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ESTÉTICA
ESTUDO DA ARTE CLÁSSICA E SUA 
INFLUÊNCIA NA ATUALIDADE
Ellis Monteiro dos Santos Pacheco
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Olá!
Você está na unidade Estudo da arte clássica e sua influência na atualidade. Vamos conhecer aqui os
conceitos da arte greco-romana, as composições estilísticas representativas dessa arte, principalmente as
características da arquitetura e seus adornos produzidos durante esse período. Com isso, vamos traçar um
panorama para entender as propriedades estéticas desse tempo.
Por fim, vamos aprender de que forma algumas características foram incorporadas às edificações coloniais do
século XIX – nas suas fachadas, interiores e modos de viver – e se perpetuam nos projetos fachadistas de edifícios
e casas atualmente.
Bons estudos!
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1 Noções preliminares 
As representações artísticas, no geral, possuem um caráter simbólico e representativo que excedem as
dimensões geográficas e de tempo, sendo repassadas de geração em geração da mesma comunidade e, também,
para outras sociedades.
Segundo Sasaqui (2015), o ser humano tem utilizado a arte e sua produção artística como uma maneira de
expressar as suas ideias políticas, culturais e religiosas. Sua capacidade de se comunicar, por meio de várias
técnicas como na pintura, escultura ou arquitetura , tem possibilitado usar a arte como um “instrumento– –
modelador do comportamento e atitudes do ser humano em sociedade.” (SASAQUI, 2015, p. 20)
A arte grega é aquela então produzida pelos povos do mediterrâneo embasada nos princípios da proporção e
simetria. Na arquitetura, essas bases se expressam através da organização dos elementos arquitetônicos da
edificação e da configuração individualizada de cada um desses componentes que, reunidos, transformavam
aquela construção em monumento.
Um pouco diferente da arte grega, que se preocupava em destacar com ornamentos as fachadas de seus templos,
a arte romana trouxe para o interior dos monumentos toda a ornamentação, além de expandir seus preceitos
estéticos para obras além dos templos como os aquedutos, reservatórios e túmulos.
Veremos, então, separadamente, como essas estéticas se materializaram na arquitetura, se manifestaram no
traçado urbano e como que, com o passar do tempo, essas noções estéticas foram incorporadas nas arquiteturas
preexistentes, com um olhar voltado para o Brasil e para os principais exemplares da arte neoclássica.
Assista aí
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1.1 Arte Clássica – nota introdutória
A arte clássica tem como base alguns princípios fundamentais: harmonia, equilíbrio e proporção, que estão
materializados nas arquiteturas dos templos gregos assim como na arquitetura religiosa, militar e civil dos
romanos. Essas construções são pensadas e executadas a partir de uma “ordem arquitetônica”, termo presente
no Tratado de Arquitetura, documento desenvolvido pelo arquiteto romano Vitrúvio, que descreve a forma
ordenada dos avanços e conquistas da arquitetura greco-romana e aborda as características próprias de cada
ordem arquitetônica.
Os estudos vitruvianos, referentes à expressão artística encontrada na pintura, escultura e arquitetura greco-
romana, colaboraram para a formação dos cânones da arte clássica. Além de inspirar outras culturas, como a
produção renascentista italiana nos séculos XV e XVI bem como o neoclassicismo francês nos séculos XVIII e XIX.
Os cânones, segundo Sasaqui (2015, p.35), “envolvem a proporção, modulação, simetria, equilíbrio e harmonia,
critérios que constituem as três qualidades essenciais de uma construção arquitetônica definida por Vitrúvio
como solidez, utilidade e beleza.”.
O que caracteriza essa “ordem arquitetônica” é a composição de uma coluna sobre um pedestal finalizado, em
seu topo, com o capitel, a arquitrave, o friso e a cornija, resultando no entablamento. Essa integração,
característica da arquitetura clássica, é preservada e reproduzida pela cultura ocidental.
De acordo com Summerson (2009 apud SASAQUI, 2015, p.26), a harmonia é um aspecto fundamental da
arquitetura clássica, além de ser parte integrante dos edifícios da Antiguidade, tendo as proporções de todas as
partes relacionadas entre si e calculadas por funções aritméticas. Dessa forma, “O templo clássico, como um todo,
da base à sua cobertura, da fachada, composto por colunata, ornamentada com uma das ordens arquitetônicas, o
frontão, o entablamento, a cornija e o fundo, é norteado pelo cânone da harmonia” (SASAQUI, 2015, p. 26).
