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REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA 
 
ISSN: 1696-8352 
Page 1 
REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.11, p. 01-24. 2024. 
Planejamento tributário: um estudo de caso em uma empresa de 
comércio 
 
Tax plannig: a case study in a trading company 
 
Planificación tributaria: un estudio de caso en una empresa comercial 
 
DOI: 10.55905/oelv22n11-065 
 
Receipt of originals: 10/04/2024 
Acceptance for publication: 10/30/2024 
 
João Victor Deniz Pedra 
Graduando em Ciências Contábeis 
Instituição: Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) 
Endereço: Cornélio Procópio, Paraná e Brasil 
E-mail: joaovictordenizpedra@gmail.com 
 
Mariana Aparecida Xavier de Mendonça 
Graduanda em Ciências Contábeis 
Instituição: Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) 
Endereço: Cornélio Procópio, Paraná e Brasil 
E-mail: marianaxavier7078@gmail.com 
 
Alessandra Cristina Furlan 
Doutora em Direito Civil 
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) 
Endereço: Cornélio Procópio, Paraná e Brasil 
E-mail: alessandracfurlan@uenp.edu.br 
 
RESUMO 
Este estudo tem como objetivo demonstrar a importância do planejamento tributário para 
empresários que enfrentam impostos elevados e procedimentos complexos, exigindo-se 
implementar estratégias adequadas. Tal planejamento é essencial para otimizar os 
encargos e garantir a conformidade legal, proporcionando uma vantagem competitiva. 
Também conhecido como elisão fiscal, o planejamento visa reduzir os impostos por meio 
da escolha do regime mais adequado, como o Simples Nacional, Lucro Presumido ou 
Lucro Real. O estudo aborda essa prática por meio de um estudo de caso em uma empresa 
de comércio, demonstrando como é possível melhorar a competitividade e a 
sustentabilidade empresarial. Em relação aos procedimentos metodológicos, a pesquisa 
se caracteriza como análise documental e estudo de caso. Os resultados demonstram que 
a implementação do planejamento tributário permite a redução do ônus tributário, 
contribuindo com os resultados econômicos da empresa. 
 
 
 
REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA 
 
ISSN: 1696-8352 
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Palavras-chave: Planejamento, Elisão, Evasão, Tributação. 
 
ABSTRACT 
This study aims to demonstrate the importance of tax planning for businesspeople who 
face high taxes and complex procedures, requiring the implementation of appropriate 
strategies. Such planning is essential to improve expenses and ensure legal compliance, 
providing a competitive advantage. Also known as tax avoidance, planning aims to reduce 
taxes by choosing the most appropriate regime, such as Simples Nacional, Presumed 
Profit, or Real Profit. The study addresses this practice through a case study in a trading 
company, demonstrating how it is possible to improve competitiveness and business 
sustainability. In relation to methodological procedures, the research is characterized as 
documentary analysis and case study. The results demonstrate that the implementation of 
tax planning allows the reduction of the tax burden, contributing to the company's 
economic results. 
 
Keywords: Planning, Elision, Evasion, Taxation. 
 
RESUMEN 
Este estudio tiene como objetivo demostrar la importancia de la planificación fiscal para 
los empresarios que enfrentan altos impuestos y procedimientos complejos, que requieren 
la implementación de estrategias adecuadas. Dicha planificación es fundamental para 
optimizar los cobros y garantizar el cumplimiento legal, proporcionando una ventaja 
competitiva. También conocida como elusión fiscal, la planificación tiene como objetivo 
reducir los impuestos eligiendo el régimen más adecuado, como el Simple Nacional, la 
Ganancia Presunta o la Ganancia Real. El estudio aborda esta práctica a través de un 
estudio de caso en una empresa comercializadora, demostrando cómo es posible mejorar 
la competitividad y la sostenibilidad empresarial. En relación a los procedimientos 
metodológicos, la investigación se caracteriza por ser de análisis documental y estudio de 
caso. Los resultados demuestran que la implementación de la planificación fiscal permite 
la reducción de la carga tributaria, contribuyendo a los resultados económicos de la 
empresa. 
 
Palabras clave: Planificación, Elisión, Evasión, Tributación. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
No atual cenário econômico do Brasil, os empresários enfrentam uma elevada 
carga de impostos e um sistema fiscal complexo, impondo-lhes grandes desafios, o que 
faz indispensável a adesão a estratégias eficazes de planejamento. Essas estratégias visam 
otimizar os encargos e garantir a conformidade legal, tornando-se uma vantagem 
 
 
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competitiva no dinâmico e instigante cenário dos negócios. 
O planejamento tributário apresenta-se como uma atividade empresarial que 
procede de maneira estreitamente preservativa, planejando as ações e os eventos 
administrativos. Além disso, refere-se a um conjunto de sistemas legais que tem por 
objetivo reduzir o recolhimento de tributos, por meio de análise entre os regimes, 
sugerindo-se a melhor opção para a empresa com finalidade de menor ônus tributário por 
meio de medidas legais (Silva, 2019). 
Segundo Crepaldi (2021, p. 14), o planejamento tributário, reconhecido como 
elisão fiscal, é uma medida preventiva que, por meio da complexa legislação brasileira, 
tem como finalidade encontrar procedimentos que permitam reduzir o custo financeiro 
com recolhimento de tributos, transformando-se em algo relevante nas administrações 
empresariais. As grandes empresas normalmente possuem um conselho de planejamento 
composto por um grupo de especialistas com conhecimento em Contabilidade, Direito, 
Legislação Tributária, Administração e Economia. Esse grupo procura as possibilidades 
de ter o melhor resultado diante da alta carga de impostos existente no país. 
Em um ambiente de negócios em constante evolução, tal planejamento 
transformou-se em um recurso de extrema importância para as empresas, por conta da 
difícil legislação brasileira, constituída tanto por diversidade de leis quanto pelas suas 
incessantes modificações. Observa-se que os gestores têm dificuldades para interpretar 
completamente as informações, além de manterem-se atualizados diante da legislação 
relacionada às múltiplas influências na gestão empresarial (Silva, 2019, p. 111). 
A situação atual do Brasil, destacada pela alta carga de impostos e pela 
complexidade das leis fiscais, não raras vezes leva empresários e sociedades empresárias 
a entrar em recuperação judicial ou falência, com dívidas fiscais altíssimas. No atual 
cenário, o contador e o planejamento surgem como ferramenta fundamental para 
minimização desse tipo de ônus, sendo de forma adequada, preservando a organização de 
possíveis transtornos com o fisco (Fernandes, 2017, p. 90). 
Diante desse contexto, o artigo é orientado com a seguinte questão de pesquisa: 
como as empresas de comércio podem otimizar sua carga de impostos por meio de 
planejamento tributário, considerando as especificidades de cada regime? O artigo 
 
