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18 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURSO DE ENFERMAGEM BRENDA MIRELY ALVES MORAES – RA: 2014237 ALINE RAMOS DE MOURA – RA:2014482 LUCICLEIDSON BISPO MARQUES – RA:2027633 SIDICLÉA NAYANE MOREIRA DO NASCIMENTO COSTA – RA:2051341 SAÚDE DA MULHER: DANOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS CAUSADOS NA GESTAÇÃO, PARTO E PÓS-PARTO. POLO AFOGADOS DA INGAZEIRA – PERNAMBUCO 2023 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURDO DE ENFERMAGEM BRENDA MIRELY ALVES MORAES – RA: 2014237 ALINE RAMOS DE MOURA – RA:2014482 LUCICLEIDSON BISPO MARQUES – RA:2027633 SIDICLÉA NAYANE MOREIRA DO NASCIMENTO COSTA – RA:2051341 SAÚDE DA MULHER: DANOS FÍSICOS E PSICOLÓGICOS CAUSADOS NA GESTAÇÃO, PARTO E PÓS-PARTO TCC1 apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Enfermagem. Orientador: XXX POLO AFOGADOS DA INGAZEIRA – PERNAMBUCO 2023 RESUMO A gravidez é um momento muito especial para uma mulher e sua família. É um período que precisa ser tomado com muito cuidado e atenção. No entanto, muitas mulheres passam por experiências traumáticas. A violência obstétrica caracteriza-se por uma mulher ser impedida de decidir quais procedimentos devem ser realizados em seu próprio corpo; contato direto da mãe com a criança imediatamente após o nascimento ou quando a amamentação é impossível ou difícil na primeira hora de vida. No modelo hospitalar atual, a mulher é obrigada a deitar em posição de litotomia, com as pernas afastadas, em local hostil e frio, imobilizada, desacompanhada e assistida por estranhos. Está separado de tudo que faz com que a sensação de calor entre na rotina médica e esteja à disposição dos profissionais e suscetível a intervenções cirúrgicas (REZENDE FILHO; ČERNÁ HORA, 2014). Além disso, a conscientização, a formação adequada dos profissionais de saúde e a implementação de medidas legais rigorosas são componentes cruciais na luta contra a violência obstétrica. É imperativo que as mulheres sejam informadas sobre seus direitos e tenham a capacidade de tomar decisões informadas sobre seus corpos durante o processo de parto, sem medo de coação ou violência. A metodologia utilizada foi o levante bibliográfico. Palavras Chaves: Saúde de mulher. Danos pós parto. Cuidados de enfermagem. ABSTRACT Pregnancy is a very special time for a woman and her family. It is a period that needs to be taken with great care and attention. However, many women go through traumatic experiences. Obstetric violence is characterized by a woman being prevented from deciding which procedures should be carried out on her own body; direct contact between the mother and the child immediately after birth or when breastfeeding is impossible or difficult in the first hour of life. In the current hospital model, the woman is forced to lie in a lithotomy position, with her legs apart, in a hostile and cold place, immobilized, unattended and assisted by strangers. It is separated from everything that makes the sensation of heat enter the medical routine and is available to professionals and susceptible to surgical interventions (REZENDE FILHO; ČERNÁ HORA, 2014). Furthermore, awareness, adequate training of health professionals and the implementation of strict legal measures are crucial components in the fight against obstetric violence. It is imperative that women are informed about their rights and have the ability to make informed decisions about their bodies during the birth process without fear of coercion or violence. The methodology used was the bibliographic survey. Keywords: Woman's greeting. Postpartum damage. Nursing care. 1 INTRODUÇÃO A gravidez é um momento muito especial para uma mulher e sua família. É um período que precisa ser tomado com muito cuidado e atenção. No entanto, muitas mulheres passam por experiências traumáticas. Um dos principais aspectos do parto destaca o papel do enfermeiro, além de despertar o interesse dos demais profissionais envolvidos no processo parturitivo para uma melhor assistência, quando compreendem o parto como um evento natural e fisiológico. e não algo patológico para esse fim, objetivou-se descrever o papel do enfermeiro