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Eliene Liu

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Língua Portuguesa 
para docentes
Análise Linguística e Semiótica II
Prof.ª Mestra Andressa Aparecida Lopes
• Unidade de Ensino: 2
• Competência da Unidade: Desenvolver habilidades de
análise sintática.
• Resumo: Nesta unidade, abordaremos os aspectos
gramaticais e sintáticos da Língua Portuguesa.
• Palavras-chave: Classes de palavras; Análise Sintática;
Regência; Concordância verbal e nominal.
• Título da Teleaula: Análise Linguística e Semiótica II
• Teleaula nº: 2
Contextualização
Morfologia
• Ortografia
• Fonética
Gramática
• Classes de palavras
• Pontuação
Análise sintática
• Períodos simples e composto
• Orações coordenadas e subordinadas
Classes de palavras
Classes de palavras variáveis
São palavras que possuem flexão de:
- Gênero: Feminino e masculino
- Número: Singular plural
São elas: substantivo, adjetivo, artigo, verbo, numeral e 
pronomes
Desinência nominal
É uma parte da palavra que indica a sua flexão em gênero e número:
Ela é uma garota espertaPronome pessoal – 3ª 
pessoa do singular
Artigo definido
Substantivo 
feminino/singular
Adjetivo 
feminino/singular
Desinência verbal
Desinências verbais são partículas da palavra que indicam modo e tempo e 
número e pessoa:
Eu pulo corda.
Presente do 
indicativo
1ª pessoa do 
singular
Classes de palavras não variáveis
São palavras que não possuem flexão.
São elas: advérbio, preposição, conjunção, e 
interjeição.
Advérbio:
As fotografias foram feitas longe.
Preposição:
É uma novela imprópria para crianças.
Conjunção:
Os fatos eram tão inusitados que tentou escapar.
Interjeição: 
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
Orações coordenadas
Período simples e composto
Chamamos de período uma frase completa que pode 
contemplar uma ou mais orações.
Período simples: possui somente uma oração.
Período composto: possui duas ou mais orações. 
Período composto por coordenação.
São orações independentes que, ao serem interligadas, possuem sentidos 
específicos.
Essas orações coordenadas podem ser:
- Aditivas: Fiz o almoço e arrumei a casa.
- Adversativas:
O time jogou bem, porém perdeu o jogo.
- Explicativas: 
Na segunda-feira, não foi ao trabalho porque estava doente.
- Alternativas: 
Alerte o seu filho, ou ele acabará sendo reprovado este ano.
- Conclusivas: 
O preço da gasolina subiu, logo, utilizaremos etanol.
Orações subordinadas
Período composto por subordinação
São orações que necessitam uma da outra para fazer sentido.
Elas podem ser:
• Subordinadas substantivas;
• Subordinadas adjetivas; 
• Subordinadas adverbiais.
Orações subordinadas substantivas
Elas podem ter função de elementos que funcionem como substantivo – sujeito,
aposto, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal ou predicativo do
sujeito.
Exemplo: 
É imprescindível que você participe do evento.
Orações subordinadas adjetivas
Orações subordinadas adjetivas: São orações que funcionam como adjetivos e 
podem ser explicativos ou restritivos.
Exemplo:
As pessoas que são alegres vivem melhor.
Orações subordinadas adverbiais
Possuem função de advérbio, ou seja, de modificar um verbo ou a oração 
toda.
Exemplo: 
Você fará uma boa prova desde que se esforce.
Estratégias de ensino 
de gramática
Situação-problema
Imagine que você é professor(a) das séries iniciais do
ensino fundamental e seus alunos têm apresentado
dificuldades para diferenciar os tempos verbais; com
frequência, têm empregado trocas de pretérito e futuro,
por exemplo, como em ocorrências com
“entregaram”/“entregarão”. Você já apontou os
problemas nas produções das crianças; já os orientou
individualmente; já propôs atividades sobre, porém o
problema de uso persiste.
Que estratégias didático-pedagógicas podem ser
utilizadas para tentar amenizar, ao menos, tal questão
gramático-textual?
- Sugestão de trabalho com contos de fadas em sala
(Textos narrativos possuem especificidades verbais).
- Trabalhar com a ludicidade em sala de aula.
O papel da gramática 
Nós vimos, anteriormente, conceitos 
gramaticais. Pensando em nosso uso da 
linguagem em diversos contextos 
sociais, responda: qual o papel dos 
conhecimentos gramaticais no uso da 
Língua Portuguesa?
