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CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL
Ação Controlada
Lei de Drogas (art. 53, II, Lei nº 11.343/06)
Lei de Lavagem de Capitais (art. 1º, § 6º e art. 4º-B, Lei nº 9613/98)
Lei das Organizações Criminosas (art. 8º, Lei nº 12.850/13)
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Ação Controlada – Lei de Drogas
Art. 53 - Em qualquer fase da persecução criminal
relativa aos crimes previstos nesta Lei, são
permitidos, além dos previstos em lei, mediante
autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os
seguintes procedimentos investigatórios:
I - a infiltração por agentes de polícia, em tarefas de
investigação, constituída pelos órgãos
especializados pertinentes
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II - a não-atuação policial sobre os portadores de
drogas, seus precursores químicos ou outros produtos
utilizados em sua produção, que se encontrem no
território brasileiro, com a finalidade de identificar e
responsabilizar maior número de integrantes de
operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da
ação penal cabível.
Parágrafo único - Na hipótese do inciso II deste artigo, a
autorização será concedida desde que sejam
conhecidos o itinerário provável e a identificação dos
agentes do delito ou de colaboradores
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Jurisprudência sobre a desnecessidade de autorização
judicial para mera coleta de dados
1. Inexiste ilegalidade na prova indiciária quando
constatado que as informações foram adquirida por
meio de registros anteriores da Polícia Militar (boletins
de ocorrência e prisões envolvendo outros agentes do
tráfico de drogas), ao passo que as novas informações
colhidas, com a coleta de fotografias e
acompanhamento do paciente, não extrapolaram o limite
de atuação da Polícia Militar, que tem por objetivo
precípuo o zelo pela segurança e a ordem pública.
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2. Nesse contexto, vê-se que a atuação aos milicianos
não ultrapassou a mera coleta de dados e o compêndio
de informações já existentes em seu sistema, não
caracterizando propriamente a chamada "ação
controlada" prevista no art. 53 da Lei n. 11.343/06. (STJ,
RHC 60251/SC, Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, 5º
Turma, 10/06/2015)
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Ação Controlada – Lei de Lavagem de Capitais
Art. 1º, § 6º - Para a apuração do crime de que trata
este artigo, admite-se a utilização da ação controlada
e da infiltração de agentes.
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Ação Controlada – Lei de Lavagem de Capitais
Art. 4o-B. A ordem de prisão de pessoas ou as
medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores
poderão ser suspensas pelo juiz, ouvido o Ministério
Público, quando a sua execução imediata puder
comprometer as investigações.
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Ação Controlada – Lei das Organizações Criminosas
Art. 8º - Consiste a ação controlada em retardar a
intervenção policial ou administrativa relativa à ação
praticada por organização criminosa ou a ela
vinculada, desde que mantida sob observação e
acompanhamento para que a medida legal se
concretize no momento mais eficaz à formação de
provas e obtenção de informações.
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Ação Controlada – Lei das Organizações Criminosas
Art. 8º, § 1º - O retardamento da intervenção policial
ou administrativa será previamente comunicado ao
juiz competente que, se for o caso, estabelecerá os
seus limites e comunicará ao Ministério Público.
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Limites impostos pelo juiz a Ação Controlada
a) temporal: o juiz estabelece um prazo máximo de
duração da ação controlada
b) funcional: o juiz determina a pronta intervenção
da autoridade policial ante a possibilidade de
dano a bens jurídicos de maior relevância.
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Flagrante retardado
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Entrega vigiada
Convenção de Palermo (Decreto nº 0515/2004 - art. 2º, “i”):
é a técnica que consiste em permitir que remessas
ilícitas ou suspeitas saiam do território de um ou mais
Estados, os atravessem ou neles entrem, com o
conhecimento e sob o controle das suas autoridades
competentes, com a finalidade de investigar infrações e
identificar as pessoas envolvidas na sua prática.
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Classificação:
a) entrega vigiada limpa: ocorre a troca das
remessas ilícitas antes de serem entregues ao
destinatário final.
b) entrega vigiada suja: a encomenda segue seu
itinerário sem alteração do conteúdo.
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Infiltração de Agentes
Art. 10 - A infiltração de agentes de polícia em tarefas
de investigação, representada pelo delegado de
polícia ou requerida pelo Ministério Público, após
manifestação técnica do delegado de polícia quando
solicitada no curso de inquérito policial, será
precedida de circunstanciada, motivada e sigilosa
autorização judicial, que estabelecerá seus limites.
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Infiltração de Agentes
§ 1º Na hipótese de representação do delegado de
polícia, o juiz competente, antes de decidir, ouvirá o
Ministério Público.
§ 2º Será admitida a infiltração se houver indícios de
infração penal de que trata o art. 1º e se a prova não
puder ser produzida por outros meios disponíveis.
§ 3º A infiltração será autorizada pelo prazo de até 6
(seis) meses, sem prejuízo de eventuais renovações,
desde que comprovada sua necessidade.
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Infiltração de Agentes
§ 4º Findo o prazo previsto no § 3º , o relatório
circunstanciado será apresentado ao juiz
competente, que imediatamente cientificará o
Ministério Público.
§ 5º No curso do inquérito policial, o delegado de
polícia poderá determinar aos seus agentes, e o
Ministério Público poderá requisitar, a qualquer
tempo, relatório da atividade de infiltração
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Infiltração virtual
Art. 10-A - Será admitida a ação de agentes de polícia
infiltrados virtuais, obedecidos os requisitos do caput do
art. 10, na internet, com o fim de investigar os crimes
previstos nesta Lei e a eles conexos, praticados por
organizações criminosas, desde que demonstrada sua
necessidade e indicados o alcance das tarefas dos
policiais, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas
e, quando possível, os dados de conexão ou cadastrais
que permitam a identificação dessas pessoas
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Hipóteses de inadmissibilidade
ART. 2º - Não será admitida a interceptação
de comunicações telefônicas quando ocorrer
qualquer das seguintes hipóteses:
I - não houver indícios razoáveis da autoria
ou participação em infração penal;
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II - a prova puder ser feita por outros meios
disponíveis;
III - o fato investigado constituir infração
penal punida, no máximo, com pena de
detenção.
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Parágrafo único. Em qualquer hipótese deve
ser descrita com clareza a situação objeto da
investigação, inclusive com a indicação e
qualificação dos investigados, salvo
impossibilidade manifesta, devidamente
justificada.
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Legitimados para a interceptação
ART. 3º - A interceptação das comunicações
telefônicas poderá ser determinada pelo juiz,
de ofício ou a requerimento:
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I - da autoridade policial, na investigação
criminal;
II - do representante do Ministério Público, na
investigação criminal e na instrução
processual penal
CFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL –não oficial), o escrivão lavrará o auto respectivo,
que será assinado pelos peritos e, se presente
ao exame, também pela autoridade.
Parágrafo único. No caso do art. 160, parágrafo
único, o laudo, que poderá ser datilografado,
será subscrito e rubricado em suas folhas por
todos os peritos
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Divergência entre os peritos
ART. 180 - Se houver divergência entre os
peritos, serão consignadas no auto do exame
as declarações e respostas de um e de outro,
ou cada um redigirá separadamente o seu
laudo, e a autoridade nomeará um terceiro;
se este divergir de ambos, a autoridade
poderá mandar proceder a novo exame por
outros peritos.
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Complementação da perícia
ART. 181 - No caso de inobservância de
formalidades, ou no caso de omissões,
obscuridades ou contradições, a autoridade
judiciária mandará suprir a formalidade,
complementar ou esclarecer o laudo.
Parágrafo único. A autoridade poderá também
ordenar que se proceda a novo exame, por
outros peritos, se julgar conveniente
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Não vinculação do juiz à perícia
ART. 182 - O juiz não ficará adstrito ao laudo,
podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou
em parte
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Perícia nos crimes de ação privada
ART. 183 - Nos crimes em que não couber
ação pública, observar-se-á o disposto no
art. 19.
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Obrigatoriedade do exame de corpo de delito
ART. 184 - Salvo o caso de exame de corpo
de delito, o juiz ou a autoridade policial
negará a perícia requerida pelas partes,
quando não for necessária ao esclarecimento
da verdade
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Prazo do laudo pericial
ART. 160 - Os peritos elaborarão o laudo
pericial, onde descreverão minuciosamente o
que examinarem, e responderão aos quesitos
formulados.
Parágrafo único. O laudo pericial será
elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo
este prazo ser prorrogado, em casos
excepcionais, a requerimento dos peritos.
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Momento do exame pericial
ART. 161 - O exame de corpo de delito poderá
ser feito em qualquer dia e a qualquer hora.
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Perícias em espécie (art. 162 a 184)
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Autópsia
ART. 162 - A autópsia será feita pelo menos
seis horas depois do óbito, salvo se os
peritos, pela evidência dos sinais de morte,
julgarem que possa ser feita antes daquele
prazo, o que declararão no auto.
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Parágrafo único. Nos casos de morte
violenta, bastará o simples exame externo do
cadáver, quando não houver infração penal
que apurar, ou quando as lesões externas
permitirem precisar a causa da morte e não
houver necessidade de exame interno para a
verificação de alguma circunstância
relevante.
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Exumação
ART. 163 - Em caso de exumação para exame
cadavérico, a autoridade providenciará para
que, em dia e hora previamente marcados, se
realize a diligência, da qual se lavrará auto
circunstanciado.
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Parágrafo único. O administrador de
cemitério público ou particular indicará o
lugar da sepultura, sob pena de
desobediência. No caso de recusa ou de falta
de quem indique a sepultura, ou de
encontrar-se o cadáver em lugar não
destinado a inumações, a autoridade
procederá às pesquisas necessárias, o que
tudo constará do auto.
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ART. 164. Os cadáveres serão sempre
fotografados na posição em que forem
encontrados, bem como, na medida do possível,
todas as lesões externas e vestígios deixados
no local do crime.
ART. 165. Para representar as lesões
encontradas no cadáver, os peritos, quando
possível, juntarão ao laudo do exame provas
fotográficas, esquemas ou desenhos,
devidamente rubricados.
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Art. 166. Havendo dúvida sobre a identidade
do cadáver exumado, proceder-se-á ao
reconhecimento pelo Instituto de
Identificação e Estatística ou repartição
congênere ou pela inquirição de
testemunhas, lavrando-se auto de
reconhecimento e de identidade, no qual se
descreverá o cadáver, com todos os sinais e
indicações.
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Parágrafo único. Em qualquer caso, serão
arrecadados e autenticados todos os objetos
encontrados, que possam ser úteis para a
identificação do cadáver
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Exame complementar no crime de lesão
ART. 168 - Em caso de lesões corporais, se o
primeiro exame pericial tiver sido incompleto,
proceder-se-á a exame complementar por
determinação da autoridade policial ou
judiciária, de ofício, ou a requerimento do
Ministério Público, do ofendido ou do
acusado, ou de seu defensor.
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§ 1º. No exame complementar, os peritos
terão presente o auto de corpo de delito, a
fim de suprir-lhe a deficiência ou retificá-lo.
§ 2º. Se o exame tiver por fim precisar a
classificação do delito no art. 129, § 1o, I, do
Código Penal, deverá ser feito logo que
decorra o prazo de 30 dias, contado da data
do crime.
§ 3º A falta de exame complementar poderá
ser suprida pela prova testemunhal.
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Exame no local do crime
ART. 169 - Para o efeito de exame do local
onde houver sido praticada a infração, a
autoridade providenciará imediatamente para
que não se altere o estado das coisas até a
chegada dos peritos, que poderão instruir
seus laudos com fotografias, desenhos ou
esquemas elucidativos
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Parágrafo único. Os peritos registrarão, no
laudo, as alterações do estado das coisas e
discutirão, no relatório, as consequências
dessas alterações na dinâmica dos fatos.
