, geográfico, mnemô-
nico e variadex.
Os sistemas de busca podem ser diretos, indire-
tos ou semi-indiretos:
z Direto: é aquele no qual a busca do documento é
feita diretamente no local onde se acha guardado.
Ex: Alfabético, geográfico.
z Indireto: É aquele no qual pra se localizar um
documento, é necessário consultar antes um índi-
ce ou código. Ex: Ideográfico, numérico.
z Semi-Indireto: O método alfanumérico, que é a
combinação de letras e números – não se inclui
nas classes de métodos básicos e padronizados e é
considerado do sistema semi-indireto.
O esquema de (REIS & SANTOS, 2015) nos ajuda a
visualizar:
z Sistema de Arquivamento
� Direto: É aquele em que a busca do documento
é feita diretamente no local onde ele se encon-
tra arquivado. Ex.: Alfabético e Geográfico.
� Indireto: É aquele em que, para se localizar um
documento, necessita-se antes consultar um
índice ou um código. É o caso, por exemplo, da
utilização de fichários.
� Ex.: Numérico e Ideográfico
Os sistemas ainda podem ser divididos entre duas
classes: padronizados e básicos.
A imagem abaixo nos ajuda a ver a sistematização
dos métodos de arquivamento.
{ Alfabético
Geográfico { Simples
Básicos Numérico Cronológico
Ideográficos Digito-Terminal
(assunto)
{ Enciclopédico
DicionárioAlfabéticos
{ Duplex
Decimal
Numéricos Uniterni ou
Indexação
coordenada
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{ Variadex
Automático
Padronizados Soundex
Minemônico
Rôneo
Fonte: FREIBERGER, 2012, p.48.
Método Alfabético
Segundo (MARIANO, 2010), o método alfabético
subdivide-se em específico, geográfico, mnemônico,
variadex:
Específico: é representado por palavras dispostas
alfabeticamente, é um dos mais difíceis processos de
arquivamento, pois, consistindo em agrupar as pastas
por assunto, apresenta a dificuldade de se escolher o
melhor termo ou expressão que defina o assunto a ser
arquivado.
Geográfico: método de ordenação que tem por
eixo aspectos geográficos. Esse método é muito acon-
selhável quando o objetivo é ordenar a documentação
de acordo com a divisão geográfica, que pode envol-
ver a busca por região, estado, município, bairro, rua
e local específico.
Mnemônico: busca combinar as letras do alfabeto
de forma a auxiliar a memória na busca da informa-
ção no material de arquivo.
Variadex: tem por eixo as letras do alfabeto repre-
sentadas por cores diferentes, ou seja, consiste em dar
cores a um grupo de letras para buscar a informação.
As cores podem variar de país para país, mas a regra
geral é que as cores devem ser claras e contrastantes”.
É um método direto, pois o profissional faz a pes-
quisa diretamente pelo nome, NÃO sendo preciso
recorrer a um índice auxiliar para localizar qualquer
documento. Segundo Paes (2005), as fichas ou pastas
ficam dispostas na ordem rigorosamente alfabética,
respeitando as normas gerais para a alfabetação, atra-
vés de guias divisórias, com as respectivas letras.
As regras de alfabetação são as seguintes, segundo
(MARIANO, 2010):
1ª Regra - Nome + sobrenome
Luiz Carlos Oliveira
João Barbosa
Pedro Álvares Cabral
Paulo Santos
Arquiva-se: BARBOSA, João
CABRAL, Pedro Álvares
OLIVEIRA, Luiz Carlos
SANTOS, Paulo
2ª Regra - Artigos e preposições, tais como: a, o,
de, d’, da, do, e, um, uma (não são considerados)
André Luiz de Oliveira
Arquiva-se: OLIVEIRA, André Luiz de
3ª Regra - Prefixos DE, DE LA, LE, VON, MAC, M, D
(não se separa)
Stefan De La Rua Arquiva-se: DE LA RUA, Stefan
Observação: alguns autores falam que as partí-
culas dos nomes estrangeiros podem ou não ser
consideradas. O mais comum é considerá-las como
parte integrante do nome, quando escritas com
letras maiúsculas.
