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TIPOS DE PRODUÇÃO
CIENTÍFICA
Aula 1
A ESCRITA CIENTÍFICA
A escrita científica
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela,
você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional.
Vamos assisti-la? 
 
Ponto de Partida
23/02/25, 21:30 Tipos de Produção Científica
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Olá, estudante!
A realização de uma pesquisa científica é um processo que compreende
algumas etapas fundamentais para o seu bom desenvolvimento e para que
haja confiabilidade. A pesquisa pode ser de cunho teórico ou prático; o
imprescindível é que ela empregue o método científico na sua produção.
Outro critério importante a ser observado são as fontes utilizadas como
referências na construção da pesquisa. Assim, a busca pelas fontes
bibliográficas ou documentais disponíveis sobre o assunto é de grande valia
para o pesquisador.
Vamos pensar de uma maneira mais prática, para que você consiga aliar
esses elementos indispensáveis da pesquisa e consiga também pensar na
melhor forma de utilizá-los. Pense que você está buscando fontes de
referência para a construção do seu trabalho de conclusão de curso (TCC).
Essa fonte (seja um artigo, livro, capítulo de livro) precisa estar de acordo
com o assunto que você pretende desenvolver. Busque um artigo científico
em uma plataforma de pesquisa confiável (utilize como base a plataforma
da Scielo, Pepsic, Google Scholar, Web os Science ou o Banco de Teses e
Dissertações da Capes) e faça uma resenha sobre ele, se atentando para
os elementos que constituem a elaboração da resenha e pensando na
posterior utilização dela no seu TCC. Bons estudos!
Vamos Começar!
Para a investigação de um objeto de pesquisa podemos utilizar diferentes
fontes de investigação, como a bibliográfica, a de campo ou a de
laboratório. A investigação bibliográfica é aquela realizada a partir de livros,
artigos científicos, teses, dissertações (Marconi; Lakatos, 2024). Contudo,
precisamos nos atentar para as diferenças existentes entre o levantamento
bibliográfico e a revisão bibliográfica, que precisam ser realizados em
pesquisas de qualquer natureza. Vamos nos aprofundar nessas questões
para que essas diferenças fiquem bem demarcadas. Vamos falar também
da pesquisa documental, do resumo e da resenha, que são importantes
produções no âmbito acadêmico. Elas nos auxiliam em nossos estudos e na
elaboração de nossas pesquisas. 
Pesquisa bibliográfica
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A pesquisa bibliográfica é uma atividade fundamental no processo de
produção de conhecimento científico. Ela envolve coleta, seleção e análise
de fontes bibliográficas relevantes para um determinado tema de estudo.
Uma pesquisa bibliográfica bem realizada é crucial para a fundamentação
teórica de trabalhos acadêmicos, como monografias, dissertações e teses;
ela é útil também para pesquisas em áreas profissionais (Marconi; Lakatos,
2024). Por meio da pesquisa bibliográfica, os pesquisadores buscam obter
uma compreensão aprofundada do estado atual do conhecimento sobre um
assunto específico, identificando lacunas na literatura existente e
fundamentando teoricamente suas investigações.
Ao realizar uma pesquisa bibliográfica, é importante utilizar uma variedade
de fontes e abordagens, a fim de garantir a abrangência e a profundidade
para a compreensão do tema em questão. Dessa forma, o pesquisador não
vai restringir a sua pesquisa a um único autor ou transformar o seu trabalho
em uma sequência de citações diretas, mesmo que elas façam sentido
naquele momento. O material bibliográfico precisa ser explorado de uma
maneira que o autor da pesquisa consiga articular as ideias e construir um
texto analítico e reflexivo a respeito do assunto em questão, e não apenas
realize um trabalho descritivo (Lima, 2004).
Além disso, é fundamental estar atento às últimas publicações e aos
avanços recentes na área de estudo, a fim de garantir que a pesquisa
esteja atualizada e contextualizada dentro do estado da arte. As fontes da
pesquisa bibliográfica são chamadas de fontes secundárias, pois
constituem-se de dados coletados por outras pessoas (Marconi; Lakatos,
2024). Assim, a pesquisa bibliográfica é um tipo de estudo que busca
consultar amplas bases de dados, sobretudo indexadores de artigos
científicos e livros-textos, cujo objetivo é buscar saber o quanto um
problema já foi estudado e o quão significativo é a sua evidência.
Podemos compreender algumas fases da pesquisa bibliográfica ou seguir
alguns passos para a sua realização:
1. Definição clara do tema: é fundamental delimitar com precisão o
tema de pesquisa. Quanto mais específico para o seu tópico, mais fácil
será encontrar fontes relevantes.
2. Palavras-chave: identifique as palavras-chave relacionadas ao seu
assunto. Essas palavras-chave serão usadas para as pesquisas em
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catálogos de bibliotecas e bases de dados acadêmicos.
3. Identificação das fontes: é necessário identificar as principais fontes
de informação, tais como livros, artigos científicos, teses, dissertações,
relatórios técnicos, entre outros, que sejam relevantes para o tema em
questão.
4. Seleção criteriosa: deve-se realizar uma seleção criteriosa das fontes
mais relevantes e confiáveis, levando em consideração a sua
qualidade, atualidade e relevância.
5. Análise dos resumos: ao revisar os resultados da pesquisa, examine
os resumos das fontes para determinar se eles são pertinentes ao seu
assunto.
6. Leia os textos completos: depois de identificar fontes relevantes, leia
os textos completos para obter uma compreensão aprofundada do
conteúdo.
7. Organização e síntese: é essencial organizar e sintetizar as
informações coletadas de forma clara e objetiva, destacando os
principais pontos relevantes e as contribuições de cada fonte para o
tema de pesquisa.
8. Referenciação adequada: é imprescindível realizar a referência
bibliográfica correta de todas as fontes utilizadas, obedecendo às
normas de citação e referência obrigatórias na área de estudo.
Levantamento bibliográfico
O levantamento bibliográfico é fundamental para todo tipo de pesquisa
acadêmica e científica, pois consiste na busca, seleção e coleta de fontes
de informação relevantes sobre um determinado tema de estudo. Esse
processo ajuda a identificar os principais trabalhos, artigos, relatórios e
outros tipos de materiais que contribuem para a pesquisa. Um levantamento
bibliográfico abrangente fornece uma base sólida para o desenvolvimento
de uma pesquisa original; por isso, é fundamental acessar plataformas
confiáveis de busca.
Precisamos nos atentar para o fato de que não é possível acessar ou
coletar tudo o que já foi publicado sobre um determinado assunto quando
estamos realizando uma pesquisa. Por isso, devemos deixar bem
demarcado o recorte realizado pelo estudo, os autores que serão utilizados
como referência e a perspectiva teórica que irá orientar o estudo. Dessa
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forma o leitor consegue acompanhar o raciocínio desenvolvido pelo
pesquisador no momento de elaboração da pesquisa e fica mais coerente
acompanhar o caminho trilhado na construção do conhecimento.
Revisão bibliográfica
A fase de revisão bibliográfica é comumente confundida com a fase do
levantamento bibliográfico, mas precisamos ter claras as suas diferenças. A
revisão é a fase de leitura, o momento de aprofundamento do pesquisador
em relação ao tema em questão. Não é possível escrevermos sobre algo
que não conhecemos ou sobre algum assunto que não dominamos; assim,
a leitura é essencial para conhecermos de maneira aprofundada o tematrabalho que apresentar problemas. Também é
possível a violação dessas condutas éticas durante a investigação
científica, mas quando isso acontece, os pesquisadores são punidos.
Quando um cientista é denunciado por fraude, uma comissão de ética pode
ser convocada para analisar o caso, podendo ocorrer até a perda da
titulação acadêmica do pesquisador. Em outras situações, dependendo do
nível da ocorrência, a retratação pública do próprio cientista pode ser vista
como suficiente em um caso não intencional de erro na elaboração de sua
pesquisa. Órgãos regulatórios também contribuem para analisar de que
forma os animais usados em experimentos estão sendo tratados, de modo
que a violência e o sofrimento não são toleráveis no ato da pesquisa
científica. A violação das normas éticas de proteção animal pode levar ao
encerramento da investigação científica e o autor poderá responder a
processo por conta dessa violação, além, é claro, do possível impedimento
no exercício de futuras pesquisas.
Finalmente, os cientistas adotam abertamente um conjunto de princípios
éticos em comunidade, também chamados de ethos da ciência,
primeiramente percebido e estudado pelo sociólogo da ciência Robert K.
Merton (1968), que consistem em universalidade, desinteresse, ceticismo
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coletivo, comunismo epistêmico e originalidade. Observe no Quadro 1 a
seguir o significado desses princípios.
Quadro 1 | Princípios éticos para a realização das pesquisas (ethos da
ciência). Fonte: elaborado pela autora.
Vamos Exercitar?
Você se lembra da nossa situação inicial? Agora que já compreendemos os
aspectos éticos que envolvem a realização de uma pesquisa, é hora de
pensar no grupo de pesquisadores que está investigando um tratamento
muito promissor para a doença de Alzheimer. Entretanto, em determinado
momento, um dos integrantes da pesquisa altera o sorteio do estudo, dando
o medicamento para a esposa de um amigo que participa dos testes. Como
a atitude desse pesquisador pode ser interpretada? 
Universalidade Refere-se ao fato de a ciência poder ser
praticada por qualquer pessoa,
independentemente de sua etnia ou
localização geográfica.
Desinteresse Refere-se à necessidade de os anseios
coletivos estarem acima dos interesses
individuais/privados.
Ceticismo Coletivo (ceticismo
científico)
Refere-se à dúvida metódica, em que
hipóteses e teorias são sujeitas à crítica
responsável pela comunidade científica.
Comunismo epistêmico Refere-se à noção de que a ciência é uma
propriedade de todos, acessível a todos,
independente da situação socioeconômica
Originalidade Refere-se ao estímulo à produção de novas
pesquisas e teorias.
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O pesquisador foi antiético. A pesquisa em questão foi desenhada de forma
randomizada, para garantir que todos os participantes tenham a mesma
possibilidade de tratamento ou não com o medicamento em teste. Um dos
princípios na avaliação de um estudo é o mascaramento dos participantes
que vão integrar a amostra, justamente para que não haja a possibilidade
de manipulação dos resultados. Quando o pesquisador dá o medicamento
para um participante especificamente, ele está quebrando uma das
características de confiabilidade do estudo, o que pode gerar um viés no
momento de interpretação dos resultados. Como o estudo é experimental, o
pesquisador também pode estar dando ao participante a falsa esperança de
cura, pois ainda estão sendo buscadas as evidências de validade do
medicamento. 
Saiba Mais
1. Observar os critérios éticos para a realização das pesquisas é
fundamental para que os resultados obtidos sejam confiáveis e
relevantes. “A pesquisa envolvendo seres humanos é a pesquisa que,
individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em
sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta,
incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais
biológicos” (Ministério da Defesa, 2023). Para compreender melhor os
dispositivos da Resolução CNS nº 466/2012, acesse o documento
disponível no site do governo.
2. A ética na realização das pesquisas é uma premissa para a
confiabilidade dos experimentos dela decorrentes. Para isso, é
fundamental também se atentar para a integridade física e psicológica
dos participantes da pesquisa. Não foi o que aconteceu no
experimento de aprisionamento ocorrido na Universidade De Stanford
em 1971. Para se aprofundar nesse tema, ouça o episódio “A maldade
humana e o experimento de Stanford” do podcast “Mundo Freak
Confidencial”, publicado em fevereiro de 2021.
Referências Bibliográficas
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires.
Filosofando: introdução à filosofia. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2003.
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https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/arquivos/resolucao_cns_n__466.pdf
BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de. Metodologias de
Pesquisa em ciências: análises quantitativas e qualitativas. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Ltc, 2016.
MERTON, Robert. Sociologia: teoria e estrutura. São Paulo: Editora Mestre
Jou, 1968.
MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo:
Melhoramentos, 2023. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/. Acesso em: 8 out. 2023.
MINISTÉRIO DA DEFESA. Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/HFA).
2023. Disponível em: https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-
de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa.
Acesso em: 30 out. 2023.
Encerramento da Unidade
TIPOS DE PRODUÇÃO
CIENTÍFICA
Videoaula de Encerramento
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23/02/25, 21:30 Tipos de Produção Científica
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https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/
https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa
https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é
“conhecer o desenvolvimento e a estrutura de um projeto de pesquisa e
seus fundamentos práticos, observando as questões éticas para o
desenvolvimento das pesquisas científicas”, você deve primeiramente ter
em mente o que é uma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa documental,
bem como a forma de se construir um resumo e uma resenha. Depois, é
preciso saber o que é e como estruturar um projeto de pesquisa com base
nas normas da ABNT. É necessário pensar na publicação/divulgação dos
resultados das pesquisas por meio da publicação de artigos científicos ou
da participação em eventos acadêmicos. Em todos esses processos, é
preciso observar as questões éticas que são interligadas a eles.
Ao conduzir pesquisas, é essencial manter altos padrões de ética para
garantir a integridade e o respeito pelos participantes, bem como para
preservar a confiabilidade e a validade dos resultados. Porém, a ética não
deve estar presente somente quando a pesquisa envolve seres vivos. Se
você realizar uma pesquisa bibliográfica ou documental, por exemplo, a
ética também precisa estar presente, no sentido de que você não cometerá
plágio, ou seja, fará corretamente as citações e referências no seu texto,
dando os devidos créditos aos autores que tomar como base.
Ou, então, você não vai manipular os dados e resultados encontradosnas
pesquisas que você está utilizando como base para que eles estejam de
acordo com a sua visão de mundo. A ética precisa estar presente nas
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nossas ações cotidianas, no nosso ambiente de trabalho, no ambiente
familiar, educacional, etc. Enquanto pesquisadores, precisamos nos
conscientizar da nossa responsabilidade social. Isso significa que é
necessário reconhecer a responsabilidade social da pesquisa, buscando
contribuir de forma significativa para o avanço do conhecimento e o bem-
estar da sociedade como um todo.
Nessa perspectiva, a ética deve estar presente em nossa prática desde o
momento de elaboração do nosso projeto de pesquisa, na aplicação, na
coleta e análise de dados e posteriormente na divulgação dos resultados.
Ela desempenha um papel fundamental em todas as fases do planejamento
e da construção da pesquisa. Não promove apenas a integridade
acadêmica, mas também protege os direitos e o bem-estar dos
participantes, bem como do público em geral.
Seguindo a ética, o pesquisador construirá um estudo confiável, baseado
em princípios e evidências; seus resultados poderão servir de base para
outros estudos. Por isso, é relevante a participação do pesquisador em
diferentes tipos de eventos acadêmicos e o envio de artigos para a
publicação em periódicos que sejam referência na área. Participar de
eventos acadêmicos é uma oportunidade valiosa para expandir o
conhecimento, estabelecer conexões com outros profissionais e
pesquisadores, compartilhar suas próprias pesquisas e descobertas, além
de se manter atualizado sobre as tendências e avanços em sua área de
estudo.
A publicação de artigos científicos é uma maneira fundamental de contribuir
para o avanço do conhecimento em sua área de estudo e de compartilhar
suas descobertas e pesquisas com a comunidade acadêmica e científica. É
necessário buscar garantir a qualidade e a relevância do seu trabalho;
assim, você aumenta as chances de publicar seus artigos em revistas
científicas respeitáveis. Outra questão a ser observada são os possíveis
custos das publicações ou das participações em eventos. A maioria dos
eventos cobra uma taxa de inscrição. Quanto aos periódicos, normalmente
não há taxa para o envio e avaliação; o que muitas vezes é cobrado é a
tradução do artigo para uma língua estrangeira. Isso precisa ser feito pelo
tradutor indicado pela revista, que é certificado naquela língua e fará um
trabalho de qualidade.
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Contudo, até chegar à etapa de publicação, todas as outras precisam ser
observadas e atendidas. Elas visam à qualidade e relevância das
produções.
É Hora de Praticar!
Pesquisas envolvendo seres humanos são uma parte essencial da ciência e
da pesquisa em muitas áreas. Ao conduzir pesquisas com seres humanos,
é crucial garantir que os participantes sejam tratados com respeito,
dignidade e consideração pelos seus direitos e bem-estar. É importante
seguir diretrizes éticas e protocolos rigorosos para proteger os participantes
durante todo o processo de pesquisa. Alguns pontos são indispensáveis
para a condução da pesquisa, como: o consentimento dos participantes, a
confidencialidade, a imparcialidade e a minimização dos riscos. Não se
pode esquecer também que a pesquisa só pode ser desenvolvida após a
aprovação no comitê de ética em pesquisa.
Vamos analisar um artigo científico que divulga os resultados de uma
pesquisa realizada com seres humanos:
INÁCIO, A. L. M.; MARIANO, M. L. S.; BZUNECK, J. A. Evidências de
validade da escala de motivação de professores para o trabalho. Revista
Portuguesa De Educação, v. 36, n. 2, 2023.
Depois de ler todo o artigo, volte no tópico 2 – Método, na página 5, e se
atente para como os autores descrevem os participantes da pesquisa, os
Reflita
A partir da discussão apresentada, reflita sobre os seguintes
questionamentos:
O projeto de pesquisa de fato nos auxilia no planejamento de nossas
pesquisas?
É realmente necessário nos atermos aos aspectos éticos na
realização de uma pesquisa? Ou a ética atrasa o progresso
científico?
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https://revistas.rcaap.pt/rpe/article/view/25592/23280
https://revistas.rcaap.pt/rpe/article/view/25592/23280
instrumentos utilizados para coletar os dados, como a análise dos dados foi
feita e quais foram os procedimentos adotados para a condução da
pesquisa. Procure fazer anotações de pontos que você considerar
importantes.
Agora, responda aos seguintes questionamentos:
A pesquisa tem um referencial bibliográfico sólido que embasa a sua
construção?
A pesquisa analisada partiu de princípios éticos na sua realização?
É possível verificar se, antes do desenvolvimento da pesquisa, houve a
avaliação de algum comitê de ética em pesquisa?
Bons estudos!
 