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Exames laboratoriais
ART. 170 - Nas perícias de laboratório, os
peritos guardarão material suficiente para a
eventualidade de nova perícia. Sempre que
conveniente, os laudos serão ilustrados com
provas fotográficas, ou microfotográficas,
desenhos ou esquemas.
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Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do laudo
definitivo no crime de tráfico de drogas
“De acordo com recentes julgados das Turmas
integrantes da Seção de Direito Penal desta Corte, é
imprescindível a apreensão e consequente
realização do laudo toxicológico definitivo para a
condenação pela prática do crime de tráfico ilícito de
drogas, sob pena de ser incerta a materialidade do
delito”. (STJ, REsp 1598820/RO, 6ª Turma, Min.
MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe 01/08/2016)
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Jurisprudência relativizando a obrigatoriedade do
laudo definitivo no crime de tráfico de drogas
“É possível, em situações excepcionais, a
comprovação da materialidade do crime de tráfico de
drogas pelo laudo de constatação provisório, desde
que esteja dotado de certeza idêntica à do laudo
definitivo e que tenha sido elaborado por perito
oficial, em procedimento e com conclusões
equivalentes” (Tese nº 21 do STJ)
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Exame de rompimento de obstáculo
ART. 171 - Nos crimes cometidos com
destruição ou rompimento de obstáculo a
subtração da coisa, ou por meio de escalada,
os peritos, além de descrever os vestígios,
indicarão com que instrumentos, por que
meios e em que época presumem ter sido o
fato praticado.
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Jurisprudência relativizando a obrigatoriedade do exame
no caso de rompimento de obstáculo
“A jurisprudência tem se orientado pela possibilidade de
substituiçãodo laudo pericial por outros meios de prova
quando o delito não deixa vestígios, estes tenham
desaparecido ou, ainda, se as circunstâncias do crime
não permitirem a confecção do laudo, como no caso dos
autos em que foi violada a porta da residência, não
sendo razoável a exigência de que a vítima mantenha a
cena do crime intacta até o comparecimento da perícia
no local, colocando-se em situação de risco.
Precedentes. 3. Agravo regimental improvido”. (STJ,
AgRg no REsp 1492641/RS, 5ª Turma, Ministro
REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe 29/06/2015)
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ART. 172. Proceder-se-á, quando necessário,
à avaliação de coisas destruídas,
deterioradas ou que constituam produto do
crime.
Parágrafo único. Se impossível a avaliação
direta, os peritos procederão à avaliação por
meio dos elementos existentes nos autos e
dos que resultarem de diligências.
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Exame de incêndio
ART. 173 - No caso de incêndio, os peritos
verificarão a causa e o lugar em que houver
começado, o perigo que dele tiver resultado
para a vida ou para o patrimônio alheio, a
extensão do dano e o seu valor e as demais
circunstâncias que interessarem à
elucidação do fato.
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Exame grafotécnico
ART. 174 - No exame para o reconhecimento
de escritos, por comparação de letra,
observar-se-á o seguinte:
I - a pessoa a quem se atribua ou se possa
atribuir o escrito será intimada para o ato, se
for encontrada;
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II - para a comparação, poderão servir quaisquer
documentos que a dita pessoa reconhecer ou já
tiverem sido judicialmente reconhecidos como
de seu punho, ou sobre cuja autenticidade não
houver dúvida;
III - a autoridade, quando necessário,
requisitará, para o exame, os documentos que
existirem em arquivos ou estabelecimentos
públicos, ou nestes realizará a diligência, se daí
não puderem ser retirados;
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IV - quando não houver escritos para a
comparação ou forem insuficientes os
exibidos, a autoridade mandará que a pessoa
escreva o que Ihe for ditado. Se estiver
ausente a pessoa, mas em lugar certo, esta
última diligência poderá ser feita por
precatória, em que se consignarão as
palavras que a pessoa será intimada a
escrever.
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Exame do instrumento do crime
ART. 175 - Serão sujeitos a exame os
instrumentos empregados para a prática da
infração, a fim de se Ihes verificar a natureza
e a eficiência.
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Momento da quesitação
ARRT. 176 - A autoridade e as partes poderão
formular quesitos até o ato da diligência.
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Perícia oficial e não oficial
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Perícia oficial e não oficial
ART. 159 - O exame de corpo de delito e
outras perícias serão realizados por perito
oficial, portador de diploma de curso
superior.
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§ 1º. Na falta de perito oficial, o exame será
realizado por 2 (duas) pessoas idôneas,
portadoras de diploma de curso superior
preferencialmente na área específica, dentre
as que tiverem habilitação técnica
relacionada com a natureza do exame.
§ 2º. Os peritos não oficiais prestarão o
compromisso de bem e fielmente
desempenhar o encargo.
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Jurisprudência sobre a nulidade de perícia não
oficial realizada por pessoa sem curso superior
“Nos termos do art. 159 do Código de Processo Penal,
não sendo possível a realização do exame por peritos
oficiais, o laudo poderá ser realizado por duas
pessoas idôneas, não havendo, na lei, nenhuma
restrição a que sejam policiais. Exige-se, apenas, que
estas sejam portadoras de diploma de curso superior,
o que não foi observado no presente caso”. (STJ,
AgRg no AREsp 180146/RS, 5ª Turma, Min. LEOPOLDO
DE ARRUDA RAPOSO, DJe 11/05/2015)
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§ 3º. Serão facultadas ao Ministério Público,
ao assistente de acusação, ao ofendido, ao
querelante e ao acusado a formulação de
quesitos e indicação de assistente técnico.
§ 4º. O assistente técnico atuará a partir de
sua admissão pelo juiz e após a conclusão
dos exames e elaboração do laudo pelos
peritos oficiais, sendo as partes intimadas
desta decisão.
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Jurisprudência sobre a indicação de assistente técnico
pelo Ministério Público
“O Ministério Público não está impedido de juntar laudo
realizado por seu assistente - como meio de prova - para
corroborar a tese acusatória de indícios de autoria, não
havendo nesse fato, por si só, qualquer ilicitude. Nos termos
do art. 157 do Código de Processo Penal, são inadmissíveis as
provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a
normas constitucionais ou legais. O laudo apresentado pelo
Ministério Público não foi obtido com violação a qualquer
norma constitucional ou legal, não se podendo confundir
eventual parcialidade com ilicitude”. (STJ, RHC 43290/BA, 5ª
Turma, Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, DJe
04/12/2014)
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§ 5º. Durante o curso do processo judicial, é
permitido às partes, quanto à perícia:
I – requerer a oitiva dos peritos para
esclarecerem a prova ou para responderem a
quesitos, desde que o mandado de intimação e
os quesitos ou questões a serem esclarecidas
sejam encaminhados com antecedência mínima
de 10 (dez) dias, podendo apresentar as
respostas em laudo complementar
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II – indicar assistentes técnicos que poderão
apresentar pareceres em prazo a ser fixado
pelo juiz ou ser inquiridos em audiência
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§ 6º. Havendo requerimento das partes, o
material probatório que serviu de base à perícia
será disponibilizado no ambiente do órgão
oficial, que manterá sempre sua guarda, e na
presença de perito oficial, para exame pelos
assistentes, salvo se for impossível a sua
conservação
§ 7º. Tratando-se de perícia complexa que
abranja mais de uma área de conhecimento
especializado, poder-se-á designar a atuação de
mais de um perito oficial, e a parte indicar mais
de um assistente técnico
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Cadeia de Custódia (Lei 13.964/2019)
ART. 158-A - Considera-se cadeia de custódia o
conjunto de todos os procedimentos utilizados
para manter e documentar a história cronológica
do vestígio coletado em locais ou em vítimas de
crimes, para rastrear sua posse e manuseio a
partir de seu reconhecimento até o descarte
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Jurisprudência sobre a ilicitude da prova pela violação a cadeia de
custódia
“X. Apesar de ter sido franqueado o acesso aos autos, parte das provas
obtidas a partir da interceptação telemática foi extraviada, ainda na
Polícia, e o conteúdo dos áudios telefônicos não foi disponibilizado da
forma como captado, havendo descontinuidade nas conversas e na sua
ordem, com omissão de alguns áudios.
XI. A prova produzida durante a interceptação não pode servir apenas aos
interesses do órgão acusador, sendo imprescindível a preservação da sua
integralidade, sem a qual se mostra inviabilizado o exercício da ampla
defesa, tendo em vista a impossibilidade da efetiva refutação da tese
acusatória, dada a perda da unidade da prova.
XII. Mostra-se lesiva ao direito à prova, corolário da ampla defesa e do
contraditório - constitucionalmente garantidos -, a ausência da
salvaguarda da integralidade do material colhido nainvestigação,
repercutindo no próprio dever de garantia da paridade de armas das
partes adversas.
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XIII. É certo que todo o material obtido por meio da interceptação
telefônica deve ser dirigido à autoridade judiciária, a qual, juntamente
com a acusação e a defesa, deve selecionar tudo o que interesse à prova,
descartando-se, mediante o procedimento previsto no art. 9º, parágrafo
único, da Lei 9.296/96, o que se mostrar impertinente ao objeto da
interceptação, pelo que constitui constrangimento ilegal a seleção do
material produzido nas interceptações autorizadas, realizada pela Polícia
Judiciária, tal como ocorreu, subtraindo-se, do Juízo e das partes, o
exame da pertinência das provas colhidas. Precedente do STF.
XIV. Decorre da garantia da ampla defesa o direito do acusado à
disponibilização da integralidade de mídia, contendo o inteiro teor dos
áudios e diálogos interceptados.
XVII. Ordem concedida, de ofício, para anular as provas produzidas nas
interceptações telefônica e telemática, determinando, ao Juízo de 1º Grau,
o desentranhamento integral do material colhido, bem como o exame da
existência de prova ilícita por derivação, nos termos do art. 157, §§ 1º e 2º,
do CPP, procedendo-se ao seu desentranhamento da Ação Penal
2006.51.01.523722-9” (STJ, HC 160.662/RJ, 6ª Turma, Min. ASSUSETE
MAGALHÃES, DJe 17/03/2014)
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Cadeia de Custódia (art. 158-A)
• Definição de Vestígio (§ 3º) - é todo objeto ou
material bruto, visível ou latente, constatado ou
recolhido, que se relaciona à infração penal.
• Início da Cadeia da Custódia (§ 1º):
- Preservação do local do crime
- Procedimento investigatório
- Perícias
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Etapas da Cadeia de Custódia (art. 158-B)
• Reconhecimento - elemento potencial para
perícia
• Isolamento - evitar alteração dos estados das
coisas
• Fixação - descrição detalhada do vestígio no
local do crime
• Coleta - recolhimento do vestígio
• Acondicionamento - embalagem de forma
individualizada do vestígio .
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Etapas da Cadeia de Custódia (art. 158-B)
• Transporte - transferir o vestígio de um local para
outro
• Recebimento - ato formal de transferência de posse
do vestígio com detalhamento do procedimento
• Processamento - exame pericial do vestígio
• Armazenamento - procedimento de guarda do
vestígio
• Descarte - procedimento de liberação do vestígio
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Coleta por perito oficial
ART. 158-C - A coleta dos vestígios deverá ser
realizada preferencialmente por perito oficial,
que dará o encaminhamento necessário para a
central de custódia, mesmo quando for
necessária a realização de exames
complementares
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§ 1º - Todos vestígios coletados no decurso do
inquérito ou processo devem ser tratados como
descrito nesta Lei, ficando órgão central de
perícia oficial de natureza criminal responsável
por detalhar a forma do seu cumprimento.
§ 2º É proibida a entrada em locais isolados bem
como a remoção de quaisquer vestígios de
locais de crime antes da liberação por parte do
perito responsável, sendo tipificada como fraude
processual a sua realização.
