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DAMÁSIO_OAB_DominandoÉtica_Capitulo01

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DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 1
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 2
Olá pessoal, aqui é o Professor Bruno Vasconcelos 
(@profbrunovasconcelos) e será uma honra passar esse 
lindo conteúdo para vocês.
Ética já deixou de ser aquela matéria em que o aluno 
estudava duas semanas antes do dia da prova e 
conseguia acertar a maioria das questões apenas lendo o 
Estatuto (lei federal 8.906/94). 
Portanto, venho aqui com este material para lhe moldar 
conforme pede hoje o Exame da Ordem fazendo acertar 
as 8 (oito) questões de forma simples e leve. Pode 
confiar!
Vamos verificar os dispositivos que vamos trabalhar 
dentro desse material:
Estatuto do Advogado (lei 8.906/94)
O Novo Código de Ética (RESOLUÇÃO N. 02/2015)
O Regulamento Geral do Estatuto da OAB.
Professor Bruno
https://www.instagram.com/profbrunovasconcelos
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 3
1. Da Atividade de Advocacia - artigo 1º a 5ª do Estatuto
Previsto no capítulo I do Estatuto, este já começa passando as funções privativas do 
advogado no seu artigo 1º. Ele aparentemente é fácil de compreender, mas é preciso 
demonstrar algumas observações e moldá-lo da forma que é cobrado.
Explicação: Veja que segundo o inciso acima só advogado pode postular no poder judiciário, mas já vou te 
dar uma dica: todas as vezes que o examinador foi nessa parte ele sempre pediu a EXCEÇÃO.
Explicação: Com certeza o professor de Direito Constitucional deve ter passado perfeitamente para você 
que em se tratando de Habeas Corpus, qualquer pessoa, sendo ela: nacional ou estrangeira e física ou 
jurídica pode impetrar. 
Observação: A única formalidade exigida é que o HC seja feito no idioma nacional.
ATENÇÃO! 
Este assunto é de extrema importância, pois caiu cinco vezes vezes nos últimos seis exames.
Art 1 - são atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
Exemplo clássico: habeas corpus. 
O próprio §1º do mesmo artigo já prevê isso, vejamos:
“Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de 
habeas corpus em qualquer instância ou tribunal.”
Venha agora para essa jornada comigo onde analisamos a letra da lei e, logo depois, te passo 
dicas e macetes para esse assunto entrar na sua cabecinha. Vamos analisar primeiro o que diz 
a bendita lei:
Vamos estudar o Estatuto e, ao mesmo tempo, ligá-lo ao Código de Ética e ao Regulamento 
Geral para você “matar” os três de forma simples e didática.
Professor Bruno
Habeas Corpus
Qualquer pessoa pode
Com ou sem advogado
Gratuito
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 4
"II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas."
Estou falando do Art. 5º § 4º , vejamos:
"As atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal 
ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, e independem de outorga de mandato 
ou de formalização por contrato de honorários." 
Isso mesmo que você entendeu:
Se a questão perguntar se precisa de mandato ou contrato de honorários, você diz
que “NÃO”;
E se perguntar se consultoria pode ser verbal ou escrita, você diz que “SIM”.
Vamos agora para o inciso II, onde vamos conhecer os atos extrajudiciais e, PRESTA ATENÇÃO, 
pois essa parte é uma queridinha do examinador. Já caiu duas vezes nas últimas 2 provas.
Professor Bruno
Observação: Além da Diretoria Jurídica, a Gerência Jurídica também está inclusa como 
ato privativo do advogado, porém esta informação se encontra prevista no artigo 7º do 
Regulamento Geral conforme será mostrado abaixo: 
 
“A função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou 
paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de advogado, não podendo 
ser exercida por quem não se encontre inscrito regularmente na OAB.”
Assessoria Jurídica
Consultoria Jurídica
Diretor ou Gerente Jurídico
FUNÇÕES PRIVATIVAS DO ADVOGADO
Atenção, se liga na inovação! Galera, isso aqui é a minha aposta, pois o examinador ama duas 
coisas nesse assunto: inovação e exceção!
