Prévia do material em texto
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
CURSO: ADMINISTRAÇÃO/CI;ÊNCIAS CONTÁBEIS
RESUMO complementar de estudo:
PROFESSOR: Fábio Souza
APOSTILA
DIREITO-EMPRESARIAL
RESUMO DE ESTUDO
COMPLEMENTAR:
1º PERÍODO-CURSO:
Admistração-/Ciências Contábeis.
APOSTILA DE DIREITO EMPRESARIAL:
BASE LEGAL MEI;
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA.
CÓDIGO CIVIL / 2002.
DOUTRINA PRINCIPAL. Autores: Fábio Ulhôa / JUNIOR, Waldo Fazzio / Tomazette Marlon.
DOUTRINA COMPLEMENTAR. Autores:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
ANO/2025.1
SUMÁRIO:
Capítulo-01 APRESENTAÇÃO DA EMENTA..............................................................
Capítulo-02 Sumário................................................................................................
Capítulo -03 Introdução Direito Empresarial...........................................................
Capítulo-04 1.PRINCÍPIOS DA ATIVIDADE ECONÔMICA..........................................
Capítulo-05 2.LIVRE INICIATIVA...............................................................................
Capítulo-06
3.FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA..........................................................
Capítulo-07
4.LIVRE CONCORRÊNCIA......................................................................
Capítulo-08
5.PRINCÍPIOS DA ATIVIDADE ECONÔMICA..........................................
Capítulo-09
6.EMPRESA E ATIVIDADE EMPRESÁRIA.....................................
Capítulo-10
7.CONCEITO DE EMPRESA. ATIVIDADES NÃO EMPRESÁRIAS....
Capítulo-11
8.ELEMENTOS ECONÔMICOS E ELEMENTOS JURÍDICOS...........
Capítulo-12
9.EMPRESÁRIO INDIVIDUAL.......................................................
Capítulo-13
10.REQUISITOS. CAPACIDADE PARA EMPRESARIAL..................
Capítulo-14
11.IMPEDIMENTOS....................................................................
Capítulo-15
12.FORMALIZAÇÃO....................................................................
Capítulo-16
13.ESTATUTO DA MICROEMPRESA............................................
Capítulo-17
14.EMPRESÁRIO INDIVIDUAL.....................................................
Capítulo-18
15.OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO.............................................
Capítulo-19
16.REGISTRO..............................................................................
Capítulo-20
17.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.............................................
Capítulo-21
18.ESCRITURAÇÃO. LIVROS EMPRESARIAIS...............................
Capítulo-22
19.OBRIGAÇÕES DO EMPRESÁRIO.............................................
Capítulo-23
20.REGISTRO..............................................................................
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Disciplina: Teoria Geral Da Empresa.
Direito Empresarial – Noções Econômica, Jurídica e Legal de Empresa:
Em razão da dificuldade de se conceituar o termo empresa, ALBERTO ASQUINI
criou seus 4 (quatro) perfis ou noções:
(a) subjetivo;
(b) objetivo/patrimonial;
(c) funcional;
(d) institucional/corporativo.
No entanto, a doutrina ainda apresenta outras 3 (três) noções do termo empresa:
(i) noção econômica;
(ii) noção jurídica e;
(iii) noção legal.
1.1. Noção econômica de empresa
Capítulo-01
23.SISTEMA DE PROTEÇÃO DO NOME EMPRESARIAL...............
Pag 24
Capítulo-01
24.TÍTULO DE ESTABELECIMENTO.............................................
Pag 25
Capítulo-01
25.SISTEMA NACIONAL DE REGISTRO DE EMPRESAS................
Pag 26
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/direito-empresarial-carreiras-juridicas-nocoes-economica-juridica-e-legal-de-empresa/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
A noção econômica de empresa reconhece-a como uma unidade organizada dos fatores
de produção com o objetivo de oferecer bens e serviços para satisfação do mercado e
das necessidades da sociedade.
Doutrina: ―(…) Assim — acentua Ferri — a empresa é um organismo econômico, isto
é, assenta-se sobre uma organização fundada em princípios técnicos e leis econômicas.
Objetivamente considerada, apresenta-se como uma combinação de elementos pessoais
e reais, colocados em função de um resultado econômico, e realizada em vista de um
intento especulativo de uma pessoa, que se chama empresário. Como criação de
atividade organizativa do empresário e como fruto de sua ideia, a empresa é
necessariamente aferrada à sua pessoa, dele recebendo os impulsos para seu eficiente
funcionamento.‖ (Rubens Requião)
Doutrina: ―A noção inicial de empresa advém da economia, ligada à ideia central da
organização dos fatores da produção (capital, trabalho, natureza), para a realização de
uma atividade econômica. Fábio Nusdeo afirma que a ‗empresa é a unidade produtora
cuja tarefa é combinar fatores de produção com o fim de oferecer ao mercado bens ou
serviços, não importa qual o estágio da produção‘.‖ (Marlon Tomazette)
1.2. Noção jurídica de empresa
Por sua vez, para RUBENS REQUIÃO, empresa no sentido jurídico é a atividade
desenvolvida pelo empresário.
Doutrina: ―Trabalha o jurista, portanto, sobre o conceito econômico para formular a
noção jurídica de empresa. (…) O Prof. Ferri, que apresenta essas observações, lembra
os ângulos mais expressivos da empresa, pelos quais se interessa o direito. Nele nos
apoiamos, para este resumo [dos ângulos mais expressivos da empresa]:
a)A empresa como expressão da atividade do empresário. A atividade do empresário
está sujeita a normas precisas, que subordinam o exercício da empresa a determinadas
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
condições ou pressupostos ou o titulam com particulares garantias. São as disposições
legais que se referem à empresa comercial, como o seu registro e condições de
funcionamento.
b)A empresa como ideia criadora, a que a lei concede tutela. São as normas legais
de repressão à concorrência desleal, proteção à propriedade imaterial (nome
comercial, marcas, patentes etc.).
c)Como um complexo de bens, que forma o estabelecimento comercial, regulando a
sua proteção (ponto comercial), e a transferência de sua propriedade.
d)As relações com os dependentes, segundo princípios hierárquicos e disciplinares nas
relações de emprego, matéria que hoje se desvinculou do direito comercial para se
integrar no direito do trabalho.
(…) Essas considerações levam-nos a compreender que, no ângulo do direito comercial,
empresa, na acepção jurídica, significa uma atividade exercida pelo empresário. Disso
decorre inevitavelmente que avulta no campo jurídico a proeminente figura do
empresário.‖ (Rubens Requião)
1.3. Noção legal de empresa.
Conforme FÁBIO ULHOA COELHO, a empresa é a ―atividade econômica
organizada de produção ou circulação de bens ou serviços‖.
Doutrina: ―Aproveitando o teor do artigo 966 do Código Civil de 2002, bem como do
artigo 2.082 do Código Civil italiano de 1942, podemos concluir que a empresa é a
atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços
para o mercado.‖serão entidades distintas, pois uma será a organização e a outra a
pessoa física ou jurídica, a quem pertence.
O Código Civil brasileiro (Lei nº 10.406, de 10/01/2002) define empresário
em seu art. 966:
Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou
de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce
profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística,
ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o
exercício da profissão constituir elemento de empresa.[20]
Coelho destaca da definição as noções de profissionalismo, atividade econômica
organizada e produção ou circulação de bens ou serviços.
Profissionalismo associa-se a considerações de habitualidade, pessoalidade e
monopólio de informações.
Quanto à habitualidade, não se poderia considerar profissional uma pessoa que
realizasse suas atribuições esporadicamente. Não pode ser considerado empresário
quem organiza a produção de uma mercadoria de modo eventual, irregular, casual ou
sem frequência. Não é empresário quem testa ou experimenta atividades empresariais
por razões eventuais ou financeiras e não mantém este exercício de forma habitual. Em
seguida, a respeito da pessoalidade, o empresário deve contratar empregados para
efetivamente produzirem ou fazerem circular os bens e os serviços. O empresário exerce
as atividades empresariais pessoalmente enquanto os seus empregados produzem ou
fazem circular bens ou serviços em nome do empregador. O monopólio de informações
que possui sobre o objeto de sua empresa, ou seja, sobre os produtos ou serviços da
mesma é a última característica associada ao profissionalismo do empresário. As
informações a respeito das condições de uso, qualidade, insumos utilizados, defeitos de
fabricação e riscos aos consumidores devem ser de conhecimento do primeiro em razão
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn20
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
de ser este um profissional. Finalmente, o empresário também tem o dever de informar
de maneira abrangente os consumidores e usuários a respeito de tais riscos.
Atividade
O empresário exerce profissionalmente a atividade economicamente organizada
de produzir ou circular bens ou serviços - atividade denominada empresa. Empresa –
atividade - não deve ser confundida com o sujeito de direito que a exerce – o
empresário. Também não deve ser a empresa confundida com o local físico onde é
exercida. A expressão adequada para estas duas últimas situações é a de
estabelecimento empresarial. Finalmente, não se deve dizer que duas pessoas abriram
uma empresa, mas sim que contrataram uma sociedade. Empresa significa
empreendimento.
Econômica
A atividade empresarial é econômica porque busca a obtenção de lucro por
quem a exerce. O lucro pode ser o objetivo maior da atividade ou não. Nesta segunda
hipótese, o lucro será instrumento para outros fins.[27] Escolas religiosas, por exemplo,
devem lucrar para que o seu resultado seja instrumento utilizado na realização de seus
fins humanitários ou de educação para uma doutrina de salvação.
Organizada
A empresa é atividade organizada porque nela são ligados, pelo empresário,
quatro fatores de produção: capital, mão de obra, insumos e tecnologia. Para ser
considerado empresário há de haver nas suas atividades estes quatro fatores.[28]
Produção de bens ou serviços
Produzir bens é fabricar produtos ou mercadorias. Atividades industriais são
definidas como empresariais. Produção de serviços, por sua vez, é prestação de serviços.
Produzem bens as montadoras de veículos ou as fábricas de eletrodomésticos enquanto
prestam serviços os bancos, as seguradoras os hospitais e as escolas.[29]
Circulação de bens ou serviços
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn27
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn28
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn29
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Comercializar é buscar bens no produtor para levá-los ao consumidor. Fazer
comércio é atuar na cadeia de escoamento de mercadorias. Empresário pode ser tanto
atacadista como varejista, tanto comerciante de insumos quanto de mercadorias prontas
para o consumo final. Circular serviços é servir de intermediário na prestação dos
mesmos. As agências de turismo, por exemplo, não prestam serviços de transporte aéreo
ou de hospedagem, mas, na verdade, montam pacotes de viagem onde são oferecidos
estes serviços.
Bens ou serviços
Bens são corpóreos, serviços não. Prestar serviços comporta uma obrigação de
fazer.
Atividades econômicas civis
A teoria da empresa apenas modifica a delimitação do objeto do Direito
Comercial. Não ultrapassa a bipartição do Direito Privado em Civil e Comercial.
As atividades econômicas civis são divididas em quatro:
1. As atividades exploradas pelos não empresários. Prestação de serviços
diretamente sem a organização na forma de uma empresa, mesmo que
exercida profissionalmente, com fins de obtenção de lucro, não geram a
condição de empresário e o regime será civil[32];
2. Atividades dos profissionais intelectuais – advogados, médicos,
dentistas, arquitetos, escritores, músicos, atores, et cetera - são aqueles que
exercem profissões intelectuais, científicas por natureza, literária ou
artística mesmo que contratem empregados para auxiliá-los. As atividades
destes profissionais são econômicas de natureza civil e não comercial.
Exemplos de médicos que ampliam seus consultórios para clínicas e
hospitais se enquadram, excepcionalmente, em elemento de empresa e,
assim, escapam da condição de profissionais intelectuais para se
enquadrarem na condição jurídica de empresário;
3. As atividades dos empresários rurais que não são registrados na Junta
Comercial – atividades econômicas rurais são aquelas exploradas
normalmente fora da cidade como as de agricultura ou reflorestamento,
pecuária, suinocultura, granja, equinocultura, corte de árvores, caça, pesca
e mineração. O Código Civil, art. 971, permite que aqueles que exercerem
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn32
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
atividade rural como principal profissão, podem requerer inscrição na
Junta Comercial, adquirir a condição de empresários e receber o
tratamento jurídico como tal adequando-se ao conceito de agronegócio.
Aqueles que, por sua vez, não se registrarem na Junta Comercial
permanecerão sob o regime jurídico do Direito Civil e se enquadrarão na
condição predominante de titulares de negócios rurais familiares;
4. Cooperativas – as cooperativas serão sempre sociedades simples,
independentemente da atividade explorada pelas mesmas. Código Civil,
art. 982, parágrafo único. As cooperativas são bastante similares aos
empresários nos seus requisitos identificadores como profissionalismo,
atividade econômica organizada, produção e circulação de bens ou
serviços mas se submetem legalmente ao regime jurídico civil e não
podem falir ou requerer sua recuperação judicial, por exemplo.
Empresário individual
Pessoa física – empresário individual - ou pessoa jurídica – sociedade
empresária.
Sócios da sociedade empresária não são empresários. Serão empreendedores ou
investidores. As regras aplicadas aoempresário individual não se aplicam aos sócios das
sociedades empresárias.
Empresários individuais – atividades econômicas não muito importantes.
Costumam ser rudimentares ou ambulantes, sacoleiros, bancas de frutas, et cetera. Há de
haver pleno gozo da sua capacidade civil pelo empresário individual. Assim, não serão
empresários individuais os índios (por legislação própria), os menores de 18 anos não
antecipados, ébrios habituais, viciados em tóxicos deficientes mentais, excepcionais e
pródigos. Os menores emancipados podem exercer empresa por estarem no gozo de sua
capacidade jurídica. Os incapazes podem exercer empresa se possuir alvará de
autorização judicial salvo se a empresa for iniciada por ele na sua incapacidade. Esta
situação será realizada por meio de representação ou assistência.
Empresa Individual de Responsabilidade Limitada
A empresa individual de responsabilidade limitada – UNIPESSOAL – não é um
empresário individual juridicamente. Esta é a sociedade limitada de apenas um sócio. O
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
sócio único da UNIPESSOAL não é empresário. A pessoa jurídica da UNIPESSOAL é
empresária. Desta forma tem acesso aos direitos de uma empresa.
Prepostos do empresário
A mão de obra que desempenha tarefas para o empresário é composta pelos
trabalhadores que serão denominados de prepostos.
Previstos nos artigos 1169 a 1178 do Código Civil, os prepostos não podem, sem
autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena de
responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas.
Além do mais, o preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta
própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente, de operação do mesmo
gênero da que lhe foi cometida, sob pena de responder por perdas e danos e de serem
retidos pelo preponente os lucros da operação.
Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao preposto,
encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto, salvo nos casos em que haja
prazo para reclamação.
Em relação ao preposto gerente, considera-se gerente o preposto permanente no
exercício da empresa, na sede desta, ou em sucursal, filial ou agência. Quando a lei não
exigir poderes especiais, considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos
necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. Na falta de estipulação
diversa, consideram-se solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes.
As limitações contidas na outorga de poderes, para serem opostas a terceiros,
dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de
Empresas Mercantis, salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o
gerente. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva, deve a modificação ou revogação
do mandato ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis.
O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu
próprio nome, mas à conta daquele. O gerente pode estar em juízo em nome do
preponente, pelas obrigações resultantes do exercício da sua função.
Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos
prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
má-fé, os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. No exercício de suas funções,
os prepostos são pessoalmente responsáveis, perante os preponentes, pelos atos
culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o preponente, pelos atos dolosos.
Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados
por escrito. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, somente
obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito, cujo instrumento
pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
Site: https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014
[1] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.23.
[2] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.24.
[3]Idem.
[4] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.25.
[5]Idem.
[6] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.26.
[7]Idem.
[8] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, Pp.26-27.
[9] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.27.
[10]Idem.
[11] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, Pp.27-28.
[12] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.28.
[13]PAVEZZI, Letícia. Teoria dos atos de comércio e teoria da empresa. Disponível no endereço:
http://www.webartigos.com/artigos/teoria-dos-atos-do-comercio-e-teoria-da-empresa/9029/
Acessado em 18/04/2014.
[14]Idem.
[15] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.29.
[16] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, Pp.29-30.
[17] BRASIL, Decreto 737 de 1850: http://arisp.files.wordpress.com/2008/04/decreto-737-de-1850.pdf, acesso em 18/04/2014.
[18] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.31.
[19] DE PLÁCIDO E SILVA, Vocabulário Jurídico, 27ª edição, quarta tiragem. RJ: Forense, 2007, verbete empresário.
[20] BRASIL, Código Civil. Disponível no endereço: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L1040
6.htm, acesso em 18/04/2014.
[21] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.32.
[22] AULETE, Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível no endereço: http://aulete.uol.com.br/espor%C3 %A1dico, acesso em
18/04/2014.
[23] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.32.
[24]Idem.
[25] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, Pp.32-33.
[26] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.33.
[27] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.34.
[28]Idem.
[29] COELHO, Fábio Ulhoa, Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 26ª edição. SP: Saraiva, 2014, p.35.
[30]Idem.
htm. Acesso em 25/04/2014.
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref1
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref2
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref3
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref4
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref5
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref6
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref7https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref8
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref9
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref10
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref11
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref12
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref13
http://www.webartigos.com/artigos/teoria-dos-atos-do-comercio-e-teoria-da-empresa/9029/
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref14
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref15
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref16
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref17
http://arisp.files.wordpress.com/2008/04/decreto-737-de-1850.pdf
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref18
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref19
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref20
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref21
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref22
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref23
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref24
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref25
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref26
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref27
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref28
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref29
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftnref30
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Quem pode e não pode ser Empresário no Brasil?
A atividade dos empresários pode ser vista como a de articular fatores de
produção, que no sistema capitalista são quatro: capital, mão de obra, insumo e
tecnologia. As organizações em eu se produzem bens e serviços necessários ou úteis à
vida humana são resultado da ação dos empresários, ou seja, nascem do aporte de
capital – próprio ou alheio -, compra de insumos, contratação de mão de obra e
desenvolvimento ou aquisição de tecnologia que realizam. Quando alguém com
vocação para essa a atividade identifica a chance de lucrar, atendendo à demanda de
quantidade considerável de pessoas – quer dizer, uma necessidade, utilidade ou
simples desejo de vários homens e mulheres -, na tentativa de aproveitar tal
oportunidade, ele deve estruturar uma organização que produza a mercadoria ou
serviço correspondente, ou que os traga aos consumidores.
Empresário é definido na lei como profissional exercente de ―atividade
econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços‖ (CC, art.
966). Destacam-se da definição as noções de profissionalismo, atividade econômica
organizada e produção ou circulação de bens ou serviços.
1. Quais são as atividades consideradas empresariais e não empresariais pela
legislação vigente?
Conforme a norma há algumas atividades que não são consideradas
empresariais, quais são: Empresários que trabalham em atividade rural familiar, os
profissionais intelectuais, Profissionais liberais, e nos artigos 1093 até 1096, do
Código Civil, que falam sobre as Cooperativas.
As atividades que são consideradas empresariais são: Atividades praticadas por
empresário individual, ou seja, pessoa natural (necessitando de registro junto à junta
comercial e apresentar capacidade ou excepcionalmente se incapaz, mas manter-se
assistido ou representado de acordo com o art. 974 do CC)―que exerce
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de
bens ou serviços‖ (art. 966CC).
Empresa é o mesmo que atividade empresarial, ou seja, atividade de produção
ou circulação de bens e serviços e atividade praticada por uma pessoa jurídica
(sociedade empresária).
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10663622/artigo-1093-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10663132/artigo-1096-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10674399/artigo-974-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
2. Quais os requisitos para ser empresário e os impedimentos para exercer a
atividade empresarial?
“Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em
pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos. Quanto aos
incapazes podemos ler no artigo 974 do mesmo código”:
“Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente
assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais
ou pelo autor de herança”.
§ 1o Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das
circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la,
podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou
representantes legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos
por terceiros.
§ 2o Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía,
ao tempo da sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela,
devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização.
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais
deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio
incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos:
(Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)
I - o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; (Incluído pela
Lei nº 12.399, de 2011)
II - o capital social deve ser totalmente integralizado; (Incluído pela Lei nº 12.399,
de 2011)
III - o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve
ser representado por seus representantes legais. (Incluído pela Lei nº 12.399, de
2011).
Os que não podem exercer atividade empresarial:
Servidores Públicos
Militares da Ativa
Magistrados e Membros do MP
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Leiloeiro – IN do DNRC – Auxiliar da Empresa –Falido – Lei nº 11.101/05
Interesse Público.
Diplomatas Estrangeiros
Estrangeiro não Residente no País
Pessoa Física – Débitos de INSS – Lei nº 8.212/91
Pessoa Física – Condenação Vedando Atividade Empresarial
“Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de
empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas”.
3. A prática de atos isolados caracteriza o sujeito como empresário?
Não, uma vez que é necessária que a atividadeempresarial seja realizada de forma
contínua, a prática não contínuos ou esporádicos, não pode ser considerada como
empresarial e nem quem o realiza como empresário.
O Código Civil em seu artigo 966 dispõe os elementos característicos do
empresário:
“Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços”.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão
intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de
auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de
empresa.
Igualmente, a prática habitual e organizada dos atos são necessários para o
exercício da atividade econômica escolhida para conquista de lucros, ademais, a
ausência de qualquer elemento descaracteriza o sujeito como empresário.
4. Sócios e acionistas podem ser considerados empresários?
Os sócios e acionistas não podem ser considerados empresários.
Conforme o art. 966 do Código Civil, empresário é quem exerce
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços. A ―atividade‖ citada no artigo refere-se à ―empresa, os sócios de
uma sociedade empresária não são considerados empresários. A sociedade trata-se do
empresário como pessoa jurídica já o acionista somente possui ações da empresa.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/96893/lei-de-recupera��o-judicial-e-extrajudicial-e-de-fal�ncia-lei-11101-05
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983686/lei-org�nica-da-seguridade-social-lei-8212-91
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
5. Pode-se dizer que o “camelô” exerce atividade empresarial?
Sim, conforme descrito no artigo 966CC:
“Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou
colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.
Como podemos ler no artigo, o camelô exerce atividade econômica para
circulação de bens, portanto ele exerce atividade empresarial.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisada:
COELHO, Fabio Ulhoa. Manual de Direito Comercial – Direito de Empresa. 24. Ed. São Paulo: Saraiva, 2012).
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Teoria Geral Empresa:
O que é Empresa / Qual a diferença entre Empresa e Empresário:
Conheça o conceito e diferença entre os institutos.
A terminologia ―EMPRESA‖ é utilizado no cotidiano como significação de realidades
muito diversas. Não por outro motivo, invariavelmente se considera que ―o conceito
jurídico de empresa é um ‗tormento da doutrina‘‖ (L. BRASSI).
Compreendendo a Empresa, sem olvidar da sua importância e manifestação no cenário
econômico, a melhor análise jurídica deste instituto a tem observado como uma
abstração. É nesse sentido que bem observa o estudioso Dr. José Augusto Araújo
Pereira, que considera a Empresa como ―o útero onde nascem os negócios‖.
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Diz-se da Empresa uma abstração porque, ao contrário do que pensa o homem
comum, o instituto não se resume a um lugar físico onde se realize a atividade
comercial / empresária. De maneira diversa:
Entende-se juridicamente Empresa “como sendo a atividade, cuja marca
essencial é a obtenção de lucros com o oferecimento ao mercado de bens ou
serviços, gerando estes mediante a organização dos fatores de produção [...]. Em
termos técnicos, contudo, empresa é a atividade [...].‖ (FABIO ULHOA COELHO,
in Curso de Direito Empresarial, p. 18 e 63, v. 1).
Ora, adotando o que postulam os mestres, a Empresa como ―atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de bens ou serviços‖ (WILGES
BRUSCATO, in Manual de Direito Empresarial Brasileiro, p. 82), e sabendo de
antemão que
Empresário é “quem desenvolve atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou serviços”(art. 966, CC), temos por conclusão
lógica que empresa é a atividade típica do empresário.
Diante disso, não se confunde Empresa com Empresário, e tampouco com o
conceito de Sociedade. A Empresa compreende ―uma realidade muito mais ampla do
que a sociedade, abrangendo todos os elementos, materiais e imateriais, jurídicos e
metajurídicos, que o empresário deve organizar para o eficaz desenvolvimento de sua
atividade‖ (FABIO TOKARS, in Primeiros Estudos de Direito Empresarial, p. 22).
Conhecendo, pois, a Empresa como instituto jurídico autônomo, distinto dos
conceitos de Empresário e Sociedade, somos capazes de observar a dinâmica das
relações empresárias com maior clareza, revestindo cada instituto com a tutela jurídica
adequada.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Site: https://guithibes.jusbrasil.com.br/artigos/311871680/o-que-e-empresa-qual-a-diferenca-entre-empresa-e-empresario
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Disciplina: Teoria Geral Empresa.
Função social da empresa:
A função social da empresa é importante princípio e vetor para o exercício da
atividade econômica, tendo em vista que o seu sentido advém da articulação entre os
diversos princípios da ordem econômica constitucional. Longe de ser mera norma
interpretativa e integrativa, traduz-se igualmente em abstenções e mesmo em deveres
positivos que orientam a atividade empresarial, de maneira a contemplar, além dos
interesses dos sócios, os interesses dos diversos sujeitos envolvidos e afetados pelas
empresas, como é o caso dos trabalhadores, dos consumidores, dos concorrentes, do
poder público e da comunidade como um todo. Dessa maneira, a função social da
empresa contém também uma essencial função sistematizadora do ordenamento
jurídico, sendo adensada por intermédio de normas jurídicas que têm por objetivo
compatibilizar os diversos interesses envolvidos na atividade econômica ao mesmo
tempo em que se busca a preservação da empresa e da atividade lucrativa que assim a
qualifica.
1. O Estado Social e a função social da empresa
2. A função social da empresa na Constituição de 1988
3. O alcance da função social da empresa
4. A dimensão ativa da função social da empresa
4.2. A reconfiguração dos destinatários dos deveres dos gestores
4.3. Alternativas para a implementação da dimensão ativa da função social da empresa
4.4. Síntese conclusiva: os desafios da operacionalização dos deveres oriundos da funçãosocial
5. A dimensão de limitação a exercício de direitos e liberdades
1. O Estado Social e a função social da empresa
A função social da empresa e, antes disso, a noção de finalidade social dos direitos
subjetivos são discussões que se inserem no contexto de crítica e superação do
formalismo e individualismo exacerbados do Estado Liberal, quadro que possibilitou, a
partir do final do século XIX e início do século XX, maior discussão acerca da
intersubjetividade das relações jurídicas e da reaproximação do direito com a moral e a
justiça.
1
Nesse sentido, tem-se que a alteração do paradigma do Estado Liberal – caracterizado
pela fruição absoluta e egoística de direitos subjetivos e pelo receio de intervenção
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-1
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-1
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-1
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-2
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-2
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-2
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-3
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-3
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-3
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-4
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-4
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-4
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-5
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-5
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-6
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-6
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-6
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-7
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-7
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-7
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-8
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-8
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-8
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-9
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa#anchor-titulo-index-9
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
estatal nas relações privadas – para o Estado Social ocorreu antes mesmo do advento
das primeiras Constituições sociais do século XX, isto é, da Constituição mexicana de
1917 e da Constituição de Weimar, de 1919,
2
em razão da crescente superação da ideia
de direitos subjetivos e liberdades como poderes absolutos, vistos sob uma perspectiva
individualista e formalista.
Foi nesse contexto que, no intuito de reparar falhas do sistema de livre mercado
e de compensar desigualdades econômicas, surgiram diversas teorias favoráveis à
intervenção do Estado na economia, de maneira a conciliar a liberdade de iniciativa e a
propriedade privada, de um lado, e os interesses sociais, de outro. Nesse sentido,
desempenhou fundamental importância o pensamento de Keynes, que forneceu modelo
capaz de estabelecer correspondência global entre os imperativos de crescimento
econômico e as demandas sociais no âmbito de um Estado econômica e socialmente
ativo.
3
Antes que se discorra diretamente sobre a função social da empresa, é necessário
pontuar que, tendo em vista a vinculação entre liberdade e propriedade, esta última
posteriormente ainda foi desenvolvido pela sociologia e pela doutrina social da Igreja
Catócupou posição central nas primeiras discussões sobre a função social dos direitos
subjetivos.
4
Vale notar que os primeiros delineamentos sobre a função social da
propriedade advêm do pensamento de Auguste Comte,
5
que procurou substituir o
caráter pessoal e arbitrário da propriedade privada por finalidade orientada para o bem
da sociedade, o que posteriormente ainda foi desenvolvido pela sociologia e pela
doutrina social da Igreja Católica.
6
Certo é que, posteriormente, a ideia de função social projetou-se sobre outros
direitos e inclusive sobre a liberdade de contratar, suscitando discussões sobre a boa-fé,
o equilíbrio contratual e a justiça material. Assim, como decorrência necessária do
reconhecimento da função social da propriedade e da função social do contrato, a
função social da empresa foi ganhando relevância, na medida em que aumentava o
reconhecimento da empresa como instituição fundamental não apenas no âmbito
econômico, mas também nos âmbitos político e social.
7
Passo importante para a consolidação da função social da empresa foi o advento
do Estado Social, que surge, de certa forma, para conciliar o capitalismo com o bem-
estar social,
8
além de promover a superação da dicotomia entre direito público e direito
privado,
9
para que sejam entendidos no âmbito de uma relação de recíproca
complementaridade e dependência, de modo a realçar o compromisso dos direitos
subjetivos privados em assegurar o bem-estar comum.
10
É importante observar que o reconhecimento da noção de função social não foi
capaz de resolver, por si só, o problema do exercício de direitos subjetivos, na medida
em que a fluidez do conceito ensejou as mais diversas interpretações sobre seu alcance,
sobretudo no que toca à criação de deveres positivos, e não apenas a abstenções
decorrentes dos direitos.
11
Acrescente-se, também, que o fato de a função social ter sido
alçada a princípio jurídico ensejou grande discussão – persistente até os dias de hoje –
sobre a possibilidade de os poderes e faculdades que caracterizam os direitos subjetivos
coexistirem com deveres positivos em favor da coletividade.
12
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Não obstante, a função social da empresa, pelo menos como proposta,
consolidou-se a partir do momento em que a função social da propriedade projetou seus
efeitos sobre os bens de produção, que igualmente têm sua estrutura alterada para
assumir compromissos e obrigações com empregados, consumidores e com a
comunidade como um todo.
13
Assim, o patrimônio da empresa não pode estar
comprometido tão somente com os interesses dos sócios, mas também com os interesses
da coletividade.
Contudo, a função social dos bens de produção compreende apenas uma parcela
da função social da empresa, que diz respeito a realidade complexa que não se limita ao
seu aspecto patrimonial. Vale observar que, em face da existência do poder de controle
e de sua possível dissociação da propriedade,
14
a função socialda empresa precisou
ampliar seu âmbito de incidência para abranger também o controle e a administração.
Dessa maneira, o foco da função social deslocou-se da propriedade dos bens de
produção para o poder de organização e controle.
15
A grande dificuldade do princípio da função social da empresa é justamente a de
operacionalizar os deveres e responsabilidades advindos de tais modificações
produzidas sobre a concepção clássica de direitos subjetivos. Não obstante, o estudo dos
efeitos da função social da empresa sobre as relações privadas estabelecidas requer a
harmonização de tal princípio com as demais normas orientadoras da ordem econômica
constitucional de 1988, o que será explorado na seção a seguir.
2. A função social da empresa na Constituição de 1988.
Dispõe o caput do art. 170 da Constituição Federal de 1988 que a ordem
econômica está ―fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa‖ e
―tem por fim assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça
social‖, para então elencar os princípios que conformam a ordem econômica
constitucional:
(i) a soberania nacional;
(ii) a propriedade privada;
(iii) a função social da propriedade;
(iv) a livre concorrência;
(v) a defesa do consumidor;
(vi) a defesa do meio ambiente;
(vii) a redução das desigualdades regionais e sociais;
(viii) a busca do pleno emprego; e
(ix) o tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de
pequeno porte.
A norma em questão, juntamente dos arts. 1º e 3º da Constituição, permite
compreender a base sobre a qual se estrutura a ordem econômica brasileira, mostrando
claramente que não existe oposição entre a liberdade de iniciativa e as responsabilidades
inerentes à autonomia. Note-se que, como manifestação da autonomia, da emancipação
do homem e do desenvolvimento da personalidade, a livre iniciativa recebe proteção
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
constitucional em todos os seus desdobramentos, seja na liberdade de investimento, na
liberdade de organização ou na liberdade de contratação.
16
Importa ressaltar que o art. 170 traz diversos princípios que orientam e direcionam
o exercício da livre iniciativa empresarial, a exemplo da livre concorrência, da proteção
dos empregados, da defesa do consumidor e do meio ambiente, da redução das
desigualdades e do tratamento diferenciado à empresa de pequeno porte.
17
A função
social, nesse sentido, mantém relação com todos esses princípios, procurando destacar
que o fim da empresa é o de proporcionar benefícios para todos os envolvidos
diretamente com a atividade e, ainda, para a coletividade. Não é por outra razão que há
considerável ação do legislador nos assuntos descritos pelo art. 170, com vistas a
concretizar tais princípios em regulação jurídica específica.
18
É o que se verifica, por exemplo, nas normas de proteção da concorrência e de
repressão estatal sobre atos praticados por detentores de poder econômico, que adensam
o princípio da livre concorrência (CF, art. 170, IV), ao promover seu objetivo de
garantir nível de competitividade que tanto possibilite a liberdade dos agentes
econômicos que pretendam ingressar ou permanecer no mercado, quanto assegure aos
consumidores menores preços advindos da liberdade de escolha e da difusão do
conhecimento econômico. No mesmo sentido, o princípio da defesa do consumidor
(CF, art. 170, V) concede proteção diferenciada aos destinatários finais de produtos e
serviços, o que se concretiza por intermédio do Código de Defesa do Consumidor,
aplicável a todas as atividades empresariais.
No que diz respeito à proteção dos trabalhadores, consubstanciada pela busca ao
pleno emprego (CF, art. 170, VIII) e pelos direitos fundamentais dos trabalhadores
previstos pelo art. 7º da Constituição de 1988, a função social age no sentido de
legitimar ou promover a implementação de mecanismos para a distribuição dos
resultados da atividade empresarial e a viabilização de iniciativas de co-gestão.
19
Importa, ainda, destacar que a proteção ao meio ambiente (CF, art. 170, VI)
mantém importante vinculação com a função social da empresa, na medida em que
impõe à atividade empresarial vários deveres positivos em prol de tal objetivo,
limitando em grande medida seu âmbito de atuação com vistas a preservar os recursos
naturais e promover o desenvolvimento econômico sustentável.
20
A exposição dos exemplos acima serve para demonstrar que todos esses princípios
da ordem econômica constitucional estão conectados à função social da empresa, uma
vez que têm por objetivo ampliar os interesses que devem ser protegidos e atendidos por
meio da atividade empresarial,
21
constituindo importantes parâmetros para o direito
societário como um todo.
É claro, contudo, que os princípios constantes do art. 170 da Constituição não
esgotam o sentido da função social da empresa. Na verdade, o equilíbrio entre liberdade
empresarial e o igual direito à liberdade do restante da sociedade suscita importantes
questões concernentes à justiça social, que não pode ser reduzida a fórmulas fechadas e
insensíveis ao processo democrático e ao contexto social em que é analisada.