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Acondicionamento do vestígio
ART. 158-D -O recipiente para acondicionamento
do vestígio será determinado pela natureza do
material.
§ 1º - Todos os recipientes deverão ser selados
com lacres, com numeração individualizada, de
forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade
do vestígio durante o transporte
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§ 2º O recipiente deverá individualizar o vestígio,
preservar suas características, impedir
contaminação e vazamento, ter grau de
resistência adequado e espaço para registro de
informações sobre seu conteúdo.
§ 3º O recipiente só poderá ser aberto pelo perito
que vai proceder à análise e, motivadamente, por
pessoa autorizada.
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§ 4º Após cada rompimento de lacre, deve se
fazer constar na ficha de acompanhamento de
vestígio o nome e a matrícula do responsável, a
data, o local, a finalidade, bem como as
informações referentes ao novo lacre utilizado.
§ 5º O lacre rompido deverá ser acondicionado
no interior do novo recipiente.
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Central de Custódia
ART. 158-E - Todos os Institutos de Criminalística
deverão ter uma central de custódia destinada à
guarda e controle dos vestígios, e sua gestão
deve ser vinculada diretamente ao órgão central
de perícia oficial de natureza criminal
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§ 1º Toda central de custódia deve possuir os
serviços de protocolo, com local para conferência,
recepção, devolução de materiais e documentos,
possibilitando a seleção, a classificação e a
distribuição de materiais, devendo ser um espaço
seguro e apresentar condições ambientais que não
interfiram nas características do vestígio.
§ 2º Na central de custódia, a entrada e a saída de
vestígio deverão ser protocoladas, consignando-se
informações sobre a ocorrência no inquérito que a
eles se relacionam.
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§ 3º Todas as pessoas que tiverem acesso ao
vestígio armazenado deverão ser identificadas e
deverão ser registradas a data e a hora do
acesso.
§ 4º Por ocasião da tramitação do vestígio
armazenado, todas as ações deverão ser
registradas, consignando-se a identificação do
responsável pela tramitação, a destinação, a
data e horário da ação.
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Central de Custódia
ART. 158-F - Após a realização da perícia, o material
deverá ser devolvido à central de custódia, devendo
nela permanecer.
Parágrafo único. Caso a central de custódia não
possua espaço ou condições de armazenar
determinado material, deverá a autoridade policial ou
judiciária determinar as condições de depósito do
referido material em local diverso, mediante
requerimento do diretor do órgão central de perícia
oficial de natureza criminal.
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Meios de Prova
➢ Exame de corpo de delito
➢ Cadeia de custódia
➢ Perícias em espécie 
➢ Interrogatório
➢ Confissão
➢ Ouvida da vítima
➢ Prova testemunhal
➢ Reconhecimento de pessoas e coisas
➢ Acareação
➢ Prova documental
➢ Prova indiciária
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Exame de corpo de delito (art. 158)
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Obrigatoriedade do exame de corpo de delito
ART. 158 - Quando a infração deixar
vestígios, será indispensável o exame de
corpo de delito, direto ou indireto, não
podendo supri-lo a confissão do acusado.
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Suprimento do exame pela prova
testemunhal
ART. 167 - Não sendo possível o exame de
corpo de delito, por haverem desaparecido
os vestígios, a prova testemunhal poderá
suprir-lhe a falta.
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Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do
exame de corpo de delito
“É necessária a realização do exame de corpo de
delito para comprovação da materialidade do crime
quando a conduta deixar vestígios, entretanto, o
laudo pericial será substituído por outros elementos
de prova na hipótese em que as evidências tenham
desaparecido ou que o lugar se tenha tornado
impróprio ou, ainda, quando as circunstâncias do
crime não permitirem a análise técnica” (Tese nº 19
do STJ)
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Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do exame de
corpo de delito
“Mostra-se necessária a realização do exame técnico-
científico para qualificação do crime ou mesmo para sua
tipificação, pois o exame de corpo de delito direto é
imprescindível nas infrações que deixam vestígios,podendo
apenas ser suprido pela prova testemunhal quando não
puderem ser mais colhidos. Logo, se era possível a
realização da perícia, e esta não ocorreu de acordo com as
normas pertinentes (art. 159 do CPP), a prova testemunhal e
o exame indireto não suprem a sua ausência". No presente
caso, não há referência alguma à impossibilidade de
realização da perícia técnica”. (STJ, AgRg no REsp
1592297/RS, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe
16/08/2016)
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Jurisprudência sobre o exame de corpo de delito
indireto pela prova testemunhal
“A materialidade dos crimes de lesão corporal (como
no caso vertente), muito embora não caracterizada
pela forma explícita, ou seja, por meio de corpo de
delito direto, vem plenamente demonstrada por meio
de corpo e delito indireto, qual seja, a própria prova
testemunhal coligiada ao processado e que, de igual
modo, serve para apontar a autoria”. (STF, ARE
666424/SC, 1ª Turma, Min. LUIZ FUX, DJe 01-04-2013)
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Prova ilícita
ART. 157 - São inadmissíveis, devendo ser
desentranhadas do processo, as provas
ilícitas, assim entendidas as obtidas em
violação a normas constitucionais ou legais.
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Prova ilícita por derivação
§ 1º. São também inadmissíveis as provas
derivadas das ilícitas, salvo quando não
evidenciado o nexo de causalidade entre
umas e outras, ou quando as derivadas
puderem ser obtidas por uma fonte
independente das primeiras.
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Jurisprudência sobre a prova ilícita por derivação no inquérito
policial
“A despeito da existência de jurisprudência na Corte no sentido
de os vícios eventualmente ocorridos no inquérito policial não
terem o condão de macular a ação penal (HC nº 83.921/RJ,
Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/8/04),
devem ser consideradas imprestáveis as provas ilícitas obtidas
de forma direta ou por derivação de outras (fruits of the
poisonous tree), independentemente do momento em que forem
produzidas. 4. Essas razões justificam que os elementos de
prova formalmente produzidos nos Inquéritos nsº 129/10 e 280/10
sejam desentranhados do caderno processual, aniquilando
qualquer possibilidade de servirem de subsídio para
fundamentar a condenação, sem prejuízo daquelas provas
eventualmente produzidas de forma legítima e autônoma”. (STF,
Rcl 12484 DF, 1ª Turma, Min. DIAS TOFFOLI, DJe 26/09/2014).
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Fonte independente
§ 2º. Considera-se fonte independente
aquela que por si só, seguindo os trâmites
típicos e de praxe, próprios da investigação
ou instrução criminal, seria capaz de
conduzir ao fato objeto da prova
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Jurisprudência sobre a fonte independente na prova
ilícita por derivação
“A Suprema Corte já assentou que, ‘se o órgão da
persecução penal demonstrar que obteve, legitimamente,
novos elementos de informação a partir de uma fonte
autônoma de prova - que não guarde qualquer relação de
dependência nem decorra da prova originariamente ilícita,
com es[s]a não mantendo vinculação causal -, tais dados
probatórios revelar-se-ão plenamente admissíveis, porque
não contaminados pela mácula da ilicitude originária’.
(STF, RHC 121496/ SP, 2ª Turma, Min. DIAS TOFFOLI, DJe
16/12/2015)
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Jurisprudência sobre a descoberta inevitável na
prova ilícita por derivação
“Embora a interceptação telefônica tenha sido dirigida ao
telefone do paciente por equívoco, não se tratou de diligência
aleatória dirigida ocasionalmente. De fato, acreditava-se que o
terminal telefônico pertencia ao investigado Guilherme Toldo
Porto, cuidando-se, portanto, de interceptação autorizada dentro
da legalidade. Após a constatação do equívoco, de plano,
retificou-se o pedido de quebra. Ademais, o fato de a
interceptação telefônica no número do paciente ter revelado seu
envolvimento no esquema criminoso investigado não pode ser
considerado como prova ilícita, uma vez que deferida de modo
fundamentado, não obstante visar a pessoa diversa (...)
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Destarte, a descoberta da participação do paciente
nos crimes investigados se insere no instituto da
descoberta inevitável, o que confirma a ausência de
ilegalidade na hipótese dos autos’. (STJ, HC
284574/SC, 5ª Turma, Min. REYNALDO SOARES DA
FONSECA, DJe 10/05/2016)
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§ 3º. Preclusa a decisão de
desentranhamento da prova declarada
inadmissível, esta será inutilizada por
decisão judicial, facultado às partes
acompanhar o incidente.
§ 5º. O juiz que conhecer do conteúdo da
prova declarada inadmissível não poderá
proferir a sentença ou acórdão (Lei 13.964/2019)
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Jurisprudência sobre o desentranhamento da prova ilícita
“2. Reconhecida a ilicitude de prova constante nos autos,
consequência imediata é o direito da parte, à qual possa
essa prova prejudicar, a vê-la desentranhada. 3. Hipótese
em que a prova questionada foi tida como ilícita, no
julgamento da Ação Penal n. 307, fato já considerado no
acórdão de recebimento da denúncia. 4. Pedido de
desentranhamento formulado na resposta oferecida pelo
embargante e reiterado em outro instante processual. 5.
Embargos de declaração recebidos, para determinar o
desentranhamento dos autos das peças concernentes à
prova julgada ilícita, nos termos discriminados no voto
condutor do julgamento”. (STF, EDcl no Inq 731/DF, Pleno,
Min. NÉRI DA SILVEIRA, DJe 22.05.1996)
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Prova Emprestada
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Jurisprudência sobre a prova emprestada sem
restrição das partes
“Com efeito, esta Corte Superior manifesta entendimento no
sentido de que ‘a prova emprestada não pode se restringir a
processos em que figurem partes idênticas, sob pena de se
reduzir excessivamente sua aplicabilidade, sem justificativa
razoável para tanto. Independentemente de haver identidade de
partes, o contraditório é requisito primordial para o
aproveitamento da prova emprestada, de maneira que,
assegurado às partes o contraditório sobre a prova, isto é, o
direito de se insurgir contra a prova e de refutá-la
adequadamente, afigura-se válido o empréstimo”. (STJ, RHC
42215/PI, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 16/08/2016).
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Jurisprudência sobre a validação da prova
emprestada pelo Júri
“A validade de prova produzida em outro processo
deve ser decidida pelos jurados, na sessão plenária
do Tribunal do Júri, mormente se se mostra idônea a
certificar a autoria do crime” (STJ, RHC 13.664/RJ,
Min. Hamilton Cavalhido, DJe 24/2/2005).
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Conteúdo polissêmico da prova
• Fonte de prova – “são as pessoas ou coisas das
quais se pode conseguir a prova .
• Meio de prova – “instrumentos ou atividades por
intermédio dos quais os dados probatórios são
introduzidos e fixados no processo”
• Elementos de prova – “são dados objetivos
(informações) que confirmam ou negam uma
asserção a respeito de um fato que interessa à
decisão da causa”
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Livre convencimento motivado (art. 155 )
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Livre convencimento motivado (art. 155 )
ART. 155 - O juiz formará sua convicção pela
livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente
nos elementos informativos colhidos na
investigação, ressalvadas as provas
cautelares, não repetíveis e antecipadasCFP - CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL – POLÍCIA FEDERAL
Parágrafo único. Somente quanto ao estado
das pessoas serão observadas as restrições
estabelecidas na lei civil.