Professor Bruno
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 5
Se liga em uma exceção que teu examinador tem um amor platônico: estou falando da 
hipótese onde um estudante não advogado pode fazer consultoria e assessoria, estou 
falando do fiel e sofrido ESTAGIÁRIO.
Professor Bruno
"Mas Prof. Bruno, como cairia isso na prova?" Te mostro agora:
Professor Bruno
Galera, observem que eles falam "regularmente inscrito", no próximo assunto vocês vão 
aprender que não é qualquer estudante de Direito que pode se inscrever como estagiário 
perante a OAB. 
 
Spoiler: só estudante nos últimos dois anos do curso de Direito poderá se inscrever como 
estagiário na OAB.
Professor Bruno
Veja o que informa o art. 3º § 2º :
“O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no art. 
1º, na forma do regimento geral, em conjunto com advogado e sob responsabilidade 
deste.”
Atenção 1: Quando vocês tiverem um estagiário e o autorizar, por exemplo, a fazer consultoria, lembre-se 
que a responsabilidade dos atos é do advogado. 
Atenção 2: Caso o estagiário ultrapasse os limites nas suas atribuições, ele responderá pela pena de 
censura, conforme alude o artigo 34 inciso XXXIX.
Exemplo: O advogado autorizou a fazer apenas consultoria, e ele está fazendo consultoria e assessoria.
FGV - 2019 - OAB - Exame da Ordem Unificado XXIX - Primeira Fase
Júnior é bacharel em Direito. Formou-se no curso jurídico há seis meses e não prestou, ainda, 
o Exame de Ordem para sua inscrição como advogado, embora pretenda fazê-lo em breve. Por 
ora, Júnior é inscrito junto à OAB como estagiário e exerce estágio profissional de advocacia 
em certo escritório credenciado pela OAB, há um ano. Nesse exercício, poucas semanas atrás, 
juntamente com o advogado José dos Santos, devidamente inscrito como tal, prestou consultoria 
jurídica sobre determinado tema, solicitada por um cliente do escritório. Os atos foram assinados 
por ambos. Todavia, o cliente sentiu-se lesado nessa consultoria, alegando culpa grave na sua 
elaboração.
Considerando o caso hipotético, bem como a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, 
assinale a opção correta.
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 6
A) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por essa 
atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de consultoria 
praticada é de José.
B) Júnior não poderia atuar como estagiário e deverá responder em âmbito disciplinar por essa 
atuação indevida. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na atividade de consultoria 
praticada é solidária entre Júnior e José.
C) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na 
atividade de consultoria praticada é solidária entre Júnior e José.
D) Júnior poderia atuar como estagiário. Já a responsabilidade pelo conteúdo da atuação na 
atividade de consultoria praticada é de José.
Explicação: Observe que nada impede que o estagiário exerça a função de consultoria, porém seus atos 
ficam sob responsabilidade e supervisão do advogado responsável.
RESPOSTA CORRETA: D
Nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados 
por advogados.
Atenção: a obrigação do visto não é absoluta, pois a Lei Complementar 123 impõe que 
nos casos de microempresas e empresas de pequeno porte não precisam ser visados 
por advogado. Também deve ser verificado o Art. 2º Parágrafo único do Regulamento 
Geral que tem conexão com este assunto, vejamos:
“Estão impedidos de exercer o ato de advocacia referido neste artigo (visto) os 
advogados que prestem serviços a órgãos ou entidades da Administração Pública direta 
ou indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer 
repartições administrativas competentes para o mencionado registro.”
DO VISTO DE PESSOA JURÍDICA.
2 EXCECÕES
Adv. vinculado a juntanão pode.
Micro ou empresa de pequeno porte não 
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 7
§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.
Explicação: Tenha atenção neste parágrafo, observe que ele não impede que atividades distintas possam 
ser realizadas no mesmo local como contabilidade e advocacia, a proibição está ligada a divulgação 
conjunta.
Com certeza, caro aluno, inclusive, uma imagem vale mais do que mil palavras:
Bruno, pode me demonstrar um exemplo? 