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1.2 Características da estética grega
A produção artística grega se destaca por refletir os valores culturais e religiosos da civilização antiga da Grécia,
tanto na pintura quanto na arquitetura e escultura. A estética arquitetônica grega, que nos interessa nesta
unidade, foi concebida e manifestada nos templos dedicados aos deuses, que eram constituídos pelos seguintes
elementos fundamentais: uma plataforma elevada, uma série de colunas apoiadas nela e um entablamento
contínuo que sustenta o teto.
Essa construção monumental é concebida a partir da vontade de destinar um terreno à propriedade de um deus.
Para isso, é construído um lugar de culto privado no interior de um recinto sagrado evidenciado pela
comunidade. Era na Acrópole, região localizada nas partes mais altas da cidade da Grécia, que os templos
sagrados e as estruturas mais nobres eram construídas. Conforme Sasaqui (2015, p.30), “sua posição tem
importância simbólica como elevar e enobrecer os valores humanos e também possui valor como ponto
estratégico, pois dali a cidade pode ser eficientemente defendida”. Um exemplo é o clássico Partenon –
construído na Acrópole de Atenas por ordem de Péricles –, que se destaca pela sua construção em mármore e
por ser ornado com as esculturas de Fídias. 
Figura 1 - Partenon, Grécia
Fonte: Wata51, Shutterstock, 2020.
#PraCegoVer: A imagem mostra a construção do templo Partenon, na Grécia. É possível ver as colunas feitas em
mármore e o conjunto de arquitrave, friso e cornija, que formam o entablamento.
Os templos gregos não eram concebidos com o propósito de terem o seu interior acessado pelos seus fiéis. Essas
construções monumentais eram feitas para abrigar os deuses e, por isso, impenetráveis. Dessa forma, os rituais e
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manifestações eram realizados ao redor dos templos, o que obrigou os arquitetos e escultores a se dedicarem em
transformar as estruturas arquitetônicas (colunas, frontões e paredes) voltadas para as fachadas em verdadeiras
obras-primas.
O projeto arquitetônico deveria obedecer pelo menos uma das “ordens” idealizadas pelos gregos para a
arquitetura clássica, a dórica ou a jônica. Segundo Medeiros (2013), essas ordens eram
essencialmente gregas desenvolveram-se a partir do século VI a.C., com o abandono da forma
simplória da madeira e a substituição por materiais construtivo de pedra, sobretudo o mármore, que
se tornou cada vez mais frequente e associado à arquitetura e onde eram aplicados os magníficos
relevos escultóricos, que compunham com seus adornos as construções. Estes eram trabalhados com
tão grande maestria que não cabia mais a utilização da simplicidade estrutural da obra. (MEDEIROS,
2013, p.3)
Dessas ordens, a dórica e a jônica se caracterizam pela utilização de elementos e traços mais abstratos para
ornamentar os capitéis das colunas e detalhes construtivos dos prédios. Posteriormente, criou-se uma terceira
ordem, orientada pela preferência dos arquitetos do período clássico tardio, a ordem coríntia. Essa última foi
desenvolvida com base nas folhas de acanto e outras plantas.
Essas ordens consistiam na articulação dos elementos arquitetônicos com base em regras próprias de proporção
esimetria, cada uma exercendo uma função e forma específicas.
Figura 2 - A escala humana dos gregos – Templo de Poseidon, Grécia
Fonte: Tymonko Galyna, Shutterstock, 2020.
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Fonte: Tymonko Galyna, Shutterstock, 2020.
#PraCegoVer: A imagem mostra os três tipos de colunas utilizadas nas edificações da Grécia, a dórica, a jônica e
coríntia.
Sasaqui (2015) afirma que a fase áurea da arte grega representou a “supremacia cultural” do estado de Atenas,
entre os anos 450 e 400 a.C. Nessa época “as expressões artísticas regionais se integraram na procura teórica e
formal de arquitetos, escultores, pintores e ceramistas áticos, chegando à plena adaptação artística das visões
universais dos gregos.” (SASAQUI, 2015, p. 21).
Por fim, podemos perceber que o conjunto de elementos artísticos produzidos pelos gregos relacionados à
arquitetura, pintura e escultura, atua como instrumento de comunicação dos ideais de beleza, harmonia e
proporção que expressam as tradições religiosas, os valores culturais e o poder político da civilização grega em
expansão. 