Reflita
Após a análise do artigo indicado, quais aprendizados você obteve para o
desenvolvimento da sua pesquisa?
Resolução do estudo de caso
O artigo deixa bem delimitado, logo na introdução, o referencial teórico
utilizado na construção da pesquisa. Os autores trabalham com a motivação
de professores para o trabalho e tomam como base a teoria da
autodeterminação. Para situar o leitor, os autores apresentam as bases e os
pressupostos dessa teoria.
Quando se analisa a parte específica do método do artigo em questão, em
que os autores descrevem os sujeitos da pesquisa, os instrumentos, a
análise dos dados e os procedimentos, é possível perceber o detalhamento
das informações, o que oportuniza ao leitor de fato compreender o conteúdo
abordado. Os participantes são descritos em termos de gênero, idade,
instituição em que trabalham, e região de proveniência. Nenhum desses
dados permite a identificação dos participantes.
Os instrumentos são descritos a fim de que o leitor compreenda quais
dados foram coletados e para que haja a compreensão da estruturação e
validação da escala de motivação do professor para o trabalho. Também
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fica evidente que não é possível identificar os participantes da pesquisa. No
quesito análise dos dados, os autores apresentam os softwares utilizados
para as análises estatísticas.
Por fim, nos procedimentos, os autores apontam os procedimentos éticos
que foram adotados em conformidade com a Resolução 510/2016. Também
é disponibilizado ao leitor o número de aprovação no comitê de ética em
pesquisa, que pode ser verificado na Plataforma Brasil. 
 