na promoção de estratégias de superação da violência obstétrica. A maternidade é um marco diferente na vida de uma mulher. É um momento de grandes expectativas. Ter um filho é considerado uma experiência arriscada, interessante e dolorosa quando se está exposto à violência muitas vezes desnecessariamente (GALLO et al., 2011) A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que o parto é um evento natural que não necessita de controle, mas de cuidado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014), o abuso e o desrespeito durante o parto ocorrem nas unidades de saúde de diversas formas, tais como: abuso verbal e profunda humilhação; violência física (como a manobra de Kristeller); falta de consentimento informado antes da realização de procedimentos, bem como procedimentos médicos coercitivos ou não consensuais; falta de privacidade; recusa de internação em estabelecimentos médicos; recusa em administrar analgesia; cuidado negligente durante o parto que pode levar a complicações evitáveis; detenção de mulheres em unidades de saúde após o parto devido à incapacidade de pagar; administração de ocitocina sintética; e também a impossibilidade de ser acompanhada durante o parto. Para apoiar o processo de autonomia e participação da mulher durante o parto normal, o enfermeiro deve priorizar o acesso às informações e apoiar a participação ativa da mulher, tal assistência estabelece o apoio da presença do acompanhante; em apoiar um ambiente de cuidado adequado; e em transmitir paz e segurança às mulheres (Silva, 2015). Porém, além de atrapalhar a experiência do parto, a violência obstétrica também traz efeitos negativos para as gerações futuras, pois tal experiência será lembrada por atos de violência que podem até mesmo impedir a possibilidade de relações sexuais e prejudicar o relacionamento conjugal e causar o maior número de mortes das mães durante o parto e no puerpério (Diniz et al, 2015). A violência obstétrica institucional a que estão expostas as mulheres não só tem graves repercussões em sua saúde sexual e reprodutiva, mas também por meio de serviços ofertados em condições inadequadas que podem causar danos físicos e psicológicos às mulheres, inclusive causando depressão pós-parto. 2 JUSTIFICATIVA Justifica-se o grande número de casos de violência obstétrica, visto que o enfermeiro, além de fazer parte da equipe assistencial obstétrica, também gerência a equipe de enfermagem, cabe a ele estar pronto para tomar decisões e não apenas intervir casos de violência obstétrica e psicológica causados durante a gravidez, parto e puerpério, bem como esforços para preveni-la, a fim de proteger mulheres e crianças de violações de seus direitos. 3 OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Examinou-se os e debater os danos físicos e psicológicos para mulheres em situações pós parto. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Entendeu a violência obstétrica; · Descreveu sobre a importância dos profissionais de enfermagem no atendimento a pacientes que passaram por essa violência; e · Analisou a atenção obstétrica e neonatal. 4 MATERIAIS E MÉTODOS A iniciativa do estudo partiu de uma pergunta problema, onde para responde-la utilizou-se uma revisão da literatura que teve como objetivo sintetizar os estudos publicados acerca do tema para assim chegar a resultados e tomadas de decisões com base em evidências científicas. (PEREIRA, et al. 2018) A pesquisa que dá origem ao trabalho é a fé natureza exploratória e descritiva, conforme afirma Gil (2018). Esse tipo de estudo teve como objetivo revelar contexto para uma problemática fornecendo hipóteses e o tornando explicito. A metodologia e objetivo deste estudo foi analisar as intervenções de enfermagem frente à violência obstétrica durante o período gravídico puerperal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com seleção de artigos publicadosnas bases de dados SCIELO, livros, artigos e TCC acadêmicos publicados: privação de métodos não farmacológicos e da analgesia para alívio da dor; Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero; Violência obstétrica: uma análise sob o prisma dos direitos fundamentais. Primeiro ponto (identificação