 
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objetiva demonstrar a relevância do planejamento, por meio de um estudo de caso em 
uma empresa de comércio, evidenciando a melhor opção entre os regimes Simples 
Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real e de modo a evidenciar os melhores resultados 
econômicos. 
A importância da pesquisa é demonstrar uma visão abrangente e prática sobre o 
planejamento, que pode ser uma ferramentaestratégica para diminuição de custos 
empresariais dentro dos limites legais estabelecidos e, de modo consequente, melhorar a 
competitividade e a sustentabilidade no mercado. 
A apresentação das informações da pesquisa é estruturada em quatro seções: a 
primeira refere-se à introdução; a segunda apresenta o referencial teórico, abordando o 
conceito do planejamento tributário e os regimes Simples Nacional, Lucro Presumido e 
Lucro Real. Na sequência, na terceira seção, são detalhados os procedimentos 
metodológicos; a quarta expõe os resultados e a discussão. Enfim, as considerações finais 
sintetizam os resultados da investigação realizada. 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Com o intuito de aprofundar a compreensão sobre a temática do estudo, a presente 
seção discorre sobre os conceitos de elisão fiscal e evasão fiscal. Em seguida, são 
abordados os regimes tributários, sendo eles: Simples Nacional, Lucro Presumido e o 
Lucro Real 
 
2.1 ELISÃO FISCAL 
 
Para compreender e aprofundar a significância do planejamento tributário nas 
empresas, é essencial diferenciar elisão fiscal e evasão fiscal. Esclarece-se assim que, para 
as empresas, a elisão fiscal consiste em uma prática legal que visa diminuir o ônus por 
meio de planejamento, estratégias e técnicas fiscais, sendo estas ações conforme o 
arcabouço legal vigente no país. 
Segundo Machado (2019, p. 58), no contexto do Direito Tributário, identificam-
 
 
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se os seguintes conceitos: elisão (ou elusão), evasão, fraude fiscal, sonegação e 
planejamento tributário. Elisão é uma execução do contribuinte para minimizar ou anular 
o ônus de forma lícita. Trata-se de redução de impostos alcançada por interpretação 
razoável da lei. Ocorre antes da realização do fato gerador, que resulta na obrigação de 
pagar um tributo no mundo fenomênico. 
Conforme observado por Netto (2017, p. 149), elusão ou elisão são contextos a 
serem empregados sempre que o agente, operando um instrumento incomum, evita que o 
imposto normalmente seria aplicado. A expressão economia fiscal será sempre guardada 
para ações sem a utilização de instrumento jurídico organizacional. 
Netto (2017, p. 153), ao destacar a fluidez dos termos e conceitos característicos 
da figura da elisão, ensina que em vários sistemas tributários se diferenciam a elisão 
aceitável da elisão inaceitável, referindo-se à primeira como redução de impostos, 
mitigação ou economia de tributo. A elisão inaceitável é obtida por meio de processos 
que aparentam ser genuínos e lícitos, mas que na realidade abrangem desonestidade, 
abuso de direito, simulação, fraude e assim violam a lei indiretamente. 
De acordo com Torres (2013, p. 15), o desafio da elisão fiscal está interligado ao 
das posições teóricas fundamentais em relação à interpretação do Direito Tributário. Com 
base na autonomia da vontade, o positivismo normativista e conceptualista defende que 
o planejamento fiscal tem possibilidades ilimitadas, e que a elisão será sempre lícita 
quando realizada por meio de instrumentos jurídicos válidos. 
Ainda segundo Torres (2013, p. 15), “A jurisprudência dos valores e o pós-
positivismo aceitam o planejamento fiscal como forma de economizar imposto, desde que 
não haja abuso de direito. Só a elisão abusiva ou o planejamento inconsistente se tornam 
ilícitos.” Esse entendimento reforça a prática dentro dos limites legais e de boa-fé, 
evitando abusos que possam caracterizar evasão ou fraude. 
Portanto, a partir dos conceitos aplicados, a elisão fiscal traduz uma ferramenta 
muito importante para os gestores, quando utilizada de forma lícita e planejada. O seu 
emprego correto garante não apenas a conformidade legal, mas também uma vantagem 
competitiva sustentável para as empresas. 
 