22
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Por óbvio, a função social não tem por fim aniquilar liberdades e direitos dos
empresários e tampouco de tornar a empresa mero instrumento para a consecução de
fins sociais. A função social tem por objetivo, com efeito, reinserir a solidariedade
social na atividade econômica sem desconsiderar a autonomia privada, fornecendo
padrão mínimo de distribuição de riquezas e de redução das desigualdades.
A proximidade da função social da empresa com a justiça social levanta importantes
questões sobre sua amplitude e seu alcance e, ainda, sobre a possibilidade de se
imputarem deveres positivos a empresários e gestores sem que sequer exista prévia
identificação dessas obrigações pelo legislador. Por essa razão, é importante que se
discuta de que maneira a função social altera a própria noção de interesse social da
empresa e, assim, projetar seus efeitos sobre a atividade empresarial como um todo.
3. O alcance da função social da empresa
A compreensão do âmbito de incidência da função social da empresa requer que
sejam superadas discussões polarizadas e contaminadas de discursos maniqueístas ou
excessivamente ideológicos, procurando articular maneiras efetivas de equilíbrio da
dimensão funcional com a autonomia privada. Existe grande necessidade, nesse sentido,
de adoção de visão integrada da empresa, a fim de se chegar a soluções coerentes,
sistemáticas e que evitem uma excessiva funcionalização.
É necessário pontuar que a função social da empresa é princípio que amplia e
modifica o interesse social das sociedades empresárias e mesmo os objetivos da
atividade empresarial. Com isso, tal princípio tem impacto direto sobre a compreensão
do interesse social, que continua sendo questão fundamental do direito societário nos
dias atuais.
O interesse social ―é o parâmetro que conforma os fins e os meios pelos quais tal
atividade deve ser exercida, diante dos valores ou objetivos maiores que justificam a
existência da própria sociedade‖.
23
Dessa maneira, o interesse social é a baliza estrutural
e valorativa da gestão das sociedades empresárias, estando seus desdobramentos
filosóficos e técnico-operacionais em constante interpenetração.
A noção de interesse social, contudo, foi elaborada de maneiras diversas ao
longo dos tempos, destacando-se o embate entre concepções contratualistas e
institucionalistas.A abordagem contratualista do interesse social, estruturada no século
XIX, parte do pressuposto de que o interesse social corresponderia ao interesse dos
próprios acionistas.
24
Com a derrocada do Estado Liberal, foram dados os primeiros
passos para a construção de uma abordagem institucionalista do interesse social, a partir
de perspectiva que considera as pessoas jurídicas como ―núcleos sociais autônomos
destinados a atender finalidades socialmente úteis em torno das quais os indivíduos se
unem e criam uma organização‖.
25
Uma das consequências da nova abordagem, que
passou igualmente pela influência da função social da empresa, foi a de considerar que
o interesse social deve abranger interesses outros que não apenas os dos acionistas e que
―a racionalidade empresarial precisa direcionar-se igualmente para o atendimento de
padrões mínimos de justiça‖,
26
ainda que haja dúvidas sobre como compatibilizar os
interesses contrapostos que se projetam sobre a sociedade.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Por essa razão, o debate entre contratualismo e institucionalismo ainda mantém
relevância, ainda que sob nova roupagem.
27
É o que se verifica na oposição entre o
modelo clássico (shareholder-oriented), direcionado à proteção dos interesses dos
sócios, personagens centrais no regime de governança corporativa das empresas; e o
modelo de proteção a stakeholders (stakeholder-oriented), alternativa por meio da qual
serão também sujeitos relevantes no regime de governança corporativa todos aqueles
que estejam de alguma maneira ligados à atividade em questão, sejam empregados,
credores, consumidores, o poder público, entre outros.
28
É importante lembrar que, mesmo sob a ótica do contratualismo, as sociedades –
e especialmente a sociedade anônima – são palcos naturais de conflitos. No direito
anglo-saxão, em razão da grande disseminação do controle gerencial,
29
o principal
conflito societário (agencyproblem) ocorre entre acionistas e administradores, enquanto
que, nos países de tradição romano-germânica, o principal conflito ainda diz respeito à
relação entre acionistas controladores e minoritários.
O que ocorre em razão da função social da empresa é o aumento exponencial
desses conflitos, que deixam de se referir apenas aos acionistas e aos gestores. Afinal,
mesmo as versões mais moderadas do institucionalismo mostram que os interesses dos
sócios, embora importantes, não são os únicos que merecem tutela, sendo igualmente
dignos de proteção os interesses dos trabalhadores, dos consumidores, do poder público
e da própria coletividade.
para serem atendidos.
33
A correta compreensão do âmbito de incidência da função
social da empresa requer que se considerem os diversos interesses que compõem o
―interesse social‖ e da preservação da empresa como parâmetros interpretativos das
regras existentes sobre diversas disputas societárias.
Há que se esclarecer igualmente que, muito embora a função social apresente
grande amplitude, há formas de manifestação do poder empresarial no âmbito das quais
a própria lei pode restringir seu âmbito de incidência. É o caso das empresas estatais,
regidas pela Lei 13.303/2016, que delimitou o conceito de função social da empresa
estatal de forma mais precisa, identificando-o com a realização do interesse coletivo ou
o atendimento a imperativo de segurança nacional constantes da lei autorizadora (art.
27).
34
Por fim, não se pode esquecer que a incidência do princípio da função social da
empresa encontra também importante problemática na recente mudança das formas de
organização da atividade econômica, que paulatinamente deixa de se estruturar por
estruturas hierárquicas para adotar outros formatos, a exemplo dos chamados contratos
associativos e contratos híbridos.
35
Para alguns, como é o caso de Ronald Dore,
36
a
realidade atual é marcada pela fragmentação ou desagregação da empresa, ou seja, pela
substituição de um sistema de produção coordenado dentro de uma empresa
verticalmente integrada por um sistema de produção coordenado entre um largo número
de empresas que precisam encontrar arranjos contratuais que assegurem a estabilidade
de suas relações.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Frente a tal quadro, a incidência da função social da empresa tão somente sobre
o controle ou a administração se mostra insuficiente para tutelar as situações de
materialização do poder empresarial de maneira a proteger os demais afetados por suas
consequências. Além disso, passam a exercer papel importante na organização
empresarial figuras como fundos de investimento e formas de ―controle‖ como a
influência relevante produzida por práticas como o interlocking,
37
cuja estrutura sem
dúvida enseja maiores reflexões sobre a necessidade de garantia da observância dos
deveres advindos da função social da empresa.
4. A dimensão ativa da função social da empresa
4.1. Projeções da dimensão ativa sobre a distribuição dos recursos da empresa
A função social, conforme construída pela doutrina italiana, não tem por
finalidade apenas a anulação de condutas antissociais, mas também o direcionamento e
orientação do exercício dos direitos para a realização do interesse público, sem
comprometer o núcleo de individualidade a eles inerente. Segundo Pietro Perlingieri,
38
a
função social não serve apenas à delimitação dos limites dos interesses e direitos
subjetivos, mas também comporta uma dimensão ativa ou impulsiva.
Apesar das diferenças encontradas na doutrina sobre o aspecto positivo ou
impulsivo da função social,
39
a base comum de sentido que une as várias teorias sobre o
assunto é a preocupação de que os direitos subjetivos possam e devam ser instrumentos
de construção de uma sociedade mais justa e solidária, resgatando o compromisso
destes com liberdade e a emancipação não apenas dos seus titulares, como também dos
demais membros da sociedade.
Entretanto, uma das discussões que subsiste diz respeito à necessidade da prévia
intermediação legal para a concretização da dimensão ativa da função social, sob o
fundamento de que seria mera norma programática, direcionada apenas ao legislador e
não aos cidadãos. A prevalecer esta linha de raciocínio, o princípio não teria nenhuma
eficácia prática como cláusula geral a orientar o exercício dos direitos subjetivos.
40
Tal
questão diz respeito não apenas aos enunciados constitucionais relativos à função social,
mas também a normas legais, como aquela prevista pelo art. 154 da Lei das S/A,
segundo a qual ―[o] administrador deve exercer as atribuições que a lei e o estatuto lhe
conferem para lograr os fins e no interesse da companhia, satisfeitas as exigências do
bem público e da função social da empresa‖.
Já se viu que a função social da empresa não se resume a norma programática,
mas é princípio que vincula a atividade empresarial à realização da justiça social, de
maneira a modificar a noção de interesse social para abarcar todos os sujeitos que, de
alguma forma, sejam afetados pela atividade empresarial, interna ou externamente.
Logo, resta saber a medida a dimensão ativa ou impulsiva da função social da empresa.
Se a dimensão ativa da função social consiste justamente na criação de um plus
ao princípio norteador da atividade econômica constante da Constituição de 1988,
impondo obrigações destinadas a garantir que o patrimônio, os lucros e demais recursos
da companhia sejam igualmente investidos para o atendimento dos demais interesses
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA:DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
que se projetam sobre a empresa,
41
uma questão fundamental é saber se o princípio
impõe algum tipo de redistribuição direta dos recursos empresariais.
A melhor compreensão é que políticas distributivas devam ser feitas por
obrigações legais específicas e claras, sob pena de sujeitar os gestores das sociedades
empresárias à tarefa complexa e praticamente inexequível, com muitos efeitos
deletérios, dentre os quais: (i) o engessamento da atividade empresarial em razão da
ampliação dos deveres passíveis de responsabilização; (ii) o aumento de custos de
transação em razão da incerteza quanto à extensão dos deveres; (iii) o repasse dessas
dificuldades para os custos finais; (iv) o aumento da discricionariedade dos
administradores, enfraquecendo a prestação de contas; (v) a admissibilidade de amplo
controle judicial sobre o mérito das decisões empresariais;
42
(vi) o risco de fuga de
investimentos em razão da discricionariedade dos gestores.
43
É necessário, pois, que o ordenamento forneça regras que estabeleçam
claramente as obrigações imputáveis aos gestores, não havendo que se falar em sua
responsabilização pessoal em virtude do descumprimento de cláusulas gerais
excessivamente amplas. Exemplos de regras dessa espécie são a regulamentação estatal
do mercado de capitais; a adoção de estratégias de governança adequadas à natureza da
atividade, como ocorre no regime da Lei das Estatais (Lei 13.303/2016); a introdução de
soluções estruturais; a prevenção do conflito de interesses; a legitimação e estímulo da
responsabilidade social voluntária, entre outros, como se mostrará a seguir.
Dessa maneira, é forçoso concluir que a função social da empresa não tem o
condão de obrigar que o patrimônio, os lucros e demais recursos da companhia sejam
distribuídos diretamente para atender aos interesses que se projetam sobre a empresa,
ainda mais quando a ação dos gestores já é naturalmente conformada pelas inúmeras
exigências impostas, tais como as previstas nas leis protetivas dos consumidores,
trabalhadores, meio ambiente, mercado de capitais, dentre outros.
44
Daí a dificuldade de se impor aos gestores uma redefinição dos seus deveres que
os obrigue a realizar a distribuição dos recursos da companhia a partir de uma cláusula
geral da função social da empresa sem nenhuma especificação. Por essa razão, o
processo distributivo a ser sustentado pela imperatividade do princípio da função social
da empresa requer a intermediação da lei ou a previsão de critérios mais consistentes,
sob pena de imputar aos gestores tarefa inexequível, para a qual teriam poderes tão
incontroláveis como arbitrários.
45
4.2. A reconfiguração dos destinatários dos deveres dos gestores
Um dos principais efeitos da função social da empresa é o de reconfigurar os
deveres gerais dos gestores e mesmo dos sócios minoritários, bem como de modificar os
destinatários de suas atividades. Nesse sentido, tendo em vista a já comentada
transformação produzida pela função social sobre o conceito de interesse social, ganha
fundamental relevância o dever de agir no interesse da companhia. É claro que a
atribuição de deveres decorrentes da função social não pode comprometer o conteúdo
mínimo da autonomia e individualidade dos sócios, porém o dever de agir no interesse
da companhia se fará presente quando este for convergente com sua posição de sócio,
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
isto é, com a comunhão dos acionistas em torno do objeto social;
46
e com o respeito aos
demais interesses que se projetam sobre a empresa.
47
Dessa maneira, o compromisso dos acionistas com o interesse social se traduz
nos deveres de cuidado e proteção que necessariamente deverão orientar o exercício do
direito de voto, sobretudo no que diz respeito à tutela de valores constitucionalmente
protegidos. Importa rememorar, portanto, que embora diversos interesses sejam
merecedores de tutela, o interesse da empresa deve prevalecer sobre o de qualquer
grupo envolvido.
Por mais que tal dever se imponha a todos os sócios, a situação do controlador
apresenta peculiaridade que agrava o grau de cuidado a ser observado em sua tomada de
decisões: a necessária observância a acentuados deveres de diligência e lealdade, que
aumentam consideravelmente o grau de cuidado no uso de seus direitos e prerrogativas,
lembrando que o abuso de direito de voto muitas vezes se conecta com o abuso de poder
de controle.
48
O dever de lealdade está fortemente conectado ao interesse social, constituindo-
se como cláusula geral que permite a evolução do direito societário e sua adaptação a
novos fatos e, também, como fonte de uma série de condutas vedadas que adensam a
cláusula geral em regras de comportamento que têm por objetivo evitar a ação do
controlador em detrimento do interesse da companhia.
49
É importante notar que a
quebra dos deveres de lealdade nem sempre está associada a danos ao patrimônio social,
mas a situações nas quais o gestor age com base em interesses próprios ou de terceiros,
em detrimento do interesse da companhia.
50
É por essa razão que, em casos de violação
ao dever de lealdade, o controlador tem a obrigação não apenas de ressarcir o dano, mas
de devolver o benefício indevido.
51
Embora a companhia e os acionistas, especialmente os minoritários, sejam
importantes destinatários do dever de lealdade, as reflexões propiciadas pelo
institucionalismo e pela função social da empresa alargaram o rol de beneficiados. Em
razão do princípio da função social da empresa, o espectro dos interesses a serem
observados pelo dever de lealdade ganha considerável expansão não somente em
relação aos administradores, mas também em relação aos controladores. Não é sem
razão que o art. 116, § único da Lei das S/A, chega a mencionar os deveres que o
controlador tem em relação à comunidade, cujos ―direitos e interesses devemlealmente
respeitar e atender‖.
52
Os gestores também são submetidos ao dever de informação, na medida em que
a tomada de decisões deve estar aparelhada com todas as informações postas à sua
disposição, buscando aconselhamento próprio quando não estiverem munidos do
conhecimento necessário para realizar determinada escolha.
53
Tal dever se caracteriza,
ainda, pela necessidade de os gestores desconfiarem e certificarem-se da higidez das
informações recebidas, com vistas a assegurar o cumprimento do interesse da
companhia.
54
Sob essa perspectiva, o dever de informação deve projetar-se igualmente
sobre as consequências da gestão sobre todos os interesses que compõem o interesse
social.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Já o dever de diligência é caracterizado pela adoção como parâmetros de
conduta os padrões de cuidado todo homem ativo e probo costuma empregar na
administração de seus negócios (Lei 6.404/1973, art. 153), razão pela qual se sustenta
que tal dever é o primeiro aos quais os gestores estarão sujeitos. Trata-se de dever de
grande fluidez que deve ser avaliado de forma casuística, considerando fatores como o
tamanho da companhia, a natureza de suas atividades, a forma de estruturação da
administração e o tempo e as circunstâncias em que a decisão foi tomada.
55
O dever em questão determina que controladores deverão agir apenas se
detiverem as informações necessárias para tanto, o que dependerá da complexidade da
questão envolvida e do tempo para a tomada da decisão. Dessa maneira, sustenta-se que
o conteúdo mínimo do dever de diligência é o dever de agir informado.56
Nesse sentido, o significado do dever de diligência não se resume ao dever de
agir informado, mas também apresenta importante aspecto organizacional, tendo em
vista que faz parte de seu âmbito de aplicação o dever de estruturação da atividade
empresarial segundo as regras cogentes aplicáveis às empresas como um todo ou ao
setor da atividade explorada. Pode-se, a título de exemplo, mencionar a necessidade de
organização da empresa em consonância com as legislações anticorrupção e antitruste,
no âmbito das quais têm adquirido relevância os programas de
compliance,
57
instrumentos capazes de demonstrar o cumprimento dessas regras por
intermédio de mecanismos de vigilância, supervisão e investigação sobre as atividades
da sociedade, viabilizando a intervenção adequada diante da identificação de problemas
e ameaças.
58
O compliance, assim, constitui ferramenta capaz de apresentar o
comprometimento da empresa com o cumprimento das normas legais e, assim, de
conferir accountabilityà gestão empresária. Na mesma linha, o fortalecimento de boas
práticas de governança corporativa igualmente contribui para a construção de gestão
transparente e orientada pelos princípios reitores da atividade empresarial.
59
Não é por
outra razão que o próprio mercado de capitais dispõe de listagens específicas para
empresas que adotem determinadas práticas de governança corporativa, como é o caso
do Novo Mercado e dos níveis de governança 1 e 2 da Bovespa.
Embora a companhia continue sendo uma importante destinatária do dever de
diligência, é certo que a função social da empresa tem como importante consequência a
de ampliar os destinatários deste, incluindo, no seu espectro de proteção, outros direitos
e interesses que não apenas os da companhia.
60
Nesse sentido, uma das tendências
atuais do direito societário é precisamente a de reforçar o dever de diligência dos
administradores em relação aos acionistas, empregados, investidores em títulos de
companhias abertas, poder público e terceiros.
61
O principal efeito da ampliação
subjetiva do dever de diligência é a de impor aos gestores das companhias que assumam
a postura de árbitros de vários interesses, devendo sopesá-los com prudência, para tomar
decisões equilibradas.
62
Apesar das dificuldades relacionadas à mediação dos conflitos provenientes da
ampliação do rol de destinatários do dever de diligência, pode-se concluir que os
poderes de controle e de administração sejam exercidos de maneira informada,
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
moderada e proporcional, a fim de não criar danos desnecessários, inadequados ou
desarrazoados para os demais interesses que se projetam sobre a empresa. Desse modo,
por mais que a gestão deva ser orientada para o lucro e para a manutenção da empresa,
caberá aos administradores trilhar esse caminho de forma ponderada e não excessiva,
diante dos demais interesses que devem ser resguardados, sendo possível inclusive o
afastamento de ações vantajosas para a sociedade e os sócios sempre que trouxerem
danos desproporcionais a outros grupos envolvidos.
63
Tais cláusulas gerais dedutíveis do princípio da função social da empresa
constituem importantes vetores da gestão empresarial, servindo inclusive para a
identificação da culpa no exercício do controle, de poderes administrativos ou mesmo
de direitos de sócios minoritários.
64
Mesmo assim, apesar de apresentarem algum grau
de densificação com relação aos princípios constitucionais incidentes, ainda carecem de
concretização por deveres específicos a serem observados pelas empresas.
4.3. Alternativas para a implementação da dimensão ativa da função social da
empresa
Ainda resta discorrer sobre importantes alternativas idôneas para a
implementação da função social da empresa, como é o caso das soluções organizativas.
Excelente exemplo é o modelo de co-gestão, mediante o qual os interesses de
stakeholders como os trabalhadores podem ser internalizados através da participação
desses sujeitos nos órgãos administrativos. Precedente importante é o da Alemanha,
cujo modelo de co-gestão foi implantado no intuito de resolver conflitos de interesses
entre acionistas e empregados, partindo-se do pressuposto de que ambos convergiam
para a manutenção duradoura e rentável da empresa.
65
Muito embora alguns autores
defendam que o modelo de co-gestão foi iniciativa de sucesso local que não poderia ser
expandido de forma eficiente para outros ordenamentos.
66
Ainda assim, a adoção de
soluções estruturais é alternativa relevante de solução das controvérsias advindas de
interesses externos à gestão, razão pela qual é possibilidade digna de reflexão.
É também da função social da empresa e de seu efeito de expansão do interesse
social que advém a legitimação da responsabilidade social voluntária, cuja possibilidade
decorre não apenas do texto constitucional, mas também da própria Lei das S/A, que no
§ 4º de seu art. 154 dispõe que ―o conselho de administração ou a diretoria podem
autorizar a prática de atos gratuitos razoáveis em benefício dos empregados ou da
comunidade de que participe a empresa, tendo em vista suas responsabilidades sociais‖.
A responsabilidade social diz respeito à integração voluntária de preocupações sociais à
atividade empresarial, indo além das obrigações básicas previstas pela legislação –
motivo pelo qual difere do compliance –, de sorte a conciliar o desenvolvimento social
ao desenvolvimento das empresas.67
Na esteira da legitimação da responsabilidade social, pode-se indagar a respeito
da compatibilidade de atos gratuitos com objetivos filantrópicos com relação à
finalidade lucrativa da atividade empresarial. Partindo-se do pressuposto de que as
empresas têm por objetivo precípuo o lucro, em que medida empreendimentos
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
filantrópicos estariam de acordo com o objeto social das empresas? Apesar de o
ordenamento brasileiro franquear a responsabilidade social voluntária, pode-se cogitar
de modelos empresariais cuja atividade social seja a própria atividade da empresa,
atividade esta que serve concomitantemente à busca pelo lucro.
Questões como essas ensejaram, em outros sistemas, a criação de modelos de
organização empresarial especificamente destinados a conformar empreendimentos
caracterizados por essa dupla missão, isto é, a busca pelo lucro atrelada ao
desenvolvimento social. Trata-se das chamadas benefitcorporations, que no modelo
norte-americano ampliam os deveres de transparência, cuidado, lealdade e boa-fé para
que a persecução da finalidade social possa ser fiscalizada e que, como contrapartida, a
empresa possa fruir de certas vantagens legais e mesmo do ganho em reputação oriundo
de sua qualificação como empresa social.
68
4.4. Síntese conclusiva: os desafios da operacionalização dos deveres oriundos da
função social
Partindo-se das premissas acima expostas, segundo as quais a função social da
empresa, consequência direta da articulação dos princípios da ordem econômica
constitucional, tem o condão de ampliar o rol de destinatários da atividade empresarial,
é forçoso reconhecer que de tal norma geral é possível deduzir normas imperativas a
serem observadas pelos gestores. Certo é que, mesmo com a intermediação da lei, há
diversos problemas relativos à criação dos deveres positivos a serem endereçados. Por
essa razão, não se pode cogitar de um dever geral, de caráter redistributivo, em relação
aos recursos e ao patrimônio da empresa.
Em qualquer caso, o ideal é que a função social da empresa seja implementadapor meio de deveres claros e objetivos, e não cláusulas excessivamente abertas. Por
conseguinte, também será necessário harmonizar as diversas hipóteses de ―aplicação‖
da função social – como se verá na seção destinada à dimensão hermenêutico-
integrativa do princípio –, bem como os procedimentos para o cumprimento de tais
imperativos.
Há que se pensar igualmente em como o direito pode incentivar a realização da
função social da empresa por meio de iniciativas como as soluções estruturais e a
responsabilidade social voluntária.
Por fim, é preciso que se verifique em que medida tais regras serão eficazes, de
que maneira ocorrerá seu enforcemente quais serão seus impactos do ponto de vista
econômico, tendo em vista que somente se pode cogitar de efetividade da função social
da empresa se o princípio da preservação da empresa for também posto em evidência.
Com isso, haverá espaço para a concretização do princípio na reconfiguração dos
deveres de cuidado e proteção dos gestores, com vistas a incluir igualmente os
shareholderscomo destinatários.
5. A dimensão de limitação a exercício de direitos e liberdades
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Além de projetar seus efeitos sobre a atividade empresarial para criar deveres
positivos a serem observados por seus gestores, a função social da empresa apresenta
também importante dimensão negativa ou passiva, direcionada à proibição do exercício
de direitos subjetivos e liberdades que, por mais que estejam em aparente conformidade
com o direito, sejam contrários às finalidades e princípios maiores do ordenamento
jurídico. Por essa razão, a dimensão negativa da função social da empresa está
intimamente relacionada à cláusula geral de vedação ao abuso de direito,
69
traduzindo-
se em crítica ao formalismo e ao absolutismo da concepção liberal dos direitos
subjetivos.
70
Como já se comentou, os princípios constitucionais que regem a livre iniciativa
empresarial ampliam os deveres a que estão submetidos os gestores de empresas, de
maneira que o desrespeito aos imperativos de tais normas de conduta terá por
consequência a sua responsabilização pessoal. Diferentemente do que ocorre com a
infração a deveres positivos, o abuso de direito possui a particularidade de decorrer de
suposto assento em direito,
71
apesar de ser ato ilícito.
72
Por essa razão, os atos abusivos
têm apuração mais difícil do que a do ato ilícito comum, mesmo porque requerem a
análise dos limites a partir do qual o exercício de determinado direito deixa de ser
legítimo.
73
Esses aspectos servem para demonstrar que deve haver equilíbrio entre a
liberdade do titular do direito subjetivo e os direitos dos demais membros da sociedade,
característica convergente com os ditames da função social da empresa e sua projeção
sobre o conceito de interesse social.
74
Tendo em vista que os juízos de moderação, proporcionalidade ou equilíbrio
para aferição do exercício abusivo de direitos pode conduzir a resultados equivocados
em virtude de compreensão inadequada do que pode ser considerado exercício regular
de direito subjetivo, a relação entre abuso de direito e função social da empresa se
perfaz mediante a observância de critérios como a autonomia e a dignidade da pessoa
humana. Esses critérios são capazes de orientar, de maneira mais coerente e segura, a
verificação do exercício desproporcional de direitos ou liberdades, na medida em que
propiciam juízo de comparação não entre diversos interesses ou direitos supostamente
conflitantes, mas entre o igual direito dos membros da sociedade de serem livres e
iguais.
75
Por conseguinte, embora não exista previsão constitucional explícita sobre a
vedação ao abuso da livre iniciativa empresarial, a existência de cláusula geral nesse
sentido é consequência do caráter deontológico e vinculante dos princípios previstos
pelo art. 170 da Constituição de 1988. Sendo certo que as infrações à ordem
econômica são justificadoras de punição (CF, art. 173, § 5º), com maior razão devem
ser consideradas as condutas abusivas que causarem danos a terceiros para efeitos da
responsabilidade civil tanto da companhia quanto, em certos casos, de seus dirigentes.
77
Como já se mencionou, a função social da empresa não tem por objetivo tolher o
âmbito de atuação dos empresários por intermédio de normas extremamente abarcantes,
mas sim de oferecer tratamento adequado à grande questão do direito societário: o
correto equilíbrio entre poder e responsabilidade. Com isso, tem-se que os deveres
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
imputados aos gestores devem ser lidos à luz da Constituição e, assim, reconfigurados
para corretamente endereçar a necessidade de consideração dos interesses dos diversos
stakeholders.
Nesse contexto, ganha importância a figura do abuso de direito dos gestores –
tanto administradores quanto controladores, seja no exercício do poder de controle ou
do direito de voto – tanto na modalidade dolosa, como na culposa, conforme já admitido
pelo STJ,
78
e, ainda, a possibilidade de abuso por omissão nos casos em que houver
dever jurídico de atuar.
79
Isso porque sobre a conduta dos gestores incide não apenas a
função social da empresa, mas também a boa-fé objetiva, que da mesma maneira
funciona como parâmetro para identificação do abuso de direito ao impor uma série de
deveres especiais de proteção, de sorte que o abuso ocorrerá também sempre que houver
omissão no cumprimento de tais deveres.
80
Além disso, vale notar que o abuso por
omissão está muito mais vinculado à dimensão ativa da função social do que a
modalidade comissiva, relacionada ao excesso no exercício de direito, cujo combate
está mais associado à dimensão passiva da função social.
Questão importante a ser esclarecida, ainda a respeito do espaço de atuação dos
gestores das sociedades e da criação de deveres positivos, é a distinção entre o regime
aplicável aos controladores e administradores, categorias aqui tratadas conjuntamente
sob a denominação de ―gestores‖. Por mais que ambos devam agir no interesse da
companhia, a função social da empresa e a aplicação de instrumentos como a
responsabilização pessoal devem operar de maneira diversa, uma vez que, ao passo que
os administradores exercem competência funcional – e, portanto, estão obrigados a
votar –, controladores exercem direitos subjetivos ou situações jurídicas complexas,
motivo pelo qual podem inclusive optar por não votar, até para o fim de renunciarem ao
controle, já que tal posição pressupõe a efetividade do poder.
81
Dessa forma, é perfeitamente possível interpretar o § único do art. 116 da Lei
das S/A, por exemplo, de forma ampliativa, de maneira coibir, também o abuso por
omissão. Acrescente-se que, muito embora tais abusos geralmente ocorram no exercício
de poderes ou direitos de controladores e administradores, é possível também que o
abuso, aqui entendido como ação em desacordo com o interesse social ou com os
deveres gerais impostos a todos os sócios, ocorra também por parte da minoria
societária, também passível de responsabilização pessoal.
82
A dimensão de limitação do exercício de direitos e liberdades mantém também,
como já se pontuou, importante relação com o princípio da boa-fé objetiva, na medida
em que o exercício de direitos subjetivos ou competências administrativas na gestão
empresarial deverá observar os limites qualitativos e quantitativos que tal princípio
impõe, especialmente diante de interesses constitucionalmente protegidos. A boa-fé
objetiva, na verdade, representa parâmetro de aferição(Marlon Tomazette)
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Legislação: CLT Consolidação das Leis do Trabalho ―Art. 966, caput, do CC.
Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.”
Note que o Código Civil de 2002 não define empresa, mas sim empresário, de onde é
extraído seu conceito legal.
1.3. Organograma das noções
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Bibliografia Pesquisada:
Fonte Pesquisada:
Site: https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/direito-empresarial-carreiras-juridicas-nocoes-economica-juridica-
e-legal-de-empresa/
Teoria Poliédrica da Empresa e como ela foi adotada no Brasil? - Andrea Russar
Rachel
O eminente professor Ricardo Negrão, ao tratar sobre os perfis da empresa,
leciona que o conceito poliédrico desenvolvido por Alberto Asquini concebe quatro
perfis à empresa, visualizando-a, como objeto de estudos, por quatro aspectos
distintos, a saber: a) perfil ou aspecto subjetivo; b) perfil ou aspecto objetivo; c) perfil
ou aspecto funcional; e d) perfil ou aspecto corporativo ou institucional.
O aspecto subjetivo consiste no estudo da pessoa que exerce a empresa, ou seja, a
pessoa natural (empresário individual) ou a pessoa jurídica (sociedade empresária) que
exerce atividade empresarial.
O aspecto objetivo foca-se nas coisas utilizadas pelo empresário individual ou
sociedade empresária no exercício de sua atividade. São os bens corpóreos e
incorpóreos que instrumentalizam a vida negocial. Em suma, consiste no estudo da
teoria do estabelecimento empresarial.
Já o aspecto funcional, refere-se à dinâmica empresarial, isto é, a atividade própria
do empresário ou da sociedade empresária, em seu cotidiano negocial. Nesse aspecto,
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/direito-empresarial-carreiras-juridicas-nocoes-economica-juridica-e-legal-de-empresa/
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/direito-empresarial-carreiras-juridicas-nocoes-economica-juridica-e-legal-de-empresa/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
empresa é entendida como exercício da atividade (complexo de atos que compõem a
vida empresarial).
Finalmente, o aspecto corporativo ou institucional estuda os colaboradores da
empresa, empregados que, com o empresário, envidam esforços à consecução dos
objetivos empresariais.
Pelo fato do aspecto corporativo submeter-se às regras da legislação laboral no direito
brasileiro, o professor Ricardo Negrão prossegue ministrando que Waldírio Bulgarelli
prefere dizer que, no Brasil, a Teoria Poliédrica da Empresa foi reduzida à Teoria
Triédrica da Empresa, abrangendo tão-somente os perfis subjetivo, objetivo e
funcional, que interessam à legislação civil.
Partindo desses elementos, Waldírio Bulgarelli define Empresa como atividade
econômica organizada de produção e circulação de bens e serviços para o mercado,
exercida pelo empresário, em caráter profissional, através de um complexo de bens.
Fonte Pesquisada.
Bibliográfia Pesquisada:
Site: https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1727882/em-que-consiste-a-teoria-poliedrica-da-empresa-e-como-ela-foi-adotada-no-
brasil-andrea-russar-rachel
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Teoria Geral Empresa:
Quais os princípios que regem o Direito Empresarial:
Direito Empresarial: Princípios Aplicáveis
O direito empresarial é regulamentado por normas especiais para disciplinar o
mercado econômico.
Princípio da Autonomia Privada.
Princípio da Função Social da Empresa.
Princípio da Preservação da Empresa.
Princípio da Boa-fé Objetiva.
Princípio da Interdição da Concorrência Desleal.
O Direito Empresarial e seus Princípios Constitucionais
Introdução:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Feita uma rápida pesquisa, constatamos não haver tratamento, por parte da
doutrina privada ou ―comercialista‖ dos princípios constitucionais do direito
empresarial (ou comercial, para aqueles que preferem esta denominação). Então
traçaremos aqui breves comentários aos princípios que regem esse ramo do direito.
O Super Princípio dos Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa
O princípio fundamental esculpido no ar. 1º, IV, CRFB, nos dá um dos
valores (super princípios) resguardados por nossa Carta Política, quais sejam, o trabalho
e livre iniciativa. Ambos estão no mesmo inciso não é à toa, pois são indissociáveis num
Estado Democrático de Direito. Indissociáveis porque o trabalho é uma atividade
humana que, em regra, visa realizar a produção e circulação de bens e serviços, e a livre
iniciativa é o que legitima o direito à liberdade de organizar uma atividade econômica
(claro, cumpridos os requisitos legais).
A ordem econômica e financeira e os princípios gerais da atividade econômica
A CRFB trouxe, como um de seus títulos, a ordem econômica e financeira, verdadeiro
direito humano (ou fundamental) a uma ordem econômica justa e razoável, que obedeça
a critérios de ordem pública, sujeitando-se os atores da atividade econômica nacional às
regras e princípios legais e constitucionais. O primeiro dos capítulos desse título versa
sobre os princípios gerais da atividade econômica, ou seja, dá ao intérprete a noção de
que o disposto ali é um conjunto de princípios, que devem ser aplicados pelos juízes e
orientadores de interpretação da norma e da própria CRFB.
O art. 170, caput
Nota-se que esse artigo traz valiosas noções ao direito: diz que a ordem econômica tem
como fundamento o trabalho humano e a livre iniciativa, o que nos remete ao super
princípio do art. 1º, IV, CRFB, e diz também que a finalidade do trabalho humano e da
livre iniciativa é assegurar a todos uma existência digna (que traz íntima ligação com o
super princípio da dignidade da pessoa humana, escrito no art. 1º, III, CRFB). Sendo
assim, se não se está assegurando uma existência digna, o Estado deve promover
políticas que visem trazer um existência digna. Um condicionador que existe no texto é
que essa existência deve ser conforme os ditames da justiça social, o que nos traz a idéia
de que o Estado deve usar a justiça social como parâmetro de atuação sobre a ordem
econômica. A lei (Legislativo), o ato administrativo (Executivo) e a sentença
(Judiciário) devem se pautar pela justiça social (que é um valor subjetivo) ao tratarem
da ordem econômica. Os princípios específicos da ordem econômica vemos adiante.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
O inciso I: o princípio da soberania nacional
Esse princípio não é o mesmo que aquele valor explicitado no art. 1º, I, CRFB. Trata-se
aqui de particularidade específica da soberania do Estado. Devemos entender aqui que a
soberania é o poder que o Estado tem, através de seus instrumentos (lei, ato
administrativo e sentença), de fazer valer sua vontade e comandar a ordem econômica,
naquilo que for essencial. Essa intervenção estatal na ordem econômica não é nova, pois
até a tutela processual penal já fazia referência a ela em 1941, poisdo abuso de direito, uma vez que
serve para delinear o alcance das liberdades dos gestores no que diz respeito às relações
com terceiros interessados na atividade empresarial em questão. Assim, o princípio da
boa-fé – para além de produzir deveres positivos e de realçar o dever de cuidado –
impõe que as decisões sejam tomadas por intermédio de procedimento razoável e bem
informado.