do tema, hipótese e questão de problemática): Quais as formas mais comuns de violência obstétrica? Quais intervenções de enfermagem podem ser adotadas para combatê-las? Segundo ponto (estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/ amostragem ou busca na literatura): Foram consultados artigos científicos e teses publicados nas bases de dados (SCIELO), descritores livres como violência obstétrica; parto humanizado; episiotomia; enfermagem obstétrica; saúde da mulher; violência contra a mulher; violência. Pesquisou-se pelo período dos últimos 5 anos. Terceiro ponto (informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos): extraídos dos estudos conceitos sobre Parto Humanizado, Assistência Humanizada, Violência contra a Mulher e Violência Obstétrica. Quarto ponto interpretação dos resultados e avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa, e artigos durante a pesquisa a partir das seguintes combinações de descritores violência obstétrica. Quinto ponto apresentação da revisão/síntese do conhecimento. Primeiramente, os artigos foram selecionados pelo título e, em seguida, após a leitura e extração dos princípios e objetivos declarados desta pesquisa. Em seguida, foram feitos registros dos artigos selecionados para melhor compreensão do tema. A análise de conteúdo seguiu as etapas de análise temática, triagem do material, classificação e análise. A análise final dos dados enfatizará sobretudo o encontro da especificidade do objeto com a diversidade das ideias dos autores, que se apresentaram nos detalhes dos fragmentos dos textos bibliográficos examinados, revelando as subunidades e suas concretudes descobertas através da análise do objeto de estudo. Foram obtidos com a pesquisa 35 artigos que se relacionavam com o tema, após a leitura dos artigos, de acordo com critérios de inclusão e exclusão utilizados, foram utilizados 10 artigos para a construção do presente trabalho. 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a análise das discussões, elaborou-se o seguinte quadro de resultados contendo: Título, nome do autor, ano, país, formação e publicação. TITULO NOME DO AUTOR ANO PAÍS FORMAÇÃO PUBLICAÇÃO Violência institucional na atenção obstétrica: proposta de modelo preditivo para depressão pós-parto REZENDE FILHO e CERNA HORA 2014 Brasil Enfermagem Universidade de Brasília Obstétrica Fundamental LEAL 2014 Brasil Não especifica Site acadêmico Recursos não-farmácologicos no trabalho de –parto: protocolo assistencial. GALLO 2011 Brasil Não especifica Editora científica Violência institucional na atenção obstétrica: proposta de modelo preditivo para depressão pós-parto. SOUZA 2014 Brasil Não específica Site acadêmico Violência obstétrica: uma análise sob o prisma dos direitos fundamentais. CUNHA 2015 Brasil Não especifica Site academico Tabela I – Análise dos resultados Fonte: Autoral, 2023. A violência obstétrica caracteriza-se por uma mulher ser impedida de decidir quais procedimentos devem ser realizados em seu próprio corpo; contato direto da mãe com a criança imediatamente após o nascimento ou quando a amamentação é impossível ou difícil na primeira hora de vida. No modelo hospitalar atual, a mulher é obrigada a deitar em posição de litotomia, com as pernas afastadas, em local hostil e frio, imobilizada, desacompanhada e assistida por estranhos. Está separado de tudo que faz com que a sensação de calor entre na rotina médica e esteja à disposição dos profissionais e suscetível a intervenções cirúrgicas (REZENDE FILHO; ČERNÁ HORA, 2014). Esse tipo de maus tratos é, entre outras coisas, resultado de ajudas pautadas na medicalização e intervenções que colocam a mulher como objeto no ambiente do parto. Vemos a necessidade de cada vez mais incentivar e apoiar a inclusão da enfermagem no cuidado à mulher, principalmente como forma de prevenir a violência obstétrica, as enfermeiras ainda prestam assistência obstétrica utilizando práticas intervencionistas. (Leal, e outros 2014) A violência obstétrica caracteriza-se por uma mulher ser impedida de decidir quais procedimentos devem ser realizados em seu próprio corpo; contato direto da mãe com a criança imediatamente após o nascimento ou