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SISTEMA TEGUMENTAR

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2.1.1. Sistema Tegumentar
	O tegumento comum é a camada externa que encobre a superfície do corpo. Consiste de duas camadas: a pele ou cútis e seus anexos tela subcutânea. Cada s camadas tem várias funções importantes no corpo humano. (SOUZA, 2001).
	A pele protege o corpo contra agentes químicos, físicos ou de outra natureza. Colabora com a regularização da temperatura corporal pela vaporização da agua de sua superfície e produz vitamina D pela ação dos raios solares sobre ela. A pele ajuda na regularização do equilíbrio do meio interno, absorvendo e eliminando substancias. Contém muitas terminações nervosas sensitivas, em contato com fibras nervosas, que permitem “sentir” o tato, a temperatura e a pressão dos objetos do meio exterior. (SOUZA, 2001).
	 A pele tem duas camadas: externa é a epiderme e a interna é a derme. Na epiderme, as diferentes camadas que constituem mostram as fases pelas quais passam as células que, produzidas nos estratos mais profundos, passam por um processo de cornificação à medida que atingem os estratos mais superficiais. Isso significa que as células da epiderme estão sempre sendo substituídas: nas camadas mais externas elas morrem e se convertem em escamas de queratina que desprende da superfície epidérmica. Queratina é a proteína que hidrata e isso define a tumefação da pele por imersão na agua. A derme é riquíssima em fibras colágenas e elásticas que conferem a pele sua capacidade de distender-se quando tracionada, voltada ao seu real estado desde que cesse a tração. Ricamente irrigada, com extensa rede capilar, esta camada deixa visível as elevações (papilas dérmicas) que se projetam na epiderme fazendo com que está na superfície, apresenta muitos cristais separados por sulcos. Na ponta dos dedos estes cristais são muito visíveis, transformando em impressões digitais, usada para a identificação de cada indivíduo. (DÂNGELO; et al., 2005).
	A derme fica sobre a tela subcutânea (hipoderme), riquíssima em tecido adiposo (gordura). Deve-se ressaltar que a quantidade de tecido adiposo varia em diferentes partes do corpo humano, e não existindo em algumas partes, como as pálpebras e o prepúcio. Geralmente ela é mais expressa no sexo feminino do que no masculino dia distribuição e diferente nos dois sexos (caráter sexual secundário). A tela subcutânea contribui para impedir a perda de calor e ajuda a constituir a reserva de material nutritivo. (DÂNGELO; et al., 2005).
	Os pigmentos que são cor a pele são: a melanina, o melanóide e o caroteno. A melanina encontra-se nas células das camadas profundas da epiderme. Quanto maior a quantidade de melanina na célula, mais intensa será a cor (a cor da pele negra). O melanoide e o caroteno são dois outros tipos de pigmentos que estão presente no estrato córneo da epiderme. A epiderme não possui capilares, mas logo abaixo desta camada na derme, há uma rica rede capilar. Se esse sangue que circula nessa “rede vascular” é rico em oxiemoglobina (combinação de oxigênio com hemoglobina), e causa vermelhidão na pele. Se diminuir a substancia, a pele fica com aparência mais pálida. Ocorrendo uma vasoconstrição (constrição da parede dos vasos sanguíneos) na rede vascular a pele fica pálida devido a diminuição de quantidade de sangue que passa. Contrariamente, se ocorre uma vasodilatação, a cor da pele se intensifica, caracterizando o rubor. A cor da pele depende da combinação de dois fatores: presença de pigmentos nas células da epiderme e condições do sangue na rede vascular da derme. (SOUZA, 2001).
	A fim de verificar as direções em que a pele esta distendida, em cada parte do corpo, utiliza-se um furador cilindrocônico. Quando perfura a pele com este objeto, não se forma um orifício circular, como se poderia esperar se a elasticidade fosse igual em todas as direções. Forma-se uma fenda cuja a direção corresponde a direção dos feixes colágeno elástico do derma. A direção da fenda indica a direção em que a pele menos distensível. Fazendo essa manobra em toda a extensão da pele, obtém-se uma serie de linhas denominadas linhas de fenda da pele. Quando se faz um corte na pele, os lábios da ferida separam-se imediatamente, mostrando que a pele está sob tensão, distendida além do seu ponto de equilíbrio elástico. (SOUZA, 2001).