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Jurisprudência sobre a complementariedade dos
elementos informativos do inquérito na condenação
“Conquanto este Tribunal tenha firmado o entendimento
no sentido de considerar inadmissível a prolação de
édito condenatório exclusivamente com arrimo em
elementos de informação obtidos durante o inquérito
policial, tal situação não se verifica na espécie,
porquanto a condenação do paciente se amparou
também em elementos de provas judicializadas,
colhidas no âmbito do devido processo legal”. (STJ, HC
226.306/RJ,6ª Turma, Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR,
DJe 09/09/2014)
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Jurisprudência sobre a prova antecipada de
testemunha policial
“É possível a antecipação da colheita da prova
testemunhal, com base no art. 366 do CPP, nas
hipóteses em que as testemunhas são policiais,
tendo em vista a relevante probabilidade de
esvaziamento da prova pela natureza da atuação
profissional, marcada pelo contato diário com fatos
criminosos” (Tese nº 15 do STJ)
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Jurisprudência sobre a validade das provas não
repetíveis
“Perícias e documentos produzidos na fase
inquisitorial são revestidos de eficácia probatória
sem a necessidade de serem repetidos no curso da
ação penal por se sujeitarem ao contraditório
diferido” (Tese nº 2 do STJ)
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Ônus da prova e produção ex officio
ART. 156 - A prova da alegação incumbirá a
quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz
de ofício:
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I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação
penal, a produção antecipada de provas
consideradas urgentes e relevantes,
observando a necessidade, adequação e
proporcionalidade da medida;
II – determinar, no curso da instrução, ou
antes de proferir sentença, a realização de
diligências para dirimir dúvida sobre ponto
relevante.
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Jurisprudência sobre o ônus probatório da defesa
“O poder vulnerante integra a própria natureza da
arma de fogo, sendo ônus da defesa, caso alegue o
contrário, provar tal evidência. Exegese do art. 156
do CPP”. (STJ, AgRg no REsp 1582127/MG, Min.
JORGE MUSSI, DJe 24/05/2016)
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Princípios probatórios
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Direitos probatórios
• Direito de proposição de provas (art. 156)
• Direito à admissão das provas propostas (art. 202)
• Direito à exclusão das provas inadmissíveis,
impertinentes ou irrelevantes (art. 157 e 400, § 1º)
• Direito de participação das partes nos atos de
produção da prova (art. 212)
• Direito à avaliação da prova pelo julgador (art.
381, II e III)
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Sistemas de apreciação da prova
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Jurisprudência do STF sobre a prova tarifa
“Para efeitos penais, a comprovação da idade, como as outras
situações quanto ao estado das pessoas, há de ser realizada
mediante prova documental hábil, de acordo com as restrições
estabelecidas na lei civil. Inteligência do parágrafo único do art.
155 do CPP. Precedentes. 2. No caso, os pacientes foram
condenados por corromper menor de 18 anos (art. 244-B da Lei
8.069/1990), cuja idade, no entanto, derivou de declarações
prestadas perante a Delegacia da Criança e do Adolescente,
desacompanhadas de qualquer documento civil de identificação.
3. Assim, por se tratar de circunstância elementar do tipo, a
ausência de base probatória idônea impede o juízo condenatório,
que deve sempre estar calcado em elementos de certeza e em
consonância com as regras processuais próprias. 4. Ordem
concedida para restabelecer a sentença absolutória”. (STF, HC
132204/DF, 2ª Turma, Min. TEORI ZAVASCKI, DJe 11/05/2016)
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Jurisprudência do STJ relativizando a prova tarifada
“É assente na jurisprudência deste Superior Tribunal o
entendimento de que a certidão de nascimento não é o
único documento idôneo para comprovar a idade do
adolescente corrompido, que também pode ser atestada
por outros documentos oficiais, dotados de fé pública,
emitidos por órgãos estatais de identificação civil e cuja
veracidade somente pode ser afastada mediante prova
em contrário" (STJ, REsp 1662249/AM, Min. REYNALDO
SOARES DA FONSECA, DJe 07/11/2017)
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Sistemas de apreciação da prova
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Regimes de verdades
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Finalidade e destinatários da prova
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TEORIA DA PROVA E MEIOS DE 
OBTENÇÃO
PROFº BRUNO GALVÃO
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Teoria Geral da Prova
➢ Origem etimológica (probatio)
➢ Finalidade e destinatários da prova
➢ Regimes de verdades 
➢ Sistema de apreciação de provas
➢ Princípios e Direitos probatórios
➢ Conteúdo polissémico da prova
➢ Livre convencimento motivado
➢ Ônus da prova
➢ Provas ilegais
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Origem etimológica
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 1
	Slide 1POLÍCIA FEDERAL
Forma e requisitos para a interceptação
ART. 4º - O pedido de interceptação de
comunicação telefônica conterá a
demonstração de que a sua realização é
necessária à apuração de infração penal,
com indicação dos meios a serem
empregados.
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§ 1° Excepcionalmente, o juiz poderá admitir
que o pedido seja formulado verbalmente,
desde que estejam presentes os
pressupostos que autorizem a interceptação,
caso em que a concessão será condicionada
à sua redução a termo.
§ 2° O juiz, no prazo máximo de vinte e
quatro horas, decidirá sobre o pedido
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Motivação e prazo da interceptação
ART. 5º - A decisão será fundamentada, sob
pena de nulidade, indicando também a forma
de execução da diligência, que não poderá
exceder o prazo de quinze dias, renovável
por igual tempo uma vez comprovada a
indispensabilidade do meio de prova.
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Ciência e acompanhamento da interceptação
ART. 6º - Deferido o pedido, a autoridade
policial conduzirá os procedimentos de
interceptação, dando ciência ao Ministério
Público, que poderá acompanhar a sua
realização.
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§ 1° No caso de a diligência possibilitar a
gravação da comunicação interceptada, será
determinada a sua transcrição.
§ 2° Cumprida a diligência, a autoridade
policial encaminhará o resultado da
interceptação ao juiz, acompanhado de auto
circunstanciado, que deverá conter o resumo
das operações realizadas.
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§ 3° Recebidos esses elementos, o juiz
determinará a providência do art. 8° , ciente o
Ministério Público
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Solicitação de recursos técnicos
ART. 7º - Para os procedimentos de
interceptação de que trata esta Lei, a
autoridade policial poderá requisitar serviços
e técnicos especializados às concessionárias
de serviço público.
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Solicitação de recursos técnicos
ART. 7º - Para os procedimentos de
interceptação de que trata esta Lei, a
autoridade policial poderá requisitar serviços
e técnicos especializados às concessionárias
de serviço público.
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Procedimento em autos apartados
ART. 8º - A interceptação de comunicação
telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em
autos apartados, apensados aos autos do
inquérito policial ou do processo criminal,
preservando-se o sigilo das diligências,
gravações e transcrições respectivas.
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Parágrafo único - A apensação somente
poderá ser realizada imediatamente antes do
relatório da autoridade, quando se tratar de
inquérito policial (Código de Processo Penal,
art.10, § 1°) ou na conclusão do processo ao
juiz para o despacho decorrente do disposto
nos arts. 407, 502 ou 538 do Código de
Processo Penal
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art10%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art407
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art502
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm#art538
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Captação ambiental (Lei 13.964/2019)
ART. 8º-A - Para investigação ou instrução
criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a
requerimento da autoridade policial ou do
Ministério Público, a captação ambiental de
sinais eletromagnéticos, ópticos ou
acústicos, quando:
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I – a prova não puder ser feita por outros
meios disponíveis e igualmente eficazes; e
II – houver elementos probatórios razoáveis
de autoria e participação em infrações
criminais cujas penas máximas sejam
superiores a 4 (quatro) anos ou em infrações
penais conexas
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Formalidades da captação ambiental
§ 1º - O requerimento deverá descrever
circunstanciadamente o local e a forma de
instalação do dispositivo de captação
ambiental.
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§ 3º - A captação ambiental não poderá
exceder o prazo de 15 (quinze) dias,
renovável por decisão judicial por iguais
períodos, se comprovada a
indispensabilidade do meio de prova e
quando presente atividade criminal
permanente, habitual ou continuada
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§ 5º - Aplicam-se subsidiariamente à
captação ambiental as regras previstas na
legislação específica para a interceptação
telefônica e telemática
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Inutilização de transcrição sem relevância
ART. 9º - A gravação que não interessar à
prova será inutilizada por decisão judicial,
durante o inquérito, a instrução processual
ou após esta, em virtude de requerimento do
Ministério Público ou da parte interessada.
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Parágrafo único - O incidente de inutilização
será assistido pelo Ministério Público, sendo
facultada a presença do acusado ou de seu
representante legal
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Crime de interceptação ilegal
ART. 10 - Constitui crime realizar
interceptação de comunicações telefônicas,
de informática ou telemática, ou quebrar
segredo da Justiça, sem autorização judicial
ou com objetivos não autorizados em lei.
Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e
multa
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Crime de interceptação ilegal
ART. 10-A - Realizar captação ambiental de
sinais eletromagnéticos, ópticos ou
acústicos para investigação ou instrução
criminal sem autorização judicial, quando
esta for exigida.
Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e
multa
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§ 1º - Não há crime se a captação é realizada
por um dos interlocutores
§ 2º - A pena será aplicada em dobro ao
funcionário público que descumprir
determinação de sigilo das investigações que
envolvam a captação ambiental ou revelar o
conteúdo das gravações enquanto mantido o
sigilo judicial
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Jurisdicionalidade e Sigilo da Interceptação
ART. 1º - A interceptação de comunicações
telefônicas, de qualquer natureza, para prova
em investigação criminal e em instrução
processual penal, observará o disposto nesta
Lei e dependerá de ordem do juiz competente
da ação principal, sob segredo de justiça
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Interceptação de Dados
Parágrafo único - O disposto nesta Lei aplica-
se à interceptação do fluxo de comunicações
em sistemas de informática e telemática;
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Interceptação telefônica (Lei 9296/96)
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Legitimados
ART. 242 - A busca poderá ser determinada
de ofício ou a requerimento de qualquer das
partes.
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Conteúdo do mandado de busca e apreensão
ART. 243 - O mandado de busca deverá:
I - indicar, o mais precisamente possível, a casa
em que será realizada a diligência e o nome do
respectivo proprietário ou morador; ou, no caso
de busca pessoal, o nome da pessoa que terá
de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem;
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II - mencionar o motivo e os fins da
diligência;
III - ser subscrito pelo escrivão e assinado
pela autoridade que o fizer expedir.
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§ 1º. Se houver ordem de prisão, constará do
próprio texto do mandado de busca.
§ 2º. Não será permitida a apreensão de
documentoem poder do defensor do
acusado, salvo quando constituir elemento
do corpo de delito.
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Busca pessoal
ART. 244 - A busca pessoal independerá de
mandado, no caso de prisão ou quando
houver fundada suspeita de que a pessoa
esteja na posse de arma proibida ou de
objetos ou papéis que constituam corpo de
delito, ou quando a medida for determinada
no curso de busca domiciliar
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Formalidades no cumprimento do mandado
ART. 245 - As buscas domiciliares serão
executadas de dia, salvo se o morador
consentir que se realizem à noite, e, antes de
penetrarem na casa, os executores
mostrarão e lerão o mandado ao morador, ou
a quem o represente, intimando-o, em
seguida, a abrir a porta.
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§ 1º. Se a própria autoridade der a busca,
declarará previamente sua qualidade e o
objeto da diligência.
§ 2º. Em caso de desobediência, será
arrombada a porta e forçada a entrada.
§ 3º. Recalcitrando o morador, será
permitido o emprego de força contra coisas
existentes no interior da casa, para o
descobrimento do que se procura.
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§ 4º. Observar-se-á o disposto nos §§ 2º e 3º,
quando ausentes os moradores, devendo, neste
caso, ser intimado a assistir à diligência
qualquer vizinho, se houver e estiver presente.
§ 5º. Se é determinada a pessoa ou coisa que se
vai procurar, o morador será intimado a mostrá-
la.
§ 6º. Descoberta a pessoa ou coisa que se
procura, será imediatamente apreendida e posta
sob custódia da autoridade ou de seus agentes.
