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Efeitos da Variação da Temperatura Nas Plantas • Estresse pelo calor: Altas temperaturas causam produção excessiva de espécies reativas, danificando células. • Consumo de energia: A planta consome mais energia para sobreviver em altas temperaturas. • Redução de crescimento: Ocorre devido à inibição da fotossíntese e redução na absorção de nutrientes. Nos Animais • Hormônio de crescimento: A temperatura elevada reduz a secreção do hormônio de crescimento (STH ou GH), afetando o crescimento muscular. • Produção de leite: Afeta o mecanismo de produção de leite e reduz a ingestão de alimentos. • Irritabilidade: O calor pode aumentar a irritabilidade dos animais, dificultando o manejo. Temperatura do Ar e do Solo Conceito de Temperatura • Energia Cinética: A temperatura está relacionada ao grau médio de vibração das partículas de um corpo. Transferência de Calor • Condução Térmica: Transferência de calor por contato direto entre partículas. • Convecção Térmica: Ocorre em fluidos como ar e água, onde o calor é transportado por movimentos convectivos. • Irradiação Térmica: Transferência de calor por ondas eletromagnéticas, como a radiação solar. Calor • Calor Sensível: A energia transferida muda a temperatura do corpo sem alterar o estado físico. • Calor Latente: A energia transferida muda o estado físico do corpo sem alterar a temperatura. Temperatura do Ar Fatores Determinantes • Macroclimáticos: Latitude, altitude, correntes oceânicas, continentalidade/oceanidade. • Topoclimáticos: Relevo e exposição do terreno. • Microclimáticos: Cobertura do terreno. Variações de Temperatura • Diárias: Máximas ocorrem 2-3 horas após o pico de energia solar; mínimas antes do nascer do sol. • Anuais: Mínimas no inverno e máximas no verão. • Espaciais: Influenciadas por fatores como latitude, altitude, e proximidade de corpos d'água. Temperatura do Solo Definição • Determinada pelo aquecimento da superfície pela radiação solar. Fatores Determinantes • Externos: Irradiância solar, temperatura do ar, nebulosidade, vento e chuva. • Intrínsecos: Cobertura do solo, relevo, tipo de solo. Variação de Temperatura • Tautócronas: Variação ao longo do dia e da profundidade. Termometria Tipos de Termômetros • Dilatação de Líquido: Usa mercúrio ou álcool que se dilata com o calor. • Máxima: Usa mercúrio, possui uma constrição para impedir o retorno do líquido. • Mínima: Usa álcool, com bulbo em forma de U para maior contato com a atmosfera. • Eletrônico: Usa uma liga metálica que altera a propagação de pulsos elétricos conforme a temperatura. A atmosfera terrestre é composta por várias camadas, cada uma com características físicas e químicas distintas: • Troposfera: A camada mais próxima da superfície terrestre, onde ocorrem todos os fenômenos meteorológicos, como ventos, chuvas e nuvens. A temperatura na troposfera diminui com a altitude, devido à rarefação do ar e à redução da pressão atmosférica. • Estratosfera: Localiza-se acima da troposfera, onde a temperatura aumenta com a altitude, devido à absorção da radiação solar pelas moléculas de ozônio. Essa camada contém a maior concentração de ozônio (O₃). • Mesosfera: Acima da estratosfera, é onde a temperatura volta a cair, sendo a camada mais fria da atmosfera. • Termosfera: A camada mais externa, onde a temperatura aumenta novamente com a altitude devido à absorção de radiação de alta energia. Composição da Atmosfera A atmosfera é composta principalmente por: • Nitrogênio (N₂): ~78% • Oxigênio (O₂): ~21% • Outros Gases (como Argônio, Dióxido de Carbono): ~1% Além desses gases, há componentes em concentrações variáveis, como dióxido de carbono (CO₂), vapor d'água (H₂O), metano (CH₄), óxidos de nitrogênio (N₂O), entre outros, que desempenham papéis críticos no balanço de radiação da Terra e em processos biológicos, como a fotossíntese. Movimentos Atmosféricos Os movimentos da atmosfera ocorrem em resposta a diferenças de pressão entre diferentes regiões da Terra. Essas diferenças de pressão são causadas pela variação na incidência e absorção da radiação solar, que é mais intensa na região equatorial e menos nos polos, devido à posição relativa da Terra em relação ao Sol. Os movimentos atmosféricos são influenciados por diversas forças: 1. Gravidade: Contribui para a pressão atmosférica. 