Exemplo: Esteban De Penedo
Arquiva-se: De Penedo, Esteban
Giulio di Capri
Arquiva-se: Capri, Giulio di
4ª Regra - Títulos honoríficos, científicos e profis-
sionais liberais: a titulação não faz parte da regra
de alfabetação
Presidenta Dilma Roussef
Arquiva-se: ROUSSEF, Dilma (Presidenta)
5ª Regra - Sobrenomes compostos: nesse caso,
segue-se uma ideia de substantivo + adjetivo
André Castelo Branco
Arquiva-se: CASTELO BRANCO
André Heitor Villa-Lobos
Arquiva-se: VILLA-LOBOS, Heitor
Paulo Monte Verde
Arquiva-se: MONTE VERDE, Paulo
6ª Regra - Grau de parentesco como neto, filho,
sobrinho, júnior segue a ideia acima
Paulo Carlos Filho
Arquiva-se: CARLOS FILHO, Paulo
7ª Regra - Sobrenomes com a palavra Santo, Santa
e São não se separam
Luciano Santo Cristo
Arquiva-se: SANTO CRISTO, Luciano
8ª Regra - Os nomes espanhóis são registrados pelo
penúltimo sobrenome que corresponde ao sobre-
nome da família do pai
Francisco de Pina de Mello
Arquiva-se: PINA DE MELLO, Francisco de
9ª Regra - Nomes orientais, japoneses, chineses e
árabes arquivam-se como se apresentam
Li Yutang
Arquiva-se: Li Yutang (do mesmo modo)
10ª Regra - Nomes com sobrenome repetido arqui-
vam-se pela ordem alfabética dos mesmos
J. Vasconcelos
John Vasconcelos
Jeil Vasconcelos
Arquiva-se: VASCONCELOS, J. VASCONCELOS, Jeil
VASCONCELOS, John
11ª Regra - Empresas: nome de firmas, empresas,instituições e órgãos governamentais devem ser
transcritos como se apresentam
EMBRATEL
Arquiva-se: EMBRATEL
12ª Regra - Empresas com artigos
O Globo
Arquiva-se: Globo (O) Observação: alguns autores
admitem arquivar O Globo exatamente como se
escreve, mas na hora da procura o arquivista pro-
cura pela letra G.
13ª Regra - Títulos de congressos, conferências,
reuniões, assembleias deverão ser arquivados
de modo que a numeração não faça parte da regra
de alfabetação, e a procura seja feita em ordem
alfabética
Ex.: Segunda Conferência de Física Terceiro Con-
gresso de Geofísica
Como arquiva-se: Conferência de Física (Segunda)
Congresso de Geofísica (Terceiro)
Método Numérico
Segundo (FREIBERGER, 2012), os métodos numéri-
cos são simples, cronológico e dígito-terminal:
Método numérico simples: “Constitui-se na atri-
buição de um número a cada correspondente ou
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cliente, pessoa física ou jurídica, obedecendo-se à
ordem de entrada ou de registro, sem qualquer preo-
cupação com a ordenação alfabética, já que o método
exige um índice alfabético remissivo”.
Além do registro (em livro ou fichas) das pastas
ocupadas, a fim de se evitar que sejam abertas duas
ou mais pastas com o mesmo número, é indispensável
um índice (sistema indireto) alfabético remissivo,
sem o qual fica difícil a localização dos documentos.
No método numérico simples, pode-se aproveitar
o número de uma pasta que venha a vagar. Por exem-
plo: em uma organização existe uma pasta de nº X,
onde se guarda a correspondência de determinada
firma. Por qualquer motivo a organização termina
suas relações comerciais com a referida firma. Para
que não se conserve uma pasta no arquivo corrente,
sem utilidade, faz-se a transferência dos documentos,
após análise e seleção, para o arquivo permanente, e
aproveita-se o mesmo número com um novo cliente.
Quanto à ficha do índice alfabético, referente à pri-
meira firma, permanecerá no fichário acrescida de
nova indicação do lugar onde se encontra no arquivo
permanente. O novo cliente, que ocupa a pasta de nº
X, terá também uma ficha no índice alfabético em seu
respectivo lugar.
Feitas algumas adaptações, este método tem ampla
aplicação nos arquivos especiais (discos, fotografias,
filmes, fitas sonoras) e documentos especializados
(projetos de engenharia, projetos de financiamento,
prontuários médicos, cadastros de funcionários)”.
Método numérico cronológico: tem por eixo o
número e a data dos documentos. “No método cronológi-
co, além da ordem numérica, deve ser observada a data.
Esta modalidade é a adotada em quase todas as reparti-
ções públicas. Numera-se o documento e não a pasta.
O documento depois de autuado, colocado capa
de cartolina, onde, além do número de protocolo são
transcritas outras informações, passa, em geral, a ser
denominado de processo.