 
 
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2.2 EVASÃO FISCAL 
 
A evasão fiscal é sinônimo de sonegação fiscal e envolve formas de reduzir a carga 
tributária ou até mesmo de evitar o recolhimento devido ao fisco, utilizando-se condutas 
de má-fé consideradas práticas ilícitas. Ela é uma maneira de escapar das obrigações 
fiscais legalmente impostas e, como ato de sonegar, constitui crime contra a ordem 
tributária, conforme previsto na Lei no 8.137/1990. 
Segundo os ensinamentos do doutrinador Machado (2010, p. 51), a expressão 
evasão refere-se à fuga das obrigações fiscais para evitar o pagamento dos tributos. Tendo 
amplo sentido, inclui atos lícitos e ilícitos, podendo também ser qualitativo ‘lícito’ ou 
‘legítimo’ designando apenas a evasão que não viola a lei. 
O professor Coêlho discute sobre a temática de elisão e evasão fiscal, expondo 
sobre seus atos lícitos e ilícitos: 
 
Tanto na evasão comissiva ilícita como na elisão fiscal existe uma ação do 
contribuinte, intencional, com o objetivo de não pagar ou pagar tributo a 
menor. As diferenças: (a) a natureza dos meios empregados. Na evasão ilícita 
os meios são sempre ilícitos (haverá fraude ou simulação de fato, documento 
ou ato jurídico. Quando mais de um agente participar dar-se-á o conluio). Na 
elisão os meios são sempre lícitos porque não vedados pelo legislador; (b) 
também, o momento da utilização desses meios. Na evasão ilícita a distorção 
da realidade ocorre no momento em que ocorre o fato jurígeno-tributário (fato 
gerador) ou após sua ocorrência (Coêlho, 1998, p. 174). 
 
Então, pode-se considerar que a elisão fiscal consiste no planejamento antes da 
efetiva execução de forma lícita, enquanto a evasão fiscal envolve a realização do ato 
ilícito, de modo que o contribuinte a faz com objetivo de obter benefícios indevidos ou 
omitir informações para evitar o pagamento de tributos. 
Na perspectiva de Torres, a evasão não é necessariamente ilícita: o contribuinte 
pode evitar o pagamento dos tributos sem ferir a lei, desde que seja antes do fato gerador, 
pois após o ato é considerado sonegação ou evasão ilícita. Segundo o autor: 
 
O tema evasão fiscal é ambíguo: a) pode significar a pura economia do 
imposto, por ausência do fato gerador, como ocorre no caso em que o 
contribuinte deixa de fumar para não pagar tributo; b) ou pode ter o sentido de 
 
 
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evasão ilícita, que constitui também crime contra a ordem tributária. (Torres, 
2013, p.123). 
 
Seguindo o posicionamento de Oliveira (2021, p. 621-623), a evasão seria um 
planejamento inválido, pois o fato gerador não é evitado, e sim gera a tentativa de burlar 
e não cumprir a legislação. Como faz com que haja a fuga das obrigações tributárias, a 
evasão fiscal, além de uma prática ilegal, o ato viola a exigência constitucional da 
isonomia ao comparar com as demais empresas que se encontram em idêntica situação. 
Afirma o estudioso que o sistema fiscal permite a organização visando benefícios fiscais, 
desde que as ações sejam legítimas e estejam previstas em lei. 
Em poucas palavras, enquanto a elisão fiscal é uma prática lícita e aceitável, a 
evasão fiscal evidencia uma infração prejudicial à arrecadação tributária e cria 
desigualdade no sistema fiscal. A compreensão dessas diferenças se mostra essencial para 
garantir o cumprimento das obrigações, bem como preservar a integridade do sistema 
fiscal. 
 
2.3 REGIME TRIBUTÁRIO: SIMPLES NACIONAL 
 
Conforme a Lei Complementar n.º 123 (14/12/2006), o Simples Nacional consiste 
em um regime que proporciona tratamento diferenciado e simplificado, destinado às 
microempresas e empresas de pequeno porte, em todos os entes federados: União, 
Estados,Distrito Federal e Municípios. Nos termos do art. 3º, são classificadas como 
microempresas as empresas que obtêm uma receita bruta anual igual ou inferior a R$ 
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e como empresas de pequeno porte aquelas 
em que a receita bruta anual seja superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) 
e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). 
No Simples Nacional, o recolhimento é realizado mensalmente. Esse regime 
proporciona uma carga de tributos reduzida e uma unificação dos impostos e 
contribuições, resultando em apenas uma guia para pagamento contendo: IRPJ, IPI, 
CSLL, Cofins, PIS/PASEP, ICMS, ISS e a Contribuição para a Seguridade Social 
destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP), por meio do Documento 
 
 
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de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), conforme estabelecido na Lei 
Complementar n.º 123, art. 13, incisos I a VIII. 
O valor de cada tributo é dado após a aplicação de alíquota efetiva, multiplicada 
pelo percentual de repartição constante dos Anexos I a V da Lei Complementar. A 
apuração do Simples Nacional é realizada utilizando o cálculo da alíquota efetiva, 
determinada pela seguinte fórmula: 
 
§ 1º A. A alíquota efetiva é resultado de: 
RBT12 x Aliq − PD 
RBT12
 em que: 
I - RBT12: receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de 
apuração; 
II - Aliq: alíquota nominal constante dos Anexos I a V desta Lei 
Complementar; 
III - PD: parcela a deduzir constante dos Anexos I a V desta Lei Complementar. 
(BRASIL, 2006, Art 18 § 1ºA incisos I, II e III). 
 
As alíquotas variam conforme o ramo de atividade e os valores de faturamento, 
sendo divididas em cinco anexos. A Tabela 1 demonstra o Anexo 1, que é destinado às 
empresas de comercialização, o Anexo II às empresas de industrialização e os Anexos III, 
IV e V às empresas de serviços: 
 
Tabela 1 - Anexo I – Comércio 
 
Fonte: Elaborada pelos próprios autores, com base na Lei Complementar nº 123 (14/12/2006). 
 
 
 
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Tabela 2 - Anexo II - Indústria 
 
Fonte: Elaborada pelos próprios autores, com base na Lei Complementar nº 123 (14/12/2006). 
 