2. Gradiente de Pressão: Força que move o ar de regiões de alta pressão para regiões de baixa pressão. 3. Coriolis: Resultante da rotação da Terra, que desvia o movimento dos ventos para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul. 4. Atrito: Força que atua na superfície terrestre, reduzindo a velocidade dos ventos. 5. Flutuações Térmicas: Causadas pela variação de temperatura, afetam a densidade do ar e, consequentemente, a pressão atmosférica. Esses movimentos formam sistemas como ciclones (centros de baixa pressão) e anticiclones (centros de alta pressão), que influenciam a direção e a velocidade dos ventos, e são responsáveis por fenômenos como frentes frias e quentes. Massas de Ar As massas de ar são grandes volumes de ar que adquirem características térmicas e de umidade de acordo com a região onde se formam. Na América do Sul, as principais massas de ar são: • Equatorial Marítima: Quente e úmida. • Equatorial Continental: Quente e úmida. • Tropical Continental: Quente e seca. • Tropical Marítima: Amena e úmida. Fenômenos Atmosférico-Oceânicos El Niño e La Niña são fenômenos que afetam o clima globalmente. El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, enquanto La Niña é o resfriamento. Esses fenômenos influenciam os padrões de vento e os regimes de chuva em várias partes do mundo. Umidade Relativa do Ar e Orvalho A umidade do ar refere-se ao teor de vapor d'água presente na atmosfera, variando de 0 a 4% do volume de ar. A água, única substância que existe nas três fases (sólida, líquida e gasosa) na atmosfera, desempenha um papel crucial em processos físicos naturais, como o transporte de calor, absorção de radiação, evaporação e condensação. Esses processos afetam diversos aspectos da agricultura, silvicultura, pecuária e conservação de alimentos. Definições e Conceitos • Ar Seco: Quando a umidade corresponde a 0% do volume de ar. • Ar Úmido: Quando a umidade corresponde a um valor entre 0% e 4% do volume de ar. • Ar Saturado: Quando o ar atinge a capacidade máxima de retenção de vapor d'água, igualando as taxas de escape e retorno de moléculas de água entre a superfície líquida e o ar. A pressão atmosférica total (P_atm) é a soma das pressões parciais dos constituintes atmosféricos, incluindo o vapor d'água (P_H2Ov). A pressão parcial do vapor d'água no ar úmido é simbolizada por "e", e na condição de saturação, por "es". A umidade relativa (UR) é calculada pela razão entre "e" e "es", multiplicada por 100, expressa em porcentagem: Equipamentos de Medida da Umidade do Ar 1. Psicrômetro: Usa as temperaturas do bulbo seco e úmido para calcular "es" e "e", determinando a UR. Existem versões de ventilação natural e forçada (Psicrômetro Assmann). 2. Higrógrafo Mecânico: Utiliza cabelo humano, que se dilata e contrai conforme a umidade, registrando a UR em um higrograma. 3. Sensor Capacitivo de UR: Utiliza um filme de polímero que altera sua capacitância ao absorver vapor d'água. Empregado em estações meteorológicas automáticas, requer calibração e limpeza periódicas. Variação Temporal da Umidade do Ar • Escala Diária: A UR varia inversamente à temperatura do ar (T_s). A pressão parcial de vapor (e_a) permanece praticamente constante ao longo do dia, enquanto a pressão de saturação (e_s) varia exponencialmente com T_s, resultando em variações contínuas da UR. • Escala Anual: A UR média mensal acompanha o regime de chuvas, sendomaior na estação chuvosa