83
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Essa dimensão negativa da função social da empresa igualmente não se resume a
enunciados normativos gerais, mas encontra densificação em diversas regras que têm
por objetivo a limitação do exercício dos direitos e liberdades empresariais em prol do
atendimento do interesse social.
Exemplos disso são visualizados no âmbito da Lei de Recuperação de
Empresas e Falências (Lei 11.101/2005), que apresenta uma série de dispositivos
destinados a limitar atos de gestão em prol da proteção dos credores (arts. 129 e
seguintes.) e, ainda, disposições especiais acerca da proteção de detentores de créditos
oriundos da legislação trabalhista (arts. 54; 83, I; etc.).
No mesmo sentido, pode-se citar o já mencionado abuso de direito de voto,
consequência lógica do princípio maior da vedação ao abuso de direito. Tal hipótese é
regulada, ao menos para as sociedades por ações, pelo art. 115 da Lei das S/A, segundo
o qual ―considerar-se-á abusivo o voto exercido com o fim de causar dano à companhia
ou a outros acionistas, ou de obter, para si ou para outrem, vantagem a que não faz jus e
de que resulte, ou possa resultar, prejuízo para a companhia ou para outros acionistas‖.
Desse modo, tem-se novamente por consequência do exercício abusivo do direito de
voto a responsabilização pessoal do acionista, ainda que o voto não tenha prevalecido,
já que mesmo esta hipótese é capaz de causar danos à companhia. Por óbvio, em razão
da importância da função conferida pelo Direito Societário aos controladores, seu voto
abusivo ou mesmo o abuso do poder de controle devem ser combatidos, com vistas a
compatibilizar adequadamente poder e responsabilidade.
84
Importa notar que o voto emulativo, isto é, aquele proferido com o fim de causar
dano à companhia ou a outros acionistas, não é a única hipótese de voto abusivo
descrita pela Lei das S/A. O referido diploma também prevê a abusividade do voto que
traz vantagens indevidas para acionistas ou terceiros em detrimento da companhia ou
demais acionistas. Trata-se de voto proferido em conflito de interesses, que consiste na
violação do dever maior de agir no interesse da companhia. A proibição do conflito de
interesses é consequência direta do dever de agir no interesse a companhia, pois o
primeiro ocorre precisamente quando o interesse da companhia é preterido diante de
outros interesses.
85
Não se pode esquecer, também, que o poder de gestão é condicionado pela
incidência não apenas do § único do art. 116 da Lei das S/A, mas também da cláusula
geral de vedação ao abuso de poder de controle constante do caput do art. 117 mesmo
diploma e da enumeração exemplificativa de condutas vedadas que se lê no § 1º do art.
117. Com isso, além de enumerar as condutas mais comumente associadas ao abuso de
poder de controle, a lei societária contém princípio geral que proíbe o controlador de
utilizar-se indevidamente do seu poder, como já se comentou na seção anterior.
86
Por fim, a limitação aos direitos e liberdades produzida pela incidência da
função social da empresa não pode se estender de tal maneira a controlar o resultado das
decisões negociais das companhias. As obrigações relacionadas aos deveres e vedações
aplicáveis à gestão empresarial são de meio, mas jamais de fim. Tal constatação é
assegurada por intermédio da aplicação da businessjudgementrule, que consiste na
presunção de que a tomada de decisões dos gestores parte de base informada em boa-fé
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
e de que a ação foi tomada no melhor interesse da companhia e, ainda, na ideia de que o
mérito das decisões dos administradores não é suscetível de alteração judicial, salvo se
incorrerem em alguma das vedações legais supramencionadas (fraude, conflito de
interesses, ilegalidade, entre outros).
87
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/222/edicao-1/funcao-social-da-empresa
ABREU, Jorge Manuel Coutinho. Deveres de cuidado e de lealdade dos administradores e interesse social. Reformas do Código das
Sociedades. Jorge Manuel Coutinho Abreu et al. Coimbra: Almedina, 2007.
ADAMEK, Marcelo Vieira von. Abuso de minoria em direito societário: abuso das posições subjetivas minoritárias. Tese de Doutorado em
Direito Comercial. São Paulo: Faculdade de Direito; Universidade de São Paulo, 2010.
ALMEIDA, Marcus Elidius Michelli. Abuso do direito e concorrência desleal. São Paulo: Quartier Latin, 2004.
AMERICANO, Jorge. Do abuso de direito no exercício da demanda. São Paulo: Casa Varnoden, 1932.
ARON, Raymon. As etapas do pensamento sociológico. Trad. por Sérgio Bath. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
ATIENZA, Manuel; MANERO, Juan Ruiz. Ilícitos atípicos.Sobre el abuso delderecho, el fraude de ley y ladesviación de poder. Madri:
Trotta, 2006.
BARASSI, Ludovico. La proprietánelnuovocodicecivile. 2. ed. Milão: Giuffré, 1943.
BERLE, Adolf A.; MEANS, Gardiner C. The moderncorporation&privateproperty. Newsbruck; Londres: TransactionPublishers, 2005.
BERNAL, Martin. El abuso delderecho. Madri: Montecorvo, 1982.
CARVALHOSA, Modesto. Comentários à lei das sociedades anônimas. São Paulo: Saraiva, 2003.
CASTAN TOBEÑAS, Jose. La Idea de Justicia Social. Madri: Servicio de Publicaciones de la Secretaria General Técnica delMinisterio de
Justicia, 1966.
CLARK, Robert Charles. Corporate Law. New York: Aspen Law & Business, 1986.
CUNHA DE SÁ, Fernando Augusto. Abuso do direito. Coimbra: Almedina, 1997.
CUNHA, Rodrigo Ferraz Pimenta da. Estrutura de interesses nas sociedades anônimas. Hierarquia e conflitos. São Paulo: Quartier Latin,
2007.
DANTAS, San Tiago. O conflito de vizinhança e sua composição. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
DORE, Ronald. Goodwillandmarketcapitalism. Firms, organizationsandcontracts. Peter Buckley e Jonathan Michie. New York: Oxford
University, 1999.
DUARTE, Teófilo de Castro. O abuso do direito e as deliberações sociais. 2. ed. Coimbra: Coimbra, 1955.
DURKHEIM, Emile. Coleção grandes cientistas sociais. José Albertino Rodrigues (org.). São Paulo: Ática, 2001.
FORGIONI, Paula. Teoria geral dos contratos empresariais. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
FRAZÃO, Ana. Direito da concorrência: pressupostos e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2017.
__________________. Regime societário das empresas públicas e sociedades de economia mista. Estatuto jurídico das empresas estatais:
Lei 13.303, de 30.06.2016., Ricardo Martins; Augusto Neves Dal Pozzo. São Paulo: Contracorrente, 2017.
__________________. Dever de diligência: novas perspectivas em face de programas de compliance e de atingimento de metas. Jota.
Disponível em . Acesso em 15.02.2017.
__________________. A morte de sócio e o problema da sucessão das participações societárias. Revista direito empresarial, nº 3, v. 12.
Curitiba, 2015.
__________________. Função social da empresa: repercussões sobre a responsabilidade civil de controladores e administradores de S/As.
Rio de Janeiro: Renovar 2011.
FRAZÃO, Ana; PRATA DE CARVALHO, Ângelo Gamba. Responsabilidade social empresarial. Constituição, Empresae Mercado. Ana
Frazão (org.). Brasília: FD/UnB, 2017.
GALGANO, Francesco. Il dirittoprivatofra Codice e Constituzione. Bologna: Nicola Zanichelli, 1999.
GOMES, Orlando. Direitos reais. 10. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1990.
HABERMAS, Jürgen. Facticidad y validez. Trad. por Manuel Jiménez Redondo. Madri: Trota, 2001.
HALF, Ek von; HOYENBERG, Philipp von. Aktiengesellschaften. München: DTV, 2006.
HANSMANN, Henry; KRAAKMAN, Reinier. The endofhistory for corporatelaw. The Harvard Center for Law, Economicsand Business.
Discussionpaper nº 280, Cambridge: Harvard, 2000.
HERTIG, Gerard; KANDA, Hideki. Relatedpartiestransactions. The anatomyofcorporatelaw. A comparativeandfunctional approach. Reinier
Kraakman (org.). New York: Oxford University, 2004.
SILVA, José Afonso. Curso de direito constitucional positivo. 39. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
STUCKE, Maurice E. In searchofeffectiveethics& compliance programs. Journalofcorporationlaw, nº 769, v. 39. Iowa City, 2013.
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Teoria Geral Empresa.
Teoria Geral Empresa:
Capacidade Jurídica para o exercício da atividade empresarial
1. Conceitos e características:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
O conceito de atividade empresarial pode ser identificado no artigo 966 do Código
Civil. Segundo a teoria da empresa, ―considera-se empresário quem exerce
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços‖.
O empresário pode ser pessoa física (empresário individual) ou jurídica (sociedade
empresária); em ambos os casos, são requisitos ou características:
profissional: o empresário deve exercer sua atividade de forma habitual, não esporádica;
atividade: o empresário exerce uma atividade, que é a própria empresa;
econômica: a busca do lucro na exploração da empresa;
organizada: segundo o professor Fábio Ulhoa Coelho, os fatores presentes na empresa
são: o capital, a mão de obra, os insumos e a tecnologia;
produção: a fabricação de mercadorias ou a prestação de serviços;
circulação: a intermediação de mercadorias ou de serviços.
2. Capacidade civil para ser empresário:
maiores de 18 anos, no gozo de seus direitos civis;
maiores de 16 e menores de 18 anos, desde que emancipados e não legalmente
impedidos.
Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a
empresa exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança. Nesses
casos, o incapaz será autorizado pelo juiz. Se, contudo, o representante ou assistente
forem pessoas legalmente impedidas, será nomeado um gerente com a aprovação do
juiz, sem prejuízo da responsabilidade do representante ou do assistente. Ademais, o uso
da firma caberá, conforme o caso, ao gerente ou ao representante do incapaz, ou a este,
quando puder ser autorizado.
Destaque-se que, tanto a emancipação, quanto a autorização deverão ser averbadas no
Registro do Comércio, ou seja, na Junta Comercial.
3. Sócio Incapaz:
O Registro Público de Empresas Mercantis, a cargo das Juntas Comerciais, deverá
registrar os contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz,
desde que (CC, Art. 974, § 3o):
I – o sócio incapaz não exerça cargo de administração da sociedade;
II – o capital social esteja inteiramente integralizado;
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz,
representado.
4. Não podem ser empresários (impedimento por leis específicas)
Algumas pessoas, embora tenham plena capacidade civil, não podem atuar como
empresários ou administradores de sociedades empresárias, por estarem legalmente
proibidos de empreender, independente da área de atuação pretendida. Neste contexto,
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
estão proibidos de atuar como empresários ou administradores de sociedades
empresárias:
militares da ativa das três Forças Armadas e das Polícias Militares;
funcionários públicos civis (União, Estados, Territórios e Municípios);
magistrados;
médicos, para o exercício simultâneo da medicina e farmácia, drogaria ou laboratório;
estrangeiros não residentes no país;
cônsules, salvo os não remunerados;
corretores e leiloeiros;
falidos, enquanto não reabilitados.
Essa impossibilidade, entretanto, não alcança a mera participação dessas pessoas
como acionistas, sócios ou quotistas de sociedade empresária na condição de
investidor, que terá direito de receber lucros e dividendos, além dos demais direitos
essenciais de sócios.
Já em relação ao Código Civil, não podem ser administradores de empresas na condição
de sócio ou não sócio, enquanto perdurarem os efeitos da condenação, além das pessoas
impedidas por lei especial (Código Civil artigo 1.011, § 1º):
os condenados à pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos;
ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato;
ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de
defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade.
5. Sociedade entre cônjuges e terceiros:
No âmbito da capacidade de cada cônjuge, individualmente ou conjuntamente, o Código
Civil faculta aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não
tenham casado no regime da comunhão universal de bens ou no da separação
obrigatória (Código Civil, art. 977).
Assim, pessoas casadas sob o regime da comunhão parcial de bens podem ser sócias
entre si, com ou sem a presença de terceiros na sociedade, pois estão fora dos
impedimentos.
Por fim, podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da
capacidade civil e não forem legalmente impedidos. Por outro lado, a pessoa legalmente
impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, responderá pelas
obrigações contraídas, não havendo limitação desta responsabilidade, nem o benefício
de ordem quanto a eventuais execuções dos bens da empresa, podendo alcançar
diretamente os bens pessoais.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
www.josecarlosfortes.com.br/blog/capacidade-juridica-para-o-exercicio-da-atividade-empresarial/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Teoria Geral Empresa.
FORMALIZAÇÃO DA EMPRESA EMPRESÁRIO INDIVIDUAL.
1.Quais as principais características do Empresário Individual?
A empresa constituída por uma única pessoa, na qual o empresário exerce em
nome próprio uma atividade empresarial recebe a denominação de Empresário
Individual – EI. Ao se formalizar como Empresário Individual e cumprir com as
obrigações tributárias e trabalhistas, o empreendedor tem direito aos benefícios da
previdência privada e seguridade social.
A empresa poderá ser aberta com qualquer capital, visto que a lei não estabelece
um capital social mínimo para abertura. Assim como o Microempreendedor Individual
– MEI, neste tipo de estrutura jurídica, o empreendedor atua sem a separação de
bens da pessoa física e jurídica e responde de forma ilimitada pelos compromissos
financeiros da empresa. O Empresário Individual poderá ser enquadrado como
Microempresa (ME) se o seu faturamento for de até R$ 400 mil anuais. Caso o
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEISDISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
faturamento seja de R$ 400 mil até R$ 4,8 milhões por ano, poderá optar pela
estrutura de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP).
2.Pesquise o nome e a localização antes de abrir a sua empresa:
Quando abrir a sua empresa, faça uma pesquisa prévia do nome empresarial e
viabilidade do endereço pretendido junto à prefeitura municipal e demais órgãos.
Informe-se sobre quais as licenças necessárias para a concessão do Alvará de
Funcionamento. O Alvará é um documento concedido pela prefeitura que autoriza
o funcionamento de uma empresa dos segmentos da indústria, comércio e serviços,
conforme o local e a atividade.
3.Conheça os tipos de tributação para Empresa Individual:
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real são as três possibilidades de
regime tributário para um empreendimento no Brasil. Ao optar pela formalização como
Empresário Individual, deve se fazer uma análise dos valores de faturamento,
quantidade de funcionários e porte do empreendimento antes de optar por um tipo de
regime.
Simples Nacional é um regime tributário simplificado que favorece as Microempresas
(ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). Este é o tipo de tributação mais indicado
para o empreendedor individual com receita acima de R$ 60 mil anuais, mas que não
ultrapassa R$ 3,6 milhões.
Para empresas com faturamento superior a R$ 4,8 milhões, a opção pode ser o Lucro
Presumido. A alíquota presumida varia de acordo com a atividade econômica da
empresa, sendo de 8% para atividades comercias e de 32% para prestação de
serviços. O Lucro Real é o regime obrigatório para empresas com faturamento superior
a R$ 78 milhões e empresas com atividades voltadas para o setor financeiro.
O EMPRESÁRIO INDIVIDUAL: Poderá ser enquadrado como
Microempresa (ME) se o seu faturamento for de até R$ 400 mil anuais. Caso o
faturamento seja de R$ 400 mil até R$ 4,8 milhões por ano, poderá optar pela
estrutura de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP).
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
4.Tributos instituídos por lei que o Empresário Individual está sujeito a pagar,
conforme suas atividades: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
Imposto sobre Produto Industrializado (IPI)
Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS)
Contribuição Social sobre o Faturamento das Empresas (COFINS)
Imposto sobre Importações (II)
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)
Imposto Sobre Serviços (de qualquer natureza) (ISS)
Contribuições Previdenciárias INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social)
5.Etapas para a abertura da sua Empresa Individual:
1. Faça a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, juntamente com o
arquivamento do requerimento de empresário. Se o sistema da sua cidade ou estado não
for integrado, faça primeiro o registro na Junta Comercial e depois efetue a inscrição do
CNPJ;
2. Se a empresa atuar no segmento industrial ou comercial, realize o cadastro na
Secretaria Estadual da Fazenda como contribuinte do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias (ICMS)
3. Se a empresa for prestadora de serviços, providencie a inscrição nas Secretarias
Municipais de Finanças ou da Fazenda. O registro municipal, para as empresas que
trabalham com prestação de serviços, geralmente sai automaticamente após o registro na
Junta Comercial, mas é necessário ver as regras do seu município.
4. Concluídos os registros e inscrições fiscais e atendidas as exigências de
licenciamento do funcionamento, solicite à prefeitura a emissão do alvará de
funcionamento. A empresa está apta a dar início as suas atividades quando estiver de
posse do alvará de funcionamento.
5. Faça o cadastro na Previdência Social (mesmo se a empresa não tiver funcionários).
O empresário deve ir à Agência da Previdência da sua cidade ou região para cadastrar a
sua empresa. O prazo para cadastramento é de 30 dias após a abertura da empresa.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
6. O empresário também deverá providenciar a emissão das Notas fiscais. Se a empresa
atuar no setor de atividades industriais e/ou comércio, deve ir à Secretaria de Estado da
Fazenda. Se a empresa for uma prestadora de serviços deve ir à Secretaria da Fazenda
Municipal.
6. Documentos necessários para a abertura da empresa:
– Documentos pessoais, como RG, CPF, Título de Eleitor e Certificado de Reservista
(em caso de homens).
– Requerimento Padrão. – Ficha de Cadastro Nacional, que será feito na Junta
Comercial.
P.S – Assim que a empresa estiver registrada, o empresário receberá o Número de
Identificação do Registro de Empresa (NIRE). Com o NIRE em mãos, poderá fazer o
registro do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Essa etapa poderá ser feita
online pelo site da Receita Federal.
7.Escolha a Razão Social e o nome fantasia:
O nome empresarial que constará no Requerimento de Empresário deverá estar
de acordo com a Instrução Normativa DNRC Nº 116/2011. A denominação
empresarial adotada pelo Empresário Individual deverá ser composta pelo nome civil do
proprietário, que poderá ser completo ou abreviado. Na denominação não poderá ser
excluído qualquer um dos componentes do nome, sendo permitido abreviar todos os
nomes, exceto o último sobrenome. Também é permitido acrescentar o gênero do
negócio.
O nome fantasia ou nome comercial é aquele pelo qual a empresa será
conhecida pelo público, ou seja, o nome da marca da empresa. Para ter
exclusividade no uso do nome da empresa deve se efetuar o registro de marca no
INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Antes de solicitar o registro, é
preciso pesquisar para saber se já não existe uma marca formalizada com o mesmo
nome. O registro oferece a garantia de exclusividade da marca por 10 anos. Após este
período, é preciso fazer a renovação.
Os custos básicos para abrir a sua empresa:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
DARE: Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais;
DARF: Documento de Arrecadação de Receitas Federais; Junta Comercial: que
é a taxa destinada ao registro público da empresa;
Certificado Digital: que é exigido dos negócios que emitem nota fiscal
eletrônica para confirmar a sua autenticidade.
P.S – Essas taxas são obrigatórias e o custo é aproximadamente de 500 reais.
Essas são as formalidades para se tornar um Empresário Individual, você pode
planejar a abertura de seu negócio com muito mais segurança seguindo as regras
supracitadas. Para criar e gerenciar a sua empresa.
Fonte Pesquisas:
Bibliografia Pesquisada:
Site: https://www.juridoc.com.br/blog/abrir-uma-empresa/5249-etapas-abrir-empresa-individual/
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Teoria Geral Empresa.
Impedimentos de ser empresário:
Introdução
O Direito Empresarial nos remete à Antiguidade, tendo como exemplo grandes
comerciantes os fenícios nos séculos X e IX a. C.
"... A Fenícia vivia em absoluto estado de esplendor graças ao intenso comércio e a
dedicação às navegações marítimas, que legaram a sua gente uma sólida reputação
nesse campo. Com muita habilidade e coragem ímpar, os fenícios ousaram singrar
oceanos a bordo de embarcações bem construídas. Fundaram colônias no Norte da
África, dentre as quais Cartago se evidencia..." (PALMA, 2011: 18)
Muitas foram as contribuições da Grécia (regras costumeiras), de Roma (escrituraçãodoméstica), Babilônia (Código Hamurabi), tendo o Direito antes comercial passado por
https://www.juridoc.com.br/blog/abrir-uma-empresa/5249-etapas-abrir-empresa-individual/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
diversas fases, como Evolutiva, Mercado de Trocas, Subjetiva Moderna, pois a
humanidade sempre precisou de regras e normas para viver em sociedade.
Com o passar dos anos o Direito Empresarial vem se evoluindo com as novas mudanças
ocorridos no comércio e na sociedade, que cada vez mais Com a adoção da Teoria da
Empresa, grandemente desenvolvida pelo italiano Alberto Asquini, o Brasil optou por
introduzir o sistema italiano para a caracterização dos atos empresariais, e em 2002 com
o advento do Novo Código Civil, o Direito empresarial passa ter sua regras inseridas
dentro do próprio Código Civil, Livro II, Direito de Empresa, artigos 966 à 1.195,
mostrando o que caracteriza e os requisitos para ser considerados empresário, como
bem trata o artigo 966, que só pode ser considerado empresário quem exerce atividade
econômica organizada para a produção de bens e serviços, e só pode exercer tal
atividade que estiver em pleno gozo da capacidade civil e não for legalmente impedidos,
art. 972.
Nos últimos anos é muito comum vermos grandes operações da polícia no intuito de
que grandes empresários sejam presos pela pratica de crimes empresariais, como
sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas.
Neste trabalho abordaremos como temas principais os impedimentos e crimes
empresariais. Sendo que a primeira parte tratará dos impedimentos relacionados aos
empresários, e a segunda parte trará grande parte dos crimes empresariais e suas
penalidades.
1 IMPEDIMENTOS DE SER EMPRESÁRIO
“Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes: XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas
as qualificações profissionais que a lei estabelecer.” (Constituição Federal /88)
Estabelecidos em lei, existem os impedidos, os proibidos legalmente de exercer
atividade empresarial, como dita o Código Civil.
“Art. 972. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da
capacidade civil e não forem legalmente impedidos.” (Código Civil)
No Código Comercial havia em entre seus artigos, o art. 2º que especificava os que
estavam impedidos de ser empresários por serem funcionários públicos e hoje, veda-se
ainda, impedindo senadores e deputados, presidentes, por exemplo, sendo que para
alguns não se trata de total vedação. É vedado também aos cônsules, nos seus distritos,
exceto os não remunerados, de acordo com o decreto nº 3.259 de 1889, os militares
ativos das três armas, vide Estatuto e Código Militar, aos Magistrados pela Lei Orgânica
da Magistratura, aos membro do Ministério Público, Lei Orgânica do Ministério
Público, aos leiloeiros no decreto nº 21.981 de 1932 e aos médicos para o exercício em
conjunto com o ramo farmacêutico pelo decreto nº 20.377 de 1931. Nos dias atuais, os
impedimentos não entram mais em questões comerciais e sim, relacionados ao Direito
Administrativo (ROCHA FILHO, 2004).
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10655329/artigo-1195-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10674485/artigo-972-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91562/c�digo-comercial-lei-556-50
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103250/decreto-21981-32
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Abaixo segue relação de alguns casos específicos dos impedidos de ser empresários e
dentro dos tópicos, está relacionando e referindo a outros desse mesmo rol.
1.1 Servidores públicos civis federais, (Lei n.º 8.112/90, art. 117, inciso X),
estaduais e municipais
Este, deve ser atento a sua profissão, como menciona ROCHA FILHO, pag. 141: “É a
necessidade de não se distrair dos deveres de seu cargo, a conveniência de manter o
prestígio e a dignidade de certas autoridades – que uma declaração de falência, por
exemplo, poderia comprometer seriamente – e os perigos do abuso e do monopólio que
orientam, em suma, a incompatibilidade.”
A lei nº 8.112 de Dezembro de 1990 dispõe sobre os servidores públicos civis da União,
das autarquias e das fundações públicas federais. O artigo 117, inciso X que se refere a
esta questão. Com observação no parágrafo único que em alguns casos não se aplica os
impedimentos dos servidores públicos.
“Art. 117. Ao servidor é proibido: X - participar de gerência ou administração de
sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na
qualidade de acionista, cotista ou comanditário; Parágrafo único. A vedação de que
trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: I -
participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que
a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em
sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros; e II - gozo de
licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada
a legislação sobre conflito de interesses.” [1]
Os servidores públicos como o Presidente da República, Governadores, Ministros,
Prefeitos e os que ocupam cargos comissionados são impedidos totalmente de exercer
atividade empresarial, sendo um dos motivos, o já mencionado e por ter prazo
estabelecido como o mandato. Aos Senadores, Deputados em geral e Vereadores, há
impedimento parcial, quando “a empresa goze de favor decorrente de contrato com
pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada”. (Constituição
Federal de 1988, art. 54, inciso II, letra a). A estes últimos, poderão ser empresários
concomitantemente com o desempenho da função legislativa, atendendo os requisitos
do artigo 55 da Constituição Federal que terá como conseqüência, perda de mandato
quando violada a proibição. Assim, sendo decidido pela Câmara dos Deputados ou pelo
Senado Federal. (REQUIÃO, 2013)
A proibição referente ao Presidente da República compreende também os funcionários
públicos, de acordo com cada estatuto; os militares da ativa das três Armas; os
corretores, os médicos, os leiloeiros, os magistrados e aos cônsules. (REQUIÃO, 2013)
1.2 Falidos não reabilitados
De acordo com a Lei nº 11.101, de 9 de Fevereiro de 2005 regula a recuperação judicial,
a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. Os falidos não
reabilitados, pelo fato de não terem recuperação judicial ou extrajudicial, sendo a perda
seus bens e até a administração deles, são considerados parte da massa falida. E por esse
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/97937/regime-jur�dico-dos-servidores-publicos-civis-da-uni�o-lei-8112-90
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm#art117p.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10633997/artigo-54-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10703174/inciso-ii-do-artigo-54-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10703130/alinea-a-do-inciso-ii-do-artigo-54-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10633862/artigo-55-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/96893/lei-de-recupera��o-judicial-e-extrajudicial-e-de-fal�ncia-lei-11101-05
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
motivo, não poderão exercer a atividade empresarial até sua reabilitação que é decretada
pelo juiz. Caso essa falência seja por condenação de fraude ou ainda respondendo por
crime falimentar, como está disposto no art. 138 e no art. 197 dessa mesma Lei com o
Decreto Lei nº 7.661, não bastará à declaração de extinção das obrigações para se tornar
reabilitado, necessita após decurso do prazo legal a reabilitação penal (COELHO,
1959).
“Art. 197. A reabilitação extingue a interdição do exercício do comercio, mas somente
pode ser concedida após o decurso de três ou de cinco anos, contados do dia em que
termine a execução, respectivamente, das penas de detenção ou de reclusão, desde que
o condenado prove estarem extintas por sentença suas obrigações.” [2]
O artigo 181 da Lei nº 11.101/2005, prevê condenação por crime como efeito dos casos
previstos nessa lei como, ―a inabilitação para o exercício da atividade empresarial, o
impedimento para o exercício de cargo ou de função em conselho administrativo,
diretoria ou gerência das sociedades sujeitas a esta Lei e a impossibilidade de gerir
empresa por mandato ou por gestão de negócio.‖ Dessa forma, o torna impedido e caso
viole, terá seu efeito sendo condenação por crime. Mas, de acordo com Rocha Filho,
2004, o falido tem a faculdade de pedir ao juiz uma autorização para seguir com a sua
atividade, sendo ela controlada, mas é impossível adentrar em um novo negócio.
1.3 Os militares da ativa das Forças Armadas e das Polícias Militares (Decreto-Lei
n.º 1.029/69, art. 35).
“Art. 35. Ao militar da ativa, ressalvado o disposto nos parágrafos 2º e 3º deste artigo,
é vedado exercer atividades remuneradas em organizações ou empresas privadas de
qualquer natureza. § 1º Os militares da reserva, quando convocados, ficam proibidos
de tratar nos corpos, repartições públicas civis ou militares, e em qualquer
estabelecimento militar, interesses da indústria ou comércio, a que estiverem
associados. § 2º Os militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de seus
bens, desde que não infrinjam o disposto no presente artigo. § 3º Aos militares cujo
ingresso nas Forças Armadas se faz, após formação técnico-profissional externa,
mediante concurso, no intuito de desenvolver a prática profissional, é permitido o
exercício em caráter particular de atividades técnico-profissionais remuneradas, no
meio civil, desde que não haja prejuízo para o serviço.” [3]
De acordo com o Código Penal Militar, eles são proibidos de exercer atividade
empresarial, de participar da gerência ou da sua administração, podendo apenas como
cotista ou acionista de sociedade anônima ou por cota de responsabilidade limitada. A
punição para essa categoria de proibidos é mais rígida, pois o exercício do comércio
está sendo relacionado como crime em seu próprio Código (REQUIÃO, 2013).
1.4 Penalmente proibidos
―Art. 1011. O administrador da sociedade deverá ter, no exercício de suas funções, o
cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na
administração de seus próprios negócios.” (Código Civil)
No § 1º desse mesmo artigo, do Código Civil: “Não podem ser administradores, além
das pessoas impedidas por lei especial, os condenados a pena que vede, ainda que
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103255/lei-de-fal�ncia-decreto-lei-7661-45
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10924483/artigo-181-da-lei-n-11101-de-09-de-fevereiro-de-2005
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/96893/lei-de-recupera��o-judicial-e-extrajudicial-e-de-fal�ncia-lei-11101-05
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1028353/c�digo-penal-militar-decreto-lei-1001-69
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de
prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular,
contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência,
contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os
efeitos da condenação.”
Os de lei especial são os servidores públicos civis federais, municipais e estaduais, os
militares da ativa das Forças Armadas e das Polícias Militares, os magistrados; os
membros do Ministério Público; os empresários falidos enquanto não reabilitados; os
corretores, leiloeiros e despachantes aduaneiros; os cônsules, exceto os não
remunerados (consuleselectii); os médicos em relação a farmácia, drogaria ou
laboratório farmacêutico; os estrangeiros não residentes no País (com restrição ainda
maior aos residentes, quanto à propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão).
O art. 56 do Código Penal faz referencia as penas de interdição previstas no art. 47 em
seus incisos I e II, que são aplicadas ―para todo crime cometido no exercício de
profissão, atividade, ofício, cargo ou função, sempre que houver violação dos deveres
que lhes são inerentes‖. Assim, mostra-se que a interdição temporária de seus direitos
está relacionada à violação dos deveres como exercer o cargo e até o mandato e aqueles
que necessitam de habilitação especial ou autorização pública, inerentes de acordo com
a categoria, sendo esta, uma conseqüência dos que estão penalmente proibidos de
exercer atividade empresarial pelo período da condenação (REQUIÃO, 2013).
O art. 147 da Lei das S/A também se refere ao caso dos penalmente proibidos, que se
for incidida pela área criminal, a pena de proibição da atividade comercial para pessoa,
será também relacionada à Junta Comercial em que não poderá arquivar ato constitutivo
de empresa com o nome do proprietário seja um deles relacionados a cima. Caso
conceder a reabilitação penal, cessará esta proibição (COELHO, 1959).
“Art. 147. Quando a lei exigir certos requisitos para a investidura em cargo de
administração da companhia, a assembléia-geral somente poderá eleger quem tenha
exibido os necessários comprovantes, dos quais se arquivará cópia autêntica na sede
social.§ 1º São inelegíveis para os cargos de administração da companhia as pessoas
impedidas por lei especial, ou condenadas por crime falimentar, de prevaricação, peita
ou suborno, concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a
propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a
cargos públicos.” [4]
1.5 Magistrado
De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura – Lei Complementar n.35, de 4 de
março de 1978.
“Art. 36 - É vedado ao magistrado: I - exercer o comércio ou participar de sociedade
comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou quotista; II - exercer
cargo de direção ou técnico de sociedade civil, associação ou fundação, de qualquer
natureza ou finalidade, salvo de associação de classe, e sem remuneração; (...)”
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10633498/artigo-56-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c�digo-penal-decreto-lei-2848-40http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10634339/artigo-47-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/127116/lei-das-sociedades-anonimas-lei-9457-97
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
e) Os membros do Ministério Público (Lei n.º 8.625/93, art. 44, inciso III).
Estabelecido na Lei Orgânica do Ministério Público, como estabelecido no art. 128, § 5º
da Constituição Federal/88 que o Estatuto de cada Ministério Público, a organização,
atribuições serão estabelecidas pela iniciativa facultada aos respectivos Procuradores
Gerais (REQUIÃO, 2013).
No seu inciso II, possui a seguinte vedação e se refere a tornarem empresários
individuais, controladores ou diretores de empresas ou participar de sociedade
comercial como um todo.
“(...) c) participar de sociedade comercial, na forma da lei;(...) “
1.6 Médicos relacionados ao ramo farmacêutico
O recente Código de Ética Médica, atualizado e aprovado pela Resolução nº 1.246 de
Janeiro de 1988, do Conselho Federal de Medicina, dispõe em seu art. 98 que é
impedido o médico que ―exercer a profissão com interação ou dependência de farmácia,
laboratório farmacêutico, ótica ou qualquer organização destinada à fabricação,
manipulação ou comercialização de produtos de prescrição médica de qualquer
natureza, exceto quando se tratar de exercício da medicina do trabalho‖ e em seu art. 99
veda ―exercer simultaneamente a Medicina e a Farmácia, bem como obter vantagem
pela comercialização de medicamentos, órteses ou próteses, cuja compra decorra de
influência direta em virtude da sua atividade profissional.‖ Sendo essa, uma proibição
parcial em que só aqueles ligados a esses ramos estão proibidos de exercer atividade
empresarial (ROCHA FILHO, 2004).
1.7 Leiloeiros
“Art. 12. É proibido ao leiloeiro:
I - sob pena de destituição e consequente cancelamento de sua matrícula:
a) exercer atividade empresária, ou participar da administração e/ou de fiscalização
em sociedade de qualquer espécie, no seu ou em alheio nome; “
Desse modo, caso violado sua proibição, acarretará conseqüência relacionada à sua
matricula.
“Art. 16. Constituem-se infrações disciplinares: II – manter sociedade empresária.(...)”
[5]
Neste caso, por gozarem da fé pública, cabe a eles exercitarem apenas as funções de sua
profissão. Devem estar matriculados no Registro Públicos de Empresas Mercantis, de
acordo com o art. 32, I da Lei 8.934/94. Em se tratando dos leiloeiros, era previsto o seu
texto d impedimentos no Código Comercial em hoje foi revogado parte dele, vigorando
sua legislação particular também nesse caso (REQUIÃO, 2013).