Tabela 3 - Anexo III - Receitas de locação de bens móveis e de prestação de serviços 
 
Fonte: Elaborada pelos próprios autores, com base na Lei Complementar nº 123 (14/12/2006). 
 
Tabela 4 - Anexo IV - Receitas decorrentes da prestação de serviços relacionados no § 5 o-C do art. 18 
desta LC 
 
Fonte: Elaborada pelos próprios autores, com base na Lei Complementar nº 123 (14/12/2006). 
 
 
 
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Tabela 5 - Anexo V - Receitas decorrentes da prestação de serviços relacionados no § 5 o-I do art. 18 
desta LC 
 
Fonte: Elaborada pelos próprios autores, com base na Lei Complementar nº 123 (14/12/2006). 
 
Conforme as tabelas 1 a 5 apresentadas, cada uma é dividida em seis faixas. Com 
base no faturamento dos últimos doze meses, é determinada a faixa em que a empresa 
enquadra, o que define a alíquota nominal aplicável, para que assim possam ser realizados 
os cálculos da alíquota efetiva para o mês. As faixas e alíquotas auxiliam as empresas a 
compreenderem melhor o impacto dos impostos conforme o próprio faturamento e o setor 
de atuação. 
Por possuir uma menor carga e um regime simplificado, o Simples Nacional é o 
mais adotado pelas empresas. Segundo o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), em 
um levantamento realizado pela Receita Federal, em março de 2024, revelou-se que mais 
de 650 mil micro e pequenas empresas aderiram ao Simples Nacional apenas neste ano. 
Com isso, o total de empresas optantes chegou a 22 milhões. 
Logo, por se tratar de um regime mais simplificado, muitos empresários optam 
pelo Simples Nacional que, além de ser um sistema mais vantajoso para os micro e 
pequenos empreendedores, pode ser facilmente administrado, com seu sistema unificado 
de impostos e também por ter uma menor carga tributária. 
 
2.4 REGIME TRIBUTÁRIO: LUCRO PRESUMIDO 
 
Aos empresários que excedam os limites de faturamento estabelecidos pelo 
Simples Nacional, a alternativa será o regime de Lucro Presumido ou o regime Lucro 
 
 
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Real. 
O regime tributário Lucro Presumid utiliza uma estimativa de lucro, na qual o 
Imposto sobre Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro 
Líquido (CSLL) são apurados com base na margem de lucro pré-fixada pela lei. Segundo 
Henrique (2023), trata-se de método de tributação que utiliza apenas as receitas da 
empresa para apuração do resultado tributável, o IR e a CSLL. 
Ao implementar o Lucro Presumido, que é uma opção facultativa para 
determinadas pessoas jurídicas, estabelece o art.13, e parágrafos 1° e 2° da Lei no 
9.718/98: 
 
Art. 13. A pessoa jurídica cuja receita bruta total no ano-calendário anterior 
tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) 
ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo 
número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 
(doze) meses, poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro 
presumido. (Redação dada pela Lei nº 12.814, de 2013) (Vigência). 
§ 1 ° A opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em 
relação a todo o ano-calendário. 
§ 2 ° Relativamente aos limites estabelecidos neste artigo, a receita bruta 
auferida no ano anterior será considerada segundo o regime de competência ou 
de caixa, observado o critério adotado pela pessoa jurídica, caso tenha, naquele 
ano, optado pela tributação com base no lucro presumido. 
 
Para a apuração do Imposto de Renda, deve-se pegar o valor da receita e 
multiplicá-la pelo percentual de presunção de 8% venda de mercadorias e 32% serviços. 
Em seguida, deve-se aplicar a alíquota de 15% sobre os ganhos de capital e outras receitas, 
como locação de imóveis, juros recebidos e descontos obtidos, entre outras. Se o 
faturamento trimestral ultrapassar R$ 60.000,00, haverá incidência da alíquota adicional 
de 10% do Imposto de Renda sobre o valor excedente (Oliveira, 2013, p. 58). 
A apuração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido será feita da mesma 
maneira que a apuração do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas. Para determinar a 
base de cálculo da CSLL, usa-se o valor da receita no final do trimestre, aplicando a 
alíquota de presunção de 12% venda de mercadorias e 32% serviços. O resultado 
adquirido soma-se com o valor das aplicações financeiras de renda fixa e aos ganhos de 
capital provenientes da alienação de bens, uma vez que estes não fazem parte do objeto 
 
 
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social da empresa. Caso o resultado seja positivo, será acrescentado no Lucro Presumido 
e tributado diretamente à alíquota de 9% (Barth, 2014, p. 50 e 51). 
Conforme o art. 600 do Decreto n.º 9.580 de 2018, a pessoa jurídica optante pelo 
regime de tributação do Lucro Presumido deverá cumprir diversas obrigações acessórias. 
Ou seja, é necessário manter a escrituração contábil comercial, o Livro de Registro 
Inventário (em que deverão constar registradosos estoques existentes no término do ano-
calendário), os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem 
como documentos e demais papéis, que servem de base de escrituração comercial e fiscal. 
Tal documentação deve seguir em boa guarda e em ordem, enquanto não decorrido o 
prazo de decadência e não prescritas eventuais pretensões/ações que lhes sejam 
pertinentes. 
Portanto, a finalidade do regime tributário Lucro Presumido é facilitar o 
pagamento do IR, evitando-se a necessidade de recorrer à complexa apuração do Lucro 
Real, que requer uma contabilidade eficaz, com capacidade de apurar o resultado até o 
último dia útil do mês seguinte ao encerramento do trimestre. 
A seguir, será explorado detalhadamente o regime tributário Lucro Real, 
abordando-se os detalhes, as vantagens e a forma de apuração. 
 
