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Farmacoeconomia
Introdução à Farmacoeconomia e suas análises de avaliação econômica dos medicamentos e dos
resultados.
Prof. Eduardo Corsino Freire
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender conceito e análises da Farmacoeconomia para fins de conhecimento de suas teorias e práticas
empregadas no âmbito farmacêutico, sendo um tema de extrema importância para a sua formação e atuação
profissional, pois facilitará o seu desempenho em diversas áreas de atuação farmacêutica.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos um dicionário de Termos Técnicos em Saúde para
entender termos específicos da área.
Objetivos
Descrever o histórico e a evolução do conceito de Farmacoeconomia.
 
Reconhecer a análise de avaliação econômica dos medicamentos.
 
Identificar a análise dos resultados farmacoeconômicos.
Introdução
Farmacoeconomia é o emprego dos conhecimentos da economia para estudar os medicamentos, visando
melhorar os gastos com esses produtos sem, no entanto, prejudicar o tratamento do paciente. Muitas análises
farmacoeconômicas podem ser empregadas, todas elas com a intenção de melhorar e racionalizar os gastos
com medicamentos.
 
Neste tema, você aprenderá o que é Farmacoeconomia, sua relevância e suas aplicações. Também será
apresentado à regulação e ao financiamento de medicamentos nos sistemas se saúde.
 
Veremos igualmente a análise de minimização de custos ou simples análise (AMC), análise custo-efetividade
(ACE), análise custo-utilidade (ACU) e análise custo-benefício (ACB) e como essas análises são aplicadas.
 
Outros pontos abordados neste tema são razão custo-efetividade e razão incremental. Desse modo, poderá
entender a importância das análises em Farmacoeconomia para a gestão de medicamentos no sistema de
saúde.
• 
• 
• 
1. Histórico e a evolução de Farmacoeconomia
Histórico e evolução do conceito de Farmacoeconomia
Desde muito tempo, a sociedade produz e
consome diversos bens e serviços. A economia
é aqui entendida como o estudo da maneira
pela qual os recursos fixos ou a produção
satisfazem o consumo ilimitado. Inicialmente,
essa área de conhecimento usou as noções
familiares de análise de oferta e demanda para
encontrar relações entre produção e consumo e
determinar, para qualquer bem ou serviço
específico ou subconjunto do mercado, como
ele e seus arranjos de provisão pública eram
otimizados.
Desde que se pensou em economia para a área
da saúde, até meados da década de 1980, as ferramentas-
padrão (ferramentas como o estudo da oferta e da
demanda) utilizadas eram as mesmas que os economistas
utilizavam, pois a maioria dos profissionais desse ramo eram
formados em Economia e, por acaso, estavam interessados
nas forças de mercado que dirigem o sistema de saúde.
Naquela época, os estudos econômicos eram usados para
informar as políticas governamentais, que lidavam
principalmente com o reembolso de serviços de saúde ou
de medicamentos, além de outras questões políticas. Os
governos e, em menor grau, as associações de provedores
de saúde usaram esses estudos. Alguns foram
encomendados a consultores privados e acadêmicos. Em outros casos, esses grupos contrataram
diretamente economistas em saúde para o trabalho.
Então, veio o surgimento do novo movimento chamado "saúde baseada em evidências". Esse movimento, que
começou em meados da década de 1980, ganhou popularidade ao longo da última década e baseava-se no
princípio de que as ações em saúde não eram diferentes de nenhuma outra ciência ou de qualquer tratamento
ou terapia, e deveriam ser justificáveis usando-se regras científicas (padrão de evidência), que deveriam ser
estatisticamente sólidas.
 
Por causa desse movimento, os medicamentos e outras terapias têm sido cada vez mais cobrados a "provar
sua capacidade", tanto terapeuticamente quanto economicamente. Desde 1993, na Austrália, as empresas
farmacêuticas têm de apresentar um estudo econômico sobre as implicações da introdução de novos
medicamentos, para que o governo considere colocar o medicamento no formulário para reembolso. Logo
depois, em Ontário, no Canadá, também introduziu-se esse requisito, que agora é o padrão em várias
províncias canadenses. A Holanda também está implementando uma disposição semelhante.
 
Esse movimento resultou na promoção da disciplina Farmacoeconomia, que envolve a aplicação da estrutura
econômica ao estudo de utilização e eficácia dos medicamentos. Sendo assim, uma série de pesquisadores
migraram para a disciplina e, devido ao seu assunto clínico, muitos deles eram das áreas clínica e
farmacêutica. Como resultado, a disciplina começou a mudar, absorvendo novas ideias e novos métodos de
farmácia, epidemiologia, medicina clínica e psicologia. Dessa forma, podemos entender a Farmacoeconomia
como:
A descrição e análise dos custos da terapia medicamentosa para os sistemas de saúde e a
sociedade – ela identifica, mede e compara os custos e as consequências dos produtos e serviços
farmacêuticos.
Com a evolução do conhecimento e das pesquisas, hoje a economia na saúde tem duas vertentes:
Na medida em que o movimento baseado em evidências se desenvolve e é adotado por órgãos de formulação
de políticas públicas e associações profissionais, essa nova disciplina de avaliação econômica em saúde
tornou-se ainda mais utilizada. As empresas farmacêuticas contratam economistas em saúde (na definição
mais ampla) para apoiar e avaliar seus estudos relativos à justificativa de novos medicamentos. Organismos de
formulação de listas de medicamentos essenciais (como RENAME e REMUME) exigem experiência em
economia em saúde para avaliar as submissões e conduzir seus próprios estudos. Além disso, os governos
estão começando a examinar as terapias não medicamentosas em termos de suas implicações econômicas. 
Macroeconômica 
Mais tradicional, examina a provisão do
governo e as questões da estrutura do
mercado. Os profissionais dessa área são
quase sempre economistas da saúde com
formação tradicional e são contratados por
governos, universidades e alguns grupos
profissionais, como associações médicas e
indústrias farmacêuticas. Entretanto, essa
área não tem crescido muito.
Avaliação econômica da saúde 
Muito maior em termos de atividade.
Hoje, essa disciplina é muito
multidisciplinar. O campo absorveu
vários farmacêuticos e médicos, bem
como indivíduos de outras disciplinas
biológicas. Esses indivíduos devem ter
algum conhecimento em economia na
saúde. O campo da avaliação econômica
da saúde absorveu ideias sobre o uso de
medicamentos, da qualidade de vida
psicológica, da farmacoepidemiologia e
a medição dos custos da contabilidade e
economia — tudo apresentado em uma
estrutura que foi adaptada da economia
básica.
 
O campo da “avaliação de tecnologia em saúde” é aquele que absorve uma série de disciplinas diferentes na
avaliação de um grupo mais amplo de terapias, e a pedra angular desse campo é a avaliação econômica em
saúde.
Com os governos expandindo suas ações em saúde e
simultaneamente examinando seus orçamentos, e com os
profissionais da saúde sendo cada vez mais solicitados a
justificar suas atividades, o campo mais amplo da avaliação
da economia em saúde proporciona vagas tanto para
economistas tradicionalmente treinados quanto para
pessoas com formação clínica e outras ciências, com algum
trabalho adicional nesta área.
Relevância e aplicações
A literatura farmacoeconômica é uma vasta e poderosa
fonte de informações para farmacêuticos e
outros tomadores de decisões sobre serviços e
produtos. Um bom estudo pode ser usado para
apoiar decisões em áreas diversas, como
tratamento individual de pacientes,
gerenciamento de formulários, desenvolvimento
de diretrizes para uso de medicamentos,
iniciativas de gestão de doenças e avaliação de
serviço farmacêutico.
 