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1.3 Característica da estética romana
Das artes desenvolvidas durante o período do império romano, a arquitetura era a que mais representava o
temperamento daquela civilização, uma vez que as construções representavam as necessidades dos homens. A
arquitetura romana conseguiu conciliar de forma harmônica a planta com a utilização dos edifícios. No entanto,
essa preocupação fez com que as figuras decorativas passassem a ser elementos secundários. De acordo com
Upjohn (1977, p.44), “Os Romanos davam importância à função e não ao efeito arquitetônico”. Assim como
nunca manifestaram a harmonia perfeita e o equilíbrio que as arquiteturas atenienses expressavam.
Contudo, através da presença de alguns detalhes percebemos a influência grega na arquitetura romana. Exemplo
dessa inspiração são as ordens desenvolvidas pelos arquitetos romanos, com base nas três ordens gregas
clássicas (dórica, jônica e coríntia), porém, com algumas alterações na altura, no fuste e na sua base, resultado de
mudanças nas proporções que guiavam a composição desses elementos.
Além das colunas com seus detalhes ordenados, algumas técnicas construtivas foram incorporadas a fim de
concretizar a prioridade da arquitetura romana à utilidade. Os arcos e abóbadas utilizados nos reservatórios,
aquedutos e pontes transformam as colunas e arquitraves em elementos basicamente decorativos.
Figura 3 - Ponte do aqueduto romano de Pont du Gard, no sul da França
Fonte: Honza Hruby, Shutterstock, 2020.
#PraCegoVer: A imagem mostra a ponte do Gard, construção romana, feita em grandes arcos e com detalhes de
pequenos arcos. Abaixo da ponte, vemos o rio Gardon.
O uso dos arcos é considerado a característica principal da arquitetura romana. Esses elementos dispostos em
sequência permitiram maior liberdade nas construções, além de conferir monumentalidade e funcionalidade aos
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edifícios e equipamentos. Essa técnica permitiu a construção de um número expressivo de edificações, se
comparado com outras civilizações.
A ponte do Gard é um grande exemplo disso, conforme Upjohn (1977, p.44), a sua beleza está no seu “caráter
funcional”. O conjunto dos arcos de volta inteira, com os arcos dos andares inferiores, contrastando com os
pequenos arcos, que tinham a funcionalidade de transportar a água para a antiga Nimes, constituem o estilo
romano.
Enquanto isso o famoso Coliseu exemplifica perfeitamente a comunhão dos dois elementos característicos da
estética grega: o arco associado à coluna. Upjohn (1977) analisa que:
Numa construção deste tipo, atenuam o ritmo visual criado pela sucessão ininterrupta dos arcos e
rompem esse dinamismo implacável pelo jogo de pilares e lintéis, isto é, pela intervenção retangular
de linhas retas horizontais e verticais. O estilo das colunas adossadas dos três andares inferiores não
é o mesmo. Nesse tipo de edifício, a ordem mais pesada ficava embaixo e a mais leve em cima; de
modo que, vistas de baixo para cima, em cada andar, as três ordens são respectivamente a toscana, a
jônica e a coríntia. (UPJOHN, 1977, p. 56)
No entanto, ainda que os romanos priorizassem a funcionalidade de suas edificações à estética simplesmente,
isso não implica na ausência de monumentos, executados somente para representar a grandiosidade do Império
Romano. O Arco de Constantino é um exemplo.
Figura 4 - O arco de Constantino, situado entre o Coliseu e o Monte Palatino
Fonte: Anamaria Mejia, Shutterstock, 2020.
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#PraCegoVer: A imagem mostra o arco de Constantino, que é composto por três arcos, um maior no centro e os
outros dois menores ao lado. Podemos ver as estátuas e os desenhos em relevo que ornamentam o monumento.
As colunas do Arco de Constantino não estão engastadas à edificação e, por isso, não estão associadas a uma
função estrutural. Estão ali apenas para suportar as estátuas que, juntas com os demais detalhes em relevos das
imagens entalhadas na pedra, proporcionam a sua escala dissociada da humana conferindo monumentalidade à
construção. A arquitetura romana essencialmente traduz a autoridade e a grandiosidade de seu império, que
domina os seus cidadãos. É representada nessa grandeza e monumentalidade, e não na escala de proporções
humanas.
Ainda que o Império Romano tenha se difundido por várias cidades, foi realmente em Roma, capital desse
império, onde se ergueram as construções mais significativas desse período, por suas dimensões, por sua
execução aprimorada ou pela riqueza de detalhes. Por séculos esses modelos de estética arquitetônica foram
replicados na Europa, na África e Oriente (UPJOHN, 1977), tornando a produção arquitetônica de Roma uma
referência a outras civilizações.