2.5 REGIME TRIBUTÁRIO: LUCRO REAL 
 
O Lucro Real consiste em um regime mais complexo em comparação ao Lucro 
Presumido e ao Simples Nacional. Neste regime, os impostos PIS/Pasep, Cofins, IPI e 
ICMS são apurados mensalmente, enquanto o IRPJ e CSLL podem ser recolhidos de 
forma trimestral ou anual, conforme estabelecido na Lei n.º 9.430, de dezembro de 1996. 
A base de cálculo do IRPJ e CSLL é obtida a partir da apuração do lucro líquido, com as 
adições, exclusões e compensação de prejuízos, tendo a necessidade de realizar o 
levantamento do balanço patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício 
(DRE) e da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA). 
A maior diferença entre os regimes Lucro Real e o Presumido encontra-se na 
apuração do IRPJ e CSLL, apesar de as alíquotas não apresentarem variações. No Lucro 
 
 
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Presumido, a base de cálculo é determinada por uma presunção aplicada sobre a receita 
bruta do trimestre, e no Lucro Real, as alíquotas são aplicadas no lucro líquido do período, 
podendo ser recolhido de forma trimestral ou anual. Ademais, permite a utilização de 
prejuízos acumulados, e caso não haja lucro, não haverá imposto a recolher. 
O ICMS é um imposto estadual apurado conforme a legislação de cada estado, 
calculado pelo regime não cumulativo de tributação, no qual pode se apropriar dos 
créditos incidentes nas entradas de mercadorias. O PIS e a Cofins são impostos federais 
que também são calculados no regime não cumulativo e têm incidência mensal, sendo 
suas alíquotas maiores que no Lucro Presumido: 1,65% para o PIS e 7,6% para a Cofins. 
Infere-se que, no Lucro Real, há uma maior complexidade em sua operação, pois 
a contabilidade deve estar sempre fazendo os registros quanto antes para realizar a 
apuração dos impostos. Mesmo com as exigências, ele acaba por ser mais vantajoso para 
algumas empresas por ter impostos com incidência não cumulativa, como o ICMS, PIS, 
COFINS, entre outros, podendo assim aproveitar os créditos destes impostos. 
 
3 METODOLOGIA 
 
O objeto do trabalho reside nas empresas de comércio, analisadas sob a 
perspectiva do planejamento tributário. Para o estudo de caso, escolheu-se a empresa X, 
localizada no Norte do Paraná, a qual tem como principal atividade a venda de sapatos. 
A escolha da empresa X decorreu de sua representatividade no comércio local, assim 
como pela relevância da atividade econômica para a região. 
Segundo Gil (2007, p. 54), o estudo de caso é amplamente usado nas Ciências 
Sociais. Um estudo de caso pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem 
definida, como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa ou uma 
unidade social. Ele tenciona conhecer em profundidade o como e o porquê de uma 
determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o 
que há nela de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir sobre 
o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. 
Os instrumentos de coleta de dados abrangem a análise documental. A mesma 
 
 
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forneceu informações fundamentais sobre a legislação tributária, os conceitos tratados na 
pesquisa e materiais que permitiram averiguar o impacto de cada regime tributário, 
oferecendo uma base sólida para a tomada de decisão. A investigação foi feita com dados 
reais suficientes para se obter a apuração nos três regimes tributários. 
De acordo com Gil (2007, p. 66), “A pesquisa documental assemelha-se muito à 
pesquisa bibliográfica. A única diferença entre ambas está na natureza das fontes”. 
Segundo Gil, a pesquisa bibliográfica utiliza principalmente as contribuições de diversos 
autores sobre um tema específico, enquanto a pesquisa documental se baseia em materiais 
que ainda não foram analisados ou que podem ser reinterpretados conforme os objetivos 
da investigação. 
Expostas as breves considerações a respeito da metodologia empregada na 
pesquisa, passa-se ao estudo de caso. 
 
3.1 BREVE HISTÓRICO DA EMPRESA X E CARACTERÍSTICAS DA REGIÃO 
 
A empresa X está localizada em um município no Norte do Paraná, uma região 
em pleno desenvolvimento econômico, destacada pelo crescimento dos comércios locais. 
O município é conhecido pela economia diversificada, com forte presença de pequenas e 
médias empresas voltadas para o comércio varejista, que atende tanto a população local 
quanto a de cidades vizinhas. 
A localização estratégica da cidade também facilita o acesso a grandes centros 
urbanos, o que amplia o potencial de mercado para empresas voltadas ao comércio 
varejista, como a venda de calçados. 
 
3.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE A EMPRESA X 
 
A empresa X foi fundada há aproximadamente vinte anos, visando ser uma fonte 
sustentável de renda. A loja oferece diversidade de marcas e modelos, atendendo a 
diferentes perfis de clientes, desde linhas mais acessíveis até produtos de alto padrão. 
Desde o início das atividades, a empresa tem estabelecido um atendimento de alto 
 
 
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padrão, diferenciado, garantindo a qualidade do atendimento e a variedade de produtos, 
o que tem permitido à empresa crescer de forma consistente e se consolidar como uma 
das principais opções no setor de calçados da região. 
 