Aluno Damásio
Professor Bruno
Observação: Existem casos onde o advogado terá uma margem de proibição 
(impedimento e incompatibilidade) para exercer determinadas profissões, porém, este 
assunto só será abordado depois.
Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.
§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social. 
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao 
seu constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público.
Explicação: Este parágrafo ostenta que a função do advogado não é só uma profissão como qualquer 
outra, mas sim uma peça essencial para o Estado Democrático de Direito. Não é a toa que veremos 
em seguida que, caso um advogado seja ofendido no exercício da profissão, poderá ser feito um 
pedido de desagravo por qualquer pessoa (artigo 18 do Regulamento Geral) sem precisar, inclusive, da 
concordância do ofendido (artigo 18 § 7º do Regulamento Geral).
"Professor, que seria múnus público?" 
Trata-se de obrigação decorrente de acordo ou lei, sendo que, neste último caso, 
denomina-se múnus público.
Professor Bruno
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 8
“§ 2º-A. No processo administrativo, o advogado contribui com a postulação de decisão 
favorável ao seu constituinte, e os seus atos constituem múnus público.”
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, 
nos limites desta lei.
“Art. 2º-A. O advogado pode contribuir com o processo legislativo e com a elaboração de 
normas jurídicas, no âmbito dos Poderes da República.”
Atenção, olha a inovação!
Professor Bruno
Explicação: Fala meu povo, se liga nessa inovação quentinha que chegou: o advogado já podia sim atuar 
em processo administrativo, mas agora, a lei impõe que a atuação dele constitui múnus público. 
Significado: O múnus público é uma obrigação imposta por lei, em atendimento ao poder público, que 
beneficia a coletividade e não pode ser recusado, exceto nos casos previstos em lei.
Explicação: Lembrem-se, conforme a ADI 1.127-8, caso o advogado cometa crime de desacato contra 
autoridade, ele irá responder pelo ato mesmo no exercício da profissão.
Que tal mais uma inovação? 
Trata-se o advogado poder atuar em processo legislativo na elaboração de normas 
jurídicas nos poderes da república, vejamos:
Professor Bruno
RESUMINDO:
No processo 
administrativo, o 
advogado contribui 
com a postulação de 
decisão favorável ao seu 
constituinte, e os seus 
atos constituem múnus 
público.
O advogado pode 
contribuir com o 
processo legislativo e 
com a elaboração de 
normas jurídicas.
INOVAÇÕES LIGADAS AOS ATOS DO ADVOGADO
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 9
Que tal um exercício novinho?
Professor Bruno
Explicação: A questão jogou na cara uma das inovações, veja que ela tá perguntando simplesmente se o 
advogado pode atuar em uma processo legislativo, vemos assim que claro que ele pode.
FGV - 2022 - OAB - Exame da Ordem Unificado XXXVI - Primeira Fase
O advogado Francisco Campos, acadêmico respeitado no universo jurídico, por solicitação do 
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados, realizou estudos 
e sugestões para a alteração de determinado diploma legal. Sobre a atividade realizada por 
Francisco Campos, assinale a afirmativa correta.
A) A contribuição de Francisco dá-se como a de qualquer cidadão, não se configurando 
atividade da advocacia, dentre as elencadas no Estatuto da Advocacia e da OAB.
B) É vedada ao advogado a atividade mencionada junto ao Poder Legislativo.
C) A referida contribuição de Francisco é autorizada apenas se Francisco for titular de mandato 
eletivo, hipótese em que, no que se refere ao exercício da advocacia, ele estará impedido.
D) Enquanto advogado, é legítimo a Francisco contribuir com a elaboração de normas jurídicas, 
no âmbito dos Poderes da República.
RESPOSTA CORRETA: D
Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, além do 
regime próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, 
da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e 
Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das respectivas 
entidades de administração indireta e fundacional.
Atenção, se liga na inovação! 