quando a amamentação é impossível ou difícil na primeira hora de vida. No modelo hospitalar atual, a mulher é obrigada a deitar em posição de litotomia, com as pernas afastadas, em local hostil e frio, imobilizada, desacompanhada e assistida por estranhos. Está separado de tudo que faz com que a sensação de calor entre na rotina médica e esteja à disposição dos profissionais e suscetível a intervenções cirúrgicas (REZENDE FILHO; ČERNÁ HORA, 2014). É neste momento que os profissionais de saúde devem acolher a paciente, zelar pela sua integridade como mulher, mãe e paciente confiada aos seus cuidados e intervir em todas as circunstâncias que ocasionam a violência obstétrica. Enfatizando as formas de violência que as mulheres enfrentam durante a gravidez, parto e pós-parto, que provavelmente estão aumentando a cada ano. (GALLO et al., 2011) Alguns estudos revelaram as seguintes categorias temáticas, como os tipos de violência obstétrica vivenciados durante a gravidez e parto e as consequências da violência obstétrica na vida das mulheres e dos principais profissionais envolvidos, observou-se que a dor, exames violentos repetidos, manobras sem evidência de algum benefício e negligência são as principais formas de violência obstétrica. Falta de esclarecimento e autorização da paciente para assistir a mulher durante o trabalho de parto, parto e pós-parto, inúmeros procedimentos são realizados por profissionais que não comparecem, que não informam ou explicam a necessidade e finalidade das técnicas, que não dão a mulher a chance de ter autonomia sobre o próprio corpo e até fazer comentários agressivos durante o atendimento. (SOUZA, 2014). Todos eles destacam a importância de respeitar a autonomia da mulher durante o parto e denunciam práticas que podem ser prejudiciais, os artigos acima definem a violência obstétrica como a falta de respeito à autonomia da mulher em relação aos procedimentos em seu corpo durante o parto, mencionam a posição da mulher durante o parto, geralmente deitada em litotomia, como um aspecto negativo do modelo hospitalar e ressaltam a necessidade de intervenção dos profissionais de saúde para prevenir ou enfrentar a violência obstétrica. Como diferença tem-se a presença da ênfase na importância da enfermagem no cuidado à mulher durante o parto, enquanto outros focam nos profissionais de saúde em geral, detalham categorias temáticas relacionadas à violência obstétrica, como tipos e consequências, enquanto outros destacam a falta de esclarecimento e autorização da paciente como um problema específicos e contribuem para a conscientização sobre a violência obstétrica, destacando suas várias formas e as necessidades de respeitar a autonomia das mulheres durante o parto e pós-parto. A violência na assistência obstétrica aparece em diversas áreas da saúde e é praticada pelos próprios profissionais, que realizam intervenções e práticas desnecessárias que levam à violação dos direitos das usuárias (BRASIL, 2014). Portanto, é de extrema importância que os profissionais expressem como percebem a violência obstétrica, conforme explicitado: São práticas realizadas por todo profissional que presta assistência à mulher, que incluem o próprio parto, agressão verbal, recusa de atendimento, privação de acompanhante. Atitudes ou ações da equipe que violem os direitos da mãe, abuso verbal, intervenções e práticas desnecessárias. É principalmentea apropriação de corpos e processos naturais de trabalho pelos profissionais envolvidos nesse processo. (SOUZA, 2014). Reconhecer a violência obstétrica é difícil porque a própria vítima acaba por entender alguns dos procedimentos realizados como normais. Está arraigado que parir exige sofrimento e dor, e essa dor se confunde com a dor mental e física deixada pela violência, que se confunde com o conhecimento científico por ser praticada por profissionais médicos. Medidas mais duras são necessárias para combater a violência obstétrica. (LOYAL. et al 2014) A decisão da gestante sobre qual procedimento será mais confortável ou até mesmo a experiência que deseja ter é fundamental, e todas as mulheres devem ter a oportunidade de falar com um profissional de saúde e participar dessa