A seleção de uma estratégia de aplicação deve
ser baseada no impacto potencial da decisão
sobre qualidade e custo do atendimento. Os
dados farmacoeconômicos publicados podem ajudar os farmacêuticos a tomarem mais e melhores decisões
sobre serviços e produtosfarmacêuticos.
No Sistema Único de Saúde (SUS), existe a diretriz de acesso universal. Entretanto, o sistema tem um
orçamento limitado e poucos recursos. Visto isso, é imprescindível que gestores recorram a metodologias que
auxiliem na tomada de decisões, e assim possam optar por uma ou outra intervenção ou tratamento, com
base em dados econômicos.
 
A Farmacoeconomia tem a característica de ser uma ferramenta para os gestores de recursos financeiros da
saúde, auxiliando na tomada de decisão sobre o uso de medicamentos e, como consequência, repercutindo
na utilização de recursos financeiros de forma mais efetiva. Podemos dizer que a Farmacoeconomia é
essencial nas seguintes situações:
 
Selecionar e padronizar medicamentos em hospitais ou sistemas de saúde.
 
Estabelecer prescrições de medicamentos em protocolos clínicos.
 
Orientar médicos e pacientes na escolha da farmacoterapia.
 
Orientar pesquisas de desenvolvimento de novos medicamentos ou produtos.
 
Orientar a aprovação de novos medicamentos por parte de agências reguladoras.
 
VIGIPÓS – Farmacovigilância pós-comercialização.
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• 
As implicações farmacoeconômicas influenciam diretamente
no uso racional de medicamentos, uma vez que interferem
na adesão e continuidade de tratamento pelos pacientes. O
uso racional de medicamentos significa a utilização desses
produtos em qualidade, quantidade e frequência
necessárias a uma boa resposta ao tratamento. Sendo
assim, estudos farmacoeconômicos ajudam na previsão de
variações econômicas na utilização do medicamento,
contribuindo com o cumprimento da farmacoterapia
racional, principalmente em serviços de saúde.
Saiba mais
Na atualidade, há um impulso muito bem-vindo dos estados-membros da Organização Mundial da Saúde
(OMS) para implementar o conceito de cobertura universal de saúde (CUS) e, assim, garantir que todas
as pessoas obtenham os serviços de saúde de que precisam sem sofrer dificuldades financeiras ao
pagar por eles. 
A CUS requer sistemas de saúde fortes e bem administrados, métodos sustentáveis e equitativos para
financiar serviços de saúde com capacidade suficiente de profissionais bem treinados e motivados e acesso a
medicamentos e tecnologias essenciais.
 
Com os gastos com medicamentos atingindo níveis extremos – com alguns países de baixa e média rendas
direcionando dois terços de todos os seus gastos com saúde a medicamentos – a necessidade de repensar e
redirecionar a ação no campo dos medicamentos nunca foi tão urgente. Só com novas formas de
compreender o alcance dos problemas é que políticas, regulamentos e intervenções em saúde concebidos
podem garantir que, quando se trata de acesso a medicamentos necessários, ninguém fique sem
atendimento, não importando onde vive, sua idade ou seu sexo.
Conforme evidenciado ao longo deste relatório, o acesso a medicamentos e o uso apropriado devem
ser um foco central para qualquer esforço, a fim de fortalecer os sistemas de saúde e avançar sua
cobertura universal. E a Farmacoeconomia pode ser utilizada como uma ferramenta poderosa para
se atingir o acesso a medicamentos de forma universal.
Sede da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Genebra, Suíça.
A OMS define medicamentos essenciais como
aqueles que respondem às necessidades
prioritárias de saúde de uma população
específica. Os medicamentos essenciais devem
estar disponíveis em quantidades adequadas,
formas e doses apropriadas, além de serem
rentáveis. 
 
Para responder efetivamente às necessidades
de saúde de uma população, devem ter
eficácia, qualidade e segurança comprovadas.
Ao respeitar esses critérios, os medicamentos
essenciais são um dos elementos mais
econômicos para qualquer sistema de saúde,
trazendo um impacto imediato e duradouro
nesse campo.
Apesar de alguma atenção global sobre o problema, ainda há muito trabalho a ser feito. Crucialmente,
governos, comunidade internacional, organizações não governamentais (ONGs) e a indústria farmacêutica
devem mover a agenda de medicamentos além dos direitos intelectuais de propriedade e cada vez mais
respeitar suas responsabilidades legais e éticas no trabalho para o acesso equitativo a medicamentos em
países de baixa e média rendas. Para tal, o uso da Farmacoecomonia pode auxiliar nos seguintes fatores de
acesso a eles:
 
Compreensão mais completa dos gargalos para garantir acesso equitativo a medicamentos para as
populações de países de baixa e média rendas.
 
Melhorar a acessibilidade e o uso adequado de medicamentos.
 
Definição de prioridades justas e transparentes para determinar quais medicamentos serão
selecionados e incluí-los em uma lista nacional de medicamentos essenciais.
 
Determinação de preços inovadores e estratégias de financiamento para medicamentos, com modelos
mais eficientes de abastecimento.
 
Desenvolver incentivos para o uso racional de medicamentos.
Farmacoeconomia: perspectiva
Por quase quatro décadas, tem havido uma atenção
crescente sobre os custos e benefícios das terapias
medicamentosas e dos serviços farmacêuticos. Hoje,
algumas das principais políticas relacionadas a produtos
farmacêuticos referem-se a qualidade, segurança e custo.
Essas mudanças nas políticas públicas devem-se, em parte,
ao impacto da evolução da Farmacoeconomia. Sabemos
que esta foi adotada mundialmente como uma disciplina de
Ciências da Saúde pela indústria farmacêutica, pelos
cientistas farmacêuticos e profissionais de farmácia. É
geralmente definida como a descrição e análise dos custos
e das consequências dos produtos farmacêuticos e
serviços farmacêuticos e seu impacto sobre os indivíduos, sistemas de saúde e sociedade.
• 
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• 
Os métodos de pesquisa usados por cientistas nesta disciplina (como poderá ser visto mais adiante: relação
custo-benefício, avaliações de custo-utilidade e qualidade de vida) são extraídos de muitas áreas, como
Economia, Epidemiologia, Medicina, Farmácia e Ciências Sociais. Em essência, a análise farmacoeconômica
usa essas ferramentas para examinar o impacto de terapias e serviços com medicamentos alternativos nos
resultados do atendimento ao paciente.
 