e menor na estação seca. Em regiões como Manaus, a UR é sempre maior devido à estação seca menos intensa. Determinação da Duração do Período de Molhamento (DPM) A DPM refere-se ao tempo em que superfícies vegetais permanecem molhadas, principalmente pela condensação do orvalho. É crucial para a fitossanidade, pois influencia o desenvolvimento de doenças fúngicas e bacterianas. A DPM é relacionada diretamente à UR, sendo medida por sensores eletrônicos ou estimada pelo tempo em que a UR supera 90%. Ciclo Hidrológico A precipitação, ou chuva, é o principal meio pelo qual a água retorna à superfície terrestre, fechando o ciclo hidrológico iniciado pela evaporação e transpiração. A distribuição e quantidade de chuva definem o clima de uma região e seu potencial agrícola. Condensação na Atmosfera • Núcleos de Condensação: o Essenciais para formação de gotículas de água. o Principais: Cloreto de sódio (NaCl). o Amazônia: 2-metiltreitol (álcool derivado do isopreno) é crucial para chuvas convectivas. • Saturação do Ar: o Ocorre por aumento da pressão de vapor ou resfriamento do ar. o Resfriamento adiabático: ar sobe, expande e resfria. • Gradiente Adiabático: o Ar seco: ~0,98°C/100m. o Ar úmido: ~0,6°C/100m. • Condições Atmosféricas: o Atmosfera Instável: favorece a formação de nuvens. o Atmosfera Estável: inibe a formação de nuvens. Formação das Chuvas • Elementos de Nuvem: Pequenas gotículas formadas pela condensação, que permanecem em suspensão. • Elementos de Precipitação: Gotas maiores formadas por coalescência, necessárias para ocorrer precipitação. Tipos de Chuva • Chuva Frontal: o Encontro de massas de ar com diferentes características (temperatura e umidade). o Massa de ar quente sobe sobre a massa fria, resfria e precipita. o Características: distribuição generalizada, intensidade variável, duração média a longa. • Chuva Convectiva: o Formada por convecção livre (ar quente sobe, resfria e condensa). o Características: intensidade moderada a forte, curta duração, predomínio no período da tarde/início da noite. • Chuva Orográfica: o Ar úmido é forçado a subir por barreiras orográficas (montanhas). o Precipitação na face a barlavento; sombra de chuva na face a sotavento. Medida da Chuva • Pluviômetro: o Equipamento básico para medir a precipitação. o Medida em altura pluviométrica (mm). • Pluviômetro de Báscula: o Equipamento automático, registra a chuva acumulada, horário e intensidade. • Variabilidade Espacial e Temporal: o Influência dos sistemas meteorológicos na distribuição da chuva em diferentes escalas (diária, mensal, anual). 1. Causas dos Movimentos Atmosféricos • Diferença de Pressão: o Movimentos atmosféricos ocorrem em resposta à diferença de pressão entre duas regiões. • Radiação Solar: o Diferenças de pressão são causadas pela variação na incidência e absorção da radiação solar entre regiões. o A região equatorial recebe mais radiação solar, resultando em uma atmosfera mais expandida em comparação aos polos. 2. Forças Primárias que Atuam nas Massas de Ar • Aceleração da Gravidade: o Principal responsável pela pressão atmosférica. • Flutuação Térmica: o Influencia a variação da pressão atmosférica (Patm). o Aumento da temperatura (T) diminui a pressão atmosférica e vice-versa. • Gradiente Horizontal de Pressão: o Principal força que causa o movimento do ar entre regiões com diferentes pressões. 3. Forças Secundárias que Atuam nas Massas de Ar em Movimento • Atrito: o Reduz a velocidade do movimento do ar. • Força de Coriolis: o Resulta da rotação da Terra, desviando a trajetória do ar. o Desvio para a esquerda no Hemisfério Sul (HS) e para a direita no Hemisfério Norte (HN). Esses tópicos cobrem os princípios básicos que explicam por que e como os movimentos atmosféricos ocorrem, destacando as forças envolvidas e os efeitos da radiação solar na distribuição de pressão ao longo da superfície terrestre.