 
Dê o play!
Assimile
Vamos analisar a figura a seguir e procurar pensar em como os princípios
éticos estão ligados ao desenvolvimento de todos os tipos de produção
científica em todas as suas fases de elaboração.
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https://plataformabrasil.saude.gov.br/login.jsf
Fonte: elaborada pela autora.
Referências
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires.
Filosofando: introdução à filosofia. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2003.
BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de. Metodologias de
Pesquisa em ciências: análises quantitativas e qualitativas. 2ª ed. Rio de
Janeiro: Ltc, 2016.
MINISTÉRIO DA DEFESA. Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/HFA).
2023. Disponível em: https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-
de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa.
Acesso em: 30 out. 2023.
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https://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfahttps://www.gov.br/hfa/pt-br/ensino-e-pesquisa/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfa-1/comite-de-etica-em-pesquisa-cep-hfada
pesquisa, a fim de podermos falar com propriedade sobre ele.
Essa etapa da construção do conhecimento também está presente em
todas as pesquisas científicas, visto que é por meio dela que se buscará
construir a base teórica da pesquisa. Precisamos nos lembrar que a revisão
bibliográfica é um processo contínuo; dessa forma, é necessário continuar
atualizando-a à medida que a pesquisa progride e as novas fontes são
publicadas. A revisão bibliográfica bem elaborada não apenas oferece um
embasamento teórico consistente para a pesquisa, mas também ajuda a
identificar as perspectivas promissoras para futuras investigações e
contribui para o desenvolvimento do conhecimento em determinada área.
Diante disso, é possível admitir que, em geral, as pesquisas são também
pesquisas bibliográficas, visto que não se pode desenvolver uma boa
pesquisa sem os elementos citados anteriormente. No entanto, isso não
significa que não se pode realizar ‘somente uma pesquisa bibliográfica’ em
uma investigação. Não significa que o pesquisador produzirá mais do
mesmo ou apenas reproduzirá conhecimentos que já estão dados. A
pesquisa bibliográfica oferece meios para que sejam exploradas áreas que
ainda carecem de análise, permite que sejam levantadas novas hipóteses e
novos questionamentos, o que favorece um novo enfoque sobre o problema
e soluções inovadoras (Marconi; Lakatos, 2024).
Pesquisa documental
A pesquisa documental é particularmente útil para a realização de estudos
históricos, estudos sociais, análises de políticas públicas, análises de
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conteúdo e outras investigações que dependem da análise de fontes de
documentos escritos ou audiovisuais. Ela fornece uma compreensão
aprofundada e contextualizada de eventos, processos e questões
relevantes em diversas áreas do conhecimento. A pesquisa documental é
um tipo de investigação que envolve a coleta e análise de documentos
escritos, imagens, gravações de áudio, vídeos e outros materiais que
possam fornecer informações relevantes sobre um tema específico. Esses
documentos incluem registros oficiais, relatórios, correspondências, leis,
regulamentos, jornais, revistas, fotografias, filmes, entre outros tipos de
fontes primárias e secundárias (Marconi; Lakatos, 2024).
As fontes primárias são aquelas coletadas diretamente pelo pesquisador; as
secundárias foram coletadas/produzidas por outra pessoa. É importante
notar que a pesquisa documental requer habilidades de pesquisa e análise,
bem como acesso a uma variedade de fontes de documentos. Além disso, a
interpretação adequada dos documentos exige um entendimento profundo
do contexto em que foram produzidos e das limitações inerentes aos dados
documentais. Ao realizar uma pesquisa documental, é importante estar
atento para as seguintes questões:
1. Definição clara do objetivo: estabelecer claramente os objetivos e
questões de pesquisa que orientarão a coleta e análise dos
documentos relevantes.
2. Identificação das fontes e coleta dos dados: identificar as fontes
potenciais de documentos pertinentes ao assunto da pesquisa,
incluindo arquivos, bibliotecas, instituições governamentais, museus,
meios de comunicação, entre outros. É importante verificar a
disponibilidade e acessibilidade desses documentos para garantir que
você tenha acesso a eles.
3. Análise e interpretação dos documentos: analisar criticamente o
conteúdo dos documentos encontrados, identificando padrões,
tendências, contradições e lacunas de informação que possam ajudar
a responder às questões de pesquisa.
4. Triangulação de fontes: procurar utilizar uma variedade de fontes
documentais para corroborar e complementar os dados obtidos,
garantindo a validade e a confiabilidade das conclusões tiradas da
pesquisa documental.
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5. Citações e referências: citar corretamente todas as fontes utilizadas e
fornecer as referências de acordo com as normas da ABNT.
Siga em Frente...
Resumo, resenha e recensão
A habilidade de escrita é fundamental ao pesquisador e a qualquer
profissional. Saber escrever bem é uma das premissas para uma boa
comunicação. É impreterível que o bom leitor e o bom escritor
compreendam que um texto não é um apanhado de frases que soam bem
quando lidas de forma conjunta. É preciso haver conexão entre as partes do
texto, que elas estejam ligadas, conversem entre si e indiquem uma direção
bem definida ao leitor. É preciso compreender que o texto é uma unidade e
o que o define não é a sua extensão, mas sim o seu significado. Assim,
praticar a leitura e a escrita é um bom começo para que essas habilidades
sejam desenvolvidas. Resumos, resenhas e recensões são bons exemplos
de como é possível praticar; trata-se de produções que são solicitadas no
meio acadêmico e no nosso cotidiano (Medeiros, 2000; Marconi, Lakatos,
2024).
Resumo
O resumo é a sintetização objetiva do conteúdo de um texto original,
apresentando apenas os pontos principais e as principais ideias do autor.
Um resumo é mais curto que o texto original e deve transmitir de forma
clara e concisa o contexto, os objetivos, as principais descobertas e
conclusões do texto original. Para escrever um resumo eficaz, é importante
identificar as principais ideias do texto, omitir detalhes menos relevantes e
manter a precisão e a fidelidade ao conteúdo original. A ABNT NBR 6028
(2021, p. 1) define como os resumos devem ser apresentados, fazendo a
diferenciação entre resumo indicativo e resumo informativo.
Resumo indicativo: trabalho que indica os pontos principais do
documento sem apresentar detalhamentos, como dados qualitativos e
quantitativos, e que, de modo geral, não dispensa a consulta ao
original.
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Resumo informativo: trabalho que informa finalidades, metodologia,
resultados e conclusões do documento, de tal forma que possa,
inclusive, dispensar a consulta ao original.
Em relação à extensão, a norma estabelece que é indicado que os resumos
tenham entre “150 a 500 palavras nos trabalhos acadêmicos e relatórios
técnicos e/ou científicos; 100 a 250 palavras nos artigos de periódicos; 50 a
100 palavras nos documentos não contemplados nas alíneas anteriores”
(Abnt, 2021, p. 2). Se o resumo não fizer parte de um documento (um artigo
ou um TCC, por exemplo), ele deve ser precedido pela referência do texto a
que se refere. Ao resumir, o autor deve usar preferencialmente a terceira
pessoa e as palavras-chave devem ser apresentadas logo abaixo do texto,
grafadas em letras minúsculas, separadas entre si por ponto e vírgula e
finalizadas com ponto. Veja a seguir o exemplo de um resumo.
Quadro 1 | Exemplo de resumo. Fonte: Mariano, Franco e Oliveira (2021,
361).
Resenha e recensão
RESUMO: Os conteúdos escolares, independente da etapa de ensino a que se
destinam, quando ministrados de forma plena e não fragmentada, possibilitam a
formação do sujeito omnilateral. Além de formar o sujeito omnilateral, cabe
também ao professor motivar seus alunos durante as aulas para que eles vejam
os conteúdos de forma interessante e próximas à sua realidade. O presente
estudo teve como objetivo refletir acerca da ação docente exercida durante a
realização do estágio obrigatório em docência no curso de Doutorado em
Educação de uma universidade do norte do Paraná. Teve também como
objetivo refletir acerca da percepção da motivação apresentada pelos alunos
matriculados na disciplina em que o estágio foi exercido. As reflexões contidas
no presente estudo foram feitas à luz dos pressupostos teóricos do
Materialismo Histórico e Dialético, da Teoria da Autodeterminação e também
dos relatos feitos pela turma em que o estágio foi realizado.
 