Podemos acreditar que esta disciplina continuará a ter um impacto significativo na prestação e no
financiamento de cuidados em saúde em todo o mundo. Além disso, a Farmacoeconomia pode influenciar os
cuidados de saúde e a prática de farmácia em uma magnitude pelo menos equivalente ao impacto da
Farmácia Clínica e da Farmacocinética.
1960
Década de 1960
Durante o início dos anos 1960, a Farmácia começou a evoluir como uma disciplina clínica dentro do
sistema de saúde. Foi nessa época que disciplinas da Ciência Farmacêutica, tais como Produtos
Farmacêuticos, Farmácia Clínica, Informações sobre Medicamentos e Farmacocinética tornaram-se
essenciais, integrando parte da educação e da ciência em farmácia. Na década de 1970, a
Farmacoeconomia desenvolveu suas raízes.
1978
Década de 1970
Em 1978, pesquisadores da Universidade de Minnesota introduziram os conceitos de análises de
custo-benefício e custo-efetividade no American Journal of Hospital Farmacia. Esses pesquisadores
também publicaram o primeiro artigo de pesquisa de farmácia em 1979, no qual a análise de custo-
benefício foi usada para avaliar os resultados da individualização das doses de aminoglicosídeos em
pacientes gravemente queimados com septicemia gram-negativa, usando protocolos
farmacocinéticos sofisticados.
1982
Década de 1980
A publicação desse estudo certamente foi importante para o avanço das informações
farmacoeconômicas. Em 1982, os mesmos pesquisadores publicaram um artigo sobre métodos
econômicos, pois viram a importância disso e estabeleceram uma coluna regular sobre esta área
temática.
Curiosidade
O termo "farmacoeconomia" não apareceu na literatura até 1986, quando uma publicação, descrevendo
a necessidade de desenvolver atividades de pesquisa nesta disciplina em evolução, nomeu-a pela
primeira vez. Em última análise, todos esses esforços levaram à publicação do primeiro livro no campo, o
Principles of Pharmacoeconomics,de Harvey Whitney. 
Até o momento, muitos dos esforços nesta disciplina têm sido direcionados para o refinamento dos métodos
de pesquisa e sua aplicação na avaliação de serviços farmacêuticos e terapias medicamentosas específicas.
 
A Farmacoeconomia continua a evoluir de forma semelhante a outra ciência farmacêutica relativamente nova,
a Farmacocinética. Esta surgiu na década de 1950 nos EUA, nas faculdades de farmácia, e, na década de
1970, tornou-se parte integrante do currículo de graduação.
 
Muitos dos modelos teóricos para Farmacocinética são baseados em princípios físico-químicos desenvolvidos
por físicos, químicos e engenheiros. Paralelamente, a Farmacoeconomia tomou-os emprestados das Ciências
Econômicas e Sociais básicas para a maioria de seus modelos teóricos, sendo introduzida nos currículos de
graduação e pós-graduação em Farmácia já em 1976, na Universidade de Minnesota. No entanto, o conteúdo
educacional foi mais enfatizado em nível de pós-graduação do que em programas profissionais. Agora, vemos
muito desse material sendo incorporado em nível educacional da profissão ao lado das disciplinas
Farmacocinética e Farmacoterapia.
Além disso, ao examinar o caminho evolutivo de
Farmacocinética, é claro que sua aplicação no
ambiente clínico foi um motor que garantiu seu
lugar no currículo profissional de Farmácia.
Acredita-se que a Farmacoeconomia obterá o
mesmo nível de reconhecimento quando sua
aplicação no cuidado direto ao paciente for
mais completa. Em outras palavras, quando os
profissionais de Farmácia começarem a aplicar
os resultados da pesquisa farmacoeconômica à
tomada de decisão terapêutica, influenciando
positivamente os resultados dos pacientes, a
disciplina se tornará cada vez mais um
componente crítico na prestação de cuidados
de saúde. Da mesma forma, a implementação
bem-sucedida de "assistência farmacêutica" acontecerá com pesquisas farmacoeconômicas suficientes que
documentem adequadamente o grau em que os benefícios de tais cuidados superam os custos associados a
esses serviços. Assim sendo, os farmacêuticos devem tornar-se os principais atores para garantir que a
terapia medicamentosa e os serviços de farmácia relacionados não sejam apenas seguros e eficazes, mas que
também forneçam valor real em termos econômicos e humanísticos.
Histórico da Farmacoeconomia
Para aprender um pouco mais a respeito do histórico da Farmacoeconomia, assista ao vídeo a seguir.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Neste módulo, aprendemos a relevância e as aplicações da Farmacoeconomia, que tem a
característica de ser uma ferramenta para os gestores de recursos financeiros da saúde.
Neste sentido, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma situação essencial de
utilização:
A
Selecionar e padronizar medicamentos em hospitais ou sistemas de saúde e estabelecimento de prescrições
de medicamentos em protocolos clínicos.
B
Orientação de médicos e pacientes na escolha da farmacoterapia e orientação de pesquisa de
desenvolvimento de novos medicamentos ou produtos.
C
Orientação para a aprovação de novos medicamentos por parte de agências reguladoras e VIGIPÓS –
Farmacovigilância pós-comercialização.
D
Armazenamento e utilização de medicamentos pela população e desenvolvimento de pesquisa para novos
fármacos.
A alternativa D está correta.
O armazenamento e a utilização de medicamentos pela população não se apresentam na lógica da
utilização da Farmacoeconomia por gestores financeiros.
Questão 2
Também aprendemos neste módulo sobre a evolução histórica da Farmacoeconomia. A seguir,
são listadas algumas definições. Assinale a alternativa que representa corretamente a
definição de Farmacoeconomia.
A
Descrição e análise dos custos da terapia medicamentosa para os sistemas de saúde e a sociedade.
B
Ciência que estuda o percurso que a medicação realiza no corpo humano, ou no organismo que está sendo
medicado, e toda a ação que a droga administrada sofre ao ser absorvida, transformada ou biotransformada
até o seu processo de eliminação corpórea.
C
Estuda a ação de um medicamento no organismo humano.
D
Área da farmácia voltada à ciência e à prática do uso racional de medicamentos, por meio da qual os
farmacêuticos prestam cuidados ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-
estar e prevenir doenças.
A alternativa A está correta.
A Farmacoeconomia é a ciência ou o estudo dos custos da utilização de medicamentos nos sistemas de
saúde.
2. Avaliação econômica dos medicamentos
Relações da Farmacoeconomia com a pesquisa de
resultados
Os tomadores de decisão podem usar os métodos da Farmacoeconomia para avaliar e comparar os custos
totais das opções de tratamento e os resultados associados a elas. Para mostrar isso graficamente, pense nos
dois lados de uma equação: (1) os insumos (custos) usados para adquirir e usar o medicamento e (2) os
resultados relacionados à saúde.
Imagem 1: Equação da Farmacoeconomia.
No centro da equação, o medicamento é simbolizado por Rx. Se apenas o lado esquerdo da equação for
medido sem que os resultados sejam levados em conta, esta é uma análise de custo (ou uma análise
econômica parcial). Se apenas o lado direito da equação for medido sem que os custos sejam levados em
conta, este é um estudo clínico ou de resultados (não uma análise econômica). Para ser uma verdadeira
análise farmacoeconômica, ambos os lados da equação devem ser considerados e comparados. É importante
destacar que essa análise envolve a pesquisa de resultados.
 
