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C E C Í L I A M E I R E L E S
A P O E T A B R A S I L E I R A
M A R I A L U I Z A G E D R A V I E I R A
0 1 0 0 6 2 0 1 6
Primeira Infância01
Formação02
Vida Pessoal
03 Cecília e o Magistério
04
S u m á r i o
Encontro com Pessoa05
Carreira Literária06
Cecília e a Literatura07
Romanceiro da
Inconfidência
08
Cecília Benevides de Carvalho Meireles, filha de Carlos Alberto
de Carvalho Meireles e Mathilde Benevides Meireles, nasceu dia
7 de Novembro de 1901, na metrópole do Rio de Janeiro.
 Cecília perdeu os pais muito cedo: seu pai que faleceu 3 meses
antes de seu nascimento, e sua mãe com 3 anos de idade. A
autora foi criada pela avó materna, Jacinta, e a babá Pedrina. 
Quando mais velha, Cecília autotranscendeu suas emoções da
infância em uma narrativa poética autobiográfica, a princípio
publicada numa revista portuguesa, entitulada "Olhinhos de
Gato". As personagens principais, pessoas que conviveram com a
menina Cecília, são carinhosamente evocadas por cognomes. A
avó Jacinta é Boquinha de Doce; a babá é chamada de Dentinho
de Arroz; Olhinhos de Gato, por sua vez, é a própria autora.
P r i m e i r a I n f â n c i a
Capa "Olhinhos de Gato"
F o r m a ç ã o
Cecília Meireles fez o curso primário na Escola Estácio
de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac a medalha
de ouro por ter feito o curso com louvor e distinção.
Em 1917 formou-se professora na Escola Normal do Rio
de Janeiro. Estudou música e línguas. Passou a exercer
o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro.
Nessa época, ainda menina, já demonstrava interesse
pelo mundo literário, começando a escrever seus
primeiros versos.
Mais tarde, em 1938 Cecília recebe o prêmio Olavo
Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras
pelo seu livro Viagem. 
Olavo Bilac
C e c í l i a e o M a g i s t é r i o
Entre 1936 e 1940, Cecília lecionou Literatura Luso-
Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Além disso, Cecília lecionou Literatura e Cultura
Brasileira na Universidade do Texas, e ainda proferiu
uma conferência sobre Literatura Brasileira em Lisboa
e Coimbra.
Percebe-se, o comprometimento e dedicação da
poetisa com o projeto de universalisar a literatura
nacional, indo além de suas obras, mas representando
sua nação.
Cecília numa sala de
aula em Lisboa
V i d a P e s s o a l
Em meio ao acontecimento que foi 1922 para o
modernismo brasileiro, Cecilía Meireles casou-se com
o artista plástico português Fernando Correia Dias,
com quem teve três filhas: Maria Elvira, Maria Matilde
e Maria Fernanda. Relacionamento cujo findou-se com
a morte do 1º marido, 
em 1935.
Em 1940 casou-se pela segunda vez com o professor e
engenheiro agrônomo Heitor Grilo, o qual ficou
casada até sua morte.
Silhueta de Cecília pelo
marido Correia Dias
E n c o n t r o c o m P e s s o a
Em 1934, Meireles viaja para Portugal para uma
série de conferências nas universidades de
Coimbra e Lisboa e aproveita para entrar em
contato com o escritor Fernando Pessoa por
intermédio de um grande amigo. Depois de horas
de espera em um café na capital lusitana, ela
retorna ao hotel e encontra um recado. No
bilhete, Pessoa avisava que não pôde encontrá-la
por ter sido desaconselhado em seu horóscopo
matinal. Como pedido de desculpas, ele deixa um
exemplar no seu livro Mensagem, única obra do
poeta português publicada em vida.
Fernando Pessoa
C a r r e i r a L i t e r á r i a
Sua estreia como poetisa foi aos 18 anos, em 1919,
com “Espectros”, um conjunto de 17 sonetos.
Cecília Meireles estudou literatura, folclore e
teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca
escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista
em 1930 e 1931 e publicou vários artigos sobre
educação., pela educação se transformou em livros
didáticos e poemas infantis.
Já em 1934, fundou a primeira biblioteca infantil
no Rio de Janeiro.pavilhão Mourisco, em
Botafogo, no Rio de
Janeiro.
C e c í l i a e a L i t e r a t u r a
A lírica meireliana afilia-se das características tradições
luso-brasileira, de caráter simbolista e subjetivo, fazendo
com que, mesmo em sua obra poética histórica, a
reflexão esteja sempre presente em seus textos. 
Segundo Manuel Bandeira:" O que logo chama a atenção
nos poemas de Cecília Meireles é a extraordinária arte
com que são realizados. Nos seus versos se verifica mais
uma vez que nunca o esmero da técnica, entendida
informadora e não simples decoradora da substância,
prejudicou a mensagem da poeta. Sente-se que Cecília
Meireles está sempre empenhada em atigir a perfeição,
valendo-se para isso de todos os recursos tradicionais. 
R o m a n c e i r o 
d a I n c o n f i d ê n c i a
Em uma despretensiosa viagem a Ouro Preto afim de afim
de atuar como jornalista, Cecília se encanta com o cenário
arquitetônico da cidade, motivando-a a estudar e ainda
escrever sua célebre obra "Romanceiro da Inconfidência",
mesclando relatos históricos com sua linguagem lírica e
irretocável, expressando sua subjetivade pontualmente.
Obra a qual demandou demasiados estudos a cerca tanto
da poesia árcade, movimento literário da época, quanto do
processo histórico detalhado, revelando em seus escritos
referências a personagens intrinsicamente ligados à
Inconfidência Mineira. 
Cecília em sua viagem a
Ouro Preto
Por fim, Cecília Meireles é o retrato de uma
poesia multiforme, usando de toda a técnica
formal como tela em branco para seus
sentimentos traduzidos em palavras, como traços
em aquarela que se misturam e tomam vida em
sua lírica. Cecília vem a falecer aos 63 anos, em 9
de novembro de 1964, deixando o legado único,
subjetivo e feminino, tal quem foi:
" N Ã O S O U T R I S T E N E M
F E L I Z : S O U P O E T A "
P O E M A ' M O T I V O '

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