Trata-se do artigo 3º-A. que foi inserido em agosto de 2020, ou seja, antes da 
publicação do edital da OABXXXII. Então tem tudo para cair na sua provinha. O artigo 
e seu parágrafo único se encontram aí embaixo e vou traduzi-lo para você. Vejamos:
Professor Bruno
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 10
Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e 
singulares, quando comprovada sua notória especialização, nos termos da lei. (Incluído 
pela Lei nº 14.039, de 2020).
Parágrafo único. Considera-se notória especialização o profissional ou a sociedade de 
advogados cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho 
anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe 
técnica ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que 
o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do 
objeto do contrato. (Incluído pela Lei nº 14.039, de 2020)
"Mas professor, o que isso quer dizer?" 
Isso é a lei passando na cara da sociedade que o exercício do advogado não é um mero produto 
onde se escolhe o mais barato, mas sim de natureza subjetiva onde o valor dos honorários pode 
variar conforme a sua ideia, experiência, legado e outras características que o torne único.
Professor Bruno
Explicação: Observe que a natureza do serviço advocatício é técnica e singular.
Explicação: Agora vem a parte mais polêmica.
“Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com 
profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade 
e divulgação; 
§ 1o Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, 
aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir 
A tal “notória especialização”, que seu professor aqui fez questão de 
grifar no parágrafo acima, tem um significado muito importante.
O motivo, caro aluna ou aluno, é porque se o exercício da advocacia 
pode ser considerado de notória especialização, a administração 
pública tem a opção de contratá-lo sem a exigência de licitação, não 
acredita? Vejamos o que mostra o artigo 25 da lei 8.666:
Polêmica professor, mas por quê?
Eita, professor, eu adoro uma polêmica, explique melhor aí. Detalha o motivo.
Aluno Damásio
Professor Bruno
Professor Bruno
Aluno Damásio
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 11
Explicação: Galera, típica estrutura de questão que tem tudo para cair na sua provinha, isto é, contar toda 
uma história, mas basta identificar determinadas palavras que você, amiguinho ou amiguinha, consegue 
acertar facilmente a questão.Vem comigo que eu vou te mostrar:
O que aprendemos? A advocacia tem natureza singular e técnica, ou seja, advogado não é um produto e, 
além disso, pode ser qualificado com uma especialização notória. Diante disso, já descartamos as letras 
“a” e “b". Verifique que eu não informei nenhum tipo de tempo de exercício específico de exercício para o 
advogado pode ser reconhecido como notória especialização, basta preencher os requisitos informados 
no parágrafo único do art 3º A como estudamos. Então já retiramos a letra “c” também da jogada. 
Portanto:
que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do 
contrato."
"Mas professor, mas como esse artigo pode cair na prova?" Te mostro aqui e agora:
Professor Bruno
QUESTÃO DESENVOLVIDA PELO PROFESSOR BRUNO VASCONCELOS
Mauro, advogado, atua em crimes contra a administração pública tendo uma experiência de 
mais de vinte e cinco anos no assunto, além de realizar palestras sobre o tema, abordar estudos 
exclusivos e ter toda uma equipe técnica diferenciada. No município X, onde Mauro reside, houve 
um caso de crime contra administração pública de grande complexidade que envolvia tipos de 
fraudes que são temas dos estudos de Mauro. Verificando a notória singularidade do advogado, 
o município pretende contratá-lo, e para isso usou o artigo 25 da lei 8.666 justificando que o 
caso em apreço seria inviável o uso da licitação. Conforme o caso narrado, podemos dizer que a 
município agiu de forma:
A) Incorreta, pois a natureza do serviço de advocacia é objetiva e não verifica qualquer tipo de 
singularidade. 
B) Correta desde que Mauro tinha mais de 30 anos de advocacia.
C) Incorreta, apesar da advocacia ter natureza singular ela não pode ser considerada de notória 
especialização.
D) Correta, pois o serviço de advocacia tem natureza singular, e como Mauro tem habilidade 
única para atuar no caso, é evidente sua notória especialização para justificar sua contratação.
RESPOSTA CORRETA: D
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 12
Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na 
OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. 
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido - no 
âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade 
incompatível com a advocacia.