A pesquisa de resultados é definida como uma tentativa de identificar, medir e avaliar os resultados dos
serviços de saúde. Pode incluir não apenas consequências clínicas e econômicas, mas também resultados,
como o estado de saúde do paciente e a satisfação com o atendimento em saúde.
Atenção
A Farmacoeconomia é um tipo de pesquisa de resultados, mas nem todas as pesquisas de resultados
são pesquisas farmacoeconômicas. 
Modelos de análise farmacoeconômica
Todos os quatro tipos de análises farmacoeconômicas seguem o diagrama mostrado na Tabela 1. Eles medem
custos ou entradas em dinheiro e avaliam os resultados associados a esses custos. As análises
farmacoeconômicas são categorizadas pelo método usado para avaliar os resultados:
AMC
Se os resultados forem considerados equivalentes, o estudo é chamado de Análise de Minimização de
Custos.
ACB
Se os resultados são medidos em valor monetário, o estudo é chamado de Análise de Custo-
Benefício.
ACE
Se os custos são medidos em unidades naturais (por exemplo, curas, anos de vida, pressão arterial),
o estudo é chamado de Análise de Custo-Efetividade.
ACU
Se os resultados levarem em consideração as preferências do paciente (ou utilidades), o estudo é
denominado Análise de Custo-Utilidade.
Cada tipo de análise inclui uma medida de custos em valor monetário. A avaliação desses custos é discutida
primeiro, seguida por outros exemplos de como os resultados são medidos para esses quatro tipos de
estudos.
Metodologia Unidade de
Mensuração de Custo Unidade de Mensuração de Resultados
Análise de Minimização
de Custos (AMC)
$
Assumido como equivalente em
comparação aos grupos de análises.
Análise de Custo-
Benefício (ACB)
$ $
Análise de Custo-
Efetividade (ACE)
$
Unidades naturais (ganhos de anos de
vida, análise da pressão arterial...).
Análise de Custo-
Utilidade (ACU)
$
Qualidade de vida ajustada em anos ou
outra unidade.
Tabela 1: Quatro tipos de análises farmacoeconômicas.
Tipos de custos
Os custos são calculados para estimarem-se os recursos (ou entradas) que são usados na produção de um
resultado.
 
Os estudos farmacoeconômicos categorizam os custos em quatro tipos.
 
Os Custos diretos não clínicos são custos diretamente associados ao tratamento, mas não são de natureza
clínica. São considerados custos não clínicos:
 
Custo de viagem de e para o consultório médico ou hospital.
 
Babá para os filhos de um paciente.
 
• 
• 
Alimentaçãoe alojamento necessários para os pacientes e suas famílias durante tratamento fora da
cidade.
 
Os custos indiretos envolvem aqueles que resultam da perda de produtividade devido à doença ou morte.
Observe que o termo contábil “custos indiretos”, que é usado para atribuir despesas gerais, é diferente do
termo econômico, que se refere à perda de produtividade do paciente ou de sua família devido à doença.
 
Os custos intangíveis incluem os custos de dor, sofrimento, ansiedade ou fadiga, que ocorrem por causa de
uma doença ou do tratamento dela. É difícil medir ou atribuir valores aos custos intangíveis.
O tratamento de uma doença pode incluir todos os quatro tipos de custos.
Exemplo
Os custos de uma cirurgia incluiriam: Custos médicos diretos da cirurgia (medicamentos, taxas de
quarto, exames laboratoriais e serviços médicos). Custos diretos não médicos (viagem e hospedagem
para o dia pré-operatório). Custos indiretos (custos devidos ao paciente faltando ao trabalho durante a
cirurgia e período de recuperação). Custos intangíveis (devido à dor e ansiedade). A maioria dos estudos
relata apenas os custos médicos diretos. Isso pode ser apropriado dependendo do objetivo ou da
perspectiva do estudo. 
Exemplo
Se o objetivo é medir os custos do hospital para dois procedimentos cirúrgicos que diferem em custos
médicos diretos (por exemplo, usando alta dose versus baixa dose de aprotinina em cirurgia de
revascularização do miocárdio), mas que devem ter custos não médicos, indiretos e intangíveis similares,
medir todos os quatro tipos de custos pode não ser garantido. 
Para determinar quais custos são importantes para serem medidos, a perspectiva do estudo deve ser
determinada. A teoria econômica sugere que a perspectiva mais adequada é a da sociedade. Os custos
sociais incluem custos para a seguradora ou o sistema de saúde, custos para o paciente e custos indiretos,
devido à perda de produtividade. Embora essa possa ser a perspectiva mais adequada de acordo com a teoria
econômica, raramente é vista na literatura farmacoeconômica. As perspectivas mais comumente utilizadas
nos estudos farmacoeconômicos são:
 
Perspectiva da instituição de saúde.
 
A perspectiva do pagador.
• 
• 
• 
Perspectiva
Perspectiva é um termo farmacoeconômico que descreve quais custos são relevantes com base no
objetivo do estudo. 
Saiba mais
A perspectiva do pagador pode incluir os custos de terceiros, do paciente ou uma combinação do
copagamento do paciente e dos custos dos terceiros. 
Avaliação de resultados
Os métodos associados aos resultados de medição (o lado direito da equação da imagem 1) serão discutidos
nesta seção. Conforme mostrado na Tabela 1, existem quatro maneiras de medir os resultados: AMC, ACB,
ACE e ACU. Cada tipo de medição de resultado está associado a um tipo diferente de análise
farmacoeconômica. As vantagens e desvantagens de cada tipo de análise serão discutidas a seguir.
Análise de Minimização de Custos (AMC)
Para uma AMC, os custos são medidos em valor monetário, e os resultados são considerados equivalentes.
 
