Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTA MARIA CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM DOCENTE: DR. THÁRCIO RUSTON OLIVEIRA BRAGA FUNDAMENTOS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM III ESTUDO DE CASO: UMA ABORDAGEM SOBRE OS CUIDADOS PALIATIVOS, DURANTE O PROCESSO DE ENFERMAGEM. Cajazeiras - PB 2024 CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTA MARIA CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM DOCENTE: DR. THÁRCIO RUSTON OLIVEIRA BRAGA FUNDAMENTOS DO CUIDAR EM ENFERMAGEM III ESTUDO DE CASO: UMA ABORDAGEM SOBRE OS CUIDADOS PALIATIVOS, DURANTE O PROCESSO DE ENFERMAGEM. Discentes: Victor Wagner Antunes Pereira, Thalyta da Silva Brasiliano, Maria Laura de Oliveira Alves, Maria Beatriz Oliveira da Silva, Yara Tamna Ramalho Berto. Cajazeiras - PB 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO___________________________________________ 04. 2. METODOLOGIA_________________________________________ 05. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO______________________________06. _______________________________________________________ 07. _______________________________________________________ 08. 4. CONCLUSÕES___________________________________________09. 5. REFERÊNCIAS__________________________________________ 10. _______________________________________________________ 11. _______________________________________________________ 12. 1. INTRODUÇÃO As doenças neurológicas afetam cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo e são responsáveis por uma em cada dez mortes. Muitas dessas doenças são incuráveis, associando-se a baixa expectativa e qualidade de vida e um alto nível de dependência, além de gerarem sintomas que promovam sofrimento, o que justifica a importância da inclusão de cuidados paliativos (CP) no tratamento usual (Dias et al., 2021). A principal necessidade em CP é estabelecer definições prognósticas claras e planejadas cuidados adequados. Intensivistas e famílias apontaram a importância do treinamento em cuidados paliativos primários e aprimoramento da comunicação. Diferentemente de outras condições, o manejo de sintomas, embora relevante, não foi destacado como um dos maiores desafios (Afonso et al., 2019). Nesses casos, o foco é a avaliação prognóstica, que exige alta complexidade e atenção. Contudo, os modelos de previsão apresentam especificações, com precisão reduzida em alguns casos. Vale ressaltar que mesmo pacientes neurocríticos que não se encontram em fase terminal podem vivenciar uma baixa qualidade de vida (Afonso et al., 2019). A equipe responsável por esses cuidados não se restringe ao neurologista; inclui diversos profissionais, como enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros, compondo um tempo multidisciplinar (Guimarães et al., 2020). O enfermeiro exerce um papel fundamental nessa equipe, pois é responsável pelo acolhimento e por ações educativas. A transmissão de informações adequadas facilita o reconhecimento de complicações e promove o autocuidado, contribuindo significativamente para a melhoria na qualidade de vida desses pacientes (Guimarães et al., 2020). 04. 2. METODOLOGIA Este relato de experiência é fundamentado na prática clínica realizada no Hospital Regional de Cajazeiras, no dia 8 de outubro de 2024, como parte do programa acadêmico da disciplina de Enfermagem Cirúrgica I. Sob supervisão direta, o estudo teve como objetivo compreender o processo de enfermagem no atendimento a um adolescente em cuidados paliativos após cirurgia neurológica. Para a elaboração do relato, foram utilizados métodos descritivos e observacionais, com base em consulta ao prontuário, entrevista com o paciente e revisão da literatura para contextualizar e embasar as intervenções realizadas. A coleta de dados incluiu uma análise detalhada do histórico clínico, evolução dos sintomas, e registros fotográficos dos exames diagnósticos relevantes. A partir desses dados, foi possível desenvolver uma abordagem prática e teórica que envolvesse as atividades da prática assistencial com o conhecimento adquirido nas disciplinas de Enfermagem Cirúrgica e cuidados paliativos. A análise dos dados baseia-se em práticas recomendadas na literatura sobre cuidados paliativos e atendimento neurológico, permitindo uma compreensão mais ampla do papel do enfermeiro no suporte ao paciente e familiares. Assim, a metodologia utilizada no estudo fornece uma visão integrada do processo de cuidados de enfermagem, considerando as especificidades e necessidades do caso em questão. 05. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ✓ Anamnese Paciente R.I.E.S, 17 anos admitida em 09/08/2024 procedente do Hospital Metropolitano, em Joao Pessoa-PB com vaga cedida para enfermaria de clínica médica devido o quadro de cefaleia progressiva mostrando lesão expansiva com hidrocefalia sendo submetida a microcirurgia de tumor cerebral. Sem perspectiva de Conduta cirúrgica foram iniciados cuidados paliativos e realizar traqueostomia em uso de sonda nasogástrica para tratamento clínico e fiscalização de antibiótico. Em discussão de caso levantou hipótese de gastroparesia secundária ao quadro neurológico que poste estarem envolvido no quadro de saída de secreção via TQT. Seguem aos cuidados da equipe, mantido antibioticoterapia aguardando realização de gastrotomia e exames laboratoriais em vigilância e suporte clínico. ✓ Exame Físico ECT : Estado geral grave com abertura ocular espontânea sem outras reações.. ACV : RCR EM 2T BCNF. AR : MV+, AHT, S/RA ABD : Abdome flácido, depressivo, sem sinais de irritação peritoneal. EXT : Panturrilhas livres e ausência de edemas. NEURO : comatosa, abertura ocular espontânea, pupilas isofotorreagentes. ✓ Diagnósticos ● Risco de integridade da pele prejudicada associado a Imobilidade prolongada, dependência de dispositivos médicos ● Padrão Respiratório Ineficaz ● Nutrição Desequilibrada: Menor que as Necessidades Corporais ● Ansiedade Relacionada ao Estado de Saúde ● Conforto Prejudicado 06. ✓ Planejamento ● Espera-se que a integridade da pele mantenha-se controlada e com cuidados necessários. ● Espera-se que o padrão respiratório torne-se eficaz para manutenção da saúde. ● Espera-se que a nutrição desequilibrada torne-se necessária para as necessidades corporais garantindo a eutrofia. ● Espera-se que a ansiedade mantenha-se em níveis consideráveis para o estado de saúde apresentado. ● Espera-se que a equipe torne o conforto adequado para o paciente. ✓ Implementação ● Avaliar diariamente a integridade da pele, especialmente em áreas de proeminências ósseas e ao redor da sonda nasogástrica e traqueostomia. ● Reposicione o paciente a cada duas horas para reduzir o risco de lesões por pressão. ● Monitorar sinais deficientes e verificar a presença de secreções nas vias aéreas superiores e na traqueostomia. ● Educar a equipe sobre a manutenção da traqueostomia, incluindo técnica de higiene e troca de cânula. ● Avaliar e registrar o peso do paciente e sinais de perda de massa corporal para ajustes na nutrição enteral. ● Realizar higienização rigorosa das mãos antes e após cada procedimento. ● Avaliar sinais clínicos de desidratação, como pele seca, turgor diminuído e diminuição da produção de urina. ● Proporcionar uma presença calma e reconfortante, mantendo o paciente e a família informados sobre os procedimentos e cuidados a serem realizados. 07. ● Respeitar os desejos e preferências do paciente e dos familiares, discutindo com a equipe a adequação das medidas para interrupção e conforto no contexto de cuidados paliativos. ✓ Avaliação A paciente apresenta estabilidadeno seu quadro clínico com assistência da equipe de enfermagem modo profissional para acolhimento da família e do paciente em situação de cuidados paliativos. Segue sua orientação médicas para realização de gastrotomia e em acompanhamento com fonoaudióloga. Seguindo sempre orientações para troca de cânula e evitar riscos de infecções como também melhora da dieta. O processo de avaliação da evolução de enfermagem é mantido com paciente em situação pós-operatório de neurocirurgia e respiração espontânea por traqueostomia em vigilância e suporte de toda a equipe. 08. 4. CONCLUSÕES Conclui-se, portanto, que a prática clínica em cuidados paliativos, associada ao embasamento teórico, é essencial para consolidar o conhecimento e desenvolver habilidades específicas no manejo de casos complexos. A experiência trouxe desafios, como o cuidado com dispositivos invasivos e o monitoramento contínuo de sinais importantes, essenciais para preservar o conforto e dignidade do paciente. As facilidades incluíram a integração do conhecimento teórico, na prática, enriquecendo o processo de ensino-aprendizagem por meio da aplicação das disciplinas de clínica médica e cirúrgica em um contexto real. Destaca-se, assim, a importância da discussão de casos e da elaboração de planos terapêuticos personalizados, os quais são importantes para a qualificação da assistência de enfermagem, promovendo cuidado humanizado e focado nas necessidades específicas do paciente. 09. 5. REFERÊNCIAS SOUSA, Érica Maria Meira et al. Cuidados paliativos em pacientes neurológicos: uma revisão da literatura. Revista Eletrônica Acervo Científico, v. 44, p. e12791-e12791, 2023. DIAS, Heitor Menezes et al. Cuidados paliativos odontológicos a pacientes com câncer de cabeça e pescoço em Unidades de Terapia Intensiva: uma revisão integrativa da literatura. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e143101522902-e143101522902, 2021. DE AFONSO, ESCOLA DE ENFERMAGEM AURORA; ASSISTENCIAL, COSTA MESTRADO PROFISSIONAL EM ENFERMAGEM; SANTO DA SILVA, DANIEL ESPÍRITO. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM PARA O IDOSO COM DOENÇA ONCOLÓGICA AO FIM DE VIDA: REVISÃO DE ESCOPO E MAPEAMENTO CRUZADO 2019. GUIMARÃES, Tânia Maria Rocha et al. Assistência de enfermagem aos pacientes com Doença de Alzheimer em cuidados paliativos: revisão sistemática. Revista Eletrônica Acervo Saúde, n. 38, p. e1984-e1984, 2020. SALUSTIANO, Isabela Ferreira et al. A influência da espiritualidade no tratamento de pacientes oncológicos não paliativos: uma revisão integrativa. 2020. 10. 6. ANEXOS 11. Fonte: Acervo pessoal, 2024. 12.