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para o enfretamento dessas manifestações , • A relação Estado , Mercado e Terceiro Setor , discernindo o papel e função de cada um no contexto da formulação e execução dessas políticas ; não esquecendo que cabe ao ESTADO o dever de prover políticas sociais adequadas e eficientes para o enfrentamento da questão social . O terceiro setor é parceiro do Estado e não o contrário . Além disso, baseados na Lei de Regulamentação da Profissão de Assistente Social (Lei nº. 8.6662, de 07/06/93), podemos visualizar algumas atribuições específicas ao assistente social que atua na área do terceiro setor: • Implantar , no âmbito institucional, a Política de Assistência Social , conforme as diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social ( LOAS /93) e Sistema Único da Assistência Social ( SUAS /04), de acordo com a área e o segmento atendido pela instituição ; • Subsidiar e auxiliar a administração da instituição na elaboração , execução e avaliação do Plano Gestor Institucional, tendo como referência o processo do planejamento estratégico para organizações do terceiro setor ; • Desenvolver pesquisas junto aos usuários da instituição , definindo o perfil social desta população , obtendo dados para a implantação de projetos sociais, interdisciplinares; • Identificar , continuamente, necessidades individuais e coletivas, apresentadas pelos segmentos que integram a instituição , na perspectiva do atendimento social e da garantia de seus direitos , implantando e administrando benefícios sociais ; • Realizar seleção sócio-econômica, quando for o caso , de usuários para as vagas disponíveis , a partir de critérios pré-estabelecidos, sem perder de vista o atendimento integral e de qualidade social ; e nem o direito de acesso universal ao atendimento; • Estender o atendimento social às famílias dos usuários da instituição , com projetos específicos e formulados a partir de diagnósticos preliminares ; • Intensificar a relação instituição / família , objetivando uma ação integrada de parceria na busca de soluções dos problemas que se apresentarem; • Fornecer orientação social e fazer encaminhamentos da população usuária aos recursos da comunidade , integrando e utilizando-se da rede de serviços sócio-assistenciais; • Participar , coordenar e assessorar estudos e discussões de casos com a equipe técnica , relacionados à política de atendimento institucional e nos assuntos concernentes à política de Assistência Social ; • Realizar perícia , laudos e pareceres técnicos relacionados à matéria específica da Assistência Social , no âmbito da instituição , quando solicitado; No interior das instituições do terceiro setor a atuação do assistente social , sempre tendo como fim último o atendimento integral e de qualidade social , trabalhará no enfoque da garantia do direito de inclusão ao atendimento. Mas também , priorizará ações que caracterizam o alcance dos objetivos , metas e diretrizes preconizados pelo planejamento estratégico institucional, para o qual deverá ter contribuição significativa . Entre as contribuições se destaca o conceito de Junqueira, Inojosa e Komatsu (1997, p.24), para os quais a intersetorialidade é a articulação de saberes e experiências no planejamento, realização e avaliação de ações, com o objetivo de alcançar resultados integrados em situações complexas, visando um efeito sinérgico no desenvolvimento social. Visa promover um impacto positivo nas condições de vida da população, num movimento de reversão da exclusão social (JUNQUEIRA; INOJOSA; KOMATSU, 1997, p.24). Deste modo, a idéia de intersetorialidade não nega a setorialidade. Segundo Mendes (1996, p.253) “a intersetorialidade não anula a singularidade do fazer setorial pela instituição de uma polivalência impossível; ao contrário, reconhece os domínios temáticos, comunicando-os para a construção de uma síntese” (MENDES, 1996, p.253). No campo da política social, a proposta da intersetorialidade está na postulação da Seguridade Social e é reafirmada, atualmente, nas agendas de algumas políticas, tais como a Assistência Social e a Saúde. Ao compor a agenda de formulação da política pública, a consecução da intersetorialidade incide sobre os campos da gestão das políticas públicas e dos serviços. CONSIDERAÇÕES FINAIS A compreensão do que vem a ser o terceiro setor , suas características , desafios e forma de gestão se constitui em um desafio primordial para todos aqueles que desejam atuar nesse contexto . As transformações políticas , sociais , econômicas e legais , ocorridas ao longo dos últimos vinte anos , determinaram novas diretrizes que trouxeram a necessidade de reordenamento da estrutura funcional e organizacional dessas instituições . Em decorrência , há a necessidade de ferramentas e instrumentos de gestão institucional específicas ao terceiro setor . Fundamentos teóricos e metodológicos da gestão pública e/ ou da gestão empresarial podem contribuir para a construção da gestão do terceiro setor , mas sem a simples transferência e adaptação de conceitos e paradigmas . São contextos diferentes , com características , interesses e objetivos específicos à natureza de cada setor . Por se constituírem em organizações da sociedade civil que atuam com finalidade pública têm a sua especificidade de atuação . Portanto , a gestão institucional no terceiro setor ainda é um processo em construção . A atuação de profissionais competentes , comprometidos e participativos se faz de