3.3 PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS 
 
A coleta de dados para a pesquisa aconteceu por meio de visita à loja da empresa 
X, onde foi conduzida uma conversa dialogada com os responsáveis pelo negócio. 
Durante a visita, foi abordado como surgiu a empresa, o funcionamento da loja, as 
estratégias de vendas e o perfil dos clientes. Assim, o diálogo permitiu a obtenção de 
respostas detalhadas, bem como uma visão mais próxima das operações cotidianas da 
empresa. 
Ademais, as informações financeiras da empresa, essenciais para a análise 
tributária, foram fornecidas por um escritório de contabilidade responsável pela gestão 
contábil da empresa X. Os dados financeiros foram enviados pelo escritório e incluíam 
relatórios detalhados sobre faturamento, despesas e demais informações relevantes para 
o estudo. 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
4.1 RESULTADOS NO SIMPLES NACIONAL 
 
O Simples Nacional é o regime mais popular entre micro e pequenos 
empreendedores, porém muitos ainda questionam se é realmente a melhor e mais 
vantajosa escolha para as suas empresas. Por isso, a importância de um planejamento 
tributário adequado se destaca, permitindo que o empresário possa otimizar os custos, 
identificar oportunidades de investimento e impulsionar o crescimento do negócio. 
A empresa X se enquadra no AnexoI, no ramo de venda de calçados. Para as 
análises, considera-se que a empresa X está no primeiro ano de atividade, o que permitirá 
definir com precisão os valores da receita bruta dos últimos doze meses (RBT12). A 
 
 
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comparação entre os regimes tributários será realizada com base no último trimestre de 
2023. 
 
Tabela 6 - Apuração Simples Nacional 
ERÍODO RECEITA RBT12 ALÍQUOTA DEDUZIR DAS 
jan./23 R$ 117.346,36 R$ 1.408.156,32 10,70% R$ 22.500,00 R$ 10.681,06 
fev./23 R$ 192.245,26 R$ 1.408.156,32 10,70% R$ 22.500,00 R$ 17.498,48 
mar./23 R$ 222.720,95 R$ 1.857.549,72 14,30% R$ 87.300,00 R$ 21.381,79 
abr./23 R$ 199.939,95 R$ 2.129.250,28 14,30% R$ 87.300,00 R$ 20.393,81 
mai./23 R$ 360.529,39 R$ 2.196.757,56 14,30% R$ 87.300,00 R$ 37.228,12 
jun./23 R$ 346.529,39 R$ 2.622.676,58 14,30% R$ 87.300,00 R$ 38.018,92 
jul./23 R$ 298.648,74 R$ 2.878.622,60 14,30% R$ 87.300,00 R$ 33.649,65 
ago./23 R$ 258.296,21 R$ 2.979.360,07 14,30% R$ 87.300,00 R$ 29.367,87 
set./23 R$ 120.856,31 R$ 2.994.384,38 14,30% R$ 87.300,00 R$ 13.758,94 
out./23 R$ 156.235,96 R$ 2.822.816,75 14,30% R$ 87.300,00 R$ 17.509,90 
nov./23 R$ 342.865,56 R$ 2.728.018,22 14,30% R$ 87.300,00 R$ 38.057,65 
dez./23 R$ 384.769,25 R$ 2.854.051,72 14,30% R$ 87.300,00 R$ 43.252,65 
 R$ 3.000.983,33 R$ 320.798,83 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Conforme a Tabela 6, com base no Anexo I do Simples Nacional, em janeiro a 
empresa se encontra na quarta faixa, com uma alíquota de 10,70%. No entanto, a partir 
de março, sua receita acumulada nos últimos doze meses ultrapassa o limite da quarta 
faixa, passando a se enquadrar na quinta faixa, com uma alíquota de 14,30%, já que a 
receita está entre R$ 1.800.000,01 e R$ 3.600.000,00. Como resultado, ocorre um 
aumento no valor do imposto nos meses seguintes. 
 
Tabela 7 - Apuração Simples Nacional - 4º Trimestre 
PERÍODO RECEITA RBT12 ALÍQUOTA DEDUZIR DAS 
out./23 R$ 156.235,96 R$ 2.822.816,75 14,30% R$ 87.300,00 R$ 17.509,90 
nov./23 R$ 342.865,56 R$ 2.728.018,22 14,30% R$ 87.300,00 R$ 38.057,65 
dez./23 R$ 384.769,25 R$ 2.854.051,72 14,30% R$ 87.300,00 R$ 43.252,65 
TOTAL R$ 883.870,77 R$ 98.820,19 
Fonte: dados da pesquisa 
 
 
 
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Na Tabela 7, observam-se com maior clareza os dados do último trimestre de 
2023, no qual a somatória das receitas no período alcançou oitocentos e oitenta e três mil, 
oitocentos e setenta reais e setenta e sete centavos. Após a apuração do imposto, o valor 
total do DAS referente aos últimos meses foi de R$ 98.820,19 (noventa e oito mil, 
oitocentos e vinte reais e dezenove centavos). 
 
4.2 RESULTADOS NO LUCRO PRESUMIDO 
 
No regime de Lucro Presumido, há impostos que devem ser apurados de forma 
mensal e outros de forma trimestral. Caso a empresa X optasse pelo referido regime de 
apuração, ter-se-iam as seguintes demonstrações tributárias. 
 
Tabela 8 - Apuração Lucro Presumido - Impostos trimestrais 
PERÍODO RECEITA PRES. IRPJ ALIQ. IRPJ PRES. CSLL ALIQ. CSLL 
jan./23 R$ 117.346,36 
fev./23 R$ 192.245,26 8,00% 15,00% 12,00% 9,00% 
mar./23 R$ 222.720,95 
1º Trimestre R$ 532.312,57 R$ 42.585,01 R$ 6.387,75 R$ 63.877,51 R$ 5.748,98 
abr./23 R$ 199.939,95 
mai./23 R$ 360.529,39 8,00% 15,00% 12,00% 9,00% 
jun./23 R$ 346.529,39 
Adicional 10,00% R$ 12.559,90 R$ 1.255,99 
2º Trimestre R$ 906.998,73 R$ 72.559,90 R$ 10.883,98 R$ 108.839,85 R$ 9.795,59 
jul./23 R$ 298.648,74 
ago./23 R$ 258.296,21 8,00% 15,00% 12,00% 9,00% 
set./23 R$ 120.856,31 
3º Trimestre R$ 677.801,26 R$ 54.224,10 R$ 8.133,62 R$ 81.336,15 R$ 7.320,25 
out./23 R$ 156.235,96 
nov./23 R$ 342.865,56 8,00% 15,00% 12,00% 9,00% 
dez./23 R$ 384.769,25 
Adicional 10,00% R$ 10.709,66 R$ 1.070,97 
4º Trimestre R$ 883.870,77 R$ 70.709,66 R$ 10.606,45 R$ 106.064,49 R$ 9.545,80 
TOTAL IRPJ R$ 38.338,76 CSLL R$ 32.410,62 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Os impostos recolhidos trimestralmente são o Imposto sobre a Renda das Pessoas 
 