PALAVRAS-CHAVE:Estágio. Docência. Materialismo histórico. Motivação.
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Segundo a ABNT (2021, p. 1), a resenha é a “análise do conteúdo de um
documento, objeto, fato ou evento”, a recensão é a “análise crítica,
descritiva e/ou comparativa, geralmente elaborada por especialista”. A
resenha e a recensão podem ser entendidas como uma análise crítica e
avaliativa de um livro, artigo, filme ou qualquer outra obra. Geralmente
incluem uma síntese do conteúdo, juntamente com uma avaliação subjetiva
do trabalho. Podem ser abordados vários aspectos da obra, incluindo a
estrutura, o estilo de escrita, os pontos fortes e fracos, as contribuições para
o campo, as questões levantadas e a relevância do trabalho em relação a
outros textos ou obras relacionadas.
Ao escrever uma resenha ou uma recensão, é importante fornecer um
resumo do conteúdo do texto, seguida de uma análise crítica que destaca
os méritos da obra. É essencial fundamentar as avaliações e os argumentos
em evidências concretas retiradas do texto original ou de outras fontes
relevantes. A ABNT NBR 6028 (2021) destaca que a resenha e a recensão
não estão sujeitas a limite de palavras, não devem ser elaboradas em
tópicos, não devem ser elaboradas pelo autor do texto ou objeto que é foco
da análise e devem ser precedidas pela referência quando forem publicadas
separadas destes.
Na escrita do resumo, da resenha e da recensão, é importante que o texto
escrito seja claro, conciso, coeso e coerente. Um texto claro é aquele que é
fácil de ser compreendido ou entendido. O texto conciso é aquele resumido
ao essencial, sintetizado em poucas palavras, preciso, sucinto. A coesão se
refere ao uso correto dos aspectos gramaticais, conectando os elementos
do um texto, deixando-o claro e compreensível. Por fim, o texto coerente é
aquele que é lógico. Todas essas características precisam ser observadas
na escrita de um bom texto acadêmico, de qualquer tipo. É indispensável o
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leitor compreender a mensagem a ser transmitida pelo autor do texto. O
Quadro 2 a seguir apresenta o exemplo de uma resenha:
Referência
Bibliográfica
ANDRADE, Mário de. Querida Henriqueta: cartas de
Mário de Andrade a Henriqueta Lisboa. Rio de Janeiro:
José Olympio, 1991. 214 p.
Informações sobre o
autor
Já foram publicadas cartas de Mário de Andrade a
Manuel Bandeira, a Oneyda Alvarenga (Mário de
Andrade: um pouco), a Carlos Drumond de Andrade (A
lição do amigo) e Anita Malfatti. Em todas elas, é
possível verificar a surpreendente revelação da
personalidade de Mário de Andrade, seus
conhecimentos, suas preocupações, sua dedicação à
arte, o entusiasmo com que tratava os escritores
iniciantes.
Gênero da obra Em Querida Henriqueta, reunião de cartas de Mário à
poetisa Henriqueta Lisboa, Mário é tão generoso quanto
o fora em A lição do amigo, tão competente quanto o
fora nas cartas à Manuel Bandeira. A exposição é
sempre franca, os temas abordados variados e a
profundidade e o valor humano notáveis. Para alguns,
as cartas de Mário, em seu conjunto, estão no mesmo
nível que suas criações literárias.
Resumo É possível ver nas cartas o interesse de Mário pela
motivação dos iniciantes analisando com dedicação e
competência tudo que lhe chegava às mãos. Há em seu
comportamento o sentido quase de missão estética. As
recomendações são as mais variadas: ora sugere
alterações, ora a supressão, ora o cuidado com o ritmo,
ora com as manifestações de conteúdo cultural. Não é o
mestre que fala, mas o amigo. Não é o professor, mas o
artista experiente, que sabe o que diz e por que o diz,
que tem consciência de tudo o que fala, que leva o
trabalho artístico muito a sério. As considerações são,
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Quadro 2 | Exemplo de resenha. Fonte: Medeiros (2000, p. 143).
Vamos Exercitar?
Agora que já conhecemos as características de uma pesquisa bibliográfica
e uma pesquisa documental, compreendemos a diferença entre
levantamento bibliográfico e revisão bibliográfica, bem como as diferenças
entre resumo e resenha, é hora de retomarmos nossa situação inicial. Você
no entanto, apenas de ordem técnica. Mário de
Andrade, por sua argúcia crítica, penetra na análise
psicológica. Assim, examina os retratos feitos por
diversos artistas, como Portinari, Anita Malfatti, Lasar
Segall. Segundo ele, Segall ter-se-ia fixado em seu lado
obscuro, quase oculto, malévolo de sua personalidade.
A relação angustiada do autor de Macunaíma consigo
mesmo aparece nas cartas a Henriqueta Lisboa. Da
mesma forma, aparecem o problema do remorso e da
culpa, o cansaço diante da propaganda pessoal, do
prestígio, da notoriedade, da polêmica. Não silencia
sequer a análise das relações com a família. Aqui, não é
a imagem de Mário revolucionário e exuberante que
apresenta. Não. Também não há lamentações: tudo é
exposto com extrema lucidez quanto às virtudes e
defeitos. Mário abre o coração numa confidência de
quem acredita na amiga e nas relações humanas.
Apreciação As cartas foram escritas de 1939 a 1945, quando Mário
veio a falecer. E são mais do que uma fonte de
informação ou depósito de ideias estéticas: são um
retrato de seu autor, com suas angústia e expansões de
alegria, de emoção e de rigidez comportamental.
Recomendações A obra é indicada para todos os que se interessam pela
obra de Mário e sua poética, e alunos dos cursos de
Educação Artística e Letras.
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está buscando fontes de referência para a construção do seu trabalho de
conclusão de curso (TCC). Você acessou uma plataforma como a Scielo e
encontrou um artigo científico que foi publicado no ano de 2022 com o
assunto que você pretende trabalhar. Agora você precisa elaborar uma
resenha sobre esse artigo, para posteriormente utilizá-la no seu TCC.
Você precisa se atentar para os elementos que são indispensáveis na
elaboração de um texto acadêmico e científico: clareza, coerência, concisão
e coesão. Também é indispensável se atentar para o fato de que as frases
não são um emaranhado de palavras juntas, elas precisam fazer sentido e,
como um todo, passar uma ideia geral para o leitor do texto, para que ele
compreenda a mensagem que se deseja transmitir.
Saiba Mais
1. As pesquisas bibliográfica e documental são relevantes na construção
do conhecimento e no entendimento da realidade em que nos
encontramos inseridos. Para que isso seja possível, o pesquisador
precisa compreender e dominar a maneira de condução e de
realização dessas pesquisas. Para saber mais sobre esse assunto, leia
o capítulo 2 “Pesquisa Bibliográfica”, p. 44-75, do livro Metodologia do
Trabalho Científico, de Marina de Andrade Marconi e Eva Maria
Lakatos.
2. A resenha e o resumo são produções importantes utilizadas para a
construção do conhecimento. Eles permitem a elaboração de um
comentário crítico sobre um documento, um texto, um filme ou um
objeto de estudo. Para que você se familiarize com esse tipo de
produção, leia a resenha do livro “Urgências e emergências em saúde:
perspectivas de profissionais e usuários ”, escrita por Claudia Abbês
Baêta Neves.
 
Referências Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6028:
Informação e documentação – Resumo, resenha e recensão –
Apresentação. 2ª ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2021.
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https://app.uff.br/slab/uploads/texto80.pdfhttps://app.uff.br/slab/uploads/texto80.pdf
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTOO, Luciana
Bernardo. Guia prático de monografias, dissertações e teses:
Elaboração e apresentação. 5ª ed. Campinas: Editora Alínea, 2011.
LIMA, Manolita Correia. Monografia: a engenharia da produção acadêmica.
São Paulo: Saraiva, 2004.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do
trabalho científico: projetos de pesquisa, pesquisa bibliográfica, teses de
doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso. 9ª
ed. São Paulo: Atlas, 2024.
MARIANO, Maria Luzia Silva; FRANCO, Sandra Aparecida Pires;
OLIVEIRA, Katya Luciane de. Estágio em docência no curso de Doutorado
em educação: relatos de experiência. Revista Ibero-Americana de
Estudos em Educação, Araraquara, v. 16, n. 1, p. 361-375, jan./mar. 2021.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos,
resumos, resenhas. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2000.
SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana. Trabalhos acadêmicos:
uma orientação para a pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: Age,
2006.
Aula 2
O PROJETO DE PESQUISA
O projeto de pesquisa
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela,
você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional.
Vamos assisti-la? 
 