fundamental importância , dentre eles , o assistente social . Há a necessidade da inserção profissional , nesse contexto , ocorrer de forma equilibrada e cuidadosa, crítica e construtiva , discernindo claramente a contribuição que o assistente social pode trazer para um trabalho de qualidade social no âmbito do terceiro setor . O chamado "Terceiro Setor" não atende somente as necessidades da Sociedade Civil, mas, indiretamente, atende também aos ditames do Banco Mundial no que diz respeito à complementaridade entre Estado e mercado para a execução das funções públicas. Segundo Simionatto (2002, p. 04): Tal orientação fortalece o papel compensatório das políticas públicas, retirando o seu caráter universal e assumindo uma perspectiva focalista, na medida em que visa atender os segmentos populacionais mais vulneráveis. Essa lógica do Banco Mundial decorre das teses relativas à ineficiência das políticas sociais e da sua incidência nos estratos de maior renda, cabendo aos governos corrigir tais desequilíbrios. Todos têm direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Art. 225 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. (BRASIL, 2002, p.136). O atual modelo de crescimento econômico gerou desequilíbrio nas diversas esferas em nível global. Vivencia-se o processo de debate entre os políticos e a comunidade científica, objetivando alternativas de desenvolvimento. Percebe-se cada vez mais como insustentável considerar somente a dimensão econômica como a hegemônica do processo, uma vez que a mesma apresenta como reflexos: [...] maior concentração de riqueza, aumento da pobreza, degradação do meio ambiente, utiliza forma predatória de recursos naturais, premia a dimensão material da vida fortalecendo o individualismo e alimentando a visão de curto prazo. Cria, no limite, um cenário favorável para que cada cidadão não se preocupe com as futuras gerações (AMARAL; COSAC, 2009, p. 88-89). Os estudos de viabilidade realizados antes de tais construções fazem levantamentos extraordinários dos recursos existentes na área e os relatórios de impactos ambientais (RIMA), instrumentos obrigatórios para permitir a aprovação da obra junto aos organismos que tem a função de cuidar do meio ambiente, tratam mais diretamente das conseqüências que esses empreendimentos poderão causar na paisagem, na fauna, na flora, mas não tratam dos impactos sociais, ou seja, das conseqüências sociaisque vão resultar de tais empreendimentos e que tem o homem como alvo maior a ser atingido; quando lembrados, o fazem de maneira superficial. E é esse não reconhecimento que também concorre para a emergência das questões ambientais frente as quais o Serviço Social, assim como outras áreas do conhecimento, vão intervir. O Serviço Social poderá, como qualquer outra área do conhecimento estudar os impactos ambientais causados pela construção de Usinas Hidrelétricas ou vir a compor uma equipe de pesquisadores que tem como objetivo o estudo dos impactos causados no meio ambiente por essas Usinas. Enquanto membro da equipe de pesquisadores o Assistente Social não vai “intervir”. Mas o seu processo de formação o torna capaz de realizar o diagnóstico sócio econômico de forma detalhada pois se trata de instrumento que lhe dá subsidios para a intervenção. Cabe a ele, então, a tarefa de realizar enquanto pesquisador, levantamentos que lhe possibilite a elaboração de um diagnóstico sócio econômico ou um “inventário” da zona urbana e rural. Esse estudo é realizado com vistas a conhecer os recursos existentes na região a ser atingida e suas reais potencialidades. É necessário e importante porque vai demonstrar a capacidade dos recursos e serviços que estão postos a disposição da população e a capacidade que os mesmos possuem para atender a demanda diferenciada que deve ocorrer com a chegada de um contingente formado por milhares de trabalhadores que serão envolvidos nas diferentes fases da construção. O Serviço Social tem junto às questões ambientais um espaço que vale a pena ser ocupado, pela inúmeras possibilidades de estudos interdisciplinares que apresentam, não só, frente as questões ligadas à construção de Usinas, como ficou evidenciado nas reflexões aqui apresentadas. Mas também pela importância de que se revestem essas questões, que oportunizam inúmeras condições de intervenção ao Serviço Social, em ações de mobilização, organização das populações quando ameaçadas com a degradação do seu meio ambiente ou de educação dessa mesma população para sua preservação. Diante disso, constata-se que a prestação de serviços pode ser sujeita a imprevisibilidade, dado que depende das “condições objetivas e subjetivas” do profissional e do usuário (Ibdem). Assim, não se trata de um trabalho totalmente “capturado”, que impede o autogoverno dos profissionais.