1.8 Devedores do INSS
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/127649/lei-org�nica-nacional-do-minist�rio-p�blico-lei-8625-93
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/12098417/artigo-44-da-lei-n-8625-de-12-de-fevereiro-de-1993
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/12098307/inciso-iii-do-artigo-44-da-lei-n-8625-de-12-de-fevereiro-de-1993
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10678529/artigo-128-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10678078/par�grafo-5-artigo-128-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11467722/artigo-32-da-lei-n-8934-de-18-de-novembro-de-1994
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11467672/inciso-i-do-artigo-32-da-lei-n-8934-de-18-de-novembro-de-1994
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/105531/lei-8934-94
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91562/c�digo-comercial-lei-556-50
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
O devedor do INSS é aquele que não recolhe as contribuições durante seu tempo de
trabalho, e é assim chamado pela Previdência Social, sendo impedido de comerciar por
não haver comprometimento com o recolhimento. Essa dívida do devedor poderá ser
executada a qualquer hora, tendo a Previdência cinco anos para a cobrança.
Em sua Lei Orgânica de Seguridade Social, Lei n. 8.212, em seu art. 95, § 2º ―a empresa
que transgredir as normas desta Lei, além das outras sanções previstas, sujeitar-se-á, nas
condições em que dispuser o regulamento: (...) d) à interdição para o exercício do
comércio, se for sociedade mercantil ou comerciante individual.‖ É o direito
previdenciário que regula esse tipo de proibição (COELHO, 1959).
1.9 Incapazes
O artigo 972 do Código Civil especifica quem pode ser empresário, aquele de
capacidade civil, maior de 18 anos, não sendo impedido legalmente. Os incapazes de
exercer atos da vida civil, prevê no art. 3º do mesmo Código os absolutamente sendo:
―I - os menores de dezesseis anos; II - os que, por enfermidade ou deficiência mental,
não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;III - os que, mesmo
por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.” Existe uma exceção para
poder exercer atividade empresarial, absolutamente incapaz com representante legal e
em casos específicos. Há ainda os relativamente incapazes, previsto no art. 4º ―I - os
maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;II - os ébrios habituais, os viciados em
tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;III - os
excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;IV - os pródigos. Parágrafo único.
A capacidade dos índios será regulada por legislação especial.”Esse últimos, poderá
ser emancipado em que nunca poderá ser revogado, a não ser em caso de fraude, ou
poderá ter um representante nomeado pelo juiz por autorização que poderá ser revogada
a qualquer hora. Os relativamente incapazes, abrange também os casados, pois entende
que quando se casa sua emancipação é conseqüência (Código Civil).
1.10 Os estrangeiros não residentes no país
Os residentes no país poderão exercer atividade empresarial nos limites da lei ordinária,
pois estes foram devidamente autorizados por meio de um visto permanente a ingressar
e residir no país, previsto isso, na Constituição Federal de 1988 em seu art. 5º, XIII.
Antigamente, havia muitas restrições diferentes de hoje. Um exemplo, antes da CF/88
não podia os estrangeiros ser proprietários ou administradores de empresas jornalísticas,
de radiodifusão e de televisão, hoje, diferentemente, é “privativa de brasileiros natos ou
naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis
brasileiras e que tenham sede no País” – Art. 222. (ROCHA FILHO, 2004:105)
Sobre os não residentes nos país há correntes diversas, os que visam a Legislação do
Imposto de Renda e até o Estatuto do Estrangeiro. A primeira, possui preceitos aos
estrangeiros não residentes no Brasil, estabelecendo o pagamento de impostos nos
rendimentos originários no Brasil. Já a segunda, de acordo com a Lei n 6.815/80, no seu
art. 99, proíbe o estrangeiro residente no país a atividade empresarial, com tudo, assim,
entende- se ao estrangeiro que não reside, proibindo o também. Mas, não proíbe a ele
não residindo no Brasil, tornar-se sócio de empresa com sede no país, respeitando
sempre os casos que a lei proíbe sua participação. (ROCHA FILHO, 2004).
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983686/lei-org�nica-da-seguridade-social-lei-8212-91
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11341674/artigo-95-da-lei-n-8212-de-24-de-julho-de-1991
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11341318/par�grafo-2-artigo-95-da-lei-n-8212-de-24-de-julho-de-1991
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10674485/artigo-972-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730602/inciso-xiii-do-artigo-5-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/108497/estatuto-do-estrangeiro-lei-6815-80
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/108497/estatuto-do-estrangeiro-lei-6815-80
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11638417/artigo-99-da-lei-n-6815-de-19-de-agosto-de-1980
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Os proibidos de exercer a atividade empresarial sofrerão as penalidades administrativas,
como já foi mencionado que é ramo do direito administrativo, de acordo com a sua
categoria profissional ou sua maneira de agir como na falência. O ato, nesses casos, é
sempre válido e não nulo (ROCHA FILHO, 2004).
Além dessa penalidade administrativa, o violador da proibição sofrerá sanções de
contravenção penal cometida por exercer ilegalmente a profissão. A Lei de
Contravenções Penais tem a prisão, por dias ou meses, ou a multa para quem não tiver
condições de exercer a atividade comercial/empresarial e se houver falta de sucesso nos
negócios proporcionará como punição a falência e suas da lei que a rege. Só será crime
ser empresário quando for praticado pelos militares, de acordo com o seu Estatuto
(ROCHA FILHO, 2004).
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
Site: https://luizuchoas2010.jusbrasil.com.br/artigos/254538913/impedimentos-de-ser-empresario.
PALMA, Rodrigo Freitas. História do Direito. 4º edição. Saraiva: 2011.
REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. 32 edição - São Paulo: Saraiva, 2013.
ROCHA FILHO, José Maria. Curso de direito comercial. 3º edição – Belo Horizonte: Del Rey, 2004.
COELHO, Fábio Ulhôa, 1959. Manual de direito comercial. 12º edição – São Paulo: Saraiva, 2000.
[1] (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm)
[2] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
[3] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del1029.htm"
[4] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
[5] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21981.htm
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Direito Empresarial:
Disciplina: Teoria Geral da Empresa:
1. Introdução:
A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) é uma modalidade empresarial
regulamentada pela Lei nº 13.874/2019, a chamada Lei da Liberdade Econômica. A
SLU permite que um único empresário constitua uma empresa.
Principais características da SLU
O patrimônio do empreendedor é separado do patrimônio da empresa
Não há exigência de valor mínimo para compor o Capital Social
Os regimes tributários que podem ser estabelecidos pela SLU são os mesmos utilizados
por outras empresas
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/110062/lei-das-contravencoes-penais-decreto-lei-3688-41
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/110062/lei-das-contravencoes-penais-decreto-lei-3688-41
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/110062/lei-das-contravencoes-penais-decreto-lei-3688-41
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del1029.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D21981.htm
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
A SLU pode ser aberta por pessoas de diversas profissões, como engenheiros, dentistas,
contadores, médicos, arquitetos etc.
Vantagens da SLU
Desburocratiza o processo de abertura de novas empresas
Protege o patrimônio pessoal do empresário
Permite que o empresário inicie seus negócios de maneira autônoma
Como funciona a SLU
É obrigatório a utilização do nome civil do seu proprietário, seguido da palavra
―limitada‖, formalmente utilizada como ―Ltda―
A SLU pode participar de outras sociedades
Substituiu a Eireli
A SLU substituiu a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), que
possuía determinadas restrições e exigências que limitavam sua aplicabilidade.
“https://www.google.com.br/search?q=RESUMO+EMPRESA+UNIPESSOAL++LEI+&sca_esv=539099fe38e3365b&hl=
pt-BR&sxsrf=AHTn8zqgbO4dj-
eO_55I2jfa97zkXUUTrA%3A1742244432221&ei=UIrYZ_mZDc2j5OUPir_eaQ&ved=0ahUKEwj5gfqj_pGMAxXNEbkGH
YqfNw0Q4dUDCBA&uact=5&oq=RESUMO+EMPRESA+UNIPESSOAL++LEI+&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiH1JFU1
VNTyBFTVBSRVNBIFVOSVBFU1NPQUwgIExFSSAyBRAhGKABMgUQIRigAUifJFDhBVj5DnABeACQAQCYAe0BoAH
TC6oBBTAuMi41uAEDyAEA-
AEBmAIHoALSCsICChAAGLADGNYEGEeYAwCIBgGQBgiSBwUxLjEuNaAH6RWyBwUwLjEuNbgHxAo&sclient=gws-
wiz-serp”
Conforme o Artigo 966 do Código Civil, será considerado empresário aquele
que: ―exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a
circulação de bens ou de serviços‖. Em outras palavras, é a pessoa que articula os
fatores de produção (capital, matéria-prima, mão de obra, insumos e tecnologia) de
forma organizada para exercer uma atividade com bens ou serviços visando obter
lucro (atividade econômica) e o faz de forma habitual, com o emprego de um
conhecimento que ele detém, podendo sempre contar com o trabalho de funcionários
que realizam sua atividade principal.
A personalidade jurídica é justamente a separação entre a pessoa do empreendedor e a
empresa propriamente dita. Quando a empresa adquire personalidade jurídica, signi-
fica que ela se separou daqueles que a criaram, passando, a partir deste momento, a ter
um patrimônio próprio. Ou seja, ao adquirir personalidade jurídica, o patrimônio que
os sócios entregaram à empresa deixa de ser deles. Em troca, ou eles recebem cotas da
empresa, podendo participar dos seus lucros, ou, em caso de encerramento da
empresa, recebem o que sobrar após o pagamento de todos os credores.
É mister destacar que o empresário Individual não goza da proteção fornecida pela
personalidade jurídica, qual seja, a limitação de responsabilidade decorrente da
separação do patrimônio da empresa e daquele que a controla.
Desta forma, se o empreendedor quisesse a proteção da limitação de responsabilidade,
era necessário encontrar um sócio, o que poderia trazer inconvenientes, como a
dificuldade de relacionamento e a repartição do lucro. Na prática, o que ocorria era a
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10675096/artigo-966-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
utilização de um parente ou terceira pessoa como sócio fictício – ou seja, um sócio
que não participava de fato da sociedade, apenas emprestando seus dados para que
fosse possível a criação da empresa. Essa situação atrasava o desenvolvimento do
País, pois o empreendedor não gozava da segurança necessária para investir seus
recursos de forma individual, situação que dava ensejo ao surgimento de inúmeras
empresas individuais travestidas de sociedades.
Em outros países, no entanto, a figura da Empresa Individual com Responsabilidade
Limitada já existe há muitos anos, como em Portugal (que já tem modalidade
semelhante desde 1986), Dinamarca, França, Espanha, Bélgica, Chile, dentre outros.
Em alguns países, inclusive, o empreendedor pode escolher modalidades de sociedade
para montar a empresa individual, como a sociedade anônima de capital fechado. Nãohavia mais razão para, no século XXI, obrigar o empreendedor a ter sócio para poder
gozar da separação entre seu patrimônio pessoal e aquele destinado à empresa,
principalmente ao se considerar que muitas sociedades possuem um sócio apenas ―no
papel‖.
O mundo contemporâneo é muito dinâmico, principalmente em razão da Internet,
sendo imprescindível a criação de mecanismos que facilitem e incentivem o
empreendedorismo. A UNIPESSOAL objetiva a facilitação da atividade
empreendedora, trazendo mais segurança, principalmente ao pequeno empresário.
Consequentemente, tal medida contribui para o crescimento econômico do País.
2. Requisitos e impedimentos pessoais
Para ser titular de empresa individual de responsabilidade limitada – UNIPESSOAL
alguns requisitos legais devem ser preenchidos por aquele que deseja constituir ou
abrir uma UNIPESSOAL. Seguem abaixo requisitos e impedimentos para ser titular e
administrador.
2.1. Capacidade para ser titular
Pode ser titular de UNIPESSOAL a pessoa natural, desde que não haja impedimento
legal:
a) maior de 18 anos, brasileiro (a) ou estrangeiro (a), que se achar na livre
administração de sua pessoa e bens;
b) menor emancipado:
• por concessão dos pais, ou de um deles na falta de outro se o menor tiver dezesseis
anos completos. A outorga constará de instrumento público, que deverá ser inscrito no
Registro Civil das Pessoas Naturais e arquivado na Junta Comercial.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
• por sentença do juiz que, também, deverá ser inscrita no Registro Civil das Pessoas
Naturais;
• pelo casamento;
• pelo exercício de emprego público efetivo (servidor ocupante de cargo em órgão da
administração direta, autarquia ou fundação pública federal, estadual ou municipal);
• pela colação de grau em curso de ensino superior; e
• pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria;
Menor de 18 e maior de 16 anos, emancipado
A prova da emancipação do menor de 18 anos e maior de 16 anos, anteriormente
averbada no registro civil, correspondente a um dos casos a seguir, deverá instruir o
processo ou ser arquivada em separado, simultaneamente, com o ato constitutivo:
a) pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, ou por sentença judicial;
b) casamento;
c) exercício de emprego público efetivo;
d) colação de grau em curso de ensino superior;
e) estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde
que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha adquirido economia
própria.
2.2. Impedimento para ser titular
Não pode ser titular de UNIPESSOAL a pessoa jurídica, bem assim a pessoa natural
impedida por norma constitucional ou por lei especial.
2.3. Impedimentos para ser administrador
Não pode ser administrador de Unipessoal a pessoa:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
a) condenada a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos;
ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou
contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de
defesa da concorrência, contra relações de consumo, a fé pública ou a propriedade,
enquanto perduraram os efeitos da condenação;
b) Impedida por norma constitucional ou por lei especial:
• Brasileiro naturalizado há menos de 10 anos:
- Em empresa jornalística e de radiodifusão sonora e radiodifusão de sons e imagens;
• Estrangeiro sem visto permanente. A indicação de estrangeiro para cargo de
administrador poderá ser feita, sem ainda possuir ―visto permanente‖, desde que haja
ressalva expressa no ato constitutivo de que o exercício da função depende da
obtenção deste ―visto‖;
•Nnatural de país limítrofe, domiciliado em cidade contígua ao território nacional e
que se encontre no Brasil;
- Em empresa jornalística de qualquer espécie, de radiodifusão sonora e de sons e
imagens;
- Em pessoa jurídica que seja titular de direito real sobre imóvel rural na Faixa de
Fronteira (150 Km de largura ao longo das fronteiras terrestres), salvo com
assentimento prévio do órgão competente;
• Português, no gozo dos direitos e obrigações previstos no Estatuto da Igualdade,
comprovado mediante Portaria do Ministério da Justiça, pode ser administrador de
EIRELI, exceto na hipótese de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons
e imagens;
• Pessoa jurídica;
• O cônsul, no seu distrito, salvo o não remunerado;
• O funcionário público federal civil ou militar da ativa. Em relação ao funcionário
estadual e municipal, observar as respectivas legislações;
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
• O Chefe do Poder Executivo, federal, estadual ou municipal;
• O magistrado;
• Os membros do Ministério Público da União, que compreende: Ministério Público
Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios;
• Os membros do Ministério Público dos Estados, conforme a Constituição respectiva;
• O falido, enquanto não for legalmente reabilitado;
• O leiloeiro;
• A pessoa absolutamente incapaz, tais como: o menor de 16 anos; o que, por
enfermidade ou deficiência mental, não tiver o necessário discernimento para a prática
desses atos; o que, mesmo por causa transitória, não puder exprimir sua vontade;
• A pessoa relativamente incapaz, quais sejam: o maior de 16 anos e menor de 18 anos
(pode ser emancipado e, desde que o seja, pode assumir a administração de empresa);
o ébrio habitual, o viciado em tóxicos, e o que, por deficiência mental, tenha o
discernimento reduzido e o excepcional, sem desenvolvimento mental completo.
Alerta importante: a capacidade dos índios é regulada por lei especial (Estatuto do
Índio).
3. Firma e denominação
A essência dessa espécie de nome empresarial é o nome civil de um ou mais sócios.
Então se não aparecer o nome civil, não poderá ser firma. Em outras palavras, na
firma tem que constar no mínimo um nome civil. Os nomes civis podem ser por
extenso ou abreviados e havendo mais de um, se algum deles for omitido, deverá ser
usada a expressão "& Cia" ou "e companhia" ao final da firma, pois se usada no início
vai caracterizar sociedade anônima e esta só pode usar denominação. Também pode
haver combinação dos nomes civis com o ramo de atividade desenvolvida.
Denominação: nesse caso, a essência do nome empresarial é o objeto da empresa, ou
seja, o ramo de atividade desenvolvida. Se não constar o ramo de atividade não poderá
ser denominação. Em outras palavras, na denominação tem que constar a atividade
desenvolvida.
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109873/estatuto-do-�ndio-lei-6001-73
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109873/estatuto-do-�ndio-lei-6001-73
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109873/estatuto-do-�ndio-lei-6001-73
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Aqui também pode haver a combinação da atividade desenvolvida com nomes civis.
Sendo assim, percebe-se que não é sempre que podemos só de olhar para o nome
empresarial, saber tratar-sede firma ou denominação. Por vezes é necessário olhar no
contrato social. Certo é que se no nome empresarial não constar nome civil algum, não
pode ser firma; e se não constar a atividade, não pode ser denominação.
Outro fator importante é que a firma é usada para assinatura, para a sociedade contrair
direitos e obrigações. Então os sócios assinarão, por exemplo, Tiago Filho e Caetano
Veloso Cosméticos (exemplo de sociedade em nome coletivo), jamais podendo
assinar, apesar de rotineiro, seus nomes civis. Já no caso da denominação, os sócios
não podem usá-la como assinatura, então devem assinar seus nomes civis sobre a
denominação escrita, carimbada ou impressa.
Quem adota só firma:
- Empresário individual. Ex: Caetano Veloso; C. Veloso; C. Veloso Produções; etc.
- Sociedade em nome coletivo. Ex: Jair Melo & Tom Braz; Jair Melo & Cia; J. Melo
& Cia Veículos; etc.
- Sociedade em comandita simples. Ex: João Rui, Tim Maia, Lia Silva & Cia; Rui,
Maia & Silva Chocolates; etc.(aqui sempre vai haver a expressão "& Cia", para fazer
referência aos sócios comanditários, uma vez que estes não figuram na firma, pois não
possuem responsabilidade ilimitada.
Quem adota só denominação:
- Sociedade anônima. Em primeiro lugar é preciso frisar que vai ter que aparecer na
denominação o tipo societário, ou seja, "Sociedade Anônima", "S. A." ou "S/A" no
início, no meio ou no final da denominação, ou a expressão "companhia" ou "Cia" no
início ou no meio da denominação. Ex: S/A Maremoto Eventos; Maremoto S. A.
Eventos; Maremoto Enventos S. A.; Corcovado Produções Sociedade Anônima;
Companhia de Shows Corcovado; Corcovado Cia. De Shows; etc.
Quem pode adotar firma ou denominação:
- Sociedade limitada. Nesse caso, independentemente do nome que adotar, também se
faz necessária a discriminação do tipo societário por meio da expressão "limitada" ou
"Ltda.". Ex: Tom Jobim & Cia. Ltda.; Jobim & Veloso Limitada; T. Jobim & Cia.
Produções Ltda.; Maremoto Produções Ltda.; etc.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
- Sociedade em comandita por ações. É obrigatória a identificação do tipo societário
pela locução "comandita por ações" ou "C. A." no início ou no fim do nome. Os
exemplos podem ser idem aos de cima, mas onde lê-se Ltda., leia-se C. A.
A sociedade em conta de participação está proibida de adotar nome empresarial que
denuncie sua existência.
4. Requisitos para compor uma EMPRESA UNIPESSOAL:
1 - A SOCIEDADE LIMITADA “UNIPESSOAL” (“SLU”) É UM NOVO TIPO DE EMPRESA?
Não. Trata-se da sociedade limitada, todavia apelidada de sociedade limitada “unipessoal” ou “SLU”.
Logo, a sociedade limitada unipessoal é o mesmo tipo de empresa previsto no art. 1.052 do Código
Civil, ou seja, sociedade limitada. Esse artigo foi alterado para a inclusão do parágrafo primeiro, ou
seja, “A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas”. É importante
esclarecer que a expressão correta para esse tipo de empresa é LTDA e não SLU. Esse tipo de
sociedade também possui um contrato social com cláusulas obrigatórias e facultativas. Diante disso,
esse é o documento que será levado a registro quando da sua abertura. Havendo necessidade de
realizar alterações, deve ser apresentada a alteração contratual. No caso de extinção, deve ser
apresentado o distrato.
2 - QUAL A NATUREZA JURÍDICA DA SOCIEDADE LIMITADA “UNIPESSOAL”?
Quando for registrada na Junta Comercial, deve ser utilizado o código 206-2 - Sociedade
Empresária Limitada. Quando registrada no Cartório de Pessoas Jurídicas, deve ser utilizado o
código 224-0 - Sociedade Simples Limitada.
3 - É OBRIGATÓRIO CONSTAR NO CONTRATO SOCIAL QUE A EMPRESA É UMA LIMITADA
UNIPESSOAL?
Não é obrigatório constar no instrumento a expressão Sociedade Limitada Unipessoal.
4 - A EMPRESA TINHA MAIS DE UM SÓCIO, RESTOU APENAS UM E NO CONTRATO SOCIAL
HÁ UMA CLÁUSULA DIZENDO QUE É OBRIGATÓRIO RECOMPOR A PLURALIDADE DE
SÓCIOS EM 180 DIAS. O QUE FAZER?
A empresa pode seguir com apenas um sócio. Conforme disposto no Art. 1.052 do CC:§ 1º A
Sociedade Limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas.
Não é mais cabível a cláusula citando o inciso IV do artigo 1.033 do Código Civil nos casos em que
a Sociedade Limitada fica unipessoal. Logo, havendo a retirada de um sócio, faça a adequação do
contrato social para realizar a retirada dessa cláusula.
5 - COMO INICIAR O PEDIDO DE VIABILIDADE DA LIMITADA UNIPESSOAL?
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Ao fazer a viabilidade selecione: Tipo Jurídica: Sociedade; Natureza Jurídica: Sociedade empresária
limitada.
6 - QUAL PASSO A PASSO DEVO OBSERVAR PARA ABRIR ESSE TIPO DE EMPRESA?
Clique aqui para acessar passo a passo, quando se pretende abrir a empresa pelo procedimento do
balcão único.
Clique aqui para acessar passo a passo, quando se pretende abrir a empresa pelo procedimento
tradicional.
7 - QUAIS EVENTOS CONSTARÃO NA CAPA DOS PROCESSOS DAS LIMITADAS
UNIPESSOAIS?
No Requerimento Eletrônico constará na capa Ato: 090 e Evento: 090 - contrato social, quando se
tratar de Constituição; e Ato 002 quando tratar de alterações, servindo de base a mesma tabela de
atos e eventos da sociedade LTDA.
8 - QUEM PODE SER SÓCIO DESSE TIPO DE EMPRESA?
Qualquer pessoa física ou jurídica. Em relação à pessoa física, pode ser formada por pessoa capaz
ou incapaz. No caso do menor de 16 anos, deve ser representado pelos pais. O menor entre 16 e 18
deve ser assistido pelo pais. Em ambos os casos, assim como quando a sócia é pessoa jurídica,
deve ser nomeado administrador pessoa física capaz e não impedida por lei. Vale destacar que o
emancipado pode fazer parte da administração da sociedade.
9 - COMO TRANSFORMAR A SOCIEDADE LIMITADA EM LIMITADA UNIPESSOAL?
A transformação é a operação de troca do tipo societário, ou seja, quando troco a natureza jurídica.
Logo, não seria o caso de transformar, visto que, não ocorre alteração na natureza jurídica. Com a
saída dos demais sócios, restando apenas um, você já terá uma Limitada Unipessoal.
10 - JÁ TENHO UMA SOCIEDADE LIMITADA: POSSO VIRAR LIMITADA UNIPESSOAL?
Sim. Se a sociedade tiver dois ou mais sócios, basta promover a saída dos demais sócios. Com
isso, a sociedade a partir do momento em que passa a ter apenas um sócio, já será considerada
sociedade limitada unipessoal.
Se você já era o único sócio da sociedade limitada, não há necessidade de promover nenhuma
alteração. Todavia, recomenda-se a adequação do contrato social para refletir a situação atual da
sociedade. No entanto, não há obrigação.
11 - ESSE TIPO DE EMPRESA PODE SOLICITAR O ENQUADRAMENTO COMO
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/57-empresario-individual-e-sociedade-limitada/193-balcao-unico-abertura-de-empresas-empresario-individual-e-ltda
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/57-empresario-individual-e-sociedade-limitada/164-constituicao-inscricao-de-empresario-individual-e-sociedade-limitada
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
MICROEMPRESA OU EMPRESA DE PEQUENO PORTE?
Sim, pode. No entanto, deve observar as mesmas regras de impedimento previstos na Lei
Complementar nº 123, de 2006.
12 - POSSO TER MAIS DE UM TIPO DESSA EMPRESA?
Sim, pode quantas quiser, exceto quando se tratar de uma empresa simples de crédito. Nos demais
casos, não há vedação, ou seja, não existe a vedação que existia para a EIRELI - empresa
individual de responsabilidade limitada.
13 - A SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL É IGUAL A EIRELI?
Não. A sociedadelimitada unipessoal é a sociedade limitada prevista no art. 1.052 do Código Civil.
A EIRELI tinha a sua previsão no art. 980-A do Código Civil, ou seja, cada tipo de empresa possuía
as suas regras. Cabe destacar que a EIRELI não existe mais em virtude da revogação do art. 980-A
e inciso VI do art. 44 do Código Civil. Todas as EIRELIs foram transformadas automaticamente em
sociedade limitada com apenas um sócio ("unipessoal").
14 - COMO DEVE SER FORMADO O NOME EMPRESARIAL DA LIMITADA UNIPESSOAL?
O Nome Empresarial pode ser composto na forma de firma ou de denominação.
Exemplo de firma: João da Silva Ltda;
Exemplo de denominação: Silva Comércio de tapetes Limitada.
Lembrando que com a atual legislação é possível ainda utilizar o CNPJ como nome empresarial.
15 - É POSSÍVEL TRANSFORMAR UM EMPRESÁRIO INDIVIDUAL EM SOCIEDADE LIMITADA
UNIPESSOAL E NO MESMO ATO SUBSTITUIR O SÓCIO?
Sim. Cabe lembrar ainda que a legislação sofreu alterações e os atos de transformação envolvendo
Empresários Individuais hoje tramitam em apenas um processo. Clique aqui para ler o passo a
passo desse tipo de operação.
16 - O SÓCIO CUJO NOME COMPÕE O NOME EMPRESARIAL DA LIMITADA VAI SER RETIRAR,
É NECESSÁRIO ADEQUAR O NOME EMPRESARIAL?
Nos casos em que o nome empresarial era formado na forma de firma (composto pelos nomes e
sobrenomes dos sócios), deve efetuar a alteração de nome empresarial adequando para a nova
situação da empresa que passará a ser composta por apenas um sócio.
Exemplo: sociedade entre Maria e João com o nome empresarial Maria da Silva e Cia LTDA.
Se Maria vai se retirar e vai ficar somente o João, você vai precisar adequar o nome empresarial
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/64-transformacao/249-registro-do-processo-de-transformacao-de-empresario-individual-em-sociedade-limitada
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
atendendo assim ao princípio da veracidade.
17 - COMO FICAM AS ATAS DE REUNIÕES DA LIMITADA UNIPESSOAL?
No caso de Sociedade Limitada com único sócio, as decisões tomadas poderão ser
instrumentalizadas através de um documento chamado (documento de decisão de sócio único ou
ata de decisão de sócio único).
O anexo IV da instrução normativa do DREI 81, de 2020, trata sobre a formalidade desse tipo de
documento, ou seja, deve conter as seguintes formalidades:
O documento de decisão deve conter:
I - título do documento;
II - nome, CNPJ e endereço;
III - identificação do sócio e/ou do seu procurador, se for o caso;
IV - decisões;
V - data; e
VI - assinatura.
Esse processo deve ser arquivado sob o código do ato 021/985 (ata de reunião ou assembleia de
sócios). Clique aqui para acessar o passo a passo.
18 - A PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA PODE SER SÓCIA DE MAIS DE UMA LIMITADA
UNIPESSOAL?
Pode uma mesma pessoa física ou jurídica ser sócio de mais de uma Sociedade Limitada com um
único sócio (o Código Civil não estipula limite de participação).
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/79-perguntas-frequentes/364-duvidas-sobre-sociedade-limitada-unipessoal
ESTATUTO DA MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE:
LC 123/06 - LC - Lei Complementar nº 123 de 14.12.2006
Institui o Estatuto Nacional da
Microempresa e da Empresa de
Pequeno Porte; altera dispositivos das
Leis nºs 8.212 e 8.213, ambas de 24 de
julho de 1991, da Consolidação das
Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de
1943, da Lei nº 10.189, de 14 de
fevereiro de 2001, da Lei
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/57-empresario-individual-e-sociedade-limitada/165-reuniao-assembleia-de-socios-registro-da-certidao-da-ata-de-reuniao-ou-assembleia-de-socios
https://atendimento.jucesc.sc.gov.br/help/pt-br/79-perguntas-frequentes/364-duvidas-sobre-sociedade-limitada-unipessoal
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Complementar nº 63, de 11 de janeiro
de 1990; e revoga as Leis nºs 9.317,
de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de
5 de outubro de 1999.
D.O.U.: 15.12.2006
Sobre a vigência e vetos ver Mensagem nº 1.098 de 14.12.2006.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei
Complementar:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao tratamento
diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de
pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, especialmente no que se refere:
I - à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação,
inclusive obrigações acessórias;
II - ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive
obrigações acessórias;
III - ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas
aquisições de bens e serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao
associativismo e às regras de inclusão.
§ 1º Cabe ao Comitê Gestor de que trata o inciso I do caput do art. 2º desta Lei
Complementar apreciar a necessidade de revisão dos valores expressos em moeda
nesta Lei Complementar.
§ 2º (VETADO).
Art. 2º O tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas
e empresas de pequeno porte de que trata o art. 1º desta Lei Complementar será
gerido pelas instâncias a seguir especificadas:Institui o Estatuto Nacional
daMicroempresa e da Empresa dePequeno Porte; altera dispositivos das:
Leis nºs 8.212 e 8.213, ambas de 24 de
julho de 1991, da Consolidação das
Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de
1943, da Lei nº 10.189, de 14 de
fevereiro de 2001, da Lei
Complementar nº 63, de 11 de janeiro
de 1990; e revoga as Leis nºs 9.317,
de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de
5 de outubro de 1999.
I - Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte,
vinculado ao Ministério da Fazenda, composto por 2 (dois) representantes da
Secretaria da Receita Federal e 2 (dois) representantes da Secretaria da Receita
Previdenciária, como representantes da União, 2 (dois) dos Estados e do Distrito
Federal e 2 (dois) dos Municípios, para tratar dos aspectos tributários; e
II - Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com a
participação dos órgãos federais competentes e das entidades vinculadas ao setor,
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
para tratar dos demais aspectos.
§ 1º O Comitê de que trata o inciso I do caput deste artigo será presidido e
coordenado por um dos representantes da União.
§ 2º Os representantes dos Estados e do Distrito Federal no Comitê referido no
inciso I do caput deste artigo serão indicados pelo Conselho Nacional de Política
Fazendária - Confaz e os dos Municípios serão indicados, um pela entidade
representativa das Secretarias de Finanças das Capitais e outro pelas entidades de
representação nacional dos Municípios brasileiros.
§ 3º As entidades de representação referidas no § 2º deste artigo serão aquelas
regularmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano antes da publicação desta Lei
Complementar.
§ 4º O Comitê Gestor elaborará seu regimento interno mediante resolução.
§ 5º O Fórum referido no inciso II do caput deste artigo, que tem por finalidade
orientar e assessorar a formulação e coordenação da política nacional de
desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte, bem como
acompanharo Código de
Processo Penal, no seu art. 312, diz que poderá ser decretada pelo juiz a prisão
preventiva como garantia da ordem pública, da ordem econômica, [...] quando houver
prova de existência do crime e indício suficiente de autoria. Vemos aí a preocupação do
legislador que se utilizou até do instituto da prisão preventiva para protegê-la.
O inciso II: o princípio da propriedade privada
Esse princípio assegura aos trabalhadores, empresários, investidores etc. que a
propriedade privada deles é da ingerência dos mesmos, não devendo o Estado interferir
sem motivos relevantes naquilo que é a mola propulsora da atividade econômica. Esta
só existe para que haja produção e circulação de mercadorias e serviços. O art. 5º, XXII,
CRFB, traz esse direito de forma geral, sendo essa propriedade privada do art. 170 um
princípio específico e individualizado de garantia de não-intervenção estatal sem
motivos justos e razoáveis.
O inciso III: o princípio da função social da propriedade
Uma limitação do princípio aventado acima, que legitima a intervenção estatal
na propriedade que não cumpre sua função social. No prisma da ordem econômica, esse
princípio reza que a propriedade deve cumprir sua função econômica, ou seja, deve ser
usada para gerar riquezas, garantir o trabalho, sustentar o Estado através de tributos
justos e promover o desenvolvimento econômico. Podemos vislumbrar aqui também
que há no art. 5º, XXIII, CRFB, esse mesmo princípio, mas de forma geral, que
complementa este do art. 170.
O inciso IV: o princípio da livre concorrência
Os atores da atividade econômica possuem a garantia de concorrer livremente entre si,
sem intervenção estatal desnecessária. Sob o aspecto negativo deste princípio, o Estado
não pode proibir ou discriminar injustamente uma atividade econômica por si só, sem
fundamentos justos; sob o aspecto positivo deste princípio, o Estado deve promover
incentivos (sobretudo fiscais) aos atores financeiros que estejam cumprindo requisitos
legais, atuando em áreas de manutenção da sobrevivência humana e encorajando outros
atores financeiros à atuação pelos ditames legais.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
O inciso V: o princípio da defesa do consumidor
Princípio de suma importância nos dias de hoje, sobretudo pela grande eficácia social
do CDC, esse princípio reza que a atividade econômica deve proteger a parte mais fraca,
o consumidor, das agruras do mercado financeiro, sobretudo de suas regras
ininteligíveis para o ―homem mediano‖. Essa proteção deve vir de dois agentes: o
Estado, ao editar leis, atos e sentenças que se coadunam com o já existente CDC, e os
atores econômicos, que devem se pautar pelos princípios e regras consumeristas.
O inciso VI: a defesa do meio ambiente
Esse princípio foi alterado pela Emenda Constitucional 42, que trouxe uma inovação ao
princípio. Além de ter a obrigação de proteger o meio ambiente (que também tem
tratamento constitucional), merece tratamento diferenciado (para melhor ou para pior)
por parte do Estado, conforme o impacto que o agente econômico causar. Dessa forma,
deve o Estado incentivar aquele que se preocupa com o meio ambiente, e penalizar
aquele que o depreda.
O inciso VII: a redução das desigualdades regionais e sociais
A CRFB estende aos atores econômicos um dos objetivos do Estado, que é reduzir
desigualdades sociais e regionais, conforme o art. 3º, III. Os agentes financeiros devem,
através de suas atividades, ir de encontro às desigualdades para tentar minimizá-las,
sobretudo quando o Estado já tenha dirigido e orientado aos agentes os atos a serem
realizados por eles. Deve a lei dizer ostensivamente os locais e áreas sociais a serem
preenchidos pelos agentes com a produção e circulação de seus bens e serviços.
O inciso VIII: a busca do pleno emprego
Esse inciso versa sobre o aproveitamento máximo do capital, da mão-de-obra, da
tecnologia e dos insumos da produção e circulação de bens e serviços. Isso implica no:
não desperdício de insumos; na busca de novas tecnologias para a realização da
atividade; no emprego do capital de forma diligente; e na capacitação de recursos
humanos atuais e futuros, com o devido aproveitamento por parte dos atores
econômicos, o que traz à baila a íntima relação entre o valor social do trabalho e o valor
social da livre iniciativa na atividade econômica.