 
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Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Na Tabela 8, os 
cálculos foram feitos considerando uma presunção de lucro de 8% para o IRPJ, com uma 
alíquota de 15%, e presunção de 12% para a CSLL, com uma alíquota de 9%. As alíquotas 
são aplicadas após o cálculo da presunção. Nota-se que, nos trimestres dois e quatro, 
houve a necessidade de apurar o adicional, que é um acréscimo de dez por cento sobre a 
diferença que ultrapassou o limite líquido da presunção de R$ 20.000,00 (vinte mil reais). 
 
Tabela 9 - Apuração Lucro Presumido - Impostos mensais 
PERÍODO RECEITA PIS 0,65% COFIS 3% ICMS 12% 
jan./23 R$ 117.346,36 R$ 762,75 R$ 3.520,39 R$ 5.984,66 
fev./23 R$ 192.245,26 R$ 1.249,59 R$ 5.767,36 R$ 9.804,51 
mar./23 R$ 222.720,95 R$ 1.447,69 R$ 6.681,63 R$ 11.358,77 
abr./23 R$ 199.939,95 R$ 1.299,61 R$ 5.998,20 R$ 10.196,94 
mai./23 R$ 360.529,39 R$ 2.343,44 R$ 10.815,88 R$ 18.387,00 
jun./23 R$ 346.529,39 R$ 2.252,44 R$ 10.395,88 R$ 17.673,00 
jul./23 R$ 298.648,74 R$ 1.941,22 R$ 8.959,46 R$ 15.231,09 
ago./23 R$ 258.296,21 R$ 1.678,93 R$ 7.748,89 R$ 13.173,11 
set./23 R$ 120.856,31 R$ 785,57 R$ 3.625,69 R$ 6.163,67 
out./23 R$ 156.235,96 R$ 1.015,53 R$ 4.687,08 R$ 7.968,03 
nov./23 R$ 342.865,56 R$ 2.228,63 R$ 10.285,97 R$ 17.486,14 
dez./23 R$ 384.769,25 R$ 2.501,00 R$ 11.543,08 R$ 19.623,23 
TOTAL R$ 19.506,39 R$ 90.029,50 R$ 153.050,15 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Os impostos apurados mensalmente incluem o Programa de Integração Social 
(PIS) com alíquota de 0,65%, a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social 
(COFINS) com alíquota de 3% e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de 
Mercadorias (ICMS) com alíquota de 12%. Foram considerados os créditos de ICMS 
relacionados às compras de mercadorias destinadas à venda, os valores serão 
demonstrados ao longo das tabelas. 
 
 
 
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Tabela 10 - Apuração Lucro Presumido - 4º Trimestre 
4º Tri RECEITA IRPJ CSLL PIS COFIS ICMS FOLHA 
out./23 156.235,96 R$ 1.874,83 R$ 1.687,35 R$ 1.015,53 R$ 4.687,08 R$ 7.968,03 R$ 7.665,15 
nov./23 R$ 342.865,56 R$ 4.114,39 R$ 3.702,95 R$ 2.228,63 R$ 10.285,97 R$ 17.486,14 R$ 7.665,15 
dez./23 R$ 384.769,25 R$ 5.688,20 R$ 4.155,51 R$ 2.501,00 R$ 11.543,08 R$ 19.623,23 R$ 15.003,93 
 R$ 883.870,77 R$ 11.677,42 R$ 9.545,80 R$ 5.745,16 R$ 26.516,12 R$ 45.077,41 R$ 30.334,23 
TOTAL R$ 128.896,14 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Com base nos dados da Tabela 10, visualizam-se mais facilmente os valores do 
quarto trimestre que seriam pagos no regime em tela. Os valores da folha de pagamento 
do último trimestre foram de R$ 81.325,00 (oitenta e um mil, trezentos e vinte e cinco 
reais), para cálculo dos encargos, calculou-se aplicando a alíquota de 37,50%. Após 
realizar a somatória do quarto trimestre, chega-se ao total de R$ 128.896,14 (cento e vinte 
e oito mil, oitocentos e noventa e seis reais e quatorze centavos), que seriam os valores a 
serem pagos pelo empresário. 
 
4.3 RESULTADOS NO LUCRO REAL 
 
No regime de Lucro Real, a apuração pode ser feita de duas maneiras: Real 
Trimestral e Real Anual. Para efeitos de comparativos, utiliza-se o Real Trimestral. 
 
Tabela 11 - Apuração Lucro Real - Tributos 
 DÉBITO CRÉDITO A PAGAR 
ICMS R$ 106.064,49 R$ 60.987,08 R$ 45.077,41PIS R$ 14.583,87 R$ 8.385,72 R$ 6.198,14 
COFINS R$ 67.174,18 R$ 38.625,15 R$ 28.549,03 
 R$ 187.822,54 R$ 107.997,96 R$ 79.824,58 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Os dados apresentados mostram os valores do ICMS, PIS e COFINS sobre o 
faturamento, após a compensação dos créditos provenientes das entradas, resultando no 
valor a pagar. As alíquotas de PIS e COFINS no regime não cumulativo são diferentes, 
sendo 1,65% e 7,6%, respectivamente. 
 