Assim, além da ficha numérica, também chamada
de ficha de protocolo (que é o registro propriamen-
te dito, onde será indicada toda a movimentação
do documento ou processo), devem ser preparados
índices auxiliares (em fichas) alfabéticos, de proce-
dência e de assunto para facilitar a recuperação da
documentação.
z Vantagens: maior grau de sigilo, menor possibili-
dade de erros por ser mais fácil lidar com números
do que com letras.
z Desvantagens: é um método indireto, obrigando
duplicidade de pesquisa.” (FREIBERGER, 2012)
Método dígito-terminal: tem por eixo um códi-
go numérico dividido em grupos de dígitos, lidos da
direita para a esquerda, que indicam a disposição físi-
ca dos documentos.
“Este método surgiu em decorrência da necessi-
dade de serem reduzidos erros no arquivamento de
grande volume de documento, cujo elemento princi-
pal de identificação é o número. Entre as instituições
de grande porte, que precisam arquivar parte consi-
derável de seus documentos por número, podemos
mencionar o INSS, as companhias de seguros, os hos-
pitais, os bancos, entre outros.
Os documentos são numerados sequencialmen-
te, mas sua leitura apresenta uma peculiaridade que
caracteriza o método: os números, dispostos em três
grupos de dois dígitos cada um, são lidos da direita
para a esquerda, formando pares.
Exemplo: decompondo-se o número 829.319, têm-
-se os seguintes grupos: 82-93-19.
Como a leitura é feita sempre da direita para a
esquerda, chama-se o grupo 19 de primário, o grupo
93 de secundário, e o grupo 82 de terciário.
Quando o número for composto de menos de cin-
co dígitos, serão colocados zeros à sua esquerda, para
complementação. Assim o número 41.054 será repre-
sentado pelos grupos 04-20-54.
Nesse método, o arquivamento dos documentos,
das pastas ou das fichas é elaborado, considerando-
-se em primeiro lugar o grupo primário, seguindo-se o
secundário e finalmente o terciário.
z Vantagens: redução de erros de arquivamento;
rapidez na localização e arquivamento, uma vez
que trabalha com grupos de dois dígitos; expansão
equilibrada do arquivo distribuído em três gran-
des grupos; possibilidade de divisão equitativa do
trabalho entre os responsáveis pelo arquivo.Des-
vantagens: leitura não convencional dos núme-
ros; disposição física dos documentos de acordo
com o sistema utilizado na leitura” (FREIBERGER,
2012).
Método Ideográfico
O método ideográfico tem por eixo os assuntos
internos ou das atividades-fim, explicitamente ou
não, nos documentos. Segundo (MARIANO, 2010), eles
dividem-se em enciclopédico, dicionário, duplex, uni-
termo, decimal.
z Enciclopédico: faz prevalecer a classificação pelos
assuntos básicos ou temas que admitem diversas
decomposições. É muito indicado quando a depar-
tamentalização é por processo e existem campos
técnicos bem definidos.
z Método dicionário: despreza a classificação por
assuntos correlatos em subcampos, procedendo-se
apenas à rigorosa ordenação alfabética. É aconse-
lhável para pequenos arquivos.
z Método duplex: utilizado com o estabelecimento
de um código numérico para os diversos títulos e
subtítulos de assuntos principais e correlatos.
z Método de classificação decimal: o conhecimen-
to é dividido em 10 classes, e estas podem ser divi-
didas em outras 10 subclasses.
z Unitermo ou indexação coordenada: o método
consiste em atribuir a cada documento ou grupo
de documentos um número em ordem crescente,
de acordo com a sua entrada. Esse número, deno-
minado número de registro, é controlado através
de livro próprio, deve ser assinalado no documen-
to em local visível e previamente determinado”.
z Decimal: tem por eixo um plano prévio de distri-
buição dos documentos em dez grandes classes,
cada uma podendo ser subdividida em dez sub-
classes e assim por diante.