Os romanos, desse modo, incorporavam à arquitetura as suas convicções artísticas, sociais, religiosas e políticas,
assim como os gregos. De acordo com Sasaqui (2015), o objetivo era “engrandecer a metrópole, destacar a
vitória contra as ameaças de povos invasores, mas também, exaltar a força e a supremacia dessas duas
sociedades, cada uma em sua época.” (SASAQUI, 2015, p.34)
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2 Repercussão da estética clássica na história – o 
Renascimento
O Renascimento corresponde ao período da história entre os séculos XV e XVI, quando ocorreram significativas
mudanças religiosas, nas ideias e no comportamento que refletiram na produção artística de grandes mestres,
através da releitura da arte clássica greco-romana.
Nesse momento, o homem se distancia da igreja medieval e do sistema feudal, que passam a ser vistos como
ultrapassados para a transformação cultural que estava acontecendo e para o desejo de uma sociedade mais
realista e universal que o momento intencionava. Agora, o homem renascentista se compromete com o
pensamento humanista, no qual a razão, o conhecimento científico e a matemática passam a fazer parte da
produção artística do Renascimento italiano.
Assim como Sasaqui (2015) analisa, o Renascimento Cultural como também era chamado – evidencia a–
evolução do pensamento do homem e da civilização europeia, que foi desenvolvido a partir de um novo
paradigma nas esferas filosóficas, religiosas, artísticas e científicas da época. Roma, com a riqueza de seus
remanescentes da arquitetura greco-romana, contribui para orientar o trabalho de criação dos arquitetos e
pintores renascentistas.
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3 Neoclássico – apropriação da estética clássica na 
 contemporaneidade
Considera-se como estilo neoclássico aquele inspirado na estética arquitetônica greco-romana representando
uma reação ao barroco e ao rococó, que estavam sendo produzidos até o momento. Inicialmente na Europa,
predominou a partir da segunda metade do século XVIII até a primeira metade da centúria seguinte.
Diversos fatores históricos e culturais ocorridos entre os séculos XVII e XVIII incentivaram o desenvolvimento do
neoclassicismo como: depoimentos de viajantes vindos das ruínas greco-romanas; escavações de Herculano e
Pompéia; influênciado pensamento filosófico dos iluministas; e publicação de estudiosos sobre a Antiguidade
Clássica.
O neoclassicismo coincidiu com as ideias da Revolução Francesa, que corresponde ao período de grande procura
por novidades da área cultural, política, social e econômica. Iniciada pelos pensadores iluministas europeus, a
revolução permanece até o desmanche do absolutismo francês.
Na arquitetura, o neoclassicismo se destacou pela linearidade, simetria, uso de cantaria e pilastras inicialmente–
muito usada em sedes de governo, assembleias legislativas e tribunais.
Assim como o classicismo renascentista, onde o homem é o centro das inquietações, o período da arte
neoclássica é orientado pela exaltação dos valores do cidadão e pela busca de novos modelos de comportamento
relacionados aos padrões de vida austeros.
Fique de olho
Jacques Louis David foi um pintor francês que se tornou o maior representante do
neoclassicismo na França. Inspirado nos ideais da Revolução Francesa e grande admirador de
Napoleão, o pintor defendia que a função da arte era mais do que proporcionar prazer ao
espectador: era capaz de transformar uma comunidade, divulgando o bem comum e a moral.
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Figura 5 - Coluna de Nelson, na Trafalgar Square (Londres)
Fonte: Prettyawesome, Shutterstock, 2020.
#PraCegoVer: A imagem mostra a Coluna de Nelson, construção composta de apenas uma coluna com uma 
estátua de Horatio Nelson no topo e estátuas de leões na base. A coluna está no centro de uma praça em Londres. 
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3.1 Influência do estilo neoclássico no Brasil
No século XIX, os ideais da revolução francesa e do liberalismo chegam ao Brasil por meio dos cânones
acadêmicos do neoclassicismo francês, que prevaleceram na fase de declínio do barroco até as manifestações
inspiradas nos movimentos de vanguarda europeia do século XX. (SASAQUI, 2015)
Essa estética clássica chega através da missão artística francesa ao Rio de Janeiro, no início do século XX,
influenciada sobretudo pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny. Correspondeu, principalmente, à
retomada das composições arquitetônicas aplicadas na Renascença europeia. Como exemplos dessa influência
podemos citar o atual Museu Imperial de Petrópolis (obra iniciada em 1845) e a antiga Casa de Alfândega, atual
Casa França-Brasil, localizada no Rio de Janeiro, construída em 1822.
Importa mencionar que esse período de influência acadêmica corresponde aqui no Brasil, como em outras
localidades da América Latina, ao momento do país como nação soberana e independente de Portugal.