Em ambos os casos, espera-se que todos os resultados (por exemplo, eficácia, incidência de interações
medicamentosas ou eventos adversos) sejam iguais, mas os custos não. Alguns pesquisadores afirmam que
uma AMC não é um verdadeiro estudo farmacoeconômico, porque os custos são medidos, mas os resultados
não. Outros dizem que a força de uma AMC depende da evidência de que os resultados são os mesmos. Esta
evidência pode ser baseada em estudos anteriores, publicações, dados das agências reguladores (como a
ANVISA ou FDA) ou opiniões de especialistas.
Vantagem 
A vantagem desse tipo de estudo é que ele é
relativamente simples em comparação com
outros tipos de análises, pois os resultados
não precisam ser medidos.
Desvantagem 
A desvantagem desse tipo de análise é
que ela só pode ser usada quando os
resultados são considerados idênticos.
Exemplo
A administração intravenosa de um aminoglicosídeo uma vez ao dia versus a administração convencional
a cada oito horas (Tabela 2). O custo de aquisição do medicamento foi de R$ 43,70 para cada dose de
oito horas e R$ 55,39 para a administração de dose única. Sem incluir dosificações farmacocinéticas dos
medicamentos em laboratório, os custos da bolsa intravenosa (R$ 29,32), preparação (R$ 13,81) e
administração (R$ 67,63) foram de R$ 110,76 para a administração três vezes ao dia do medicamento A;
versus R$ 42,23 na administração do medicamento B (bolsa intravenosa R$ 10,90, preparação R$ 6,20 e
administração R$ 25,13) para a dose única diária. Com resultados clínicos essencialmente equivalentes, a
administração de uma vez ao dia do aminoglicosídeo minimizou os custos hospitalares (R$97,62 versus
R$ 154,46). 
Tipo de custo Doses de 8/8h Dose diária
Custo da aquisição do medicamento R$ 43,70 R$ 55,39
Bolsa intravenosa R$ 29,32 R$ 10,90
Custo da preparação R$ 13,81 R$ 6,20
Custo da administração R$ 67,63 R$ 25,13
Custo total R$ 154,46 R$ 97,62
Tabela 2: Exemplo de Minimização de Custos.
Análise de Custo-Benefício (ACB)
Uma ACB mede os insumos e os resultados em termos monetários. A vantagem de usar uma ACB é que
alternativas com resultados diferentes podem ser comparadas, pois cada resultado é convertido em uma
mesma unidade (dinheiro).
Exemplo
Os custos (entradas) de fornecer um serviço farmacocinético versus uma clínica de diabetes podem ser
comparados com a economia de custos (resultados) associados a cada serviço, embora diferentes tipos
de resultados sejam esperados para cada alternativa. 
Muitas ACB são realizadas para determinar como as instituições podem gastar melhor seus recursos para
produzir benefícios monetários.
Outro uso mais complexo da ACB consiste em
medir os resultados clínicos (por exemplo,
evitar a morte, reduzir a pressão arterial e
reduzir a dor) e atribuir um valor monetário a
esses resultados clínicos. É um tipo de ACB que
não é frequentemente visto na literatura
farmacêutica, mas tem sua importância. Esse
uso do método ainda oferece a vantagem de
que alternativas com diferentes tipos de
resultados podem ser avaliadas, mas a
desvantagem é que é difícil atribuir um valor
monetário à dor, ao sofrimento e à vida
humana.
Existem dois métodos comuns que os
economistas usam para estimar um valor para essas consequências relacionadas à saúde: a abordagem do
capital humano (CH) e a abordagem da disposição de pagar (DP). A abordagem CH assume que os valores
dos benefícios para a saúde são iguais à produtividade econômica que eles permitem. O custo da doença é o
custo da produtividade perdida devido à doença. A renda esperada de uma pessoa antes dos impostos e/ou
um valor inserido para atividades fora do mercado (por exemplo, trabalho doméstico e cuidado infantil) é
usada como uma estimativa dos valores de quaisquer benefícios de saúde para essa pessoa.
 
A abordagem CH foi usada para calcular os custos e benefícios da administração de uma vacina
meningocócica para estudantes universitários. Neste estudo, o valor da produtividade futura de um estudante
universitário foi estimado em R$ 1 milhão. Porém, existem desvantagens em usar esse método. Os ganhos das
pessoas podem não refletir seu verdadeiro valor para a sociedade, e este método carece de uma literatura
sólida de pesquisa para apoiar tal noção.
O método DP calcula o valor dos benefícios para a saúde
estimando quanto as pessoas pagariam para reduzir sua
chance de um resultado adverso para a saúde. Por exemplo,
se um grupo de pessoas está disposto a pagar, em média,
R$ 100,00 para reduzir sua chance de morrer de 1:1000 para
1:2000, teoricamente uma vida valeria R$ 200.000,00 [R$
100,00 / (0,001–0,0005)]. O problema é o que as pessoas
dizem que estão dispostas a pagar pode não corresponder
ao que realmente pagariam, e é discutível se as pessoas
puderem responder de forma significativa a perguntas
sobre uma redução de 0,0005 nos resultados.
Exemplo
O proprietário de uma farmácia comunitária está considerando a oferta de um novo serviçode farmácia
clínica. O objetivo da análise é estimar os custos e benefícios monetários de dois serviços possíveis nos
próximos três anos (Tabela 3). O serviço clínico A custaria R$ 50.000,00 em custos iniciais e
operacionais durante o primeiro ano e R$ 20.000,00 no segundo e terceiro anos. O serviço clínico A
proporcionaria uma receita adicional de R$ 40.000,00 em cada um dos três anos, o serviço clínico B
custaria R$ 40.000,00 em custos iniciais e operacionais no primeiro ano e R$ 30.000,00 no segundo e
terceiro anos. O serviço clínico B proporcionaria receita adicional de R$ 45.000,00 para cada um dos três
anos. A Tabela 3 ilustra a comparação de ambas as opções usando a perspectiva da farmácia
comunitária sem desconto e quando uma taxa de desconto de 5% é usada. Embora ambos os serviços
sejam estimados para serem benéficos em termos de custos, o serviço clínico B tem uma relação custo-
benefício mais alta e um benefício líquido maior quando comparado ao serviço clínico A. 
 R$ ano 1 R$ ano 2 R$ ano 3 Total em R$ Razão Custo-Benefício em R$ Benefícios em R$
Custo de
A
50.000,00
(50.000,00)
20.000,00
(19.048,00)
20.000,00
(18.140,00)
90.000,00
(87.188,00)
120.000,00/90.000,00=1,33:1
(114.376,00/87.188,00=1,31:1)
120.000,00/90.000,00=
30.000,00
(114.376,00/87.188,00=
27.188,00)Benefício
de A
40.000,00
(40.000,00)
40.000,00
(38.095,00)
40.000,00
(36.281,00)
120.000,00
(114.376,00)
Custo de
B
40.000,00
(40.000,00)
30.000,00
(28.571,00)
30.000,00
(27.211,00)
100.000,00
(95.782,00)
135.000,00/100.000,00=1,35:1
(128.673,00/95.782,00=1,34:1
135.000,00/100.000,00=
35.000,00
(128.673,00/95.782,00=
32.891,00)Benefício
de B
45.000,00
(45.000,00)
45,000,00
(42.857,00)
45.000,00
(40.816,00)
135.000,00
(128.673,00)
Tabela 3: Exemplos de cálculos de ACB.
Análise de Custo-Utilidade (ACU)
Uma ACU leva em consideração as preferências do paciente ao medir as consequências para a saúde. A
unidade mais comum usada na realização da ACU são as QALY. Uma QALY (termo em inglês) é uma medida de
utilidade para a saúde que combina qualidade e quantidade de vida, conforme determinado por algum
processo de avaliação. A vantagem de usar esse método é que diferentes tipos de resultados de saúde
podem ser comparados usando uma unidade comum (QALY) sem colocar um valor monetário nesses
resultados de saúde (como ACB). A desvantagem desse método é que é difícil determinar um valor QALY
preciso. Esta é uma medida de resultado que não é bem compreendida ou adotada por muitos gestores e
tomadores de decisão. Portanto, esse método não é comumente visto na literatura farmacêutica. A razão pela
qual os pesquisadores estão trabalhando para estabelecer métodos para medir QALYs é a crença de que um
ano de vida (um resultado de unidade natural que pode ser usado em ACE) em um estado de saúde não deve
receber o mesmo peso de um ano de vida em outro.
 