O inciso IX: tratamento favorecido para empresas que cumpram certos requisitos
Esse inciso foi modificado pela Emenda Constitucional 6, que estendeu o benefício de
tratamento favorecido a empresas de pequeno porte (aí incluídas as microempresas),
desde que sejam constituídas conforme a lei brasileira e mantenham sede e
administração no país.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
O parágrafo único: a liberdade de exercício de atividade econômica
No parágrafo único é assegurado um outro aspecto da liberdade, qual seja, o livre
exercício de atividades econômicas, sem a necessidade de autorização estatal. Essa
liberdade não pode, evidentemente, ser absoluta, devendo a lei ordinária especificar
quais atividades necessitam de autorização legal. Apenas a lei pode realizar esse
controle, pois ela é fruto de deliberação de órgão representativo dos cidadãos do país, e
meio ideal de controlar o exercício de direitos constitucionais. Assim, tem-se a regra
geral da liberdade, com a limitação legal devidamente posta no mundo jurídico para
realizar a soberania estatal de controle e comando da atividade econômica.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
Site:https://www.google.com.br/search?ei=fDJKXeKTO8a85OUPn-
UuAk&q=principios+da+atividade+economica+direito+empresarial&oq=PRINCIPIO+DA+ATIVIDADE+E&gs_l=psy-
PINHEIRO, Marcio Alves. O Direito empresarial e seus princípios constitucionais. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC,
23 Jul. 2009. Disponível em: investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/empresarial/3987-o-direito-empresarial-e-seus-
principios-constitucionais. Acesso em: 06 Ago. 2019.
Teoria Geral empresa.
A Livre Concorrência como um fator chave para a evolução do mercado
Mercado, Livre Concorrência, Estado, Economia.
1 INTRODUÇÃO
Faz-se necessária uma melhor analise de como funciona o sistema de mercado para
então aprofundar no tema da livre concorrência.
2 O FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO
Em sua análise microeconômica, Mankiw[4] ensina que o comércio permite que as
pessoas interajam fornecendo aquilo que elas fazem de melhor, dando a chance de
aperfeiçoarem as suas habilidades naquele produto ou serviço que elas dominam sem ter
de se preocupar em produzir os demais produtos e serviços de que necessitam. Assim,
pode-se concluir que é o mercado que viabiliza e fundamenta a vida em sociedade. No
mercado, não podemos apenas falar em concorrência, é preciso entende-lo como uma
forma de parceria.
https://www.google.com.br/search?ei=fDJKXeKTO8a85OUPn-UuAk&q=principios+da+atividade+economica+direito+empresarial&oq=PRINCIPIO+DA+ATIVIDADE+E&gs_l=psy-
https://www.google.com.br/search?ei=fDJKXeKTO8a85OUPn-UuAk&q=principios+da+atividade+economica+direito+empresarial&oq=PRINCIPIO+DA+ATIVIDADE+E&gs_l=psy-
http://investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/empresarial/3987-o-direito-empresarial-e-seus-principios-constitucionais
http://investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/empresarial/3987-o-direito-empresarial-e-seus-principios-constitucionais
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEISe avaliar a sua implantação, será presidido e coordenado pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
CAPÍTULO II
DA DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA E DE EMPRESA DE PEQUENO PORTE
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou
empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o
empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002,
devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de
Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
I - no caso das microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela
equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$
240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais);
II - no caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a
ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$
240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00
(dois milhões e quatrocentos mil reais).
§ 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o
produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos
serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, não incluídas as
vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
§ 2º No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, o limite a que se
refere o caput deste artigo será proporcional ao número de meses em que a
microempresa ou a empresa de pequeno porte houver exercido atividade, inclusive
as frações de meses.
§ 3º O enquadramento do empresário ou da sociedade simples ou empresária como
microempresa ou empresa de pequeno porte bem como o seu desenquadramento
não implicarão alteração, denúncia ou qualquer restrição em relação a contratos
por elas anteriormente firmados.
§ 4º Não se inclui no regime diferenciado e favorecido previsto nesta Lei
Complementar, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica:
I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;
II - que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica
com sede no exterior;
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
III - de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário ou
seja sócia de outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado nos
termos desta Lei Complementar, desde que a receita bruta global ultrapasse o
limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
IV - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do capital de
outra empresa não beneficiada por esta Lei Complementar, desde que a receita
bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;
V - cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica
com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que
trata o inciso II do caput deste artigo;
VI - constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
VII - que participe do capital de outra pessoa jurídica;
VIII - que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de
desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de crédito, financiamento e
investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de títulos,
valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil, de seguros
privados e de capitalização ou de previdência complementar;
IX - resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de
desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-
calendário anteriores;
X - constituída sob a forma de sociedade por ações.
§ 5º O disposto nos incisos IV e VII do § 4º deste artigo não se aplica à
participação no capital de cooperativas de crédito, bem como em centrais de
compras, bolsas de sub-contratação, no consórcio previsto nesta Lei
Complementar, e associações assemelhadas, sociedades de interesse econômico,
sociedades de garantia solidária e outros tipos de sociedade, que tenham como
objetivo social a defesa exclusiva dos interesses econômicos das microempresas e
empresas de pequeno porte.
§ 6º Na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte incorrer em
alguma das situações previstas nos incisos do § 4º deste artigo, será excluída do
regime de que trata esta Lei Complementar, com efeitos a partir do mês seguinte
ao que incorrida a situação impeditiva.
§ 7º Observado o disposto no § 2º deste artigo, no caso de início de atividades, a
microempresa que, no ano-calendário, exceder o limite de receita bruta anual
previsto no inciso I do caput deste artigo passa, no ano-calendário seguinte, à
condição de empresa de pequeno porte.
§ 8º Observado o disposto no § 2º deste artigo, no caso de início de atividades, a
empresa de pequeno porte que, no ano-calendário, não ultrapassar o limite de
receita bruta anual previsto no inciso I do caput deste artigo passa, no ano-
calendário seguinte, à condição de microempresa.
§ 9º A empresa de pequeno porte que, no ano-calendário, exceder o limite de
receita bruta anual previsto no inciso II do caput deste artigo fica excluída, no ano-
calendário seguinte, do regime diferenciado e favorecido previsto por esta Lei
Complementar para todos os efeitos legais.
§ 10. A microempresa e a empresa de pequeno porte que no decurso do ano-
calendário de início de atividade ultrapassarem o limite de R$ 200.000,00
(duzentos mil reais) multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse
período estarão excluídas do regime desta Lei Complementar, com efeitos
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
retroativos ao início de suas atividades.
§ 11. Na hipótese de o Distrito Federal, os Estados e seus respectivos Municípios
adotarem o disposto nos incisos I e II do caput do art. 19 e no art. 20 desta Lei
Complementar, caso a receita bruta auferida durante o ano-calendário de início de
atividade ultrapasse o limite de R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou R$ 150.000,00
(cento e cinqüenta mil reais), respectivamente, multiplicados pelo número de
meses de funcionamento nesse período, estará excluída do regime tributário
previsto nesta Lei Complementar em relação ao pagamento dos tributos estaduais e
municipais, com efeitos retroativos ao início de suas atividades.
§ 12. A exclusão do regime desta Lei Complementar de que tratam os §§ 10 e 11
deste artigo não retroagirá ao início das atividades se o excesso verificado em
relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) dos respectivos
limites referidos naqueles parágrafos, hipóteses em que os efeitos da exclusão dar-
se-ão no ano-calendário subseqüente.
CAPÍTULO III
DA INSCRIÇÃO E DA BAIXA
Art. 4º Na elaboração de normas de sua competência, os órgãos e entidades
envolvidos na abertura e fechamento de empresas, dos 3 (três) âmbitos de
governo, deverão considerar a unicidade do processo de registro e de legalização
de empresários e de pessoas jurídicas, para tanto devendo articular as
competências próprias com aquelas dos demais membros, e buscar, em conjunto,
compatibilizar e integrar procedimentos, de modo a evitar a duplicidade de
exigências e garantir a linearidade do processo, da perspectiva do usuário.
Art. 5º Os órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas,
dos 3 (três) âmbitos de governo, no âmbito de suas atribuições, deverão manter à
disposição dos usuários, de forma presencial e pela rede mundial de computadores,
informações, orientações e instrumentos, de forma integrada e consolidada, que
permitam pesquisasprévias às etapas de registro ou inscrição, alteração e baixa de
empresários e pessoas jurídicas, de modo a prover ao usuário certeza quanto à
documentação exigível e quanto à viabilidade do registro ou inscrição.
Parágrafo único. As pesquisas prévias à elaboração de ato constitutivo ou de sua
alteração deverão bastar a que o usuário seja informado pelos órgãos e entidades
competentes:
I - da descrição oficial do endereço de seu interesse e da possibilidade de exercício
da atividade desejada no local escolhido;
II - de todos os requisitos a serem cumpridos para obtenção de licenças de
autorização de funcionamento, segundo a atividade pretendida, o porte, o grau de
risco e a localização; e
III - da possibilidade de uso do nome empresarial de seu interesse.
Art. 6º Os requisitos de segurança sanitária, metrologia, controle ambiental e
prevenção contra incêndios, para os fins de registro e legalização de empresários e
pessoas jurídicas, deverão ser simplificados, racionalizados e uniformizados pelos
órgãos envolvidos na abertura e fechamento de empresas, no âmbito de suas
competências.
§ 1º Os órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas que
sejam responsáveis pela emissão de licenças e autorizações de funcionamento
somente realizarão vistorias após o início de operação do estabelecimento, quando
a atividade, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
procedimento.
§ 2º Os órgãos e entidades competentes definirão, em 6 (seis) meses, contados da
publicação desta Lei Complementar, as atividades cujo grau de risco seja
considerado alto e que exigirão vistoria prévia.
Art. 7º Exceto nos casos em que o grau de risco da atividade seja considerado
alto, os Municípios emitirão Alvará de Funcionamento Provisório, que permitirá o
início de operação do estabelecimento imediatamente após o ato de registro.
Art. 8º Será assegurado aos empresários entrada única de dados cadastrais e de
documentos, resguardada a independência das bases de dados e observada a
necessidade de informações por parte dos órgãos e entidades que as integrem.
Art. 9º O registro dos atos constitutivos, de suas alterações e extinções (baixas),
referentes a empresários e pessoas jurídicas em qualquer órgão envolvido no
registro empresarial e na abertura da empresa, dos 3 (três) âmbitos de governo,
ocorrerá independentemente da regularidade de obrigações tributárias,
previdenciárias ou trabalhistas, principais ou acessórias, do empresário, da
sociedade, dos sócios, dos administradores ou de empresas de que participem, sem
prejuízo das responsabilidades do empresário, dos sócios ou dos administradores
por tais obrigações, apuradas antes ou após o ato de extinção.
§ 1º O arquivamento, nos órgãos de registro, dos atos constitutivos de
empresários, de sociedades empresárias e de demais equiparados que se
enquadrarem como microempresa ou empresa de pequeno porte bem como o
arquivamento de suas alterações são dispensados das seguintes exigências:
I - certidão de inexistência de condenação criminal, que será substituída por
declaração do titular ou administrador, firmada sob as penas da lei, de não estar
impedido de exercer atividade mercantil ou a administração de sociedade, em
virtude de condenação criminal;
II - prova de quitação, regularidade ou inexistência de débito referente a tributo ou
contribuição de qualquer natureza.
§ 2º Não se aplica às microempresas e às empresas de pequeno porte o disposto
no § 2º do art. 1º da Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994.
Art. 10. Não poderão ser exigidos pelos órgãos e entidades envolvidos na abertura
e fechamento de empresas, dos 3 (três) âmbitos de governo:
I - excetuados os casos de autorização prévia, quaisquer documentos adicionais aos
requeridos pelos órgãos executores do Registro Público de Empresas Mercantis e
Atividades Afins e do Registro Civil de Pessoas Jurídicas;
II - documento de propriedade ou contrato de locação do imóvel onde será
instalada a sede, filial ou outro estabelecimento, salvo para comprovação do
endereço indicado;
III - comprovação de regularidade de prepostos dos empresários ou pessoas
jurídicas com seus órgãos de classe, sob qualquer forma, como requisito para
deferimento de ato de inscrição, alteração ou baixa de empresa, bem como para
autenticação de instrumento de escrituração.
Art. 11. Fica vedada a instituição de qualquer tipo de exigência de natureza
documental ou formal, restritiva ou condicionante, pelos órgãos envolvidos na
abertura e fechamento de empresas, dos 3 (três) âmbitos de governo, que exceda
o estrito limite dos requisitos pertinentes à essência do ato de registro, alteração ou
baixa da empresa.
CAPÍTULO IV
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
DOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES
Seção I
Da Instituição e Abrangência
Art. 12. Fica instituído o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples
Nacional.
Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento
único de arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições:
I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ;
II - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, observado o disposto no inciso
XII do § 1º deste artigo;
III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL;
IV - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS, observado
o disposto no inciso XII do § 1º deste artigo;
V - Contribuição para o PIS/Pasep, observado o disposto no inciso XII do § 1º deste
artigo;
VI - Contribuição para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que trata
o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, exceto no caso das pessoas
jurídicas que se dediquem às atividades de prestação de serviços previstas nos
incisos XIII a XXVIII do § 1º e no § 2º do art. 17 desta Lei Complementar;
VII - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação - ICMS;
VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS.
§ 1º O recolhimento na forma deste artigo não exclui a incidência dos seguintes
impostos ou contribuições, devidos na qualidade de contribuinte ou responsável,
em relação aos quais será observada a legislação aplicável às demais pessoas
jurídicas:
I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários - IOF;
II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II;
III - Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou
Nacionalizados - IE;
IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - IPTR;
V - Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em
aplicações de renda fixa ou variável;
VI - Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na alienação de
bens do ativo permanente;
VII - Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de
Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF;
VIII - Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS;
IX - Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa ao trabalhador;
X - Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do empresário, na
qualidade de contribuinte individual;
XI - Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa
jurídica a pessoas físicas;
XII - Contribuição para o PIS/Pasep, Cofins e IPI incidentes na importação de bens
e serviços;FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
XIII - ICMS devido:
a) nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição tributária;
b) por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da legislação
estadual ou distrital vigente;
c) na entrada, no território do Estado ou do Distrito Federal, de petróleo, inclusive
lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, bem como energia
elétrica, quando não destinados à comercialização ou industrialização;
d) por ocasião do desembaraço aduaneiro;
e) na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria desacobertada de
documento fiscal;
f) na operação ou prestação desacobertada de documento fiscal;
g) nas operações com mercadorias sujeitas ao regime de antecipação do
recolhimento do imposto, bem como do valor relativo à diferença entre a alíquota
interna e a interestadual, nas aquisições em outros Estados e Distrito Federal, nos
termos da legislação estadual ou distrital;
XIV - ISS devido:
a) em relação aos serviços sujeitos à substituição tributária ou retenção na fonte;
b) na importação de serviços;
XV - demais tributos de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal ou
dos Municípios, não relacionados nos incisos anteriores.
§ 2º Observada a legislação aplicável, a incidência do imposto de renda na fonte,
na hipótese do inciso V do § 1º deste artigo, será definitiva.
§ 3º As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional ficam dispensadas do pagamento das demais contribuições instituídas pela
União, inclusive as contribuições para as entidades privadas de serviço social e de
formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de que trata o art. 240 da
Constituição Federal, e demais entidades de serviço social autônomo.
§ 4º (VETADO).
Art. 14. Consideram-se isentos do imposto de renda, na fonte e na declaração de
ajuste do beneficiário, os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular ou
sócio da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples
Nacional, salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços
prestados.
§ 1º A isenção de que trata o caput deste artigo fica limitada ao valor resultante da
aplicação dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de
dezembro de 1995, sobre a receita bruta mensal, no caso de antecipação de fonte,
ou da receita bruta total anual, tratando-se de declaração de ajuste, subtraído do
valor devido na forma do Simples Nacional no período.
§ 2º O disposto no § 1º deste artigo não se aplica na hipótese de a pessoa jurídica
manter escrituração contábil e evidenciar lucro superior àquele limite.
Art. 15. (VETADO).
Art. 16. A opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição
de microempresa e empresa de pequeno porte dar-se-á na forma a ser estabelecida
em ato do Comitê Gestor, sendo irretratável para todo o ano-calendário.
§ 1º Para efeito de enquadramento no Simples Nacional, considerar-se-á
microempresa ou empresa de pequeno porte aquela cuja receita bruta no ano-
calendário anterior ao da opção esteja compreendida dentro dos limites previstos
no art. 3º desta Lei Complementar.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
§ 2º A opção de que trata o caput deste artigo deverá ser realizada no mês de
janeiro, até o seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-
calendário da opção, ressalvado o disposto no § 3º deste artigo.
§ 3º A opção produzirá efeitos a partir da data do início de atividade, desde que
exercida nos termos, prazo e condições a serem estabelecidos no ato do Comitê
Gestor a que se refere o caput deste artigo.
§ 4º Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e
empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo regime tributário de que
trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas
de optar por alguma vedação imposta por esta Lei Complementar.
§ 5º O Comitê Gestor regulamentará a opção automática prevista no § 4º deste
artigo.
§ 6º O indeferimento da opção pelo Simples Nacional será formalizado mediante
ato da Administração Tributária segundo regulamentação do Comitê Gestor.
Seção II
Das Vedações ao Ingresso no Simples Nacional
Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples
Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte:
I - que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de
assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a
pagar e a receber, gerenciamento de ativos (asset management), compras de
direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de
serviços (factoring);
II - que tenha sócio domiciliado no exterior;
III - de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou indireta,
federal, estadual ou municipal;
IV - que preste serviço de comunicação;
V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as
Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja
suspensa;
VI - que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de passageiros;
VII - que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de energia
elétrica;
VIII - que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e
motocicletas;
IX - que exerça atividade de importação de combustíveis;
X - que exerça atividade de produção ou venda no atacado de bebidas alcoólicas,
cigarros, armas, bem como de outros produtos tributados pelo IPI com alíquota ad
valorem superior a 20% (vinte por cento) ou com alíquota específica;
XI - que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de
atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou
cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste
serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de
intermediação de negócios;
XII - que realize cessão ou locação de mão-de-obra;
XIII - que realize atividade de consultoria;
XIV - que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis.
§ 1º As vedações relativas a exercício de atividades previstas no caput deste artigo
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
não se aplicam às pessoas jurídicas que se dediquem exclusivamente às atividades
seguintes ou as exerçam em conjunto com outras atividades que não tenham sido
objeto de vedação no caput deste artigo:
I - creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental;
II - agência terceirizada de correios;
III - agência de viagem e turismo;
IV - centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte
terrestre de passageiros e de carga;
V - agência lotérica;
VI - serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus, outros
veículos pesados, tratores, máquinas e equipamentos agrícolas;
VII - serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos
automotores;
VIII - serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
IX - serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de
informática;
X - serviços de reparos hidráulicos, elétricos, pintura e carpintaria em residências
ou estabelecimentos civis ou empresariais, bem como manutenção e reparação de
aparelhos eletrodomésticos;
XI - serviços de instalação e manutençãode aparelhos e sistemas de ar
condicionado, refrigeração, ventilação, aquecimento e tratamento de ar em
ambientes controlados;
XII - veículos de comunicação, de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e mídia
externa;
XIII - construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma
de sub-empreitada;
XIV - transporte municipal de passageiros;
XV - empresas montadoras de estandes para feiras;
XVI - escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais;
XVII - produção cultural e artística;
XVIII - produção cinematográfica e de artes cênicas;
XIX - cumulativamente administração e locação de imóveis de terceiros;
XX - academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;
XXI - academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de
esportes;
XXII - (VETADO);
XXIII - elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos,
desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante;
XXIV - licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
XXV - planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas,
desde que realizados em estabelecimento do optante;
XXVI - escritórios de serviços contábeis;
XXVII - serviço de vigilância, limpeza ou conservação;
XXVIII - (VETADO).
§ 2º Poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem
exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de
vedação expressa no caput deste artigo.
§ 3º (VETADO).
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Seção III
Das Alíquotas e Base de Cálculo
Art. 18. O valor devido mensalmente pela microempresa e empresa de pequeno
porte, optante do Simples Nacional, será determinado mediante aplicação da tabela
do Anexo I desta Lei Complementar.
§ 1º Para efeito de determinação da alíquota, o sujeito passivo utilizará a receita
bruta acumulada nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração.
§ 2º Em caso de início de atividade, os valores de receita bruta acumulada
constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar devem ser
proporcionalizados ao número de meses de atividade no período.
§ 3º Sobre a receita bruta auferida no mês incidirá a alíquota determinada na
forma do caput e dos §§ 1º e 2º deste artigo, podendo tal incidência se dar, à
opção do contribuinte, na forma regulamentada pelo Comitê Gestor, sobre a receita
recebida no mês, sendo essa opção irretratável para todo o ano-calendário.
§ 4º O contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim de pagamento:
I - as receitas decorrentes da revenda de mercadorias;
II - as receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo
contribuinte;
III - as receitas decorrentes da prestação de serviços, bem como a de locação de
bens móveis;
IV - as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas a substituição
tributária; e
V - as receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior, inclusive
as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou do consórcio previsto
nesta Lei Complementar.
§ 5º Nos casos de atividades industriais, de locação de bens móveis e de prestação
de serviços, serão observadas as seguintes regras:
I - as atividades industriais serão tributadas na forma do Anexo II desta Lei
Complementar;
II - as atividades de prestação de serviços previstas nos incisos I a XII do § 1º do
art. 17 desta Lei Complementar serão tributadas na forma do Anexo III desta Lei
Complementar;
III - atividades de locação de bens móveis serão tributadas na forma do Anexo III
desta Lei Complementar, deduzindo-se da alíquota o percentual correspondente ao
ISS previsto nesse Anexo;
IV - as atividades de prestação de serviços previstas nos incisos XIII a XVIII do §
1º do art. 17 desta Lei Complementar serão tributadas na forma do Anexo IV desta
Lei Complementar, hipótese em que não estará incluída no Simples Nacional a
contribuição prevista no inciso VI do caput do art. 13 desta Lei Complementar,
devendo ela ser recolhida segundo a legislação prevista para os demais
contribuintes ou responsáveis;
V - as atividades de prestação de serviços previstas nos incisos XIX a XXVIII do §
1º e no § 2º do art. 17 desta Lei Complementar serão tributadas na forma do
Anexo V desta Lei Complementar, hipótese em que não estará incluída no Simples
Nacional a contribuição prevista no inciso VI do caput do art. 13 desta Lei
Complementar, devendo ela ser recolhida segundo a legislação prevista para os
demais contribuintes ou responsáveis;
VI - as atividades de prestação de serviços de transportes intermunicipais e
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
interestaduais serão tributadas na forma do Anexo
V desta Lei Complementar, acrescido das alíquotas correspondentes ao ICMS
previstas no Anexo I desta Lei Complementar, hipótese em que não estará incluída
no Simples Nacional a contribuição prevista no inciso VI do caput do art. 13 desta
Lei Complementar, devendo esta ser recolhida segundo a legislação prevista para
os demais contribuintes ou responsáveis.
§ 6º No caso dos serviços previstos no § 2º do art. 6º da Lei Complementar nº 116,
de 31 de julho de 2003, prestados pelas microempresas e pelas empresas de
pequeno porte, o tomador do serviço deverá reter o montante correspondente na
forma da legislação do município onde estiver localizado, que será abatido do valor
a ser recolhido na forma do § 3º do art. 21 desta Lei Complementar.
§ 7º A empresa comercial exportadora que houver adquirido mercadorias de pessoa
jurídica optante pelo Simples Nacional, com o fim específico de exportação para o
exterior, que, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contados da data da emissão
da nota fiscal pela vendedora, não comprovar o seu embarque para o exterior ficará
sujeita ao pagamento de todos os impostos e contribuições que deixaram de ser
pagos pela empresa vendedora, acrescidos de juros de mora e multa, de mora ou
de ofício, calculados na forma da legislação que rege a cobrança do tributo não
pago, aplicável à própria comercial exportadora.
§ 8º Para efeito do disposto no § 7º deste artigo, considera-se vencido o prazo para
o pagamento na data em que a empresa vendedora deveria fazê-lo, caso a venda
houvesse sido efetuada para o mercado interno.
§ 9º Relativamente à contribuição patronal, devida pela vendedora, a comercial
exportadora deverá recolher, no prazo previsto no § 8º deste artigo, o valor
correspondente a 11% (onze por cento) do valor das mercadorias não exportadas
nos termos do § 7º deste artigo.
§ 10. Na hipótese do § 7º deste artigo, a empresa comercial exportadora não
poderá deduzir do montante devido qualquer valor a título de crédito de Imposto
sobre Produtos Industrializados - IPI da Contribuição para o PIS/Pasep ou da
Cofins, decorrente da aquisição das mercadorias e serviços objeto da incidência.
§ 11. Na hipótese do § 7º deste artigo, a empresa comercial exportadora deverá
pagar, também, os impostos e contribuições devidos nas vendas para o mercado
interno, caso, por qualquer forma, tenha alienado ou utilizado as mercadorias.
§ 12. Na apuração do montante devido no mês relativo a cada tributo, o
contribuinte que apure receitas mencionadas nos incisos IV e V do § 4º deste artigo
terá direito a redução do valor a ser recolhido na forma do Simples Nacional
calculada nos termos dos §§ 13 e 14 deste artigo.
§ 13. Para efeito de determinação da redução de que trata o § 12 deste artigo, as
receitas serão discriminadas em comerciais, industriais ou de prestação de serviços
na forma dos Anexos I, II,III, IV e V desta Lei Complementar.
§ 14. A redução no montante a ser recolhido do Simples Nacional no mês relativo
aos valores das receitas de que tratam os incisos IV e V do § 4º deste artigo
corresponderá:
I - no caso de revenda de mercadorias:
a) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo I desta Lei Complementar, relativo à Cofins,
aplicado sobre a respectiva parcela de receita referida nos incisos IV ou V do § 4º
deste artigo, conforme o caso;
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
b) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo I desta Lei Complementar, relativo à
Contribuição para o PIS/Pasep, aplicado sobre a respectiva parcela de receita
referida nos incisos IV ou V do § 4º deste artigo, conforme o caso;
c) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo I desta Lei Complementar, relativo ao ICMS,
aplicado sobre a respectiva parcela de receita referida nos incisos IV ou V do § 4º
deste artigo, conforme o caso;
II - no caso de venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte:
a) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo II desta Lei Complementar, relativo à Cofins,
aplicado sobre a respectiva parcela de receita referida nos incisos IV ou V do § 4º
deste artigo, conforme o caso;
b) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo II desta Lei Complementar, relativo à
Contribuição para o PIS/Pasep, aplicado sobre a respectiva parcela de receita
referida nos incisos IV ou V do § 4º deste artigo, conforme o caso;
c) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo II desta Lei Complementar, relativo ao ICMS,
aplicado sobre a respectiva parcela de receita referida nos incisos IV ou V do § 4º
deste artigo, conforme o caso;
d) ao percentual que incidiria sobre o montante total de receita, caso não houvesse
nenhuma redução, previsto no Anexo II desta Lei Complementar, relativo ao IPI,
aplicado sobre a respectiva parcela de receita referida nos incisos IV ou V do § 4º
deste artigo, conforme o caso.
§ 15. Será disponibilizado sistema eletrônico para realização do cálculo simplificado
do valor mensal devido referente ao Simples Nacional.
§ 16. Se o valor da receita bruta auferida durante o ano-calendário ultrapassar o
limite de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) multiplicados pelo número de meses
do período de atividade, a parcela de receita que exceder o montante assim
determinado estará sujeita às alíquotas máximas previstas nos Anexos I a V desta
Lei Complementar, proporcionalmente conforme o caso, acrescidas de 20% (vinte
por cento).
§ 17. Na hipótese de o Distrito Federal ou o Estado e os Municípios nele localizados
adotarem o disposto nos incisos I e II do caput do art. 19 e no art. 20, ambos desta
Lei Complementar, a parcela da receita bruta auferida durante o ano-calendário
que ultrapassar o limite de R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou R$ 150.000,00 (cento
e cinqüenta mil reais), respectivamente, multiplicados pelo número de meses do
período de atividade, estará sujeita, em relação aos percentuais aplicáveis ao ICMS
e ao ISS, às alíquotas máximas correspondentes a essas faixas previstas nos
Anexos I a V desta Lei Complementar, proporcionalmente conforme o caso,
acrescidas de 20% (vinte por cento).
§ 18. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no âmbito de suas respectivas
competências, poderão estabelecer, na forma definida pelo Comitê Gestor,
independentemente da receita bruta recebida no mês pelo contribuinte, valores
fixos mensais para o recolhimento do ICMS e do ISS devido por microempresa que
aufira receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 120.000,00 (cento e
vinte mil reais), ficando a microempresa sujeita a esses valores durante todo o
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
ano-calendário.
§ 19. Os valores estabelecidos no § 18 deste artigo não poderão exceder a 50%
(cinqüenta por cento) do maior recolhimento possível do tributo para a faixa de
enquadramento prevista na tabela do caput deste artigo, respeitados os acréscimos
decorrentes do tipo de atividade da empresa estabelecidos no § 5º deste artigo.
§ 20. Na hipótese em que o Estado, o Município ou o Distrito Federal concedam
isenção ou redução do ICMS ou do ISS devido por microempresa ou empresa de
pequeno porte, ou ainda determine recolhimento de valor fixo para esses tributos,
na forma do § 18 deste artigo, será realizada redução proporcional ou ajuste do
valor a ser recolhido, na forma definida em resolução do Comitê Gestor.
§ 21. O valor a ser recolhido na forma do disposto no § 20 deste artigo,
exclusivamente na hipótese de isenção, não integrará o montante a ser partilhado
com o respectivo Município, Estado ou Distrito Federal.
§ 22. A atividade constante do inciso XXVI do § 1º do art. 17 desta Lei
Complementar recolherá o ISS em valor fixo, na forma da legislação municipal.
§ 23. Da base de cálculo do ISS será abatido o material fornecido pelo prestador
dos serviços previstos nos itens 7.02 e 7.05 da lista de serviços anexa à Lei
Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.
§ 24. Para efeito de aplicação do Anexo V desta Lei Complementar, considera-se
folha de salários incluídos encargos o montante pago, nos 12 (doze) meses
anteriores ao do período de apuração, a título de salários, retiradas de pró-labore,
acrescidos do montante efetivamente recolhido a título de contribuição para a
Seguridade Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Art. 19. Sem prejuízo da possibilidade de adoção de todas as faixas de receita
previstas no art. 18 desta Lei Complementar, os Estados poderão optar pela
aplicação, para efeito de recolhimento do ICMS na forma do Simples Nacional em
seus respectivos territórios, da seguinte forma:
I - os Estados cuja participação no Produto Interno Bruto brasileiro seja de até 1%
(um por cento) poderão optar pela aplicação, em seus respectivos territórios, das
faixas de receita bruta anual até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil
reais);
II - os Estados cuja participação no Produto Interno Bruto brasileiro seja de mais de
1% (um por cento) e de menos de 5% (cinco por cento) poderão optar pela
aplicação, em seus respectivos territórios, das faixas de receita bruta anual até R$
1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais); e
III - os Estados cuja participação no Produto Interno Bruto brasileiro seja igual ou
superior a 5% (cinco por cento) ficam obrigados a adotar todas as faixas de receita
bruta anual.
§ 1º A participação no Produto Interno Bruto brasileiro será apurada levando em
conta o último resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística ou outro órgão que o substitua.
§ 2º A opção prevista nos incisos I e II do caput deste artigo, bem como a
obrigatoriedade de adotar o percentual previsto no inciso III do caput deste artigo,
surtirá efeitos somente para o ano-calendário subseqüente.
§ 3º O disposto neste artigo aplica-se ao Distrito Federal.
Art. 20. A opção feita na forma do art. 19 desta Lei Complementar pelos Estados
importará adoção do mesmo limite de receita bruta anual para efeito de
recolhimento na forma do ISS dos Municípios nele localizados, bem como para o do
FACULDADE UNINASSAUCURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
ISS devido no Distrito Federal.
§ 1º As microempresas e empresas de pequeno porte que ultrapassarem os limites
a que se referem os incisos I e II do caput do art. 19 desta Lei Complementar
estarão automaticamente impedidas de recolher o ICMS e o ISS na forma do
Simples Nacional no ano-calendário subseqüente ao que tiver ocorrido o excesso.
§ 2º O disposto no § 1º deste artigo não se aplica na hipótese de o Estado ou de o
Distrito Federal adotarem, compulsoriamente ou por opção, a aplicação de faixa de
receita bruta superior à que vinha sendo utilizada no ano-calendário em que
ocorreu o excesso da receita bruta.
§ 3º Na hipótese em que o recolhimento do ICMS ou do ISS não esteja sendo
efetuado por meio do Simples Nacional por força do disposto neste artigo e no art.
19 desta Lei Complementar, as faixas de receita do Simples Nacional superiores
àquela que tenha sido objeto de opção pelos Estados ou pelo Distrito Federal
sofrerão, para efeito de recolhimento do Simples Nacional, redução na alíquota
equivalente aos percentuais relativos a esses impostos constantes dos Anexos I a V
desta Lei Complementar, conforme o caso.
§ 4º O Comitê Gestor regulamentará o disposto neste artigo e no art. 19 desta Lei
Complementar.
Seção IV
Do Recolhimento dos Tributos Devidos
Art. 21. Os tributos devidos, apurados na forma dos arts. 18 a 20 desta Lei
Complementar, deverão ser pagos:
I - por meio de documento único de arrecadação, instituído pelo Comitê Gestor;
II - segundo códigos específicos, para cada espécie de receita discriminada no § 4º
do art. 18 desta Lei Complementar;
III - enquanto não regulamentado pelo Comitê Gestor, até o último dia útil da
primeira quinzena do mês subseqüente àquele a que se referir;
IV - em banco integrante da rede arrecadadora credenciada pelo Comitê Gestor.
§ 1º Na hipótese de a microempresa ou a empresa de pequeno porte possuir filiais,
o recolhimento dos tributos do Simples Nacional dar-se-á por intermédio da matriz.
§ 2º Poderá ser adotado sistema simplificado de arrecadação do Simples Nacional,
inclusive sem utilização da rede bancária, mediante requerimento do Estado,
Distrito Federal ou Município ao Comitê Gestor.
§ 3º O valor não pago até a data do vencimento sujeitar-se-á à incidência de
encargos legais na forma prevista na legislação do imposto sobre a renda.
§ 4º Caso tenha havido a retenção na fonte do ISS, ele será definitivo e deverá ser
deduzida a parcela do Simples Nacional a ele correspondente, que será apurada,
tomando-se por base as receitas de prestação de serviços que sofreram tal
retenção, na forma prevista nos §§ 12 a 14 do art. 18 desta Lei Complementar, não
sendo o montante recolhido na forma do Simples Nacional objeto de partilha com
os municípios.
§ 5º O Comitê Gestor regulará o modo pelo qual será solicitado o pedido de
restituição ou compensação dos valores do Simples Nacional recolhidos
indevidamente ou em montante superior ao devido.
Seção V
Do Repasse do Produto da Arrecadação
Art. 22. O Comitê Gestor definirá o sistema de repasses do total arrecadado,
inclusive encargos legais, para o:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
I - Município ou Distrito Federal, do valor correspondente ao ISS;
II - Estado ou Distrito Federal, do valor correspondente ao ICMS;
III - Instituto Nacional do Seguro Social, do valor correspondente à Contribuição
para manutenção da Seguridade Social.