Explicação: Veja que o art 4º traz em sua estrutura cinco hipóteses em que caso a pessoa exerça um ato 
privativo do advogado, este será nulo.
São eles:
A) Pessoas não inscritas: o exercício da advocacia é privativo das pessoas inscritas no quadro de 
advogados da OAB. Caso não seja inscrito, logo não será advogado. 
B) Pessoas impedidas: temos aqui aquilo que a doutrina chama de proibição parcial, são hipóteses onde 
o advogado fica proibido a exercer sua profissão contra algumas pessoas em específico. Verificaremos 
com mais detalhes em um assunto posterior.
C) Advogado suspenso: trata-se de uma punição que pode variar entre 30 dias e 12 meses (via de regra).
D) Advogado licenciado: diferente da situação prevista na alternativa anterior, o afastamento do 
advogado aqui não é fruto de uma sanção e sim um direito. Ex: licença para se tratar de uma doença 
mental curável. 
E) Advogado incompatível: ao contrário do impedido, aqui a proibição é total, ocorre quando o advogado 
passa a exercer determinadas profissões que, caso ele exercesse junto à advocacia, poderia causar danos 
irreparáveis ao exercício da justiça. Ex: a pessoa ser Juiz e advogado ao mesmo tempo.
ATENÇÃO: Para complementar a situação referente a atos de pessoas exercendo atos da advocacia de 
forma ilegal, vejamos o que informa o art. 4º do Regulamento Geral:
“A prática de atos privativos de advocacia, por profissionais e sociedades não inscritos na OAB, constitui 
exercício ilegal da profissão. Parágrafo único. É defeso ao advogado prestar serviços de assessoria e 
consultoria jurídicas para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB.”
Explicação: Atenção, quando for mencionado o CPC a revogação será mediante despacho do magistrado, 
porém, caso seja levado em consideração o Estatuto, observe que não há menção do despacho judicial.
Observação: Veja que quando se trata de URGÊNCIA (exemplo: risco de vida) se deve realizar o ato da 
advocacia com a menor burocracia possível. Para complementar este raciocínio, veja o que mostra o 
Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato.
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a 
apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 13
art.14 do Código de Ética:
“O advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, sem prévio 
conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável ou para adoção de medidas judiciais 
urgentes e inadiáveis.”
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos 
judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.”
§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes 
à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo.
Explicação: Vamos falar da hipótese de renúncia, se liga que estou falando de três informações que 
devem ser seguidas. Vou mostrá-las agora:
Para renunciar o mandato, advogado, 
você tem que se ligar nessas três informações:
1ª 
O advogado não 
justifica o motivo. 
(Art. 16 do Código de Ética) 
2ª 
O advogado precisa 
apenas comunicar 
preferencialmente 
mediante carta. 
(Art. 6ª do Regulamento Geral)
2ª 
Após a renúncia, 
o advogado ainda fica 
vinculado com o antigo 
cliente pelo prazo de 
10 dias, salvo quando o 
antigo cliente constituir 
um novo advogado 
dentro deste prazo.
(Art. 5ª, § 3 do Estatuto)
Atenção: Verifique que após a renúncia o advogado ainda ficará como defensor do cliente por 
10 DIAS, SALVO se ele for substituído antes do término.
Mas te pergunto, amiguinho ou amiguinha, se o advogado motivar, mas tal motivo não for justo?
Poxa professor, agora o senhor me pegou, e agora?
Aluno Damásio
Professor Bruno
Ai, irá responder pela pena de censura. Conforme o artigo 34, inciso X do Estatuto (lei 8.906/94).
“XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez dias da comunicação da 
renúncia;
Professor Bruno
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 14
Daí você me pergunta: "Mas como vai na prova?" 
Relaxe, "homi", vou te mostrar agora:
Professor Bruno
FGV - 2015 - OAB - Exame da Ordem Unificado XVI - Primeira Fase
João é advogado da sociedade empresária X Ltda., atuando em diversas causas do 
interesse da companhia. Ocorre que o controle da sociedade foi alienado para estrangeiros, 
que resolveram contratar novos profissionais em várias áreas, inclusive a jurídica. 