Existem três métodos comuns para determinar as pontuações do QALY:
 
Escalas de Avaliação (EA) 
 
Aposta padrão (AP)
 
Compensação de Tempo (CT)
Saiba mais
Uma escala de avaliação consiste em uma linha em uma página, semelhante a um termômetro, com
saúde perfeita na parte superior (100) e morte na parte inferior (0). Diferentes estados de doença são
descritos aos sujeitos, e eles são solicitados a colocar os diferentes estados de doença em algum lugar
da escala, indicando preferências em relação a todas as doenças descritas. Assim, se eles colocarem um
estado de doença em 70 na escala, o estado de doença receberá uma pontuação de 0,7 QALY. 
O segundo método para determinar a preferência do paciente (ou utilidade) é o método de aposta padrão.
Para esse método, cada disciplina tem duas alternativas:
Alternativa 1
É o tratamento com dois resultados possíveis: o retorno à saúde normal ou a morte imediata.
Alternativa 2
É o resultado certo de um estado de doença crônica para o resto da vida.
A probabilidade (p) de morrer é variada até que o sujeito seja indiferente entre a alternativa 1 e a alternativa 2.
Exemplo
Uma pessoa considera duas opções: um transplante de rim com 20% de probabilidade de morrer durante
a operação (alternativa um) ou diálise para o resto de sua vida (alternativa dois). Se esse percentual for
seu ponto de indiferença (ele não faria a operação se as chances de morrer durante a operação fossem
maiores do que 20%), o QALY é calculado como 1 - þ ou 0,8 QALY. 
• 
• 
• 
A terceira técnica para medir as preferências de saúde é o método CT. Novamente, o assunto é oferecido em
duas alternativas:
 
A alternativa A é um determinado estado de doença por um período específico de tempo t, a
expectativa de vida de uma pessoa com a doença, depois a morte.
 
A alternativa B é ser saudável para o tempo x, que é menor do que t.
Análise de avaliação
Agora, você assistirá ao vídeo a seguir para compreender profundamente a análise de avaliação econômica.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
No módulo 2, aprendemos sobre análise de avaliação econômica dos medicamentos.
Verificamos que existem quatro tipos de análises farmacoeconômicas.
Assinale a alternativa que não representa uma dessas análises:
A
Análise de Minimização de Custos (AMC).
B
Análise de Custo-Benefício (ACB).
C
Análise de Custo-Universal (ACU).
D
Análise de Custo-Utilidade (ACU).
A alternativa C está correta.
Os tipos de análises farmacoeconômicas que vimos no módulo 2 foram: Análise de Minimização de Custo
(AMC), Análise Custo-Benefício (ACB) e Análise de Custo-Utilidade (ACU). Não existe, neste escopo,
Análise de Custo-Universal na Farmacoeconomia.
• 
• 
Questão 2
Em análise de avaliação econômica dos medicamentos, aprendemos os quatro tipos de
análises farmacoeconômicas. Assinale a alternativa que não identifica corretamente a análise
correspondente:
A
Para uma AMC, os custos são medidos em valor monetário, e os resultados são considerados equivalentes.
B
Uma ACU leva em consideração o valor monetário para o paciente, ao medir as consequências para a saúde.
C
Uma ACE mede custos em valor monetário e resultados em unidades de saúde naturais, como curas, vidas
salvas ou pressão arterial.
D
Uma ACB mede os insumos e os resultados em termos monetários.
A alternativa B está correta.
A ACU leva em consideração as preferências do paciente, ao medir as consequências para a saúde.
3. Análise dos resultados farmacoeconômicos
Ajustes de tempo para custos
Quando os custos são estimados a partir de informações coletadas por mais de um ano antes do estudo ou
por mais de um ano no futuro, é necessário ajustar os custos. Se os dados retrospectivos forem usados para
avaliar os recursos usados ao longo de vários anos, esses custos devem ser ajustados para o ano atual.
Se os custos são estimados com base em
valores monetários gastos ou economizados
em anos futuros, outro tipo de ajuste, chamado
“desconto”, é necessário. Existe um valor de
tempo associado ao dinheiro. A maioria das
pessoas (e empresas) prefere receber dinheiro
hoje, em vez de mais tarde. Portanto, um real
recebido hoje vale mais do que um real
recebido no próximo ano — valor do dinheiro no
tempo.
"Taxa de desconto", um termo de finanças,
aproxima-se do custo de capital, levando em
consideraça as taxas de juros do dinheiro
emprestado e, a seguir, estima o valor do
dinheiro no tempo. A partir d (VP) das despesas e economias futuras pode ser calculado. O fator de desconto
é igual a , em que (r) é a taxa de desconto e (n) é o ano em que ocorre o custo ou a economia.
Análise de Custo-Efetividade (ACE)
Esta é o tipo de análise farmacoeconômica mais
comumente encontrada na literatura farmacêutica. Uma
vantagem de se usar uma ACE é que as unidades de saúde
são resultados comuns que os profissionais podem
compreender prontamente, e esses resultados não
precisam ser convertidos em valores monetários. Por outro
lado, as alternativas utilizadas na comparação devem ter
respostas que são medidas nas mesmas unidades, como
vidas salvascom cada um dos dois tratamentos. Se mais de
um resultado de unidade natural for importante ao conduzir
a comparação, uma razão de custo-efetividade deve ser
calculada para cada tipo de conclusão. Os resultados não
podem ser agrupados em uma medida de unidade em ACE,
tal como pode ocorrer com ACB (resultado = reais) ou ACU
(resultado = anos de vida ajustados pela qualidade). Como a ACE é o tipo mais comum de estudo
farmacoeconômico na literatura farmacêutica, muitos exemplos estão disponíveis.
Saiba mais
Uma ACE mede custos em valor monetário e resultados em unidades de saúde naturais, como curas,
vidas salvas ou pressão arterial. 
Uma grade de custo-efetividade (Tabela 4) pode ser usada para ilustrar a definição de custo-efetividade. Para
determinar se uma terapia ou um serviço é custo-efetivo, tanto os custos quanto a eficácia devem ser
considerados. Agora, você precisa pensar em comparar uma nova terapia com o tratamento padrão atual. Se o
novo tratamento 1 for mais eficaz e menos caro (célula G), o tratamento 2 mais eficaz pelo mesmo preço
(célula H) ou se o tratamento 3 tiver a mesma eficácia por um preço mais baixo (célula D), a nova terapia é
considerada econômica. Por outro lado, se o novo medicamento 1 é menos eficaz e mais caro (célula C), o 2
tem a mesma eficácia, mas custa mais (célula F), ou o 3 tem menor eficácia pelos mesmos custos ( célula B),
então o novo produto não é custo-efetivo.
Custo-efetividade Baixo custo Mesmo custo Alto custo
Baixa efetividade A B C
Mesma efetividade D E F
Alta efetividade G H I
Tabela 4: Custo-Efetividade.
Existem três outras possibilidades: o novo medicamento 1 é mais caro e mais eficaz (célula I) — um achado
muito comum —, o 2 é menos caro, mas menos eficaz (célula A) ou o 3 tem o mesmo preço e a mesma
eficácia do produto padrão (célula E). Para a célula média E, outros fatores podem ser considerados para
determinar qual medicamento pode ser melhor. Para as outras duas células (células I e A), uma razão de
custo-efetividade incremental (RCEI) é calculada para determinar o custo extra para cada unidade a mais de
resultado. A subjetividade implica se o benefício agregado compensa o custo agregado, sendo uma
desvantagem da ACE.
Exemplo
A superintendência de assistência farmacêutica de um município está tentando decidir se adiciona um
novo agente redutor de colesterol à sua REMUME. O novo produto tem um efeito maior na redução do
colesterol do que o agente atualmente preferido, mas uma dose diária do novo medicamento também é
mais cara. Usando a perspectiva da superintendência (por exemplo, custos clínicos diretos do produto
para a superintendência), os resultados serão apresentados de três modos nas Tabelas 5 a 7, para
ilustrar as várias maneiras como os custos e a efetividade são apresentados na literatura. A Tabela 5
apresenta a lista simples dos custos e benefícios das duas alternativas. Às vezes, para cada alternativa,
os custos e vários resultados são listados, mas nenhuma proporção é realizada — isso é denominado
análise de custo-consequência (ACC). 
Alternativa Custo do medicamento
por 12 meses
Diminuição do LDL (Lipoproteína de baixa
densidade) em 12 meses (mg/dL)
Medicamento
atual R$ 1000,00 25
Novo
medicamento R$ 1500,00 30
Tabela 5: Lista de Custos e Resultados.
O segundo método de apresentação dos resultados inclui o cálculo da relação custo-efetividade média (CEM)
para cada alternativa. A Tabela 6 mostra a relação custo-efetividade para as duas alternativas. A RCE é a
razão de recursos usados por unidade de benefício clínico e implica que esse cálculo foi feito em relação a
não fazer nada ou não fazer tratamento. Nesse caso, o medicamento atual custa R$ 40,00 para cada redução
de 1 mg/dL no LDL, enquanto o novo medicamento em consideração custa R$ 50,00 para a mesma redução.
Alternativa Custo do medicamento
por 12 meses
Diminuição do LDL em
12 meses (mg/dL)
Média de Custo por
Redução de LDL
Medicamento
atual R$ 1000,00 25 mg/dL R$ 40,00 por mg/dL
Novo
medicamento R$ 1500,00 30 mg/dL R$ 50,00 por mg/dL
Tabela 6: Razão Custo-Efetividade.
Na prática clínica, a pergunta é pouco frequente: “Devemos tratar o paciente ou não?” ou “Quais são os custos
e resultados desta intervenção versus nenhuma intervenção?”. Mais frequentemente, a pergunta é: “Como um
tratamento se compara a outro em custos e resultados?”. Para responder a essa pergunta mais comum, uma
relação de custo-efetividade incremental (RCEI) é calculada.
Atenção
O RCEI é a proporção da diferença nos custos dividida pela diferença nos resultados. A maioria dos
economistas concorda que uma RCEI (o custo extra para cada unidade de benefício adicionada) é a
forma mais apropriada de apresentar os resultados do ACE. 
A Tabela 7 mostra o custo-efetividade incremental (o custo extra de produção de uma unidade extra) do novo
medicamento em comparação com o medicamento atual. Para o novo medicamento, custa um adicional de R$
100,00 para cada redução adicional no LDL de 1 mg/dL. A superintendência precisaria decidir se esse aumento
no custo vale o aumento no benefício (melhor resultado clínico).
 