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§ 7º. Finda a diligência, os executores
lavrarão auto circunstanciado, assinando-o
com duas testemunhas presenciais, sem
prejuízo do disposto no § 4º.
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Busca em compartimento habitado
ART. 246 - Aplicar-se-á também o disposto no
artigo anterior, quando se tiver de proceder a
busca em compartimento habitado ou em
aposento ocupado de habitação coletiva ou
em compartimento não aberto ao público,
onde alguém exercer profissão ou atividade.
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Não localização do objeto do mandado
ART. 247 - Não sendo encontrada a pessoa
ou coisa procurada, os motivos da diligência
serão comunicados a quem tiver sofrido a
busca, se o requerer.
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Cumprimento do mandado em casa habitada
ART. 248 - Em casa habitada, a busca será
feita de modo que não moleste os moradores
mais do que o indispensável para o êxito da
diligência.
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Busca em mulher
ART. 249 - A busca em mulher será feita por
outra mulher, se não importar retardamento
ou prejuízo da diligência
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Busca em perseguição
ART. 250 - A autoridade ou seus agentes
poderão penetrar no território de jurisdição
alheia, ainda que de outro Estado, quando,
para o fim de apreensão, forem no
seguimento de pessoa ou coisa, devendo
apresentar-se à competente autoridade local,
antes da diligência ou após, conforme a
urgência desta.
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§ 1º. Entender-se-á que a autoridade ou seus
agentes vão em seguimento da pessoa ou coisa,
quando:
a) tendo conhecimento direto de sua remoção
ou transporte, a seguirem sem interrupção,
embora depois a percam de vista;
b) ainda que não a tenham avistado, mas
sabendo, por informações fidedignas ou
circunstâncias indiciárias, que está sendo
removida ou transportada em determinada
direção, forem ao seu encalço.
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§ 2º. Se as autoridades locais tiverem
fundadas razões para duvidar da legitimidade
das pessoas que, nas referidas diligências,
entrarem pelos seus distritos, ou da
legalidade dos mandados que apresentarem,
poderão exigir as provas dessa legitimidade,
mas de modo que não se frustre a diligência
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Busca e apreensão (art. 240 a 250)
Hipóteses legais
ART. 240 - A busca será domiciliar ou
pessoal.
§ 1º. Proceder-se-á à busca domiciliar,
quando fundadas razões a autorizarem, para:
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a) prender criminosos;
b) apreender coisas achadas ou obtidas por
meios criminosos;
c) apreender instrumentos de falsificação ou
de contrafação e objetos falsificados ou
contrafeitos;
d) apreender armas e munições,
instrumentos utilizados na prática de crime
ou destinados a fim delituoso;
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e) descobrir objetos necessários à prova de
infração ou à defesa do réu;
f) apreender cartas, abertas ou não,
destinadas ao acusado ou em seu poder,
quando haja suspeita de que o conhecimento
do seu conteúdo possa ser útil à elucidação
do fato;
g) apreender pessoas vítimas de crimes;
h) colher qualquer elemento de convicção.
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§ 2º. Proceder-se-á à busca pessoal quando
houver fundada suspeita de que alguém
oculte consigo arma proibida ou objetos
mencionados nas letras b a f e letra h do
parágrafo anterior.
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Necessidade da expedição de mandado
ART. 241 - Quando a própria autoridade
policial ou judiciária não a realizar
pessoalmente, a busca domiciliar deverá ser
precedida da expedição de mandado.
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Jurisprudência sobre a busca em residência sem
mandado judicial no período noturno
“Fixada a interpretação de que a entrada forçada em
domicílio sem mandado judicial só é lícita, mesmo
em período noturno, quando amparada em fundadas
razões, devidamente justificadas a posteriori, que
indiquem que dentro da casa ocorre situação de
flagrante delito, sob pena de responsabilidade
disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e
de nulidade dos atos praticados”. (STF, RE
603616/RO, Min. Gilmar Mendes, DJe 05/11/2015).
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Jurisprudência do STF sobre a desnecessidade de
mandado na busca em celular
“2. Ilicitude da prova produzida durante o inquérito
policial - violação de registros telefônicos de corréu,
executor do crime, sem autorização judicial. 2.1
Suposta ilegalidade decorrente do fato de os
policiais, após a prisão em flagrante do corréu, terem
realizado a análise dos últimos registros telefônicos
dos dois aparelhos celulares apreendidos. Não
ocorrência.
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2.2 Não se confundem comunicação telefônica e
registros telefônicos, que recebem, inclusive,
proteção jurídica distinta. Não se pode interpretar a
cláusula do artigo 5º, XII, da CF, no sentido de
proteção aos dados enquanto registro, depósito
registral. A proteção constitucional é da
comunicação de dados e não dos dados. 2.3 Art. 6º
do CPP: dever da autoridade policial de proceder à
coleta do material comprobatório da prática da
infração penal.
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Ao proceder à pesquisa na agenda eletrônica dos
aparelhos devidamente apreendidos, meio material
indireto de prova, a autoridade policial, cumprindo o
seu mister, buscou, unicamente, colher elementos de
informação hábeis a esclarecer a autoria e a
materialidade do delito (dessa análise logrou
encontrar ligações entre o executor do homicídio e o
ora paciente). Verificação que permitiu a orientação
inicial da linha investigatória a ser adotada, bem
como possibilitou concluir que os aparelhos seriam
relevantes para a investigação.
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2.4 À guisa de mera argumentação,mesmo que se pudesse reputar
a prova produzida como ilícita e as demais, ilícitas por derivação,
nos termos da teoria dos frutos da árvore venenosa (fruit of the
poisonous tree), é certo que, ainda assim, melhor sorte não
assistiria à defesa. É que, na hipótese, não há que se falar em prova
ilícita por derivação. Nos termos da teoria da descoberta inevitável,
construída pela Suprema Corte norte-americana no caso Nix x
Williams (1984), o curso normal das investigações conduziria a
elementos informativos que vinculariam os pacientes ao fato
investigado. Bases desse entendimento que parecem ter
encontrado guarida no ordenamento jurídico pátrio com o advento
da Lei 11.690/2008, que deu nova redação ao art. 157 do CPP, em
especial o seu § 2º”. (STF, HC: 91867/PA, 2ª Turma, Min. GILMAR
MENDES, DJe 20/09/2012).
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Jurisprudência do STJ sobre a necessidade de mandado na
busca em celular
“Ilícita é a devassa de dados, bem como das conversas de
whatsapp, obtidas diretamente pela polícia em celular
apreendido no flagrante, sem prévia autorização judicial. 2.
Recurso ordinário em habeas corpus provido, para declarar
a nulidade das obtidas no celular do paciente sem
autorização judicial, cujo produto deve ser desentranhado
dos autos”. (STJ, RHC 51531/RO, Min. Nefi Cordeiro, DJe
19/04/2016).
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Meios de obtenção de prova
➢ Busca e apreensão
➢ Interceptação telefônica e captação ambiental
➢ Ação controlada
➢ Entrega vigiada
➢ Agente infiltrado e agente disfarçado
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Busca e apreensão (art. 240 a 250)
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Jurisprudência sobre a busca e apreensão como
medida cautelar
“Na hipótese dos autos, não se vislumbra qualquer
vício na medida cautelar. Foi ela autorizada por
decisão judicial devidamente fundamentada que,
apesar de sucinta, reconhece a eventual prática de
ilícito penal e especifica cada uma das pessoas a
quem dirigida, estando assentada, para tanto, em
fundamentação idônea”. (STJ, HC 189575/SP, Min.
Sebastião Reis Júnior, DJe. 09/10/2012).
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Jurisprudência sobre apreensão de cartas lacradas
mediante mandado
“A jurisprudência desta Corte consagrou o entendimento
de que o princípio constitucional da inviolabilidade das
comunicações (art. 5º, XII, da CF/1988) não é absoluto,
podendo o interesse público, em situações excepcionais,
sobrepor-se aos direitos individuais para evitar que os
direitos e garantias fundamentais sejam utilizados para
acobertar condutas criminosas. II – A busca e apreensão
das cartas amorosas foi realizada em procedimento
autorizado por decisão judicial, nos termos do art. 240, § 1º,
f, do CPP’. (STF, RHC 115.983/RJ, Min. Ricardo
Lewandowski, DJe 16/04/2013).
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Acareação (art. 229 e 230)
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Legitimados para a acareação
ART. 229 - A acareação será admitida entre
acusados, entre acusado e testemunha, entre
testemunhas, entre acusado ou testemunha e
a pessoa ofendida, e entre as pessoas
ofendidas, sempre que divergirem, em suas
declarações, sobre fatos ou circunstâncias
relevantes.
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Parágrafo único. Os acareados serão
reperguntados, para que expliquem os
pontos de divergências, reduzindo-se a
termo o ato de acareação
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Jurisprudência sobre a discricionariedade judicial para a
realização da acareação
“Embora o acusado no processo penal tenha o direito à
produção da prova necessária a dar embasamento à tese
defensiva, é certo que, ao magistrado é facultado o
indeferimento, de forma fundamentada, das providências
que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes,
devendo sua imprescindibilidade ser devidamente
justificada pela parte. Mostrando-se desnecessária para o
deslinde do feito a acareação, não há ilegalidade a ser
reconhecida”. (STJ, AgRg no REsp 1205385/ES, Min. Nefi
Cordeiro, DJe 28/04/2015).
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Acareação por carta precatória
ART. 230 - Se ausente alguma testemunha,
cujas declarações divirjam das de outra, que
esteja presente, a esta se darão a conhecer
os pontos da divergência, consignando-se no
auto o que explicar ou observar. Se subsistir
a discordância, expedir-se-á precatória à
autoridade do lugar onde resida a
testemunha ausente,
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transcrevendo-se as declarações desta e as
da testemunha presente, nos pontos em que
divergirem, bem como o texto do referido
auto, a fim de que se complete a diligência,
ouvindo-se a testemunha ausente, pela
mesma forma estabelecida para a
testemunha presente. Esta diligência só se
realizará quando não importe demora
prejudicial ao processo e o juiz a entenda
conveniente
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Prova documental (art. 231 a 238)
Momento para apresentação de documentos
ART. 231 - Salvo os casos expressos em lei,
as partes poderão apresentar documentos
em qualquer fase do processo.
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Documentos para fins legais
ART. 232 - Consideram-se documentos
quaisquer escritos, instrumentos ou papéis,
públicos ou particulares.
Parágrafo único. À fotografia do documento,
devidamente autenticada, se dará o mesmo
valor do original.
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Inadmissibilidade das cartas particulares
ART. 233 - As cartas particulares, interceptadas ou
obtidas por meios criminosos, não serão admitidas
em juízo.
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em
juízo pelo respectivo destinatário, para a defesa de
seu direito, ainda que não haja consentimento do
signatário.
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Documento requisitado pelo juiz
ART. 234 - Se o juiz tiver notícia da existência
de documento relativo a ponto relevante da
acusação ou da defesa, providenciará,
independentemente de requerimento de
qualquer das partes, para sua juntada aos
autos, se possível.
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Verificação da autenticidade do documento
ART. 235 - A letra e firma dos documentos
particulares serão submetidas a exame
pericial, quando contestada a sua
autenticidade.
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Tradução de documentos em língua
estrangeira
ART. 236 - Os documentos em língua
estrangeira, sem prejuízo de sua juntada
imediata, serão, se necessário, traduzidos
por tradutor público, ou, na falta, por pessoa
idônea nomeada pela autoridade.