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
Você já deve ter feito perguntas como “por quê?” e “como?” muitas vezes
na vida. Essa é uma facilidade especialmente das crianças. Nós nascemos
curiosos para saber a origem das coisas e a causas dos fenômenos que
observamos. A curiosidade é uma das características elementares do ser
humano, o qual encontrou muitas formas de sanar suas dúvidas; uma
dessas formas é a utilização do método científico para chegar à resposta de
um questionamento. Para a construção, estruturação e aplicação do método
científico no desenvolvimento da pesquisa, o pesquisador precisa elaborar o
projeto de pesquisa como etapa anterior. É a respeito dele que vamos falar.
Pensemos na seguinte situação: você precisa elaborar o projeto de
pesquisa para o seu TCC. É um dos requisitos para a conclusão do curso.
No entanto, você ainda está sem inspiração em relação ao que trabalhar.
Conversando com alguns professores, eles o orientaram a pensar
inicialmente em um assunto que você goste e em como esse assunto
poderia ficar mais específico. Depois, você precisa ter um questionamento
para esse assunto, que seja interessante não somente para você. Se
possível, você deve pensar em uma hipótese. Vamos conhecer mais sobre
o projeto de pesquisa para poder executar essa tarefa?! Bons estudos!
Vamos Começar!
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A ciência e a tecnologia estão presentes em nossa vida cotidiana em
diversos segmentos. Por trás de toda construção desses artefatos ou
conhecimentos, estão as perguntas; elas são muito importantes porque
configuram a motivação do cientista para iniciar uma investigação. Toda
pesquisa deve conter um problema a ser tratado ou uma pergunta como fio
condutor. Tais problemas ou perguntas possuem fontes diversas: podem
surgir a partir de conversa com familiares, de uma reflexão individual, de
uma conversa com colegas de faculdade ou trabalho. Porém, há uma série
de adaptações a serem feitas para que essa curiosidade inicial se torne
uma pergunta científica que possibilite o desenvolvimento de uma pesquisa.
No desenvolvimento da pesquisa, há a formulação inicial do problema, a
elaboração do projeto de pesquisa, a criação de um modelo de análise, a
coleta e análise de dados e a comunicação dos resultados. Saber conduzir
uma boa pesquisa é essencial tanto para a produção de conhecimento
básico, quanto para a produção de conhecimento aplicado, financiados por
empresas ou governos. O conhecimento dessas etapas e desses
procedimentos que envolvem todo o método científico não só possibilitará o
desenvolvimento de uma boa pesquisa, mas também exercitará o seu
pensamento crítico.
O que é o projeto de pesquisa?
O projeto de pesquisa pode ser entendido como um planejamento que vai
organizar o desenvolvimento da pesquisa. É um documento elaborado para
direcionar, nortear o desenvolvimento da pesquisa. Realizar uma pesquisa
sem a elaboração de um projeto é algo que se torna inviável, visto que isso
pode tornar o estudo confuso e muitas vezes sem a fundamentação
adequada devido a atividades desenvolvidas de maneira improvisada. A
falta de planejamento pode prejudicar tanto a condução da pesquisa quanto
os resultados obtidos e a confiabilidade do estudo (Crivelaro; Crivelaro;
Miotto, 2011).
De acordo com Crivelaro, Crivelaro e Miotto (2011, p. 25), podemos
entender o projeto de pesquisa como “um conjunto de perguntas: O que
fazer? Por que fazer? Para que fazer? Onde fazer? Como, com que, quanto
e quando fazer? Com quanto fazer? Como pagar? Quem vai fazer?”. Essas
perguntas servem como norte, como orientação, para a construção das
etapas específicas que precisam ser contempladas no desenvolvimento do
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projeto. Contudo, antes de pensarmos na estrutura em termos de
organização, precisamos pensar em três elementos fundamentais: o tema,
o problema e as hipóteses.
Tema – o assunto da pesquisa
A escolha do tema é de suma importância; é o momento em que
escolhemos o assunto que vamos abordar ao longo da pesquisa. Essa
escolha está ligada a muitas condições, como interesse pessoal,
necessidade profissional, exigência acadêmica, relevância na atualidade,
etc. Independente da escolha, é necessário que exista material bibliográfico
disponível para consulta a fim de que o pesquisador realize seu
levantamento bibliográfico e sua revisão bibliográfica. Procurar fontes que
contenham o assunto em questão é imprescindível para agregar maior
conhecimento sobre o assunto e compreender os avanços obtidos em
relação a ele (Marconi; Lakatos, 2024).
Existe também a necessidade de delimitação do tema a ser pesquisado. O
que isso quer dizer? O assunto precisa ser específico, bem demarcado,
bem explicado e bem planejado, para que seja possível por em prática.
Diversos estudos não alcançam seus objetivos porque não conseguem
delimitar com quem a pesquisa será realizada, onde, quando, em quanto
tempo, etc.
Problema – as perguntas da pesquisa
Ao desenvolver uma pesquisa, o pesquisador tem em si alguma
inquietação, dúvida ou problema que almeja sanar. A pergunta da pesquisa
é justamente essa incerteza que o pesquisador possui sobre determinado
assunto e que o encoraja a desenvolver uma investigação, mas é um
equívoco pensar que o produto de toda investigação é a solução dessa
pergunta. Na verdade, mesmo quando é possível produzir respostas
satisfatórias a uma dada pergunta (e nem sempre é possível), outras
questões surgem decorrentes da investigação, além da existência própria
daquelas que tangenciam a pesquisa e sequer foram tratadas.
Um pesquisador iniciante pode e deve revisar a literatura sobre determinado
tema, a fim de encontrar questões abertas. Ele deve procurar ter um certo
domínio sobre a literatura do campo de estudo em que almeja começar uma
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investigação. O pesquisador deve ter um escopo bem definido, caso
contrário, poderá se perder tentando responder mais questões do que lhe
seriam pertinentes. Mesmo que problemas secundários sejam
interessantes, é importante focar em uma questão específica a fim de
conseguir se dedicar a ela e entregar resultados relevantes.
É necessário pensar também se a pergunta da pesquisa é algointeressante
e relevante para a ciência e para o meio acadêmico e não somente para o
pesquisador. Além disso, a ética é indispensável, de modo que a pergunta
não cause risco de vida para os participantes, nem uma completa invasão
de suas privacidades. Por fim, nem sempre é preciso inovar em ciência,
mas com uma questão bem delimitada, é possível e desejável a produção
de novas informações. A questão não precisa ser completamente original,
mas novas informações sobre o assunto constituem um resultado esperado
de boas pesquisas.
As hipóteses da pesquisa
Uma vez elaborada a questão de pesquisa, pode ser necessária a
elaboração de hipóteses a serem testadas; elas darão uma resposta quanto
ao problema colocado pelo pesquisador. As hipóteses são uma espécie de
diretriz da pesquisa, elas indicam o que o pesquisador está buscando ou o
que está tentando comprovar. Assim, elas são tentativas prévias de
explicação do fenômeno analisado e devem ser formuladas de forma clara e
concisa. A hipótese não deve ser confundida com pressuposto teórico, uma
vez que, no decorrer da pesquisa, ela pode ser descartada ou validada. A
hipótese é sempre provisória e provável.
Uma hipótese é diferente de uma afirmação, pois o pesquisador não tem
plena certeza de sua comprovação. Assim, a hipótese pode ser entendida
como aquilo que o pesquisador acha que vai encontrar com o
desenvolvimento da pesquisa. As fontes comuns para formulação de
hipóteses são as teorias, generalizações empíricas sobre o problema de
pesquisa e estudos revisados, mas elas também podem surgir em campos
de estudo pouco explorados. Um erro grave ao elaborar hipóteses se faz
quando o pesquisador não revê a literatura do campo de estudo e formula
hipóteses que já foram significativamente aceitas ou descartadas por outros
estudos.
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Segundo Marconi e Lakatos (2024), as hipóteses se dividem em duas
categorias: hipóteses básicas e hipóteses secundárias. As hipóteses
básicas são aquelas escolhidas pelo pesquisador e que respondem ao
problema diretamente. Por sua vez, as hipóteses secundárias indicam
respostas complementares ou outras possibilidades de resposta para o
problema em questão. Além dessa classificação, há outras maneiras de
classificar hipóteses mais gerais que variam de acordo com o objetivo da
pesquisa como: hipóteses de pesquisa, hipóteses nulas, hipóteses
alternativas e hipóteses estatísticas. As hipóteses de pesquisa podem ser
entendidas como proposições acerca das possíveis relações entre duas ou
mais variáveis.
Siga em Frente...
Estruturação do projeto de pesquisa
Nós já sabemos que o projeto de pesquisa é um planejamento que deve
apresentar de forma detalhada como o trabalho será realizado.
Independentemente da abordagem teórica a ser utilizada no estudo, a
pesquisa deve ser compreendida como um processo que pretende
apresentar um resultado. A pesquisa científica é uma forma de produzir o
conhecimento científico dentro de um processo constituído por etapas que
precisam ser atendidas no seu desenvolvimento. A elaboração e
apresentação do documento é realizada com base na ABNT NBR 15287
(2011).
Etapas específicas do projeto de pesquisa
Tema – qual assunto pretendo tratar?
Problema – qual dificuldade teórica ou prática pretendo solucionar?
Hipótese – que suposição pretendo explicar?
Objetivo – o que eu pretendo alcançar?
Metodologia – como eu pretendo alcançar?
Levantamento bibliográfico – quais materiais pretendo utilizar?
Cronograma – em quanto tempo pretendo desenvolver essa
pesquisa?
Possíveis custos – terei custos para a realização das pesquisas?
Quais?
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Formatação do projeto de pesquisa
Para a montagem e apresentação do projeto de pesquisa, deve-se seguir a
norma 15287 (2011) da ABNT. Devem ser contemplados os elementos pré-
textuais, aqueles que antecedem o texto do trabalho, apresentando
informações que ajudam sua identificação, manuseio e utilização. Os
elementos textuais que são compostos pelo corpo do trabalho, introdução,
desenvolvimento e conclusão. Por fim, os elementos pós-textuais que são
materiais complementares, que tem por finalidade documentar ou melhor
esclarecer o texto. Vamos acompanhar a seguir cada um desses elementos.
Figura 1 | Estrutura do projeto de pesquisa. Fonte: adaptada de ABNT NBR 15287 (2011).
Vamos pensar agora de maneira mais detalhada nesses elementos que
precisam ser contemplados na elaboração de um projeto de pesquisa. É
importante ressaltar que não existe um padrão único, mas os itens
apresentados precisam estar presentes.
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Figura 2 | Exemplo dos elementos a serem contemplados no projeto de pesquisa. Fonte:
adaptada de Crivelaro; Crivelaro; Miotto (2011).
Vamos Exercitar?
É hora de retomarmos a nossa situação inicial. Você está concluindo seu
curso de graduação, e como uma das etapas obrigatórias, você precisa
elaborar um projeto para depois realizar o seu TCC. Precisamos pensar em
um tema, um problema e uma hipótese. Nesse passo, é importante pensar
que o tema não pode ser muito abrangente, caso contrário, você pode
correr o risco de não conseguir trabalhar todos os elementos que você se
propôs. O problema é a pergunta da sua pesquisa, aquela que lhe causa
curiosidade. A hipótese é o que você acha que vai encontrar.
Vamos pensar no seguinte exemplo: na área da educação/psicologia é
possível trabalhar com a motivação para aprender. Tema: Motivação de
alunos do ensino médio do estado de Minas Gerais para aprender.
Problema: Os alunos do 3º ano apresentam motivação intrínseca para
aprender? Hipótese: Parte-se da hipótese de que os alunos serão
desmotivados. A partir daí, as outras etapas do projeto podem ser
desenvolvidas. Com esse exemplo, você pode pensar em muitos outros
temas, problemas e hipóteses para pesquisa.
Saiba Mais
Compreender o que é o projeto de pesquisa, qual é a sua estrutura e como
ele deve ser formatado é fundamental para o desenvolvimento de um bom
trabalho e consequentemente para o desenvolvimento de uma boa
pesquisa. Assim, é necessário que você domine esses tópicos. Para isso,
leia o capítulo 4, “Projeto de pesquisa e relatório de pesquisa”, p. 112-145,
do livro Metodologia do trabalho científico, de Marina de Andrade Marconi e
Eva Maria Lakatos.
 