Neste exemplo, os custos e benefícios dos medicamentos são estimados para apenas um ano – aqui, o
desconto não é necessário. É importante frisar que, se os cálculos incrementais produzirem números
negativos, isso indica que um tratamento é mais eficaz e menos caro, ou dominante, em comparação com a
outra opção. Na verdade, a magnitude da razão negativa é difícil de interpretar. Como você viu anteriormente,
quando uma das alternativas é mais cara e mais eficaz do que outra, a RCEI é usada para determinar a
magnitude do custo adicionado para cada unidade na melhoria da saúde (verifique a ACE, célula I, na Tabela
4).
Alternativa
Custo do
medicamento por
12 meses
Diminuição do LDL
em 12 meses (mg/
dL)
Custo Incremental por
Redução de LDL
Medicamento
atual
R$ 1000,00 25 mg/dL
(R$1500,00 - R$1000,00) /
(30mg/dL – 25 mg/dL) = R$
100,00 por mg/dLNovo
medicamento
R$ 1500,00 30 mg/dL
Tabela 7: Razão Custo-Efetividade Incremental.
Os tomadores de decisão devem, então, decidir a partir desse tipo de informação. Por isso, você pode
encontrar na literatura muitos economistas argumentando que essa incerteza explica por que o custo-
benefício pode não ser o método preferido de análise farmacoeconômica.
Razão Custo-Efetividade e Razão Incremental
A razão de custo-efetividade pode ser
considerada uma das etapas para analisar se
um tratamento ou serviço deve ser substituído
por outro ou não. Você encontrará na literatura
como sendo a diferença entre o custo de duas
intervenções dividido pela diferença entre as
suas consequências na saúde (efetividade).
 
Você poderá também encontrar na literatura
que a transformação do impacto de um projeto
social em valor monetário pode ser
extremamente complexa, de forma a serem
necessária hipóteses frágeis ou afastadas da
realidade. Dessa forma, quando não é razoável calcular o benefício de uma intervenção, a Razão Custo-
Efetividade (RCE) mostra-se uma possibilidade para relacionar sua efetividade e seus custos.
Curiosidade
Na RCE, não é possível avaliar a viabilidade econômica da ação em saúde, entretanto é possível
comparar a efetividade de diferentes intervenções (desde que estas possuam o mesmo indicador de
impacto). Por esse motivo, podemos dizer que, quando for possível realizar a ACB, ela terá preferência
sobre a RCE. 
 ACB RCE
Quando a hipótese financeira for muito frágil. X
Se for necessário agrupar em um único benefício. X 
Se necessitar acompanhar a trajetória do benefício no futuro. X 
Se for preciso comparar duas ações com objetivos iguais, mas métodos
diferentes.
X X
Se precisar comparar duas ações com métodos e objetivos diferentes. X 
Tabela 8: Comparação entre ACB e RCE.
A RCE verifica o custo em dinheiro de uma unidade (não monetária) de impacto.
Logo, devemos interpretar da seguinte forma:
 
À medida que a RCE de uma ação aumenta, a efetividade diminui.
 
Uma ação pode ter mais de um indicadorde impacto e mais de uma RCE.
 
É importante frisar que uma RCE tem alguns aspectos a serem considerados. Uma RCE é a relação da
diferença líquida nos custos com a diferença líquida em sua eficácia entre duas intervenções. A RCE é uma
ajuda útil para tomada de decisão entre gestores de políticas que enfrentam a alocação de recursos
financeiros para cuidados em saúde de várias intervenções concorrentes. Podemos dizer que a RCE é avaliada
a partir de entradas nos custos e efeitos que estão sujeitos a variação. Assim, as análises de sensibilidade são
usadas para avaliar a extensão da incerteza da RCE. No entanto, com dados de custos e benefícios de saúde
ao nível de pacientes, coletados juntamente aos ensaios clínicos, a RCE pode ser vista em função dos
parâmetros das distribuições de custos e efeitos. Portanto, dado um modelo de probabilidade para custos de
amostragem e efeitos, a RCE pode ser estimada a partir dos dados disponíveis e pode-se fazer inferência
estatística formal para aplicar e avaliar a variabilidade inerente da RCE estimada.
 