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Pública-forma dos documentos
ART. 237 - As públicas-formas (cópia
autenticada) só terão valor quando
conferidas com o original, em presença da
autoridade
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Restituição dos documentos originais
ART. 238 - Os documentos originais, juntos a
processo findo, quando não exista motivo
relevante que justifique a sua conservação
nos autos, poderão, mediante requerimento,
e ouvido o Ministério Público, ser entregues
à parte que os produziu, ficando traslado nos
autos.
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Prova indiciária (art. 239)
ART. 239 - Considera-se indício a
circunstância conhecida e provada, que,
tendo relação com o fato, autorize, por
indução, concluir-se a existência de outra ou
outras circunstâncias.
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Oitiva dos funcionários públicos
ART. 221 - O Presidente e o Vice-Presidente
da República, os senadores e deputados
federais, os ministros de Estado, os
governadores de Estados e Territórios, os
secretáriosde Estado, os prefeitos do
Distrito Federal e dos Municípios, os
deputados às Assembléias Legislativas
Estaduais, os membros do Poder Judiciário,
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os ministros e juízes dos Tribunais de Contas
da União, dos Estados, do Distrito Federal,
bem como os do Tribunal Marítimo serão
inquiridos em local, dia e hora previamente
ajustados entre eles e o juiz
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Jurisprudência sobre a perda da prerrogativa do art.
221 no prazo de 30 dias
“Passados mais de trinta dias sem que a autoridade
que goza da prerrogativa prevista no caput do art.
221 do CPP tenha indicado o dia, hora e local para a
sua inquirição ou, simplesmente, não tenha
comparecido na data, hora e local por ela mesma
indicados, como se dá na hipótese, impõe-se a perda
dessa especial prerrogativa, sob pena de admitir-se
que a autoridade arrolada como testemunha possa,
na prática, frustrar a sua oitiva, indefinidamente e
sem justa causa.
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Questão de ordem resolvida no sentido de declarar a
perda da prerrogativa prevista no caput do art. 221
do CPP, em relação ao parlamentar arrolado como
testemunha que, sem justa causa, não atendeu ao
chamado da justiça, por mais de trinta dias”. (STF,
AP 421 QO/SP, Min. Joaquim Barbosa, DJe
22/10/2009).
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§ 1º. O Presidente e o Vice-Presidente da
República, os presidentes do Senado
Federal, da Câmara dos Deputados e do
Supremo Tribunal Federal poderão optar pela
prestação de depoimento por escrito, caso
em que as perguntas, formuladas pelas
partes e deferidas pelo juiz, Ihes serão
transmitidas por ofício
§ 2º. Os militares deverão ser requisitados à
autoridade superior
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§ 3º. Aos funcionários públicos aplicar-se-á
o disposto no art. 218, devendo, porém, a
expedição do mandado ser imediatamente
comunicada ao chefe da repartição em que
servirem, com indicação do dia e da hora
marcados.
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Oitiva por carta precatória
ART. 222 - A testemunha que morar fora da
jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do
lugar de sua residência, expedindo-se, para
esse fim, carta precatória, com prazo
razoável, intimadas as partes.
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§ 1º. A expedição da precatória não suspenderá
a instrução criminal.
§ 2º. Findo o prazo marcado, poderá realizar-se
o julgamento, mas, a todo tempo, a precatória,
uma vez devolvida, será junta aos autos.
§ 3º. Na hipótese prevista no caput deste artigo,
a oitiva de testemunha poderá ser realizada por
meio de videoconferência ou outro recurso
tecnológico de transmissão de sons e imagens
em tempo real,
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permitida a presença do defensor e podendo
ser realizada, inclusive, durante a realização
da audiência de instrução e julgamento.
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Oitiva por carta rogatória
ART. 222-A - As cartas rogatórias só serão
expedidas se demonstrada previamente a sua
imprescindibilidade, arcando a parte requerente
com os custos de envio.
Parágrafo único. Aplica-se às cartas rogatórias
o disposto nos §§ 1o e 2o do art. 222 deste
Código
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Oitiva com intérprete
ART. 223 - Quando a testemunha não conhecer a
língua nacional, será nomeado intérprete para
traduzir as perguntas e respostas.
Parágrafo único. Tratando-se de mudo, surdo
ou surdo-mudo, proceder-se-á na conformidade
do art. 192.
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Informação de mudança de residência da
testemunha
ART. 224 - As testemunhas comunicarão ao
juiz, dentro de um ano, qualquer mudança de
residência, sujeitando-se, pela simples
omissão, às penas do não-comparecimento.
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Depoimento antecipado
ART. 225 - Se qualquer testemunha houver de
ausentar-se, ou, por enfermidade ou por
velhice, inspirar receio de que ao tempo da
instrução criminal já não exista, o juiz
poderá, de ofício ou a requerimento de
qualquer das partes, tomar-lhe
antecipadamente o depoimento.
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Reconhecimento de pessoas (art. 226 a 228)
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Formalidades do reconhecimento de pessoas
ART. 226. Quando houver necessidade de
fazer-se o reconhecimento de pessoa,
proceder-se-á pela seguinte forma:
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I - a pessoa que tiver de fazer o
reconhecimento será convidada a descrever
a pessoa que deva ser reconhecida;
Il - a pessoa, cujo reconhecimento se
pretender, será colocada, se possível, ao lado
de outras que com ela tiverem qualquer
semelhança, convidando-se quem tiver de
fazer o reconhecimento a apontá-la;
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III - se houver razão para recear que a pessoa
chamada para o reconhecimento, por efeito de
intimidação ou outra influência, não diga a
verdade em face da pessoa que deve ser
reconhecida, a autoridade providenciará para
que esta não veja aquela;
IV - do ato de reconhecimento lavrar-se-á auto
pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela
pessoa chamada para proceder ao
reconhecimento e por duas testemunhas
presenciais.
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Parágrafo único. O disposto no nº III deste
artigo não terá aplicação na fase da instrução
criminal ou em plenário de julgamento
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Jurisprudência sobre as formalidades do art. 226
como mera recomendação
“A Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é
no sentido de que as disposições insculpidas no art.
226 do Código de Processo Penal configuram uma
recomendação legal, e não uma exigência, não se
cuidando, portanto, de nulidade quando praticado o
ato processual (reconhecimento pessoal) de modo
diverso. (...). “STJ, AgRg no REsp 1243675/SP, Min.
Reynaldo Soares da Fonseca, DJe 23/08/2016).
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Jurisprudência sobre o suprimento pelo reconhecimento
em Juízo
“A preliminar de nulidade foi rejeitada com afirmação de
que eventual irregularidade no reconhecimento de pessoa
procedido pela Polícia foi suprida pelo reconhecimento
formal do réu pelas vítimas em Juízo, na presença de seu
defensor, não sendo necessário que tal procedimento se
faça nos moldes do art. 226 do CPP. Se o reconhecimento
é feito na própria audiência, na frente do réu e de seu
advogado, não há como acolher a alegação de ofensa à
ampla defesa e ao contraditório”. (STJ, AgRg no REsp
300.047/DF, Min. Marco Aurélio Bellizze, DJe 21/08/2014).
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Jurisprudência sobre a admissão do reconhecimento
fotográfico
“O reconhecimento fotográfico é plenamente apto
para a identificação do réu e a fixação da autoria
delituosa, desde que corroborado por outros
elementos idôneos de convicção, como na hipótese,
em que o ato realizado na fase inquisitória foi
confirmado em juízo e referendado por outras provas
produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla
defesa”. (STJ, HC 224831/MG, Min. Rogerio Schietti
Cruz, DJe 28/06/2016).
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Forma do reconhecimento de coisas
ART. 227 - No reconhecimento de objeto,
proceder-se-á com as cautelas estabelecidas
no artigo anterior, no que for aplicável
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Separação dos reconhecedores
ART. 228 - Se várias forem as pessoas
chamadas a efetuar o reconhecimento de
pessoa ou de objeto, cada uma fará a prova
em separado, evitando-se qualquer
comunicação entre elas.
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Separação das testemunhas
ART. 210 - As testemunhas serão inquiridas
cada uma de per si, de modo que umas não
saibam nem ouçam os depoimentos das outras,
devendo o juiz adverti-las das penas cominadas
ao falso testemunho
Parágrafo único. Antes do início da audiência e
durante a sua realização, serão reservados
espaços separados para a garantia da
incomunicabilidade das testemunhas
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Falso testemunho
ART. 211 - Se o juiz, ao pronunciar sentença
final, reconhecer que alguma testemunha fez
afirmação falsa, calou ou negou a verdade,
remeterá cópia do depoimento à autoridade
policial para a instauração de inquérito.
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Parágrafo único. Tendo o depoimento sido
prestado em plenário de julgamento, o juiz,
no caso de proferir decisão na audiência
(art. 538, § 2o), o tribunal (art. 561), ou o
conselho de sentença, após a votação dos
quesitos, poderão fazer apresentar
imediatamente a testemunha à autoridade
policial.
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Ordem de inquirição das testemunhas
ART. 212 - As perguntas serão formuladas pelas
partes diretamente à testemunha, não admitindo
o juiz aquelas que puderem induzir a resposta,
não tiverem relação com a causa ou importarem
na repetição de outra já respondida.
Parágrafo único. Sobre os pontos não
esclarecidos, o juiz poderá complementar a
inquirição
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Jurisprudência sobre a possibilidade das perguntas
feitas pelo juiz na ausência do MP
Não gera nulidade do processo o fato de, em
audiência de instrução, o magistrado, após o registro
da ausência do representante do MP (que, mesmo
intimado, não compareceu),
complementar a inquirição as testemunhas realizada
pela defesa, sem que o defensor tenha se insurgido
no momento oportuno nem demonstrado efetivo
prejuízo.
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Destaca-se, inicialmente, que a ausência do
representante do Ministério Público ao ato, se
prejuízo acarretasse, seria ao próprio órgão
acusatório, jamais à defesa, e, portanto, não poderia
ser por esta invocado, porquanto, segundo o que
dispõe o art. 565 do CPP, "Nenhuma das partes
poderá arguir nulidade [...] referente a formalidade
cuja observância só à parte contrária interesse".
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De mais a mais, as modificações introduzidas pela
Lei n. 11.690/2008 ao art. 212 do CPP não retiraram
do juiz a possibilidade de formular perguntas às
testemunhas, a fim de complementar a inquirição, na
medida em que a própria legislação adjetiva lhe
incumbe do dever de se aproximar o máximo
possível da realidade dos fatos (princípio da verdade
real e do impulso oficial), o que afasta o argumento
de violação ao sistema acusatório.
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Na hipótese em análise, a oitiva das testemunhas pelo
magistrado, de fato, obedeceu à exigência de
complementaridade, nos termos do que determina o art.
212 do CPP, pois somente ocorreu após ter sido registrada
a ausência do Parquet e dada a palavra à defesa para a
realização de seus questionamentos. Vale ressaltar, ainda,
que a jurisprudência do STJ se posiciona no sentido de
que eventual inobservância ao disposto no art. 212 do
CPP gera nulidade meramente relativa, sendo necessário,
para seu reconhecimento, a alegação no momento
oportuno e a comprovação do efetivo prejuízo’ (STJ, Resp
1.348.978/SC, Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe 17/2/2016 –
Info. 577)
http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&tipo=num_pro&valor=REsp1348978
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Proibição de opiniões pessoais da
testemunha
ART. 213 - O juiz não permitirá que a
testemunha manifeste suas apreciações
pessoais, salvo quando inseparáveis da
narrativa do fato
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Contradita e arguição de defeito da testemunha
ART. 214 - Antes de iniciado o depoimento, as
partes poderão contraditar a testemunha ou
argüir circunstâncias ou defeitos, que a tornem
suspeita de parcialidade, ou indigna de fé. O juiz
fará consignar a contradita ou argüição e a
resposta da testemunha, mas só excluirá a
testemunha ou não Ihe deferirá compromisso
nos casos previstos nos arts. 207 e 208.
