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CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada Lei de Drogas (art. 53, II, Lei nº 11.343/06) Lei de Lavagem de Capitais (art. 1º, § 6º e art. 4º-B, Lei nº 9613/98) Lei das Organizações Criminosas (art. 8º, Lei nº 12.850/13) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada – Lei de Drogas Art. 53 - Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios: I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de investigação, constituída pelos órgãos especializados pertinentes CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL II - a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível. Parágrafo único - Na hipótese do inciso II deste artigo, a autorização será concedida desde que sejam conhecidos o itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a desnecessidade de autorização judicial para mera coleta de dados 1. Inexiste ilegalidade na prova indiciária quando constatado que as informações foram adquirida por meio de registros anteriores da Polícia Militar (boletins de ocorrência e prisões envolvendo outros agentes do tráfico de drogas), ao passo que as novas informações colhidas, com a coleta de fotografias e acompanhamento do paciente, não extrapolaram o limite de atuação da Polícia Militar, que tem por objetivo precípuo o zelo pela segurança e a ordem pública. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL 2. Nesse contexto, vê-se que a atuação aos milicianos não ultrapassou a mera coleta de dados e o compêndio de informações já existentes em seu sistema, não caracterizando propriamente a chamada "ação controlada" prevista no art. 53 da Lei n. 11.343/06. (STJ, RHC 60251/SC, Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, 5º Turma, 10/06/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada – Lei de Lavagem de Capitais Art. 1º, § 6º - Para a apuração do crime de que trata este artigo, admite-se a utilização da ação controlada e da infiltração de agentes. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada – Lei de Lavagem de Capitais Art. 4o-B. A ordem de prisão de pessoas ou as medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores poderão ser suspensas pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata puder comprometer as investigações. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada – Lei das Organizações Criminosas Art. 8º - Consiste a ação controlada em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ação Controlada – Lei das Organizações Criminosas Art. 8º, § 1º - O retardamento da intervenção policial ou administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Limites impostos pelo juiz a Ação Controlada a) temporal: o juiz estabelece um prazo máximo de duração da ação controlada b) funcional: o juiz determina a pronta intervenção da autoridade policial ante a possibilidade de dano a bens jurídicos de maior relevância. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Flagrante retardado CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Entrega vigiada Convenção de Palermo (Decreto nº 0515/2004 - art. 2º, “i”): é a técnica que consiste em permitir que remessas ilícitas ou suspeitas saiam do território de um ou mais Estados, os atravessem ou neles entrem, com o conhecimento e sob o controle das suas autoridades competentes, com a finalidade de investigar infrações e identificar as pessoas envolvidas na sua prática. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Classificação: a) entrega vigiada limpa: ocorre a troca das remessas ilícitas antes de serem entregues ao destinatário final. b) entrega vigiada suja: a encomenda segue seu itinerário sem alteração do conteúdo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Infiltração de Agentes Art. 10 - A infiltração de agentes de polícia em tarefas de investigação, representada pelo delegado de polícia ou requerida pelo Ministério Público, após manifestação técnica do delegado de polícia quando solicitada no curso de inquérito policial, será precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa autorização judicial, que estabelecerá seus limites. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Infiltração de Agentes § 1º Na hipótese de representação do delegado de polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público. § 2º Será admitida a infiltração se houver indícios de infração penal de que trata o art. 1º e se a prova não puder ser produzida por outros meios disponíveis. § 3º A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6 (seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que comprovada sua necessidade. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Infiltração de Agentes § 4º Findo o prazo previsto no § 3º , o relatório circunstanciado será apresentado ao juiz competente, que imediatamente cientificará o Ministério Público. § 5º No curso do inquérito policial, o delegado de polícia poderá determinar aos seus agentes, e o Ministério Público poderá requisitar, a qualquer tempo, relatório da atividade de infiltração CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Infiltração virtual Art. 10-A - Será admitida a ação de agentes de polícia infiltrados virtuais, obedecidos os requisitos do caput do art. 10, na internet, com o fim de investigar os crimes previstos nesta Lei e a eles conexos, praticados por organizações criminosas, desde que demonstrada sua necessidade e indicados o alcance das tarefas dos policiais, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e, quando possível, os dados de conexão ou cadastrais que permitam a identificação dessas pessoas CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Hipóteses de inadmissibilidade ART. 2º - Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: I - não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL II - a prova puder ser feita por outros meios disponíveis; III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve ser descrita com clareza a situação objeto da investigação, inclusive com a indicação e qualificação dos investigados, salvo impossibilidade manifesta, devidamente justificada. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Legitimados para a interceptação ART. 3º - A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I - da autoridade policial, na investigação criminal; II - do representante do Ministério Público, na investigação criminal e na instrução processual penal CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL –não oficial), o escrivão lavrará o auto respectivo, que será assinado pelos peritos e, se presente ao exame, também pela autoridade. Parágrafo único. No caso do art. 160, parágrafo único, o laudo, que poderá ser datilografado, será subscrito e rubricado em suas folhas por todos os peritos CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Divergência entre os peritos ART. 180 - Se houver divergência entre os peritos, serão consignadas no auto do exame as declarações e respostas de um e de outro, ou cada um redigirá separadamente o seu laudo, e a autoridade nomeará um terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade poderá mandar proceder a novo exame por outros peritos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Complementação da perícia ART. 181 - No caso de inobservância de formalidades, ou no caso de omissões, obscuridades ou contradições, a autoridade judiciária mandará suprir a formalidade, complementar ou esclarecer o laudo. Parágrafo único. A autoridade poderá também ordenar que se proceda a novo exame, por outros peritos, se julgar conveniente CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Não vinculação do juiz à perícia ART. 182 - O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Perícia nos crimes de ação privada ART. 183 - Nos crimes em que não couber ação pública, observar-se-á o disposto no art. 19. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Obrigatoriedade do exame de corpo de delito ART. 184 - Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao esclarecimento da verdade CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prazo do laudo pericial ART. 160 - Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados. Parágrafo único. O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Momento do exame pericial ART. 161 - O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Perícias em espécie (art. 162 a 184) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Autópsia ART. 162 - A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exumação ART. 163 - Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará o lugar da sepultura, sob pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver em lugar não destinado a inumações, a autoridade procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará do auto. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL ART. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados na posição em que forem encontrados, bem como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios deixados no local do crime. ART. 165. Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, quando possível, juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos, devidamente rubricados. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade do cadáver exumado, proceder-se-á ao reconhecimento pelo Instituto de Identificação e Estatística ou repartição congênere ou pela inquirição de testemunhas, lavrando-se auto de reconhecimento e de identidade, no qual se descreverá o cadáver, com todos os sinais e indicações. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Em qualquer caso, serão arrecadados e autenticados todos os objetos encontrados, que possam ser úteis para a identificação do cadáver CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame complementar no crime de lesão ART. 168 - Em caso de lesões corporais, se o primeiro exame pericial tiver sido incompleto, proceder-se-á a exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público, do ofendido ou do acusado, ou de seu defensor. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. No exame complementar, os peritos terão presente o auto de corpo de delito, a fim de suprir-lhe a deficiência ou retificá-lo. § 2º. Se o exame tiver por fim precisar a classificação do delito no art. 129, § 1o, I, do Código Penal, deverá ser feito logo que decorra o prazo de 30 dias, contado da data do crime. § 3º A falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova testemunhal. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame no local do crime ART. 169 - Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que poderão instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Os peritos registrarão, no laudo, as alterações do estado das coisas e discutirão, no relatório, as consequências dessas alterações na dinâmica dos fatos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exames laboratoriais ART. 170 - Nas perícias de laboratório, os peritos guardarão material suficiente para a eventualidade de nova perícia. Sempre que conveniente, os laudos serão ilustrados com provas fotográficas, ou microfotográficas, desenhos ou esquemas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do laudo definitivo no crime de tráfico de drogas “De acordo com recentes julgados das Turmas integrantes da Seção de Direito Penal desta Corte, é imprescindível a apreensão e consequente realização do laudo toxicológico definitivo para a condenação pela prática do crime de tráfico ilícito de drogas, sob pena de ser incerta a materialidade do delito”. (STJ, REsp 1598820/RO, 6ª Turma, Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe 01/08/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência relativizando a obrigatoriedade do laudo definitivo no crime de tráfico de drogas “É possível, em situações excepcionais, a comprovação da materialidade do crime de tráfico de drogas pelo laudo de constatação provisório, desde que esteja dotado de certeza idêntica à do laudo definitivo e que tenha sido elaborado por perito oficial, em procedimento e com conclusões equivalentes” (Tese nº 21 do STJ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame de rompimento de obstáculo ART. 171 - Nos crimes cometidos com destruição ou rompimento de obstáculo a subtração da coisa, ou por meio de escalada, os peritos, além de descrever os vestígios, indicarão com que instrumentos, por que meios e em que época presumem ter sido o fato praticado. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência relativizando a obrigatoriedade do exame no caso de rompimento de obstáculo “A jurisprudência tem se orientado pela possibilidade de substituiçãodo laudo pericial por outros meios de prova quando o delito não deixa vestígios, estes tenham desaparecido ou, ainda, se as circunstâncias do crime não permitirem a confecção do laudo, como no caso dos autos em que foi violada a porta da residência, não sendo razoável a exigência de que a vítima mantenha a cena do crime intacta até o comparecimento da perícia no local, colocando-se em situação de risco. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido”. (STJ, AgRg no REsp 1492641/RS, 5ª Turma, Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe 29/06/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL ART. 172. Proceder-se-á, quando necessário, à avaliação de coisas destruídas, deterioradas ou que constituam produto do crime. Parágrafo único. Se impossível a avaliação direta, os peritos procederão à avaliação por meio dos elementos existentes nos autos e dos que resultarem de diligências. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame de incêndio ART. 173 - No caso de incêndio, os peritos verificarão a causa e o lugar em que houver começado, o perigo que dele tiver resultado para a vida ou para o patrimônio alheio, a extensão do dano e o seu valor e as demais circunstâncias que interessarem à elucidação do fato. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame grafotécnico ART. 174 - No exame para o reconhecimento de escritos, por comparação de letra, observar-se-á o seguinte: I - a pessoa a quem se atribua ou se possa atribuir o escrito será intimada para o ato, se for encontrada; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL II - para a comparação, poderão servir quaisquer documentos que a dita pessoa reconhecer ou já tiverem sido judicialmente reconhecidos como de seu punho, ou sobre cuja autenticidade não houver dúvida; III - a autoridade, quando necessário, requisitará, para o exame, os documentos que existirem em arquivos ou estabelecimentos públicos, ou nestes realizará a diligência, se daí não puderem ser retirados; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL IV - quando não houver escritos para a comparação ou forem insuficientes os exibidos, a autoridade mandará que a pessoa escreva o que Ihe for ditado. Se estiver ausente a pessoa, mas em lugar certo, esta última diligência poderá ser feita por precatória, em que se consignarão as palavras que a pessoa será intimada a escrever. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame do instrumento do crime ART. 175 - Serão sujeitos a exame os instrumentos empregados para a prática da infração, a fim de se Ihes verificar a natureza e a eficiência. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Momento da quesitação ARRT. 176 - A autoridade e as partes poderão formular quesitos até o ato da diligência. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Perícia oficial e não oficial CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Perícia oficial e não oficial ART. 159 - O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. § 2º. Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a nulidade de perícia não oficial realizada por pessoa sem curso superior “Nos termos do art. 159 do Código de Processo Penal, não sendo possível a realização do exame por peritos oficiais, o laudo poderá ser realizado por duas pessoas idôneas, não havendo, na lei, nenhuma restrição a que sejam policiais. Exige-se, apenas, que estas sejam portadoras de diploma de curso superior, o que não foi observado no presente caso”. (STJ, AgRg no AREsp 180146/RS, 5ª Turma, Min. LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO, DJe 11/05/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º. Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico. § 4º. O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a indicação de assistente técnico pelo Ministério Público “O Ministério Público não está impedido de juntar laudo realizado por seu assistente - como meio de prova - para corroborar a tese acusatória de indícios de autoria, não havendo nesse fato, por si só, qualquer ilicitude. Nos termos do art. 157 do Código de Processo Penal, são inadmissíveis as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. O laudo apresentado pelo Ministério Público não foi obtido com violação a qualquer norma constitucional ou legal, não se podendo confundir eventual parcialidade com ilicitude”. (STJ, RHC 43290/BA, 5ª Turma, Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, DJe 04/12/2014) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 5º. Durante o curso do processo judicial, é permitido às partes, quanto à perícia: I – requerer a oitiva dos peritos para esclarecerem a prova ou para responderem a quesitos, desde que o mandado de intimação e os quesitos ou questões a serem esclarecidas sejam encaminhados com antecedência mínima de 10 (dez) dias, podendo apresentar as respostas em laudo complementar CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL II – indicar assistentes técnicos que poderão apresentar pareceres em prazo a ser fixado pelo juiz ou ser inquiridos em audiência CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 6º. Havendo requerimento das partes, o material probatório que serviu de base à perícia será disponibilizado no ambiente do órgão oficial, que manterá sempre sua guarda, e na presença de perito oficial, para exame pelos assistentes, salvo se for impossível a sua conservação § 7º. Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente técnico CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Cadeia de Custódia (Lei 13.964/2019) ART. 158-A - Considera-se cadeia de custódia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a ilicitude da prova pela violação a cadeia de custódia “X. Apesar de ter sido franqueado o acesso aos autos, parte das provas obtidas a partir da interceptação telemática foi extraviada, ainda na Polícia, e o conteúdo dos áudios telefônicos não foi disponibilizado da forma como captado, havendo descontinuidade nas conversas e na sua ordem, com omissão de alguns áudios. XI. A prova produzida durante a interceptação não pode servir apenas aos interesses do órgão acusador, sendo imprescindível a preservação da sua integralidade, sem a qual se mostra inviabilizado o exercício da ampla defesa, tendo em vista a impossibilidade da efetiva refutação da tese acusatória, dada a perda da unidade da prova. XII. Mostra-se lesiva ao direito à prova, corolário da ampla defesa e do contraditório - constitucionalmente garantidos -, a ausência da salvaguarda da integralidade do material colhido nainvestigação, repercutindo no próprio dever de garantia da paridade de armas das partes adversas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL XIII. É certo que todo o material obtido por meio da interceptação telefônica deve ser dirigido à autoridade judiciária, a qual, juntamente com a acusação e a defesa, deve selecionar tudo o que interesse à prova, descartando-se, mediante o procedimento previsto no art. 9º, parágrafo único, da Lei 9.296/96, o que se mostrar impertinente ao objeto da interceptação, pelo que constitui constrangimento ilegal a seleção do material produzido nas interceptações autorizadas, realizada pela Polícia Judiciária, tal como ocorreu, subtraindo-se, do Juízo e das partes, o exame da pertinência das provas colhidas. Precedente do STF. XIV. Decorre da garantia da ampla defesa o direito do acusado à disponibilização da integralidade de mídia, contendo o inteiro teor dos áudios e diálogos interceptados. XVII. Ordem concedida, de ofício, para anular as provas produzidas nas interceptações telefônica e telemática, determinando, ao Juízo de 1º Grau, o desentranhamento integral do material colhido, bem como o exame da existência de prova ilícita por derivação, nos termos do art. 157, §§ 1º e 2º, do CPP, procedendo-se ao seu desentranhamento da Ação Penal 2006.51.01.523722-9” (STJ, HC 160.662/RJ, 6ª Turma, Min. ASSUSETE MAGALHÃES, DJe 17/03/2014) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Cadeia de Custódia (art. 158-A) • Definição de Vestígio (§ 3º) - é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. • Início da Cadeia da Custódia (§ 1º): - Preservação do local do crime - Procedimento investigatório - Perícias CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Etapas da Cadeia de Custódia (art. 158-B) • Reconhecimento - elemento potencial para perícia • Isolamento - evitar alteração dos estados das coisas • Fixação - descrição detalhada do vestígio no local do crime • Coleta - recolhimento do vestígio • Acondicionamento - embalagem de forma individualizada do vestígio . CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Etapas da Cadeia de Custódia (art. 158-B) • Transporte - transferir o vestígio de um local para outro • Recebimento - ato formal de transferência de posse do vestígio com detalhamento do procedimento • Processamento - exame pericial do vestígio • Armazenamento - procedimento de guarda do vestígio • Descarte - procedimento de liberação do vestígio CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Coleta por perito oficial ART. 158-C - A coleta dos vestígios deverá ser realizada preferencialmente por perito oficial, que dará o encaminhamento necessário para a central de custódia, mesmo quando for necessária a realização de exames complementares CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º - Todos vestígios coletados no decurso do inquérito ou processo devem ser tratados como descrito nesta Lei, ficando órgão central de perícia oficial de natureza criminal responsável por detalhar a forma do seu cumprimento. § 2º É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Acondicionamento do vestígio ART. 158-D -O recipiente para acondicionamento do vestígio será determinado pela natureza do material. § 1º - Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º O recipiente deverá individualizar o vestígio, preservar suas características, impedir contaminação e vazamento, ter grau de resistência adequado e espaço para registro de informações sobre seu conteúdo. § 3º O recipiente só poderá ser aberto pelo perito que vai proceder à análise e, motivadamente, por pessoa autorizada. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 4º Após cada rompimento de lacre, deve se fazer constar na ficha de acompanhamento de vestígio o nome e a matrícula do responsável, a data, o local, a finalidade, bem como as informações referentes ao novo lacre utilizado. § 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado no interior do novo recipiente. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Central de Custódia ART. 158-E - Todos os Institutos de Criminalística deverão ter uma central de custódia destinada à guarda e controle dos vestígios, e sua gestão deve ser vinculada diretamente ao órgão central de perícia oficial de natureza criminal CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º Toda central de custódia deve possuir os serviços de protocolo, com local para conferência, recepção, devolução de materiais e documentos, possibilitando a seleção, a classificação e a distribuição de materiais, devendo ser um espaço seguro e apresentar condições ambientais que não interfiram nas características do vestígio. § 2º Na central de custódia, a entrada e a saída de vestígio deverão ser protocoladas, consignando-se informações sobre a ocorrência no inquérito que a eles se relacionam. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão ser registradas a data e a hora do acesso. § 4º Por ocasião da tramitação do vestígio armazenado, todas as ações deverão ser registradas, consignando-se a identificação do responsável pela tramitação, a destinação, a data e horário da ação. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Central de Custódia ART. 158-F - Após a realização da perícia, o material deverá ser devolvido à central de custódia, devendo nela permanecer. Parágrafo único. Caso a central de custódia não possua espaço ou condições de armazenar determinado material, deverá a autoridade policial ou judiciária determinar as condições de depósito do referido material em local diverso, mediante requerimento do diretor do órgão central de perícia oficial de natureza criminal. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Meios de Prova ➢ Exame de corpo de delito ➢ Cadeia de custódia ➢ Perícias em espécie ➢ Interrogatório ➢ Confissão ➢ Ouvida da vítima ➢ Prova testemunhal ➢ Reconhecimento de pessoas e coisas ➢ Acareação ➢ Prova documental ➢ Prova indiciária CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Exame de corpo de delito (art. 158) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Obrigatoriedade do exame de corpo de delito ART. 158 - Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Suprimento do exame pela prova testemunhal ART. 167 - Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do exame de corpo de delito “É necessária a realização do exame de corpo de delito para comprovação da materialidade do crime quando a conduta deixar vestígios, entretanto, o laudo pericial será substituído por outros elementos de prova na hipótese em que as evidências tenham desaparecido ou que o lugar se tenha tornado impróprio ou, ainda, quando as circunstâncias do crime não permitirem a análise técnica” (Tese nº 19 do STJ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do exame de corpo de delito “Mostra-se necessária a realização do exame técnico- científico para qualificação do crime ou mesmo para sua tipificação, pois o exame de corpo de delito direto é imprescindível nas infrações que deixam vestígios,podendo apenas ser suprido pela prova testemunhal quando não puderem ser mais colhidos. Logo, se era possível a realização da perícia, e esta não ocorreu de acordo com as normas pertinentes (art. 159 do CPP), a prova testemunhal e o exame indireto não suprem a sua ausência". No presente caso, não há referência alguma à impossibilidade de realização da perícia técnica”. (STJ, AgRg no REsp 1592297/RS, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 16/08/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o exame de corpo de delito indireto pela prova testemunhal “A materialidade dos crimes de lesão corporal (como no caso vertente), muito embora não caracterizada pela forma explícita, ou seja, por meio de corpo de delito direto, vem plenamente demonstrada por meio de corpo e delito indireto, qual seja, a própria prova testemunhal coligiada ao processado e que, de igual modo, serve para apontar a autoria”. (STF, ARE 666424/SC, 1ª Turma, Min. LUIZ FUX, DJe 01-04-2013) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova ilícita ART. 157 - São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova ilícita por derivação § 1º. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a prova ilícita por derivação no inquérito policial “A despeito da existência de jurisprudência na Corte no sentido de os vícios eventualmente ocorridos no inquérito policial não terem o condão de macular a ação penal (HC nº 83.921/RJ, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/8/04), devem ser consideradas imprestáveis as provas ilícitas obtidas de forma direta ou por derivação de outras (fruits of the poisonous tree), independentemente do momento em que forem produzidas. 4. Essas razões justificam que os elementos de prova formalmente produzidos nos Inquéritos nsº 129/10 e 280/10 sejam desentranhados do caderno processual, aniquilando qualquer possibilidade de servirem de subsídio para fundamentar a condenação, sem prejuízo daquelas provas eventualmente produzidas de forma legítima e autônoma”. (STF, Rcl 12484 DF, 1ª Turma, Min. DIAS TOFFOLI, DJe 26/09/2014). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Fonte independente § 2º. Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a fonte independente na prova ilícita por derivação “A Suprema Corte já assentou que, ‘se o órgão da persecução penal demonstrar que obteve, legitimamente, novos elementos de informação a partir de uma fonte autônoma de prova - que não guarde qualquer relação de dependência nem decorra da prova originariamente ilícita, com es[s]a não mantendo vinculação causal -, tais dados probatórios revelar-se-ão plenamente admissíveis, porque não contaminados pela mácula da ilicitude originária’. (STF, RHC 121496/ SP, 2ª Turma, Min. DIAS TOFFOLI, DJe 16/12/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a descoberta inevitável na prova ilícita por derivação “Embora a interceptação telefônica tenha sido dirigida ao telefone do paciente por equívoco, não se tratou de diligência aleatória dirigida ocasionalmente. De fato, acreditava-se que o terminal telefônico pertencia ao investigado Guilherme Toldo Porto, cuidando-se, portanto, de interceptação autorizada dentro da legalidade. Após a constatação do equívoco, de plano, retificou-se o pedido de quebra. Ademais, o fato de a interceptação telefônica no número do paciente ter revelado seu envolvimento no esquema criminoso investigado não pode ser considerado como prova ilícita, uma vez que deferida de modo fundamentado, não obstante visar a pessoa diversa (...) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Destarte, a descoberta da participação do paciente nos crimes investigados se insere no instituto da descoberta inevitável, o que confirma a ausência de ilegalidade na hipótese dos autos’. (STJ, HC 284574/SC, 5ª Turma, Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe 10/05/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º. Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. § 5º. O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não poderá proferir a sentença ou acórdão (Lei 13.964/2019) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o desentranhamento da prova ilícita “2. Reconhecida a ilicitude de prova constante nos autos, consequência imediata é o direito da parte, à qual possa essa prova prejudicar, a vê-la desentranhada. 3. Hipótese em que a prova questionada foi tida como ilícita, no julgamento da Ação Penal n. 307, fato já considerado no acórdão de recebimento da denúncia. 4. Pedido de desentranhamento formulado na resposta oferecida pelo embargante e reiterado em outro instante processual. 5. Embargos de declaração recebidos, para determinar o desentranhamento dos autos das peças concernentes à prova julgada ilícita, nos termos discriminados no voto condutor do julgamento”. (STF, EDcl no Inq 731/DF, Pleno, Min. NÉRI DA SILVEIRA, DJe 22.05.1996) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova Emprestada CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a prova emprestada sem restrição das partes “Com efeito, esta Corte Superior manifesta entendimento no sentido de que ‘a prova emprestada não pode se restringir a processos em que figurem partes idênticas, sob pena de se reduzir excessivamente sua aplicabilidade, sem justificativa razoável para tanto. Independentemente de haver identidade de partes, o contraditório é requisito primordial para o aproveitamento da prova emprestada, de maneira que, assegurado às partes o contraditório sobre a prova, isto é, o direito de se insurgir contra a prova e de refutá-la adequadamente, afigura-se válido o empréstimo”. (STJ, RHC 42215/PI, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 16/08/2016). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a validação da prova emprestada pelo Júri “A validade de prova produzida em outro processo deve ser decidida pelos jurados, na sessão plenária do Tribunal do Júri, mormente se se mostra idônea a certificar a autoria do crime” (STJ, RHC 13.664/RJ, Min. Hamilton Cavalhido, DJe 24/2/2005). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Conteúdo polissêmico da prova • Fonte de prova – “são as pessoas ou coisas das quais se pode conseguir a prova . • Meio de prova – “instrumentos ou atividades por intermédio dos quais os dados probatórios são introduzidos e fixados no processo” • Elementos de prova – “são dados objetivos (informações) que confirmam ou negam uma asserção a respeito de um fato que interessa à decisão da causa” CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Livre convencimento motivado (art. 155 ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Livre convencimento motivado (art. 155 ) ART. 155 - O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadasCFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições estabelecidas na lei civil. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a complementariedade dos elementos informativos do inquérito na condenação “Conquanto este Tribunal tenha firmado o entendimento no sentido de considerar inadmissível a prolação de édito condenatório exclusivamente com arrimo em elementos de informação obtidos durante o inquérito policial, tal situação não se verifica na espécie, porquanto a condenação do paciente se amparou também em elementos de provas judicializadas, colhidas no âmbito do devido processo legal”. (STJ, HC 226.306/RJ,6ª Turma, Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, DJe 09/09/2014) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a prova antecipada de testemunha policial “É possível a antecipação da colheita da prova testemunhal, com base no art. 366 do CPP, nas hipóteses em que as testemunhas são policiais, tendo em vista a relevante probabilidade de esvaziamento da prova pela natureza da atuação profissional, marcada pelo contato diário com fatos criminosos” (Tese nº 15 do STJ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a validade das provas não repetíveis “Perícias e documentos produzidos na fase inquisitorial são revestidos de eficácia probatória sem a necessidade de serem repetidos no curso da ação penal por se sujeitarem ao contraditório diferido” (Tese nº 2 do STJ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ônus da prova e produção ex officio ART. 156 - A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida; II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o ônus probatório da defesa “O poder vulnerante integra a própria natureza da arma de fogo, sendo ônus da defesa, caso alegue o contrário, provar tal evidência. Exegese do art. 156 do CPP”. (STJ, AgRg no REsp 1582127/MG, Min. JORGE MUSSI, DJe 24/05/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Princípios probatórios CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Direitos probatórios • Direito de proposição de provas (art. 156) • Direito à admissão das provas propostas (art. 202) • Direito à exclusão das provas inadmissíveis, impertinentes ou irrelevantes (art. 157 e 400, § 1º) • Direito de participação das partes nos atos de produção da prova (art. 212) • Direito à avaliação da prova pelo julgador (art. 381, II e III) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Sistemas de apreciação da prova CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STF sobre a prova tarifa “Para efeitos penais, a comprovação da idade, como as outras situações quanto ao estado das pessoas, há de ser realizada mediante prova documental hábil, de acordo com as restrições estabelecidas na lei civil. Inteligência do parágrafo único do art. 155 do CPP. Precedentes. 2. No caso, os pacientes foram condenados por corromper menor de 18 anos (art. 244-B da Lei 8.069/1990), cuja idade, no entanto, derivou de declarações prestadas perante a Delegacia da Criança e do Adolescente, desacompanhadas de qualquer documento civil de identificação. 3. Assim, por se tratar de circunstância elementar do tipo, a ausência de base probatória idônea impede o juízo condenatório, que deve sempre estar calcado em elementos de certeza e em consonância com as regras processuais próprias. 4. Ordem concedida para restabelecer a sentença absolutória”. (STF, HC 132204/DF, 2ª Turma, Min. TEORI ZAVASCKI, DJe 11/05/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STJ relativizando a prova tarifada “É assente na jurisprudência deste Superior Tribunal o entendimento de que a certidão de nascimento não é o único documento idôneo para comprovar a idade do adolescente corrompido, que também pode ser atestada por outros documentos oficiais, dotados de fé pública, emitidos por órgãos estatais de identificação civil e cuja veracidade somente pode ser afastada mediante prova em contrário" (STJ, REsp 1662249/AM, Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe 07/11/2017) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Sistemas de apreciação da prova CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Regimes de verdades CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Finalidade e destinatários da prova CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL TEORIA DA PROVA E MEIOS DE OBTENÇÃO PROFº BRUNO GALVÃO CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Teoria Geral da Prova ➢ Origem etimológica (probatio) ➢ Finalidade e destinatários da prova ➢ Regimes de verdades ➢ Sistema de apreciação de provas ➢ Princípios e Direitos probatórios ➢ Conteúdo polissémico da prova ➢ Livre convencimento motivado ➢ Ônus da prova ➢ Provas ilegais CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Origem etimológica Slide 1 Slide 2 Slide 1 Slide 1POLÍCIA FEDERAL Forma e requisitos para a interceptação ART. 4º - O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal, com indicação dos meios a serem empregados. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1° Excepcionalmente, o juiz poderá admitir que o pedido seja formulado verbalmente, desde que estejam presentes os pressupostos que autorizem a interceptação, caso em que a concessão será condicionada à sua redução a termo. § 2° O juiz, no prazo máximo de vinte e quatro horas, decidirá sobre o pedido CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Motivação e prazo da interceptação ART. 5º - A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ciência e acompanhamento da interceptação ART. 6º - Deferido o pedido, a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação, dando ciência ao Ministério Público, que poderá acompanhar a sua realização. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1° No caso de a diligência possibilitar a gravação da comunicação interceptada, será determinada a sua transcrição. § 2° Cumprida a diligência, a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado, que deverá conter o resumo das operações realizadas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3° Recebidos esses elementos, o juiz determinará a providência do art. 8° , ciente o Ministério Público CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Solicitação de recursos técnicos ART. 7º - Para os procedimentos de interceptação de que trata esta Lei, a autoridade policial poderá requisitar serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Solicitação de recursos técnicos ART. 7º - Para os procedimentos de interceptação de que trata esta Lei, a autoridade policial poderá requisitar serviços e técnicos especializados às concessionárias de serviço público. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Procedimento em autos apartados ART. 8º - A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único - A apensação somente poderá ser realizada imediatamente antes do relatório da autoridade, quando se tratar de inquérito policial (Código de Processo Penal, art.10, § 1°) ou na conclusão do processo ao juiz para o despacho decorrente do disposto nos arts. 407, 502 ou 538 do Código de Processo Penal http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art10%C2%A71 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art407 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art502 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art538 CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Captação ambiental (Lei 13.964/2019) ART. 8º-A - Para investigação ou instrução criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público, a captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos, quando: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I – a prova não puder ser feita por outros meios disponíveis e igualmente eficazes; e II – houver elementos probatórios razoáveis de autoria e participação em infrações criminais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos ou em infrações penais conexas CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Formalidades da captação ambiental § 1º - O requerimento deverá descrever circunstanciadamente o local e a forma de instalação do dispositivo de captação ambiental. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º - A captação ambiental não poderá exceder o prazo de 15 (quinze) dias, renovável por decisão judicial por iguais períodos, se comprovada a indispensabilidade do meio de prova e quando presente atividade criminal permanente, habitual ou continuada CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 5º - Aplicam-se subsidiariamente à captação ambiental as regras previstas na legislação específica para a interceptação telefônica e telemática CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Inutilização de transcrição sem relevância ART. 9º - A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único - O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Crime de interceptação ilegal ART. 10 - Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei. Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Crime de interceptação ilegal ART. 10-A - Realizar captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos para investigação ou instrução criminal sem autorização judicial, quando esta for exigida. Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º - Não há crime se a captação é realizada por um dos interlocutores § 2º - A pena será aplicada em dobro ao funcionário público que descumprir determinação de sigilo das investigações que envolvam a captação ambiental ou revelar o conteúdo das gravações enquanto mantido o sigilo judicial CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisdicionalidade e Sigilo da Interceptação ART. 1º - A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interceptação de Dados Parágrafo único - O disposto nesta Lei aplica- se à interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interceptação telefônica (Lei 9296/96) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Legitimados ART. 242 - A busca poderá ser determinada de ofício ou a requerimento de qualquer das partes. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Conteúdo do mandado de busca e apreensão ART. 243 - O mandado de busca deverá: I - indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL II - mencionar o motivo e os fins da diligência; III - ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Se houver ordem de prisão, constará do próprio texto do mandado de busca. § 2º. Não será permitida a apreensão de documentoem poder do defensor do acusado, salvo quando constituir elemento do corpo de delito. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca pessoal ART. 244 - A busca pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Formalidades no cumprimento do mandado ART. 245 - As buscas domiciliares serão executadas de dia, salvo se o morador consentir que se realizem à noite, e, antes de penetrarem na casa, os executores mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou a quem o represente, intimando-o, em seguida, a abrir a porta. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Se a própria autoridade der a busca, declarará previamente sua qualidade e o objeto da diligência. § 2º. Em caso de desobediência, será arrombada a porta e forçada a entrada. § 3º. Recalcitrando o morador, será permitido o emprego de força contra coisas existentes no interior da casa, para o descobrimento do que se procura. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 4º. Observar-se-á o disposto nos §§ 2º e 3º, quando ausentes os moradores, devendo, neste caso, ser intimado a assistir à diligência qualquer vizinho, se houver e estiver presente. § 5º. Se é determinada a pessoa ou coisa que se vai procurar, o morador será intimado a mostrá- la. § 6º. Descoberta a pessoa ou coisa que se procura, será imediatamente apreendida e posta sob custódia da autoridade ou de seus agentes. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 7º. Finda a diligência, os executores lavrarão auto circunstanciado, assinando-o com duas testemunhas presenciais, sem prejuízo do disposto no § 4º. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca em compartimento habitado ART. 246 - Aplicar-se-á também o disposto no artigo anterior, quando se tiver de proceder a busca em compartimento habitado ou em aposento ocupado de habitação coletiva ou em compartimento não aberto ao público, onde alguém exercer profissão ou atividade. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Não localização do objeto do mandado ART. 247 - Não sendo encontrada a pessoa ou coisa procurada, os motivos da diligência serão comunicados a quem tiver sofrido a busca, se o requerer. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Cumprimento do mandado em casa habitada ART. 248 - Em casa habitada, a busca será feita de modo que não moleste os moradores mais do que o indispensável para o êxito da diligência. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca em mulher ART. 249 - A busca em mulher será feita por outra mulher, se não importar retardamento ou prejuízo da diligência CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca em perseguição ART. 250 - A autoridade ou seus agentes poderão penetrar no território de jurisdição alheia, ainda que de outro Estado, quando, para o fim de apreensão, forem no seguimento de pessoa ou coisa, devendo apresentar-se à competente autoridade local, antes da diligência ou após, conforme a urgência desta. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Entender-se-á que a autoridade ou seus agentes vão em seguimento da pessoa ou coisa, quando: a) tendo conhecimento direto de sua remoção ou transporte, a seguirem sem interrupção, embora depois a percam de vista; b) ainda que não a tenham avistado, mas sabendo, por informações fidedignas ou circunstâncias indiciárias, que está sendo removida ou transportada em determinada direção, forem ao seu encalço. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º. Se as autoridades locais tiverem fundadas razões para duvidar da legitimidade das pessoas que, nas referidas diligências, entrarem pelos seus distritos, ou da legalidade dos mandados que apresentarem, poderão exigir as provas dessa legitimidade, mas de modo que não se frustre a diligência CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca e apreensão (art. 240 a 250) Hipóteses legais ART. 240 - A busca será domiciliar ou pessoal. § 1º. Proceder-se-á à busca domiciliar, quando fundadas razões a autorizarem, para: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL a) prender criminosos; b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos; c) apreender instrumentos de falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos; d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL e) descobrir objetos necessários à prova de infração ou à defesa do réu; f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato; g) apreender pessoas vítimas de crimes; h) colher qualquer elemento de convicção. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º. Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Necessidade da expedição de mandado ART. 241 - Quando a própria autoridade policial ou judiciária não a realizar pessoalmente, a busca domiciliar deverá ser precedida da expedição de mandado. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a busca em residência sem mandado judicial no período noturno “Fixada a interpretação de que a entrada forçada em domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo em período noturno, quando amparada em fundadas razões, devidamente justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados”. (STF, RE 603616/RO, Min. Gilmar Mendes, DJe 05/11/2015). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STF sobre a desnecessidade de mandado na busca em celular “2. Ilicitude da prova produzida durante o inquérito policial - violação de registros telefônicos de corréu, executor do crime, sem autorização judicial. 2.1 Suposta ilegalidade decorrente do fato de os policiais, após a prisão em flagrante do corréu, terem realizado a análise dos últimos registros telefônicos dos dois aparelhos celulares apreendidos. Não ocorrência. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL 2.2 Não se confundem comunicação telefônica e registros telefônicos, que recebem, inclusive, proteção jurídica distinta. Não se pode interpretar a cláusula do artigo 5º, XII, da CF, no sentido de proteção aos dados enquanto registro, depósito registral. A proteção constitucional é da comunicação de dados e não dos dados. 2.3 Art. 6º do CPP: dever da autoridade policial de proceder à coleta do material comprobatório da prática da infração penal. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ao proceder à pesquisa na agenda eletrônica dos aparelhos devidamente apreendidos, meio material indireto de prova, a autoridade policial, cumprindo o seu mister, buscou, unicamente, colher elementos de informação hábeis a esclarecer a autoria e a materialidade do delito (dessa análise logrou encontrar ligações entre o executor do homicídio e o ora paciente). Verificação que permitiu a orientação inicial da linha investigatória a ser adotada, bem como possibilitou concluir que os aparelhos seriam relevantes para a investigação. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL 2.4 À guisa de mera argumentação,mesmo que se pudesse reputar a prova produzida como ilícita e as demais, ilícitas por derivação, nos termos da teoria dos frutos da árvore venenosa (fruit of the poisonous tree), é certo que, ainda assim, melhor sorte não assistiria à defesa. É que, na hipótese, não há que se falar em prova ilícita por derivação. Nos termos da teoria da descoberta inevitável, construída pela Suprema Corte norte-americana no caso Nix x Williams (1984), o curso normal das investigações conduziria a elementos informativos que vinculariam os pacientes ao fato investigado. Bases desse entendimento que parecem ter encontrado guarida no ordenamento jurídico pátrio com o advento da Lei 11.690/2008, que deu nova redação ao art. 157 do CPP, em especial o seu § 2º”. (STF, HC: 91867/PA, 2ª Turma, Min. GILMAR MENDES, DJe 20/09/2012). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STJ sobre a necessidade de mandado na busca em celular “Ilícita é a devassa de dados, bem como das conversas de whatsapp, obtidas diretamente pela polícia em celular apreendido no flagrante, sem prévia autorização judicial. 2. Recurso ordinário em habeas corpus provido, para declarar a nulidade das obtidas no celular do paciente sem autorização judicial, cujo produto deve ser desentranhado dos autos”. (STJ, RHC 51531/RO, Min. Nefi Cordeiro, DJe 19/04/2016). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Meios de obtenção de prova ➢ Busca e apreensão ➢ Interceptação telefônica e captação ambiental ➢ Ação controlada ➢ Entrega vigiada ➢ Agente infiltrado e agente disfarçado CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Busca e apreensão (art. 240 a 250) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a busca e apreensão como medida cautelar “Na hipótese dos autos, não se vislumbra qualquer vício na medida cautelar. Foi ela autorizada por decisão judicial devidamente fundamentada que, apesar de sucinta, reconhece a eventual prática de ilícito penal e especifica cada uma das pessoas a quem dirigida, estando assentada, para tanto, em fundamentação idônea”. (STJ, HC 189575/SP, Min. Sebastião Reis Júnior, DJe. 09/10/2012). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre apreensão de cartas lacradas mediante mandado “A jurisprudência desta Corte consagrou o entendimento de que o princípio constitucional da inviolabilidade das comunicações (art. 5º, XII, da CF/1988) não é absoluto, podendo o interesse público, em situações excepcionais, sobrepor-se aos direitos individuais para evitar que os direitos e garantias fundamentais sejam utilizados para acobertar condutas criminosas. II – A busca e apreensão das cartas amorosas foi realizada em procedimento autorizado por decisão judicial, nos termos do art. 240, § 1º, f, do CPP’. (STF, RHC 115.983/RJ, Min. Ricardo Lewandowski, DJe 16/04/2013). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Acareação (art. 229 e 230) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Legitimados para a acareação ART. 229 - A acareação será admitida entre acusados, entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Os acareados serão reperguntados, para que expliquem os pontos de divergências, reduzindo-se a termo o ato de acareação CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a discricionariedade judicial para a realização da acareação “Embora o acusado no processo penal tenha o direito à produção da prova necessária a dar embasamento à tese defensiva, é certo que, ao magistrado é facultado o indeferimento, de forma fundamentada, das providências que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes, devendo sua imprescindibilidade ser devidamente justificada pela parte. Mostrando-se desnecessária para o deslinde do feito a acareação, não há ilegalidade a ser reconhecida”. (STJ, AgRg no REsp 1205385/ES, Min. Nefi Cordeiro, DJe 28/04/2015). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Acareação por carta precatória ART. 230 - Se ausente alguma testemunha, cujas declarações divirjam das de outra, que esteja presente, a esta se darão a conhecer os pontos da divergência, consignando-se no auto o que explicar ou observar. Se subsistir a discordância, expedir-se-á precatória à autoridade do lugar onde resida a testemunha ausente, CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL transcrevendo-se as declarações desta e as da testemunha presente, nos pontos em que divergirem, bem como o texto do referido auto, a fim de que se complete a diligência, ouvindo-se a testemunha ausente, pela mesma forma estabelecida para a testemunha presente. Esta diligência só se realizará quando não importe demora prejudicial ao processo e o juiz a entenda conveniente CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova documental (art. 231 a 238) Momento para apresentação de documentos ART. 231 - Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Documentos para fins legais ART. 232 - Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares. Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se dará o mesmo valor do original. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Inadmissibilidade das cartas particulares ART. 233 - As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios criminosos, não serão admitidas em juízo. Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento do signatário. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Documento requisitado pelo juiz ART. 234 - Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação ou da defesa, providenciará, independentemente de requerimento de qualquer das partes, para sua juntada aos autos, se possível. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Verificação da autenticidade do documento ART. 235 - A letra e firma dos documentos particulares serão submetidas a exame pericial, quando contestada a sua autenticidade. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Tradução de documentos em língua estrangeira ART. 236 - Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autoridade. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Pública-forma dos documentos ART. 237 - As públicas-formas (cópia autenticada) só terão valor quando conferidas com o original, em presença da autoridade CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Restituição dos documentos originais ART. 238 - Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista motivo relevante que justifique a sua conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o Ministério Público, ser entregues à parte que os produziu, ficando traslado nos autos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova indiciária (art. 239) ART. 239 - Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva dos funcionários públicos ART. 221 - O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os ministros de Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretáriosde Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros do Poder Judiciário, CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a perda da prerrogativa do art. 221 no prazo de 30 dias “Passados mais de trinta dias sem que a autoridade que goza da prerrogativa prevista no caput do art. 221 do CPP tenha indicado o dia, hora e local para a sua inquirição ou, simplesmente, não tenha comparecido na data, hora e local por ela mesma indicados, como se dá na hipótese, impõe-se a perda dessa especial prerrogativa, sob pena de admitir-se que a autoridade arrolada como testemunha possa, na prática, frustrar a sua oitiva, indefinidamente e sem justa causa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Questão de ordem resolvida no sentido de declarar a perda da prerrogativa prevista no caput do art. 221 do CPP, em relação ao parlamentar arrolado como testemunha que, sem justa causa, não atendeu ao chamado da justiça, por mais de trinta dias”. (STF, AP 421 QO/SP, Min. Joaquim Barbosa, DJe 22/10/2009). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão optar pela prestação de depoimento por escrito, caso em que as perguntas, formuladas pelas partes e deferidas pelo juiz, Ihes serão transmitidas por ofício § 2º. Os militares deverão ser requisitados à autoridade superior CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º. Aos funcionários públicos aplicar-se-á o disposto no art. 218, devendo, porém, a expedição do mandado ser imediatamente comunicada ao chefe da repartição em que servirem, com indicação do dia e da hora marcados. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva por carta precatória ART. 222 - A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência, expedindo-se, para esse fim, carta precatória, com prazo razoável, intimadas as partes. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal. § 2º. Findo o prazo marcado, poderá realizar-se o julgamento, mas, a todo tempo, a precatória, uma vez devolvida, será junta aos autos. § 3º. Na hipótese prevista no caput deste artigo, a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL permitida a presença do defensor e podendo ser realizada, inclusive, durante a realização da audiência de instrução e julgamento. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva por carta rogatória ART. 222-A - As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio. Parágrafo único. Aplica-se às cartas rogatórias o disposto nos §§ 1o e 2o do art. 222 deste Código CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva com intérprete ART. 223 - Quando a testemunha não conhecer a língua nacional, será nomeado intérprete para traduzir as perguntas e respostas. Parágrafo único. Tratando-se de mudo, surdo ou surdo-mudo, proceder-se-á na conformidade do art. 192. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Informação de mudança de residência da testemunha ART. 224 - As testemunhas comunicarão ao juiz, dentro de um ano, qualquer mudança de residência, sujeitando-se, pela simples omissão, às penas do não-comparecimento. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Depoimento antecipado ART. 225 - Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o depoimento. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Reconhecimento de pessoas (art. 226 a 228) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Formalidades do reconhecimento de pessoas ART. 226. Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa, proceder-se-á pela seguinte forma: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I - a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento será convidada a descrever a pessoa que deva ser reconhecida; Il - a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, será colocada, se possível, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhança, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apontá-la; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL III - se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não veja aquela; IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. O disposto no nº III deste artigo não terá aplicação na fase da instrução criminal ou em plenário de julgamento CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre as formalidades do art. 226 como mera recomendação “A Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as disposições insculpidas no art. 226 do Código de Processo Penal configuram uma recomendação legal, e não uma exigência, não se cuidando, portanto, de nulidade quando praticado o ato processual (reconhecimento pessoal) de modo diverso. (...). “STJ, AgRg no REsp 1243675/SP, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 23/08/2016). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o suprimento pelo reconhecimento em Juízo “A preliminar de nulidade foi rejeitada com afirmação de que eventual irregularidade no reconhecimento de pessoa procedido pela Polícia foi suprida pelo reconhecimento formal do réu pelas vítimas em Juízo, na presença de seu defensor, não sendo necessário que tal procedimento se faça nos moldes do art. 226 do CPP. Se o reconhecimento é feito na própria audiência, na frente do réu e de seu advogado, não há como acolher a alegação de ofensa à ampla defesa e ao contraditório”. (STJ, AgRg no REsp 300.047/DF, Min. Marco Aurélio Bellizze, DJe 21/08/2014). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a admissão do reconhecimento fotográfico “O reconhecimento fotográfico é plenamente apto para a identificação do réu e a fixação da autoria delituosa, desde que corroborado por outros elementos idôneos de convicção, como na hipótese, em que o ato realizado na fase inquisitória foi confirmado em juízo e referendado por outras provas produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa”. (STJ, HC 224831/MG, Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe 28/06/2016). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Forma do reconhecimento de coisas ART. 227 - No reconhecimento de objeto, proceder-se-á com as cautelas estabelecidas no artigo anterior, no que for aplicável CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Separação dos reconhecedores ART. 228 - Se várias forem as pessoas chamadas a efetuar o reconhecimento de pessoa ou de objeto, cada uma fará a prova em separado, evitando-se qualquer comunicação entre elas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃOPROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Separação das testemunhas ART. 210 - As testemunhas serão inquiridas cada uma de per si, de modo que umas não saibam nem ouçam os depoimentos das outras, devendo o juiz adverti-las das penas cominadas ao falso testemunho Parágrafo único. Antes do início da audiência e durante a sua realização, serão reservados espaços separados para a garantia da incomunicabilidade das testemunhas CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Falso testemunho ART. 211 - Se o juiz, ao pronunciar sentença final, reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade policial para a instauração de inquérito. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Parágrafo único. Tendo o depoimento sido prestado em plenário de julgamento, o juiz, no caso de proferir decisão na audiência (art. 538, § 2o), o tribunal (art. 561), ou o conselho de sentença, após a votação dos quesitos, poderão fazer apresentar imediatamente a testemunha à autoridade policial. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ordem de inquirição das testemunhas ART. 212 - As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida. Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a possibilidade das perguntas feitas pelo juiz na ausência do MP Não gera nulidade do processo o fato de, em audiência de instrução, o magistrado, após o registro da ausência do representante do MP (que, mesmo intimado, não compareceu), complementar a inquirição as testemunhas realizada pela defesa, sem que o defensor tenha se insurgido no momento oportuno nem demonstrado efetivo prejuízo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Destaca-se, inicialmente, que a ausência do representante do Ministério Público ao ato, se prejuízo acarretasse, seria ao próprio órgão acusatório, jamais à defesa, e, portanto, não poderia ser por esta invocado, porquanto, segundo o que dispõe o art. 565 do CPP, "Nenhuma das partes poderá arguir nulidade [...] referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse". CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL De mais a mais, as modificações introduzidas pela Lei n. 11.690/2008 ao art. 212 do CPP não retiraram do juiz a possibilidade de formular perguntas às testemunhas, a fim de complementar a inquirição, na medida em que a própria legislação adjetiva lhe incumbe do dever de se aproximar o máximo possível da realidade dos fatos (princípio da verdade real e do impulso oficial), o que afasta o argumento de violação ao sistema acusatório. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Na hipótese em análise, a oitiva das testemunhas pelo magistrado, de fato, obedeceu à exigência de complementaridade, nos termos do que determina o art. 212 do CPP, pois somente ocorreu após ter sido registrada a ausência do Parquet e dada a palavra à defesa para a realização de seus questionamentos. Vale ressaltar, ainda, que a jurisprudência do STJ se posiciona no sentido de que eventual inobservância ao disposto no art. 212 do CPP gera nulidade meramente relativa, sendo necessário, para seu reconhecimento, a alegação no momento oportuno e a comprovação do efetivo prejuízo’ (STJ, Resp 1.348.978/SC, Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe 17/2/2016 – Info. 577) http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1348978 CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Proibição de opiniões pessoais da testemunha ART. 213 - O juiz não permitirá que a testemunha manifeste suas apreciações pessoais, salvo quando inseparáveis da narrativa do fato CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Contradita e arguição de defeito da testemunha ART. 214 - Antes de iniciado o depoimento, as partes poderão contraditar a testemunha ou argüir circunstâncias ou defeitos, que a tornem suspeita de parcialidade, ou indigna de fé. O juiz fará consignar a contradita ou argüição e a resposta da testemunha, mas só excluirá a testemunha ou não Ihe deferirá compromisso nos casos previstos nos arts. 207 e 208. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Fidelidade dos depoimentos ART. 215 - Na redação do depoimento, o juiz deverá cingir-se, tanto quanto possível, às expressões usadas pelas testemunhas, reproduzindo fielmente as suas frases. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Redução do depoimento a termo ART. 216 - O depoimento da testemunha será reduzido a termo, assinado por ela, pelo juiz e pelas partes. Se a testemunha não souber assinar, ou não puder fazê-lo, pedirá a alguém que o faça por ela, depois de lido na presença de ambos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Depoimento sem a presença do réu ART. 217 - Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do depoimento, fará a inquirição por videoconferência e, somente na impossibilidade dessa forma, CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL determinará a retirada do réu, prosseguindo na inquirição, com a presença do seu defensor. Parágrafo único. A adoção de qualquer das medidas previstas no caput deste artigo deverá constar do termo, assim como os motivos que a determinaram CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Condução coercitiva da testemunha ART. 218 - Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Consequências para a testemunha faltosa ART. 219 - O juiz poderá aplicar à testemunha faltosa a multa prevista no art. 453 (atual art. 458), sem prejuízo do processo penal por crime de desobediência, e condená-la ao pagamento das custas da diligência CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva da testemunha enferma ART. 220 - As pessoas impossibilitadas, por enfermidade ou por velhice, de comparecer para depor, serão inquiridas onde estiverem. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Oitiva dos funcionários públicos ART. 221 - O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os ministros de Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros do Poder Judiciário, CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova Testemunhal (art. 202 a 225) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Testemunhas proibidas de depor ART. 207 - São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Testemunha não compromissada (condição pessoal) ART. 208 - Não se deferirá o compromisso a que alude o art. 203 aos doentes e deficientes mentais e aos menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a que se refere o art. 206 CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Testemunha judicial e referida ART. 209 - O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das indicadas pelas partes. § 1º. Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL– POLÍCIA FEDERAL § 2º. Não será computada como testemunha a pessoa que nada souber que interesse à decisão da causa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova Testemunhal (art. 202 a 225) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Testemunha compromissada ART. 203 - A testemunha fará, sob palavra de honra, a promessa de dizer a verdade do que souber e Ihe for perguntado, devendo declarar seu nome, sua idade, seu estado e sua residência, sua profissão, lugar onde exerce sua atividade, se é parente, e em que grau, de alguma das partes, ou quais suas relações com qualquer delas, e relatar o que souber, explicando sempre as razões de sua ciência ou as circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua credibilidade CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Formas de inquirição das testemunhas ART. 204 - O depoimento será prestado oralmente, não sendo permitido à testemunha trazê-lo por escrito. Parágrafo único. Não será vedada à testemunha, entretanto, breve consulta a apontamentos CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Dúvidas sobre a identidade da testemunha ART. 205 - Se ocorrer dúvida sobre a identidade da testemunha, o juiz procederá à verificação pelos meios ao seu alcance, podendo, entretanto, tomar-lhe o depoimento desde logo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Testemunha não compromissada (parentesco) ART. 206 - A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Prova Testemunhal (art. 202 a 225) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do sobre a validade do testemunho indireto “A legislação em vigor admite como prova tanto a testemunha que narra o que presenciou, como aquela que ouviu. A valoração a ser dada a essa prova é critério judicial, motivo pelo qual não há qualquer ilegalidade na prova testemunhal indireta” (STJ, HC 265842/MG, Min. Nefi Cordeiro, DJe 16/08/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a possibilidade de indicação posterior de testemunhas “Não há preclusão se a parte, no momento da apresentação da defesa prévia, formula pedido de indicação de rol de testemunhas a posteriori; tampouco há violação do contraditório se o magistrado defere o pedido em busca da verdade real e diante da impossibilidade do contato do defensor público com o acusado”. (STJ, REsp1443533/RS, Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 23/06/2015). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Legitimados para testemunhar ART. 202 - Toda pessoa poderá ser testemunha. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ouvida da vítima (art. 201) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STJ sobre a facultatividade da oitiva do ofendido “O ofendido será demandado sobre as circunstâncias do crime sempre que possível, nos termos do art. 201 do CPP, não podendo esse dispositivo ser mais claro quanto à atuação discricionária do magistrado que conduz a ação penal, no que toca a opção pelo depoimento do ofendido, mormente como no caso dos autos, que se encontra em situação de vulnerabilidade” (STJ, HC 218653/SP, , Min. Rogério Schietti Cruz, DJ 28/04/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência do STF sobre a facultatividade da oitiva do ofendido “A obrigatoriedade de oitiva da vítima deve ser compreendida à luz da razoabilidade e da utilidade prática da colheita da referida prova. Hipótese de imputação da prática de 638 (seiscentos e trinta e oito) homicídios tentados, a revelar que a inquirição da integralidade dos ofendidos constitui medida impraticável. Indicação motivada da dispensabilidade das inquirições para informar o convencimento do Juízo, forte em critérios de persuasão racional, que, a teor do artigo 400, §1°, CPP, alcançam a fase de admissão da prova. Ausência de cerceamento de defesa” (STF, HC 131158/RS, 1ª Turma, Min. Edson Fachin, DJe 26/04/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o valor probatório da palavra da vítima no crime de estupro “Esta Corte Superior de Justiça tem entendido que ‘a ausência de laudo pericial não afasta a caracterização de estupro, porquanto a palavra da vítima tem validade probante, em particular nessa forma clandestina de delito [estupro], por meio do qual não se verificam, com facilidade, testemunhas ou vestígios”. (STJ, AgRg no REsp 743421/DF, Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe 17/09/2015) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o valor probatório da palavra da vítima em caso de violência doméstica “Nos delitos praticados em ambiente doméstico e familiar, geralmente praticados à clandestinidade, sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima possui especial relevância, notadamente quando corroborada por outros elementos probatórios acostados aos autos”. (Tese nº 14 do STJ) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Ouvida da vítima (art. 201) ART. 201 - Sempre que possível, o ofendido será qualificado e perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-se por termo as suas declarações CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem motivo justo, o ofendido poderá ser conduzido à presença da autoridade § 2º. O ofendido será comunicado dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado da prisão, à designação de data para audiência e à sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º. As comunicações ao ofendido deverão ser feitas no endereço por ele indicado, admitindo-se, por opção do ofendido, o uso de meio eletrônico § 4º. Antes do início da audiência e durante a sua realização, será reservado espaço separado para o ofendido CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 5º. Se o juiz entender necessário, poderá encaminhar o ofendido para atendimento multidisciplinar, especialmente nas áreas psicossocial, de assistência jurídica e de saúde, a expensas do ofensor ou do Estado CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 6º. O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de justiça em relação aos dados, depoimentos e outras informações constantes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição aos meios de comunicação. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Confissão (art. 197 a 200) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobrea a validade da confissão qualificada como atenuante (STJ) “Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, se a confissão do réu, ainda que parcial, retratada ou qualificada, for utilizada pelo magistrado para fundamentar a condenação, deve incidir a respectiva atenuante. Súmula n. 545 desta Corte”. (STJ, HC 416.800/SP, 6ª Turma, Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe 09/04/2018) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a invalidade da confissão qualificada como atenuante (STF) “A confissão qualificada não é suficiente para justificar a atenuante prevista no art. 65, III, “d”, do Código Penal (...). A aplicação da atenuante da confissão espontânea não incide quando o agente reconhece sua participação no fato, contudo, alega tese de exclusão da ilicitude”. (STF, HC 119671, 1ªTurma, Min. LUIZ FUX, DJe 03/12/2013) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Orientação sumulada do STJ “A incidência da atenuante da confissão espontânea no crime de tráfico ilícito de entorpecentes exige o reconhecimento da traficância pelo acusado, não bastando a mera admissão da posse ou propriedade para uso próprio”. (Súmula 630, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 29/04/2019) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Valor probatório ART. 197 - O valor da confissão se aferirá pelos critérios adotados para os outros elementos de prova, e para a sua apreciação o juiz deverá confrontá-la com as demais provas do processo, verificando se entre ela e estas existe compatibilidade ou concordância. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Valoração do silêncio ART. 198 - O silêncio do acusado não importará confissão, mas poderá constituir elemento para a formação do convencimento do juiz (Revogado tacitamente pelo art. 186). CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Confissão fora do interrogatório ART. 199 - A confissão, quando feita fora do interrogatório, será tomada por termo nos autos, observado o disposto no art. 195. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Divisibilidade e retratabilidade ART. 200 - A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no exame das provas em conjunto. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Confissão (art. 197 a 200) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a validade da confissão extrajudicial retratada em juízo “Se a confissão do agente é utilizada como fundamento para embasar a conclusão condenatória, a atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do CP, deve ser aplicada em seu favor, pouco importando se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial, ou se houve retratação posterior em juízo”. (STJ, HC 358.679/SP, 5ª Turma, Min. JORGE MUSSI, DJe 31/08/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Direito ao silêncio ART. 186 - Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado será informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer calado e de não responder perguntas que lhe forem formuladas. Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo da defesa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Fases do interrogatório ART. 187 - O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Na primeira parte o interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, vida pregressa, notadamente se foi preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do processo, se houve suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros dados familiares e sociais CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º Na segunda parte será perguntado sobre: I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita II - não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, e se com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL III - onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta IV - as provas já apuradas V - se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem o que alegar contra elas CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL VI - se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com esta se relacione e tenha sido apreendido VII - todos os demais fatos e pormenores que conduzam à elucidação dos antecedentes e circunstâncias da infração VIII - se tem algo mais a alegar em sua defesa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Contraditoriedade das partes ART. 188 - Após proceder ao interrogatório, o juiz indagará das partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se o entender pertinente e relevante CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Autodefesa do interrogando ART. 189 - Se o interrogando negar a acusação, no todo ou em parte, poderá prestar esclarecimentos e indicar provas. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Esclarecimento em caso de confissão ART. 190 - Se confessar a autoria, será perguntado sobre os motivos e circunstâncias do fato e se outras pessoas concorreram para a infração, e quais sejam CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Separação dos interrogatórios ART. 191 - Havendo mais de um acusado, serão interrogados separadamente CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório especial ART. 192 - O interrogatório do mudo, do surdo ou do surdo-mudo será feito pela forma seguinte: CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I - ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele responderá oralmente II - ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por escrito III - ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do mesmo modo dará as respostas Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, intervirá no ato, como intérprete e sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório com intérprete ART. 193 - Quando o interrogando não falar a língua nacional, o interrogatório será feito por meio de intérprete§ 2o - Em seguida, os autos serão conclusos ao juiz para decisão. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Registro da impossibilidade de assinatura do termo ART. 195 - Se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, tal fato será consignado no termo CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Reinterrogatório ART. 196 - A todo tempo o juiz poderá proceder a novo interrogatório de ofício ou a pedido fundamentado de qualquer das partes CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório judicial (arts. 185 a 196) ART. 185 - O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal, será qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou nomeado. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do ato de interrogatório “O interrogatório é ato obrigatório, que pode ser realizado a qualquer tempo. Desse modo, tendo o acusado comparecido em juízo logo após a audiência de instrução e julgamento e pleiteado sua oitiva, deveria o magistrado ter-lhe dado a oportunidade de apresentar sua versão sobre a acusação”. (STJ, AgRg no REsp 1317646/RS, 6ª Turma, Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe 28/03/2014) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. O interrogatório do réu preso será realizado, em sala própria, no estabelecimento em que estiver recolhido, desde que estejam garantidas a segurança do juiz, do membro do Ministério Público e dos auxiliares bem como a presença do defensor e a publicidade do ato CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º. Excepcionalmente, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, poderá realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que a medida seja necessária para atender a uma das seguintes finalidades: CFP- CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL I - prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso integre organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o deslocamento II - viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante dificuldade para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra circunstância pessoal; CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL III - impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima, desde que não seja possível colher o depoimento destas por videoconferência, nos termos do art. 217 deste Código IV - responder à gravíssima questão de ordem pública. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 3º. Da decisão que determinar a realização de interrogatório por videoconferência, as partes serão intimadas com 10 (dez) dias de antecedência. § 4º. Antes do interrogatório por videoconferência, o preso poderá acompanhar, pelo mesmo sistema tecnológico, a realização de todos os atos da audiência única de instrução e julgamento de que tratam os arts. 400, 411 e 531 deste Código. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 5º. Em qualquer modalidade de interrogatório, o juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com o seu defensor; se realizado por videoconferência, fica também garantido o acesso a canais telefônicos reservados para comunicação entre o defensor que esteja no presídio e o advogado presente na sala de audiência do Fórum, e entre este e o preso. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 6º. A sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por sistema de videoconferência será fiscalizada pelos corregedores e pelo juiz de cada causa, como também pelo Ministério Público e pela Ordem dos Advogados do Brasil. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 7º. Será requisitada a apresentação do réu preso em juízo nas hipóteses em que o interrogatório não se realizar na forma prevista nos §§ 1o e 2o deste artigo. § 8º. Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e 5o deste artigo, no que couber, à realização de outros atos processuais que dependam da participação de pessoa que esteja presa, como acareação, reconhecimento de pessoas e coisas, e inquirição de testemunha ou tomada de declarações do ofendido. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 7º. Será requisitada a apresentação do réu preso em juízo nas hipóteses em que o interrogatório não se realizar na forma prevista nos §§ 1o e 2o deste artigo. § 8º. Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e 5o deste artigo, no que couber, à realização de outros atos processuais que dependam da participação de pessoa que esteja presa, como acareação, reconhecimento de pessoas e coisas, e inquirição de testemunha ou tomada de declarações do ofendido. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 9º. Na hipótese do § 8o deste artigo, fica garantido o acompanhamento do ato processual pelo acusado e seu defensor. § 10º. Do interrogatório deverá constar a informação sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Direito ao silêncio ART. 186 - Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado será informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer calado e de não responder perguntas que lhe forem formuladas. Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não poderá ser interpretado em prejuízo da defesa. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Fases do interrogatório ART. 187 - O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os fatos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 1º. Na primeira parte o interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida ou profissão, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, vida pregressa, notadamente se foi preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do processo, se houve suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros dados familiares e sociais CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL § 2º Na segunda parte será perguntado sobre: I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita II - não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, e se com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL III - onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta IV - as provas já apuradas V - se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem o que alegar contra elas CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório judicial (arts. 185 a 196) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre o momento do interrogatório no processo penal “A norma inscrita no art. 400 do Código de Processo Penal comum aplica-se, a partir da publicação da ata do presente julgamento, aos processos penais militares, aos processos penais eleitorais e a todos os procedimentos penais regidos por legislação especial incidindo somente naquelas ações penais cuja instrução não se tenha encerrado”. (STF, HC 127900/AM, Plenário, Min. Dias Toffoli, DJe 03/03/2016) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Jurisprudência sobre a impossibilidade da condução coercitiva para o interrogatório “O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, não conheceu do agravo interposto pela Procuradoria-Geral da República contra a liminar concedida e julgou procedente a arguição de descumprimento de preceito fundamental, para pronunciar a não recepção da expressão "para o interrogatório", constante do art. 260 do CPP, e declarar a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. O Tribunal destacou, ainda, que esta decisão não desconstitui interrogatórios realizados até a data do presente julgamento, mesmo que os interrogados tenham sido coercitivamente conduzidos para tal ato” (STF, ADPF 444, Plenário, Min. Gilmar Mendes, DJe 21/06/2018) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório judicial (arts. 185 a 196) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Interrogatório judicial (arts. 185 a 196) CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Nomeação dos peritos e carta precatória ART. 177 - No exame por precatória, a nomeação dos peritos far-se-á no juízo deprecado. Havendo, porém, no caso de ação privada, acordo das partes, essa nomeação poderá ser feita pelo juiz deprecante. Parágrafo único. Os quesitos do juiz e das partes serão transcritos na precatória CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Direcionamento da requisição ART. 178 - No caso do art. 159 (perícia oficial), o exame será requisitado pela autoridade ao diretor da repartição, juntando- se ao processo o laudo assinado pelos peritos. CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL Laudo na perícia não oficial ART. 179 - No caso do § 1o do art. 159 (perícia