Por força dessa circunstância, rompeu-se a avença entre o advogado e o seu cliente. 
 
Assim, João renunciou ao mandato em todos os processos, comunicando formalmente o 
ato à cliente e houve novo contrato com renomado escritório de advocacia, que, em todos os 
processos, apresentou o instrumento mandato antes do término do prazo legal à retirada do 
advogado anterior. Na renúncia focalizada no enunciado, consoante o Estatuto da Advocacia, 
deve o advogado:
A) Afastar-se imediatamente após a substituição por outro advogado.
B) Funcionar como parecerista no processo pela continuidade da representação.
C) Atuar em conjunto com o advogado sucessor por quinze dias.
D) Aguardar dez dias para verificar a atuação dos seus sucessores.
RESPOSTA CORRETA: A
Explicação: Observe que a intenção do examinador foi lhe induzir ao erro te fazendo acreditar que João 
ficaria os 10 dias ainda vinculado, entretanto, verifique que o seu antigo cliente já estava constituído com 
outro escritório antes do encerramento do prazo. Portanto,o vínculo será desfeito, excluindo vínculo de 
João.
Portanto:
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 15
Explicação: Observe que de fato seria necessário o aviso ao patrono da causa sobre a atuação, mas 
conforme o carro acima narrado, estamos
falando de uma situação de urgência e, nesta hipótese, é dispensado o aviso como já foi demonstrado no 
artigo 14 do CED. Vejamos:
“O advogado não deve aceitar procuração de quem já tenha patrono constituído, sem prévio 
conhecimento deste, salvo por motivo plenamente justificável ou para adoção de medidas judiciais 
urgentes e inadiáveis.” 
Portanto:
FGV - 2019 - OAB - Exame da Ordem Unificado XXVIII - Primeira Fase
Maria Lúcia é parte em um processo judicial que tramita em determinada Vara da Infância e 
Juventude, sendo defendida, nos autos, pelo advogado Jeremias, integrante da Sociedade de 
Advogados Y.
No curso da lide, ela recebe a informação de que a criança, cujos interesses são debatidos no feito, 
encontra-se em proeminente situação de risco, por fato que ocorrera há poucas horas. Ocorre que 
o advogado Jeremias não se encontra na cidade naquela data. Por isso, Maria Lúcia procura o 
advogado Paulo, o qual, após analisar a situação, conclui ser necessário postular, imediatamente, 
medida de busca e apreensão do infante.
Considerando o caso hipotético, assinale a afirmativa correta.
A) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, 
independentemente de prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y.
B) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas após 
o prévio conhecimento de Jeremias, não sendo suficiente informar à Sociedade de Advogados 
Y, sob pena de cometimento de infração ética.
C) Paulo poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, apenas 
após o prévio conhecimento de Jeremias ou da Sociedade de Advogados Y, sob pena de 
cometimento de infração ética.
D) Paulo não poderá aceitar procuração de Maria Lúcia e postular a busca e apreensão, mesmo 
que seja promovido o prévio conhecimento de Jeremias e da Sociedade de Advogados Y, sem 
antes ocorrer a renúncia ou revogação do mandato, sob pena de cometimento de infração ética.
RESPOSTA CORRETA: A
DOMINANDO ÉTICA COM PROF. BRUNO VASCONCELOS 16
Atenção: Qual seria o número necessário de atos privativos do advogado para o ano computar como 
prática jurídica? Observe o que informa o art. 5º do regulamento geral:
“Art. 5º Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a participação anual mínima em cinco 
atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas ou questões distintas.”
 
Observação: Para reforçar a importância da advocacia no meio jurídico, verifique o que alude o art 2º do 
novo código de ética:
O advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, 
dos direitos humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz 
social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com 
os valores que lhe são inerentes.
Explicação: 
CORRETO, são nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, 
sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. 
ERRADO, são nulos os atos praticados por advogado impedido.
ERRADO, não abrange os que exijam poderes especiais.
ERRADO, o prazo é de DEZ DIAS! Não esqueçam, viu!