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Fidelidade dos depoimentos
ART. 215 - Na redação do depoimento, o juiz
deverá cingir-se, tanto quanto possível, às
expressões usadas pelas testemunhas,
reproduzindo fielmente as suas frases.
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Redução do depoimento a termo
ART. 216 - O depoimento da testemunha será
reduzido a termo, assinado por ela, pelo juiz
e pelas partes. Se a testemunha não souber
assinar, ou não puder fazê-lo, pedirá a
alguém que o faça por ela, depois de lido na
presença de ambos.
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Depoimento sem a presença do réu
ART. 217 - Se o juiz verificar que a presença
do réu poderá causar humilhação, temor, ou
sério constrangimento à testemunha ou ao
ofendido, de modo que prejudique a verdade
do depoimento, fará a inquirição por
videoconferência e, somente na
impossibilidade dessa forma,
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determinará a retirada do réu, prosseguindo
na inquirição, com a presença do seu
defensor.
Parágrafo único. A adoção de qualquer das
medidas previstas no caput deste artigo
deverá constar do termo, assim como os
motivos que a determinaram
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Condução coercitiva da testemunha
ART. 218 - Se, regularmente intimada, a
testemunha deixar de comparecer sem
motivo justificado, o juiz poderá requisitar à
autoridade policial a sua apresentação ou
determinar seja conduzida por oficial de
justiça, que poderá solicitar o auxílio da força
pública.
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Consequências para a testemunha faltosa
ART. 219 - O juiz poderá aplicar à
testemunha faltosa a multa prevista no art.
453 (atual art. 458), sem prejuízo do processo
penal por crime de desobediência, e
condená-la ao pagamento das custas da
diligência
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Oitiva da testemunha enferma
ART. 220 - As pessoas impossibilitadas, por
enfermidade ou por velhice, de comparecer
para depor, serão inquiridas onde estiverem.
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Oitiva dos funcionários públicos
ART. 221 - O Presidente e o Vice-Presidente
da República, os senadores e deputados
federais, os ministros de Estado, os
governadores de Estados e Territórios, os
secretários de Estado, os prefeitos do
Distrito Federal e dos Municípios, os
deputados às Assembléias Legislativas
Estaduais, os membros do Poder Judiciário,
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Prova Testemunhal (art. 202 a 225)
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Testemunhas proibidas de depor
ART. 207 - São proibidas de depor as
pessoas que, em razão de função, ministério,
ofício ou profissão, devam guardar segredo,
salvo se, desobrigadas pela parte
interessada, quiserem dar o seu testemunho.
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Testemunha não compromissada (condição
pessoal)
ART. 208 - Não se deferirá o compromisso a
que alude o art. 203 aos doentes e deficientes
mentais e aos menores de 14 (quatorze)
anos, nem às pessoas a que se refere o art.
206
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Testemunha judicial e referida
ART. 209 - O juiz, quando julgar necessário,
poderá ouvir outras testemunhas, além das
indicadas pelas partes.
§ 1º. Se ao juiz parecer conveniente, serão
ouvidas as pessoas a que as testemunhas se
referirem.
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§ 2º. Não será computada como testemunha
a pessoa que nada souber que interesse à
decisão da causa.
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Prova Testemunhal (art. 202 a 225)
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Testemunha compromissada
ART. 203 - A testemunha fará, sob palavra de honra, a
promessa de dizer a verdade do que souber e Ihe for
perguntado, devendo declarar seu nome, sua idade,
seu estado e sua residência, sua profissão, lugar
onde exerce sua atividade, se é parente, e em que
grau, de alguma das partes, ou quais suas relações
com qualquer delas, e relatar o que souber,
explicando sempre as razões de sua ciência ou as
circunstâncias pelas quais possa avaliar-se de sua
credibilidade
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Formas de inquirição das testemunhas
ART. 204 - O depoimento será prestado
oralmente, não sendo permitido à
testemunha trazê-lo por escrito.
Parágrafo único. Não será vedada à
testemunha, entretanto, breve consulta a
apontamentos
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Dúvidas sobre a identidade da testemunha
ART. 205 - Se ocorrer dúvida sobre a
identidade da testemunha, o juiz procederá à
verificação pelos meios ao seu alcance,
podendo, entretanto, tomar-lhe o depoimento
desde logo.
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Testemunha não compromissada (parentesco)
ART. 206 - A testemunha não poderá eximir-se
da obrigação de depor. Poderão, entretanto,
recusar-se a fazê-lo o ascendente ou
descendente, o afim em linha reta, o cônjuge,
ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou
o filho adotivo do acusado, salvo quando não
for possível, por outro modo, obter-se ou
integrar-se a prova do fato e de suas
circunstâncias.
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Prova Testemunhal (art. 202 a 225)
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Jurisprudência do sobre a validade do testemunho
indireto
“A legislação em vigor admite como prova tanto a
testemunha que narra o que presenciou, como
aquela que ouviu. A valoração a ser dada a essa
prova é critério judicial, motivo pelo qual não há
qualquer ilegalidade na prova testemunhal indireta”
(STJ, HC 265842/MG, Min. Nefi Cordeiro, DJe
16/08/2016)
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Jurisprudência sobre a possibilidade de indicação
posterior de testemunhas
“Não há preclusão se a parte, no momento da
apresentação da defesa prévia, formula pedido de
indicação de rol de testemunhas a
posteriori; tampouco há violação do contraditório se
o magistrado defere o pedido em busca da verdade
real e diante da impossibilidade do contato do
defensor público com o acusado”. (STJ,
REsp1443533/RS, Min. Maria Thereza de Assis
Moura, DJe 23/06/2015).
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Legitimados para testemunhar
ART. 202 - Toda pessoa poderá ser
testemunha.
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Ouvida da vítima (art. 201)
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Jurisprudência do STJ sobre a facultatividade da
oitiva do ofendido
“O ofendido será demandado sobre as
circunstâncias do crime sempre que possível, nos
termos do art. 201 do CPP, não podendo esse
dispositivo ser mais claro quanto à atuação
discricionária do magistrado que conduz a ação
penal, no que toca a opção pelo depoimento do
ofendido, mormente como no caso dos autos, que se
encontra em situação de vulnerabilidade” (STJ, HC
218653/SP, , Min. Rogério Schietti Cruz, DJ
28/04/2015)
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Jurisprudência do STF sobre a facultatividade da oitiva
do ofendido
“A obrigatoriedade de oitiva da vítima deve ser
compreendida à luz da razoabilidade e da utilidade
prática da colheita da referida prova. Hipótese de
imputação da prática de 638 (seiscentos e trinta e oito)
homicídios tentados, a revelar que a inquirição da
integralidade dos ofendidos constitui medida
impraticável. Indicação motivada da dispensabilidade
das inquirições para informar o convencimento do
Juízo, forte em critérios de persuasão racional, que, a
teor do artigo 400, §1°, CPP, alcançam a fase de
admissão da prova. Ausência de cerceamento de
defesa” (STF, HC 131158/RS, 1ª Turma, Min. Edson
Fachin, DJe 26/04/2016)
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Jurisprudência sobre o valor probatório da palavra
da vítima no crime de estupro
“Esta Corte Superior de Justiça tem entendido que ‘a
ausência de laudo pericial não afasta a
caracterização de estupro, porquanto a palavra da
vítima tem validade probante, em particular nessa
forma clandestina de delito [estupro], por meio do
qual não se verificam, com facilidade, testemunhas
ou vestígios”. (STJ, AgRg no REsp 743421/DF, Min.
Maria Thereza de Assis Moura, DJe 17/09/2015)
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Jurisprudência sobre o valor probatório da palavra
da vítima em caso de violência doméstica
“Nos delitos praticados em ambiente doméstico e
familiar, geralmente praticados à clandestinidade,
sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima
possui especial relevância, notadamente quando
corroborada por outros elementos probatórios
acostados aos autos”. (Tese nº 14 do STJ)
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Ouvida da vítima (art. 201)
ART. 201 - Sempre que possível, o ofendido
será qualificado e perguntado sobre as
circunstâncias da infração, quem seja ou
presuma ser o seu autor, as provas que
possa indicar, tomando-se por termo as suas
declarações
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§ 1º. Se, intimado para esse fim, deixar de
comparecer sem motivo justo, o ofendido
poderá ser conduzido à presença da
autoridade
§ 2º. O ofendido será comunicado dos atos
processuais relativos ao ingresso e à saída
do acusado da prisão, à designação de data
para audiência e à sentença e respectivos
acórdãos que a mantenham ou modifiquem
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§ 3º. As comunicações ao ofendido deverão
ser feitas no endereço por ele indicado,
admitindo-se, por opção do ofendido, o uso
de meio eletrônico
§ 4º. Antes do início da audiência e durante a
sua realização, será reservado espaço
separado para o ofendido
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§ 5º. Se o juiz entender necessário, poderá
encaminhar o ofendido para atendimento
multidisciplinar, especialmente nas áreas
psicossocial, de assistência jurídica e de
saúde, a expensas do ofensor ou do Estado
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§ 6º. O juiz tomará as providências
necessárias à preservação da intimidade,
vida privada, honra e imagem do ofendido,
podendo, inclusive, determinar o segredo de
justiça em relação aos dados, depoimentos e
outras informações constantes dos autos a
seu respeito para evitar sua exposição aos
meios de comunicação.
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Confissão (art. 197 a 200)
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Jurisprudência sobrea a validade da confissão
qualificada como atenuante (STJ)
“Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça, se a confissão do réu, ainda que parcial,
retratada ou qualificada, for utilizada pelo magistrado
para fundamentar a condenação, deve incidir a
respectiva atenuante. Súmula n. 545 desta Corte”.
(STJ, HC 416.800/SP, 6ª Turma, Min. MARIA THEREZA
DE ASSIS MOURA, DJe 09/04/2018)
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Jurisprudência sobre a invalidade da confissão
qualificada como atenuante (STF)
“A confissão qualificada não é suficiente para
justificar a atenuante prevista no art. 65, III, “d”, do
Código Penal (...). A aplicação da atenuante da
confissão espontânea não incide quando o agente
reconhece sua participação no fato, contudo, alega
tese de exclusão da ilicitude”. (STF, HC 119671, 1ªTurma, Min. LUIZ FUX, DJe 03/12/2013)
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Orientação sumulada do STJ
“A incidência da atenuante da confissão
espontânea no crime de tráfico ilícito de
entorpecentes exige o reconhecimento da
traficância pelo acusado, não bastando a
mera admissão da posse ou propriedade
para uso próprio”. (Súmula 630, TERCEIRA
SEÇÃO, DJe 29/04/2019)
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Valor probatório
ART. 197 - O valor da confissão se aferirá
pelos critérios adotados para os outros
elementos de prova, e para a sua apreciação
o juiz deverá confrontá-la com as demais
provas do processo, verificando se entre ela
e estas existe compatibilidade ou
concordância.
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Valoração do silêncio
ART. 198 - O silêncio do acusado não
importará confissão, mas poderá constituir
elemento para a formação do convencimento
do juiz (Revogado tacitamente pelo art. 186).
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Confissão fora do interrogatório
ART. 199 - A confissão, quando feita fora do
interrogatório, será tomada por termo nos
autos, observado o disposto no art. 195.
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Divisibilidade e retratabilidade
ART. 200 - A confissão será divisível e
retratável, sem prejuízo do livre
convencimento do juiz, fundado no exame
das provas em conjunto.