Parágrafo único. Enquanto o Comitê Gestor não regulamentar o prazo para o
repasse previsto no inciso II do caput deste artigo, esse será efetuado nos prazos
estabelecidos nos convênios celebrados no âmbito do colegiado a que se refere a
alínea g do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição Federal.
Seção VI
Dos Créditos
Art. 23. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional não farão jus à apropriação nem transferirão créditos relativos a impostos
ou contribuições abrangidos pelo Simples Nacional.
Art. 24. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.
Seção VII
Das Obrigações Fiscais Acessórias
Art. 25. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples
Nacional apresentarão, anualmente, à Secretaria da Receita Federal declaração
única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais, que deverão ser
disponibilizadas aos órgãos de fiscalização tributária e previdenciária, observados
prazo e modelo aprovados pelo Comitê Gestor.
Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional ficam obrigadas a:
I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com
instruções expedidas pelo Comitê Gestor;
II - manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a
apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das obrigações
acessórias a que se refere o art. 25 desta Lei Complementar enquanto não
decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam
pertinentes.
§ 1º Os empreendedores individuais com receita bruta acumulada no ano de até R$
36.000,00 (trinta e seis mil reais):
I - poderão optar por fornecer nota fiscal avulsa obtida nas Secretarias de Fazenda
ou Finanças dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios;
II - farão a comprovação da receita bruta, mediante apresentação do registro de
vendas independentemente de documento fiscal de venda ou prestação de serviço,
ou escrituração simplificada das receitas, conforme instruções expedidas pelo
Comitê Gestor;
III - ficam dispensados da emissão do documento fiscal previsto no inciso I do
caput deste artigo caso requeiram nota fiscal gratuita na Secretaria de Fazenda
municipal ou adotem formulário de escrituração simplificada das receitas nos
municípios que não utilizem o sistema de nota fiscal gratuita, conforme instruções
expedidas pelo Comitê Gestor.
§ 2º As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, além do disposto
nos incisos I e II do caput deste artigo, deverão, ainda, manter o livro-caixa em
que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.
§ 3º A exigência de declaração única a que se refere o caput do art. 25 desta Lei
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Complementar não desobriga a prestação de informações relativas a terceiros.
§ 4º As microempresas e empresas de pequeno porte referidas no § 2º deste artigo
ficam sujeitas a outras obrigações acessórias a serem estabelecidas pelo Comitê
Gestor, com características nacionalmente uniformes, vedado o estabelecimento de
regras unilaterais pelas unidades políticas partícipes do sistema.
§ 5º As microempresas e empresas de pequeno porte ficam sujeitas à entrega de
declaração eletrônica que deva conter os dados referentes aos serviços prestados
ou tomados de terceiros, na conformidade do que dispuser o Comitê Gestor.
Art. 27. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples
Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os
registros e controles das operações realizadas, conforme regulamentação do
Comitê Gestor.
Seção VIII
Da Exclusão do Simples Nacional
Art. 28. A exclusão do Simples Nacional será feita de ofício ou mediante
comunicação das empresas optantes.
Parágrafo único. As regras previstas nesta seção e o modo de sua implementação
serão regulamentados pelo Comitê Gestor.
Art. 29. Aexclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional dar-se-á
quando:
I - verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória;
II - for oferecido embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não
justificada de exibição de livros e documentos a que estiverem obrigadas, bem
como pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira,
negócio ou atividade que estiverem intimadas a apresentar, e nas demais hipóteses
que autorizam a requisição de auxílio da força pública;
III - for oferecida resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso
ao estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde desenvolvam
suas atividades ou se encontrem bens de sua propriedade;
IV - a sua constituição ocorrer por interpostas pessoas;
V - tiver sido constatada prática reiterada de infração ao disposto nesta Lei
Complementar;
VI - a empresa for declarada inapta, na forma dos arts. 81 e 82 da Lei nº 9.430, de
27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores;
VII - comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho;
VIII - houver falta de escrituração do livro-caixa ou não permitir a identificação da
movimentação financeira, inclusive bancária;
IX - for constatado que durante o ano-calendário o valor das despesas pagas
supera em 20% (vinte por cento) o valor de ingressos de recursos no mesmo
período, excluído o ano de início de atividade;
X - for constatado que durante o ano-calendário o valor das aquisições de
mercadorias para comercialização ou industrialização, ressalvadas hipóteses
justificadas de aumento de estoque, for superior a 80% (oitenta por cento) dos
ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade.
§ 1º Nas hipóteses previstas nos incisos II a X do caput deste artigo, a exclusão
produzirá efeitos a partir do próprio mês em que incorridas, impedindo a opção pelo
regime diferenciado e favorecido desta Lei Complementar pelos próximos 3 (três)
anos-calendário seguintes.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
§ 2º O prazo de que trata o § 1º deste artigo será elevado para 10 (dez) anos caso
seja constatada a utilização de artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento
que induza ou mantenha a fiscalização em erro, com o fim de suprimir ou reduzir o
pagamento de tributo apurável segundo o regime especial previsto nesta Lei
Complementar.
§ 3º A exclusão de ofício será realizada na forma regulamentada pelo Comitê
Gestor, cabendo o lançamento dos tributos e contribuições apurados aos
respectivos entes tributantes.
§ 4º Para efeito do disposto no inciso I do caput deste artigo, não se considera
período de atividade aquele em que tenha sido solicitada suspensão voluntária
perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ.
§ 5º A competência para exclusão de ofício do Simples Nacional obedece ao
disposto no art. 33, e o julgamento administrativo, ao disposto no art. 39, ambos
desta Lei Complementar.
Art. 30. A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação das
microempresas ou das empresas de pequeno porte, dar-se-á:
I - por opção;
II - obrigatoriamente, quando elas incorrerem em qualquer das situações de
vedação previstas nesta Lei Complementar; ou
III - obrigatoriamente, quando ultrapassado, no ano-calendário de início de
atividade, o limite de receita bruta correspondente a R$ 200.000,00 (duzentos mil
reais), multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período, em
relação aos tributos e contribuições federais, e, em relação aos tributos estaduais,
municipais e distritais, de R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou R$ 150.000,00 (cento
e cinqüenta mil reais), também multiplicados pelo número de meses de
funcionamento no período, caso o Distrito Federal, os Estados e seus respectivos
Municípios tenham adotado os limites previstos nos incisos I e II do art. 19 e no
art. 20, ambos desta Lei Complementar.
§ 1º A exclusão deverá ser comunicada à Secretaria da Receita Federal:
I - na hipótese do inciso I do caput deste artigo, até o último dia útil do mês de
janeiro;
II - na hipótese do inciso II do caput deste artigo, até o último dia útil do mês
subseqüente àquele em que ocorrida a situação de vedação;
III - na hipótese do inciso III do caput deste artigo, até o último dia útil do mês de
janeiro do ano-calendário subseqüente ao do início de atividades.
§ 2º A comunicação de que trata o caput deste artigo dar-se-á na forma a ser
estabelecida pelo Comitê Gestor.
Art. 31. A exclusão das microempresas ou das empresas de pequeno porte do
Simples Nacional produzirá efeitos:
I - na hipótese do inciso I do caput do art. 30 desta Lei Complementar, a partir de
1º de janeiro do ano-calendário subseqüente, ressalvado o disposto no § 4º deste
artigo;
II - na hipótese do inciso II do caput do art. 30 desta Lei Complementar, a partir do
mês seguinte da ocorrência da situação impeditiva;
III - na hipótese do inciso III do caput do art. 30 desta Lei Complementar:
a) desde o início das atividades;
b) a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subseqüente, na hipótese de não ter
ultrapassado em mais de 20% (vinte por cento) o limite proporcional de que trata o
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
§ 10 do art. 3º desta Lei Complementar, em relação aos tributos federais, ou os
respectivos limites de que trata o § 11 do mesmo artigo, em relação aos tributos
estaduais, distritais ou municipais, conforme o caso;
IV - na hipótese do inciso V do caput do art. 17 desta Lei Complementar, a partir
do ano-calendário subseqüente ao da ciência da comunicação da exclusão.
§ 1º Na hipótese prevista no inciso III do caput do art. 30 desta Lei Complementar,
a microempresa ou empresa de pequeno porte não poderá optar, no ano-calendário
subseqüente ao do início de atividades, pelo Simples Nacional.
§ 2º Na hipótese do inciso V do caput do art. 17 desta Lei Complementar, será
permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional
mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta)
dias contado a partir da ciência da comunicação da exclusão.
§ 3º A exclusão do Simples Nacional na hipótese em que os Estados, Distrito
Federal e Municípios adotem limites de receita bruta inferiores a R$ 2.400.000,00
(dois milhões e quatrocentos mil reais) para efeito de recolhimento do ICMS e do
ISS seguirá as regras acima, na forma regulamentada pelo Comitê Gestor.
§ 4º No caso de a microempresa ou a empresa de pequeno porte ser excluída do
Simples Nacional no mês de janeiro, na hipótese do inciso I do caput do art. 30
desta Lei Complementar, os efeitos da exclusão dar-se-ão nesse mesmo ano.
Art. 32. As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples
Nacional sujeitar-se-ão, a partir do período em que se processarem os efeitos da
exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas.
§ 1º Para efeitos do disposto no caput deste artigo, na hipótese da alínea a do
inciso III do caput do art. 31 desta Lei Complementar, a microempresa ou a
empresa de pequeno porte desenquadrada ficará sujeita ao pagamento da
totalidade ou diferença dos respectivos impostos e contribuições, devidos de
conformidade com as normas gerais de incidência, acrescidos, tão-somente, de
juros de mora, quando efetuado antes do início de procedimento de ofício.
§ 2º Para efeito do disposto no caput deste artigo, o sujeito passivo poderá optar
pelo recolhimento do imposto de renda e da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido na forma do lucro presumido, lucro real trimestralou anual.
Seção IX
Da Fiscalização
Art. 33. A competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações principais e
acessórias relativas ao Simples Nacional e para verificar a ocorrência das hipóteses
previstas no art. 29 desta Lei Complementar é da Secretaria da Receita Federal e
das Secretarias de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal,
segundo a localização do estabelecimento, e, tratando-se de prestação de serviços
incluídos na competência tributária municipal, a competência será também do
respectivo Município.
§ 1º As Secretarias de Fazenda ou Finanças dos Estados poderão celebrar convênio
com os Municípios de sua jurisdição para atribuir a estes a fiscalização a que se
refere o caput deste artigo.
§ 2º Na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte exercer alguma
das atividades de prestação de serviços previstas nos incisos XIII a XXVIII do § 1º
do art. 17 desta Lei Complementar, caberá à Secretaria da Receita Previdenciária a
fiscalização da Contribuição para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica,
de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
§ 3º O valor não pago, apurado em procedimento de fiscalização, será exigido em
lançamento de ofício pela autoridade competente que realizou a fiscalização.
§ 4º O Comitê Gestor disciplinará o disposto neste artigo.
Seção X
Da Omissão de Receita
Art. 34. Aplicam-se à microempresa e à empresa de pequeno porte optantes pelo
Simples Nacional todas as presunções de omissão de receita existentes nas
legislações de regência dos impostos e contribuições incluídos no Simples Nacional.
Seção XI
Dos Acréscimos Legais
Art. 35. Aplicam-se aos impostos e contribuições devidos pela microempresa e pela
empresa de pequeno porte, inscritas no Simples Nacional, as normas relativas aos
juros e multa de mora e de ofício previstas para o imposto de renda, inclusive,
quando for o caso, em relação ao ICMS e ao ISS.
Art. 36. A falta de comunicação, quando obrigatória, da exclusão da pessoa
jurídica do Simples Nacional, nos prazos determinados no § 1º do art. 30 desta Lei
Complementar, sujeitará a pessoa jurídica a multa correspondente a 10% (dez por
cento) do total dos impostos e contribuições devidos de conformidade com o
Simples Nacional no mês que anteceder o início dos efeitos da exclusão, não
inferior a R$ 500,00 (quinhentos reais), insusceptível de redução.
Art. 37. A imposição das multas de que trata esta Lei Complementar não exclui a
aplicação das sanções previstas na legislação penal, inclusive em relação a
declaração falsa, adulteração de documentos e emissão de nota fiscal em
desacordo com a operação efetivamente praticada, a que estão sujeitos o titular ou
sócio da pessoa jurídica.
Art. 38. O sujeito passivo que deixar de apresentar a Declaração Simplificada da
Pessoa Jurídica a que se refere o art. 25 desta Lei Complementar, no prazo fixado,
ou que a apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar
declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos,
nos demais casos, no prazo estipulado pela autoridade fiscal, na forma definida pelo
Comitê Gestor, e sujeitar-se-á às seguintes multas:
I - de 2% (dois por cento) ao mês-calendário ou fração, incidentes sobre o
montante dos tributos e contribuições informados na Declaração Simplificada da
Pessoa Jurídica, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega da
declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o
disposto no § 3º deste artigo;
II - de R$ 100,00 (cem reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas
ou omitidas.
§ 1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput deste artigo,
será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo
originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da
efetiva entrega ou, no caso de não-apresentação, da lavratura do auto de infração.
§ 2º Observado o disposto no § 3º deste artigo, as multas serão reduzidas:
I - à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de
qualquer procedimento de ofício;
II - a 75% (setenta e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no
prazo fixado em intimação.
§ 3º A multa mínima a ser aplicada será de R$ 500,00 (quinhentos reais).
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
§ 4º Considerar-se-á não entregue a declaração que não atender às especificações
técnicas estabelecidas pelo Comitê Gestor.
§ 5º Na hipótese do § 4º deste artigo, o sujeito passivo será intimado a apresentar
nova declaração, no prazo de 10 (dez) dias, contados da ciência da intimação, e
sujeitar-se-á à multa prevista no inciso I do caput deste artigo, observado o
disposto nos §§ 1º a 3º deste artigo.
Seção XII
Do Processo Administrativo Fiscal
Art. 39. O contencioso administrativo relativo ao Simples Nacional será de
competência do órgão julgador integrante da estrutura administrativa do ente
federativo que efetuar o lançamento ou a exclusão de ofício, observados os
dispositivos legais atinentes aos processos administrativos fiscais desse ente.
§ 1º O Município poderá, mediante convênio, transferir a atribuição de julgamento
exclusivamente ao respectivo Estado em que se localiza.
§ 2º No caso em que o contribuinte do Simples Nacional exerça atividades incluídas
no campo de incidência do ICMS e do ISS e seja apurada omissão de receita de que
não se consiga identificar a origem, a autuação será feita utilizando a maior
alíquota prevista nesta Lei Complementar, e a parcela autuada que não seja
correspondente aos tributos e contribuições federais será rateada entre Estados e
Municípios ou Distrito Federal.
§ 3º Na hipótese referida no § 2º deste artigo, o julgamento caberá ao Estado ou
ao Distrito Federal.
Art. 40. As consultas relativas ao Simples Nacional serão solucionadas pela
Secretaria da Receita Federal, salvo quando se referirem a tributos e contribuições
de competência estadual ou municipal, que serão solucionadas conforme a
respectiva competência
Seção XIII
Do Processo Judicial
Art. 41. À exceção do disposto no § 3º deste artigo, os processos relativos a
tributos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional serão ajuizados em face
da União, que será representada em juízo pela Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional.
§ 1º Os Estados, Distrito Federal e Municípios prestarão auxílio à Procuradoria-
Geral da Fazenda Nacional, em relação aos tributos de sua competência, na forma a
ser disciplinada por ato do Comitê Gestor.
§ 2º Os créditos tributários oriundos da aplicação desta Lei Complementar serão
apurados, inscritos em Dívida Ativa da União e cobrados judicialmente pela
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
§ 3º Mediante convênio, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional poderá delegar
aos Estados e Municípios a inscrição em dívida ativa estadual e municipal e a
cobrança judicial dos tributos estaduais e municipais a que se refere esta Lei
Complementar.
CAPÍTULO V
DO ACESSO AOS MERCADOS
Seção única
Das Aquisições Públicas
Art. 42. Nas licitações públicas, a comprovação de regularidade fiscal das
microempresas e empresas de pequeno porte somente será exigida para efeito de
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
assinatura do contrato.
Art. 43. As microempresas e empresas de pequeno porte, por ocasião da
participaçãoem certames licitatórios, deverão apresentar toda a documentação
exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal, mesmo que esta
apresente alguma restrição.
§ 1º Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal, será
assegurado o prazo de 2 (dois) dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao
momento em que o proponente for declarado o vencedor do certame, prorrogáveis
por igual período, a critério da Administração Pública, para a regularização da
documentação, pagamento ou parcelamento do débito, e emissão de eventuais
certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa.
§ 2º A não-regularização da documentação, no prazo previsto no § 1º deste artigo,
implicará decadência do direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas
no art. 81 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, sendo facultado à
Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação,
para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação.
Art. 44. Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência
de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte.
§ 1º Entende-se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas
pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez
por cento) superiores à proposta mais bem classificada.
§ 2º Na modalidade de pregão, o intervalo percentual estabelecido no § 1º deste
artigo será de até 5% (cinco por cento) superior ao melhor preço.
Art. 45. Para efeito do disposto no art. 44 desta Lei Complementar, ocorrendo o
empate, proceder-se-á da seguinte forma:
I - a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada poderá
apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame,
situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado;
II - não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte,
na forma do inciso I do caput deste artigo, serão convocadas as remanescentes que
porventura se enquadrem na hipótese dos §§ 1º e 2º do art. 44 desta Lei
Complementar, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito;
III - no caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e
empresas de pequeno porte que se encontrem nos intervalos estabelecidos nos §§
1º e 2º do art. 44 desta Lei Complementar, será realizado sorteio entre elas para
que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta.
§ 1º Na hipótese da não-contratação nos termos previstos no caput deste artigo, o
objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do
certame.
§ 2º O disposto neste artigo somente se aplicará quando a melhor oferta inicial não
tiver sido apresentada por microempresa ou empresa de pequeno porte.
§ 3º No caso de pregão, a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem
classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5
(cinco) minutos após o encerramento dos lances, sob pena de preclusão.
Art. 46. A microempresa e a empresa de pequeno porte titular de direitos
creditórios decorrentes de empenhos liquidados por órgãos e entidades da União,
Estados, Distrito Federal e Município não pagos em até 30 (trinta) dias contados da
data de liquidação poderão emitir cédula de crédito microempresarial.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Parágrafo único. A cédula de crédito microempresarial é título de crédito regido,
subsidiariamente, pela legislação prevista para as cédulas de crédito comercial,
tendo como lastro o empenho do poder público, cabendo ao Poder Executivo sua
regulamentação no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação
desta Lei Complementar.
Art. 47. Nas contratações públicas da União, dos Estados e dos Municípios, poderá
ser concedido tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e
empresas de pequeno porte objetivando a promoção do desenvolvimento
econômico e social no âmbito municipal e regional, a ampliação da eficiência das
políticas públicas e o incentivo à inovação tecnológica, desde que previsto e
regulamentado na legislação do respectivo ente.
Art. 48. Para o cumprimento do disposto no art. 47 desta Lei Complementar, a
administração pública poderá realizar processo licitatório:
I - destinado exclusivamente à participação de microempresas e empresas de
pequeno porte nas contratações cujo valor seja de até R$ 80.000,00 (oitenta mil
reais);
II - em que seja exigida dos licitantes a sub-contratação de microempresa ou de
empresa de pequeno porte, desde que o percentual máximo do objeto a ser sub-
contratado não exceda a 30% (trinta por cento) do total licitado;
Art. 49. Não se aplica o disposto nos arts. 47 e 48 desta Lei Complementar
quando:
I - os critérios de tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e
empresas de pequeno porte não forem expressamente previstos no instrumento
convocatório;
II - não houver um mínimo de 3 (três) fornecedores competitivos enquadrados
como microempresas ou empresas de pequeno porte sediados local ou
regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento
convocatório;
III - o tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de
pequeno porte não for vantajoso para a administração pública ou representar
prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado;
IV - a licitação for dispensável ou inexigível, nos termos dos arts. 24 e 25 da Lei nº
8.666, de 21 de junho de 1993.
CAPÍTULO VI
DA SIMPLIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO
Seção I
Da Segurança e da Medicina do Trabalho
Art. 50. As microempresas serão estimuladas pelo poder público e pelos Serviços
Sociais Autônomos a formar consórcios para acesso a serviços especializados em
segurança e medicina do trabalho.
Seção II
Das Obrigações Trabalhistas
Art. 51. As microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas:
I - da afixação de Quadro de Trabalho em suas dependências;
II - da anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de
registro;
III - de empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
de Aprendizagem;
IV - da posse do livro intitulado "Inspeção do Trabalho"; e
V - de comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias
coletivas.
Art. 52. O disposto no art. 51 desta Lei Complementar não dispensa as
microempresas e as empresas de pequeno porte dos seguintes procedimentos:
I - anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS;
II - arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações
trabalhistas e previdenciárias, enquanto não prescreverem essas obrigações;
III - apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP;
IV - apresentação das Relações Anuais de Empregados e da Relação Anual de
Informações Sociais - RAIS e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados -
CAGED.
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 53. Além do disposto nos arts. 51 e 52 desta Lei Complementar, no que se
refere às obrigações previdenciárias e trabalhistas, ao empresário com receita bruta
anual no ano-calendário anterior de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais) é
concedido, ainda, o seguinte tratamento especial, até o dia 31 de dezembro do
segundo ano subseqüente ao de sua formalização:
I - faculdade de o empresário ou os sócios da sociedade empresária contribuir para
a Seguridade Social, em substituição à contribuição de que trata o caputdo art. 21
da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, na forma do § 2º do mesmo artigo, na
redação dada por esta Lei Complementar;
II - dispensa do pagamento das contribuições sindicais de que trata a Seção I do
Capítulo III do Título V da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943;
III - dispensa do pagamento das contribuições de interesse das entidades privadas
de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, de que
trata o art. 240 da Constituição Federal, denominadas terceiros, e da contribuição
social do salário-educação prevista na Lei nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996;
IV - dispensa do pagamento das contribuições sociais instituídas pelos arts. 1º e 2º
da Lei Complementar nº 110, de 29 de junho de 2001.
Parágrafo único. Os benefícios referidos neste artigo somente poderão ser
usufruídos por até 3 (três) anos-calendário.
Seção III
Do Acesso à Justiça do Trabalho
Art. 54. É facultado ao empregador de microempresa ou de empresa de pequeno
porte fazer-se substituir ou representar perante a Justiça do Trabalho por terceiros
que conheçam dos fatos, ainda que não possuam vínculo trabalhista ou societário.
CAPÍTULO VII
DA FISCALIZAÇÃO ORIENTADORA
Art. 55. A fiscalização, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico,
sanitário, ambiental e de segurança, das microempresas e empresas de pequeno
porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou
situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse
procedimento.
§ 1º Será observado o critério de dupla visita para lavratura de autos de infração,
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
salvo quando for constatada infração por falta de registro de empregado ou
anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS, ou, ainda, na
ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço à fiscalização.
§ 2º (VETADO).
§ 3º Os órgãos e entidades competentes definirão, em 12 (doze) meses, as
atividades e situações cujo grau de risco seja considerado alto, as quais não se
sujeitarão ao disposto neste artigo.
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao processo administrativo fiscal relativo
a tributos, que se dará na forma dos arts. 39 e 40 desta Lei Complementar.
CAPÍTULO VIII
DO ASSOCIATIVISMO
Seção Única
Do Consórcio Simples
Art. 56. As microempresas ou as empresas de pequeno porte optantes pelo
Simples Nacional poderão realizar negócios de compra e venda, de bens e serviços,
para os mercados nacional e internacional, por meio de consórcio, por prazo
indeterminado, nos termos e condições estabelecidos pelo Poder Executivo federal.
§ 1º O consórcio de que trata o caput deste artigo será composto exclusivamente
por microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.
§ 2º O consórcio referido no caput deste artigo destinar-se-á ao aumento de
competitividade e a sua inserção em novos mercados internos e externos, por meio
de ganhos de escala, redução de custos, gestão estratégica, maior capacitação,
acesso a crédito e a novas tecnologias.
CAPÍTULO IX
DO ESTÍMULO AO CRÉDITO E À CAPITALIZAÇÃO
Seção I
Disposições Gerais
Art. 57. O Poder Executivo federal proporá, sempre que necessário, medidas no
sentido de melhorar o acesso das microempresas e empresas de pequeno porte aos
mercados de crédito e de capitais, objetivando a redução do custo de transação, a
elevação da eficiência alocativa, o incentivo ao ambiente concorrencial e a
qualidade do conjunto informacional, em especial o acesso e portabilidade das
informações cadastrais relativas ao crédito.
Art. 58. Os bancos comerciais públicos e os bancos múltiplos públicos com carteira
comercial e a Caixa Econômica Federal manterão linhas de crédito específicas para
as microempresas e para as empresas de pequeno porte, devendo o montante
disponível e suas condições de acesso ser expressos nos respectivos orçamentos e
amplamente divulgadas.
Parágrafo único. As instituições mencionadas no caput deste artigo deverão
publicar, juntamente com os respectivos balanços, relatório circunstanciado dos
recursos alocados às linhas de crédito referidas no caput deste artigo e aqueles
efetivamente utilizados, consignando, obrigatoriamente, as justificativas do
desempenho alcançado.
Art. 59. As instituições referidas no caput do art. 58 desta Lei Complementar
devem se articular com as respectivas entidades de apoio e representação das
microempresas e empresas de pequeno porte, no sentido de proporcionar e
desenvolver programas de treinamento, desenvolvimento gerencial e capacitação
tecnológica.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Art. 60. (VETADO).
Art. 61. Para fins de apoio creditício às operações de comércio exterior das
microempresas e das empresas de pequeno porte, serão utilizados os parâmetros
de enquadramento ou outros instrumentos de alta significância para as
microempresas, empresas de pequeno porte exportadoras segundo o porte de
empresas, aprovados pelo Mercado Comum do Sul - MERCOSUL.
Seção II
Das Responsabilidades do Banco Central do Brasil
Art. 62. O Banco Central do Brasil poderá disponibilizar dados e informações para
as instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, inclusive por
meio do Sistema de Informações de Crédito - SCR, visando a ampliar o acesso ao
crédito para microempresas e empresas de pequeno porte e fomentar a competição
bancária.
§ 1º O disposto no caput deste artigo alcança a disponibilização de dados e
informações específicas relativas ao histórico de relacionamento bancário e
creditício das microempresas e das empresas de pequeno porte, apenas aos
próprios titulares.
§ 2º O Banco Central do Brasil poderá garantir o acesso simplificado, favorecido e
diferenciado dos dados e informações constantes no § 1º deste artigo aos seus
respectivos interessados, podendo a instituição optar por realizá-lo por meio das
instituições financeiras, com as quais o próprio cliente tenha relacionamento.
Seção III
Das Condições de Acesso aos Depósitos Especiais do Fundo de Amparo
ao Trabalhador - FAT
Art. 63. O CODEFAT poderá disponibilizar recursos financeiros por meio da criação
de programa específico para as cooperativas de crédito de cujos quadros de
cooperados participem micro-empreendedores, empreendedores de microempresa
e empresa de pequeno porte bem como suas empresas.
Parágrafo único. Os recursos referidos no caput deste artigo deverão ser destinados
exclusivamente às microempresas e empresas de pequeno porte.
CAPÍTULO X
DO ESTÍMULO À INOVAÇÃO
Seção I
Disposições Gerais
Art. 64. Para os efeitos desta Lei Complementar considera-se:
I - inovação: a concepção de um novo produto ou processo de fabricação, bem
como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou
processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou
produtividade, resultando em maior competitividade no mercado;
II - agência de fomento: órgão ou instituição de natureza pública ou privada que
tenha entre os seus objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e
promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação;
III - Instituição Científica e Tecnológica - ICT: órgão ou entidade da administração
pública que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de
pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico;
IV - núcleo de inovação tecnológica: núcleo ou órgão constituído por uma ou mais
ICT com a finalidade de gerirDISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Já em uma visão macroeconômica, pode-se observar também como o comércio
beneficia a todos: uma vez que a criação um produto implica em custos, e um destes
custos é o próprio tempo deve-se pensar que ainda que um país consiga produzir tudo
com mais qualidade ou quantidade que outro, este mesmo país, ainda lucraria mais caso
se concentrasse apenas naquilo que ele produz de melhor, focando-se no
aperfeiçoamento daquele bem ao invés de produzir de forma difusa, desperdiçando
tempo. Assim, um segundo país teria menos concorrência para produzir em outros
setores, e ambos países se beneficiariam, cada um produzindo bens de forma
especializada, economizando tempo e recursos e melhorando técnicas e aumentando a
produção, o que reduziria os preços e beneficiaria os consumidores, assim, o comércio
seria benéfico a todos.[5]
Uma vez compreendido a eficácia do comércio na vida dos membros de uma sociedade
ou mesmo em uma visão macro, entre países, deve-se observar como se configura a
economia.
3 A CONFIGURAÇÃO DA ECONOMIA
Há duas formas da economia de uma sociedade se configurar, pode-se dar pela
definição do Estado, imerso no domínio público ou em um prisma privado, através do
livre exercício da atividade econômica:
Segundo os ensinamentos de Mankiw[6], a economia de um país pode ser planejada
pelo Estado, sendo este sistema conhecido como "economia de planejamento central" ou
pode ser guiada pelo Livre Mercado, em um sistema chamado de "economia de
mercado". Quando o Estado define como alocar os recursos ele decidirá quais bens
serão produzidos, quanto será produzido, quem irá produzir e como seria distribuído na
sociedade, sendo a maior preocupação do Estado, o bem-estar econômico da Sociedade.
Já quando o Estado opta por deixar o mercado livre para a iniciativa privada, teremos
milhares de famílias constituindo milhares de empresas, e tomando decisões sobre
diversos bens e serviços. Neste modelo de mercado, não há uma preocupação com o
bem-estar da sociedade, mas sim como o bem-estar próprio. As decisões são tomadas de
forma descentralizadas, e movidas por interesses particulares, mas ainda assim, a
economia de mercado privado tem se mostrado muito bem-sucedida para promover um
bem-estar geral do que a economia regulamentada pelo Estado.[7]
Robert Cooter[8] ensina que a eficiência no mercado se relaciona ao fato do homem ser
racional, e justamente por este ser racional, ele tende à buscar a maximização das
coisas:
Os economistas geralmente supõem que cada agente econômico maximize algo: os
consumidores maximizam a utilidade (isto é, a felicidade ou satisfação), as empresas
maximizam os lucros, os políticos maximizam votos, as burocracias maximizam as
receitas, [...] e assim por diante. Os economistas dizem, muitas vezes, que os modelos
que supõem o comportamento maximizador funcionam porque a maioria das pessoas
são racionais, e a racionalidade exige a maximização.[9]
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Assim, com o tempo, a maior parte dos Estados deixou de tentar regular a economia
pelo planejamento central, por perceber que o mercado operado por particulares trazia
melhores resultados.[10]
Desta forma, é interessante entender como os particulares atuam no mercado, exercendo
a liberdade comercial privada.
4 O FENÔMENO DO LIVRE EXERCÍCIO DA ATIVIDADE ECONÔMICA
No Brasil, a lei assegura o livre exercício da atividade econômica através da
Constituição Federal, em seu dispositivo 170 caput:
―A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa,
tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social
[...]. [11]‖
Depois reforça esta ideia em seu parágrafo único:
―É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica,
independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em
lei.[12] ‖
Vicente Bagnoli afirma que ―[...] o constituinte buscou afastar empecilhos burocráticos
que retardassem, dificultassem ou impedissem o exercício de qualquer atividade
econômica, salvo os casos específicos previstos em lei.[13]―
O fenômeno do sucesso da iniciativa privada conduzindo o mercado, foi observado e
estudado pelo pensador escocês Adam Smith, que buscou entender como as ações de
indivíduos egoístas agindo em nome da sua própria vontade, poderia resultar em um
mercado ordenado e estável.[14]
Ele deu a resposta em sua obra de 1776, A riqueza das nações. O homem, com sua
liberdade, rivalidade e desejo de ganhar, é ―guiado por uma mão invisível a promover
um fim que não fazia parte de sua intenção‖ – ele age de modo involuntário em nome
do interesse maior da sociedade.[15]
Para Adam Smith, ficou claro que todo indivíduo age em interesse próprio, e em um
mercado isto pode levara a uma mistura caótica de produtos e preços, mas, outras
pessoas interesseiras também fazem a competição, se aproveitando da ganancia alheia.
Isto resulta que, se um vendedor cobrar caro demais, o seu concorrente irá reduzir o
preço de seu produto, assim o primeiro não conseguirá realizar vendas, indo à falência
se não rebaixar seu preço a um valor competitivo. Também ao empregador que pagar
um salário baixo demais, terá seu concorrente pegando os empregados dele e com isto
não haverá mão de obra para o primeiro conduzir sua empresa, levando-o a falência.
Além destes fatores, o mercado por sua vez, constituído pelos consumidores, demandam
por determinados produtos, condicionando a produção. Assim a mão invisível impõe
ordem ao mercado regulado pelo setor privado.[16]
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Segundo Mankiw, Adam Smith também aborda outro ponto importante: a influência
negativa da mão opressiva do Estado sobre a mão invisível do mercado privado.
Quando o Estado decide intervir na economia ele acaba distorcendo o mercado de
alguma forma, seja controlando os preços, ou instituindo impostos, as famílias e
empresas que regem a mão invisível terão de aprender a lidar com esta distorção e o
mercado de uma forma geral vai sofrer o impacto e precisará se reajustar ao
equilíbrio.[17]
O Estado não entende o que é valioso para o mercado, o Estado planeja com base
naquilo que ele julga necessário. Os planejadores centrais falharam porque "não tinham
as informações necessárias sobre o gasto dos consumidores e os custos dos produtores
que, em uma economia de mercado são refletidas nos preços."[18]
Pensar no Estado como um ente que interfere de forma maléfica na economia leva ao
seguinte questionamento: qual é a importância do Estado para a economia?
5 O PAPEL DO ESTADO NA PROTEÇÃO DA ECONOMIA
O Estado é importante quando se entende que alguém tem que garantir o funcionamento
regular da sociedade. O comércio só irá funcionar se houver uma sociedade organizada,
e é aí que o estado entra. (Posso citar o leviatã). É na política e no direito que o estado
organiza a sociedade. Graças ao estado o cidadão tem garantido o seu direito de
propriedade privada, trazendo segurança e garantias para as relações comerciais,
viabilizando a existência do mercado em si.[19]
A propriedade privada é garantida pela Constituição Federal em seu art. 5º, XXII como
garantia ao indivíduo e como princípio da ordem econômica, sendo um pressuposto da
liberdade e iniciativa. É característica típica da economia capitalista e sem ela não
haveria segurança jurídica parasua política de inovação;
V - instituição de apoio: instituições criadas sob o amparo da Lei nº 8.958, de 20 de
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
dezembro de 1994, com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e
extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico.
Seção II
Do Apoio à Inovação
Art. 65. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e as respectivas
agências de fomento, as ICT, os núcleos de inovação tecnológica e as instituições
de apoio manterão programas específicos para as microempresas e para as
empresas de pequeno porte, inclusive quando estas revestirem a forma de
incubadoras, observando-se o seguinte:
I - as condições de acesso serão diferenciadas, favorecidas e simplificadas;
II - o montante disponível e suas condições de acesso deverão ser expressos nos
respectivos orçamentos e amplamente divulgados.