 
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597026559/epubcfi/6/26[%3Bvnd.vst.idref%3Dhtml11]!/4
Referências Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR
15287: Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação.
2ª ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTTO, Luciana
Bernardo. Guia prático de monografias, dissertações e teses:
Elaboração e apresentação. 5ª ed. Campinas: Editora Alínea, 2011.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do
trabalho científico: projetos de pesquisa, pesquisa bibliográfica, teses de
doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso. 9ª
ed. São Paulo: Atlas, 2024.
SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana. Trabalhos acadêmicos:
uma orientação para a pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: Age,
2006.
Aula 3
ESCREVER E PUBLICAR:
COMO LEVAR A CIÊNCIA PARA
AS PESSOAS?
Escrever e publicar: como levar a
ciência para as pessoas?
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela,
você irá aprenderconteúdos importantes para a sua formação profissional.
Vamos assisti-la? 
 
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
A informação científica é um recurso valioso para o desenvolvimento da
sociedade em seus diversos setores: acadêmico, industrial, governamental,
empresarial, etc. Conhecer os meios de publicação científica, a estrutura e
os formatos dos textos científicos é fundamental para que se possa produzir
ciência. Também é necessário conhecer as tecnologias que trouxeram
muitas ferramentas positivas para o desenvolvimento das pesquisas
científicas e para a comunicação dos resultados.
Vamos pensar na seguinte situação: em uma indústria química, o
departamento de marketing quis verificar o efeito da propaganda na venda
de álcool em gel. Após o desenvolvimento da pesquisa, verificou-se que os
resultados foram positivos nas vendas dos produtos. Posteriormente, o
pesquisador inicia o processo de publicação dos resultados. Para isso, ele
resolve fazer uma busca nas revistas científicas mais relevantes disponíveis
na internet sobre a temática do estudo. Qual o principal critério que o
pesquisador deve observar na hora de escolher uma revista a fim de
alcançar esse objetivo? Bons estudos!
Vamos Começar!
A publicação científica ocorre quando os pesquisadores buscam tornar os
resultados das suas pesquisas acessíveis a outros pesquisadores. A
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divulgação dos resultados da investigação é uma etapa muito importante da
pesquisa e pode ser expressa por diversas formas de publicação. A
publicação científica faz parte de um ramo mais amplo denominado de
comunicação científica, que envolve diferentes formas de comunicação dos
resultados (formais, informais, escritos, verbais) e que, por sua vez, se
insere no contexto mais amplo da investigação científica.
A comunicação científica envolve diversos atores da sociedade, como
acadêmicos (responsáveis pela investigação), universidades (instituições
que possuem os recursos e ambientes necessário para a investigação),
financiadores (órgãos do governo ou agências que financiam bolsas e
materiais da pesquisa), editores (gerem o controle de qualidade, produção e
distribuição do conhecimento), bibliotecários (fazem a gestão da informação
e sua preservação) e a população geral (todos nós que somos
indiretamente e diretamente beneficiados com a pesquisa).
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Os formatos mais comuns de publicação são: artigo técnico e/ou científico,
artigo original, artigo de revisão, comunicações e cartas ao editor. Vamos
acompanhar, a seguir, a definição de cada uma dessas publicações:
Quadro 1 | Definição das publicações. Fonte: adaptada de ABNT NBR 6022
(2018).
Siga em Frente...
Artigo científico
Dada a conclusão de uma pesquisa, o que se espera é que os resultados
obtidos sejam divulgados. O objetivo da publicação de um trabalho científico
é compartilhar as ideias encontradas, os fatos e os novos conhecimentos
com outros pesquisadores, ampliando assim o conhecimento e a visão de
mundo disponível em uma determinada área, e possibilitando o aumento do
financiamento naquele setor. Embora reduzidos em tamanho, os artigos
científicos são estudos completos, pois apresentam os resultados das
pesquisas. Segundo Marconi e Lakatos (2024, p. 90), “os artigos científicos,
Artigo técnico e/ou científico Parte de uma publicação, com autoria
declarada, de natureza técnica e/ou
científica.
Artigo original
 
Parte de uma publicação que apresenta
temas ou abordagens originais.
Artigo de revisão
 
Parte de uma publicação que resume,
analisa e discute informações já publicadas.
Comunicações
 
Apresentações resumidas, que compõem
uma síntese geral e podem ser feitas
enquanto a pesquisa está em
desenvolvimento.
Carta ao editor
 
São expressões de opinião sobre um artigo
publicado na revista que constitui um tema
em discussão na comunidade científica.
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por serem completos, permitem ao leitor, mediante a descrição da
metodologia empregada, do processamento utilizado e dos resultados
obtidos, repetir a experiência”.
Dessa forma, podemos entender que os artigos científicos são textos que
relatam experiências desenvolvidas pelos pesquisadores, em diferentes
áreas do saber e de diferentes maneiras. Ou, ainda, podem ser entendidos
como textos que buscaram referências relevantes para uma determinada
área. “Um artigo científico visa tanto ao comunicar quanto ao compartilhar
com a comunidade científica o processo e o resultado de alguma
investigação” (Santos; Candeloro, 2006, p. 41). Normalmente, essas
pesquisas são publicadas em revistas científicas especializadas naquela
área do conhecimento.
A publicação de um artigo científico passa por diversas etapas; em geral,
percorre a seguinte ordem: seleção da revista, submissão do artigo,
avaliação inicial do editor para verificar se o artigo atende às diretrizes da
revista. Em caso positivo, o artigo passa pelo peer-review (revisão por
pares), em que dois pesquisadores da área vão avaliar o artigo no tocante
ao conteúdo, a fim de verificar a sua relevância para então aceitar o artigo
para publicação, solicitar alguma reformulação ou rejeitar o artigo. Algumas
revistas solicitam que o artigo seja traduzido para uma língua estrangeira,
em geral o Inglês ou Espanhol, o que pode gerar custos para a publicação.
O processo de publicação é frequentemente demorado e raramente decorre
em menos de seis meses entre a submissão e a aceitação para publicação.
Em muitos casos, as revistas mencionam a data de submissão e a de
aceitação quando o artigo é publicado. Além disso, é cada vez mais comum
a disponibilização digital do artigo, ao invés da publicação impressa. Todo
esse processo, embora seja moroso, é necessário para que se assegure a
qualidade dos trabalhos publicados e a relevância dos periódicos (revistas)
no meio acadêmico e científico.
O processo de peer-review pode identificar más posturas na pesquisa
científica. A pressão para a publicação tem ficado cada vez maior. É
necessário que o autor pense na qualidade do seu trabalho, pois isso pode
afetar sua reputação acadêmica. Fraudes, plágios, conflitos de interesse
não divulgados, manipulação de dados, submissões simultâneas de um
mesmo artigo em duas revistas, duplicação de artigos, pode marcar de
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forma negativa a imagem dos pesquisadores. O plágio destaca-se por ser
considerado uma das piores posturas no âmbito da publicação científica. É
preciso que o artigo a ser publicado seja original.
Se o artigo for aceito ou publicado, é importante conhecer, de preferência
antes da submissão, o fator de impacto das revistas. O fator de impacto é
um meio de avaliar a qualidade e relevância das revistas. Esse impacto da
publicação pode ser avaliado por meio de indicadores bibliométricos, para
avaliação dos autores, que se baseiam no número de citações do artigo.
Esses indicadores bibliométricos permitem saber, por exemplo, quais são os
autores mais citados em uma área científica específica e quais revistas têm
o maior impacto em uma determinada área.
Também é possível consultar o Qualis da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes). O Qualis Capes funciona como uma
ferramenta de avaliação de programas de pós-graduação do Brasil e
oferece uma classificação dos periódicos que retratam a produção
intelectual desses programas. Os indicadorescategorizam a qualidade do
periódico e vão de A1 (mais elevado) até C (com peso zero). Para saber a
classificação de um periódico, na Plataforma Sucupira, é possível consultar
pelo International Standard Serial Number (ISSN), pelo título do periódico,
por classificação ou área de avaliação.
Observadas essas questões, precisamos pensar na estrutura do artigo
científico, ou seja, na maneira como ele será organizado e formatado para
sua posterior apresentação ou apreciação pelos pares da revista. Assim, é
imprescindível que estrutura e conteúdo sejam observados e contemplados
no momento de elaboração de um trabalho científico, pois os dois
elementos são partes fundamentais na construção de uma pesquisa
científica. Vamos olhar de uma maneira mais detalhada para a estrutura do
artigo científico.
Estrutura do artigo
Cada etapa da pesquisa possui uma série de critérios e procedimentos a
serem seguidos. É necessário compreender a estrutura de um artigo que
geralmente passa por introdução, metodologia, resultados e discussão. A
norma da ABNT que trata do artigo científico é a NBR 6022 (2018). A norma
apresenta os princípios gerais para a elaboração e apresentação do
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https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf
trabalho. Porém, antes de olharmos especificamente para esses elementos,
precisamos nos atentar para o fato de que, quando vamos submeter o
artigo à aprovação de uma revista, o autor deve seguir as normas editoriais
adotadas pela revista.
Isso se deve ao fato de não existir uma obrigatoriedade na adoção da ABNT
para a normatização dos trabalhos acadêmicos. Dessa forma, as revistas e
até mesmo as universidades podem adotar normas próprias para a
padronização dos trabalhos científicos. Assim, outras normas podem ser
empregadas pelas revistas, como a American Psychological Association
(APA) ou a Vancouver. Feita essa observação, vamos compreender como
se dá a estrutura do artigo, que é composta por elementos pré-textuais,
elementos textuais e elementos pós-textuais.
Quadro 2 | Elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais de um artigo.
Fonte: adaptado de ABNT NBR 6022 (2018).
Elementos pré-textuais
Elementos
textuais
Elementos pós-
textuais
Obrigatórios Opcionais
Título no
idioma do
documento
Autor(es)
Resumo no
idioma do
documento –
conforme a
NBR 6028
Datas de
submissão e
aprovação do
artigo
 