(MERHY,1997) Com efeito, o assistente social deve buscar a construção de mecanismos de incorporação de necessidades não previstas e das que atravessam cotidianamente o âmbito dos serviços, a fim de contemplar as necessidades dos usuários em sua integralidade. Isso supõe considerar o amplo leque de elementos que compõe as necessidades sociais (PEREIRA, 2007). REFERÊNCIAS http://conceito.de/gestao-social Acesso: 26/04/2017 http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial284247.pdf Acesso:26/07/2017 http://livros01.livrosgratis.com.br/cp071438.pdf https://www.significados.com.br/comunicacao-social/ Acessado 26/04/2017 BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº. 8.6662, de 07 de junho de 1993, que dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. COSTA, Selma Frossard. O Espaço contemporâneo de fortalecimento das organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos: o Terceiro Setor em evidência. IN: O Desafio da Construção de uma Gestão Atualizada e Contextualizada na Educação Infantil: um estudo junto às creches e pré-escolas não governamentais que atuam na esfera da assistência social, no município de Londrina-Pr. 2003; 233p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade de São Paulo – USP ________. Gestão de Pessoas no Terceiro Setor. In: Revista Integração (eletrônica), CETS/FGVSP, novembro de 2003. ________. Gestão de Pessoas em Instituições do Terceiro Setor : uma reflexão necessária. In: Revista “Terra e Cultura”, de Jul - Dez/2002, do Centro Universitário Filadélfia –UNIFIL. http://catolicaonline.com.br/revistadacatolica2/artigosv1n2/20-SERVICO-SOCIAL-04.pdf http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial299238.PDF http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_SUBSIDIOS-AS-EDUCACAO.pdf http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c-v8n2_eleni.htm http://cress-sc.org.br/img/noticias/0083_.html image1.wmfque vão resultar de tais empreendimentos e que tem o homem como alvo maior a ser atingido; quando lembrados, o fazem de maneira superficial. E é esse não reconhecimento que também concorre para a emergência das questões ambientais frente as quais o Serviço Social, assim como outras áreas do conhecimento, vão intervir. O Serviço Social poderá, como qualquer outra área do conhecimento estudar os impactos ambientais causados pela construção de Usinas Hidrelétricas ou vir a compor uma equipe de pesquisadores que tem como objetivo o estudo dos impactos causados no meio ambiente por essas Usinas. Enquanto membro da equipe de pesquisadores o Assistente Social não vai “intervir”. Mas o seu processo de formação o torna capaz de realizar o diagnóstico sócio econômico de forma detalhada pois se trata de instrumento que lhe dá subsidios para a intervenção. Cabe a ele, então, a tarefa de realizar enquanto pesquisador, levantamentos que lhe possibilite a elaboração de um diagnóstico sócio econômico ou um “inventário” da zona urbana e rural. Esse estudo é realizado com vistas a conhecer os recursos existentes na região a ser atingida e suas reais potencialidades. É necessário e importante porque vai demonstrar a capacidade dos recursos e serviços que estão postos a disposição da população e a capacidade que os mesmos possuem para atender a demanda diferenciada que deve ocorrer com a chegada de um contingente formado por milhares de trabalhadores que serão envolvidos nas diferentes fases da construção. O Serviço Social tem junto às questões ambientais um espaço que vale a pena ser ocupado, pela inúmeras possibilidades de estudos interdisciplinares que apresentam, não só, frente as questões ligadas à construção de Usinas, como ficou evidenciado nas reflexões aqui apresentadas. Mas também pela importância de que se revestem essas questões, que oportunizam inúmeras condições de intervenção ao Serviço Social, em ações de mobilização, organização das populações quando ameaçadas com a degradação do seu meio ambiente ou de educação dessa mesma população para sua preservação. Diante disso, constata-se que a prestação de serviços pode ser sujeita a imprevisibilidade, dado que depende das “condições objetivas e subjetivas” do profissional e do usuário (Ibdem). Assim, não se trata de um trabalho totalmente “capturado”, que impede o autogoverno dos profissionais.(MERHY,1997) Com efeito, o assistente social deve buscar a construção de mecanismos de incorporação de necessidades não previstas e das que atravessam cotidianamente o âmbito dos serviços, a fim de contemplar as necessidades dos usuários em sua integralidade. Isso supõe considerar o amplo leque de elementos que compõe as necessidades sociais (PEREIRA, 2007). REFERÊNCIAS http://conceito.de/gestao-social Acesso: 26/04/2017 http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial284247.pdf Acesso:26/07/2017 http://livros01.livrosgratis.com.br/cp071438.pdf https://www.significados.com.br/comunicacao-social/ Acessado 26/04/2017 BRASIL. Congresso Nacional. Lei nº. 8.6662, de 07 de junho de 1993, que dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências. COSTA, Selma Frossard. O Espaço contemporâneo de fortalecimento das organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos: o Terceiro Setor em evidência. IN: O Desafio da Construção de uma Gestão Atualizada e Contextualizada na Educação Infantil: um estudo junto às creches e pré-escolas não governamentais que atuam na esfera da assistência social, no município de Londrina-Pr. 2003; 233p. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade de São Paulo – USP ________. Gestão de Pessoas no Terceiro Setor. In: Revista Integração (eletrônica), CETS/FGVSP, novembro de 2003. ________. Gestão de Pessoas em Instituições do Terceiro Setor : uma reflexão necessária. In: Revista “Terra e Cultura”, de Jul - Dez/2002, do Centro Universitário Filadélfia –UNIFIL. http://catolicaonline.com.br/revistadacatolica2/artigosv1n2/20-SERVICO-SOCIAL-04.pdf http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial299238.PDF http://www.cfess.org.br/arquivos/BROCHURACFESS_SUBSIDIOS-AS-EDUCACAO.pdf http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c-v8n2_eleni.htm http://cress-sc.org.br/img/noticias/0083_.html image1.wmf