De acordo com Reis Filho (1983), a arquitetura desenvolvida e difundida pela Academia de Belas Artes se
caracterizava pela clareza construtiva e a simplicidade de formas. No entanto, alguns elementos construtivos,
como cornija e platibanda, dispunham de alguns elementos decorativos. O acabamento das alvenarias,
geralmente de pedra ou tijolo, era feito com pintura de cores suaves – branco, rosa, amarelo ou azul-pastel –, que
davam destaque às molduras das portas e janelas em pedra arrematada em arco pleno, além das bandeiras com
vidros coloridos.
Ainda que esse modelo arquitetônico seja resultado da importação europeia, e dada, também, a restrição de
materiais e mão de obra, aqui no Brasil ele atingiu alto padrão formal e construtivo. No entanto, se restringiu às
edificações oficiais e às camadas da população mais ricas localizadas no litoral brasileiro, em contato direto com
a Europa.
Porém, a distância do interior brasileiro não impediu que a influência clássica arquitetônica influenciasse as
construções locais. Dessa forma, podemos considerar que a estética neoclássica ocorre no Brasil em dois níveis
diferentes:
Fique de olho
Grandjean foi um arquiteto de grande referência no Brasil, conquistando vários discípulos que
aplicaram os seus ideais estéticos em várias construções realizadas no Rio de Janeiro. Muitas
estão conservadas até hoje, como o Palácio Itamaraty, projetado pelo arquiteto José Maria
Jacinto Rebello, e o Palácio Imperial de Petrópolis, projetado por Júlio Frederico Koeler.
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Nos centros maiores do litoral, em contato direto e permanente com o meio europeu e onde os
costumes guiaram-se de perto pelos do Velho Mundo, desenvolveu-se um nível mais complexo de
arte e arquitetura que chegou a alcançar elevados padrões de correção formal e se integrou, pela
aparência, pelos detalhes e pelas formas de construção, nos moldes internacionais de sua época.
(REIS FILHO, 1983, p. 116)
Assista aí
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Podemos concluir, com o conteúdo apresentado nesta unidade, que a estética neoclássica aplicada até hoje na
arquitetura é feita com a finalidade de transmitir as ideias de poder e supremacia daquele que constrói. Assim
como afirma Sasaqui (2015, p. 138), “tal tradição criada na Antiguidade se reproduz na história humana de
outras sociedades que reverenciam a tradição da imagem de passado glorioso que deve ser mantido e
reproduzido como garantia de poder”.São incorporados os princípios de simetria, proporção solidez, além dos
adornos das colunas e frontões que, ainda que sem critério específico para sua aplicação, são utilizadas pela
associação direta que se faz com esse imponente estilo arquitetônico.
Assista aí
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é isso Aí!
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
• conferir a diferença da estética grega e romana;
• ver os elementos arquitetônicos principais que caracterizam cada período artístico;
• estudar como a arte romana se apropriou da arte grega para representar o seu império;
• estudar de que forma esses conceitos foram retomados na produção arquitetônica pós-arte greco-
romana;
• estudar como essas referências repercutiram na arquitetura produzida no Brasil.
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Referências
ALBERNAZ, M. P.; LIMA, C. M. São Paulo: Pro Editores, 1998.Dicionário ilustrado de arquitetura. 
ALTET, X. B. I. Campinas: Papirus, 1994..História da Arte 
MEDEIROS, A. : uma alusão à arquitetura. Principia,Fragmentos da arte clássica no espelho do século XIX
2013. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/principia/article/view/7684/5548. Acesso
em: 19 fev. 2020.
REIS FILHO, N. G. São Paulo: Perspectiva, 1983..Quadro da Arquitetura no Brasil 
SASAQUI, M. A. P. de A. A representação da arquitetura clássica na produção pictórica como referencial de
2015. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo,.poder das classes dominantes 
Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, 2015.
UPJOHN, E. M. . et al : História Mundial da Arte Dos etruscos ao fim da Idade Média. 5. ed. Lisboa: Livraria
Bertrand, 1977.
ZEVI, B. Lisboa: Arcádia, 1977..Saber ver a arquitetura 
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/principia/article/view/7684/5548
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/principia/article/view/7684/5548
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	1.1 Arte Clássica – nota introdutória
	1.2 Características da estética grega
	1.3 Característica da estética romana
	2 Repercussão da estética clássica na história – o Renascimento
	3 Neoclássico – apropriação da estética clássica na contemporaneidade
	3.1 Influência do estilo neoclássico no Brasil
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	Referências

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