§ 1º As instituições deverão publicar, juntamente com as respectivas prestações de
contas, relatório circunstanciado das estratégias para maximização da participação
do segmento, assim como dos recursos alocados às ações referidas no caput deste
artigo e aqueles efetivamente utilizados, consignando, obrigatoriamente, as
justificativas do desempenho alcançado no período.
§ 2º As pessoas jurídicas referidas no caput deste artigo terão por meta a aplicação
de, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos recursos destinados à inovação para o
desenvolvimento de tal atividade nas microempresas ou nas empresas de pequeno
porte.
§ 3º Os órgãos e entidades integrantes da administração pública federal atuantes
em pesquisa, desenvolvimento ou capacitação tecnológica terão por meta efetivar
suas aplicações, no percentual mínimo fixado no § 2º deste artigo, em programas e
projetos de apoio às microempresas ou às empresas de pequeno porte,
transmitindo ao Ministério da Ciência e Tecnologia, no primeiro trimestre de cada
ano, informação relativa aos valores alocados e a respectiva relação percentual em
relação ao total dos recursos destinados para esse fim.
§ 4º Fica o Ministério da Fazenda autorizado a reduzir a zero a alíquota do IPI, da
Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep incidentes na aquisição de
equipamentos, máquinas, aparelhos, instrumentos, acessórios sobressalentes e
ferramentas que os acompanhem, adquiridos por microempresas ou empresas de
pequeno porte que atuem no setor de inovação tecnológica, na forma definida em
regulamento.
Art. 66. No primeiro trimestre do ano subseqüente, os órgãos e entidades a que
alude o art. 67 desta Lei Complementar transmitirão ao Ministério da Ciência e
Tecnologia relatório circunstanciado dos projetos realizados, compreendendo a
análise do desempenho alcançado.
Art. 67. Os órgãos congêneres ao Ministério da Ciência e Tecnologia estaduais e
municipais deverão elaborar e divulgar relatório anual indicando o valor dos
recursos recebidos, inclusive por transferência de terceiros, que foram aplicados
diretamente ou por organizações vinculadas, por Fundos Setoriais e outros, no
segmento das microempresas e empresas de pequeno porte, retratando e
avaliando os resultados obtidos e indicando as previsões de ações e metas para
ampliação de sua participação no exercício seguinte.
CAPÍTULO XI
DAS REGRAS CIVIS E EMPRESARIAIS
Seção I
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Das Regras Civis
Subseção I
Do Pequeno Empresário
Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação do disposto
nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, o empresário
individual caracterizado como microempresa na forma desta Lei Complementar que
aufira receita bruta anual de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais).
Subseção II (VETADO)
Art. 69. (VETADO).
Seção II
Das Deliberações Sociais e da Estrutura Organizacional
Art. 70. As microempresas e as empresas de pequeno porte são desobrigadas da
realização de reuniões e assembléias em qualquer das situações previstas na
legislação civil, as quais serão substituídas por deliberação representativa do
primeiro número inteiro superior à metade do capital social.
§ 1º O disposto no caput deste artigo não se aplica caso haja disposição contratual
em contrário, caso ocorra hipótese de justa causa que enseje a exclusão de sócio
ou caso um ou mais sócios ponham em risco a continuidade da empresa em virtude
de atos de inegável gravidade.
§ 2º Nos casos referidos no § 1º deste artigo, realizar-se-á reunião ou assembléia
de acordo com a legislação civil.
Art. 71. Os empresários e as sociedades de que trata esta Lei Complementar, nos
termos da legislação civil, ficam dispensados da publicação de qualquer ato
societário.
Seção III
Do Nome Empresarial
Art. 72. As microempresas e as empresas de pequeno porte, nos termos da
legislação civil, acrescentarão à sua firma ou denominação as expressões
"Microempresa" ou "Empresa de Pequeno Porte", ou suas respectivas abreviações,
"ME" ou "EPP", conforme o caso, sendo facultativa a inclusão do objeto da
sociedade.
Seção IV
Do Protesto de Títulos
Art. 73. O protesto de título, quando o devedor for microempresário ou empresa
de pequeno porte, é sujeito às seguintes condições:
I - sobre os emolumentos do tabelião não incidirão quaisquer acréscimos a título de
taxas, custas e contribuições para o Estado ou Distrito Federal, carteira de
previdência, fundo de custeio de atos gratuitos, fundos especiais do Tribunal de
Justiça, bem como de associação de classe, criados ou que venham a ser criados
sob qualquer título ou denominação, ressalvada a cobrança do devedor das
despesas de correio, condução e publicação de edital para realização da intimação;
II - para o pagamento do título em cartório, não poderá ser exigido cheque de
emissão de estabelecimento bancário, mas, feito o pagamento por meio de cheque,
de emissão de estabelecimento bancário ou não, a quitação dada pelo tabelionato
de protesto será condicionada à efetiva liquidação do cheque;
III - o cancelamento do registro de protesto, fundado no pagamento do título, será
feito independentemente de declaração de anuência do credor, salvo no caso de
impossibilidade de apresentação do original protestado;
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
IV - para os fins do disposto no caput e nos incisos I, II e III do caput deste artigo,
o devedor deverá provar sua qualidade de microempresa ou de empresa de
pequeno porte perante o tabelionato de protestos de títulos, mediante documento
expedido pela Junta Comercial ou pelo Registro Civil das Pessoas Jurídicas,
conforme o caso;
V - quando o pagamento do título ocorrer com cheque sem a devida provisão de
fundos, serão automaticamente suspensos pelos cartórios de protesto, pelo prazo
de 1 (um) ano, todos os benefícios previstos para o devedor neste artigo,
independentemente da lavratura e registro do respectivo protesto.
CAPÍTULO XII
DO ACESSO À JUSTIÇA
Seção I
Do Acesso aos Juizados Especiais
Art. 74. Aplica-se às microempresas e às empresas de pequeno porte de que trata
esta Lei Complementar o disposto no § 1º do art. 8º da Lei nº 9.099, de 26 de
setembro de 1995, e no inciso I do caput do art. 6º da Lei nº 10.259, de 12 de
julho de 2001, as quais, assim como as pessoas físicas capazes, passam a ser
admitidas como proponentes de ação perante o Juizado Especial, excluídos os
cessionários de direito de pessoas jurídicas.
Seção II
Da Conciliação Prévia, Mediaçãoe Arbitragem
Art. 75. As microempresas e empresas de pequeno porte deverão ser estimuladas
a utilizar os institutos de conciliação prévia, mediação e arbitragem para solução
dos seus conflitos.
§ 1º Serão reconhecidos de pleno direito os acordos celebrados no âmbito das
comissões de conciliação prévia.
§ 2º O estímulo a que se refere o caput deste artigo compreenderá campanhas de
divulgação, serviços de esclarecimento e tratamento diferenciado, simplificado e
favorecido no tocante aos custos administrativos e honorários cobrados.
CAPÍTULO XIII
DO APOIO E DA REPRESENTAÇÃO
Art. 76. Para o cumprimento do disposto nesta Lei Complementar, bem como para
desenvolver e acompanhar políticas públicas voltadas às microempresas e
empresas de pequeno porte, o poder público, em consonância com o Fórum
Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, sob a coordenação
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, deverá incentivar
e apoiar a criação de fóruns com participação dos órgãos públicos competentes e
das entidades vinculadas ao setor.
Parágrafo único. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
coordenará com as entidades representativas das microempresas e empresas de
pequeno porte a implementação dos fóruns regionais nas unidades da federação.
CAPÍTULO XIV
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 77. Promulgada esta Lei Complementar, o Comitê Gestor expedirá, em 6
(seis) meses, as instruções que se fizerem necessárias à sua execução.
§ 1º O Ministério do Trabalho e Emprego, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria da Receita Previdenciária, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
deverão editar, em 1 (um) ano, as leis e demais atos necessários para assegurar o
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
pronto e imediato tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido às
microempresas e às empresas de pequeno porte
§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista integrantes da
administração pública federal adotarão, no prazo previsto no § 1º deste artigo, as
providências necessárias à adaptação dos respectivos estatutos ao disposto nesta
Lei Complementar.
§ 3º (VETADO).
Art. 78. As microempresas e as empresas de pequeno porte que se encontrem sem
movimento há mais de 3 (três) anos poderão dar baixa nos registros dos órgãos
públicos federais, estaduais e municipais, independentemente do pagamento de
débitos tributários, taxas ou multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas
declarações nesses períodos.
§ 1º Os órgãos referidos no caput deste artigo terão o prazo de 60 (sessenta) dias
para efetivar a baixa nos respectivos cadastros.
§ 2º Ultrapassado o prazo previsto no § 1º deste artigo sem manifestação do órgão
competente, presumir-se-á a baixa dos registros das microempresas e as das
empresas de pequeno porte.
§ 3º A baixa, na hipótese prevista neste artigo ou nos demais casos em que venha
a ser efetivada, inclusive naquele a que se refere o art. 9º desta Lei Complementar,
não impede que, posteriormente, sejam lançados ou cobrados impostos,
contribuições e respectivas penalidades, decorrentes da simples falta de
recolhimento ou da prática, comprovada e apurada em processo administrativo ou
judicial, de outras irregularidades praticadas pelos empresários, pelas
microempresas, pelas empresas de pequeno porte ou por seus sócios ou
administradores, reputando-se como solidariamente responsáveis, em qualquer das
hipóteses referidas neste artigo, os titulares, os sócios e os administradores do
período de ocorrência dos respectivos fatos geradores ou em períodos posteriores.
§ 4º Os titulares ou sócios também são solidariamente responsáveis pelos tributos
ou contribuições que não tenham sido pagos ou recolhidos, inclusive multa de mora
ou de ofício, conforme o caso, e juros de mora.
Art. 79. Será concedido, para ingresso no regime diferenciado e favorecido
previsto nesta Lei Complementar, parcelamento, em até 120 (cento e vinte)
parcelas mensais e sucessivas, dos débitos relativos aos tributos e contribuições
previstos no Simples Nacional, de responsabilidade da microempresa ou empresa
de pequeno porte e de seu titular ou sócio, relativos a fatos geradores ocorridos até
31 de janeiro de 2006.
§ 1º O valor mínimo da parcela mensal será de R$ 100,00 (cem reais),
considerados isoladamente os débitos para com a Fazenda Nacional, para com a
Seguridade Social, para com a Fazenda dos Estados, dos Municípios ou do Distrito
Federal.
§ 2º Esse parcelamento alcança inclusive débitos inscritos em dívida ativa.
§ 3º O parcelamento será requerido à respectiva Fazenda para com a qual o sujeito
passivo esteja em débito.
§ 4º Aplicam-se ao disposto neste artigo as demais regras vigentes para
parcelamento de tributos e contribuições federais, na forma regulamentada pelo
Comitê Gestor.
Art. 80. O art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, fica acrescido dos
seguintes §§ 2º e 3º, passando o parágrafo único a vigorar como § 1º:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
"Artigo 21. (...)
(...)
§ 2º É de 11% (onze por cento) sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal
do
salário-de-contribuição a alíquota de contribuição do segurado contribuinte individual
que
trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, e do
segurado facultativo que optarem pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria
por
tempo de contribuição.
§ 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o
tempo
de contribuição correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de
contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição a que se refere o art.
94 da
Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, deverá complementar a contribuição mensal
mediante o
recolhimento de mais 9% (nove por cento), acrescido dos juros moratórios de que trata
o
disposto no art. 34 desta Lei." (NR)
Art. 81. O art. 45 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
"Artigo 45. (...)
(...)
§ 2º Para apuração e constituição dos créditos a que se refere o § 1º deste artigo, a
Seguridade Social utilizará como base de incidência o valor da média aritmética simples
dos
maiores salários- de-contribuição, reajustados, correspondentes a 80% (oitenta por
cento) de
todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994.
(...)
§ 4º Sobre os valores apurados na forma dos §§ 2º e 3º deste artigo incidirão juros
moratórios
de 0,5% (zero vírgula cinco por cento) ao mês, capitalizados anualmente, limitados ao
percentual máximo de 50% (cinqüenta por cento), e multa de 10% (dez por cento).
(...)
§ 7º A contribuição complementar a que se refere o § 3º do art. 21 desta Lei será exigida
a
qualquer tempo, sob pena de indeferimento do benefício." (NR)
Art. 82. A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com as seguintes
alterações:
"Artigo 9º (...)
§ 1º O Regime Geral de Previdência Social - RGPS garante a cobertura de todas as
situações
expressas no art. 1º desta Lei, exceto as de desemprego involuntário, objeto de lei
específica, e
de aposentadoria por tempo de contribuição para o trabalhador de que trata o § 2º do art.
21 da
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.
(...).....(...)...(...)..(...)" (NR)
"Artigo 18. (...).........(...)I - (...)
(...)
c) aposentadoria por tempo de contribuição;
(...)
§ 3º O segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de
trabalho
com empresa ou equiparado, e o segurado facultativo que contribuam na forma do § 2º
do art.
21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, não farão jus à aposentadoria por tempo de
contribuição." (NR)
"Artigo 55. (...)
(...)
§ 4º Não será computado como tempo de contribuição, para efeito de concessão do
benefício
de que trata esta subseção, o período em que o segurado contribuinte individual ou
facultativo
tiver contribuído na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991,
salvo se
tiver complementado as contribuições na forma do § 3º do mesmo artigo." (NR)
Art. 83. O art. 94 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, fica acrescido do
seguinte § 2º, passando o parágrafo único a vigorar como § 1º:
"Artigo 94. (...)
(...)
§ 2º Não será computado como tempo de contribuição, para efeito dos benefícios
previstos em
regimes próprios de previdência social, o período em que o segurado contribuinte
individual ou
facultativo tiver contribuído na forma do § 2º do art. 21 da Lei nº 8.212, de 24 de julho
de 1991,
salvo se complementadas as contribuições na forma do § 3º do mesmo artigo." (NR)
Art. 84. O art. 58 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescido do
seguinte § 3º:
"Artigo 58. (...)
(...)
§ 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio
de
acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em
local de
difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo
empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração." (NR)
Art. 85. (VETADO).
Art. 86. As matérias tratadas nesta Lei Complementar que não sejam reservadas
constitucionalmente a lei complementar poderão ser objeto de alteração por lei
ordinária.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Art. 87. O § 1º do art. 3º da Lei Complementar nº 63, de 11 de janeiro de 1990,
passa a vigorar com a seguinte redação:
"Artigo 3º (...)
§ 1º O valor adicionado corresponderá, para cada Município:
I - ao valor das mercadorias saídas, acrescido do valor das prestações de serviços, no
seu
território, deduzido o valor das mercadorias entradas, em cada ano civil;
II - nas hipóteses de tributação simplificada a que se refere o parágrafo único do art. 146
da
Constituição Federal, e, em outras situações, em que se dispensem os controles de
entrada,
considerar- se-á como valor adicionado o percentual de 32% (trinta e dois por cento) da
receita
bruta.
(...)" (NR)
Art. 88. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação,
ressalvado o regime de tributação das microempresas e empresas de pequeno
porte, que entra em vigor em 1º de julho de 2007.
Art. 89. Ficam revogadas, a partir de 1º de julho de 2007, a Lei nº 9.317, de 5 de
dezembro de 1996, e a Lei nº 9.841, de 5 de outubro de 1999.
Brasília, 14 de dezembro de 2006; 185º da Independência e 118º da
República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Guido Mantega
Luiz Marinho
Luiz Fernando Furlan
Dilma Rousseff
ANEXO I
Partilha do Simples Nacional - Comércio
Receita Bruta em 12 meses (em
R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP INSS ICMS
Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33%
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
ANEXO II
Partilha do Simples Nacional - Indústria
Receita Bruta em 12 meses
(em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP INSS ICMS IPI
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25% 0,50%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,97% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86% 0,50%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,34% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33% 0,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%
ANEXO III
Partilha do Simples Nacional - Serviços e Locação de Bens Móveis
Receita Bruta em 12 meses (em
R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP INSS ISS
Até 120.000,00 6,00% 0,00% 0,39% 1,19% 0,00% 2,42% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 8,21% 0,00% 0,54% 1,62% 0,00% 3,26% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 480.000,01 a 600.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,65%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,0015,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%
ANEXO IV
Partilha do Simples Nacional - Serviços
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP ISS
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
De 480.000,01 a 600.000,00 8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 600.000,01 a 720.000,00 9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 720.000,01 a 840.000,00 10,26% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 840.000,01 a 960.000,00 10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%
ANEXO V
1) Será apurada a relação (r) conforme abaixo:
(r) = Folha de Salários incluídos encargos (em 12 meses) / Receita Bruta (em 12
meses)
2) Na hipótese em que (r) seja maior ou igual a 0,40 (quarenta centésimos), as
alíquotas do Simples Nacional relativas ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins
corresponderão ao seguinte:
Receita Bruta em 12 meses (em R$) IRPJ, PIS/PASEP, COFINS E CSLL
Até 120.000,00 4,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 4,48%
De 240.000,01 a 360.000,00 4,96%
De 360.000,01 a 480.000,00 5,44%
De 480.000,01 a 600.000,00 5,92%
De 600.000,01 a 720.000,00 6,40%
De 720.000,01 a 840.000,00 6,88%
De 840.000,01 a 960.000,00 7,36%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 7,84%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 8,32%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 8,80%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 9,28%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 9,76%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,24%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,72%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,20%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,68%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 12,16%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 12,64%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 13,50%
3) Na hipótese em que (r) seja maior ou igual a 0,35 (trinta e cinco centésimos) e
menor que 0,40 (quarenta centésimos), a alíquota do Simples Nacional relativa ao
IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins para todas as faixas de receita bruta será igual a
14,00% (catorze por cento).
4) Na hipótese em que (r) seja maior ou igual a 0,30 (trinta centésimos) e menor
que 0,35 (trinta e cinco centésimos), a alíquota do Simples Nacional relativa ao
IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins para todas as faixas de receita bruta será igual a
14,50% (catorze inteiros e cinqüenta centésimos por cento).
5) Na hipótese em que (r) seja menor que 0,30 (trinta centésimos), a alíquota do
Simples Nacional relativa ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins para todas as faixas de
receita bruta será igual a 15,00% (quinze por cento).
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
6) Somar-se-á a alíquota do Simples Nacional relativa ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e
Cofins apurada na forma acima a parcela correspondente ao ISS prevista no Anexo
IV desta Lei Complementar.
7) A partilha das receitas relativas ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins arrecadadas
na forma deste Anexo será realizada com base nos seguintes percentuais:
Receita Bruta em 12 meses (em R$) IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP
Até 120.000,00 0,00% 49,00% 51,00% 0,00%
De 120.000,01 a 240.000,00 0,00% 49,00% 51,00% 0,00%
De 240.000,01 a 360.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 360.000,01 a 480.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 480.000,01 a 600.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 600.000,01 a 720.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 720.000,01 a 840.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 840.000,01 a 960.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 45,00% 23,00% 27,00% 5,00%
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Teoria Geral Empresa.
Obrigações dos Empresários:
Os atos necessários para a formalização do registro de empresa
Os empresários têm certas obrigações que, uma vez não cumpridas, implicam
em graves consequências, até mesmo penais. São elas: o registro na Junta Comercial,
a escrituração regular de seus negócios e as demonstrações contábeis periódicas. O
empresário que não cumpri-las é chamado de empresário irregular e sua empresa
informal.
O principal ato a ser cumprido tem a atual denominação de ―Registro de
Empresas Mercantis e Atividades Afins‖, e deve ser efetuado pelas sociedades
empresárias na Junta Comercial competente da unidade federativa em que se localiza.
Já as sociedades simples devem registrar-se no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
O Departamento Nacional do Registro do Comércio é o órgão federal
responsável pela normatização, disciplina, supervisão e controle do registro, isto é,
tem competência para coordenar e orientar os atos praticados pelas Juntas Comerciais
e organizar o Cadastro Nacional de Empresas Mercantis.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Já as Juntas Comerciais se estruturam de acordo com a legislação estadual
respectiva. Elas devem ser comportas pela Presidência (responsável pela
administração e direção), Plenário (composto pelos vogais, é o principal órgão
deliberativo), Turmas (integram o Plenário, composta por 3 vogais), Secretaria-Geral
(executa os atos de registro) e Procuradoria (tem função de consultoria e fiscalização).
Os Registros são efetuados em três atos distintos:
1. Matrícula: refere-se a profissionais que exercem atividades sujeitas ao
controledas Juntas comerciais (leiloeiros, tradutores públicos e
intérpretes comerciais, trapicheiros e administradores de armazéns-
gerais);
2. Arquivamento: faz referência à generalidade de atos levados ao registro
de empresas (constituição, alteração, dissolução e extinção de sociedades
empresárias) e documentos de interesse de empresários ou da empresa;
3. Autenticação: refere-se aos instrumentos de escrituração (livros
contábeis, fichas, balanços e outras demonstrações financeiras).
Esses atos têm apenas alcance formal, não cabendo às Juntas apreciar seu
mérito, mas tão somente sua formalidade e observância das exigências legais. Caso a
Junta extrapole essa competência, é possível a interposição de mandado de segurança.
A Sociedade Empresária que não cumprir esses atos, isso é, a sociedade não
registrada torna-se irregular, o que implica na responsabilidade ilimitada dos sócios e
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
seu patrimônio pelas obrigações da sociedade. Além disso, a sociedade irregular não
tem legitimidade para o pedido de falência de outro comerciante, bem como não pode
requerer recuperação judicial. Ainda, não será possível se inserir no Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas e, por consequência, deverá pagar multa pela
inobservância da obrigação.
Os atos de registro são, como se pôde verificar, de extrema importância para o
pleno e efetivo funcionamento da empresa. Uma vez descumpridos ou, ainda,
cumpridos imprecisamente, toda a atividade empresarial restará prejudicada e, por
consequência, será ferido seu principal objetivo: a obtenção do lucro, o que não se
pode admitir no âmbito comercial.
Como já foi dito, a principal obrigação dos empresários é o registro de todos os
atos societários. Contudo, outra obrigação não menos importante é manter a
escrituração dos negócios que realizam, isto é, manter uma espécie de contabilidade.
A escrituração é uma forma de o próprio empresário avaliar seus resultados e
desempenhos, assim tem função de natureza gerencial. Outra função está relacionada
à necessidade de demonstrações dos resultados para outras pessoas, que tem
natureza documental.
Ainda, a escrituração serve para exercer o controle da incidência e do
pagamento dos tributos, ou seja, tem também função fiscal, a qual deve ser realizada
por pessoas especializadas.
Manter os livros atualizados é dever fundamental do empresário. Eles são
instrumentos unilaterais, e podem ser contábeis ou simplesmente memoriais (livros de
empregados, de operações de compra e venda e etc.), sendo que nos segundos não há
necessidade de uma contabilidade por profissional especializado, mas somente a
apresentação de dados fáticos.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Os livros dividem-se em duas categorias distintas, de acordo com sua
exigibilidade:
1. Obrigatórios: sua escrituração é imposta e sua falta implica em sanções.
São os diários (é o livro contábil que deve ser atualizado diariamente as
operações da atividade empresarial), os registros de duplicatas (só é
imposta àqueles que emitem duplicata mercantil ou prestação e
serviços), os livros próprios das sociedades anônimas (onde são
registradas as atas de assembleias gerais), os livros de atas da assembleia
e os livros de atas e pareceres do conselho fiscal.
2. Facultativos: qualquer registro ordenado e uniforme que os empresários
mantenham para controlar o andamento de seus negócios.
A escrituração deve, ainda, atender aos requisitos intrínsecos previstos em lei,
nos seguintes termos:
“Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em
forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em
branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as
margens.”
Existem também requisitos extrínsecos que devem ser cumpridos para conferir
segurança jurídica, são eles: o termo de abertura, o termo e encerramento e a
autenticação da Junta Comercial.
É de suma importância ressaltar que os livros comerciais são dotados de sigilo,
de acordo com o art. 1.190 do Código Civil, porém não é aplicado contra autoridades
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10655619/artigo-1190-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c�digo-civil-lei-10406-02
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
fiscais ou ordem judicial. Ainda, a jurisprudência aceita a fiscalização dos livros em
dois casos, de acordo com a Súmula 439 do Supremo Tribunal Federal:
―Estão sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais,
limitado o exame aos pontos objeto da investigação.‖
A falta da escrituração implica em consequências sancionadoras e motivadoras.
As sancionadoras importam em penalização, e na órbita civil importam na veracidade
dos fatos apresentados pela parte adversa em medida judicial e na órbita penal
importam na tipificação de crime falimentar. Já as motivadoras são a inacessibilidade
à recuperação judicial e ineficácia probatória da escrituração.
Outro dever a ser observado pelos empresários consiste na obrigação de
demonstrações contábeis periódicas. Quando se fala em sociedades limitadas, essa
obrigação corresponde ao levantamento do balanço geral do ativo (bens, dinheiro e
crédito) e passivo (obrigações de que é devedora) e a demonstração de resultados.
Esses balanços serão inseridos no livro Diário.
Já no caso das sociedades anônimas, a lei exige, ainda, além do balanço
patrimonial, o levantamento de outras demonstrações contábeis: lucros ou prejuízos
acumulados, resultado do exercício, dos fluxos de caixa e valor adicionado.
As demonstrações são, em regra, anuais, e as consequências da sua falta são a
dificuldade de acesso ao crédito bancário, a não permissão em participação de
licitação promovida pelo Poder Público e, por fim, a responsabilidade dos
administradores perante os sócios por eventuais prejuízos.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Conclui-se, portanto, que tanto a escrituração quanto as demonstrações
contábeis periódicas são atos cujo objetivo é assegurar a transparência de
informações relevante das empresas, diferentemente dos atos de registro, cujo
objetivo é a formalização e a limitação da responsabilidade dos sócios.
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
https://karenmpires.jusbrasil.com.br/artigos/174149059/obrigacoes-dos-empresarios
Disciplina: Teoria Geral da Empresa:
Assunto: Escrituração Contábil:
Analisaremos a escrituração nos campos da legislação societária, tributária e
profissional, do meio empresarial.
Escrituração. Lançamento. Planejamento. Técnica contábil.
A escrituração contábil é a primeira e mais importante das técnicas contábeis,
pois somente a partir dela que se desenvolvem as demais técnicas de demonstração,
analise e auditoria, sua finalidade é a de fornecer a pessoas interessadas informações
sobre um patrimônio determinado.
Todo fato da entidade deverá ser escriturado, para este fim devem ser
utilizados livros contábeis, que devem seguir critérios intrínsecos e extrínsecos, de
acordo com a legislação. Alguns livros são obrigatórios, taiscomo o Livro Diário e o
Livro Razão que de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/livro_diario/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
devem ser registros permanentes da empresa, outros são facultativos, pois, por não
serem exigidos por lei, podem ser adotados ou não a critério da empresa.
A contabilidade de uma entidade deverá ser centralizada, sendo que é
facultado às pessoas jurídicas que possuírem filiais, sucursais ou agências, manter
contabilidade não centralizada, devendo incorporar na escrituração da Matriz os
resultados de cada uma delas, conforme artigo 252 do Decreto n. º 3.000/99, o mesmo
se aplica a filiais, sucursais, agências ou representações, no Brasil, das pessoas
jurídicas com sede no exterior, devendo o agente ou representante escriturar os seus
livros comerciais, de modo que demonstrem, além dos seus próprios rendimentos, os
lucros reais apurados nas operações alheias em que agiu como intermediário.
A Resolução n. º 684/90, editada pelo Conselho Federal de Contabilidade,
estabelece que a empresa que tiver unidade operacional ou de negócios, quer com
filial, agência, sucursal ou assemelhada, e que optar por sistema de escrituração
descentralizado deverá ter registros contábeis que permitam a identificação das
transações de cada uma dessas unidades, a escrituração de todas as unidades deverá
integrar um único sistema contábil, sendo que o grau de detalhamento dos registros
contábeis ficará a critério da empresa.
As contas recíprocas relativas às transações entre matriz e unidades, ou vice-
versa, serão eliminadas quando da elaboração das demonstrações contábeis. As
despesas e receitas que não possam ser atribuídas às unidades serão registradas na
matriz, enquanto o rateio de despesas e receitas, da matriz para as unidades, ficará a
critério da administração.
O método utilizado para a escrituração contábil é o método das partidas
dobradas, desenvolvido pelo frade Luca Pacioli em 1494, neste método todo
lançamento deverá conter a origem e o destino do mesmo, ou seja, para todo débito
haverá um crédito de mesmo valor, ou vice-versa.
DESENVOLVIMENTO
Na escrituração dos livros contábeis algumas formalidades devem ser
observadas, estas formalidades se subdividem em dois tipos:
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Formalidades Extrínsecas: São as formalidades relacionadas à apresentação ou
aparência dos livros, esta formalidade exige por exemplo que os livros, sejam
encadernados, que tenham suas folhas numeradas tipograficamente, possuam termo de
abertura e de encerramento em que conste entre outras informações a assinatura do
responsável, a identificação da empresa e do livro, espécie de livro, número de
páginas e número de ordem, etc...
Formalidades intrínsecas: São as formalidades relacionadas à escrituração
propriamente dita, segundo as formalidades intrínsecas os livros de escrituração
devem obedecer a um método de escrituração mercantil uniforme, em língua e moeda
nacionais, com individualização e clareza, ser escriturado em rigorosa ordem
cronológica, não conter, rasuras, emendas, entrelinhas, borrões ou raspaduras, espaços
em branco, observações ou escritas à margem..
Livros contábeis
1.1 Livro razão
Após lançamento no Diário, o registro contábil é desdobrado e lançado, conta
por conta, em um livro ou jogo de fichas denominado Razão.
A sua escrituração deve ser individualizada e obedecer à ordem cronológica
das operações, sendo dispensável o registro ou autenticação do livro ou fichas, e o seu
preenchimento devem obedecer ao método das partidas dobradas.
O lançamento no livro Razão é muito importante para as empresas, pois, com a
totalização individual das contas, possibilita saber a qualquer momento, o saldo de
cada uma delas. Com esses dados fornecidos através da escrituração do livro razão,
temos o controle do patrimônio, e essas informações trazem resultados positivos para
melhor administrar as organizações empresarias.
1.2 . Livro diário
O livro diário assim como o razão são os principais livros da contabilidade, o
diário registra todas as operações que envolvam o patrimônio da empresa no decorrer
de um período. O livro diário, ao contrário do razão deve ser autenticado e é de uso
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/livro_diario/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/livro_diario/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
obrigatório. É um livro que se registra todas as operações contábeis da Entidade, em
ordem cronológica e com a observância de regras, como as suas folhas numeradas
sequencialmente e serão lançados os atos ou operações da atividade que altere ou
possam vir alterar a situação patrimonial da empresa.
O livro Diário deverá conter o termo de abertura e encerramento, a ser
submetido ao órgão competente do Registro do Comércio dentro do prazo previsto na
legislação, sob pena de multa prevista no Imposto de Renda.
1.3 livros auxiliares
Nas entidades empresariais adotam outros livros, que são considerados extras
contábeis, que são conhecidos como fiscais sociais e administrativos.
1.3.1. Livros Sociais, exigidos para as sociedades que se enquadra na Lei n.
6.404/76, que são:
Registro de Atas de Assembleias Gerais;
Registro de Presença de Acionistas;
Registro de Atas de Reuniões da Diretoria;
Registro das Ações Normativas;
Registro de Transferência das Ações Normativas;
Registro de Partes Beneficiárias;
Registro de Debêntures, etc.
1.3.2 Livros Fiscais, que são exigidos pela legislação fiscal, que são:
Inventário;
Apuração de Lucro Real;
Razão Auxiliar;
Registro de Entrada de Mercadorias;
Registro de Saída de Mercadorias;
Registro de Controle de Produção e Estoque;
Registro de Impressão de Documentos Fiscais;
Registro de Apuração de ICMS;
Registro de Apuração de IPI;
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/livro_diario/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/imposto_de_renda/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Registro de Apuração de ISS, etc.
1.3.3 Outros livros
Caixa
Controles Bancários
Registro de Duplicatas
Registro de Empregados, etc.
2. Requisitos para escrituração do livro diário
Cada lançamento no Diário deverá ter:
Local e data da operação
Título da conta de débito
Título da conta de crédito
Histórico
Estes quesitos a ser observados, são obrigatórios, porque eles padronizam a
escrituração nos livros, trazendo estética e segurança no trabalho profissional.
3. Legislação societária
Está previsto nos artigos1.179 a1.195 do Novo Código Civil Brasileiro, a
obrigatoriedade da escrituração contábil nas sociedades empresariais, obrigadas a
seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração
uniforme de seus livros em documentos hábeis e a levantar anualmente o balanço
patrimonial e o de resultado econômico.
Essa mesma lei dispensa da escrituraçãoos pequenos empresários, conforme
art. 68 da Lei Complementar 123/06, e considera como pequeno empresário, os
mandamentos dos artigos 970 e 1.179 da Lei 10.406/02 (novo código civil) e o
empresário individual enquadrado como microempresa que auferir receita bruta anual
até R$36.000,00.
No capítulo XV da Lei 6.404/76 existe a determinação de que ao fim de cada
exercícios social a diretoria deverá elaborar com base na escrituração mercantil das
companhia, as demonstrações financeiras e contábeis, já no art 177 da mesma lei,
estabelece que a escrituração das empresas deve ser mantida em registros
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/balanco_patrimonial/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/balanco_patrimonial/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/balanco_patrimonial/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
permanentes, com obediência aos preceitos da legislação empresarial e aos princípios
de contabilidade, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes,
segundo o regime de competência.
A legislação que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do
empresário e da sociedade empresaria, menciona: para instruir o pedido do benefício
de recuperação judicial devem ser juntadas as demonstrações e os demais documentos
contábeis, na forma do art . 51, inciso II, e no parágrafo 2° da Lei 11.101/05. Esta
mesma lei estabelece severas punições pela não execução ou pela apresentação de
falhas na escrituração contábil conforme artigos (168 a182).
4. Legislação tributária
No âmbito da legislação tributária, a escrituração contábil se mostra de suma
importância, pois os livros obrigatórios de escrituração empresarial e fiscal deverão
ser mantidos enquanto o credito tributário não prescreva, lembrando que, o prazo
de prescrição ocorre a partir do momento do lançamento do crédito tributário, e este
prazo de acordo com o CTN é de 5 (cinco) anos, porém existe também o prazo
decadencial, que é o prazo para o fisco efetuar o lançamento do credito tributário,
este prazo também é de 5 (cinco) anos, então não basta conservar os documentos por
apenas 5 (cinco) anos, já que, se o fisco demorar 5 anos para lançar o credito
tributário, os dados deverão ser preservados por 10 anos, isto se não ocorrer
interrupção ou suspensão do prazo, prorrogando ainda mais a guarda dos registros
contábeis.
O decreto 3.000/99, que regulamenta o Imposto de Renda determina em seu
art. 251 que a pessoa jurídica sujeita à tributação com base no lucro real deve manter
escrituração com observância das leis comerciais e fiscais. A escrituração deve
abranger todas as operações do contribuinte, os resultados apurados em sua atividade
nacionais, bem como os lucros, rendimentos e ganhos de capital no exterior.
Tratando de empresa enquadrada no lucro presumido é dispensada a
escrituração contábil completa, mas esse benefício se aplica no regulamento do
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/imposto_de_renda/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/lucro_real/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/lucro_presumido/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
imposto de renda, não contemplando à legislação empresarial, societária e
previdenciária, entre outras.
A lei complementar 123/06 estabelece regras gerais relativo ao tratamento
diferenciado e favorecido, aplicados às microempresas e empresas de pequeno
porte no âmbito dos poderes daUnião, dos Estados, Distrito Federal e dos
Municípios.