Título em
outro idioma
Resumo em
outro idioma
Identificação
e
disponibilidad
e
 
Introdução
Desenvolvime
nto
(justificativa;
objetivos;
hipóteses e
variáveis)
Resultados e
discussão
Conclusão
 
 
Referências
(NBR 6023) –
Obrigatório
Glossário –
Opcional
Apêndice –
Opcional
Anexos –
Opcional
Agradeciment
os – Opcional
 
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Quando se coletam dados para a pesquisa, é preciso explicar ao leitor
como isso foi feito. Os dados coletados podem ser apresentados em forma
de texto, tabela ou gráficos.
Em relação ao formato, a ABNT (2018, p. 6) recomenda “fonte em tamanho
12 e espaçamento simples, padronizados para todo o artigo. As citações
com mais de três linhas, paginação, notas, legendas e fontes das
ilustrações e tabelas devem ser em tamanho menor e uniforme”.
Precisamos nos atentar para o fato de que essas orientações são
estruturais. Isso quer dizer que o desenvolvimento do conteúdo do artigo, a
maneira como as seções serão articuladas é de total responsabilidade do
pesquisador. Os critérios adotados em uma escrita acadêmica (como:
coesão, coerência, objetividade e clareza) precisam ser observados no
momento de construção do texto para que ele faça sentido e seja aprovado
no momento de avaliação da revista.
A ciência como atividade humana é profundamente afetada pelas
demandas e relações de uma época. A publicação científica deve ser vista
como parte do processo de desenvolvimento da pesquisa. Como a ciência
nos beneficia coletivamente, não se podem esconder os resultados de uma
pesquisa: é necessário divulgá-los para que, assim, tragam inúmeros
retornos práticos à sociedade como um todo.
Eventos acadêmicos
Divulgar o trabalho em um evento é muito importante para qualquer
pesquisador; é uma oportunidade de ter seus estudos debatidos e
conhecidos, o que enriquece sua produção. Da mesma forma, participar de
eventos científicos é parte essencial da vida acadêmica, pois é possível
conhecer outros pesquisadores, ter contato com novas metodologias e
ampliar sua visão a respeito do tema que está sendo debatido. Um evento
científico, como qualquer outro tipo de evento, é um encontro, uma reunião
na qual as pessoas têm a chance de compartilhar interesses, descobertas,
estudos, conhecimentos, além de ser uma oportunidade de divulgar e de
encontrar novidades.
Existem diferentes tipos de eventos, diferentes modalidades, formas de
inscrição e abrangência. Os eventos podem ser realizados de maneira
presencial ou online, tendo a mesma validade. Dependendo do tipo do
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evento, os participantes podem se inscrever como ouvintes, como
apresentadores de trabalhos e, em algumas situações, até mesmo como
coordenadores de mesas de trabalho. Isso depende da finalidade do evento
e da forma como ele foi planejado para acontecer. Os trabalhos a ser
apresentados podem ser resumos, resumos expandidos ou trabalhos
completos; cada evento também determina o tipo de produção que vai
receber.
Assim como acontece com os artigos enviados para periódicos, os
trabalhos enviados para eventos acadêmicos passam por uma avaliação, a
fim de verificar sua relevância e sua aderência ao tema do evento. Se forem
aceitos, em dia e horário definidos pela comissão organizadora, o trabalho
deve ser apresentado para que o participante receba seu certificado.
Normalmente, esses eventos geram publicações dos trabalhos que foram
apresentados ao longo do evento. São os anais do evento.
Os anais de um evento são a coletânea de artigos ou resumos
apresentados; trata-se de uma das partes mais importantes que ficará
registrada. É uma publicação reconhecida, que recebe um número de
registro, validando a sua credibilidade. Os eventos podem ter abrangência
internacional, nacional, regional ou local, e podem ser de diferentes tipos,
como: congressos, convenções, conferências, palestras, jornadas,
encontros, feiras, etc.
 
Vamos Exercitar?
É hora de retomarmos a nossa situação inicial. O departamento de
marketing de uma indústria química quis verificar o efeito da propaganda na
venda de álcool em gel. Como os resultados após a realização da pesquisa
foram positivos, o pesquisador iniciou o processo de publicação dos
resultados buscando os periódicos mais relevantes na área. Qual o principal
critério que o pesquisador deve observar na hora de escolher uma revista a
fim de alcançar esse objetivo?
Após a conclusão da pesquisa, o pesquisador iniciou o processo de
publicação dos seus resultados. Ele resolve buscar na internet as revistas
mais relevantes no tema do artigo em questão. Para avaliar a relevância da
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revista, é possível verificar o fator de impacto ou o Qualis divulgado pela
Capes. Em geral, esse fator de impacto é um índice gerado a partir da
avaliação dos autores já publicados e a quantidade de citações dos artigos
publicados. Além disso, há critérios, como a submissão dos artigos à
revisão por pares, que devem ser observados na hora de escolher uma
revista que preze pela qualidade do conteúdo publicado.
Saiba Mais
1. A apresentação oral também é uma das partesque compõe um
trabalho acadêmico, seja em um evento, na conclusão de um curso de
graduação ou pós-graduação. É uma etapa que exige preparo por
parte do apresentador, para que ele se sinta seguro e consiga
transmitir a mensagem aos ouvintes. Para saber mais sobre a
preparação para uma apresentação oral, leia o texto “Professor dá
dicas sobre como preparar apresentações científicas”, de João Gabriel
Palhares e Kharen Stecca.
2. Um artigo científico é uma produção textual considerada bastante
confiável no meio acadêmico. Isso porque seu processo de elaboração
deve ser bastante rigoroso do ponto de vista científico. Para isso, o
processo de condução da pesquisa e a escrita precisam seguir alguns
passos. Para compreender mais sobre o assunto, leia o artigo: “Dez
passos para produzir artigo científico de sucesso”, de Maurício Gomes
Pereira.
 
Referências Bibliográficas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6022:
Informação e documentação – Artigo em publicação periódica técnica e/ou
científica – Apresentação. 2ª ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTTO, Luciana
Bernardo. Guia prático de monografias, dissertações e teses:
Elaboração e apresentação. 5ª ed. Campinas: Editora Alínea, 2011.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do
trabalho científico: projetos de pesquisa, pesquisa bibliográfica, teses de
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https://jornal.ufg.br/n/145369-professor-da-dicas-sobre-como-preparar-apresentacoes-cientificas
https://jornal.ufg.br/n/145369-professor-da-dicas-sobre-como-preparar-apresentacoes-cientificas
https://www.scielo.br/j/ress/a/TvGzXFrmHzhMf8CKJPd7rXc/?format=pdf
https://www.scielo.br/j/ress/a/TvGzXFrmHzhMf8CKJPd7rXc/?format=pdf
doutorado, dissertações de mestrado, trabalhos de conclusão de curso. 9ª
ed. São Paulo: Atlas, 2024.
SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana. Trabalhos acadêmicos:
uma orientação para a pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: Age,
2006.
SCHEIBEL, Maria Fani; VAISZ, Marinice Langaro. Artigo científico:
percorrendo caminhos para sua elaboração. Canoas: Editora da Ulbra,
2006.
Aula 4
A ÉTICA NA REALIZAÇÃO DAS
PESQUISAS
A ética na realização das pesquisas
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela,
você irá aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional.
Vamos assisti-la? 
 