QUESTÕES DESENVOLVIDAS PELO PROFESSOR BRUNO VASCONCELOS
1. Sobre a atividade do advogado é correto informar que: 
A) São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem 
prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. 
B) Não são nulos os atos praticados por advogado impedido.
C) Procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos judiciais, em 
qualquer juízo ou instância, inclusive os que exijam poderes especiais.
D) O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os quinze dias seguintes à 
notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término 
desse prazo.
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Explicação: 
No exercício da profissão, o advogado é INviolável por seus atos e manifestações, nos limites 
desta lei.
E já lhe adianto que devido a este direito, o advogado tem imunidade contra determinados 
CRIMES, conforme alude o art. 7 parágrafo 2º:
“O advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação ou desacato 
puníveis qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, 
sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer. (Vide ADIN 
1.127-8).”
Observe que na questão da imunidade não estão inclusos os crimes de calúnia e desacato.
2. Sobre a atividade do advogado é incorreto informar que: 
A) É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. 
B) No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, nos limites 
desta lei. 
C) O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a apresentá-la no 
prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
D) No exercício da profissão, o advogado é violável por seus atos e manifestações, nos limites 
desta lei.
3. Em obediência ao que dispõe o Regulamento Geral, Estatuto da Advocacia e da OAB, o 
advogado que, por motivos pessoais, não mais deseje continuar patrocinando determinada 
causa deve: 
A) Renunciar ao mandato e continuar representando seu cliente por trinta dias, salvo se este 
constituir novo advogado antes do término do prazo. 
B) Fazer um substabelecimento sem reservas de poderes para outro advogado e depois 
comunicar o fato ao cliente. 
C) Comunicar ao cliente a renúncia ao mandato e funcionar no processo nos dez dias 
subsequentes, caso outro advogado não se habilite antes.
D) Comunicar ao cliente a desistência do mandato e indicar outro advogado para a causa, o 
qual deve ser, obrigatoriamente, contratado pelo cliente.
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Explicação: 
O cliente deverá ter ciência da renúncia do mandato PREFERENCIALMENTE mediante carta com 
aviso de recepção.
Seu constituinte deverá acompanhá-lo pelos 10 dias subsequentes, caso outro advogado não se 
habilite antes.
Portanto:
Explicação: 
Vamos lá, de fato é necessário um advogado conforme o artigo 1º §2º do Estatuto, mas (se liga 
na exceção) o parágrafo único do artigo 2º do Regulamento Geral demonstra um impedimento 
para o advogado exercer o ato abrigado da vista no documento. Vejamos:
“Estão impedidos de exercer o ato de advocacia referido neste artigo os advogados que prestem 
serviços a órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta, da unidade 
federativa a que se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer repartições administrativas 
competentes para o mencionado registro.”
OBSERVAÇÃO: Não esquecer que quando se tratar de microempresa e empresa de pequeno 
porte, o visto do advogado não será necessário, no entanto não foi isso o abordado na questão. 
Lembre-se só se limite nos dados da questão, cuidado para não inventar e ficar no “e se”.
4. Paulo Morais, advogado, foi procurado pelo amigo Gibson para visar um registro de 
determinada pessoa jurídica em uma junta comercial, tendo em vista que o advogado presta 
serviço para determinado órgão vinculado à própria. Paulo aceitou a proposta e ainda informa 
que devido a sua experiência, o ato será realizado de forma ainda mais eficiente. Conforme o 
que aludi o Regulamento Geral e o Estatuto, podemos dizer: 
A) Via de regra o advogado é dispensável para realizar tal ato, justificando a falta de 
necessidade de Gibson procurar Paulo. 
B) O visto do advogado é obrigatório e Paulo pode realizá-lo tranquilamente. 
C) O visto só necessita de advogado quando se trata de pessoa jurídica de grande porte.
D) É necessário o visto do advogado, mas Paulo é impedido derealizar o ato, pois sua posição 
na prestação de serviço a órgão vinculado à junta o proíbe, conforme aludiu o Regulamento 
Geral.
RESPOSTA CORRETA: C
RESPOSTA CORRETA: D
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