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Confissão (art. 197 a 200)
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Jurisprudência sobre a validade da confissão
extrajudicial retratada em juízo
“Se a confissão do agente é utilizada como
fundamento para embasar a conclusão condenatória,
a atenuante prevista no art. 65, inciso III, alínea d, do
CP, deve ser aplicada em seu favor, pouco
importando se a admissão da prática do ilícito foi
espontânea ou não, integral ou parcial, ou se houve
retratação posterior em juízo”. (STJ, HC 358.679/SP,
5ª Turma, Min. JORGE MUSSI, DJe 31/08/2016)
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Direito ao silêncio
ART. 186 - Depois de devidamente qualificado e
cientificado do inteiro teor da acusação, o
acusado será informado pelo juiz, antes de
iniciar o interrogatório, do seu direito de
permanecer calado e de não responder
perguntas que lhe forem formuladas.
Parágrafo único. O silêncio, que não importará
em confissão, não poderá ser interpretado em
prejuízo da defesa.
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Fases do interrogatório
ART. 187 - O interrogatório será constituído
de duas partes: sobre a pessoa do acusado e
sobre os fatos.
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§ 1º. Na primeira parte o interrogando será
perguntado sobre a residência, meios de vida
ou profissão, oportunidades sociais, lugar
onde exerce a sua atividade, vida pregressa,
notadamente se foi preso ou processado
alguma vez e, em caso afirmativo, qual o
juízo do processo, se houve suspensão
condicional ou condenação, qual a pena
imposta, se a cumpriu e outros dados
familiares e sociais
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§ 2º Na segunda parte será perguntado
sobre:
I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita
II - não sendo verdadeira a acusação, se tem
algum motivo particular a que atribuí-la, se
conhece a pessoa ou pessoas a quem deva
ser imputada a prática do crime, e quais
sejam, e se com elas esteve antes da prática
da infração ou depois dela
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III - onde estava ao tempo em que foi
cometida a infração e se teve notícia desta
IV - as provas já apuradas
V - se conhece as vítimas e testemunhas já
inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e
se tem o que alegar contra elas
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VI - se conhece o instrumento com que foi
praticada a infração, ou qualquer objeto que
com esta se relacione e tenha sido
apreendido
VII - todos os demais fatos e pormenores que
conduzam à elucidação dos antecedentes e
circunstâncias da infração
VIII - se tem algo mais a alegar em sua
defesa.
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Contraditoriedade das partes
ART. 188 - Após proceder ao interrogatório, o
juiz indagará das partes se restou algum fato
para ser esclarecido, formulando as
perguntas correspondentes se o entender
pertinente e relevante
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Autodefesa do interrogando
ART. 189 - Se o interrogando negar a
acusação, no todo ou em parte, poderá
prestar esclarecimentos e indicar provas.
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Esclarecimento em caso de confissão
ART. 190 - Se confessar a autoria, será
perguntado sobre os motivos e
circunstâncias do fato e se outras pessoas
concorreram para a infração, e quais sejam
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Separação dos interrogatórios
ART. 191 - Havendo mais de um acusado,
serão interrogados separadamente
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Interrogatório especial
ART. 192 - O interrogatório do mudo, do
surdo ou do surdo-mudo será feito pela
forma seguinte:
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I - ao surdo serão apresentadas por escrito as
perguntas, que ele responderá oralmente
II - ao mudo as perguntas serão feitas
oralmente, respondendo-as por escrito
III - ao surdo-mudo as perguntas serão
formuladas por escrito e do mesmo modo dará
as respostas
Parágrafo único. Caso o interrogando não saiba
ler ou escrever, intervirá no ato, como intérprete
e sob compromisso, pessoa habilitada a
entendê-lo.
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Interrogatório com intérprete
ART. 193 - Quando o interrogando não falar a
língua nacional, o interrogatório será feito
por meio de intérprete§ 2o - Em seguida, os
autos serão conclusos ao juiz para decisão.
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Registro da impossibilidade de assinatura do
termo
ART. 195 - Se o interrogado não souber
escrever, não puder ou não quiser assinar, tal
fato será consignado no termo
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Reinterrogatório
ART. 196 - A todo tempo o juiz poderá
proceder a novo interrogatório de ofício ou a
pedido fundamentado de qualquer das partes
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Interrogatório judicial (arts. 185 a 196)
ART. 185 - O acusado que comparecer
perante a autoridade judiciária, no curso do
processo penal, será qualificado e
interrogado na presença de seu defensor,
constituído ou nomeado.
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Jurisprudência sobre a obrigatoriedade do ato de
interrogatório
“O interrogatório é ato obrigatório, que pode ser
realizado a qualquer tempo. Desse modo, tendo o
acusado comparecido em juízo logo após a
audiência de instrução e julgamento e pleiteado sua
oitiva, deveria o magistrado ter-lhe dado a
oportunidade de apresentar sua versão sobre a
acusação”. (STJ, AgRg no REsp 1317646/RS, 6ª
Turma, Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe
28/03/2014)
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§ 1º. O interrogatório do réu preso
será realizado, em sala própria, no
estabelecimento em que estiver recolhido,
desde que estejam garantidas a segurança
do juiz, do membro do Ministério Público e
dos auxiliares bem como a presença do
defensor e a publicidade do ato
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§ 2º. Excepcionalmente, o juiz, por decisão
fundamentada, de ofício ou a requerimento
das partes, poderá realizar o interrogatório
do réu preso por sistema de
videoconferência ou outro recurso
tecnológico de transmissão de sons e
imagens em tempo real, desde que a medida
seja necessária para atender a uma das
seguintes finalidades:
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I - prevenir risco à segurança pública,
quando exista fundada suspeita de que o
preso integre organização criminosa ou de
que, por outra razão, possa fugir durante o
deslocamento
II - viabilizar a participação do réu no referido
ato processual, quando haja relevante
dificuldade para seu comparecimento em
juízo, por enfermidade ou outra circunstância
pessoal;
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III - impedir a influência do réu no ânimo de
testemunha ou da vítima, desde que não seja
possível colher o depoimento destas por
videoconferência, nos termos do art. 217
deste Código
IV - responder à gravíssima questão de
ordem pública.
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§ 3º. Da decisão que determinar a realização de
interrogatório por videoconferência, as partes
serão intimadas com 10 (dez) dias de
antecedência.
§ 4º. Antes do interrogatório por
videoconferência, o preso poderá acompanhar,
pelo mesmo sistema tecnológico, a realização
de todos os atos da audiência única de
instrução e julgamento de que tratam os arts.
400, 411 e 531 deste Código.
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§ 5º. Em qualquer modalidade de
interrogatório, o juiz garantirá ao réu o direito
de entrevista prévia e reservada com o seu
defensor; se realizado por videoconferência,
fica também garantido o acesso a canais
telefônicos reservados para comunicação
entre o defensor que esteja no presídio e o
advogado presente na sala de audiência do
Fórum, e entre este e o preso.
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§ 6º. A sala reservada no estabelecimento
prisional para a realização de atos
processuais por sistema de videoconferência
será fiscalizada pelos corregedores e pelo
juiz de cada causa, como também pelo
Ministério Público e pela Ordem dos
Advogados do Brasil.
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§ 7º. Será requisitada a apresentação do réu
preso em juízo nas hipóteses em que o
interrogatório não se realizar na forma prevista
nos §§ 1o e 2o deste artigo.
§ 8º. Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e
5o deste artigo, no que couber, à realização de
outros atos processuais que dependam da
participação de pessoa que esteja presa, como
acareação, reconhecimento de pessoas e
coisas, e inquirição de testemunha ou tomada
de declarações do ofendido.
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§ 7º. Será requisitada a apresentação do réu
preso em juízo nas hipóteses em que o
interrogatório não se realizar na forma prevista
nos §§ 1o e 2o deste artigo.
§ 8º. Aplica-se o disposto nos §§ 2o, 3o, 4o e
5o deste artigo, no que couber, à realização de
outros atos processuais que dependam da
participação de pessoa que esteja presa, como
acareação, reconhecimento de pessoas e
coisas, e inquirição de testemunha ou tomada
de declarações do ofendido.
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§ 9º. Na hipótese do § 8o deste artigo, fica
garantido o acompanhamento do ato
processual pelo acusado e seu defensor.
§ 10º. Do interrogatório deverá constar a
informação sobre a existência de filhos,
respectivas idades e se possuem alguma
deficiência e o nome e o contato de eventual
responsável pelos cuidados dos filhos,
indicado pela pessoa presa.
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Direito ao silêncio
ART. 186 - Depois de devidamente qualificado e
cientificado do inteiro teor da acusação, o
acusado será informado pelo juiz, antes de
iniciar o interrogatório, do seu direito de
permanecer calado e de não responder
perguntas que lhe forem formuladas.
Parágrafo único. O silêncio, que não importará
em confissão, não poderá ser interpretado em
prejuízo da defesa.
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Fases do interrogatório
ART. 187 - O interrogatório será constituído
de duas partes: sobre a pessoa do acusado e
sobre os fatos.
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§ 1º. Na primeira parte o interrogando será
perguntado sobre a residência, meios de vida
ou profissão, oportunidades sociais, lugar
onde exerce a sua atividade, vida pregressa,
notadamente se foi preso ou processado
alguma vez e, em caso afirmativo, qual o
juízo do processo, se houve suspensão
condicional ou condenação, qual a pena
imposta, se a cumpriu e outros dados
familiares e sociais
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§ 2º Na segunda parte será perguntado
sobre:
I - ser verdadeira a acusação que lhe é feita
II - não sendo verdadeira a acusação, se tem
algum motivo particular a que atribuí-la, se
conhece a pessoa ou pessoas a quem deva
ser imputada a prática do crime, e quais
sejam, e se com elas esteve antes da prática
da infração ou depois dela
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III - onde estava ao tempo em que foi
cometida a infração e se teve notícia desta
IV - as provas já apuradas
V - se conhece as vítimas e testemunhas já
inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e
se tem o que alegar contra elas
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Interrogatório judicial (arts. 185 a 196)
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Jurisprudência sobre o momento do interrogatório
no processo penal
“A norma inscrita no art. 400 do Código de Processo
Penal comum aplica-se, a partir da publicação da ata
do presente julgamento, aos processos penais
militares, aos processos penais eleitorais e a todos
os procedimentos penais regidos por legislação
especial incidindo somente naquelas ações penais
cuja instrução não se tenha encerrado”. (STF, HC
127900/AM, Plenário, Min. Dias Toffoli, DJe
03/03/2016)
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Jurisprudência sobre a impossibilidade da condução coercitiva
para o interrogatório
“O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, não
conheceu do agravo interposto pela Procuradoria-Geral da
República contra a liminar concedida e julgou procedente a
arguição de descumprimento de preceito fundamental, para
pronunciar a não recepção da expressão "para o interrogatório",
constante do art. 260 do CPP, e declarar a incompatibilidade com
a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados
ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade
disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude
das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do
Estado. O Tribunal destacou, ainda, que esta decisão não
desconstitui interrogatórios realizados até a data do presente
julgamento, mesmo que os interrogados tenham sido
coercitivamente conduzidos para tal ato” (STF, ADPF 444,
Plenário, Min. Gilmar Mendes, DJe 21/06/2018)
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Interrogatório judicial (arts. 185 a 196)
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Interrogatório judicial (arts. 185 a 196)
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Nomeação dos peritos e carta precatória
ART. 177 - No exame por precatória, a nomeação
dos peritos far-se-á no juízo deprecado.
Havendo, porém, no caso de ação privada,
acordo das partes, essa nomeação poderá ser
feita pelo juiz deprecante.
Parágrafo único. Os quesitos do juiz e das
partes serão transcritos na precatória
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Direcionamento da requisição
ART. 178 - No caso do art. 159 (perícia
oficial), o exame será requisitado pela
autoridade ao diretor da repartição, juntando-
se ao processo o laudo assinado pelos
peritos.
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Laudo na perícia não oficial
ART. 179 - No caso do § 1o do art. 159 (perícia

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