decisão. O que eventualmente não acontece, e elas podem ser forçadas a realizar uma cesariana. Segundo a OMS, a escolha pela cesariana tem aumentado em todo o mundo, embora possa ser uma operação vital e salvadora, pode colocar desnecessariamente em risco a vida da mãe e do filho. O Brasil ocupa o segundo lugar no número de cesáreas, com uma taxa de 55% de partos cesáreos. Uma cesariana pode ser necessária em situações como trabalho de parto prolongado, sofrimento de morte ou o bebê está em uma posição de morte. O fato é que a mulher em trabalho de parto se cala e aceita os procedimentos escolhidos por medo de prejudicar sua saúde ou a saúde de seu filho e, portanto, não se manifesta ou reclama de ameaças ou violência por medo. e por desconhecerem seus direitos, e nesse momento de fragilidade, as enfermeiras obstétricas deveriam ser a rede de apoio necessária para a paciente, mas por serem subordinadas às enfermeiras, acabam trabalhando juntas para preservá-la nesse cenário e em muitos outros casos. (LEAL, et al 2014) Infelizmente, muitas mulheres desinformadas encaram esses episódios como normais sem protestar e sem exigir o direito de reclamar de tamanho sofrimento. Mesmo que alguns busquem informações e cheguem ao parto sabendo os métodos utilizados e o que os estudos atuais mais recomendam, muitas vezes os médicos desconsideram seus desejos, colocando-se no meio do parto e comprometendo o conforto da mulher, então é claro. que não há diálogo que permita eleições em conjunto, mas sim uma hierarquia entre os partidos (CUNHA, 2015; DOSSIÊ DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA, 2012). Não há formação adequada ou lei que garanta ao profissional e ao paciente que ambos não sejam influenciados pela hierarquia hospitalar. A percentagem de intervenções obstétricas desnecessárias, muitas vezes realizadas em várias maternidades e centros médicos em nosso país, é bastante alta. Analisando o número de atos violentos e traumáticos que atingem a maioria das mulheres assistidas no parto, sentimos a necessidade de explorar este tema, sobretudo no que diz respeito às suas consequências para as mulheres. Capacitar a equipe de enfermagem para treinamento de deambulação e posições diversas para pacientes na maternidade e acompanhamento durante a gestação, parto e pós-parto. (CUNHA, 2015). Todos os artigos concordam que a violência obstétrica envolve intervenções e práticas desnecessárias que violam os direitos das mulheres durante o parto. Alguns artigos destacam que as mulheres podem não reconhecer imediatamente a violência obstétrica, pois consideram alguns procedimentos normais devido à falta de informação. Eles também mencionam que o medo de prejudicar a saúde do bebê ou sua própria saúde pode fazer com que as mulheres se calem diante da violência obstétrica. Os artigos variam na ênfase dada ao papel dos profissionais de saúde na perpetuação da violência obstétrica. Alguns artigos mencionam que medidas mais duras são necessárias para combater a violência obstétrica e que falta formação adequada e leis para proteger tanto os profissionais quanto os pacientes. Um dos artigos destaca as altas taxas de cesarianas no Brasil e o risco associado a procedimentos cirúrgicos desnecessários. necessidade de informar as mulheres sobre suas opções e permitir que elas participem das decisões é mencionada em relação à realização de cesarianas. Um dos artigos menciona a importância de capacitar a equipe de enfermagem para oferecer suporte às mulheres durante a gestação, parto e pós-parto, incluindo treinamento em mobilidade e posições variadas para as pacientes A análise detalhada das questões relacionadas à violência obstétrica neste texto é um testemunho perturbador da necessidade urgente de reformar e humanizar os cuidados de saúde às mulheres durante o parto. Diante dessa exposição alarmante, fica claro que a violência obstétrica não é apenas um problema de saúde, mas também um problema de direitos humanos que exige uma resposta imediata e significativa. As histórias de mulheres sendo privadas de sua autonomia, submetidas a procedimentos desnecessários e desrespeitadas em um momento tão crucial de suas vidas são