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Método Geográfico
O método geográfico pode ser feito por:
z Nome do estado, cidade e correspondente “quan-
do se organiza um arquivo por estados, as capitais
devem ser alfabetadas em primeiro lugar, por esta-
do, independentemente da ordem alfabética em
relação às demais cidades, que deverão estar dis-
postas após as capitais. Neste caso, há necessidade
de se utilizar guias divisórias com notações indica-
tivas dos nomes dos estados” (FREIBERGER, 2012).
z Nome da cidade, estado e correspondente
“Quando o principal elemento de identificação é a
cidade e não o estado, deve-se observar a rigorosa
ordem alfabética por cidades, não havendo desta-
que para as capitais. Nesse caso, não é necessário
o emprego de guias divisórias correspondentes aos
estados, pois as pastas são guardadas em ordem
alfabética pela cidade. É imprescindível, porém
que as pastas tragam os nomes dos estados, em
segundo lugar, porque há cidades com o mesmo
nome em diferentes estados (FREIBERGER, 2012).
z Correspondência com outros países “Quando se
trata de correspondência com outros países, alfabeta-
-se em primeiro lugar o país, seguido da capital e do
correspondente. As demais cidades serão alfabetadas
em ordem alfabética, após as respectivas capitais dos
países a quese referem” (FREIBERGER, 2012).
Sistemas Padronizados
“Variadex: esse método foi padronizado pela
“Remington Rand”, sendo considerado uma variação
do sistema alfabético. Para cada grupo de letras é defi-
nido uma cor associada. O método não é fixo, ou seja,
as cores podem variar de país para país.
Importante!
O método Variadex é Alfabético e Padronizado!
z Método soundex: método baseado no som das
palavras, em função da pronúncia e da letra ini-
cial, método criado pela língua inglesa. Busca de
sons próximos e semelhantes.
z Método rôneo: conhecido também como método
híbrido, é um método que está em franco desuso. O
seu mecanismo consiste na combinação do méto-
do alfanumérico com o numérico ordinário.
z Método automático: após 1950, as empresas esta-
vam em um novo momento administrativo e os
materiais de arquivos tiveram que ter novas meto-
dologias, ou seja, ser flexíveis para atender a mas-
sa documental que cresceu exponencialmente”
(MARIANO, 2010).
AVALIAÇÃO DE DOCUMENTOS
Chegou o momento de aprofundarmos a avaliação!
A avaliação é processo de análise de documentos
de arquivo, que estabelece os prazos de guarda e a
destinação, de acordo com os valores que lhes são atri-
buídos” (DBTA, 2005). Ao se produzir um documento,
é necessário identificar o período que ele será corren-
te, intermediário e se após o fim de sua tramitação,
ele será eliminado ou recolhido à guarda permanente.
Esse processo de análise é a avaliação.
Esse conceito de avaliação também pode cair na
sua prova!
“Trabalho interdisciplinar que consiste em identifi-
car valores para os documentos (imediato e mediato)
e analisar seu ciclo de vida, com vistas a estabelecer
prazos para sua guarda ou eliminação, contribuin-
do para a racionalização dos arquivos e eficiência
administrativa, bem como para a preservação do
patrimônio documental” (BERNARDES, 1998).
Avaliação de Documentos: objetivos
Segundo (CONARQ, 2019) e (BERNARDES, 1998), os
objetivos da avaliação são:
z Redução da massa documental;
z Agilidade na recuperação dos documentos e das
informações;
z Eficiência administrativa;
z Melhor conservação dos documentos de guarda
permanente e da constituição de um patrimô-
nio arquivístico institucional como melhor apro-
veitamento dos recursos humanos, materiais e
financeiros;
z Racionalização da produção e do fluxo de docu-
mentos (trâmite);
z Liberação de espaço físico;
z Incremento à pesquisa;
z Que nenhum documento seja preservado mais do
que o necessário;
z Controle do processo de produção documental,
orientando o emprego de suportes adequados ao
registro da informação.
z A avaliação é feita a partir das relações de orga-
nicidade com os outros documentos e os valores
administrativos, legais, fiscais (primários) ou his-
tóricos (secundários).
z A avaliação deve ocorrer independente do suporte!
z A avaliação é feita no Arquivo Corrente, geral-
mente, conjunta a classificação.
z Para que a avaliação seja eficaz, os documentos
devem estar classificados e em métodos de arqui-
vamento eficientes.
z É uma atividade primordial para a racionalização do
ciclo de vida do documento, visto que ao analisar e
selecionar os documentos e definir a sua destinação
(eliminação ou guarda permanente), os documentos
cumprem sua função administrativa ao mesmo
tempo que podem ser preservados pelo potencial
de uso que apresentam para a administração que
os gerou e para a sociedade.
z Não pode ser feita de forma Isolada, é feita por
séries documentais.
z Possuem caráter Irrevogável!
z O resultado do processo de avaliação é a Tabela de
Temporalidade (será nosso próximo tópico)!
EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (FCC – 2018) No processo de gestão de documentos
arquivísticos, são definidos quais documentos serão
preservados e quais serão eliminados, de acordo com
os seus valores. Trata-se de atribuição