Sendo a RCE uma razão de parâmetros, a distribuição de sua estimativa pode ser enviesada. Entretanto,
contabilizar a provável correlação entre custos e efeitos também é importante. Se existe um achado
significativo para a diferença na eficácia, pode influenciar o intervalo de confiança para a RCE.
Já a Relação Custo-Efetividade Incremental (RCEI)
geralmente surge quando falamos sobre comparações de
medicamentos. Uma avaliação econômica em saúde
envolve uma análise comparativa em que uma intervenção
terapêutica é comparada a outra tecnologia de saúde. Os
resultados dessa análise são expressos por meio de uma
RCEI, que é definida como a razão da variação dos custos
de uma intervenção terapêutica (em relação à alternativa,
como não fazer nada ou usar o melhor tratamento
alternativo disponível) à mudança nos efeitos da
intervenção.
A RCEI de um novo programa é definida como a proporção
de seu custo incremental (sobre sua alternativa) para o
benefício incremental que produz. Então:
 
RCEI = (C - C *) / (E - E *)
 
Onde C é CUSTO e E é EFETIVIDADE, desde que o denominador não seja zero.
 
Quando C > C * e E > E *, a RCEI é o custo adicional para cada unidade de benefício de saúde obtida com a
adoção do novo tratamento, em vez de sua alternativa
 
Uma das regras de decisão da RCEI, dentro de um “cluster” de k programas concorrentes não dominantes
classificados em ordem crescente de eficácia, é:
 
E1Custo-Efetividade e Razão Incremental.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Neste módulo, aprendemos que as análises dos resultados da Farmacoeconomia apresentam
fórmulas que facilitam sua utilização. Assinale, a seguir, a alternativa que identifica a equação
da RCEI:
A
RCEI = (C1 – C0) / (E1 – E0).
B
RCEI = Valor em R$/(E1 – E0).
C
RCEI = RCE/(C1 – C0).
D
RCE = Valor em R$/Impacto não monetário.
A alternativa A está correta.
RCEI = custo do medicamento menos o custo da tecnologia de comparação, dividido pelas consequências
do medicamento, menos as consequências do comparador.
Questão 2
No Módulo 3, aprendemos a análise dos resultados e verificamos que a RCE é dependente de
alguns fatores para preferência de utilização. Assinale, a seguir, a alternativa que corresponde
a esse fator:
A
Se for necessário agrupar em um único benefício.
B
Quando a hipótese financeira for muito frágil.
C
Se precisar comparar duas ações com métodos e objetivos diferentes.
D
Se necessitar acompanhar a trajetória do benefício no futuro.
A alternativa B está correta.
A RCE é indicada para relacionar sua efetividade e seus custos.
4. Conclusão
Considerações finais
Neste tema, vimos a evolução da disciplina Farmacoeconomia e sua importância e suas aplicações tanto em
prestadores quanto em sistemas de saúde. Verificamos e reconhecemos as análises farmacoeconômicas,
suas aplicações e como interpretá-las.
 
Além disso, ao longo deste conteúdo, foi possível identificar as análises dos resultados e suas aplicações
práticas. Por fim, comparamos as ferramentas utilizadas e entendemos como considerá-las na prática da
gestão farmacêutica.
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Veja como Silvia Regina Secoli e colaboradores abordam a Farmacoeconomia como instrumento de tomada de
decisão no artigo Farmacoeconomia: perspectiva emergente no processo de tomada de decisão.
 
Veja também como Ingrid de Queiroz Fernandes e colaboradores utilizam a Farmacoeconomia para avaliar
uma ação econômica em um serviço de saúde no artigo Impacto farmacoeconômico da racionalização do uso
de antimicrobianos em unidades de terapia intensiva.
Referências
BOOTMA, J. L; MCGHAN, W. F. Pharmacoeconomics: historical perspective. The Annals of Pharmacotherapy.
Townsend RJ. 40, 518–519, 2006.
 
BROCKHUIS, B; LASS, P; POPOWSKI, P.; SCHEFFLER, J. An introduction to economic analysis in medicine–the
basics of methodology and chosen terms. Examples of results of evaluation in nuclear medicine. Nucl Med Rev
Cent East Eur. 5(1):55–59, 2002.
 
HOLLOWAY, K; VAN DIJK, L. The world medicines situation. Rational Use of Medicines. Geneva: WHO. 2011.
 
LOVATT, B. The United Kingdom guidelines for the economic evaluation of medicines. Med Care.;
34(Suppl):DS179–81, 1996.
 
SANCHEZ, L. A. Applied pharmacoeconomics: evaluation and use of pharmacoeconomic data from the
literature. Am J Health-Syst Pharm. 56:1630-8, 1999.
 
TONON, L. M; TOMO, T. T.; SECOLI, S. R. Farmacoeconomia: análise de uma perspectiva inovadora na prática
clínica da enfermeira. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2008;17(1):177-82.
	Farmacoeconomia
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Histórico e a evolução de Farmacoeconomia
	Histórico e evolução do conceito de Farmacoeconomia
	Relevância e aplicações
	Saiba mais
	Farmacoeconomia: perspectiva
	Década de 1960
	Década de 1970
	Década de 1980
	Curiosidade
	Histórico da Farmacoeconomia
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Neste módulo, aprendemos a relevância e as aplicações da Farmacoeconomia, que tem a característica de ser uma ferramenta para os gestores de recursos financeiros da saúde. Neste sentido, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma situação essencial de utilização:
	Também aprendemos neste módulo sobre a evolução histórica da Farmacoeconomia. A seguir, são listadas algumas definições. Assinale a alternativa que representa corretamente a definição de Farmacoeconomia.
	2. Avaliação econômica dos medicamentos
	Relações da Farmacoeconomia com a pesquisa de resultados
	Atenção
	Modelos de análise farmacoeconômica
	AMC
	ACB
	ACE
	ACU
	Tipos de custos
	Exemplo
	Exemplo
	Saiba mais
	Avaliação de resultados
	Análise de Minimização de Custos (AMC)
	Exemplo
	Análise de Custo-Benefício (ACB)
	Exemplo
	Exemplo
	Análise de Custo-Utilidade (ACU)
	Saiba mais
	Alternativa 1
	Alternativa 2
	Exemplo
	Análise de avaliação
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	No módulo 2, aprendemos sobre análise de avaliação econômica dos medicamentos. Verificamos que existem quatro tipos de análises farmacoeconômicas.Assinale a alternativa que não representa uma dessas análises:
	Em análise de avaliação econômica dos medicamentos, aprendemos os quatro tipos de análises farmacoeconômicas. Assinale a alternativa que não identifica corretamente a análise correspondente:
	3. Análise dos resultados farmacoeconômicos
	Ajustes de tempo para custos
	Análise de Custo-Efetividade (ACE)
	Saiba mais
	Exemplo
	Atenção
	Razão Custo-Efetividade e Razão Incremental
	Curiosidade
	Saiba mais
	Razão média de custo-efetividade
	Estimativa da relação custo-efetividade
	Exemplificando Razão Custo-Efetividade e Razão Incremental
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	Neste módulo, aprendemos que as análises dos resultados da Farmacoeconomia apresentam fórmulas que facilitam sua utilização. Assinale, a seguir, a alternativa que identifica a equação da RCEI:
	No Módulo 3, aprendemos a análise dos resultados e verificamos que a RCE é dependente de alguns fatores para preferência de utilização. Assinale, a seguir, a alternativa que corresponde a esse fator:
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
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	Referências

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