O artigo 27 da lei complementar diz que as microempresas e empresas de
pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar
contabilidade simplificada para os registros e controle das operações realizadas,
conforme regulamentação do Comitê Gestor.
Como se pode observar, a escrituração contábil tem sua importância nas
entidades empresariais, isto não só pela exigência legal, pois para se ter uma empresa
organizada e um bom planejamento, inicia-se pela escrituração, através dela o
empresário terá uma visão global de seu investimento.
5. Legislação profissional
O Conselho Federal de Contabilidade, por meio da Resolução CFC n°563/93,
aprovou a NBCT 2, normatizando as formalidades da escrituração contábil que, entre
outros procedimentos, estabelece:
I- escrituração será executada em moeda corrente nacional, em forma
contábil, em ordem cronológica de dias, mês, e ano, com ausência de espaços em
branco, entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens e,
ainda, com base em documentos probantes.
II- A terminologia adotada deverá expressar o verdadeiro significado da
transação efetuada, admitindo-se o uso de código e/ou abreviaturas de históricos.
III- O diário poderá ser escriturado por partidas mensais ou de forma
sintetizada, desde que apoiado em registros auxiliares que permitam a identificação
individualizada dos registros.
As formalidades inerentes às Demonstrações Contábeis estão contidas nas
NBCT2.7 e NBCT3, que trazem esclarecimentos importantes sobre a elaboração do
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/imposto_de_renda/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/simples_nacional/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Balanço Patrimonial e outros demonstrativos previsto em lei, definido os seus
conceitos, conteúdos e estruturas.
A NBCT19.13 baixada pelo CFC, por meio da Resolução 1115/2007, trata
escrituração Contábil Simplificada para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte,
diferenciando das demais empresas e proporcionando tratamento diferenciado a este
seguimento empresarial.
Independente da legislação societária e fiscal, o contabilista é obrigado a
cumprir as normas emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, estando
sujeito às penalidades impostas pelo código de ética profissional.
Conclusão
Como podemos perceber, a escrituração contábil está presente em inúmeras
normas que deverão ser conhecidas pelo profissional que atuará na área, portanto é
necessário um amplo conhecimento dos aspectos formais e matérias relativos à
escrituração para não incorrer em erros ou punições relativos a legislação vigente. A
atualização profissional neste caso deverá ser feita de forma continuada, observando
as novas normas que são incluídas a cada dia em nosso ordenamento jurídico e
contábil, não deixando de lado, a atualização técnica relativa às ferramentas utilizadas
no processo contábil, tais como, a utilização da informática, a leitura assídua de outros
ramos do conhecimento que auxiliarão a carreira profissional.
Fontes Pesquisadas:
Bibliográfia Pesquisada:
Site: https://www.contabeis.com.br/artigos/685/escrituracao-contabil/
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade. Brasília: Editora
CFC
Equipe de Professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Contabilidade Introdutória. São Paulo:
Editora Atlas
MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. São Paulo: Editora Atlas.
REIS, Arnaldo. Iniciação à Contabilidade. São Paulo: Editora Saraiva.
BOM ESTUDO:
PROFº FÁBIO Souza Direito Empresarial.
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/balanco_patrimonial/https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/
https://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade/a atuação dos agentes econômicos no mercado.[20]
Além das garantias fundamentais para viabilizar o comércio, o Estado pode atuar na
economia como guardião do equilíbrio do mercado, já que nem sempre o equilíbrio será
mantido, como bem ensina Mankiw:
Outro ponto fundamental para justificar a importância do estado para economia, são as
razões legitimas de intervenção do estado na economia, sendo duas razões genéricas: A
primeira se mostra quando a 'mão invisível' do mercado privado não consegue alocar os
recursos de forma eficaz. Geralmente o defeito na eficácia se manifesta em razão do
surgimento de uma 'falha de mercado' que geralmente surge de uma externalidade, ou
seja, "o impacto das ações e uma pessoa sobre o bem-estar dos outros que estão
próximos."[21]
Como exemplo de externalidade, pode-se citar a poluição. Outra forma de falha de
mercado é o poder de mercado, que se caracteriza pela "capacidade de uma pessoa (ou
um pequeno grupo de pessoas) influenciar indevidamente os preços de mercado. Como
exemplos de poder de mercado pode-se mencionar: o monopólio, o oligopólio, o
mercado monopsônio, o oligopsônio.[22]
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constitui��o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730256/inciso-xxii-do-artigo-5-da-constitui��o-federal-de-1988
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Robert Cooter aponta quais políticas públicas devem ser usadas para o combate do
poder de mercado:
As políticas públicas para corrigir as deficiências do monopólio são substituir o
monopólio pela concorrência onde isso seja possível ou regulamentar o preço cobrado
pelo monopolista. A primeira política é a razão de ser das leis antitruste. Mas às vezes
não é possível ou sequer desejável substituir um monopólio. Monopólios naturais, a
exemplo das concessionárias de serviços públicos, são um exemplo disso; esses
monopólios tem a permissão de continuar existindo, mas o governo regulamenta seus
preços.[23]
A segunda forma legitima para um Estado intervir na economia é a promoção da
igualdade. Embora a mão invisível garanta o desenvolvimento da economia, ela não é
capaz de garantir sempre que o desenvolvimento será imbuído de igualdade. Isto
acabará resultando em situações onde nem todos terão recursos básicos o suficiente para
se manter, como por exemplo, a fome, desemprego, má distribuição de renda entre
setores distintos da economia.[24]
Tanto em um caso quando em outro, o Estado terá a legitimidade necessária para
intervir, implementando políticas públicas para equilibrar e corrigir os possíveis
problemas que o mercado privado venha a gerar. Garantindo assim, o funcionamento
pleno da sociedade e evitando o colapso do mercado.[25]
Dizer que o governo pode, por vezes, melhorar os resultados do mercado não significa
que ele sempre o fará. A política pública não é feita por anjos, mas por um processo
político que está longe de ser perfeito. Às vezes, as políticas são concebidas somente
para recompensar os politicamente poderosos. Às vezes são feitas por líderes bem-
intencionados, mas mal informados. [26]
Desta forma, pode-se dizer que um dos objetivos do estudo da economia é justamente
perceber quando uma política do governo será justificável e quando será apenas
prejudicial ao livre mercado privado que é regulado pela ―mão invisível‖ de Adam
Smith.
6 A LIVRE INICIATIVA E A LIVRE CONCORRÊNCIA COMO FATORES
VIABILIZANTES DO EQUILÍBRIO DE MERCADO
No Brasil, com a chegada da Constituição Federal de 1988, o legislador optou pelo
mercado regulado pela iniciativa privada, e para tanto, ele estabeleceu no dispositivo
170 e seguintes da carta constitucional, os princípios da ordem econômica, estando entre
eles a Livre iniciativa (caput) e a Livre Concorrência (170, IV), que podem ser
entendidas como a livre possibilidade de ingresso no mercado, de qualquer pessoa que
se interesse a vender determinado produto ou serviço garantindo aos agentes
econômicos, a oportunidade de competirem de forma justa no mercado.[27]
A livre concorrência se baseia nos conceitos de liberalismo econômico, que se
contextualiza por pensadores como Friedrich Hayek, defensor do livre mercado. A ideia
a de que as empresas não conhecem a amplitude do mercado econômico, mas ela sabe
exatamente sobre o próprio mercado, entendendo quanto deve produzir e como deve
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
cobrar, gerindo o seu mercado de maneira autônoma, porém, sua atuação acaba
refletindo no mercado como um todo, influenciando e sendo influenciada pelo mesmo.
Isso produz um mercado livre, que devem ser protegidos pelo governo para que
tenhamos uma sociedade livre.[28]
A livre concorrência traz benefícios para o consumidor, ao estimular o ingresso de
diversas fontes de fornecimento de produtos ou serviços, dando assim, mais opções de
consumo e gerando a concorrência que força a redução do preço do produto final ou a
elevação da qualidade, aperfeiçoando o produto e trazendo novos diferenciais para o
mercado. [29]
Também deve-se mencionar que a livre concorrência se harmoniza com o equilíbrio
econômico do mercado, cujo maior pensador é Léon Walras, responsável pela teoria do
equilíbrio geral, que trabalha com a oferta e procura. A ideia central é que que a
escassez de oferta em uma área da econômica criará excedentes de oferta em outro
lugar, portanto, onde há escassez, os preços sobem e onde há excedentes os preços
caem. Quando o preço sobe, a procura cai e a oferta cresce, eliminando a escassez.
Quando os preços caem a procura vai crescer e a oferta cairá, eliminando os excedentes.
As economias como um todo tendem ao equilíbrio, desde que tenham liberdade para
tanto. Um sistema de livre mercado é estável.[30]
Com base no que já foi exposto anteriormente, pode-se concluir que a livre concorrência
poderá sofrer influencias de duas partes: primeiramente, os particulares que poderão
buscar apoio entre si, originando os Carteis e as Falhas de Mercado (monopólio,
oligopólio, monopsônio, oligopsônio). Em segundo lugar, a interferência do Estado
poderá gerar mudanças e regulamentação à livre concorrência, alterando e controlando
todo o comércio com um caráter regulador oriundo de corrupção ou imprudência na
aplicação das políticas públicas. O que ambas as formas de interferência têm em comum
é a alteração do proposito da livre concorrência, que agora deixa de ser livre por
depender da influência de um destes agentes.
A conclusão que se chega é que não importa como irá ocorrer a interferência à livre
concorrência, ao final quem acaba perdendo será sempre o consumidor.
7 O BRASIL E A PROTEÇÃO DA LIVRE CONCORRÊNCIA
Como já observado, a livre concorrência é essencial para o desenvolvimento do
mercado de forma favorável para o consumidor, além de garantir para qualquer
cidadão, liberdade para empreender na área que ele desejar. Vimos também que embora
essencial, a livre concorrência sofre de certa fragilidade para se manter ativa, visto que
pode sofrer interferências de diversas formas, sendo necessário a atuação de órgãos
voltados para a proteção da mesma.
Justamente para proteger o consumidor e preservar o equilíbrio de mercado o Brasil
conta com um sistema de defesa à livre concorrência, conhecido como Sistema
Brasileiro de Defesa da Concorrência, composto pelo CADE Conselho Administrativode Defesa Econômica e pela SEAE, Secretaria de Acompanhamento Econômico do
Ministério da Fazenda estruturados pela lei 12.528/2011[31].
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1034155/lei-12528-11
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Quanto ao CADE, trata-se de uma ―autarquia federal, vinculada ao Ministério da
Justiça, com sede e foro no Distrito Federal, que exerce, em todo o Território nacional,
as atribuições dadas pela Lei nº 12.529/2011. ‖[32]
O Cade tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado, sendo a entidade
responsável, no âmbito do Poder Executivo, não só por investigar e decidir, em última
instância, sobre a matéria concorrencial, como também fomentar e disseminar a cultura
da livre concorrência.
O Plano Plurianual – PPA é o instrumento de planejamento governamental que define
diretrizes, objetivos e metas do CADE, sendo monitorado semestralmente, as metas do
CADE até 2019 foram definidas como:[33]
• Analisar Atos de Concentração com celeridade, mantendo o tempo médio de instrução
pelo rito sumário abaixo de 30 dias, priorizando a solução de problemas concorrenciais
por meio de acordos
• Investigar infrações contra a ordem econômica com mais celeridade, de modo que o
número de casos em investigação há mais de 5 anos não ultrapasse 20% do estoque
• Elevar a efetividade do combate a condutas anticompetitivas, por meio de uso
crescente de técnicas de investigação e de gestão de processos
Em que pese a utilidade do órgão, sua eficácia deixa a desejar, conforme ensina Nelson
Nazar[34], por se tratar de um órgão integrado por diversas indicações políticas, acaba
por comprometer sua eficácia na proteção da livre concorrência, podendo ser entendido
como um órgão de Governo e não de Estado, isto é tende a atuar em conformidade com
políticas governamentais, o que foge ao propósito original de sua função.
Como exemplo de ineficácia do CADE pode-se mencionar a permissão da criação da
AMBEV, da compra da GVT pela VIVO, dentre outros.
8 COMO AS POLÍTICAS PARA CORRIGIR MERCADOS PODEM PIORA-
LOS
Segundo pensadores como Kelvin Lancaster e Richard Lipsey, o livre mercado é em
tese a economia mais eficiente possível, porém as economias reais contêm muitas
distorções ineficientes e bastante nocivas ao mercado. Tais distorções podem estar
interacionadas e com isto a atuação do governo fica comprometida ao passo que se o
governo elimina uma das distorções ele poderia acabar piorando a outra, gerando um
dano ainda maior ao mercado.[35]
Como exemplo pode-se ilustrar a situação com um monopólio de determinado setor da
indústria que gere muita poluição. O Estado ao acabar com o monopólio desfaz uma
distorção do mercado, isto resultará nas novas empresas que virão a integrar o mercado,
passando a produzir de forma concorrencial, aumentando a produção daquele produto,
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1030141/lei-12529-11
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
mas em contrapartida a emissão da poluição necessária para aquele setor vai aumentar
substancialmente, agravando a distorção da poluição.[36]
Pode-se concluir que o Estado deve ser cauteloso ao intervir no Mercado.
Vale por fim, mencionar que atualmente, com as inovações tecnológicas, diversos
setores do mercado estão sofrendo revoluções em seus meios comerciais. A televisão
por exemplo, possuía sua versão paga, com diversos canais, através de pacotes de
assinaturas e concorriam entre si, mas agora concorrem com a difusão de mídia pela
internet, através de sites como o YouTube, ou o aplicativo NETFLIX.
Taxis, que até então estavam se beneficiando com os aplicativos de chamada via
aparelhos celulares smartphones, agora sofrem concorrência com um novo tipo de
serviço de prestação de transporte urbano, o UBÉR, que também é um aplicativo de
smartphone, Muitas polemicas surgiram pela indignação dos taxistas que se sentiram
prejudicados pela ausência de regulação especifica para este meio de transporte,
alegando concorrência desleal, chegando a agredir motoristas do UBÉR e a quebrar os
seus carros.
Frente a estes novos cenários de mercado, o Estado tem de se posicionar, mas a questão
é: de que lado o Estado deve figurar? A favor da proteção de mercados, inibindo a livre
concorrência ou a favor do consumidor, forçando os setores decadentes a se adaptar?
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisadas:
Site: https://rodrigofs20.jusbrasil.com.br/artigos/343923381/a-livre-concorrencia-como-um-fator-chave-para-a-evolucao-do-mercado
BAGNOLI. Vicente. Direito econômico. 3. Ed. São Paulo: Atlas. 2008.
BRASIL. (Constituição 1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil: de 5 de outubro de 1988. Brasília: Senado, 1988.
BRASIL. Lei n. 12.529 de 30 de Novembro de 2011. Estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência; dispõe sobre a prevenção e
repressão às infrações contra a ordem econômica; altera a Lei no 8.137, de 27 de dezembro de 1990, o Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro
de 1941 - Código de Processo Penal, e a Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985; revoga dispositivos da Lei no 8.884, de 11 de junho de 1994, e
a Lei no 9.781, de 19 de janeiro de 1999; e dá outras providências. Diário Oficial da União. 30 nov. 2011. Disponível em:
. Acesso em: 29 maio. 2016.
CADE. (O Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Site oficial do governo. Disponível em:. Acesso em: 29 maio. 2016.
COOTER, Robert. Direito & economia. 5. Ed. Porto Alegre: Bookman. 2010.
MANKIW, N. Gregory. Princípios de Microeconomia. 5. Ed. São Paulo: Cengage Learning, 2009.
NAZAR, Nelson. Direito Econômico. 3. Ed. Bauru, São Paulo: EDIPRO, 2014.
O livro da economia. Tradução Carlos S. Mendes Rosa. São Paulo: Globo. 2013.
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui��o-federal-constitui��o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1030141/lei-12529-11
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103291/lei-de-crimes-contra-a-ordem-tribut�ria-lei-8137-90
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1028351/c�digo-processo-penal-decreto-lei-3689-41
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1028351/c�digo-processo-penal-decreto-lei-3689-41
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103274/lei-de-a��o-civil-p�blica-lei-7347-85
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103268/lei-antitruste-lei-8884-94
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/106756/lei-9781-99
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/Lei/L12529.htm%3e
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Disciplina: A Livre Iniciativa/ Concorrência Desleal / Constituição Federal:
ARTIGOS 170, 172,173 E 174 CF.
Os princípios constitucionais, são um conjunto de normas que fundamentam
todas as demais normas do nosso Ordenamento Jurídicas, razão pela qual estão situados
em posição de superioridade visto que as normas subordinadas não podem contrariar
as normas de hierarquia superior.
O artigo 1º da Constituição Federal eleva à condição de princípio
fundamental a livre iniciativa, lado a lado com os valores sociais do trabalho.
Vejamos:
―A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de
Direito e tem como fundamentos:IV – Os valores sociais do trabalho e dalivre iniciativa.”
A Constituição de 1988, em seu artigo 170 dispõe:
“A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na
livre iniciativa", tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os
ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I – Soberania nacional;
II – Propriedade privada;
III – Função social da propriedade;
IV – Livre concorrência;
V – Defesa do consumidor;
VI – Defesa do meio ambiente;
VII – Redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII – Busca do pleno emprego;
IX - Tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas
sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer
atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos
casos previstos em lei.”
Este artigo da norma constitucional introduz um modelo econômico baseado
na liberdade de iniciativa, que tem por finalidade assegurar a todos existência digna,
conforme os ditames da justiça social, sem exclusões nem discriminações. Daí
entende-se que, independentemente de sua natureza, se pública ou privada, toda a
empresa para desenvolver atividade econômica, seja esta indústria ou comércio, ou
ainda, prestação de serviços, regem-se pelos princípios contidos neste artigo, não
obstante opinião contrária do Professor Weter R Faria [1], que sustenta que:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
―as normas de defesa de concorrência não se aplicam a nenhuma empresa-
órgão gerida pela União, nem as que executam serviços públicos, estrito senso, sob a
titularidade dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Aplica-se, todavia às
empresas-órgãos dê natureza industrial e comercial que operam em regime de
concorrência, administradas pelos Estados, pelo Distrito Federal e os Municípios.
Excetuam-se os organismos federais, porque não se concebe a União como sujeito
passivo das normas que promulga para proteger o mercado contra as práticas
comerciais restritas”.
O Princípio da Livre Iniciativa é considerado como fundamento da ordem
econômica e atribui a iniciativa privada o papel primordial na produção ou circulação de
bens ou serviços, constituindo a base sobre a qual se constrói a ordem econômica,
cabendo ao Estado apenas uma função supletiva pois a Constituição Federal determina
que a ele cabe apenas a exploração direta da atividade econômica quando necessária a
segurança nacional ou relevante interesse econômico (CF, art. 173).
Nossa Constituição Pátria dispõe em seu art. 174 que o Estado tem o papel
primordial como agente normativo e regulador da atividade econômica exercendo as
funções de Fiscalização, Incentivo e Planejamento de acordo com a lei, no sentido de
evitar irregularidades. Sendo assim, a nossa Constituição não coíbe o intervencionismo
estatal na produção ou circulação de bens ou serviços, mas assegura e estimula o acesso
à livre concorrência por meio de ações fundadas na legislação.
O Professor José Afonso da Silva, em seu curso de Direito Constitucional
Positivo[2] ensina:
―a liberdade de iniciativa envolve a liberdade de indústria e comércio ou
liberdade de empresa e a liberdade de contrato.”
Assegura a todos o art. 170 da Carta Magna o livre exercício de qualquer
atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos
casos previstos em lei.
No entanto, como qualquer princípio, a livre iniciativa não pode ser
considerada absoluta uma vez que há restrições que a própria ordem econômica,
refletida em lei, impõe sobre ela, como por exemplo, quando há exigência legal para a
obtenção de autorização para o exercício de determinada atividade econômica, como é o
caso dos bancos comerciais e sociedades seguradoras, que precisam obter autorização
do Banco Central do Brasil e da Superintendência de Seguros Privados, respectivamente
para funcionarem.
Há de se frisar que a relatividade do princípio da livre iniciativa refere-se,
especificamente, às restrições impostas em lei para o livre exercício de uma
determinada atividade econômica, não infringindo a dissociação entre o direito de
exercer livremente uma atividade econômica e o direito de administrá-la.
Consideram algumas doutrinas, a partir do balizamento constitucional da livre
iniciativa por valores de ―justiça social e bem-estar coletivo‖, que a exploração de
atividade econômica com puro objetivo de lucro e satisfação pessoal do empresário
seria ilegítima sob o ponto de vista jurídico. É, este o entendimento de José Afonso da
Silva[3]:
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
“A natureza neoliberal da ordem econômica prevista na Constituição não
tem, entretanto, tal extensão. A equiparação entre a livre iniciativa e os valores
normalmente desconsiderados pelo empresário egoísta – que seria a defesa do
consumidor, a proteção do meio ambiente, a função social da propriedade etc. – só
afasta a possibilidade de edição de leis, complementares ou ordinárias, disciplinadoras
da atividade econômica, desatentas a esses valores.”
Podemos dizer que os dois aspectos relevantes que se concluem da inserção
da livre iniciativa entre os fundamentos da ordem econômica são a constitucionalidade
de preceitos de lei que visem a motivar os particulares à exploração de atividades
empresariais, como é o caso do primado da autonomia patrimonial das pessoas jurídicas
quando aplicado ao direito societário, tendo o sentido de limitar o risco de forma que as
pessoas não receiem investir em atividades econômicas em razão da possibilidade de
elevado comprometimento de seu patrimônio e por fim, a aplicação do princípio da
autonomia das obrigações cambiais que está destinado a viabilizar a ágil circulação de
crédito, mesmo quando o devedor do título é um consumidor[4].
A liberdade de iniciativa trazida pela Constituição prestigia o
reconhecimento de um direito titularizado por todos que é o de explorarem as atividades
empresariais, decorrendo no dever, imposto à generalidade das pessoas, de respeitarem
o mesmo direito constitucional, bem como a ilicitude dos atos que impeçam o seu pleno
exercício e que se contrapõe ao próprio estado, que somente pode ingerir-se na
economia nos limites constitucionais definidos contra os demais particulares.
O direito repudia duas formas de concorrência e que desprestigiam a livre
iniciativa, quais sejam: a concorrência desleal e o abuso de poder.
A Concorrência Desleal é reprimida pelo direito civil e penal nos casos em
que houver desrespeito ao direito constitucional de explorar a atividade econômica
expresso no princípio da livre iniciativa como fundamento da organização da economia,
sendo esse dever em relação ao estado fundado na inconstitucionalidade de exigências
administrativas não fundadas em lei para o estabelecimento e funcionamento de uma
empresa (CF, art. 170, parágrafo único) e no que concerne aos particulares se traduz
pela ilicitude de determinadas práticas concorrências.
Na concorrência desleal o empresário tem o intuito de prejudicar seus
concorrentes, de modo claro e indisfarçado, retirando-lhes, total ou parcialmente, fatias
do mercado que haviam conquistado, infligindo perdas a seus concorrentes, porque é
assim que poderão obter ganhos.
O Abuso de poder no qual está prevista constitucionalmente a sua repressão,
através do art. 173, § 4º:
“A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos
mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.”
A nossa constituiçãopátria traz em seu bojo um conjunto de normas
referentes à ordem econômica se baseando nos princípios tradicionais do liberalismo
econômico quais sejam: a propriedade privada, a liberdade de iniciativa e a de
competição, a função social da propriedade, a defesa do consumidor, a busca do pleno
emprego etc. No entanto, por outro lado prevê-se a repressão ao abuso do poder
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
econômico através de modalidades de exercício do poder econômico que podem ser
consideradas juridicamente abusivas e que põem em risco a própria estrutura do livre
mercado e que podem ocasionar a dominação de setores da economia, eliminando a
competição ou aumento arbitrário de lucros.
Osprejuízos à Livre Concorrência ou Livre Iniciativa estão delineados na
Lei 8.884/94, em seu artigo 20, que diz:
“Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os
atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os
seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados:
I – Limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou
a livre iniciativa;
II – Dominar mercado relevante de bens ou serviços;
III - Aumentar arbitrariamente os lucros;
IV – Exercer de forma abusiva posição dominante.”
O direito positivo estabelece que os atos de qualquer natureza que tenham o
efeito, potencial ou real, de limitar, falsear, ou prejudicar a livre concorrência ou a livre
iniciativa são definidos como infração de ordem econômica.
Limitar a livre concorrência ou a livre iniciativa nada mais é do que barrar de
forma total ou parcial, mediante determinadas práticas empresariais, a possibilidade que
tem outros empreendedores ao acesso à atividade produtiva e esta obstaculização de
acesso decorre do aumento dos custos para novos estabelecimentos, provocado com
vistas a desencorajar eventuais interessados.
Falsear sugere uma idéia muito mais ampla que simulação relativa aos efeitos
dos atos jurídicos. Falsear a livre concorrência ou a livre iniciativa significa ocultar a
prática restritiva através de atos e contratos aparentemente compatíveis com as regras de
estruturação do livre mercado. Pode haver falseamento de concorrência, sem que o
negócio jurídico que o viabiliza se caracterize como simulado e as autoridades não
precisam demonstrar a existência do defeito do ato jurídico como condição de sanção.
Prejudicar a livre concorrência ou iniciativa nada mais é do que incorrer em
qualquer prática empresarial lesiva às estruturas do mercado, ainda que não limitativas
ou falseadoras dessas estruturas. Tais condutas são consideradas reprimíveis pela lei o
abuso do poder econômico que visa à eliminação da concorrência (CF, art. 173, § 4º).
O texto constitucional não faz referência específica à limitação, falseamento ou prejuízo
da livre concorrência, que são consideradas formas de eliminação parcial e não total da
competição. Para Medeiros da Silva [5], a norma correspondente da lei de 1962, que
tipificava como abuso de poder econômico a eliminação parcial da concorrência, seria
inconstitucional por falta de distinção entre as diversas formas de eliminação.
Em síntese, podemos afirmar que a livre iniciativa é um dos preceitos
fundamentais da Carta Política de 1988, reconhecido não apenas pela Constituição
como também pela doutrina e que rege a ordem econômica nacional, tendo por
finalidade assegurar a todos uma existência digna, conforme os ditames da justiça
social, sem exclusões nem discriminações.
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
Fontes Pesquisadas:
Bibliografia Pesquisada:
Site: https://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/851/o-principio-livre-iniciativa.
Constituição da República Federativa do Brasil, 30ª Edição. Saraiva. São Paulo – 2002.
COELHO, Fábio Ulhôa. Curso de Direito Empresarial, 6ª edição. Saraiva. São Paulo - 2002.
SILVA, de Plácido e. Vocabulário Jurídico, 19ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2002.
SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo, 17ª Edição, São Paulo. Melhoramentos, 2000.
FARIA, Werter R. Constituição econômica, liberdade de iniciativa e de concorrência. Sérgio Antônio Fabris Editor. Porto Alegre, 1990.
MEDEIROS DA SILVA, Jorge. A lei antitruste brasileira. São Paulo, Resenha Universitária, 1979.
TEORIA GERAL DA EMPRESA:
Disciplina: Teoria Geral Empresa:
EMPRESA E ATIVIDADE EMPRESÁRIA.
Objeto do direito comercial. Comércio e empresa: evolução. Europa. França:
Direito Privado. Teoria dos atos de comércio Itália: Teoria da Empresa. Brasil.
Empresário. Atividade. Econômica. Organizada. Produção de bens ou serviços.
Circulação de bens ou serviços. Bens ou serviços. Atividades econômicas civis.
Empresário individual. Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Prepostos do
empresário.
Introdução:
Objeto do Direito Comercial:
Organizações econômicas especializadas produzem bens e serviços necessários
ao atendimento das necessidades cotidianas das pessoas como alimentação, saúde,
vestuário, etc e os negociam em mercado. Estas organizações são criadas pelas pessoas
que combinam os ―fatores de produção‖ e são fortemente estimuladas pela possibilidade
de ganhar muito dinheiro. Tais pessoas são os empresários.[1]
Os empresários articulam os fatores de produção dentro do sistema capitalista:
capital, mão de obra, insumo e tecnologia. As empresas surgem da ação dos empresários
a partir de um capital próprio ou não, da obtenção e atendimento a exigências como
máquinas, equipamentos, energia, trabalho ou mão de obra envolvidos na produção de
https://twitter.com/home?status=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://twitter.com/home?status=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://twitter.com/home?status=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://wa.me/?text=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://wa.me/?text=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://wa.me/?text=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://wa.me/?text=https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn1
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
mercadorias ou serviços e desenvolvimento ou aquisição da tecnologia necessária.
Todos estes elementos são então denominados insumos. A ação de constatar chances de
lucro por meio do atendimento às necessidades de um grupo considerável de pessoas faz
com que se crie uma estrutura para produzir as mercadorias ou os serviços respectivos e
os ofereça aos consumidores.
Montar uma empresa significa reunir capital, mão de obra, insumos e tecnologia
para oferecer no mercado de consumidores com preços competitivos. As atividades
respectivas representam riscos a serem enfrentados. Além da possibilidade de não ter
seus produtos ou serviços aceitos pelo mercado, os empresários também correm sérias
possibilidades de insucesso.[2]
Os empresários devem possuir capacidade de medir e de atenuar os riscos que
vão correr durante seus empreendimentos. Para tal fim, ressalte-se, o importante papel
dos bons contadores para auxiliar os empresários na tarefa de medir os riscos dos
empreendimentose colaborar para que sejam enfrentados e vencidos.
O Direito Comercial trata do exercício das atividades econômicas organizadas
de prestação de bens ou serviços chamadas empresas. O objeto do direito comercial é o
estudo dos instrumentos jurídicos para a superação de conflitos de interesses que
envolvam empresários ou suas empresas. Para Coelho:
As leis e a forma pela qual são interpretadas pela jurisprudência e
doutrina, os valores prestigiados pela sociedade, bem assim o
funcionamento dos aparatos estatal e paraestatal, na superação
desses conflitos de interesses, formam o objeto da disciplina.[3]
Em relação à denominação direito comercial ou direito empresarial, razões
históricas são favoráveis à manutenção da primeira denominação. Isto porque as
denominações outras como direito mercantil,, direito empresarial, direito dos negócios
ou outras não teriam sido capazes de substituir por completo a denominação tradicional.
Embora o objeto do direito comercial não se limite à disciplina jurídica do comércio,
Direito Comercial é nome que identifica o ramo do direito direcionado às questões dos
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn2
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn3
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
empresários e das empresas e à maneira pela qual são estruturadas a produção e a
negociação dos bens e serviços necessários à vida em sociedade.[4]
Comércio e empresa: evolução
Tudo o que precisamos para viver é produzido e comercializado em
organizações econômicas especializadas. Coelho informa que na Antiguidade os povos
como os fenícios intensificaram as trocas e estimularam a produção de bens para a
venda.[5] Atividade com fins econômicos, o comércio cresceu vigorosamente.
São resultantes da expansão do comércio fatores como intercâmbio cultural,
desenvolvimento de tecnologias e de meios de transporte, o fortalecimento dos estados,
o povoamento do planeta terra, as guerras, a escravização dos povos e, finalmente, o
esgotamento dos recursos naturais. A mais recente etapa de evolução comercial é a da
globalização onde as fronteiras nacionais correm o risco de serem derrubadas e o
planeta Terra seja transformado em um grande e único mercado.[6]
O comércio gerou um sentimento de interesse de se produzir bens não
necessários para o uso pessoal e que seriam vendidos. Isto representou o início da
produção industrial. Os próprios bancos e seguros também surgiram para o atendimento
dos comerciantes.[7]
Europa
Na Idade Média, o comércio difundiu-se por todo o mundo até então civilizado.
No período do Renascimento Comercial, na Europa, artesãos e comerciantes reuniram-
se e criaram as corporações de ofício localizadas em burgos com independência em
relação aos reis e aos senhores feudais. Nas corporações de ofício surgiram normas para
regular o convívio entre seus filiados. Após a Idade Média, então, as normas criadas
sofreram tentativas de serem sistematizadas e se transformaram no que se chamou de
Direito Comercial.[8]
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn4
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn5
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn6
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn7
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn8
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
França: Direito Privado
Em 1804 e 1808, na França, foram criados o Código Civil e o Código
Comercial. Foi estabelecido, desta forma, um sistema que disciplinava as atividades de
todos os cidadãos e que se espalhou por diversos países. Tais atividades denominaram-
se de relações de direito privado civis e comerciais. Foram instituídas regras distintas
para tratar de contratos, obrigações, prescrição, prova judiciária e foros. Para se
identificar o que pertencia ao Direito Comercial, foi utilizada a teoria dos atos de
comércio.
São palavras de Fábio Coelho:
Sempre que alguém explorava atividade econômica que o direito
considera ato de comércio (mercancia), submetia-se às obrigações
do Código Comercial (escrituração de livros, por exemplo) e
passava a usufruir de proteção por ele liberada (direito à
prorrogação dos prazos de vencimento das obrigações em caso de
necessidade, instituto denominado concordata).[9]
Bancos, seguros e indústrias só com o tempo foram consideradas atividades de
comércio. Atividades de negociação de imóveis, agricultura ou extrativismo também
não eram consideradas de comércio.[10]
Comerciantes e senhores feudais travaram acirrada luta de classes.[11]
Com o passar do tempo, a teoria dos atos de comércio revelou-se insuficiente
para definir o objeto do Direito Comercial. As dificuldades, então, fizeram com que
surgisse a teoria da empresa como outro identificador do âmbito de incidência do
Direito Comercial.[12]
Teoria dos atos de comércio[13]
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn9
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn10
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn11
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn12
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn13
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
A primeira fase do Direito Comercial, ligava o comerciante a uma corporação de
ofício mercantil. Comerciante era quem praticava a mercancia, subordinava-se à
corporação de mercadores e sujeitava-se às decisões dessas corporações.
A fase seguinte, fase da Teoria dos Atos do Comércio de origem francesa se
caracterizava pelo próprio objeto da ação do agente, pelo o ato do comércio que
caracterizava a profissão dos mercadores. Comerciante era quem praticava habitual e
profissionalmente atos de comércio.
Itália: Teoria da Empresa
No início da década de 1940, na Itália, surge a teoria da empresa como nova
forma de pautar as atividades econômicas dos particulares. As atividades ligadas à terra
e as de prestação de serviços também passaram a se sujeitar ao mesmo conjunto de
normas aplicadas nas relações comerciais, bancárias, securitárias e industriais.[14]
A evolução ocorrida foi no sentido de que o Direito Comercial deixaria de cuidar
especificamente das atividades de mercancia e passaria a regular a atividade empresarial
como forma específica de produzir ou circular bens e serviços.[15] Além de subsistir na
Itália, a teoria da empresa também alcançou outros países com a Espanha no ano de
1989.[16]
Brasil
Abordando a evolução do Direito Comercial no Brasil, Fábio Ulhoa Coelho
conclui que o nosso direito incorporou na doutrina, jurisprudência e legislação esparsa a
teoria da empresa antes da entrada do novo Código Civil de 2002 que a consagraria
definitivamente.
Empresário
Empresário é a pessoa que dirige ou é dona de uma empresa. A empresa
pertence a uma firma individual ou a uma firma coletiva. Finalmente, a empresa e a
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn14
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn15
https://conteudojuridico.com.br/coluna/1793/atividade-empresarial#_ftn16
FACULDADE UNINASSAU
CURSO: ADMINISTRAÇÃO / CIÊNCIAS CONTÁBEIS
DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL
1º PERIODO – A
RESUMO: MATERIAL ESTUDO COMPLEMENTAR
firma empresária