 
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Tabela 12 - Apuração Lucro Real - 4º Trimestre 
Demonstração do Resultado do Exercício 
 Receita com Venda de Mercadorias R$ 883.870,77 
(-) Impostos sobre vendas R$ 187.822,54 
(-) CMV (Custo da Mercadoria Vendida) R$ 508.225,69 
= Lucro Operacional Líquido R$ 187.822,54 
(-) Despesas administrativas e gerais R$ 6.000,00 
(-) Folha de pagamento R$ 81.325,00 
(-) INSS patronal R$ 30.334,23 
= Lucro antes do IR e CS R$ 70.163,31 
(-) Imposto de renda R$ 11.540,83 
(-) CSLL R$ 6.314,70 
= Lucro R$ 52.307,79 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Conforme a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresentada na 
tabela 12, identifica-se que a apuração do IRPJ e da CSLL é realizada apenas após a 
determinação do Lucro Líquido, pois a base de cálculo não é sobre a receita total. Após 
todas as deduções necessárias, chega-se à base de cálculo. No regime não cumulativo, 
não há presunção; uma vez encontrado o Lucro Líquido, aplicam-se diretamente as 
alíquotas de 15% e 9%, respectivamente. Além disso, é apurado um adicional de 10% 
sobre o lucro que exceder R$ 20.000,00 mensais. 
 
Tabela 13 - Apuração Lucro Real - 4º Trimestre 
IRPJ CSLL PIS COFINS ICMS INSS PAT. 
R$ 11.540,83 R$ 6.314,70 R$ 6.198,14 R$ 28.549,03 R$ 45.077,41 R$ 30.334,23 
TOTAL R$ 128.014,33 
Fonte: dados da pesquisa 
 
Assim, considerando os dados evidenciados do quarto trimestre da empresa X, é 
possível realizar a soma dos valores a pagar nesta simulação. Após as deduções dos 
créditos, chega-se ao valor de R$ 128.014,23 (cento e vinte e oito mil, quatorze reais e 
vinte e três centavos). 
Este regime passa a ser vantajoso para empresas que, por algum motivo, não 
podem se enquadrar no Simples Nacional e têm um valor considerável de créditos 
 
 
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provenientes das entradas de mercadorias. 
 
4.4 ANÁLISE COMPARATIVA DOS REGIMES TRIBUTÁRIOS NO 4º TRIMESTRE 
 
No quarto trimestre, foi realizada uma análise comparativa entre os três regimes 
tributários, com base nos dados da empresa X. A Tabela 14 apresenta a comparação entre 
o Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. 
 
Tabela 14 - Comparativo Regimes Tributários - 4º Trimestre 
SIMPLES NACIONAL LUCRO PRESUMIDO LUCRO REAL 
R$ 98.820,19 R$ 128.896,14 R$ 128.014,33 
Fonte: dados da pesquisa 
 
O Simples Nacional apresentou uma tributação de R$ 98.820,19 (noventa e oito 
mil, oitocentos e vinte reais e dezenove centavos), evidenciando-se como o regime com 
menor ônus tributário dentre as opções analisadas. Já o regime de Lucro Presumido 
alcançou o montante de R$ 128.896,14 (14 (cento e vinte e oito mil, oitocentos e noventa 
e seis reais e quatorze centavos), enquanto o Lucro Real apresentou um valor um pouco 
inferior de R$ 128.014,33 (cento e vinte e oito mil, quatorze reais e vinte e três centavos). 
Tem-se, pois, que o Simples Nacional se destacou por ser a opção mais vantajosa 
financeiramente para a empresa, sendo o regime recomendado para o ano de 2024. 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O artigo buscou apresentar a importância do planejamento tributário para as 
empresas. Por meio do estudo de caso, foi possível realizar uma análise detalhada em uma 
empresa de comércio de sapatos localizada no Norte do Paraná, explorar estratégias 
tributárias que otimizam a carga fiscal, além de discutir os principais desafios e 
oportunidades encontrados no contexto tributário brasileiro. 
O objetivo principal da pesquisa consistiu em uma avaliação dos regimes, o que 
foi alcançado por meio de uma análise comparativa entre os regimes tributários Simples 
 
 
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Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, aplicada ao estudo de caso da empresa X. Pelas 
apurações baseadas nos dados fornecidos, evidenciou-se que o regime de Simples 
Nacional apresentou os melhores resultados econômicos para a empresa, reduzindo 
aproximadamente R$ 23.000,00 (vinte e três mil reais) no trimestre. 
A questão de pesquisa, que buscava entender como as empresas de comércio 
podem otimizar a carga de tributos por meio de um planejamento tributário eficiente, foi 
respondida com estudo e leitura: interpretando-se as leis, evidenciou-se a opção mais 
vantajosa para o contexto da empresa analisada, sem infringir a legislação, considerando 
as particularidades de cada regime. 
As contribuições que a pesquisa oferece incluem a demonstração de que o 
planejamento tributário é fundamental, pois a escolha inadequada do regime pode fazer 
com que a empresa não consiga se desenvolver. Inferiu-se que, conforme o ramo de 
atividade da empresa, os valores tributários podem variar significativamente e, sendo 
assim, cada empresa necessita de análise individualizada, tendo em vista o melhor para o 
crescimento da entidade. Deve-se considerar o planejamento tributário como uma 
ferramenta essencial na gestão e na tomada de decisões. 
As limitações da pesquisa incluem dificuldade em conseguir todas as informações 
da empresa, a restrição geográfica e o foco em um único setor, o que pode não refletir a 
realidade de outras regiões ou ramos de atividade. Essa limitação geográfica em uma 
região não pode ter o mesmo efeito em outra, onde as particularidades do mercado e as 
leis locais podem influenciar os resultados de maneira significativa. 
 
 
 
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ISSN: 1696-8352 
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