Sinais de pontuação
- A pontuação serve
para marcar
graficamente os
efeitos de sentido de
uma frase, oração ou
período;
- Esse recurso existe
para enfatizar
recursos da fala.
Disponível em: https://bit.ly/2JP5sqv Acesso em: 08 dez.2020.
Qual a importância dos sinais de pontuação?
Sinais de pontuação
. Ponto final: indica que a frase terminou.
? Ponto de interrogação: indica que está se fazendo uma pergunta.
! Ponto de exclamação: indica admiração, surpresa, 
espanto.
: Dois-pontos: indica que alguém vai falar ou explicação.
- Travessão: indica que alguém está falando.
... Reticências: indica suspensão do pensamento, dúvida ou que a frase foi 
interrompida.
, Vírgula: indica uma pequena pausa na leitura e também serve para separar 
expressões ou palavras.
; Ponto-e-vírgula: indica uma pausa maior que a vírgula.
( ) Parênteses: são usados para separar palavras ou 
expressões na frase, para chamar atenção ou dar 
explicação.
Concordância verbal e 
nominal
Concordância verbal e nominal
A concordância está relacionada à flexão das palavras de modo combinado. 
Na concordância nominal, segue-se o que o nome 
(substantivo ou pronome) rege em termos de gênero 
e número.
Na concordância verbal, segue-se a pessoa do discurso. 
(verbo em relação ao sujeito)
Concordância nominal
Nós estudaremos regras e exemplos complicados juntos.
Substantivo Plural Substantivo Plural 
masculino
adjetivo
Concordância verbal
Maria e José conversaram até de madrugada.
Sujeito 
composto: 
eles 
3ª pessoa do plural.
Regência verbal e 
nominal
Como ocorre a regência nominal?
A regência nominal trata da relação entre um nome e 
outro termo.
Termo regente Termo regido
Adjetivo Pronome Pronome + 
substantivo
Regência verbal: 
A regência verbal estuda a relação que se estabelece 
entre os verbos e os termos que os 
complementam ou caracterizam.
Objeto direto 
e objeto 
indireto
Adjuntos 
adverbiais
Verbos intransitivos:
Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais 
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
Ricardo foi para a Espanha.
Verbo transitivo direto
Eu comi meu bolo predileto.
Verbo 
Transitivo 
direto
Objeto direto
O quê?
Verbo transitivo indireto
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos
indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição;
Eles se esqueceram dos convites.
De quê?
VTI OI
Preposição de + 
artigo os = dos
A produção de 
sentido em norma 
padrão
Situação-problema
Imagine que você é professor(a) das séries finais do
ensino fundamental II e seus alunos têm apresentado
dificuldades quanto ao emprego das vírgulas. Alguns as
utilizam de modo excessivo, separando, inclusive, sujeito
de verbo com vírgula; outros nunca as utilizam e, para
piorar, constroem períodos demasiadamente longos, o
que acaba por “empobrecer” produções textuais criadas.
Que estratégias didático-pedagógicas podem ser
utilizadas para ajudar seus alunos na melhor utilização
das virgulas ao construírem seus textos?
- Retomar, trabalhando e explicando de maneiras
variadas, as funções sintáticas que são isoladas por
vírgulas, por exemplo: aposto, vocativo, adjunto
adverbial deslocado, elementos de mesma função
sintáticas, orações, etc.
- Atividades com o uso da pontuação.
A norma padrão de 
Língua Portuguesa
A norma padrão é empregada quando 
há uma necessidade de 
sistematização da Língua para que os 
falantes se comuniquem. Pensando 
nisso, de que modo, concordância e 
regência são essenciais para garantir 
esse conhecimento?
Finalizando a aula
Retomando...
- A Língua Portuguesa é organizada de acordo com a 
demanda social;
- O processo de determinaçãoda norma padrão é que 
fará o uso ou não das regras gramaticais;
- A análise sintática é fundamental para um texto coeso, 
coerente e bem organizado;
- Regras gramaticais de concordância e regência 
auxiliam no processo de significação.
Referências 
BAKHTIN, Mikhail M. Estética da criação verbal. 5 ed. São Paulo: WMF
Martins Fontes, 2010.
BRASIL, Ministério da Educação – Secretaria da Educação. Base Nacional
Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
MOURA NEVES, Maria Helena de. Gramática do português culto falado
no Brasil. São Paulo: Contexto, 2016.
VITRAL, Lorenzo. Gramática inteligente do português
do Brasil. São Paulo: Contexto, 2017.

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