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
Em algum momento, você já se questionou sobre as possíveis
consequências éticas do uso de animais na pesquisa científica, ou mesmo
sobre os experimentos nazistas com seres humanos? Com base nesses
exemplos, é possível que você tenha considerado que a ciência poderia
estar isenta de princípios éticos; ao menos é o que algumas pessoas
defendem. Na corrida não apenas por um entendimento profundo sobre
doenças emergentes, mas também pelo desenvolvimento de medicamentos
e vacinas, certos protocolos éticos desempenham sua importância na
investigação científica. Além disso, a ética, enquanto campo de
investigação, tem conseguido acompanhar a ciência com o objetivo de
enriquecê-la ao estudar seus potenciais problemas éticos.
Vamos refletir sobre a seguinte questão: um grupo de cientistas está
investigando um tratamento que se mostra muito promissor para a doença
de Alzheimer. Eles estão realizando ensaios clínicos com pacientes que
apresentam a doença (por meio de sorteios, alguns recebem o
medicamento e outros recebem o placebo). A pesquisa é apresentada como
tendo grande potencial para a área da saúde, mas, em determinado
momento, um dos integrantes da pesquisa altera o sorteio do estudo, dando
o medicamento para a esposa de um amigo que apresenta o Alzheimer. De
que forma a atitude desse pesquisador pode ser interpretada? Bons
estudos!
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Vamos Começar!
Será que a ciência é um “tudo vale”, em que reflexões sobre a ética e a
saúde dos indivíduos ou animais de laboratórios não são consideradas?
Será que a ética representa um empecilho para o desenvolvimento pleno da
ciência? Até que ponto devemos estar cientes da importância dos
postulados éticos que norteiam a pesquisa científica? Na corrida não
apenas por um entendimento profundo sobre o surgimento de novas
doenças, mas também pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas,
certos protocolos éticos desempenham sua importância na investigação
científica. Além disso, a ética, enquanto campo de investigação, tem
conseguido acompanhar a ciência com o objetivo de enriquecê-la ao
estudar seus potenciais problemas éticos.
Aqui vale a pena trazermos a definição de ética e moral para
compreendermos a diferença entre os dois conceitos e como o conceito de
ética se aplica no desenvolvimento de pesquisas científicas. Segundo o
dicionário online da língua portuguesa Michaelis (2023), a moral é algo
“relativo às regras de conduta e aos costumes estabelecidos e admitidos
em determinada sociedade”. Dessa forma, entendemos que a moral diz
respeito a um sistema de valores, regras e princípios que rege o
comportamento das pessoas pertencentes a um determinado grupo. A
moral deve ser considerada dentro de um contexto (tempo e espaço), sendo
o sujeito moral aquele que age de acordo com as regras determinadas pelo
grupo a que pertence.
Por sua vez, a ética pode ser definida como o
Ramo da filosofia que tem por objetivo refletir sobre a essência dos
princípios, valores e problemas fundamentais da moral, tais como a
finalidade e o sentido da vida humana, a natureza do bem e do mal,
os fundamentos da obrigação e do dever, tendo como base as
normas consideradas universalmente válidas e que norteiam o
comportamento humano (Michaelis, 2023).
A ética, portanto, pode ser entendida como um conjunto de princípios,
normas, deveres e valores que regem a relação de uma pessoa, um grupo,
de uma organização ou de uma comunidade com o mundo. O sujeito ético é
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aquele que age e faz escolhas dentro de um sistema de valores pessoais e
considerando as normas de um grupo. Dada essa diferenciação,
precisamos compreender que são conceitos que se relacionam dentro dos
contextos nos quais estão inseridos. Vamos pensar nas questões éticas
atreladas às pesquisas científicas.
Ética e ciência
A ética é o princípio norteador da investigação científica, contribuindo não
apenas para a elaboração de pesquisas mais bem executadas, mas
também para que os cientistas mantenham um elevado nível de
responsabilidade com seus projetos. Sem ética, a ciência provavelmente
estaria fadada ao fracasso, pois a preocupação coletiva com a integridade
dos indivíduos, com o manuseio dos dados da pesquisa e com a
imparcialidade na realização da pesquisa seria substituída pelo interesse
individual. A preocupação com a verdade daria cada vez mais espaço para
a necessidade de ganho financeiro elevado. Portanto, uma pesquisa
desprovida de princípios éticos não pode ser considerada uma ciência.
A atitude ética na investigação científica representa o cuidado que os
pesquisadores devem ter ao elaborarem seus projetos de pesquisa, pois
existem órgãos reguladores que avaliam as consequências sobre certos
tipos de estudos que usam animais e seres humanos. Dessa forma, estudos
que possam causar algum tipo de impacto negativo aos participantes
geralmente não são aprovados, especialmente por conta de experiências
relatadas anteriormente em investigações psicológicas. Um exemplo é o
famoso experimento de aprisionamento de Stanford, cujo objetivo era
analisar o comportamentohumano numa sociedade na qual os indivíduos
eram apenas definidos pelo grupo. Esse experimento teve que ser
interrompido bem antes de sua conclusão porque os voluntários começaram
a usar formas de tratamento abusivas com outros participantes, como
violência física e verbal.
A orientação ética na pesquisa científica destaca que o cientista também
deve ter cuidado durante a coleta de dados, de modo a evitar possíveis
contaminações e/ou enviesamento cognitivo, pois poderiam prejudicar a
qualidade do trabalho. Resultados obtidos de forma duvidosa levam ao
desperdício de recursos essenciais, às vezes, dinheiro público, que
poderiam ser usados em pesquisas mais bem projetadas e sem nenhum
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tipo de direcionamento/manipulação. Por essa mesma razão, a replicação
de estudos é vista como uma tarefa fundamental para identificar o risco de
contaminação e enviesamento nos resultados de um estudo individual. A
replicabilidade desses estudos permite ao pesquisador ter certeza de que
os resultados não se devem ao acaso ou a fatores externos que possam ter
interferido neles.
Um cientista deve ser orientado pelos riscos que uma pesquisa malfeita
pode trazer a longo prazo, principalmente em uma sociedade com recursos
escassos que esteja passando pelo enfrentamento de crises econômicas ou
pandemias. A ética revela o nível de responsabilidade do cientista com sua
produção intelectual, de modo que negligenciá-la só contribuirá para a
justificação ideológica de corte orçamentário da pesquisa científica. Pelo
menos, é o pretexto mais frequentemente utilizado por governos
anticientíficos, pois não enxergam a ciência como um investimento vital
para o progresso social, mas como um gasto desnecessário, sob a
desculpa do suposto excesso de fraudes, vieses cognitivos e erros ao longo
da história da ciência.
Siga em Frente...
Cuidados éticos para a realização de uma
pesquisa
A ética científica é um enfoque multidisciplinar que, em conjunto com a
ciência, busca avaliar a plausibilidade da adoção de certos princípios éticos
e normas sociais. Além de campos como a Antropologia, a Psicologia, a
Sociologia ou a História, a ética também estuda a ciência, especialmente,
as normas éticas que vigoram na comunidade científica. Ela estuda ainda o
impacto ético de certos estudos que são feitos com animais e seres
humanos. Além disso, a ética está interessada no comportamento
inadequado durante o desenvolvimento de uma pesquisa, principalmente na
motivação do cientista em fraudar resultados.
Entre os diversos problemas éticos que advêm da atividade científica, três
merecem atenção: a questão do consentimento dos voluntários para o
desenvolvimento de uma pesquisa, o problema da preservação de
identidade e integridade e, por último, a relação entre voluntários e
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pesquisadores no decorrer da investigação científica. Na regulação dessas
relações, atuam os comitês de ética em pesquisas, que avaliam a
viabilidade das pesquisas com o intuito de defender a integridade e
dignidade dos participantes da pesquisa, bem como de contribuir com o seu
desenvolvimento dentro dos padrões éticos (Ministério da Defesa, 2023).
As pesquisas realizadas com seres humanos devem ser submetidas para
avaliação na plataforma Brasil e atender à Resolução CNS nº 466/2012,
seguindo a todos os requisitos nela dispostos a fim de que a pesquisa seja
aprovada para a sua realização. Em relação às pesquisas realizadas com
animas, os projetos devem ser submetidos ao Comitê de Ética no Uso de
Animais (CEUA - INCA) e comissão de biossegurança, e atender ao que
está disposto na Lei 11.794, de 08 de outubro de 2008, que estabelece o
procedimento para uso científico de animais (Ministério da Defesa, 2023).
Os voluntários da pesquisa
Uma pesquisa nunca pode ser realizada sem o consentimento de quem
dela vai participar. O consentimento dos voluntários é imprescindível e
refere-se à autorização prévia de uso de certos dados dos participantes na
pesquisa científica. De outro modo, uma pesquisa que utiliza de forma
indevida dados de seus voluntários sem o consentimento necessário está
violando princípios éticos e, consequentemente, prejudicando a qualidade
da pesquisa.
É de grande importância também o pesquisador ressaltar a voluntariedade
da participação, não sendo o participante obrigado a participar. É preciso
ficar claro que não haverá nenhum tipo de prejuízo, remuneração ou custo
aos participantes e que eles podem se sentir à vontade para desistir da
participação a qualquer momento do processo da pesquisa. Antes da
participação, é solicitado que os participantes assinem um termo de
consentimento livre e esclarecido (TCLE) onde constam todas as
informações sobre a pesquisa e esclarecimentos necessários (Baptista;
Campos, 2016).
Preservação da identidade e integridade
O anonimato dos participantes deve sempre ser preservado, a menos que
haja uma autorização para a divulgação de sua identidade. Assim, é
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necessário se atentar à proteção de informações sensíveis dos
participantes de um estudo. Também se refere ao princípio de que os
participantes devem estar cientes dos riscos envolvidos no estudo do qual
serão voluntários, seja de ordem física ou psicológica – nesse caso, é
importante deixar claros os possíveis riscos trazidos aos voluntários ao se
submeterem ao estudo.
O sigilo das respostas obtidas também deve ser garantido aos participantes.
Mesmo que a pesquisa seja publicada, e esse é objetivo da realização de
pesquisas, não se deve identificar o grupo que participou do estudo
divulgando nome da cidade, da instituição ou qualquer outra informação que
permita a identificação dos participantes (Baptista; Campos, 2016).
A relação entre voluntários e pesquisadores
O problema mais evidente no tocante à relação entre os voluntários e os
pesquisadores é a possível manipulação do comportamento dos voluntários
de acordo com a intenção do cientista de obter um resultado específico em
um estudo clínico. Por exemplo, um voluntário poderia agir de acordo com
as expectativas do pesquisador ao ser submetido a um teste clínico para
investigar a eficácia de algum fármaco. Isso consequentemente enviesaria
os resultados, prejudicando a qualidade da evidência. O voluntário poderia
dizer que, ao ingerir o fármaco testado, ele conseguiu obter os melhores
benefícios à saúde, mesmo que o relato, de fato, não seja verdade.
Portanto, durante a condução de testes clínicos ou outros tipos de
pesquisas, é necessário que os voluntários sejam selecionados de forma
aleatória (randomizados), é necessário também que exista uma
amostragem significativa para ser representativa e, mais ainda, que existam
grupos de controle de placebo (no caso de testes clínicos). Isso é
importante para identificar sobre a eficácia do resultado obtido, se o
fármaco pode ser considerado estatisticamente significativo quando
comparado ao grupo que tomou placebo, por exemplo.
Ética com os dados da pesquisa
A ética também está relacionada à forma como o trabalho científico é
produzido e apresentado na hora da avaliação pelos pares, de modo que
plágios, manipulações de dados estatísticos e falsificações não são
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tolerados quando descobertos pelos revisores. Um trabalho científico
orientado eticamente é original, com dados normalmente refletindo as
consequências reais do estudo. De fato, podem ocorrer casos em que os
revisores independentes encontram falhas, mas um cientista que preza pela
ética buscará corrigir o

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