inaceitáveis. A medicalização excessiva do parto e a falta de informação e consentimento adequados contribuem para essa violência sistêmica que afeta mulheres em todo o mundo. A inclusão da enfermagem no cuidado às mulheres durante o parto é apresentada como uma medida preventiva importante. No entanto, é fundamental que essa inclusão seja acompanhada por uma mudança cultural e sistêmica que priorize o respeito pelos direitos das mulheres, a sua autonomia e a sua experiência durante o parto. Além disso, a conscientização, a formação adequada dos profissionais de saúde e a implementação de medidas legais rigorosas são componentes cruciais na luta contra a violência obstétrica. É imperativo que as mulheres sejam informadas sobre seus direitos e tenham a capacidade de tomar decisões informadas sobre seus corpos durante o processo de parto, sem medo de coação ou violência. O texto também destaca a necessidade de uma mudança na hierarquia hospitalar e na cultura médica, onde a mulher seja vista como parceira na tomada de decisões sobre sua saúde e a saúde de seu filho. Nesse sentido, o papel das enfermeiras obstétricas como defensoras das mulheres é fundamental. Em última análise, a violência obstétrica é um problema complexo que requer uma abordagem multifacetada, que abrange desde mudanças nas práticas médicas até a conscientização das mulheres sobre seus direitos. Somente por meio de esforços coletivos e contínuos podemos erradicar essa forma de violência e garantir que todas as mulheres tenham partos seguros e respeitosos. 6 CONCLUSÃO A saúde da mulher durante a gestação, parto e pós-parto é uma questão de suma importância, não apenas para o bem-estar da mãe, mas também para o desenvolvimento saudável do bebê e para a sociedade como um todo. Neste artigo, exploramos os danos físicos e psicológicos que podem ser causados nesses períodos críticos da vida de uma mulher, bem como os fatores que contribuem para tais problemas. Ficou claro que a gestação é um período de mudanças profundas no corpo e na mente da mulher, com desafios físicos e emocionais únicos. A atenção pré-natal adequada e o apoio emocional desempenham papéis essenciais na promoção da saúde durante a gravidez. O parto é um evento singular, mas pode ser acompanhado de complicações e traumas. A atenção médica competente, a escolha informada de opções de parto e o respeito às preferências da mulher são fundamentais para minimizar riscos e danos. No pós-parto, as mulheres frequentemente enfrentam desafios de saúde mental, como a depressão pós-parto. O estigma associado a essas questões pode impedir que as mães busquem ajuda. Portanto, é fundamental promover a conscientização sobre a importância da saúde mental materna e o acesso a serviços de apoio. A abordagem dos danos físicos e psicológicos na gravidez, parto e pós-parto requer uma visão holística, que leve em consideração não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e social das mulheres. As políticas de saúde, os sistemas de atendimento médico e a educação desempenham um papel fundamental na criação de um ambienteque promova a saúde da mulher em todas as fases da maternidade. À medida que concluímos esta exploração, é crucial reafirmar que a saúde da mulher é um direito humano fundamental. As mulheres merecem atenção e cuidados que respeitem sua dignidade, autonomia e saúde integral durante a gestação, parto e pós-parto. Ao reconhecer e abordar os desafios e danos físicos e psicológicos associados a esses períodos, contribuímos para a construção de sociedades mais justas, saudáveis e solidárias. A saúde da mulher é uma prioridade inegociável e um investimento no futuro de nossa sociedade. REFERÊNCIAS AGUIAR, Janaína Marques de. Violência institucional em maternidades públicas : hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero / Janaína Marques de Aguiar. -- São Paulo, 2010. Disponivel em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-21062010- 175305/publico/JanainaMAguiar.pdf Acessado em 13 de Maio de 2023. CUNHA, Camila Carvalho Albuquerque. Violência obstétrica: uma análise sob o prisma dos direitos fundamentais. Brasília, 2015. 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