	Na face anterior do corpo a pele é delgada (em média de 0,5 mm de espessura). A pele é expressa (cerca de 1 mm) em região sujeita a pressões intensas, como a planta dos pês e palma das mãos. A maior espessura (em média de 4 mm) está na região do dorso. (DÂNGELO; et al., 2004).
	A intervenção da pele é composta por fibras aferentes e eferentes, esta última pertence ao sistema nervoso autônomo. Ao atingir a derme, as fibras nervosas ramificam-se intensamente e formam um plexo em redes. As fibras aferentes constituem terminações nervosas livres ou vão terminar fazendo contato com corpúsculos especializados, que captam os vários tipos de sensações: tato, temperatura, pressão e dor. Alguns finos ramos penetram a epiderme. Outras fibras as eferentes, são noradrenégicas ou colinérgicas, acabam inervando as glândulas sudoríparas, sebáceas, as arteríolas e os músculos eretores do pelo. (SOUZA, 2001).
	O metabolismo das células da pele é baixo. Entretanto, a pele pode conter mais ou menos 5% do debito cardíaco. Isto acontece em virtude da importante função da pele relacionada com a temperatura regular do corpo. Arteríolas chegam até a pele e formam na derme uma rede capilar abundante, que formam alças. Elas desembocam em vênulas que drenam para as veias da tele subcutânea.
	Há ainda na derme uma rede de capilares linfáticos que recolhem células, liquido intersticial, macromoléculas e substancias não captadas pelos capilares sanguíneos. Os capilares linfáticos são para drenar os vasos linfáticos que estão no tecido subcutâneos. A linfas recolhidas, movimenta-se nesses canais pela compressão dos tecidos, a qual é pronunciada pelas contrações musculares, movimentos dos membros de pulsação das artérias mais próximas. (SOUZA, 2001).
	Anexos da pele são especializações das células da epiderme que se profundam para a derme. Que são: as unhas, pelos e as glândulas sudoríparas e sebáceas. As glândulas sudoríparas ou sudoríferas constituídas por longos tubos; muitos desses tubos que produzem o suor é enovelada e se encontra na profundidade da derme. Os ductos para a eliminação do suor são retilíneos a abrem-se poros situados no topo dos cristais da cútis. As glândulas sudoríparas são muito importantes porque impedem a elevação de temperatura do corpo, pois a eliminação de suor é a melhor do corpo perder o calor, por meio da evaporação na superfície da pele. Estas glândulas espalham-se pela superfície do corpo, mas são numerosas na palma das mãos e nas plantas dos pês. Existem glândulas sudoríparas modificadas como as glândulas da região das axilas, as glândulas ceruminosas ( que produzem o cerúmen da orelha externa) e as glândulas mamarias. (DÂNGELO; et al., 2005).
	Glândulas mamarias localizam-se na face ventral do tórax, na camada que fica logo abaixo da pele, na tela subcutânea. Desenvolvem-se especialmente no sexo feminino, onde, com o acréscimo de tecido gorduroso, determinam a formação de uma “ saliência”, de cada lado da mama. Muitas vezes a mamas não possuem o mesmo tamanho, geralmente a mama direita é um pouco maior do que a esquerda pois está localizada em nível um pouco mais abaixo. As mamas estão separadas por um sulco chamado de “intermamário”. A pele que encobre as mamas é fina, e no centro apresenta a área circular, pigmentada, a “aréola”. Nesta, há saliência que corresponde a glândula da aréola e uma leve elevação ao centro, a papila mamaria ou mamilo, que se projeta anteriormente; nele desembocam os canais excretores das glândulas mamarias. Estas compreendem, em uma mama, entre 15 a 20 glândulas ou lobos, de cada um dos lados quais provem um ducto lactífero que se abre no mamilo. As glândulas dispõem-se de moro radiado no meio de um estroma de tecido adiposo e fibroso, localizado na tela subcutânea. (SOUZA,